RESIDUOS SÓLIDOS - PANORAMA

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RESIDUOS SÓLIDOS - PANORAMA

  1. 1. O que significa "Meio Ambiente"?
  2. 2. Será que eu sei mesmo o que representa o "Meio Ambiente"?
  3. 3. <ul><li>O meio ambiente é a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciam o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas. </li></ul>
  4. 4. HELENA LUIZA OLIVEIRA COURA Monografia aprovada como requisito final para a obtenção do título de Especialista em Educação Ambiental. UMA ANÁLISE DO TRABALHO DA COOPMARC UMA COOPERATIVA DE COLETA DE MATERIAL RECICLAVEL NA CIDADE DE CAMAÇARI – BAHIA
  5. 5. A toda essa gente que encontra no fim das coisas, a razão para o seu recomeço. Fotos do Lixão de Campos dos Goytacazes-RJ
  6. 6. <ul><li>Esta pesquisa teve como objetivo principal, analisar o perfil da Cooperativa de Materiais e Recicláveis de Camaçari (COOPMARC). </li></ul><ul><li>Para a consecução do objetivo central, dois objetivos específicos foram estabelecidos: </li></ul><ul><li>Averiguar a existência de Projetos desenvolvidos pela Cooperativa: </li></ul><ul><li>Direcionado aos associados. </li></ul><ul><li>Direcionado a comunidade. </li></ul><ul><li>Pesquisar a existência de parcerias com outras entidades. </li></ul><ul><li>Como marco teórico básico deste trabalho, utilizou-se a pesquisa desenvolvida por Marcos Magera (2005), publicada no livro “Os Empresários do Lixo: um paradoxo da modernidade”, onde ele retrata as condições subumanas em que trabalham e vivem os catadores de cinco cooperativas do interior do estado de São Paulo. </li></ul>
  7. 7. HISTÓRICO DO SURGIMENTO DO LIXO URBANO NO BRASIL <ul><li>Revolução Industrial ( século XVIII) A transição econômica. </li></ul><ul><li>Processo migratório + Produção em larga escala = Resíduos. </li></ul><ul><li>Aumento da população Mundial: “ Estima-se que desde a Revolução Industrial, a população humana tenha aumentado oito vezes” (CUIDANDO DO PLANETA TERRA, 1991). </li></ul>
  8. 8. A EVOLUÇÃO DO DISCURSO AMBIENTALISTA BIOCENTRISMO AMBIENTALISMO ANTROPOCENTRISMO CENÁRIO PESSIMISTA ECONOMIA ECOLÓGICA CENÁRIO OTIMISTA DESENVOLVIMENTO A QUALQUER PREÇO DESENVOLVIMENTO COM SUSTENTABILIDADE PRESERVAÇÃO CONSERVAÇÃO DEGRADAÇÃO DESENVOLVIMENTO ZERO
  9. 9. <ul><li>Relatório Meadows (1972) - cenário catastrófico: “caso não haja uma mudança dos padrões de crescimento, haverá um esgotamento dos recursos naturais dentro dos próximos cem anos” (Meadows et al., 1972). Aponta a incompatibilidade entre o desenvolvimento econômico, tal como era entendido, e a preservação dos recursos naturais. </li></ul><ul><li>Relatório Nosso Futuro Comum (1987) - COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO – o conceito de Desenvolvimento Sustentável é popularizado. </li></ul><ul><li>Elaboração da Agenda 21 (1992) – C onferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), ou Eco – 92. </li></ul><ul><li>Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo, na África do Sul (2002). Surge um novo conceito de Desenvolvimento econômico. </li></ul><ul><li>A gestão responsável e a redução dos resíduos sólidos são considerados objetivos estratégicos para o Desenvolvimento. </li></ul>
  10. 10. Fotos de Lixão Grávida no lixão no Rio Grande do Norte Lixão do Jardim Gramacho, Duque de Caxias (RJ), onde vive Estamira Estamira A geração de resíduos sólidos de diversas origens (domiciliares, hospitalares, industriais e agrícolas) e de diversas naturezas (biodegradáveis, não-biodegradáveis, resistentes ou contrários à vida) é atualmente um dos principais problemas ambientais do mundo (PACHECO at. al, 2004).
