O que é Arquitetura da Informação?
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A pesquisa assume um caráter bibliográfico e
exploratório e constitui-se de um amplo
referencial teórico acerca das temáticas de
Arquitetura da Informação e Arquitetura da
Informação para Web, elencando as definições,
metodologias e presunções aferidas por diversos
pesquisadores da área. Tem por finalidade
clarificar conceitos e termos acerca do que vem a
ser a Arquitetura da Informação para Web,
objetivando disseminar informações no âmbito da
referida temática, uma vez que esta vem se
inserindo de forma significativa em diversas áreas
do conhecimento, seja na Ciência da Informação,
Comunicação, Biblioteconomia, Design, e
Interação humano-computador dentre outras.

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O que é Arquitetura da Informação? O que é Arquitetura da Informação? Document Transcript

  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 11O QUE É ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO?WHAT IS INFORMATION ARCHITECTURE?Maria Amélia Teixeira da Silva*André Luiz Dias de França**Dulce Elizabeth Lima de Sousa***Guilherme Ataíde Dias****RESUMOA pesquisa assume um caráter bibliográfico eexploratório e constitui-se de um amploreferencial teórico acerca das temáticas deArquitetura da Informação e Arquitetura daInformação para Web, elencando as definições,metodologias e presunções aferidas por diversospesquisadores da área. Tem por finalidadeclarificar conceitos e termos acerca do que vem aser a Arquitetura da Informação para Web,objetivando disseminar informações no âmbito dareferida temática, uma vez que esta vem seinserindo de forma significativa em diversas áreasdo conhecimento, seja na Ciência da Informação,Comunicação, Biblioteconomia, Design, eInteração humano-computador dentre outras.Palavras-chave: Arquitetura da Informação.Arquitetura –Web. Design.ABSTRACTThe research takes a bibliographical andexploratory and consisted of a broad theoreticalframework about the issues of InformationArchitecture and Information Architecture for theWeb, listing the definitions, methodologies andassumptions as measured by several researchers.Aims to clarify concepts and terms about whatbecomes of Information Architecture for Web,aiming to disseminate information within thistheme, since it has been hard enough on enteringvarious areas of knowledge, whether inInformation Science, Communication, LibraryDesign, and human-computer interaction andothers.Keywords: Information Archtecture. Web. Design.____________________1 INTRODUÇÃONo contexto atual, as mudanças provocadaspela forte e marcante inserção dastecnologias da informação e comunicação(TICs) na sociedade vêm alterandoprofundamente o modo e meio utilizado paraorganizar, armazenar e recuperar asinformações geradas em meio digital.A explosão informacional surgida após ainvenção da imprensa por Gutenberg em1448 destaca-se enquanto um acontecimentomarcante para socializar o conhecimentocientífico, tornando-o acessível à sociedade.Tal fato não ocorria na antiguidade já que, asbibliotecas eram vistas como verdadeirosdepósitos de informação monopolizados pelaigreja católica e pela nobreza, que impedia asoutras classes da sociedade de terem acessoao conhecimento produzido na época(WEITZEL, 2002).Tal como a explosão informacional, a eradigital inseriu-se na sociedade atual como umfenômeno revolucionário no que diz respeitoà produção, armazenamento, recuperação edisseminação da informação. As mudançasresultantes dos novos instrumentos utilizadospara armazenamento e recuperação dainformação, a exemplo dos websites, portais,intranets etc., alteraram fortemente oprocesso de produção escrita e de leitura,uma vez que diversas técnicas demanipulação de informações foram e são
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 12colocadas diante do usuário, ampliando aspossibilidades de criação, acesso e uso destasinformações, mediante o simples contato comum computador.Os espaços informacionais anteriormentecitados abrigam um conjunto de informaçõesque em sua maioria encontram-sedesorganizadas e precisam de critérios eaplicações de técnicas que auxiliem oprocesso de organização e recuperação deinformações.A Arquitetura da Informação (AI) definida peloInformation Architecture Institute (2002, p.1)como “a arte e ciência de organizar e rotularweb sites, intranets, comunidades on-line esoftware, para suportar usabilidade”,configura-se como uma importanteferramenta para organização de informaçõesem diferentes suportes, a fim de facilitar ouso e acesso a estas. É utilizada ainda para darforma a produtos e experiências deinformação a fim de suportar usabilidade(MORVILLE; ROSENFELD, 