Simpósio Agua Sustentável para Alto Paraíso

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Palestras oferecidas por Guilherme Castagna durante o Simpósio Água Sustentável para Alto Paraíso, realizado em 06 e 07/Julho/2013, em Alto Paraíso/GO. Dividida em duas partes, com a primeira focada …

Palestras oferecidas por Guilherme Castagna durante o Simpósio Água Sustentável para Alto Paraíso, realizado em 06 e 07/Julho/2013, em Alto Paraíso/GO. Dividida em duas partes, com a primeira focada na gestão das águas servidas, e a segunda em linhas de financiamento de projetos.

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  • 1. Design para abundância
  • 2. Nossos Sonhos
  • 3. Cidades Integradas à Água Cingapura – Atelier Dreiseitl
  • 4. «Manual de Instruções – Global x Local»
  • 5. Olho no olho - paradigmas • Água como meio de vida – não como condutora ou recipiente de despejos; • Recursos naturais (TODOS) tem energia incorporada; • Nossos recursos DEVEM ser reintegrados em ciclos naturais, tomando máximo proveito da energia disponível no ambiente e nos recursos do entorno;
  • 6. As regras do jogo Fatores importantes: . Saúde dos habitantes e dos ecossistemas . Fertilidade do solo . Disponibilidade de recursos ($, M.O., água) . Contexto sócio-ambiental . etcetcetc Tratamento de esgoto vs. reciclagem de nutrientes . Tratamento localizado apropriado ao contexto . Água melhora de qualidade ao longo do processo – a casa como “produtora” de água pura . Reciclagem de nutrientes e produção de biomassa
  • 7. BSI Alto do Caxixe Venda Nova do Imigrante/ES Centralizar vs. descentralizar ETE Barueri São Paulo/SP
  • 8. Precisa de água? 1881!
  • 9. Fezes humanas 65% proteína 22,5% carboidrato 12,5% gordura O que é esgoto? 99% água 1% matéria orgânica & microorganismos Na raíz!
  • 10. Equipo de trabajo Bacterias Unicelulares 2 m 10.000 espécies Catalizam a maioria das reações no tratamento de águas. Algas Unicelulares 50 100 m 10.000 espécies Carregados eletricamente Acumulam C, N, P e metais Protozoários Multi celulares 200 m Filtram organismos com tamanho até 25 m (bacterias e algas) Servem de comida para peixes Micro fauna Rotíferos, Daphnia 200 m – 1mm Organismos de vida livre, fixos Filtram algas e Bacterias Michael Shaw The Ecovillage Institute
  • 11. MMA
  • 12. Aguas servidas Cinzas 75% Preta 25%
  • 13. Esgoto ou fonte de água?
  • 14. Águas cinzas – Reuso direto
  • 15. Reuso direto
  • 16. Projeto Cuidágua (Ubatuba/SP) • Escola municipal de educação infantil; • Pia externa posicionada ao lado do mictório; • Grande consumo de água na pia; • Torneira constantemente aberta no mictório
  • 17. Reuso direto para irrigação frutíferas bananeiras Fonte: Oasis Design
  • 18. Zona de raizes Michael Shaw
  • 19. Zona de raizes Rotaria Brasil
  • 20. Fossa + Filtro anaeróbico + …
  • 21. Bacias de Evapotranspiração http://www.youtube.com/watch?v=HQMgotBb7FQ
  • 22. Bacias de Evapotranspiração
  • 23. Sistema misto
  • 24. Integração de água no ambiente construído Biossistemas Integrados para tratamento de águas residuárias em núcleos condominiais
  • 25. Ano: 2005 Público atendido: ~550 pessoas Área total: 5.000 m2 Área útil 2.500 m2 Custo total: R$110,000 Custo individual: R$200/pessoa www.oia.org.br
  • 26. Vídeo Caxixe http://www.youtube.com/watch?v=0ZonwU_7Bc8
  • 27. Integração do Biossistema Biodigestor Biofiltro Zona de raízes Tq. aguapés Tq peixes Tq macrófitas Fertirrigação Composteira Comunidadebiogás lodo Talos e folhas Plantas Animais mortos Plantas Composto Frutos, alimentos e lenha Plantas Viveiro $ Recuperacao de areas degradadas Mudas … Peixes, patos e ovos
  • 28. Pré-tratamento Biofiltro Tanques de macrófitas Biodigestores Zona de Raízes Tanque de peixes Tanque de Algas A ETE CAXIXE Composteira Lançamento final Capacidade: 1.000 habitantes População atual = 302 habitantes Q atual = 0,58 l/s NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Ambientais da FAESA BIOSSISTEMAS INTEGRADOS - OIA Partida da ETE : 27/10/2005
  • 29. Parâmetros de Controle Temperatura do ar Temperatura da água Oxigênio Dissolvido Cor verdadeira pH Turbidez DBO5 DQO DQO filtrada Alcalinidade Óleos e graxas Coliformes termotolerantes Ovos de helmintos Sólidos totais Sólidos suspensos Sólidos sedimentáveis Sólidos dissolvidos Sólidos voláteis Nitrogênio Kjeldhal Nitrogênio amoniacal Nitrato Nitrito Fósforo total Ortofosfato Efluentes Líquidos Matéria Orgânica: responsável pelo consumo de oxigênio dissolvido na água Sólidos : formam depósitos no fundo dos córregos Nutrientes : quando em elevadas concentrações podem conduzir a eutrofização Organismos Patogênicos : quando presentes podem causar doenças de veiculação hídrica NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Am
