Redes de Desenvolvimento - Presentation Transcript
Redes de Desenvolvimento Comunitário
1 2 3 6 5 4 8 7 OS 8 PASSOS Diagnóstico Plano Equipe de Articulação Visão de Futuro Articulação da Rede Agenda Realização da Agenda Pacto
Primeiro Passo: Equipe de Articulação (1)
Será a Coordenação do Projeto.
Voluntários que moram ou trabalham na localidade.
Primeiro Passo: Equipe de Articulação (2)
Membros do governo local, da iniciativa privada e das organizações da sociedade.
Primeiro Passo: Equipe de Articulação (3)
Mínimo de 3 pessoas (ideal = 8 a 11). Ampliada = 20 pessoas.
Capacitada na metodologia de indução do desenvolvimento local.
Segundo Passo: Articulação da Rede (1)
A Rede é o sujeito-agente do processo de implantação do DL
Segundo Passo: Articulação da Rede (2)
Rede = Rede do Desenvolvimento Comunitário.
Segundo Passo: Articulação da Rede (3)
Deve buscar conectar todos os participantes de programas de desenvolvimento, governamentais ou não-governamentais, que existam na localidade.
Segundo Passo: Articulação da Rede (4)
Ampliada com todos aqueles que quiserem colaborar com o trabalho.
Importante: Capacitação em netweaving !
Segundo Passo: Articulação da Rede (5)
Atenção : rede de pessoas, não de entidades, instituições ou organizações. Rede P2P ( peer-to-peer ).
Importante : por que P2P ?
Segundo Passo: Articulação da Rede (6)
Conectar um número mínimo de pessoas em cada localidade: 1% da população.
Importante: por que 1%?
Segundo Passo: Articulação da Rede (7)
Não é necessário conectar todas as pessoas para começar a implantar o projeto.
Segundo Passo: Articulação da Rede (8)
Importante: conectar os hubs , os inovadores e os netweavers .
Levantamento prévio de quem são as pessoas que devem ser procuradas.
Terceiro Passo: Seminário Visão de Futuro (1)
A Equipe de Articulação ampliada fará o Seminário Visão de Futuro (mínimo = 20 pessoas).
Sonhar um futuro desejado para a localidade daqui a 10 anos.
Terceiro Passo: Seminário Visão de Futuro (2)
O sonho de futuro será compartilhado com a Rede do Desenvolvimento Comunitário para ser validado.
Quarto Passo: Pesquisa Diagnóstico (1)
O Diagnóstico é feito pelo mesma Equipe de Articulação ampliada que participou do Seminário Visão de Futuro.
Quarto Passo: Pesquisa Diagnóstico (2)
Pesquisa na Rede de Desenvolvimento Comunitário (entrevistando 1% dos habitantes da localidade, conectados à rede).
Importante: por que 1%?
Quarto Passo: Pesquisa Diagnóstico (3)
O Diagnóstico gera => Mapa dos Ativos e Mapa das Necessidades.
Os Mapas serão submetidos à Rede do Desenvolvimento Comunitário para validação.
Quarto Passo: Pesquisa Diagnóstico (4)
Oportunidade para a primeira coleta de dados para os Indicadores de Desenvolvimento Local.
Quinto Passo: Plano (Horizonte 10 anos) (1)
A mesma Equipe de Articulação ampliada elaborará o Plano.
Escolha da vocação (ou das vocações) da localidade.
Quinto Passo: Plano (Horizonte 10 anos) (2)
Metodologia de planejamento participativo.
Definição das Metas.
Quinto Passo: Plano (Horizonte 10 anos) (3)
O Plano será submetido à Rede de Desenvolvimento Comunitário para validação.
O Plano não é um conjunto de projetos.
Sexto Passo: Agenda Local (1 ano) (1)
Elaborada pela mesma Equipe de Articulação ampliada, a partir do Plano.
Trata-se de uma agenda de prioridades para o próximo ano.
Sexto Passo: Agenda Local (1 ano) (2)
Incorpora também outras ações do poder público ou da sociedade local que estejam em curso ou previstas.
Sexto Passo: Agenda Local (1 ano) (3)
A Agenda deve ser validada pela Rede do Desenvolvimento Comunitário na localidade.
Sexto Passo: Agenda Local (1 ano) (4)
A Agenda Local deve definir as ações prioritárias para a negociação com agentes internos e externos.
Sétimo Passo: Pacto (1)
Todos os membros da Rede de Desenvolvimento Comunitário.
Sétimo Passo: Pacto (2)
Todos os parceiros (governamentais, empresariais e da sociedade civil e das demais instituições de apoio e fomento) que estiverem comprometidos com a realização da Agenda Local.
