Tratamento De Chorume Unidade Iii

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    Tratamento De Chorume Unidade Iii - Presentation Transcript

    1. UNIDADE III Tratamento de Efluentes de Aterros Sanitários Figura 1- Vista parcial da lagoa formada pelo chorume no local do aterro controlado. Fonte: Arquivo Projeto Políticas Públicas/FAPESP, 2001. Introdução: Atualmente, o chorume é uma das grandes preocupações ambientais que está relacionada com os RSU; Definição: Líquido escuro, malcheiroso, constituído de ácidos orgânicos, produto da ação enzimática dos microorganismos, de substâncias solubilizadas através das águas da chuva, que incidem sobre a massa de lixo e, ainda, de substâncias formadas a partir de reações químicas que ocorrem entre os constituintes dos resíduos. Tendo composição e quantidades variáveis Chorume  possui um grande potencial poluidor; 1
    2. Vazão e características do efluente (chorume, lixiviado) estão relacionadas com: -Precipitação pluviométrica; -Contribuições pelo escoamento superficial ou subterrâneo; -Teor de umidade; -Composição química dos constituintes dos RS; -Infra-estrutura e condição de operação do aterro. Balanço hídrico do aterro  extrema importância; Teor de água RS, quantidade de água necessária aos processos bioquímicos de estabilização da MO, água de infiltração e evapotranspiração  balanço hídrico; Hamada, (1997)  formulação química do consumo de água durante a decomposição anaeróbia: C66H111O50N + 16H2O  35CH4 + 33CO2 + NH3 2
    3. Modelos matemáticos teóricos simples (CETESB, 1979; IPT/CEMPRE, 2000) prediz as seguintes produções de lixiviado: Aterros pouco compactados (400 a 700 kg/m3): 25% a 50% da precipitação média anual; Aterros bem compactados (superior a 700 kg/m3): 15% a 25% da precipitação média anual. Exemplos de íons e suas possíveis fontes, presentes no lixiviado: Quadro 1 – Exemplos de alguns metais presentes no lixiviado. 3
    4. Concentrações de alguns poluentes em lixiviados de aterros com diferentes idades; Quadro 2 – Concentrações Típicas de Alguns Poluentes em Lixiviados de Aterros com Diferentes Idades Fases iniciais degradação da MO anaeróbia  lixiviado com elevada concentração de nitrogênio amoniacal e AGV; Após consumo do substrato orgânico facilmente degradável  compostos recalcitrantes; Tratamento chorume  grande desafio; Fatores que contribuem para que o resíduo do chorume seja complexo e apresente variações: -Dinâmica de decomposição ao longo do tempo; -Variações na forma de operação de aterro sanitário; -Composição dos resíduos depositados; -Volume de chuvas. 4
    5. Quadro 3 – Composição Média do Chorume de Aterros sanitários Quadro 4 – Compostos Orgânicos Xenobióticos Observados em Lixiviados de Aterros 5
    6. Quadro 5 – Valores típicos e faixa de variação dos parâmetros do chorume para as fases acetogênica e metanogênica de um aterro sanitário Alternativas para tratamento lixiviado: Tratamento in situ: por meio de equipamentos e unidades internas aos limites do aterro; EX. :Aterro Rio de Janeiro; Tratamento ex situ: tratamento conjunto com o esgoto sanitário em estações localizadas fora do aterro. Ex: aterro Juiz de Fora Outra alternativa de tratamento  recirculação do chorume através do aterro sanitário; 6
    7. Tecnologias aplicáveis ao tratamento de chorume  similares ao tratamento de esgoto; Diversos estudos mostram: Tratamento lixiviado com esgoto doméstico por via aeróbia  pode representar excelentes resultados; Tratamento lixiviado com esgoto em reatores anaeróbios  possibilita redução de nitrogênio amoniacal e capacidade de tamponamento dos esgotos (CO2, HCO3- e CO32-) mantêm pH próximo de neutro; Tipo de tratamento  depende da vazão e características físico-químicas do lixiviado; Tipos de tratamento Tratamento Físico-Químico / Tratamento Biológico Lixiviados DQO faixa: 1500 – 3000 mg/L; Razão 0,1< DBO/DQO < 0,4; Elevada concentração de nitrogênio amoniacal (N- NH3 ou N-NH4+); 7
