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Antecedentes E A Semana De Arte Moderna De
 

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    Antecedentes E A Semana De Arte Moderna De Antecedentes E A Semana De Arte Moderna De Presentation Transcript

    • Antecedentes e a Semana de Arte Moderna de 1922.
    • ORIGENS DO MODERNISMO: Período histórico:
      • INDUSTRIALIZAÇÃO - na ultima década do século XIX. William Morris (1834-1896) , que originou o movimento ART NOUVEAU, estabeleceu a prática de os artistas desenharem objetos para a produção em série pela indústria.
      • PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918).
    • AS VANGUARDAS
      • - Expressionismo, Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Abstracionismo, dadaísmo Surrealismo, Op-art, Pop-art: que expressam de algum modo à perplexidade do homem contemporâneo e não tinha mais apenas a preocupação de romper com os modelos acadêmicos.
      • Anita Malfatti (1889 – 1964): Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora. Inicia seu aprendizado artístico com a mãe Betty Malfatti.
      • Devido a uma atrofia congênita no braço e na mão direita, utiliza a mão esquerda para pintar.
      • Incentivada pela família foi, em 1910, para a Alemanha, onde freqüentou, por três anos, a Academia Real de Berlim. Estudou gravura, desenho e pintura, além de conhecer os principais mestres do expressionismo alemão.
    • De volta ao Brasil, em 1914, realizou sua primeira exposição individual
      • Outra vez Anita, pensava em partir para continuar seus estudos. Sem condições, tentou pleitear o Pensionato Artístico do estado de São Paulo, bolsa do governo.
      • FOTO DA EXPOSIÇÃO
    • 1)Anita Malfatti, O farol, 1915 óleo s/ tela, 46,5x61 cm coleção (Gilberto Chateaubriand) 2) O farol de Monhegan em fotografia realizada por volta de 1859.
    • Em 1915, a artista parte para mais um período de estudos
      • Desta vez nos Estados Unidos, onde tem aulas com Homer Boss (1882 - 1956) na Independent School of Art. A convivência com este professor americano e com o clima vanguardista da escola irá levar adiante o desenvolvimento da liberdade moderna cultivada na Alemanha. É aí que ela realiza seus trabalhos mais conhecidos, como O Farol (1915), Torso/Ritmo (1915/1916) e O Homem Amarelo (1915/1916). Nesses quadros, o desenho perde o compromisso com a verossimilhança clássica e ganha sentido mais interpretativo. Por vezes, o contorno grosso e sinuoso apresenta as figuras como uma massa pesada e volumosa. Em outros trabalhos, com o traço mais fechado, a cor é aplainada e compõe retratos e paisagens livres, pela articulação de superfícies em cores contrastantes. Conforme Itaú Cultural.
      • Em 1916, Anita volta ao Brasil, voltara depois de 3 anos e meio devido aos rumores de guerra próxima
      • Anita Malfatti, Ritmo (Torso), 1915/16, carvão e pastel 61x46,6 cm. Coleção. (MAC_USP, SP)
    • Exposição de 1917
      • Nesta exposição, a pintora restringiu-se aos trabalhos feitos depois de 1914, isto é, os pintados nos estados Unidos e aos recentes pintados no Brasil. Anita não negava sua fase norte-americana: queria impô-la e vê-la aceita como valor artístico. Talvez por isso absteve-se de colocar muitas obras demasiado “provocativas”, como os carvões e pastéis de Nu masculino ou óleos como Nu cubista e A boba.
      • Anita esboçou e desenvolveu a figura de uma mulata que segura uma cesta de frutas tropicais e colocou como fundo alguma vegetação de caráter Nacional.
      • Anita Malfatti, Tropical, óleo s/ tela, 77x102, pinacoteca do Estado de, S.P.
      • A Onda , 1915 - 1917 óleo sobre tela, c.i.d. 26,5 x 36 cm Coleção Sergio Sahione Fadel Reprodução fotográfica Leonardo Crescenti
    • O Concurso do Saci
      • Visando incentivar a população a valorizar hábitos e costumes nacionais, no inicio de 1917, Lobato levava adiante um “inquérito nacional sobre o Saci”, através do Estadinho. Chegavam depoimentos de todo Brasil e eram publicados no Jornal, com as versões existentes em diversas regiões do Brasil sobre o saci-pererê, sua figura, suas diabruras típicas, sua características.
    • O saci, Anita Malfatti, óleo, que participou do concurso do Saci em 1917
      • Anita apresentou a aparição do saci que espanta um cavaleiro solitário. Colocou em primeiro plano o cavaleiro e seu cavalo numa estrada poeirante ladeada por uma moita de bambus de onde pende, informe, o saci.
      • Vencedor do Concurso: Ricardo Cipicchia, O saci e a cavalhada, 1917.
