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A Expansão Portuguesa
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A Expansão Portuguesa

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Transcript

  • 1. A EXPANSÃO PORTUGUESA
  • 2. 1 - A EXPANSÃO TERRITORIAL As Conquistas Africanas Feita a Paz com Castela, anos após a vitória, na Batalha de Aljubarrota, D. João I tem agora em mãos o governo de um país empobrecido e endividado pela guerra. Para consolidar as relações de amizade entre os dois países cristãos, D. João I propõe ao rei de Castela uma expedição militar conjunta ao Norte de África - Ceuta - para vingar humilhações passadas e, através da ocupação territorial e do saque das praças conquistadas, minorar os problemas económicos dos dois reinos. Perante a hesitação do rei castelhano, mas com o apoio de todos os grupos sociais do reino, D. João decide avançar sozinho com o projecto que a todos parecia beneficiar.
  • 3. A Nobreza que pretendia cobrir-se de glórias e arrecadar o saque das conquistas. O Clero que ao estabelecer-se numa região pagã aumentaria o seu poder e influência. A Burguesia que pensava obter grandes lucros com o controle do comércio com o Oriente que cruzava a cidade. O Povo que passava fome e via no domínio das áreas cerealíferas que rodeavam a cidade, a solução para as suas dificuldades. O Rei que via na expedição a Ceuta, uma forma de resolver os problemas económicos e sociais do reino, apoderando-se das minas de ouro da região , unindo em torno de um objectivo nacional todas as classes sociais.
  • 4.
    • Mas se a vitória militar foi facilmente conseguida, o mesmo não se passou com os resultados que se pretendiam atingir.
    • De facto, abandonada pela população vencida, desertificadas as terras agrícolas em redor, e desviadas as rotas comerciais, Ceuta rapidamente se tornou mais um problema do que a solução milagrosa para os males do país.
    • Nos anos seguintes, a situação piorará devido aos constantes ataques dos Muçulmanos à cidade, na tentativa de a reconquistar .
  • 5.
    • Entretanto, D. João I morre, não sem expressamente pedir a D. Duarte, seu herdeiro, que prossiga com os seus irmãos as conquistas Africanas.
    • Conhecido no seu tempo como homem da cultura, amante da arte, escritor e filósofo, D. Duarte ficará também ligado aos sangrentos e infelizes acontecimentos relacionados com a tentativa da conquista de Tânger, de que veio a resultar o cativeiro e a morte de seu irmão, o infante D. Fernando.
    D. DUARTE
  • 6.
    • Pretendendo honrar as promessas feitas a seu pai, D. Duarte armou de imediato uma expedição comandada pelo seu irmão, o infante D. Henrique , para conquistar Tânger, uma importante cidade litoral do Norte de África.
    • Com a conquista de Tânger, Portugal procurava romper o isolamento de Ceuta como única praça Africana sob domínio Cristão e consolidar a sua presença no Continente.
    • No entanto, ao contrário do que tinha acontecido em Ceuta, esta nova ofensiva em África foi um completo desastre.
    TÂNGER
  • 7.
    • Sitiados durante mais de um mês pelos Mouros, que desta vez não foram apanhados desprevenidos, aos portugueses vencidos não restou senão aceitar as condições que lhes foram impostas.
    • O abandono de Ceuta foi a condição para que pudessem partir sem honra nem glória, mas vivos.
    • Como garantia, o infante D. Fernando ficaria na situação de refém até que o acordo fosse cumprido.
    • De regresso informado o rei D. Duarte do sucedido, este remete para as Cortes a decisão a tomar.
    INFANTE D.FERNANDO
  • 8.
    • Reunidas em Coimbra, as Cortes, maioritariamente compostas por membros do Alto-Clero e da Alta-Nobreza, recusam-se a entregar Ceuta aos Mouros e, com isto, condenam à morte, depois de um longo cativeiro, o Infante D. Fernando.
  • 9.
    • Estes reveses , que se somaram ao agravamento das dificuldades e despesas do reino com a defesa de Ceuta, e ao desânimo nacional a que só a Nobreza escapava, vão determinar uma mudança profunda no caminho a seguir pelos Portugueses.
    • Ainda durante o reinado de D. João I, por ordem do infante D. Henrique, são redescobertos e ocupados os arquipélagos da Madeira (1419) e dos Açores (1427).