  11. 11. Lixão de Paracambi-RJ
  12. 12. ORIGENS DO SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA NO BRASIL O serviço ordenado de limpeza urbana foi iniciado em 25 de novembro de 1880, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, então capital do Império. “ Nesse dia, o imperador D. Pedro II assinou um Decreto, aprovando o contrato de ‘limpeza e irrigação’ da cidade, que foi executado por Aleixo Gary e, mais tarde, por Luciano Francisco Gary, de cujo sobrenome origina-se a palavra gari” (ABES; 1998). BREVE CENÁRIO DO LIXO URBANO NO BRASIL Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos do Brasil (PRSB) de 2005, o Brasil produz diariamente 173.524 toneladas (t) de lixo. 60% da quantidade de resíduos coletados é disposto de forma inadequada. Na maioria dos lixões verifica-se a presença de catadores, entre eles crianças.
  13. 13. COMPOSIÇÃO DO LIXO MATERIAIS ORGÂNICOS MATERIAIS RECICLÁVEIS REJEITOS 65% a 70% 25 a 30% 5% do total CEMPRE, 2005
  14. 14. <ul><li>A coleta de coleta de resíduos sólidos urbanos no Brasil tem crescido em média 8%.ao ano. São Paulo está na liderança, com quase 270 mil t/mês. </li></ul><ul><li>A seguir aparece Salvador, com 57 mil t. </li></ul><ul><li>Goiânia apresenta um dos maiores indicadores de geração diária de lixo per capita do país: 0,959 kg por habitante, perdendo apenas para Camaçari, na Bahia - média de 1,037Kg por dia (MCIDADES, 2004). </li></ul><ul><ul><li>Destinação Final dos Resíduos Sólidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Urbanos Coletados (t/dia) </li></ul></ul>Fonte: edição 2006 do “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil&quot; Macroregião Com Destinação Adequada Sem Destinação Adequada Total Norte 1.049 6.790 7.839 Nordeste 10.782 18.660 29.442 Centro-oeste 4.493 5.635 10.127 Sudeste 42.644 57.696 100.340 Sul 6.557 7.521 14.079 Brasil 65.525 96.302 161.827
  15. 15. O PRSB (2004) avalia que para a solução da questão do lixo, seriam necessários recursos totais da ordem de R$ 1,3 bilhão, na fase pré-operacional e R$ 80 milhões por mês na fase operacional, apenas para universalizar os serviços de disposição final do lixo urbano em aterros sanitários. Em levantamento foi feito em 108 municípios urbanos com população variando de 2 mil a 10 milhões de habitantes, verificou-se que em apenas 20,3% foram identificados aterros sanitários dentro dos padrões definidos pela legislação ambiental brasileira (MCIDADES, 2002). Em mais de 90% dos municípios pesquisados, foram encontradas cooperativas de catadores. Mas, segundo o estudo, apenas 46% das prefeituras possuem sistema organizado de coleta seletiva. Fontes: Cempre/Tetra Pak Américas/EPA/Nolan - ITU Pty (2002) Destino dos resíduos sólidos urbanos 8% 1,5% 90% Reciclagem Compostagem Aterros/Lixões
  16. 16. PROBLEMAS DECORRENTES DA DISPOSIÇÃO INADEQUADA DO LIXO <ul><li>Destruição causada por enchentes, decorrentes, principalmente, de plásticos e garrafas PET, que obstruem os canais e as galerias. </li></ul><ul><li>• Contaminação do solo e conseqüentemente dos recursos hídricos. </li></ul><ul><li>• Poluição do ar. </li></ul><ul><li>• Mau cheiro em todo o entorno da área onde o lixo é disposto. </li></ul><ul><li>• Atração de aves, como urubus, garças e outras. </li></ul><ul><li>• Prejuízos à saúde da população, pois estes locais se tornam focos de proliferação de vetores transmissores de uma série de doenças. </li></ul><ul><li>Acidentes diversos causados pela falta de equipamentos de proteção durante o manuseio com o lixo. </li></ul><ul><li>Desvalorização de terrenos e imóveis. </li></ul><ul><li>• Problemas sociais diversos. </li></ul>
