Marfrig Resultados 3 T09 20091026 Pt
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    Marfrig Resultados 3 T09 20091026 Pt Marfrig Resultados 3 T09 20091026 Pt Document Transcript

    • Divulgação de Resultados 3T09
    • MARFRIG alcança EBITDA de R$ 272 milhões no 3T09 São Paulo, 26 de outubro de 2009 – A Marfrig Alimentos S.A. (Novo Mercado da BM&FBOVESPA: MRFG3), a empresa de alimentos mais diversificada em carnes, anuncia hoje seus resultados do terceiro trimestre de 2009 (3T09). As informações financeiras e operacionais a seguir, exceto onde indicado em contrário, são apresentadas de acordo com a legislação societária brasileira e em bases consolidadas. Destaques 3T09 MRFG3: R$ 21,00/ação No trimestre o EBITDA atingiu R$ 272,5 milhões, aumentando Preço de fechamento: 23/10/2009 Valor de mercado: R$ 5,63 bilhões 48,6% contra os R$ 183,4 milhões do 2T09 e 59,0% em relação Total de ações: 267.943.954 aos R$ 171,4 milhões do 3T08. Teleconferências: A Margem EBITDA no período foi de 11,3%, superior em 370 p.b. Em Português ao 2T09 e sustentada pelo crescimento total das exportações em 27 de outubro de 2009 10h00 (BR) / 08h00 am(US EST) / 6,6%, pelo desempenho da divisão Europa e pela redução do 12h00 pm(GMT) Número de acesso: custo da matéria-prima (gado no Brasil e na Argentina e grãos no (55-11) 2188-0188 Brasil). Código de acesso: Marfrig O lucro líquido de R$ 200,4 milhões no trimestre reverteu o Em Inglês 27 de outubro de 2009 prejuízo de R$ 52,7 milhões no 3T08 e elevou o lucro acumulado 12h00 pm(BR) /10h00am (US EST) no ano, agregando resultado ao lucro de R$ 405,0 milhões / 02h00 pm(GMT) Número de Acesso: registrados no 2T09. A margem líquida no período foi de 8,3%, (1 973) 935-8893 Código de acesso: 36491032 contra –3,5% no 3T08 e 16,8% no 2T09. No acumulado até o 3T09 o lucro foi de R$ 567,4 milhões, crescendo 1.362,4% se Relações com Investidores: comparado aos R$ 38,8 milhões do mesmo período em 2008. Ricardo Florence Diretor de Planejamento e de A Receita Líquida no 3T09 foi de R$ 2.402,6 milhões, crescendo Relações com Investidores 57,7% se comparada ao 3T08 (R$ 1.523,6 milhões) e Remi Kaiber Junior decrescendo 0,1% quando comparada ao 2T09 (R$ 2.403,9 Gerente de Relações com Investidores milhões), explicado principalmente pela desvalorização de 9,9% no dólar médio frente ao real entre o 3T09 e o 2T09. Tel.: (55 11) 3093-4700 Email: ri@marfrig.com.br No acumulado de 12 meses (4T08 até 3T09) a receita líquida foi www.marfrig.com.br/ri de R$ 9,45 bilhões, crescendo 92,3% quando comparada aos R$ 4,90 bilhões do mesmo período anterior (4T07 até 3T08), fruto das aquisições e do desempenho registrados no ano de 2009. O Lucro Bruto no 3T09 foi de R$ 367,8 milhões, crescendo 29,1% e 13,5%, respectivamente, se comparado ao 3T08 (R$ 284,9 milhões) e ao 2T09 (R$ 324,2 milhões). A Margem Bruta atingiu 16,4% aumentando 290 p.b. se comparado com o 2T09 e decrescendo 230 p.b. se comprado ao 3T08. 2
    • Mensagem do Presidente Para a Marfrig Alimentos S.A., este terceiro trimestre de 2009 foi marcado não só pela continuidade da execução de nossos planos operacionais através da realização de bons indicadores financeiros mas, principalmente, por importantes aquisições e alianças que complementam nosso planejamento estratégico e solidificam a base das nossas divisões para uma nova fase de crescimento nos próximos anos, respaldada pela integração dos negócios e pelos ganhos em sinergias com as novas unidades. A importância da aquisição da Seara, marca que representa a totalidade do negócio brasileiro de proteínas da Cargill Inc., inclui, entre outros, 8 unidades industriais adicionando aproximadamente mais 17,0 mil toneladas de produtos processados e industrializados de aves e suínos, um terminal portuário privativo em Itajaí (SC), subsidiárias na Europa e na Ásia e uma força de trabalho com cerca de 20 mil colaboradores. Com esta adição, que deverá ser concluída neste ano de 2009, a Marfrig estará consolidada como um dos maiores players globais no setor de alimentos. Através da aquisição de 51% do Grupo Zenda, empresa com sede no Uruguai e unidades comerciais na Argentina, México, Estados Unidos, Alemanha, África do Sul, Chile, Hong Kong e China, a Marfrig passou a atuar também de forma robusta no mercado global de couro acabado e cortado, com grandes clientes nos setores automobilístico, aeronáutico e de tapeçaria Com 12 novos arrendamentos firmados com plantas anteriormente operadas pelos frigoríficos Margen S.A. e Mercosul S.A., elevamos em 8,8 mil cabeças de gado/dia nossa capacidade de abate e em 1,7 mil toneladas de produtos industrializados/mês. Também entraram em operação no 3T09 a unidade de carne de perus em Caxias do Sul e a de abate de bovinos em Capão do Leão, ambas no Estado do Rio Grande do Sul, gerando mais de 1.200 novos empregos diretos. Firmamos com o Grupo Martins (Martins Comércio e Serviços de Distribuição S/A, Smart Varejos e Banco Triângulo) uma parceria comercial que tem como objetivo a busca de ganhos comuns nos canais de distribuição e logística de ambos os grupos e no atendimento de clientes de varejo (restaurantes, açougues e supermercados). O crescimento da Companhia exige o investimento contínuo no desenvolvimento de nossos profissionais. Para tanto, concluiremos até 31 de dezembro de 2009 um amplo programa de avaliação das competências de nossos gestores, visando conciliar o perfil profissional com as novas competências requeridas pela nossa Companhia. Realizamos no final de julho último o 2º Encontro Estratégico do Grupo Marfrig, com os Diretores Executivos corporativos e das divisões. Nessa oportunidade, traçamos nossos desafios para os próximos anos e promovemos a integração e interação entre as divisões e áreas da Companhia. 3
    • Acreditamos que o trabalho em equipe nos fortalece e permite vencer os grandes desafios que temos pela frente. A troca de informação, a colaboração e a melhoria contínua de tudo o que fazemos são atitudes sempre encorajadas na nossa Organização. Com a sinergia entre as áreas, acreditamos que poderemos superar as metas, e não apenas alcançá-las. A Companhia revisou o Código de Ética, documento que norteia o trabalho dos nossos 70 mil colaboradores. A nova versão está disponível em nosso website de Relações com Investidores e contém a visão, a missão e os valores da Organização, além de um guia prático que procura orientar os colaboradores frente a situações do dia-a-dia. Como parte da nossa estratégia de crescimento sustentável, continuamos a investir em ações de responsabilidade social e de preservação do meio ambiente. De forma pioneira, e em conjunto com o Greenpeace, a Marfrig promoveu a elaboração de critérios socioambientais e de monitoramento para impedir o desmatamento do Bioma Amazônia pela expansão da pecuária. Este trabalho culminou com a assinatura de um compromisso público da Marfrig, de outras empresas do setor e da ABRAS - Associação Brasileira dos Supermercados, de não adquirir animais e produtos oriundos de fornecedores envolvidos em desmatamentos. Por fim, enfatizamos que nosso objetivo na Marfrig é aprimorar continuamente a qualidade dos nossos produtos e serviços, com o propósito de atender e superar as expectativas de nossos clientes, mantendo uma estratégia de diversificação de riscos e agregando valor de forma sustentável à Companhia e aos seus acionistas. Marcos Antonio Molina dos Santos Presidente da Marfrig Alimentos S.A. 4