    PARTIDA PARA ARZILA
  • 10.
    • D. Duarte assistirá, pelo seu lado, à dobragem do cabo Bojador, (1434) por Gil Eanes.
    • No entanto, a política das conquistas Africanas não será abandonada.
    • Caberá a D. Afonso V,” O AFRICANO” ocupar Tânger, que os Mouros abandonam. depois de terem perdido Alcacer-Seguer e Arzila para Portugueses.
    GIL EANES
  • 11. 2 – A EXPANSÃO MARÍTIMA A Costa Ocidental Africana O novo rumo defendido pelo Povo, pela Burguesia e pelos sectores menos conservadores da Nobreza, teve no infante D. Henrique o seu mais entusiástico defensor junto do Rei e foi ganhando novos apoiantes à medida que a politica de conquista em África, feita de meias vitórias e meias derrotas, tardava em dar frutos. Assim, apesar de não ter sido abandonada a política de conquistas territoriais defendida pela Nobreza e pelo Clero, era agora por mar que se pretendiam atingir as terras e as riquezas que o reino ambicionava.
  • 12.
    • Inicialmente, as navegações portuguesas para sul ao largo da costa africana tinham objectivos relativamente pouco ambiciosos.
    • Depois de perdidas para os castelhanos as ilhas Canárias, cuja posse nós reivindicávamos desde D. Afonso IV,( o primeiro rei a proceder à sua ocupação), restava a Portugal explorar os territórios para sul.
    As Canárias e seus antigos povoadores
  • 13. E a sul ficava África – o continente infiel e desconhecido, na sua maior parte, pelos Europeus. A Índia nunca foi, de facto, até D. João I, o objectivo final das descobertas Portuguesas. Até então tratava-se apenas de ir cada vez mais longe, mais para sul e aproveitar as riquezas e oportunidades que surgiam.
  • 14. A chegada à Índia como objectivo previamente interiorizado e pacientemente planeado na austera e lendária” Escola de Sagres” foi, como esta , durante muito tempo um mito da nossa História oficial.
  • 15.
    • A “Escola de Sagres”, reunindo os maiores magos e sábios da época em torno da figura austera do infante, foi apenas mais uma metáfora romântica e glorificante dos descobrimentos portugueses .
    • A verdadeira escola residia na perícia da arte de marear e do génio e ousadia dos navegadores portugueses, feitos da necessidade , de séculos de experiência e troca de conhecimentos com outras civilizações.
  • 16.
    • As dificuldades eram , efectivamente, muitas. A Costa Africana rodeada de recifes, batida por ventos e marés fortes de direcção imprevisível, fustigada por frequentes tempestades, nunca antes tinha sido navegada em toda a sua extensão.
  • 17. Na época, a navegação fazia-se de porto em porto sem perder de vista a costa, pois os marinheiros tinham dificuldade em orientar-se no alto-mar .E de vez em quando paravam, aportando em regiões em que estabeleciam marcos indicadores da de distância baseados na velocidade de uma navegação com ventos e condições normais. A navegação era também determinada pela orientação dos ventos. Navegar com ventos contrários era impossível.
  • 18. Quando tal acontecia, era necessário baixar velas, recorrer aos remos ou esperar por ventos favoráveis. As viagens Africanas só se tornaram possíveis ultrapassadas estas duas principais dificuldades. A Caravela e o Astrolábio , devedores da herança romana e árabe, são exemplos da capacidade dos portugueses da época, em assimilar, transformar e dar novos usos a diferentes saberes.
  • 19.
    • A CARAVELA
    • Embarcação leve e resistente para as suas dimensões, distinguia-se pelas suas velas latinas (triangulares) que, podendo mover-se, permitiam a chamada “navegação à bolina”, isto é, contra o vento. Ou quase…
  • 20. Por triangulações ou “bordejamentos”, as velas da caravela eram orientadas de acordo com a direcção e força do vento, permitindo ao barco atingir com o menor número de desvios, o trajecto pretendido.
  • 21. O INTERIOR DA CARAVELA
  • 22.
    • A NAU
    • Mais do que uma simples embarcação, a nau era uma verdadeira fortaleza flutuante.