    8. Tratamento Físico-Químico Razão DBO/DQO < 0,1; Baixa concentração de AGV; Envolve emprego de diversas tecnologias: diluição, filtração, coagulação/floculação, precipitação, sedimentação, adsorção, osmose reversa etc. Tratamento Biológico DQO > 10000 mg/L; Baixa concentração nitrogênio amoniacal; Razão DBO/DQO > 0,8; Elevada concentração de AGV. Fatores que devem ser levados em consideração na elaboração de um projeto de tratamento de chorume: 8
    9. -Características do chorume: determinação das conc. de compostos orgânicos e inorgânicos e sua evolução ao longo do tempo; -Presença de substâncias perigosas: determinação das conc. de compostos químicos tóxicos e metais pesados; -Alternativas de disposição do efluente tratado: corpos d’água superficiais, redes coletoras de esgoto ou tratamento no solo; -Avaliação das alternativas tecnológicas disponíveis; -Custos de implantação e operação. TRATAMENTO FÍSICO-QUÍMICO Filtração Consiste em fazer a água atravessar camada de material poroso, que em função do diâmetro dos poros, ocorre a remoção de partículas em suspensão e coloidal; 9
    10. Figura 2 –Classificação e distribuição dos sólidos em função do tamanho Filtração Lenta (material poroso areia) Passagem da água através da areia com remoção de matéria em suspensão; Não requer uso de coagulantes e as taxas de filtração são baixas. Figura 3 - Filtro de areia 10
    11. Quadro 6 – Percentagem de remoção de alguns organismos em filtros lentos. Características da areia para meio filtrante: -Isenta de argila, terra, calcário ou qualquer outra substância que seja capaz de reagir com efluente; -Diâmetro: faixa 0,25 – 1,2mm; -Profundidade do leito de areia: faixa 60 – 110cm. 11
    12. Filtração por Membranas Figura 4 – Esquema filtração por membranas Processos de separação por membranas  utilizam membranas sintética, porosa ou semipermeável; Separam a água de partículas sólidas de pequenos diâmetros, moléculas e alguns compostos iônicos dissolvidos; Figura 5a – Esquema de uma menbrana 12
    13. Figura 5 b – Esquema de uma menbrana Membrana divida em quatro classes: Microfiltração, Ultrafiltração, Nanofiltração e Osmose reversa. Figura 6a – Esquema das membranas 13
    14. Figura 6b – Esquema das membranas Figura 7 – Nanofiltração 14
    15. Características que diferenciam os processos de separação por membrana com os de filtração convencional: -Separam partículas sólidas de pequenas dimensões, compostos orgânicos e inorgânicos dissolvidos; -Pressão de operação significamente maior que nos processos de filtração convencional; OBS: São usadas para dar polimento final ao efluente; Processos de separação por membrana  precedidos de sistemas convencionais de filtração; Figura 8a – Filtração por membranas 15
    16. Equipamentos de UF e MF Principais aplicações: Pré-tratamento de RO/NF e Reuso de efluente Figura 8b – Filtração por membranas Quadro 7 – Separação por filtração por membranas para algumas espécies e compostos, quanto ao peso molecular e tamanho. 16
    17. Tipos de membranas e tamanho dos poros; Quadro 8 – Tipos de membranas, o tamanho dos poros e a finalidade. Microfiltração (MF) Poros (0,1m - 2m); Fabricadas em polímeros ou cerâmicas; Utilizado para remoção de sólido em suspensão; Capaz de remover metais dissolvidos de soluções diluídas. Ultrafiltração (UF) Diâmetro poro < 0,1m; Remoção dos colóides, compostos orgânicos com alto peso molecular. Nanofiltração (NF) Recebe também um nome de osmose reversa de baixa pressão; Remove íons, compostos orgânicos com massa molecular 250 – 1000g/mol e alguns sais. 17
