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Glossário ecologia
 

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    Glossário ecologia Glossário ecologia Document Transcript

    • GLOSSÁRIODE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS3aedição050100150200250300MilhõesdehectaresÁfrica Ásia Australásia Europa América do Norte América do SulRegiõesDesertificaçãoDesmatamentoSuperpastejoCultivos
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS1GLOSSÁRIO DE ECOLOGIAE CIÊNCIAS AMBIENTAIS
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS2
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS3BRENO MACHADO GRISIGLOSSÁRIO DEECOLOGIAE CIÊNCIASAMBIENTAIS(3ª edição revisada e ampliada)ILUSTRADO COM FOTOS, QUADROS, FIGURAS EGRÁFICOSJOÃO PESSOA2007
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS4Breno Machado GrisiEndereço eletrônico: brenogrisi@yahoo.com.brBlog: http://brenogrisi-ecologiaemfoco.blogspot.comCapa: no sentido horário começando com o (i) mapa resumido dos biomasbrasileiros (informação/divulgação do Ministério do Meio Ambiente); (ii)pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa), pássaro da Mata Atlântica (foto dedocumento sobre a Mata Atlântica, sem dados da publicação); (iii)captação e armazenamento do dióxido de carbono (foto de documentosobre iniciativa de estudos do IPCC – International Panel on ClimateChange,); (iv) gráfico representativo da desertificação mundial; (v)carvoaria na amazônia, uma das causas do desflorestamento (fotoreproduzida de Collins, M. (ed.) (1990) The last rain forests. London,Mitchell Beazley Publ., 200p.)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS5HOMENAGEIOos “Severinos, Josés, Marias”... das caatingas do Nordeste,“botânicos”, “zoólogos”, “ecólogos” anônimos que puseram nomes emtodas as plantas e praticamente todos os animais desse biomabrasileiro e sempre souberam usufruir dos limitados recursos daNatureza ao seu alcance, mesmo sem ter um mínimo conhecimentoteórico hoje propiciado pela ecologia e ciências ambientais.DEDICOàs crianças brasileiras cujos pais desprovidos de recursos, não poderãolhes dar a oportunidade de se beneficiarem com os resultados práticosda ciência e tecnologia
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS6
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS7“O objetivo da ciência não é o de abrir portas para asabedoria infinita, mas o de estabelecer limites para o erroinfinito”Bertolt Brecht
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS8
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS9Agradecimentos:a todos que tiveram oportunidade de testar os termos inseridos nas duasprimeiras edições e cujas sugestões estimularam-me na busca da melhoria do presentetrabalho. Agradeço em particular, aos Mestres que testando as edições anteriores “nalinha de frente” dos estudos em ecologia, ajudaram-me a entender que o objetivo finalde quem tenta contribuir para o conhecimento das ciências que lidam com o meioambiente, está sempre muito distante para ser alcançado.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS10
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS11apresentaçãoão há nenhuma pretensão aqui de apresentar uma enciclopédia oudicionário tecnológico com todos os termos ecológicos. Nesteaspecto é interessante lembrar o que diz o “The New Fowler’sModern English Usage” (um clássico da língua inglesa) sobre o que sejaum GLOSSÁRIO, em oposição a um Dicionário e a um Vocabulário: “umglossário é uma lista alfabética de palavras difíceis que são usadas numassunto ou texto específico; é usualmente de comprimento modesto; nele éselecionado o que se julga ser obscuro, enquanto num vocabulário, tudo éjulgado como obscuro; e um dicionário é um trabalho mais ambicioso,embora tenha termos com semelhanças a de um glossário”. O objetivomaior é definir claramente alguns dos termos mais comuns de ecologia eciências ambientais. São também focalizados termos que, embora deemprego comum em outras ciências (geologia, botânica, oceanografia etc),estão relacionados direta ou indiretamente com as característicasambientais do ser vivo, ou melhor dizendo, relacionados com as “ciênciasambientais”. A ecologia, que se originou como ciência no início do séculoXX, comparada com outras disciplinas das ciências biológicas, como abotânica e a zoologia, cujos estudos iniciaram-se com os gregos(Aristóteles, 384 a 322 a.C., era um observador perspicaz da Natureza),pode ser considerada como disciplina novíssima. Suponhamos que se cadaséculo vivido por nós do mundo ocidental correspondesse a 10 anos; abotânica e a zoologia, por exemplo, estariam hoje com mais de “230 anosde existência”, enquanto a ecologia estaria prestes a completar seu “1oaninho de vida”. Daí a possível explicação à tendência de se introduzirtantos termos, devido às novas descobertas e necessidade de definí-las ouconceituá-las. A vivência ou confirmação dos fenômenos e processosdescritos como novos, fixarão os termos introduzidos, fazendo-os comunse desejavelmente, fáceis de serem entendidos.Os termos aqui incluídos foram selecionados a partir deconceituações feitas pelos autores de livros e artigos relacionados nabibliografia consultada e apresentada no final do glossário. Neste aspecto,não haveria como negar que a obra maior de referência aqui utilizada foi olivro dos ecólogos M.Begon, C.R.Townsend e J.L.Harper (nas edições 2a,N
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS12do ano 1990 e 4a, de 2006), que constam da bibliografia. Muitos dessestermos foram modificados em sua definição, para facilitar seuentendimento ou complementar sua conceituação, visando atender aquelesque estudam ecologia ou que estão interessados no conhecimento dasciências ambientais. Outra obra de consulta freqüente, constando daBibliografia, foi a de R.E. Ricklefs (“The economy of nature”), que em suaquinta edição (2007) inclui uma nova seção de grande utilidade (“DataAnalysis Update”, ou Atualização de Análise de Dados).Considero ser o presente trabalho, apenas mais uma obra simples dereferência, direcionada para principiantes, devendo ser complementadacom consultas a outras mais específicas, para os mais avançados e quefiguram na “Bibliografia Utilizada para o Glossário”. Hoje em dia, sãomuitos os sites disponíveis na Internet e que podem ser de grande utilidadepara enriquecer conhecimento e elucidar dúvidas; devendo o leitor noentanto, ser cuidadoso com relação às fontes de consulta. Este glossário,mesmo em sua terceira edição, considero ser uma experiência incipiente,devendo por isso ser melhorado e ampliado futuramente. Neste sentido,solicitam-se aos consulentes em geral, críticas e sugestões.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS13Aos consulentesQuando determinado termo tiver sinônimos ou corresponder a termos similares,com mesmo significado ecológico, estes figuram com um sinal de igualdade. Exemplo:• HABITATHABITAT = ECOTOPO = BIOTOPOA definição é dada no termo mais comum: HABITAT.• ACIDÓFILO (ACIDOFÍLICO, ACIDOFILIA)ACIDOFÍLICO e ACIDOFILIA são termos derivados ou relacionados ao termoou verbete de entrada ACIDÓFILO.Alguns termos estão definidos em outros, no qual foram necessariamenteinseridos. Exemplo:• CARNÍVORO(Ver CADEIA ALIMENTAR)No verbete CADEIA ALIMENTAR o termo carnívoro é definido.Alguns outros termos são usualmente utilizados como denominaçõescompostas, mas o nome principal vem em primeiro lugar e o complemento vem logoapós vírgula:• AUTOTRÓFICO, LAGOEmbora raros, aparecem verbetes (termos de entrada) em inglês, ou outra língua,por serem às vezes mais conhecidos sob a denominação original; ou o termo emportuguês ainda não está bem definido ou não se consagrou seu uso. Estes são os casos,por exemplo, de:• “FITNESS”O termo (sem equivalente preciso em português) é definido em “fitness”.• “GUILD”O termo (sem equivalente preciso em português) é definido em “guild”.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS14
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS15A“a-” e “an-”Prefixo de origem grega indicando “ausência; falta; sem”. Ex.: acromático (sem coloração;despigmentado); anaeróbio (que vive na ausência de oxigênio). Alguns termos de entrada virão a seguir.“ab-” e “ad-”Prefixos latinos. “Ab-” significa “do lado oposto ou afastado do eixo”; referindo-se, por exemploem botânica, à face inferior da folha (abaxial). “Ad-” quer dizer “que se encontra do lado do eixo oupróximo a ele”; referindo-se no caso botânico à face superior da folha (adaxial), lembrando a palavraaderir.ABALOS SÍSMICOS (EM REPRESAS)Nas represas com grandes massas de água, geralmente ocupando áreas extensas, a alta pressãohidrostática pode gerar acomodações das camadas do subsolo, gerando abalos sísmicos. A parte dageofísica que estuda os terremotos e a propagação das ondas (elásticas) sísmicas é a Sismologia.(Ver ESCALA DE RICHTER)ABIOSSÉSTON(Ver SÉSTON)ABIÓTICOSem vida. Diz-se do meio ou do elemento (substância, composto...) desprovido de vida.Fatores abióticos ou componentes abióticos de um ecossistema: são os fatores ambientais físicosdesse ecossistema (clima, por exemplo) ou químicos (inorgânicos como a água, o oxigênio e orgânicos,como os ácidos húmicos etc).(Ver BIÓTICO)ABISSAL(Ver ZONA ABISSAL; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ABISSOBENTÔNICO (ou ABISSOBÊNTICO ou ABISSALBENTÔNICO ouABISSALBÊNTICO)(Ver ZONA ABISSOBENTÔNICA; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADEMARINHA)ABISSOPELÁGICO (ou ABISSALPELÁGICO)(Ver ZONA ABISSOPELÁGICA; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADEMARINHA)ABROLHODenominação dada geralmente, a rochedo que aflora acima d’água, no mar, formando por vezes,ilhas, como o do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia (a 70 km da costa), entreCaravelas (sul da Bahia) e São Mateus (norte do Espírito Santo). O parque assenta-se sobre cincoformações rochosas, constituindo-se nas ilhas de Santa Bárbara, Siriba, Redonda, Sueste e Guarita,dispostas em arco, denunciando, sua provável origem de borda de cratera vulcânica. De julho anovembro as baleias jubarte ali procriam. Inúmeros são os peixes que habitam nos seus exuberantesrecifes de corais (parus, barracudas, badejos, garoupas, meros, enguias, arraias ...); e lá vivem tambémgolfinhos e aves marinhas (ver fotos que seguem do site ibama.gov.br: no sentido horário começandocom a vista aérea dos abrolhos, anêmona, ave marinha e peixe-pedra).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS16(Ver RECIFES)“ABS − ALKYLBENZENE SULPHONATE”O sulfonato de alquilbenzeno (sigla em inglês, “ABS”) é uma substância surfactante (tensoativa)usada como detergente. Cinqüenta por cento dos detergentes (líquido ou em pó) comercializados nosE.U.A. e europa ocidental contêm o “ABS”; sendo este muito procurado por ter eficiente propriedade delimpeza e produção de espuma. Não é imediatamente biodegradável e é altamente tóxico aos organismosaquáticos.ABSCISÃOProcesso natural em que duas partes de um organismo se separam. Aplica-se este termo aoprocesso de queda de partes de plantas (folhas, flores, frutos ...) por ação de substância estimuladora(abscisina). O ácido abscísico (ABA, sigla em inglês) é também um potente inibidor de crescimento,auxiliando a induzir e prolongar a dormência de gemas vegetativas. Além disso, o ABA é inibidor degerminação de semente e exerce papel importante no fechamento de estômatos.ABSENTEÍSMORefere-se ao comportamento de certos animais que nidificam a uma certa distância de sua áreade vivência (onde estão seus outros descendentes), levando alimento para os filhotes, dedicando-lhes ummínimo de cuidado.ABSORÇÃOMovimento de íons e água para dentro da raiz da planta; se ocorre como resultado de processosmetabólicos da raiz (contra um gradiente) é dita ativa; e se é resultado de forças que “puxam” a água apartir da corrente transpiratória gerada pelas folhas, é dita passiva.ABUNDÂNCIAEste termo é geralmente usado para designar uma estimativa grosseira de densidade, quando sedeseja informação superficial e mais rápida sobre determinada situação de uma planta ou animal (comopor exemplo na seguinte classificação: 1) muito raro; 2) raro; 3) ocasional; 4) abundante; 5) muitoabundante).(Ver ABUNDÂNCIA RELATIVA; DENSIDADE; DENSIDADE ECOLÓGICA; e ESPÉCIERARA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS17ABUNDÂNCIA RELATIVARefere-se à abundância de um determinado organismo, relacionando-se com o tempo (ex.:animais vistos por hora) ou como porcentagem (ex.: porcentagem de quadrados ou pontos deamostragem ocupados por determinada espécie de planta ou animal fixo).(Ver ABUNDÂNCIA; DENSIDADE; e DENSIDADE ECOLÓGICA)AÇÃO BACTERIOSTÁTICA(Ver ANTIBIOSE; e EFEITOS ANTIMICROBIANOS)AÇÃO DEPENDENTE / INDEPENDENTE DA DENSIDADE(Ver DENSIDADE)AÇÃO FUNGISTÁTICA(Ver ANTIBIOSE; e EFEITOS ANTIMICROBIANOS)ACARICIDADiz-se da substância que mata ácaros e carrapatos (acarinos, da classe dos aracnídeos, do filo dosartrópodes).ACAROFITISMOSimbiose ácaro-planta. A planta que serve como hospedeira de ácaro é um organismo acarófito.ACASALAMENTO ou COPULAÇÃO EXTRA-PAR(Ver EXOCRUZAMENTO)“ACCESSIBILITÉ”Termo importado do francês, usado em fitossociologia referindo-se às condições prevalecentesnum certo local e que podem influenciar na possibilidade de um propágulo ali se estabelecer.ACEIRORemoção de parte de uma vegetação feita para evitar a propagação do fogo ou como trilha.Qualquer remoção de vegetação em torno de construção, ao longo de cercas etc.ACETIFICAÇÃOConversão por bactérias aeróbias, de etanol para ácido acético.ACICULIFOLIADA(Ver FLORESTA ACICULIFOLIADA)ACIDENTAL (ou CASUAL)Diz-se geralmente de uma espécie vegetal que normalmente não ocorre numa certa comunidadeou habitat.ÁCIDO ABSCÍSICO e ABSCISINA(Ver ABSCISÃO)ACIDOBIÔNTICO(Ver ACIDÓFILO)ACIDÓFILO (ACIDOFÍLICO, ACIDOFILIA)ACIDÓFILO = ACIDOBIÔNTICOOrganismo que medra em ambiente ácido (em pH abaixo de 7). O oposto, ou seja, o organismoque não consegue viver em tal pH é chamado de acidófobo (ou acidofóbico). Usa-se o termo acidotróficopara designar aquele que se alimenta de substâncias ácidas (ou microrganismo que vive de substratoácido).(Ver “alcali-”; e “-filia” / “-filo”)ACIDÓFOBO(Ver ACIDÓFILO)ACIDÓLISEEm ambientes (alguns deles frios) onde a decomposição da matéria orgânica não é total,formam-se ácidos orgânicos que reduzem o pH das águas, tornando capaz a complexação do ferro ealumínio, pondo-os em solução. Nestes ambientes com pH <5, ocorre a acidólise (ao invés de hidrólise),constituindo-se no processo dominante de decomposição dos minerais primários no solo. As rochas quesofrem acidólise total (ex. de reação com pH <3: KAlSi3O8 + 4H++ 4H2O → 3H4SiO4 + Al3++ K+)geram solos constituídos praticamente apenas dos minerais primários mais insolúveis, tal como ocorrenos espodossolos (alguns dos antigos podzólicos).(Ver LATOLIZAÇÃO; e SILICATOS)ACIDOTRÓFICO(Ver ACIDÓFILO)ACLIMAÇÃO (ou ACLIMATAÇÃO)(Ver ADAPTAÇÃO)ACLIMATAÇÃO (ou ACLIMAÇÃO)(Ver ADAPTAÇÃO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS18ACLIVE CONTINENTAL(Ver TALUDE (e TALUDE CONTINENTAL); e APÊNDICE IV − ZONAS DEPROFUNDIDADE MARINHA)ACONDICIONAMENTO DE NICHO(Ver NICHO ECOLÓGICO)ACREÇÃOUm aglomerado ou deposição de material, ocorrendo geralmente no processo de sedimentação.ACRIDOFAGIAHábito de comer gafanhotos (estes acrídeos são insetos ortópteros heterometabólicos).Acridófago é aquele que come gafanhotos, como alguns seres humanos africanos.ACRODENDRÓFILOQue vive no topo de árvores.(Ver “-cola”)ACTINOMICETODenominação não-taxonômica dada a um tipo de bactéria filamentosa, apresentando certascaracterísticas que a põem entre a bactéria e o fungo verdadeiro.ACTINORRIZATipo de actinomiceto (bactérias filamentosas do gênero Frankia) que vive em simbiose comraízes de certas plantas, como a Casuarina.ACTÓFILO (ACTOFILIA)Organismo que vive sobre rochas costeiras.AÇUDEReservatório de água, natural ou feito pelo homem a partir de represamento de um rio oucondução de água vinda de outro local. Serve de abastecimento d’água (manancial) e para irrigação.ACUMULAÇÃO (ou GRAU DE ACUMULAÇÃO)(Ver GRAU DE ACUMULAÇÃO)ADAPTAÇÃOADAPTAÇÃO = ADAPTAÇÃO ECOLÓGICACapacidade que tem determinado ser vivo (ou determinado elemento constituinte morfológicoou fisiológico do organismo do ser vivo) de ajustar-se a um ambiente, devendo-se entender que “ajustar-se” é uma conseqüência do passado.A adaptação envolve mudança genética, ao passo que a aclimatação geralmente não envolve. Àsplantas de clima frio, do hemisfério norte por exemplo, atribui-se uma reação de robustecimento (termousado entre os horticultores, do inglês “hardening” = robustecimento, endurecimento), em que osvegetais, inaptos a lidarem com a friagem no verão, já em outubro (no outono) adquirem tolerância aoabaixamento da temperatura. Tal tolerância ao resfriamento, depende do estádio de desenvolvimento daplanta. A adaptação vai além da mera tolerância às flutuações ambientais; estende-se à participação ativana periodicidade (Ver RELÓGIO BIOLÓGICO) como um meio para coordenar e regular funções vitais.A figura seguinte mostra a adaptação morfológica de folhas do carvalho negro (Quercus nigra)à luz (COLINVAUX, 1986).Obs.:1) A: folha de plântula de Q. nigra. B: Folha de um ramo à sombra, próximo do solo. C, D e E:folhas, progressivamente, para o alto da árvore.2) Os círculos desenhados nas folhas realçam a superfície do limbo, importante na absorção daluz, comparada com os lobos da folha; estes se acentuam à medida que as folhas reduzem a superfície dolimbo, ou seja, à medida em que elas vão estar em maior contato com a luz (no topo das árvores). Emmuitos ecossistemas observa-se uma redução da intensidade clorofílica nas folhas de sombra (do estratoinferior) para as de sol (do estrato superior) (na figura, de A para E, reduzindo a intensidade da corverde).(Ver FATOR LIMITANTE)A B C D E
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS19ADAPTAÇÃO ECOLÓGICA(Ver ADAPTAÇÃO)ADELFOFAGIADiz-se geralmente de larvas que se alimentam de outras larvas ou de ovos de animais que lhessão relacionados taxonomicamente (às vezes da mesma espécie).ADELFOPARASITAUm organismo que parasita um hospedeiro que se lhe relaciona taxonomicamente, em oposiçãoao aloparasita.ADESÃOAtração molecular que mantém duas substâncias dissimilares, juntas, como a que ocorre entre aágua e partículas minerais do solo.(Ver ADSORÇÃO; e COESÃO)ADIABÁTICOAplica-se este termo, por exemplo, a uma massa de ar que se eleva, reduzindo-se sua pressão ese expandindo adiabaticamente na atmosfera, ou seja, sem perda nem ganho de temperatura. E em assimsendo, sua temperatura cairá ao tempo em que se expande para ocupar maior volume.ADITIVOS ALIMENTARESSubstâncias, naturais ou sintéticas, adicionadas aos alimentos processados, com diversospropósitos (conservar, complementar com vitaminas ou aminoácidos, melhorar o sabor, cor ou textura oualterar outras características, como o pH; ou evitar sua oxidação (antioxidantes) ou que não adquiraumidade (antiumectantes) ou que a adquira (umectantes). Tais aditivos são submetidos à rigorosa análisetoxicológica, antes de se permitir seu uso na indústria alimentícia.ADSORÇÃOLigação, geralmente temporária, de íons ou compostos à superfície de sólidos.(Ver ADESÃO; e COESÃO)ADUBAÇÃO ORGÂNICAUso de material orgânico (partes de plantas, dejetos animais etc) para fertilizar um solo,fornecendo a um cultivo, os nutrientes necessários a uma boa produtividade.(Ver COMPOSTAGEM; e FERTILIZANTE)ADUBAÇÃO VERDEProcedimento recomendado na agroecologia e hoje bastante utilizado na prática agrícola emgeral, de incorporar ao solo matéria orgânica proveniente de um cultivo (geralmente os remanescentesdeixados após a colheita do produto agrícola desejado), com a finalidade de melhorar as condiçõesnutricionais e edáficas do solo; ao tempo em que se evita sua erosão e degradação de suas propriedades.Utiliza-se esta expressão também quando se deseja referir-se ao enriquecimento em nitrogênioque as leguminosas proporcionam ao solo, pela simbiose de suas raízes com bactérias fixadoras denitrogênio atmosférico.AERÓBIOOrganismo que respira aerobiamente.(Ver RESPIRAÇÃO AERÓBIA)AEROSSOLPequena partícula (< 0,001 mm) sólida ou líquida, em suspensão no ar ou gás. Exemplo:aerossóis marinhos, que são partículas contendo sais marinhos, que conduzidas pelo vento, atingem agrandes distâncias da costa.AFITAL(Ver ZONA AFITAL)AFLATOXINASSubstâncias tóxicas, cancerígenas, produzidas por fungos (Aspergillus flavus) que proliferam emgrãos de amendoim, trigo ou milho, mal armazenados. Alguns invertebrados marinhos (ostras,mexilhões) também podem concentrar aflatoxinas em suas carnes.AFÓTICO(Ver ZONA AFÓTICA)AGENTE LARANJA(Ver DIOXINAS)AGENTE POLUIDOR(Ver POLUENTE)AGREGAÇÃOAgrupamento de indivíduos de uma mesma população, ou de várias populações, em resposta àsdiferenças de habitat ou em resposta às mudanças diárias ou estacionais, ou como resultado de processosreprodutivos ou como resultado de atrações sociais (nos animais superiores). Em algumas populações
