Projeto integrador

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Projeto integrador

  1. 1. 51INTRODUÇÃO As grandes metrópoles têm aumentado a sua densidade demográfica nas últimasdécadas de uma forma acelerada, tanto horizontal como verticalmente e, diante disso, as suasnecessidades de consumo e de infraestrutura se modificaram a ponto de as organizaçõessentirem a necessidade de investir em novas estratégias e tecnologias, independentemente dosegmento de mercado em que atuam. Nesse contexto, a Gestão em Redes surge como umaestratégia parao alcance da excelência organizacional através do compartilhamento deinformações e recursos estratégicos, redução dos custos operacionais, desenvolvimento denovas tecnologias, ganhos de produtividade, lucratividadee aumento da competitividade. No setor público, a Gestão em Redes serve como uma ferramenta relevante no quetange à acessibilidade de informações para cidadãos e gestores, à eficácia na elaboração deseus planejamentos estratégicos inter-setoriaise a uma maior qualidade nos serviços prestadospara a população.No entanto, torna-se necessário,grosso modo, avaliar as políticasimplantadas para tal fim, para que os objetivos supracitados sejam atendidos diante dosanseios de seus usuários e, ao mesmo tempo, identificar se essas práticas condizem com overdadeiro sentido de Gestão em Redes discutido através do campo científico para tal fim. Observando-se a importância da Gestão em Redes dentro das organizações públicas eprivadas, de acordo com a natureza do seu empreendimento e das exigências do seupúblicoalvo, surge a necessidade de identificar no ambiente organizacional possíveis práticasou necessidades que possam provar a sua relevância no contexto atual. Dessa forma, esta pesquisa busca identificar e analisar se as estratégiasdesenvolvidas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande doNorte (IFRN), o Sindicato dos Servidores Federais de Educação (SINASEFE-RN) e aFundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte(FUNCERN)caracterizam a gestão em redes. Para a realização desta pesquisa acadêmica, o seu ambiente ficou caracterizadocomo: o campus central do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RioGrande do Norte (IFRN); o Sindicato dos Servidores Federais de Educação (SINASEFE-RN);e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande doNorte (FUNCERN). Neste ambiente, torna-se relevante conhecer dados históricos einformações pertinentes a cada instituição envolvida neste trabalho, descritos nos próximosparágrafos.
  2. 2. 6 A história do Campus Central do Instituto Federal do RN, situado no bairro de Tirol,se confunde com a própria história da Instituição. Suas origens remontam ao mês de março de1967, quando a antiga Escola Industrial de Natal foi transferida do prédio histórico daAvenida Rio Branco, centro da capital, para as atuais instalações. Vale salientar que, de lápara cá, passados 40 anos, o prédio histórico da Avenida Rio Branco, que foi tomado daInstituição à época da Ditadura Militar e posteriormente cedido à UFRN, foi devolvido aoentão CEFET-RN, através de um Contrato de Cessão de Uso, firmado em dezembro de 2007. Até 1994, quando foi inaugurada a primeira unidade de ensino descentralizada dainstituição, o Campus Natal-Central constituía a única sede deste Instituto. Atualmente, estãovinculados a ele os Núcleos de Extensão de Nova Cruz e Parnamirim e o Centro Cultural e deFormação Profissional, localizado no centro de Natal. A sua estruturafísica compreende uma área de 90.000m², cujo prédio principal foiinaugurado em 1967. Em seu ambiente físico, são oferecidas as seguintes modalidades deensino:Cursos Técnicos Integrados, Cursos Técnicos Subsequentes, Cursos de Graduação eCursos de Pós-graduação. Em relação ao Sindicato dos Servidores Federais de Educação (SINASEFE-RN1), asua existência foi oriunda de algumas variáveis ou episódios acontecidos ao passar do tempo.A Federação Nacional das Associações de Servidores das Escolas Federais de 1º e 2º graus(FENASEFE) foi transformada no SINASEFE em 11 de novembro de 1988, no ENCONTRONACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE SERVIDORES DAS ESCOLAS FEDERAIS DE 1°E 2° GRAUS, na Cidade de Salvador/BA, logo após a aprovação da constituição de 1988, queentre outras coisas, previu o direito à sindicalização para os Servidores Públicos. Dez anos depois, no ano de 1998, num Congresso Nacional do Sindicato, realizadona cidade de Manaus/AM, a Entidade passou a se chamar Sindicato Nacional dos ServidoresFederais da Educação Básica e Profissional, contemplando a todos os Trabalhadores eTrabalhadoras da Rede Federal de Ensino, lotados nas Instituições de 1º e 2º graus, ampliandoa sua representação para além da área tecnológica. O SINASEFE está organizado em 67 Seções Sindicais e representa, hoje, cerca de20.000 Trabalhadores Docentes e Técnico-Administrativos em Educação, num universo de 30mil Trabalhadores e Trabalhadoras lotados nas Escolas Agrotécnicas, Escolas Técnicas,CEFETs, Institutos Federais, Colégio Pedro II/RJ, Colégios Militares e ex-territórios federais.1 Disponível em: http://www.sinasefe.org.br/historia.htm Acesso em: 12 out. 2010.