    • Era bastante maior e mais resistente do que a caravela e, ao contrário desta, tinha velas quadrangulares, situando-se a única vela triangular junto ao castelo da popa.
    • Este navio estava adaptado a viagens mais longas, (Índia, Oriente e Brasil) e preparado para transportar uma grande quantidade de pessoas e mercadorias.
  • 23. O alto valor da carga que transportavam tornavam-nas num alvo cobiçado por corsários e piratas. Por isso, as naus eram defendidas por várias peças de artilharia distribuídas lateralmente pelo casco, e junto da proa e do castelo da popa do navio.
  • 24.
    • A NAVEGAÇÃO ASTRONÓMICA
    • Não podendo depender da observação da costa para navegar, os astros eram os únicos pontos de referência, a partir dos quais os marinheiros se podiam orientar.
    • O Astrolábio, a Balestilha, a Bússola, o Quadrante foram desenvolvidos para determinarem a localização do barco, medindo o ângulo entre o sol ou a estrela polar e a linha do horizonte.
  • 25.
    • Os Mapas e Roteiros de Viagem :
    • Indicavam o rumo a seguir, as dificuldades a ter em conta (ventos contrários, marés adversas, recifes) e, à medida que as viagens atlânticas se tornavam mais frequentes, maior era a sua exactidão e o conjunto de informações que deles constavam.
    • Mapas e roteiros com todas as suas anotações tornaram-se verdadeiros tratados de conhecimento e ciência, escritos pela coragem, ambição e curiosidade do homem.
  • 26.
    • As populações e seus costumes, a paisagem, a fauna e a flora das regiões a abordar, eram agora mais familiares, o que tornava as viagens mais fáceis e menos assustadoras.
  • 27. Às dificuldades, já indicadas na navegação da costa ocidental africana, juntavam-se os relatos fantasiosos e assustadores sobre o fim do mundo que se abria no interior de África, região povoada por criaturas fantásticas e demoníacas.
  • 28. Estes relatos, alimentados pela imaginação e pelo medo colectivo do desconhecido, eram habilmente difundidos e aproveitados pelos Árabes, para manterem os Europeus afastados das áreas e riquezas que controlavam comercialmente.
  • 29. Antes de se aventurarem em viagens mais ambiciosas, sob orientação do Infante D. Henrique, são redescobertos os arquipélagos da Madeira (1419) e dos Açores (1427), conhecidos desde a Antiguidade mas nunca colonizados. Estas ilhas constituíram um porto de escala em viagens mais longas à África, Índia e Brasil. Aí se repararam velas, mastros e se abasteceram as caravelas de água e mantimentos.
  • 30. E principalmente ,aí se produziram os cereais que ajudariam a alimentar o Reino ( Açores), e o açúcar e o vinho que ajudariam a financiar os empreendimentos Atlânticos ( Madeira ). Mas os Açores e a Madeira constituíram, sobretudo, um laboratório onde as novas técnicas e instrumentos de navegação foram testados pelos Portugueses com êxito.
  • 31.
    • Até D. Afonso V, as viagens portuguesas foram, principalmente, responsabilidade do Infante D. Henrique que, reunindo à sua volta grandes cientistas da época, as idealizou, planeou, e financiou em grande parte graças aos recursos da sua ordem:
  • 32. … a Ordem Militar de Cristo, herdeira dos bens e segredos da Ordem dos Templários, que perseguida por toda a Europa, a mando de Filipe “ O Belo” rei de França, e extinta por decreto papal, fez de Portugal e da região de Tomar , o seu ultimo reduto. A história dos Templários ,é uma história ainda hoje povoada de enigmas e mistérios. OS TEMPLÁRIOS
  • 33.
    • È uma história feita de vazios que cada um preenche como quer. As interrogações não faltam.
    • Como enriqueceram tão rapidamente? Porque razão permaneceram durante tanto tempo ,intocáveis perante a hierarquia da Igreja? Porque caíram em desgraça tão rapidamente? E finalmente onde está o seu lendário tesouro e não menos lendários segredos ?
    • Nas ilhas Britânicas , ou em Portugal? Para onde, perseguidos por todo o lado, foram empurrados e encontraram os derradeiros refúgios.
  • 34.
