Análise do mercado de turismo no brasil
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  • hering_ri gostei do artigo, e gostaria de citar no meu TCC, mas preciso do nome completo de quem escreveu. adoraria que me respondesse. obrigada
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    Análise do mercado de turismo no brasil Análise do mercado de turismo no brasil Document Transcript

    • 1. ANÁLISE DO MERCADO DE TURISMO NO BRASILA. INTRODUÇÃOO Brasil presenciou dois acontecimentos nos últimos anos que, definitivamente, serão lembrados nofuturo como transformadores do turismo como atividade econômica e como produto de consumo nopaís: o crescimento econômico robusto e ter sido escolhido para sediar a Copa do Mundo e asOlimpíadas.A partir de 2005, o país presenciou a combinação de boas condições macroeconômicas, mudançasno perfil social e demográfico, crescimento do PIB e melhor distribuição de renda, o que temresultado em nível de emprego recorde e aumentos ano a ano do crédito e do consumo dasfamílias. A demanda por turismo, que por muitos anos foi latente, transformou-se em real, comcrescimentos significativos e consistentes em todos os indicadores de consumo, a ponto de superara intenção de consumir eletrônicos. Pesquisa Nielsen sobre intenção de gastos, citada pelo jornal OEstado de S. Paulo em 13 de Novembro de 2011, mostra que a prioridade do brasileiro para gastardinheiro no fim deste ano é com viagens (29%), acima de roupas (26%) e eletrônicos (25%).Em paralelo ao bom momento macroeconômico, em outubro de 2007 a FIFA anunciou o Brasil comoa sede da Copa do Mundo de 2014. Exatamente dois anos depois, o Rio de Janeiro é escolhido acidade sede para os Jogos Olímpicos de 2016. Será a quarta vez que um único país sediará essesdois megaeventos no mesmo período, e a segunda vez para um país em desenvolvimento. Estessão considerados divisores de águas para a imagem do país no exterior, com o Brasil secredenciando mundialmente como um país capaz de gerar, convergir e coordenar recursos parapromover o maior campeonato do esporte mais popular do mundo e o maior encontro de atletas doplaneta. Os resultados já aparecem - no último relatório “2011-2012 Country Brand Index”, da FutureBrand, a “marca” Brasil subiu 10 posições entre 2009 e 2011, passando à 31ª numa lista de 113países, registrando o maior crescimento dentre os 50 que lideram a lista.Para materializar esses projetos e ao mesmo tempo suprir a demanda crescente resultante dodesenvolvimento econômico, inicia-se um período de investimentos significativos em infraestrutura,também descritos neste documento, que devem durar quase uma década.Dessa forma, a infraestrutura, até então um limitante ao crescimento da demanda turística apesar dodesenvolvimento econômico, pode tornar-se um impulsionador, graças aos preparativos para osdois megaeventos. Se estes forem bem executados, o turismo para o Brasil terá condições demudar definitivamente.
    • B. CONTEXTO SOCIAL E MACROECONÔMICOO Brasil dispõe de uma quantidade e variedade de recursos naturais singulares, com reservasambientais protegidas, praias e florestas, além de um território largamente inexplorado e a preçosacessíveis, do ponto de vista dos padrões internacionais.A situação geopolítica mostra-se também favorável. A implantação da democracia e ofuncionamento das instituições são plenos, o que é positivo para as decisões de investimentoestrangeiro. As autoridades têm visado transmitir tranqüilidade à comunidade internacional atravésda célere resolução das questões relacionadas com a segurança. A instalação de Unidades dePolícia Pacificadora (UPPs) em diversas comunidades carentes do Rio Janeiro é um exemplo dapreocupação em reduzir os níveis de violência nos principais centros urbanos nestes anos queprecedem os dois grandes eventos.Adicionalmente, a população Brasileira atravessa um período de acentuada mudança demográfica,social e econômica. Após mais de duas décadas de baixo aproveitamento do potencial dedesenvolvimento do país, os últimos anos vêm sendo caracterizados por um acentuado crescimentoeconômico, num quadro de assinalável estabilidade, que nem o impacto da maior crise financeiramundial desde 1929 conseguiu debilitar.Este fenômeno vem se sustentando na melhoria da educação e qualificações, no crescimento dapopulação economicamente ativa e no aumento da renda disponível, bem como na redução dadesigualdade social através da melhoria na distribuição de renda. Neste contexto, amplia-se omercado de consumo interno, agora dominado por uma renovada classe média, simultaneamentemais instruída e com maior poder aquisitivo discricionário, o que a torna mais propensa ao consumode produtos de cultura e lazer e potencializa o Brasil como pólo emergente de turismo.Fatores sociais e demográficosEm consonância com os restantes mercados emergentes de referência, como a Índia ou a China, oBrasil apresenta hoje uma estrutura etária jovem e em mutação. Segundo dados do InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a idade média atual da população brasileira é de 29anos, o que se compara com os 37 anos da América do Norte e os 40 anos da Europa. Números docenso demográfico de 2010 mostram que a população atingiu nesse ano os 191 milhões dehabitantes, após uma taxa de crescimento anual composta de 1,9% na década que terminou em1990, 1,5% na década que terminou em 2000 e 1,2% na década que terminou em 2010. Estecrescimento continua a ser superior ao verificado nos países desenvolvidos, com a União Européiacrescendo apenas 0,1% em 2010 e os EUA com um aumento populacional previsto de 1% para2011, segundo o CIA World Factbook.
    • A expansão demográfica que se vem verificando deverá desacelerar nas próximas décadas, com osnúmeros do IBGE mostrando que, no longo prazo, a população do Brasil poderá fixar-se em tornodos 215 milhões, conforme demonstrado na tabela acima. O IBGE estima que o crescimento vá sesituar na taxa composta de 0,8% ao ano até 2020. Por outro lado, prevê um aumento da esperançamédia de vida na próxima década, de 73 anos em 2010 para 76 anos em 2020. Esta estabilização,em conjunto com a juventude patenteada pela estrutura etária e com o incremento da esperançamédia de vida, abrirá espaço para o chamado bônus demográfico. Estudo realizado pelo institutoInsper e publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 02/01/2010 indicou que o Brasil já possuíaum bônus demográfico em 2009, com uma média de 2 adultos para cada dependente (crianças eidosos). Segundo este mesmo estudo, o bônus demográfico brasileiro deverá continuar crescendoaté 2020, quando atingirá seu auge, com adultos representando cerca 70% da população. Nesses10 anos, as condições demográficas para o crescimento econômico do país são consideradas asmelhores possíveis.Ao mesmo tempo, parece atenuar-se o perfil tradicionalmente desigual do país. Segundo o Institutode Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o coeficiente de Gini (gráfico abaixo), que permite avaliar odesequilíbrio na distribuição de renda, caiu de 0,60 em 1995 para 0,54 em 2009. Na União Européia,situou-se, em 2009, nos 0,30, segundo dados do CIA World Factbook. Adicionalmente, vemmelhorando o nível educacional da população brasileira. Segundo o IBGE, de 1995 a 2009 onúmero médio de anos de escolaridade passou de 5,2 para 7,2 para os brasileiros com mais de 25anos de idade.
    • A existência de um bônus demográfico em conjunto com o aumento real e melhor distribuição derenda deverão potencializar o consumo interno, constituindo assim per se em relevantes fatores desustentação do crescimento econômico futuro.Cenário macroeconômicoNo seguimento da recente crise financeira, que em 2009 arrastou o crescimento econômico globalpara terreno negativo pela primeira vez em muitas décadas, o caminho da recuperação, ainda queabaixo do esperado, deverá ser razoável. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que sesitue em torno dos 4%, em 2011 e 2012 (“World Economic Outlook”, Setembro/2011).Ainda assim, a recuperação continua a efetuar-se a duas velocidades: os mercados desenvolvidosem nítido processo de estagnação e os mercados emergentes descolando de forma robusta. Nosprimeiros, a generalizada transferência de alavancagem do setor privado para o público conduziu aníveis insustentáveis de endividamento dos governos, forçando os mesmos a reverter as políticas derelaxação e estímulo econômico que haviam lançado inicialmente. A correção destes fatores seránecessariamente lenta e penosa, uma vez que o crescimento econômico potencial permanecereduzido. Já nos mercados emergentes, a situação fiscal e financeira mais favorável que vigoravaantes do eclodir da crise, em conjunto com o crescimento do mercado de consumo interno, o quecompensa a diminuição dos fluxos de comércio internacionais, torna muito mais fácil o movimentode ajustamento. Assim, um dos desafios das autoridades residirá na capacidade de evitar osobreaquecimento das respectivas economias.
    • O Brasil vem sendo justamente um dos grandes motores do forte crescimento econômico observadonos mercados emergentes. A diversidade de recursos naturais, a sofisticação da estruturaempresarial, a crescente e mais qualificada força de trabalho e o quadro de reforço das relaçõescom grandes potências importadoras, como a China, vêm impulsionando a economia. Segundo oIBGE, o PIB aumentou 7,5% em 2010, o maior crescimento desde 1986, atingindo 3,7 trilhões dereais. Desde o lançamento do Plano Real em 1994, o país vem se beneficiando de um quadro deestabilidade política, fiscal e monetária resultante da combinação positiva de inflação controlada,redução das taxas de juros e equilíbrio da balança de pagamentos. Somados a isso, a estabilidadeinstitucional e o respeito aos contratos têm se consolidado no Brasil, e hoje são considerados comodiferenciais em relação aos outros países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul),favorecendo investimentos externos.Segundo estimativas do FMI, pouco mais de duas décadas decorridas desde o lançamento do PlanoReal, o PIB real do Brasil terá mais do que duplicado em 2016, conforme se observa no gráficoabaixo. A economia Brasileira cresceu a uma taxa anual composta de 1,6% na década de 1980 a1990, 2,5% na década de 1990 a 2000 e 3,6% na década de 2000 a 2010. Apesar das recentesrevisões para baixo, o FMI estima que o crescimento do PIB brasileiro se situe sempre acima dos3,5% nos próximos 5 anos.