    • Os preferidos de Monteiro Lobato
      • Pedro Américo ao “naturalista e nacional” Almeida Júnior. Contudo apontava Almeida Junior como o caminho a ser trilhado e alargado pelos artistas nacionais.
      • Almeida Júnior, Auto retrato 1878.
    • Critica de Monteiro Lobato
      • Recebe críticas de Monteiro Lobato (1882 - 1948) no artigo A Propósito da Exposição Malfatti , mais tarde transcrito em livro com o título Paranóia ou Mistificação?
      • É a extensão da caricatura a regiões onde não havia até agora penetrado. Caricatura da cor, caricatura da forma - caricatura que não visa, como a primitiva, ressaltar uma idéia cômica, mas sim desnortear, aparvalhar o espectador. A fisionomia de quem sai de uma destas exposições é das mais sugestivas. Nenhuma impressão de prazer, ou de beleza, denunciam as caras; em todas, porém, se lê o desapontamento de quem está incerto, duvidoso de si próprio e dos outros, incapaz de raciocinar, e muito desconfiado de que o mistificam habilmente. (sic. Lobato)
      • O homem amarelo, 1915/16, óleo sobre tela, 61 x 51 cm, Coleção. (Família Andrade Camargo)
      • Mário de Andrade foi à defesa de Anita Malfatti, comentando um dos seus quadros expostos:
      • Pergunta se os cabelos verdes não sugeririam o passar dos anos... não podiam ainda entender que a arte traduzia na própria forma o seu conteúdo, que a ruptura com a concepção do natural pressupunha uma ruptura com seu código.
      Mulher de cabelos verdes, 1915, óleo sobre tela, 61x51 cm, Coleção. Ernesto Wolf, SP (2002) .
      • A Boba, 1915/16 óleo sobre tela, 61x 50,5 cm Coleção. (MAC- USP).
      • Oswald de Andrade : “descrevia o talento de Anita “com pioneirismo a originalidade do trabalho da artista, o seu temperamento nervoso - próprio da nova sensibilidade urbana - e a negação da cópia fotográfica”.
    • O recuo de Anita Malfatti
      • Depois da exposição de 1917, ela se aproxima da linguagem tradicional e faz aulas com o acadêmico Pedro Alexandrino (1856 - 1942). Seus trabalhos também se tornam mais realistas. Encorajada pelo grupo que iria realizar a Semana de Arte Moderna, como Menotti Del Pichia (1892 - 1988), Oswald de Andrade (1890 - 1954) e Mário de Andrade (1893 - 1945), Anita, por volta de 1921, interessa-se novamente pelas linguagens de vanguarda.
      • Na Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922, a artista expõe novamente as telas mostradas em 1917 junto com novos trabalhos modernistas, sendo considerada por Sérgio Milliet (1898 - 1966) a maior artista da exposição. Conforme Itaú Cultural.
      • Porto de Mônaco, 1925/26 óleo sobre tela, 54 x 64,5 cm. Colecionador (Franscisco Matarazzo)
      • Retrato de Dora 1934 Óleo s/ tela, 73 x 60,3 cm. Coleção. (Dora Villava)
      • Itanhaém, 1948/49, óleo sobre tela, 72 x 92 cm. Coleção. (Georgina Malfatti).
      • La rentrée (interior) 1925, óleo sem tela 88x115 cm coleção Pedro Tassinari, São Paulo.
    • A Semana de Arte de Moderna
      • A semana de arte Moderna representa um marco na arte contemporânea no Brasil, comparável, por sua repercussão, a chegada da missão francesa no Rio de Janeiro no século passado ou século XVIII a obra de Aleijadinho. Conforme Aracy Amaral
    • Catálogo da Semana
      • Inserida nas festividades em comemoração do centenário da independência do Brasil, em 1922, a Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século XIX. Entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, realiza-se no Teatro Municipal de São Paulo um festival com uma exposição com cerca de 100 obras e três sessões lítero-musicais noturnas. Entre os pintores participam: Anita Malfatti (1889 - 1964) , Di Cavalcanti (1897 - 1976) , (1892 - 1958),. No campo da escultura, está Victor Brecheret (1894 - 1955) (...)”. Conforme ITAUCULTURAL.
    • Brecheret Tornou-se a partir de 1919, com Anita e e Di Cavalcanti, a trinca estimuladora da renovação das artes , fundamentais responsáveis, os três, pelo movimento de eclosão da Semana em manifestação anti-acadêmica. Conforme Aracy Amaral.
    •  
    • Di Calvalcanti
      • Pierrete óleo sobre tela - 78 x 65 cm - 1922 -
    • Teatro Municipal
      • "...no saguão do teatro, onde fora instalada a exposição de quadros e esculturas - não havia quem se não deixasse tomar de pavor e êxtase, ao defrontar com os horrores épicos da senhorinha Anita Malfatti" (sobre o impacto da arte desta artista).