Fisiologia Humana 5 - Sistema Cardiovascular

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Fisiologia Humana 5 - Sistema Cardiovascular

  1. 1. SISTEMA CARDIOVASCULAR MSc LORENA ALMEIDA DE MELO
  2. 2. VISÃO GERAL CORAÇÃO SANGUE VASO SANGUÍNEO SISTEMA CARDIOVASCULAR
  3. 3. SISTEMA CARDIOVASCULAR FUNÇÕES Transporte de Oxigênio (pulmões), Água e Nutrientes (epitélio intestinal)  Comunicação Intercelular  ◦ Hormônios – células-alvo – circulação ◦ Glicose do fígado e ácidos graxos do tecido adiposo – células ativas ◦ Células brancas e anticorpos – interceptação de invasores  Recolhimento de resíduos das células ◦ Dióxido de carbono (pulmões), restos metabólicos (urina, fezes), calor (pele)
  4. 4. ANATOMIA GERAL DO SISTEMA CIRCULATÓRIO
  5. 5. CORAÇÃO LOCALIZAÇÃO
  6. 6. ESTRUTURAS E FLUXO UNIDIRECIONAL
  7. 7. VALVAS CARDÍACAS  Valvas atrioventriculares ◦ Tricúspide (direita) e bicúspide (esquerda) ◦ Prolapso: falha das cordas tendíneas - valva empurrada para o átrio durante a contração ventricular  Valvas semilunares ◦ Aórtica e pulmonar ◦ Fechamento – pressão retrógrada
  8. 8. CÉLULAS CARDÍACAS  Células Contráteis ◦ Músculo estriado – sarcômeros ◦ Uninucleares ◦ Rico em mitocôndrias – 70 a 80% do O2 oferecido pelo sangue ◦ Discos intercalares – junções que unem as células cardíacas adjacentes - ligados por desmossomos  A força gerada por uma célula é transferida para a célula adjacente  Junções comunicantes – ligam as células eletricamente – espalhando a onda de despolarização
  9. 9. CÉLULA CARDÍACA
  10. 10. CÉLULAS CARDÍACAS  Células Auto-rítmicas (Células do marcapasso) ◦ Capacidade de gerar potencial de ação – contração sem estímulo externo. ◦ Controlam cardíacos a frequência dos batimentos
  11. 11. EXCITAÇÃO-CONTRAÇÃO  Características da célula miocárdica ◦ Túbulo T: grande e se ramificam no interior das células. ◦ Retículo sarcoplasmático: pouco desenvolvido – depende de Ca+2 extracelular. ◦ Início da contração – potencial de ação estimulando a célula muscular
  12. 12. EXCITAÇÃO-CONTRAÇÃO
  13. 13. RELAÇÃO TAMANHO-TENSÃO
  14. 14. Etapas do Potencial de Ação no Músculo Cardíaco  Potencial de repouso da membrana: - 85 a 95 (mV).  Variação de potencial – negativo → positivo (potencial em ponta).  Canais atuantes ◦ Abertura dos canais de sódio (rápidos); ◦ Abertura dos canais de cálcio (lentos) ◦ Entrada de íons sódio e cálcio – interior da fibra muscular cardíaca.
  15. 15. Etapas do Potencial de Ação no Músculo Cardíaco  DESPOLARIZAÇÃO ◦ ◦  Quando as fibras contráteis são levadas a seu limiar – abertura dos canais rápidos de sódio voltagemdependentes. A entrada de sódio para o citosol ocorre a depolarização PLATÔ ◦ ◦ ◦ Depende da abertura dos canais lentos de cálcio voltagem-dependentes Liberação dos íons cálcio das cisternas terminais do retículo sarcoplasmático (pouco desenvolvido) Diminuição da permeabilidade dos canais de potássio
  16. 16. Etapas do Potencial de Ação no Músculo Cardíaco  REPOLARIZAÇÃO ◦ Os canais de cálcio começam a se fechar; ◦ Os canais de potássio voltagem-dependente abrem-se o que aumenta a permeabilidade da membrana aos íons potássio; ◦ O potencial de membrana repouso - negativo é restabelecido.