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS20(inclusive a de seres humanos) ocorre uma agregação num determinado local do seu habitat escolhidocomo área de dormida. Ao aumento de densidade de predador em locais (ou manchas de habitat da presa)onde se concentre maior número de presa, dá-se o nome de resposta de agregação.No processo de agregação vale considerar o “egoísmo dentro da manada” (tradução literal doinglês “selfish herd”, sem equivalência precisa em português); segundo W.D.Hamilton, em algumaspopulações animais com certa organização racional, os novos indivíduos são admitidos no grupoocupando inicialmente a borda, ou seja, o “território perigoso”. Em certas agregações, a periferia é maissuscetível ao ataque de predadores.AGRESTEEcossistema de transição entre a mata úmida e a caatinga, no estado da Paraíba, possuindoportanto espécies vegetais comuns desses ecossistemas. Alguns autores subdividem o agreste emsublitorâneo e da borborema. No primeiro ocorrem: marmeleiro, Crotalum sp; juazeiro, Zizyphusjoazeiro; além de bromeliáceas e cactáceas, como o facheiro, Cereus jamacaru. No agreste da borboremaocorrem: catingueira, Caesalpinia pyramidalis; umbuzeiro, Spondias tuberosa; baraúna, Schinopsisbrasiliensis; angico, Anadenanthera macrocarpa; e o pau d’arco Tabebuia sp, além de outras.AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIAUso de energia (energia solar, de tração animal e do próprio homem) visando uma produçãoagrícola apenas suficiente para gerar alimento e recursos para o sustento do próprio agricultor e suafamília. Raramente há produção de excedente para a comercialização ou para armazenar, comosuprimento para “tempos mais difíceis”.AGRICULTURA ITINERANTETipo de sistema agrícola (“shifting cultivation”, em inglês), primitivo, adotado historicamentenos ecossistemas de floresta tropical, em que o ser humano derruba trecho da floresta, queimando-ocomo preparo da terra para o cultivo de subsistência, obtendo durante poucos anos (4 a 6 ) alimento eposteriormente, abandonando essa área que se tornou improdutiva. Passa então a ocupar novo trecho defloresta e assim por diante. A área inicial abandonada, onde se estabeleceu vegetação secundária, apóscerca de 20 anos, poderá ser novamente utilizada para o cultivo. Na amazônia os indígenas aindapraticam a agricultura itinerante, plantando milho, mandioca etc, assim como muitos agricultores ditoscivilizados usam este sistema, também conhecido por “slash-and-burn” (em inglês; sendo também usadaa expressão “clear cutting”). As queimas de pastagens, principalmente em Rondônia, feita para controlaras “ervas daninhas” que nelas proliferam, são também consideradas como sério problema ecológico.AGROCLIMATOLOGIAO estudo do clima em relação à produtividade de plantas e animais de importância naagropecuária.(Ver BIOCLIMATOLOGIA)AGROECOLOGIAAplicação de princípios ecológicos nas ciências agronômicas.(Ver BIOAGRONOMIA)AGROECOSSISTEMA(Ver AGROSSISTEMA)AGROFLORESTAO sistema agroflorestal baseia-se na reconstituição do complexo sistema florestal original, neleinserindo-se algum tipo de cultivo ou diferentes tipos de cultivo, de maneira a manter o sistemaeconomicamente produtivo, preservando a biodiversidade e as características, o mais próximo possível,do sistema original natural. A combinação deste sistema com diversidade de atividades antrópicas(agrícola, agroflorestal, extrativista, pesca e caça) é que pode se constituir em garantia de sucessoecológico e econômico na obtenção de melhor qualidade de vida ambiental, estando aqui inserido o serhumano. Tem sido agora comum encontrar-se na amazônia, por exemplo, o plantio de árvores frutíferasnativas, entre parcelas de plantio de mandioca. No nordeste brasileiro, procedimento similar é encontradona caatinga. Nas fotos que seguem (do site: www.biosferadacaatinga.org.br; autor: Pieter Vranckx) vê-sesistema agroflorestal na caatinga, em período chuvoso (à esquerda, com cultivos de banana, milho,mandioca, palma ...) e em período seco (à direita, com cultivo de palma, Opuntia sp).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS21AGROINDÚSTRIAAtividade industrial baseada no beneficiamento de produto obtido da agricultura e/ou pecuária.Exemplos: usina de cana-de-açúcar, destilarias de álcool, óleos vegetais, laticínios, frigoríficos ematadouros, fecularias, curtumes, sucos e conservas, bebidas, têxteis.(Ver ECOLOGIA INDUSTRIAL)AGRONOMIAConjunto de ciências e princípios aplicados à agricultura.(Ver AGROECOLOGIA)AGROSSISTEMAAGROSSISTEMA = AGROECOSSISTEMA = ECOSSISTEMA AGRÍCOLASistema ecológico introduzido e manipulado pelo homem, constituído por seres vivos(componente biótico) em interação com o ambiente (componente abiótico). No caso específico de cultivointroduzido em floresta, dá-se o nome de agrofloresta.(Ver AGROFLORESTA; AQÜICULTURA; e ECOSSISTEMA)AGROSTOLOGIAEstudo das gramíneas.AGROTÓXICO(Ver PESTICIDA)ÁGUA BRUTAÁgua, geralmente para abastecimento, antes de receber qualquer tratamento.ÁGUA CAPILARÁgua existente nos poros do solo, aderindo às partículas como uma película e que sob ainfluência de “forças capilares” (decorrentes de um gradiente de potencial de água) disponibiliza-se àabsorção pelas raízes das plantas e pela microbiota.ÁGUA DE PERCOLAÇÃOÁGUA DE PERCOLAÇÃO = ÁGUA INTERSTICIALÁgua, geralmente de precipitação pluvial, que penetra no solo, ou seja, nos seus espaços ouinterstícios. As raízes de muitas plantas se beneficiam somente dessa água.ÁGUA DURA(Ver DUREZA DA ÁGUA)ÁGUA HIGROSCÓPICAVapor d’água adsorvido às partículas do solo.ÁGUA INTERSTICIAL(Ver ÁGUA DE PERCOLAÇÃO)ÁGUA MOLE(Ver DUREZA DA ÁGUA)ÁGUA POTÁVELÁgua de boa qualidade, adequada para o consumo humano, satisfazendo aos padrões depotabilidade determinados pelo Ministério da Saúde.A Resolução CONAMA nº 20, de 18/06/86 estabelece nove classes para as águas doces,salobras e salinas do Território Nacional. Quanto às águas doces há as seguintes classes e respectivasdestinações:I-Classe especial destinada: a) ao abastecimento doméstico sem prévia ou com simplesdesinfecção; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS22II-Classe 1 destinada: a) ao abastecimento doméstico após tratamento simplificado; b) àproteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário (natação, esqui aquático emergulho); d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentesao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e) à criação natural e/ou intensiva(aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.III-Classe 2 destinada: a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional; b) àproteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário (esqui aquático, natação emergulho); d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas; e) à criação natural e/ou intensiva(aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.IV-Classe 3 destinada: a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional; b) àirrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à dessedentação de animais.V-Classe 4 destinada: a) à navegação; b) à harmonia paisagística; c) aos usos menos exigentes.Para as águas de Classe Especial, os coliformes totais deverão estar ausentes em qualqueramostra.No quadro que segue estão representados os valores das principais fontes de água da Terra(COLINVAUX, 1986).RESERVATÓRIO VOLUME DE ÁGUA (X 106km3) TOTAL (%)Oceanos 1322,0 97,21Gelo glacial 29,2 2,15Lençol freático 8,4 0,62Água retida no solo 0,067 0,005Água doce dos lagos 0,125 0,009Mares em terra e lagos salgados 0,104 0,008Rios e riachos 0,001 0,0001Atmosfera (nuvens e vapor no ar) 0,013 0,001ÁGUA RESIDUÁRIAÁgua de despejo, contendo resíduo com potencialidade para poluir.ÁGUA SUBTERRÂNEA(Ver LENÇOL FREÁTICO)AGUDO (EFEITO AGUDO / DOENÇA AGUDA)Efeito / doença que ocorre em curto espaço de tempo, por exposição à determinada substânciatóxica / agente causador de doença, podendo ocorrer morte ou recuperação rápida. No caso de doença,citam-se como exemplos, a febre tifóide e o sarampo.(Ver CRÔNICO)AIA (AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL)(Ver IMPACTO AMBIENTAL)ALBEDORelação entre a energia (solar ou eletromagnética) incidente e a refletida. É de importânciaecológica, uma vez que participa do fluxo energético. Como exemplo de seus valores, geralmenterepresentados em porcentagem, um solo arenoso tem um albedo de 25 a 30 e uma floresta de 5 a 10.“alcali-”“alcali-” = “basi-”Prefixo de origem árabe, significando “soda”, ou seja, qualquer substância de sabor cáustico ouacre e que tem sido utilizado para indicar meio ou ambiente alcalino ou básico (com pH acima de 7). Seum organismo tem afinidade por este meio ou ambiente, ele é dito alcalófilo (ou alcalifílico) ou aindabasófilo (ou basofílico); e se não o tolera é dito alcalófobo ou basófobo. Planta incapaz de tolerar soloalcalino ou básico é dita basífuga.(Ver ACIDÓFILO)ALDEÍDOSCompostos orgânicos que contêm o grupo -CHO ligado a hidrocarbono. Certos aldeídospoluentes têm cheiro desagradável, como os derivados da exaustão do diesel, irritando nariz e olhos.Alguns são venenosos.ALDRIN(Ver ORGANOCLORADO)ALELOUm ou outro gene, de um mesmo par de cromossomos, chamados de homólogos, responsáveispor uma mesma característica hereditária.(Ver EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS23ALELOPATIATermo geralmente usado para indicar a inibição do desenvolvimento de uma população, atravésde substâncias químicas inibidoras produzidas por plantas. Um exemplo é o ácido úsmico, produzido porliquens, que inibe plântulas de coníferas e que tem efeito antibiótico sobre fungos.(Ver ANTIBIOSE)ALELOQUÍMICOSSão produtos ditos semioquímicos, que viabilizam mudança comportamental em indivíduos deoutra espécie.(Ver FEROMÔNIOS; e PESTICIDA)ALGICIDAAgente químico que mata alga.ALGÍVORO (ALGIVORIA)Organismo que se alimenta de algas.ALGOLOGIA(Ver “fico-”)ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS(Ver TRANSGÊNICOS)ALISSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)ALITIZAÇÃO(Ver SILICATOS)ALLEE(Ver PRINCÍPIO DE ALLEE)ALLEN(Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS)“alo-”Prefixo significando “outro”. Há inúmeros termos com este prefixo, como por exemplo:alocórico, alomônio, aloquímico, aloparasita, alóctone etc.ALOCAÇÃO REPRODUTIVA(Ver ESFORÇO REPRODUTIVO)ALOCÓRICO (ALÓCORE)Ocorrendo em duas ou mais comunidades dentro de uma determinada região geográfica.(Ver “-coria”)ALÓCTONEALÓCTONE = INVASOROrganismo alóctone, também chamado de “invasor”, é aquele que se origina em outro local e étransportado para determinado ambiente na forma vegetativa ou de esporo. Animais que foraminadvertidamente introduzidos pelo ser humano em ambientes que lhes são estranhos, são tambémalcunhados de “invasores”.As “plantas invasoras” de cultivos, assim chamadas pelos ecólogos e conhecidas na linguagemagronômica como “ervas daninhas”, são em muitos casos, organismos alóctones.(Ver AUTÓCTONE)ALOGAMIA(Ver EXOCRUZAMENTO)ALOMETRIAEstudo das mudanças de proporções das partes de um organismo no decorrer do seucrescimento. A “lei alométrica” tem sido aplicada com sucesso nos aspectos relacionados aometabolismo, problemas de dose-resposta, diferenças raciais e história evolutiva.(Ver RELAÇÃO ALOMÉTRICA)ALOMÔNIO(Ver FEROMÔNIO)ALOPARASITAUm organismo que parasita um hospedeiro que não se lhe relaciona taxonomicamente, emoposição ao adelfoparasita.(Ver ADELFOPARASITA)ALOPATRIACaso em que duas espécies, intimamente relacionadas, descendentes de um ancestral comum(portanto, do mesmo gênero), embora vivendo geograficamente separadas, apresentam convergência de
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS24caractéres, isto é, têm características (morfológicas, fisiológicas, ecológicas ou de comportamento)similares.O isolamento geográfico (ou uma barreira topográfica ou espacial qualquer) pode resultar numaespeciação alopátrica.(Ver SIMPATRIA)ALOQUÍMICOUm composto secundário produzido por plantas, como parte de seu mecanismo de defesa contraherbívoros; age como uma toxina ou como um redutor de digestibilidade.ALOTRÓFICO, LAGO(Ver AUTOTRÓFICO, LAGO)ALPINO (ou ALPESTRE) e SUBALPINOOs organismos que vivem em altitudes elevadas (a 1000 m ou mais de altitude) são geralmentedenominados de alpinos ou alpestres. O termo subalpino, em fitogeografia, refere-se às plantas que vivemno alto das montanhas; dá-se a essa comunidade vegetal também o nome de orófila (fala-se que orófito éum vegetal da montanha).ALQUILBENZENO(Ver “ABS − ALKYLBENZENE SULPHONATE”)ALTRUÍSMO e EGOÍSMO (ou MALEVOLÊNCIA)Alguns autores usam estas expressões (em inglês respectivamente, “altruism” e “selfishness” ou“spitefulness”) nos estudos sobre interações sociais entre certas espécies (como em insetos sociais). Noaltruísmo a espécie recipiente recebe o benefício da espécie doadora. Esta última terá seu “fitness”reduzido. No egoísmo o “fitness” do doador aumenta.(Ver JOGO DO FALCÃO-POMBO)“ALTWASSER”(Ver MEANDROS)ALUVIÃODeposição de material, nas margens ou várzeas de rios, proveniente do próprio rio.Os solos de aluvião são geralmente, férteis e produtivos.Uma vegetação que ocorra em áreas sob influência dos cursos d’água, lagoas e assemelhados,geralmente arbustiva ou herbácea, é dita vegetação aluvial.(Ver ELUVIÃO)AMBIENTALISMO DA EMANCIPAÇÃOTalvez seja esta expressão a mais adequada para traduzir a expressão norte-americana“emancipatory environmentalism” ou ecologia do bem-estar humano; é uma aproximação de caráter maisambientalista, holística, para o planejamento econômico, professado pelo ecólogo norte-americano BarryCommoner e pelo economista alemão Ernst Friedrich Schumacher. Estes, enfatizaram a necessidade de seintroduzir processos produtivos que trabalhassem com a Natureza e não contra ela, priorizando o uso deprodutos orgânicos e os recicláveis.AMBIENTALISTA(Ver ECOLOGISMO; e ECOFEMINISMO)AMBIENTE(Ver MEIO AMBIENTE)AMEAÇADO DE EXTINÇÃOAlguns autores aplicam este termo para espécies que, embora não estejam ainda sob risco deextinção, poderão estar se não forem adotadas medidas urgentes para sua proteção.(Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO; e “IUCN”)AMENSALISMOTipo de interação ecológica na qual uma das populações é inibida e a outra não é afetada. Ex.:uma população pode produzir toxina que inibirá outra população, mas a população produtora não éafetada diretamente pela supressão da população competidora.(Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA)AMETABÓLICO (ou AMETÁBOLO)Diz-se do inseto que se desenvolve sem metamorfose, ou seja, a larva ao eclodir do ovo já tem aforma do imago ou adulto (ex.: pulga, piolho).(Ver HOLOMETABÓLICO; e HEMIMETABÓLICO)AMONIFICAÇÃOProcesso de formação de amônia, que no solo, ocorre a partir da degradação de aminoácidosrealizada por bactérias específicas, como as dos gêneros Pseudomonas, Clostridium e Penicillium. Naágua, o gás de amônia tem alta solubilidade, formando-se íons NH4+e íons OH-a partir das seguintesreações: NH4OH ↔ NH4 + OH-ou NH3 + H2O ↔ NH4 + OH-. Quando uma substância que forneça íon
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS25de hidrogênio é adicionada a uma solução de amônia, há liberação de íon de amônia, pela reação: NH3 +H+→ NH4+.(Ver NITRIFICAÇÃO; e DESNITRIFICAÇÃO)AMPLITUDE ECOLÓGICAAMPLITUDE ECOLÓGICA = LIMITE DE TOLERÂNCIA = TOLERÂNCIA AMBIENTALAmplitude de condições ambientais, nas quais um organismo pode viver e prosperar.O termo “tolerância” será melhor usado quando se desejar referir-se aos extremos dentro dosquais um organismo pode sobreviver.(Ver LEI DA TOLERÂNCIA)ANABOLISMOFase inicial do metabolismo, onde ocorre síntese de substâncias que se constituirão na estruturacelular de um organismo. É uma fase de assimilação, construtiva.(Ver CATABOLISMO; e METABOLISMO)ANÁDROMOANÁDROMO = PIRACEMAOrganismo, geralmente peixe, que sobe o rio em direção às cabeceiras, para a desova. Algumasespécies realizam a piracema todos os anos, de outubro a maio. Denomina-se catádromo o peixe quedesce o rio, em direção ao mar, para a desova. Os termos potamódromo e oceanódromo dizem respeitoaos organismos que só se movimentam (ou migram) nos rios e nos oceanos, respectivamente.(Ver DEFESO)ANAERÓBIOOrganismo que respira anerobiamente.(Ver RESPIRAÇÃO ANAERÓBIA)ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃOA análise de viabilidade de uma população, conhecida originalmente em inglês como “PVA −Population Viability Analysis”, é uma estimativa das probabilidades de extinção de uma população, apartir de análises do processo de extinção que incorporam ameaças, identificáveis, à sobrevivência deuma população.Utiliza-se nesta análise um modelo de simulação para computador denominado de VORTEX.Este é uma ferramenta que explora a viabilidade de populações sujeitas a inúmeros fatores que as põemem risco (perda de habitat, super-captura, competição ou predação por espécies introduzidas, etc.). Nesteprograma são simulados: processos de nascimento e morte, de transmissão de genes através de gerações,em que se procura verificar ao acaso o número de filhotes que cada fêmea gera anualmente e qual dosdois alelos de um locus gênico é transmitido de cada um dos pais para cada descendente.Um exemplo de sua aplicação pode ser visto no trabalho de um dos seus pioneiros em usá-lo:“Lacy, R.C. (1993). VORTEX: a computer simulation model for population viability analysis. WildlifeResearch, 20(1): 45-65”. Este autor afirma que o VORTEX é particularmente recomendado parainvestigar espécies animais com baixa fecundidade e longo período de vida, como mamíferos, aves erépteis.ANÁLISE DE VULNERABILIDADE DE UMA POPULAÇÃOAnálise geralmente feita sobre populações ou espécies sob risco de extinção, quanto às suaschances de se extinguirem. Melhor metodologia é aplicada num programa para computação (VORTEX)e que analisa a viabilidade de populações sujeitas às interações determinísticas e processos ao acaso;sendo este aspecto tratado no termo ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO.(Ver ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO; e ESPÉCIE EM VIA DEEXTINÇÃO)ANÁLISE DO FATOR CHAVEEstimativa do número de indivíduos de uma espécie presentes numa área em determinado tempoda “estatística vital da população” em que são computadas as condições anteriormente presentes,adicionadas principalmente dos processos de nascimento, menos mortes ocorridas, mais imigrantes emenos emigrantes. Daí se inferem as mudanças ocorridas no tamanho da população.ANÁLOGOS(Ver ESTRUTURAS ANÁLOGAS e ESTRUTURAS HOMÓLOGAS)ANDROCÓRICO (ANDROCORE)Dispersão pela ação humana.(Ver “-coria”)ANELAMENTORemoção dos tecidos vegetais do câmbio e floema de uma árvore (ou arbusto), causada muitasvezes pelo pastejo de caprinos ou por esquilos, coelhos e outros roedores, provocando morte da planta,uma vez que o fluxo de carboidratos entre as folhas e as raízes é interrompido.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS26ANEMOCORIA(Ver “-coria”)ANEMOFILIA(Ver “-filia” / “-filo”)ANILHAMENTOTipo de marcação usada para identificar um animal em estudo. Muito útil, por exemplo, paraestudo de aves migratórias, em que se coloca um anel numa das patas, contendo informações (numéricas)de sua origem.“ANIMALIA”(Ver REINO)ANÓXICOSem oxigênio.ANTAGONISMOANTAGONISMO = INTERFERÊNCIATermo que reúne as categorias de interação ecológica: “competição, comensalismo, parasitismoe predação (ou predatismo)” e em que uma das espécies em interação se beneficia.Aplica-se o termo antagonismo mútuo ou ainda predação recíproca ao caso em que indivíduosde duas espécies diferentes competem entre si, como as do exemplo clássico descrito, que vivempreferencialmente em farinha de trigo (os coleópteros Tribolium confusum e T. castaneum; adultos elarvas destas espécies, predam ovos e pupas, reciprocamente.Antagonismo, em termos gerais, é oposto a sinergismo.(Ver COEFICIENTE DE INTERFERÊNCIA; e SINERGISMO)ANTAGONISMO MÚTUORefere-se à ação negativa recíproca, geralmente entre duas espécies, na competiçãointerespecífica ou na predação mútua.(Ver ANTAGONISMO; e PREDAÇÃO MÚTUA)ANTAGONISTAS(Ver ANTAGONISMO; e RECURSOS ANTAGONISTAS)ANTIBIOSEProdução de substância, por determinado indivíduo ou população, danosa a outro indivíduo ououtra população com a qual compete.A antibiose diz respeito tanto a organismos superiores quanto a microrganismos; neste últimocaso cita-se como exemplo clássico a ação da penicilina, produzida pelo mofo (que ocorre no pão) einibidora do desenvolvimento de bactérias (ação bacteriostática). Se a substância impedirdesenvolvimento de fungo, a ação é fungistática.(Ver ALELOPATIA; e EFEITOS ANTIMICROBIANOS)ANTIMICROBIANOS(Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS)ANTRÓPICORelativo ao ser humano. Quando por exemplo, nos referimos ao “meio antrópico”, queremosdizer tudo que diz respeito ao homem, ou seja, os fatores sociais, econômicos e culturais, em interaçãocom o ambiente em que ele vive.ANTROPOCÊNTRICOConsiderando o homem como o ser mais importante do Universo, interpretando tudo em funçãode sua existência.(Ver ECOCÊNTRICO)ANTROPOGÊNICORefere-se à antropogenia ou antropogênese, ou seja, que diz respeito à origem edesenvolvimento da espécie humana. Há circunstâncias em que se usa este termo para indicar algo “deorigem humana ou causado pelo homem” (ver EXTINÇÃO ANTROPOGÊNICA).(Ver ANTRÓPICO)ANTRÓPICORelativo ao homem, em termos daquilo que lhe pertence e relativo às suas ações e modificaçõesque ele causa à Natureza.(Ver EXTINÇÃO ANTROPOGÊNICA)APA(Ver ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL)APARTE(Ver “CULL”)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS27APOSEMATISMOEmbora pouco usado, este termo diz respeito a uma reação importante no reino animal, que é ofato de algumas espécies realçarem cores, às vezes berrantes e brilhantes, que servem de advertência parapossíveis predadores. Alguns destes animais são extremamente venenosos (rãs da amazônia) e outros têmsabor apenas desagradável.(Ver CAMUFLAGEM; CRÍPTICO; DEFESA QUÍMICA; MIMETISMO; e MIMETISMOMÜLLERIANO (ou de MÜLLER))“APOSTA, CERCANDO UMA ou “APOSTANDO DOS DOIS LADOS”(Ver “BET HEDGING”)APTIDÃO(Ver “FITNESS”)AQUECIMENTO GLOBAL(Ver EFEITO ESTUFA)AQÜICULTURACultivo de organismos aquáticos, de água salgada ou doce (de ostras, ostreicultura; peixes,piscicultura; camarões, caranguejos e siris, carcinicultura etc). Ao cultivo de organismos marinhos dá-seo nome de maricultura.AQÜÍFERA(O)Denomina-se aqüífera a rocha permeável à água, retendo-a ou permitindo sua passagem para olençol freáticoARAUCÁRIA(Ver FLORESTA ACICULIFOLIADA)ARBORICIDAUm agente químico que mata árvore.(Ver BIOCIDA)ARCHAEA(Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL; e DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS)ÁREA BASALÁrea seccional transversal de árvores, comumente medida à altura do peito (Ver D.A.P. −DIÂMETRO À ALTURA DO PEITO) ou cobertura de uma determinada área ocupada por gramíneas.Para calcular esta área, mede-se o perímetro da árvore à altura do peito; a área basal dacircunferência assim delimitada é deduzida a partir das fórmulas: r = P / 2.π, onde r é o raio e P operímetro medido. Logo, a área basal, delimitada pela circunferência traçada à altura do peito, será: Área= π.r2.A área basal é o melhor indicador da densidade de uma vegetação. A visão de uma determinadaárea em que se efetuou a medição de área basal seria semelhante à de uma “vista aérea” de um trecho damata, como se as árvores (com mais de 10 cm de perímetro) tivessem sido cortadas (a 1,30 m do solo);conforme esquematizada a seguir uma área de 400 m2(20 m X 20 m).Alguns exemplos de valores de área basal da região central da amazônia (LONGMAN & JENÍK, 1987)são apresentados no quadro seguinte:ALTURA MÉDIA DA COPA (m) NÚMERO DE INDIVÍDUOS/haÁRVORES PALMEIRASÁREA BASAL(m2/ha)35,4 - 23,7 50 0 7,125,9 - 16,7 315 0 14,614,5 - 8,4 760 15 55,9 - 3,6 2765 155 23 - 1,7 5265 805 1Obs.: (segundo LONGMAN & JENÍK, 1987)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS281) Para efeito de comparação, uma floresta natural nas montanhas da Europa central tem umaárea basal total de árvores entre 40 e 50 m2/ha.2) Cálculos de área basal (e de classes de diâmetro de árvores) de diferentes estudos, podem nãoser comparáveis.ÁREA DE DORMIDA(Ver AGREGAÇÃO)ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA)Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. Área, constituída por terraspúblicas ou privadas, contendo ecossistema que se deseje proteger de interferência humana e que paraisso é disciplinado o uso do solo.(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO (ARIE)Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. Área em geral de pequenaextensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características naturais extraordinárias ou queabriga exemplares raros da biota regional. Entre outras atividades não predatórias, é permitido oexercício do pastejo equilibrado e a colheita limitada de produtos naturais, desde que devidamentecontrolados pelos órgãos supervisores e fiscalizadores, sendo no entanto proibidas quaisquer atividadesque possam por em risco a conservação dos ecossistemas, a proteção especial à espécie de biotalocalmente rara e a harmonia da paisagem.(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)ÁREA DE TENSÃO ECOLÓGICA(Ver ECOTONO)ÁREAS ESPECIAISDenominação dada pelo IBGE - Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, àsUnidades de Conservação.(Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃOA definição de regras para identificação de áreas prioritárias para a conservação, utilizaçãosustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade, no âmbito das atribuições do Ministério doMeio Ambiente, são regulamentadas no Decreto no5.092, de 21/05/2004. A avaliação e identificaçãodessas áreas e as ações prioritárias far-se-ão considerando-se os seguintes conjuntos de biomas:I – Amazônia; II – Cerrado e Pantanal; III – Caatinga; IV – Mata Atlântica e Campos Sulinos; eV – Zona Costeira e Marinha. Detalhes da instituição e aplicações de tal decreto podem ser vistos emPAZ et al. (2006).(Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)AREIA(Ver TEXTURA DO SOLO)ARENA(Ver TERRITORIALIDADE)ARESTA CONTINENTAL(Ver TALUDE (e TALUDE CONTINENTAL); e APÊNDICE IV − ZONAS DEPROFUNDIDADE MARINHA)ARGILAÉ uma pequena partícula do solo (tamanho inferior a 2 μm), predominantemente coloidal ecristalina, formada a partir de produtos solúveis de minerais primários, em cuja composição químicaparticipa em sua maioria oxigênio (70 a 85% do volume) e mais íons de hidroxila, alumínio e sílica; emalguns tipos de argila ocorrem também íons de ferro, zinco, magnésio e potássio. Sua estrutura constitui-se de planos com átomos de O sustentados por átomos de Al e Si, formando ligações iônicas, que assimatuam como atrativos de átomos com cargas positivas e negativas. Citam-se os seguintes tipos (clássicos)de argila: montmorilonita (nome derivado de cidade francesa, de onde foi pela primeira vez descrita),tida como pegajosa, com relação camada de alumínio e sílica de 2 : 1, entre cujas camadas a água penetrafacilmente; ilita ou mica hidratada (nome derivado de Illinois, do levantamento de solos daquele lugarnos E.U.A.) com estrutura similar à da montmorilonita, com relação também de 2 : 1, mas com íons depotássio que tornam as camadas aderentes de maneira a dificultar a penetração de água; caolinita (nomederivado do chinês “kao-ling”, que significa montanha elevada, de onde proveio esta fina argila usada nafabricação da porcelana chinesa), com relação alumínio e sílica de 1 : 1, onde os íons de Al3+não sãosubstituídos pelos de Si4+, ou os de Mg2+não o são pelos de Al3+, daí sua CTC (seus sítios negativos) ser
