Unidade O1
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Like this? Share it with your network

Share
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
3,492
On Slideshare
3,487
From Embeds
5
Number of Embeds
1

Actions

Shares
Downloads
80
Comments
0
Likes
2

Embeds 5

http://etemac-1aredes.blogspot.com 5

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO Curso Técnico de Nível Médio a Distância INFORMÁTICA SISTEMAS OPERACIONAIS DE REDES 01 VOLUME Recife - 2010
  • 2. GOVERNADOR Eduardo Campos VICE-GOVERNADOR João Soares Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Danilo Jorge de Barros Cabral SECRETÁRIO EXECUTIVO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Nilton da Mota Silveira Filho GERENTE GERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Paulo Fernando de Vasconcelos Dutra COORDENADOR DO CURSO Almir Pires PROFESSOR CONTEUDISTA Dailson Fernandes EQUIPE EAD Adriana Higino de Oliveira Trovão | Eber Gustavo da Silva Gomes | Flávia Pereira de Araujo | Heloísa das Dores de Santana Arruda | Jannine Moreno Amaral de Souza Padilha | Laurisson Holanda | Márcia Rosane Tenório Calado | Maria Aparecida de Souza Gomes | Maria Helena Cavalcanti da Silva | Mauro de Pinho Vieira | Mônica Cristina Alcântara de Farias Borba | Naira Maria Alves Pinto | Robson Gomes dos Santos | Selma Leite de Vasconcelos | Zelma Helena Farias Santana Silva REVISÃO LINGUÍSTICA Álvaro Vinícius de Moraes Barbosa Duarte | Edigilson Ferreira de Albuquerque | Pedro Bernnardo | Zelma Helena Farias Santana Silva PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO DE TEXTOS Ana Rios | Laís Mayara Mira Cavalcanti | Robson Cavalcanti CATALOGAÇÃO NA FONTE Ficha Catalográfica elaborada pela Equipe de Bibliotecários da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco: Ana Cláudia Gouveia CRB-4/1505 | Fabiana Belo CRB-4/1463 P452s Pernambuco (Estado). Secretaria de Educação. Sistemas Operacionais de Redes / Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, Organizado por Dailson Fernandes. - Recife: SEE, 2010. v. 1; 96 p. : il. Inclui bibliografia. Conteúdo: v.1. Introdução a Sistemas Operacionais, Virtualização e Introdução aos Sistemas Operacionais da Família Microsoft Windows; Instalação e Configuração de Sistemas Operacionais de Redes da Família Microsoft Windows; Gerenciamento de Usuário e Gerenciamento de ACLs (Access Control List). v. 2. Instalação e configuração do Active Directory, Domínio e Integração de Clientes no Domínio do Active Directory; Servidor de Arquivos, Servidor DNS, Servidor de Impressão; Introdução, Instalação e Configurações de Sistemas Operacionais Livres. 1. Informática. 2. Sistemas Operacionais, 3. Redes. I. SEE II. Fernandes, Dailson. III. Título. 004.451 CDU (2. ed.) SEE-PE
  • 3. SUMÁRIO PROGRAMA DA DISCIPLINA 06 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 07 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 08 1 INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS OPERACIONAIS 09 1.1 As várias partes de um sistema Operacional 15 1.1.1 O Kernel – Um Executivo em Tempo-Real 16 1.1.2 Gerenciamentos de processos 19 1.1.3 Gerenciamento de memórias 19 1.1.4 Gerenciamento de Sistema de Arquivo 19 1.2 Classificação dos Sistemas Operacionais 20 1.2.1 Licenciamento 20 1.2.2 Gerenciamento de Tarefas ou Processos 20 1.2.3 Quanto a Aplicação do Sistema 21 1.2.4 Quanto a Arquitetura 21 1.2.5 Quanto à quantidade de usuários que podem utilizar o Sistema simultaneamente 23 1.3 Virtualização 23 1.4 Família Microsoft Windows 26 RESUMO 35 BIBLIOGRAFIA 36
