Obra: BACCEGA, Maria Aparecida e CASTILHO, Maria Cristina (organizadoras).  Gestão da Comunicação: epistemologia e pesquis...
Apresentação da Obra <ul><li>Um livro de vários autores. </li></ul><ul><li>Gestado e compartilhado por colegas de reconhec...
Introdução <ul><li>Pensar a rede de inter-relações que recobre os espaços no domínio do humano em todas as dimensões de su...
<ul><li>Motter destaca em seu texto o vínculo entre o cotidiano e a linguagem, vínculo que se mantém ainda que seja redime...
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Dialogia e conhecimento <ul><li>Gestão de Processos Comunicacionais: é estruturado em núcleos, cada qual extraindo sua esp...
<ul><li>“ Conhecer e pensar não é chegar a uma verdade absolutamente certa, mas dialogar com a incerteza”.  </li></ul><ul>...
Normatividade mistificadora <ul><li>Tendo em vista a dimensão dos estudos linguísticos, resolveu-se então focar na linguís...
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Plasticidade da palavra <ul><li>O signo assume, pela óptica de M. Bakhtin, caráter dinâmico graças à plasticidade que o ca...
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Apresentação da Autora <ul><li>Maria Lourdes Motter foi Professora Livre-Docente do Departamento de Comunicações e Artes d...
Referências bibliográficas <ul><li>BAKHTIN, M.  Marxismo e filosofia da linguagem . São Paulo: Hucitec, 1981. </li></ul><u...
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Mídia, educação e cultura

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Apresentação com a base teórica para o trabalho de Mídica e Cultura com alunos do Ensino Médio.

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Mídia, educação e cultura

  1. 1. Obra: BACCEGA, Maria Aparecida e CASTILHO, Maria Cristina (organizadoras). Gestão da Comunicação: epistemologia e pesquisa teórica . SP, Paulinas, 2009. Universidade do Estado do Rio de Janeiro Capítulo 2: Campo da Comunicação: cotidiano e linguagem. Autora: Maria Lourdes Motter Disciplina: Mídia, Educação e Cultura Grupo: Agostinho Pina Neto Camila Cirilo de Freitas Coelho Carla Santana dos Santos Fabiana Cristina Ribeiro Cossenza
  2. 2. Apresentação da Obra <ul><li>Um livro de vários autores. </li></ul><ul><li>Gestado e compartilhado por colegas de reconhecida trajetória no campo de Comunicação e no âmbito ibero-americano das Ciências Sociais. </li></ul><ul><li>Cada um dos noves autores “des-ordena” seu próprio subcampo, aproximando-se sequencialmente do objeto e do tema do livro, a partir de sua perspectiva particular, mas com o mesmo interesse de esclarecê-lo em sua totalidade. </li></ul><ul><li>Os autores de maneira conjunta, se deram à tarefa de refletir crítica, ordenada e criativamente sobre um campo que vai tornando-se não crítico, desordenado e redundante, para, na sequência, sustentarem, a partir dessa reflexão, as características e o contexto de um novo tipo de profissional – o gestor de processos comunicacionais – que deve emergir para transformá-lo. </li></ul><ul><li>A dupla pergunta implícita que subjaz ao longo dos capítulo é: Por que e para que é necessário um novo profissional da comunicação? </li></ul>
  3. 3. Introdução <ul><li>Pensar a rede de inter-relações que recobre os espaços no domínio do humano em todas as dimensões de sua existência, assumindo como meta a ruptura da compartimentalização de saberes. </li></ul><ul><li>Adequar-se às necessidades geradas pela demanda, pelos avanços da ciência e da técnica e pelo movimento e pelas oscilações do mundo: do local ao global, do social e cultural ao econômico. </li></ul><ul><li>Levar profissionais a avançarem para além de suas formações específicas e atuarem na gestão da comunicação em diferentes áreas, enfrentando a complexidade desses processos para compreendê-los sem o risco de simplificar ou reduzi-los a apenas um de seus aspectos. </li></ul><ul><li>Compreender a gestão como análise, diagnóstico, intervenção e avaliação, pressupõe a capacidade de ver, sentir, compreender, e o uso de métodos e técnicas que permitam avaliar cientificamente as situações concretas e propor soluções adequadas para eventuais problemas ou mesmo para o simples aperfeiçoamento das relações comunicacionais que permeiam o cotidiano do trabalho. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Motter destaca em seu texto o vínculo entre o cotidiano e a linguagem, vínculo que se mantém ainda que seja redimensionado pelos meios de comunicação. </li></ul><ul><li>Um gestor comunicacional é um ser de linguagem, um mediador entre sujeito que se comunicam, mas que estão colocados em diferentes situações e contextos, em distintas cotidianidades. </li></ul><ul><li>A autora apresenta o campo da comunicação em que a vida cotidiana se tece com e pela linguagem. Com ela, delimitamos nosso espaço, no qual buscamos desenvolver discussões em torno não apenas das relações entre pensamento e linguagem, linguagem e cultura, mas sobretudo a respeito da consciência, numa perspectiva dialética que rompe com orientações metodológicas do subjetivismo idealista e do objetivismo abstrato, adotadas para isolar e delimitar a linguagem como objeto de estudo específico. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Se Motter pudesse especificar sua proposta enquanto linha teórica, diria que ela é ainda uma busca situada entre a filosofia da linguagem e a filosofia do signo-ideológico, com toda a abrangência e complexidade implícita nesta última, conforme propõe Bakthin no curso de suas reflexões, nas quais localizou pistas para um trabalho que rompa com os limites estreitos em que se têm confinado os estudos de linguagem. </li></ul><ul><li>“ O conhecimento só é conhecimento enquanto organização, relacionado com as informações e inserido no contexto destas. As informações constituem parcelas dispersas de saberes. Em toda parte, nas ciências como nas mídias, estamos afogados em informações e, além disso, os conhecimentos fragmentados só servem para usos técnicos”. </li></ul><ul><li>(MORIN, E. A cabeça bem feita; repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. pp. 16-17.) </li></ul>
  6. 6. Dialogia e conhecimento <ul><li>Gestão de Processos Comunicacionais: é estruturado em núcleos, cada qual extraindo sua especificidade da convergência de várias disciplinas, eles dialogam entre si sempre em busca de atenuar limites entre fronteiras para fazer fluir relações e tornar visíveis os fios que os interligam em áreas do conhecimento. </li></ul><ul><li>A filosofia de base do projeto passa a se traduzir na concretização do curso cujo objetivo maior assumido está assentado na formação de um novo profissional que possa, superando a organização dos nichos disciplinares, integrá-los numa perspectiva comunicacional que os articule como partes de um conjunto maior. </li></ul><ul><li>Assim, o tema cotidiano e linguagem, procura refletir como o gestor de processos comunicacionais deve repensar e aplicar os aspectos da linguagem verbal em seu dia a dia. </li></ul><ul><li>A preocupação está em: possuir uma visão da linguagem como mediadora entre o ser e o mundo para compreender os discursos sociais, suas produções e ideologias. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>“ Conhecer e pensar não é chegar a uma verdade absolutamente certa, mas dialogar com a incerteza”. </li></ul><ul><li>(MORIN, A cabeça bem feita, cit., p. 59.) </li></ul>
  8. 8. Normatividade mistificadora <ul><li>Tendo em vista a dimensão dos estudos linguísticos, resolveu-se então focar na linguística e na semiótica, como meio de investigação das relações com a imprensa escrita e com a história. Verificou-se também como a sua manipulação pode influenciar os leitores, dependendo do grau de parcialidade em que é apresentada. </li></ul><ul><li>Não somente os significados das informações repassadas foram objeto de estudo: descuidos ortográficos também são narrados no capítulo (a palavra chatice grafada com ss ). </li></ul><ul><li>A ideologia da imprensa retorna ao cotidiano, onde exerce seu controle, disseminando temas que ela privilegia para iluminar campos de sentido e destacar assuntos para as interações verbais que mantém, substitui, amplia, dilui, planta ou apaga pelo silêncio, atendendo a interesses explícitos, implícitos e mesmo inconscientes, em virtude de estar conformada a uma ideologia assimilada do hábito de compactuar com certos grupos. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>A reflexão depara-se com a evidência de que a imprensa irradia para a sociedade um saber sobre o mundo que produz memória. Por meio do controle da memória coletiva, a história do presente se estabelece como um poderoso elemento de composição da cultura histórica e se firma como uma vertente ideológica que atua sobre o acontecer e, por essa via, interfere no processo histórico. </li></ul>