    • Segundo o Banco Central do Brasil (BCB), o consumo foi o principal responsável por esteassinalável desempenho econômico, potencializado pela melhoria das condições de crédito e peloelevado valor dos Índices de Confiança do Consumidor (ICC) e da Indústria (ICI), publicadosmensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que permanecem na zona de otimismo eexpansão há cerca de dois anos.A continuidade da evolução favorável do mercado de trabalho tem sido o principal pilar desustentação do consumo interno. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados(CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), registrou-se em 2010 a criação líquida de2,1 milhões de empregos formais. Desde 2003, a taxa de desemprego nas seis regiõesmetropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) reduziu-se em mais de metade, de 10,9% para 5,3% no final de 2010, o menor nível histórico já medido pelapesquisa.
    • Com o desemprego próximo da taxa natural, existe competição acrescida pela mão-de-obra,especialmente a mais qualificada, o que se traduz na inflação dos salários, num ciclo virtuoso desustentação do mercado de consumo. Esse efeito vem estimulando um movimento massivo deimigração de médios e altos quadros provenientes de países desenvolvidos. Adicionalmente, asgrandes áreas metropolitanas, e nomeadamente São Paulo, vêm se convertendo de forma cada vezmais acentuada em pólos centralizadores de atração de negócios na região e no mundo.A grande vantagem deste processo de transformação reside no fato de se desenrolar em paralelo àprofunda transformação do padrão de classes sociais. A busca de um caminho de redução dadesigualdade na distribuição de renda, a melhoria das qualificações e nível educacional dapopulação e o seguimento de programas de transferência por parte do governo abriram caminho aosurgimento de uma nova classe média. No ano de 2009, segundo a FGV, a Classe C passou arepresentar mais de metade da população total pela primeira vez na história do país.
    • Um estudo do Instituto Data Popular mostra que, contrariamente ao que acontece na Classe A, emque apenas 10% dos elementos possuem qualificação superior à da geração de seus pais, naClasse C esse número sobe para cerca de 70%. Esta deixará de ser encarada como apenas maisum segmento para se converter no foco central do próprio mercado, já que o seu crescimento epredomínio beneficiam tanto a demanda quanto a oferta. De fato, os participantes da Classe C nãosó assumirão o seu papel de consumidores como também se tornarão estratégicos nas decisões deinvestimento das empresas no Brasil, ao se tornarem mais exigentes na seleção dos produtos,buscando itens cada vez mais sofisticados.Poder aquisitivo e consumoO promissor aumento da base de consumo interno no Brasil vem sendo potencializado e amplificadopor três relevantes alavancas: o aumento da renda per capta, a melhoria na distribuição de renda ea democratização do crédito, o qual vem crescendo na direção dos padrões internacionais.A primeira e a segunda alavanca traçam, respectivamente, a semelhança e a diferença entre odesempenho nacional e o da generalidade das grandes potências emergentes. A renda médiamensal real da população Brasileira com 10 anos ou mais de idade, obtida através da PesquisaNacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2004-2009, aumentou acumuladamente 24% noperíodo de 5 anos em análise - o dobro do crescimento alcançado pelo PIB per capita - em sentidocontrário ao que se observa em países como a China ou a Índia. Este movimento foi impulsionadopor uma aproximação das classes de renda inferior às de renda superior. Segundo dados da PNAD2001-2009, o décimo inferior de população aumentou a sua renda disponível com uma taxa anualcomposta de quase 7%, o que compara com o crescimento de 1,5% do décimo superior, indo aoencontro da idéia de reforço da classe média, que constitui a referência primária para o consumo.Uma das principais ameaças à continuação do processo de expansão da renda real no futuro dizrespeito à possibilidade de incremento da inflação nos próximos anos. Esse foi durante décadas umdos principais bloqueadores do crescimento econômico Brasileiro, e a sua estabilização, pilarfundamental do lançamento do Plano Real e um dos fatores que mais contribuiu para o atual cenáriode expansão vivenciado pelo país.
    • Neste sentido, desde a adoção pelo BCB do Regime de Metas de Inflação em 1999 e, maisenfaticamente, desde que em 2002 o câmbio quase atingiu 4 reais por cada dólar dos EUA, com oIPCA cotando-se nos 12,5%, o Banco Central do Brasil (BCB) vem perseguindo uma política de fortecontenção da inflação. A recuperação e estabilização da economia Brasileira vêm permitindo aentrada de capitais externos, conduzindo o câmbio a um máximo de quase 1,5 reais por cada dólardos EUA em 2008. A inflação encontra-se desde 2005 contida na banda de 4 pontos percentuais emtorno da meta de 4,5% definida pelo BCB, i.e., entre 2,5% e 6,5%, embora nos anos de 2008 e 2010tenha se aproximado do limite superior em função do aquecimento do consumo interno.Segundo o BCB (“Focus – Relatório de Mercado”, 18/11/2011) a expectativa do mercado é de que ainflação continue abaixo dos 6,5% para os anos de 2011 e 2012, embora próximo ao limite superiorda banda.Beneficiada pela estabilidade e confiança dos agentes econômicos, surge a segunda alavanca doconsumo: a democratização do crédito. Exercendo influência no consumo das famílias e nasdecisões de investimento das empresas, a trajetória de gradual redução da taxa referência SELICtem impulsionado este fenômeno. Adicionalmente, a bancarização do país é crescente, como seilustra na figura abaixo, com a duplicação do número de contas correntes desde 2001 e oincremento da capilaridade das instituições financeiras. O acesso ao crédito é cada vez menosdispendioso e a prazos mais alargados.
    • O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) projeta a continuação dessa tendência,dos atuais 46% para cerca de 70% do PIB em 2014. De acordo com os números do Banco CentralEuropeu (BCE), o total de empréstimos do sistema financeiro representava, no final de 2010, 116%do PIB na França, 119% na Alemanha e 185% na Espanha. Em todos os países referidos, o créditoà Pessoa Física já é superior a 50% do PIB, ao passo que no Brasil não atingiu ainda os 20%.De 2001 a 2010, o crédito concedido em percentagem do PIB cresceu a uma taxa anual compostade cerca de 5% para pessoa jurídica, e de cerca de 10% para a habitação e Pessoas Físicas. Houvetambém uma maior sofisticação nos produtos oferecidos pelas instituições financeiras, quepassaram a proporcionar um leque mais amplo de alternativas, expandindo garantias e seguros.Segundo um estudo da LCA Consultores, a evolução na penetração de crédito teria sidoresponsável por cerca de 40% do crescimento econômico do Brasil nos últimos 6 anos. Em suma, oconsumo das famílias, que representa mais de 60% da economia e que vem sendo alavancado pelosurgimento da nova classe média emergente, pelo aumento generalizado das rendas e pelaexpansão da disponibilidade de crédito, constitui o grande motor do crescimento Brasileiro,conforme se pode constatar na figura abaixo. Desde 2004, o PIB cresceu 28%, ao passo que oconsumo das famílias avançou acumuladamente 37%, dados do BCB. Na medida em que o eixo degravidade de consumo desce das Classes A e B para as Classes C e D, cada unidade monetáriamarginal de renda converte-se num valor superior de consumo.
    • C. MEGAEVENTOS – COPA 2014 E OLIMPÍADAS 2016Como agentes catalisadores do cenário otimista que vem se desenhando para o setor de turismo noBrasil, surgem os dois megaeventos a se realizar nos próximos anos: a Copa do Mundo FIFA em2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.Esta será a quarta vez que um país é sede de ambos os eventos no mesmo período, e apenas asegunda vez em um país em desenvolvimento.Após o anúncio dos dois megaeventos, o país ganhou visibilidade internacional que se reflete emvários setores. Em 2010, por exemplo, houve 50 shows internacionais no país, e em 2011 ocalendário contava com mais de 100, segundo reportagem da revista Época de 16/09/2011.Copa 2014Segundo estudo da Ernst & Young (“Brasil Sustentável- Impactos Socioeconômicos da Copa 2014”,publicação em 2010), a Copa realizada na Alemanha em 2006 atraiu 3,4 milhões de expectadoresaos estádios, gerou 5 milhões de pernoites de turistas locais e estrangeiros, 18 milhões de visitas àsáreas de lazer circundantes e estimativa de mais de 26 bilhões de telespectadores acumulados. NaÁfrica do Sul em 2010, estima-se um total 30 bilhões de telespectadores. Segundo o mesmo estudo,a edição Brasileira deverá atingir números ainda superiores, e estima-se que o fluxo receptivo nopaís durante todo o ano de 2014 será 50% maior do que foi em 2010, alcançando 7,8 milhões deturistas estrangeiros.A Copa de 2014 no Brasil será realizada em 12 cidades sede – um número elevado em relação aopadrão para Copas do Mundo – trazendo grande exposição externa para estas cidades brasileiras.Entretanto, o fator que deverá trazer maior impacto nos fluxos turísticos doméstico e receptivo serãoos elevados investimentos que o país vai realizar em infraestrutura e qualidade dos serviçosturísticos, fruto dos preparativos para o evento.