    • INDICADORES OPERACIONAIS 3T08 2T09 3T09 1. Receita Bruta 1.641.710 2.572.357 2.537.709 2. Receita Líquida 1.523.593 2.403.992 2.402.600 3. Lucro Bruto 284.968 324.211 367.829 4. Lucro Operacional (61.437) 489.709 274.933 5. Lucro Líquido (52.685) 405.039 200.497 6.EBITDA 171.451 183.394 272.528 7. Margem EBITDA 11,3% 7,6% 11,3% INDICADORES DE LIQUIDEZ 3T08 2T09 3T09 1. Caixa 1.172.213 1.284.370 1.277.089 2. Liquidez Corrente 2,11 1,73 1,97 3. Liquidez Seca 1,55 1,12 1,29 ENDIVIDAMENTO 3T08 2T09 3T09 1. Dívida Bruta 3.298.002 4.524.718 4.594.865 2. Dívida Líquida (*) 2.125.789 3.240.348 3.317.776 3. Dívida Líquida / EBITDA (LTM) 3,79 3,36 3,11 (*) Dívida Líquida não considera Arrendamento – Leasing operacional contraído antes da promulgação da Deliberação CVM nº 554/08 para efeito do cálculo dos “Covenants” mencionados na Nota 16 das Notas explicativas. Projeções Empresariais de Resultados - GUIDANCE Demonstramos abaixo os resultados efetivamente alcançados até o momento comparados com o valor mínimo do Guidance fornecido ao mercado em 19 de março de 2009: Resultados Atingidos Atingimento Acumulado Guidance 2009 (9M09) s/ patamar inferior R$ 10,5 bilhões Receita Líquida ³ R$ 7,06 bilhões 67,6% R$ 12,0 bilhões R$ 840 milhões EBITDA¹ R$ 619,5 milhões 73,7% R$ 1.200 milhões 8% Margem EBITDA 8,78% 110,0% 10% CAPEX² R$ 220 milhões R$ 339,3 milhões 154,2% 1 Lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações 2 Guidance não incluía aquisições, resultados atingidos incluem aquisições até o fechamento do 3T09 3 Principais premissas cambiais utilizadas: R$ 2,30/USD e USD 1,50/Libra Esterlina 5
    • Segue abaixo a capacidade nominal de produção no 1T10 após a finalização da aquisição das empresas da Seara Alimentos: Abate Industrializados Bovinos Capacidade Diária Plantas Bovinos Capacidade Mensal Plantas Brasil 22.350 22 Brasil 11.970 5 Argentina 3.900 5 Argentina 5.103 5 Uruguai 3.900 4 Uruguai 5.618 3 Total Bovinos 30.150 31 EUA 210 1 Total Bovinos 22.901 14 Frangos Capacidade Diária Plantas Brasil 2.423.000 14 Aves & Suínos Capacidade Mensal Plantas Europa 646.000 3 Brasil 30.481 10 Total Frangos 3.069.000 17 Europa 11.214 9 Total Frangos 41.695 19 Perus Capacidade Diária Plantas Brasil 30.000 1 COURO Capacidade Mensal Plantas Brasil 115.500 1 Suínos Capacidade Diária Plantas Uruguai 84.000 4 Brasil 10.400 4 Argentina 42.000 1 África do Sul 21.000 1 Ovinos Capacidade Diária Plantas Total 262.500 7 Brasil 1.000 1 Uruguai 5.400 2 Chile 3.000 1 Total 9.400 5 Capacidade pós - Crescimento expansão 30,150¹ +41% 3,096,000¹ +78% 10,400¹ +148% 30,000¹ - 9,400¹ - Couro 262.500 3 733% Produtos (1) Cabeças/dia 64.595² +40,4% (2) Toneladas /Mês Processados (3) Peles/Mês 6
    • Desempenho Operacion Desempenho Operacional l Considerando a aquisição da SEARA e o arrendamento das 12 plantas de bovinos e a compra da Zenda operamos uma base diversificada com 92 plantas e escritórios distribuídos em 13 países conforme demonstrado abaixo: 92 Número de plantas e escritórios 8 2 1 1 2 3 1 1 50 2 3 9 9 O ambiente global durante o 3T09 foi caracterizado pela contínua desvalorização do dólar norte-americano frente a outras moedas. No trimestre o Real valorizou-se 8,9% em relação ao dólar que encerrou o trimestre cotado a R$ 1,7781/US$ contra R$ 1,9516/US$ no 2T09 (com relação ao dólar médio houve uma valorização de 9,9% do Real frente ao dólar). A libra esterlina encerrou o período cotada a £/US$1,5984 apreciada em 2,9% no período contra £/US$1,6463 (a cotação média do trimestre foi de £/US$1,6012 contra £/US$1,5542 no 2T09 valorização de 2,9%). Os mercados domésticos mantiveram-se estáveis em termos de volume em face desse cenário cambial, com um reajuste médio de preços de aproximadamente 1,4% nos mercado internos onde atuamos. Para os mercados externos observamos uma queda nos preços médios na ordem de 4,7%, influenciados pela recuperação ainda lenta do mercado internacional e em boa parte pela desvalorização cambial ocorrida no período (no 3T09 a receita atrelada a outras moedas representou aproximadamente 70,3% da receita do grupo). Parte dessa desvalorização cambial foi compensada pela venda a canais mais rentáveis, pelo aumento das vendas no “Food Service” no Brasil, pelo crescimento das vendas nos mercado externos, pelo aumento das exportações da Argentina e pela melhoria operacional na Europa. Os destaques no volume de venda foram as unidades da Argentina com 8,4% de crescimento sobre o 2T09 impulsionado por 46,1% de aumento nas exportações e por 1,7% no mercado interno e o desempenho do Brasil que aumentou seu volume em 3,4% explicado pelo aumento das vendas de “Food Service”, Suínos e Bovinos no mercado interno. Não podemos deixar de mencionar o desempenho da Europa, que mesmo apresentando decréscimo de 5,7% no volume vendido, apresentou uma melhora operacional substancial e dobrando as margens registradas desde que assumimos a operação. 7
    • Bovinos Brasil - No 3T09 atingimos 384,0 mil cabeças abatidas, um aumento de 6,7% comparado ao trimestre anterior, aumentando a utilização da capacidade no Brasil e ocupando o espaço de “market share” deixado por outros frigoríficos que reduziram ou encerraram suas atividades. Encerramos o trimestre com aproximadamente 55% da utilização de capacidade nas plantas de Bovinos, não considerando as novas plantas arrendadas no Brasil que entrarão em operação a partir do 4T09. Food Service – O volume vendido no “Food Service” aumentou em 8,5% no 3T09 se comparado com o 2T09, demonstrando o acerto do momento para implementar a estratégia de aumento de utilização de capacidade de Bovinos no Brasil. Argentina – O volume vendido na Argentina aumentou 8,4% devido principalmente ao aumento de 46,1% no volume de exportação daquele país. Esse aumento explica-se principalmente pelo retorno das exportações para a Rússia que passaram a representar 16,4% das exportações da Argentina contra 6,3% no 2T09. Na Argentina no 4T09 entra em produção a nova fábrica de salsichas que dobrou a capacidade instalada naquele país aumentando a penetração dos produtos industrializados da Quickfood. Uruguai – Nesse trimestre o abate de bovinos aumentou 26,6% se comparado com o 3T08 mas decresceu 7,4% se comparado com o 2T09, em função da redução no período de entressafra característica do ciclo anual de gado de pastagem naquela região. No 3T09, a utilização da capacidade das operações de bovinos (Brasil, Argentina e Uruguai) foi de 55,5% ante 53,4% no trimestre anterior, com nova aceleração de abate em Setembro após Agosto/09 registrar um abate menor por impacto inicial da valorização cambial no volume a ser exportado. Aves Brasil - A operação de aves no Brasil aumentou seu abate em 12,1% se comparado com o 2T09 e aumentou em 46,0% se comparado com o 3T08. O volume se comparado com o 2T09 manteve-se estável Nesse trimestre mudamos o direcionamento de nossas vendas aumentando