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS29baixa, com forte ligação do H ao O, sendo portanto resistente à penetração de água (não incha e por issoé utilizada na confecção de potes de barro); vermiculita com estrutura similar a da ilita, com camadasfracamente aderidas entre si por moléculas hidratadas de magnésio, facilmente hidratável, porém menosdo que a montmorilonita, mas com alta CTC, sendo por isso muito usada em plantas envasadas (comonos estudos de MVA).(Ver TEXTURA DO SOLO)ARGILOMINERAIS(Ver SILICATOS)ARGISSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)ARIDEZ(Ver ÍNDICE DE ARIDEZ)ÁRIDO (REGIÃO ou CLIMA)(Ver DESERTO)ÁRIDO-ATIVA, PLANTAPlanta que utiliza mecanismos fisiológicos de resistência à seca, tais como aumento na eficiênciade absorção (condução) e de economia (transpiração) de água.ÁRIDO-PASSIVA, PLANTAPlanta que sobrevive nos períodos de seca graças à produção de estruturas resistentes, comosementes e componentes morfo-anatômicos especiais.ÁRIDO-TOLERANTE, PLANTAPlanta que resiste à seca sem danos citoplasmáticos.ARIE(Ver ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO)ARQUEBACTÉRIAS(Ver DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS)ARQUIBÊNTICA (ou ARQUIBENTÔNICA ou ARQUIBENTAL)(Ver ZONA ARQUIBÊNTICA)ARREICA(Ver REGIÃO ARREICA / ENDO... / EXO...)ARRIBAÇÃOARRIBAÇÃO = ARRIBAÇÃ = AVE DE ARRIBAÇÃO = AVOANTEFenômeno ou ave, columbiforme, que migra para certos locais do nordeste brasileiro, para adesova.ARRIBADA, ALGAS DEÉ muito comum nos locais adjacentes a bancos de algas, que algas foliares (Sargassum spp eoutras), fixas sobre rodolitos e sob ação de correntes mais fortes, se desloquem até as praias, produzindo ofenômeno denominado de arribada.Diz-se também arribada, quando se refere à migração das tartarugas, durante a baixa-mar, para adesova.(Ver ARRIBAÇÃO)ARROIO(Ver CÓRREGO)ÁRVORE EMERGENTENuma vegetação, geralmente em ecossistema de floresta, dá-se este nome à arvore cuja copadestaca-se acima das demais. Numa floresta tropical, como a da amazônia ou da mata atlântica, comárvores em geral de 30 a 40 m de altura, tal tipo de árvore (algumas chegando aos 50 m), estando maisexposta à radiação e ventos, certamente transpiram mais do que as outras árvores, podendo tender àdeciduidade.ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSALCom o uso do seqüenciamento pelo rRNA (ácido ribonucleico ribossômico, o 16S ou o 18S) e apartir de métodos de seqüenciamento macromoleculares relacionados, pesquisadores da biologiamolecular organizaram os seres vivos partindo de um ancestral comum (a “raiz da árvore”) e daíramificando-se em três grandes domínios: “archaea” e “bacteria” (procariotos) e “eukarya” (eucariotos).As “archaea” são consideradas como os organismos mais primitivos, estando entre estes procariotos osmicrorganismos hipertermofílicos, os metanogênicos e os halofílicos extremos. Nos “eukarya” figuramdesde os protozoários, como também os fungos, as plantas e os animais.ASBESTOFibra natural, de amianto (silicato de magnésio, MgSiO4), utilizada na fabricação de diversosartigos, tais como telhas, isolantes térmicos usados em construção, embreagem e freios de automóveis
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS30etc. Suas fibras, microscópicas, se inaladas, causam (em alguns anos de contato direto) a asbestose(doença pulmonar). Contatos curtos podem causar mesotelioma, uma forma fatal de câncer.ASBESTOSE(Ver ASBESTO; e SILICOSE)ASCARELGrupo de substâncias orgânicas (bifenilas policloradas), conhecidas também como “PCBs −Polichlorinated biphenyl”, resultado da mistura de compostos clorados em vários graus, de acordo com asua finalidade. Um deles, oleoso, é usado para dissipar calor em capacitores elétricos e transformadores.É insolúvel em água e resistente à biodegradação, acumulando-se ao longo da cadeia alimentar, sendoaltamente tóxico e podendo causar problemas (por ingestão ou contato) gástricos, danos renais ehepáticos, defeitos congênitos, bronquite, aborto, lesões na pele e tumores.ASSEMBLÉIAUm ajuntamento de organismos sociais objetivando uma atividade em grupo (de insetos, peixes...).ASSIMILAÇÃOASSIMILAÇÃO = ENERGIA METABOLIZADANo caso dos autótrofos (produtores primários) a “assimilação” corresponde à produtividadeprimária bruta. Nos heterótrofos (consumidores) refere-se à energia metabolizada, ou seja: ingestão dealimentos - egestão = assimilação; é portanto, a “produção dos consumidores”; ou em outras palavras,esta assimilação pode ser dada pela relação alimento absorvido : alimento ingerido. Em ecologia usa-se aexpressão eficiência de produção que é a porcentagem da energia assimilada (An) que é incorporadacomo nova quantidade de biomassa (Pn), ou: EP = Pn/An X 100. Alguns autores preferem distinguir aeficiência de produção bruta, como sendo a porcentagem de alimento ingerido por um organismo e que éusado no seu crescimento e reprodução e a eficiência de produção líquida, que é a porcentagem dealimento assimilado por um organismo e que é usado com o mesmo propósito; tal eficiência é tambémconhecida como coeficiente de eficiência de assimilação.(Ver TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA)ASSOCIAÇÃO INTERESPECÍFICARefere-se às diferentes espécies que vivem muito próximas ou que geralmente ocorrem juntas.ASSOCIAÇÃO VEGETALÉ um tipo de comunidade vegetal, de composição definida, apresentando uma fisionomiauniforme e crescendo em condições de habitat uniforme. Caracteriza-se pela presença de um ou maisdominantes que lhes são peculiares.Alguns autores acham conveniente atribuir nomes às diversas associações vegetais, de acordocom os seus dominantes peculiares, como por exemplo, a associação Caesalpinia - Zizyphus - Schinopsisbrasiliensis (espécies vegetais da caatinga, ocorrendo as duas últimas em “baixadas” e a primeira,próxima a córregos e rios e que muitas vezes são encontradas formando tais associações características).É comum usar-se o sufixo “-etum” para designar uma associação, combinado ao nome genérico daespécie dominante. Ex.: “avicennietum”, comunidade de manguezal dominada por planta do gêneroAvicennia.Ao índice da freqüência de co-ocorrência de duas espécies dá-se o nome de coeficiente deassociação, que é calculado como o número de amostras no qual ambas as espécies ocorrem, divididopelo número de amostras no qual poderia se esperar que ocorressem por acaso.(Ver CONSOCIAÇÃO)ASSOCIESUm estádio intermediário e não-estável no desenvolvimento de uma associação; referindo-setambém a um estádio numa sucessão ecológica.ASSOREAMENTODeposição geomórfica, nos sedimentos de rios, lagos etc.ATERRAMENTO DE SEDIMENTO(Ver SEDIMENTAÇÃO)ATERRO SANITÁRIODisposição do lixo de uma cidade, numa depressão ampla, em camadas sucessivas, cada umarecoberta por solo e depois compactada.O “chorume” resultante da decomposição no aterro sanitário, poderá atingir o lençol freático epor isso, embora pareça uma solução econômica, poderá ser um problema ecológico.ATMOSFERAATMOSFERA = ATMOSFERA TERRESTRE = HOMOSFERA
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS31Conjunto de várias camadas externas ao nosso planeta e que atinge os 1.000 km de altitude. Suacomposição química é homogênea, daí também ser conhecida como homosfera. Seus componentes dedestaque são (por volume, em %):Componente químico Quantidade (%)Nitrogênio (N2) 78,08Oxigênio (O2) 20,84Argônio (A) 0,93Dióxido de carbono (CO2) 0,033*Neônio (Ne) 0,0018Hélio (He) 0,0005Criptônio (Kr) 0,0001Xenônio (Xe) 0,00009Hidrogênio (H) 0,00005Monóxido de dinitrogênio (N2O) 0,00005Metano (CH4) 0,00002* Obs.: em 1880 a quantidade estimada era 0,028 % e em 1968 era0,031 %, tendo ocorrido um aumento de 60 % da era pre-industrial para aindustrial. Em 2004 foram registrados 379 ppm de CO2.A atmosfera subdivide-se nas seguintes camadas:Troposfera (0 - 10 km de altitude); mais espessa no equador do que nos polos.Tropopausa (com 3 km ou mais).Estratosfera (15 - 30 km).Estratopausa (30 - 40 km).Mesosfera (40 - 80 km).Mesopausa (80 - 90 km).Segue-se a termosfera ou heterosfera, com composição química variável (com camadas de N2,O, He e H), chegando a atingir os 10.000 km de altitude.(Ver OZONOSFERA)ATOLRefere-se a um tipo de recife, com tendência circular, formado geralmente em torno de umalaguna. O Atol das Rocas, a 200 km da costa do Rio Grande do Norte, originou-se provavelmente devulcão truncado pela erosão marinha, por aglomeração de algas calcárias.(Ver ABROLHO)ATRAZINA(Ver ORGANOCLORADO)ATRIBUTOS DA POPULAÇÃOATRIBUTOS DA POPULAÇÃO = PROPRIEDADES DO GRUPO POPULACIONALReferem-se àquelas características inerentes à população e não ao indivíduo da população, taiscomo a natalidade, longevidade, mortalidade, potencial biótico enfim. São como se fossem “padrões”,devendo-se no entanto considerar-se o “fitness” do indivíduo.(Ver “FITNESS”)“AUFWUCHS”(Ver PERIFITON)AUDITORIA AMBIENTALAvaliação sistemática, documentada, periódica e objetiva da performance de umempreendimento, do manejo e dos equipamentos em relação ao impacto sobre o ambiente, objetivandofacilitar o manejo e o controle das práticas ambientais e estimar a obediência às exigênciasregulamentares.AULÓFITAPlanta não-parasita que vive dentro de uma cavidade existente em outra planta.AUSTRALIANA, REGIÃO(Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)AUTOCORIA(Ver “CORIA”)AUTÓCTONEAUTÓCTONE = INDÍGENOOrganismo originado em determinado local e que em certo estádio de desenvolvimento dacomunidade ele cresce, multiplica-se, contribuindo assim para o metabolismo da comunidade.(Ver ALÓCTONE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS32AUTODEPURAÇÃOPurificação natural de um sistema aquático, mormente efetuado a partir de atividade microbiana(bactérias, fungos, protozoários, algas), dependendo de diversos fatores ambientais, sendo a oxigenaçãoum dos mais importantes.AUTOÉCIO(Ver o sufixo “-ÉCIO”)AUTOECOLOGIAAUTOECOLOGIA = AUTECOLOGIAUma das subdivisões da ecologia, que estuda o organismo individual ou indivíduos dedeterminada espécie em relação ao ambiente.(Ver SINECOLOGIA)AUTOLIMITAÇÃOQuando a densidade de predadores aumenta, em determinado local, mesmo que o suprimento dealimento (presas) exista em abundância, chegar-se-á a um ponto em que algum outro tipo de recursopoderá faltar, como local para nidificação, local seguro de refúgio ou para dormida etc. Embora o modelode Lotka-Volterra considere que um grande número de presas seja sempre suficiente para manter sempreum grande número de predadores, o mais provável é que em certo nível de densidade populacional, ummecanismo, como por exemplo, o de “interferência mútua”, estabeleça limites ao seu crescimento.AUTOPARASITA(Ver HPERPARASITA)AUTOPELÁGICO(Ver PELÁGICO)AUTORRALEAMENTO(Ver LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS)AUTORREGULAÇÃO (ou AUTO REGULAÇÃO)AUTORREGULAÇÃO = REGULAÇÃO DE UMA POPULAÇÃORefere-se à tendência de uma população em diminuir de tamanho quando atinge um nívelparticularmente mais alto e de aumentar de tamanho quando abaixo desse nível. A autorregulação podeocorrer como resultado de um ou mais processos “dependentes da densidade” agindo sobre as taxas denatalidade (e/ou imigração) e/ou de mortalidade (e/ou emigração).AUTOTRÓFICO, LAGOUm lago onde praticamente toda a matéria orgânica nele existente é originária do próprio lago;em oposição, fala-se em lago alotrófico, que recebe matéria orgânica das áreas circundantes.(Ver DISTRÓFICO; EUTRÓFICO; e OLIGOTRÓFICO)AUTÓTROFOOrganismo que obtém energia da luz (fotoautótrofo) ou da oxidação de compostos inorgânicosou íons (quimioautótrofo) e adquire carbono parcial ou totalmente do CO2. Algumas algasfotossintetizadoras requerem um ou mais fatores de crescimento, embora sua fonte principal de carbonocontinue sendo CO2 e são denominadas fotoauxótrofos.(Ver HETERÓTROFO)AUXOTROFIADiz-se da dependência dos organismos a um ou mais nutrientes, como por exemplo aaminoácidos e vitaminas. Alguns autores especificam que esta dependência não existe no “tiposelvagem” de, por exemplo, microrganismo (conhecido como protótrofo, ou seja, que se nutre de umaúnica fonte de alimento); também se aplica este termo às linhagens de microrganismos que nãoconseguem sintetizar um ou mais fatores essenciais ao crescimento.(Ver AUTÓTROFO)AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA)(Ver IMPACTO AMBIENTAL)AVE DE ARRIBAÇÃO(Ver ARRIBAÇÃO)AVE MIGRATÓRIA(Ver ARRIBAÇÃO)AVOANTE(ver ARRIBAÇÃO)AXÊNICO(Ver CULTURA AXÊNICA)AZODRIN(Ver ORGANOFOSFORADO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS33BBACHARACH(Ver ESCALA DE BACHARACH)“BACKGROUND”Termo muito utilizado na língua inglesa para designar diversos efeitos, tais como: 1) Refere-se àconcentração de determinado poluente na ausência da fonte poluidora, que antes ali ocorria. 2) Diztambém respeito ao nível de radiação proveniente de fontes naturais ou de outras fontes além daquelasque estejam sendo medidas e são usadas como dados de referência contra as quais sejam comparadaspara efeito de informação ao público. 3) Algumas vezes refere-se à concentração de determinadasubstância a alguma distância da fonte e portanto, sem sua influência direta.Em português aplica-se o termo equivalente “ruído de fundo” para designar possíveisinterferências nas medições, por exemplo, de material radioativo. Alguns autores usam o termo “ruídoambiental” (do inglês “environmental ‘noise’”) referindo-se a “sinais estranhos” que tendem a mascararprocessos bióticos.(Ver RADIAÇÃO DE FUNDO)BACTÉRIA (e “BACTERIA”)(Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL; e DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS)BACTERICIDASubstância que elimina bactérias.(Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS; e PESTICIDA)BACTERIOCLOROFILAPigmento, quimicamente diferente da clorofila, que ocorre nas cianobactérias, tendo pico deabsorção de luz entre 800 nm e 890 nm, que é a faixa dos raios infravermelhos.BACTERIOFAGIA(Ver BACTERÍVORO; e FAGO)BACTERIOLÍTICO(Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS)BACTERIOPLÂNCTON(Ver APÊNDICE V − PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO)BACTERIOSTASE(Ver ANTIBIOSE)BACTERIOSTÁTICO(A)(Ver ANTIBIOSE; e EFEITOS ANTIMICROBIANOS)BACTERÍVOROOrganismo (como certos protozoários) que se alimenta de bactérias. Acredito ser estadenominação mais apropriada para definir o organismo que se alimenta de bactérias do que bacteriófago,que alguns autores (principalmente os de língua inglesa) aplicam ao fago.(Ver FAGO; e “-voria”)BAIXA-MARBAIXA-MAR = MARÉ BAIXAAltura mínima da maré, correspondendo ao limite inferior do estirâncio.(Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)BAKER(Ver REGRA DE BAKER)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS34BALANÇO DE CALORÉ um balanço do conteúdo energético ou teor de calor de um organismo (“heat budget”, eminglês), que é geralmente expresso por uma equação que se refere à taxa de troca de calor desseorganismo (com o ambiente) em termos de ganhos e perdas (pela radiação, condução, convecção eevaporação ou transpiração) somados ao calor interno que é gerado pela metabolização dos alimentos; ouseja:Troca do conteúdo de calor = metabolismo – evaporação ± radiação ± condução ±convecção.Obs.: 1) o símbolo mais ou menos (±) é utilizado porque radiação, condução e convecção podeacrescentar ou retirar calor do organismo em questão. 2) O balanceamento perfeito entre ganhos e perdasdetermina que a troca de calor do organismo seja 0 (zero).BALANÇO HÍDRICOBalanço da entrada e saída de água num determinado compartimento ambiental (lago ou baciahidrográfica qualquer).Refere-se este termo também, em ecofisiologia vegetal, ao balanço ou valores de economia deágua de uma planta, ou seja, sua capacidade de absorção de água, suas perdas pela transpiração; enfimseus mecanismos de manutenção deste imprescindível componente da matéria viva.BALANÇO NUTRICIONALGanho e perda de nutrientes por comunidades. Estando as comunidades em equilíbrio dinâmico,“a entrada (ou ganho) de nutrientes = a saída (ou perda)”. Quando a entrada é superior à saída há umacúmulo de nutrientes, muitas vezes em forma de necromassa. As comunidades em sucessão ecológicatêm tipicamente a representação: entrada - saída = armazenamento. A figura seguinte (extraída deBEGON et al., 1990) ilustra alguns componentes representativos do balanço nutricional de umecossistema terrestre e um aquático. Observar na figura que:a) FBN = fixação biológica do nitrogênio (N2 atmosférico).b) Os dois ecossistemas estão ligados pelo fluxo de água, que é uma importante “saída” denutrientes do ecossistema terrestre e uma importante “entrada” no ecossistema aquático.BANCO DE GERMOPLASMADeterminada área de um ecossistema preservada para fins de estoque de espécies vegetais eanimais.Diz-se também de locais onde são preservadas sementes, ou sêmen, para fins futuros, demultiplicação. Estes propágulos são colocados em recipientes herméticos e em baixa temperatura,podendo ser armazenados por dezenas de anos. O CENARGEN – Centro Nacional de RecursosGenéticos, da EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília, vem realizandotrabalhos nesse sentido.BANDO, ANDAR EM(Ver “FLOCKING”)FBNdesnitrificaçãoFBN e desnitrificaçãodissolução eemissão de gasesperda poraerossóisemissão e absorção degasesfluxo de água dolençol freáticointemperização derocha e soloágua p/ olençolfreáticoprecipitações úmida e secaperda p/ eliberaçãodosedimentoprecipitações úmida e secafluxo de águafluxo de águap/ rios eestuários
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS35BANHADO(Ver CAMPOS SULINOS; e PRADARIAS)BARLAVENTO e SOTAVENTOEm relação a um obstáculo, uma montanha por exemplo, barlavento é o lado de onde vem ovento e sotavento é o lado da montanha protegido do vento.(Ver SOMBRAS DE CHUVA)“baro-”Prefixo de origem grega significando “peso; gravidade” e que é usado no sentido de “pressãoatmosférica” como prefixo de muitos termos, como por exemplo: barômetro (aparelho que mede apressão atmosférica); e muitos outros termos, em que a um organismo ou a uma ação ou situação seatribui a propriedade relacionada à pressão em geral ou atmosférica: barosensível (que não tolera pressãohidrostática elevada; barocórico (cujo propágulo se dispersa graças a seu peso); barotropismo (orientaçãoem resposta a estímulo de pressão) e muitos outros.BARÓFILOTermo geralmente utilizado para indicar microrganismo que prefere viver sob alta pressão. Éconhecida uma espécie de bactéria, do gênero Spirillum, que cresce bem mais rápido sob pressão entre300 e 600 atm, do que sob 1 atm. Observe que a unidade “atm” deve ser substituída por Pa (Pascal) (1atm = 101.325 Pa = 0,1013MPa) (ver APÊNDICE II − SI − SISTEMA INTERNACIONAL DEUNIDADES).BARREIRA AMBIENTAL(Ver BARREIRA ECOLÓGICA; e SIMPATRIA)BARREIRA DE CHUVABARREIRA DE CHUVA = SOMBRA DE CHUVAInterrupção de precipitação pluvial (ou de precipitação atmosférica) no lado de sotavento deuma cadeia montanhosa ou serras. No estado da Paraíba, por exemplo, é sabido que a serra da Borborema(em Campina Grande) constitui-se em barreira para a chuva que poderia cair nas microrregiões doscarirís, deste Estado. Esta serra alonga-se paralelamente às microrregiões do brejo e litoral paraibanos.BARREIRA ECOLÓGICA (ou BARREIRA AMBIENTAL)Obstáculo, limite ou um impedimento qualquer (de origem natural ou antrópica) que impeça adispersão de população ou populações de organismos, isolando-os e assim, dificultando ou impedindosuas interações com outros organismos.(Ver SIMPATRIA)BARREIRAS (SÉRIE ou FORMAÇÃO)São assim chamados os terrenos da série Barreiras, formações terciárias, ocorrendo do Amapáao Rio de Janeiro, sendo bastante típica a falésia da ponta do Cabo Branco, no ponto mais oriental doBrasil, em João Pessoa (PB). As barreiras são geralmente arenitos friáveis; há algumas que são argilosas.BASES TROCÁVEIS(Ver CÁTIONS TROCÁVEIS; e SATURAÇÃO DE BASES)“basi-”(Ver “alcali-”)“BASKING RANGE”(Ver FAIXA DE AQUECIMENTO AO SOL)BASÓFILO (ou BASIFÍLICO)(Ver “alcali-”)Denominação comum no sul doBrasil, das extensões de terra inundadas porrios, semelhante às várzeas e propícias àagricultura. Na foto ao lado vê-se o ratão-do-banhado (Myocastor coypus), um roedormiocastorídeo, num trecho desse ecossistema(foto do site www.wikipedia.org). NaNatureza, o banhado garante a existência deecossistemas vizinhos, como as lagoas,fornecendo-lhes água durante a seca eretendo-a durante a cheia (ação detamponamento).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS36“bati-”Prefixo de origem grega que significa “profundo”. Utilizado em diversos termos, referindo-se àzona ou local de profundidade aquática, como em batimetria (medição do relevo no fundo de oceanos...usando-se batímetro); batiplâncton (plâncton da região batipelágica ou seja, de grande profundidadeoceânica) etc.(Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)BATIPELÁGICO(A)(Ver ZONA BATIPELÁGICA)BATRACOTOXINAS(Ver DEFESA QUÍMICA)“BCF − BIOCONCENTRATION FACTOR”(Ver FATOR DE BIOCONCENTRAÇÃO)“benti-” (ou “bento-”)Prefixo de origem grega significando “fundura; profundidade”. É usado em referência ao leito ousedimento de fundo de rio, lago e oceano. São muitos os termos em que se usa tal prefixo, como porexemplo: bentófita (planta que vive no leito de um corpo de água ou rio); bentopleustófita (planta quevive livremente no leito de um lago e que pode ser carregada pelas correntes de água); bentopotâmico(que vive em leito de rio ou córrego); e muitos outros.(Ver BENTOS)BENTOPELÁGICO(A)(Ver ZONA BENTOPELÁGICA; APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADEMARINHA)BENTOSOrganismos aderidos ou em repouso sobre o fundo de habitats aquáticos ou vivendo nossedimentos de fundo.(Ver “benti-”; NÉCTON; NEUSTON; PLÂNCTON; e PLEUSTON)BERGER-PARKER(Ver ÍNDICE DE BERGER-PARKER)BERGMAN(Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS)“BET HEDGING”Em inglês significa literalmente “cercando uma aposta; ou apostando dos dois lados”. Refere-se,no ciclo vital de um organismo, à redução do risco de mortalidade ou falha reprodutiva, pela adoção deuma estratégia ou de estratégias simultâneas, ou diluindo tais riscos no tempo e no espaço. A reproduçãocontínua, perene, ao invés de anual, seria um exemplo.“BHC − BENZENE HEXACHLORIDE” (ou HEXACLORETO DE BENZENO)(Ver ORGANOCLORADO)BHOPAL, TRAGÉDIA DECidade da Índia onde, em 1984, ocorreu o que talvez tenha sido o pior acidente industrial domundo. Cerca de 45 Mg (megagrama = tonelada) do gás isocianato de metila, altamente tóxico, usado nafabricação de carbamato (pesticida) vazaram e pelo menos 2.500 pessoas morreram. Cerca de 20.000pessoas sofreram de cegueira, infecções renais e hepáticas, esterilidade, tuberculose e outros problemassérios. A indústria de pesticidas responsável era americana, a Union Carbide.BICADA, ORDEM DE (ou DOMINÂNCIA DE)Do inglês “peck order” é a hierarquia de dominância existente principalmente entre as aves,sendo um comportamento de ordem social (agressivo ou não) em que um indivíduo domina outro deposição hierárquica inferior e assim por diante. Há geralmente um domínio físico, ou seja, uma ave demaior posição dominante bica a que lhe está imediatamente abaixo e esta, por sua vez, bica outra ave quevem abaixo nessa dita ordem (ou “rank”).BIFENILAS POLICLORADAS (ou “PCBs” ou ASCAREL)(Ver ASCAREL)BÍFEROQue floresce e frutifica duas vezes ao ano. Alguns autores também usam este termo parasignificar “que produz duas safras por estação”.BIOACUMULAÇÃO(Ver BIOMAGNIFICAÇÃO)BIOAGRONOMIAParte das ciências biológicas onde se estuda a aplicação de princípios biológicos e ecológicos,visando a melhoria da produção das plantas de interesse econômico.(Ver AGROECOLOGIA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS37BIOCENOLOGIA (ou CENOBIOLOGIA)Estudo qualitativo e quantitativo de biocenoses (ou comunidades).BIOCENOSEBIOCENOSE = COMUNIDADETermo usado por autores russos e europeus em geral, equivalente à comunidade. Refere-se aoconjunto da fitocenose, zoocenose e ecotopo.(Ver COMUNIDADE)BIOCICLO(Ver BIOSFERA)BIOCIDAUm agente químico tóxico ou letal para um organismo.(Ver ECOCIDA)BIOCLÁSTICO, GRANULADOConstituído por fragmentos de material orgânico. Granulados bioclásticos marinhos, no Brasil,são formados principalmente por algas calcárias. Os granulados bioclásticos marinhos são aqueles decomposição carbonática, constituídos por algas calcárias ou por fragmentos de conchas (coquinas e areiascarbonáticas).BIOCLIMATOLOGIAEstudo do clima, relacionado à flora e à fauna; geralmente dos seus efeitos sobre a biota.“BIOCONCENTRATION FACTOR − BCF”(Ver FATOR DE BIOCONCENTRAÇÃO)BIOCONVERSÃOConversão de um substrato para um produto ou produtos, por ação enzimática ou celular.Resume-se na conversão de substrato para biomassa celular.BIÓCORO (ou BIOCÓRIO ou BIOCORE)(Ver “-coria”)BIODEGRADAÇÃODegradação de compostos orgânicos ou inorgânicos, determinada geralmente pela ação demicrorganismos.Os compostos que sofrem mineralização microbiana são denominados de biodegradáveis e osresistentes a esse fenômeno são chamados de recalcitrantes; e os não-biodegradáveis são os que não sedecompõem por processos naturais.BIODEGRADÁVEL(Ver BIODEGRADAÇÃO)BIODETERIORAÇÃODeterioração ou estrago de um material, resultante de ação biológica, geralmente de atividademicrobiana.(Ver DECOMPOSIÇÃO)BIODIESELO biodiesel é um combustível alternativo ao diesel (este último obtido do petróleo), a ser usadoem veículos com motores do tipo diesel. É considerado como recurso natural renovável e biodegradável,uma vez que é obtido de reação química de óleos (vegetais) ou gorduras (de animais) com um álcool e napresença de um catalisador; sendo esta reação denominada de “transesterificação”. Os óleos de girassol,soja e mamona vêm sendo apontados como as principais fontes de biodiesel.Conforme revelado em New Scientist (13/07/06), pesquisadores da Universidade de Minnesota(E.U.A.) observaram que o etanol reduziria em 12% a emissão de gases do efeito estufa, em comparaçãocom o petróleo; enquanto o biodiesel reduziria as emissões em até 41% em relação ao diesel comum. Maseles estimam que nos E.U.A. o biodiesel obtido de todo o milho e soja que lá são produzidos, cobririamenos de 5% da demanda atual por combustível naquele país.(Ver ZONEAMENTO)BIODIGESTOREquipamento, geralmente de construção e manutenção simples, em que se criam condições paraque matéria orgânica em decomposição produza gases.BIODIVERSIDADEBIODIVERSIDADE = DIVERSIDADE BIOLÓGICAVariação do número de espécies em determinado ecossistema. Este é um importantecomponente funcional dos ecossistemas. Alguns autores falam de três tipos de diversidade: alfa ou local(variedade de números de espécies em área pequena, com habitat uniforme), gama ou regional (avariedade observada em todos os habitats numa região) e beta (a diferença entre um habitat e o próximo).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS38Alguns autores admitem que ocorre na biosfera um aumento significativo na biodiversidade emfunção da variação climática, ou seja, a riqueza em espécies vai aumentando dos polos para os trópicos.Tal “força extrínseca”, geraria um efeito cascata, ou seja, ocorreria um gradiente de riqueza em que abiodiversidade dos herbívoros aumentaria e sobre eles aumentaria a pressão dos predadores, que por suavez teria sua biodiversidade aumentada e assim por diante, na cadeia alimentar.Seria difícil este efeito cascata ser explicado no caso dos desertos tropicais e nas regiões dealtitude elevada (ambos com baixa biodiversidade).(Ver “eMergia” SOLAR; HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO (DE CONNELL); ePOLÍTICA NACIONAL DA BIODIVERSIDADE)BIOENERGÉTICA(Ver ECOLOGIA ENERGÉTICA)BIOESPELEOLOGIA (ou BIOESPEOLOGIA)Estudo da vida nas grutas e cavernas.BIÓFAGOOrganismo que se alimenta de outro organismo vivo.Alguns autores utilizam este termo como sinônimo de fagótrofo ou macroconsumidor.BIOGÁSResultante da digestão anaeróbia da matéria orgânica, como por exemplo, da água residuáriadoméstica e de diversos resíduos de origem orgânica. Da sua composição típica participam o metano(62%) e gás carbônico (38%). Pode ser utilizado para gerar calor (para cozinhar, aquecimento ...). Em“Trigueiro,A. (2005) O mundo sustentável: abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação.São Paulo, Editora Globo, 302p.” é informado que o aterro Bandeirantes, em São Paulo, tem sobre ele amaior usina de energia do mundo sobre aterro de lixo e é capaz de produzir 22 MW, energia suficientepara abastecer uma cidade de 400 mil habitantes.BIOGEOCENOSE(Ver ECOSSISTEMA)BIOGEOCICLAGEMBIOGEOCICLAGEM = GEOBIOCICLAGEMFenômeno comum nos sistemas ecológicos em que os elementos químicos, incluindo osnutrientes, tendem a circular na biosfera, por caminhos característicos, passando dos organismos para oambiente e daí de volta para os organismos.(Ver CICLO DE NUTRIENTES; NUTRIENTES; e TEORIA DA CICLAGEM MINERALDIRETA)BIOGEOGRAFIADisciplina da geografia que trata da distribuição dos organismos. No caso das plantas, fala-seem Fitogeografia e dos animais, Zoogeografia. Há também a Paleobiogeografia, que estuda a distribuiçãogeográfica da flora e fauna fósseis; a Neobiogeografia, que seria a Fito e a Zoogeografia modernas(estuda a flora e a fauna atuais).(Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)BIOGEOGRAFIA DE ILHAS(Ver TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS)BIOINDICADOR(Ver INDICADOR ECOLÓGICO)BIOLIXIVIAÇÃOLixiviação determinada pela ação, geralmente de microrganismos, sobre metais ou ligasmetálicas. O Thiobacillus,por exemplo, age sobre o sulfeto de cobre (CuS), oxidando-o na presença deíon férrico (Fe+++), formando sulfato de ferro e liberando o cobre para o ambiente.(Ver LIXIVIAÇÃO)BIOLOGIA AMBIENTAL(Ver ECOLOGIA)BIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTORefere-se ao estudo das mudanças biológicas (anatômicas, morfológicas, fisiológicas etc.) queocorrem num organismo vivo durante o seu ciclo vital. Os organismos multicelulares exibem muitassimilaridades ao longo de suas gerações, passando por uma série de processos comuns a todos, em geral,quais sejam: gametogêneses, fertilização, embriogêneses, diferenciação celular, diferenciação de tecidos,organogêneses, maturação, crescimento, reprodução, senescência e morte.BIOMABIOMA = ZONA MAIOR DE VIDAÉ a maior unidade de comunidade terrestre com flora, fauna e clima próprios. É um termogeralmente aplicado aos grandes ecossistemas terrestres (ver BIOMA OCEÂNICO).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS39Alguns biomas brasileiros: floresta amazônica, caatinga, cerrado, mata atlântica e pantanal.Fala-se ainda em biomas costeiros (ecossistemas de manguezais, dunas e restingas) e dos campos sulinos.(Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER, HEINRICH); e FORMAÇÃO VEGETAL)(Ver outras denominações de BIOMA que seguem)BIOMA DA COSTA ARENOSABioma costeiro caracterizado por sedimentos com grânulos grosseiros, com “infauna”relativamente pobre.BIOMA DA COSTA LAMACENTABioma da costa ou litoral caracterizado por sedimentos finos móveis, com “infauna” (biotaanimal no interior de um sedimento) típica, relativamente rica.BIOMA DA COSTA ROCHOSABioma costeiro caracterizado por substratos sólidos estáveis, apresentando zonação típica deorganismos neles fixados.BIOMA OCEÂNICODenomina-se assim o bioma em “oceano aberto” (“mar aberto”), distante das influências dolitoral ou costa; alguns o dividem nos sub-biomas “planctônico, nectônico e bentônico”.BIOMAGNIFICAÇÃOBIOMAGNIFICAÇÃO = MAGNIFICAÇÃO BIOLÓGICA = BIOACUMULAÇÃOFenômeno que ocorre com muitos poluentes lipofílicos e persistentes no ecossistema, em quesão absorvidos inicialmente por microrganismos procariotos e eucariotos e daí são transferidos para osorganismos do nível trófico seguinte e assim sucessivamente, sem sofrerem degradação nem excreçãosignificantes, o que os levam a uma concentração cada vez maior nos últimos elos da cadeia alimentar.Tal concentração do poluente, no topo da cadeia alimentar (como por exemplo nas aves de rapina, noscarnívoros em geral e grandes peixes predadores), pode alcançar níveis mais altos do que no ambiente,por um fator de 104a 106.O quadro seguinte mostra as diversas concentrações de metilmercúrio em organismos de umecossistema de brejo à beira-mar (GOUDIE, 1990):ORGANISMO PARTES POR MILHÃO (ppm)Sedimentos < 0,001Spartina < 0,001 - 0,002Equinodermas 0,01Anelídeos 0,13Bivalvos 0,15 - 0,26Gastrópodes 0,25Crustáceos 0,28Musculatura de peixe 1,04Fígado de peixe 1,57Musculatura de mamífero 2,2Musculatura de ave 3,0Fígado de mamífero 4,3Fígado de ave 8,2BIOMASSABIOMASSA = PRODUTO EM PÉ (“STANDING CROP”)Em ecologia, biomassa refere-se à quantidade de matéria orgânica viva presente numdeterminado tempo e por unidade de área (da superfície terrestre) ou de volume (de água). A biomassa égeralmente expressa em termos de matéria seca (g.m-2ou kg.m-2ou ainda em Mg.ha-1, no caso deecossistemas terrestres) (Mg = 1.000.000g = 1 tonelada).O termo biomassa, que significa literalmente massa de matéria viva, também é aplicado paradesignar quantidades de microrganismos produzidos comercialmente para uso como alimento para o serhumano e como ração para animais.A figura que segue ilustra as diferentes proporções de biomassa animal e microbiana num
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS40hectare de um ecossistema de região temperada. Segundo os autores (PIMENTEL & PIMENTEL, 1979),nesse ecossistema uma produção anual de fitomassa de 2.400 kg (peso seco) seria capaz de manter umazoomassa (animal) e uma microbiomassa (de microrganismos) de 200 kg (peso seco) / ano, assimdistribuídas (em porcentagem):BIOMONITORAÇÃO (ou BIOMONITORIZAÇÃO ou BIOMONITORAMENTO)O uso de organismos vivos como indicadores de condições ambientais, no caso de avaliação demudanças ou impacto de efluentes industriais, resíduos em geral e outros poluentes ou agentes dedegradação ambiental.(Ver MONITORAMENTO)BIONOMIA(Ver ECOLOGIA)BIORREMEDIAÇÃOEste termo foi introduzido para caracterizar a limpeza de ambientes (solo e água) poluídos, apartir do uso de microrganismos decompositores (ou degradadores).A biotecnologia, através da engenharia genética, utiliza o potencial genético de microrganismos,“criando novos” microrganismos (ou novas cepas ou linhagens) capazes de degradar certos compostosespecíficos (recalcitrantes, xenobióticos), tais como o petróleo e derivados (óleo diesel, solventes ...).Biorremediação é também um termo aplicado para indicar a recuperação ou regeneração desolos degradados, usando-se plantas em simbiose com bactérias da FBN e fungos endomicorrízicos.(Ver RECOMPOSIÇÃO)BIOSFERABIOSFERA = ECOSFERAEspaço do globo terrestre ocupado pelos seres vivos. Portanto, refere-se à toda superfícieterrestre (litosfera), às águas e sedimentos de ambientes aquáticos (hidrosfera) e à porção da atmosferahabitada pelos organismos que voam (pássaros) ou que flutuam (bactérias).Considera-se, em geral, que há vida desde cerca de 60 m abaixo do nível do mar até cerca de60.000 m acima deste nível.Alguns autores subdividem a biosfera em biociclos, quais sejam: epinociclo (o biociclo dasterras firmes, ou seja, os ecotopos continentais e insulares), limnociclo (o biociclo das águas doces ouecotopos dulciaquícolas) e o talassociclo (os biociclos ou ecotopos marinhos).BIOSSÉSTON(Ver SÉSTON)BIOSSISTEMA(Ver NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DA MATÉRIA VIVA)BIOTATodos os componentes vivos de um local ou sistema ecológico (ecossistema). Fala-se assim emmicrobiota, ou microflora e microfauna (organismos com dimensões microscópicas); mesobiota,geralmente referindo-se a organismos do solo (com menos de 50 mm ou 40 mm, até um tamanho vistocom uma pequena lupa de mão); e macrobiota (organismos com dimensões superiores a 40 mm ou 50mm).BIOTECNOLOGIA (e BIOTECNOLOGIA DO SOLO)Uso de métodos e técnicas, fundamentadas nos conhecimentos da biologia molecular,microbiologia, bioquímica e fisiologia, utilizando organismos ou qualquer de suas partes para obter ouaves: 0,5mamíferos: 1,5outros animais:10artrópodos: 20oligoquetas:25microbiota: 43
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS41melhorar produtos, plantas e animais e/ou para desenvolver novos organismos (microrganismos, plantas,animais) com ampla aplicação (indústria, agricultura, serviços) em benefício do ser humano.Na “biotecnologia de solo” pretende-se com o estudo e a manipulação de microrganismos e seusprocessos metabólicos, otimizar a produtividade agrícola e a qualidade do meio ambiente.BIÓTICOQue tem vida. Diz-se dos componentes vivos de um eco ou agrossistema (plantas, animais,microrganismos). Componentes ou fatores bióticos de um eco ou agrossistema: todos os seres vivosdesses sistemas ecológicos.(Ver ABIÓTICO; e BIOTA)BIOTOPOBIOTOPO (ou BIÓTOPO) = ECOTOPO (ou ECÓTOPO)(Ver HABITAT)BIOTRÓFICO(Ver PARASITA BIOTRÓFICO)BISSIALITIZAÇÃO(Ver SILICATOS)“BLOOM”Denominação em inglês que poderia ser traduzida como “explosão” na densidade depopulações, atribuída geralmente aos animais ciliados e algas (presumivelmente em mutualismo),ocorrendo em condições aquáticas favoráveis (correntes e nutrientes); registros de alta produtividade têmsido feitos tanto em “bloom” de primavera como em de outono, em lagos temperados. Alguns autoresusam o termo, em inglês, “HAB – Harmful Algal Bloom” referindo-se a uma “explosão algal nociva”.(Ver MARÉ VERMELHA)BOLORBOLOR = MOFOAos fungos filamentosos, cujas hifas se entrelaçam formando micélio, formando ramificaçõescom conídios (esporos assexuados) nas extremidades, denominam-se bolor ou mofo. Os bolores do grupodos zigomicetos (gêneros Mucor e Rhizopus) são comuns sobre o pão “estragado”. Há outros gêneros quese desenvolvem sobre o queijo e frutas muito maduras. Muitos deles têm por habitat o solo e materialvegetal em decomposição.BORBOLETA(Ver EFEITO BORBOLETA)BOTULISMOToxina, considerada supertóxica (DL50 de 0,00001mg/kg de peso corpóreo), produzida pelabactéria Clostridium botulinum que se desenvolve principalmente nas carnes em conserva.“braqui-”Prefixo de origem grega designando “curto; reduzido” e que ocorre em muitos termos, comobraquignatos (crustáceos decápodes ou caranguejos); braquicarpo (que tem fruto curto); braquicéfalo (quetem o crânio um pouco alongado e ovóide); e muitos outros termos.BREJOBREJO = PALUDE = PALUSTRE = PÂNTANO = PAULEm termos gerais, o brejo é um local quase ou permanentemente alagado (Ver PÂNTANO).No estado da Paraíba a zona do brejo é uma zona incrustada entre a borborema oriental e aborborema central, com cerca de 1.105 km2. Esta zona beneficia-se das massas de ar úmidas provenientesdo atlântico. A mata do brejo ou mata latifoliada de altitude, ainda pode ser encontrada em vários locais a500 ou 600 m de altitude, onde a precipitação pluvial, média anual, atinge os 1.400 mm. Na zona dobrejo estão os municípios de Areia, Bananeiras, Alagoa Nova, Borborema e outros.BRILLOUIN(Ver ÍNDICE DE BRILLOUIN)BUMERANGUE ECOLÓGICO(Ver EFEITO BUMERANGUE)“BUTTERFLY EFFECT”(Ver EFEITO BORBOLETA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS42
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS43CC3 (PLANTA C3)Planta que, no processo de fotossíntese, forma como primeiro produto da fixação do CO2, oácido fosfoglicérico (PGA), que tem 3 átomos de C na sua molécula. A maioria das plantas é C3.C4 (PLANTA C4)Planta que, no processo fotossíntético, forma como primeiro produto da fixação do CO2, o ácidomálico ou aspártico, que tem quatro átomos de C na sua molécula. Gramíneas tropicais, como a cana-de-açúcar e o milho, são plantas C4. São consideradas como plantas de alta produtividade. Muitas “plantasinvasoras” ou “ervas daninhas” são também C4.(Ver HATCH-SLACK, CICLO DE)CAATINGAEcossistema típico da região nordeste do Brasil, com uma representação significativa de cercade 40.000 km2dos 56.584,6 km2no estado da Paraíba. Caracteriza-se pela adaptação das plantas ao climasemi-árido (Bsh e Aw’, da classificação de Köppen), com espécies caducifólias, espinhosas, algumassuculentas (cactáceas) e áfilas (sem folhas). Ver fotos que seguem (na foto à esquerda, com xique-xiqueno primeiro plano, uma caatinga ainda no período não totalmente seco; e na direita durante plena seca):Obs.: fotos obtidas do site: www.biosferadacaatinga.org.br.Tipos de caatinga da Paraíba:1) Carirís e curimataú: ocorrem após o agreste, no sentido leste-oeste; são em geral tipossemelhantes, arbustivo-arbóreos, onde se destacam: mandacarú, Cereus jamacaru; xique-xique,Pilosocereus gounellei; macambira, Bromelia laciniosa; catingueira, Caesalpinia pyramidalis; jurema,Mimosa sp; e caroá, Neoglaziovia variegata. 2) Seridó: situada na região centro-norte da Paraíba, é umacaatinga pobre em elementos vegetais, destacando-se o estrato herbáceo formado pelo capim panasco,Aristida sp, aparecendo por vezes o xique-xique, a catingueira e a jurema.3. Sertão: ocupa a região oeste do Estado, sendo de clima menos árido do que as anteriores, émenos densa, arbustiva, destacando-se: faveleira, Cnidoscolus phyllacanthus; pereiro, Aspidospermapyrifolium; jurema preta, Mimosa hostilis; angico monjolo, Piptadenia zehntueri. Nas margens dos riosocorrem a oiticica, Licania rigida; carnaúba, Copernica cerifera.CAATINGA AMAZÔNICA(Ver CAMPINARANA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS44CAÇA PREDATÓRIAConseqüência maléfica à fauna silvestre, causada principalmente pelo exercício da caçaprofissional e comércio de produtos e subprodutos desta atividade, que é proibida desde 1967 pela Lei nº5.197, de 03/01/1967. A caça de subsistência e mais ainda a esportiva, são em geral predatórias,principalmente quando realizadas sem nenhum critério ou controle e nos períodos críticos de redução daprodução agropecuária como por exemplo, como conseqüência de seca. A predação muitas vezes ocorrecom a “justificativa do homem do campo de eliminar pragas” (ou animais invasores) como morcegos,gambás e roedores, que danificam seus cultivos e criações. A caça predatória destes animais causadesequilíbrios ecológicos devido às funções benéficas que estes animais também realizam noecossistema.(Ver PRAGA)CADEIA ALIMENTARSérie de organismos de um ecossistema, através dos quais a energia alimentar proveniente dosprodutores, que são as plantas clorofiladas, é transferida de um organismo para outro, numa seqüência deorganismos que ingerem e que são ingeridos.A cadeia alimentar é, em geral, constituída pelos seguintes níveis tróficos: produtores primários;consumidores de primeira ordem ou herbívoros, que devoram os produtores primários; em seguida vêmos consumidores de segunda ordem ou carnívoros de primeira ordem, que se alimentam dos herbívoros;seguem-se os consumidores de terceira ordem ou carnívoros de segunda ordem, que devoram osconsumidores de segunda ordem; e assim por diante.Alguns autores dividem a cadeia alimentar em dois tipos principais:a) Cadeia alimentar de pastejo (na qual se fundamenta o ecossistema marinho).b) Cadeia alimentar de detritos (na qual se fundamenta o ecossistema terrestre). Um exemplo deuma cadeia alimentar simples seria:Capim ⇒ gafanhoto ⇒ sapo ⇒ cobra ⇒ carcará.(Ver FLUXO DE ENERGIA; e TEIA ALIMENTAR)CADUCIFOLIACADUCIFOLIA = DECÍDUAFenômeno que ocorre periodicamente em muitas plantas (geralmente adaptadas a ambiente comescassez d’água), em que suas folhas caem. Em ambientes muito frios, onde geralmente neva, tambémocorre caducifolia.Muitas plantas da caatinga, como a faveleira (Cnidoscolus phyllacanthus) e a jurema (Mimosasp) são caducifólias.Considera-se uma comunidade vegetal como caducifólia ou decídua, quando 90% de seuscomponentes (geralmente árvores) perdem as folhas. Uma vegetação, geralmente mata de regiões comuma estação seca e com uma estação fria, que no seu coonjunto (e não suas árvores individualmente)perde entre 20 e 50% de sua folhagem, no período desfavorável, diz-se chamar-se de semicaducifólia ousemidecídua.CALCÁRIODesignação generalizada atribuída a compostos que contêm cálcio. Quimicamente a base é CaO,podendo ser utilizado na agricultura, como corretivo de solo, muitas variedades neutralizadoras de pHácido, como os óxidos, hidróxidos e carbonatos de cálcio ou de cálcio e magnésio. São ricos em cálciotambém casca de ovos, conchas de ostras, ossos animais e carapaças de alguns animais.