    • De acordo os diversos estudos já efetuados sobre o tema, por instituições como o Ministério doTurismo e a Fundação Getúlio Vargas, há boas possibilidades de potencialização dos investimentosefetuados, através de um efeito multiplicador sobre a atividade econômica, não só devido ao efeitode investimento direto público e privado como também através de uma cadeia de efeitos indiretos einduzidos, desde que seguidas as medidas e procedimentos adequados.Estudo do Ministério dos Esportes em parceria com a empresa de consultoria Value Partners(“Impactos econômicos da realização da Copa de 2014”, Março/2010) estima que a Copa gere umimpacto direto de R$ 9,5 bilhões ao turismo, através dos 600 mil turistas estrangeiros que virão,gerando divisas de R$ 3,9 bilhões, e 3,1 milhão de turistas nacionais, gerando R$ 5,5 bilhões. Esseestudo estima investimentos diretos que impactam o turismo em mais de R$ 47 bilhões, e umimpacto total sobre o PIB brasileiro de mais de R$ 180 bilhões.Dos R$ 47,5 bilhões em impacto direto, os investimentos em infraestrutura somam R$ 33 bilhões,representando aproximadamente 70% do total. Turismo e Consumo respondem pelos R$ 14,5bilhões restantes, conforme gráfico abaixo:
    • Parte significativa dos investimentos em infraestrutura civil será destinada aos estádios, incluindo 6reformas de grande porte e a construção de 6 novos, totalizando R$ 6,3 bilhões:Mesmo antes da realização da copa, os impactos na imagem brasileira como país hospedeiro deeventos esportivos já podem ser sentidos. Segundo a revista Exame de novembro/2011, utilizandodados da Sport+Market, a aproximação dos dois megaeventos fez com que o número de feiras eeventos relacionados ao esporte quintuplicasse, passando de 30 em 2010 para os 148 previstospara 2011.Além dos impactos diretos e indiretos dos investimentos, existem diversos benefícios intangíveis,mas que influenciam positivamente os fluxos turísticos:
    •  Fortalecimento da imagem brasileira como um pólo turístico, com infraestrutura adequada, bons produtos e serviços turísticos e capacidade organizacional para receber grandes eventos internacionais;  Salto de qualidade dos produtos e serviços oferecidos por todos os prestadores da cadeia turística, particularmente nas cidades sede;  Criação e/ ou reforço da imagem de atratividade para turismo das cidades sede e suas regiões ao nível internacional, pela exposição na mídia e pelo “boca-a-boca” dos turistas, contribuindo para descentralizar o fluxo receptivo e incrementar o interno;  Aumento do nível de “cosmopolização” das cidades sede, contribuindo para torná-las locais mais receptivos aos turistas estrangeiros.Olimpíadas 2016Ao contrário da organização de uma Copa do Mundo, onde várias cidades sede passam por umsalto em investimentos e exposição, as Olimpíadas têm o propósito de converter uma única cidadesede numa metrópole mundialmente conhecida e admirada, estabelecendo um novoposicionamento da cidade na rede global de turismo. Essa foi a estratégia adotada por Barcelona,Sidney e Beijing.Segundo o estudo ”Plano Aquarela 2020”, publicado em 2009 pelo Ministério do Turismo, estima-seque as Olimpíadas de Sidney levaram ao país um número adicional de 1,7 milhão de turistas entre1997 e 2004, que gastaram mais de US$ 3,4 bilhões. Além disso, a marca “Austrália” avançou oequivalente a 10 anos. O estudo também cita um relatório elaborado em 1998 onde consta que45% dos norte-americanos viajantes em potencial se diziam mais propensos a visitar a Austrália nospróximos quatro anos como resultado direto da escolha de Sidney para sediar as Olimpíadas.A estimativa calculada pela Beijing Olympic Economic Research Association é de que cerca de 600mil turistas viajaram de fora da China e de que cerca de 2,5 milhões deles das mais diversas regiõeschinesas durante os jogos. Ainda é esperado um crescimento de 8% a 9% na quantidade de turistasem Pequim no período 2009-2018.Segundo o Plano Aquarela Brasil 2020, estima-se que os jogos de 2012 em Londres devam gerarganhos da ordem de US$ 3,4 bilhões (câmbio de julho/2011) para o Reino Unido.Para o caso brasileiro, um estudo da FIA encomendado pelo Ministério dos Esportes (“Estudo deimpactos socioeconômicos potenciais da realização dos jogos olímpicos na cidade do Rio de Janeiroem 2016”, setembro/2009) aponta a estimativa de chegada de 380 mil visitantes estrangeiros ao Riodurante as Olimpíadas em 2016, que devem gastar em hospedagem, alimentação, comércio eserviços em torno de US$ 152 milhões. É esperado, além disso, um impacto considerável naimagem da cidade e na sua atratividade como pólo de turismo de lazer e de negócios.D. OFERTA E DEMANDA DO SETOR DE TURISMONos últimos anos, uma convergência de fatores positivos macroeconômicos, demográficos esocioeconômicos criou as condições para que uma demanda latente se materializasse numaexplosão de consumo turístico, refletida nas viagens domésticas, ao exterior, desembarques
    • nacionais, ocupação hoteleira, aluguel de veículos e outros. Segundo dados IPC Target, o potencialde consumo para despesas de viagens no Brasil teve aumento médio composto de 25% ao ano,entre 2003 a 2010, quando alcançou R$ 36 bilhões. Além disso, a o crescimento da economiaimpulsiona também o turismo de negócios interno e o receptivo, com a crescente quantidade deeventos de negócios locais e internacionais realizados no Brasil.Naturalmente, o mercado não é composto só por demanda, e a oferta de serviços e produtosturísticos tem aumentado tanto em quantidade como em qualidade ao longo dos últimos anos. Nestesentido, infraestrutura é um limitante ao crescimento. A iniciativa privada tem contado com umcrescente esforço governamental para coordenar ações nas áreas de financiamento, suporte àqualidade da gestão, formação de mão de obra e visibilidade do Brasil no exterior.Como mostraremos nos próximos tópicos, o momentum da demanda turística deve continuar fortenos próximos anos, inclusive com os impulsos dos megaeventos de 2014 e 2016, que deverãodeixar um legado significativo na oferta de infraestrutura, produtos e serviços turísticos e visibilidadenacional no exterior.A indústria do turismo no Brasil ainda tem uma participação direta no PIB baixa se comparado aoutros países, de acordo com dados do Euromonitor e FMI:Fluxos turísticosA demanda turística contempla três fluxos turísticos, descritos em função do sentido que possuemem relação às fronteiras do país: B  Fluxo doméstico refere-se às movimentações turísticas com origem e destino dentro do Brasil (A);  Fluxo internacional emissor refere-se às movimentações de turistas com origem no Brasil com destino o exterior (B); A  Fluxo internacional receptivo refere-se às movimentações de turistas com origem em outros países e com destino o Brasil (C). C
    • Fluxo turístico domésticoO mercado turístico doméstico tem crescido sistematicamente, sustentando a demanda emmomentos em que a conjuntura externa apresentou-se desfavorável.O número de viagens domésticas é um dos indicadores do vigor da demanda turística e temcrescido nos últimos anos a uma taxa média anualizada de 6%. Para os próximos anos, o MTur eFGV, no estudo “Turismo no Brasil, 2011- 2014”, consideram três cenários para o processo decrescimento, desenvolvimento e de melhoria da competitividade turística no período de 2010-2014.O mais favorável – “acelerado” (C1); o intermediário – “moderado” (C2); e o de menor crescimento –“inercial” (C3).Pela alta correlação entre as viagens domésticas e o desenvolvimento econômico, os cenários C1 eC2 resultam nas mesmas projeções para o volume das viagens domésticas. Apenas no caso decrescimento inercial é que as viagens perderiam ritmo.Um importante indicador do vigor do fluxo turístico doméstico é o desembarque de passageiros nosaeroportos brasileiros, que tem crescido a uma taxa anualizada média de 12%. Conforme demonstrao gráfico abaixo, mesmo o crescimento esperado para o cenário mais otimista projetado pelo MTur(C1), subestimou o número de desembarques ocorridos em 2010, indicando uma resposta maissensível deste indicador às condições econômicas favoráveis no ano.
    • Outro setor de destaque é o de cruzeiros marítimos. Embora não seja totalmente um fluxodoméstico – dos 793 mil turistas na temporada 2010/2011, 12,5% foram estrangeiros – o número decruzeiristas que viajam no Brasil cresceu a um taxa média composta de 34% ao ano nos últimos 6anos, segundo estudo da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) e FGV Projetos.Dos brasileiros, 61% são do estado de São Paulo.Outro setor que reflete o crescimento da demanda (doméstica e receptiva internacional) é ohoteleiro, onde, segundo estudo do BNDES sobre perspectivas do setor no Brasil, tem mostradoaumento na taxa de ocupação nos últimos anos, após um período pressionado pela retração dademanda e, em alguns dos principais destinos turísticos do país, pelo excesso de oferta promovidopela intensa construção de apart-hotéis. Outro índice com crescimento acentuado é o RevPAR(revenue per available room) – índice que combina taxa de ocupação e valor da diária média paga.