nossos volumes exportados em 8,8% se comparado ao trimestre anterior e compensando uma retração no volume vendido no mercado interno da ordem de 6,6%. As operações com carne de peru tiveram início no final de Agosto/09. Europa – O abate de aves na Europa decresceu 1,6% em relação ao trimestre anterior, registrando no entanto substancial melhora no desempenho operacional. Desde que assumimos a operação na Europa com pequenos ajustes operacionais, ganhos de sinergias e com a implementação de melhores práticas conseguimos mais do que dobrar a margem EBITDA que atingiu 7,3% no 3T09. A Marfrig continua focada no aumento do fornecimento de aves das unidades do Brasil para a produção de produtos processados e industrializados e com a venda de carne bovina cozida e fatiada através da Divisão Europa (Moy Park), eliminando gargalos na produção e dando continuidade ao ganho de sinergias na operação da Europa. Suínos – A volume vendido de suínos registrou aumento de 18,4% se comparado com o 2T09 e de 16,3% se comparado com o 3T08, devido principalmente ao mercado interno que registrou aumento de 27,2% no volume vendido se comparado com o 2T09. Ovinos O volume da operação de ovinos no 3T09 registrou queda sazonal de 47,3% se comparado ao 2T09, pois o abate de cordeiros na região da Patagônia no Chile decresce com a aproximação do clima frio de inverno, permanecendo ativos somente os abates no Uruguai e no Brasil (operação iniciada em maio de 2009). 8
    • A tabela abaixo mostra o desempenho do abate e a capacidade consolidada no 3T09. A capacidade de abate de aves foi aumentada em 11% no Brasil do 3T para o 4T09: Var % Var % Capacidade ABATE 3T08 2T09 3T09 3T09 X 2T09 3T09 X 3T08 de Abate Bovinos 621.272 682.262 711,163 4,2% 14,5% 1.281.833 Suínos 228.952 243.507 264.137 8,5% 15,4% 279.300 Aves 47.579.674 103.771.629 109.906.791 5,9% 131,0% 105.620.157 Ovinos 35.526 86.973 45.819 -47,3% 29,0% 81.600 9
    • Desempenho Econômico e Financeiro Desempenho Econômico e Financeiro Receita Operacional Líquida A Receita Líquida no 3T09 foi de R$ 2.402,6 milhões, crescendo 57,7% se comparada ao 3T08 (R$ 1.523,6 milhões) e permanecendo estável se comparada ao 2T09 (R$ 2.403,9 milhões). No trimestre foram vendidas 543,8 mil toneladas, representando um aumento de 2,1% no volume vendido em relação ao 2T09. Os destaques no volume de venda foram as unidades da Argentina com 8,4% de crescimento sobre o 2T09 impulsionada por 46,1% de aumento nas exportações, o desempenho do Brasil que aumentou seu volume em 3,4% explicado pelo aumento do Food Service, Suínos e Bovinos no mercado interno. O gráfico abaixo mostra a participação de cada divisão na receita líquida da Companhia. Por Divisão - 3T08 Por Divisão - 2T09 Por Divisão - 3T09 3,0% Bovinos Brasil Food Service - Brasil 16,1% 21,9% 29,8% 23,5% 34,9% 32,2% Suínos e industrializados - Brasil 5,3% Aves e industrializados - 20,1% 5,8% Brasil 3,3% Argentina 9,0% 3,4% 13,7% 9,6% 15,1% 10,5% 14,2% Uruguai 10,4% 11,3% 6,8% Europa A Europa foi o principal destino das exportações da Marfrig representando 37,4% de todas as exportações do grupo por Oriente Médio com 19,5% e Rússia com 17,3%. A Marfrig continua com a estratégia de não exportar mais de 20% de seu volume para um único país e não exportar mais do que 20% desse volume para um único cliente. Destinos das Exportações consolidadas - 3T09 1,4% 0,4% 3,2% 8,4% 17,3% 5,5% 7,1% 19,5% 37,4% Rússia Europa Oriente Médio América Central / América do Sul NAFTA Ásia África Austália Outros A receita líquida de Bovinos - Brasil atingiu R$ 563,9 milhões no 3T09 aumentado 7,2% em relação ao 2T09 e 24,0% em relação ao 3T08. O volume vendido atingiu 138,2 mil toneladas e cresceu respectivamente 1,9% e 27,8% se comparado às 135,6 mil toneladas no 2T09 e às 108,1 mil toneladas registradas no 3T08. A estratégia adotada foi desenvolver canais de venda objetivando ganho gradativo de “market share” ocupando o espaço deixado pela redução de atividade de outros frigoríficos no Brasil, com o mercado interno forte no Brasil. 10
    • O volume no mercado interno cresceu 6,5% se comparado ao 2T09 e 20,6% no mercado externo no trimestre. Os preços médios aumentaram 5,2%, atingindo R$ 4,08/kg comparados aos R$ 3,88/kg. Os preços de exportação caíram em média 8,2% no trimestre como conseqüência da desvalorização do câmbio de 9,9%% no 3T09 contra o 2T09. A Rússia foi o principal destino das exportações dessa divisão com 30,4%, seguido por Europa (23,8%), Oriente Médio (14,7%) e America Central e América do Sul (14,5%). A abertura das Exportações segue demonstrada no Gráfico abaixo. Bovinos Brasil - 3T09 1,6% 1,2% Rússia Europa 6,9% Oriente Médio 6,9% 30,6% América Central / América do Sul NAFTA 14,2% Ásia África 14,8% 23,9% Austália Outros A receita líquida do “Food Service” aumentou 9,6% atingindo R$ 140,1 milhões contra R$ 127,8 milhões no 2T09 explicada pelo aumento no volume vendido de 8,5% associado ao aumento dos preços médios de 1,0%, atingindo R$ 6,17/kg contra R$ 6,11/kg no 2T09. A receita líquida de produtos Suínos aumentou 1,5% no 3T09, registrando R$ 81,1 milhões contra R$ 79,8 milhões no 2T09. Houve aumento no volume vendido de 18,4% no 3T09 se comparado com o 2T09, no entanto, os preços médios caíram 14,2% sendo 16,5% no mercado interno e 1,8% no mercado externo. A receita líquida da operação de Frangos (Brasil) registrou um aumento de 3,3% no 3T09 (R$ 340,8 milhões) se comparada com o 2T09 (R$ 329,9 milhões). Os volumes aumentaram 0,2% no 3T09 se comparados com o 2T09 (6,6% de redução no mercado interno e 8,8% de aumento mercado no externo) registrando 113,8 mil toneladas contra 113,5 mil toneladas registradas no 2T09. O aumento da receita é explicado pelo aumento dos preços médios em 3,1% no 3T09 se comparados ao 2T09 (2,8% no mercado interno e 0,1% no mercado externo). O Oriente Médio continuou sendo o principal destino das exportações de Frangos, Suínos e Industrializados representando 48,6% das exportações dessa Divisão seguido por Europa com 13,5% e Rússia com 12,8%. A abertura das exportações segue demonstrada abaixo: Frangos, Suínos e industrializados 3,4% 2,5% Rússia Europa 12,8% 11,9% Oriente Médio América Central / 4,0% 13,5% América do Sul 3,0% NAFTA Ásia África 48,6% Austália Outros A receita líquida da Divisão Argentina atingiu R$ 271,2 milhões no 3T09, um aumento de 8,5% se comparado com o 2T09 (R$ 250,0 milhões). Esse aumento é devido ao aumento de 46,1% no volume de exportação da Argentina explicado pelo retorno da Rússia que passou a representar 16,4% das exportações 11