  • 30. REÚSO EFLUENTE TRATADO pH 7,2 -- Turbidez (UT) 15 -- Sólidos Totais (mg/L) 287 -- Sólidos Suspensos Totais (mg/L) 53 -- DBO5 (mg de O2/L) 13 -- DQO (mg/L) 92 -- Óleos e Graxas (mg/L) 9,3 -- NTK (mg/L) 18,9 -- Fósforo Total (mg/L) 3,1 -- Coliformes Termotolerantes (NMP) 7,99x102 < 1000 Helmintos (ovo/L) Ausente < 1 Parâmetro Efluente final BSI OMS* * Organização Mundial de Saúde (1989): Diretrizes para o Reúso Agrícola Irrigação de culturas a serem ingeridas cruas, campos esportivos, parques públicos NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Ambientais da FAESA
  • 31. RESULTADOS Efluentes Líquidos Maior remoção biodigestor DBO 5 mgO2/L n 20 20 20 19 19 19 19 19 media 385 380 198 186 87 72 42 17 desvpad 195 137 114 102 30 28 23 15 DBO Eficiência (%) 95,5 NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Am
  • 32. SST Maior remoção biodigestor Falta de manutenção no biodigestor e no filtro anaeróbio Influência da algas No tanque de peixes (lagoa de polimento) Sólidos Suspensos Totais mg/L n 24 24 24 23 23 23 23 24 media 308 378 177 202 87 84 120 47 desvpad 179 297 69 114 52 58 138 45 Eficiência (%) 84,8 NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Ambientais da FAESA
  • 33. Pt Maiores remoções no tanque de peixes pela assimilação das algas e no tanque de macrófitas Perda do lodo retido no leito filtrante por falta de manutenção Fósforo total mgP/L n 19 19 19 19 19 19 19 19 media 6,9 6,7 6,3 7,0 6,0 6,1 5,1 4,2 desvpad 2,5 1,9 1,6 2,0 1,2 1,5 1,9 1,4 Eficiência (%) 38,4 NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Am
  • 34. CT Maiores remoções no tanque de peixes e no tanque de macrófitas Coliformes termotolerantes NMP/100ml n 18 17 16 17 17 16 17 17 media 1,05E+07 5,33E+06 2,94E+06 8,85E+05 1,63E+06 1,62E+06 7,29E+03 6,97E+02 desvpad 1,70E+07 7,92E+06 4,15E+06 7,83E+05 3,76E+06 3,87E+06 6,28E+03 8,57E+02 Eficiência (%) 99,993 NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Am
  • 35. Ovos de Helmintos PontoColeta Ovos de Helmintos (ovo/L) A 17 B 5 D 0 H 0 É possível observar que a maior parte dos ovos fica retida no biodigestor, e não são mais observados na saída do biofiltro NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Am Prof. Felipe Morais Addum Biólogo – Esp. em Gestão e Educação Ambiental
  • 36. RESULTADOS Produção média diária = 6 a 8 m³ NPA/FAESA – Núcleo de Pesquisas Am Prof. D. Rodrigo Dias - Físico André Labanca – Eng. Ambiental Felipe Labanca – Eng. Ambiental
  • 37. Resultados + ~550 pessoas + área total: 5.000m2 + área útil (elementos de projeto): 2.500m2 (~5 m2/pessoa) + produção: biogás: 10m3/dia (15 a 20 kwh/d) peixes: 1 ton/ano composto: 500 kg/ano volume diário de efluentes tratados: 40m3 produção de mudas: 1.000/mes para projetos de reflorestamento locais usando composto alevinos triplicam de tamanho em um mês quando alimentados com algas frutas: 1 ton/ano de bananas e laranjas madeira: 600 ml/ano + custo de construção: R$110,000 (R$200/pessoa) + custo de operação anual: R$38/pessoa/ano www.oia.org.br
  • 38. Resultados + ZERO consumo ou geração de produtos tóxicos / químicos + ZERO consumo de energia elétrica + Ambiente saneado + Rio limpo + Comunidade envolvida e empoderada + Criação de área verde de uso comum + Sala de aula ao ar livre www.oia.org.br
  • 39. BSI aplicado em ETE tradicional
  • 40. Linhas de financiamento
  • 41. Descentralização vs. Centralização • Resolução no lote vs. resolução em área pública; • Recursos, velocidade e responsabilidade; • Criação de aparato legal que gere exigência aos proprietários vs. busca de recursos
  • 42. A experiência do OIA
  • 43. Os Comitês de Bacia Hidrográfica são organismos colegiados que fazem parte do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e existem no Brasil desde 1988. As principais competências do Comitê são: aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia; arbitrar conflitos pelo uso da água, em primeira instância administrativa; estabelecer mecanismos e sugerir os valores da cobrança pelo uso da água; direciona recursos para áreas prioritárias segundo seu Plano, fazendo chamamento público de projetos. Comitê de Bacia do Alto Tocantins? Comitê de Bacia Hidrográfica