  • 4. 2 VERSÕES DOS SISTEMAS OPERACIONAIS DA MICROSOFT 37 2.1 Família Windows 2000 38 2.1.1 Família Windows XP 40 2.1.2 Família Windows 2003 42 2.1.3 Família Windows Vista 43 2.1.4 Família Windows 2008 Server: 44 2.2 Sistema de Atualização e Correções da Microsoft 45 2.2.1 Windows Update 45 2.2.2 Service Pack 47 2.2.3 O que é o Windows Server Update Services (WSUS)? 49 2.3 Quais sistemas de Arquivos são suportados pelos sistemas da Microsoft? 50 2.3.1 Partição 52 2.3.2 Gerenciadores de Boot 58 2.3.3 NTLDR 58 RESUMO 61 BIBLIOGRAFIA 62 3 INTRODUÇÃO AO GERENCIAMENTO DE GRUPOS E USUÁRIOS 64 3.1 Gerenciamento de Usuários Locais no Windows 2000/XP/2003/Vista/2008 70 3.1.1 Criando Contas de Usuários 74 3.1.2 Alterando as Contas de Usuários 75
  • 5. 3.1.3 Gerenciamento de Contas de Usuários em Modo Avançado 78 3.1.4 Criando Senhas Seguras 85 3.1.5 Alterando o Grupo do Usuário 86 3.2 Diretivas de Grupo 89 RESUMO 95 BIBLIOGRAFIA 96
  • 6. PROGRAMA DA DISCIPLINA Disciplina: Sistemas Operacionais de Redes Prof.: Dailson Fernandes Carga horária:60hs Ementa Família de um sistema operacional; considerações a serem analisadas na instalação de um sistema operacional (compatibilidade de hardware e software); arquitetura de um sistema operacional servidor; arquitetura de rede de um sistema operacional servidor, requisitos mínimos; tipos de instalações; sistema de arquivos; principais protocolos suportados pelo sistema operacional; serviços de rede disponibilizados; ferramentas para administração; ferramentas de segurança; ferramentas para backup; recursos de impressão; manutenção de usuários e grupos de usuários; gerenciamento do computador; update do sistema operacional. Noções de segurança em redes. Objetivo Geral A disciplina de Sistemas Operacionais de Redes tem como objetivo inserir os conceitos de gestão de servidores e serviços de rede, gerenciamento de usuários locais, gerenciamento de usuários em rede. Abordaremos os serviços de rede mais comuns e usuais em redes locais. Com essa abordagem, o aluno terá a exata noção de Servidores de Redes e Clientes de Serviços. Objetivos Específicos 1. Instalar sistemas operacionais; 2. Configurar sistemas operacionais; 06
  • 7. 3. Gerenciar usuários locais e em rede; 4. Instalar e configurar alguns programas; 5. Prover serviços de rede 6. Configuração de redes CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Volume 1 Unidade 1 Introdução a Sistemas Operacionais, Virtualização e Introdução aos Sistemas Operacionais da Família Microsoft Windows. Unidade 2 Instalação e Configuração de Sistemas Operacionais de Redes da Família Microsoft Windows. Unidade 3 Gerenciamento de Usuário e Gerenciamento de ACLs (Access Control List). Volume 2 Unidade 4 Instalação e configuração do Active Directory, Domínio e Integração de Clientes no Domínio do Active Directory. Unidade 5 Servidor de Arquivos, Servidor DNS, Servidor de Impressão. Unidade 6 Introdução, Instalação e Configurações de Sistemas Operacionais Livres. 07
  • 8. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Caro Aluno(a) Seja bem vindo(a) à disciplina de Sistemas Operacionais de Redes. Essa disciplina trará a você uma abordagem teórica e prática de Sistemas Operacionais e de Serviços de Rede. No momento inicial, você terá uma exata noção de virtualização e instalação de múltiplos Sistemas Operacionais em um único Host (Computador Hospedeiro). O Recurso de Virtualização é hoje a tecnologia mais utilizada em ambientes corporativos que, além de facilitar a gestão de serviços e servidores, trás uma enorme economia financeira para as empresas. Você será capaz de configurar e indicar Sistemas Operacionais para determinadas situações, tanto em ambiente pessoal (Desktops e Notebooks) como em Ambiente Corporativo (Servidores). A disciplina será apresentada em dois volumes, sendo que, no primeiro volume, serão desenvolvidos os seguintes temas: Introdução aos Sistemas Operacionais de Redes, Clientes de Redes, Técnicas de Virtualização e Gerenciamento de Usuários Locais. No segundo volume, aproveitaremos todo o embasamento de gerenciamento de usuários locais e aplicaremos para ambiente de redes, aplicação de políticas e direitos (ACL – Access Control List). O conceito de Diretório de Serviços será abordado e vamos conhecer o conceito de Servidores de Redes, contemplando a instalação e configuração de alguns deles. Ao final do curso, conheceremos os Sistemas Operacionais Livres e gratuitos. Apresentaremos o Linux, as principais distribuições, nomenclaturas, termos utilizados, configurações iniciais e os principais serviços de redes. Bons Estudos! 08