  17. 17. A COLETA SELETIVA DE MATERIAIS PARA A RECICLAGEM <ul><li>A palavra Reciclar, origina-se do inglês Recycle , que significa = Re (repetir) Cycle (ciclo). </li></ul><ul><li>Conforme Calderoni (1997, p.140), “a coleta seletiva iniciou oficialmente na Itália, no ano de 1941”. </li></ul><ul><li>Foi constatado que apenas 327 prefeituras no País operam programas de coleta seletiva(2006). </li></ul><ul><li>Segundo o IBGE (2003), o Brasil possui 5.563 municípios, ou seja, a coleta seletiva ocorre em menos de 6% das cidades do país (pelo poder público). </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Causas: </li></ul><ul><li>Falta de vontade política; </li></ul><ul><li>Alto custo para a implantação desses programas. </li></ul><ul><li>Vantagem: </li></ul><ul><li>Economia de longo prazo (de 5 a 10%). </li></ul><ul><li>Geração de emprego e renda para a população. </li></ul>Processo da Coleta seletiva FONTE DE PRODUÇÃO SEPARAÇÃO recicláveis não recicláveis orgânicos COLETA convencional seletiva domiciliar postos de entrega postos de troca catadores RECICLAGEM ATERRO/LIXÃO
  19. 19. Padrão dos contêineres PLÁSTICO  (VERMELHO) PAPÉIS (AZUL) METAIS  (AMARELO) VIDRO ( VERDE) BENEFÍCIOS DO PROCESSO DA RECICLAGEM <ul><li>Redução a longo prazo nos custos da coleta para os municípios; </li></ul><ul><li>Melhoria da estética, da limpeza e higiene da cidade; </li></ul><ul><li>Melhoria das condições de saúde da população; </li></ul><ul><li>Uso de menos espaço nos aterros sanitários e </li></ul><ul><li>Geração de um grande número de empregos. </li></ul>
  20. 20. Evolução do índice de Reciclagem no Brasil
  21. 21. O CATADOR DE MATERIAIS RECICLÁVEIS <ul><li>Constituem o grupo mais bem sucedido economicamente entre as populações de rua; </li></ul><ul><li>Origem </li></ul><ul><li>Tipos de Catadores. </li></ul><ul><li>Montante da Catação: Tanto os catadores dos lixões, como das ruas das cidades, são os responsáveis por quase 90% do material encaminhado às indústrias de reciclagem no Brasil (PRSB, 2001). </li></ul>AS COOPERATIVAS A etimologia da palavra ‘cooperativa’ vem do latim cooperare – operar simultaneamente, prestar colaboração, trabalhar em conjunto para um fim comum” (MAGERA, 2005, p.51).
  22. 22. <ul><li>Origem das Cooperativas; 1943 - Surgia um novo modo de organização sócio-produtiva. </li></ul><ul><li>Princípios Cooperativos: </li></ul><ul><li>“ Chamam-se Princípios Cooperativos, a um conjunto de regras de funcionamento as quais devem se submeter às Sociedades Cooperativas para serem consideradas como tal” (KLAES, 2005, p.166). </li></ul><ul><li>Livre e aberta adesão. </li></ul><ul><li>Gestão e controle democrático. </li></ul><ul><li>Participação econômica ( Destinação das sobras ou lucro). </li></ul><ul><li>Autonomia e independência. </li></ul><ul><li>Educação, treinamento e informação. </li></ul><ul><li>Cooperação entre as cooperativas. </li></ul><ul><li>Interesse pela comunidade. </li></ul>Brasil – 1ª cooperativa em 1938. Ramos de atividades: Consumo, Crédito, Educacional, Especial, Infra-estrutura, Habitacional, Mineral, Produção, Saúde, Trabalho, Turismo e Lazer, Transportes de Cargas e Passageiros (OCB, 2003).
