LAIR RIBEIRO
LAIR RIBEIRO




   PRO$PERIDADE
FAZENDO AMIZADE COM O
      DINHEIRO




      Coleção Sintonia


           Vol.3
    ED...
Prefácio

        O Universo é pura inteligência, abundante e paradoxal, feito para todos
serem ganhadores. Dos diferentes...
Sumário


     1.0 NORMAL, O ESPERADO
         Realismo e conformismo


2. REALIDADE, AMARGA REALIDADE
    Percepções intu...
Riqueza ao alcance de todos

                        16. GASTANDO PARA COMPARTILHAR
                                 Multi...
pode também ser descodificado lingüisticamente.


       O constante conflito continua. Nesta ambigüidade de conceitos, du...
Você não sabe bem, até hoje, se estava dormindo ou acordado. Só lembra que
aqueles pontinhos brilhantes, como se fossem fi...
Mas Você, tentando decifrar com seus botões aquele enigma, sentia que no fundo
alguma mensagem de grande importância para ...
Seu nome, Você, era um nome incomum. No início as pessoas estranhavam, achavam
engraçado. Mas depois se acostumavam.

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pouco os questionamentos. Voltou para o trabalho por outra rua. À5 vezes gostava de
variar os caminhos. De repente ocorreu...
Corno  Sol a pino, Você suava atravessando o deserto, conduzindo um camelo
carregado de produtos para vender. Sedento. Esg...
Havia acordado bem mais cedo que o costume. Com o sonho ainda nítido em sua
mente. Sentou-se na escrivaninha e refez o orç...
muito ainda, mas ao contá-lo e recontá-lo teve a certeza de que aquele maço de cédulas
atrairia mais dinheiro. Muito mais....
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bailando acima da cama. Só que um deles che...
- Mas essa riqueza o dinheiro não compra, não é? disse Você, querendo checar se
                                          ...
- Nem tanto, porque a Prosperidade é um estado mentaL Não dependemos do dinheiro
para começar a ser prósperos. Se fosse as...
Capítulo 6

MAGNETISMO FINANCEIRO

Semelhante atrai semelhante


    Continhas apertadas nos canhotos do talão de cheques,...
milionários guardam sempre algum dinheiro e jóias em um cofre, em sua casa ou no
banco. Quem tem esse hábito costuma abrir...
mesmo as suas conclusões disse ele sem dar muita trela e voltando a conduzir a conversa.
                            —


 ...
Soltando o freio de mão

         —‘Você é capaz de andar por cima dessa tábua sem perder o equilíbrio?
         —Claro!!
...
- Assim como o medo de cair da tábua quando ela foi colocada entre dois arranha-
céus, deve haver dentro de você algumas i...
- Então vamos lá. Primeiro sente-se de forma bem confortável e relaxada. Respire
lentamente, sem atrelar sua mente aos pen...
a luz dourada para dentro dos seus olhos fechados. E os primeiros raios da
manhã,entrando pela janela e reluzindo no seu t...
Por isso, naquele dia Você resolveu não almoçar e procurar um recanto bem
tranqüilo onde pudesse meditar sobre essas quest...
Num relance, lembrou-se do olhar do seu chefe, ao final da reunião daquela manhã, e
do sentimento desconcertado em que Voc...
O que lhe diz seu pai quando vai embora?

     O que lhe diz sua mãe?

     O que você lhes diz ao despedir-se deles?

   ...
— Isso que você está pensando agora, por exemplo, é um típico pensamento negativo,
outro fator psicológico que é fatal par...
badaladas. Mais uma vez o tempo das lições de Vanguarda se encadeava perfeitamente
com o presente vivido por Você no dia-a...
—Vamos fazer um exercício para resolver uma falha de vingança, que ficou pendente
em sua estrutura emocionaL Imagine que v...
pessoa de ser feliz.

      Você examina suas emoções e sentimentos ligados aos seus pais e percebe que alguns
nós ainda e...
recebia suficiente afeto ou dinheiro da pessoa quando viva. E aí procura ficar livre disso o
mais depressa possível. Queim...
começa a falar sobre um livro que acabou de ler, o best seller O Sucesso Não Ocorre por
Acaso o único livro na vida dele q...
Os dois abraçados, chorando, recriando o passado, demonstram mais urna vez o
poder do espírito humano. Milagre em ação. Tr...
sobre a experiência deles com o Vodu e seus praticantes.

      Você continuava, em transe, ouvindo Vanguarda contar a his...
Pobreza é um estado de espírito.
                    E a falta de dinheiro é uma situação temporária.


     Ainda mais pe...
O menino disse apenas isso: “Agora”. Cábelos dourados e um sorriso brincalhão,
como se estivesse respondendo com essa únic...
Você através da água do banho: “A ordem dos fatores! Pensamento e sentimento! Não
altera o produto! Em sua mente”. o refrã...
O sábado e o domingo se passaram sem maiores novidades. De vez em quando Você
lembrava-se da história do bilhete premiado ...
- Estamos sempre fazendo isso. Sempre estamos criando a nossa realidade, seja ela
positiva ou negativa.