    • Fluxo turístico internacional emissivoO crescimento econômico brasileiro e o consequente aumento da renda discricionária das famílias,descritos anteriormente, também impulsionam o fluxo de turistas brasileiros para o exterior, que temsido amplificado consideravelmente pela valorização do real em relação ao dólar nos últimos anos.Segundo Business Monitor International (BMI) no seu relatório “Brazil Tourism Report Q3 2011”, emtorno de 5,6 milhões de brasileiros deveriam viajar em 2011 ao exterior. Em 2010, cada turistabrasileiro gastou em média US$ 2.610 no exterior, quase três vezes mais que o gasto médio de umturista estrangeiro no Brasil, totalizando US$ 14,6 bilhões. Esse número pode refletir os gastos comcompras desproporcionalmente maiores realizados pelos turistas brasileiros.Em 2010, 44% dos turistas brasileiros que foram para o exterior tiveram como destino países daAmérica Latina, especialmente a Argentina, refletindo alto grau de intercâmbio comercial e dasofertas de produtos de turismo dirigidos para o país vizinho.
    • Fluxo Turístico Internacional ReceptivoA entrada de turistas estrangeiros no Brasil atingiu um patamar em 2005, manteve-se estável até2009 e deu sinais de iniciar uma recuperação em 2010. O ritmo dessa recuperação depende emparte da atratividade turística do Brasil, tanto em lazer como para negócios, e também da qualidadedos serviços e infraestrutura. O MTur e FGV projetam 3 cenários para o crescimento do fluxoreceptivo até 2014, baseados em projeções da taxa de câmbio, crescimento do PIB mundial, fluxoturístico internacional e assentos oferecidos.No lado da atratividade brasileira, os seguintes fatores são geralmente apontados entre aqueles quedefendem a perspectiva de cenário mais otimista:  O Brasil é um país com reconhecidas belezas naturais e também com crescentes atrativos culturais, culinários e de lazer em geral;  O país sediará um número crescente de eventos esportivos, culturais e de negócios nos próximos 5 anos;  O governo, através do MTur, tem aumentado seus esforços de promoção e de comunicação do turismo no exterior.As metas contidas no Plano Aquarela 2020 do MTur contemplam um crescimento de 113% entre2010 e 2020 para a chegadas de turistas ao país.
    • No entanto, apesar da expectativa positiva, dados da Organização Mundial do Turismo e do MTurindicam que, com os 4,8 milhões de turistas estrangeiros recebidos em 2009, o Brasil ficou na 45ªcolocação mundial, atrás de países como Turquia (7º lugar), Malásia (9º), México (10º) e Áustria(11º), e empatado com a Argentina, apesar das diferenças em tamanho geográfico e populacionalentre os dois países.Dessa forma, o Brasil ainda tem um longo caminho para se aproximar dos níveis de países como aArgentina, Chile, México e África do Sul, conforme demonstrado abaixo.
    • Outro indicador do grande espaço para crescimento são as divisas geradas pelo setor no Brasil, queo WTTC estima em US$ 6,58 bilhões em 2011, nos colocando apenas no 42º lugar num ranking de181 países, para uma economia que é a 7ª no mundo atualmente.Quanto a destino, houve uma desconcentração no fluxo de passageiros internacionais nos principaisaeroportos brasileiros nos últimos anos, embora modestos. De 2003 a 2010, segundo relatórios daInfraero, Guarulhos passou de 70% para 65% dos passageiros internacionais, enquanto Brasíliapassou de praticamente nada a 1,3%, Manaus de 0,4% para 1,0%, Confins de 1,0% para 1,9% ePorto Alegre de 1,7% para 2,8%.Prestadores de ServiçosA prestação de serviços turísticos no Brasil ainda é considerada uma atividade com grande nível deinformalidade. O Sistema de Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos – Cadastur – temapresentado um crescimento consistente no número de prestadores, reflexo da obrigatoriedade docadastro a partir de 2008. Em 2009, havia 36.846 prestadores cadastrados, um aumento de 6%sobre o ano anterior.Em termos de emprego, o IPEA estima uma queda lenta, mas contínua, no nível de informalidadepara o setor, saindo de 59% em 2002, para 57% em 2009. Neste período, a participação daocupação do turismo na economia passou de 2,0% para 2,3%.Em 2008, segundo o IPEA, os empregos em turismo estavam divididos na seguinte forma:  40% em transportes;  33% em alimentação;  13% em alojamentos;  5% como auxiliares de transporte;  5% em Empresas de Turismo e;  4% em outros.Segundo a 7ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet), as 80 maioresEmpresas de Turismo no país faturaram em 2010 R$ 42,8 bilhões e empregaram 96 mil pessoas.Segundo a mesma pesquisa, para o período entre 2004 e 2010 (com exceção de 2009) asempresas pesquisadas reportaram aumentos de receita de um ano para o outro entre 15% e 30%.A cadeia de valor turística engloba diversos participantes: fornecedores de produtos de turismo,operadoras e consolidadoras, outras Empresas de Turismo, clientes corporativos e físicos,corretoras de câmbio, bancos, operadoras de cartão de crédito e seguradoras, que formam um eloconforme o diagrama abaixo: Corretoras de câmbio Bancos, cartões de crédito e seguradoras Cias aéreas, Consolidadoras Agências de Clientes hotéis etc. e Operadoras turismoO caráter de intermediação de serviços que caracteriza boa parte da cadeia de valor do turismoindica que a consolidação vertical apresenta grande potencial de ganhos tanto em eficiência –
    • menos interfaces, refletindo em menores custos – quanto em qualidade do serviço – maior controlesobre todos os elos da cadeia, do prestador de serviço ao canal que tem contato com o cliente final. Empresas de Turismo É uma indústria bastante pulverizada no Brasil, com 12.784 empresas cadastradas em novembrode 2011 no Cadastur – sistema do MTur de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam noturismo – sendo a grande maioria micro ou pequenas empresas. Essa fragmentação as torna, emgeral, o elo mais fraco na cadeia de valor, já que a maioria dos demais participantes constitui-se porsegmentos com alta concentração, proporcionando uma assimetria a favor do poder de barganhados outros elos diante das Empresas. Fornecedores das Empresas de Turismo o Cias aéreas: setor altamente concentrado, com o quase duopólio Gol e TAM; o Hotéis: setor com concentração crescente, onde cadeias nacionais e estrangeiras, com maior acesso a crédito, avançam na sua participação de mercado; Agências consolidadoras: setor não tão concentrado quanto o de cias aéreas, mas cujos participantes têm poder de barganha muito superior às outras categorias de Empresas de Turismo, com melhor acesso aos bancos, seguradoras, corretoras de câmbio e até nas Cias Aéreas. Bancos, cartões de crédito e seguradoras: setores concentrados e com tendências a acentuação. Empresas de menor porte tendem a ter dificuldades para levantar recursos junto aos bancos ou negociar taxas de intermediação com cartões de crédito; Corretoras de câmbio: indústria também em processo de consolidação, com grandes empresas estrangeiras entrando no mercado brasileiro através de aquisições; Clientes o Cliente final pessoa física: aumento do poder de barganha sobre as Empresas pelo crescimento das alternativas online de turismo e acesso direto aos fornecedores de serviços turísticos (turistas independentes), além da crescente fragmentação da demanda, que dificulta o acesso à segmentação mercadológica; o Clientes corporativos: segmento com margens declinantes para as Empresas devido ao tamanho dos clientes e pelo serviço ser cada vez mais negociado em áreas de compras mais agressivas.Esse ambiente competitivo favorece um movimento de concentração das Empresas de Turismo, queseria uma contrapartida ao menor poder individual, possibilitando mais poder de barganha nanegociação com bancos, operadoras, fornecedores turísticos e clientes corporativos.Outra possibilidade de ganhos é através da consolidação horizontal, onde Empresas que atendemdistintos segmentos e geografias se unem. Embora bem menos frequente, essa configuraçãopossibilita atingir vários segmentos da demanda turística, que valorizam abordagens e serviçosespecíficos, reduzindo flutuações sazonais na receita e ineficiências nas interfaces, além depossibilitar fluxos “internos”, onde certas regiões agem como emissoras de turistas, que serãoservidos também por receptivos pertencentes ao mesmo grupo.Pode-se esperar também uma verticalização no setor, com empresas agregando mais de um elo dacadeia, como, por exemplo, unir operadoras, consolidadoras e outras Empresas de diversossegmentos de atuação com corretoras de câmbio, corretoras de seguros, entre outros. Nesse caso oganho principal seria nas interfaces entre cada elo da cadeia e no maior controle sobre a qualidadedo serviço como um todo.Segundo pesquisa do MTur, no primeiro semestre de 2011 as Empresas de Turismo reportaramuma expansão dos negócios em 70%, sendo que 76% dessas Empresas planejavam investimentos