2006).Segundo Reis (2004) com o uso da AI épossível reduzir o tempo de encontrarinformação, o tempo de não encontrarinformação, custos com construção emanutenção de websites, despesas comtreinamentos de funcionários e ainda proverum aumento da valorização da marca.A aplicação dos princípios da AI, sendo estesprincípios o Sistema de Organização, Sistemade Navegação, Sistema de Rotulação eSistema de Busca, em websites portais,intranets, etc. possibilitará aos usuáriosencontrar as informações que desejam ealcançar seus objetivos. Um exemplo práticodessa contribuição refere-se ao Sistema deNavegação, um dos quatro princípios da AI.Segundo Reis (2004) um bom Sistema deNavegação deve responder sempre a 3perguntas. Onde estive? Onde estou? Aondeposso ir? , isto é, permitir que em qualquerparte do site onde o usuário estiverindependente de quantos níveis ele tenhapercorrido, possa ser capaz de identificar opercurso que realizou como também,visualizar as opções que terá para continuarsua navegação.Diante desse contexto, esta pesquisacomporta um amplo referencial teóricoacerca do que é Arquitetura da Informação,Arquitetura da Informação para Web e quaisprincípios compõem a segunda.2 ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EARQUITETURA DA INFORMAÇÃO PARA WEB:RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES2.1 ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO: ORIGEMA quantidade de informações geradas deforma excessiva, sem nenhum critério deseleção, organização, filtro e disseminação,fez surgir na sociedade um verdadeirodescontrole para absorção destas,principalmente de forma qualitativa,resultando no que Reis (2005 p.1) denominacomo uma “síndrome da fadiga de informação[...] caracterizada por tensão, irritabilidade esentimento de abandono causado pelasobrecarga de informação a que o serhumano está exposto”, estando essainformação disponível em artigos, websites,jornais, e-mails, revistas, ou outros suportesde informação.Para resolver problemas dessa natureza etornar as informações mais compreensíveispara todos, Richard Saul Wurman, desenhistagráfico e arquiteto por formação acadêmica,cunhou o termo Arquitetura da informaçãoem 1976 como um novo objeto de estudo daárea de informação. A partir daí passou aaplicar o conceito para organização deinformações em suportes físicos a exemplo deguias e mapas entre outros materiais,expandindo-se posteriormente sua aplicaçãopara a organização de layout de museus eestruturação de imagens radiográficas parauso médico.
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 13A afirmação anterior pode sem mais bemconcretizada na fala de Willys (2000, p.1):Na década de 1960, no início de suacarreira como arquiteto, Wurman tornou-se interessado em questões relativas aosmodos pelos quais os edifícios,transportes, serviços públicos, e aspessoas trabalhavam e interagiam umascom as outras em ambientes urbanos. Istoo levou a desenvolver ainda mais ointeresse nas formas pelas quais asinformações sobre ambientes urbanospoderiam ser reunidas, organizadas eapresentadas de forma significativa paraarquitetos, urbanistas, engenheiros detransportes e de serviços públicos, eespecialmente para as pessoas que vivemou visitam as cidades. A semelhança detais interesses com as preocupações dosprofissionais de biblioteconomia e ciênciada informação é evidente.De acordo com a opinião de Renata Zilse noartigo intitulado “Arquitetura da Informação:um pouquinho de história”, a AI surgiu naCiência da Informação e não na Arquiteturacomo vários pesquisadores defendem.Entende-se ser complicado apresentar umadefinição exata sobre a origem e as primeirasaplicações da AI.2.2 ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO PARAWEB: ORIGEM, PRINCÍPIOS E APLICAÇÕESNa década de 90, com o crescimento da Webvárias empresas passaram a preocupar-se emcriar suas páginas Web a fim de disponibilizarmais rapidamente seus conteúdos e obteremum maior retorno (REIS, 2007). Essa iniciativadeu origem à explosão das denominadasempresas.com, empresas estas que tinhamseus negócios direta ou indiretamente ligadosa Web, algumas surgiam exclusivamente pelainternet, outras já existentes em unidadesfísicas, tentavam a todo custo se inseriremnesse universo informacional que não paravade crescer.Com o passar do tempo, as empresaspassaram a sentir a necessidade deaprimoramento dos seus websitesprincipalmente com relação à organização dasinformações neles armazenadas, a partir daícomeçaram a surgir às primeiraspossibilidades de aplicação de princípios de AIno design de websites.A Arquitetura da Informação para Web é umadisciplina que reúne profissionais de umagrande variedade de titulações acadêmicas,seja