     - Mas como p...
PROVADOR

                                     UNIVERSO FÍSICO


     - Isso é Lindo, mas a maioria dos homens acharia mui...
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  1. 1. LAIR RIBEIRO
  2. 2. LAIR RIBEIRO PRO$PERIDADE FAZENDO AMIZADE COM O DINHEIRO Coleção Sintonia Vol.3 EDITORA OBJETIVA
  3. 3. Prefácio O Universo é pura inteligência, abundante e paradoxal, feito para todos serem ganhadores. Dos diferentes jogos possíveis entre os seres humanos, o único que vale a pena ser jogado é o do ganha -ganha: para eu ganhar, você não precisa perder; a não ser que você insista, e aí o problema é seu. Entender esses conceitos, intelectualmente, é fácil. O difícil é incorporá-los no seu dia-a-dia. A teoria na prática é outra: no jogo mortal do “salve-se quem puder”, os bons de coração parecem não ter chance... Neste livro, com o uso de princípios de várias disciplinas, numa linguagem metafórica e poderosa, é transmitido o segredo da Prosperidade. Saúde, riqueza e amizades são ofertas do Senhor. Com imaginação e garra, nós transpomos o cordão, separando o boi da boiada, o vencido do vencedor, acreditando firmemente na possibilidade de ser feliz e de ter muito sucesso na vida. Aperte o cinto de segurança e se prepare para uma viagem, ao mesmo tempo proveitosa e emocionante. Amor e sabedoria, Vanguarda.
  4. 4. Sumário 1.0 NORMAL, O ESPERADO Realismo e conformismo 2. REALIDADE, AMARGA REALIDADE Percepções intuitivas e preliminares 3. A ROTINA DO COTIDIANO Despertando novos horizontes 4. DANDO A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR Apostando no futuro 5.0 RECONHECIMENTO DA PRESENÇA Vivenciando outras dimensões 6. MAGNETISMO FINANCEIRO Semelhante atrai semelhante 7. RECODIFICANDO O OBSOLETO Soltando o freio de mão 8. AVALANCHE DE PRECONCEITOS Rompendo as amarras 9. PSICOLOGIA DA POBREZA Libertando-se de pesados fardos 10. O PARADOXO EXISTENCIAL Imortalidade enquanto viver 11.0 ENIGMA DAS RIQUEZAS O quanto é real a realidade 12. O PROCESSO CRIATIVO Exercitando ser co-criador 13. TRANSCENDENDO LIMITAÇÕES Inventando realidade 14. O SEGREDO DA ABUNDÂNCIA Acelerando o ritmo 15. GANHANDO E MERECENDO
  5. 5. Riqueza ao alcance de todos 16. GASTANDO PARA COMPARTILHAR Multiplicando recursos 17. POSSIBILITANDO O IMPOSSÍVEL O futuro no presente 18. REALIDADE, DOCE REALIDADE Integrando e prosperando 19. COMEÇO SEM FIM O ciclo se renova Capítulo 1 O NORMAL, O ESPERADO Realismo e conformismo Você e quase todos os que convivem com Você pensam do mesmo jeito. A gente nasce, cresce, faz o que não gosta a maior parte do tempo, envelhece, aposenta-se e morre, ou talvez um pouquinho somente disso: nasce, cresce, casa, tem filhos, cuida dos filhos, eles crescem e vão-se embora, Você entra em depressão, envelhece e morre. — Será realmente verdade que tem de ser assim, ou poderia ser diferente? pensou — Você, inúmeras vezes. Chegou a comentar sobre o assunto com amigos, colegas, vizinhos. Infelizmente a conversa não levou a nada e Você acabou resignando-se, atribuindo o seu existir a um processo superior, talvez kármico, no qual Você não tem direito a voto. Você é a conseqüência, não a causa. Por outro lado, uma força oposta continua pulsando dentro de Você. Tão ou mais poderosa que, mesmo semi-adormecida, lhe permite perceber, por frações de segundos, que poderia ser diferente. Essa força lhe deixa saber que saúde, riqueza, amor e amizade constituem partes integrantes do ser humano. Que todos nós temos direito à Prosperidade. Que o Universo é um lugar inteligente, feito para todo mundo ganhar, cada um tendo o direito de fazer o que gosta e gostar do que faz. Mas a outra parte volta a atuar: Esqueça tudo isso; isso é utopia; a vida é dura; — viver é sofrer. Começa a lembrar-lhe de todas as frustrações, humilhações e víolências — que Você presenciou e de certa forma incorporou como parte do seu “Eu”. É tarde — demais, não tem mais jeito esta parte procura convencê-lo de que Você está predestinado — a ser o que é. -— E o livre arbítrio? - aquela parte volta a questionar. - Nós somos animais — lingüísticos. Linguagem não só cria realidade como nos diferencia dos outros seres e nos faz humanos. Toda codificação cerebral é lingüística. Se foi codificado lingüisticamente,
  6. 6. pode também ser descodificado lingüisticamente. O constante conflito continua. Nesta ambigüidade de conceitos, duas personalidades antagônicas vivem dentro de Você o binário universal: bem-mal, rico-pobre, quente-frio, duro-mole, emoção-razão, sintonia-caos. Você está cansado com todo esse questionamento filosófico-existencial. Muita leitura, muita cognição, algumas vezes muita esperança, mas tudo continua no mesmo status quo. Analisando a sua existência, você conclui então que o futuro é apenas uma repetição do passado. Resignado quanto ao futuro, Você anda cabisbaixo, ombros arqueados para a frente, mostrando ao mundo, com o seu corpo, quem é o perdedor neste jogo mortal. Você está pensando em tudo isso quando vê, no chão, à sua frente, uma nota de um dólar. Sem hesitação apanha a nota e, virando seu outro lado num movimento quase auto- mático, vê escrito em letras garrafais: Se Você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve. Para obter algo diferente, Você tem que começar a fazer algo diferente. - A sua primeira reação é de crítica. - Como alguém pode escrever numa nota, ainda mais numa nota de dólar? - Sua mente crítica toma conta da sua cognição e Você até se esquece do conteúdo da mensagem escrita. A nota, Você dobra e guarda no bolso, talvez como um talismã. Ao chegar em casa, antes de entrar pela porta do prédio, Você é atraído pelo barulho de um carro que passa próximo à calçada em marcha lenta. É um Mercedes- Benz. O motorista, com um uniforme que lembra um guarda, faz um sinal para Você, um “V” com o indicador e o dedo médio da mão esquerda. Você não entende nada e sua mente crítica volta a atuar. Entrando em casa, a mulher exausta e compreensiva o recebe amavelmente. Os filhos choram e o telefone toca. Mais um dia se foi. Igualzinho ao de ontem e, provavelmente, não muito diferente do de amanhã. (Isto é o que Você pensa!!!) Capítulo 2 REALIDADE, AMARGA, REALIDADE Percepções intuitivas e preliminares
  7. 7. Você não sabe bem, até hoje, se estava dormindo ou acordado. Só lembra que aqueles pontinhos brilhantes, como se fossem fiapos saídos de uma estrela, começaram a entrar pela janela do seu quarto fazendo uma dança estranha e envolvente. Do movimento deles faiscava um brilho especial, que tinha som, formando-se no ar uma melodia de indescritível beleza. Você também nunca se esquecerá da melodia, em compassos de três notas apenas, repetindo uma palavra que ao mesmo tempo se desenhava ante seus olhos, flutuando a um metro e meio do seu rosto: — VAN...GUAR...DA... Você chegou em casa, nessa noite, às voltas com a preocupação de sempre. Com o dinheiro, que já era curto, cada vez mais mordido pela inflação, o custo de vida subindo e os preços disparando, Você é obrigado a cortar mais ainda as suas despesas. Passa a trabalhar mais do que antes, empenhando-se ao máximo, diminui drasticamente suas horas de lazer, sacrifica sua alegria de viver e não tem tempo nem dinheiro para cuidar da saúde, mas mesmo assim os seus esforços não têm tido um resultado compensador. Você está estressado. Jantando com a família, Você adiciona novos itens à sua pauta de compromissos: o dentista do filho caçula, o curso de inglês da filha, o aumento das mensalidades da escola, o urgente conserto da geladeira que enguiçou. Folheando o jornal, Você já nem se espanta com as notícias costumeiras de corrupção, inflação e arrocho econômico, mas sente um leve aperto no bolso e na fivela do cinto. Vendo um pouco de televisão, Você se distrai com um filme sobre milionários infelizes e sem caráter e sobre pobres cheios de dignidade. Abrindo um Livro para ler antes de dormir, Você procura relaxar um pouco mas sabe que a preocupação e o estresse continuam presentes. Custa a dormir e, quando consegue, seu sono é intermitente. Qualquer coisinha é pretexto para os pensamentos o acordarem. Desta vez foram as gotinhas pingando, na pia do banheiro, e se amplificando nos seus ouvidos insones, que as percebiam como notas musicais, compassadas e hipnóticas. De cada gotinha irrompia uma nota, breve e seca, e a cada três notas Você notava uma pausa, seguida por outro conjunto de três gotas. Você levantou-se e foi fechar melhor a torneira, mas não adiantou muito. Apenas mudou um pouquinho o ritmo e o tom. “Chamar um encanador, mais uma despesa”, Você resmungou, aborrecido por não saber trocar uma pecinha tão simples e decidindo não ligar muito para aqueles pingos tão sem importância. Mas foi exatamente através deles que sua mente embarcou numa espécie de estado alfa. Aqueles sons, aos poucos, foram conduzindo Você a um cantinho da sonolência, aquém do sono e além da vigília, onde as três notinhas surgiam não mais apenas do som. Brilho, cores, movimento, era tudo uma só vibração como se o Universo inteiro pulsasse naquele ritmo. E por esses compassos aquela palavra boiava no ar, acima da sua cama, desafiando sua mente: —VAN...GUAR...DA... $$$ De manhã, Você achou melhor não contar o estranho “sonho~~ a sua mulher. Além do mais, se ela já estava achando o marido meio esquisito por causa dos sintomas do estresse, ficaria assustada se soubesse das letras brilhantes bailando no meio do quarto ao som das gotinhas da pia e cantando: “VAN. . .GUAR.. .DA...” -— História mais absurda! Tá doido? ela diria, pragmática. —
  8. 8. Mas Você, tentando decifrar com seus botões aquele enigma, sentia que no fundo alguma mensagem de grande importância para a sua vida estava contida naquela palavri- nha. Como decifrar o mistério sem ser devorado por interpretações delirantes? “Preciso entender direito isso que aconteceu comigo”, pensou Você, arranjando um pretexto para levantar-se da mesa do café da manhã. No caminho entre a sala e o banheiro, pegou o Aurélio. Vanguarda. Frente, testa, dianteira. A parcela mais consciente e combativa, ou de idéi- as mais avançadas, de qualquer grupo social. Grupo de indivíduos que, por seus conhecimentos ou por uma tendência natural, exerce papel de precursor ou pioneiro em determinado movimento cultural, artístico, científico, etc. ‘ Vanguardeiro. Que, ou aquele que marcha na vanguarda. Que, ou aquele que vem na frente. Talvez sua mulher tenha achado estranho vê-lo sair do banheiro com um dicionário na mão, mas Você tentou agir com naturalidade e engatou uma pergunta bem trivial, do tipo: “Quer que compre pão na volta do trabalho?” Guardadas na memória, algumas palavras da definição de Vanguarda poderiam já ser uma pista. A parcela mais consciente... de idéias mais avançadas.., papel de precursor ou pioneiro... aquele que vem na frente. Em frente ao jornaleiro, passa um amigo, indo apressado para o trabalho. Você acena e cumprimenta: - E aí, como é que vai? Que pressa é essa? —Vou à luta, meu velho. Correndo atrás do dinheiro!... Quando Você respondeu “Vai fundo e boa sorte”, seu amigo já ia longe. Mas um lampejo da mensagem noturna de repente se abriu para Você: “Luta? Por que tem que ser lutando? E por que correndo atrás? Não é melhor ir na frente?” Vanguarda tinha manifestado um primeiro insight na cabeça de Você. Capítulo 3 A ROTINA DO COTIDIANO Despertando novos horizontes
  9. 9. Seu nome, Você, era um nome incomum. No início as pessoas estranhavam, achavam engraçado. Mas depois se acostumavam. - Você? É assim mesmo que o senhor se chama? - É, mas não precisa do “senhor”. Pode me tratar de você. Ele detestava formalidades e gostava muito de andar pelas ruas da cidade no meio da multidão, sentindo-se parte do povo, identificando-se com as pessoas, prestando atenção nos tipos. A caminho do restaurante onde costumava almoçar, ia se comovendo com os mendigos, familias inteiras morando na rua e pegando restos de comida no lixo. Chegava a sentir unia certa culpa de estar indo almoçar uma comida decente. Identificava-se com as pessoas humildes, gente de todo tipo que cruzava com ele pela rua, e olhava com um misto de revolta e inveja para os ricos que passavam em seus carrões. Esses contrastes, cada vez mais gritantes, de miséria e riqueza, traziam sempre à sua lembrança algumas frases que aprendera na infância, em aulas de religião e nas conversas em casa. Dinheiro não traz felicidade. Bem-aventurados os simples, porque eles tertão o reino dos Céus. É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus... $$$ Desde que Você tinha sete anos e ouviu essa frase pela primeira vez, sempre o intrigara imaginar um camelo tentando passar pelo buraquinho de uma agulha. Num passeio ao Zoológico, ficou olhando aquele animal enorme, e as duas corcovas tornavam a idéia mais absurda ainda. - Se fosse um dromedário, que só tem uma corc ova, já seria impossível. Muito mais impossível é para um camelo, com duas... comentou seu irmão mais velho, metido a — sabido. Ao chegar em casa, pegou a caixinha de costura da mãe e ficou olhando as agulhas, de diversos tamanhos, todos tão inviáveis para os camelos como o céu devia ser para os ricos. - Puxa vida, sabe de uma coisa? disse Você para si mesmo. Eu quero ser pobre! — — Agora, adulto, questionava essa idéia, mas a declaração feita aos sete anos morava solidamente em seu cérebro. - Não pode ser impossível alguém rico ir para o Céu, porque, se existe Céu e existe Deus, nada é impossível. E não é pelo bolso ou pela conta bancária que se vê o coração ia — Você conjecturando enquanto andava pela rua. Mas é difícil, porque muito dinheiro — deixa as pessoas egoístas pensou, ao passar em frente a um hotel cinco estrelas com duas — limusines na porta. $$$ O vozerio do restaurante popular e o tempero da lasanha fizeram-no esquecer um
