Your SlideShare is downloading. ×
0
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Texto narrativo
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Texto narrativo

4,259

Published on

0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
4,259
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
82
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. TEXTO NARRATIVO Professora Hélia Coelho Mello Cunha 2013
  • 2. TEXTO NARRATIVO O termo “narrar” vem do latim “narratio” e quer dizer o ato de narrar acontecimentos reais ou fictícios. Surgiu dentro do gênero épico (narrativa feita em versos, num longo poema que ressalta os feitos de um herói ou as aventuras de um povo ). O gênero narrativo apresenta concepções de prosa com características diferentes, o que fez com que surgissem divisões de outros gêneros literários . Todas as obras narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem responder a questionamentos como: quem?, o quê? quando? onde? por quê? Os Lusíadas, de Luís de Camões, Ilíada e Odisseia, de Homero.
  • 3. ROMANCE Tempo, espaço e personagens bem definidos Origens - Idade Média (Dom Quixote de Cervantes) Forma atual desenvolveu-se a partir do século XVII Narrativa longa, geralmente dividida em capítulos Personagens variadas em torno das quais acontece a estória principal e estórias paralelas a esta
  • 4. NOVELA Texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. Ex: O Alienista, de Machado de Assis. É dividida em episódios, são contínuos e não têm interrupções. Há a valorização de um evento, um corte mais limitado da vida, a passagem do tempo é mais rápida e o narrador assume uma maior importância como contador de um fato passado.
  • 5. CONTO É um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras Gira em torno de um só conflito, com poucos personagens. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.
  • 6. FÁBULA  Texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil.  Une o lúdico e o pedagógico (com fundo didático, que tem como objetivo transmitir uma lição moral).  animais como personagens  Apólogo- personagens são seres inanimados, objetos.  o primeiro grande nome da fábula foi Esopo, um escravo grego que teria vivido no século VI a.C.
  • 7. O primeiro grande nome da fábula foi Esopo, um escravo grego que teria vivido no século VI a.C. La Fontaine, poeta francês que viveu de 1621 a 1695- retomada de várias fábulas de Esopo. Brasil: Monteiro Lobato .
  • 8. CRÔNICA Origem: grego “Chronos” (tempo). Narrativa informal . Linguagem coloquial. Humor e crítica. Relato pessoal do autor sobre determinado fato da vida cotidiana.
  • 9. CRÔNICA “ A crônica é um jeito que o brasileiro descobriu para fazer poesia à paisana, contos à paisana, romances à paisana. É um golpe civil. Crônica tem uma superficialidade enganosa: por ser curta e de temas prosaicos, parece que é inofensiva. Sua profundidade reside no tom baixo de amizade. Sua agressividade é a ternura. Escrever crônicas é fazer amizades, contar segredos e confidências, é ajudar verdadeiramente as pessoas a não se conformarem”. Fabrício Carpinejar- 05/01/2012
  • 10. LENDA  Narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. Combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação humana. Geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração, sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas.
  • 11. Miniconto, microconto ou nanoconto Muito mais importante que mostrar, é sugerir, deixando ao leitor a tarefa de "preencher" as elipses narrativas e entender a estória por trás da estória escrita. Exemplos: •Quando acordou o dinossauro ainda estava lá”.(Augusto Monterroso- 37 letras) •:”Vende-se: sapatos de bebê, sem uso”.(Ernest Hemingway- 26 letras)
  • 12. Miniconto Brasil : Ah,é? (1994, Dalton Trevisan) - ponto de partida do miniconto no seu formato contemporâneo. Também se destaca João Gilberto Noll que apresenta obras voltadas para o tema. Características : • Concisão •Narratividade (muitos dos ditos minicontos são, na verdade, tiradas líricas) •Totalidade (um miniconto não é uma story line) •Subtexto •Ausência de descrição •Retrato de "pedaços da vida"
  • 13. Dez dicas para escrever minicontos 1. Miniconto é um conto pequeno, portanto deve ter as características do conto: narratividade, ou seja, narrador, personagens, espaço e tempo. Efeito. Intensidade. Tensão. 2. Isso tudo em um número limitado de caracteres. Muitos autores chamam de minicontos aqueles com até 200 caracteres, microcontos com até 150 caracteres e nanocontos com até 50 caracteres. 3. Caracter é qualquer letra, sinal de pontuação ou espaço em branco. O título não entra na contagem. 4. Os minicontos são ficção e têm como objetivo envolver o leitor no enredo. 5. Use um bom título, ele é uma isca para seu leitor. 6. Pode ter humor, mas não é uma piada.
  • 14. 7. O subtexto é o melhor do miniconto, é o que não está dito, aquilo que cabe ao leitor descobrir, imaginar. 8. Quanto mais leituras possíveis, melhor o miniconto. 9. Qualquer assunto pode ser inspiração para um bom miniconto: contos maiores, notícias de jornal, a observação da própria vida. Mas sobretudo a leitura, o conhecimento. 10. Para finalizar, faça tudo diferente, tente, invente, o miniconto é também a síntese da criatividade. http://minicontosanamello.blogspot.com.br/2010/03/dez-dicas-para-escrever- minicontos.html