  23. 23. <ul><li>A cooperativa de Catadores </li></ul><ul><li>Fornecedores de força de trabalho. </li></ul><ul><li>Constituída de trabalhadores de baixo nível de qualificação e sem patrimônio. </li></ul><ul><li>São, em geral, empresas sem capital próprio. </li></ul><ul><li>A Economia Solidária (características): </li></ul><ul><li>Opera com bases nos mesmos princípios que norteiam as cooperativas tradicionais. </li></ul><ul><li>Tem a sua estruturação fundamentada “nos valores básicos do movimento operário de igualdade e democracia, substanciados na ideologia socialista” ( SINGER, 2002 ). </li></ul><ul><li>A cooperativa de produção é considerada a modalidade básica da empresa solidária. </li></ul><ul><li>Não contrata força de trabalho. </li></ul><ul><li>Entraves a sua expansão: A legislação deficiente e falta de linhas de credito compatíveis ao empreendimento. </li></ul>
  24. 24. A COOPMARC <ul><li>Origem. </li></ul><ul><li>Número de associados. </li></ul><ul><li>Retirada média dos sócios: de 1 a 1,5 salários mínimos. </li></ul><ul><li>Estrutura da Cooperativa. </li></ul><ul><li>Principais problemas identificados: </li></ul><ul><li>Não aceitação dos sócios às regras da cooperativa; </li></ul><ul><li>Baixo nível de instrução dos sócios. </li></ul><ul><li>Alta rotatividade de sócios. </li></ul><ul><li>Problemas relacionados ao uso de álcool e drogas. </li></ul><ul><li>Dificuldades para a venda do material diretamente as indústrias recilcadoras. </li></ul><ul><li>A Gestão – eleições a cada três anos. A diretoria é composta por doze membros. </li></ul><ul><li>Obs. Embora a COOPMARC comercialize com catadores autônomos, atuando como intermediária, ela pode ser considerada uma empresa de bases solidárias , pois no seu quadro não existem trabalhadores contratados. </li></ul>
  25. 25. A Comercialização de materiais recicláveis <ul><li>Parcerias Constituídas </li></ul><ul><li>Bahia Pet Reciclagem - Projeto Reciclar para Crescer - termo de compromisso assinado com o governo do Estado para a compra de garrafas PET diretamente em cooperativas de catadores. </li></ul><ul><li>Suzano Petroquímica - oferece, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), curso de Capacitação em Gerenciamento e Segurança do Trabalho. </li></ul><ul><li>Outras. </li></ul>
  26. 26. Projetos Desenvolvidos pela Cooperativa <ul><li>Projetos direcionados aos associados: </li></ul><ul><li>Cursos sobre a Cultura da Cooperação e Cooperativismo, oferecido pela OCEB. </li></ul><ul><li>Aulas de Alfabetização para adultos, patrocinadas também pela Suzano em parceria com o SESI. O Projeto desenvolvido é intitulado “Projeto Ler O Mundo” </li></ul><ul><li>Projetos direcionados à comunidade: </li></ul><ul><li>A cooperativa tenta desenvolver um trabalho de Educação Ambiental em empresas e nas escolas sobre: problemas sócioambientais provocados pelo lixo urbano e treinamento sobre como separar o lixo corretamente para o descarte. Ainda não conseguiu apoio. </li></ul><ul><li>Na visão da Cooperativa, como a comunidade poderia ajudar: </li></ul><ul><li>Evitando jogar o lixo nas ruas, fazendo a separação do material reciclável em casa, separando por material, separando o material seco do molhado e levando o material selecionado aos postos de entrega ou aguardando a coleta executada pelos catadores. </li></ul><ul><li>Entraves: </li></ul><ul><li>Falta de apoio e interesse das empresas locais e do poder público municipal. </li></ul>
  27. 27. POLÍTICAS PÚBLICAS CONSIDERAÇÕES FINAIS GESTÃO DE RESÍDUOS RECILCAGEM - VISÃO INTEGRADORA SOCIAL ECONÔMICA AMBIENTAL GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA COOPERATIVAS COMUNIDADE, ESCOLAS E EMPRESAS E/AMBIENTAL MUDANÇA DE VALORES APOIO TÉCNICO E FINANCEIRO PARCERIA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA NAS CIDADES FOMENTO E SUBSÍDIOS ABERTURA DE USINAS E COOPERATIVAS REMUNERAÇÃO PELO PODER PÚBLICO
  28. 28. A maioria dos catadores ainda vive em situação de extrema pobreza, mas existem muitos casos de cooperativas bem organizadas no País onde eles já possuem uma renda mais alta do que a maioria da população pobre de rua. Atualmente os catadores em todo o Brasil são apelidados pela mídia de “agentes ambientais”, entretanto eles ainda não têm sequer direito ao reconhecimento pelo serviço prestado às gestões públicas nos municípios onde atuam. Continuam executando o seu garimpo no lixo das cidades, suportando a sua condição de miséria e de obscuridade para a grande maioria da sociedade. O modelo de gestão sócio-ambiental compartilhada, descentralizada, participativa, com inclusão social, constitui-se num novo caminho para o gerenciamento de resíduos sólidos no país.
  29. 29. FOTOS COOPERATIVA
  30. 30. Mensagem para reflexão Adote os 4 Rs Repense sobre os seus hábitos de consumo. Reduza sempre que for possível. Reutilize embalagens e, caso não seja possível, encaminhe o seu lixo para Reciclar . + 1 R = Repasse essa idéia!!!

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