“calci-”Prefixo de origem latina, usado para indicar relação com cálcio, ou ainda com calcário e pedracalcária e similares. O organismo que tem afinidade com o cálcio diz-se ser calcífilo (ou calcifílico) e ooposto, calcífobo (ou calcífugo, que é incapaz de tolerar o cálcio). São muitos os termos usados com esteprefixo.(Ver “alcali-”)CALHAU(Ver TEXTURA DO SOLO)CALVIN-BENSON(Ver CICLO DE CALVIN-BENSON)CAMADA DE OZÔNIO(Ver OZONOSFERA)CAMBISSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)CAMPANHA GAÚCHA(Ver ESTEPE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS45CAMPINARANACAMPINARANA = CAATINGA AMAZÔNICACampinarana ou “falsa campina”, é uma mata relativamente baixa, com predominância deárvores com troncos finos; sobre podzol hidromórfico ou regossolo de areia branca, ocorrendoexpressivamente no alto rio Negro. O humus acumulado no solo arenoso torna-o muito ácido. Quando háexcesso de chuva e em locais de solo raso, a água em excesso prejudica as plantas; e quando há sêca e emlocais com solo profundo, o solo arenoso não propicia a ascensão da água por capilaridade. E assim, avegetação tende a ser xerofítica mas a folhagem persiste. A temperatura média anual é 24oC (um poucosuperior a das matas circundantes) e a precipitação anual varia de 2.500 mm a 3.000 mm, com boadistribuição no ano.CAMPO CERRADO(Ver CERRADO)CAMPOSOs campos ou “formações campestres” são ecossistemas com o solo coberto geralmente porgramíneas, podendo haver trechos sem nenhuma cobertura vegetal e muito espaçadamente ocorremsubarbustos e raramente arbustos.São muitos os subtipos, destacando-se no Brasil os seguintes:1) Campos meridionais: incluindo subtipos como os gerais, do planalto, da campanha e davacaria (SP, PR, SC, RS e MS). [Ver CAMPOS SULINOS].2) Campos da hiléia: ocorrendo principalmente na região do baixo rio Amazonas. Os campos devárzea também são aqui incluídos.3) Campos serranos: tipo de ecossistema de altitude, em geral ocupando o alto das serras(Bocaina, Itatiaia, Caparaó, Cipó, dos Órgãos etc), com cobertura vegetal baixa, descontínua, onde sãofreqüentes plantas das famílias veloziácea, melastomatácea, eriocaulácea e outras.CAMPOS SULINOS(Ver PRADRIAS)CAMPO SUJO(Ver CERRADO)CAMUFLAGEMUm tipo de padrão de cor e forma que alguns animais ostentam, fazendo com que seassemelhem com o ambiente em que vivem, passando portanto muitas vezes desapercebidos aospossíveis predadores. O verde de alguns gafanhotos, à semelhança do bicho-pau (ou louva-a-Deus) comgravetos ou ramos finos de plantas, assim como a transparência das medusas, à semelhança da água ondevivem, são alguns exemplos. Este termo é mais adequado para definir este tipo de caracterização animaldo que mimetismo.(Ver APOSEMATISMO; e MIMETISMO)CANIBALISMOPredação intraespecífica. Chama-se de canibalismo filial aquele realizado dentro da própriafamília; e heterocanibalismo aquele realizado fora da própria família.CAOSTermo que alguns autores utilizam para definir mudanças caóticas numa população, ou seja,flutuações, geralmente com altas taxas intrínsecas de crescimento, “governadas”por equaçõesdiferenciais. Modelos matemáticos, nos estudos de competição intraespecífica, têm sido desenvolvidosna expectativa de se entender o fenômeno do caos.Denominação abrangente dosecossistemas de campos que ocorrem dosul do estado de São Paulo ao sul do RioGrande do Sul. Neste último, concentra-se a maior extensão de campos sulinos,estimado em mais de 130.000 km2(verao lado, foto, de autoria desconhecida, detrecho de campo no Rio Grande do Sul).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS46CAPACIDADE DE CAMPO (DO SOLO)Quantidade de água que permanece no solo quando este é saturado com água e o excesso édrenado naturalmente; é geralmente expresso em porcentagem.Tal capacidade pode ser estimada no campo, colocando-se solo em recipiente com orifícios nofundo e saturando-se o solo com água. O recipiente é posto no próprio local de onde se retirou o solo.Posteriormente mede-se a quantidade de água retida pela amostra de solo.(Ver CAPACIDADE DE SATURAÇÃO (DO SOLO))CAPACIDADE DE MANUTENÇÃO AMBIENTAL(Ver CAPACIDADE DE SUPORTE; e CAPACIDADE DE SUPORTE CULTURAL)CAPACIDADE DE SATURAÇÃO (DO SOLO)Semelhante à capacidade de campo, é geralmente estimada no laboratório, sendo também dadaem porcentagem. Uma amostra de solo (25g, por exemplo) previamente seca em estufa (105°C) ésaturada com água (colocada por cima, quando a amostra é colocada num funil com algodão de vidro nasua saída; ou adsorvida por baixo, quando a amostra é colocada num cadinho de Gooch) e daí mede-se aquantidade de água retida após 2 horas de saturação.CAPACIDADE DE SUPORTE (e CAPACIDADE DE SUPORTE CULTURAL)CAPACIDADE DE SUPORTE = CAPACIDADE DE MANUTENÇÃO AMBIENTALLimite em que determinado ecossistema é capaz de suportar (ou manter) uma população oupopulações, em nível de equilíbrio, isto é, no ponto em que não há modificação significante no númerode indivíduos dessa população.A capacidade de suporte cultural é uma expressão que foi introduzida pelo professor de ecologiahumana norte-americano Garrett Hardin, autor da obra “The Tragedy of the Commons” (1968). Esteecólogo enfatiza que, além da necessidade de “pão e água para todos os passageiros da espaçonaveTerra”, um país qualquer “não deveria ter mais pessoas do que poderia ter para desfrutar diariamente deum copo de vinho e um pedaço de bife no jantar”. Em outras palavras, nenhuma nação teria o direito deexigir ou reivindicar de outro país que este sacrifique seus recursos (florestas, fontes de água naturais,patrimônio paisagístico e outros bens naturais) em benefício de outros países (alguns esgotaram os seusrecursos de maneira inconseqüente). A qualidade de vida como resultado da capacidade cultural de umpovo se reduziria à pobreza e ruína ambiental se a prioridade fosse a capacidade de suporte (ambiental)pura e simples.CAPACIDADE DE TROCA CATIÔNICA − CTC(Ver CTC)CAPOEIRATermo aplicado vulgarmente para designar uma vegetação secundária que se sucede a umaprimária, seja por queima desta ou desmatamento. Aos diferentes estádios de sua evolução, usam-se asdenominações (dependendo da densidade de vegetação): capoeira rala, densa ou grossa, ou capoeirão.CAPTOR (ou DRENO)(Ver FONTE E DRENO (ou CAPTOR))CAPTURA E ARMAZENAMENTO DE DIÓXIDO DE CARBONOPrograma do “IPCC − Intergovernmental Panel on Climate Change” (Painel Intergovernamentalsobre Mudança Climática) da “UNEP – United Nations Environment Programme” (programa dasNações Unidas para o meio ambiente). Tem por finalidade, estudar meios para capturar e armazenar oCO2, principalmente o gerado pelas indústrias e usinas produtoras de energia a partir de queima decompostos de origem orgânica. A figura que segue, mostra algumas das possibilidades de armazenamentodo CO2. O esquema acima foi reproduzido do relatório especial do IPCC (2005) (ver naBIBLIOGRAFIA, site do IPCC) e mostra alguns dos seus pontos essenciais.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS47O processo como um todo, consta de captura, separação de outros subprodutos industriais,transporte e armazenamento deste gás, a longo prazo, em locais isolados do contato com a atmosfera,visando à mitigação da problemática do aquecimento global (efeito estufa). Também estão previstas nesseestudo, outras iniciativas tais como eficiência na melhoria do uso de energia, mudança para alternativasenergéticas (energias renováveis e energia nuclear), assim como incremento na captura biológica de CO2e redução de outros gases que contribuem para o efeito estufa.CAPTURA-RECAPTURA(Ver ÍNDICE DE LINCOLN (OU CAPTURA-MARCAÇÃO-RECAPTURA (MÉTODO DE))CARBAMATOComposto derivado do ácido carbâmico, com ação semelhante ao organofosforado e tido comode menor toxicidade para os mamíferos, usado como agrotóxico ou pesticida. No entanto, o carbamato“aldoxycarb” é altamente tóxico para mamíferos. O carbofuran (inseticida e nematicida) também éaltamente tóxico para mamíferos, pássaros e invertebrados aquáticos. Um outro carbamato, o carbaril,embora considerado de toxicidade moderada para mamíferos, pássaros e peixes, é muito tóxico parainvertebrados aquáticos. Alguns carbamatos são extremamente tóxicos a insetos benéficos como abelhase vespas (produtores de mel e polinizadores).(Ver TIOCARBAMATO)CARBONO (NA BIOSFERA)(Ver FONTE E DRENO; e INICIATIVA PARA MITIGAÇÃO DO CARBONO)CARGA POLUIDORAQuantidade de poluente lançado num corpo d’água. Uma alta carga poluidora expressa opotencial (não quantificado) de poluição de um efluente para um ecossistema aquático. Quando se dizque a carga poluidora é admissível, isto significa (não quantitativamente) que os poluentes não afetarão oecossistema aquático para onde é lançado o efluente.CARNICEIROEmbora signifique animal que se alimenta de carne, sem deixar de ser portanto, um carnívoro,refere-se este termo àquele animal que se alimenta de outros animais mortos. Incluem-se neste caso osanimais de maior porte (urubus, hienas, alguns lobos ...), enquanto os pequenos (centopéias, coleópteros,alguns helmintos, e alguns moluscos e crustáceos nos ecossistemas aquáticos) são designados comodetritívoros.(Ver DETRITÍVOROS)CARNÍVORO(Ver CADEIA ALIMENTAR)Visão geral das opções de armazenamento geológico:1 Reservatórios já esgotados de petróleo e gás2 Uso de CO2 na recuperação intensificada depetróleo e gás3 Formações salinas profundas: (a) no mar; (b) naterra4 Uso de CO2 na recuperação intensificada de metanodo lençol carboníferoGás ou petróleo produzidoCO2 injetadoCO2 armazenado
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS48CARVÃO ATIVADOPartículas de carvão, geralmente obtidas pela queima da celulose (sem ar), que são utilizadascomo filtro, devido à sua grande capacidade de adsorção.CARVÃO MINERALTambém conhecido como carvão de pedra. É uma forma fóssil de armazenamento do carbono,provindo provavelmente da transformação da celulose dos vegetais (formando a hulha) que perdehidrogênio e oxigênio, formando então um minério com alta concentração de carbono.A “IEA – International Energy Agency” (Agência Internacional de Energia) estima que haja umareserva mundial de 3 trilhões de toneladas de carvão mineral (sólido) que somados à forma gaseificadatotalizariam 6 trilhões de toneladas. China e Índia são os detentores das maiores reservas do mundo. NoBrasil destaca-se o estado de Santa Catarina com grande reserva de carvão mineral betuminoso. Emtermos de conseqüências ambientais com o uso desta imensa fonte de energia, preocupa o seu altíssimopotencial de contribuição à poluição atmosférica, a partir da tecnologia vigente, e os seus reflexos noaquecimento global (ou efeito estufa).(Ver “SYNFUEL”)CASCALHO(Ver TEXTURA DO SOLO)“CASCATA TRÓFICA”Este termo, utilizado por RICKLEFS (2007), refere-se a um trabalho original dos ecólogos N.Hairston, F. Smith e L.Slobodkin, da Universidade de Michigan (E.U.A.) que em 1960 sugeriram que “aTerra é verde porque os carnívoros reprimem as atividades dos herbívoros, que se consumissemlivremente, exterminariam a maioria da vegetação”. Este fenômeno, que mostra os efeitos indiretos dasinterações consumidor-recurso disponível, ao longo dos diferentes níveis tróficos da comunidade, é o quese chama de “cascata trófica”. E ainda: quando o nível mais alto da cadeia trófica é o determinante dotamanho dos demais níveis que lhe estão abaixo, diz-se ocorrer um “contrôle de cima para baixo”; equando é o alimento o determinante, diz-se ocorrer um “contrôle de baixo para cima”.CASMÓFITOVegetal que se desenvolve em fissuras e fendas de rochas.(Ver CRIPTOBIÓTICO)CASUAL(Ver ACIDENTAL)“CAT − CENTRE FOR ALTERNATIVE TECHNOLOGY”(Ver TECNOLOGIA ALTERNATIVA)CATABOLISMOFase que se segue ao anabolismo, em que a matéria orgânica (anteriormente assimilada) éoxidada e degradada a componentes menores (mais simples). Dá-se o nome de catabólito (ou excreta) aoproduto resultante do catabolismo.(Ver METABILISMO; EGESTA; EXCRETA; e REJEITO)CATÁDROMO(Ver ANÁDROMO; e DEFESO)CATANDUVA (ou CATANDUBA)Tipo de mato rasteiro, um tanto quanto áspero e espinhento, com certa semelhança a um campode cerrado.CATÁSTROFEEvento ou distúrbio tão pouco freqüente num ecossistema que as populações não guardam,geneticamente, registros de sua ocorrência. Uma erupção vulcânica que ocorra inesperada efortuitamente, é uma catástrofe.(Ver DESASTRE)CÁTIONS TROCÁVEISCÁTIONS TROCÁVEIS = BASES TROCÁVEISCátions que podem ser substituídos por outros e que em solução no solo formam bases, daítambém a denominação “bases trocáveis”. Os cátions adsorvidos resistem à remoção por lixiviação, maspodem ser “trocados” por outros (competição pelos sítios negativos) de maior força de adsorção. Estaforça aumenta com a valência do cátion, ou seja, na seguinte ordem: Na < K = NH4 < Mg = Ca <Al(OH)2 < H.(Ver CTC; e SATURAÇÃO DE BASES)CAVERNÍCOLA(Ver “-cola”; e “troglo-”)CAVIOMORFO(A)(Ver ESPÉCIE CAVIOMORFA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS49CELULOLÍTICODiz-se do processo em que a enzima celulase decompõe a celulose.(Ver ENZIMAS DO SOLO)CELULOSEPolímero de moléculas de glicose, componente fundamental da parede celular dos vegetaisclorofilados. O algodão é um exemplo de celulose quase pura. A celulose representa cerca de 1/3 de todoo CO2 fixado pelas plantas.CENOPalavra grega, usada muitas vezes como prefixo, designando o sentido de “compartilhar”. Ex.:cenose (uma assembléia de organismos com preferências ecológicas similares).CENOBIOLOGIA(Ver BIOCENOLOGIA)CENSOEm ecologia, assim como em demografia, o censo é uma tentativa de se contar todos osmembros constituintes de uma população.CEPA(Ver LINHAGEM)CEROSIDADE DO SOLO(Ver PERFIL DO SOLO; e TEXTURA DO SOLO)CERRADÃO(Ver CERRADO)CERRADOO cerrado é um tipo de “savana brasileira”, formado por um gradiente de densidade devegetação com estratos herbáceo, arbustivo e arbóreo, que aumenta no sentido campo sujo de cerrado →campo cerrado → cerrado → cerradão. A vegetação apresenta escleromorfismo oligotrófico, cujasárvores apresentam aparência retorcida, com troncos de casca grossa. As raízes são na maioria,profundas.Estima-se que essa vegetação cobre área aproximada de 2 milhões de km2, estando seu núcleono Brasil central, nos estados de MT, MS, GO e MG; atinge também o sul do AM e os estados de SP ePR. Na Paraíba alguns autores consideram os tabuleiros, arbustivos, como cerrado.Segundo alguns autores, o gradiente do campo sujo de cerrado ao cerradão, dependeessencialmente de características do solo; o Al que é tóxico, por exemplo, diminui no solo à medida quea densidade de vegetação aumenta; o fósforo (PO4), importante nutriente, aumenta do campo sujo para ocerradão.As fotos abaixo, de autoria do ecólogo Leopoldo Magno Coutinho, ilustram um cerrado, subtipocampo sujo (à esquerda) e um cerrado, stricto sensu (à direita). Este autor foi um dos primeiros adefender a hipótese de que o cerrado é um bioma cujas características e existência, são dependentes daação do fogo, estando este fator ecológico presente nesse bioma há milênios (COUTINHO, 1990).As características (médias) da vegetação e do solo dos quatro tipos de cerrado acimamencionados, estão representados no quadro que segue (GOODLAND & FERRI, 1979).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS50CARACTERÍSTICA CAMPOSUJOCAMPOCERRADOCERRADO CERRADÃOa) Vegetação:• dossel (%) 1 3 19 46• altura das árvores (m) 3 4 6 9• área basal/ha (cm2) 300 7.600 16.800 31.300• nº de árvores/há 849 1.408 2.253 3.215• nº de espécies arbóreas 31 36 43 55• nº total de espécies 96 93 95 100b) Solo:• pH 5,2 5,2 5,4 5,4• C (%) 1,88 1,93 1,91 2,32• K (meq/100mL) 0,08 0,08 0,16 0,17• N (%) 0,07 0,07 0,08 0,10• PO4 (%) 0,024 0,036 0,044 0,067• M.O.S. (%) 3,2 3,3 3,3 4,0• Saturação de Al (%) 58,2 52,6 38,1 34,6CERTIFICAÇÃO DE MATERIAL DE FLORESTASDocumento ou certificado concedido aos explotadores de recursos florestais. O “FSC – ForestStewardship Council” (literalmente, em inglês, Conselho de Procuradoria, ou Intendência, de Florestas) éa primeira instituição credenciadora de certificadores na área florestal. É uma entidade não-governamental (sem fins lucrativos) internacional, sediada em Oaxaca, México, tendo sido fundada em1993, com o objetivo de promover a conservação cuidando do credenciamento e monitoramento decertificadores de florestas que estejam submetidas a práticas de bom manejo. O FSC recebe apoio do setorambientalista e pouco a pouco, também do setor empresarial e de governos de diferentes países.CFC − CLOROFLUORCARBONO (ou CARBONO FLUORCLORADO)Substância utilizada industrialmente, em aparelhos de ar condicionado e de refrigeração,propelentes do tipo aerossol (em inseticidas, desodorizadores etc) e em processos de fabricação deplásticos, à qual se atribui a indesejável ação destruidora da ozonosfera. Tais propelentes, até um certotempo muito usados, são conhecidos comercialmente como gás “freon” e os principais produzidos são oCFC-11, CCl3F ou triclorofluormetano e o CFC-12 ou CCl2F2, diclorodifluormetano. O cloro damolécula do CFC reage rapidamente com o ozônio, produzindo óxido de cloro e oxigênio molecular. OsCFCs vêm sendo substituídos pelos HCFCs – hidroclorofluorcarbonos (com menos átomos de cloro doque os CFCs) e pelos HFCs – hidrofluorcarbonos (que não contêm nem cloro nem bromo). Estes últimos,embora menos impactante na ozonosfera, exerce efeito poderoso no efeito estufa, permanecendo naatmosfera por mais tempo do que os CFCs e o CO2.A Convenção de Genebra para a Proteção da Camada de Ozônio (1985) e o Protocolo deMontreal (1987) constituíram-se nos primeiros acordos internacionais para reduzir o uso dos CFCs nofinal do século XX e início do século XXI.(Ver OZONOSFERA)CHAPADATipo de relevo, geralmente de altitude, com extensas áreas planas, muito comum no BrasilCentral. Ex.: chapada Diamantina. Esta é uma região de serras, situada no centro do estado da Bahia,onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, Jacuípe e rio de Contas. A vegetação éexuberante, exótica, com diversidade de espécies da caatinga e flora serrana, com destaque para asveloziáceas, bromélias, orquídeas e sempre-vivas. As fotos a seguir são do site www.wikipedia.com, a daesquerda mostrando vista geral e a da direita flora típica da chapada Diamantina.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS51CHAPARRALCHERNOBYLDesastre de conseqüências imensuráveis, ocorrido em 26/04/1986 na antiga União Soviética, naEstação de Energia Nuclear de Chernobyl (cidade a 104 km de Kiev, na Ucrânia). Estima-se que 100milhões de Ci (unidades Curie; 1 Ci = 3,7X1010Bq, becquerel) de material radioativo tenha emanadoafetando diretamente os seres vivos num raio de pelo menos 30 km da Estação. Estima-se também umaumento na taxa de mortalidade de seres humanos de 0,05%, ou seja, mais 5.000 pessoas morrerão decâncer (além dos 9,5 milhões que se esperam morrer dessa doença) ao longo dos 70 anos que se seguirãoa esse desastre. As conseqüências da precipitação radioativa do césio-137 far-se-ão sentir em diversasregiões do planeta, mesmo naquelas supostamente distantes de Chernobyl, ao longo de dezenas de anos.CHERNOSSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)CHERNOZEM (ou “TCHERNOZIOM”)Termo que em russo significa “tcherno” = negrume e “ziom” = terra de grande extensão, oumassapê preto, referindo-se a um tipo de solo da região central e sul da Rússia, muito rico em humus,levemente alcalino, com aproximadamente 1 m de espessura e que é tido, para a agricultura, como o solomais fértil do mundo.(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)CHICAGO (DE MUDANÇA CLIMÁTICA), bolsa deA “bolsa de Chicago, de Mudança Climática” (“CCX – Chicago Climate Exchange”) é umempreendimento piloto de negociação internacional, em que empreendimentos os mais diversos (econseqüentemente os respectivos países onde estão instalados) poderão receber benefícios aoimplantarem programas de redução na emissão de gases do efeito estufa e de seu seqüestro, entre os anosde 2003 e 2010. A unidade de medida das emissões é a tonelada métrica (ou megagrama) de dióxido decarbono. Detalhes do sistema podem ser vistos no site da referida bolsa: www.chicagoclimatex.com).Vegetação dominada por arbustos defolhas endurecidas (esclerófilas), resistentes àseca e por plantas lenhosas de crescimento lento,ocorrendo nas regiões de clima do tipomediterrâneo (brando, inverno úmido e verãoseco), distribuindo-se amplamente, na Europa,noroeste do México, em pequenas áreas naAustrália, Chile e África do Sul.Algumas espécies de plantas têmsistema radicular profundo, que penetra atravésde fissuras nas rochas, enquanto outras, comraízes menos profundas, se utilizam apenas daágua que se precipita durante a estação daschuvas, como a espécie típica do chaparral daCalifórnia, Salvia mellifera (a salvia preta). Afoto à direita (do site www.wikipedia.com) é deuma vegetação montanhosa de chaparral, nasmontanhas Santa Ynez, em Santa Barbara,Califórnia, E.U.A.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS52CHORUMELíquido escuro, ácido e mal cheiroso, produzido pela decomposição do lixo amontoado ematerro sanitário.(Ver ATERRO SANITÁRIO)CHUVA ÁCIDAChuva contendo compostos ácidos, sulfúrico e nítrico, originados dos poluentes primáriosóxidos de enxofre e de nitrogênio, que existem na atmosfera como decorrência de atividades industriais,queima de carvão mineral, queima de combustíveis fósseis (este em menor escala) etc. Estes ácidosacidificam a água da chuva para pH abaixo de 5,0.CHUVA OROGRÁFICA(Ver SOMBRAS DE CHUVA)CIANOBACTÉRIADenominação dada, recentemente, à antiga “alga verde-azul”. É um procarioto fixador de N2atmosférico, incluído no reino Monera.CIANETO(Ver DEFESA QUÍMICA)CIANOGÊNICOOrganismo vivo que produz ou libera o ácido cianídrico (HCN), que é tóxico. Na verdade, onome “cianogênio” refere-se mais especificamente ao gás C2N2, também tóxico e inflamável.Concentrações variadas de cianeto constituem-se em “defesa química” de certas plantas, comoem samambaia (Pteridium aquilinum).(Ver DEFESA QUÍMICA)CICLO DE CALVIN-BENSONÉ o ciclo de fixação do CO2, em que os vegetais clorofilados absorvem CO2 do ar, reagindo coma ribulose difosfato (RDP ou RuDP), formando em seguida o ácido fosfoglicérico (PGA) e daí por diantevai dando origem aos demais compostos essenciais (açúcares etc), inclusive à própria RDP. Há plantasque formam inicialmente, ao invés do PGA (que tem 3 átomos de C - plantas C3), o ácido málico ouaspártico (com 4 átomos de C - plantas C4). A energia utilizada neste ciclo é fornecida pelo ATP(adenosina trifosfato) e NADPH2 (nicotinamida adenina difosfato, reduzido), sintetizados na fotossíntese(nas fotofosforilações cíclica e acíclica).(Ver C3; C4; e HATCH-SLACK, CICLO DE)CICLO (ou CICLAGEM) DE NUTRIENTESRefere-se ao caminho percorrido pelos nutrientes na Natureza.A figura seguinte ilustra a circulação de nutrientes (1) idealizada, (2) em floresta decíduatemperada e (3) em floresta pluvial tropical, segundo TIVY & O’HARE (1986). Observar as proporçõesde espessura (setas) e tamanho (círculos) no esquema, representando as respectivas concentrações denutrientes:A figura a seguir representa a ciclagem em floresta clímax da Nova Guiné (Nye, cit.p.LONGMAN & JENÍK, 1987):Absorçãopelas plantasBiomassaNecro-massaSoloMinerali-zaçãoPerda porescorrimentoPerda porlixiviaçãoEntrada porintemperismo BN SBN S123Entrada pelachuvaQueda defolhas...
