Saberes Errantes, Identidades Errantes
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Saberes Errantes, Identidades Errantes Saberes Errantes, Identidades Errantes Presentation Transcript

  • “ Saberes errantes, identidades errantes: Imagens e experiências de uma pesquisa participante de Alik Wunder”
  • Alik Wunder
    • Professora da União das Organizações Paulistanas de Educação e Cultura (UNOPEC) e doutoranda pela Faculdade de Educação da Unicamp
    • O texto foi apresentado na mesa-redonda: Currículo e Ambiente: nomadismo e diferença, no 14º Cole, 2003
  • A pesquisa participante
    • A pesquisa teve como objetivo participar e contribuir com as situações de campo, além de deixar-se permear e transformar por elas.
    • A experiência aconteceu em uma escola pública, no Vale do Ribeira, sul do estado de São Paulo
    • Barra do Ribeira é um bairro de Iguape, onde existem diversos conflitos sobre a questão ambiental, principalmente depois que o governo estabeleceu regras de uso e cuidados com o meio ambiente local
  • A PESQUISADORA OBSERVOU :
    • Os encontros e desencontros entre professores e professoras da escola pública com um grupo de monitores ambientais, que desejavam executar projetos de educação ambiental na escola
  • SEU OBJETIVO:
    • Entender a relação entre a escola e a comunidade
    • Entender a relação entre os saberes que se constroem nestes diferentes espaços educativos
    • Transitar entre os conceitos de ambiente e diferença
  • Como é a Barra do Ribeira I
    • Ilhada pelo mar, pelo rio Ribeira e pela mata da Estação Ecológica Juréia-Itatins
    • Grandes áreas nativas preservadas
    • População sem perspectivas de renda e que vivia do usufruto dos bens da natureza
    • Conflito é gerado pelas leis de restrição de uso da terra e dos recursos naturais
  • Como é a Barra do Ribeira II
    • Suas atividades eram pesca, roça de mandioca e caça, mas foram proibidas para algumas áreas
    • As regras de uso foram determinadas pelo governo, excluído a comunidade e seus conhecimentos ao estipulá-las
  • MONITORES AMBIENTAIS: quem são?
    • Participantes do Grupo de jovens da comunidade da Associação dos Monitores Ambientais de Iguape(AMAI), com formação em projetos de educação ambiental e turismo ecológico
    • A profissão surge com as modificações no Vale do Ribeira para a conscientização para conservação ambiental
    • O turismo ecológico e a “conscientização” da comunidade se faz necessária
  • MONITORES AMBIENTAIS
    • Com restrições quanto aos usos da terra, a necessidade de buscar novas fontes de renda para o sustento, acontece a formação e desejo compartilhar os saberes reorganizados
    • Enquanto comunidade, desejam realizar na escola projetos ambiental, tendo em vista a valorização da cultura local, bem como nova forma de geração de renda, com a reciclagem
  • PROFESSORES E PROFESSORAS
    • Moradores do centro de Iguape, distantes de vivenciar as experiências do lugar
    • Considerados responsáveis pelos saberes previamente construídos e que devem ser repassados (visão do monitores em relação a escola)
    • Entre os profissionais, todos criam, mas há aqueles que criam, sonham e se colocam para vivenciar experiências diferenciadas e por isso constroem diferentes saberes (autora)
  • A PESQUISADORA OBSERVA:
    • Os encontros e desencontros entre professores e professoras da escola pública com um grupo de monitores ambientais em torno de seus projetos de educação ambiental para a escola.
  • Os saberes pretendidos pela pesquisadora
    • Qual a relação entre escola e comunidade?
    • Que saberes se constroem nessa relação de muitos OUTROS, onde as diferenças de saberes de professores e monitores(comunidade) impedem realizações com os alunos(comunidade)?
  • COMO (COM)VIVER COM AS DIFERENÇAS?
    • Professores não conviviam bem com a falta de formação dos monitores, nem aceitavam como esse OUTRO invadia o “seu” espaço na escola.
    • Monitores queriam desenvolver um trabalho diferente do que aquele haviam experimentado como alunos
  • O OUTRO...
    • O outro surge com “um puro enigma que nos olha face a face” (Larrosa, 1998, p.74) e neste olhar às vezes refletem-se imagens outras de nós mesmos, não mais aquelas em que nos reconhecemos e admiramos, mas as imagens da diferença, também transfiguradas, disformes, embaçadas. E elas podem fazer muita coisa conosco: nos assustar, revoltar, machucar, suspender, desafiar, questionar, transformar...
  • STUART HALL
    • “... As identidades são construídas por meio da diferença e não fora delas. Isso implica o reconhecimento radicalmente perturbador de que é apenas por meio da relação com o OUTRO que nossa identidade pode ser construída” , HALL, 2003a,p.110
  • A dualidade:
    • Conservação ambiental e geração de renda
    • Queriam entrar na escola para realizar educação ambiental mas não queriam que fosse do jeito formal
    • Transitar e conservar a cultura caiçara e apreender a “outra” cultura
    • Os monitores buscavam transitar por entre lugares
    • Queriam ser outros educadores, mas no território escolar
  • CONTRADIÇÃO!?
    • “E no trânsito por diferentes espaços de saberes e identidades arrastavam ora coisas de um, ora de outro. Há então, uma mistura que transforma, faz surgir uma outra coisa híbrida sempre possível a se conformar de outro jeito.. Saberes errantes, identidades errantes .”
  • OBJETIVO FRUSTADO?!?!
    • A autora coloca seu objetivo de formar grupos na escola e interagir entre eles, não aconteceu como ela desejava
    • Mas vários trabalhos aconteciam lá e cá, diante das muitas diferenças
    • Mesmo sem a coesão e conexão desejada por ela, foram muitos os saberes construídos entre escola e comunidade
  • Uma leitura...
    • Cibele Aparecida Rodrigues
    • Professora do Time