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  • 1. SÍNDROME DE DOWN
  • 2. GRUPO E:
    • 1. Nome do grupo: E quem não é diferente?
    • 2. Qual a formação do grupo?
    • Ana Emilia do Pinho Assumpção Aura Alice Machado Ferreira Maria Raquel Pohlman da Silveira Vera Lucia Grala Souza e Silva
    • 3. Quem será o coordenador dos trabalhos do grupo?
    • A coordenação será compartilhada entre todos.
    • 4. Como se dará a comunicação entre os integrantes do grupo e a elaboração dos textos e materiais do Seminário?
    • Vamos trabalhar utilizando basicamente o fórum ambiente e-proinfo , e-mail e blog interativo.
    • 5. Como se dará a sistemática de elaboração?
    • Nossos encontros realizar-se-ão basicamente através do Forum do ambiente E-proinfo, utilizando também comunicação via e-mail. À medida que cada um deixa a sua contribuição o texto vai sendo produzido colaborativamente, pois cada um tem a oportunidade de alterar o texto do colega para dar sentido na produção como um todo.
  • 3. Mensagem
    • Vídeo : SÍNDROME DE DOWN
    • Disponibilizado em :
    • http://www.youtube.com/watch?v=jhuT9ggD7oI&feature=related
  • 4. PERFIL DO ALUNO:
    • - Idade atual: 7 anos
    • - Série: 1ª Ano do Ensino Fundamental
    • - Sexo: Feminino
    • - Dificuldades específicas:
    • Demanda muito trabalho, não só a menina, mas principalmente a família que não aceita e nem ajuda. A menina é extremamente comprometida, usa fraldas, não fala, é agressiva. A menina tinha sido deixada pela mãe no hospital, num município próximo para adoção e a mãe, adotiva, recebeu-a muito pequena sem se aperceber da síndrome. Segundo contou a mãe, com 3 meses observou a diferença, que é marcante nesse tipo de “anomalia” e arrependeu-se da adoção, tentou devolvê-la, mas como não conseguia, manteve a menina quase que fora do mundo apenas em casa. Na idade escolar matriculou-a como uma aluna “normal”,quando a escola recebeu a menina todos ficaram atônitos diante da realidade.
    •             
  • 5. PREPARAÇÃO PRÉVIA DO PROFESSOR
    • A escola que irá recebê-la necessita de um detalhado estudo sobre o seu desenvolvimento geral, seu histórico familiar, é preciso fazer um diagnóstico cuidadoso para saber se elea necessita de um "Plano Individualizado de Adequação Curricular". Este plano de ensino deverá ser elaborado por uma equipe constituída pelos professores da classe, um professor especializado (caso a escola possua), professor coordenador pedagógico e familiares. É preciso conhecer também quais são as limitações deste aluno em particular, descobrir qual é o ritmo dele, as maiores dificuldades e facilidades.
    • Iniciar um ano letivo traz sempre uma ampla gama de sentimentos. Famílias vêm com suas expectativas e valores. Crianças curiosas, inseguras, desafiadoras chegam com seus lápis e cadernos reluzentes.
    • A professora entra na sala cheia de idéias e energia, ávida em conhecer seus novos alunos, estabelecer os primeiros contatos: que bom seria se todos fossem obedientes e interessados... Que bom seria se todos chegassem no horário, se todos se comportassem bem, se quisessem ir ao banheiro ao mesmo tempo. Que maravilha seria se todos ouvissem igual, entendessem igual, interpretassem igual, aprendessem igual. Se todos aprendessem a ler e escrever no mês de maio, se entendessem a diferença entre côncavo e convexo no mesmo dia, se compreendessem os efeitos do aquecimento global em uma só aula, se todos resolvessem equações algébricas sem dificuldades.
    • Que maravilha seria... Será que seria mesmo? Seria mesmo tão bom ter diante de si 20 ou 30 seres humanos iguais, que aprendessem do mesmo jeito e ao mesmo tempo? Mais do que improvável, seria chato!
  • 6. PREPARAÇÃO PRÉVIA DO PROFESSOR
    • É na diversidade que se aprende, do inesperado é que nascem as idéias, do desequilíbrio é que se faz a transformação. A sala de aula é o local onde se encontram diferentes crianças, vindas de diferentes famílias, cada uma com sua história e seus valores. Querer fazer desse universo uma massa homogênea seria um grande desperdício: quantos pequenos mundos estarão orbitando naquele espaço, construindo e ampliando suas trajetórias reciprocamente nesta convivência?
  • 7. RECEIO?
    • O professor que sente receio diante daquele aluno tão diferente (será mesmo?) dos colegas, provavelmente ainda não percebeu que todas as crianças são diferentes umas das outras, e que cada aluno merece um ensino personalizado. Por algum tempo se pensou que inclusão seria receber um aluno com deficiência e procurar torná-lo igual aos seus colegas. Hoje sabemos que incluir significa exatamente o contrário: o aluno é diferente e todos os seus colegas também o são. Ou seja, todos os alunos são diferentes! O professor, diante de um aluno com SD, pode ficar receoso devido ao desconhecimento do tema e aos preconceitos adquiridos em formações acadêmicas que ainda não previam o respeito à diversidade. Este professor, além de rever o modo como ensina, terá a oportunidade de rever seus conceitos e adaptar-se internamente para incluir. Preparar-se para receber esse aluno é preparar-se para crescer. É ter a coragem para abrir-se para o desconhecido - quando enfrentamos situações novas, buscamos e exercitamos todas as nossas possibilidades e recursos internos, muitas vezes insuspeitados.