    • para o segundo trimestre, refletindo o bom momento atual e o otimismo para o curto prazo.Entretanto, segundo outro estudo do MTur sobre hábitos de consumo do turista em 2009, dos quecompraram serviços de turismo, apenas 24,5% os fizeram através de Empresas, indicando umgrande potencial de penetração.A região Sudeste concentra 48% das Empresas registradas, seguida pela região Sul com 22%,Nordeste com 16%, Centro-Oeste com 9% e Norte com 5%. Essa distribuição reflete o peso dasregiões como emissores de turistas no país.Há vários subsegmentos de Empresas de Turismo em função da motivação principal do viajante ouda sua posição na cadeia de valor; entretanto, muitas atendem a mais de um segmento como formade minimizar sazonalidades na demanda e também como forma de otimizar estruturas deatendimento e vendas. A seguir, vamos apresentar em breve descritivo de cada um dessessubsegmentos.Agências de Turismo Receptivo Por definição, não trabalham com a emissão de turistas para outras localidades. Restringem-se àrecepção de viajantes e em atividades complementares como reserva de hotéis, tickets para showse eventos, transportes de passageiros e realização de passeios turísticos no destino, sendo parteimportante nos fluxos turísticos doméstico e receptivo internacional. Algumas Empresas de maiorporte fecham acordos diretamente com Empresas emissoras nos respectivos países e repassamalguns serviços para as chamadas Receptivas, que organizam apenas translados e passeios.A sazonalidade da demanda no turismo de lazer torna bastante flutuante a receita para essasempresas, sendo agravada nos casos onde a dependência do fluxo receptivo estrangeiro é grande.A diversificação geográfica – atendendo fluxos com sazonalidades complementares – e porsegmento – mercado corporativo e eventos de negócios – é uma alternativa de crescimento para asreceptivas.Agências CorporativasEmpresas focadas no mercado corporativo, com volume maior de transações mas com margensmenores. Algumas empresas oferecem serviços adjacentes às viagens, como gestão do fluxo deviagens para a empresa cliente – caso da Flytour – ou a organização dos eventos corporativos –caso da Belvitur.Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagem Corporativas (Abracorp), em 2010aproximadamente 75% do faturamento do setor veio da emissão de passagens aéreas. Entretanto,o segmento que mais cresce é o de viagens de incentivos e eventos.Agências exclusivas para o GovernoSegundo o jornal O Estado de S.Paulo, citando o Sistema Integrado de Administração Financeira doGoverno Federal (Siafi), os gastos do governo federal no primeiro trimestre de 2011 com viagens edeslocamentos de funcionários somou R$ 122 milhões. Esse subsegmento tem atraído a atençõesde algumas Empresas que atendem exclusivamente o governo. Entretanto, é um segmentocompetitivo, cujo ciclo de contratação é longo e sob licitação.Agências focadas em Turismo Educacional e Intercâmbio
    • Neste caso, o público alvo é o turista cujo objetivo principal é aprimorar seu conhecimento sobreoutros idiomas, culturas ou obter conhecimento específico em cursos curriculares ou não. As vendassão consultivas, demandando nível de treinamento de pessoal acima da média do setor. Além disso,Empresas são de porte médio para grande, pois exige capacidade de coordenação com equipes deapoio nos vários países envolvidos nos intercâmbios.O número de brasileiros em cursos no exterior tem crescido a uma taxa anual média de 26%,segundo a Belta. Em 2005 contava-se pouco mais de meia centena, ao passo que para 2011 a Beltaestima que sejam ultrapassados os 200 mil. As principais Empresas de intercâmbio são a CI e aSTB, com mais de 60 lojas cada, a Experimento com 28 lojas e a World Study com 16 lojas.Segundo o Valor Econômico, o faturamento das empresas do setor cresceu 40% entre o primeirosemestre de 2010 e o de 2011.Agências de Turismo de Aventura e EcoturismoSegmento onde os produtos são direcionados aos viajantes cuja motivação é de aventura (comalgum nível de risco controlado) de caráter recreativo e também produtos onde a preocupação emnão agredir o meio ambiente é primordial.Segundo estudo da Euromonitor International (“Travel and Tourism Global Overview”, março/2011),a categoria de turismo que mais vai crescer globalmente entre 2010 e 2015 será a de turismo aparques nacionais.Agências ConsolidadorasEstas são Empresas que consolidam serviços junto às cias aéreas e repassam às Empresas demenor porte, que não são credenciadas para este fim.OperadorasDiferentemente das outras Empresas de turismo, as operadoras em geral não mantém contato nemcomercializam com o cliente final, o turista, mas somente com os fornecedores de serviços eprodutos turísticos. Elas adquirem os serviços, elaboram pacotes e os disponibilizam para asEmpresas de Turismo para que sejam comercializados. Entretanto, algumas desenvolvem canais devenda no varejo, como lojas físicas ou canal eletrônico (internet) de vendas.Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), no seu Anuário 2011,estima-se que seus 86 associados comercializaram 85% dos pacotes turísticos no Brasil 2010 etransportaram aproximadamente 4,8 milhões de viajantes, gerando vendas conjuntas de R$ 7,6bilhões. Pelas estatísticas da Braztoa, o mercado brasileiro total de operadoras teria,consequentemente, gerado vendas de aproximadamente R$ 8,9 bilhões em 2010.Algumas operadoras utilizam lojas como canal de vendas no varejo para seus produtos. O uso desistemas de franquias acelera expansão das lojas, mas pode trazer riscos pela redução do controlesobre o próprio canal de vendas.Organizadores de Feiras e EventosO setor de empresas organizadoras de eventos é caracteristicamente pulverizado e informal,composto por 90% de micro ou pequenas, segundo a Associação Brasileira das Empresas deEventos (ABEOC). Não há estatísticas confiáveis sobre o setor, mas, segundo o “Anuário Brasileirodas Promotoras e Organizadoras de Eventos”, em 2008 havia 6 mil empresas organizando 319 mileventos/ano no país, nem todos relacionados ao turismo.
    • Além disso, há uma grande diversidade em tamanhos, desde empresas iniciadas por ex-funcionários que passam a organizar os eventos corporativos para o antigo empregador, atégrandes como a Reed Exhibitions Alcantara Machado, joint venture constituída em 2007, quesegundo seu presidente, espera realizar 42 feiras em 2011 e 2012, com investimentos de R$ 100milhões. Em 2011 suas feiras hospedarão 6 mil expositores e receberão 4 milhões de visitantes. Aempresa, que informa ter faturado US$ 150 milhões no Brasil em 2010, ainda segundo seupresidente, tomou a decisão estratégica de diversificar geograficamente, e deve destinar pelo menos25% dos seus negócios para o Nordeste nos próximos anos.Fornecedores do Setor de Turismo: Meios de HospedagemDiferentemente dos meios de transporte, a hotelaria está inteiramente vinculada à demandaturística. Os meios de hospedagem se compõem por hotéis, pousadas e hospedarias, que prestamserviços basicamente para os vários segmentos de turistas.Segundo estudo setorial do BNDES, o mercado brasileiro de hotelaria tem baixa concentração,sendo que os 20 maiores grupos de hotelaria por quantidade de quartos, que administram mais de500 hotéis, ofertam apenas 19% das unidades habitacionais hoteleiras.Relatório da Hotel Investment Advisors (HIA) e da Horwath HTL, citados em estudo do BNDES emagosto de 2007, afirma que existiam no Brasil 7.153 hotéis e flats em 2007, totalizando 359 milquartos. Já em julho de 2010, segundo estudo publicado pela Jones Lang Lasalle Hotels, “Hotelariaem números Brasil 2010”, havia 9.524 hotéis e flats no país (incluindo condo hotéis), totalizando 441mil quartos. Segundo documento do MTur, estão previstos investimentos de R$ 1,9 bilhão emhotelaria até Copa de Mundo de 2014 e um crescimento anual de 7% para o número total deestabelecimentos hoteleiros no período.Uma característica importante do fluxo turístico doméstico é o fato, capturado em uma pesquisa daFIPE em 2007, de que a maioria dos turistas brasileiros em viagens de lazer hospeda-se em casade amigos ou parentes, sendo que apenas 23% hospedaram-se em hotéis. No turismo de negócios,por outro lado, a penetração dos hotéis é bem maior, tendo atingido 60% dos viajantes.
    • Assim, a segmentação da demanda em 2009, segundo a Jones Lang LaSalle, mostrou umaconcentração de 50% nos clientes corporativos para os hotéis e flats urbanos.Há uma forte concentração de quartos na região Sudeste, com 47%, seguido por Nordeste e Sulcom 21% cada, Centro-Oeste com 8% e Norte com 3%.Em linha com esses dados, o estudo da Jones Lang LaSalle indicou que existiam, em julho de 2010,153 projetos hoteleiros em construção ou em fase adiantada de planejamento e que serão afiliadosàs principais redes hoteleiras que operam no país, adicionando 24.147 novos apartamentos à ofertaatual, concentrados nos segmentos econômico e superior. Isso representaria um acréscimo deapenas 5,5%.Fornecedores do Setor de Turismo: Meios de Transporte
    • Transporte AéreoAs maiores companhias aéreas operando no mercado doméstico brasileiro, em número de assentosinstalados em dezembro/2011, segundo anuário ANAC 2010, são: TAM com 26.859: Gol: 21.155;Azul: 2.948; Trip: 2.740; Avianca: 1.946; Pantanal: 819 e; Passaredo: 637.Portanto, o transporte aéreo de passageiros no Brasil é bastante concentrado, quase um duopólio,onde as duas empresas principais tiveram, nos vôos domésticos em 2010, 83% e 82% dos assentosquilômetros oferecidos (AKS) e dos passageiros quilômetros transportados, respectivamente,segundo o relatório anual ANAC. Portanto, desempenho dessas duas companhias reflete em grandeparte o que acontece no setor como um todo.Abaixo, alguns dados sobre a Gol Linhas Aéreas: 37% de participação de mercado (jul/2011); Faturamento de quase R$ 7 bilhões em 2010. 115 aeronaves; 18,7 mil funcionários.Dados sobre a líder de mercado, a TAM: 45% de participação de mercado; Faturamento de R$ 9,2 bilhões em 2010; 157 aeronaves em operação.Neste setor, vemos o impacto do crescimento da demanda turística com bastante clareza. Segundoa ANAC, de 2002 a 2010 houve um aumento de 153% no Passageiro Quilômetro PagoTransportado (RPK) (1 RPK = 1 passageiro pagante que voou por 1 km) para vôos domésticos.Também segundo a ANAC, de julho de 2010 a junho de 2011, o preço médio das passagens aéreasno Brasil foi o menor desde o início da série histórica, em 2002, contribuindo para o aumento dademanda.Transporte TerrestreSegundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, o transporte rodoviário depassageiros no Brasil é responsável por uma movimentação superior a 140 milhões deusuários/ano. O transporte rodoviário por ônibus é a principal modalidade de movimentação coletivade usuários nas viagens de âmbito interestadual, segundo o MTur e FGV. Embora perdendomercado ao longo dos últimos anos, conta com um faturamento anual superior a R$ 2,5 bilhões,utilizando 13.400 ônibus, conforme o Anuário Estatístico da ANTT. O desembarque de passageirosem transporte rodoviário coletivo para percursos acima de 75 km, indicador utilizado pelo PlanoNacional de Turismo, mostra uma queda de 12% entre 2004 e 2008. Segundo estudo realizado pelaCâmara Brasileira de Turismo da Confederação Nacional do Comércio, em relação ao transporteturístico, o setor opera hoje com uma demanda a 20% da registrada em 1985. Essa perda éconcomitante não somente com o aumento expressivo do número de veículos licenciados e deveículos locados a partir de 2003, o que poderia explicar parcialmente o comportamento dademanda segundo o MTur e FGV, como também o aumento da oferta e redução das a tarifasaéreas para viagens de longa distância, o que incentivou parte dos viajantes a trocar o ônibus peloavião.