  3. 3. 7 As Seções Sindicais que integram o SINASEFE têm regimento próprio, autonomiapolítica, administrativa, econômica, financeira e patrimonial. Cada uma delas é constituídapor, no mínimo, 20 Servidores e possui sua Direção, eleita, com mandato de dois anos. Suaárea de representação se dá a partir de cada Instituição Federal da Educação Básica ouProfissional, mas poderá ter abrangência da sua base territorial estendida para mais de umaUnidade de Ensino caso não haja condições de determinada Unidade estabelecer e organizar asua própria Seção Sindical. Além das Seções Sindicais, existem alguns Sindicatos Locais filiados ao SINASEFE,equiparados a estas Seções Sindicais, tanto quanto aos seus direitos como aos seus deveres.Essa mudança de estrutura e sindicalização, ocorrida a partir de 1998, possibilitou aampliação do Sindicato Nacional e aglutinou à sua volta muitos dos Servidores Federais daEducação que estavam órfãos de uma representação nacional. O SINASEFE é um Sindicato Nacional que tem na sua autonomia financeira uma dassuas principais características, sendo os seus sindicalizados os únicos responsáveis pelaexistência e pela manutenção da Entidade. Estes sindicalizados organizam-se por meio dasSeções Sindicais, que repassam à Direção Nacional do SINASEFE 20% do que é arrecadadoem cada Instituição Federal de Ensino ligada à Base do SINASEFE, com contribuição/filiaçãovoluntária. Além do movimento nacional, o SINASEFE tem filiação à CEA - Confederação dosEducadores Americanos e CONLUTAS - Coordenação Nacional de Lutas e para a CNESF -Coordenação Nacional de Entidades dos Servidores Federais. O seu principal objetivo éconstruir a unidade da Classe Trabalhadora, além de uma Sociedade Socialista, assim comoprevê o seu estatuto, em busca de uma Educação Pública, Gratuita, Laica e de Qualidadesocialmente referenciada em todos os níveis. A Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grandedo Norte (FUNCERN)2 também possui a sua própria história. A FUNCERN, regida pela Lei8.958/94, é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, sediada em Natal, no RioGrande do Norte. É constituída por pessoas jurídicas, tendo sido fundada por oito instituidoresem 19 de novembro de 1998, com o objetivo de apoiar as ações de ensino, pesquisa, extensãoe desenvolvimento institucional do IFRN, contribuindo, dessa forma, com o desenvolvimentoeducacional e tecnológico do RN.2 Disponível em: http://www.funcern.br/portal/institucional.html Acesso em: 21 out. 2010.
  4. 4. 8 A FUNCERN presta apoio para atender a demandas resultantes do processo deimplantação dos novos campi do IFRN no interior do Rio Grande do Norte (Caicó, Apodi,Macau, João Câmara, Pau dos Ferros, Santa Cruz e Ipanguaçu), além do auxílio dado àsunidades anteriormente implantadas (Mossoró, Currais Novos, Zona Norte de Natal e Natal-Central). Além disso, a FUNCERN apoia financeiramente os diversos eventos promovidospelo IFRN, por meio de suas diretorias e departamentos, e as ações de modernização doslaboratórios de análises químicas, sendo também responsável por incorporar ao patrimônio doInstituto, por meio de Termo de Doação, equipamentos de informática, bibliográficos emobiliários, resultantes dos convênios de parceria, tudo à luz da legislação e normaspertinentes ao assunto. A Fundação tem, ainda, consolidado medidas de apoio às demandasrelativas aos alunos carentes do IFRN, auxiliando no fornecimento mensal de vales-transportes, material esportivo e cultural, medicamentos, consultas médicas, bolsas detrabalho e refeições. Por fim, a FUNCERN é credenciada junto aos Ministérios da Educação (MEC) e daCiência e Tecnologia (MCT), ao Conselho Nacional das Fundações de Apoio às InstituiçõesFederais de Ensino Superior (CONFIES) e à Associação Brasileira de Instituições dePesquisas Tecnológicas (ABIPTI), sendo reconhecida como entidade de utilidade pública emnível estadual e municipal. Diante do exposto, faz-se necessário discorrer a cerca dos principais conceitos,definições e classificações dos principais roteiros de estudo utilizados nesta pesquisaacadêmica, como argumento de autoridade sobre as análises dos dados coletados que serãodiscutidos a posteriori pelos pesquisadores.1.1 OBJETIVOS DA PESQUISA1.1.1 Objetivo Geral Identificar por meio de pesquisa bibliográfica e entrevistas com os gestores do IFRN,SINASEFE-RN e FUNCERN a existência da prática de Gestão em Redes.1.1.2 Objetivos Específicos