  • 8. ANSIEDADE ?
    • A ansiedade , um sentimento natural quando o ano começa com uma nova classe de alunos, e também natural no professor que conhece uma criança que inicialmente parece fugir dos padrões, pode ser positiva ou negativa. A ansiedade positiva o leva à busca de informações, instiga sua curiosidade e exercita sua criatividade. A ansiedade negativa congela, impede atitudes, traz consigo a tendência a produzir, estimular e se dedicar menos, reduzindo expectativas para evitar frustrações. Esta ansiedade se atenua à medida que o professor percebe que não precisa saber tudo, dar conta de tudo, resolver tudo, à medida que vê os pais e terapeutas como aliados, e passa a acreditar em suas próprias capacidades, bem como nas do seu aluno. Reconhecer seus sentimentos em relação à inclusão e procurar orientação, ajuda e informações, conhecer outras experiências conversando com outras professoras, com a família e os profissionais envolvidos com a criança é uma das formas de realizar um bom trabalho e superar o receio inicial.
  • 9. TRANQUILIDADE?
    • A tranqüilidade estará presente no professor que encara este aluno como mais um, naquele que segue uma abordagem individualizada de ensino, que tem informações atualizadas sobre a Síndrome, ou que simplesmente acredita que todas as crianças, devidamente orientadas e mediadas, aprendem. É esse o sentimento poderoso na inclusão: acreditar. Acreditar que, como professor, pode dar o máximo de si para ensinar, e que seu aluno, com ou sem deficiência, estará dando o seu máximo também.
  • 10. INDIFERENÇA?
    • A indiferença talvez seja o sentimento que traz mais riscos à aprendizagem do aluno. O professor que encarar seus alunos de modo indiferente e superficial, colocar-se em um papel passivo na inclusão da criança com qualquer tipo de dificuldade, ou que optar em não enfrentar ou reconhecer a situação de aprendizagem de seu aluno, terá poucas chances de sucesso. O professor que assume esta postura em relação à aprendizagem de qualquer aluno deve reconsiderar suas escolhas.
  • 11. Ensinar é sempre um desafio .
    • Mesmo o professor que se amedrontou inicialmente diante do aluno com SD, que em um primeiro momento pensou em fugir da situação e que poderia ter optado por um ano inteiro de "você faz de conta que aprende e eu faço de conta que ensino", pode afinal perceber que o aluno com SD (ou com mau comportamento, baixa visão, surdez, paralisia cerebral,...) é capaz de aprender desde que ele exerça seu papel de educador em sua plenitude.
    •  
    • Reportagem: Revista Nova escola Edição Especial | Julho 2009 | Título original: Aprender a superar
    • Os fundamentos das deficiências e síndromes
    • Conhecer o que afeta o seu aluno é o primeiro passo para criar estratégias que garantam a aprendizagem
    • Disponibilizado em:
    • http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/aprender-superar-511027.shtml
  • 12. • Diagnóstico das condições do aluno
    • E o que significa, afinal, receber um aluno com SD em sua sala? Significa, antes de tudo, outro aluno, mais um aluno. A Síndrome de Down se caracteriza por alguns sinais físicos que fazem com que pessoas com a Síndrome sejam parecidas entre si, o que pode levar a posteriores generalizações. Porém, crianças com SD são muitos diferentes entre si, com variados níveis de funcionamento cognitivo, lingüístico, emocional e social. Portanto seu aluno com SD vai se beneficiar com uma avaliação acurada e detalhada para que se possa estabelecer o que ele já sabe, suas competências e suas necessidades (bom mesmo seria se essa avaliação pudesse ser feita com todos os alunos!). Neste momento, passa pela mente do professor o seu dia cheio de atividades, 20 crianças solicitando sua atenção, atividades a preparar e tarefas a corrigir, e um pensamento inevitável: "Como vou arranjar tempo para fazer uma avaliação detalhada?"
  • 13. • Diagnóstico das condições do aluno
    • Ela é perfeitamente possível, se abranger um parecer dos pais do aluno, laudos de desenvolvimento dos terapeutas que eventualmente o acompanham, dos professores e/ou escola do ano anterior, além de uma observação inicial feita pela própria professora, buscando traçar preferencialmente o conhecimento que o aluno já traz, suas habilidades e talentos, e os canais mais eficientes para se alcançar sua aprendizagem. Uma avaliação que pretenda o levantamento de competências que mostram caminhos, e não apenas das dificuldades que parecem representar grandes obstáculos.
