Saberes Errantes, Identidades Errantes

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Saberes Errantes, Identidades Errantes

  1. 1. “ Saberes errantes, identidades errantes: Imagens e experiências de uma pesquisa participante de Alik Wunder”
  2. 2. Alik Wunder <ul><li>Professora da União das Organizações Paulistanas de Educação e Cultura (UNOPEC) e doutoranda pela Faculdade de Educação da Unicamp </li></ul><ul><li>O texto foi apresentado na mesa-redonda: Currículo e Ambiente: nomadismo e diferença, no 14º Cole, 2003 </li></ul>
  3. 3. A pesquisa participante <ul><li>A pesquisa teve como objetivo participar e contribuir com as situações de campo, além de deixar-se permear e transformar por elas. </li></ul><ul><li>A experiência aconteceu em uma escola pública, no Vale do Ribeira, sul do estado de São Paulo </li></ul><ul><li>Barra do Ribeira é um bairro de Iguape, onde existem diversos conflitos sobre a questão ambiental, principalmente depois que o governo estabeleceu regras de uso e cuidados com o meio ambiente local </li></ul>
  4. 4. A PESQUISADORA OBSERVOU : <ul><li>Os encontros e desencontros entre professores e professoras da escola pública com um grupo de monitores ambientais, que desejavam executar projetos de educação ambiental na escola </li></ul>
  5. 5. SEU OBJETIVO: <ul><li>Entender a relação entre a escola e a comunidade </li></ul><ul><li>Entender a relação entre os saberes que se constroem nestes diferentes espaços educativos </li></ul><ul><li>Transitar entre os conceitos de ambiente e diferença </li></ul>
  6. 6. Como é a Barra do Ribeira I <ul><li>Ilhada pelo mar, pelo rio Ribeira e pela mata da Estação Ecológica Juréia-Itatins </li></ul><ul><li>Grandes áreas nativas preservadas </li></ul><ul><li>População sem perspectivas de renda e que vivia do usufruto dos bens da natureza </li></ul><ul><li>Conflito é gerado pelas leis de restrição de uso da terra e dos recursos naturais </li></ul>
  7. 7. Como é a Barra do Ribeira II <ul><li>Suas atividades eram pesca, roça de mandioca e caça, mas foram proibidas para algumas áreas </li></ul><ul><li>As regras de uso foram determinadas pelo governo, excluído a comunidade e seus conhecimentos ao estipulá-las </li></ul>
  8. 8. MONITORES AMBIENTAIS: quem são? <ul><li>Participantes do Grupo de jovens da comunidade da Associação dos Monitores Ambientais de Iguape(AMAI), com formação em projetos de educação ambiental e turismo ecológico </li></ul><ul><li>A profissão surge com as modificações no Vale do Ribeira para a conscientização para conservação ambiental </li></ul><ul><li>O turismo ecológico e a “conscientização” da comunidade se faz necessária </li></ul>
  9. 9. MONITORES AMBIENTAIS <ul><li>Com restrições quanto aos usos da terra, a necessidade de buscar novas fontes de renda para o sustento, acontece a formação e desejo compartilhar os saberes reorganizados </li></ul><ul><li>Enquanto comunidade, desejam realizar na escola projetos ambiental, tendo em vista a valorização da cultura local, bem como nova forma de geração de renda, com a reciclagem </li></ul>
  10. 10. PROFESSORES E PROFESSORAS <ul><li>Moradores do centro de Iguape, distantes de vivenciar as experiências do lugar </li></ul><ul><li>Considerados responsáveis pelos saberes previamente construídos e que devem ser repassados (visão do monitores em relação a escola) </li></ul><ul><li>Entre os profissionais, todos criam, mas há aqueles que criam, sonham e se colocam para vivenciar experiências diferenciadas e por isso constroem diferentes saberes (autora) </li></ul>
  11. 11. A PESQUISADORA OBSERVA: <ul><li>Os encontros e desencontros entre professores e professoras da escola pública com um grupo de monitores ambientais em torno de seus projetos de educação ambiental para a escola. </li></ul>
  12. 12. Os saberes pretendidos pela pesquisadora <ul><li>Qual a relação entre escola e comunidade? </li></ul><ul><li>Que saberes se constroem nessa relação de muitos OUTROS, onde as diferenças de saberes de professores e monitores(comunidade) impedem realizações com os alunos(comunidade)? </li></ul>
  13. 13. COMO (COM)VIVER COM AS DIFERENÇAS? <ul><li>Professores não conviviam bem com a falta de formação dos monitores, nem aceitavam como esse OUTRO invadia o “seu” espaço na escola. </li></ul><ul><li>Monitores queriam desenvolver um trabalho diferente do que aquele haviam experimentado como alunos </li></ul>
  14. 14. O OUTRO... <ul><li>O outro surge com “um puro enigma que nos olha face a face” (Larrosa, 1998, p.74) e neste olhar às vezes refletem-se imagens outras de nós mesmos, não mais aquelas em que nos reconhecemos e admiramos, mas as imagens da diferença, também transfiguradas, disformes, embaçadas. E elas podem fazer muita coisa conosco: nos assustar, revoltar, machucar, suspender, desafiar, questionar, transformar... </li></ul>
  15. 15. STUART HALL <ul><li>“... As identidades são construídas por meio da diferença e não fora delas. Isso implica o reconhecimento radicalmente perturbador de que é apenas por meio da relação com o OUTRO que nossa identidade pode ser construída” , HALL, 2003a,p.110 </li></ul>
  16. 16. A dualidade: <ul><li>Conservação ambiental e geração de renda </li></ul><ul><li>Queriam entrar na escola para realizar educação ambiental mas não queriam que fosse do jeito formal </li></ul><ul><li>Transitar e conservar a cultura caiçara e apreender a “outra” cultura </li></ul><ul><li>Os monitores buscavam transitar por entre lugares </li></ul><ul><li>Queriam ser outros educadores, mas no território escolar </li></ul>
  17. 17. CONTRADIÇÃO!? <ul><li>“E no trânsito por diferentes espaços de saberes e identidades arrastavam ora coisas de um, ora de outro. Há então, uma mistura que transforma, faz surgir uma outra coisa híbrida sempre possível a se conformar de outro jeito.. Saberes errantes, identidades errantes .” </li></ul>
  18. 18. OBJETIVO FRUSTADO?!?! <ul><li>A autora coloca seu objetivo de formar grupos na escola e interagir entre eles, não aconteceu como ela desejava </li></ul><ul><li>Mas vários trabalhos aconteciam lá e cá, diante das muitas diferenças </li></ul><ul><li>Mesmo sem a coesão e conexão desejada por ela, foram muitos os saberes construídos entre escola e comunidade </li></ul>
  19. 19. Uma leitura... <ul><li>Cibele Aparecida Rodrigues </li></ul><ul><li>Professora do Time </li></ul>
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