    • Por outro lado, o mercado de locação de veículos vem crescendo com taxas de dois dígitos. Noperíodo de 2003 a 2010, segundo a Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (ABLA), afrota teve um CAGR de 12% e o faturamento um CAGR de 11%.Em 2010, 56% das locações tiveram como objetivo a terceirização de frota, 24% o turismo denegócios e 20% para o turismo de lazer.Segmentação por classe de demandaEm pesquisa realizada pelo MTur e FIPE em 2007, o lazer foi a motivação principal para viagemdoméstica declarada por cerca de dois terços dos entrevistados, seguida por negócios com 24% eoutros motivos com 9%.Turismo de LazerO turismo de lazer é, por definição, composto por viagens motivadas pela busca do entretenimentoem praias, campo, em cidades com ricos acervos culturais, históricos ou naturais, em parquestemáticos, em resorts que ofereçam serviços especializados ou diferenciados, visitas a parentes eamigos. Há um alto grau de viagens discricionárias nesse segmento, ou seja, a demanda é muitoinfluenciada pela renda disponível das famílias e da atratividade do turismo como consumo.Segundo estudo da Euromonitor International (“Travel and Tourism Global Overview”, março/2011),as vendas no varejo de turismo de lazer a nível global em 2010 foram três vezes maiores que ascorporativas, o que deve se manter até 2015, onde deve atingir aproximadamente US$ 600 bilhões.Em pesquisa do MTur e FIPE, os principais motivos dos turistas nas viagens de lazer domésticasforam: a visita a parentes/amigos; sol e praia; compras pessoais; turismo cultural e; diversãonoturna.Algumas características distinguem o turista doméstico de lazer do de negócios, também levantadaspelo estudo do MTur FIPE:
    •  As viagens de lazer usam automóvel em 50% dos casos, enquanto as de negócios em 36%. Em contrapartida, viagens de negócios usam o avião em 22% dos casos, contra apenas 8% das de lazer; Em mais da metade das viagens a lazer o turista se hospeda na casa de amigos e parentes, indicando uma grande oportunidade para o setor hoteleiro; 92% dos turistas alegam não ter usado os serviços das Empresas de Turismo para organizar a sua principal viagem, indicando também uma grande oportunidade para as empresas do setor aumentar sua penetração.Turismo de NegóciosO turismo de negócios trata das viagens onde a motivação seja algum compromisso de naturezaprofissional, o que inclui participação em congressos, seminários, feiras e etc.Em 2007 foram realizadas 37 milhões de viagens domésticas motivadas por negócios, segundo oMTur. O dinamismo do turismo de negócios no Brasil pode ser comprovado pelo desempenho dosegmento corporativo das Empresas de Turismo, incluindo as operadoras. Segundo a pesquisa“Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas”, encomendada pela Associação Brasileira deGestores de Viagens Corporativas (ABGEV), o setor de viagens corporativas cresceu 20% em 2010,movimentando R$ 21 bilhões.O mercado crescente tem estimulado a consolidação no Brasil, exemplificada pelo anúncio emnovembro da aquisição de 100% da Net Tour pela Carlson Wagonlit Travel (CWT), a maior empresado mundo de turismo corporativo. Segundo seu presidente em entrevista ao jornal Valor Econômico,com a aquisição a CWT deve faturar em torno de R$ 1,5 bilhão em 2012.Já o fluxo receptor internacional de turistas estrangeiros em viagens de negócios, segundo o MTurbaseado em dados do WTO, veio apresentando uma queda leve a partir de 2005, que se acentuouem 2009, impulsionado principalmente pela crise financeira nos principais países emissores. Em2010 houve uma recuperação nos níveis de entrada de turistas estrangeiros no Brasil, e estudos daMTur e FGV estimam que a proporção relativa a viagens de negócios, que estava em patamares de29% até 2005 e chegou a 23% em 2009, deva retornar gradativamente aos 29%. Além disso, acrescente importância brasileira no contexto econômico mundial, aliada ao crescente número deeventos de negócios internacionais sediados no Brasil, reforça a atratividade do país.
    • Eventos de NegóciosO Brasil tem se desenvolvido nos últimos anos como destino de eventos de negócios internacionais.Segundo o International Congress and Convention Asssociation (ICCA), passou de 62 em 2003 para275 eventos em 2010, ocupando por 3 anos a 7ª posição mundial.Apesar de estar concentrada em São Paulo, que sediou 75 eventos em 2010, a quantidade decidades brasileiras nesse grupo passou de 22 para 45 nesse período, caracterizando umadesconcentração, distribuindo os ganhos por outras capitais brasileiras.Em 2008, os 254 eventos ICCA contaram com 64.500 participantes não-residentes no Brasil,segundo o EMBRATUR. Os segmentos mais importantes em número de participantes foramTecnologia e Meio Ambiente (46%), Médico (38%), e Educação Social e Esporte (12%).Segundo estudo da EMBRATUR (2008/2009), o turista estrangeiro que chega ao Brasil paraparticipar de evento associativo tem gasto diário médio de US$ 280, contra apenas US$ 68 para oturista de lazer.Intercâmbio e outros Relacionados à EducaçãoO turismo emissor de intercâmbio, ou educacional, é aquele em que o objetivo principal do turista éaprimorar seu conhecimento sobre outros idiomas, culturas ou obter conhecimento específico emcursos curriculares ou não. O aumento da internacionalização do Brasil, onde cada vez mais asempresas valorizam experiências internacionais no recrutamento de jovens, além do câmbiofavorável, têm contribuído para este ser um dos segmentos de maior crescimento atualmente.Segundo a Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), que diz representar 90% domercado das Empresas para turismo de intercâmbio, os cursos de intercâmbio disponíveis nomercado em geral envolvem: cursos colegiais (jovens de 15-18 anos), idiomas, idiomas combinadocom interesses específicos, para professores, terceira idade e programas de férias.