  10. 10. pouco os questionamentos. Voltou para o trabalho por outra rua. À5 vezes gostava de variar os caminhos. De repente ocorreu-lhe que ao fazer um trajeto diferente poderia estar evitando alguma coisa desagradável que viu na ida ao restaurante: os mendigos ou os milionários? não sabia responder. — Passou em frente a um templo enorme, que há poucas semanas não estava ali. “Essas seitas pedem dízimos altos e as pessoas pagam de bom grado. Por quê?” — perguntava-se enquanto centenas de pessoas humildes saíam da igreja. Um pouco adiante, uma voz firme chamou sua atenção. - Meu Pai está no Céu, e o Reino de Deus está dentro de nós! Nunca tinha ouvido essa frase em pregações de rua. E o velhinho esbelto e sorridente que a repetia sem parar estava longe de parecer um pregador comum, desses religiosos que vão às ruas fazer prosélitismo. O velho estava na esquina do escritório onde Você trabalhava. Vestido com uma túnica dourada, distinguia-se completamente da multidão, mas os passantes pareciam nem reparar sua presença. Olhou para Você com um sorriso marcante e familiar. Você nunca tinha visto alguém como ele, mas ao mesmo tempo era como se o conhecesse há séculos. Como é que pode? Sua figura estava longe de ser a de um mendigo. Pelo contrário, transparecia um ar saudável e um sentimento de Prosperidade, mas que também nada tinha a ver com aqueles homens endinheirados que despertavam em Você inveja e revolta. Você não conseguia entender bem o porquê disso, mas a Prosperidade estava refletida no sorriso do velho, que brilhava mais do que sua túnica dourada. A frase do velho ficou martelando em sua cabeça a tarde toda. Meu Pai está no Céu, e o Reino de Deus está dentro de nós... O que aquele velho queria dizer com isso? No final do expediente, Você pegou seu contracheque na tesouraria. O salário estaria depositado em sua conta no dia seguinte. Apesar do aumento e das muitas horas extras, ia ser preciso bastante malabarismo para cobrir todos os gastos. Embora preocupado com o orçamento do mês, a lembrança do velhinho dourado não lhe saía da mente e Você resolveu passar de novo por aquela esquina. Mas ele não estava mais lá. Capítulo 4 4. DANDO A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR Apostando no futuro
  11. 11. Corno Sol a pino, Você suava atravessando o deserto, conduzindo um camelo carregado de produtos para vender. Sedento. Esgotado. Esforçava-se para chegar a tempo na Cidade. E fazia tudo para se manter lúcido e não se deixar iludir por nenhuma miragem que o desviasse do caminho. Sentado junto ao muro da Cidade, Você agora contava moedas tiradas de um saquinho. Mentalmente dividia o destino daquelas moedas, féria do mercado. Alimentação, aluguel, escola, dentista, as preocupações do dia-a-dia misturavam-se no seu sonho às imagens do camelo das imaginações da infância e lembranças daquela tarde. De noite, em casa, depois do jantar, viu o telejornal e foi fazer as contas malabaristas do orçamento mensal. A ginástica financeira o esgotou tanto que Você dormiu sem se lembrar das gotas musicais da véspera e sem muito pensar no velho. Fez calor de noite, deserto escaldante no sonho. Você contava as moedas. De repente ouviu: - O dízimo. - O quê? - Não se esqueça do dízimo. Era o velhinho dourado! Vestia uma túnica parecida com a que usava na esquina, só que bem mais antiga, larga e comprida. Vendo seu ar de espanto e dúvida, o velhinho repetiu a frase da tarde, agora com voz pausada, suave e ao mesmo tempo desafiadora: - Meu Pai está no Céu. O Reino dos Céus está dentro de nós. - E seguiu seu caminho. Mas a pergunta que Você fez ainda o alcançou: - Se Deus está dentro de mim, então o certo é dar o dízimo para mim mesmo?! - O velhinho parou, olhou para Você, sorriu e respondeu: - Está na Bíblia: “Parte do que você ganha é seu para guardar.” - Você fez a barba perguntando ao seu reflexo no espelho: - Mas, como? Se a situação está apertada, como é que vou ter dez por cento para guardar? - Escovando os dentes, urna idéia veio clara: - Em dinheiro vivo, à vista. Na hora em que receber qualquer pagamento!
  12. 12. Havia acordado bem mais cedo que o costume. Com o sonho ainda nítido em sua mente. Sentou-se na escrivaninha e refez o orçamento. Antes de tudo anotou o valor total e tirou dez por cento. O dízimo. Com os noventa por cento restantes programou de novo todos os pagamentos essenciais. Cortou despesas. E anotou na agenda, ao lado do novo orçamento: “Aumentar receita em 100%.” Sempre que recebia dinheiro, via-se pagando a todo mundo, menos a si próprio, que foi quem trabalhou para ganhar aquele dinheiro. É claro que as pessoas e empresas a quem Você tinha que pagar alguma coisa devem ter trabalhado pelo dinheiro que têm a receber, prestando algum serviço ou fornecendo algum produto a Você, mas para o seu cérebro isso não era tudo. Desta vez, cismava em vir à tona um pensamento: - E eu, que trabalhei por este dinheiro? Não ganho a minha parte? As coincidências, em certas horas, se sucedem, como se gritassem pela nossa atenção para algum detalhe. No ônibus, folheando o jornal, Você viu uma notícia sobre um pastor que, na TV americana, falava: - Mande para mim dez por cento do que você ganha, e você ficará rico. “Há pessoas que mandam dinheiro para o pastor Rob Schuller há dezenove anos” — dizia a nota. “Mas a cada semana o pastor recebe cartas com depoimentos de telespectadores de todo o país, relatando que sua vida financeira prosperou de fato, a olhos vistos”. - A razão é simples comentava um especialista em Neurolingüística, entrevistado — pelo jornal. - Quando a pessoa manda seu dízimo em beneficio da própria Prosperidade, está dizendo para o cérebro: “Eu tenho tanto que posso mandar dez por cento.” E assim ela cria em seu cérebro uma consciência de Prosperidade. Você achou mais do que válido esse raciocínio. Parecia que o velhinho da esquina e do sonho estava lhe dirigindo uma série de pequenos recados encadeados. - Mas, se pode dar certo dedicar o dízimo a alguma igreja, a um partido, uma associação ou mesmo a uma pessoa — pensou Você muito melhor poderá ser pagar esse dízimo a si próprio! — Resolveu pôr em prática a decisão, para valer. Uma força interior, que Você nunca antes sentira tão forte, o impulsionava. Às dez da manhã desceu do escritório e foi ao banco. Pagou algumas contas, conferiu o saldo e retirou o seu dízimo. Ao sair do banco, num impulso Você entrou na loja de câmbio que funcionava perto dali e trocou uma parte do seu dízimo por algumas cédulas de pequeno valor de diferentes partes do mundo: libras, yens, marcos alemães, dólares. Juntou-as com as notas de cruzeiros, guardando-as no bolso da camisa e sentindo uma grande vontade de contá-las. Deixou para contá-las no escritório, numa hora de pouco movimento. Trabalhava como supervisor no departamento comercial da empresa. Examinava notas fiscais, relatórios dos vendedores, fichas da clientela. Não lidava diretamente com dinheiro. Mesmo em seus pagamentos pessoais, praticamente só usava cheque ou cartão. Nunca antes sentira prazer de contar dinheiro, como Sentia agora, com o seu dízimo. Não era
  13. 13. muito ainda, mas ao contá-lo e recontá-lo teve a certeza de que aquele maço de cédulas atrairia mais dinheiro. Muito mais. Quando pensou isso, contando as notas, lembrou-se do velhinho. Disse um motivo qualquer e desceu, para ver se o encontrava na esquina. Nada. Você voltou ali outras vezes, aproveitando qualquer pretexto para descer à rua, e o velhinho não aparecia. Na sétima vez que desceu (estavam estranhando, no escritório, tantas saídas no mesmo dia), quando já se sentia sem esperanças de encontrá-lo nesse dia, ouviu sua voz, inconfundível, dizendo a mesma frase do sonho. - Parte do que você ganha é seu para guardar. - Vira-se rápido, na direção da voz, mas o velho não estava lá. Perplexo, Você pergunta a várias pessoas sobre o velhinho. Se o conheciam, quem era ele, de onde viera, mas ninguém sabia que velhinho era esse. Nem os vendedores da loja em frente, nem o camelô da esquina oposta, nem o caixa do botequim, nem o guarda de trânsito. Ninguém tinha visto velho nenhum de túnica dourada. Nem hoje, nem ontem. Capítulo 5 O RECONHECIMENTO DA PRESENÇA Vivenciando outras dimensões Quando chegou em casa, guardou o dinheiro na gaveta da escrivaninha, bem no fundo. Durante o banho ficou pensando. “Será que estou ficando maluco? Ou será verdade que esse velho está vindo de outra dimensão para me revelar algum segredo?” Lembrou- se de uma cena de um filme de pirata que viu na infância: o marujo bem velhinho, longas barbas, dando um pedaço do mapa de um tesouro a um menino que passeava pelo porto. Preferiu não untar a ninguém sobre o velhinho da esquina e do sonho, pois nem para si conseguia explicar o que estava se passando. Brincou com os filhos, conversou com a mulher, estarreceu-se um pouco diante dos telejornais, leu um pedaço da revista semanal, contou novamente o dinheiro que havia separado, lavou as mãos e o rosto e deitou-se para dormir. Estava achando que algum novo contato ia acontecer naquela noite. Melhor seria estar tranqüilo, e não ansioso. Colocou uma fita de música bem relaxante, tentou não ficar pensando muito e adormeceu.
  14. 14. Não deu outra. De repente, Você abre os olhos e vê aqueles pontinhos luminosos bailando acima da cama. Só que um deles chegou perto do seu ouvido e Você escutou nitidamente: - Estou te esperando naquela esquina. Você nem pensou duas vezes. Levantou-se, vestiu-se com pressa e saiu sem fazer barulho. Passou de táxi pela esquina. Ele não estava lá. Saltou duas quadras depois e voltou andando rápido. Ele estava. - Quem é o senhor? - O Senhor está no céu. Pode me chamar de você. - Foi você quem me chamou aqui? Sorriu, convidando-o a respirar, pois Você chegara ofegante. Depois de alguns minutos mexeu-se e começou a andar calmamente, acenando-lhe para ir ao seu lado. Quando Você virou a esquina com o velhinho, olhou em volta sem entender mais nada. A paisagem era completamente outra. Em lugar dos prédios e das ruas por onde Você passava todos os dia ia agora um vale florido e prateado de luar, sob céu estrelado. Ao invés de buzinas e roncos dos carros, ouvia o som de uma pequena cascata no riacho ao lado do caminho. Nas pedras do riacho, um brilho cristalino. - O Universo é rico e abundante disse ele quando o viu mais relaxado. E ficou — novamente em silêncio, como se esperasse alguma resposta. Mas Você insistiu na pergunta: - Quem é você? - Não me apresentei desde o primeiro contato? Arrisquei: - Vanguarda.., é o seu nome? - É. Acha estranho? —Bem... —E Você? Seu nome também não era dos mais comuns, mas nada disso vinha ao caso num momento como aquele. Você respirou fundo e esperou que ele continuasse a falar. - A riqueza do Universo manifesta-se de infinitas formas e de diversas maneiras. Inclusive através de você e de mim. Cada um de nós tem o poder de criar uma parte dessa riqueza e de desfrutar a abundância que o Universo nos oferece.