  5. 5. 9- Identificar,a partir da literatura organizacional, os principais conceitos e variáveis quecaracterizam a prática da Gestão em Redes, no ambiente das organizações;- Analisar e compreender a relação existente entre o IFRN, SINASEFE-RN e FUNCERN- Observar os objetivos organizacionais de cada instituição, inserida no contexto destapesquisa;- Identificar as variáveis que caracterizam a prática de Gestão em Redes entre Campus Centraldo IFRN, SINASEFE-RN e FUNCERN.1.3 JUSTIFICATIVA Em um ambiente globalizado e competitivo, onde a cada dia surgem novasoportunidades e incertezas decorrentes do avanço tecnológico e das constantes mudanças denecessidades do mercado consumidor, a Gestão em Redes surge como uma alternativa eficazpara as organizações sobreviverem e desenvolver suas atividades diante da presença degrandes corporações nacionais e multinacionais, presentes neste contexto. Como a Gestão em Redes pode ser desenvolvida em organizações públicas eprivadas, de acordo com a natureza de seus empreendimentos, surge então a necessidade deanalisar a sua prática no ambiente organizacional do campus central do Instituto Federal deEducação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, uma vez que esta Instituiçãodesenvolve atividades em conjunto com outras organizações. Esta pesquisa científica justifica-sepela relevante importânciadentro do campotecnológico e de ensino em que se encontra a organização pesquisada, cujovaloreseconômico-sócio-culturais poderão ser percebidospari passu diante das observaçõesrealizadas e conclusões apresentadas no propósito de fomentar uma política de Gestão emRedes com mais eficácia dentro do campus pesquisado, entre os demaiscampi e a própriasociedade como um todo, permitindo, dessa forma, ao mesmo tempo atingir seus principaisobjetivos de educar e profissionalizar seus alunos de acordo com o interesse de cada unidadede ensino e, garantir oportunidades de trabalho e de qualidade de vida para os seus usuários,além de possibilitar a geração de amplos negócios por parte das empresas parceiras queinvestem nas habilidades e competências dos novos profissionais formados por este Instituto. Sua viabilidade pode ser conferida por se tratar de um ambiente de fácil acesso àsinformações necessárias e com um custo mínimo possível na obtenção dos dados, uma vez
  6. 6. 10que 80% dos integrantes desta pesquisa fazem parte do seu ambiente organizacional comofuncionários públicos, além da importância que o mesmo representa para os pesquisadores. Finalmente, do ponto de vista teórico, mais precisamente sobre a área de GestãoPública, esta pesquisa torna-se relevante para os pesquisadores nela envolvidos, devido aocrescimento pessoal e profissional que este tipo de trabalho acadêmico lhes propõem, uma vezque as informações adquiridas e os resultados alcançados poderão complementar seusconhecimentos em relação a Gestão em Redes, praticadas nos ambientes públicos e privados.
  7. 7. 112. REFERENCIAL TEÓRICO Este estudo procura se concentrar na área de Administração Pública, diante da novaconfiguração de Estado delineado a partir das revoluções liberais oitocentistas pela separaçãode funções estatais, pela adoção de constituições escritas garantidoras dos direitosfundamentais e pela submissão balizada da própria administração pública ao direito, atravésdo surgimento do chamado Estado de Direito. No entanto, não é função deste trabalhocientífico aprofundar-se no que tange aos atos da administração pública ou de alguma subárearelacionada a Administração de Empresas como um todo, visto que a sua principal área deconcentração é a área de Gestão em Redes. No entanto, torna-se relevante discursar sobrealguns conceitos relacionados a Administração Pública, como também, sobre a Gestão emRedes.2.1 ADMINISTRAÇÃO DO SETOR PÚBLICO A Administração Pública é basicamente constituída por atos jurídicos sob Regime deDireito Público ou Privado. Como Ato da administração, entende-se o gênero dos atospraticados pela administração, destacando-se destes os que pela sua essência e efeitos sãoregrados pelo direito público e aqueles que, mesmo sendo emanados da administração, não serevestem das características de atos regrados pelo direito público, tanto pela sua naturezacomo pelo fato da legislação assim o determinar. Dessa forma, os contratos existentes deOrdem Civil e Comercial, segundo Mello (1995, p. 348) pode ser definido da seguinte forma: Tradicionalmente entende-se por contrato a relação jurídica formada por um acordo de vontades, em que as partes obrigam-se reciprocamente a prestações concebidas como contrapostas e de tal sorte que nenhum dos contratantes pode unilateralmente alterar ou extinguir o que resulta da avença. Daí dizer-se que o contrato é uma forma de composição pacífica de interesse e que faz lei entre as partes. Diante das palavras do autor supracitado, observa-se que os contratos caracterizam-se pela bilateralidade e pelo acordo de vontades e, em sentido amplo, encontram-se incluídosentre os atos da administração. A partir deste contexto, pode-se afirmar que a expressãocontratos da administração abrangente pode ser entendida como referindo-se àquelescontratos celebrados pelo poder público sob regime privado, mesmo celebrados sob regime dedireito público. A Gestão Pública, segundo suas próprias características, pode ser denominada