  17. 17. Etapas do Potencial de Ação no Músculo Cardíaco
  18. 18. PERÍODO REFRATÁRIO  Intervalo de tempo durante o qual não pode ser produzida uma segunda contração.  O período refratário da fibra muscular é mais longo que a própria contração – nova contração após o relaxamento completo ou bem avançado.  Evitar a tetania (contração sustentada) – alternância de contração e relaxamento – bombeamento do fluxo sangüíneo.
  19. 19. POTENCIAL DE AÇÃO – CÉLULAS AUTO-RÍTMICAS - Potencial de membrana (marcapasso)= -60 mV - Canais If = Permeável ao Na+ e K +
  20. 20. - Abertura dos canais If= entra mais Na + - Despolarização - Positividade= fechamento If e abertura Ca2+ - Repolarização= fechamento Na+ e abertura K+
  21. 21. SISTEMA DE CONDUÇÃO CÉLULAS AUTO-RÍTMICAS  Células auto-rítmicas ◦ Rede de fibras musculares cardíacas especializadas responsáveis pela atividade elétrica, intrínseca e rítmica. ◦ Geram potenciais de ação espontâneos que desencadeiam as contrações cardíacas. ◦ Funções  Marcapasso - define o ritmo para todo coração  Forma o sistema de condução (via para a propagação dos potenciais de ação por todo músculo cardíaco).
  22. 22. COMPONENTES DO SISTEMA DE CONDUÇÃO  (1) A excitação cardíaca início – nodo sino-atrial (SA parede atrial direita); o potencial propaga-se pelos dois átrios (junções abertas) – contração atrial;  (2) O potencial atinge o nodo atrioventricular (AV – septo interatrial);  (3) Atinge o feixe atrioventricular (feixe de Hiss – única conexão elétrica entre os átrios e os ventrículos;
  23. 23. COMPONENTES DO SISTEMA DE CONDUÇÃO  (4) Após ser conduzido ao longo do feixe de Hiss o potencial de ação entra nos ramos dos feixes direito e esquerdo em direção ao ápice cardíaco.  (5) Finalmente, as fibras de Purkinje conduzem o PA do ápice do miocárdio ventricular para o restante do miocárdio;
  24. 24. SISTEMA DE CONDUÇÃO
  25. 25. a d b c e f
  26. 26. Marcapasso – Frequência Cardíaca  As células do nó SA determinam a velocidade dos batimentos cardíacos ◦ O nó AS - ritmo mais rápido que o nó AV e das fibras de Purkinje (evitar tetania) ◦ Falha do nó AV – comando da FC fibras do AV e das fibras de Purkinje ◦ Bloqueio AV completo – ventrículos (35 ipm) contraíram mais lento que o átrios (70 ipm) ◦ Bloqueio AV total – insuficiente para manter fluxo sanguíneo – marcapasso mecânico
  27. 27. ELETROCARDIOGRAMA     Registro da atividade elétrica do coração obtido a partir da colocação de eletrodos na superfície da pele. Representa múltiplos potenciais de ação ocorrendo no músculo cardíaco em dadoo período de tempo e obtido na superfície corporal. Walter Einthoven (1887) – Triângulo de Einthoven ◦ Eletrodos nos braços (D e E) e na perna (E) ◦ Lados do triângulo numerados – derivações Cada componente do ECG representa a despolarização ou a repolarização de determinada parte do coração
  28. 28. TRIÂNGULO DE EINTHOVEN
  29. 29. ELETROCARDIOGRAMA  Componentes principais no ECG ◦ Onda P: despolarização dos átrios ◦ Complexo QRS: despolarização ventricular ◦ Onda T: repolarização atrial  Eletrodos ◦ Eletrodo positivo, negativo e neutro ◦ Resultado dos potenciais de ação se move – eletrodo positivo – deflexão positiva (para cima) ◦ Resultado dos potenciais de ação se move – eletrodo negativo – deflexão negativa (para baixo)
  30. 30. ELETROCARDIOGRAMA
  31. 31. ELETROCARDIOGRAMA  Derivações colocadas em locais diferentes ◦ Informações de partes diferentes do coração ◦ 12 derivações: 3 (membros) e 9 (peito e tronco)  Informações fornecidas ◦ Frequência cardíaca  Espaço de tempo entre uma onda P e a onda P subsequente.  Taquicardia e bradicardia ◦ Ritmo (regular e irregular-arritmia)  Fibrilação atrial – nó AS perde função de marcapasso
  32. 32. ELETROCARDIOGRAMA  Informações fornecidas ◦ Relação das ondas  Cada complexo QRS é precedido por uma P?  O segmento P-R possui um comprimento constante?  Ex: bloqueio cardíaco – problema de condução do PA para ventrículo – uma ou mais onda P aparecem sem que haja complexo QRS