  • 44. Plano Municipal de Saneamento Instrumento de planejamento que estabelece diretrizes para a prestação dos serviços públicos de saneamento, conforme determinações da Lei Federal 11.445/07. • Prevê a elaboração dos diagnósticos Físico e Social do Município, bem como diagnósticos da situação atual para cada setor do saneamento básico (abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e resíduos sólidos) • Prognóstico futuro, entendido no Plano de Saneamento como Cenários das situações possíveis para o saneamento futuro, considerando a tendência, uma situação possível e a desejável(universalização dos serviços). • Após a elaboração o Plano é encaminhado para a Câmara de Vereadores através de Projeto de Lei para aprovação. A Lei Federal ainda prevê também uma revisões do Plano em um prazo máximo de 4 anos. Programa de Elaboração dos Planos Municipais de Saneamento – PLANSEG - AGM Elaboração Simultânea dos Planos de Saneamento e de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos 1. Apoio técnico (rede de apoio) 2. Capacitação de técnicos locais
  • 45. Recursos do Governo Federal • Para os municípios de menor porte, com população inferior a 50 mil habitantes, a SNSA só atua por meio de financiamento com recursos onerosos para as modalidades de abastecimento de água e esgotamento sanitário. • Para os municípios com população de até 50 mil habitantes, o atendimento com recursos não onerosos, ou seja, pelo Orçamento Geral da União (OGU), é realizado pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Nacional de Saúde – Funasa. Particularmente, com relação ao componente manejo de águas pluviais urbanas, verifica-se a competência compartilhada entre Ministério das Cidades e Ministério da Integração Nacional, além de intervenções da Funasa em áreas com forte incidência de malária.
  • 46. Ministério das Cidades • PLANSAB elaborado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA): 508 bilhões, 20 anos – Aprovado pelo CNRH – Em aprovação pelo CNS (Conselho Nacional de Saúde) – Em aprovação pelo CONAMA – Decreto presidencial
  • 47. FUNASA (Min. Saúde) < 50.000 pessoas • Convênio: – apresentação de pleito à Presidência – Contrapartida de 2 a 4% (ou menor com condicionantes) • Programas – Programa Engenharia de Saúde Pública (abastecimento, esgoto e resíduos sólidos) • Saneamento para Promoção da Saúde • Sistema de Abastecimento de Água • Cooperação Técnica • Sistema de Esgotamento Sanitário • Melhorias Sanitárias Domiciliares em municípios de pequeno porte localizados em bolsões de pobreza, em comunidade rurais, tradicionais e especiais (quilombolas, assentamentos da reforma agrária, dentre outras) • Resíduos Sólidos • Saneamento Rural • Editais – Chamamentos: Educação Ambiental, Pesquisa, Resíduos Sólidos
  • 48. Saneamento Rural - PLANSAB
  • 49. Programa Saneamento para Todos – Foco Urbano Recursos do FGTS + contrapartida (para setor público mínimo 5%, abastecimento 10%) Abastecimento de água - Aumento da cobertura ou da capacidade de produção Esgotamento sanitário - Aumento da cobertura dos sistemas ou da capacidade de tratamento e destinação final adequada. Saneamento integrado - População de baixa renda: Abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais, manejo de resíduos sólidos, implantação de unidades sanitárias domiciliares, educação ambiental, com promoção da participação comunitária e, quando for o caso, ao trabalho social destinado à inclusão social de catadores e aproveitamento econômico de material reciclável, visando a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental dos empreendimentos. Manejo de águas pluviais Manejo de resíduos sólidos Manejo de resíduos da construção e demolição Preservação e recuperação de mananciais Estudos e projetos Carência: Execução + 4 meses (máx. 48 meses) Amortização: 60 meses para estudos e projetos, até 240 meses para abastecimento, esgotamento, águas pluviais e saneamento integrado Juros: 5% a.a. Procedimento: Carta consulta no Ministério das Cidades Caixa Econômica Federal
  • 50. FINEP Programa Brasil Sustentável • Mobilidade e transportes urbanos sustentáveis; • Combate aos efeito das das mudanças climáticas, do efeito estufa ou de poluentes; • Produção sustentável (P+L, ecodesign, etc.); • Reciclagem de resíduos e saneamento ambiental; • Construções e infraestrutura urbana sustentável; • Tecnologias sociais. Condições • encargos financeiros equivalentes a uma taxa de até 5% ao ano; • prazos de carência de até 42 meses; • prazos de amortização de até 120 meses; • participação FINEP no valor total do projeto de até 90%. Procedimento • Consulta prévia O que apoia • Produtos serviços e processos, Incubação de empresas, parques tecnológicos, desenvolvimento de mercados
  • 51. OIA http://www.oia.org.br Guilherme Castagna fluxus@designecologico.net