  • 9. UNIDADE 1 1 INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS OPERACIONAIS Um sistema operacional é um programa ou um conjunto de programas cuja função é servir de interface (um elo de ligação) entre um computador e o usuário. Segundo alguns autores (Stallings, 2004; Tanenbaum, 1999), existem dois modos distintos de conceituar um sistema operacional: Pela perspectiva do usuário ou programador, é uma abstração do hardware, fazendo o papel de intermediário entre o aplicativo (programa) e os componentes físicos do computador (hardware). Sistema.jpg Fonte: www.vivaolinux.com.br Função básica de um Sistema Operacional: Gerenciar o Hardware 09
  • 10. Numa visão outra visão (olhando a partir do hardware), é um gerenciador de recursos, controla quais aplicações (processos) podem ser executadas, quando isso pode ocorrer e que recursos (memória, disco, periféricos) podem ser utilizados. A sigla usual para designar essa classe de programas é SO (em português) ou OS (do inglês Operating System). Dentre as diversas funções de um sistema operacional, destacamos: - Criar um elo entre o usuário e o hardware; - Inicializar o hardware do computador; - Fornecer rotinas básicas para controle de dispositivos; - Fornecer gerência, escalonamento e interação de tarefas; - Manter a integridade de sistema; - Gerenciar o funcionamento dos aplicativos; - Gerenciar memória; - Gerenciar discos; - Gerenciar o I/O (Input e Output): a entrada e saída de dados do sistema. 10
  • 11. Fonte: Mattia Gentilini Os.jpg Diagrama Básico de um Sistema Computacional. Em Destaque a função de ser a interface (ligação) entre os aplicativos e o hardware. Veja abaixo a função básica de um sistema operacional: Há muitos tipos de Sistemas Operacionais, cuja complexidade varia e depende de que tipo de funções é provido e para que o computador está sendo usado. Alguns sistemas são responsáveis pela gerência de muitos usuários, outros controlam dispositivos de hardware como bombas de petróleo. Existem sistemas operacionais chamados embarcados, que são construídos para pequenos dispositivos como aparelhos celulares, Smart Phones e PDAs. Por exemplo, existe um pequeno Sistema Operacional que é armazenado na memória ROM (memória somente de leitura) de todo computador. Na hora que o computador é ligado, ele entre em ação e 11
  • 12. sua primeira tarefa é testar os componentes de hardware e verificar a presença deles. Esse sistema citado é chamado de BIOS (Basic Input Output System) e a rotina de testes que é disparada por esse sistema é chamada de POST (Power On Self Test). Nessa mesma memória, existe um pequeno programa que configura as funções desses dois sistemas, chamada comumente de Setup, que você acessa, na maioria das vezes, pressionando a tecla DEL quando o computador é ligado. Em um grande computador multiusuário, com muitos terminais, o Sistema Operacional é muito mais complexo. Ele tem que administrar e executar todos os pedidos de usuários e assegurar que eles não interferiram entre si, além de compartilhar todos os dispositivos que são seriais por natureza (dispositivos que só podem ser usados por um usuário de cada vez, como impressoras e discos) entre todos os usuários que pedem esse tipo de serviço. O SO poderia ser armazenado em disco e partes dele serem carregadas na memória do computador (RAM) quando necessário. Utilitários são fornecidos