    • da Argentina contra 6,3% no 2T09. A Europa continuou sendo o principal destino da carne Argentina com 24,7% das exportações seguido por Oriente médio com 11,1% e a Ásia com 14,5%. Abaixo gráfico com a abertura das exportações da Argentina. Argentina Rússia Europa 16,4% Oriente Médio 20,4% América Central / 0,8% América do Sul NAFTA 14,5% 24,7% Ásia África 2,7% 9,4% 11,1% Austália Outros As vendas líquidas da Divisão Uruguai somaram R$ 230,9 milhões no 3T09, diminuindo 8,3% em relação ao trimestre anterior. O volume cresceu 1,0% em média (sendo crescimento de 4,3% nas exportações e decréscimo de 1,4% no mercado interno) atingindo 55,8 mil toneladas no 3T09. Com relação aos preços médios observamos uma retração de 9,3% (15,7% para o mercado externo e aumento de 3,4% para o mercado interno). O comportamento no trimestre foi impactado pela desvalorização cambial. As exportações do Uruguai continuaram tendo como destino principal a Europa que representou 34,6% das exportações no trimestre seguido por Rússia com 25,1%, NAFTA com 13,1% e Ásia com 10,6%. Abaixo abertura das exportações do Uruguai. Uruguai Rússia 1,4% 0,2% Europa 0,0% Oriente Médio 10,6% 25,1% América Central / América do Sul 13,0% NAFTA Ásia 6,3% África 8,9% Austália 34,6% Outros A receita líquida da Divisão Europa foi de R$ 774,6 milhões apresentando um elevação de 1.591,2% se comparada com os R$ 45,8 milhões registrados no 3T08 (explicado pela aquisição de Moy Park e das operações da Europa que só foram consolidadas no resultado da Marfrig no 4T08) e uma redução de 7,6% comparada ao 2T09 devido à queda no volume de 5,7% associado à queda de preços de 2,1% em relação ao trimestre anterior. Essa redução explica-se pela à tradução cambial devido à desvalorização do dólar norte-americano, que foi um pouco compensada pela valorização da libra e pela ainda gradual recuperação das economias globais devido à crise econômica. Mesmo com essa pequena redução na receita, volumes e preços médios explicados anteriormente, o desempenho operacional da Europa vem melhorando substancialmente, surpreendendo nossas expectativas estabelecidas em nosso orçamento de 2009. 12
    • Custo dos Produtos Vendidos - CPV No 3T09 o CPV foi de R$ 2.034,8 milhões, representando uma diminuição de 2,2% se comprado com o 2T09 (R$ 2.079,8 milhões) e um aumento de 64,3% se comparado com o 3T08 (R$ 1.238,6 milhões). O CPV representou 84,7% da Receita Líquida no 3T09 contra 86,5% no 2T09 apresentando melhoria de 18 p.b., explicado pela redução do custo da matéria-prima (gado no Brasil e Argentina e grãos). O principal componente do Custo dos Produtos Vendidos no 3T09 continuou sendo a aquisição de matéria- prima (bovinos, aves, suínos e grãos), que representou 66,3% do CPV, contra 66,7% em 2T09. Abaixo resumo da abertura com os principais componentes do CPV Var %. Var %. CPV 3T08 2T09 3T09 3T09 / 2T09 3T09 / 3T08 Matéria-Prima 75,2% 66,7% 66,3% -0,6% 48,0% Bovinos 58,3% 32,9% 33,6% 4,1% -1,4% Frangos e Suínos 16,9% 33,8% 32,8% -5,2% 218,5% Embalagens 3,3% 4,6% 4,8% 1,8% 140,6% Energia Elétrica 1,5% 2,0% 2,1% 4,5% 139,5% Desp. Dir + MOD (*) 10,0% 13,5% 23,4% 69,6% 285,1% Desp. Indir + MOID (*) 6,1% 5,9% 6,1% 2,2% 64,7% Outros 3,9% 7,3% -2,8% -201,1% -415,6% TOTAL 100,0% 100,0% 100,0% -5,5% 58,7% (*) Despesas Diretas e Indiretas, Mão de Obra Direta e Indireta A Marfrig continua focada na gestão do financiamento de capital de giro. Abaixo, os prazos médios em cada um dos trimestres (acumulado no ano): INDICADORES OPERACIONAIS 1T09 2T09 3T09 PMRE – Prazo Médio de Renovação de Estoques 94 94 93 PMRV – Prazo Médio de Recebimento de Vendas 32 35 34 PMPC – Prazo Médio de Pagamento de Compras (36) (36) (33) PFCP – Prazo Médio de Financiamento – 91 93 94 Capital Próprio sem impostos Margem Bruta e Lucro Bruto No 3T09 o lucro bruto foi de R$ 367,8 milhões e cresceu 13,5% e 29,1% respectivamente em relação ao 2T09 e ao 3T08 (R$ 324,2 milhões e R$ 284,9 milhões). A margem bruta aumentou 180 p.b. se comparada ao 2T09 (13,5%) atingindo 15,3% no 3T09 e diminuiu 340 p.b. contra o 3T09 (18,7%). Com a queda nos preços de gado (Brasil e Argentina) e de grãos no período associado á estratégia de canais de vendas mais rentáveis, com o aumento das exportações e com os mercados internos ainda fortes a margem bruta mesmo com a desvalorização cambial apresentou-se melhor nesse trimestre. Continuamos buscando as sinergias entre as operações com o objetivo de melhorar a “performance” da operação da Marfrig. Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas (SG&A) No 3T09 as despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 236,2 milhões, superiores em 4,3% em relação ao 2T09 e em 76,6% se comparadas ao 3T08. As despesas representaram 9,8% da receita líquida no 3T09 contra 9,4% no 2T09 e 8,8% no 3T08, mostrando que a Companhia vem mantendo sua estratégia de controle dos custos e despesas, principalmente devido à integração das estruturas das unidades recentemente adquiridas e ao intercâmbio de melhores práticas e à diluição de custos fixos. 13
    • EBITDA e Margem EBITDA O EBITDA (ou LAJIDA) apresentado pela Marfrig no 3T09 foi de R$ 272,5 milhões, 48,6% superior ao trimestre anterior (R$ 183,4 milhões) e 59,0% superior ao mesmo período de 2008 (R$ 171,5 milhões). A margem EBITDA atingiu 11,3%, superando em 370 pontos-base a margem do trimestre anterior (7,6%) e mantendo-se estável com relação ao 3T08 (11,3%). Nesse trimestre a Companhia incorporou R$ 68,8 milhões em benefícios fiscais provenientes da nova legislação de parcelamento especial (Novo REFIS), efeito esse não recorrente na linha de outras receitas/despesas não operacionais. Caso esse benefício não fosse aproveitado, o EBITDA da Marfrig no 3T09 ficaria em R$ 203,7 milhões, superior em 10,7% e 18,5% respectivamente se comparado com o 2T09 e 3T08. A margem EBITDA seria de 8,5 % superior em 80 p.b. e inferior em 280 p.b. se comparada com o 2T09 e 3T08 respectivamente. O ambiente global durante o 3T09 foi caracterizado pela contínua desvalorização do dólar norte-americano frente a outras moedas. No trimestre o Real valorizou-se 8,9% em relação ao dólar que encerrou o trimestre cotado a R$ 1,7781/US$ contra R$ R$ 1,9516/US$ no 2T09 (com relação ao dólar médio houve uma valorização de 9,9% do Real frente ao dólar). A libra esterlina encerrou o período cotada a £/US$1,5984 apreciada em 2,9% no período contra £/US$1,6463 (a cotação média do trimestre foi de £/US$1,6012 contra £/US$1,5542 no 2T09 valorização de 2,9%). Mesmo diante desse cenário a Marfrig manteve sua estratégia de otimização de seus canais de distribuição, com vendas mais rentáveis direcionando mais vendas aos mercados externos onde atua, com alta participação de produtos industrializados de valor adicionado em sua receita e ganhos de sinergias com as empresas adquiridas. Resultado Financeiro Líquido (Receita/Despesas Financeiras) O trimestre foi marcado como já mencionado acima pela valorização do Real frente ao Dólar norte- americano. A moeda norte-americana encerrou o trimestre cotada a R$ 1,7781 contra R$ 1,9516 no trimestre anterior, representando uma desvalorização de 8,9% no período. Como a Companhia possui a maior parte de seu endividamento em dólar norte-americano aproximadamente 74,6% no final do 3T09 e 72,4% no trimestre anterior, o efeito da apreciação da moeda brasileira gerou uma variação cambial ativa de R$ 188,8 milhões, o que fez com que a Companhia encerrasse o trimestre com um resultado financeiro positivo de R$ 68,7 milhões. Segue abaixo a abertura do resultado financeiro: Var. % Var. % 3T08 2T09 3T09 3T09 x 2T09 3T09 x 3T08 Receitas financeiras 50.376 35.006 47.852 36,7% -5,0% Despesas financeiras (97.645) (123.516) (167.445) 35,6% 71,5% Variação cambial ativa 201.581 502.576 188.872 -62,4% -6,3% Efeito da variação cambial - conversão 21.741 Variação cambial passiva (380.370) (42.227) (605) -98,6% -99,8% RECEITAS (DESPESAS) FINANCEIRAS (204.317) 371.839 68.674 -81,5% -133,6% A Marfrig não pratica operações alavancadas de derivativos ou instrumentos similares que não objetivem proteção mínima de sua exposição a outras moedas, com a política conservadora de não assumir operações que possam comprometer sua posição financeira. Com aproximadamente 76,8% de nossa receita líquida sendo originada de outra moeda que não o Real brasileiro, a Marfrig possui um “hedge” natural para fazer frente aos vencimentos de suas futuras obrigações em moeda estrangeira. A Companhia também mantém uma sólida política financeira, com manutenção de elevado saldo de caixa e aplicações financeiras de curto prazo em instituições de primeira linha. Lucro Líquido e Margem Líquida O lucro líquido de R$ 200,4 milhões no trimestre reverteu o prejuízo de R$ 52,7 milhões no 3T08 e elevou o lucro acumulado no ano, agregando resultado ao lucro de R$ 405,0 milhões registrado no 2T09. A margem 14