  33. 33. CICLO CARDÍACO  Período compreendido entre o início de um batimento cardíaco e o início do batimento subsequente  Fases do ciclo cardíaco ◦ Sístole: período de tempo o qual o coração está contraído ◦ Diástole: período de tempo o qual o coração relaxa
  34. 34. CICLO CARDÍACO
  35. 35. CICLO CARDÍACO  Mudanças de pressão-volume do ventrículo esquerdo durante um ciclo cardíaco
  36. 36. VOLUME DE EJEÇÃO Volume bombeado por um ventrículo  VE= volume de sangue nos ventrículos antes da contração (VDF) - volume de sangue nos ventrículos após a contração (VSF).  VE= VDF-VSF 135- 65=70 ml/batimento(repouso)  VE= 100 ml/batimento (exercício) 
  37. 37. DÉBITO CARDÍACO Quantidade de sangue ejetada por um ventrículo por unidade de tempo  DC= frequência cardíaca x volume de ejeção  DC= 72 x 70= 5040 ml/min;5 l/min (repouso)  DC= 30-35 l/min (exercício) 
  38. 38. RETORNO VENOSO Quantidade de sangue que retorna ao coração pela circulação venosa  Fatores que afetam o retorno venoso ◦ Bomba muscular (coração periférico) – comprime as veias e empurra o sangue em direção ao coração. ◦ Bomba respiratória – movimento do tórax durante a inspiração – reduz a pressão sobre a veia cava inferior – mais sangue desemboca no AD 
  39. 39. BOMBA MUSCULAR
  40. 40. REGULAÇÃO DA FC  Embora a FC seja iniciada pelas células auto-rítmicas do nó SA – comando ◦ Sistema nervoso autônomo  Simpático  Parassimpático ◦ Hormônios
  41. 41. CONTROLE REFLEXO DA FC
  42. 42. REGULAÇÃO EXTRÍNSECA ◦ Ocorre em resposta às alterações no volume de sangue que chega ao coração, de acordo com a Lei de Frank- Starling. ◦ Esta lei diz que sempre que houver um aumento no retorno venoso, haverá um aumento no débito cardíaco. Isto ocorre devido a uma maior distensão do músculo cardíaco, que irá se contrair com mais força (característica do músculo estriado). ◦ Princípio: Quanto maior for o estiramento do miocárdio durante o enchimento, maior será a força de contração e a quantidade de sangue bombeada para a Aorta. ◦ Durante o estiramento adicional ocorre armazenamento de energia para uma posterior contração mais acentuada.
  43. 43. FLUXO SANGUÍNEO  Parede dos vasos sanguíneos ◦ Camadas de músculo liso ◦ Camadas de tecido conjuntivo elástico ◦ Camadas de tecido conjuntivo fibroso  Endotélio ◦ Revestimento interno de todos os vasos sanguíneos ◦ Funções: regulação da pressão arterial, crescimento de vasos sanguíneos e absorção de materiais.
  44. 44. AS PAREDES DOS VASOS SANGUÍNEOS VARIAM NO DIÂMETRO E NA COMPOSIÇÃO
  45. 45. MÚSCULO LISO VASCULAR Músculo liso dos vasos sanguíneos  Organizado em camadas circulares ou espirais  Vasoconstrição: estreita o diâmetro da luz do vaso; vasodilatação: alarga o mesmo  Tônus muscular: estado de contração parcial o tempo todo do músculo liso vascular.  Contração – depende do íon Ca2+  Substâncias químicas – neurotransmissores, hormônios, substâncias parácrinas (células adjacentes) 
  46. 46. VASOS SANGUÍNEOS Artérias ◦ Camadas grossas de músculo liso, tecido elástico e fibroso ◦ Energia para vencer a rigidez do tecido fibroso e armazenamento pelas fibras elásticas e liberação por meio de retração elástica. ◦ As artérias maiores dividem-se em menores – paredes mais musculares.  Arteríolas  ◦ Menores artérias ◦ Parede com músculo liso – contração e relaxamento
  47. 47. VASOS SANGUÍNEOS  Metarteríola ◦ Ramificação das arteríolas ◦ Faz a ligação entre a arteríola e vênula ◦ Na ramificação das metarteríolas existem esfíncteres pré-capilares regulando a quantidade de sangue de um órgão em repouso e em atividade ◦ Funções: regula o fluxo sanguíneo através dos capilares; permitem que os leucócitos passem da circulação arterial para a venosa (capilares deixa passar os eritrócitos mas não os leucócitos)
  48. 48. METARTERÍOLA
  49. 49. VASOS SANGUÍNEOS  Capilares ◦ Local de troca entre o sangue e o fluido intersticial. ◦ As paredes não possuem músculo liso, nem tecido fibroso e elástico. ◦ Contém endotélio capilar que é um epitélio de troca com junções vazantes entre as células.