da área da Biblioteconomia,Comunicação, Design Industrial, InteraçãoHumano Computador etc. (BUSTAMANTE,2002). Os pioneiros na aplicação da AI nodesign de websites foram Peter Morville eLouis Rosenfeld em 1994. Juntos fundaram aArgus Associates, a primeira empresadedicada a trabalhar exclusivamente comprojetos de AI para websites. Com o passar dotempo, outras empresas especializadas emprojetos de websites a exemplo da Sapient,Scient, Viant, Agency.com, IXL, marchFIRST,Rare Medium, Zefer, Luminant e Razorfishpassaram a trabalhar também comArquitetura da Informação para Web(REIS,2007).Em 2001 com a explosão da bolhaespeculativa da Internet, fenômeno queresultou na queda de grande parte dasempresas de tecnologia na bolsa, a ArgusAssociates que tinha menos de um ano nomercado não conseguiu manter-se nele,fechando suas portas por volta de março de2001. Nessa época Peter Morville e LouisRosenfeld já haviam lançado a primeira ediçãodo livro Information Architecture for theWorld Wide Web no ano de 1998,considerado o Best Seller da área (REIS, 2007).Os autores lançaram mais duas edições dolivro, sendo a segunda em 2002 e a terceiraem 2006. Na terceira edição os autoresapresentam quatro possíveis definições paraArquitetura da Informação para Web, sãoelas: O design estrutural de ambientes deinformação compartilhados;
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 14 A combinação dos esquemas deorganização, de rotulação, de busca e denavegação dentro de websites e intranets; A arte e a ciência de dar forma aprodutos e experiências de informaçãopara suportar a usabilidade e a findability; Uma disciplina emergente e umacomunidade de prática focada em trazerprincípios de design e arquitetura noespaço digital. (MORVILLE; ROSENFELD,2006, p.72)Os autores justificam que não apresentamuma definição única para a Arquitetura daInformação para Web, pelo fato de que aspessoas têm diferentes opiniões sobre odesign de websites, opiniões estas, quedependem de vários fatores, que vão desde aformação acadêmica e profissional atéquestões culturais.Há muito tempo diversas discussões vêmsendo geradas acerca da definição daArquitetura da Informação para Web. Noentanto, percebe-se que não há uma únicadefinição para a referida disciplina. Morville eRosenfeld apresentaram em 2006 asdefinições anteriormente descritas de acordocom suas percepções e com o que acreditamser á área. De acordo com a opinião de outrosautores da área,a Arquitetura da Informação refere-se aodesenho das informações: como textos,imagens e sons são apresentados na telado computador, a classificação dessasinformações em agrupamentos de acordocom os objetivos do site e dasnecessidades do usuário, bem como aconstrução de estrutura de navegação ede busca de informações, isto é, oscaminhos que o usuário poderá percorrerpara chegar até a informação. (STRAIOTO,2002 apud VIDOTTI; SANCHES, 2004, p. 2).Dando seguimento às diversas definições deArquitetura da Informação para Web Chiou(2003,p.1) também da sua contribuição,definindo à Arquitetura da Informação paraWeb como “a arte de criar um conjunto deprojetos para a informação, projetos estesrelacionados com produtos e construídos pordesigners e programadores”.2.2.1 Princípios básicos da Arquitetura daInformação para WebA Arquitetura da Informação para Web écomposta segundo Morville e Rosenfeld(2006) por quatro sistemas estruturados einterdependentes, utilizados para organizar asinformações disponíveis nas páginas Web epara proporcionar mais facilidade e agilidadeno trabalho do arquiteto da informação. Taissistemas são assim denominados: sistema deorganização, sistema de navegação, sistemade rotulação e sistema de busca.Nos tópicos seguintes serão descritos deforma mais específica cada um dos sistemasaqui citados, com a pretensão de gerar umamaior compreensão acerca do papel e funçãode cada um deles dentro da plataforma Web,mais especificamente dentro de websites.2.2.1.1 Sistema de organizaçãoPara facilitar o acesso as informaçõesdisponíveis nos websites é necessário queestas estejam categorizadas, pois, só assim ousuário encontrará de maneira ágil o queprocura. O sistema de organização é o sistemaque agrupa e categoriza o conteúdoinformacional e origina-se da idéia de que énecessário organizar o espaço em que ainformação está inserida para assim recuperá-la. Diante desse contexto torna-se importantedefinir o que é categorização, “categorizaçãoé um mecanismo cognitivo fundamental quesimplifica a interação do indivíduo com oambiente: ela não apenas facilita oarmazenamento da informação, mas tambémreduz a demanda da memória humana”.(JACOB; SHAW, 1998 apud REIS, 2004, p. 3),Apesar de terem sido mencionadas algumasdefinições sobre categorização deve-seconsiderar que o ato de se trabalhar comprocessos mentais é uma tarefa muito difícil,na medida em que envolve aspectos