para: - Administração de Arquivos e Documentos criados por usuários - Desenvolvimento de Programas - Comunicação entre usuários e com outros computadores - Gerenciamento de pedidos de usuários para programas, espaço de armazenamento e prioridade Adicionalmente, o SO precisaria apresentar a cada usuário uma interface (uma tela) que aceita, interpreta e, então, executa comandos ou programas do usuário. Essa interface é comumente chamada de SHELL ou interpretador de linha de comando. Em alguns sistemas ela poderia ser uma simples linha de texto que usa palavras chaves (como Linux ou UNIX), em outros sistemas poderiam ser gráficas, usando janelas e um dispositivo apontador como um mouse (Windows, MacOS e Linux). Abaixo, veja as figuras que exibem cada 12
  • 13. uma dessas interfaces gráficas citadas e a tela do Shell do Linux e do Windows. Fonte: http://gnome.org Interface_gnome.jpg GNOME, uma das Interfaces Gráficas do Linux Fonte: Sistema Windows Interface_windows.jpg Interface gráfica tradicional do Windows XP. 13
  • 14. Fonte: Sistema MacOS Interface Gráfica do MacOS. O MacOS é um Sistema operacional utilizado apenas em plataformas da fabricante Apple. Fonte: Sistema Linux Shell.jpg O Shell é um interpretador de comandos, uma tela que apenas aceita comandos via teclado. 14
  • 15. Fonte: Sistema Windows Shell_windows.png O Windows também possui um Shell. Nas versões mais antigas, era chamado de command.com, nas versões acima do Windows 2000, começou a ser chamado de cmd.exe. Para acessar o Shell do Windows, basta ir em Iniciar / Executar e digitar cmd e enter. 1.1 As várias partes de um sistema Operacional Um sistema operacional de um computador que é usado por muitas pessoas ao mesmo tempo é um sistema complexo. Contém milhões de linhas de instruções escritas por programadores. Para tornar os sistemas operacionais mais fáceis de serem escritos, eles são construídos como uma série de módulos, cada um sendo responsável por uma função. Alguns módulos típicos em um grande SO multiusuário geralmente são: - Núcleo (Kernel em inglês) - Gerenciador de processo - Gerenciador de memória - Gerenciador do Sistema de Arquivo 15
  • 16. 1.1.1 O Kernel – Um Executivo em Tempo-Real O núcleo de um sistema operacional responsável por todo o gerenciamento do hardware e gerenciamento de rotinas. Algumas das funções executadas por ele são: - Chaveamento entre programas - Controle e programação de dispositivo de hardware - Gerenciamento de memória - Gerenciamento de processos - Escalonamento de tarefas - Comunicação entre processos Veja abaixo uma figura que mostra o Kernel do Windows. Fonte: http://www.microsoft.com Kernel_windows.jpg Kernel do Windows (Visão Simplificada) Note a divisão bem definida das aplicações que ficam no espaço do usuário do Kernel. 16
  • 17. Fonte: http://www.microsoft.com Kernel_windows_2.jpg Kernel do Windows (Visão Detalhada)Aqui uma visão um pouco mais detalhada. Veja o detalhamento do Espaço do Usuário (User Space) e do Kernel Mode ou Kernel Space (Espaço do Kernel). A área de atuação de aplicativos e Kernel é bem definida, como também é determinantemente proibido o acesso de aplicativos ao espaço do Kernel. Quando isso acontece, geralmente nos Sistemas Windows, aparece a mensagem “Este aplicativo executou uma operação ilegal e será fechado” ou ainda quando o erro é muito grave, uma tela azul é apresentada. 17
  • 18. Fonte: Conteudista Kernel_linux.jpg Kernel do Linux Veja a arquitetura de outro Sistema Operacional totalmente diferente e que a estrutura é a mesma. Ou seja, um Sistema Operacional, independente do fabricante, segue rígidos padrões estruturais SAIBA MAIS Espaço do Usuário (User Space): é um conceito que se refere a um modo de execução em que um processador executa apenas instruções não privilegiadas. É a área de memória onde os aplicativos são executados. (Vide figuras acima). Espaço do Kernel (Kernel Space ou Kernel Mode): espaço restrito as rotinas do kernel, instruções de hardware e drivers de dispositivos. Não sendo permitido acesso direto de nenhuma rotina do espaço do usuário. 18