    • líquida no período foi de 8,3%, contra –3,5% no 3T08 e 16,8% no 2T09. No acumulado até o 3T09 o lucro foi de R$ 567,4 milhões, crescendo 1362,4% se comparado aos R$ 38,8 milhões do mesmo período em 2008. O resultado líquido no 3T09 foi impactado positivamente pela valorização do Real frente ao Dólar norte- americano no período, e pelo aumento nos volumes exportados do Grupo. Endividamento Consolidado - O endividamento financeiro total da Companhia (*) ao final do 3T09 era de R$ 4.594,8 milhões, contra R$ 4.524,7, milhões no trimestre anterior, representando um aumento de 1,6% no período. O endividamento era composto por R$ 1.187,3 milhões em dívidas de curto prazo (ou 25,8% do total, comparado a 27,9% no trimestre anterior) e R$ 3.407,5 milhões em dívidas de longo prazo (ou 74,2 % do total, comparado a 72,1% no trimestre anterior). Ao final do trimestre, o endividamento bruto estava composto de 25,4% em moeda nacional (27,6% no 2T09) e 74,6% em moeda estrangeira (72,4% no 1T09). As novas operações de financiamento da Marfrig permitiram substituir dívidas tanto em R$ quanto em US$ por linhas mais baratas fazendo com que o custo médio da dívida em US$ atingisse 7,5% a.a em moeda estrangeira contra 7,7% no 2T09 e 10,89% a.a contra 11,01% a.a. no 2T09 em Real. O custo médio total da dívida caiu para 8,39% no 3T09 comparado a 8,61% no 2T09. A queda no custo da dívida associado a valorização do Real frente ao Dólar gerou uma redução das despesas financeiras da ordem de R$ 45,3 milhões em relação ao trimestre anterior. A dívida líquida da Marfrig em 30 de Setembro de 2009 totalizou R$ 3.317,7 milhões, 2,4% superior à dívida do trimestre anterior (R$ 3.240,3 milhões). A relação Dívida Líquida/EBITDA nos últimos 12 meses no trimestre ficou em 3,11x, conforme mostra o quadro abaixo: ENDIVIDAMENTO 3T08 2T09 3T09 1. Dívida Bruta (*) 3.298.002 4.524.718 4.594.866 2. Dívida Líquida (*) 2.125.789 3.240.348 3.317.777 3. Dívida Líquida / EBITDA (LTM) 3,79 3,36 3,11 (*) Dívidas Bruta e Líquida não consideram Arrendamento – Leasing operacional contraído antes da promulgação da Deliberação CVM nº 554/08 para efeito do cálculo dos “Covenants” mencionados na Nota 16 das Notas explicativas. 15
    • EMPRÉSTIMOS fornecemos detalhamento de nosso endividamento em 30.09.2009 (em R$ mil): Abaixo E FINANCIAMENTOS Consolidado Taxa média Prazo médio ponderada de ponderado de Saldo Saldo Linha de Crédito Encargos (% a.a.) juros (a.a.) venc. (anos) 30.09.09 30.06.09 Moeda nacional FINAME TJLP + Taxa Fixa 6,99 2,01 6.487 7.700 BNDES Exim TJLP + Taxa Fixa 10,18 0,01 6.362 25.501 BNDES Finem TJLP + 1,80 8,05 3,39 11.758 12.565 FINEP TJLP + 1% 7,25 4,06 33.380 30.094 NCE Taxa fixa+%CDI 11,29 1,29 1.018.276 1.001.934 Capital de Giro (R$) Taxa fixa+%CDI 8,54 0,47 76.455 146.691 Nota de Crédito Rural (R$) Taxa Fixa 6,8 0,35 11.183 25.158 Pré-Pagamento (juros) %CDI 10 0,25 805 0 Outros 0 2.227 Total moeda nacional 10,89 1.164.706 1.251.870 Moeda estrangeira ACC (US$) Taxa Fixa + V.C. 7,2 0,54 510.543 695.970 Financiamento Parque Industrial Libor+Taxa Fixa + (US$) V.C 3,74 2,33 23.823 28.216 Libor+Taxa Fixa + Pré-pagamento (US$) V.C 6,81 4,53 1.653.131 1.063.759 Cesta de Moedas BNDES Exim (US$) + Taxa Fixa 11,53 0,01 1.376 6.026 Bonds (US$) Taxa Fixa + V.C 9,63 7,19 673.475 722.300 Cesta de Moedas BNDES Finem + 1,30 8,90 3,39 2.416 2.730 %CDI+Taxa Fixa+V.C NCE (US$) (US$)+Libor 8,52 2,25 406.618 450.636 Swap Prêmio + V.C 7.545 0 Capital de Giro (US$) Taxa Fixa + Libor 5,15 2,98 19.509 43.751 Capital de Giro (Pesos) Unidade Fomento 5,1 0,3 496 1.128 Empréstimo Bancário (US$) Taxa Fixa 3,5 2,03 45.888 48.079 PAE (US$) Taxa Fixa 5,4 0,2 9.254 14.561 Financiamentos (US$) Taxa Fixa 8,06 0,6 2.798 87.131 Conta Garantida (US$) Libor + Taxa Fixa 2,27 0,2 25.343 108.560 Outros Taxa Fixa - 1 Obrigações Negociáveis Taxa Fixa 6,69 4,11 47.944 - Total moeda estrangeira 7,5 3.430.159 3.272.848 Total do endividamento 8,39 4.594.865 4.524.718 Passivo Circulante 1.187.324 1.260.148 Passivo Não Circulante 3.407.541 3.264.570 16
    • Quanto ao cronograma de vencimento da dívida consolidada, segue detalhamento: MOEDA NACIONAL MOEDA ESTRANGEIRA 3T09 2T09 3T09 2T09 3T09 215.167 3T09 237.149 4T09 80.370 23.094 4T09 203.563 158.416 1T10 139.353 7.708 1T10 210.920 355.362 2T10 171.002 170.725 2T10 89.051 92.527 3T10 135.246 3T10 166.819 2010 203.008 407.242 2010 123.007 187.592 2011 407.864 401.212 2011 589.183 638.749 2012 11.316 10.726 2012 556.711 392.244 2013 8.156 7.603 2013 450.314 283.260 2014 3.597 3.597 2014 312.651 124.266 2015 3.597 3.597 2015 85.325 87.283 2016 1.199 1.199 2016 651.554 716.000 TOTAL 1.164.707 1.251.870 TOTAL 3.430.158 3.272.848 Obs.: O detalhamento completo do endividamento da Marfrig está disponível na Nota Explicativa 16 do ITR 3T09. Derivativos A posição de derivativos em aberto em 30 de Setembro de 2009 é apresentada abaixo: 30.09.09 30.06.09 Contraparte Valor de do valor referência Valor Valor a Valor a Instrumento Vencimento A receber A pagar principal (nocional) Justo pagar(1) pagar Swap Taxa Juros 2/8/2012 Libor maior 2,02% Libor menor 2,02% BB Londres 16.800 29.872 (195) (74) Swap Taxa Juros 25/2/2011 Libor maior 1,83% Libor menor 1,83% BB Londres 20.000 35.562 (277) (74) Swap Taxa Juros 22/2/2012 Libor maior 2,08% Libor menor 2,08% BB Londres 30.000 53.343 (404) (161) Swap Taxa Juros 14/2/2013 Libor maior 2,4% Libor menor 2,4% BB Londres 39.500 70.235 (421) 179 Swap Taxa Juros 20/3/2013 Libor maior 2,38% Libor menor 2,38% BB Londres 10.500 18.670 (114) 48 Swap Taxa Juros 6/3/2015 Libor maior 2,18% Libor menor 2,18% BB Londres 75.000 133.358 (65) 1.070 Swap Taxa Juros 24/12/2012 Libor maior 2,10% Libor menor 2,10% BB Londres 30.000 53.343 (372) (272) 221.800 394.383 (1.848) 716 30.09.09 30.06.09 Contraparte Valor de do valor referência Valor Valor a Valor a Instrumento Vencimento A receber A pagar principal (nocional) Justo pagar(2) pagar Opção de compra 04/01/10 US$ msior 1,88 3,17% no período Bradesco 200.000 355.620 (1.372) Opção de compra 04/01/10 US$ msior 1,88 3,03% no período Bradesco 100.000 177.810 (608) Opção de compra 04/01/10 US$ msior 1,88 3,03% no período Bradesco 50.000 88.905 (304) Opção de compra 04/01/10 US$ msior 1,88 3,03% no período Bradesco 100.000 177.810 (608) Opção de compra 04/01/10 US$ msior 1,88 3,03% no período Bradesco 100.000 177.810 (608) Opção de compra 04/01/10 US$ msior 1,88 3,25% no período Bradesco 50.000 88.905 (253) Opção de compra 04/01/10 US$ msior 1,88 3,25% no período Bradesco 50.000 88.905 (253) Opção de compra 04/01/10 US$ msior 1,88 3,26% no período Bradesco 50.000 88.905 (254) 700.000 1.244.670 (4.260) 0 (1) O valor a pagar informado é apurado através do método "market-to-market" (MTM), que consiste em apurar o valor futuro com base nas condições contratadas e determinar o valor presente com base nas curvas de mercado, extraídas da base de dados da Bloomberg e da BM&FBOVESPA. (2) Operação de Opção de Compra - Valor referente ao prêmio proporcional até 30/09/09 17