  8. 8. 12como Gestão Social, como será abordado no próximo capítulo e que pode ser observada nesteestudo.2.1.1 AGestão Pública observada como Gestão Social No campo da Administração Pública, o termo gestão social pode ser observadodiante da identificação de diferentes práticas sociais, oriundas de organizaçõesgovernamentais e não governamentais, além de algumas iniciativas do setor privado, quandoestas últimas pautam suas ações nas noções de cidadania corporativa e de responsabilidadesocial empresarial. Neste contexto, a gestão social pode ser conceituada como um processo gerencialque tem como principal característica ser decisório e deliberativo, visando suprir demandas deuma sociedade específica, no que tange à produção de bens e prestação de serviços. Seucontexto difere da gestão empresarial propriamente dita, já que esta última mantém o seu focona competitividade, no lucro e na exclusão dos concorrentes, enquanto que a gestão social ébaseada na solidariedade, na cooperação e na inclusão de outros agentes. (TENÓRIO, 2004). Na realidade, todas as formas de gestão podem ser consideradas como gestão social,porém no contexto aqui apresentado deve-se considerar dois níveis de análise da gestãosocial: a que a identifica como um problemática da sociedade; e a que a relaciona com umaforma particular de gestão, no nível organizacional propriamente dito. No primeiro nível, seu conceito poderá ser confundido com a própria ideia de gestãopública, mesmo que as demandas sociais sejam geridas pela sociedade como um todo, a partirde seus mecanismos de auto-organização. No segundo nível, a gestão social diz respeito auma forma de gestão organizacional, diferente da Gestão privada que atua no mercado e dapública que atua nas instituições do Estado, visando diminuir a lógica instrumental e técnica,buscando uma visão mais social, politica, cultural e ecológica diante da sua gestão.(FRANÇA FILHO, 2008).2.2 GESTÁO INTEGRADA EM REDES A Gestão Integrada em Redes, ou simplesmente Gestão de Competências em Redespossui caráter estratégico, visto que em qualquer relação entre organizações se observará doisobjetivos comuns principais: coordenação e salvaguarda. Estes objetivos surgem normalmente
  9. 9. 13a partir das condições criadas pelo comprometimento interorganizacional das empresasenvolvidas. Neste contexto, pode-se entender como salvaguarda, o conjunto das garantias quecada parte individualmente tem contra a ocorrência de possíveis comportamentos oportunistasde seus parceiros. A coordenação, por sua vez, diz respeito à organização, controle e àorientação das ações e comunicações entre os participantes da organização, tendo comoprincipal finalidade a consecução de um determinado objetivo. (JONES; HESTERLY;BORGATTI, 1997). A base da formação das redes se observa diante da necessidade de compartilhar seusobjetivos finais diante dos desafios encontrados no ambiente em que encontram-se inseridasas organizações. Desenvolver umagestão em redes proporciona grandes desafios pessoais eprofissionais, uma vez que a evolução no domínio das técnicas de comunicação, o manuseiohabilidoso e criativo das ferramentas tecnológicas necessárias, a revolução cultural e ainternalização dos fundamentos deixam de ser processos organizacionais individuais e passama ser coletivos. (AMARAL, 2002).2.2.1Redes: principais conceitos e classificação O termo rede é muito antigo, e vários estudos apontam a sua origem como vindadaprática dos tecelões e artesãos, surgindo dessa forma do latim retis, que tem comosignificado o entrelaçamento de fios de forma regular, dando origem a uma espécie de tecido. Ao passar do tempo, diante da sua estrutura regular e padronizada, a palavra redepassou a ser empregada em diferentes situações. Partindo desse pressuposto, pode-se afirmar que uma estrutura em rede significa queseus integrantes encontram-se interligados horizontalmente a todos os demais, diretamente ouatravés dos que os cercam. O conjunto resultante pode ser considerado como uma malha dediversos fios que podem se espalhar em diversas direções sem que nenhum de seus nós possaser identificado como principal ou representante dos demais. Em outas palavras, em umtrabalho em rede não existem chefe e subordinados, e sim, uma equipe multiprofissionaltrabalhando com uma vontade coletiva de alcançar determinado objetivo. (CASTELLS,2001). Outro conceito interessante pode ser encontrado em Olivieri (2003, p. 1) quando omesmo conceitua que
  10. 10. 14 redes são sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições, de forma democrática e participativa, em torno de causas afins. Estruturas flexíveis e estabelecidas horizontalmente, as dinâmicas de trabalhodas redes supõem atuações colaborativas e se sustentam pela vontade e afinidade de seus integrantes, caracterizando-se como um significativo recurso organizacional para a estruturação social. Dessa forma, o conceito de rede, segundo esses autores, transformou-se nas últimasduas décadas em uma estrutura prática de organização, possibilitando processos que, grossomodo, são capazes de responder às demandas de flexibilidade, conectividade edescentralização das esferas de atuação e articulação social necessárias nos dias atuais.Jarillo(1988, apud FERREIRA JÚNIOR, 2006, p. 3) afirma que redes pode ser conceituado como“acordos de longo prazo, com propósitos claros, entre empresas distintas, mas relacionadas,que permitem