  15. 15. - Mas essa riqueza o dinheiro não compra, não é? disse Você, querendo checar se — estavam certos os seus insights sobre o dízimo. - O dinheiro nos permite fazer coisas que ele não compra. Seu valor é muito maior do que está escrito na cédula ou no extrato financeiro. Ele é um meio que o homem tem para entrar em contato com essa riqueza. E um veículo que nos leva a Transmitir uma mensagem de grande poder, um passaporte para o desfrute da abundância que há no mundo, e ao mesmo tempo nos ensina a lidar com ela. O dinheiro é uma representação da energia vital. Ele percebeu em Você um certo espanto e emendou, adivinhando o motivo das suas dúvidas: —Gostar de dinheiro não é pecado, embora tanta gente acredite que seja. Ter ambição de ganhar dinheiro e ficar rico também não é problema. Esses sentimentos são, na verdade, altamente positivos, quando estão voltados para a felicidade e para a realização. Ter ambição é ótimo, quando se faz o jogo do ganha-ganha. - Que jogo é esse? - É o jogo da Criação permanente, o jogo da vida. O Universo é potencialmente um lugar abundante. Tem para todo mundo. Foi construído para que todos ganhem, para que todos criem e todos desfrutem. Quem joga para ganhar por conta da perda do outro está provocando desequilibrio ecológico no Universo. Jogar na base do ganha-perde não dá certo para nenhum dos lados, porque se gasta mais energia do que se produz. Não é uma ação sintonizada com o Universo. Éum ato entrópico. É entropia ao invés de sintropia. A sintropia é o modo como os seres evoluem no Universo. Entropia, sintropia, Você fica perplexo com o vocabulário usado por ele. Mas decide seguir adiante no assunto da conversa e procurar mais tarde, no dicionário, o significado desses termos. - Quer dizer que todos poderiam ser ricos? - Somente se todos fossem prósperos. Prosperidade é muito diferente de riqueza, é muito mais. A Prosperidade individual é a harmonia com a Prosperidade do Universo. E essa sintonia espiritual com o Universo tem como uma de suas conseqüências mais imediatas a Prosperidade material, ou seja, o poder de ganhar mais dinheiro. - Ganhar dinheiro é ter Prosperidade? - Prosperidade não é só riqueza financeira. É também saúde e amizade. Não adianta somente acumular dinheiro, pois ele não resolve nada sozinho. É preciso ter saúde para desfrutá-lo e para fazer com que ele continue produzindo mais riqueza. E não adianta somente dinheiro e saúde, sem amizade, bem-estar, e sem energia necessária para produzir mais riqueza. - Dinheiro não traz Prosperidade? - Não. A Prosperidade é que traz dinheiro. Você vai encontrar na vida pessoas ricas que se comportam como pobres. E pobres que se comportam como se fossem ricos, com tudo pago, sem nem gastar do seu, com todo o conforto do mundo. Se a pessoa é rica mas não é próspera, seu dinheiro se acaba e ela não fica rica nunca mais. - Mas é muito difícil ficar próspero quando a gente não tem dinheiro, não é?
  16. 16. - Nem tanto, porque a Prosperidade é um estado mentaL Não dependemos do dinheiro para começar a ser prósperos. Se fosse assim tão difícil você não encontraria tantos imigrantes que chegam em um país completamente pobres, só com a roupa do corpo, depois de perderem com a guerra todos os bens que tinham no país de origem, e poucos anos depois se tornam novamente milionários. SAÚDE RIQUEZA PROSPERIDADE AMIZADE - Como eles conseguem? - Os que conseguem isso são os que desembarcam na terra escolhida com a consciência da Prosperidade. Com a firme convicção de que vão vencer. Quando você aprende a consciência da Prosperidade, consegue manifestar dinheiro em sua vida, na hora que quiser. E consegue também manifestar saúde, bem-estar e felicidade, porque está gerando riqueza no Universo. - E como se consegue isso? - Fazendo mais com menos. Produzindo mais com menos esforço. Fazendo o dinheiro trabalhar para você ao invés de você trabalhar para o dinheiro. - Mas como? - Para estar no caminho da Prosperidade, às vezes o problema não é o dinheiro. Há pessoas que têm muito dinheiro mas não são prósperas. Nesse caso elas têm que trabalhar os outros aspectos: produtividade e criatividade, harmonia, saúde, bem-estar... - Mas, no meu caso, dinheiro é problema interrompeu Você. E ele sorriu. — - O primeiro passo é fazer as pazes com o dinheiro. Fazer amizade com ele. Se você achar que dinheiro é algo sujo e tiver que lavar as mãos sempre que pega nele, para que vai querer tê-lo? Sua mente vai continuar fazendo tudo para satisfazer seus sentimentos e mantê-lo pobre. Para começar a ser próspero, então, procure fazer amizade com o dinheiro. O velho deu um sorriso meio maroto e sua testa ficou dourada. Era o Sol refletindo em seu rosto. E, numa voz musical, ele disse: - Você passará a receber, todos os dias, no fax do seu consciente, uma mensagem que lhe servirá de orientação para alcançar a Prosperidade. Quando viu que o Sol nascia, Você lembrou-se do seu quarto. E num relance viu-se lá. Olhou a mesinha de cabeceira, com o relógio marcando seis horas, e a gaveta da escrivaninha onde tinha guardado o dinheiro. Na cama, sua mulher ao seu lado, os dois dormindo. Piscou os olhos e acordou. E aquela história de se vestir e sair, pegar um táxi e ir encontrar Vanguarda numa esquina do centro da cidade? Havia sido mais que um sonho?
  17. 17. Capítulo 6 MAGNETISMO FINANCEIRO Semelhante atrai semelhante Continhas apertadas nos canhotos do talão de cheques, extratos bancários, cartão de crédito, contas a pagar e anotações na agenda, além da declaração de imposto de renda que todo ano lhe ocupava algumas horas e muita paciência. Sua atividade financeira praticamente resumia-se a esses papéis. Contar dinheiro não era um hábito em sua vida. Por isso ela estranhou quando viu Você na escrivaninha contando aquele maço de notas de vários países. - Que é isso? - É um dinheiro que agora estou guardando só para contar. - Pra quê? - Olha, se você quiser fazer amizade com alguém e ficar mais íntimo dessa pessoa, não adianta ter contato com ela só através de recados ou bilhetinhos. Com o dinheiro também é assim. Isso aqui é só um vale, um comprovante da riqueza do país que emitiu esta cédula, não é? Mas não é à toa que a gente chama isso de “dinheiro vivo”. Cada nota destas tem um valor simbólico especialmente forte. São símbolos diretos e portáteis da riqueza financeira. Essas palavras o surpreenderam tanto quanto à sua mulher, porque Você nunca havia pensado nem falado assim. Enquanto falava, mantinha-se em sua lembrança a figura do Vanguarda. Era como se ele estivesse lhe soprando pensamentos direto na consciência. r~ Consciência de Prosperidade: - Habilidade de funcionar sem esforço e convenientemente neste Universo, tendo ou não dinheiro. Nesse momento Você percebeu que estava fazendo um curso intensivo, e que o professor era exigente. Nome do curso: Prosperidade. Primeira lição: fazer amizade com o dinheiro. Aonde isso tudo iría levá-lo? Esse curso intensivo incluía coincidências constantes. No ônibus, senta-se ao seu lado um menino lendo gibi. Você ainda pensava nas coisas que dissera à sua mulher sobre a força do dinheiro vivo, quando viu que a revista do menino estava aberta exatamente num desenho do Tio Patinhas dando um mergulho no dinheiro do seu cofre-forte. - Que imagem mais absurda, numa economia inflacionária, essa imagem do milionário acumulando moedas e notas em uru cofre gigantesco Você pensou. — - Mas que metáfora interessante do comportamento dos milionários que gostam de dinheiro respondeu de pronto um pensamento (era Vanguarda) dentro de Você. Muitos — —
  18. 18. milionários guardam sempre algum dinheiro e jóias em um cofre, em sua casa ou no banco. Quem tem esse hábito costuma abrir o cofre de vez em quando para contar e conferir o pequeno tesouro que está guardado ali. Manusear dinheiro é importante, porque dá a sensação direta, tátil, de ter dinheiro. Essa sensação vai diretamente para o hemisfério direito do cérebro e é levada a níveis muito além do consciente... Ao descer para o almoço, Você passou na esquina e ele estava lá, esperando-o para mais uma “aula”. Abraçaram-se como velhos amigos, sem dizer nada, e saíram conversando pela rua, desta vez cheia de carros e edifícios. Você comentou a conversa com sua mulher de manhã e a figura do Tio Patinhas no ônibus. Ele apenas sorriu, como quem já sabia. Vanguarda estava mesmo disposto a fixar bem a primeira lição, pois foi repetindo tudo o que Você já tinha percebido no dia anterior: - Guarde sempre no bolso dinheiro de contar. Notas altas, de preferência. E sempre que puder, quando o lugar e o tempo forem propícios, conte e reconte esse dinheiro, com prazer, sentindo carinho pelo dinheiro que está nas suas mãos, e com pensamentos positivos, confiante no poder de ímã que esse maço de notas passará a ter para você. Um ímã de dinheiro. - Ah, se fosse assim, todo caixa de banco seria milionário! - Não é, porque ele conta o dinheiro pensando que é dos outros. Se ele, enquanto conta, mentalizar que tem todo aquele dinheiro, muito provavelmente o Universo tomará providências para que ele em breve esteja contando cada vez mais o seu próprio dinheiro. - Mas atualmente não é perigoso andar com dinheiro assim no bolso? Tá bom que dinheiro atrai dinheiro, mas dinheiro no bolso, assim na rua, atrai também ladrão, não atrai? - Pode ser. Mas tudo depende da nossa predisposição mental. Você sabia que o medo de ser assaltado é o mais poderoso ímã de assaltantes que existe? Olhe só: fizeram uma pesquisa com duzentas pessoas; a metade dessas pessoas havia sido assaltada, a outra metade não. O resultado foi claríssimo: das cem pessoas assaltadas, todas elas tinham medo de assalto antes dele acontecer com elas. Das outras cem pessoas, a grande maioria não tinha medo de assaltos. - E, mas hoje em dia quem não tomar cuidado é louco. - Certo, mas há muita diferença entre cuidado e paranóia. Quem vive preocupado com segurança, colocando mil cadeados e trancas em casa, andando armado, contratando seguranças, acaba ficando mais propenso à insegurança, de tanta vibração negativa que atrai nesse sentido. - E o que fazer em caso de roubo, se for inevitável? - Relaxe, é o jeito. A frase clássica, “a bolsa ou a vida”, que era dita pelos assaltantes, define bem essa situação. Se você tiver que escolher entre a bolsa e a vida, o que fará? Basta pensar que a bolsa (o dinheiro) não compra uma vida nova depois que a pessoa morre, mas a pessoa viva sempre pode produzir mais dinheiro. Então, se for roubado, diga para si mesmo: “De onde vem esse, tem mais . O ladrão vai gostar, mas quem vai sair ganhando mais será você. - E o dízimo? Você mudou de assunto. Por que essa história de dez por cento? — — - Procure em livros de simbologia e cabala o significado do número dez e tire você
  19. 19. mesmo as suas conclusões disse ele sem dar muita trela e voltando a conduzir a conversa. — - Doar para si esses dez por cento de tudo o que você ganha tem um sentido simbólico profundo e milenar, com um grande poder sobre nossa atuação no mundo. É um ato enraizado há muito tempo na mente humana. Esse dízimo que guardamos passa a funcionar como um verdadeiro ímã de dinheiro. - Mas é só para contar? - Não, é claro que não riu da pergunta ingênua do discípulo. Isso foi só a primeira — — lição. Agora você tem esse ímã de bolso. Não se desfaça dele. E daqui por diante passe a poupar o seu dízimo pessoal de modo seguro e a aplicá-lo em bens permanentes, como imóveis, por exemplo. Somente em bens que fiquem para toda a vida ou que possam ser trocados, quando você quiser, por bens ainda mais valiosos. Não aplique esse dinheiro em nada que possa cair, quebrar ou perder o valor. Chegaram em frente ao restaurante quando Vanguarda dizia: - Cuidando bem do seu ímã de dinheiro e sempre honrando o compromisso desse dízimo consigo mesmo, você passará a receber do Universo muito mais do que está guardando. Você pensou por um instante: “Será que ele vai entrar e almoçar comigo?” Quando olhou para o lado, o velho tinha sumido. E Você procurou disfarçar seu espanto, pois durante a caminhada pela rua percebera que as outras pessoas não o viam. Só Você. Você almoçou depressa para ter tempo de dar uma passadinha na Biblioteca antes de voltar ao escritório. Abriu um Dicionário de Símbolos e anotou alguns significados do número: É impossível resolver problemas financeiros com dinheiro. Problemas financeiros são resolvidos com imaginação. “A dezena era, para os pitagóricos, o mais sagrado dos números, o símbolo da criaçâo universal, sobre o qual eles prestavam juramento, evocando-o da seguinte forma: A Tetraktys, na qual se encontram a fonte e a raiz da eterna Natureza. Se tudo deriva dela, tudo a ela retoma: ela é, então, também, uma imagem da totalidade do movimento.” (...) “Totalizador, além de tudo, o número dez aparece no Decálogo, que simboliza o conjunto da lei em dez mandamentos que se resumem em um.” Capítulo 7 RECODIFICANDO O OBSOLETO