  • 14. • Diagnóstico das condições do aluno
    • Tendo em mãos estas informações vindas de diferentes fontes, estabelecendo uma rede de apoio com pessoas de dentro e de fora da escola, será possível delinear os caminhos a seguir (abordagem), as metas a atingir (conteúdos) e as ferramentas a utilizar (estratégias), da mesma forma que se pré-estabelecem para todos os alunos. Mas o grande truque da inclusão é não se fixar no pré-estabelecido. É claro que ensinar a uma turma sem uma direção pretendida seria submergir no caos da liberalidade exagerada, mas incluir (ou melhor, ensinar a todos) significa estar aberto a mudanças, a revisões de percurso, à busca de novos recursos, à criação ou resgate de novas estratégias e materiais, a admitir que preconceitos e rotas pré-determinadas podem sub ou superestimar rendimentos e funcionamentos.
    • Deixar que as coisas aconteçam no seu tempo, sem descuidar ou adotar atitude passiva, permite que a criança se sinta segura e confiante e dessa forma possa se mostrar. É importante explorar a fase inicial do ano letivo, estabelecendo uma relação positiva e saudável que auxiliará no enfrentamento de novas situações, sejam elas de conquista ou de dificuldades encontradas. Uma relação baseada em sentimentos firmes de confiança e credibilidade permite a experimentação, o acerto e erro e promove aprendizagem.
    • Saber desta criança, conhecer sobre a síndrome, sobre o histórico escolar e de vida é sem dúvida importante, mas acreditar, sem deixar de ser realista, nas possibilidades da inclusão é o que vai permitir que essa seja uma história bem sucedida. O que faz muita diferença é a autorização que o professor se dá de ensinar a esse aluno, de acreditar nele sem medo de se frustrar como mestre, de permitir que se expresse e aja de acordo com o que consegue e pode, evoluindo sempre. A espontaneidade nas atitudes, no jeito de lidar e responder a esta criança de forma positiva serve como combustível para despertar o desejo e a curiosidade de aprender. Escutar a criança, dar espaço para que se expresse e aprenda, vivencie e pratique é caminho de sucesso no processo ensino-aprendizagem.
  • 15. • Adaptação do aluno à sala
    • Quando falamos de adaptação, estamos nos referindo ao direito que toda criança tem de ter uma aprendizagem personalizada, que respeite seu nível de funcionamento, suas individualidades, suas idéias. Esta personalização deveria acontecer em dois níveis: - na aprendizagem : ninguém consegue construir algo a partir do que não sabe, não conhece. Personalizar a aprendizagem da criança significa definir de onde se está partindo, o que ela já sabe e como aprende, para então poder definir o que ela precisa e o que pode aprender, ou seja, onde se quer chegar. E este prognóstico de aprendizagem precisa ser aberto, ampliável e positivo, fugindo da tendência a subestimar capacidades (tanto no ensinar, quanto no aprender). Assim, a evolução acontece em um processo mais tranqüilo, mais harmonioso, para o aluno e para o professor. A personalização da aprendizagem vai dizer respeito também ao conceito de auto-determinação : "nada sobre nós sem nós!", a criança como personagem atuante neste processo, o que vai exigir uma revisão constante de caminhos e expectativas. O verdadeiro aprendiz não é aquele que só ouve, compreende, responde e executa. É também aquele que pensa, fala, pergunta, argumenta e propõe. Aprendizagem é isso. E a escola deve estar pronta para transitar nestas duas vias, se quiser formar cidadãos participativos e autônomos. - no ensino : além das adaptações que se fizerem necessárias para que a aprendizagem da criança com SD ocorra do melhor modo possível, seja nas adequações de acesso, de estratégias, de conteúdos ou de avaliação, é importante ainda personalizar a relação professor-aluno. O professor precisa reconhecer seus próprios sentimentos para poder entendê-los e superá-los quando negativos, em um processo de revisão permanente e contínuo para que se encontrem sempre novas possibilidades. Lidar as com limitações de um aluno faz refletir sobre suas próprias, além de estabelecer novas regras e promover a busca de outros caminhos. Questionamentos são necessários, e devem começar com o professor em relação a si mesmo.
  • 16. O que significa se preparar para incluir?
    • Conhecer a si mesmo
    • Ter mais opções disponíveis para ensinar
    • Reorganizar expectativas para o possível
    • Caminhar passo a passo
    • Olhar de verdade
  • 17. Como podemos definir o que é adaptar?
    • - não eliminar nem diminuir aprendizagens antecipadamente. - transformar potencial em capacidade. - rever conteúdos na ótica individualizada. - um processo de ir e vir. - não é um processo "formatável", mas flexível, dinâmico, criativo de acordo com o que cada aluno expressa. - requer interesse e motivação, particular a cada aluno. - não é um conceito fechado. - envolve a prática e pretende a funcionalidade. - parte do simples e dominado para o novo. - ter em mente que informação simples e pura não significa necessariamente aquisição de conhecimento. - estar atento a dificuldades de comportamento que podem comprometer a aprendizagem. A adaptação de conteúdos começa pela adaptação de estratégias de relacionamento, conduta e regras de sala. - um outro ritmo. - lançar mão de facilitadores: uso de agenda entre pais e escola, antecipação de conteúdos, favorecer a relação pais-escola-profissionais, estimular a utilização de macetes, estratégias mnemônicas, e todo tipo de comunicação.