àquelas empresas estabelecer ou sustentar uma vantagem competitiva frente àsempresas presentes fora da rede. Em relação ao ambiente externo, as empresas procuramtrabalhar de forma conjunta ou agrupadas, procurando dessa forma reduzir as possíveisameaças deste ambiente, tais como incertezas e ameaças, buscando a sua sobrevivência nomercado em que as mesmas atuam, de forma mais competitiva. Como o termo rede é utilizado nos mais diversos segmentos de estudos possíveis,suas mais variadas tipologias chegam inclusive a provocarem ambiguidades sobre oentendimento do seu significado. Pensando nisso, Balestrin (2005) apresenta quatroclassificações gerais de redes, como pode ser observado no quadro abaixo: CLASSIFICAÇÕES GERAIS DE REDES Trata-se de redes derivadas das relações estabelecidas Redes Formais por intermédio de instrumentos contratuais, sendo, portanto, fortemente formalizadas. São redes constituídas sem o estabelecimento contratual, em que a interdependência entre os Redes Informais participantes é estimulada por seus interesses comuns e a manutenção se dá pela confiança do grupo. São redes sustentadas por uma interdependência hierárquica entre os participantes, semelhante a uma relação entre matriz e filial, em que uma empresa Redes Verticais busca coordenar e controlar os esforços das demais empresas existentes, nos diversos elos da cadeia produtiva do grupo. Tratam-se de redes compostas por empresas independentes de um mesmo elo da cadeia de Redes Horizontais produção, atuando em conjunto sob a lógica da colaboração, sem a necessidade da coordenação de uma empresa líder.Quadro 01: Classificações Gerais de Redes.Fonte: Elaborado de Balestrin (2005).
  11. 11. 15 Finalizando este tópico, Britto (2004, p. 347) conceitua rede como arranjosinterorganizacionais baseados em vínculos sistemáticos – muitas vezes de caráter cooperativo – entre empresas formalmente independentes, que dão origem a uma forma particular de coordenação das atividades econôm icas. Dessa forma, pode-se afirmar que as redes de empresas consistem na união deempresas que antes atuavam isoladamente e percebem que ao constituírem uma rede podemcomplementar-se onde não conseguem atingir o sucesso desejado, sem o estabelecimento delaços financeiros, umas com as outras. O formato de redes permite que as organizaçõespossam se beneficiar das vantagens da cooperação existente entre as mesmas, a partir daobtenção de recursos e espaços de negociação e de barganha que não poderiam ter atuandoindividualmente.2.2.2 Redes de Cooperação ou Redes Horizontais Entre organizações que necessitam de alguma autonomia em suas tomadas dedecisões, as redes de cooperação surgem como uma significante alternativa de sistemasorganizacionais. Balestrin e Vargas (2004, p. 208) afirmam que as redes de cooperação sãoconstituídas por empresas que guardam cada uma sua independência, mas que optam por coordenar certas atividadesespecíficas de forma conjunta, com os seguintes objetivos: criação de novos mercados, suporte de custo e riscos em pesquisas e desenvolvimento de novos produtos, gestão de informação e de tecnologias, definição de marcas de qualidade, defesa de interesses, ações de marketing, entre outros. Esta alternativa, no entanto, torna-se mais vantajosa para pequenas empresas, porficar mais fácil de alcançar seus principais objetivos estratégicos e garantir a sua presença nomercado em que atuam, de forma mais ativa e competitiva.
  12. 12. 163 METODOLOGIA3.1 FONTES UTILIZADAS Neste trabalho de pesquisa foram utilizadas fontes primárias na coleta deinformações através de uma entrevista com os gestores do Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), do Sindicato dos Servidores Federaisde Educação (SINASEFE-RN), e da Fundação de Apoio a Educação e ao DesenvolvimentoTecnológico do Rio Grande do Norte (FUNCERN), como também, fontes secundárias atravésdo referencial teórico anteriormente explanado e demais informações adicionais sobre oambiente da pesquisa e do tema estudado, considerados relevantes para a sua elaboração.3.2 UNIVERSO E AMOSTRA O públicoalvo deste estudo foi formado pelos gestores das instituições supracitadasno item anterior, ficando assim escolhido como universo físico responsável, no que tange aanálise da prática de Gestão em Redes no ambiente de pesquisa. Como amostra, foramentrevistados os gestores das organizações envolvidas neste trabalho acadêmico, totalizandotrês instituições neste contexto.3.3 TIPO DE PESQUISA Quanto à técnica, foi realizado um estudo de caso, entre três organizações quefuncionam no campus central do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RioGrande do Norte (IFRN): O próprio IFRN, a Fundação de Apoio à Educação e aoDesenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (FUNCERN) e o Sindicato Nacionaldos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE/SeçãoNatal). A escolha justifica-se por abranger o problema central da análise da prática degestão em redes. O referido estudo foi realizado, portanto, no ambiente interno do campuscentral do IFRN.