  20. 20. Soltando o freio de mão —‘Você é capaz de andar por cima dessa tábua sem perder o equilíbrio? —Claro!! Era uma tábua com dois metros de comprimento e quarenta centímetros de largura. Uma largura suficiente para qualquer pessoa andar sem dificuldades. E, além do mais, a tábua estava no chão! - Ah, é? Então ande sobre essa tábua, mas vamos fazer isso em outro lugar. Vanguarda sorriu e de repente os dois estavam no terraço de um prédio. Era uma das win Towers (torres gêmeas), em Nova York. Sem dar tempo a Você de se espantar com o fenômeno, ele propôs: - A tábua é a mesma, só que agora está entre os dois arranha-céus, como uma ponte. Não está ventando, e a tábua está bem amarrada. Você atravessa? A urna altura de centenas de metros, você olha para baixo e vê os carros minúsculos no trânsito da WaIl Street. Olha em volta e vê todos os outros terraços, inclusive a torre do Empire State, bem abaixo. E sente medo de andar por cima da tábua. “Será que vou cair? Vai balançar? Vai ventar? Vou escorregar?” Mas é a mesma tábua de boa largura que parecia tão fácil há poucos instantes! - Sabe por que está com medo agora? Porque começou uma conversa dentro da tua cabeça. Essa conversa intema, self-talk, é que determina nossos sucessos e fracassos. Esses pensamentos negativos fazem desaparecer a sua habilidade física de atravessar a tábua. Se você entrar em qualquer situação da vida cheio de dúvidas e de inseguranças, suas chances de vitória serão mínimas. Você se lembrou então de uma frase de Henry Ford que leu recentemente em um livro: Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo. Dessa vez não foram necessários os pontinhos brilhantes nem o encontro na esquina. Foi só adormecer na cama e Você despertou imediatamente no mesmo vale onde havia caminhado com Vanguarda na noite anterior. A paisagem 40 resplandecia agora em brilhos dourados. O nascer do Sol era o mesmo que Você tinha visto na véspera, momentos antes de voltar para a cama e acordar. Era como se o tempo ali não tivesse passado, ou não passasse nunca. Timeless. Eternidade, presente absoluto. Tão rápido quanto viram-se no terraço mais alto de Nova York, voltaram ao vale florido, sentados agora sobre uma grande pedra ao lado do riacho cristalino. - Os valores que formamos na infância ficam presentes em toda nossa vida, mesmo que a gente nem se lembre deles, e participam ativamente da conversa interior que nos convence sobre a nossa possibilidade de conseguir ou não qualquer coisa em nosso dia-a- dia. Enquanto falava, Vanguarda entregou a Você um pedaço de papel com algumas linhas em branco, propondo um exercício:
  21. 21. - Assim como o medo de cair da tábua quando ela foi colocada entre dois arranha- céus, deve haver dentro de você algumas idéias que atuam na sua conversa interna sobre a Prosperidade. São as suas crenças pessoais sobre dinheiro e riqueza, incutidas desde a sua infância, que agora podem estar lhe dizendo para não atravessar a tábua em direção à Prosperidade, porque você não conseguiria chegar lá. Respire fundo algumas vezes, relaxe o corpo e a mente, chame na sua memória esses valores sobre dinheiro e riqueza e escreva-os, em frases curtas, nestas linhas. - Aproveite a chance! Escreva! Você está tendo uma oportunidade rara — diz Vanguarda, vendo que Você ainda hesita. Você se lembra então da história do camelo e pergunta: - Rico não vai para o céu. É para escrever esse tipo de frase? - Isso mesmo diz, ele, encorajando-o. Continue a lembrar-se de valores como esse, — — que interferem na sua idéia de Prosperidade. Vá em frente! (Escreva mesmo, você que está lendo este relato. Pegue um lápis ou caneta e escreva nas linhas acima ou em outra folha de papel, como se estivesse agora conversando com o Vanguarda. Na verdade você está tendo esta conversa, desde que abriu este livro. Aproveite também essa oportunidade que a vida está lhe oferecendo! Antes de seguir adiante e ver as frases escritas pelo personagem, escreva as suas, e depois tire você mesmo as suas conclusões.) Dinheiro mio cresce em árvore. Dinheiro mio traz felicidade. Dinheiro é sujo, corrompe e provoca a corrupção. Rico mio vai para o céu. Os pobres são abençoados, pois suo mais simples e puros. Você escreve cinco frases e faz menção de entregar o papel a Vanguarda. - Não precisa mostrar-me diz ele. Mostre-as a você mesmo. Procure lembrar-se de — — como essas crenças passaram a fazer parte do seu sistema de valores. E responda no mesmo papel às perguntas que vou fazer. Você pega novamente o papel e o lápis e responde por 42 escrito a cada pergunta feita por Vanguarda. - Essas idéias foram formadas por você mesmo ou incutidas em sua cabeça por outra pessoa? Neste caso, as transmitiu a você? - Como esses valores estão afetando a sua vida? Eles estão limitando a sua busca de Prosperidade ou alguma meta que você gostaria de alcançar? - Quer livrar-se dos valores que atrapalham seus passos rumo à Prosperidade? — desafiou Vanguarda. - É claro! — Você disse. Para isso estou aqui. —
  22. 22. - Então vamos lá. Primeiro sente-se de forma bem confortável e relaxada. Respire lentamente, sem atrelar sua mente aos pensamentos. Você vai seguindo, confiante, as instruções de Vanguarda (faça também, leitor, esse exercício; vale a pena!), que indicam um cenário a ser visualizado para essa vivência interior. - Imagine que você está caminhando tranqüilamente por um lindo bosque. Toda a atmosfera é agradável e tranqüila em seu redor. Sinta o ar puro, olhe para o verde das folhagens e dos troncos, escute os passarinhos cantando, suavemente. Continue “caminhando pelo bosque” e concentre-se na frase, ou nas frases, que você quer liberar. Você chega ao fim do bosque e vê uma praia encantadora. Senta-se na areia da praia e pensa na frase, mais uma vez, enquanto vê chegar, aos poucos, um pequeno balão, que pousa ao seu lado. Visualize as frases como se estivessem embrulhadas para viagem e escreva-as dentro do balão. Agora deixe que o balão se vá, subindo em direção ao céu e distanciando-se cada vez mais. Concentrado no exercício, de olhos fechados Você via o balão sumindo no horizonte, levando embora os valores que há tantos anos, sem que Você percebesse, bloqueavam seus caminhos para a Prosperidade. Todo esforço que Você fazia até então, trabalhando de forma estressante, tentando produzir acima da média, empacava sempre nesses bloqueios internos. Se achava dinheiro sujo, dava sempre um jeito de não tê-lo. Se achava que só os pobres podiam ser realmente felizes, cuidava de continuar sendo pobre. Mas agora, com um exercício simples de visualização, Você consegue despachar essas crenças para a estratosfera. Você quer ser rico? Você acredita ser merecedor de riqueza? Você acredita que pode ser rico? - Agora veja o balão voltando, aos poucos. Ele vem se aproximando de onde você está, e pousa bem ao seu lado. Você olha para dentro do balão e vê que ele agora lhe traz outras frases, bem diferentes daquelas que você mandou para longe. Essas frases novas são: Dinheiro cresce como árvore; dinheiro contribui para a felicidade; dinheiro é limpo e ajuda-nos a sermos saudáveis e felizes; pessoas ricas são abençoadas; o Universo é próspero; o ser humano nasceu para ser próspero. (Preencha também, leitor, nas linhas abaixo, novas frases com este enfoque positivo sobre dinheiro e Prosperidade:) O que fazer agora? Antes que Você pergunte, Vanguarda não demora a responder, completando o exercício. - Olhe para o espaço que tinha sido deixado vazio por aquelas idéias que foram embora da sua mente, como quem esvaziou um armário. Agora esse mesmo espaço está preenchido pelas novas idéias, que já estão impressas em sua estrutura cerebral. Você vai iluminando esse mesmo espaço com uma luz dourada, que brilha intensamente, atingindo cada célula, cada tecido, cada órgão do seu corpo, selando em você os sentimentos positivos e irradiando para o seu cérebro, de dentro para fora, a cor do ouro, símbolo da Prosperidade. O brilho do Sol veio bater em seu rosto exatamente nesta fase do exercício, refletindo
  23. 23. a luz dourada para dentro dos seus olhos fechados. E os primeiros raios da manhã,entrando pela janela e reluzindo no seu travesseiro, fizeram Você acordar animado, para um novo dia. Capítulo 8 AVALANCHE DE PRECONCEITOS Rompendo as amarras Corno é estar no dia-a-dia, depois de ter entrado em contato com um tempo onde tudo é presente, inclusive o passado e o futuro? Você levava consigo essa pergunta enquanto ia para o trabalho. O que sentia e respondia para si mesmo era uma atitude — — diferente em relação ao aproveitamento do tempo, valorizando mais a atenção a cada momento. Sua intuição estava suficientemente aguçada para que o processo de aprendizagem continuasse acontecendo durante todo o dia, mesmo nos momentos mais triviais. Um detalhe no trabalho, um comentário ouvido a esmo, um trecho de canção que alguém passava assobiando, tudo parecia ter ligação com o “curso intensivo” que Você estava fazendo sob a orientação de Vanguarda. - O jeito é correr contra o tempo, porque tempo é dinheiro! Antes Você acharia normal essa frase, dita por seu chefe durante uma reunião no trabalho sobre os preparativos para o lançamento de um novo produto pela empresa. Mas dessa vez a frase lhe soou como a idéia mais absurda do mundo e Você protestou: - Nós temos que correr é a favor do tempo, e não contra ele Se tempo é dinheiro, estar contra o tempo é também estar contra o dinheiro! Foi um clima estranho na reunião, porque nunca tinham visto Você discordar dessa forma. Mas não ficou nisso: Você começou a criticar vários pontos do projeto, propondo otimizar esforços e “fazer mais com menos”. Defendeu urna reformulação completa dos cronogramas e disse que a empresa precisava tomar-se mais ousada, ou senão perderia a sua posição no mercado. Ante o olhar do seu chefe, Você achou melhor ficar quieto, ouvir mais e, por enquanto, ir guardando os seus insights para si próprio, até sentir-se mais delineado em seu projeto pessoal que começava a tomar forma. A Prosperidade estava se firmando em nível mental e agora começaria a pedir medidas concretas para se manifestar. Vanguarda havia ensinado Você a livrar-se dos valores negativos que bloqueiam o caminho para a Prosperidade, mas Você sentia que faltava alguma coisa. O clima de mal- estar que ficou entre Você e seu chefe depois daquela reunião mostrou que há outros componentes emocionais na sua relação com a autoridade, que ainda precisavam ser trabalhados.
  24. 24. Por isso, naquele dia Você resolveu não almoçar e procurar um recanto bem tranqüilo onde pudesse meditar sobre essas questões. No caminho, ia pensando em Vanguarda e pedindo-lhe que o orientasse. Sem saber, Você estava a caminho de outro encontro convocado por ele. Uma das maiores desgraças do mundo é a pobreza. Principalmente para quem é pobre. Sentado na relva do parque florestal, Você não chegou a ver as bolinhas brilhantes que haviam estado em seu quarto, mas lembrou-se nitidamente delas, como se estivessem ali, numa dimensão invisível para seus olhos. Fechou os olhos e sentiu que o hemisfério direito do seu cérebro comandava o processo mental naquele momento, para abrir seu contato com regiões inexploradas do seu conhecimento. - O que são essas bolinhas douradas? pensou. — - São simplesmente transmissores de comunicação, pombos-correios informáticos ainda desconhecidos para o seu tempo disse-lhe nitidamente a voz de Vanguarda, dentro — do seu ouvido esquerdo. Você sorriu, já familiarizado e contente por estar em contato com ele. Sentou-se em posição relaxada e respirou fundo, mostrando-se pronto para outra “aula”. - Existem alguns fatores psicológicos importantes que é preciso equilibrar, no caminho da Prosperidade. O primeiro fator é a experiência do seu nascimento. Saimos de uma situação confortável para um lugar desconhecido que, logo no primeiro momento nos parece inóspito: uma luz forte ofuscando os olhinhos ainda fechados mas sensíveis e um “comitê de recepção” nem sempre carinhoso, recebendo o neném com palmadas no bumbam. Nossa primeira vivência de respiração no mundo fica em nosso cérebro relacionada ao medo da morte. Chorando, em meio a esse pânico, você começou a respirar nesta vida, e essa lembrança se revive, inconsciente, cada vez que se respira. - Ë aí, como resolver esse problema? Há lá uma técnica de regressão chamada rebirthing, que faz a pessoa reviver seu próprio nascimento, relembrando os detalhes ocorridos e as emoções que surgiram ali. Mas esse trabalho precisa ser feito com um profissional especializado. Procure um. Faça junto com sua esposa, para que um ajude o outro fazendo o papel de “mãe”, e será muito bom para os dois. Muita gente não deslancha na vida por causa do trauma do próprio nascimento. Life is so simple really. Think through what people want, watch what othors fail to give them and provido it. Then biIl’em. Você ficou em silêncio por alguns minutos, cuidando de respirar relaxadamente, pois sentia que a aula estava apenas começando.