  • 15. CARACTERÍSTICAS DO TEXTO NARRATIVO Contado por um narrador, que pode ser um narrador-personagem ou um narrador- observador. Os fatos contados são vividos por personagens em um determinado espaço e tempo.  Normalmente costuma caracterizar as personagens de uma estória, uma paisagem, uma cena, objetos etc.
  • 16. ELEMENTOS DO TEXTO NARRATIVO 1 - Foco narrativo: presença de um elemento que relata a história como participante (1ª pessoa)ou como observador (3ª pessoa). E também há o narrador onisciente. 2 - Enredo: é a sequência de fatos, podendo seguir a ordem cronológica em que eles ocorrem (sucessão temporal dos fatos), ou a ordem psicológica (sucessão dos fatos, seguindo as lembranças ou evocações das personagens, apresentando, muitas vezes flashbacks ou voltas ao passado). 3- Personagens: seres criados pelo autor com características físicas e psicológicas determinadas. 4 - Campo e espaço: o momento e o local em que os fatores são narrados e onde se desenrolam.
  • 17. ELEMENTOS DO TEXTO NARRATIVO 5- Conflito: situação de tensão entre os elementos da narrativa. 6 - Clímax: a situação criada pelo narrador vai progressivamente aumentando sua dramaticidade até que chega ao clímax, ao ponto máximo. 7 - Desfecho: momento que recebe o clímax, no qual se finaliza a história e cada personagem se encaminha para seu "destino
  • 18. “Abriu a janela no exato momento em que a garrafa com a mensagem passava, levada pelo vento. Pegou-a pelo gargalo e, sem tirar a rolha, examinou-a cuidadosamente. Não tinha endereço, não tinha remetente. Certamente, pensou, não era para ele”. Fonte: COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.
  • 19. “Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo parado na sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com o bilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela aberta da sala, à luz das oito horas da noite podiam-se ainda ver uns restos de dourado e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios, nos lados de Pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado no meio da sala do apartamento, o último bilhete de Ana nas mãos, olhando pela janela os vermelhos e os dourados do céu. E lembro que pensei agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou, e depois de algum tempo em que o telefone não tocou, e podia ser Lucinha da agência ou Paulo do cineclube ou Nelson de Paris ou minha mãe do Sul, [...] então pensei agora a campainha vai tocar. Podia ser o porteiro entregando alguma correspondência, a vizinha de cima à procura da gata persa que costumava fugir pela escada, ou mesmo alguma dessas criancinhas meio monstros de edifício, que adoram apertar as campainhas alheias, depois sair correndo. Ou simples engano, podia ser. Mas a campainha também não tocou, e eu continuei por muito tempo sem salvação parado ali no centro da sala que começava a ficar azulada pela noite, feito o interior de um aquário, o bilhete de Ana nas mãos, sem fazer absolutamente nada além de respirar”. Fonte: ABREU, Caio Fernando. Sem Ana, Blues. In: CAIO 3D: o essencial da década de 1980. Rio de Janeiro: Agir, 2005
  • 20. MINICONTO Ela procurava o príncipe. Ele procurava a próxima. Ela olhava pra ele. Ele olhava pra todas. Ela queria ELE. Ele queria UMA. Ela fazia planos. Ele destruía . Ela pensou que ele era único. Ele pensou que ela era só mais uma. Ela sonhava acordada. Ele tinha insônia. Ela desistiu. Ele se arrependeu. Então, Ela descobriu que Ele era só mais um... E Ele descobriu que ela era ÚNICA.
  • 21. O COVEIRO Millôr Fernandes Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais.Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado. A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram uns passos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: -O que é que há? O coveiro então gritou, desesperado:- Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível! -Mas, coitado! - condoeu-se o bêbado - Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho! E, pegando a pá, encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente. Reflexão: Nos momentos graves é preciso verificar muito bem para quem se apela.
  • 22. DISCURSO DIRETO XDISCURSO INDIRETO • Presente A enfermeira afirmou: -É uma menina • Futuro do presente Pedrinho gritou: - Não sairei do carro. • Pretérito perfeito -Já esperei demais, retrucou com indignação. • Pretérito imperfeito A enfermeira afirmou que era uma menina. • Futuro do pretérito Pedrinho gritou que não sairia do carro. •Pretérito mais-que- perfeito Retrucou com indignação que já esperara (ou tinha esperado) demais.
  • 23. DISCURSO DIRETO XDISCURSO INDIRETO •Imperativo Olhou-a e disse secamente: - Deixe-me em paz. • Primeira ou segunda pessoa Maria disse: - Não quero sair com Roberto • • Pretérito imperfeito do subjuntivo Olhou-a e disse secamente que ela o deixasse em paz. • Terceira pessoa Maria disse que não queria sair com Roberto.
  • 24. DISCURSO DIRETO XDISCURSO INDIRETO • DEMONSTRATIVO ESTE OU ESSE Retirou o livro da estante e acrescentou: - Este é o melhor • VOCATIVO -Você quer café, João? -Perguntou a prima • FORMA INTERROGATIVA OU IMPERATIVA Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansiosa: - E o amarelo? • DEMONSTRATIVO AQUELE Retirou o livro da estante e acrescentou que aquele era o melhor. • OBJETO INDIRETO NA ORAÇÃO PRINCIPAL A prima perguntou a João se ele queria café. • FORMA DECLARATIVA Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansiosa pele amarelo. .

×