    • A nível mundial, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico(OCDE), atualmente 3 milhões de estudantes realizam estudos no exterior, que, estima-se, atingirá10 milhões em 2025.Outros Motivos de Viagem Turismo visando jogos esportivos: destaque crescente no Brasil nos últimos anos. Os Jogos PanAmericanos de 2007 marcaram a entrada do Brasil como sede de grandes eventos esportivos mundiais. Aconteceram 36 eventos esportivos internacionais no país em 2011, em aproximadamente 15 cidades diferentes, com destaque para os 5o Jogos Mundiais Militares em julho no Rio de Janeiro, onde participaram 6.000 atletas de 110 países e 2.000 treinadores e comissões técnicas, segundo o site oficial do evento. Para os próximos 5 anos, além dos megaeventos Copa do Mundo e Olimpíadas, já estão programados cerca de 20 eventos esportivos por ano. Alguns exemplos abaixo mostram a diversidade e a importância: Evento Local Audiência Data Última estimada edição no paísMega Confederations Cup Brasil 400.000 2013 Primeira vezeventos Copa América Rio de Janeiro 800.000 2015 1989 World University Games Brasil 300.000 2017 Primeira vez Summer Paralympics’ Games Rio de Janeiro 100.000 2016 Primeira vez Formula 1 – GP Brasil São Paulo 72.631 Anual (Novembro) 2011 Goiânia to Rally dos Sertões 30.000 Anual (Agosto) 2011 FortalezaEventos São Silvestre (Marathon) São Paulo 21.000 Dezembro 11 2010de média São Paulo International São Paulo 20.000 Anual (Junho) 2011
    • escala Marathon Masters Track & Field Porto Alegre 20.000 2013 2010 Championship UFC Rio (Mixed Martial Arts) I Rio de Janeiro 16.572 Ago2011/Jan2012 Primeira vez and II WCT (Surf) Rio de Janeiro 10.000 Anual (Maio) 2011 Rio Surf Pro International Rio de Janeiro 10.000 Anual (Outubro) 2011 Rio de Janeiro Marathon Rio de Janeiro 9.000 Anual (Agosto) 2011 Rio de Janeiro International Half Rio de Janeiro 9.000 Anual (Agosto) 2011 Marathon WCSK8 (Oi Rio Vert Jam) Rio de Janeiro 8.500 Anual (Março) 2011 (Skate) Brasil Open (Tennis) Bahia 4.665 Anual (Setembro) 2011 Brasilia Open – Beach Volleyball Brasília 4.500 Anual (Abril) 2011 Judo World Championship Rio de Janeiro 2.500 2013 2011 Eventos e serviços direcionados ao público GLS: crescente no Brasil e em várias partes do mundo, como a Parada Gay de São Paulo. Segundo a São Paulo Turismo (SPTuris), em 2010 mais de 400 mil turistas vieram a São Paulo e cerca de 3 milhões de pessoas se reuniram na Av. Paulista. A próxima convenção anual da Intenational Gay & Lesbian Travel Association será em Florianópolis, em 2012; Turismo com motivação médica: este é outro segmento que cresce muito a nível global, com os consumidores procurando por locais onde os procedimentos médicos tenham melhor custo/benefício. Na pesquisa MTur e FIPE de 2007, 7% dos turistas responderam que a saúde era um dos motivos de viagem. Segundo o Euromonitor International, turismo objetivando procedimentos cosméticos tem crescido com vigor na Malásia, Taiwan e Argentina. Segundo o mesmo relatório, as categorias de turismo que mais crescerão (CAGR) em valor de vendas entre 2010-2015, por motivação, serão: Parques Nacionais – 6,8%; Turismo Médico: 5,4%; Spas: 3,3%; Cruzeiros: 3,3% e; Aventura: 3,3%.Festas de Rodeios: A Confederação Nacional de Rodeios (CNAR) calcula que sejam realizadas 1.800 festas de rodeios anualmente no Brasil, com visitas estimadas em 30 milhões em 2009. Segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo, com dados da CNAR, as 30 maiores tiveram 4 milhões de visitantes em 2010; Turismo com motivação religiosa: também apresenta números relevantes, com 3,8% dos viajantes apontando esta como uma das motivações de turismo, na pesquisa MTur e FIPE. Alguns estudos da Escola de Turismo da USP estimam que a cidade de Aparecida do Norte, SP, receba em torno de 7 milhões de turistas anualmente, sendo o maior centro de peregrinação religiosa da América Latina; O Rio de Janeiro sediará a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento a nível mundial da Igreja Católica, contando com a presença do Papa Bento XVI. Em algumas das edições anteriores, o número de visitantes foi muito elevado, como Manila em 1995, com 5 milhões, e Roma em 2000, com 2,1 milhões, segundo a CNBB. Para 2013, a prefeitura do Rio de Janeiro espera a chegada de 4 milhões de peregrinos na cidade;
    •  Festas do Norte / Nordeste: as cidades de Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) recebem mais de 1,5 milhão de visitantes cada uma durante as comemorações de festa junina nos meses de junho e julho. A cidade de Juazeiro do Norte (Ceará), conhecida por suas romarias ao Padre Cícero, segundo sua Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Romarias, recebe em torno de 2 milhões de visitantes anualmente. A romaria a São Francisco, na cidade de Canindé (Ceará), segundo Secretaria de Turismo do município, trouxe à cidade 200 mil romeiros no dia 18 de setembro. Já no Norte do Brasil, o festival de Parintins, no Amazonas, atrai todos os anos mais de 100 mil pessoas, de acordo com o site oficial do evento; Carnaval: apesar de estar concentrado em apenas quatro dias ao ano, movimenta uma grande quantidade de turistas domésticos e estrangeiros por todo o país. Segundo estimativas da Riotur, no carnaval de 2011 a cidade do Rio de Janeiro recebeu 760 mil turistas. O governo da Bahia estima que Salvador recebeu outros 550 mil neste ano.Canais de DistribuiçãoO canal de distribuição na indústria do turismo é um sistema de intermediários ligando os produtos eserviços turísticos aos consumidores, pessoas físicas ou corporativas. Podemos agrupá-los emtradicionais e eletrônicos.Canais TradicionaisMais próximas do consumidor final pessoa física ou corporativa, existem as Empresas de Turismoemissoras, que geralmente prestam serviço de consultoria sobre destinos, pacotes, documentação.Conforme explicado em tópico anterior, podem ser segmentadas por motivo da viagem ou pelo tipode consumidor. Em posição intermediária, existem as operadoras turísticas, que montam pacotes deserviços e produtos turísticos e distribuem via Agências emissoras. Finalmente, próximo aosfornecedores de serviços turísticos, estão as Empresas de Turismo receptivas, que trabalhamexclusivamente com a recepção de turistas, reserva de hotéis, transporte de passageiros, etcCanais eletrônicosTodos os elementos da cadeia de distribuição e também os fornecedores de produtos e serviçosutilizam canais eletrônicos para se aproximar dos consumidores finais. Empresas de Turismo emissoras desenvolvem seus próprios sites na internet para informar sobre seus produtos e/ou comercializá-los, em processos com início e fim no site ou a finalização em loja física; Existem Empresas puramente online, ou seja, operam somente por meios eletrônicos, não sendo um canal de uma empresa tradicional. O maior exemplo é a Expedia Inc, Decolar.com, Viajanet e Rapi10. Operadoras também desenvolvem sites para evitar que a comercialização de seus produtos seja intermediada por outra Empresa de Turismo; Fornecedores de produtos turísticos são os mais desenvolvidos na utilização da Internet para vender diretamente ao consumidor: companhias aéreas, hotéis, empresas de locação de veículos, empresas de transporte marítimo e ferroviário, etc;É inegável o papel da internet na comercialização dos produtos e serviços turísticos. O rápidoaumento do acesso à internet e à conexões de banda larga no Brasil, associado a uma populaçãojovem (Gerações “Y” e “Z”) que não tem as resistências habituais ao comercio eletrônico e abraçaas redes sociais com muito vigor, garantem um futuro promissor para o canal. Segundo o IBOPE
    • Nielsen online, entre junho de 2010 e 2011 houve um crescimento de 14% na procura por sites deviagens, alcançando 23,6 milhões de usuários únicos. Em relação aos cruzeiristas, pelo seu perfilsocioeconômico elevado, 58% com ensino superior completo, e por ter partido de uma base menor,o crescimento dessa subcategoria foi de 117% no período.Segundo reportagem da Revista Exame, citando pesquisa da E-Consulting, o turismo foi a categoriado comércio eletrônico que mais cresceu no primeiro semestre de 2011 no Brasil: 29%, contra amédia do varejo online de 19%. Até o final de 2011, o faturamento do turismo online deve alcançarR$ 7,3 bilhões, segundo a mesma fonte.Segundo o relatório “Travel and Tourism: Global Overview 2011”, da Euromonitor International, hámuito espaço para o crescimento na penetração das vendas online de produtos turísticos naAmérica Latina, se comparado com outros continentes.Penetração Regional das Vendas Online por Categoria (2010) Pacote Turístico Passagem Aérea Hotel América do Norte 54% 57% 39% Europa Ocidental 23% 49% 16% América Latina 8% 20% 4%Fonte: Euromonitor InternationalO total de brasileiros com acesso à internet chegou a 73,9 milhões em 2010, crescimento de 10%sobre o ano anterior, segundo o IBOPE Nielsen Online. A adoção do canal eletrônico para comprastambém avança rapidamente no país, embora com velocidades diferentes. Segundo o ComitêGestor da Internet no Brasil (CGI), 59% dos internautas da classe A já compram on-line; na classe B13%; e na C 5%.Citando o crescimento das vendas de turismo pela internet e o elevado gasto dos turistas brasileirosno exterior, o site francês de ofertas de viagens de luxo Voyage Privé, que prevê faturar US$ 380milhões em 2011, justificou a sua entrada no mercado brasileiro em novembro.Infraestrutura e o Setor de TurismoA Pesquisa do Fórum Econômico Mundial divulgada em março de 2011 posicionou o Brasil em 52ºlugar no ranking de competitividade no turismo, entre os 139 analisados (caindo da posição 49 em2009). Entre os 14 quesitos avaliados, as infraestruturas de transporte terrestre e aeroportuário, aviolência e a mão de obra qualificada foram os principais responsáveis pela mediana posiçãobrasileira.Adicionalmente, a World Tourism Organization (UNWTO) classifica o Brasil em 95º lugar num grupode 130 países em relação a infraestrutura de transporte de grupo.Nas áreas urbanas, a integração entre modais também apresenta sérias limitações em decorrênciadas carências relativas à mobilidade urbana, particularmente nas grandes cidades.
