Argumentação e Filosofia- Tema 1 Filosofia, retórica e democracia 11ºL

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    Argumentação e Filosofia- Tema 1 Filosofia, retórica e democracia 11ºL - Presentation Transcript

    1.  
      • Explicitar a emergência dos sofistas assim como o seu papel no aparecimento da filosofia, da retórica e da democracia
      • Explicar as principais teses defendidas pelos sofistas
      • Apresentar uma breve aproximação ao conflito entre sofistas e filósofos na disputa pela prioridade na educação e formação dos cidadãos na Grécia
      • Surgiu na Grécia no século V a.C. após o triunfo político da democracia e o aparecimento da Filosofia com, de entre outros, Protágoras, Górgias e Hípias.
      • Quem foram os Sofistas :
      • Detentores de um saber enciclopédico, eram mestres, professores, cientistas e políticos que davam cursos ou aulas individuais sobre vários assuntos e cobravam por esse privilégio;
      • Dedicavam-se essencialmente ao ensino e prática da “arte de bem falar” ( rhetoriké techné )
      • Desejavam e prometiam a conquista da fama e da fortuna a quem os procurava.
      O Movimento Sofista
      • “ Nada é. Tudo é discutível.”
      • A génese da retórica relaciona-se directamente com o movimento sofista, com o aparecimento da filosofia e a democracia na Grécia Antiga;
      • É a “arte de bem falar” - a arte de persuasão dos auditórios pela palavra.
      • Não se deve preocupar com a verdade mas sim com a força e estrutura dos argumentos – persuasão ou manipulação?
      • É a arma para o sucesso na vida da Polis
      • Deveria acompanhar o ser humano desde a sua infância até à idade adulta;
      • Tinha como objectivo o estudo do homem preparando-o, como indivíduo e como ser social, para a vida activa na Polis .
      • Compreendia:
      • Formação Geral – Aritmética, Geometria, Astronomia e Música.
      • Formação específica - Dialéctica, Eloquência e Gramática.
      • O desenvolvimento do pensamento sofista afirma-se a partir de três aspectos essenciais:
      • Antropocentrismo;
      • Relativismo;
      • Cepticismo.
    2. Antropocentrismo
      • Considera-se que o homem é o centro do Universo - Tudo no universo deve ser avaliado de acordo e em relação com o Homem.
      • Defende-se que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, o humano deve ser a mediada do próprio humano
      • “ Tudo é relativo, nada é absoluto”
      • Afirmação do valor relativo do conhecimento, recusando-se toda e qualquer verdade ou valor tidos como absolutos.
      • “ Não se pode afirmar nenhum conhecimento como sendo infalivelmente verdadeiro” (Protágoras)
      • Questiona-se sistematicamente a noção de que o conhecimento e a certeza sejam possíveis, seja de um modo geral ou num campo particular.
      • “ O Homem é a medida
      • de todas as coisas”
      • Principais obras:
      • - As antilogias
      • - A verdade
      Protágoras (492 - 422 a.C.) Foi Protágoras quem inaugurou as lições públicas pagas e estabeleceu a avaliação dos seus honorários;
    3. As antiologias
      • “ Antilogia” significa oposição entre argumentos, resumida na seguinte fórmula geral:
      • “ A todo argumento se opõe outro de igual força”
      • Em "As Antilogias” , Protágoras defende que:
      • A respeito de todas as questões há:
      • Dois discursos coerentes em si mesmos, mas que se contradizem entre si.
      • O plano do visível
      • O plano do invisível
    4. A verdade
      • As ideias mais importantes de Protágoras que fazem parte da sua doutrina sobre a verdade pertencem à sua obra " A Verdade “.
      • Protágoras mostrara na sua obra, " As Antilogias “, a natureza instável e indecisa das coisas. Daí que “A Verdade” surja como que uma medida que vai travar este movimento de balança, decidir um sentido.
      • “ Eu Protágoras afirmo, sim, que a verdade é extremamente como escrevi: que cada um de nós é a medida das coisas das que são e que não são; mas há uma diferença infinita entre homem e, justamente por isso, as coisas aparecem e são para um de um modo, para outro de outro.”
          •       
    5.  
    6. Platão (428-347 a.C.) Os sofista foram fortemente criticados pelos filósofos. Platão é o representante máximo dessa crítica acusando-os de charlatães e a sua arte retórica de manipuladora e de simulacro da verdade Sofistas VERSUS Filósofos   ” (...) aqueles que levam a ciência de cidade em cidade, vendendo-a a retalho, elogiam sempre ao interessado tudo quanto vendem, mas talvez, meu caro, desconheçam o que é que desses artigos que vendem é bom ou mau para a alma(…).”Platão Protágoras , 1999, p.82
    7. Sofistas vs Filósofos O ideal educativo proposto pelos sofistas O ideal educativo proposto pelos filósofos
      • Visava a formação dos jovens enquanto cidadãos intervenientes através do discurso na vida da cidade
      • O importante é a busca da verdade e da sabedoria para orientar a acção
      • Propunha a aprendizagem de competências e de técnicas essenciais para ser bem sucedido na cidade
      • Propunha a formação dos cidadãos para um ideal de vida baseados na temperança e a moderação
      • Usava a retórica sem utilizar um código ético
      • Usava a dialéctica como meio da busca da verdade, do belo e do bem
      • Interessava-se mais com o poder e a fama do que com a verdade.
      • Interessava-se apenas com a busca do saber.
      • Acorda, meu filho. Estás a ver aquela casa ali no fim da rua? Aquela casa é um pensatório de sofistas. Lá moram homens que falam do céu, querendo convencer-nos que o céu é uma tampa de um forno e que nós somos os carvões. Se lhe dermos algum dinheiro, são capazes de nos ensinar a vencer nos discursos, nas causas justas e injustas. São pensadores meditabundos, gente de bem! Ó se são! Por favor, meu filho, esquece um pouco as corridas de cavalos e junta-te a eles. Torna-te um deles. Dizem que os raciocínios são dois, o forte, seja ele qual for, e o fraco. Afirmam que o segundo raciocínio, isto é, o fraco, através do discurso, pode vencer nas causas mais injustas. Ora, querido filho, se aprenderes este raciocínio injusto, não pagarei um óbolo a ninguém do dinheiro que estou a dever por tua culpa!"  Aristófanes, As Nuvens
      • http://www.mundodosfilosofos.com.br/sofistas.htm
      • http://afilosofia.no.sapo.pt/sofistas.htm
      • http://br.geocities.com/maeutikos/filosofia/filosofia_sofistas.htm
      • http://www.vaniadiniz.pro.br/espaco_ecos/filosofia_virginia/reinerio_os_sofistas.htm
      • http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/hosle.htm
      • Abbagnano, N. (s/d). História da Filosofia. Lisboa: Presença.
      • Châtelet, F. (dir./1980). História da Filosofia . Lisboa: Dom Quixote.
      • Cordon, J. M & Martinez, T. C. (1998). História da Filosofia dos Pré-Socráticos à Idade Média (Vol. I ). Lisboa: Edições 70.
      • Romeyer-Dherbey, G.(199). Os Sofistas . Lisboa: Edições 70.

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