  13. 13. 17 A análise não teve a preocupação de realizar um estudo minucioso sobre todos ospontos fortes e fracos, mas de identificar possíveis oportunidades e ameaças que venham a serefletir tanto no ambiente interno quanto externo do IFRN.3.4 TRATAMENTO DOS DADOS Os dados coletados foram tratados mediante uma análise qualitativa, através de umestudo exploratório sobre a visão dos gestores entrevistados com relação à problemática desteestudo e as demais informações obtidas pelos pesquisadores através da construção doreferencial teórico para tal fim e do conhecimento adquirido pari passu em sala de aula.
  14. 14. 184 ANÁLISE E TRATAMENTO DOS DADOS De acordo com as informações coletadas através da entrevista realizadas com osgestores do IFRN, da FUNCERN e do SINASEFE-RN, foram observados vários aspectosrelacionados a este ambiente de pesquisa, os quais serão descritos e analisados a seguir. Segundo o gestor do IFRN, a relação desta instituição com as demais analisadas nestecontexto, é de muitas parcerias e muito profissionalismo. A FUNCERN, por exemplo, temapoiado muitos projetos da instituição, inclusive em parcerias importantes com a Petrobras, aCompanhia Vale do Rio Doce e outras empresas interessadas, em benefício da instituição.Segundo as palavras do gestor, o IFRN no momento encontra-se confortável em termos deorçamento. Porém, já houve época em que a FUNCERN chegou a dá apoio substancial para amanutenção da instituição, compra de equipamentos e de material de consumo. Hoje o apoiodado pela FUNCERN se relaciona principalmente em termos dedesenvolvimento de projetoscientíficos e tecnológicos, através da movimentação de bolsas que atendem a diversosprograma do IFRN, no apoio da pesquisa, da extensão e da própria qualidade de ensino. Emoutras palavras, trata-se de uma relação muito significante para o desenvolvimento do IFRN. A respeito do SINASEFE-RN, existe uma relação muito tranquila entre ambas asinstituições. Segundo o gestor do IFRN, as duas instituições possuem seus objetivos voltadospela melhoria das condições de funcionamento da instituição e também pelo melhoramentodas condições de ensino, pesquisa e extensão, além da qualidade de vida dos servidores. Seurelacionamento com o SINASEFE-RN, segundo as suas palavras, trata-se de “uma relação deluta, de muita cooperação e de respeito, de acordo com cada instância.” Dessa forma, o IFRNmantém uma relação muito forte com o SINASEFE-RN. No que tange às relações integradas, entre o IFRN e a FUNCERN existem váriosprojetos que podem ser observados com tal propósito. A FUNCERN gerencia alguns projetosda instituição, como também, projetos de captação de recursos externos através das agênciasde fomento, tais como: FINEPE, PETROBRAS, UNP e o próprio CNPQ. Neste sentido,existe uma ação integrada para que esses projetos continuem beneficiando, principalmente osalunos do IFRN, em todos os níveis de educação oferecidos pela instituição. Com o SINASEFE-RN também existem ações integradas em diversos pontos. OSINASEFE-RN, por exemplo, participa de diversas reuniões com o instituto, muitas vezesdemandando pauta para discussões, relacionadas a diversas reivindicações na defesa dostrabalhadores, sejam eles professores ou servidores administrativos e o instituto, por sua vez,procura atender a essas reivindicações.