    • A Companhia contratou operações de “swap”, não especulativos para minimizar os efeitos das mudanças nas taxas de juros na liquidação de suas operações de empréstimos e financiamentos. Também foram contratadas opções de compra de dólar norte-americano no valor de USD 700 milhões ao valor de R$ 1,88 /USD como hedge cambial do pagamento da aquisição da empresa SEARA Alimentos quando de sua efetivação, No período findo em 30 de setembro de 2009, o resultado financeiro líquido com derivativos totalizou uma receita de R$ 9.269, sendo R$ 8.469 relativos às despesas e R$ 17.738 relativo às receitas líquidas. Os ativos e passivos registrados em 30 de setembro de 2009 com base nas operações com derivativos, as quais têm o objetivo de proteção patrimonial, estão demonstrados abaixo: Controladora Consolidado 30/09/09 30/06/09 30/09/09 30/06/09 Swap (7.545) 368 (7.545) 368 (7.545) 368 (7.545) 368 A Administração entende que os resultados obtidos com estas operações de derivativos atendem à estratégia de gerenciamento de risco adotada pela Companhia. Investimentos No trimestre foram investidos R$ 172,5 milhões na construção, manutenção, modernização e/ou expansão de nossas plantas. No ano, o investimento acumulado é de R$ 339,3 milhões. Investimentos Consolidados 3T08 4T08 1T09 2T09 3T09 Atividades de investimentos Investimentos (pagto. Aquis. Ant.) (113.144) (413.430) (160.676) (26.289) (3.452) CAPEX – Aplic. ativo imobilizado (66.178) (85.623) (74.297) (89.844) (172.566) Ativo Intangível / Ágio/Diferido (909.209) (389) (112) (1.817) INVESTIMENTO TOTAL (179.322) (1.408.262) (74.686) (116.245) (177.835) A Marfrig Alimentos S.A. desembolsou no 3T09 R$ 3,4 milhões em pagamentos referentes a aquisições de empresas no Brasil e no exterior realizadas nos anos de 2007 e 2008. O resultado do fluxo de caixa das atividades de investimento totalizou R$ 177,7 milhões conforme apresentado no quadro 4 das notas explicativas. As aplicações no Ativo Imobilizado (CAPEX) atingiram R$ 339,3 milhões no ano. 18
    • Situação Patrimonial e Mercado de Capitais - O capital social subscrito e integralizado da Marfrig em 30 de setembro de 2009 era constituído por 267.943.954 ações ordinárias (MRFG3) onde 135.162.784 ações ou 50,44% estão sobre o controle da MMS Participações S.A., empresa controlada por Marcos Antonio Molina dos Santos e Márcia Aparecida Pascoal Marçal dos Santos, cada qual com 50% de participação. Há atualmente 132.141.164 ações ou 49,3% do capital social em circulação ("free float") no mercado. Estrutura Acionária – Grupo Marfrig MMS Participações S.A. 27,1% Tesouraria 50,4% BNDESPAR 7,5% OSI 14,7% Outros 0,2% A Companhia é listada no segmento de Novo Mercado da Bovespa e participa das carteiras teóricas do IBrX – Índice Brasil Bovespa, IGC – Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada, ITAG – Índice de Ações com Tag Along, INDX – Índice do Setor Industrial, SMLL – Índice Small Caps e ICON – Índice de Consumo. No ano de 2009 (02 de janeiro a 23 de outubro), as ações da Marfrig estiveram presentes em 100% dos pregões e tiveram uma valorização de 180,0%. No dia 23 de outubro, as ações da Companhia encerraram cotadas a R$ 21,00. No mesmo período, o Ibovespa apresentou valorização de 61,6%. O gráfico abaixo mostra o desempenho das ações da Marfrig no ano de 2009, comparando com o desempenho do Ibovespa: Valorização em 12meses (até 23/out): 23/out R$ 21,00 MRFG3: + 96,6% 23/out IBOVESPA: + 92,4% 65.058 pts 23/out 33.818 pts 23/out R$ 10,68 MRFG3 Ibovespa Em 23 de outubro de 2009, o Valor de Mercado (Market Capitalization) da Marfrig era de R$ 5,63 bilhões enquanto que o Valor da Firma (Enterprise Value) era de R$ 8,94 bilhões. O gráfico abaixo mostra a evolução do Market Cap e Enterprise Value no ano de 2009: 19
    • 23/out R$ 8.945 23/out R$ 6.103 23/out R$ 5.627 23/out R$ 2.862 Market Capitalization Enterprise Value (EV) A Marfrig divulgou fato relevante em 23 de setembro de 2009 comunicando aos seus acionistas e ao mercado em geral que naquele dia protocolou na Associação Nacional dos Bancos de Investimento (“ANBID”), nos termos do convênio celebrado entre a ANBID e a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) referente ao Procedimento Simplificado para os Registros de Ofertas Públicas de Distribuição de Valores Mobiliários nos Mercados Primário ou Secundário, o pedido de registro de distribuição pública primária de ações ordinárias de emissão da Companhia (“Oferta”) A realização da Oferta estará sujeita às condições favoráveis do mercado de capitais nacional. Será publicado oportunamente Aviso ao Mercado, nos termos do disposto no Artigo 53 da Instrução CVM 400, de 29 de dezembro de 2003, conforme alterada, contendo informações sobre: a) as demais características da Oferta; b) os locais para obtenção do prospecto preliminar; c) as datas estimadas e locais de divulgação da Oferta; e d) as condições e o procedimento da Oferta e o período de coleta de intenções de investimentos. A realização da Oferta estará sujeita às condições favoráveis do mercado de capitais e terá início após a concessão do devido registro pela CVM. Governança Corporativa O Grupo Marfrig está comprometido com os mais elevados padrões de Governança Corporativa, fazendo parte do Novo Mercado da Bovespa e seguindo as melhores práticas de relacionamento e transparência com acionistas, parceiros e colaboradores. As ações da Marfrig garantem aos seus titulares os seguintes direitos: - direito de voto nas Assembléias Gerais da Companhia, onde a cada ação corresponderá um voto; - direito ao dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício social, equivalente a 25% do lucro líquido ajustado nos termos do artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações; - direito de alienação de suas ações (“tag along”) em oferta pública a ser efetivada pelo acionista controlador ou pelo Grupo Marfrig, em caso de cancelamento do registro de companhia aberta e somente pelo acionista controlador em caso de cancelamento de listagem no Novo Mercado. O Conselho de Administração da Marfrig é atualmente composto por 7 membros, sendo 4 membros efetivos e 3 Conselheiros Independentes. A Companhia dispõe de 4 comitês instalados de apoio ao Conselho de Administração, com reuniões mensais com ações tomadas pela Companhia como melhores práticas de Governança Corporativa, sendo nomeados como coordenadores os seguintes Conselheiros: 20