Sétimo Passo: Pacto (3)
Formalização dos compromissos assumidos por todos na consecução das ações contidas na Agenda de prioridades.
Sétimo Passo: Pacto (4)
Não se trata apenas de uma reunião e sim de um processo de negociação com os vários atores-parceiros do projeto.
Sétimo Passo: Pacto (5)
Nomes dos responsáveis pela realização de cada ação elencada.
Sétimo Passo: Pacto (6)
Nomes dos participantes voluntários que compõem cada equipe de trabalho constituída para executar uma prioridade da Agenda Local.
Sétimo Passo: Pacto (7)
Antes da cerimônia de assinatura, deverá haver um entendimento sobre o documento que será ratificado.
Sétimo Passo: Pacto (8)
Durante a cerimônia todos os participantes receberão uma cópia da Agenda Local.
Sétimo Passo: Pacto (9)
O Pacto Local encerra o processo de implantação do projeto.
Oitavo Passo: Realização da Agenda (1)
Para começar: um Projeto Demonstrativo.
O Projeto Demonstrativo será a primeira prioridade – ou a ‘Prioridade 0’ – da Agenda Local.
Oitavo Passo: Realização da Agenda (2)
É possível tomar como Projeto Demonstrativo uma das prioridades da Agenda Local.
Oitavo Passo: Realização da Agenda (3)
Para cada prioridade da Agenda haverá um responsável e uma equipe de participantes voluntários.
Para tudo isso é necessário...
Netweaving!
Netweaving
Netweaving é: articulação e animação de redes sociais!
Mas o que são redes?
E o que são redes sociais?
Como as redes sociais se estruturam e funcionam?
E como articulá-las e animá-las?
O que são redes?
Redes são sistemas de nodos e conexões
Existem muitos tipos de redes:
Redes biológicas (a teia da vida nos ecossistemas, as redes neurais)
Redes de máquinas
Redes sociais
Rede Neural
Rede Urbana
Rede de uma turma de escola
Rede Social
O que são redes sociais?
Seres humanos vivendo em coletividades estabelecem relações entre si.
Tais relações podem ser vistas como conexões, caminhos ou dutos pelos quais trafegam mensagens.
Os nodos são pessoas e as conexões são relações entre as pessoas.
Qualquer coletivo de três ou mais seres humanos pode conformar uma rede social, que nada mais é do que um conjunto de relações, conexões ou caminhos.
Há rede quando são múltiplos os caminhos entre dois nodos.
Mundo de 3 elementos
Mundo de 5 elementos
Redes distribuídas
Redes propriamente ditas são apenas as redes distribuídas
Em geral (> 90% dos casos) denominamos indevidamente de rede estruturas descentralizadas que tentam conectar horizontalmente organizações verticais (hierárquicas)
Topologias de Rede Diagramas de Paul Baran
Colocando os “óculos de ver rede”
As conexões existem em outro espaço-tempo: no espaço-tempo dos fluxos (que não é visível para os olhos).
É necessário colocar “os óculos de ver rede”...
Fluxos luminosos
Os grafos são meras representações
Fenomenologia da rede
A partir de certo número de conexões em relação ao número de nodos começam a ocorrer na rede fenômenos surpreendentes.
Tais fenômenos não dependem do conteúdo das mensagens que trafegam por essas conexões.
Quanto mais distribuída (ou menos centralizada) for a topologia da rede, maiores são as chances de tais fenômenos ocorrerem:
C lustering (aglomeramento)
Swarming (enxameamento)
Crunch = Redução do tamanho (social) do mundo (amassamento)
Autoregulação sistêmica
Produção de ordem emergente bottom up (a partir da cooperação)
Clustering
A tendência que têm dois conhecidos comuns a um terceiro de conhecer-se entre si.
Tudo “ clusteriza ”: idéias (que “dão em cachos, como as uvas”), grupos criativos, doenças...
Aglomeramento
Clusters centralizados e descentralizados
Swarming
Distintos grupos e tendências, não coordenados explicitamente entre si, vão aumentando o alcance e a virulências de suas ações...
Exemplo: 11 a 13 de março de 2004 na Espanha (papel do SMS = celular).
Insetos enxameando
Nuvem de insetos
Cupins enxameando
Crunch
Redução do tamanho (social) do mundo
Small-World Networks
Experimento de Milgram-Travers (1967): 5,5 graus de separação.
Experimento de Duncan Watts et all. (2002): seis graus de separação.
