Cap. 15   brasil colônia escravidão-cultura e primeira revoltas
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Cap. 15   brasil colônia escravidão-cultura e primeira revoltas Cap. 15 brasil colônia escravidão-cultura e primeira revoltas Presentation Transcript

  • BRASIL COLÔNIA: ESCRAVIDÃO, CULTURA E PRIMEIRAS REVOLTAS. O trabalho escravo predominou no Brasil durante todo o Período Colonial, durante a presença da família real portuguesa aqui e ainda por mais sete décadas após a nossa independência política. ASPECTOS DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL COLONIAL – Os primeiros escravos utilizados pelos portugueses no Brasil foram os próprios nativos da terra. Contudo, à escravidão dos indígenas se opuseram os padres jesuítas, o desejo da Igreja Católica de catequizar os gentios e convertê-los ao catolicismo. A Coroa portuguesa, procurou por várias vezes evitar a escravização dos índios. Finalmente, na metade do século XVIII, o marquês de Pombal, ministro do rei D. José I, aboliu definitivamente a escravização dos índios, assim os nativos da terra contaram com uma relativa proteção por parte da Igreja Católica. Ao africanos que foram trazidos para cá na condição de cativos, sofriam a dura realidade de serem tratados como mercadorias submetidos a castigos físicos, longe de casa condicionados a um trabalho extenuante e recolhidos em senzalas que nem de longe podiam ser consideradas como moradia decentes. E importante ressaltar que a cultura escravista estava presente em várias regiões da África. Os portugueses, aproveitaram-se dessa cultura e se aliaram a grupos de africanos que passaram a fornecer seus pares para os lusos em troca das mais variadas mercadorias, que iam de tecidos caros a simples aguardente e tabaco. O tráfico negreiro era uma atividade bastante lucrativa para Portugal.
  • Os lucros desse tráfico consolidaram a utilização de africanos como mão de obra escrava em regiões como o Brasil, o sul dos Estados Unidos, as Antilhas e, em menor escala na América espanhola. Nas fazendas de cana-de-açúcar, os escravos assumiam todo esforço manual, desde a colheita da cana até a embalagem do açúcar. Os que trabalhavam na casa-grande tinham uma qualidade de vida em pouco melhor do que aqueles que trabalhavam na lavoura. Mas todos eram vigiados de perto pelos feitores. Os senhores de engenho evitavam comprar escravos da mesma região da África. Também não era hábito dos senhores incentivarem a formação de núcleos familiares entre os escravos, de evitar que eles se unissem e pudessem se rebelar. Dessa forma, as crianças escravas eram arrancadas dos braços de suas mães e vendidas para áreas distantes da de sua origem . Não é difícil imaginarmos por que o aborto era uma das formas de resistência. Na área da mineração era utilizado o escravo africano, o que possibilitou que muitos escravos da minas escondessem pequenas quantidades de ouro para, dessa forma, acumular a quantidade suficiente a fim de comprar a alforria. Como a vida nas regiões mineradoras era mais urbana que rural, as vilas eram grandes áreas de comércio. Muitos moradores dessa vilas tinham pequenas quantidades de escravos e escravas, os quais trabalhavam vendendo os mais variados produtos ou praticando as funções de sapateiro, alfaiate, pedreiro, ferreiro, entre outras. Ao final do dia, voltavam para casa e acertavam as contas do que haviam ganhado com seus respectivos dono. Esses eram chamados de escravos de ganho.
