Resumo

6,881 views
6,754 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
6,881
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
43
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Resumo

  1. 1. ECOLOGIA <ul><li>Do grego oikos = casa; logos = estudo </li></ul><ul><li>Termo primeiramente utilizado pelo biólogo alemão Ernst Haeckel em 1869, é definido como o estudo científico das relações entre os organismos e seu ambiente . </li></ul>
  2. 2. <ul><li>Ecologia é um conceito que a maioria das pessoas já possui intuitivamente, ou seja, sabemos que nenhum organismo, sendo ele uma bactéria, um fungo, uma alga, uma árvore, um verme, um inseto, uma ave ou o próprio homem, pode existir autonomamente sem interagir com outros ou mesmo com ambiente físico no qual ele se encontra. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>É uma ciência que progrediu muito ao longo do século XX, sobretudo nas últimas décadas, devido: </li></ul><ul><li>agravamento dos danos ambientais. </li></ul><ul><li>problemas decorrentes do crescimento da população humana. </li></ul><ul><li>progressiva escassez de recursos naturais e aumento da poluição ambiental. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Pela palavra ecologia , queremos designar o conjunto de conhecimentos relacionados com a economia da natureza – a investigação das relações entre o animal e seu ambiente orgânico e inorgânico, incluindo suas relações, amistosas ou não, com as plantas e animais que tenham com ele contato direto ou indireto. Ecologia é o estudo das complexas inter-relações, chamadas por Darwin de condições da luta pela vida. Foi assim que Ernest Haeckel, em 1869, definiu ecologia. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O aumento crescente da destruição e da contaminação do ambiente passou a constituir, pela primeira vez na história da humanidade, uma ameaça à sobrevivência da espécie humana. </li></ul><ul><li>A noção de fragilidade da natureza e de seus limites diante da intervenção humana contribuiu para que a ecologia servisse de base para novas análises e também para que a relação ser humano – ambiente fosse repensada. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>O conhecimento ecológico tem influenciado diversos movimentos sociais, desde os que propõem medidas de proteção à natureza até aqueles que criticam o atual modelo de civilização, sugerindo drásticas mudanças econômicas, sociais e culturais, na busca de uma nova relação com o meio natural como solução para a crise ambiental atual. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Um fenômeno que se pode descrever como movimento mundial de consciência ambiental apareceu subitamente nos anos de 1968 a 1970, em que temas como poluição, crescimento populacional, áreas naturais, consumo de alimentos e energia passaram a ser tratados na imprensa popular. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Com base no princípio de que conhecendo o funcionamento da natureza é possível controlar e usar racionalmente seus recursos, respeitar seus limites e agir de acordo com seus princípios, a ecologia surge como ferramenta fundamental para guiar os processos de intervenção humana na natureza ao propor alternativas ao sistema tradicional de exploração dos recursos naturais. </li></ul>
  9. 9. Interações com outras ciências <ul><li>Ecologia </li></ul><ul><li>- Estatística - Direito ambiental </li></ul><ul><li>- Computação - Engenharias </li></ul><ul><li>- Biologia molecular - Economia </li></ul><ul><li>- Climatologia - Ciências sociais </li></ul><ul><li>- Química - Ciências médicas </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Assim, como em qualquer outra área, em Ecologia são definidas unidades de estudo, as quais são fundamentais para melhor compreensão desta Ciência. </li></ul><ul><li>Utilizando-se um modelo de níveis de organização, fica mais fácil de compreendermos as unidades de estudo da Ecologia. </li></ul>
  11. 11. Genes espécies Células populações Tecidos comunidades Órgãos ecossistemas Sistemas biosfera Níveis de organização
  12. 12. Associações Biológicas <ul><li>Em um ecossistema os organismos estão constantemente interagindo entre si, ou seja, a existência de uma determinada espécie implica em prejuízo ou benefício de alguma outra; embora essas interações mesmo quando negativas, façam parte do equilíbrio natural. De uma forma geral, as relações entre os organismos são classificadas em harmônicas e desarmônicas . </li></ul>