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 15cognitivos humanos individuais, aspectosestes que segundo Reis (2007, p.79) “afetamdiretamente o design do sistema deorganização”.Um bom exemplo dessas dificuldades podeser visto através da presença deambigüidades nas páginas Web. O surgimentode ambigüidade se dá em sua maioriaexatamente como conseqüência acategorizações ou classificações feitas porseres humanos, na medida em que cadaclassificador ou categorizador possui umaopinião formada com relação a determinadoelemento e passa a classificá-lo da forma quemelhor lhe convêm ou da forma que para elaé mais compreensível.Bustamante (2004, p.1) ao se posicionar comrelação à classificação, nos chama a atençãoao dizer que “um mesmo vocábulo pode termúltiplas interpretações dependendo docontexto onde é apresentado”, em outraspalavras o autor nos diz que um mesmoobjeto, elemento, palavra e assim por diante,pode ter inúmeras interpretações, que variamde acordo com o contexto em que estáinserido. E isso é muito pertinente selevarmos em consideração principalmente,como anteriormente citado, a questão dessaatividade ser desenvolvida por sereshumanos.A comunicação é equívoca. Somoslimitados por uma língua na qual aspalavras podem significar uma coisa parauma pessoa e algo bem diferente paraoutra. Não existe uma forma certa de secomunicar. Pelo menos em sentidoabsoluto, é impossível partilhar nossospensamentos com os outros, pois jamaisserão compreendidos de formaexatamente igual. (WURMAN, 1991,p.110)Face ao exposto, percebe-se que aambigüidade apresenta-se como uma grandeameaça ao sistema de organização dequalquer site, seja na escolha de um rótulopara representar bem as informações, seja nadefinição de quais elementos pertencem acada categoria existente no site. Diante dissotorna-se clara e evidente a relação existenteentre o sistema de organização e o sistema derotulação, partindo-se da idéia de que paraorganizar um site é necessário rotular bem oseu conteúdo.Outro problema relacionado à organização dainformação na Web, é a heterogeneidade,caracterizada por Reis (2007, p.80) como a“mistura de diversos tipos de conteúdos(textos, imagens, vídeos, sons, etc.) em umainfinidade de formatos (html, pdf, ppt, swf, js,etc.)”.A heterogeneidade de conteúdos noswebsites dificulta a elaboração de umapolítica única para organização e estruturaçãode seu conteúdo. É praticamente impossívelclassificar documentos de diferentes tipos ediferentes formatos fazendo uso de umamesma metodologia ou padronização. Hádistinções, por exemplo, em se classificar umlivro, um artigo de periódico, um CD, um DVDou um website, cada um tem suasparticularidades e deve ser classificado deformas diferentes e separadamente. Emwebsites essa atividade tem se tornado umgrande desafio para arquitetos da informação,algumas iniciativas na área tem se dadoatravés da criação e uso de taxonomias.Num terceiro momento destaca-se a questãodas diferenças de perspectiva, momento querequer muita atenção do arquiteto dainformação, tendo em vista que nessa etapa,o referido profissional deve anular suasperspectivas e buscar atender e suprir asexpectativas e necessidades do usuário aquem pertence o website. Nessa etapa, oarquiteto precisará ainda, tomar muitocuidado com a diversidade de perfis deusuários que estará lidando, pois, quanto maisperfis ele tiver, mais complexo será trabalharcom os sistemas de organização e denavegação. (REIS, 2007).
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 16Pensar questões relacionadas à estética dowebsite, é um fator muito importante paradesenvolvê-lo. Nessa etapa destaca-se aimportância de criar uma interface agradável,que proporcione prazer aos usuários, fazendocom que eles se sintam bem ao utilizar owebsite. Um design atraente provoca umaumento na usabilidade da interface, uma vezque, permite aos seus usuários pensarem deforma criativa motivando-nos a buscaremnovos modelos mentais ao se depararem comerros. Um design pouco atraente por sua vezprovoca o efeito inverso, na medida em quelimita a capacidade criadora da mentehumana ao se deparar com um erro(NORMAN, 2003 apud REIS, 2007).Na percepção de alguns pesquisadores como(REIS, 2007; BUSTAMANTE, 2004; NORMAN,2003; MORVILLE; ROSENFELD, 2006), um bomcaminho a ser seguido para estruturar osistema de organização de websites é autilização de esquemas de organização dainformação. Esquemas de organização sãoformas adotadas para atribuir significado aoconteúdo e categorizá-lo de maneira que sejacompreensível para quem for utilizá-lo. Aprincipal