  15. 15. 19 O gestor do IFRN, quando questionado sobre a existência de interdependência entre asorganizações aqui representadas, afirmou que na realidade, não existe tal interdependência.Cada instituição possui autonomia e um foco de discussão próprio, pois, assim como o IFRNé uma autarquia, a FUNCERN é uma instituição de direito privado e o SINASEFE-RN, por setratar de um órgão sindical, possui toda a autonomia necessária para suas ações. Segundo assuas palavras, o que realmente existe são parcerias. Como objetivo comum, o gestor enfatiza o crescimento do IFRN e o maiorfortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão, onde todas as organizações envolvidasneste contexto trabalham unidas em busca de um mesmo objetivo. Em relação a FUNCERN, o seu gestor afirma durante a entrevista que a única relaçãoinstitucional estatutária e legal existente é com o IFRN. Com as demais organizaçõessupracitadas, o que realmente existe é uma relação de ordem amistosa, de possíveis parceriasno sentido de fortalecer o apoio da FUNCERN e das demais organizações, junto ao IFRN. Quanto ao seu relacionamento com o SINASEFE-RN, o gestor afirma não existir umarelação de forma definida, e sim, eventual e esporádica. Quando o SINASEFE-RN desejadesenvolver alguma ação, tendo como foco o IFRN e busca o apoio da FUNCERN, esta porsua vez, encontra-se sempre solidária para desenvolver este tipo de parceria. No entanto,nenhuma dessas ações podem ser consideradas como uma integração do tipo permanente. Se não existisse a Lei 8.958 que rege as fundações de apoio, dando autonomiaadministrativa e financeira, segundo seus estatutos, existiria sim, uma interdependência com oIFRN pois a existência da FUNCERN depende ou foi motivada pela existência do instituto,uma vez que a fundação surgiu no sentido de apoiá-lo. No entanto, a sua existência dizrespeito a questão de servir ao instituto na missão de apoiá-lo permanentemente. Em se tratando de objetivos comuns, a FUNCERN e o SINASEFE-RN possuem taisobjetivos apenas com o IFRN, no sentido do crescimento da própria instituição. Finalmente, ao ser entrevistado o gestor do SINASEFE-RN, o mesmo fez a seguintecolocação: como o sindicato se trata de uma instituição que representa a categoria dossindicalizados, que são os servidores do IFRN, a relação existente é uma relação de cobrançano sentido de atendimento às reivindicações junto ao IFRN. Portanto, não existeinterdependência entre estas duas organizações. Com relação a FUNCERN, o gestor do SINASEFE-RN afirmou que se trata de umaestrutura a parte, sem existir uma relação direta. O que realmente existe neste caso sãoacompanhamentos das ações desenvolvidas pela fundação e, quando observado algo que não
  16. 16. 20se encontra de acordo com a visão do movimento sindical, o sindicato, por sua vez,encaminha questionamentos de cobrança. Sobre ao IFRN, o SINASEFE-RN possui uma relação voltada principalmente para aquestão de cobrança de acompanhamento de reivindicações, as vezes incentivando asatividades de caráter cultural, educativo e pedagógico. Enquanto o SINASEFE-RN representao lado dos empregados, o IFRN nesta relação, representa o papel do empregador. Para estegestor, como existe uma permanente busca no sentido de reivindicação e resgatamento demelhores condições de trabalho, além de condições salariais mais digna, par esta razão, nãoexiste interdependência entre estas duas organizações. Outro ponto importante que caracterizaa independência dessas duas organizações diz respeito à natureza jurídica de cada uma.Enquanto o IFRN possui o papel de prover uma educação pública, gratuita, laica e de boaqualidade, além de condições de trabalho para os seus servidores, o SINASEFE-RN por suavez, encontra-se na posição de cobrar as atribuições anteriormente citadas em relação aoIFRN. Entre o SINASEFE-RN e a FUNCERN também não existe uma relação deinterdependência. Estas organizações são independentes entre si, visto que a FUNCERN,segundo seus estatutos, é uma fundação de apoio ao ensino e o sindicato visa atender asnecessidades de seus sindicalizados. Em se tratando de objetivos comuns, o SINASEFE-RN presume que exista, pois, alémdas cobranças e reivindicações de seus sindicalizados, o sindicato atua também no campo dacobrança do ensino de boa qualidade, que deve ser o mesmo objetivo pautado pelo IFRN, quepor sua vez, trata-se de uma instituição de ensino de prestígio indiscutível para toda asociedade, possuindo um histórico extremamente positivo de inserção da educação, não só noEstado do Rio Grande do Norte, e sim, em todo o Brasil, já que se trata de uma rede federal deensino. Neste sentido, existe um encontro de objetivos entre estas duas organizações. Sobre a FUNCERN, a posição do SINASEFE-RN é de que não exista um objetivoclaramente comum entre estas duas organizações, visto que a FUNCERN, além de ser umaentidade de direito privado, a sua função é apoiar as ações do IFRN e, por esta razão,encontram-se em áreas de atuação completamente diferentes. Neste sentido, tambémprevalece entre estas duas organizações uma relação de cobrança por parte do SINASEFE-RN, no sentido de que a FUNCERN possa continuar provendo, através de seus projetos, arealização de bons cursos e de bons convênios que possam fortalecer cada vez mais aqualidade do ensino, das bases de pesquisas e de extensão do IFRN.