    18. Osmose Reversa (OR) Baseia-se no fenômeno natural de osmose; Osmose: passagem de água pura de uma solução salina diluída para uma mais concentrada através de membrana semipermeável; Osmose reversa: aplicação de uma pressão hidráulica superior à pressão osmótica, aplicada do lado da solução mais concentrada; Fluxo de água  da solução mais concentrada para a mais diluída. Figura 9 – Processo de osmose 18
    19. Figura 10 – Processo de osmose reversa Vieira, 2003  existem três tipos de membranas de osmose reversa: Acetato de Celulosa Primeira a ser desenvolvida; Inconvenientes: baixa tolerância a pH < 4 e pH > 8 apresentando tendência a biodegradação. Polissulfona Ampla faixa de pH e pressões; Baixa tolerância a agentes oxidantes. 19
    20. Filme Composto São as melhores; Podem operar a 45ºC e ampla faixa de pH Coagulação Fenômeno no qual ocorre o rompimento da estabilidade das partículas suspensas na água através de condicionamento químico; Figura 11 – Processo de Coagulação 20
    21. Realizada  pela conjunção de ações físicas e reações químicas entre o coagulante, água e impurezas; Sistema coloidal  mistura heterogênea em que as partículas possuem diâmetros entre 10Ǻ e 1000Ǻ; Sais Al2(SO4)3 e FeSO4 adicionados à água hidrolisam e polimerizam; Sais em solução aquosa  íons metálicos dissociados (Fe ou Al) formam fortes ligações com os átomos de oxigênio da água; Liberação de íons H+  redução de pH; Produtos formados  precipitados de hidróxido do metal; Precipitados entram em contato com as impurezas  aglomeração das partículas (formação de flocos); Figura 12 – Esquema do processo de formação de flocos. 21
    22. Hidrolisação do Sulfato de Alumínio formando o Hidróxido de Alumínio Al2(SO4)3  2Al3+(aq) + 3SO42-(aq) Al3+(aq) + 3H2O(l)  Al(OH)3(s) + 3H+(aq) Como ocorre a separação dos flocos?? Flocos formados  separados da água por sedimentação, flotação ou filtração; Remoção  MO coloidal, substâncias tóxicas de origem orgânicas e inorgânicas; Figura 13 – Tanque de mistura rápida mecanizado. 22
    23. Fatores que interferem na coagulação pH, tipo de coagulante, uniformidade de aplicação do produto químico na massa líquida, concentração da solução de coagulante e temperatura da água. Quadro 9 – Principais substâncias químicas consideradas como agentes floculantes. 23
    24. Floculação Após coagulação tanque mistura rápida efluente  mistura lenta; Objetivo  partículas desestabilizadas formar partículas maiores (flocos); Flotação Técnica usada para separar materiais de peso maior que a água ou remover óleos emulsionados; Figura 14 – Esquema de flotação. Figura 15– Tanque de flotação. 24
    25. Substâncias químicas  às vezes adicionadas para melhorar a eficiência do tratamento; Vantagens da flotação em relação sedimentação: -Lodos mais concentrados; -Remoção de sólidos de difícil sedimentação; -Ocupação de menor área e volume; Figura 16– Flotadores 25
    26. Decantação (Sedimentação) Ato de separar por gravidade os sólidos sedimentáveis contidos em um líquido; Figura 17– Processo de decantação Precipitação Química pela variação de pH Elevando-se pH  é possível precipitar alguns metais pesados na forma de hidróxidos ou carbonatos; Uso da cal  formação carbonato de cálcio  atua como coagulante precipitando certas proteínas, lignina, metais pesados e fósforo; Pesquisa do pH ótimo  necessária; Maioria dos casos  precipitação com variação de pH ocorre na fase alcalina. 26
    27. Tabela 1- Concentração do metal após precipitacão. Adsorção Usada geralmente na remoção de compostos orgânicos refratários, presentes em muitos efluentes industriais; É também comum utilizar-se a adsorção para tratamento de efluentes com metais pesados, sendo um processo bastante eficiente na sua remoção; O adsorvente mais comum em processos de tratamento de efluentes é o carvão ativado; A capacidade de adsorção traduz a eficiência do carvão na remoção de determinados contaminantes, como por exemplo, DQO, cor, fenol, etc., das águas residuais; Dependendo das características do efluente, um tipo de carvão pode ter uma performance superior ao outro; 27