  • 18. Adaptar é fazer o máximo dentro do que é possível
    • Adaptar significa abrir-se a uma nova mentalidade, percebendo que ao ensinar crianças heterogêneas, com respeito e individualização, tem espaço a criatividade do professor, que com flexibilidade vai priorizar informações, a partir do conhecimento que tiver sobre o aluno e seu funcionamento, buscando alternativas e ocupando o lugar que é seu por escolha: o de ensinar, e a todos.
  • 19. Adaptações físicas da sala:
    • Adequar apenas a escola, porém, não basta. As mudanças necessárias são maiores do que a instalação de rampas, elevadores e banheiros adaptados. Elas precisam chegar à sala de aula, onde muitas vezes atitudes são mais bem-vindas do que grandes reformas.
    • Reportagem:
    • Uma escola sem barreiras: espaços adaptados para alunos com deficiência
    • Com criatividade o envolvimento da equipe, medidas simples podem facilitar o acesso e a inclusão de todos
    •  
    • Disponibilizada em:
    • http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/escola-barreiras-495635.shtml
  • 20. Instalação de artefatos tecnológicos necessários
    • Recursos para a educação inclusiva
    • Reportagem Revista Escola, disponibilizado em
    • http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/aprendizado-mais-facil-424764.shtml
  • 21. Instalação de artefatos tecnológicos necessários
    • Com o uso cada vez menor do livro texto e do quadro negro e o aumento do aumento do uso das novas tecnologias de comunicação, caracterizadas pela interatividade; pela sua capacidade de uso individualizado; pela capacidade de simular eventos do mundo natural e do imaginário; com a mudança do papel do professor, aumentando a participação ativa do aluno; a motivação para a aprendizagem surge no aluno, de dentro para fora, em vez de ser algo externo para a aprendizagem surge no aluno, de dentro para fora, em vez de ser algo externo e há o reconhecimento de que a aprendizagem permanente daqui em diante será uma tarefa constante na vida profissional e pessoal de todos. Nogueira (2001) menciona alguns softwares existentes no mercado a suas possibilidades de estímulos para as diferentes áreas do espectro de competências:
    • Jogos: caráter mais pedagógico;
    • Softwares de simulação: permitem que o usuário trabalhe com a lógica ;
    • Softwares gráficos: trabalham com as áreas pictórica e espacial ;
    • Processadores de texto: trabalham com a área lingüística .
    • Softwares que trabalham com música e som: trabalham com a área musical.
  • 22. Solução para entraves ao desenvolvimento didático devido à deficiência
    • A pessoa professora regente é quem passa mais tempo com o aluno e tem claros os objetivos que quer alcançar com os demais alunos, Porém, professores podem declarar que não têm tempo, nem conhecimentos específicos para atender necessidades educativas especiais. Assim os apoios podem ser proporcionados por profissionais como professores especiais, pedagogos, fonoaudiólogo ou por outros professores da escola que tenham disponibilidade de tempo para reforçar determinados aspectos curriculares. Outra estratégia de apoio é a utilização de colegas da criança, que teriam a função de ajudar no que possam. Outra forma ainda é o reforço realizado fora da escola para trabalhar os conteúdos escolares, feito pelos pais, por profissionais ou instituições especializadas, fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo, procurando auxiliar a criança enquanto sua inclusão ainda não está consolidada, desenvolvendo habilidades complementares que nem sempre a escola consegue dar: autonomia, habilidades sociais, cálculo, psicomotricidade, leitura e escrita, manejo do dinheiro, etc.
  • 23. Quando se deve apoiar?
    • Os conteúdos escolares de reforço para crianças com SD podem ser trabalhados antes, durante e depois da aula. Uma vez determinados os objetivos para o aluno, se faz uma sequenciação, distribuindo os conteúdos por sessões. Cada sessão de aula tem, portanto, um plano de trabalho claro e conteúdos definidos, que podem ser explicados à criança antes da aula, de modo que chegue à classe com as noções básicas do que vai ser visto. Pode receber reforço depois da explicação ao grupo, depois da aula, de maneira que em outro horário reveja os aspectos que não entendeu ou que não teve tempo suficiente para assimilar. E pode também receber reforço durante a aula, como a ajuda de um outro professor, de um colega ou do próprio professor regente, logo após a explanação para toda a turma. Qualquer destas táticas de intervenção permitirá à criança com SD seguir os conteúdos da aula com maior facilidade. Mais ainda, se pode empregar a estratégia combinada - na Espanha chamada de "cabeço e rabo" - que proporciona apoios antes e depois da aula, preparando o aluno previamente e reforçando posteriormente o trabalho feito na classe.
  • 24. Onde se faz este apoio?