    • Sabe-se contudo ,que a sua fulgurante ascensão acabou em tragédia. No inicio eram apenas uma ordem religiosa constituída por cavaleiros -monges cristãos, que tinham como objectivo proteger os romeiros que demandavam a terra santa.
    A Execução dos Templários
  • 35.
    • Aí , e para esse fim , foi criada em Jerusalém no ano de 1118 a “Ordem dos Cavaleiros do Templo”.
    • Com a conquista de Jerusalém durante as cruzadas ter - se- iam ,segundo alguns historiadores, apoderado nas catacumbas do antigo templo do rei Salomão de documentos que punham em causa os dogmas em que assentava a doutrina papal.
    • A chantagem de imediato exercida terá sido tão bem sucedida que de pobre ordem militar ,os Templários passaram rapidamente a assumir-se como uma das mais ricas e poderosas instituições religiosas do seu tempo.
    SELO DA ORDEM DO TEMPLO
  • 36.
    • Outros , atribuem no entanto o seu súbito poder às terras tomadas ao inimigo, ás dádivas dos peregrinos a quem tinham oferecido protecção e aos bens que deles herdavam por gratidão e pela “ remissão dos pecados”.
    • Seja como for esse poder não parou de crescer.
    A Influencia dos Templários no mundo
  • 37.
    • Os Templários eram agora uma verdadeira ameaça não só para a Igreja mas também para o poder temporal. Pelo menos foi o que pensou Filipe “O Belo”,o ambicioso rei dos Francos que de armadilha em armadilha de calunia em calunia , de tortura em tortura os condenou à morte. Curiosamente com a bênção da igreja que os excomungou e perseguiu por todo o mundo cristão.
    • O massacre dos templários deu-se em França , no dia 13 ,a uma sexta feira do ano de 1307. Esse foi de facto para os Templários um mau dia. Nascia assim o dia de todos os azares.
    FILIPE IV “ O BELO” Mestre Templário
  • 38.
    • E ainda hoje ,sempre que é sexta-feira 13 ,acreditamos que assim será…
    • Extinta por ordem do Papa Clemente V ,no reinado de D. Dinis a Ordem dos cavaleiros templários ,continuou no entanto viva no espírito e nos métodos da Ordem de Cristo que lhe sucedeu. Quem sabe se não foi apenas o nome que mudou.
    • Foi ostentando a cruz templária que os portugueses se fizeram ao mar.. Foi em parte recorrendo aos bens da ordem religiosa que em Portugal lhe sucedeu, “ A Ordem de Cristo”, que os descobrimentos portugueses puderam prosseguir .
  • 39.
    • Quem sabe, se tudo se tornou possível, também graças aos conhecimentos científicos que durante séculos os templários adquiriram entre o ocidente e o oriente, e no fim, para aqui escondidos e quase confinados nos acabaram por legar.
    • Por isso só agora ,quando falamos dos descobrimentos portugueses do séc. XV, nos referimos a uma “ordem” formalmente extinta um século antes. Aos Templários. Que em Portugal ,tanto contribuíram para o povoamento defesa e desenvolvimento do reino.
  • 40.
    • Aqui, mesmo no fim do mundo, na “finisterra”, construíram fortalezas cidades e concelhos, e espalharam novas ideias e conhecimentos. Ajudaram a organizar um país. E se calhar a descobrir outros…
  • 41. De volta às descobertas, no tempo do Infante, Pedro de Cintra (1460) chega bem longe, navegando até terras a que os navegadores chamaram “ Serra Leoa”.Para sul ficava ainda o desconhecido.
  • 42. Mas com a morte do Infante, volta o predomínio da via das conquistas Africanas, e as viagens marítimas para sul são confiadas a um burguês lisboeta, Fernão Gomes, a troco de benefícios e direitos comerciais sobre as áreas descobertas.
  • 43. Com D. João II, é restabelecido o controle pela Coroa das viagens Africanas e o Monopólio do comércio e das riquezas encontradas. São criadas várias Feitorias, como as da Mina e Arguim, onde se centralizava o comércio do ouro, escravos e marfim. Corsários portugueses patrulham a costa africana e afundam os navios dos reinos rivais. Os Padrões graníticos, ou na falta deles , as inscrições nas rochas, atestavam os direitos de Portugal nas áreas “descobertas”.