    28. Troca iônica Processo que consiste na fixação, em uma superfície sólida (fase estacionária), de íons, que se trocam por íons da solução de outra espécie (fase móvel); Efluente  passa por leito contendo resinas especiais; Resinas sintéticas  retêm determinadas espécies químicas solúveis (metais pesados, ânion tóxico) substituindo-os por íons não tóxicos; Figura 18a– Processo de troca iônica 28
    29. Figura 18b– Processo de troca iônica Tipos de trocadores iônicos: Trocadores catiônicos: capazes de reter cátions da solução, permutando- os por íons de Na+ e H+; Na2R + M2+  MR + 2Na+ H2R + M2+  MR + 2H+ Onde R = resina , M2+ = cátions (Cu2+, Zn2+, Ni2+, etc) retidos da solução; Trocadores aniônicos: capazes de reter ânions da solução, permutando-os por íons OH-; R(OH)2 + A2-  RA + 2OH- Onde R = resina, A2- = ânions (SO42-, CrO42-, etc.) retidos da solução. 29
    30. Outros Processos de Tratamento Evaporação Efluente  concentrado pela evaporação direta ou forçada; Evaporação direta  realizada em locais de alta insolação (lagoas); Evaporação forçada (vaporização)  efluente submetido à evaporação em tanques; Processo Air Stripping Remoção de materiais voláteis por lavagem do efluente líquido com ar; Ar borbulhado através do efluente  arrasta materiais como amônia e matéria orgânica volátil; Eficiência: 90% remoção de voláteis; Lavagem  realizada em equipamentos fechados; 30
    31. Figura 19 – Esquema do Processo Air Stripping Figura 20- Torre de Ar Stripping 31
    32. POAs (Processos Oxidativos Avançados) Definido como processos de oxidação em que radicais hidroxila (OH.) são gerados para atuar como agentes oxidantes químicos; Excelente alternativa  tratamento de chorume; Base do processo  formação do radical OH.; OH.  degrada inúmeros poluentes em curto espaço de tempo; OH.  deve ser gerado in situ; POA’s  visam mineralizar os poluentes (CO2, H2O e ácidos minerais); Formas de geração de OH. H2O2 + h.v (254 nm)  2 OH. H2O2 / Fe2+ (Fenton) : Fe2+ + H2O2  Fe3+ + OH- + OH. 32
    33. Inconvenientes ao tratamento: -Elevada carga orgânica diminui drasticamente a eficiência do processo; -Elevada concentração de ácidos húmicos  absorvem fortemente na região do ultravioleta; -Alguns compostos totalmente halogenados  não são degradados pelos POA’ s; -Consumo dos radicais OH. por reações com íons CO32-. Formação de radicais Os radicais são formados através de mecanismos que envolvem homólise das ligações covalentes, com formação de intermediários que tem elétrons livres. Ex.: homólise A–B  A. + B. radicais Para haver a homólise das ligações covalentes é preciso injetar-se energia, aquecimento ou irradiação. Os peróxidos e moléculas de halogênios sofrem homólise com facilidade devido possuir ligações fracas. U.V H –O–O–H  2OH. Quase todos os radicais pequenos são espécies de vida curta e são muito reativos. 33
    34. Tratamento Biológico Tratamento biológico  bastante eficaz para redução das altas concentrações de MO encontrada no chorume; Consiste na degradação da MO biodegradável pela ação de microrganismo; Compostos inorgânicos  podem ser removidos parcialmente da massa líquida durante o processo de sedimentação após adsorção pelos microrganismos; São dois tipos de processos biológicos: aeróbio e anaeróbio; Tipos de tratamento biológico utilizados: Lodos ativados; Lagoas de estabilização; Reatores ou digestores anaeróbicos de fluxo ascendente (rafas). 34
    35. Lodos Ativados Convencional Processo aeróbio; Principio básico  sólidos (biomassa) são recirculados do fundo da unidade de decantação para a unidade de aeração (reator); Unidades essenciais no sistema de lodos ativados: -Tanque de aeração (reator); -Tanque de decantação (decantador secundário); -Elevatório de recirculação de lodo. Figura 21 – Esquema das Unidades da Etapa Biológica do Sistema de Lodos Ativados Tempo detenção do efluente no sistema  6 a 8 horas; O tempo de retenção dos sólidos no sistema  denominado idade do lodo  4 a 10 dias; 35