    • a) Comitê de Auditoria: Sr. Marcelo Maia de Azevedo Correa, b) Comitê Financeiro: Sr. Carlos Geraldo Langoni e c) Comitê de Remuneração, Recursos Humanos e Governança Corporativa: Sr. Antonio Maciel Neto; d) Comitê de Assessoramento Comercial: Sr. David G. McDonald CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA A Companhia, seus administradores, e membros do conselho de administração obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada, ou oriunda, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos das disposições contidas no Contrato de participação no Novo Mercado, no Regulamento de Listagem do Novo Mercado, no Estatuto Social, na Lei das Sociedades por Ações, nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil ou pela CVM, nos regulamentos da BM&FBOVESPA, nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, nas Cláusulas Compromissórias e no Regulamento de Arbitragem da Câmara de Arbitragem do Mercado, conduzida em conformidade com este último Regulamento. 21
    • ANEXO I - DADOS FINANCEIROS – GRUPO MARFRIG – CONSOLIDADO DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2009 em milhares de reais Var. % Var. % 3T08 2T09 3T09 3T09 x 2T09 3T09 x 3T08 RECEITA OPERACIONAL BRUTA 1.641.710 2.572.357 2.537.709 -1,3% 54,6% Mercado interno 869.131 1.658.420 1.617.598 -2,5% 86,1% Mercado externo 772.579 913.936 920.111 0,7% 19,1% DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL BRUTA (118.117) (168.365) (135.109) -19,8% 14,4% Impostos sobre vendas (77.005) (86.761) (72.370) -16,6% -6,0% Devoluções e abatimentos (41.112) (81.604) (62.739) -23,1% 52,6% RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 1.523.593 2.403.991 2.402.600 -0,1% 57,7% Custo dos produtos vendidos (1.238.625) (2.079.781) (2.034.771) -2,2% 64,3% % receita Líquida -81,3% -86,5% -84,7% -180 p.b -340 p.b LUCRO BRUTO 284.968 324.211 367.829 13,5% 29,1% Margem bruta 18,7% 13,5% 15,3% 180 p.b -340 p.b RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS (142.088) (206.341) (161.570) -21,7% 13,7% Comerciais (94.078) (154.317) (160.626) 4,1% 70,7% Administrativas e gerais (39.657) (72.153) (75.566) 4,7% 90,5% Outras receitas (despesas) operacionais (8.353) 20.129 74.621 270,7% -993,3% RESULTADO OPERACIONAL ANTES DOS EFEITOS 142.880 117.870 206.259 75,0% 44,4% INFLACIONÁRIOS E FINANCEIROS RECEITAS (DESPESAS) FINANCEIRAS (204.317) 371.839 68.674 -81,5% -133,6% Receitas financeiras 50.376 35.006 47.852 36,7% -5,0% Despesas financeiras (97.645) (123.516) (167.445) 35,6% 71,5% Variação cambial ativa 201.581 502.576 188.872 -62,4% -6,3% Efeito da variação cambial - conversão 21.741 Variação cambial passiva (380.370) (42.227) (605) -98,6% -99,8% LUCRO OPERACIONAL (61.436) 489.708 274.933 -43,9% -547,5% -4,0% 20,4% 11,4% -43,8% -383,8% Margem operacional (1.988) (4.803) (1.784) -62,9% -10,3% Participação dos minoritários (63.367) 484.905 273.149 -43,7% -531,1% LUCRO ANTES DOS EFEITOS TRIBUTÁRIOS 7.124 (57.630) (54.413) -5,6% -863,8% Imposto de renda Contribuição social 3.559 (22.237) (18.238) -18,0% -612,5% LUCRO ANTES DA REVERSÃO DE JUROS SBRE (52.684) 405.038 200.497 -50,5% -480,6% CAPITAL PRÓPRIO (52.684) 405.038 200.497 -50,5% -480,6% LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO -3,5% 16,8% 8,3% -850.p.b 1.180 p.b. Margem Líquida (0,2583) 1,5117 0,7499 -50,5% N/A LUCRO POR AÇÃO - R$ 171.451 183.394 272.528 48,6% 59,0% EBITDA 11,3% 7,6% 11,3% 370 p.b. N/A Margem EBITDA 28.571 65.525 66.270 1,1% 131,9% Depreciação/amortização 22
    • MARFRIG ALIMENTOS S.A. BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2009 (Em milhares de R$) Var. Var. 3T08 2T09 3T09 3T09 x 2T09 3T09 x32T08 ATIVO CIRCULANTE 3.750.103 4.795.303 4.852.368 1,2% 29,4% Disponibilidades 178.482 363.824 310.725 -14,6% 74,1% Aplicações financeiras 993.731 920.546 966.364 5,0% -2,8% Valores a receber de clientes nacionais 557.736 690.808 662.238 -4,1% 18,7% Valores a receber de clientes internacionais 478.045 296.563 304.266 2,6% -36,4% Estoques de produtos e mercadorias 996.644 1.679.832 1.672.708 -0,4% 67,8% Impostos a recuperar 528.940 796.143 888.311 11,6% 67,9% Despesas do exercício seguinte 2.516 38.675 38.612 -0,2% 1434,6% Outros valores a receber 14.009 8.912 9.144 2,6% -34,7% REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 679.657 389.168 342.151 -12,1% -49,7% Aplicações financeiras 3.730 1.949 1.844 -5,4% -50,6% Depósitos compulsórios 17.088 24.277 24.041 -1,0% 40,7% Títulos a receber 620.274 1.540 1.546 0,4% -99,8% Tributos diferidos 32.049 285.943 221.223 -22,6% 590,3% Tributos a recuperar 3.289 50.858 60.050 18,1% 1725,9% Outros valores a receber 3.227 24.601 33.448 36,0% 936,4% PERMANENTE 2.450.277 4.151.856 4.186.574 0,8% 70,9% Investimentos 1.040.181 1.281 1.223 -4,5% -99,9% Imobilizado 1.395.108 2.175.559 2.282.783 4,9% 63,6% Intangível 1.962.368 1.890.530 -3,7% Diferido 14.988 12.648 12.038 -4,8% -19,7% TOTAL DOS ATIVOS 6.880.037 9.336.327 9.381.093 0,5% 36,4% 0 PASSIVO CIRCULANTE 1.779.760 2.777.072 2.465.647 -11,2% 38,5% Fornecedores 343.544 804.410 748.206 -7,0% 117,8% Pessoal, encargos e benefícios sociais 218.626 315.964 208.134 -34,1% -4,8% Impostos, taxas e contribuições 240.792 234.322 146.029 -37,7% -39,4% Empréstimos e financiamentos 772.657 1.260.148 1.187.324 -5,8% 53,7% Arrendamentos a Pagar 0 61.721 58.877 -4,6% #DIV/0! Título a pagar 23.151 12.847 32.884 156,0% 42,0% Outras obrigações 180.990 87.661 84.193 -4,0% -53,5% PASSIVO NÃO CIRCULANTE 2.874.805 3.751.862 4.078.593 8,7% 41,9% Empréstimos e financiamentos 2.525.345 3.264.570 3.407.541 4,4% 34,9% Arrendamento a Pagar 0 117.184 103.526 -11,7% Impostos, taxas e contribuições 68.240 93.744 287.433 206,6% 321,2% Impostos diferidos 99.615 103.313 95.133 -7,9% -4,5% Provisões 87.698 93.236 48.127 -48,4% -45,1% Outros Títulos a Pagar 78.410 79.815 136.832 71,4% 74,5% Participação dos minoritários 15.497 14.462 15.207 5,2% -1,9% PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.225.472 2.792.931 2.821.646 1,0% 26,8% Capital social 2.111.374 2.559.718 2.559.718 0,0% 21,2% Gastos na Emissão de Ações (34.079) (34.079) 0,0% Reserva de Lucros 85.571 155.061 157.122 1,3% 83,6% Reserva legal 3.217 3.217 3.217 0,0% 0,0% Retenção de lucros 95.283 164.810 164.809 0,0% 73,0% Ações em tesouraria (12.929) (12.966) (10.904) -15,9% -15,7% Ajustes de avaliação patrimonial 0 (286.878) (462.953) 61,4% Ajustes acumulados de conversão 0 32.236 34.468 6,9% Lucro (Prejuízo) do Exercício 28.527 366.873 567.370 54,7% 1888,9% TOTAL DOS PASSIVOS 6.880.037 9.336.327 9.381.093 0,5% 36,4% 23