  • 44. Diogo Cão é enviado pelo rei para explorar o litoral africano a sul do Equador. Atingir o extremo sul de África era o principal objectivo.
  • 45.
    • Entretanto Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva seguem como emissários - espiões, por terra e mar com destino à Índia, encarregados pelo rei de uma dupla missão:
    • descobrir e contactar em África o lendário rei cristão, “Prestes João”…
    • … saber da viabilidade em chegar à Índia pela rota do Cabo.
    CHEGADA A CALECUTE DE PÊRO DA COVILHÃ O” Prestes João”
  • 46. Afonso Paiva logo descobre que o lendário e poderoso Prestes João não passava, afinal, de um pobre chefe tribal Cristão que tentava apenas sobreviver, entalado num mundo de crenças diferentes e muitas vezes hostis. Nada preocupado com a ambição e ganâncias desta nova gente, o “Prestes João” foi de pouco préstimo para as intenções dos portugueses. O Reino do Prestes João
  • 47.
    • Vencidos os limites do medo e do mar, tal como as fantásticas criaturas, por todos temidas, o tão ansiado aliado, o poderoso e sábio Cristão que, no interior de África reinava, não resistiu ao confronto com a realidade.
    • Entretanto, por mar e terra, Pêro da Covilhã chega à Índia e obtém a confirmação de que a Rota do Cabo abriria aos portugueses os seus mares e territórios.
    O Trajecto de Pêro da Covilhã
  • 48. Em 1488, Bartolomeu Dias ultrapassa finalmente o Cabo das Tormentas, logo rebaptizado por D. João II como Cabo da Boa – Esperança. Tinham sido vencidos os ventos, as marés e o próprio Adamastor. O Atlântico e o Índico ligavam-se pela primeira vez. E todo o mundo conhecido estava agora mais facilmente em contacto.
  • 49. Pouco tempo depois, D. João II recebe um navegador de origem veneziana, chamado Cristóvão Colombo que defendia, com base em cálculos de cartógrafos italianos, ser possível atingir a Índia por Ocidente, e que esse seria mesmo o trajecto mais curto e seguro.
  • 50.
    • Perante a recusa do monarca português, na posse de informações contrárias, em aceitar as suas teorias e préstimos, Cristóvão Colombo convence a rainha Isabel de Castela a financiar uma armada com tal objectivo .
  • 51.
    • Depois de uma atribulada viagem, Colombo descobre, em 1492, uma série de ilhas que confunde com a Índia, e que mais tarde se saberá situarem-se nas proximidades de um continente desconhecido pelos Europeus:
    • A América (de Americo), como passará a chamar-se, em homenagem ao primeiro navegador a atingir, o novo continente.
    • Assim o rezam pelo menos, manuscritos datados do séc.XVI. onde o nome de Vespuccio Americo, um próspero armador ge origem italiana, é referido como o primeiro navegador a chegar ao “ Novo Continente”A autenticidade das informações contidas nos referidos documentos é no entanto bastante duvidosa entre os historiadores. Por isso o assunto continua a ser objecto de discussão.
    Colombo na América
  • 52.
    • Descoberto o erro, os Castelhanos não abandonaram a ideia de chegar à Índia por ocidente. A história de Colombo vai repetir-se. Desta vez o rei é D. Manuel e o visionário Fernão de Magalhães. Mas a resposta é a mesma.
    • A viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, será feita por um navegador Português que se sentiu desrespeitado por D. Manuel.
    • Tal como Colombo, às ordens de Castela ,Fernão de Magalhães provará essa possibilidade teórica, atravessando o Estreito que veio a receber o seu nome, mas de demonstrará também a sua inviabilidade económica, tais as distâncias e dificuldades a vencer.
    • Provou-se, pelo menos, que o mundo era de facto redondo.
  • 53.
    • Tendo sido um dos maiores obreiros da aventura das descobertas, e talvez o seu mais calculista, lúcido e genial personagem, D. João II não assiste, no entanto, à tão ansiada chegada à Índia.
    • Depois da sua morte, em 1495, na ausência de um sucessor directo, já que o seu único filho tinha morrido de uma queda a cavalo, sucede-lhe o seu primo e cunhado, D. Manuel que ficará na história, por razões evidentes, conhecido pelo “Venturoso”.

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