  • A escravidão deixou cicatrizes profundas na formação social do Brasil, sendo o preconceito racial uma das mais complicadas. ASPECTOS DA CULTURA NO BRASIL COLONIAL – A cultura desenvolvida no Brasil durante o período colonial foi resultado da mistura entre costumes europeus indígenas e africanos. Exemplo: culinária. Os alimentos consumidos pelos índios, mandioca e o milho, passaram a fazer parte da dieta dos colonizadores portugueses, que, por sua vez, trouxeram o hábito de comer carne bovina. A língua falada na colônia também refletia a miscigenação cultural. Palavras como cipó, piracema, abacaxi, Catanduva, Araraquara, Jabuticaba e pipoca são alguns exemplos de palavras de origem indígena, enquanto senzala, vatapá, samba, moleque, batuque, cafuné e caçula são exemplos de palavras de origem africana. A religiosidade foi outra marca importante da cultura brasileira no Período Colonial, nesse quesito, a mistura de tradições foi muito forte. A Igreja Católica, aliada da Coroa portuguesa, encontrou bastante espaço para atuar no processo de colonização do Brasil, o que implica entendermos, por exemplo, que um colono, para receber terras e se configurar como tal, tinha de ser obrigatoriamente católico. Os escravos africanos e seus descendentes resistiram bravamente à destruição de sua cultura, o que resultou na manutenção de muitos de seus valores e costumes, ainda que adequados às exigências dos colonizadores. O resultado dessa adequação produziu o que chamamos de sincretismo religioso, nesse caso, o resultado da mistura de símbolos religiosos africanos com símbolos religiosos católicos, já que a Igreja Católica era contrária às manifestações religiosas originalmente africanas. Por meio de seus cultos, nos quais a reza se misturava com o batuque, com a
  • Dança e com o canto, os negros reagiam à imposição que a Igreja Católica lhes fazia de seu Deus, assim como extravasavam os dissabores do pesado trabalho nas lavouras e nas minas. Contudo, as danças e cantos que marcavam a cultura africana e qualquer outro tipo de cultura popular no Brasil Colônia eram vigiados de perto e considerados imorais pelo clero católico. O ímpeto urbanizador trouxe como uma de suas consequências um convívio entre populações muito mais íntimo do que em qualquer outro ponto da colônia. Vila Rica foi um dos principais centros das mais variadas manifestações artísticas, chegando a comportar a primeira Casa de Ópera do Brasil. O barroco mineiro . Contudo, não podemos nos esquecer de que as manifestações culturais ocorridas no Brasil colonial eram, em sua grande maioria reproduções da cultura européia. AS PRIMEIRAS REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL – Insurreição Pernambucana e a Resistência do Quilombo de Palmares, foram os primeiros movimentos revoltosos. O primeiro representa a luta dos colonos nordestinos para expulsar os holandeses da região, a segunda demonstra a insatisfação da população negra utilizada como mão de obra escrava e submetida à crueldade e à violência da elite branca. Palmares e outros quilombos, representavam a resistência contra a escravidão. A expulsão dos holandeses levou a concorrência direta com Portugal na produção e comercialização do açúcar. A REVOLTA DE BECKMAN ( MARANHÃO – 1684 ) – Se a vida na colônia era difícil, para a população do Maranhão a situação era ainda mais grave faltava infraestrutura para escoar sua produção e receber mercadorias e escravos africanos. Procurando contornar tal situação, a Coroa portuguesa criou em 1682