  • 19. 1.1.2 Gerenciamento de processos O sistema operacional multitarefa é preparado para dar ao usuário a ilusão de que o número de processos em execução simultânea no computador é maior que o número de processadores instalados. Cada processo recebe uma fatia do tempo e a alternância entre vários processos é tão rápida que o usuário pensa que sua execução é simultânea Os processos podem comunicar-se, isso é conhecido como IPC (Inter-Process Communication). 1.1.3 Gerenciamento de memória O sistema operacional tem acesso completo à memória do sistema e deve permitir que os processos dos usuários tenham acesso seguro à memória quando o requisitam. Vários sistemas operacionais usam memória virtual, que possui 3 funções básicas: 1. Assegurar que cada processo tenha seu próprio espaço de endereçamento (Tanenbaum, 1999); 2. Prover proteção da memória para impedir que um processo utilize um endereço de memória que não lhe pertença; 3. Possibilitar que uma aplicação utilize mais memória do que a fisicamente existente (a chamada memória virtual ou memória swap). 1.1.4 Gerenciamento do Sistema de Arquivo A memória principal do computador é volátil e seu tamanho é limitado pelo custo do hardware. Assim, os usuários necessitam de algum método para armazenar e recuperar informações de modo permanente. 19
  • 20. Um arquivo é um conjunto de bytes, normalmente armazenado em um dispositivo periférico não volátil (exemplo: disco), que pode ser lido e gravado por um ou mais processos. O sistema de arquivos é a estrutura que permite o gerenciamento de arquivos e realiza tarefas como: criação, exclusão, leitura, gravação, controle de acesso, proteção e organização dos dados. São exemplos de sistemas de arquivos: FAT32, NTFS e EXT3. 1.2 Classificação dos Sistemas Operacionais Vamos, a partir de agora, classificar os Sistemas Operacionais sob as seguintes categorias: 1.2.1 Licenciamento Sistemas Proprietários – Aqueles que são pagos e cujo código fonte não é livremente disponibilizado. (Exemplo: Windows e MacOS). Sistemas Gratuitos – Aqueles que não são pagos, mas cujo código fonte também não é de livre acesso (Exemplo: BeOS). Sistemas Livres (Open Source) – Aqueles que são Open Source e cujo código fonte ao ser acessado, alterado e copiado se distribui sobre a mesma licença. (Exemplo: Linux, OpenBSD e FreeBSD) 1.2.2 Gerenciamento de Tarefas ou Processos Monotarefa: pode-se executar apenas um processo de cada vez Ex.: MS-DOS. 20
  • 21. Multitarefa: além do próprio SO, vários processos de utilizador (tarefas) estão carregados em memória, sendo que um pode estar ocupando o processador e outros ficam enfileirados, aguardando a sua vez. O compartilhamento de tempo no processador é distribuído de modo que o usuário tenha a impressão que vários processos estão sendo executados simultaneamente. Ex: Windows, Linux, FreeBSD e o Mac OS X. Multiprocessamento: o SO distribui as tarefas entre dois ou mais processadores. Ex: Windows Vista e Linux. 1.2.3 Quanto à aplicação do Sistema Cliente (Sistemas Operacionais Workstation ou Desktop): Sistemas Operacionais que geralmente são construídos para o usuário final, aquele que vai usar em casa em um Desktop ou em um Notebook ou em ambiente corporativo. Ex: Linux, Windows XP e Windows Vista. Servidor (Sistemas Operacionais de Rede): Sistemas Operacionais que são projetados para disponibilizar serviços em redes. É utilizado em máquinas robustas ou em computadores de grande porte (conhecido como Mainframes). Não deve ser utilizado por usuário final por não conter algumas facilidades de configuração e aplicativos disponíveis. Windows 2003 Server, Linux e Windows 2008 Server. 1.2.4 Quanto à arquitetura Kernel monolítico ou monobloco: o kernel consiste em um único processo executando uma memória protegida (espaço do kernel) e as principais funções. Ex.: OS/2, Windows, Linux e FreeBSD. 21