    • Uma possibilidade é que o apoio aconteça fora da sala regular, em uma sala separada, de forma individual ou em pequenos grupos. Esta opção tem o inconveniente de que o aluno com SD perderá experiências educativas com seus companheiros. Mas tem a vantagem de trabalhar individualmente alguns conteúdos adaptados ao aluno, que às vezes podem ser bastante diferentes aos dos colegas, além de possibilitar o trabalho dirigido a questões específicas que podem estar comprometendo a aprendizagem globalmente: programas de reforço da atenção, memória, autonomia, linguagem, etc. Sem dúvida, o aluno também poderá receber o apoio dentro da sala regular. O trabalho simultâneo de dois professores dentro da classe é uma modalidade de apoio que pode beneficiar a todos os alunos e requer um trabalho conjunto sistematizado e bem coordenado dos educadores, que deverão programar juntos os objetivos e atividades utilizadas na sala de aula.
    • A missão fundamental do professor de apoio não pode se reduzir a fazer tarefas com o aluno para que possa seguir o ritmo dos demais, nem a corrigir suas condutas inadequadas para que o professor regente possa dar sua aula com tranqüilidade. É importante que seus objetivos incluam um investimento no trabalho autônomo da criança, sua participação ativa na classe, a realização de atividades ao mesmo tempo com os colegas e a melhora de sua atenção. O objetivo maior do professor de apoio é o de vir a ser desnecessário, com o aluno que seja suficientemente autônomo para estar na aula de forma participativa, ativa e produtiva.
  • 25. Quais conteúdos vão ser reforçados ou apoiados?
    • A avaliação criteriosa do aluno e a elaboração das adequações curriculares individuais definirão os seus objetivos e conteúdos. A partir disto, se definirão os conteúdos que requerem um trabalho de apoio ou reforço. É provável que à medida que avança no Ensino Fundamental, o aluno vá necessitando de apoios ou adaptações mais significativas. Mas não há como generalizar. Cada aluno, cada matéria, deverão ser objetos de análise e adequações específicas e personalizadas.
    • - Como fazer? Para que um aluno com SD (ou outras necessidades educativas especiais) possa aprender e estar realmente incluído na escola regular, o professor, além dos apoios propriamente ditos, pode tomar outras medidas complementares para aumentar a participação deste estudante. São medidas que não vão exigir um esforço excessivo do professor, vão auxiliar o aluno com SD e poderão produzir melhoras na aprendizagem de todos os alunos da classe.
  • 26. Ações de acolhimento coletivas, que incluam os demais alunos e outros atores
    • Medidas relacionadas aos colegas: - os colegas podem receber uma breve explicação sobre a Síndrome de Down. - deve-se levar em conta que a forma como os colegas vão interagir com o aluno com SD terá como modelo a interação da professora com este aluno. - é interessante criar a figura do aluno tutor ou de acolhida, válido para qualquer aluno novo que se incorpore à sala, que o acompanhará e ajudará nos primeiros dias. - realizar atividades com diversos tipos de agrupamentos, pares, pequenos ou grandes grupos, para oportunizar a socialização
  • 27. Ações de acolhimento coletivas, que incluam os demais alunos e outros atores
    • Medidas para a classe: - estruturar as aulas para todos os alunos, dando uma idéia geral do conteúdo e objetivos no início, resumindo os pontos-chave à medida que a aula vai avançando e realizando uma revisão e resumo ao final. - estratégias de organização da informação. Confeccionar antes de cada tema um mapa conceitual, um quadro resumido ou em esquema prévio, que englobe as principais idéias da aula, para que todos os alunos conheçam antecipadamente o que vão trabalhar nas próximas horas ou dias e elaborar um resumo final ao concluir o tema. - ressaltar as idéias fundamentais de cada aula, seja sublinhando ou destacando partes de textos, ou a partir de dicas ou resumos. Desta forma, o professor ajuda os alunos a realizar tarefas de síntese, destacando o essencial. - organizar as aulas programando momentos para realizar supervisões individuais dos alunos ou ajudas relativas a aspectos concretos em que possam ter dificuldades. Cinco minutos após uma explicação ao grupo para que o professor se aproxime do aluno com SD e comprove que entendeu, podem ser suficientes. - animar os colegas para que apóiem o amigo com SD e o ajudem em suas tarefas. A tradicional regra escolar que afirma que "Não se pode colar" pode ser desconsiderada aqui, pois se o objetivo final é a aprendizagem de todos os alunos, em muitas ocasiões uma breve explicação ou modelo de um companheiro é mais efetivo que todos os esforços do professor.
  • 28. Desenvolvimento de atividades visando integração com os outros alunos
    • - Ter previstos momentos de descanso na aprendizagem intercalando atividades. Encurtar os tempos de trabalho. Dois períodos curtos de atividades podem ser mais produtivos do que um período longo e cansativo. - confeccionar um banco de materiais na sala, com atividades para cada unidade didática com diferentes níveis de dificuldade para os diferentes alunos, de reforço para os que necessitam consolidar as aprendizagens e de ampliação do conhecimento adquirido para os mais ágeis em aprender. Por exemplo, podem existir textos longos e textos curtos para cada tema. - planejar atividades variadas para um mesmo objetivo, utilizando materiais ou estratégias diversos, para que sejam acessíveis aos que aprendem de formas diferentes. - realizar uma distribuição flexível de espaços e tempos. Por exemplo, distribuir a turma em zonas de atividade ou tarefas e com horários em função do ritmo do trabalho dos alunos. - limitar as exposições orais, complementando-as sempre que possível com outras formas de atividades, mais práticas e funcionais, que impliquem numa maior participação do aluno. - revisar com freqüência o que foi trabalhado anteriormente, para verificar que as capacidades adquiridas não tenham sido esquecidas e que se está produzindo uma verdadeira consolidação da aprendizagem.