  • a Companhia Geral do Comércio do Maranhão, cujo objetivo era atender às necessidades da população maranhense e, principalmente, dos grandes proprietários da região. Mas havia ainda um outro problema: os constantes choques existentes entre esses mesmos proprietários e os jesuítas instalados na região. Os latifundiários desejavam escravizar a população indígena local e explorá-la na extração das drogas do sertão, enquanto os jesuítas resistiam a tal atitude, interessados na catequese dessa mesma população. Em 1684, a tensão chegou ao limite. Liderados por Manuel Beckman, os latifundiários depuseram o governador, dando início a um período de saques aos armazéns da Companhia de Comércio, além da destruição das missões e da expulsão dos padres jesuítas. Manuel Beckman enviou seu irmão, Tomás para Portugal com o objetivo de jurar fidelidade à Coroa, deixando claro que o sentimento de insatisfação era com a Companhia de Comércio e com a interferência dos Jesuítas. Tomás apresentou-se à Corte portuguesa com as reivindicações dos revoltosos: a imediata extinção da Companhia e a autorização da Corte para que se pudesse utilizar o trabalho escravo indígena. Obviamente a Coroa portuguesa não aceitou tais reivindicações e agiu com veemência: o movimento foi massacrado e seus líderes executados. Apesar do fracasso, a Revolta de Beckman foi um dos primeiros movimentos a contestar a autoridade da metrópole. A GUERRA DOS EMBOABAS ( MINAS GERAIS – 1707 – 1709 ) – Foram os
  • Paulistas que desbravaram o sertão mineiro e encontraram as primeiras minas de ouro e, por isso, sentiam-se com o direito exclusivo de explorar as riquezas minerais da região. Uma carta régia de 1694 determinava a posse das jazidas para os seus descobridores. Fossem portugueses ou oriundos de outras capitanias, os forasteiros eram chamados pejorativamente de emboabas pelos paulistas. A palavra emboaba representava o indivíduo pertencente a um grupo agressor, daí os paulistas fazerem a associação dessa palavra aos forasteiros invasores da área mineradora. Em 1709, aconteceu a primeira batalha, num lugar hoje chamado de Capão da Traição, onde os paulistas foram cercados e convencidos a se entregar com a garantia de que não seriam mortos; os emboabas não cumpriram a palavra e os prisioneiros foram massacrados. Os paulistas se reorganizavam e, em novembro daquele mesmo ano, voltaram a enfrentar os emboabas nas proximidades do rio das mortes. O emboabas foram cercados e depois de cinco dias já estavam quase sem munição e alimentos, prestes a se render, quando os paulistas inexplicavelmente, se retiraram, abandonando a luta. O rei de Portugal aproveitou a situação e, para acabar definitivamente com a disputa pela posse das minas, criou a Capitania Real de São Paulo e Minas do Ouro, dando condições para centralizar a administração nas mãos de funcionários portugueses. A GUEEEA DOS MASCATES ( PERNAMBUCO 1710 – 1711 ) Olinda era o centro administrativo da capitania de Pernambuco e também onde moravam os
  • Senhores de engenho, homens ricos e donos de poder político. Em Recife, moravam os comerciantes, na maioria portugueses, de grande poder econômico e que se ressentiam por não poder participar da política, direito exclusivo dos latifundiários olindenses. Além disso, esses comerciantes portugueses eram credores de muitas dívidas contraídas pelos senhores de engenho de Olinda, que se encontravam em uma complicada situação financeira, em decorrência do declínio açucareiro. A REVOLTA DE VILA RICA OU REVOLTA DE FILIPE DOS SANTOS ( MINAS GERAIS – 1720 ) As riquezas extraídas das minas de ouro, agora tinha um controle rigoroso feito pelo novo governo da Capitania ( Conde de Assumar ), que criou a casa de fundição, onde o ouro, passou a ser transformado em barra e levava ainda o selo real, após a retirada do quinto que pertencia ao rei. Somente o ouro selado poderia circular. Essa medida desagradou a população mineira. • Primeiro forçava os donos de minas a pagar impostos sobre o ouro extraído. • Segundo atrapalhava o comércio ilegal, o contrabando de pequenas quantidades de ouro, realizado pela população mais pobre. O grandes mineradores, apoiavam os movimentos populares, para acabar com a casa de fundição. Quem assumiu a liderança do movimento foi Filipe dos Santos, homem de condição humilde. Esse movimento reuniu mais de 2000 homens, o governo não tinha condições de combater este movimento onde tentou atender as reivindicações.
  • O governador Assumar, organizou uma tropa para combater Filipe dos Santos. Que derrotou o movimento, os mineiros ricos tiveram suas propriedades queimadas, e foram mandados para Portugal. Filipe dos Santos foi condenado a morte.