    • A infraestrutura de transportes brasileira, além de ser um limitante para a atividade econômica emgeral, pode caracterizar um limitante ao crescimento dos fluxos turísticos no Brasil. No mercadodoméstico, o crescimento dos desembarques nacionais foi de 118% entre 2003 e 2010, provocandouma ocupação de praticamente toda a margem operacional da infraestrutura aeroportuária nosprincipais destinos turísticos do país, segundo o MTur.O caráter multiministerial das iniciativas relacionadas à infraestrutura de transporte, econsequentemente de turismo, dificulta a coordenação de esforços pelo governo federal e emparticular o MTur.Indicando uma percepção de urgência pelo governo federal, recentemente foi anunciado que osaeroportos de Brasília, Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, e Viracopos, emCampinas, serão explorados pela iniciativa privada, que poderá ter no mínimo 51% do capital, e aInfraero deve ficar com até 49%. O governo também estuda fazer a concessão dos aeroportosConfins (MG) e Galeão (RJ).Segundo a Infraero, os aeroportos diretamente relacionados às 12 cidades-sede para a copa de2014 receberão investimentos de R$ 5,6 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões da própria Infraero.A qualidade do sistema viário terrestre, dos terminais turísticos rodoviários e dos pontos de parada eoutras limitações da atividade são apontadas pela Câmara Nacional do Comércio como uma dasprincipais causas para o fato do transporte turístico rodoviário hoje corresponder a 20% do que eraem 1985, aliada à concorrência do modal aéreo.Para endereçar esse ponto, o Ministério do Planejamento lançou, em fevereiro de 2011, o PAC daMobilidade, destinado a incrementar a infraestrutura de transporte público nas 24 principais cidadesbrasileiras. Segundo o Ministério, serão investidos R$ 18 bilhões, dos quais 6 bilhões diretos daUnião e 12 bilhões através de financiamentos.Por fim, os diversos eventos que ocorrerão no Rio de Janeiro nos próximos anos têm mobilizado aalocação de investimentos na cidade. Segundo sua Prefeitura, 16 investimentos em mobilidadeurbana ou estão em andamento ou em fase de planejamento, sendo quatro vias expressas:
    •  Transbrasil (em projeto): recursos de R$ 1,5 bilhão. Vai contar com o Bus Rapid Transit (BRT). Ligará Deodoro ao Centro, atravessando toda a Avenida Brasil; Transoeste (em construção): R$ 0,7 bilhões – ligará Barra da Tijuca a Santa Cruz; Transcarioca (em construção): R$ 1 bilhão estimado em investimentos – ligará a Barra da Tijuca ao aeroporto do Galeão; Transolímpica (obras a iniciar): estimados R$ 1,6 bilhão em investimentos – ligará Recreio das Bandeiras a DeodoroIncentivos GovernamentaisO MTur desenvolveu um plano de longo prazo para o turismo receptivo, o Plano Aquarela 2020 –Marketing Turístico Internacional do Brasil – com metas para o fluxo de turistas. Segundo seudocumento de divulgação, seus objetivos principais são: aprimorar os resultados de longo prazo napromoção turística do país; envolver os setores público e privado numa estratégica unificada;promover o Brasil como destino turístico internacional e; aproveitar os megaeventos mundiais parafazer o Brasil mais conhecido como destino turístico.Além disso, a MTur desenvolve uma série de projetos específicos para melhorar a qualidade daoferta e regionalização, baseados em estudos sobre tendências no setor, tais como: Programa deEstruturação dos Segmentos e Projeto de Cooperação Técnica para Roteirização – diversificação esegmentação da oferta; Projetos Talentos do Brasil Rural e Projetos relativos ao Turismo de BaseComunitária – incentivo ao turismo social e local; Projeto Economia de Experiência – apoio aopequeno negócio turístico e; Novo sistema de classificação de meios de hospedagem – inserçãonos padrões internacionais de normatizaçãoAtualmente está disponível, através dos principais bancos estatais, uma série de linhas de créditoespecíficas para o turismo, definidas pelo MTur:  FINGETUR – Fundo Geral do Turismo – aquisição de máquinas e equipamentos novos  PROGER – Turismo Investimento – para investimento fixo e capital de giro associado  FNE – programa de apoio ao turismo regional NE  FNO – programa de desenvolvimento sustentável para o Amazonas  FCO - programa de apoio ao turismo regional CO  BNDES automático até R$ 10 milhões, FINEM, FINAME e cartão BNDES  Programas regionais de desenvolvimento do turismo (Prodetur), direcionados a estados e municípios, que são operacionalizados pelo MTur e tem parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina. Já tem US$ 870 milhões em projetos aprovados e US$ 780 milhões aguardando aprovação.Segundo o MTur, o volume de recursos desembolsados pelas instituições financeiras federais parao setor de turismo aumentou 181% desde 2003, com destaque para os dois últimos anos. Em 2010,72% dos recursos saíram do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
    • E. SERVIÇOS FINANCEIROS NO TURISMOCom a estabilização econômica do país e a obtenção de uma linha de desenvolvimento sustentávelda renda das famílias, surge como consequência natural a crescente expansão do nível debancarização, num fenômeno simultâneo de penetração geográfica e de classes. Atrelada a esta,evidencia-se a massificação do acesso ao crédito, abrindo caminho à democratização de toda umavariedade de produtos financeiros, cada vez mais diversos e sofisticados, e até aqui apenasacessíveis às camadas mais favorecidas da população.Como uma das atividades econômicas com potencial de crescimento futuro, o turismo não deverádeixar de acompanhar este processo, alavancando a sua atividade na comercialização de produtosfinanceiros relacionados. O crescimento dos serviços financeiros no turismo deverá apoiar-se emtrês pilares fundamentais: crédito pessoal para o consumo de produtos turísticos e em particular ainfluência no padrão de utilização dos cartões de crédito, produtos de câmbio e mercado segurador.CréditoOs pacotes de turismo, dado o seu perfil discricionário, o caráter habitualmente esporádico esazonal e o peso que em geral representam sobre os orçamentos familiares, revelam-senormalmente inatingíveis para os segmentos da população de rendas média e baixa excluídos doacesso ao crédito. Nesse sentido, esse é um dos setores que mais deverá beneficiar-se do vigorosocrescimento do mercado de financiamento ao consumo privado que vem se verificando no Brasil,em paralelo ao desenvolvimento econômico e social.Ao longo da última década, o crédito à Pessoa Física avançou dos 66 bilhões de reais em 2000 paraos mais de 560 bilhões de reais em 2010, com destaque para o crescimento do crédito pessoal,onde se inserem os produtos de turismo, a uma taxa anual composta de 24% no mesmo período. Oseu peso sobre o PIB, que era pouco superior a 5%, triplicou, atingindo mais de 15%.
    • De fato, o caminho de crescimento econômico sustentado e de reforço da confiança dos agentes,investidores e consumidores seguido ao longo dos últimos anos, não se reflete apenas no atenuardas desigualdades e no incremento da renda disponível. Transporta igualmente consigo um efeitode melhoria das condições de financiamento das instituições de crédito. A estabilização evisibilidade proporcionadas pelo novo quadro macroeconômico vêm permitindo o alargamento dosprazos dos empréstimos e a redução dos spreads exigidos, que no Brasil estão entre os maiselevados do mundo. Segundo dados do BCB, na última década o prazo médio das operações decrédito com recursos livres para Pessoas Físicas mais do que duplicou, desde o mínimo de 242 diasem 2004, para 562 dias no final de 2010, ao passo que o spread médio se reduziu em mais demetade, dos 60% em 2004 para os cerca de 27% no final de 2010. Este efeito alavanca-se nacapilaridade crescente do sistema financeiro nacional e no robusto ritmo de bancarização dapopulação para permitir a conversão em massa ao universo do financiamento, abrindo para milhõesde novos consumidores as portas de acesso a produtos habitualmente parcelados, como é o casodo turismo.Segundo projeções da LCA Consultores, este fenômeno deverá continuar ao longo da próximadécada, embora naturalmente com um ritmo menor. Estima-se que o volume nominal de crédito àPessoa Física mais do que quadriplique, atingindo cerca de 24% do PIB em 2020. Este indicadorera já em 2010 de 52% do PIB na França e 57% na Alemanha, o que permite antever a largamargem de expansão existente no Brasil.Numa visão de mais curto prazo, a FEBRABAN divulgou recentemente uma estimativa decrescimento que mostrava que a componente de crédito pessoal deverá continuar a ser o principalimpulsionador do crescimento de 15% ao ano em 2011 e 2012 do total de recursos livres parapessoas físicas, pois se prevê que este componente irá avançar 17% ao ano no mesmo período.
    • Tem sido notória a tendência das instituições financeiras no sentido de adicionar à sua ofertaprodutos direcionados ao turismo. Um exemplo do apetite do consumidor de turismo pelo crédito é osucesso alcançado pelo Cartão Turismo da Caixa Econômica Federal (CEF), agente financeiro doMinistério do Turismo. Acrescenta às funções tradicionais de um cartão de crédito o financiamento a24 meses e com juros mais favoráveis do consumo em estabelecimentos dos ramos de turismo,como hotéis, pousadas, companhias aéreas, locadoras de veículos e Empresas de Turismo.Segundo a CEF, já foram emitidos mais de 1,6 milhões de cartões desde que o produto foi lançadono final de 2005, o que representa uma disponibilidade de crédito de cerca de R$ 900 milhões.Cartões de créditoSe a amplitude do acesso ao crédito segue em acelerado processo de expansão no Brasil, opanorama não é diferente no que diz respeito ao padrão de utilização dos meios de pagamento. Oprocesso de simultâneo incremento da bancarização da população e de crescimento da massa deconsumidores vem se traduzindo na progressiva adoção de instrumentos eletrônicos no ato depagamento, em substituição dos meios tradicionais, de que é exemplo mais comum o próprio papel-moeda. Apesar da maior parte das transações no varejo continuar a efetuar-se através deste,especialmente quando se trata de montantes menores, é nítida uma modificação noscomportamentos do consumidor Brasileiro, seguindo o caminho que há alguns anos vem sendopercorrido pelas economias desenvolvidas. Assim, a evolução da representatividade do pagamentocom cartão no consumo das famílias Brasileiras vem sendo galopante, esperando-se que em menosde uma década supere pela primeira vez o papel-moeda como instrumento principal de pagamento.Embora o faturamento com cartões tenha, segundo a Associação Brasileira de Cartões de Crédito eServiço (ABECS), ultrapassado o meio trilhão de reais em 2010, representa ainda apenas um quartodo consumo das famílias, o que compara com os atuais 45% dos EUA.