  25. 25. Num relance, lembrou-se do olhar do seu chefe, ao final da reunião daquela manhã, e do sentimento desconcertado em que Você ficou depois dali. Não quis fixar na mente aquela preocupação, mas percebeu que em vez do olhar do chefe sua memória mostrava- lhe agora o olhar do seu pai. Nesse instante, voltou a ouvir a voz do mestre Vanguarda: - Continue relaxado, de olhos fechados, e imagine-se bem pobre, morando embaixo de uma ponte. Sem nada, destituído de qualquer recurso material, na mais completa miséria. Você está tentando fazer um foguinho para se aquecer e esquentar uma lata com um pouco de café dormido que pediu num bar. (Como das outras vezes, leitor, faça esse exercício mentalizando as situações propostas por Vanguarda. Releia bem devagar o parágrafo acima e aproveite a valiosa oportunidade que Você está tendo, neste momento!) - Completamente pobre, morando embaixo da ponte, você vê seus pais chegando de carro para visitá-lo. Responda agora mentalmente (ou, se quiser, leitor, escrevendo nas linhas abaixo): O que seu pai sente quando olha para você? O que sua mãe sente quando olha para você naquela situação? O que você sente quando olha para eles? O que seu pai diz para você? O que sua mãe diz para você? O que você diz para eles? Vocês conversam um pouco sobre a sua situação e sobre assuntos gerais, e depois de alguns minutos eles se despedem de você. O que lhe diz seu pai quando vai embora? O que lhe diz sua mãe? O que você lhes diz ao despedir-se deles? Agora mentalize uma outra situação: você está morando numa casinha simples, em condições bem modestas, e seus pais chegam para visitá-lo. O que seu pai sente quando olha para você? O que sua mãe sente quando olha para você naquela situação? O que você sente quando olha para eles? O que seu pai diz para você? O que sua mãe diz para você? O que você diz para eles? Vocês conversam um pouco sobre a sua situação e sobre assuntos gerais, e depois de alguns minutos eles se despedem de você.
  26. 26. O que lhe diz seu pai quando vai embora? O que lhe diz sua mãe? O que você lhes diz ao despedir-se deles? Imagine agora que você está morando em um palacete, com muito luxo e todas as comodidades que só uma imensa fortuna pode propiciar. Seus pais chegam para visitá-lo e seu mordomo vai recebê-los na porta. Eles entram e ficam aguardando em um salão enorme, ricamente decorado. Você desce uma escada de mármore que leva ao salão e olha para seus pais. ,‘ O que seu pai sente quando olha para você? O que sua mãe sente quando olha para você naquela situação? O que você sente quando olha para eles? Vocês se cumprimentam carinhosamente. O que seu pai diz para você? O que sua mãe diz para você? O que você diz para eles? Vocês conversam enquanto um drink é servido em bandejas de prata e cálices de cristal ,depois de alguns minutos, seus pais se despedem de você e saem. O que lhe diz seu pai quando vai embora? O que lhe diz sua mãe? O que você lhes diz ao despedir-se deles? - Continue respirando suavemente e entrando em contato com a emoção que ficou ao final dessas três situações. Você trabalhou em sua mente o que chamamos de síndrome da desaprovação dos pais. Há pessoas que sentem um medo inconsciente de alcançar na vida mais do que o pai alcançou, e o mero desejo de ser próspero vem carregado de culpa. Outras vezes, o filho sente-se pressionado pelo pai a mostrar-se vitorioso e exatamente por causa da pesada cobrança ou expectativa patena ele não consegue ser bem-sucedido. Outros, revoltam-se contra o modelo de vida dos pais mas estão de tal forma programados por esse modelo que não conseguem fazer nada fora desse sistema de valores. Com o exercício que acabamos de fazer, você tem condições de observar suas emoções em três situações diferentes, e dessa forma consegue desfazer amarras no envolvimento emocional com seus pais em relação à Prosperidade. “Pobre do papai, que se esforçou tanto por mim... Pensamentos como este vinham à sua mente enquanto Vanguarda explicava sobre o exercício feito. E vinham associados a outro sentimento exatamente igual ao primeiro exemplo da síndrome, citado por ele: “Se eu ficar mais próspero do que ele, vou ter sentimento de culpa...” Era evidente que Vanguarda lia seus pensamentos mais recônditos, pois interrompeu o que falava e lhe disse em outro tom:
  27. 27. — Isso que você está pensando agora, por exemplo, é um típico pensamento negativo, outro fator psicológico que é fatal para a Prosperidade. Temos poder sobre o que pensa- mos, e os pensamentos moldam a nossa realidade; então por que não dar vazão sempre a pensamentos positivos? Em vez de pensar assim, diga para você mesmo: “Sou mais próspero do que meu pai, e isso é a melhor homenagem que posso prestar a ele, por tudo de bom que ele me deu.” E não culpe seus pais, nem ninguém, pelo que você não teve ou não conseguiu, pois quem determina as condições de sua vida é você mesmo. Muitos são os que querem, mas poucos são os que acreditam. Sem crença, é difícil agir na realização das metas. — Mas e se a pessoa tem um karma, de viver pobre, por exemplo, para pagar por erros de outras vidas? Vanguarda surgiu na sua frente, com uma expressão furiosa. - Olhe aqui, se uma vida passada fosse tão importante assim, mais importante que a vida presente, você estaria vivendo aquela, e não esta! A falta de dinheiro traz mais problemas para o Universo do que o excesso. Deu uns tapinhas no seu rosto e em seguida bateu com a palma da mão na terra, fortemente. Parecia querer aterrissar Você à consciência da vida mais concreta, em sintonia com a terra. - O karma tem a sua função no Universo, a astrologia também, tudo tem sua razão de ser, mas acima de tudo a manifestação da vida individual baseia-se no llvre arbítrio. Seu crescimento espiritual está exatamente em conseguir transcender quaisquer desígnios anteriores, em direção àharmonia plena com a Prosperidade do Universo. Ou você pensa que este Universo todo foi criado para ser essa pobreza em que a maior parte da Humanidade está vivendo? Você ia concordar com um gesto, quando ele pôs a mão no seu ombro com força e completou a bronca: - Seria uma verdadeira “sacanagem cósmica” se tudo já estivesse escrito, com um destino inevitável. Muitas histórias de karmase de cataclismos que se contam por aí não têm nada a ver com o que de fato é. São maneiras de fugir da realidade, são desculpas para não se fazer nada. O que importa, mesmo para superar problemas de karma, é viver bem o aqui-agora. Viver o melhor possível, com amor, felicidade, paz e muita Prosperidade! s f Prosperidade é uma comprovação da existência divina. Exatamente quando ele falava em “aqui agora”, o relógio de uma torre próxima deu duas
  28. 28. badaladas. Mais uma vez o tempo das lições de Vanguarda se encadeava perfeitamente com o presente vivido por Você no dia-a-dia. O velho evaporou tão rápido quanto surgira, e Você saiu caminhando para o trabalho com a cabeça ainda rodando mas o pé bem firme no chão. PSICOLOGIA DA POBREZA Libertando-se de pesados fardos A noite, mesmo depois da conversa longa com Vanguarda, algumas preocupações ficam martelando na sua cabeça, como se o assunto não tivesse terminado ainda. Você já começa a perceber que os seus pensamentos moldam a sua realidade física, e vai dormir com uma pergunta difícil de responder: - Vanguarda me ensinou que a minha vida é, nada mais nada menos, uma manifestação daquilo que venho pensando. Então, o que tenho pensado que tem feito a minha vida ser da maneira como é? Enquanto faz a si esta pergunta, começa a pensar nas suas dificuldades financeiras. O sono chegando, Você vai se sentindo em um poço escuro, lembra-se da cena de pobreza que vivenciou no último exercício, depois se vê atolado em dívidas e trabalhando até a exaustão sem conseguir saná-las. Nuvens densas de um pesadelo estão rondando seu sonho, quando Você escuta a voz de Vanguarda. Com a vista nublada, no início Você não enxerga. Mas, à medida que ele fala, as nuvens se dissipam e sua figura se torna mais nítida. KAISEN. Palavra japonesa que significa: A melhora continua; Hoje melhor do que ontem, pior do que amanhã. - Existem alguns “pesos pesados”, entre os aspectos psicológicos que bloqueiam a Prosperidade diz Vanguarda. Um dos mais sérios desses pesos é o problema de dívidas. — — Se você tem problema de dívida que não está conseguindo pagar, está faltando perdoar alguém. Perdoar, no caso, não é só uma questão de amor, mas principalmente de inteligência. Quem mais sai perdendo é quem não perdoa, pois obriga-se a carregar consigo o peso deste rancor. - A quem está faltando eu perdoar? pensa Você. — - Na hora em que você descobrir isso e perdoar, eu garanto que o dinheiro aparece e a dívida se resolve. Dívida é falta de perdão no passado. A esta altura, Vanguarda convida-o a fechar os olhos. Você escuta uma música suave e penetrante. O mestre começa a conduzi-lo no exercício, falando lenta e pausada- mente.
  29. 29. —Vamos fazer um exercício para resolver uma falha de vingança, que ficou pendente em sua estrutura emocionaL Imagine que você está em um grande salão, onde vai acontecer uma festa reunindo todas as pessoas que de alguma forma foram marcantes em sua vida. Seus pais, irmãos, primos, tios, professores de infância, colegas, amigos, inimigos, todos estarão nessa festa, desde que tenham tido alguma importância em sua vida. Quando todos tiverem chegado, ou seja, quando você tiver visualizado cada um deles em seu pensamento, você vai olhar um por um, nos olhos, com toda a verdade do seu coração, sem esconder nenhum sentimento que estiver tendo por essas pessoas. Você concentra-se totalmente no exercício, sabendo que esta oportunidade é muito valiosa em sua vida. (Faça o mesmo, leitor: aproveite mais esta chance e, depois de ler a descrição do exercício, feche o livro e pratique-o também!) É preferível um pouco de cautela do que muito remorso. - Depois de olhar no olho de cada um dos presentes continuou Vanguarda, você vai — — escolher uma pessoa que teve importância na sua vida e a quem você teria mais dificuldade, entre todas essas pessoas, de dizer “eu te amo”. Mentalmente, você vai trazer a pessoa escolhida para o meio da sala. O restante do pessoal vai ficar sentado, assistindo a tudo, como platéia. E você então vai perguntar ao inconsciente dessa pessoa: “Você me dá permissão para eu fazer aqui um exercício onde vou me vingar de você, com a finalidade de beneficiar a nós dois?” Se a resposta for “não”, escolha outra pessoa e faça a mesma coisa. Se a resposta dessa segunda pessoa continuar sendo negativa, você escolhe uma terceira. Se esta também disser ”não”, deixe a conclusão do exercício para outro dia porque hoje não é dia de você vingar-se de ninguém... Você seguiu as instruções de Vanguarda e a resposta da pessoa escolhida foi afirmativa. Ela, em sua mente, concordou em participar do exercício. - Vamos seguir então, já que a resposta foi “sim” disse Vanguarda. Você agora vai — — vingar-se dessa pessoa. Só não vale matá-la; você pode bater, xingar, humilhar, fazer qualquer coisa, menos matar. Mas você tem que fazê-lo de tal jeito que, ao terminar, todos os que estão assistindo saibam que foi você o vencedor. Então, você vai fazer sua vingança. Depois que todas as outras pessoas reunidas em sua festa tiverem percebido que você ganhou, agradeça à pessoa que fez o exercício com você. Isso vai ter um impacto decisivo em sua vida. Você vai concluindo o exercício, com toda calma, aproveitando cada momento, vendo cada detalhe, ouvindo cada palavra e cada nota musical, sentindo cada sentimento. Você está cortando amarras que durante muitos anos estiveram prendendo alguns pesos às suas costas. Ao final do exercício, sente-se muito mais leve do que estava antes, embora tenha passado por emoções fortes, que Você vinha evitando durante tantos anos. Vanguarda esperou que Você retomasse completamente das vivências do exercício da falha de vingança, e continuou: - Vamos a outras causas psicológicas das dificuldades financeiras entre as pessoas e da falta de Prosperidade. O medo de perder o amor dos pais é outra dessas causas. Como nós já vimos no exercício da visita dos pais, os sentimentos negativos que ficam em nós, por emoções e situações de afeto mal-resolvidas, bloqueiam a Prosperidade, impedindo a