    • FLUXO DE CAIXA FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2009 em milhares de reais Fluxo de Caixa (Milhares de R$) 1T09 2T09 3T09 Acumulado 2009 Atividades Operacionais LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO (38.166) 405.039 200.497 567.370 ITENS DE RESULTADO QUE NÃO AFETAM O CAIXA 167.113 (255.601) 46.245 (42.243) Depreciação 54.590 57.081 57.539 169.210 Amortização 8.026 8.443 8.730 25.199 Participação minoritária no resultado 664 4.803 1.784 7.251 Provisão para Contingências 12.434 842 7.497 20.773 Tributos Diferidos (46.419) 60.788 58.905 73.274 Variação cambial sobre financiamentos 3.268 (492.226) (186.335) (675.293) Variação cambial demais contas de ativo e passivo 34.627 31.877 (1.933) 64.571 Despesas de juros sobre dívidas financeiras 96.134 69.000 92.319 257.453 Despesas de juros sobre arrendamento financeiro 5.304 5.063 6.616 16.983 Baixa no Ativo Imobilizado (1.515) (1.272) 1.123 (1.664) MUTAÇÕES PATRIMONIAIS (43.208) (264.861) (216.903) (524.972) Contas a Receber de Clientes 100.273 (121.356) 18.717 (2.366) Estoques (52.641) (61.709) 2.182 (112.168) Depósitos Judiciais (72) (834) 232 (674) Pessoal, Encargos e Benefícios Sociais 23.499 29.856 (101.385) (48.030) Fornecedores 19.503 35.602 (57.575) (2.470) Tributos (87.987) (50.902) (36.088) (174.977) Títulos a receber e a pagar 1.855 (32.455) (7.043) (37.643) Outras Contas Ativas e Passivas (47.638) (63.063) (35.943) (146.644) FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 85.739 (115.423) 29.839 155 Atividades de Investimentos Investimentos (160.676) (26.289) (3.452) (190.417) Variação cambial sobre Investimentos 30.573 (30.573) - - Aplicações em Ativo Imobilizado (74.297) (89.844) (172.566) (336.707) Variação cambial do ativo imobilizado 7.203 (7.203) - - Aplicações no Ativo Intangível (389) (112) (1.728) (2.229) Variação cambial do ativo intangível 4.898 (4.898) - - Aplicações no Diferido - - (89) (89) FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (192.688) (158.919) (177.835) (529.442) Atividades de Financiamentos - - - - Empréstimos e Financiamentos 180.880 488.638 179.522 849.040 Empréstimos Obtidos 876.572 945.058 1.173.254 2.994.884 Empréstimos Liquidados (695.692) (456.420) (993.732) (2.145.844) Arrendamento a pagar (17.875) (14.030) (18.798) (50.703) Arrendamentos Obtidos 2.042 2.906 7.006 11.954 Arrendamentos liquidados (19.917) (16.936) (25.804) (62.657) Ações em Tesouraria 104 104 FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS 163.005 474.608 160.828 798.441 Variação cambial sobre Caixa equivalente de caixa (2.638) (40.978) (20.113) (63.729) FLUXO DE CAIXA DO PERÍODO 53.418 159.288 (7.281) 205.425 Caixa, Contas Bancárias e Aplicações de Liquidez Imediata Saldo Final 1.125.082 1.284.370 1.277.089 1.277.089 Saldo Inicial 1.071.664 1.125.082 1.284.370 1.071.664 VARIAÇÃO NO PERÍODO 53.418 159.288 (7.281) 205.425 24
    • ANEXO II ABERTURA DA RECEITA LÍQUIDA (R$ MIL) – CONSOLIDADO Venda Líquida (R$ MIL) Var. % Var. % 3T08 2T09 3T09 POR LINHA DE PRODUTO 3T09 x 2T09 3T09 x 3T08 Carne In Natura 515.533 770.008 797.862 3,6% 54,8% Bovinos 395.048 346.999 435.019 25,4% 10,1% Suínos 29.054 12.009 24.915 107,5% -14,2% Aves 91.431 411.000 337.928 -17,8% 269,6% Industrializados 136.427 560.535 509.907 -9,0% 273,8% Outros 120.930 169.394 176.292 4,1% 45,8% TOTAL MERCADO INTERNO 772.890 1.499.937 1.484.061 -1,1% 92,0% Carne In Natura 615.946 730.396 731.383 0,1% 18,7% Bovinos 433.601 511.466 496.822 -2,9% 14,6% Suínos 39.949 32.676 30.931 -5,3% -22,6% Aves 142.396 186.254 203.630 9,3% 43,0% Industrializados 109.014 147.388 160.289 8,8% 47,0% Outros 25.743 26.270 26.867 2,3% 4,4% TOTAL MERCADO EXTERNO 750.703 904.054 918.539 1,6% 22,4% TOTAL MARFRIG 1.523.593 2.403.991 2.402.600 -0,1% 57,7% Venda Líquida (R$ MIL) - Var. % Var. % 3T08 2T09 3T09 POR DIVISÃO / MERCADO 3T09 x 2T09 3T09 x 3T08 Bovinos Brasil 454.587 525.855 563.887 7,2% 24,0% Mercado Interno 254.730 239.866 324.524 35,3% 27,4% Exportação 199.857 285.989 239.363 -16,3% 19,8% Food Service - Brasil 136.898 127.830 140.103 9,6% 2,3% Mercado Interno 136.898 127.830 140.103 9,6% 2,3% Exportação - - Suínos & Industrializados 103.115 79.856 81.074 1,5% -21,4% Mercado Interno 63.166 47.180 50.143 6,3% -20,6% Exportação 39.949 32.676 30.931 -5,3% -22,6% Aves & Industrializados 230.589 329.912 340.838 3,3% 47,8% Mercado Interno 87.268 142.304 136.612 -4,0% 56,5% Exportação 143.321 187.608 204.226 8,9% 42,5% Total Aves, Suínos & Industrializados 333.704 409.768 421.912 3,0% 26,4% Mercado Interno 150.434 189.484 186.755 -1,4% 24,1% Exportação 183.270 220.284 235.157 6,8% 28,3% Total Brasil 925.189 1.063.453 1.125.902 5,9% 21,7% Mercado Interno 542.062 557.180 651.382 16,9% 20,2% Exportação 383.127 506.273 474.520 -6,3% 23,9% Argentina 306.682 250.023 271.195 8,5% -11,6% Mercado Interno 167.016 166.078 170.651 2,8% 2,2% Exportação 139.666 83.945 100.544 19,8% -28,0% Uruguai 245.867 251.845 230.910 -8,3% -6,1% Mercado Interno 63.812 67.187 68.491 1,9% 7,3% Exportação 182.055 184.658 162.419 -12,0% -10,8% Europa 45.855 838.670 774.593 -7,6% 1589,2% Mercado Interno - 709.492 593.537 -16,3% Exportação 45.855 129.178 181.056 40,2% 294,8% Total Marfrig 1.523.593 2.403.991 2.402.600 -0,1% 57,7% Mercado Interno 772.890 1.499.937 1.484.061 -1,1% 92,0% Exportação 750.703 904.054 918.539 1,6% 22,4% 25
    • VOLUME VENDIDO (Mil Toneladas) Venda (ton ) Var. % Var. % 3T08 2T09 3T09 POR LINHA DE PRODUTO 3T09 x 2T09 3T09 x 3T08 Carne In Natura 133.308 163.702 166.725 1,8% 25,1% Bovinos 88.432 73.663 83.370 13,2% -5,7% Suínos 12.773 9.607 17.701 84,3% 38,6% Aves 32.103 80.432 65.654 -18,4% 104,5% Industrializados 33.932 80.184 72.855 -9,1% 114,7% Outros 118.165 137.438 142.923 4,0% 21,0% TOTAL MERCADO INTERNO 285.405 381.324 382.503 0,3% 34,0% Carne In Natura 89.870 119.035 129.200 8,5% 43,8% Bovinos 41.413 60.816 66.651 9,6% 60,9% Suínos 7.106 8.416 8.116 -3,6% 14,2% Aves 41.351 49.803 54.433 9,3% 31,6% Industrializados 12.907 23.508 22.737 -3,3% 76,2% Outros 6.702 8.825 9.360 6,1% 39,7% TOTAL MERCADO EXTERNO 109.479 151.368 161.297 6,6% 47,3% TOTAL MARFRIG (ton) 394.884 532.692 543.800 2,1% 37,7% Venda (ton ) Var. % Var. % 3T08 2T09 3T09 POR DIVISÃO / MERCADO 3T09 x 2T09 3T09 x 3T08 Bovinos Brasil 108.136 135.610 138.230 1,9% 27,8% Mercado Interno 84.045 95.156 101.345 6,5% 20,6% Exportação 24.091 40.454 36.885 -8,8% 53,1% Food Service - Brasil 28.668 20.921 22.707 8,5% -20,8% Mercado Interno 28.668 20.921 22.707 8,5% -20,8% Exportação - - Suínos & Industrializados - Brasil 29.897 29.380 34.785 18,4% 16,3% Mercado Interno 22.791 20.964 26.669 27,2% 17,0% Exportação 7.106 8.416 8.116 -3,6% 14,2% Aves & Industrializados - Brasil 72.781 113.625 113.858 0,2% 56,4% Mercado Interno 31.080 63.427 59.250 -6,6% 90,6% Exportação 41.701 50.198 54.608 8,8% 31,0% Total Aves, Suínos & Industrializados 102.678 143.005 148.643 3,9% 44,8% Mercado Interno 53.871 84.391 85.919 1,8% 59,5% Exportação 48.807 58.614 62.724 7,0% 28,5% Total Brasil 239.482 299.536 309.580 3,4% 29,3% Mercado Interno 166.584 200.468 209.971 4,7% 26,0% Exportação 72.898 99.068 99.609 0,5% 36,6% Argentina 104.796 75.698 82.029 8,4% -21,7% Mercado Interno 93.417 64.298 65.368 1,7% -30,0% Exportação 11.379 11.400 16.661 46,1% 46,4% Uruguai 44.956 55.268 55.848 1,0% 24,2% Mercado Interno 25.404 31.497 31.058 -1,4% 22,3% Exportação 19.552 23.771 24.790 4,3% 26,8% Europa 5.650 102.190 96.343 -5,7% Mercado Interno - 85.061 76.106 -10,5% Exportação 5.650 17.129 20.237 18,1% Total Marfrig 394.884 532.692 543.800 2,1% 37,7% Mercado Interno 285.405 381.324 382.503 0,3% 34,0% Exportação 109.479 151.368 161.297 6,6% 47,3% 26