  50. 50. VASOS SANGUÍNEOS  Vênulas ◦ São pequenas veias ◦ O sangue flui dos capilares para as vênulas ◦ Similares aos capilares com um fino epitélio de troca e pouco tecido conjuntivo  Veias ◦ São vasos de diâmetro maior que as artérias ◦ Alojam-se mais próximo a superfície da pele ◦ Paredes mais finas que as artérias com menos tecido elástico
  51. 51. ANGIOGÊNESE Processo pelo qual novos vasos sanguíneos formados  Na criança (crescimento normal); adulto (cicatrização de um ferimento, revestimento uterino após a menstruação; prática de exercício)  Fator de crescimento vascular endotelial (FCVE) e fator de crescimento fibroblástico (FCF)  ◦ Promovem angiogênese ◦ Mitogênicos - promovem mitose (divisão celular) ◦ São produzidos pelas células da musculatura lisa e perícitos (células que circundam os capilares)
  52. 52. ANGIOGÊNESE  Inibição da angiogênese ◦ Angiostatina: citocina produzida pela proteína sanguínea plasminogênio ◦ Endostatina ◦ Tratamento de doenças  Câncer: células do câncer invadem tecidos e multiplicam-se, precisam de novos vasos para manter o aporte de nutrientes e O2 – angiostatina e endostatina bloqueam a angiogênese
  53. 53. ANGIOGÊNESE ◦ Tratamento de doenças  Doença arterial coronariana: ocorre redução do fluxo para o miocárdio; induzir o crescimento de novos vasos sanguíneos para repor os vasos bloqueados; uso dos fatores de crescimento
  54. 54. PRESSÃO SANGUÍNEA  Conceito: força exercida pelo sangue contra qualquer unidade de área da parede vascular.  Medida em milímetro de mercúrio (mmHg)  Ex: 50mmHg ( a força exercida é suficiente para impelir uma coluna de mercúrio contra a gravidade até o nível de 50 mm de altura
  55. 55. PRESSÃO ARTERIAL  Contração ventricular – força propulsora do fluxo sanguíneo por meio do sistema de vasos.  Aorta e as artérias se expandem e armazenam pressão nas paredes elásticas.
  56. 56. PRESSÃO ARTERIAL
  57. 57. PRESSÃO ARTERIAL  A pressão arterial é mais alta nas artérias e cai continuamente. ◦ Energia perdida – resistência dos vasos sanguíneos  A pressão mais alta ocorre na aorta – pressão criada pelo ventrículo esquerdo.  Pressão de pulso: pressão criada pelo ventrículos e sentida como um pulso nas artérias ◦ Pressão de pulso= Pressão sistólica-Pressão diastólica
  58. 58. DIFERENÇA DE PRESSÃO NOS VASOS
  59. 59. PRESSÃO SANGUÍNEA  Queda da pressão nas veias ◦ Algumas veias possuem válvulas internas com uma única direção – refluxo do sangue – retorno venoso ◦ Auxílio da bomba muscular e respiratória
  60. 60. PRESSÃO ARTERIAL MÉDIA É a média das pressões sistólica e diastólica durante o ciclo cardíaco, ou seja, média de todas as pressões medidas a cada milisegundo durante um período de tempo ◦ PAM: P diastólica + 1/3 (P sistólica-P diastólica) ◦ Valores de referência: 70 a 105 mmHg  Fatores que influenciam a PAM  ◦ Débito cardíaco ◦ Resistência Periférica
  61. 61. PRESSÃO ARTERIAL A pressão arterial é determinada pelo equilíbrio entre fluxo sanguíneo para dentro das artérias e o fluxo sanguíneo fora das artérias para o tecido  O fluxo sanguíneo dentro da aorta = débito cardíaco; o fluxo sanguíneo de saída das artérias é influenciado pela resistência das arteríolas (periférica) 
  62. 62. PRESSÃO ARTERIAL VOLUME SANGUÍNEO ↑ VOLUME SANGUÍNEO ↓ VOLUME SANGUÍNEO ↑PRESÃO ARTERIAL ↓ PRESÃO ARTERIAL •EX: Balão de ar – com pouca água e com muita água •Aumento do volume sanguíneo – ingestão de alimentos e água – rins – excreção de água na urina •Diminuição do volume sanguíneo - desidratação e hemorragia •Vasoconstrição •Estimulação simpática aumentada do coração