  30. 30. pessoa de ser feliz. Você examina suas emoções e sentimentos ligados aos seus pais e percebe que alguns nós ainda existem, bloqueando o livre fluxo da sua energia vital. - Outro fator, ligado a esse, é a síndrome da falta de afeto prossegue Vanguarda. — — Principalmente nas situações em que o pai ou a mãe trocavam carinho por dinheiro. O filho, pequeno, pede ao pai ou à mãe que o levem ao cinema, ou lhe contem uma história, ou brinquem com ele, e sempre escuta como resposta: “Não, filho, não posso. Tome aqui um dinheiro, compre ali uma bala para você”, ou algo assim. O afeto que ele não recebe dos pais chega na forma de dinheiro. Essa criança começa então a relacionar o dinheiro com a falta de carinho. Isso poderá ficar associado em seu inconsciente, durante toda a sua vida, provocando dificuldades tanto financeiras quanto afetivas. Você respira, identificando-se com algumas coisas, aprendendo outras, e Vanguarda segue em suas lições: —As dificuldades no campo afetivo podem manifestar-se também numa síndrome da dependência. Tem gente que não ganha dinheiro suficiente porque está sempre precisando de ajuda, sempre dependendo. Ou seja, precisando sempre depender dos outros. inconscientemente ou não, quer continuar dependendo financeiramente, para tentar suprir uma dependência afetiva. Um modo de depender dos outros é precisar sempre de ajuda financeira. Uma pessoa assim precisa trabalhar sua auto-estima, sua confiança em si mesmo e no Universo, sua vontade firme de libertar-se dessas amarras para poder crescer como indivíduo e prosperar na vida. Não é você que trabalha para o dinheiro. É o dinheiro que trabalha para você. Vanguarda sempre acertava no alvo. Costurando em sua mente os detalhes das lições do mestre que mais lhe tocavam, Você percebia o quanto estivera misturando emoções mal-resolvidas com suas atitudes em relação a dinheiro. Freqüentemente precisava pedir dinheiro emprestado para pagar .dívidas, e quando o fazia percebia sensações que não conseguia definir, mas que estavam ligadas a carências e amarras no campo afetivo. Percebia também que costumava sentir uma ponta de inveja das pessoas endinheiradas, como se elas lhe devessem alguma coisa que Você não pôde ter, ou que ainda não se permitiu desfrutar. —Outra dificuldade psicológica com a Prosperidade— continua Vanguarda, adivinhando mais uma vez os pensamentos de Você está no dinheiro herdado. Se você até — agora sentia inveja de quem herdou muito dinheiro, não vai mais precisar sentir. Saiba que uma das principais causas da consciência de pobreza no mundo é o dinheiro herdado. Sabe por quê? Porque esse dinheiro vem com uma conotação de morte. A não ser que a pessoa faça um trabalho psicológico bem feito em sua mente para mudar essa tendência, costuma existir uma forte associação emocional entre dinheiro herdado e morte. - “O pai constrói, o filho mantém, o neto destrói.” Não é assim que sentencia um ditado popular? lembra Você. — - Exatamente. As pessoas já trazem essas sentenças gravadas no inconsciente. Mas o principal é a culpa, que a pessoa carrega, de ter recebido aquele dinheiro em conseqüência da morte do pai, da mãe, de uma pessoa marcante em sua vida afetiva. “Só recebi este dinheiro porque ele morreu”, pensa o herdeiro, principalmente quando não
  31. 31. recebia suficiente afeto ou dinheiro da pessoa quando viva. E aí procura ficar livre disso o mais depressa possível. Queima tudo no jogo, na política, em negócios mal feitos, em vícios, algo assim. Muitos conseguem até manter o dinheiro herdado, mas não têm Prosperidade. São ricos mas são pobres ao mesmo tempo. Se alguém tomar o dinheiro de uma pessoa assim, que é rica e não é próspera, ela não tem capacidade para ganhar de novo o dinheiro perdido, porque nunca soube merecê-lo realmente. Alguma coisa o convoca a sair do “sono”. Vanguarda não está mais na sua frente. E a música é substituída por uma insistente campainha de telefone. Capítulo 10 , O PARADOXO EXISTENCIAL Imortalidade enquanto viver São duas horas da manhã. Você acorda com o telefone tocando. A primeira reação de Você é não atender. Deve ser engano, como das últimas três vezes pensa. O tocar — silencia por alguns instantes e recomeça, insistente. Você se levanta procurando pelos chinelos que tinha deixado nos pés da cama. Acha um pé, mas não o outro. Corre para o telefone na sala e atende. - Alô, 258-4323. Você falando. - Alô, Você, aqui é tia Maria. - Olá, tia. Tudo bem? Algum problema? - Infelizmente sim, meu querido. O seu pai foi levado para o hospital com o diagnóstico de infarto. Ele está agora na Unidade Coronariana e pediu que você fosse vê- lo. - Está bem, tia, estou indo já. Beijos. Você põe o telefone no gancho, veste a primeira roupa que acha e, após despedir-se da mulher que continua sonolenta, sai correndo, procurando por um táxi. Por uma coincidência, ou talvez sincronicidade, Você encontra um táxi na primeira esquina. Entra e pede para ser levado ao Hospital São Lucas, que antes era particular mas hoje tem convênio com o Inamps. Na mente de Você vão passando em flashes os momentos tristes (muitos) e alegres (poucos) que conviveu com o pai. Riqueza, como a árvore, cresce de uma pequena semente. Você gostaria de ficar em silêncio, mas o motorista está ávido por um bate-papo e
  32. 32. começa a falar sobre um livro que acabou de ler, o best seller O Sucesso Não Ocorre por Acaso o único livro na vida dele que ele tinha conseguido ler de capa a capa. — — Já leu esse livro? pergunta-lhe. — Você responde que não, mas na realidade tinha lido, só que não queria muita conversa. O motorista começa então a descrever “a diferença que faz a diferença”, entre a pessoa sem sucesso e aquela bem-sucedida. Comenta quais os ingredientes necessários. Você faz de conta que está interessado no assunto, mas a sua mente está mesmo é no seu pai. Será que ele vai morrer? Chegando ao hospital, Você procura se informar sobre 70 o estado do seu pai e, depois de muito insistir, consegue a oportunidade de entrar por alguns minutos na Unidade Coronariana e dizer-lhe um alô. Você entra apreensivo, sem saber o que esperar. O pai deitado o vê chegar e, num ato de amor, pisca o olho e acena com a mão que está amarrada à cama por causa do soro que pinga na veia do braço. Você cumprimenta o pai, sentindo aquele mesmo sentimento de compaixão que sentiu quando o Vanguarda lhe ensinou o exercício do corte das amarras onde Você era um multimilionário e os seus pais vieram lhe visitar. Transposto este sentimento inicial, Você percebe que o seu relacionamento com o seu pai estava diferente, para melhor. De repente, num passe de mágica, Você se conscientiza de que, apesar de não ter gostado de muitas atitudes e comportamentos do seu pai quando criança, era o que seu pai tinha para oferecer na época. Ele não sabia o que ele não sabia. Uma sensação forte de sabedoria tomou posse de Você e um novo insight Surgiu na sua mente. Você não pode mudar o que você não pode mudar. Lembrando-se novamente de Vanguarda, Você se conscientiza mais urna vez de que o poder está no presente. O passado já passou. O futuro ainda não chegou. Só existe o aqui-e-agora. O eterno agora! Você abraça seu pai de urna forma toda especial. Com corpo e alma. Lágrimas escorrem dos olhos, lágrimas de cura. Olhando bem nos olhos do pai, Você balbucia quase sem poder verbalizar o que sentia no peito. - Pai, eu o amo. Eu o perdôo por tudo o que o senhor me fez que não gostei, peço-lhe perdão por não ter entendido o seu amor e sou grato por sua existência. Onde existe determinação, a solução será encontrada. Dentro do cérebro de Você circulavam palavras sábias de Vanguarda: Gratidão é a mãe de todos os outros sentimentos. O pai, também com lágrimas nos olhos e sorrindo, responde com doçura: - Eu também o amo, meu filho. Você foi, é e sempre será o orgulho de minha vida. Quando eu não estava presente na sua infância, era porque eu ganhava o pão que abastecia a nossa mesa. Quando você precisava da minha palavra amiga e eu não a proferia, o meu coração sangrava por não saber dizê-la. Apesar dos nossos olhos terem estado distante a maior parte do tempo, os nossos corações estão sempre juntos, brincando um com o outro. Você está sempre nos meus pensamentos. A sua imagem faz parte do meu pensar.
  33. 33. Os dois abraçados, chorando, recriando o passado, demonstram mais urna vez o poder do espírito humano. Milagre em ação. Transcendência em exercício. Um novo começo onde o Céu é o Limite. A enfermeira se aproxima e, entendendo o momento, aguarda alguns minutos. Como se participasse também do processo, celebra com um sorriso o despertar de um novo relacionamento, fundamental na vida dos seres humanos. Gentilmente, a enfermeira informa a Você que é chegada a hora de retirar-se da Unidade Coronariana. Você se despede do pai, entendendo que a Vida é uma seqüência de até-logos e olás, olás e até-logos. Caminha em direção à sala de espera, tira o maço de cigarros do bolso e, ao invés de retirar um cigarro do maço, joga o maço e o isqueiro na lata do lixo. Senta-se no sofá, refletindo nas transcendências que tinham acabado de ocorrer, e conclui: - Vale a pena viver!!! Nisto, surge um médico moreno, olhos castanhos-escuros, de meia-idade, comum sorriso que provoca covinhas no rosto e faz a face remoçar pelo menos dez anos quando sorri. O médico toca Você nos ombros e pelo toque, ou talvez pela energia que vem dele, Você sente que é o Vanguarda quem acaba de chegar, sem nunca ter ido! Ele senta-se a seu lado e, com um jeito um tanto profissional, começa a conversar e lhe trazer novos insights. - A vida é um constante aprender diz Vanguarda. — - Os ensinamentos vêm nas mais variadas formas. No seu caso, foi preciso o seu pai ficar doente para você entender o seu amor por ele e o dele por você. Você também pode aprender com a experiência dos outros. Usar a experiência dos outros não só nos faz economizar tempo como também permite-nos saber antecipadamente o resultado. Um modo eficiente e eficaz de transmitir conhecimento é através de histórias. Por falar em histórias, eu gostaria de Lhe contar uma, que pode trazer uma profunda transformação à sua vida. As palavras de Vanguarda o envolvem completamente, num clima de revelação e mistério. Se você quiser continuar colhendo ovos de ouro, cuide bem da galinha que os põe. - Numa tribo do Haiti, onde se praticam cultos vodus, o pajé carrega com ele um crânio humano, uma caveira. Quando um membro da tribo é condenado à morte, o pajé, num ritual milenar, encosta a caveira na testa do condenado. A partir do momento em que isto ocorre, o condenado pára de falar, perde a sede, a fome e o sono. Fica deprimido e morre em 72 horas. Até hoje, todas as pessoas da tribo que foram submetidas a esse processo morreram. Há alguns anos, três professores da Universidade do Alabama, Estados Unidos, resolveram desafiar o ritual com a finalidade de demonstrar o poder das crenças na realidade do ser humano. Depois de muitas negociações e convencimentos, o pajé aceitou fazer o ritual com os professores, conquanto que eles assumissem total responsabilidade pelos resultados. O ritual foi feito exatamente como é feito com os condenados. Dias depois, os professores voltaram para o seu país e publicaram um artigo
  34. 34. sobre a experiência deles com o Vodu e seus praticantes. Você continuava, em transe, ouvindo Vanguarda contar a história, e imaginando o que estava por vir. Qual seria a mensagem que ele deixaria codificada na sua estrutura psicológica desta vez? Vanguarda continuou discursando, como se estivesse dando uma conferência para um grande público. - Os membros da tribo morrem e os professores do Alabama não, simplesmente porque o sistema de crenças é diferente. O membro da tribo, desde o nascimento, foi exposto à idéia de morte, no caso de o pajé encostar a caveira em sua testa. Você só fazia confirmar, com um movimento da cabeça, a sabedoria vinda de Vanguarda. Este, percebendo o ambiente preparado, resolve então transferir para a mente de Você a Mensagem das mensagens. Pausadamente, continuou a falar: - Imagine você que o ser humano não precisasse morrer. Imagine que o ser humano tivesse sido criado para viver eternamente. Mas, como toda regra tem exceção, no começo, bem no começo da existência humana, as exceções foram ocorrendo, uma seguida da outra e da outra. Imagine que os homens que presenciavam esses fatos, tal qual as crianças da tribo haitiana vendo as pessoas morrerem com o “toque mágico” do pajé, chegaram à conclusão de que a morte era inevitável para todos os seres humanos, fazendo parte integrante do viver. Você continuava perplexo com tantos paradoxos e novos paradigmas, tudo isso comunicado metaforicamente, de uma forma elegante, ao mesmo tempo superficial e profunda Vanguarda, então, finalmente marca o gol: - Imagine que você e todos nós, os seres humanos, na realidade possuímos a imortalidade física. O que ocorre é que ainda estamos todos hipnotizados com a morte e morremos para confirmação da crença que nos governa! Você já não entende mais nada. - Que absurdo o mestre está dizendo — pensa. — Imortalidade física... Ha! Ha! Ha! Vanguarda chama-lhe a atenção. - Você precisa deixar que eu complete meu raciocínio antes de tirar suas conclusões precipitadas. Siga a linha do meu pensamento. O homem, sabendo que vai morrer, traz consigo o desejo inconsciente da morte. Esta sensação faz parte do seu viver 24 horas por dia. Para morrer, consomese uma tremenda carga de energia vital. Muitas pessoas, na plenitude da sua força, com uma idade onde conhecimento e sabedoria se somam, deixam de contribuir para o Universo pensando que a morte se aproxima. Veja o caso do seu pai, morrendo aos 66 anos, sem nenhuma visão de futuro. O indivíduo, a sociedade ou a nação sem visão constituem um indivíduo, uma sociedade, uma nação em perigo. Viva a sua vida de uma forma extraordinária! Tenha uma visão maior que o seu interesse individual. Acredite na sua imortalidade física (enquanto viver!) e faça deste planeta um lugar melhor para aqueles que virão depois de você. Ser pobre é diferente de não ter dinheiro.
