Gravidez Na AdolescêNcia - Presentation Transcript
Gravidez na Adolescência
O que é ?
A gravidez na adolescência , como o próprio termo já define, consiste na gravidez de uma mulher que esteja na adolescência. Apesar de que a Organização Mundial de Saúde considere a adolescência como o período de dez a vinte anos na vida de um indivíduo, cada país especifica a idade em que seus cidadãos passam a ser considerados adultos (a chamada maioridade legal) ainda podendo ser influenciado localmente por factores culturais.
A Adolescência
A adolescência caracteriza-se por ser um período de descoberta do mundo, dos grupos de amigos, de uma vida social mais ampla. Assim, a gravidez pode vir a interromper, na adolescente, esse processo de desenvolvimento próprio da idade, fazendo-a assumir responsabilidades e papéis de adulta antes da hora. O prejuízo é duplo: nem adolescente plena, nem adulta inteiramente capaz. A adolescência é também uma fase em que a personalidade da jovem está se formando e, por isso mesmo, é naturalmente instável. Hoje, os meninos e meninas entram na adolescência cada vez mais cedo.
Factores Psicológicos e Contracepção
A utilização de métodos contraceptivos não ocorre de modo eficaz na adolescência, e isso está vinculado inclusive aos factores psicológicos inerentes ao período pois a adolescente nega a possibilidade de engravidar e essa negação é tanto maior quanto menor a faixa etária; o encontro sexual é mantido de forma eventual, não justificando, conforme acreditam, o uso rotineiro da contracepção; não assumem perante a família a sua sexualidade e a posse do contraceptivo seria a prova formal de vida sexual activa . A gravidez e o risco de engravidar podem estar associados a uma menor auto-estima, ao funcionamento intra familiar inadequado ou à menor qualidade de actividades do seu tempo livre.
A falta de apoio e afecto da família, em uma adolescente cuja auto-estima é baixa, com mau rendimento escolar, grande permissividade familiar e disponibilidade inadequada do seu tempo livre, poderiam induzi-la a buscar na maternidade precoce o meio para conseguir um afecto incondicional, talvez uma família própria, reafirmando assim o seu papel de mulher, ou sentir-se ainda indispensável a alguém.
Discussão
A condição de vida das puérperas incluídas neste estrato, composto por maternidades públicas, caracteriza esta população como de baixa renda, baixa escolaridade e pouca actividade remunerada exercida pelas mulheres.
Ao criar a variável "grupos maternos" foi possível identificar que mães da mesma faixa etária, 20 a 34 anos, pertencentes a grupos sociais semelhantes, se distinguem quanto ao estilo de vida e outros factores de acordo com a experiência de terem sido ou não gestantes na adolescência. Os achados deste trabalho indicam que as puérperas de 20-34 anos com experiência de gestação na adolescência apresentam os piores indicadores de condições de vida. Camarano (1998) encontrou em seu estudo que as baixas condições de instrução e renda estão directamente relacionadas com o maior risco de engravidar na adolescência.
Em relação aos indicadores de estilo de vida, o grupo de puérperas de 20-34 com experiência de gestação na adolescência foi também o que apresentou os piores resultados, com maior prevalência de abortos anteriores, consumo de cigarros e de drogas ilícitas na gestação, confirmando a hipótese de se tratar de um grupo mais vulnerável no que tange ao aspecto do cuidado com sua própria saúde e do seu bebé.
No estrato da pesquisa sob consideração, a maioria das mulheres entrevistadas não desejava ter engravidado, sendo a proporção ainda maior nos grupos de adolescentes e de 20-34 que engravidou na adolescência. Resultados concordantes foram encontrados em estudos com gestantes adolescentes por Monteiro .
Os resultados obtidos mostraram que além de maior exposição a abortos, pior nível de escolaridade e ausência de emprego remunerado, as mulheres de 20-34 anos que foram gestantes na adolescência apresentam maior percentual de proles numerosas. Pode-se considerar que a cobertura do pré-natal foi relativamente satisfatória para o conjunto das puérperas, uma vez que apenas 6% das mulheres não foram assistidas e mais de 80% delas tiveram quatro ou mais consultas.
Chama a atenção que no grupo de pior cobertura do atendimento pré-natal (0-3 consultas), as adolescentes se mostraram como o grupo de maior sensibilidade em relação ao baixo peso ao nascer e prematuridade, evidenciando um papel diferenciado do pré-natal nestas mulheres. Esse efeito desaparece quando cresce a frequência ao pré-natal.
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