contribuição desses esquemas épermitir que o usuário tenha uma noção geralde como toda a informação está organizadano site (MORVILLE; ROSENFELD, 2006;BUSTAMANTE, 2004).Os esquemas de organização da informaçãocriados mediante propostas feitas pordiversos pesquisadores da área, resultam emnove esquemas divididos em dois grandesgrupos que contemplam categorias esubdivisões, são eles: esquemas deorganização exatos e esquemas deorganização ambíguos.2.2.1.2 Sistema de navegaçãoO sistema de navegação determina a maneirade navegar, de mover-se pelo espaçoinformacional e hipertextual. Para tanto seutiliza de ferramentas que auxiliam o usuáriode um determinado website a localizar-se emmeio às inúmeras informações disponíveisneste, possibilitando ao usuário saber ondeele está e para onde pode ir dentro da páginaWeb.Muitas são as semelhanças existentes entreambientes físicos e ambientes virtuais.Observar estas relações principalmente emum sistema de navegação pode ajudarbastante as pessoas a compreenderem comoeste sistema funciona. Nesse contexto, torna-se importante fazer comparações commodelos que já possuímos armazenados emnossa mente. Tomando-se uma casa comoexemplo, pode-se pensar qual o modelomental que se atribui a uma casa? Pode-sedizer que é uma estrutura física que contémportas, janelas, telhas, paredes, sala, cozinha,banheiro, quarto, terraço e assim por diante,esse ato de descrever a idéia do que é umacasa, pode ser entendido como um modelomental, armazenado na mente de quem já viuuma casa e guardou sua estrutura.Estabelecendo um comparativo entre umsistema de navegação físico e um sistema denavegação virtual pode-se dizer que a casaseria o website, e os links existentes nowebsite seriam as portas de acesso aoscompartimentos dela, ou seja, o quarto, asala, o banheiro, a cozinha etc. Sabe-se quepara entrar numa casa, é necessário passarantes por uma porta, e para passar da salapara o quarto, precisa-se passar por outraporta, da mesma forma ocorre em websites,têm-se como uma porta inicial a interface ouhomepage do site, e para passar de um menupara o outro, é necessário recorrer aos links.O sistema de navegação de websites pode serdividido em duas categorias: sistema denavegação embutido, incluindo-secomponentes como: logotipo, menu denavegação global, menu de navegação local,componentes de navegação contextual, breadcrumb e cross content; e sistema denavegação remoto onde se incluicomponentes suplementares como: mapas dosite, índices e guias.
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 17Apesar de existirem grandes semelhançasentre sistemas de navegação em ambientesfísicos e virtuais, algumas distinções se fazempresentes. Levando-se em consideração o fatode que a navegação seja ela em ambientefísico ou virtual, consiste na atividade detraçar um caminho a ser percorrido da melhorforma pelo usuário para que este chegue aolocal desejado, serão descritas no próximoparágrafo algumas distinções existentes nanavegação em ambientes físicos (reais) e emambientes virtuais.Para melhor explicar tais distinções faz-semenção de dois momentos. Num primeiromomento pode-se destacar a navegação nomundo físico (real) que se dá através dautilização de instrumentos reais, que jáexistem em nosso meio e servem comopontos ou objetos referenciais, são eles:praças, ruas, avenidas, supermercados,padarias, bússolas, mapas registrados, guiasetc. Num segundo momento destaca-se omundo virtual, a exemplo dos webistes, ondediferentemente do mundo físico praticamentenão existem instrumentos auxiliares deorientação, que resultem numa eficientenavegação, não há uma regra a ser seguida,bem como, um padrão universal a serutilizado, tudo o que se tem sãorecomendações resultantes de pesquisasrealizadas por pesquisadores da área.As afirmações anteriormente feitas podem serembasadas também por Reis (2007, p.90).Para o autor,No mundo real, as referências já existem efazem parte do ambiente. Árvores, rios,montanhas, estrelas. É infinita aquantidade de pontos de referência que omundo físico oferece para orientar onavegador em sua trajetória. Porém, emum website, essas referências nãoexistem. Como as placas de uma rua, énecessário criar um sistema de navegaçãoque estabeleça pontos de referência euma sinalização no ambiente virtual dohipertexto para orientar o usuário no seucaminho.Mais uma vez, assim como no sistema deorganização, o grande problema vem a ser acognição, como desenvolver um sistema denavegação que atenda a perspectiva dousuário final? Que acompanhe seupensamento e sua necessidade? Que geremodelos mentais que sejam fixados namentes destes usuários? O próximo tópicopretende responder mesmo de forma brevealgumas dessas