Milgram: 160 pessoas que moravam em Omaha tentaram enviar cartas para um corretor de valores que trabalhava em Boston utilizando apenas intermediários que se conhecessem pelo nome de batismo.
Watts: 60 mil usuários de e-mail tentaram se comunicar com uma de dezoito pessoas-alvo em 13 países, encaminhando mensagens a alguém conhecido.
Rede “amassando”
Autoregulação sistêmica
Capacidade de mudar o próprio programa de adaptação conservando seu padrão de organização.
Exemplos: organismos, partes de organismos, ecossistemas, redes sociais com alto grau de distribuição.
Emergência
Produção de ordem emergente bottom up (a partir da cooperação)
Capital Social
Jane Jacobs (1961)
A “rede-mãe”
Diferença entre a rede que existe e as redes que articulamos voluntariamente
As redes que articulamos são interfaces para “conversar” com a “rede-mãe”
A “rede-mãe” é o ‘social’: uma rede distribuída nisi quatenos não está rodando programas verticalizadores...
As redes sociais sempre existiram
Não é agora que a sociedade está se constituindo como uma sociedade-rede
Toda vez que sociedades humanas não são invadidas por padrões de organização hierárquicos ou piramidais e por modos de regulação autocráticos, elas se estruturam como redes (distribuídas)
A Sociedade-Rede
A convergência de fatores sociais, econômicos, culturais, políticos e tecnológicos está possibilitando a conexão em tempo-real (= sem-distância) entre o local e o global
E está acelerando e potencializando os seus efeitos e tornando visível sua fenomenologia!
Redes sociais não são redes digitais
Não são Bebo, hi5 e Orkut
Não é Internet ( interconected network )
Não estão no mundo digital
Como o nome está dizendo: estão na sociedade...
Redes sociais não são “clubes de anjos”
Não são associações de pessoas cooperativas
As pessoas não tem que ficar “menos competitivas” para se conectar às redes
É a dinâmica da rede (distribuída) que converte competição em cooperação
Para fazer netweaving
Condição 1 - Conectar pessoas (ou redes distribuídas de pessoas) e não instituições hierárquicas.
Condição 2 - Conectar pessoas entre si e não apenas com um centro articulador .
As 4 tentações...
1 – Fazer redes de instituições (em vez de pessoas)
2 – Fazer reunião para discutir e decidir o que os outros devem fazer (em vez de fazer)
3 – Tratar os outros como “massa” a ser mobilizada (em vez de amigos a serem conquistados)
4 – Monopolizar a liderança (em vez de estimular a multiliderança)
As redes não duram para sempre
Redes voluntariamente articuladas são eventos limitados no espaço e no tempo
Cada rede tem um tempo de vida
Elas são móveis: se fazem e se refazem
Somem e reaparecem, muitas vezes como outras redes
As redes não crescem indefinidamente
As redes são móveis: crescem até certo ponto e depois param de crescer
Depois de certo tempo, tendem a diminuir ou até a desaparecer
Por que elas deveriam crescer indefinidamente?
A rede não é um instrumento
A rede não é um instrumento para fazer qualquer coisa
Nem mesmo para fazer a mudança social
A rede já é a mudança
Essa mudança não é uma transformação do que existe em uma coisa que não existe e sim a liberdade para o que o que já existe possa regular a si mesmo!
Uma rede só funciona quando existe
Quando se configura segundo a morfologia de rede (distribuída) e manifesta a dinâmica de rede
Nenhuma tecnologia pode construir uma rede (celular, Internet, blogs etc.) se as pessoas não constituírem uma comunidade
Uma rede começa sempre com uma rede
Uma hierarquia não pode construir uma rede
Se uma organização hierárquica quiser articular uma rede, deve dar autonomia a um grupo inicial estruturado segundo um padrão de rede
Animando a rede
A rede é o ambiente. Seu papel é amplificar e processar em paralelo miríades de estímulos provenientes de seus nodos, transformá-los e recombiná-los em inúmeras variações, reverberando, pulsando, para estabelecer uma regulação emergente...
Animando a rede
A – Ter sempre campanhas e metas
B – Ter sempre devolução ou retorno
C – Disponibilizar amplamente todas as informações
D – Estimular sempre a conexão P2P
A rede “acontecendo”
A animação é um esforço permanente mas sempre inicial
E como empurrar um carro sem partida
A rede só vai “acontecer” se o carro “pegar no tranco”
Só se as pessoas gerarem uma nova identidade no mundo...
Ou só se a rede conseguir “conversar” com a “rede-mãe”
Augusto de Franco www. augustodefranco .com. br Escola-de-Redes www.redes.org. br
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