  13. 13. Relações harmônicas <ul><li>As relações harmônicas são aquelas em que pelo menos um dos organismos é beneficiado, sem é claro prejudicar o outro. Podem ser entre a mesma espécie, ou espécies diferentes. </li></ul>
  14. 14. Relações harmônicas (entre mesma espécie) <ul><li>COLÔNIAS - os indivíduos são ligados fisicamente, ou seja, vários indivíduos formando o conjunto que é a colônia. Neste tipo de relação pode ocorrer a divisão de trabalho ou não entre as partes. A caravela (celenterado) é um caso em que ocorre a divisão de trabalho. Recifes de coral, agrupamentos de bactérias, e o “bolor” do pão, correspondem ao caso em que não ocorre a divisão de trabalho. </li></ul>
  15. 15. Relações harmônicas (entre mesma espécie) <ul><li>SOCIEDADE : nas sociedades, os indivíduos não são unidos fisicamente entre si. São caracterizadas pela divisão de trabalho, como no caso dos cupins, formigas e abelhas. </li></ul>
  16. 16. Relações harmônicas <ul><li>MUTUALISMO : nesta interação, as duas espécies envolvidas são beneficiadas e a associação é obrigatória para a sobrevivência de ambas. Um dos casos mais interessantes é o da associação entre algas e fungos, formando os liquens . Os fungos abrigam as algas, e são alimentados pelas mesmas. </li></ul>
  17. 17. Relações harmônicas <ul><li>PROTOCOOPERAÇÃO : nesta interação, as duas espécies envolvidas são beneficiadas, porém elas podem viver de modo independente sem que isso possa prejudicá-las. </li></ul>
  18. 18. Relações harmônicas <ul><li>COMENSALISMO : nesta interação, apenas uma das espécies se beneficia, sem, no entanto, prejudicar ou beneficiar a outra espécie envolvida. O urubu em relação ao homem é um bom exemplo, pois o primeiro alimenta-se dos restos (lixo) deixados pelo segundo. </li></ul>
  19. 19. Relações harmônicas <ul><li>INQUILINISMO : assim com no caso do comensalismo, também no inquilinismo, apenas uma espécie beneficia-se, sem no entanto prejudicar a outra. As bromélias e as orquídeas são um bom exemplo desta relação. </li></ul>
  20. 20. Relações desarmônicas <ul><li>As relações desarmônicas, nas quais uma espécie, necessariamente é sempre prejudicada pela ação de outra, são as seguintes: </li></ul>
  21. 21. Relações desarmônicas <ul><li>COMPETIÇÃO : é uma relação na qual indivíduos da mesma espécie ou de espécies diferentes disputam pelos mesmos recursos. Estes recursos podem ser alimento, espaço, luminosidade, etc. Exemplos: </li></ul><ul><li>- por território: cães, lobos, pássaros; </li></ul><ul><li>- por luminosidade: plantas de uma floresta; </li></ul><ul><li>- por alimentos: insetos comedores de grãos e o homem </li></ul>
  22. 22. Relações desarmônicas <ul><li>CANIBALISMO : é uma relação entre indivíduos da mesma espécie. No canibalismo, um animal mata outro da sua própria espécie para se alimentar. A aranha viúva-negra e a fêmea do louva-a-deus são exemplos de canibalismo. Em ambos os casos, as fêmeas devoram os machos após a cópula (ato sexual). </li></ul>
  23. 23. Relações desarmônicas <ul><li>PARASITISMO : é uma relação entre indivíduos de espécies diferentes, onde uma espécie beneficia-se prejudicando outra. A espécie beneficiada é chamada parasita, enquanto a prejudicada chama-se hospedeiro. Os parasitas podem viver sobre (ectoparasitas) ou dentro (endoparasitas) do corpo do hospedeiro. Ex.: </li></ul><ul><li>- o piolho e o homem - ectoparasita </li></ul><ul><li>- a pulga e o cachorro - ectoparasita </li></ul><ul><li>- a lombriga e o homem - endoparasita </li></ul>
  24. 24. Relações desarmônicas <ul><li>PREDATISMO : é uma relação entre indivíduos de espécies diferentes. Um animal mata o outro de espécie diferente para alimentar-se. É o caso das aves de rapina, das onças e do próprio homem. Animais que se alimentam de plantas também são predadores, como é o caso do gafanhoto, do boi, etc. </li></ul>
  25. 25. Coruja branca alimentando-se de um rato silvestre predado. Esta coruja ocorre em todo o Brasil, e costuma viver nas cidades em forros de igreja ou construções antigas, recebendo por isso o nome de coruja-das-torres. Ela come diariamente em média, 4 ratos, além dos mais variados tipos de insetos.
  26. 26. Relações desarmônicas <ul><li>AMENSALISMO : nesta interação, uma das espécies, que nem se beneficia e nem se prejudica, elimina substâncias que inibem o crescimento ou a reprodução de outra. É o caso de bactérias patogênicas inibidas pelos antibióticos ou da fauna marinha inibida por dinoflagelados, quando ocorrem as marés vermelhas. </li></ul>
  27. 27. Exemplo de um dinoflagelado que causa a morte os peixes e mariscos formando as marés vermelhas. Fonte: ciencias3c.cvg.com.pt/suc.htm

×