  17. 17. 217 CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante dos dados analisados, observa-se que a relação existente entre o IFRN, aFUNCERN e o SINANASEFE-RN é apenas uma relação de parceria, visto quo objetivocomum dessas entidades é contribuir para um ensino de melhor qualidade e condições dignasde trabalho de seus servidores, além da própria satisfação de seus alunos. Entre o SINASEFE-RN e o IFRN, existe além dessa relação de parceria, uma relação de cobrança, por parte dosindicato, para que as reivindicações de seus sindicalizados sejam atendidas, procurandosempre prover condições de trabalho e de salários mais dignos para os servidores em geral. Sobre a questão da existência de gestão integrada, observa-se que existe parcialmente,pois, quando se trata de melhorar a qualidade do ensino, da pesquisa e extensão, todas asorganizações envolvidas, segundo as suas atribuições legais, procuram dar o seu apoio, a suacontribuição. No entanto, o papel principal de cada uma dessas entidades são completamentediferentes. Enquanto o IFRN busca prover as ações de ensino, pesquisa e extensão, aFUNCERN procura apoiar as ações do IFRN e o SINASEFE-RN por sua vez, possui umarelação de cobrança para que todas as ações referentes ao IFRN sejam realizadas, comeficiência e boa qualidade. Todas as organizações estudadas neste contexto são independentes diante das suasações, existindo apenas a relação de apoio ou de cobrança, com já foi discutido anteriormente,porém, com total liberdade nas suas ações, uma das características necessárias para aexistência de gestão em redes neste ambiente pesquisado. Finalmente, o único objetivo comum de todas as organizações estudadas diz respeito agarantia da qualidade de ensino, de extensão e pesquisa por parte do IFRN, sendo que overdadeiro responsável sobre o provimento destas ações é o próprio IFRN e as demaisentidades existem no sentido de garantir a boa qualidade do ensino, além da satisfação de seusservidores e alunos neste contexto. Ao analisar a classificação de gestão em redes apresentadapor Balestrim (2005), observa-se que existem apenas indícios de gestão em redes informais ehorizontais, uma vez que, estatutariamente não existe nenhuma ação desta natureza, de formaexplícita em suas relações. Portanto, este trabalho chega ao seu final, atendendo ao principalobjetivo inicialmente exposto em observar a prática de gestão de redes entre as organizaçõessupracitadas, no campus central do IFRN, esperando que o mesmo possa servir como fonte deestudos e pesquisas para todos os pesquisadores, profissionais e acadêmicos interessadossobre este tema.
  18. 18. 22 REFERÊNCIASAMARAL, Vivianne. Desafios do trabalho em rede. Rede de Informações para o TerceiroSetor, dez. 2002.BALESTRIN, Alsones. A Dinâmica da Complementaridade de Conhecimentos noContexto das Redes Interorganizacionais. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Tese de Doutorado, 2005.BRITTO, Jorge. Cooperação Interindustrial e Redes de Empresas. In: KUPFER, David;HASENCLEVER, Lia (orgs.). Economia Industrial: Fundamentos teóricos e práticos noBrasil. Rio de Janeiro: Campus, 2004.CASTELLS, Manuel. A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura. vol. 1-A,Sociedade em Rede. 5. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2001.FERREIRA JÚNIOR, Israel. Redes de Pequenas Empresas: Aplicação de uma tipologia emuma rede de supermercados. ENANPAD 2006, 30º Encontro da ANPAD, 23 a 27 desetembro. Salvador, 2006.FRANÇA FILHO, G. C. Definindo Gestão Social. In: SILVA JÚNIOR, J. T.; MASIH, R. T.;CANÇADO, A. C.; SCHOMMER, P. C. (Orgs.). Gestão Social: práticas em debate, teoriasem construção. Fortaleza: Imprensa Universitária UFC, 2008, v. 1. 248 p.JONES, C.; HESTERLY, W. S.; BORGATTI, S. P.A General Theory of NetworkGovernance: Exchange Conditions and Social Mechanisms. Academyof ManagementJournal, 1997.MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. São Paulo:Malheiros, 1995.OLIVIERI, Laura. A importância histórico-social das redes: redes de informações para oterceiro setor, jan/2003.SAMPIERI, R. H.; COLLADO, C. F.; LUCIO, P. B. Metodología de lainvestigación.México: McGraw-Hill, 1991.TENÓRIO, F. G. Um espectro ronda o terceiro setor, o espectro do mercado: ensaiossobre a gestão social. 2. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2004.
  19. 19. 23ANEXOS
  20. 20. 24 PROJETO INTEGRADOR: ENTREVISTA SOBRE A PRÁTICA DE GESTÃO EM REDES NO IFRN – CAMPUS CENTRAL.Prezados Senhores, esta entrevista tem como principal objetivo, coletar informações dosgestores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN), do Sindicato dos Servidores Federais de Educação (SINASEFE-RN), e da Fundaçãode Apoio a Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte(FUNCERN), para subsidiar a conclusão do Trabalho Acadêmico, objeto desse estudo. Sendoparte integrante do Projeto Integrador dos alunos do 2º período do curso superior deTecnologia em Gestão Pública dessa Instituição de Ensino. 1) Qual a relação existente entre a instituição que o(a) Senhor(a) representa e as organizações citadas? 2) Quais as ações de gestão integrada que são realizadas entre a sua instituição e as demais organizações supracitadas? 3) Qual a relação de interdependência entre a sua instituição e as demais organizações supracitadas? 4) Quais os objetivos comuns entre a sua instituição e as demais organizações deste contexto?Obs.: as entrevistas serão realizadas através de gravação de áudio aos gestores dasorganizações envolvidas neste contexto.

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