Partilha oferecida à Comunidade Figueira, em 21/Jul/2014

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Uma introdução à aplicação dos princípios de design ecológico para o manejo integrado de água, oferecido em Carmo da Cachoeira, em 21/Jul/2014. Conteúdo para abordagem em cerca de 70 minutos. …

Uma introdução à aplicação dos princípios de design ecológico para o manejo integrado de água, oferecido em Carmo da Cachoeira, em 21/Jul/2014. Conteúdo para abordagem em cerca de 70 minutos.

Este arquivo powerpoint contém anotações para exploração do conteúdo de cada slide. Use, divulgue, copie! Caso queira usar as imagens apresentadas peço a gentileza de manter a referência aos autores mencionados. Se você é o autor de algum desenho ou ilustração utilizado neste conteúdo, e não estiver referenciado, por favor me avise.

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  • A busca pelo prazer com a Água: banhos de rio, cachoeira, mar, lago, banheira, etc...
    O que nos impede de ter cidades que mantenham seus recurso hidricos integros, mesmo abrigando milhares ou milhoes de habitantes?
  • Para o próximo: qual a população em cada slide?
    Mancha urbana e mananciais
    Formação dos núcleos e impacto nas águas locais
    Afastamento vs tratamento
    O MODELO
  • Nessa época, São Paulo era abastecida por poucos chafarizes, muitos poços e nascentes e fossas, mas sempre distante dos rios, assim, o impacto não era visível, e os rios ainda eram fonte de água, alimento, lazer, e bem estar.
  • A saúde de nossos rios é a maior mostra de como vivemos na Terra.
  • O volume de agua gerado pela floresta e’ tao grande (20 bilhões de toneladas) que e’ maior que o volume disponivel nos maiores rios da Amazonia (17 bilhões de toneladas). Com a rotacao do planeta sao gerados ventos alisios, que entram no continente atraves da planicie Amazonica e se carregam de umidade ao longo do caminho ate’ que chegam a Cordilheira dos Andes, que os direcionam para o Centro-Oeste, e depois para o sudeste. Como se nao bastassem as ilhas de calor criadas nas grandes areas urbanas, as grandes areas de monocultivo tambem geram zonas de ar quente, que criam barreiras para a chegada de ar umido, assim, as chuvas deixam de cair em nossa regiao, criando um potencial para a formacao de desertos tipicos dessa latitude (Sahara, Atacama). A unica razao para a formacao da Mata Atlantica na nossa regiao e’ justamente a existencia dos rios voadores, direcionados ate’ aqui pelos Andes. Sem a chegada dos rios, caminhamos a largos passos para a formacao de regioes deserticas.
    Fonte: Prof. Antonio Nobre, INPE
  • Nosso planejamento de ocupação de espaços desconsidera a presença de água, ou a importância de sua presença para geração de ambientes saudáveis e duradouros. Planejar para Água, é planejar para sobrevivência. Nossa ocupação hoje gera desertos, mas ainda assim, se permitirmos, esses desertos voltam a se regenerar em altíssimos graus de complexidade.
    Existe uma inteligência essencial na natureza, que é a da restauração, da regeneração. Todo ambiente natural após sofrer algum grave impacto, começa a se reestabelecer, se regenerar. Assim, a cura é uma característica desse planeta. A cura começa em passos simples, lentos, aumentando a diversidade e a complexidade dos elementos presentes no meio. Em terra firme, por exemplo, toda a restauração inicia com processos naturais que permitam que a Água possa se estabelecer no local. Pelo crescimento de plantas pioneiras (“daninhas”?!?) que ajudam a descompactar o solo, e a reter água para espécies mais exigentes
  • A base está em sair da lógica do lucro a qualquer custo, do desperdício, produção de lixo e poluição, da extração gananciosa, e rumar para CICLOS VIRTUOSOS.
    Porque os ciclos são a raíz fundamental do fluxo de recursos na natureza.
    QUASE MÁGICA!
    O planeta é finito, os recursos são finitos, mas os ciclos permitem que os recursos estejam permanentemente disponíveis. Água, energia, nutrientes.
    Dar e receber.
    Retornar ‘agua limpa, para receber agua limpa
    Como se inserir nos ciclos da água?
  • A permanencia e continuidade da disponibilidade de agua em otima qualidade no interior dos continentes em funcao da existencia do ciclo da agua. Notar a limitacao de “entrada” de água nos aquiferos profundos (recarga), e a extração predatória atual desses volumes para abastecimento humano. Nossa herança consumida para pagar as contas mensais de “cartão de crédito”! Uma hora vai acabar!
  • O sol como Astro principal na dinâmica da vida na Terra, e no fornecimento de energia básica para reações de macro a micro-organismos.
  • Para mim a melhor forma de repensar a nossa forma de se reinserir nos ciclos na natureza é falando sobre nossos resíduos, ou melhor, sobre os RECURSOS produzidos pelo nosso corpo.
    Estamos tão habituados à essa lógica de sentar sobre o vaso, dar descarga e dar bye-bye, que não pensamos sequer POR QUÊ usamos água no vaso?
    Na essência
    A água então é usada para AFASTAR os nossos recursos. Levar cocô e xixi para LONGE!
    Na pequena escala, é fácil de lidar, mas quando lidamos com sistemas centralizados de grande porte, passa a exigir sistemas complexo, caros, tecnicamente limitados e pouco funcionais.
    Na melhor das hipóteses ele é MAL tratado, mas na maior parte das vezes é mesmo DESCARTADO com toda espécie
  • Na essência
    Estudar a essência do problema:
    Precisa de água pra transportar o coco?
    Banheiro seco
    O que dá pra fazer com xixi?
    Diluido e usado como fertilizante
    Experiências de retenção do fósforo e produção de fertilizante
    Além do coco e xixi? Produtos de limpeza (?!?), antibióticos, hormônios, fármacos, derivados de plástico
    Reduzir o consumo
    Valvulas de acionamento duplo
    Mictórios sem água
    Reduzir o consumo de água potável
    Água de chuva
    Reuso de água
    O caso dos edifícios
    O que acontece com a água quando há deposição de nutrientes?
    Águas servidas
    Água cinza (75%): zona de raízes (wetlands construidos) + frutíferas (toma banho e rega pé de fruta)
    Água preta ou esgoto (25%): fossa séptica + wetlands construídos, bacia de evapotranspiração

