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Senso comum e conhecimento científico
 

Senso comum e conhecimento científico

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    Senso comum e conhecimento científico Senso comum e conhecimento científico Presentation Transcript

    • Senso Comum e Conhecimento científico Alguns tópicos para a sua compreensão (o que é comum, o que os distingue)
    • Aspectos comuns
      • O senso comum fornece determinadas soluções que se revelam satisfatórias e que incentivam a investigação científica.
      • Algumas vezes esta vem confirmar de forma lógica e racional o que no senso comum é um saber intuitivo.
      • Outras vezes a investigação científica refuta as crenças do senso comum.
      • O senso comum pode ser também um obstáculo ao conhecimento científico, porque cria expectativas que podem manipular a investigação e a neutralidade da observação científica.
      • Ambos os conhecimentos surgem para resolver necessidades práticas, embora o conhecimento científico não se desenvolva apenas com esse objectivo.
    • Divergências do Senso comum em relação ao C.científico: A linguagem.
      • Utiliza termos vagos da linguagem comum, que podem designar um número indeterminado de coisas suscitando múltiplas interpretações
      • Utiliza termos precisos, uma linguagem técnica universal da qual faz parte a contagem e medição assim como uma simbologia que designa a constituição dos elementos que estuda.
    • Senso Comum/ C. Científico: a organização
      • Assistemático visto que acontece um pouco ao acaso e inclui saberes diversos e sem organização entre eles.
      • Sistemático porque é um corpo de saber organizado que se divide em áreas demarcadas pelo seu objecto de estudo. Classifica os particulares em grupos/classes, o que permite a distinção rigorosa e um saber mais especializado.
    • O aspecto crítico:
      • Crítico porque está aberto à refutação estabelecendo o campo dos factos que podem ocorrer para a teoria ser válida assim como os que não podem.
      • Acrítico porque segue a tradição e a prática e não é susceptível de estabelecer os seus limites de modo a poder ser refutado, daí se manter durante muitos anos.
    • Forma de procedimento racional:
      • Abrangente e generalizador (indutivo)a partir do que ocorre frequentemente retira a conclusão de que ocorre sempre e em todas as situações, sem especificar as diferenças.
      • Sobretudo dedutivo porque encontra certos princípios que explicam e ligam factos diversos. Esses princípios racionais são leis que podem ser aplicadas a vários factos diferentes.
      • Também pode ser indutivo, sobretudo nas ciências humanas como a História.
    • Método:
      • Espontâneo porque é dado e não construído, surge a partir das necessidades práticas e não é planeado metodicamente, pelo contrário surge fragmentado.
      • Metódico e construído. A experimentação científica obedece a hipóteses construídas racionalmente de modo a poderem ser testadas por determinados factos que as corroboram ou refutam.
    • Explicar:
      • Não é explicativo porque não apresenta razões teóricas que nos façam compreender a necessidade dos factos que aponta ou das soluções que preconiza.
      • É explicativo aponta as razões teóricas que permitem compreender necessidade dos factos, porque ocorrem desse modo e não de outro.
    • Rigor e fiabilidade:
      • Superficial pois permite tirar conclusões baseando-se apenas na aparência, confundindo as causas com os resultados por isso não podem ser testadas com rigor essas conclusões.
      • Rigoroso as várias teorias são sujeitas a testes e discussão contínua de modo a serem melhoradas ou substituídas.
    • Evolução:
      • Tem tendência a permanecer idêntico a si próprio e a prevalecer muitas vezes no erro pois se agarra às tradições.
      • Evoluí por tentativa e refutação, sendo as teorias menos aptas substituídas por outras mais aptas.