  • 22. Fonte: Mattia Gentilini kernel_monolitico.jpg Estrutura básica do Kernel Monolítico Microkernel ou modelo cliente-servidor: o kernel consiste de funções mínimas (comunicação e gerenciamento de processos) e outras funções, como sistemas de arquivos e gerenciamento de memória, que são executados no espaço do usuário, como serviços e aplicações (programas). Ex.: Minix. Fonte: Mattia Gentilini kernel_microkernel.jpg Estrutura básica do Microkernel 22
  • 23. SAIBA MAIS A comunicação entre processos, em inglês Inter-Process Communication (IPC), é o grupo de mecanismos que permite aos processos transferirem informação entre si. 1.2.5 Quanto à quantidade de usuários que podem utilizar o sistema simultaneamente: Monousuário: apenas um usuário por vez (apesar de poder suportar recursos como troca de usuário). Ex.: Windows XP. Multiusuário: vários usuários usam o computador ao mesmo tempo, seja por diversos terminais, seja por conexão remota como o SSH. Ex.: Linux, Unix, Windows 2003 Server e Windows 2008 Server. 1.3 Virtualização Para esse curso, utilizaremos a técnica de virtualização, com a finalidade de aprender a instalar os Sistemas Operacionais e fazer testes. Mas o que é virtualização? Virtualização é uma forma de esconder as características físicas de uma plataforma computacional dos utilizadores, mostrando outro hardware virtual, emulando um ou mais ambientes isolados. O conceito de virtualização de desktops é o mesmo empregado na virtualização de servidores, ou seja, executar diversos sistemas operativos num único equipamento físico. Imagine que, em um único computador, você poderá usar Windows 2000, Windows XP, Windows 2008 e Linux ao mesmo tempo, além de realizar testes entre eles como testes de redes e conectividade. 23
  • 24. Vantagens da virtualização: - Gerenciamento centralizado; - Instalações simplificadas; - Facilidade para a execução de backups; - Suporte e manutenção simplificados; - Independência de Hardware; - Disponibilização de novos desktops reduzida para alguns minutos; - Economia de dinheiro. Desvantagens da virtualização - Grande consumo da capacidade em disco – é necessário espaço para que cada máquina virtual tenha o seu próprio sistema operacional e as aplicações instaladas; - Dificuldade no acesso direto ao hardware físico, como, por exemplo, placas gráficas ou dispositivos USB. - Grande consumo de memória RAM, dado que cada máquina virtual vai ocupar uma área separada da mesma. O Sistema líder do mercado de virtualização é o Vmware – <http://www.vmware.com>. Apesar de seus sistemas serem bastante caros, ele disponibiliza versões gratuitas dos seus produtos. Caso você prefira usar o Vmware, a versão que recomendo para seus estudos é o Vmware Server versão 1.9. Existe tanto para Windows quanto para Linux. No portal haverá um vídeo abordando o download, a instalação e a configuração do Vmware Server 1.9. E, nesse mesmo vídeo, há uma demonstração de como instalar um Sistema Visitante (Guest) no Vmware. 24
  • 25. Fonte: http://www.vmware.com Vmware.jpg Veja um diagrama utilizando o Vmware Server. Note que em um único sistema operacional (Linux ou Windows), posso virtualizar quantas máquinas quiser (Máquinas Virtuais) Um concorrente à altura é o VirtualBox da Sun Microsystems (a mesma empresa que fez o Java). O VirtualBox é muito mais leve do que o Vmware, ocupa menos espaço, porém tem algumas limitações. Limitações essa que não nos afetarão, pois será mais percebida se usarmos em ambiente corporativo. O VirtualBox é gratuito e pode ser obtido no seguinte endereço: http://www.virtualbox.org. Para