  • Na essência
    Nosso corpo é fruto da evolução, ocorrida ao longo de bilhões de anos no planeta. Somos teoricamente os seres mais inteligentes do planeta, mas somos aparentemente incapazes de perceber que nosso aparelho excretor separa nossos recursos em duas partes distintas: sólidos e líquidos, e ainda assim reunimos TUDO em agua potavel?!?
    Banheiro seco
    O que dá pra fazer com coco?
    Compostagem
    Minhocario
    O que dá pra fazer com xixi?
    Diluido e usado como fertilizante
    Experiências de retenção do fósforo e produção de fertilizante
    Além do coco e xixi? Produtos de limpeza (?!?), antibióticos, hormônios, fármacos, derivados de plástico
  • Na essência
    Nosso corpo é fruto da evolução, ocorrida ao longo de bilhões de anos no planeta. Somos teoricamente os seres mais inteligentes do planeta, mas somos aparentemente incapazes de perceber que nosso aparelho excretor separa nossos recursos em duas partes distintas: sólidos e líquidos, e ainda assim reunimos TUDO em agua potavel?!?
    Banheiro seco
    O que dá pra fazer com coco?
    Compostagem
    Minhocario
    O que dá pra fazer com xixi?
    Diluido e usado como fertilizante
    Experiências de retenção do fósforo e produção de fertilizante
    Além do coco e xixi? Produtos de limpeza (?!?), antibióticos, hormônios, fármacos, derivados de plástico
  • Hoje tudo é rotulado como sustentavel. Se sustentar é basicamente produzir mais do que se consome. O que queremos através do nosso trabalho é favorecer a regeneração, a cura, além de se sustentar. Para isso é preciso começar mensurando, quanto realmente consumimos?
    Veja sua conta de agua uai!
    Se nao tiver, instale um hidrometro!
    Faca suas contas e compare:
    Africa: 15l/pessoa/dia
    India: 30l/pessoa/dia
    Brasil: 150l/pessoa/dia
    Sao Paulo: 220l/pessoa/dia
    Higienopolis, 550l/pessoa/dia