indagações, sob a ótica dealguns pesquisadores da área da Arquiteturada Informação para Web.Apesar de não existir um meio simples euniversalmente definido para a elaboração deum sistema de navegação em websitesFleming (1999 apud REIS, 2007, p.91)apresenta uma lista com dez princípiosbásicos observados em websites comosistema de navegação qualitativos, são eles:ser fácil de aprender; ser consistente; proverfeedback para o usuário; está presente dediferentes formas conforme o contexto;oferecer alternativas; economizar ações etempo de utilização; apresentar mensagensvisuais claras e no momento adequado;possuir rótulos compreensíveis; estar emsintonia com o propósito do website; esuportar os objetivos e comportamentos dousuário.2.2.1.3 Sistema de rotulaçãoPara uma melhor compreensão do que vem aser um sistema de rotulação, torna-senecessário definir a princípio o que sãorótulos. Diante desse contexto é muitopertinente e interessante a definição dada porReis (2007, p.99), segundo ele “um rótulo éum símbolo lingüístico utilizado pararepresentar um conceito”.Estabelecendo um comparativo entreambientes físicos e virtuais, pode-se dizer queos rótulos são imagens, palavras ou frasesempregadas para “traduzir” o que existe portrás de uma porta. Tomando-se como
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 18exemplo os banheiros femininos emasculinos, pode-se dizer que provavelmenteseria surpreendente e até chocante ver orótulo de uma mulher no banheiro masculinoe de um homem no banheiro feminino, nãoseria? Eis aí uma, senão a mais importantefunção de se transmitir um rótulo comclareza, precisão, consistência euniversalidade. Seria surpreendente se aoclicar no popular ícone recortar do word, eleativasse a função de copiar ou colar ao invésde recortar.Ao criar um rótulo durante a elaboração deum sistema de arquitetura de informação dewebsites deve-se ter muito cuidado com ainformação que esse rótulo pretendetransmitir, pois, uma má elaboração podecomprometer gravemente o sistema deorganização e navegação. Em websites osrótulos são geralmente representados porlinks textuais através do uso de palavras, oupor links não-textuais quando formadoprincipalmente por ícones ou imagens querepresentam conceitos.Partindo agora para a definição, bem comofunção do sistema de rotulação, Reis (2004)afirma que o sistema de rotulação estabeleceas formas de representação e apresentaçãoda informação, definindo signos para cadaelemento informativo. Para, Morville eRosenfeld (2006), etiquetar é uma forma derepresentação, assim a meta de um rótulo écomunicar eficazmente a informação, ou seja,carregar significado sem levar muito doespaço de uma página ou o espaço cognitivode um usuário.Existem algumas combinações para criação derótulos em sistemas de navegação, como porexemplo: página inicial; busca; fale conosco;ajuda; notícias, etc. variando a nomenclaturade acordo com a língua em que o site seencontra. Os rótulos devem refletir alinguagem dos usuários e não dosproprietários do site, verificar rótulos jáusados em websites semelhantes, visitarpáginas de universidade que geralmente têmbibliotecários na equipe de desenvolvimentodo site e usar vocabulário controlado sãoalgumas das medidas necessárias àelaboração desses sistemas.Segundo Morville e Rosenfeld (2006) um dosmaiores problemas do sistema de rotulação éconseguir fazer uso de rótulos que estejamem concordância com a mesma linguagemutilizada pelo usuário.Diante disso é importante perceber queexistem diferenças significativas entre apercepção do arquiteto da informaçãoenquanto o profissional que projeta o site, e apercepção do usuário que irá utilizá-lo. Essadiferença pode ser constatada, por exemplo,na linguagem utilizada pelo usuário,expressões como gírias e variação de dialetosconforme determinada região são casosexplícitos de situações que geramambigüidades. Tomemos por exemplo, avariação existente entre a nomenclatura dadenominada macaxeira na Paraíba e Aipim noRio de Janeiro, tais variações denominadasdialetos são um exemplo claro deambigüidades atribuídas a um mesmoproduto. Estabelecer um padrão universal derótulos é uma tarefa bastante complicada,porém, altamente necessária.Ainda no exemplo da macaxeira ou aipim,imagine o quanto seria difícil para o arquitetoda informação criar um website voltado paraa venda de alimentos dessa natureza a nívelnacional, definir um rótulo textual seriaextremamente complicado, uma vez que, nãoseria possível dizer se a nomenclatura corretaseria aipim ou macaxeira. O máximo que oarquiteto poderia fazer seria não utilizarrótulos textuais substituindo-os por rótulosnão-textuais empregando-se assim, umaimagem para transmitir o conceito demacaxeira ou aipim, ou ainda, criar sub-sitesfocados em um público específico,colaborando dessa forma com a redução deambigüidades, uma vez que segundo(CAMPOS, et. al, 2004) o ato de reduzir aamplitude do assunto, contribui fortemente