    36. Parte da MO (suspensão sedimentável)  retirada antes do reator através de um decantador primário; Figura 22 – Fluxograma Típico do Sistema de Lodos Ativados Convencional Figura 23- Tanque de aeração (reator) 36
    37. Características do sistema: -Ocupa áreas bastante inferiores às do sistema de lagoas; -Requer mão-de-obra capacitada; -Altos gastos com energia elétrica. Lagoas de Estabilização Figura 24- Lagoa de estabilização 37
    38. Introdução Grandes reservatórios de pequena profundidade; Construções simples  movimento de terra de escavação e preparação dos taludes; Chorume afluente  entra em uma extremidade da lagoa e sai na extremidade oposta; Material orgânico  estabilizado por processos biológicos naturais envolvendo principalmente algas e bactérias ou artificial (aeração); Lagoa Facultativa MO estabilizada por processo naturais Área total requerida  é a maior; Apresentam tecnologia simples, custos baixos e elevada eficiência na remoção da MO; Possui capacidade de absorver fortes variações de carga orgânica; Profundidade da lagoa: 1,5 – 2 m; Freqüência de remoção de lodo  maior que 20 anos; 38
    39. Zonas da lagoa facultativa Figura 24 – Esquema Simplificado de uma Lagoa Facultativa Lagoa Aerada Aeróbia (L. Aerada de Mistura Completa – L. de Decantação) Aeradores mantêm  oxigenação do meio e sólidos em suspensão dispersos no meio líquido; Oxigenação ocorre em toda lagoa (aeradores de alta turbulência); Figura 25 – Lagoa aerada aeróbia 39
    40. Sólidos não se sedimentam  biomassa permanece em suspensão; Necessidade de uma 2ª unidade a jusante da lagoa para sedimentação da biomassa  lagoa de decantação; Tempo de detenção 1º lagoa  2 a 4 dias / 2º lagoa  2 dias ; Freqüência de remoção do lodo  menor que 5 anos Figura 26 - Lagoa aerada seguida de lagoa sedimentação Figura 27 – Sistema de Lagoas Aeradas de Mistura Completa Seguidas por Lagoas de Decantação Lagoas de Maturação Utilizadas  pós-tratamento de lagoas facultativas e lagoas anaeróbias; Principal função  destruição de microrganismos patogênicos (bactérias, vírus, cisto de protozoários e ovos de helmintos); 40
    41. Possibilitam polimento no efluente de qualquer sistema de lagoa; São predominantemente aeróbias; São lagoas rasas  profundidade: faixa 1,2 – 1,5 m; São menos turvas  luz penetra até o fundo da lagoa; Fatores que contribuem para remoção dos organismos patogênicos: Bactérias e vírus: temperatura, insolação, pH, escassez de alimento e nutriente, organismos predadores e competição; Cistos de protozoários e ovos de helmintos: sedimentação. Figura 27- Lagoa de maturação Figura 28 – Fluxograma Típico de um Sistema de Lagoas de Estabilização Seguidas por Lagoas de Maturação em Série 41
    42. Reator ou Digestor Anaeróbio (UASB ou RAFA) RAFA (Reator anaeróbico de fluxo ascendente) UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket) Reator  constituído pelas seguintes partes: zona de digestão, separador de fases, zona de sedimentação e zona de acumulação de gás; Zona de digestão anaeróbia  situada na parte inferior do reator  constituída de manta de lodo  a decomposição anaeróbia; Separador de fases  dispositivo que fisicamente caracteriza uma zona de sedimentação e uma câmara de coleta de gás; Separador de fases  separa as fases sólidas, líquida e gasosa; Efluente  entra pelo fundo do reator e segue uma trajetória ascendente; Zona de digestão anaeróbia  biomassa cresce dispersa formando pequenos grânulos que servirão de meio suporte para outras bactérias; Líquido flui no sentido ascendente passando pela abertura do separador de fases atingindo a zona superior onde ocorre à sedimentação da MO; MO sedimentada na parte superior  retorna para a zona de digestão; Bolhas de ar  coletadas na parte superior; 42