  63. 63. RESISTÊNCIA Tendência do sistema cardiovascular de se opor ao fluxo sanguíneo.  O sangue escolhe o caminho com menor resistência – resistência elevada redução do fluxo.  Variáveis que interferem na resistência  ◦ Comprimento e raio do tubo e viscosidade do fluido ◦ A resistência ao fluxo sanguíneo – diretamente proporcional – comprimento do tubo e viscosidade ◦ A resistência ao fluxo sanguíneo – inversamente proporcional – ao raio do tubo
  64. 64. DISTRIBUIÇÃO DE SANGUE PARA OS TECIDOS  Varia de acordo com as necessidades metabólicas  Controle é feito por variações na resistência das arteríolas
  65. 65. REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL  Reflexo barorreceptor: primeiro mecanismo reflexo para o controle homeostático da pressão arterial  Componentes reflexo barorreceptor do
  66. 66. REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL  Barorreceptores ◦ Membrana celular com canais de Na+ iniciando potenciais de ação ◦ Pressão arterial elevada – aumenta o estiramento da membrana – aumenta potencial de ação ◦ Pressão arterial reduz – reduz o estiramento da membrana – reduz potencial de ação
  67. 67. REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
  68. 68. HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA
  69. 69. Controle da Pressão Arterial - Regulação Hormonal da Pressão Sangüínea  Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona ◦ ↓ volume sangüíneo → ↓ do fluxo sangüíneo renal → células justaglomerulares → ↑ enzima renina → renina e enzima conversora de angiotensina→ hormônio angiotensina II → ↑ pressão arterial. ◦ Angiotensina II: é um vasoconstrictor aumentando a resistência vascular sistêmica; ◦ Estimulação da secreção da aldosterona → ↑ reabsorção dos íons sódio (Na+) e de água pelos rins → ↑ volume de sangue → ↑ pressão arterial. MSc Lorena Almeida de Melo
  70. 70. Controle da Pressão Arterial - Regulação Hormonal da Pressão Sangüínea  Epinefrina e Norepinefrina ◦ Hormônio da medula adrenal; ◦ Norepinefrina  Produz vasoconstrição das arteríolas e das veias na pele e nos órgãos abdominais  Aumenta o débito cardíaco  Freqüência e força de contração. ◦ Epinefrina  Vasodilatação dos músculos cardíacos e esqueléticos MSc Lorena Almeida de Melo
  71. 71. Controle da Pressão Arterial - Regulação Hormonal da Pressão Sangüínea  Hormônio antidiurético (ADH) ◦ Produzido pelo hipotálamo e liberado pela glândula hipófise posterior; ◦ Controla níveis baixos de pressão arterial (retenção hídrica) e osmolaridade (retenção eletrolítica). ◦ Produzem constrição nos ductos coletores renais - ↑ pressão arterial. MSc Lorena Almeida de Melo
  72. 72. SISTEMA CARDIOVASCULAR SANGUE  Formado por parte líquida (plasma) e parte celular (várias células);  Líquido intersticial: líquido que banha as células corporais;  O2 (pulmões) e nutrientes (trato gastrointestinal) transportados sangue → líquido intersticial → tecidos corporais;  CO2 e restos do metabolismo dos tecidos corporais → líquido intersticial sangue → pulmões, rins, pele e sistema digestivo. MSc Lorena Almeida de Melo