  10. 10. Sujeito e palavra <ul><li>A palavra está sempre carregada de um conteúdo ou de um sentido ideológico e vivencial. </li></ul><ul><li>As palavras dizem mais do que supõe o falante ingênuo. Elas não são meros instrumentos para produzir textos compreensíveis para um grande público; falam, também, de nossa postura ante o mundo, a realidade, e, com frequência, desnudam o que tentamos esconder: nosso conhecimento, nossas convicções, nossa força e fraqueza, nossas dúvidas e certezas, nossos pactos com o poder ou nossa capacidade de resistência, nosso desejo de ser apenas um inquilino dócil do mundo ou nossa vontade de transformá-lo. </li></ul><ul><li>O cotidiano está no centro do acontecer histórico, pois é aí que se processam, paulatinamente, os acontecimentos que a ciência histórica vai analisar, explicar, para produzir a escrita da história. </li></ul><ul><li>A conformidade às regras, que a sociedade burocrática expande à exaustão, absorve sua atenção e suas energias: dele se exige que seja um ator disponível para uma multiplicidade de bons desempenhos. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Na complexidade crescente da vida moderna, raras vezes o indivíduo coloca toda sua atenção em alguma atividade. Como tem de atender a uma pluralidade de solicitações ao mesmo tempo, ele não consegue colocar-se inteiramente, com todas as suas faculdades, em nenhuma delas; furta-se ao particular para alcançar o universal, deixa de sentir-se plenamente humano para não suspender a cotidianidade. </li></ul><ul><li>“ A burocracia prescreve o emprego do tempo e proscreve o que não se submete às suas prescrições”. </li></ul><ul><li>(LEFEBVRE. H. A Vida cotidiana no mundo moderno. </li></ul><ul><li>São Paulo: Ática, 1991. p. 171.) </li></ul>
  12. 12. Conformidade e conformismo <ul><li>A vida cotidiana requer do indivíduo certa conformidade, o que não quer dizer conformismo. </li></ul><ul><li>Vemos o mundo que nos ensinaram a ver, segundo recortes do senso comum mantidos por sucessivas gerações, herdados como verdades calcificadas, e não o mundo complexo, contraditório, movente, mutável e multifacetado que temos diante de nós. </li></ul><ul><li>O preconceitos se associam aos estereótipos. </li></ul><ul><li>A vida cotidiana, de todas as esferas da realidade, é a que mais se presta à alienação. Na cotidianidade, parece natural a desagregação, a separação de ser e essência. Na coexistência e sucessão heterogêneas das atividades cotidianas, não há por que revelar-se nenhuma individualidade unitária: o homem devorado por e em seus papéis pode orientar-se na cotidianidade mediante o simples cumprimento adequado desses papéis. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>A reflexão sobre o cotidiano pressupõe o conhecimento que se possa desenvolver sobre a linguagem, que produz a interação nesse espaço e sobre o modo como os discursos que se cruzam nesse ambiente tecem a visão de mundo e determinam os modos de ação de cada indivíduo. </li></ul><ul><li>A linguagem, enquanto herança acumulada no curso de gerações, que empresta suas categorias para a formação do pensamento conceitual, abstrato, do estereótipo, assim como do preconceito, deve ser analisada à luz da teoria da linguagem, do signo ideológico, formador da consciência e arena onde se manifesta a luta de classes. </li></ul><ul><li>O conhecimento do mundo pelo homem se realiza num duplo movimento, num processo dialético em que sujeito e objeto se influenciam mutuamente. A linguagem, como resultado dessa interação, constitui mediação que não só reflete a realidade, mas também a projeta. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>“ Todo desenvolvimento humano verdadeiramente humano significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana”. </li></ul><ul><li>(MORIN, Os setes saberes, cit., p. 55.) </li></ul>