  • 29. Execução de exercícios e provas
    • - Utilizar os pontos fortes para melhorar sua aprendizagem. Empregar o ensino baseado em imagens e objetos, com apoio visual para facilitar a memorização e a aplicação prática em situações reais. Por exemplo, painel com os horários de atividades, para que saiba sua rotina. Estratégias que auxiliam sua postura de estudante e comportamento adequado: cartazes espalhados pela escola com orientações, as regras, os horários, etc. Cartazes com assuntos trabalhados, temas atuais. - a aprendizagem por meio de modelos ou por observação pode ser mais destacada nas crianças com SD. Permitir que o aluno tome seus colegas como referências antes ou durante a atividade. - levar em conta também seus pontos fracos, por exemplo, limitando as exposições verbais em sala, reduzindo as exigências de expressão oral ou adaptando as explicações e tarefas à sua capacidade de atenção. - se o aluno com SD tem dificuldades em captar informações por via auditiva: - falar com a criança comprovando que esteja atento, olhando no rosto e transmitindo-lhe mensagens diretas, curtas, concisas e sem duplo sentido. - sentar-se nas carteiras da frente. - reforçar as exposições, instruções e ordens orais com expressões faciais, sinais ou gestos. escrever as palavras-chave e o vocabulário novo na lousa. - conceder tempo suficiente à criança para que processe a informação e possa responder, respeitando a lentidão de sua resposta.
  • 30. Trabalhos cooperativos com outros alunos
    • É muito importante que o professor de apoio seja visto como pertencendo a toda classe, dando ajuda a todas as crianças que necessitarem, e não como propriedade da criança com SD. Desta maneira, outras crianças da classe se beneficiam com o apoio extra. O professor da turma é o responsável pela diferenciação das atividades, e o professor de apoio poderá adaptar atividades se e quando necessário. O professor-regente nunca deve abdicar de sua responsabilidade pelo aluno com SD. Além disso, o apoio não deve consistir apenas e nem principalmente na professora ajudante trabalhando individualmente com a criança, especialmente quando isso requer saídas da classe, o que deve ser evitado ao máximo. Embora vá haver vezes em que algum trabalho individual seja requerido, isso só deve ser feito em último caso e dentro da sala de aula, sempre que possível.
    • É importante estar ciente de que ajuda individual demais pode privar a criança de: ser beneficiada da estimulação e modelos proporcionados pelos colegas. aprender a trabalhar cooperativamente. aprender a trabalhar independentemente. desenvolver relações sociais com seus colegas. O excesso de ajuda individual também pode levar a uma familiaridade grande demais e à dependência da criança ao profissional de apoio, além de ser uma relação intensa demais tanto para a criança quanto para o ajudante.
  • 31. Trabalhos cooperativos com outros alunos
    • O professor mediador valoriza a aprendizagem como esforço, e não como resultado. Envolve os colegas, outros professores, os pais de seu aluno, demonstrando que podemos ensinar dando ferramentas para que todos os alunos desenvolvam o hábito de pensar, refletir sobre as situações, fazer escolhas e determinar estratégias para solucionar problemas, e que possam participar das decisões, sem ser apenas o objeto delas. A visão cooperativa da aprendizagem escolar é instrumento de grande valor, quando se usam recursos e estratégias que envolvem todos os alunos, dando ao que tem necessidades especiais um papel que respeite suas habilidades. Habilidades essas que devem ser descobertas, desenvolvidas e utilizadas na valorização deste aluno perante a turma, promovendo sempre sua auto-estima, porém sem descuidar das regras gerais e bom comportamento. Mediar a aprendizagem de um aluno é envolvê-lo efetivamente no processo, dar a ele a devida importância como protagonista de sua aprendizagem, e não apenas depositário de informações.
    • Concluindo, apoiar é feito de gente, de estratégias, de recursos, de materiais, de flexibilidade e até de percepções mais subjetivas. O bom-senso às vezes pode ser o canal mais criativo - vai permitir ao professor reconhecer e respeitar o que seu aluno está precisando para aprender melhor naquele preciso momento: ilustrações sobre o que está sendo dito, ou sentar-se mais perto do professor ou do amigo, ou de um auxiliar que lhe aproxime do conteúdo, ou... O importante é olhar e querer ver. É acreditar e querer fazer. Esse é o apoio mais importante de todos.
  • 32. Avaliação do aluno
    • Nosso aluno apresenta particularidades e necessidades educativas diversificadas e requer, em conseqüência disso,uma avaliação individualizada e formas de intervenção didático-metodológicas as mais variadas possíveis. Por isso, torna-se indispensável uma avaliação criteriosa e completa do aluno, e orientações práticas e objetivas de toda a equipe que o acompanha, visando possibilitar mecanismos funcionais e de melhor aprendizagem. Considerar também seu rendimento diário.