o nosso curso, utilizaremos o VirtualBox, pois é mais fácil de manusear e o download é bem menor. A instalação do VirtualBox tem apenas 69MB contra 500MB do Vmware. O VirtualBox também tem versões para Linux e Windows. O Sistema com o qual instalamos o sistema de virtualização (Vmware ou VirtualBox) é chamado de Sistema Hospedeiro (ou Host em inglês). Os sistemas operacionais que iremos instalar dentro do Vmware ou VirtualBox é chamado de Sistema Operacional visitante (ou Guest em inglês). Veja na figura abaixo, um sistema hospedeiro Linux com máquinas virtuais Windows. 25
  • 26. Fonte: Conteudista Virtual_windows.jpg Note que o sistema Operacional da máquina real é o Linux, porém o VirtualBox está aberto com um Windows Vista sendo executado e uma janela utilizando outro Linux virtualizado. Note a tela de configuração do VirtualBox, veja que ainda tem um FreeBSD virtual e um Windows 2000. Perceba que o VirtualBox exibe as máquinas que estão em execução (running) e as máquinas virtuais que estão paradas (Powered off). 1.4 Família Microsoft Windows Vamos abordar inicialmente o Sistema Operacional mais difundido atualmente. O Microsoft Windows é uma família vasta de versões e gerações Microsoft Windows é uma popular família de sistemas operacionais criados pela Microsoft, empresa fundada por Bill Gates e Paul Allen no final da década de 1970. Antes da versão NT, era uma interface gráfica para o sistema operacional MS-DOS e não um Sistema Operacional propriamente dito. 26
  • 27. O Windows é um produto comercial, com preços diferenciados para cada uma de suas versões. É o sistema operacional mais usado do mundo, embora uma grande quantidade de cópias sejam ilegais. O impacto desse sistema no mundo atual é muito grande devido ao enorme número de cópias instaladas. Conhecimentos mínimos desse sistema, do seu funcionamento, da sua história e do seu contexto são, na visão de muitos, indispensáveis, mesmo para os leigos em informática. A palavra Windows em português significa janelas. A sua interface gráfica é baseada no padrão previamente desenvolvido pela Xerox. O padrão possui janelas que exibem informações e recebem respostas dos utilizadores através de um teclado ou de cliques do mouse. O registro da marca Windows foi legalmente complicado, pelo fato dessa palavra ser de uso corrente em inglês ("Windows" é equivalente a "window", que significa janela no plural). Um pouco de história A Microsoft começou o desenvolvimento de um Gerenciador de Interface (subsequentemente renomeado Microsoft Windows) em setembro de 1981. O Windows só começa a ser tecnicamente considerado como um SO a partir da versão Windows NT, lançada em Agosto de 1993. O que havia antes eram sistemas gráficos sendo executados sobre alguma versão dos sistemas compatíveis com DOS, como MS-DOS, PC-DOS ou DR-DOS. Somente o MS-DOS era produzido pela própria Microsoft. O MS-DOS é um sistema operacional que não dispõe de interface gráfica, funciona através de comandos de texto introduzidos no teclado pelo utilizador (Shell). O Windows surgiu inicialmente como uma interface gráfica para MS-DOS, que permitia correr programas 27
  • 28. em modo gráfico e a utilização do mouse, que, até então, era considerado supérfluo em computadores de tipo IBM-PC. SAIBA MAIS DOS – Sistema Operacional de Disco (Disk Operating System). Sigla que designa uma das principais funções de um sistema operacional: Gerenciar discos. MS-DOS Quer dizer: Microsoft DOS. Abaixo veja algumas gerações de Sistemas Operacionais da Microsoft: - MS-DOS - Windows 1.0 - Windows 2.0 - Windows 3.0 - Windows 95 - Windows 98 - Windows ME - Windows NT Server - Windows NT Workstation - Windows 2000 - Windows XP - Windows Server 2003 - Windows Vista - Windows 2008 - Windows 7(Seven) (Ainda em produção em Setembro/2009) 28