  35. 35. Pobreza é um estado de espírito. E a falta de dinheiro é uma situação temporária. Ainda mais perplexo, Você absorve como uma esponja tudo o que foi dito. O conceito de Prosperidade adquire uma nova dimensão na mente de Você. Vanguarda se despede e deixa nas suas mãos um embrulho violeta, amarrado com uma fita verde. Você desamarra, abre e, dentro do pequeno embrulho, encontra uma medalha de ouro e unia placa com os dizeres gravados em dourado: Intenção sem ação é ilusão. Ouse fazer e o poder lhe será dado. Capítulo 11 O ENIGMA DAS RIQUEZAS O quanto é real a realidade E agora? Há alguns dias Você vinha mantendo contatos com Vanguarda e, principalmente depois do exercício feito àquela tarde, Os bloqueios que limitavam a Prosperidade não tmham mais razão de ser. Mas aquelas idéias limitadoras estavam presentes há tempos em sua mente, alimentadas durante tantos anos por seus pensamentos e atitudes, e Você estava de tal forma acostumado com elas que sentia agora um espaço vazio, uma lacuna a preencher. Com quê? Você já dera uns passos iniciais, como que preparando o terreno, e agora sentia-se num ponto crucial da trajetória: ou seguia avante, imediatamente, ou estacionava no que já tuiha aprendido e tudo ficava no que era antes, apenas levemente melhorado. Seguir em frente seria partir da teoria para a prática e tomar-se próspero de fato. Mas como conseguiria? Quando alcançaria, finalmente, a Prosperidade? - Agora, imediatamente. - Hein? Quando você quiser saber alguma coisa sobre jóias, não pergunte ao alfaiate. Pergunte ao joalheiro. 1
  36. 36. O menino disse apenas isso: “Agora”. Cábelos dourados e um sorriso brincalhão, como se estivesse respondendo com essa única palavra às perguntas que Você ruminava em pensamento, e sumiu por entre as pessoas que formigavam pela calçada no rush vespertino. Mas não ficou só nisso. Deixou em sua mão um envelope fechado. “Abra somente em casa” estava escrito no envelope, com letra de criança. — “Não é possível, deve ser uma brincadeira, um trote” ia Você dizendo no trajeto de - casa, ansioso para abrir o envelope. Era sexta-feira, ainda bem: daria para descansar um pouco, depois de uma semana agitada e cheia de surpresas. Mas uma surpresa ainda maior talvez o aguardasse dentro daquele envelope, O que estaria Vanguarda aprontando dessa vez? A mulher e os filhos o aguardavam para jantar. O envelope em seu bolso esperava para ser aberto. Você corre 80 para um banho levando consigo a misteriosa mensagem. “BILHETE PREMIADO! VALOR: 1 MILHÃO DE DÓLARES. RESGATA VEL NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA.” - Droga, era só uma brincadeira daquele menino! Você se decepciona quando vê o — pedaço de papel de caderno, escrito em caligrafia infantil. Bilhete premiado, só faltava — essa! Deixa o papel de lado e abre o chuveiro, censurando-se pela ingenuidade. - Como é que pode, um cara como eu ficar tão ansioso por causa de um pedaço de papel que um menino brincalhão me dá no meio da rua? Mas os primeiros pingos d’água gotejam nítidos pensamentos em sua testa e Você tem a exata sensação de estar ouvindo a voz do menino: - Como você vai se sentir quando tiver 1 milhão de dólares? (Responda, leitor, entre no jogo, logo de uma vez. Faça de contas que o Você é você mesmo.) “Vou me sentir assim, assim, assim” £ começou a descrever mentalmente (exatamente como você, leitor, escreveu nas linhas acima). - Então continuava a voz no som do chuveiro—, se você passar a sentir-se assim desde agora, vai ter mesmo um milhão de dólares. E começou a rir. A voz do menino e Você. - É isso mesmo! — Berrou. Só faltava sair nu e gritando “Eureka”. Seus filhos acharam engraçado ouvi-lo cantar no chuveiro daquele jeito. Na melodia de uma velha marchinha de carnaval, Você improvisava uma letra sem rima nem métrica, mas cheia de alegres e prósperos significados, que pareciam estar sendo “soprados” para
  37. 37. Você através da água do banho: “A ordem dos fatores! Pensamento e sentimento! Não altera o produto! Em sua mente”. o refrão, mais animado ainda: “O menino me falou! Prosperidade! Prosperidade! Agora e já! Prosperidade.” Enxugando-se, Você pensava: - Imagine, se eu estivesse mesmo com um bilhete premiado na mão. É sexta-feira à noite e tenho só uni pedacinho de papel que vai ser trocado por outros pedaços de papel no valor de 1 milhão de dólares. Nestes três dias, antes da segunda-feira, eu já me sentiria realmente com aquele dinheiro. Um milhão de dólares! Segredo da Prosperidade: O processo de chegar lá é a qualidade de estar lá. A marchinha de carnaval tomava-se agora uma ária de ópera: “Um milhão de dólares...! Tudo em cima, desde já! Éso questao de tempo... Seus filhos divertiam-se na sala, escutando aqueles berros, sua mulher também ria mas intrigava-se com a súbita euforia. E Você mesmo amda pensava que estava brincando de ter um milhão de dólares, até que pegou o papeizinho “premiado” e viu que nele não estava mais escrito o mesmo que havia antes. Em letras douradas, Você lia agora outra mensagem: O processo de chegar lá é a qualidade de estar lá. Mais surpreso ainda Você ficou quando o papel que estava em suas mãos, logo que foi lido, desintegrou-se, como se fosse transportado de volta para outra dimensão. Você ficou contemplando o “nada”. Não o nada da ausência, mas sim o nada da “presença total” que se identificava com o Todo. Novos insights começavam a surgir na sua mente. Você percebia estar começando a pensar em mais de uma dimensão. Capítulo 12 O PROCESSO CRIATIVO Exercitando ser co-criador O sentimento da Prosperidade permaneceu nas horas seguintes e em todo o fim de semana. Alegre, brincando com seus filhos, divertindo-se com sua mulher, conversando com os amigos, Você experimentava uma confiança interna em tudo aquilo que tinha vivenciado e aprendido nos últimos dias.
  38. 38. O sábado e o domingo se passaram sem maiores novidades. De vez em quando Você lembrava-se da história do bilhete premiado e lhe ocorria uma perguntinha atrás da orelha: - Como tornar realidade esse sentimento? Como tornar-me realmente próspero? “Largo, de Vivaldi”. Você não entendia este pensamento solto que piscava em sua cabeça sempre que aquela pergunta lhe ocorria. “Largo, de Vivaldi.” - Tá bom, Largo, de Vivaldi, e daí? Você perguntou — a mesma idéia repetiu-se pela enésima vez. Miracles are Iove in action. “Largo, de Vivaldi” foi a única resposta que lhe ocorreu. — De modo que, enquanto a famfiia assistia à televisão na noite do domingo, Você foi procurar entre as fitas e discos o que tinha de Vivaldi, compositor que sua mulher adorava mas que há muito tempo não ecoava em sua casa. Lá estavam, em uma fita da coleção “Relax with the Classics “, alguns trechos de Vivaldi no andamento largo, entre outras composições selecionadas para relaxamento. —Vamos nessa —murmurou Você, indo para o quarto. Colocou o gravador na cabeceira, acendeu somente o abajur e deixou-se relaxar. A melodia suave foi-se introduzindo em sua mente até se misturar completamente aos seus pensamentos. Quando essa fusão se completou, seus olhos fechados passaram a ver tudo claro. Sob a luz radiante do sol, Vanguarda estava sentado à sua frente, no cume de um dos montes que formavam o vale onde, em sonhos, Você já tinha estado algumas vezes. Mais além do monte, avistavam-se outras paisagens ainda mais bonitas. Ao mesmo tempo que Você maravilhava-se com tudo o 86 que via, um pensamento de dúvida se alojou em seu self-talk: — Não é possível! Devo estar maluco. Nesse exato instante as paisagens ensolaradas desfizeram-se em cenários de tormenta e cataclismos. Tempestades, terremotos, explosões, incêndios, guerras, vulcões em plena erupção, todo tipo de catástrofe parecia acontecer nos vales ao seu redor. Mas o velho sorria, impassível. Você resolveu ligar-se apenas no sorriso dele e foi sentindo que, aos poucos, as tormentas se dissipavam e o Sol voltava a brilhar em toda parte. — Tudo no Universo é assim disse Vanguarda. Uma face positiva e outra negativa, — — mas a moeda é uma só. Ávida flui a partir dessa bip claridade. E a grande Consciência que gerou e gera tudo isso está manifestada em cada um de nós. Cada indivíduo é também um Criador. Com a estrutura que chamamos de cérebro, podemos fazer uma conexão entre as duas polaridades e assim trabalhar em sintonia com a Criação. E temos o poder de criar a nossa realidade. - E como conseguimos fazer isso?
  39. 39. - Estamos sempre fazendo isso. Sempre estamos criando a nossa realidade, seja ela positiva ou negativa. - Mas como passar da tempestade à bonança? Vi isso acontecer agora mesmo. Foi só o seu sorriso? Basta~ que eu tenha alegria e otimismo para manifestar Prosperidade em minha vida? - Calma. Uma das primeiras providências, em muitos casos, é tirar o pé do acelerador. E prestar muita atenção no momento presente, que é onde reside a eternidade. - Mas, como? - Veja bem; O Universo físico não se cria sozinho. Ébem planejado. E exuberante e abundante. Quanto mais desenvolvermos nossas capacidades, mais estaremos sintonizados com a Prosperidade universal. Podemos entrar em contato com essa força infinita através do hemisfério direito do nosso cérebro, onde há um canal que chamamos de intuição. Independência financeira é quando você nunca faz nada que você não queira, por dinheiro, e nunca deixa de fazer qualquer coisa que você queira, por falta de dinheiro. - A intuição vale mais que a inteligência racional? -Não é o caso, porque são coisas diferentes. Ela é a porta para percepção de dimensões que a nossa inteligência ainda não alcança racionalmente mas que poderá alcançar desde que esteja aberta para a grande mudança deparadigmas que está acontecendo no tempo em que Você vive. - E o senhor? Você tinha vontade de tratá-lo com mais intimidade, mas ainda não — ousava. - Vive em que tempo? Vanguarda ignorou sua pergunta e continuou sua “aula”. - Nós mesmos é que determinamos as condições econômicas da nossa existência no universo físico, inclusive os bens pessoais: seu carro, sua conta bancária, sua casa, suas condições de bem-estar material. Em nossa mente convivem um pensador e um provador: o eu que pensa e o eu que põe à prova. O provador que há em nós encarrega-se provar o que o pensador pensa. Então, a nossa concepção do universo físico, a nossa maneira de encará-lo, vai determinar a forma de vivermos neste mundo físico. O que pensarmos que ira acontecer é o que certamente o nosso cérebro e o Universo se encarregarão de fazer acontecer. O PROCESSO CRIATIVO INFINITO (FONTE, DEUS, ESPÍRITO) ” MENTE PENSADOR
  40. 40. PROVADOR UNIVERSO FÍSICO - Isso é Lindo, mas a maioria dos homens acharia muito ilógica essa maneira de pensar comentou Voce. — - Isso tudo transcende em muito a lógica atual dos homens, que ainda usam apenas 5% de sua capacidade mental. Usarlógica numa coisa ilógica é algo completamente ilógico. O paradoxo da resposta de Vanguarda fez com que Você se lembrasse da conversa negativa que houve em sua mente antes daquelas tormentas. Por isso Você perguntou: - Mas não entendo por que, mesmo depois daqueles exercícios para eliminar a culpa em relação à Prosperidade, continuei tendo algumas sugestões negativas... Como se elimina essa conversa interna negativa? O que se põe no lugar das idéias Limitadoras que desejamos eliminar de nossa mente? - Entendendo a fundo o processo criativo. Quer ver como se faz? - Quero. - Então volte ao seu quarto, vire a fita que está no gravador e sente-se na sua escrivaninha, para fazer umas anotações. ‘Você abriu os olhos, viu-se de novo deitado na cama, a fita com músicas de relaxamento já tinha parado de tocar e a TV continuava ligada na sala. Virou a fita e sentou-se na escrivaninha. Um belo adágio de Albinoni o mantinha no mesmo padrão mental dos momentos anteriores, e Você começou a anotar no papel algumas frases que chegavam prontas à sua mente, resumindo noções que já tinha aprendido e acrescentando outras: “Tudo no Universo é construído a partir de três unidades básicas. O nosso poder de criar realidade no Universo pode também ser descrito em três princípios básicos. As coisas acontecem conforme a sua crença. E a sua crença não é necessariamente a verdade, mas sim a sua verdade. Se, por exemplo, uma pessoa fica pensando em velhice associada à doença, à medida que vai ficando velho vai ficando doente. A vida que você tem hoje é exatamente a manifestação física do que você tiver feito até agora, incluindo o que você faz no presente. Uma parte do que você ganha é sua para guardar. 2) O princípio das sugestões:

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