    Quanta agua voce realmente precisa?
  • Reduzir o consumo
    Valvulas de acionamento duplo
    Mictórios sem água
    Reduzir o consumo de água potável
    Água de chuva
    Reuso de água
    O caso dos edifícios
  • DINÂMICA DA ÁGUA
    Manual de instruções: Ciclo d’agua local
    Serrapilheira - quantidade e qualidade
    Manutenção da vazão dos córregos
    Escoamento natural vs. urbano
  • Retenção e melhoria de qualidade na fonte
    Telhados verdes em edifícios – custo compartilhado

  • Lago como nucleo central
    Bacia de sedimentação, wetlands, lago
    Recirculação, polimento
    Irradiação de umidade levada pela corrente de vento
    Complemento de aproveitamento interno: 100% do uso
  • O importante é começar
    Movimento é fonte e causa de toda vida

Transcript

  • 1. http://www.comunidadefigueira.org.br
  • 2. Rio Tietê, década de 20 Fonte: http://vivaobasquetebol.wordpress.com/2013/06/03/o-esporte-e-a-educacao-fisica-no-brasil/
  • 3. Fonte: Jornal Zero Hora, RBS http://zerohora.rbsdirect.com.br/imagesrc/14418960.jpg?w=620
  • 4. Design para abundância “O que separa os dois é apenas o tempo...” t
  • 5. «Água: Manual de Instruções» Toda água que haverá no planeta já existe, hoje
  • 6. MMA
  • 7. Produção de aguas servidas Cinzas 75% Preta 25%
  • 8. Reuso direto
  • 9. Reuso direto frutíferas Fonte: Oasis Design
  • 10. Produção de aguas servidas Cinzas 75% Preta 25% Fezes humanas 65% proteína 22,5% carboidrato 12,5% gordura O que é “esgoto”? 99% água 1% matéria orgânica & microorganismos
  • 11. Zona de raizes (Wetlands Construidos) Plantas emergentes
  • 12. Zona de raizes (Wetlands Construidos) Michael Shaw
  • 13. Bacias de Evapotranspiração
  • 14. Bacia de Evapotranspiração http://www.youtube.com/watch?v=HQMgotBb7FQ
  • 15. Vermifiltro
  • 16. Utilização de urina para adubação Peter Morgan - SuSanAEscritorio GTZ
  • 17. “Sustentabilidade” e Abundancia Regenerativa vs Uso e Necessidade 10m3 = 10.000 litros 10.000 𝑙𝑖𝑡𝑟𝑜𝑠 30 𝑑𝑖𝑎𝑠 = 333 𝑙/𝑑𝑖𝑎 333 𝑙𝑖𝑡𝑟𝑜𝑠 3 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎𝑠 = 111 𝑙/𝑑𝑖𝑎
  • 18. Autor do desenho: Juliano Riciardi
  • 19. Córrego Pirarungáua – Jd. Botânico/SPCiclo d’agua local
  • 20. Retornando a agua ao seu lugar • Estratégia REI: – Reduzir a velocidade de escoamento – Espalhar sobre a superfície – Infiltrar • Triplo S Caipira: – Sigura – Spaia – Somi
  • 21. Ilustração por Peter Webb
  • 22. Canais de Infiltração
  • 23. Canais de Infiltração
  • 24. Video Geoff Lawton https://www.youtube.com/watch?v=UFeylOa_S4c
  • 25. Telhados Verdes Harmonia 57 – Peter Webb (Triptyque)
  • 26. Para 1 mm de chuva em 1 m² de telhado, 1 litro de água coletada Casa com 100 m² de telhado, 1400mm = 140.000 litros/ano Galpão com 1000 m² de telhado, 1400mm = 1.400.000 litros/ano Aproveitamento de Água de Chuva
  • 27. Água de chuva – Uso ancestral Fortaleza de Massada - Israel Rei de Moab (Israel, 850 A.C.) “...para que cada um de vós faça uma cisterna para si mesmo, na sua casa”
  • 28. Sistemas simples
  • 29. Sistemas simples 1.250 litros
  • 30. CES Burle Marx • Grande área de telhado; • Baixo consumo não-potável; • Baixa capacidade de infiltração.
  • 31. Jardins de chuva nas vias
  • 32. Estadio Nacional de Brasilia
  • 33. Movimento é fonte e causa de toda vida - Leonardo da Vinci
  • 34. Guilherme Castagna fluxus@designecologico.net http://fluxusdesignecologico.wordpress.com http://www.slideshare.net/guicastagna