Inteligência artificial filosofia

21,930 views

Published on

Published in: Education
0 Comments
7 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
21,930
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
928
Actions
Shares
0
Downloads
399
Comments
0
Likes
7
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Inteligência artificial filosofia

  1. 2. <ul><li>A Inteligência Artificial (IA) é uma área de pesquisa da ciência da computação dedicada a procurar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade humana de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Existem dois pontos de partida para definir a Inteligência Artificial - sonho e tecnologia </li></ul><ul><li>A Inteligência Artificial é por um lado uma ciência, que procura estudar e compreender o fenómeno da inteligência, e por outro um ramo da engenharia, na medida em que procura construir instrumentos para apoiar a inteligência humana. A I.A. é inteligência como computação, tenta simular o pensamento dos peritos e os nossos fenómenos cognitivos. </li></ul><ul><li>  No entanto, a Inteligência Artificial. continua a ser a procura do modo como os seres humanos pensam, com o objectivo de modelizar esse pensamento em processos computacionais, tentando assim construir um corpo de explicações algorítmicas dos processos mentais humanos. É isto o que distingue a I.A. dos outros campos de saber, ela coloca a ênfase na elaboração de teorias e modelos da Inteligência como programas de computador. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  2. 3. <ul><li>O computador Deep Blue, por exemplo, venceu o campeão de xadrez Gary Kasparov num encontro de seis partidas. No entanto, mesmo um computador como o Deep Blue não é capaz de pensar realmente: embora seja extremamente rápido a fazer cálculos que lhe permitem vencer partidas de xadrez, não compreende o que está a fazer quando joga: não tem a menor consciência do que se passa enquanto executa o seu programa. </li></ul><ul><li>Será que os computadores, por muito que evoluam e por mais sofisticados que se tornem os seus programas, nunca conseguirão pensar realmente? Ou será possível que, com os programas certos, um computador muito mais avançado que os actuais seja consciente e tenha uma vida mental com pensamentos e até emoções? A maior parte dos investigadores que trabalha na área da Inteligência Artificial (IA) acredita nesta possibilidade. Muitos julgam até que, na verdade, a mente humana é um programa – um programa executado num computador biológico, o nosso cérebro. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>Alan Mathison Turing ( 23 de Junho de 1912 - 7 de Junho de 1954) foi um matemático, lógico e cientista da computação britânico. Foi influente no desenvolvimento da ciência da computação e proporcionou uma formalização do conceito de algoritmo e computação com a máquina de Turing, desempenhando um papel importante na criação do moderno computador. </li></ul><ul><li>Durante a Segunda Guerra Mundial, Turing trabalhou para a inteligência britânica em Bletchley Park, num centro especializado em quebra de códigos. Por um tempo ele foi chefe de Hut 8, a secção responsável pela frota naval alemã. Planeou uma série de técnicas para destruir os códigos alemães, incluindo o método da bomba, uma máquina electromecânica que poderia encontrar definições para a máquina Enigma. Após a guerra, trabalhou no Laboratório Nacional de Física do Reino Unido, onde criou um dos primeiros projectos para um computador de programa armazenado. Mais para o fim de sua vida, Turing tornou-se interessado em química. </li></ul><ul><li>A maior parte de seu trabalho foi desenvolvida na área de espionagem e, por isso, somente em 1975 veio a ser considerado o Pai da informática. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>O Teste de Turing é um teste proposto por Alan Turing numa publicação de 1950 chamada &quot;Computing Machinery and Intelligence&quot; cujo objectivo era determinar se um programa de computador é ou não inteligente. O programa é inteligente se a pessoa que participa no teste não for capaz de dizer se foi o programa ou o ser humano que respondeu às suas perguntas. </li></ul><ul><li>O teste consiste numa conversa entre dois humanos e um computador, os três tentando parecer humanos. Todos os participantes são colocados em ambientes isolados. Se um árbitro não puder identificar de maneira definitiva qual dos participantes é o computador, então diz se que o computador passou o teste com sucesso. A fim de testar a inteligência do programa de computador, e não simplesmente a sua habilidade em transformar palavras em sons, a conversa é limitada a um canal de texto, como um teclado e tela de computador. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>A investigação na Inteligência Artificial Forte aborda a criação da forma de inteligência baseada num computador que consiga raciocinar e resolver problemas; uma forma de Inteligência Artificial forte é classificada como auto-consciente </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A IA forte é um tema bastante controverso, pois envolve temas como consciência e fortes problemas éticos ligados ao que fazer com uma entidade que seja cognitivamente indiferenciável de seres humanos. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A ficção científica tratou de muitos problemas desse tipo. Isaac Asimov, por exemplo, escreveu O Homem Bicentenário, onde um robô consciente e inteligente luta para possuir um status semelhante ao de um humano na sociedade. E Steven Spielberg escreveu &quot;A.I. Inteligência Artificial&quot; onde um rapaz-robot procura conquistar o amor de sua &quot;mãe&quot;, procurando uma maneira de se tornar real. Por outro lado, o mesmo Asimov reduz os robôs a servos dos seres humanos ao propor as três leis da robótica. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Trata-se da noção de como lidar com problemas não determinísticos. </li></ul><ul><li>Uma contribuição prática de Alan Turing foi o que se chamou depois de Teste de Turing (TT), de 1950: no lugar de responder à pergunta &quot;pode-se ter computadores inteligentes?&quot; Turing formulou o seu teste, que se tornou praticamente o ponto de partida da pesquisa da &quot;Inteligência Artificial&quot;. </li></ul><ul><li>No seu artigo original ele fez a previsão de que até 2000 os computadores passariam no seu teste. Pois bem, há um concurso anual de programas para o TT, o resultado dos sistemas que passam no teste é muito fraco que com poucas perguntas percebe-se logo as limitações das respostas das máquinas. É interessante notar que tanto a Máquina de Turing quanto o Teste de Turing talvez derivem da visão que Turing tinha de que o ser humano é uma máquina. </li></ul><ul><li>A inteligência artificial fraca centra a sua investigação na criação de inteligência artificial que não é capaz de verdadeiramente raciocinar e resolver problemas. Uma tal máquina com esta característica de inteligência agiria como se fosse inteligente, mas não tem auto-consciência ou noção de si. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>John Rogers Searle (31 de Julho de 1932) é um professor americano da Universidade de Berkeley, na Califórnia, EUA, dedicado inicialmente à linguística e a filosofia da linguagem, dedicando-se posteriormente e até os dias actuais a Filosofia da mente. </li></ul><ul><li>Searle notabilizou-se ao propor o argumento hipotético do Quarto Chinês, no qual criticava a Inteligência Artificial Forte. O próprio Searle se qualifica como um racionalista biológico, sendo a sua obra uma forte crítica a outras correntes da Filosofia da mente, como o funcionalismo. </li></ul><ul><li>Por esse e outros argumentos, Searle costuma ser objecto de muitas críticas no seu campo de actuação e reflexão . </li></ul>
  8. 9. <ul><li>O Quarto Chinês é um argumento hipotético criado pelo filósofo norte-americano John Searle, em 1980, empregado por este em sua obra para refutar os teóricos da Inteligência Artificial Forte e do funcionalismo. Baseia-se na presunção de que a sintaxe (gramática) não é garantia de existência da semântica (sentido). </li></ul><ul><li>O sistema: um ser humano, que compreende apenas o português, equipado com um livro de regras escrito em português e diversas pilhas de papel, sendo algumas em branco e outras com inscrições indecifráveis (o ser humano é a CPU, o livro de regras o programa e o papel o dispositivo de armazenamento). O sistema está num quarto com uma pequena abertura para o exterior. Por essa abertura passam papéis com símbolos indecifráveis. O ser humano encontra símbolos correspondentes no livro de regras e segue as instruções que podem incluir símbolos em novas folhas de papel, encontrar símbolos nas pilhas, reorganizar as pilhas, etc. Eventualmente, as instruções farão com que um ou mais símbolos sejam transcritos em uma folha de papel que será repassada ao exterior do quarto. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Do exterior percebemos um sistema que está recebendo a entrada na forma de instruções em chinês e está gerando respostas em chinês, que são sem dúvida “inteligentes”. </li></ul><ul><li>Searle argumenta que a pessoa no quarto não entende o chinês (dado inicial). O livro de regras e o papel não entendem chinês. Então, não está a acontecer nenhuma compreensão do chinês. Por conseguinte, de acordo com Searle, a execução do programa correcto não gera necessariamente compreensão. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>O argumento de Searle contra a Inteligência Artificial Forte tem sido intensamente debatido desde que foi proposto. Duas das objecções principais que lhe foram dirigidas são as que se seguem: </li></ul><ul><li>Objecção do Sistema </li></ul><ul><li>Quem está no interior do quarto a manipular símbolos nada compreende de chinês. Porem, essa pessoa é apenas uma parte do sistema. A pessoa é apenas o UCP do quarto chinês. Para além da UCP, o sistema inclui o livro de regras (o programa) e os cestos com símbolos (uma base de dados). Por isso, o argumento de Searle não funciona. Embora a pessoa não perceba chinês, o sistema no seu todo compreende chinês. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Objecção do Robot </li></ul><ul><li>Se colocarmos um computador com um programa para compreender chinês dentro de um robot, ele começará a interagir causalmente com o mundo: poderá caminhar e comer, receberá informação visual através das câmaras. Ainda que um computador por si não possa ter compreensão, se for instalado dentro de um robot poderá acabar por compreender chinês. Por isso, não há nada de especial na compreensão de uma língua qualquer, desde que o robot relacione correctamente as palavras e as frases com o mundo exterior, nada mais podemos exigir em termos de compreensão. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Trabalho realizado por : </li></ul><ul><li>André Ambrósio nº2 </li></ul><ul><li>António Barbeiro nº3 </li></ul><ul><li>Diogo Veloso nº6 </li></ul>

×