    43. Flocos de lodo aderido a bolhas de gás  retornam para a zona de digestão; Bolhas de gás  desviadas para não penetrarem na zona de sedimentação; Presença de MO não biodegradável no reator  prejudica tratamento; Necessita de tratamento preliminar; Tempo de detenção hidráulico: Tabela 1 – Tempo de Detenção Hidráulico Tempo de partida (tratamento de esgoto)  4 a 6 meses; Tempo de partida com utilização de inóculo  2 a 3 semanas; Vantagens do sistema: -Sistema compacto com baixa demanda de área; -Baixo custo de implantação e operação; -Baixa produção de lodo; -Baixo consumo de energia; -Eficiência satisfatória na remoção de DBO; 43
    44. Desvantagem do sistema: -Possibilidade de emanação de maus odores; -Baixa capacidade em tolerar cargas tóxicas; -Elevado tempo para partida do sistema; -Necessidade de uma etapa pós-tratamento; Figura 29– Representação Esquemática de um UASB 44
    45. Recirculação de Chorume Uma das formas mais conhecidas e empregadas  digestão acelerada dos RS confinados em aterros; Consiste na recirculação do líquido para o interior do aterro; Técnica que combina pré-tratamento anaeróbio com a evaporação; Considerado pré-tratamento interno  diminui conc. de DBO, DQO, COT, AGV, fosfatos, nitrogênio, amoniacal e STD; Vantagens: -Aceleração da estabilização do aterro; -Redução dos compostos orgânicos presentes no chorume; -Possível diminuição do volume devido a evapotranspiração. Desvantagens: -Risco de poluição do solo e de águas subterrâneas; -Múltiplos arrastes de substâncias contida no recirculado podendo resultar em altas conc. de sais e metais pesados no chorume; 45
    46. -Custos elevados referentes à implantação e manutenção de sistemas de recirculação; -Problemas com odor. A recirculação pode ocorrer de diferentes formas: Recirculação de lixiviado bruto ou tratado; Recirculação com ou sem adição de inóculo. Regiões áridas ou semi-áridas  recirculação interessante; Regiões com elevado índice pluviométrico  recirculação do volume total não é possível; Possibilidade de tratamento do lixiviado de aterro sanitário; Figura 30 – Possibilidades de Tratamento do Lixiviado de Aterros Sanitários por Porcesso Biológicos ou Físico-Químicos, em Unidade de Tratamento Próprias ou em ETE´s 46
    47. Modalidade de tratamento que tem se mostrado bastante promissor; Figura 31 – Sistema Integrado de Tratamento dos RSU e do Lixiviado de Aterro Sanitário Proposto por Libânio (2002) Figura 32 – Fluxograma Simplificado da Recirculação de Líquidos Lixiviados não Tratados 47
    48. IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS Obedece a execução das seguintes fases: -Caracterização qualitativa e quantitativa do efluente (chorume) bruto; -Obtenção das características desejáveis após o tratamento; -Definição do processo de tratamento visando à eficiência desejada; -Definição dos produtos químicos e parâmetros dimensionais. PROJETO E OBRAS Dimensionamento das unidades de tratamento; Especificação e seleção dos equipamentos eletro-mecânicos; Elaboração do projeto básico  base para projetos executivos (civil, elétrico, tubulação, mecânico, instrumentação); Construção, montagem do sistema; 48
    49. PLANEJAMENTO Estabelecer locais de coleta de dados; Definição da freqüência com que os dados serão obtidos (registro de leituras e coletas de amostras); Para cada ponto de coleta de amostra  especificação dos parâmetros a serem analisados; Exemplos de alguns parâmetros: DBO, DQO, pH, cloreto, STD, STV, cor, condutividade nitrogênio amoniacal, nitrogênio Kjeldahl, turbidez, fósforo total, coliformes totais e metais pesados; 49
    50. Stripping de NH3 50
    51. 51
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