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS53Ver também figura sobre concentração de nutrientes em floresta tropical e de região temperada,no verbete NUTRIENTES.(Ver BIOGEOCICLAGEM)CICLO DE VIDASeqüência de estádios (ou fases) da vida de um organismo, a partir do desenvolvimento dozigoto até a produção de zigotos descendentes (ou seja, de sua progênie).CICLONEUm ciclone tropical é um distúrbio atmosférico violento, nos oceanos tropicais que ocorre entreas latitudes aproximadas de 5 e 30 graus, em ambos os hemisférios. No Atlântico e no Caribe os ciclonessão denominados de furacões e no Pacífico são conhecidos como tufões. Um ciclone tropical tem pressãoatmosférica muito baixa no seu calmo centro (o “olho”), circundado por uma estrutura de chuvas, nuvense ventos muito fortes. Devido à rotação da Terra, gira no sentido dos ponteiros do relógio no hemisfériosul e no sentido contrário no hemisfério norte (de acordo com a força de Coriolis). Eles podem ter de 80 a800 km de diâmetro e ventos acima de 180 km/h.Quanto aos danos que podem causar, estima-se que ventos de 74 a 93 km/h desfolha e arrancagalhos de árvores; ventos de 111 a 130 km/h arrancam árvores com sistema radicular pouco profundo,derrubam paredes finas e destelham tetos frágeis. Os ventos podem exercer uma pressão de 400 kg/m2,fazendo objetos se tornarem verdadeiros “mísseis”.Estudos sugerem que os furacões estão ficando mais fortes. O Katrina foi considerado o desastrenatural mais destrutivo que atingiu o sul dos Estados Unidos, no golfo do México, principalmente NovaOrleans, no estado da Louisiana, em 29/08/2005, forçando milhares de pessoas a abandonarem a cidade ematando aproximadamente mil pessoas, além de causar prejuízos de bilhões de dólares. A revistaamericana Science (em 2005) divulgou que o número de furacões das Categorias 4 e 5 tem quase queduplicado nos últimos 35 anos (18 por ano, a partir de 1990). O fato de que as tempestades tropicaisretiram energia da água oceânica para ganhar força, tem levado os cientistas a hipotetisar que oEntrada pelachuva:N 6,5 P 0,5K 7,3 Ca 3,6Mg 1,3NecromassaP.S.:6.460N 91K 11,5P 9,8Ca 96Mg 14,5SoloM.O.S. 415.000N 19.200K 403P total 2.560 e Psolúvel 16 Ca 3.750Mg 682Vegetação acima do solo:P.S: 310.000 N 683K 668 P 37Ca 1.270Mg 187Queda defolhasN 91 P 5,1K 28 Ca 95Mg 19AbsorçãoSistema radicularP.S.: 40.000N 137 K 186P 6,4 Ca 333Mg 61Lixiviação e percolação(p/ o lençol freático)Entrada pela chuva, queda de folhas epercolação foliar, em kg.ha-1.ano-1Demais valores, emkg.ha-1Pontilhados: semdados quantitativosPercola-ção foliar:N 30P 2,5K 71Ca 19Mg 11
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS54aquecimento global e as águas mais quentes a ele associadas, poderiam levar a furacões mais fortes. Estahipótese, no entanto, requer comprovações mais seguras uma vez que o número total de furacões e sualongevidade têm decrescido nos últimos 10 anos.CICLOS DE LIMITES ESTÁVEISNa relação predador-presa há populações com tendência a retornar ao ciclo original, após certosdistúrbios.CIÊNCIAS AMBIENTAISAs ciências ambientais podem ser consideradas como o conjunto das diversas ciências daNatureza, ou ciências naturais, adicionadas daquelas que mesmo não estando inteiramente voltadas aoconhecimento dos componentes e fenômenos naturais, contribuem direta ou indiretamente para isso.Portanto, entre as ciências ambientais consideram-se além da ecologia, biologia, geologia, geografia,climatologia, agronomia, (e diversas outras), incluem-se também a física (ambiental, principalmente),química (ambiental, com bastante ênfase), sociologia, economia e diversas outras.CIMENTAÇÃO DO SOLO(Ver PERFIL DO SOLO)CINTURÃO (ou CINTO) VERDEUma estreita faixa ou área de vegetação, geralmente circundando, completamente ouparcialmente uma área urbanizada ou de origem antrópica.CIÓFITO(A) / CIÓFILO(A)CIÓFILO = ESCIÓFILO = PLANTA DE SOMBRACiófita é uma planta que vive melhor à sombra. Ciófilo (ou esciófilo ou esciofílico e outrostermos similares; ver dicionário) é um organismo que gosta de viver à sombra ou em baixa intensidade deluz. Opõe-se este termo a heliófilo.CIRCALITORAL(Ver ZONA CIRCALITORÂNEA)“CITES − CONVENTION ON INTERNATIONAL TRADE IN ENDANGERED SPECIES”(Ver “CONVENTION ON INTERNATIONAL TRADE IN ENDANGERED SPECIES −CITES”)CLAREIRA (e DINÂMICA DE CLAREIRA)Espaço (ou “mancha”) gerado num ecossistema, aberto por ação natural (queda de árvore se fornuma floresta, vento forte, queima leve e restrita etc) ou por ação antrópica (derrubada ou queima depequeno trecho), descaracterizando o ambiente natural; podendo nas pastagens este fenômeno ocorrerpela ação intensiva dos pastejadores (o gado) ou outro herbívoro. Nos sistemas aquáticos a ação da maré(ondas fortes) poderá causar clareira nas algas, sobre os recifes.Na figura que segue (reproduzida de LONGMAN & JENÍK, 1987) está representado oandamento diário do Déficit de saturação do Vapor d’Água em quatro situações numa floresta tropical deCosta Rica. Vê-se como uma clareira pode modificar o fator ambiental umidade.DEFICIT DE SATURAÇÃO DE VAPORDÁGUA00,20,40,60,811,21,4048121620Horas do diaPressão(KPa)ClareiraDosselAberturaEstratoinferiorEstudos sobre dinâmica de clareira (do inglês “gap dynamics”) têm mostrado nos trópicos, quetanto as plantas de sol quanto as de sombra são capazes de colonizarem clareiras, sugerindo que acolonização depende mais do acaso de recrutamento do que das condições ambientais da clareira, emborase saiba que as várias espécies de árvore possam se especializar para germinar nos mais diferentes locais,segundo observaram Steve Hubbell e colaboradores no Panamá.(Ver DISTÚRBIO; e HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO, DE CONNELL)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS55CLASSIFICAÇÃO DE BIOMAS DE WHITTAKER(Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER, HEINRICH))“CLEAR CUTTING”(Ver AGRICULTURA ITINERANTE)CLEPTOPARASITISMOForma de parasitismo encontrado em alguns organismos sociais, no qual uma fêmea de umaespécie rouba a presa ou a reserva de alimento da fêmea de outra espécie para alimentar sua prole.CLIMATOGRAMA(Ver DIAGRAMA CLIMÁTICO)CLIMATOPOO conjunto das condições climáticas e atmosféricas em geral, de um determinado habitat ouecotopo, incluindo por exemplo: luz, temperatura do ar, oxigênio, dióxido de carbono, gases liberadospelas indústrias etc.CLÍMAX(Ver COMUNIDADE CLÍMAX; e TEORIAS MONO E POLICLÍMAX)CLÍMAX CLIMÁTICOUma comunidade cuja estrutura e composição foram estabelecidas pela ação macroclimática,constitui-se num clímax climático.(Ver CLÍMAX TRANSITÓRIO e CLÍMAX CÍCLICO)CLÍMAX DE FOGOUma comunidade onde a ação freqüente do fogo selecionou espécies vegetais tolerantes a estefator ecológico (muitas vezes de origem antrópica), constitui-se num clímax de fogo. Por conseqüência,estabelecem-se nesse local, animais cujo alimento provém principalmente do rebrotamento das plantasapós a queima. Muitos autores atribuem esta característica aos cerrados.CLÍMAX EDÁFICOEm todas as situações em que o substrato edáfico (solo) apresente peculiaridades pronunciadasque permitem o aparecimento e a manutenção de uma cobertura vegetal que a fazem diferir do clímaxclimático circunvizinho, forma-se aí um clímax edáfico.CLÍMAX TOPOGRÁFICOEm locais onde um declive acentuado e sua posição geográfica permitem uma incidência deradiação, vento etc, diferente da que ocorre numa condição topográfica normal (uma planície, porexemplo), há a probabilidade de ali se estabelecer uma comunidade, chamada então de clímaxtopográfico. Esta denominação é aplicada às situações em que surge um microclima marcante, emdecorrência de uma característica topográfica. Ela é muito comum nas encostas de montanhas.CLÍMAX TRANSITÓRIO e CLÍMAX CÍCLICOAlguns autores aplicam o termo clímax transitório à condição de máximo desenvolvimento deum ecossistema como conseqüência da estacionalidade, como ocorre por exemplo nas lagoas temporáriasnas regiões semi-áridas, onde ocorrem etapas sucessivas que culminam com um máximodesenvolvimento, degradando-se em seguida, com a chegada do período seco. O clímax cíclico é marcadopor algumas particularidades, como por exemplo, no caso em que uma espécie de planta X cujas sementessó germinam e crescem sob uma planta Y, que por sua vez dependerá da existência da planta Z, e estadependerá da planta X. O tempo de vida da espécie dominante é que determinará a duração de cadaestádio.CLÍMAX ZOÓTICODiz-se da comunidade onde um herbívoro dominante e a vegetação por ele “modelada” formamum sistema de interação recíproca, dinâmica.“-clino” ou “-clina”Derivado do grego, geralmente como sufixo, refere-se a um determinado gradiente. Daí ostermos termoclino (gradiente de temperatura num sistema aquático, por exemplo); picnoclino (gradientede densidade, também num sistema aquático); cenoclino (uma seqüência de comunidades distribuídas aolongo de um gradiente ambiental). O termo “continuum” confunde-se com clino(a) se usado no sentidode gradiente de características ambientais e não exclusivamente como gradiente de adaptações dosorganismos de uma população ou de composição de comunidade. O “continuum index” (que poderia sertraduzido do inglês como “índice de continuidade”) foi aplicado por J.T.Curtis e R.P.McIntosh, emestudos no sudoeste de Wisconsin (E.U.A.), para definir os pontos finais de sucessão, num gradiente,variando de locais secos dominados por carvalho (Fagaceae) e faia (Salicaceae) até locais úmidosdominados por bordo (Aceraceae), pau-ferro e tília americana (Tiliaceae).(Ver CLINOLIMNIO e TERMOCLINO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS56CLINOLIMNIOParte do hipolimnio de um lago no qual a taxa de aquecimento cai exponencialmente com aprofundidade (ver figura em EUTRÓFICO, LAGO).CLONAGEMEm biologia molecular a clonagem é considerada como um procedimento no qual umadeterminada seqüência de DNA, como um gene, é reproduzida em grandes quantidades a partir de suainserção num vetor adequado, introduzindo a molécula híbrida resultante numa célula que possa replicá-la, fazendo então esta célula crescer em meio de cultura apropriado. Assim sendo, um segmento de umacadeia de DNA ou gene, extraído de uma célula qualquer de um animal macho, por exemplo, seriainserido num óvulo de uma fêmea desprovido de seu material genético, fazendo-o então crescer.(Ver CLONE; e CLONAL, FLORESTA)CLONAL, FLORESTATodo organismo derivado de multiplicação assexual ou vegetativa originado de um únicoorganismo parental (pai ou mãe), admite-se ser geneticamente idêntico ao organismo que lhe gerou e éassim chamado de clone.A floresta clonal, portanto, é uma floresta homogênea originada de um único indivíduo parental.(Ver CLONAGEM)CLONEEm biologia molecular o clone é um indivíduo (unidade vetor ou hospedeiro) constituído poruma única seqüência inserida de DNA, originada de uma única célula progenitora. Atribui-se estadenominação também a uma assembéia de organismos derivados de reprodução assexual ou vegetativa eque são provenientes de um só dos pais, admitindo-se assim que todos esses organismos sãogeneticamente iguais.É um tipo de linhagem ou cepa, originando-se de manipulação pela engenharia genética.CLOROFLUORCARBONO(Ver CFC)Cmic : Corg(Ver RELAÇÃO CARBONO DE MICRORGANISMOS : CARBONO ORGÂNICO TOTAL)C : N(Ver RELAÇÃO C : N)CO2 (ou DIÓXIDO DE CARBONO)(Ver EFEITO ESTUFA)CO2 – CAPTURA E ARMAZENAMENTOO “IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change” juntamente com o “UNEP – UnitedNations Environment Programme”, através do Grupo III, de estudos sobre Mitigação da Mudança deClima (do IPCC), proveram um relatório (“Special Report on Carbon Capture and Storage (CCS) –2005”, analisando a viabilidade técnica, ambiental, econômica e social para capturar e armazenar CO2.Uma das propostas importantes é a do armazenamento geológico do CO2 emitido pelas atividadeshumanas (principalmente industrial) nos vazios subterrâneos onde antes existia petróleo ou gás, além dapossibilidade de armazenamento em depósitos salinos profundos.(Ver INICIATIVA PARA MITIGAÇÃO DO CARBONO)CÓDIGO FLORESTALDiz respeito à lei de proteção às florestas e demais tipos de vegetação, conforme prevê seuArtigo 1º: “As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidasde utilidades às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País,exercendo-se os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e especialmente estaLei estabelecem”.O “novo Código Florestal Brasileiro” foi instituído pela Lei nº 4.771, de 15/09/65. O CódigoFlorestal do Estado da Paraíba foi instituído pela Lei nº 6.002, de 29/12/94 (data de publicação no DiárioOficial do Estado). Este código estadual tem o seu Art. 1º semelhante ao do Código Federal e seu Art. 2ºdiz: “ A política florestal do Estado tem por fim o uso adequado e racional dos recursos florestais combase nos conhecimentos ecológicos, visando à melhoria de qualidade de vida da população e àcompatibilização do desenvolvimento sócio-econômico com a preservação do ambiente e do equilíbrioecológico”.(Ver CONAMA; e LEGISLAÇÃO AMBIENTAL)CO-DOMINANTEEspécie que, juntamente com outra ou outras, domina numa comunidade.(Ver DOMINANTE ECOLÓGICO)COEFICIENTE DE ASSOCIAÇÃO(Ver ASSOCIAÇÃO VEGETAL)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS57COEFICIENTE DE COMPETIÇÃOÉ uma medida do grau em que indivíduos de uma espécie competidora utiliza o recurso deoutras espécies. Suponha-se que 10 indivíduos de uma espécie 2 tenha o mesmo efeito inibitório(competindo entre si, ou seja intraespecificamente) de um único indivíduo da espécie 1. O efeitocompetitivo total (intra e interespecífico) sobre a espécie 1 será então equivalente ao efeito de (N1 +N2/10) indivíduos da espécie 1. Esta constante 1/10 é chamada de coeficiente de competição e érepresentada por α12 (leia-se “alfa um-dois”) que em suma, mede o efeito competitivo per capita daespécie 2 sobre a espécie 1.COEFICIENTE DE COMUNIDADETermo utilizado por alguns ecólogos, significando na prática um “índice de similaridade”existente entre amostras de duas comunidades, calculado pela fórmula simples: 2C / (A + B), em que C éo número de amostras comuns às duas comunidades, A é o número de amostras de uma das comunidadese B o da outra comunidade.COEFICIENTE DE DIFERENÇAUma medição da diferença entre duas populações, calculada como a diferença entre as duasmédias, dividida pela soma de seus desvios padrões.COEFICIENTE DE EFICIÊNCIA ECOLÓGICA(Ver EFICIÊNCIA ECOLÓGICA; e CONSUMO, EFICIÊNCIA DE)COEFICIENTE DE EFICIÊNCIA DE ASSIMILAÇÃO(Ver ASSIMILAÇÃO)COEFICIENTE DE EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA NA UTILIZAÇÃO DE ENERGIAÉ a proporção da energia absorvida, fixada por uma planta na forma de ligações químicas,estimada pela conversão de CO2 para carboidrato, sendo expressa em porcentagem.COEFICIENTE DE INTERFERÊNCIAMedição (com represesentação gráfica) da taxa de consumo do alimento por um consumidor,correlacionada com a sua densidade de população. O resultado é uma correlação negativa (a taxadecresce com o aumento da densidade). Ex.: as fêmeas de uma certa espécie parasitóide aumentam suaemigração (reduzem em número no hospedeiro) à medida que sua densidade populacional aumenta. Dá-se o nome também a este processo de interferência mútua.COEFICIENTE DE RELAÇÃO(Ver IGUALDADE POR DESCENDÊNCIA)COESÃOAtração molecular que mantém duas substâncias similares, juntas. O aumento da temperaturadesfaz ou diminui a coesão.(Ver ADESÃO)CO-ESPECÍFICOPertencente à mesma espécie. E heteroespecífico é quando pertence a espécies diferentes.COEXISTÊNCIAUsa-se este termo para designar a existência simultânea, temporal e espacial, de espéciescompetidoras, numa comunidade, como resultado de adaptações seletivas.Quando uma espécie competidora dominante é a que mais sofre, pela ação brusca de umdistúrbio, por exemplo, estará se criando espaço e recursos para outras espécies, aumentando abiodiversidade. A predação também propicia a coexistência de espécies entre as quais provavelmentepoderia ocorrer “exclusão competitiva” (este efeito da ação predatória ocorre porque a densidade dealgumas espécies reduzem-se para níveis em que a competição deixa de ser importante). A coexistênciaoriunda deste processo é conhecida como coexistência mediada pelo explotador.(Ver PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA)COEXISTÊNCIA MEDIADA PELO EXPLOTADOR(Ver COEXISTÊNCIA)COEVOLUÇÃOProcesso em que duas espécies intimamente relacionadas ostentam modificações (ouadaptações) que indicam evolução simultânea, ou seja, a coevolução conduz ambas as espécies aespecializações cada vez mais estreitamente relacionadas. É fácil entender e admitir a coevolução nomutualismo planta-bactéria fixadora de N2 ou planta-polinizador (inseto, ave...), ou sementes de plantas-aves dispersoras; mas a coevolução de presa-predador, ou planta-herbívoro, torna difícil sua admissão,uma vez que as evidências (se existirem) são sutís (ou pouco prováveis).COGUMELOO cogumelo é um tipo de fungo também filamentoso, que se caracteriza principalmente porformar grandes estruturas, os corpos frutíferos, que em algumas espécies consituem-se em partecomestível. Em outras, esta parte é extremamente venenosa (gênero Amanita). Algumas espécies
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS58constituem os chamados fungos ectomicorrízicos. Há cogumelos pertencentes aos grupos dosascomicetos e dos basidiomicetos. Muitos deles são fundamentais na decomposição da matéria orgânicano solo.(Ver BOLOR; DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS; e LEVEDURA)COIVARA(Ver ENCOIVARAMENTO)“-cola” (SUFIXO)Sufixo latino significando aquele que “habita”. Aquele ser que vive sobre árvore é arborícola; oque vive na água é aqüícola; o habitante da caverna é cavernícola (ou troglóbio ou troglobionte); o quevive sobre alga é algícola; o que vive na casca de árvore é cortícola; o que vive em palude ou localpantanoso é paludícola; o que vive sobre ou dentro de planta é plantícola; etc.COLIFORMESBactérias coliformes são bacilos Gram negativos que degradam a lactose, formando uma típicacolônia verde-metálica brilhante, utilizadas como indicadoras de potabilidade da água.Os coliformes “totais” e os coliformes “fecais” medidos na água, diferem na sua incubação; osprimeiros são geralmente incubados a 35 ou 37 °C e os segundos a aproximadamente 43 °C.De acordo com a resolução nº 20 do CONAMA − Conselho Nacional do Meio Ambiente,publicada em 18/06/86, a água especial para abastecimento não deve conter coliformes totais. A águaexcelente (chamada “3 estrelas”) para balneabilidade, pode ter um máximo de 250 coliformes fecais/100mL ou 1.250 coliformes totais/100 mL de água. Usa-se atualmente a unidade decilitro (100 mL = 10dL).(Ver ÁGUA POTÁVEL)COLMATAGEM ou COLMATAÇÃOTermo geralmente utilizado para designar um aterramento natural, em depressões.COLÓIDETermo dado a partículas muito diminutas (entre 1 μm e 1 nm) que, quando suspensa em água,dificilmente se difunde nesta, ou o faz muito lentamente, através de membrana semipermeável. Partículasorgânicas formam, no solo, colóides, que participam na retenção de nutrientes nos grumos.(Ver GRUMO (DO SOLO))COLÔNIATermo de uso bastante amplo. Refere-se a qualquer grupo de organismos em convivênciapróxima, assim como um grupo de uma sociedade integrada cujos membros se especializam em sub-unidades e também um grupo de organismos que acabaram de se estabelecer numa área; e ainda, emmicrobiologia, um certo número de células ou de microrganismos de uma determinada espécie que sedesenvolvem agregadamente, havendo contato direto ou continuidade entre as células.COLONIZAÇÃOProcesso em que espécies imigrantes se estabelecem em área anteriormente vazia.(Ver COLÔNIA; e ESPÉCIE PIONEIRA)COLORAÇÃO DE ADVERTÊNCIA(Ver APOSEMATISMO)COLÚVIO / COLUVIALDetritos rochosos provenientes do intemperismo, que descem uma encosta, pela ação dagravidade, depositando-se como camadas.COMBUSTÍVEL FÓSSILPotencial energético, visto assim pelo ser humano civilizado, armazenado no subsolo a partir dematéria orgânica (plantas e animais) decomposta ao longo dos vários períodos ou eras geológicas(milhões de anos). Em termos ecológicos, além de potencial energético, é também um potencial depoluição. Em resumo, representa interferência do homem na biogeociclagem, alterando o teor de diversoscomponentes químicos (C, S, N etc) no ar, água e solo.COMENSALISMOTipo de interação ecológica na qual uma das populações é beneficiada e a outra não é afetada.Ex.: a rêmora e o tubarão.(Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA)COMISSÃO INTERNACIONAL DE PESCA DA BALEIAEm inglês, “International Whaling Commission”, intenciona regulamentar quotas para os paísesque realizam captura e industrialização deste mamífero.COMPARTIMENTOPor conveniência, considera-se compartimento como sendo uma divisão ou parte de umecossistema que pode ser estudada quantitativamente. É um tipo de unidade de um ecossistema compostade matéria e energia. Esta denominação substitui perfeitamente o anglicismo “pool”, que alguns aindainsistem em usar.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS59COMPARTIMENTO DE CICLAGEM (ou “POOL” DE CICLAGEM)COMPARTIMENTO DE CICLAGEM = COMPARTIMENTO DE TROCAParte de um ecossistema, bastante ativa, onde os nutrientes (ou elementos químicos e compostosinorgânicos e orgânicos) movem-se rapidamente, passando do meio biótico para o abiótico e vice-versa,no processo de biogeociclagem. No caso do ciclo do nitrogênio, representado no esquema do verbeteBIOGEOCICLAGEM, este compartimento seria, por exemplo, a parte relacionada à nitrificação.