  73. 73. SISTEMA CARDIOVASCULAR SANGUE  FUNÇÕES DO SANGUE ◦ Transporte: O2, CO2, nutrientes e hormônios; ◦ Regulação: Participa da regulação do pH, regula a temperatura corporal; ◦ Proteção: presença dos glóbulos brancos.  CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO SANGUE ◦ Mais viscoso que a água – fluxo lento; ◦ Temperatura: 38◦ C; pH: 7,35 e 7,45; 8% do peso corporal total; 5 a 6 litros (homens) e 4 a 5 litros (mulher); MSc Lorena Almeida de Melo
  74. 74. COMPONENTES DO SANGUE  Plasma ◦ Líquido aquoso contendo substâncias dissolvidas  91,5%-água  8,5% de solutos (proteínas - albuminas, globulinas, fibrinogênio);  Elementos Figurados ◦ Glóbulos vermelhos do sangue (GVS), glóbulos brancos do sangue (GBS) e as plaquetas; MSc Lorena Almeida de Melo
  75. 75. Glóbulos Vermelhos (Eritrócitos ou Hemácias)  Função ◦ Transporte de oxigênio  Hemoglobina – proteína globina – cadeias polipeptídicas e pigmentos não-protéicos hemes;  Cada heme – íons ferro – oxigênio (pulmões) – líquido intersticial – célula;  Sangue – capilares teciduais – capta o CO2 – hemoglobina – liberado pelos pulmões; MSc Lorena Almeida de Melo
  76. 76. Glóbulos Vermelhos (Eritrócitos ou Hemácias)  Regulação da Produção de Hemácias ◦ Número adequado de hemácias proporcionar a oxigenação tecidual; para ◦ Hipóxia (redução de oxigênio tecidual) → aumento da eritropoetina (hormônio-rins) → produção de hemácias. MSc Lorena Almeida de Melo
  77. 77. HEMOGLOBINA
  78. 78. Glóbulos Brancos do Sangue (Leucócitos) São as unidades móveis do sistema protetor do organismo  Formação  ◦ Medula óssea: granulócitos, monócitos e alguns linfócitos ◦ Tecido linfóide: linfócitos e plasmócitos;  Os leucócitos – transportados pelo sangue – áreas infectadas e inflamadas – defesa imediata contra o agente infeccioso; MSc Lorena Almeida de Melo
  79. 79. Glóbulos Brancos do Sangue (Leucócitos)  Quimiotaxia ◦ Fenômeno no qual as diversas substâncias químicas presentes nos tecidos façam com que os neutrófilos e macrófagos se movam em direção à fonte das substâncias (toxinas bacterianas, tecidos inflamados);  Fagocitose: ingestão do agente agressor por uma célula ◦ Superfície áspera; ◦ Ausência revestimentos protéicos protetores (antígenos e partículas estragadas); ◦ Reconhecimento de corpos estranhos – interação antígenoanticorpo MSc Lorena Almeida de Melo
  80. 80. Plaquetas  São minúsculos discos redondos ou ovais, de cerca de 2 mm de diâmetro que participam do processo de coagulação sangüínea. MSc Lorena Almeida de Melo
  81. 81. Plaquetas Mecanismos da Hemostasia  Hemostasia: é seqüência interrompe o sangramento. de respostas que  (1) Espasmo vascular: imediatamente após a ruptura ou o corte de um vaso sangüíneo ocorre vasoconstrição (contração) do vaso sangüíneo lesado reduzindo a perda de sangue.  (2) Tampão plaquetário: acúmulo de plaquetas para formar um tampão plaquetário no vaso lesado (adesividade das plaquetas no local da lesão e aderência das plaquetas entre si). MSc Lorena Almeida de Melo
  82. 82. Plaquetas Mecanismos da Hemostasia  (3) Coagulação sangüínea ◦ Em resposta à ruptura do vaso → cascatas de reações químicas no sangue → complexo de substâncias ativadas (ativador da protombina); ◦ Ativador da protombina + Ca+2 → protrombina → trombina; ◦ Trombina (enzima) → fibrinogênio → filamentos de fibrina → retém as plaquetas, células sanguíneas e o plasma → coágulo.  (4) Regeneração: crescimento de tecidos fibrosos no coágulo sangüíneo para obturar o orifício do vaso. MSc Lorena Almeida de Melo
  83. 83. Plaquetas Mecanismos da Hemostasia MSc Lorena Almeida de Melo

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