  15. 15. Plasticidade da palavra <ul><li>O signo assume, pela óptica de M. Bakhtin, caráter dinâmico graças à plasticidade que o caracteriza e lhe permite dar conta das tonalidades de sentido que colorem o universo comunicacional humano, dentro dos limites dos campos lexicais recortados por toda cultura, no espaço de uma comunidade linguística. </li></ul><ul><li>A importância da plurivalência social do signo ideológico que o torna vivo, móvel e capaz de evoluir. É nesse sentido “que o ser, refletido no signo, não apenas nele se reflete, mas também se refrata” . (BAKHTIN, op. Cit., p. 46.) </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Produto do ato de fala, a enunciação é a unidade de base da língua. Ela é compreendida como uma réplica do diálogo social. </li></ul><ul><li>A palavra, realizada na enunciação concreta, é inteiramente determinada pelas relações sociais, e está sujeita a variações em função do interlocutor, relativamente ao grau de intimidade, à hierarquia, ao contexto, à situação. (greve para empresário e para operário; invadir e ocupar: mesma situação sob óticas diferentes, posições ideológicas antagônicas) </li></ul><ul><li>Teoria Bakhtiniana da Linguagem: a consciência adquire forma e existência na palavra. </li></ul>
  17. 17. Gestor: um ser de linguagem e um mediador de processos de comunicação <ul><li>Atuar no universo da comunicação enquanto atividade profissional, sobretudo visando à intervenção no espaço das relações de trabalho/produção das empresas e instituições, bem como de escolas, pressupõe um repensar sobre a linguagem que inclui repensar o ser com e pela linguagem, para só então pensar o agente mediador entre linguagens de sujeitos colocados em diferentes posições no sistema comunicacional objeto, com um sentido de justiça e ética. </li></ul><ul><li>As teorias da análise do discurso complementam essa revisão do conhecimento e, aplicadas à formação do gestor de processos de comunicação, pretendem levar à reavaliação de suas posturas, propor outro olhar sobre o cotidiano, rever seus próprios estereótipos e preconceitos, acenar para a possibilidade de uma percepção do </li></ul>
  18. 18. <ul><li>mundo que, aplicada a seu objeto, possa orientá-lo para a análise, o diagnóstico e as propostas de solução para problemas comunicacionais em sua esfera de atuação ou, em situações excepcionais, para aperfeiçoar as relações existentes. </li></ul><ul><li>Compreender a linguagem implica entender o modo pelo qual o mundo entra em relação com o homem, ganha sentido e se constrói como universo simbólico com base na inter-relação da subjetividade humana com a objetividade própria do que existe independentemente dela, levando em conta que a intersubjetividade é condição da subjetividade. </li></ul>
  19. 19. Apresentação da Autora <ul><li>Maria Lourdes Motter foi Professora Livre-Docente do Departamento de Comunicações e Artes da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Coordenou o núcleo Cotidiano e Linguagem do curso de pós-graduação (lato e stricto sensu) em Gestão de Processos Comunicacionais da mesma faculdade. Concluiu o Doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo em 1992. </li></ul><ul><li>Foi vice-coordenadora e pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Telenovela da ECA/USP e coordenou, o NP (Núcleo de Pesquisa) - Ficção Seriada da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação Intercom. Atuou na área de Comunicação, com ênfase em Ficção Televisiva. Faleceu em 2007. </li></ul>
  20. 20. Referências bibliográficas <ul><li>BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem . São Paulo: Hucitec, 1981. </li></ul><ul><li>LEFEBVRE, H. A vida cotidiana no mundo moderno . São Paulo: Ática, 1991. </li></ul><ul><li>MORIN, E. A cabeça bem feita ; repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. </li></ul><ul><li>______. Os sete saberes necessários à educação do futuro . São Paulo/Brasília: Cortez/Unesco, 2000. </li></ul>

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