(Ver COMPARTIMENTO DE RESERVA; e FONTE E DRENO)COMPARTIMENTO DE RESERVAParte de um ecossistema, geralmente abiótica, podendo ser de grandes proporções, onde osnutrientes (ou elementos químicos e compostos inorgânicos e orgânicos) movem-se lentamente, noprocesso de biogeociclagem. No caso do ciclo do nitrogênio, representado no esquema do verbeteBIOGEOCICLAGEM, este compartimento seria, por exemplo, a parte relacionada ao armazenamentodeste elemento nos sedimentos.(Ver COMPARTIMENTO DE CICLAGEM; e FONTE E DRENO)COMPARTIMENTO DE TROCA(Ver COMPARTIMENTO DE CICLAGEM)COMPENSAÇÃO DE DENSIDADE(Ver DEPENDÊNCIA DA DENSIDADE ;e PREDATISMO)COMPENSAÇÃO DE LUZ(Ver PONTO DE COMPENSAÇÃO)COMPENSAÇÃO EXATA DEPENDENTE DA DENSIDADE(Ver DEPENDÊNCIA DA DENSIDADE)COMPETIÇÃO APARENTEQuando indivíduos de uma só espécie predam duas diferentes espécies de presa (espécie 1 eespécie 2), o aumento em abundância da espécie predadora, que se beneficia da espécie 1, afetaindiretamente a espécie 2, que devido ao aumento dos predadores, sofrerá mais seus ataques, daí havendouma competição aparente entre as espécies de presa; ou ainda dizendo, diminuindo a espécie 1, opredador atacará mais a espécie 2. Haverá a possibilidade de uma “convivência pacífica” entre asespécies de presa, se por exemplo, a espécie 1 mudasse de habitat ou se houver uma diferenciação denicho. Este ato de “ser diferente” favorecerá a coexistência mas somente porque reduziu a “competiçãoaparente”.COMPETIÇÃO ASSIMÉTRICAQuando numa competição entre duas espécies (ou dois indivíduos da mesma espécie) uma delas(ou um indivíduo) se prejudica mais do que a outra (ou o outro indivíduo).COMPETIÇÃO EVOLUTIVA, EVITAÇÃO (ou ESCAPE) DA(Ver FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA)COMPETIÇÃO (INTERESPECÍFICA e INTRAESPECÍFICA)Num sentido amplo, competição refere-se à interação entre dois organismos ou duas populações,que disputam por determinado componente ambiental (nutriente, luz, espaço etc). Na competição podeocorrer que os indivíduos ou as populações envolvidas se inibam mutuamente ou que um doscompetidores afete o outro na luta por um suprimento escasso.A competição interespecífica é a que ocorre entre dois ou mais indivíduos (ou populações) dediferentes espécies. E a intraespecífica é a que ocorre entre dois ou mais indivíduos (ou populações) damesma espécie. Muitas inferências (incluindo um “sem-número” de termos e expressões) são feitas apartir destes dois amplos processos ecológicos, fundamentais à homeostase e evolução dos ecossistemas.Segue uma representação de competição, a partir de experimento clássico de Gause comprotozoários (Paramecium aurelia e P. caudatum) (COLINVAUX, 1986). Observar nesta figura:1) Paramacium aurelia, seja cultivado isoladamente ou em população mista, persiste, enquantoParamecium caudatum tende a morrer (mais rapidamente quando em população mista).2) Neste experimento Gause confirma a hipótese de Lotka-Volterra, a qual prevê que duasespécies muito próximas não ocupam o mesmo nicho por muito tempo.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS60(Ver COEFICIENTE DE COMPETIÇÃO; COMPETIÇÃO APARENTE; COMPETIÇÃO POR“CONTENDA” E POR “ADVERSIDADE EXTREMA”; e PRINCÍPIO DA EXCLUSÃOCOMPETITIVA).COMPETIÇÃO PASSADA(Ver “FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA”)COMPETIÇÃO POR “CONTENDA” E POR “ADVERSIDADE EXTREMA”Expressões sem equivalentes precisos em português, que foram introduzidas em 1954 porA.J.Nicholson, referindo-se ao que comumente ocorre na competição intraespecífica. A competição por“contenda”, proveniente do inglês “contest competition”, é tida como aquela em que há um númeroconstante de vencedores ou sobreviventes. Na competição por “adversidade extrema”, também do inglês“(pure) scramble competition” e sem equivalente corriqueiro em português, é considerada como umaforma de “supercompensação de dependência da densidade”, em que os competidores são afetados demaneira tão adversa que não deixa sobreviventes.COMPETIÇÃO POR EXPLOTAÇÃOOcorre numa competição, quando cada indivíduo é afetado por um recurso que permanece, apósa explotação realizada pelos seus competidores, ou seja, um recurso remanescente (portanto, não-abundante); isto quando o suprimento do recurso é limitado.COMPETIÇÃO POR INTERFERÊNCIACompetição entre dois organismos na qual um dos competidores exclui fisicamente o outro, daparte do habitat onde o recurso é explotável.COMPETITIVIDADEUm dos atributos dos organismos necessários à colonização e sucessão, ou seja, habilidade emsuperar a resistência ambiental atribuída aos organismos já presentes em determinado habitat.COMPLEMENTARIDADE DE NICHOTendência em que duas espécies que ocupam posição similar num nicho com certa dimensão,difiram com relação a outra dimensão de nicho. Observou-se por exemplo, que quando uma determinadaespécie de abelha foi suprimida de um local que competia com outra espécie, esta última prontamentepassou a explorar flores menos procuradas, que antes somente eram visitadas pela espécie suprimida. Istodemonstra que as duas espécies, coexistindo no mesmo local, diferenciavam-se pela dieta alimentar. Aprocura ou tendência em diferenciar-se quanto ao uso dos recursos é denominada de diferenciação denicho.(Ver NICHO ECOLÓGICO)COMPLEXO DO PANTANALÉ um sistema ecológico (ou bioma) formado por distintos ambientes, onde predomina a baixaaltitude (média de 100 m acima do nível do mar), com elevações esparsas, submetida esta planície àscheias periódicas do rio Paraguai, na região centro-oeste (principalmente no Mato Grosso do Sul). Suadiversidade ambiental emprestou-lhe o nome de “complexo”. No pantanal ocorre uma das maioresconcentrações faunísticas do mundo; nele destacam-se: o jacaré, Cayman c. yacare; a onça, Pantheraonca palustris (ver foto que segue); suçuarana, Felis concolor; jaguatirica, Felis pardalis; cervo-do-pantanal, Blastocerus dichotomus; capivara, Hidrochaeris hidrochaeris; aves típicas, tuiuiú ou jaburu,Jabiru mycteria (ave símbolo do pantanal; ver foto que segue) e o cabeça-seca, Mycteria americana.Ocupa cerca de 200.000 km2. Forma uma espécie de delta interno devido à pouca declividade doterreno (3 m / km) e com isso há deposição lenta de matéria orgânica no solo, fertilizando-o.Paramecium aureliaP. caudatumisoladopopulação mistaisoladopopulaçãomista2 6 10 14 184012050150VOLUMEDIAS
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS61Associações ou aglomerações vegetais típicas:1) Paratudal (paratudo, Tabebuia caraiba).2) Carandazal (carandá, Copernica alba e C. australis).3) Buritizal (burití, Mauritia sp).4) Tabual (tabua, Typha domingensis).5) Pirizal (pirí, Cyperus giganteus), uma ciperácea aquática grande.As fotos abaixo mostram: a superior da esquerda (do site www.wikipedia.com), lagoas formadasapós a retração das águas provenientes das cheias e os corixos, ou corixas do pantanal (parte inferior dafoto) que são canais de campos baixos por onde se escoa a água para os rios vizinhos. Na foto superior,da direita, do site www.ecoa.org.br, jacarés; nas fotos inferiores, à esquerda a onça pintada no meio deaguapés e outras plantas flutuantes (autor da foto: Duncan Chapman); e na foto da direita, ninho detuiuiú (ambas fotos obtidas do site www.ecoa.org.br).O solo, aluvial, do Pantanal é rico, ocupando um terço da bacia do rio Paraguai superior. Osecossitemas do Pantanal são altamente dinâmicos, funcionando o ambiente como uma “esponja” em queas cheias anuais transformam a paisagem por completo.COMPORTAMENTO MIGRATÓRIO(Ver MIGRAÇÃO e COMPORTAMENTO MIGRATÓRIO)COMPOSTAGEMAjuntamento de resíduos orgânicos, podendo ser empilhados em camadas alternadas com soloou cinza ou calcário, umedecido e misturado periodicamente e que após certo período de decomposiçãogera o produto final, o “composto”, que é usado como adubo orgânico. Alguns autores usam o termovermicompostagem para definir a transformação biológica do composto pela ação combinada dosoligoquetas (minhocas) e da microbiota do seu trato digestivo, afirmando que este processo é mais rápidodo que a compostagem simples.COMPOSTO(Ver COMPOSTAGEM)COMUNIDADECOMUNIDADE = BIOCENOSETodas as populações que ocupam determinado local do meio ambiente. Plantas, animais,bactérias e fungos que vivem num ambiente, interagindo entre si, com composição própria, estrutura,relações ambientais, desenvolvimento e função.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS62Referindo-se somente a diversas populações de plantas, fala-se em comunidade vegetal e adiversas populações animais, fala-se em comunidade animal.(Ver BIOCENOSE)COMUNIDADE ABERTA e COMUNIDADE FECHADAEm ecologia vegetal usa-se a primeira denominação para aquela comunidade que se mostra comcobertura incompleta da área; é formada por tufos (ou agrupamentos) de plantas que não chegam a setocar (separados por distância inferior ao seu diâmetro); portanto, permitem imigrantes. A comunidadefechada é uma associação ou assembléia de plantas que recobrem toda a área de habitat disponível,impedindo assim, a entrada de imigrantes.COMUNIDADE CLÍMAXForma estabilizada, da interação seres vivos-ambiente, em que esses componentes mantêm-seem harmonia e equilíbrio. Neste estádio clímax a composição em espécies é mantida razoavelmenteconstante no tempo. Tal estabilidade reflete uma situação dinâmica e nunca estática, de circunstâncias.(Ver CLÍMAX CLIMÁTICO; CLÍMAX EDÁFICO; CLÍMAX DE FOGO; CLÍMAXTOPOGRÁFICO; e CLÍMAX ZOÓTICO)CONAMA - CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTEO Conselho Nacional do Meio Ambiente foi instituído pela Lei nº 6.938, de 31/08/81,integrando o SISNAMA − Sistema Nacional do Meio Ambiente, tendo por finalidade:I) assessorar, estudar e propor a instâncias superiores do Governo, diretrizes de políticasgovernamentais para o meio ambiente e recursos ambientais;II) deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meioambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida.É composto por mais de 70 membros, representando Ministérios, confederações detrabalhadores, Presidentes da ABES − Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e do MeioAmbiente, da FBCN − Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza e de associações civis dedefesa ambiental (representando as cinco regiões geográficas do país).(Ver CÓDIGO FLORESTAL; e LEGISLAÇÃO AMBIENTAL)CONCENTRAÇÃO LETAL (ou LC50)Concentração de um produto químico que no meio (de cultura) ou ambiente, causa a morte depelo menos metade dos organismos ali existentes. Usa-se o símbolo LC50 (do inglês “lethalconcentration”) para indicar a morte de 50% dos indivíduos ou de parte da amostra.CONCEPÇÃO HOLÍSTICA(Ver HOLISMO (ou HOLÍSTICO); REDUCIONISMO; e SUPERORGANISMO)CONCEPÇÃO “INDIVIDUALÍSTICA” (ou DO INDIVIDUALISMO)(Ver HOLISMO (ou HOLÍSTICO); REDUCIONISMO; e SUPERORGANISMO)CONECTIVIDADETermo usado para designar as interrelações entre diferentes componentes ou compartimentos deum ecossistema.Alguns autores usam o termo “teias de conectividade” quando se referem às relações queretratam as ligações numa teia ou rede alimentar.CONEXÃOUma possível tradução do inglês “connectance”, significando a relação de ligações “potenciais”dentro de uma teia ou rede alimentar para as ligações que “realmente” existem.(Ver CONECTIVIDADE)CONIÓFILOQue se desenvolve sobre substratos enriquecidos com poeira, contendo geralmente excreta. Diz-se também de alguns liquens que medram bem, quando cobertos por poeira.CONJETURA, HIPÓTESE, LEI e TEORIAA conjetura não passa de uma especulação, semelhante a uma hipótese, mas que não se propõe aser testada. Hipótese, conceito restrito geralmente postulado como uma explicação potencial para umfenômeno, para ser testado por experimentação ou observação. Lei, em ciência é um conceito com altograu de certeza (ou convicção), suficiente para se confiar em seu uso, visando a previsão de fenômenos.Teoria, é um conceito amplo, baseado em observação extensiva, experimentação ou raciocínio e da qualse espera responder por uma ampla variedade (ou gama) de fenômenos cobertos no seu âmbito.CONJUGAÇÃO(Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA)CONNELL(Ver HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO (DE CONNELL))CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE(Ver CONAMA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS63CONSERVAÇÃOSegundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (ver “IUCN”), “conservação é omanejo dos recursos do ambiente, com o propósito de obter-se a mais alta qualidade sustentável de vidahumana”.Como a conservação é uma interação homem-Natureza, ela implica em atitudes inteligentes nautilização dos ecossistemas terrestres e aquáticos e também de melhoria das condições ambientais semque esses ambientes percam sua originalidade.(Ver PRESERVAÇÃO)CONSOCIAÇÃOConsociação vegetal em que há apenas uma espécie dominante.Este termo, de uso pouco comum em Ecologia, não deve ser confundido comCONSORCIAÇÃO, de uso generalizado em agronomia, em que um cultivo é associado a outro, numamesma área.(Ver ASSOCIAÇÃO VEGETAL)CONSOCIESEtapa do desenvolvimento de uma consociação.CONSORCIAÇÃO(Ver CONSOCIAÇÃO)“CONSORTIUM” (ou CONSÓRCIO)Grupo de indivíduos de diferentes espécies, tipicamente de diferentes filos (ou “phyla”) vivendoem associação íntima ou bastante próxima.CONSTÂNCIATermo usado em ecologia vegetal para definir uma medição do padrão de distribuição de umaplanta, a partir do número de diferentes quadrados amostrados que contenham aquela determinadaespécie, expressa usualmente pela seguinte escala: r (menos de 1%), I (1 – 20%), II (21 – 40%), III (41 –60%), IV (61 – 80%) e V (81 – 100%).A constância é também um termo usado em estudos de dinâmica de ecossistema para definir ainexistência de mudança num determinado parâmetro.CONSUMIDOROrganismo heterotrófico, ou seja, que não sendo capaz de produzir o próprio alimento o recebedos produtores primários.O consumidor ocupa os níveis tróficos seguintes ao primeiro, que é formado pelos produtores.(Ver CADEIA ALIMENTAR)CONSUMO, EFICIÊNCIA DEEm ecologia energética o consumo é a ingestão total de alimento ou energia por um indivíduo oupopulação heterotrófica ou ainda por uma unidade trófica, por unidade de tempo, podendo ser expressapor: C = P + R + FU,onde C é o consumo, P a produção, R a respiração e FU (rejeitos, uma sigla usadaem ecologia energética). E a eficiência de consumo é a quantidade de energia transferida de um níveltrófico para o nível mais próximo, expresso em porcentagem.CONTAGEM (DE MICRORGANISMOS, EM PLACAS)Método amplamente utilizado para contar microrganismos viáveis, principalmente bactérias.Como a maioria dos microrganismos carece de enzimas que utilizem o agar, este é adicionado denutrientes e é colocado em placas de Petri (placa ou recipiente achatado, de forma circular, de pequenovolume, utilizada em laboratório para cultivar microrganismos). Uma pequena quantidade da diluiçãodesejada da amostra é espalhada sobre o agar na placa e esta é colocada sob temperatura ideal para ocrescimento microbiano, incubando-se durante um certo tempo. Formam-se então colônias, ou seja, cadabactéria gera uma colônia. As colônias são contadas, desprezando-se aquelas placas com quantidademuito reduzida ou excessivamente grande de colônias.(Ver NÚMERO MAIS PROVÁVEL − NMP)CONTAMINAÇÃOResultado do contato de organismos, geralmente o ser humano, com substâncias nocivas àsaúde, tais como substâncias tóxicas ou radioativas ou organismos patogênicos. A contaminação refere-se ao efeito do contato com poluentes, não devendo portanto, ser confundida com poluição.“CONTINUUM” (e “CONTINUUM INDEX”)(Ver “-clino” ou “-clina”)CONTRACORRENTE (e CIRCULAÇÃO CONTRACORRENTE)Em termos de ecossistema aquático, refere-se a contracorrente a uma corrente que flui junto aoutra corrente mas em sentido oposto.Em fisiologia animal e de grande interesse na ecologia energética, a circulação contracorrente ouainda o multiplicador de contracorrente é encontrado em muitos organismos, como por exemplo: (i) em
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS64mamíferos aquáticos, como nas barbatanas de golfinhos (as veias envolvem as artérias, onde estasconduzem o sangue que vai se resfriando à medida que flui para as partes externas e as veias retornam osangue venoso que vai se aquecendo ao retornar); (ii) répteis e pássaros marinhos também dispõe de talmecanismo nas “glândulas de sal” (geralmente em pares nos pássaros, secretando cloreto de sódioconcentrado nos ductos nasais e que são excretados como gotas de sal), assim como (iii) peixes nas suasguelras; (iv) camelos, dromedários e alguns outros animais de deserto dispõem de multiplicadores decontracorrente atuando nas narinas (mantendo-as sempre umedecidas e resfriadas) e nos rins,concentrando a urina; esta adaptação ocorre também (v) nos pingüins da Antártica, onde a contracorrenteatua de maneira fundamental na manutenção da temperatura nas patas e pés dessas aves.CONTROLE AUTOCIDAForma de controle biológico em que se usa a própria praga para aumentar sua taxa de“mortalidade” (no sentido de desaparecimento). A estirilização de insetos machos, por irradiação, temsido uma técnica usada nesse sentido. Sua efetividade dependerá de vários fatores, entre eles: fêmeascom baixa freqüência de cruzamento, machos estirilizados com alta competividade com os demaismachos, reduzida probabilidade de imigração de machos férteis e fêmeas com ovos fertilizados ...CONTROLE BIOLÓGICOUtilização intencional dos inimigos naturais de um organismo indesejável ao homem, com afinalidade de reduzir sua população para nível abaixo de dano econômico ou nível tolerável. Exemplo:alguns fungos, como o Metarrhizium anisopliae, têm sido usados para controlar pragas em certoscultivos, como a cigarrinha da cana-de-açúcar. A bactéria Bacillus thuringiensis produz toxina (δ-endotoxina) nociva a certas pragas (insetos).(Ver MIP)“CONVENCIONAL, PRUDÊNCIA”A “prudência convencional” é um termo que poderia ser assim traduzido do inglês “coventionalwisdom” querendo dizer-se em estudos sobre complexidade e estabilidade de comunidades que: umacrescente complexidade numa comunidade conduz a uma crescente estabilidade; significando isto quecom mais espécies há mais interações entre elas e conseqüentemente, em média, há maior força deinterações, sendo portanto a comunidade menos suscetível a mudanças, face a uma perturbação.“CONVENTION OF INTERNATIONAL TRADE IN ENDANGERED SPECIES (OF WILDFLORA AND FAUNA) - CITES”Convenção sobre o comércio internacional de espécies da flora e da fauna, em via de extinção.CONVERGÊNCIA DE CARACTÉRES(Ver ALOPATRIA)CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL, ZONA DERegião da Terra na qual as correntes de superfície, de ar, vindas das regiões subtropicais doshemisférios norte e sul (latitudes de 30o), encontram-se próximo ao equador e se eleva sob a influência docalor do sol. O ar trpical carregado de umidade ao elevar-se resfria na área de convergência e a umidadeem condensação forma nuvens e se precipita. Daí afirmar-se que os trópicos são mais úmidos, não porqueexista mais água nessas regiões do que nas outras, mas sim porque neles a água cicla mais rapidamente.COORTEGrupo de indivíduos (geralmente de animais) da mesma idade, recrutados numa população, nomesmo tempo. Refere-se também a uma determinada classe de idade. Ainda é usado para referir-se a umacategoria taxonômica.COPÉPODESOrganismos da subclasse Crustacea, sendo a maioria das suas 6000 espécies marinhas de vidalivre minúsculas (de 0,5 mm a 10 mm de comprimento), embora muitas sejam parasitas e outrassimbiontes. Os de vida livre são os organismos mais abundantes no mar, servindo de alimento, na base dacadeia alimentar, a inúmeras espécies de peixes; e até mesmo para mamíferos como a baleia.COPIOTRÓFICOOrganismo que cresce somente na presença de alta concentração de nutrientes.“COPPICING” (= PODA RASTEIRA)Este termo em inglês pode ser traduzido como “poda rasteira”, ou seja, é um corte periódiconuma vegetação, geralmente arbórea cultivada, para estimular o múltiplo rebrotamento.“copro-”Prefixo de origem grega que se refere a “fezes; dejetos”.COPRÓFAGO (ou MERDÍVORO)Organismo que ingere dejetos (fezes), que se encontram muitas vezes enriquecidos pelaatividade de microrganismos, ditos coprofílicos. Muitos detritívoros são coprófagos.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS65COPRÓFILOOrganismo, geralmente “fungo coprofílico”, que vive em fezes de diversos tipos de animais (damesofauna do solo, assim como de pássaros e de animais maiores), enriquecendo-as com certosnutrientes, úteis aos organismos coprófagos.COPULAÇÃO ou ACASALAMENTO EXTRA-PAR(Ver EXOCRUZAMENTO)CORAL(VerATOL; e RECIFES)“-coria”Sufixo de origem grega que significa “dispersão; espaço”. É utilizado mais comumente paraindicar a forma de dispersão dos vegetais, como nos seguintes casos: anemocoria (dispersão pelo vento);hidrocoria (pela água); zoocoria (pelos animais); autocoria (autodispersão ou por expulsão ou ainda porprodução de estolões); e muitas outras denominações.No sentido de “espaço” alguns autores denominam de biócoro (ou biocório) ao conjunto decondições inerentes a um “ecossistema”; sendo esta última denominação a mais usada e mais aceita.Ainda alguns autores usam biócoro ou biocore quando se referem a um grupo de biotopos similares.CORIOLIS(Ver FORÇA DE CORIOLIS)CORPO DE ÁGUAQualquer sistema aquático (rio, lago, reservatório, oceano) que receba efluentes líquidos (ouágua residuária), tratados ou não.CORREDOR e CORREDOR ECOLÓGICOEm termos geológicos o corredor é uma conexão contínua ligando massas de terra adjacentes eexistente há longo período geológico de tempo.O corredor ecológico é uma concepção moderna relacionada a manejo e conservação de fauna.Os corredores de mata, são uma idéia defendida por alguns conservacionistas, de que os remanescentesde matas (ou relitos) devem se interligar a partir de “faixas” de mata, propiciando assim aos animais,possibilidades de deslocamento. Teoricamente, isto ocorrendo, dará alternativas de habitats (alimento,refúgio etc) para certos animais.CÓRREGOCÓRREGO = ARROIO = REGATO = RIBEIROCurso de água, estreito, pouco volumoso, de pequena extensão e às vezes intermitente.CORRENTE DE BENGUELA(Ver RESSURGÊNCIA)CORRENTE DO PERU (ou CORRENTE DE HUMBOLDT)(Ver HUMBOLDT, CORRENTE DE; e RESSURGÊNCIA)Concreção calcária formada no mar,a partir de pólipos. Nas costas do Brasil sãomais comuns os corais originados deantozoários e hidrozoários (celenterados) queconstroem um “esqueleto” de matériaorgânica ou carbonato de cálcio. Nos coraissão comuns ocorrerem as algas zooxantelas,equinodermas, moluscos, protozoários.A foto ao lado (do sitewww.wikipedia.com) mostra estrêla-do-marde cor azul (Linckia laevigata) repousandosobre coral Acropora, na Grande Barreira deRecifes (de corais), da Austrália.