  • 29. Fonte: Conteudista (Sistema Windows) Windows_1.jpg Veja a interface do primeiro Windows. Precária, pobre de cores e nada intuitiva. Fonte: Conteudista (Sistema Windows) Windows_vista.jpg Evolução de conceitos de interface gráfica, trás cada vez mais interatividade e realidade ao usuário 29
  • 30. Na figura abaixo, acompanhe uma linha do tempo de lançamento dos Sistemas Operacionais da Microsoft. Fonte: Mattia Gentilini Linha_tempo.jpg Linha do Tempo de lançamentos de Produtos da Microsoft. Fonte: Conteudista (Sistema Windows) Windows_3.jpg A primeira versão que chegou ao Brasil e se popularizou rapidamente foi o Windows 3.1 e 3.11 (Versão para rede). 30
  • 31. A Microsoft também mantém outras versões de Sistemas Operacionais para sistemas celulares e embarcados. Windows CE .NET Versão minimalista que equipa dispositivos com sistemas embarcados como rádios automotivos, consoles de videojogos (Dreamcast), celulares, PDAs, robôs e Tvs. Fonte: newscentermco.blogspot.com Windows_ce.jpg Modelos de celular utilizando o Windows CE 31
  • 32. Fonte: Conteudista (Sistema Windows) Windows_ce_2.jpg Note que o Desktop do Windows CE é semelhante ao do Windows XP Windows XP Embedded É uma versão mais leve do Windows XP Professional, sem diversos aplicativos e bem mais leve para ser utilizada com fins específicos como Quiosques Multimídia. 32
  • 33. Fonte: Conteudista (Sistema Windows) windows_xp_embedded.jpg Logo do Windows XP Embedded Fonte: Conteudista (Sistema Windows) Quiosque.jpg Uma utilização do Windows XP Embedded Windows Mobile É um sistema operacional compacto, desenvolvido para rodar em dispositivos móveis como Pocket PCs, Smartphones e Aparelhos de multimídia em geral. Projetado para ser capaz de realizar boa parte 33
  • 34. do que é possível em uma versão PC do Windows, o sistema vem com um conjunto de aplicações básicas bem conhecidas no mundo dos PCs, tais como o Word, Excel, PowerPoint, Windows Media Player Pocket. Fonte: http://www.pcdiga.net/ Pda.jgp Um PDA com o Windows Móbile Instalado SAIBA MAIS PDA - Personal Digital Assistants (PDAs ou Handhelds), ou Assistente Pessoal Digital, é um computador de dimensões reduzidas, dotado de grande capacidade computacional, cumprindo as funções de agenda e sistema para escritórios, com possibilidade de interconexão com um computador pessoal e uma rede sem fios para acesso a correio eletrônico e internet. 34
  • 35. RESUMO Um sistema operacional é um programa ou um conjunto de programas cuja função é servir de interface (um elo de ligação) entre um computador e o usuário. O Kernel é núcleo do Sistema Operacional. Não só computadores usam sistemas operacionais mas também outros dispositivos como relógios, PDAs, celulares, aviões e carros. É de responsabilidade de todo Sistema Operacional gerenciar todo o hardware e aplicativos. Dentre várias funções de um Sistema Operacional destacamos: gerenciamento de arquivos, gerenciamento de memória e gerenciamento de processos. São exemplos de Sistemas Operacionais: Microsoft Windows, Linux, MacOS, FreeBSD, NetBSD, OpenBSD. Classificamos os Sistemas operacionais de acordo com as seguintes categorias: Licenciamento, Gerenciamento de processos, Arquitetura. Virtualização é a forma de termos vários sistemas operacionais ao mesmo tempo em um só hardware. A Microsoft é a maior empresa em produção de sistemas operacionais no mundo. 35
  • 36. BIBLIOGRAFIA ANDRADE, Cid. Sistemas Operacionais. Blog. Disponível em:<http://sistemasoperac.blogspot.com/2007/09/classificao-de- sistemas-operacionais.html>. Acesso em: 2 out. 2009. BAIXAKI. Disponivel em: <http://www.baixaki.com.br/info/1624-o- que-e-virtualizacao-.htm>. Acesso em: 2 out. 2009. STALLINGS, William. Operating systems: internals and design principles. 5.ed. Upper Saddle River: Pearson Prentice Hall, 2004 TANENBAUM, Andrew. Sistemas operacionais modernos. Rio de Janeiro: LTC, 1999. 36