  • 33. Avaliação do aluno
    • Para que a avaliação do aluno com deficiência saia a contento, é importante ter em mente o que se quer que ele aprenda, quais são os objetivos que ele deve atingir e os conteúdos a dominar. Outra tarefa é determinar as metodologias e estratégias que serão adotadas. Nesse sentido, vale lembrar que todas as atividades oferecem elementos para avaliação. Atitudes muito simples, como se reunir em grupo, permanecer sentado na carteira, se alimentar, cuidar da higiene pessoal sozinho e utilizar os materiais escolares corretamente podem ser considerados grandes avanços para estudantes com deficiência intelectual. A observação de todos no dia a dia é sempre de grande valia para o professor. O educador não pode apenas procurar o que está errado no aluno. O importante é verificar o que ele foi capaz de aprender. E, no caso das crianças e dos jovens com deficiência, pequenas atitudes são sempre indícios de progressos, mesmo que eles não apreendam todo o conteúdo que você tentou ensinar na sua disciplina. Para acompanhar a aprendizagem das crianças, é preciso fazer registros diários sobre o desempenho delas e compilar os trabalhos que realizam em sala. Esse material pode ser transformado num portfólio (arquivo da produção dos alunos). A periodicidade com que esses registros são transformados em notas depende da política educacional de cada escola. Pode ser bimestral ou trimestral. O importante é que esses progressos sirvam de instrumento para que você verifique o que cada um aprendeu e, especialmente no caso dos alunos com deficiência, planeje estratégias diferenciadas para que eles não parem de avançar. Essa verificação também servirá para o planejamento dos objetivos seguintes. Assim você sempre poderá determinar com mais segurança o que ensinar a cada etapa e qual a maneira mais apropriada de fazer isso.
  • 34. Interação com a família do aluno
    • Torna-se necessária a interação com os pais para enfrentamento do problema com realidade, pois é a família a primeira instituição que se encarrega de assentar as bases para a integração ou não dessa criança na sociedade. Também é preciso que os pais tenham um acompanhamento diário das atividades realizadas em classe e em casa, despertando a motivação e o interesse do aluno pelo estudo em seu novo ambiente.
    • Reportagem : Família, criança e escola: um trio afinado
    • A família, que mais conhece a história da criança, é essencial na relação com a escola e o atendimento especializado
    • Disponibilizada em: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/trio-afinado-511141.shtml
    • Revista Escola Edição Especial | Julho 2009 | Título original: Um trio afinado
  • 35. A participação das outras famílias
    • A aprendizagem sobre a importância da inclusão chega até os pais. "Eles aprovam a experiência diária dos filhos. Muitos contam que as crianças se tornam mais cooperativas. A mudança de atitude é fruto de muita conversa e da parceria com as famílias. No início das aulas, os pais podem participar de uma reunião em que a equipe pedagógica explica os procedimentos da inclusão e qual o papel da garotada nessa área. Ao longo do ano, também pode-se proporcionar seminários, em que podem tirar dúvidas e sugerir temas de discussão.
    • Nas escolas espaços abertas às diferenças, as crianças com deficiência ganham muito, pois são estimuladas constantemente a avançar e as demais aprendem a respeitar os colegas. Os pais, que estudaram em escolas onde a convivência com as diferenças não fazia parte da proposta, têm a oportunidade de aprender junto com os filhos um comportamento solidário e cidadão.
  • 36. Conclusão
    • Desde o princípio, uma meta precisa estar focada: a autonomia .
    • É nessa direção que se quer caminhar, chegando a ela com bagagem máxima ou com os mínimos instrumentos necessários. Como para todos os alunos, o professor deve ter em mente não apenas transmitir conteúdos formais, mas sim conteúdos de vida, pré-requisitos para uma autonomia real. Estimular a criança a pensar, perceber e analisar o que está acontecendo a sua volta, levantar possibilidades de resolução de problemas e de escolhas, buscar novas alternativas. A criança que se desenvolve dessa maneira apresentará maior facilidade na assimilação de novos conteúdos e manifestação daquilo que sabe.
  • 37. E o seu aluno vai precisar de adaptações curriculares?
    • Vão ser necessárias adequações de estratégias? Ele vai acompanhar seus colegas? Não há como saber antes de começar a ensinar e a observar sua aprendizagem. O importante é não iniciar com baixa expectativa, esquartejando conteúdos, supondo um limite de aprendizagem que apenas o tempo e o cotidiano saberão definir.
    • Deixe que seu aluno o surpreenda!
  • 38. Não existe nada mais simples e verdadeiro
    • ...do que dizer que a melhor maneira de receber o aluno com SD é recebê-lo de braços e coração abertos, permitir-se olhar aquela criança ou jovem além da síndrome e das eventuais dificuldades que possa trazer. Acreditar nas possibilidades. Se a escola focar suas expectativas e estratégias apenas nas dificuldades do aluno com SD, logo se verá frustrada e desmotivada, pois a defasagem pode acontecer efetivamente. Mas se o foco estiver em suas habilidades e em uma visão competencial da aprendizagem, maior será o resultado alcançado pelo professor, pelo aluno que parecia tão diferente e por seus colegas que certamente também terão seu ensino positivamente contaminado por este modo inclusivo de ver o jeito de aprender de cada um.