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 19para a redução também da quantidade dehomonímias e ambigüidades.Complementando a afirmação anterior Reis(2007, p.103) posiciona-se da seguinte forma:Os quase-sinônimos, palavras que têm umsignificado muito próximo, são outro tipode ambigüidade. Muitas vezes a diferençade significado entre algumas palavras étão sutil que apenas os especialistasconhecem. Por exemplo, a diferença entreos rótulos “Congresso” e “Conferência” émuito técnica e por isso desconhecida dopúblico em geral. Nesses casos, pode-seunir os dois rótulos em uma únicacategoria como em “Congressos eConferências”.Para resolver problemas dessa naturezaRosenfeld e Morville (2002) citados por Reis(2007, p.104) advertem que o sistema derotulação deve dispor de informaçõesconsistentes e sólidas. Sendo assim, osautores citam seis etapas primordiais daconsistência dos rótulos que devem serobservadas durante a criação de um sistemade rotulação, são elas: apresentação;audiência; completude; estilo; granularidade;e sintaxe.2.2.1.4 Sistema de buscaO sistema de busca é um sistema que permiteao usuário formular expressões de busca a fimde recuperar a informação desejada.(VIDOTTI; SANCHES, 2004). É considerado umcomponente fundamental para organizaçãoem websites, principalmente nos websites degrande porte onde existem muitos níveis denavegação e em websites de conteúdo muitodinâmico, já que segundo Reis (2004)geralmente os usuários fazem alternânciaentre a busca e a navegação. Neste ultimocaso, através do sistema de busca o usuáriopode chegar mais rapidamente à informaçãoque deseja.Ainda segundo Reis (2004), ao se projetar umsistema de busca, existem quatro partes aserem consideradas. Essas partes são: ainterface, o menu de ajuda, as páginas comresultados e as páginas sem resultados.Contudo, é salutar ressaltar que o mecanismode busca possuirá características mais simplesou mais avançadas, de acordo com oconteúdo armazenado no website e com asnecessidades informacionais de seus usuários,podendo ter uma série de mecanismos erecursos capazes de tornar a busca maissofisticada e útil.A interface deve ser a mais simples possível,disponibilizando já na primeira página váriasopções de busca, inclusive a opção de buscaavançada. Não há um modelo universal epadronizado de interface a ser seguido, o queo arquiteto da informação deve ter em menteé o objetivo principal de criar uma interfaceque possua mecanismos favoráveis àinterpretação das informações nela contida,pelos usuários. Portanto deve-se refletir sobrecomponentes do tipo: linguagem, clareza,precisão, design, cores, formato da página,emprego de rótulos, excesso de informações,etc.3 CONSIDERAÇÕES FINAISO objetivo principal dessa pesquisa foiapresentar um amplo referencial teóricoacerca da Arquitetura da Informação paraWeb, bem como de seus princípios básicosapontando alguns problemas e possíveissoluções quando da elaboração e aplicação detais princípios.O referencial teórico foi embasado porliteratura científica especializada na área deorganização, tratamento e disseminação dainformação. Na oportunidade foram feitasalgumas distinções entre Arquitetura daInformação e Arquitetura da Informação paraWeb, tendo por objetivo clarificar taisconceitos e apresentar as ramificações esemelhanças existentes em cada um deles,evidenciando com mais detalhes aArquitetura da Informação para Web, assunto
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 20de principal interesse no momento dedesenvolvimento dessa pesquisa.Ainda no referencial teórico foram discutidasalgumas questões referentes à organização deinformações na Web, apresentando-se emseguida possíveis soluções propostas poralguns pesquisadores para superardificuldades do sistema de organização. Demodo semelhante foram discutidas questõesrelacionadas aos problemas inerentes àcriação de sistemas de navegação emwebsites, e em seguida apresentadas asrecomendações feitas por algunspesquisadores para superar dificuldades denavegação. No tocante ao sistema derotulação e busca foram apresentados osproblemas inerentes a criação de taissistemas, bem como, algumas soluçõespropostas por pesquisadores da área daArquitetura da Informação para Web, paramelhor elaborá-los e gerenciá-los.Nessa perspectiva, entendemos que apesquisa aqui mencionada reveste-seenquanto um instrumento de fundamentalimportância para ampliar as percepções eelucidar conceitos na temática de Arquiteturada Informação e Arquitetura da