  • 39. A proposta pedagógica deve
    • levar em conta também as necessidades de adaptação dos alunos com deficiência a pessoas e ambientes novos. É comum essas crianças e jovens, assim que entram na escola regular, não quererem permanecer mais do que cinco minutos dentro da sala de aula, terem comportamento agressivo ou se refugiarem no isolamento.
    • Em vez de insistir para que os alunos permaneçam em sala, os professores devem levar a turma para o parque e lá dar suas aulas. Isso ajuda na aproximação do grupo. O cuidado com o outro deve fazer parte da rotina. Nas salas em que há estudantes com deficiência, os professores podem organizar um rodízio para determinar quem vai auxiliar o colega a cada dia. E essa mãozinha não se limita às tarefas de classe. O ajudante da vez pode acompanhar o amigo na hora da merenda, escolhe rum livro e contar a história para ele ou o ajudar a ir ao banheiro. Eles se sentem importantes com essa atribuição e é esse sentimento que queremos despertar.
  • 40. Algumas sugestões...
    • Baseadas na Reportagem:
    • Cada um aprende de um jeito
    • Professores propõem a alunos de 1ª a 8ª série com deficiência as mesmas atividades planejadas para os demais
    • Disponibilizada em:
    • http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/cada-aprende-jeito-424484.shtml
  • 41. Cor no material
    • Crianças e jovens com deficiência mental geralmente têm dificuldade de se concentrar por muito tempo. Para prender a atenção delas, são recomendadas atividades dinâmicas e que envolvam muitas cores. Leila Splendore, coordenadora de Matemática da Escola Viva, tem uma estratégia simples: usar gizes coloridos ao escrever no quadro e dar lápis de cor e canetinhas para os alunos fazerem seus registros nos cadernos. Ela também cria jogos com tabuleiros bem coloridos em que utiliza elementos do cotidiano da turma: números de duas casas, que podem ser relacionados à idade dos alunos, e papéis representando cédulas de real.
  • 42. Trabalho em grupo
    • A criança com deficiência mental deve ser solicitada a participar de todos os projetos junto com a turma. Na escola Professor Francisco Weiler, a professora da 2ª série Jóice Mallmann organiza as crianças sempre em grupos, para estimular a colaboração entre todos e integrar Bianca Amado Farias (à esquerda), 8 anos. Na hora de produzir um jornal sobre Morro Reuter, o município gaúcho onde mora, ela ajudou a escrever os textos e também a fazer as ilustrações, tudo com muito capricho.
  • 43. Portfólio exibe os avanços
    • Fazer um portfólio com as produções da garotada durante sua permanência na escola é fundamental para ajudar a acompanhar o progresso de cada um e planejar novas intervenções. No caso das crianças com deficiência mental, esse recurso mostra que elas também avançam - o que é animador para seus professores. Em 2003, Diogo, aluno da 8a série da Escola Viva, escrevia uma letra em cada página do caderno. Agora, ele já assina o nome, usa números e escreve algumas palavras com várias letras.
  • 44. Hora do faz-de-conta
    • A professora Jóice sempre sugere às crianças inventar as próprias brincadeiras. Nada está pronto: elas têm de usar, por exemplo, almofadas, bexigas, fantasias, tecidos e papéis. No início de 2005, quando entrou na escola, Bianca (à direita) apenas observava essas atividades. Com a insistência dos coleguinhas, ela hoje participa, sorridente, e escolhe as roupas que quer vestir. Brinca de princesa e, ao final, senta em roda com os colegas e a professora para contar o que fez. A garota já participa da fantasia dos amigos e ensaia as próprias.
  • 45. Os cinco sentidos
    • Utilizar materiais com diferentes texturas, estimular o olfato dos alunos e fazê-los aguçar os ouvidos são estratégias valiosas. Para divertir a turma do 1º ano do Ensino Fundamental e prender a atenção de Clayton Deutschle (segurando o livro), 10 anos, a professora Juliana Zimmer, da escola Professor Francisco Weiler, inicia as aulas com dança e canto. Na hora da leitura, ela pede que as crianças façam gestos e produzam sons relacionados ao enredo.
  • 46.   Atividade manual
    • Quando um aluno termina a atividade antes dos colegas, pode começar a tumultuar a aula ou tirar a concentração dos demais. A criança com deficiência mental não é diferente. Ela muitas vezes perde o interesse pelas tarefas. Por isso, é importante sempre deixar na sala materiais de artes para que todos possam colar, pintar, desenhar, moldar ou bordar no tempo livre. Essas atividades ajudam também a melhorar a concentração dos alunos com deficiência. No contato com a arte, Valentina Chaluleu, 15 anos, aluna da 7ª série da Escola Viva, aprimora a concentração e demonstra interesse pelas tarefas.
  • 47. "Daqui a cem anos, não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei, quanto tinha depositado no banco, nem que roupas vesti. Mas o mundo pode ser um pouco melhor, porque eu fui importante na vida de uma criança“ Autor Desconhecido

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