Informaçãopara Web, por caracterizar outras formas dese trabalhar com informação e usuário, umavez que, desprende-se do meio físico, e passa-se a aplicar técnicas de organização deinformações em meio virtual.REFERÊNCIASBUSTAMANTE, A. M. de O. S. de. Arquitectura deinformación y usabilidad: nociones básicas paralos professionales de la información, 2004.Disponível em:<http://www.bvs.sld.cu/revistas/aci/vol12_6_04/aci04604.htm >. Acesso em: 28 ago. 2010.BUSTAMANTE, J. La arquitectura de lainformación del siglo XX al XXI. The InformationArchitecture Institute, 2002. Disponível em:<http://iainstitute.org/es/translations/000334.html >. Acesso em: 27 set. 2010.CHIOU, F. We are all connected: The path fromarchitecture to information architecture. Boxesand arrows, 2003. Disponível em:<http://www.boxesandarrows.com/archives/we_are_all_connected_the_path_from_architecture_to_information_architecture.php>. Acesso em: 25set 2010.MORVILLE, P.; ROSENFELD, L. Informationarchitecture for the world wide web. O`ReillyMedia: 2006.REIS, G. A. dos. Centrando a arquitetura deinformação no usuário. São Paulo, 2007.Dissertação (Mestrado) - Escola de Comunicação eArtes, Universidade de São Paulo. Disponível em:<http://www.guilhermo.com/mestrado/Guilhermo_Reis-Centrando_a_Arquitetura_de_Informacao_no_usuario.pdf>. Acesso em: 02 out.2010._______. Aula de AI na ECA: Definição deArquitetura de Informação, 2004. Disponível em:<http://www.guilhermo.com/aula_eca/04-1108_Aula_AI_ECA_Definicao_AI.pdf>. Acesso em:29 set. 2010._______. Aula de AI na ECA: Sistema de Busca,2004. Disponível em: <http://www. guilhermo.com/aula_eca/04-11-08_Aula_AI_ECA_Busca.pdf >. Acesso em: 01 out.2010._______. Aula de AI na ECA: Sistema deNavegação, 2004. Disponível em:< http://www.guilhermo.com/aula_eca/04-11-08_Aula_AI_ECA_Navegacao.pdf >. Acesso em: 01out. 2010._______. Aula de AI na ECA: Sistema deOrganização, 2004. Disponível em:<http://www.guilhermo.com/aula_eca/04-11-08_Aula_AI_ECA_Organizacao.pdf >. Acesso em:01 out. 2010._______. Aula de AI na ECA: Sistema deRotulação, 2004. Disponível em:< http://www. guilhermo.com/aula_eca/04-11-08_Aula_AI_ECA_Rotulacao.pdf >. Acesso em: 01out. 2010._______. Enfrentando o tsunami da informação.Disponível em: <
  • ARTIGO DE REVISÃOBiblionline, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 11-21, 2011. 21http://www.guilhermo.com/ai_biblioteca/artigo.asp?referencia=39>. Acesso em: 17 set. 2010._______. Por que as pessoas se perdem aonavegar em um site?. Disponível em:<http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/2006/7#>. Acesso em: 17 set. 2010._______. Vamos Pesquisar?. Revista WebDesign,2006, n. 36, p. 70-71. Disponível em:<http://www.arteccom.com.br/webdesign/downloads/36/3.pdf>. Acesso em: 02 out. 2010.THE INFORMATION ARCHITECTURE INSTITUTE.What is InformationArchitecture?, 2002. Disponível em:<http://iainstitute.org/documents/learn/What_is_IA.pdf >. Acesso em: 01 dez. 2009.VIDOTTI, S. A. B. G. ; SANCHES, S. A. S. Arquiteturada Informação em web sites. In: SIMPÓSIOINTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2004.Anais eletrônicos... Campinas: Unicamp, 2004.Disponível em:<www.libdigi.Unicamp.br?document/?down=8302>. Acesso em: 15 set. 2010.WEITZEL, S. R. O desenvolvimento de coleções e aorganização do conhecimento: suas origens edesafios. Perspectivas em Ciência da Informação,Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 61-67, 2002.WILLYS, R.E. Information architecture. Austin,University of Texas, Graduate School &Information, 2000. Disponívelem:<http://www.ischool.utexas.edu/~l38613dw/readings/InfoArchitecture.html>. Acesso em: 12set. 2010.WURMAN, R. S. Ansiedade de informação. SãoPaulo: Cultura Editores Associados, 1991.____________________Dados sobre Autoria*Mestranda em Ciência da Informação pelaUniversidade Federal da Paraíba. Bacharel emBiblioteconomia pela mesma instituição. Membrodo grupo de pesquisa Web, Representação doConhecimento e Ontologias (WRCO). E-mail:melteixeiraufpb@gmail.com** Mestrando em Ciência da Informação pelaUniversidade Federal da Paraíba. Membro dogrupo de pesquisa Web, Representação doConhecimento e Ontologias (WRCO). E-mail:andreluizjpb@gmail.com***Graduanda em Arquivologia pela UniversidadeFederal da Paraíba. Bolsista de Iniciação Científicado CNPq/UFPB. Membro do grupo de pesquisaWeb, Representação do Conhecimento eOntologias (WRCO). E-mail:dulcelizabeth@gmail.com****Professor Adjunto do Depatamento deCiência da Informação da UFPB. Doutor emCIência da Informação pela USP. Líder do grupo depesquisa Web, Representação do Conhecimento eOntologias (WRCO). E-mail:guilherme@dci.ccsa.ufpb.brArtigo enviado em outubro de 2010 e aceito emjunho de 2011.