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS66CORRENTE “EL NIÑO”Assim chamada porque ocorre em dezembro, a cada dois a sete anos (“El Niño” significa emespanhol menino Jesus), resulta dos ventos que sopram na direção do hemisfério sul, ao longo das costasdo Equador e do Peru, empurrando uma corrente marinha quente, juntando-se à Oscilação do Sul(mudança de pressão atmosférica na superfície terrestre, proveniente da Indonésia, norte da Austrália esudeste do Pacífico), viabilizando maciça transformação do tempo, afetando imensas regiões da Terra. Aeste efeito conjunto do “El Niño” com a Oscilação do Sul aplica-se a sigla ENOS. Seus efeitos fazem-sesentir na Austrália, África e Indonésia, com a seca, tempestade de areia, queimadas; ou na India, que sepriva das chuvas de monção; no Peru e no Equador, assim como no sudeste e sul do Brasil, com asgrandes enchentes; e tufões no oeste do Pacífico. Tais acontecimentos registraram-se com bastanteintensidade nos anos 1982-83 e novamente em 1991-92. Os ventos alísios enfraquecidos, fazem com queas águas quentes permaneçam próximas da América do Sul, impedindo a ressurgência.As águas quentes não propiciam abundância de nutrientes, essenciais à cadeia alimentarmarinha, ocorrendo morte ou migração de peixes e aves próximas.Pesquisadores norte-americanos e europeus, detectando um fenômeno que teria efeitos opostosaos da corrente “El Niño”, ou seja, os ventos alísios aumentam levando as águas quentes superficiais paraa Ásia, onde ocorrem chuvas e no Brasil ocasionando fortes chuvas no norte e nordeste e estiagem no sul,deram o nome a este fenômeno de “La Niña”. Esta caracteriza-se por chuvas pesadas em muitas regiõesdos trópicos, seca nas regiões temperadas-norte e uma intensa atividade de furacões no oceano atlânticonorte.CORRENTEZA (LAMINAR e TURBULENTA)Quando a movimentação da água dá-se paralelamente (à superfície) sem ocorrer mistura, acorrenteza é laminar; e quando as diversas partes do corpo de água se misturam, ela é turbulenta. Nosrios e córregos naturais a correnteza dificilmente é laminar.CORRETIVO DO SOLOQualquer composto adicionado ao solo (gesso, calcário...) com a finalidade de melhorar suaspropriedades (que não as de fertilidade), tais como pH, porosidade, densidade... visando o melhorcrescimento das plantas.(Ver FERTILIZANTE)CORTE SELETIVOCorte de árvores, geralmente na fase intermediária de seu desenvolvimento, visando obtermadeira já em fase matura ou para eliminar árvore com algum tipo de problema (doença, por exemplo),num ecossistema com indivíduos em idade não-uniforme (numa floresta natural, por exemplo). É umprocesso que estimula o rebrotamento e o surgimento de novos indivíduos, mantendo assim oecossistema com desenvolvimento não-uniforme.(Ver MANEJO SUSTENTADO)CRENÓFILOQue se desenvolve numa fonte natural ou próximo a ela.CRESCIMENTO ALOMÉTRICO(Ver ALOMETRIA)CRESCIMENTO CRÍPTICOAlguns microrganismos, mesmo na chamada fase estacionária de crescimento, continuammetabolizando (alimentando-se das células microbianas mortas) e chegam até a crescer, daí estadenominação.(Ver CRESCIMENTO EXPONENCIAL; CRESCIMENTO LINEAR; e FASEESTACIONÁRIA DE CRESCIMENTO)CRESCIMENTO EXPONENCIALCrescimento, de uma população por exemplo, onde ocorre aumento no número de seuscomponentes, num percentual fixo do total e em determinado período de tempo, sendo graficamenterepresentado por uma curva em forma de J. Na prática, à maneira do aumento geométrico dos “grãos detrigo no tabuleiro de xadrez”, se em 1994 a população humana mundial aumentou em 1,6% e se esta taxade crescimento continuar, a população duplicará em 44 anos, ou seja 70/1,6 ≅ 44 (obs.: aplica-se a regraprática dos “70/percentual de crescimento = tempo para duplicação em anos”, conforme a fórmulamatemática básica de crescimento exponencial).Como curiosidade estima-se que se uma bactéria (que pesa não mais do que um trilionésimo deum grama, ou seja, 10-12gramas) crescesse exponencialmente, com um tempo de geração de 20 min., em48 horas produziria uma massa que pesaria 4.000 vezes mais do que o planeta Terra!). Certamente istonão aconteceria porque haveria limite de nutrientes para o crescimento desta bactéria, que assim entra emfase estacionária de crescimento.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS67(Ver CRESCIMENTO LINEAR; EQUAÇÃO LOGÍSTICA; FASE ESTACIONÁRIA DECRESCIMENTO; e TAXA DE CRESCIMENTO)CRESCIMENTO LINEARCrescimento de uma população por exemplo, onde ocorre aumento no número de seuscomponentes em quantidade fixa por cada unidade de tempo. Se a cada dia nascem três indivíduos numadeterminada população humana, em cinco dias a população cresceu em quinze indivíduos e em um mêsterá crescido em 90 indivíduos.(Ver CRESCIMENTO EXPONENCIAL)CRESCIMENTO ZERO(Ver ISOCLINO ZERO)CRIME AMBIENTAL(Ver LEGISLAÇÃO AMBIENTAL)CRIÓFILO (ou CRIOFÍLICO) / CRIOFILIAOrganismo que medra em temperaturas baixas. Alguns admitem ainda o termo criofilático, paradesignar o organismo resistente a temperaturas baixas.(Ver TERMÓFILO)CRÍPTICO(A), ANIMAL / CARACTERÍSTICARefere-se ao fato de que alguns animais, especialmente devido à sua coloração, se integram aoambiente tornando-se difícil sua detecção por predadores e às vezes também por suas presas. Esta éassim, uma “característica críptica”.No sentido de parecer-se com o ambiente em que está, um termo mais usado é camuflagem.(Ver APOSEMATISMO; CAMUFLAGEM; e MIMETISMO)CRIPTOBIÓTICO / CRIPTOFAUNA / CRIPTOZÓICOQue vive escondido, sob pedras, em fendas etc.(Ver CASMÓFITO)CRIPTODEPRESSÃOAlguns lagos que têm a superfície acima do nível do mar, mantêm suas águas abaixo do nívelmarinho, chamando-se esta parte “criptodepressão”.CRÔNICO (EFEITO CRÔNICO / DOENÇA CRÔNICA)Efeito/doença que ocorre em tempo longo, por exposição a determinada substânciatóxica/agente causador de doença, podendo progredir para uma condição pior ou desaparecer com aidade do indivíduo afetado. No caso de doença, citam-se a malária (que periodicamente ressurgeviolentamente no indivíduo contaminado), o câncer e doenças cardiovasculares, assim como a asma (quepode desaparecer com o crescimento da criança).(Ver AGUDO (EFEITO AGUDO / DOENÇA AGUDA))“crono-”Prefixo de origem grega significando “tempo”. Ex.: cronoclino (uma mudança gradual numcaráter ou grupo de caracteres ao longo de um período extenso de tempo geológico); cronofauna (umacomunidade animal geograficamente restrita que mantém seu caráter básico ao longo de um período detempo geologicamente significativo); e outras denominações.(Ver “-clino” ou “-clina”)C–S–R, TRIÂNGULO(Ver TRIÂNGULO C–S–R)CTC - CAPACIDADE DE TROCA CATIÔNICADiz respeito ao total de cátions trocáveis adsorvidos ao solo, expresso em centimolesc (+) por kgde solo, argila ou colóide orgânico. O subscrito “c” significa a carga do íon. Os cátions adsorvidosresistem à lixiviação, mas podem ser substituídos (trocados) por outros cátions da solução do solo porefeito da competição (o grande número de íons positivos presentes leva à competição pelos sítiosnegativos). A CTC refere-se à quantidade desses sítios negativos existentes no solo. Nos sítios (locais) detroca catiônica, em solos com pH superior a 6 ou 7, os íons geralmente adsorvidos à argila ou colóideorgânico são Ca2+, Mg2+e K+; enquanto nos solos ácidos tais sítios são ocupados na maioria por íons deAl(OH)2. Quantidades menores de outros íons, como os de Na+, NH4+e Zn2+, ocorrem em alguns dossítios de troca.Estima-se que 1% de humus ou matéria orgânica do solo (1g de humus/100g de solo) tem umaCTC de 2 cmolc / kg de solo e que 1% de montmorilonita tem uma CTC de cerca de 1 cmolc(100cmolc/kg para 100% de argila).Na nomenclatura antiga usava-se para CTC a unidade meq ou miliequivalente/100g de solo, quehoje deve ser representada por:a) 1 meq/100g = 1 cmol (+) / kg de solo (ou 1 centimol)b) “ “ “ = 10 mmol (+) / kg “ “ (ou 1 milimol)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS68c) “ “ “ = 10 mmol (1/2 Ca2+) / kg de solo (se for usado Ca).(Ver SATURAÇÃO DE BASES)“CULL” (APARTE)Denominação em inglês de um processo de manejo em que se faz o aparte (se separa) dosindivíduos de pouco valor (de uma manada, por exemplo), que estejam em condições físicas inferiores emrelação aos demais, ou que estejam doentes; alguns sendo sacrificados.CULTIVAR − C.V. (ou CV)Designação de variedade de planta de uma determinada espécie, obtida de cultivo, geralmenteem que foi feito melhoramento genético, visando por exemplo, maior produtividade, maior resistência àpraga ou à seca etc. Usa-se comumente a abreviatura c.v. para indicar a cultivar; ex.: Phaseolus vulgarisc.v. carioca. O termo variedade refere-se à subespécie ou híbrido silvestre.Há interesse especial em ecologia, sobre os estudos das variedades introduzidas pelo homem nomeio ambiente e suas interações com outras espécies e o meio abiótico, principalmente na época atual,após a criação e disseminação dos transgênicos.CULTIVO ITINERANTE(Ver AGRICULTURA ITINERANTE)CULTIVO MANIPULADO GENETICAMENTENa engenharia genética tem se procurado inserir num determinado cultivo um gene provenientede outro organismo, que possa conferir a este cultivo uma certa propriedade, como por exemplo, deresistência à seca ou a uma praga. O gene δ-endotoxina, isolado da bactéria Bacillus thuringiensis(utilizada em controle biológico), foi inserido em tabaco (planta do fumo), conferindo-lhe resistênciapotencial à praga de lepidópteros.(Ver ENGENHARIA GENÉTICA)CULTIVO ROTACIONALCULTIVO ROTACIONAL = ROTAÇÃO DE CULTURASAlternância de diferentes tipos de cultivo, com a finalidade de reduzir ou repor nutrientesconsumidos por certos vegetais. Exemplo: algodão, milho e fumo são grandes consumidores denitrogênio, que poderá ser reposto ao solo com plantio de leguminosa.CULTURA AXÊNICARefere-se à cultura pura , livre de organismos contaminantes. Termo comum em microbiologia.CUPIM(Ver TÉRMITAS)CURVA DE SOBREVIVÊNCIACurva representativa do declínio, em número e ao longo do tempo, de um grupo de recém-nascidos ou de indivíduos que acabaram de emergir, como no caso dos organismos modulares; éinterpretada também como uma representação gráfica da probabilidade desses descendentes desobreviverem nas idades subseqüentes.(Ver TABELA DE FERTILIDADE; e TABELA DE VIDA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS69DDANO ECONÔMICODANO ECONÔMICO = NÍVEL DE INJÚRIARefere-se ao nível em que o controle de uma praga na agricultura está no limiar econômico, ouseja, qualquer gasto adicional compromete o benefício (lucro). Usa-se a expressão limiar de ação decontrole, para designar a observação da combinação da densidade de praga e as densidades dos seus“inimigos naturais” além da qual se faz necessário intervir, para evitar dano econômico.D.A.P. − DIÂMETRO À ALTURA DO PEITODiâmetro de secção transversal, geralmente efetuada em troncos de árvores, a 1,30 m do solo(ou 1,35 m, segundo alguns autores), utilizado em cálculo de área basal, ou como um dado útil emestimativa de biomassa vegetal, levantamento de densidade de vegetação, avaliação de cobertura vegetaletc. Em vegetação arbustiva (na caatinga, por exemplo) mede-se o D.B. (diâmetro da base).(Ver ÁREA BASAL)DARLING, EFEITO DE(Ver FRASER-DARLING, EFEITO DE)DARWINISMOProcesso evolutivo que ocorre na Natureza na visão de Charles Darwin, que expressa a evoluçãocomo ocorrendo através de seleção natural (ou a luta pela vida), onde os organismos agemespontaneamente determinando variações dentro das populações e espécies e que resulta na sobrevivênciado mais apto.(Ver NEO-DARWINISMO)D.B. − DIÂMETRO DA BASE(Ver D.A.P.)DBO − DEMANDA BIOLÓGICA DE OXIGÊNIOÉ o mesmo que Demanda Bioquímica de Oxigênio. É um índice biológico usado para monitorarpoluição aquática e que é obtido geralmente pelo seguinte procedimento: uma amostra de água écolocada em frasco especial (capaz de excluir todo o ar da amostra) e deixada em incubação a 20 °Cdurante 5 dias; a quantidade de O2 consumida (pelos microrganismos existentes na amostra, que oxidama matéria orgânica) é estimada a partir da medição da quantidade do oxigênio residual (por comparaçãocom amostra-controle).Quando o valor de DBO é alto, isto significa que os microrganismos existentes estão emquantidade elevada, consumindo (demandando) muito oxigênio, competindo pelo O2 com os organismosmaiores (peixes, por exemplo).Costuma-se estimar também a DQO − Demanda Química de Oxigênio, que indica o carbonoorgânico total da amostra de água, medindo-se com dicromato ou permanganato, a quantidade doreagente consumido durante a oxidação da matéria orgânica.A figura que segue ilustra a curva de oxigênio (linha contínua) e a curva de demanda biológicade oxigênio ou DBO (linha interrompida), ao longo de um rio e considerando um determinado pontoonde ocorre despejo de uma certa atividade humana (segundo MILLER, 1990):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS70DCE − DICLOROETANOComposto obtido na indústria do cloro, utilizado como solvente de óleos, graxas, gordura,gomas, resinas e principalmente borracha. Seu vapor, presumivelmente carcinogênico, gera problemasrespiratórios, problemas nos olhos, no sistema nervoso central, danos ao fígado e rins.DDD(Ver ORGANOCLORADO)DDE(Ver ORGANOCLORADO)DDT(Ver ORGANOCLORADO)DE(Ver DOSE EFETIVA)DECIBEL (db)Unidade não-absoluta de medida do som, baseada na razão logarítmica da intensidade do som(I) para um nível de referência (Io) estabelecido arbitrariamente como a pressão sonora (mínima audívelao ser humano) de 0,0002 microbars (ou dinas/cm2ou uma energia de cerca de 10-6watts).Inicialmente obtém-se o bel:bel = log10 I/Io, e depois o decibel:db = 10 log10 I/Io.Portanto, 10, 20 e 100 db significam respectivamente 10, 100 e 1010vezes o limite mínimo. Emgeral, 90 db podem ser considerados como nível crítico de dano para o ouvido humano.DECÍDUA(Ver CADUCIFOLIA)DECLÍNO PROGRESSIVO (NA DENSIDADE POPULACIONAL)(Ver LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS (-3/2))DECOMPOSIÇÃODECOMPOSIÇÃO = PUTREFAÇÃOProcesso de desintegração da estrutura da matéria orgânica em que moléculas orgânicascomplexas se transformam em substâncias simples (dióxido de carbono, água e componentes minerais)atingindo, no solo, um estado final de humus. Juntamente com essas substâncias simples, muitas dasquais são nutrientes inorgânicos, são liberadas substâncias orgânicas que poderão fornecer energia ouinibir ou estimular outros componentes bióticos do ecossistema.Há uma tendência atual para se considerar a decomposição como mais importante para oecossistema do que os próprios decompositores, uma vez que, em certos ecossistemas, os animaisdemonstraram ser mais importantes do que bactérias e fungos no processo de decomposição da matériaorgânica. É importante também observar os efeitos das ações físicas no processo da decomposição.DECOMPOSITORDECOMPOSITOR = MICROCONSUMIDOR = OSMÓTROFO = REDUTOR = SAPRÓBIO =SAPROBIONTE = SAPRÓFAGO = SAPRÓFILO = SAPRÓTROFO = SAPROXENOOrganismo heterotrófico, principalmente bactérias e fungos, que degradam os compostoscomplexos dos protoplasmas mortos, absorvendo alguns produtos da decomposição e liberandonutrientes inorgânicos que serão utilizados pelos produtores. Saprófito ou saprofítico refere-se aosvegetais (plantas) que retiram seus alimentos da matéria orgânica em decomposição. Nos ecossistemaszona límpida,com organismosde água normalzona de decom-posição, compeixes poucoexigentes fungos, bactériasanaeróbias...zona derecuperaçãozonalímpidaponto de descargaO2 dissolvidoDBOConcentraçãoOrganismosTempo ou distância rio abaixo
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS71aquáticos citam-se os organismos saprobiontes (resistem a águas poluídas), saprófilos (estão geralmentepresentes em tais águas) e saproxenos (não se encontram nessas águas).(Ver DECOMPOSIÇÃO)“DEET – N,N-DIETHYL-META-TOLUAMIDE”Composto usado nos repelentes (de insetos), muito utilizados nos E.U.A., principalmente nasregiões de grande infestação, tais como no Alaska e nos “Everglades”, na Flórida. Há indicações de queeste composto causa danos neurológicos em ratos e por isso é recomendado que o produto repelente nãocontenha mais do que 30% de “DEET” e que seu uso não seja nunca combinado a protetor solar, uma vezque este composto reduz a ação do protetor em cerca de 30%.DEFENSIVO AGRÍCOLA(Ver PESTICIDA)DEFESA ECONÔMICA(Ver POSSIBILIDADE DE DEFESA ECONÔMICA)DEFESA (EM PLANTAS)Muitos vegetais, durante o processo evolutivo, desenvolveram estruturas e alguns, compostosquímicos que tornaram possível defender-se do ataque de herbívoros. As estruturas são facilmentenotadas, como por exemplo os espinhos em certas plantas da caatinga (bromélias, foto da esquerda) e emcactos (foto da direita). Nestes últimos, os espinhos são folhas modificadas, que além de protegerem ocacto contra predadores, reduzem a superfície de transpiração da planta:Obs.: ambas as fotos do site www.biosferadacaatinga.org.br: a da esquerda, de Tadeu Jankosviki;e a da direita de Roberto Linsker.(Ver DEFESA QUÍMICA)DEFESA NATURAL(Ver DEFESA QUÍMICA)DEFESA QUÍMICAProdução de substâncias químicas (muitas delas são metabólitos secundários) por certosorganismos e que desempenham nestes a função de “defesa” contra possíveis predadores oucompetidores. Muitas plantas são ricas em tais substâncias, como alcalóides, terpenóides, taninos,flavonóides, glicosídeos, cianeto, ácido oxálico etc.Entre os animais valem ser destacados: um gastrópodo marinho que produz ácido sulfúrico e um“besouro bombardeiro” (Brachinus crepitans) que produz hidroquinona e peróxido de hidrogênio em seuabdômen (que se misturam em câmara de explosão sob ação da enzima peroxidase, formando a quinona,tóxica; o inseto a ejeta como um “spray” explosivo).Sapos e rãs produzem batracotoxinas, epibatidinas (de efeito 200 vezes superior à ação damorfina e similares) e pumiliotoxinas em sua pele, extremamente venenosas ao simples toque; espinhosde muitas plantas produzem substâncias tóxicas variadas. Índios do oeste da Colômbia esfregam aspontas de suas flechas e setas da zarabatana, na pele de rãs (Dendrobates auratus e Phyllobatesterribilis), usando-as para caçar com eficiência duradoura (de pelo menos 1 ano) (segundo artigo-reportagem de M.W.Moffett, publicado em National Geographic, 1995, Vol.187, no5, p.98-111).Há substâncias que são mantidas pelo organismo (plantas) durante todo o seu tempo de vida,constituindo-se na chamada defesa constitutiva. Entre estas há os taninos, resinas, óleos essencias emfolhas e ramos de algumas plantas, que se ligam facilmente às proteínas, tornando-as indigestas. Grandeparte de substâncias desse tipo, são incluídas no grupo dos metabólitos secundários. Há também osalcalóides, nos quais algumas plantas são ricas, constituindo-se em substâncias tóxicas para os animais. Ehá substâncias que são produzidas (por plantas) em resposta a danos causados por herbívoros ou outroqualquer agente, constituindo-se na chamada defesa induzida.(Ver CIANOGÊNICO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS72DEFESOLiteralmente significa ato de proibição. É a ação de proteção às espécies da fauna, como porexemplo aos da piracema, que consiste em fiscalizar a pesca no período em que ela acontece, ou seja, deoutubro a maio, proibindo-se a pesca predatória com o uso de redes, tarrafas, puçás, bombas etc, quecausariam grande apreensão de peixes e mortandade predatória. Neste período, de acordo com oIBAMA, só se permite o uso de linha e anzol.DEFICIT DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUAÉ uma medida da quantidade de água que falta no ar em relação ao ar saturado.(Ver CLAREIRA)DEGRADAÇÃO AMBIENTALÉ a redução de um recurso natural renovável até um certo nível de produção sustentável, ou seja,refere-se à explotação até uma taxa limite de reconstituição natural.São bastante variadas as conotações da degradação ambiental, no geral. Do ponto de vista dointeresse de exploração de um recurso natural pelo ser humano, qualquer “ameaça” à continuidade deexplotação, pode se constituir em degradação. Na foto seguinte, da NASA (obtida pelo Landsat), vê-se acapital da Mauritânia, Nouakchott, sendo ameaçada pela aproximação de dunas gigantescas, certamenteresultantes da devastação da vegetação dos arredores.DEMANDA BIOLÓGICA (ou BIOQUÍMICA) DE OXIGÊNIO − DBO(Ver DBO)DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO − DQO(Ver DBO)DEMERSALTermo que se refere a ovos (de peixes) que não flutuando, tendem a depositar-se no fundo dosistema aquático (mar ou lago).“DENDRIUM”Uma comunidade de orquídeas.“dendro-”Prefixo de origem grega significando “árvore”. Ex.: dendrocronologia (método de dataçãousando contagem dos anéis de crescimento anual das árvores); dendroquímica (campo emergente daquímica ambiental em que se analisa a composição química, especialmente minerais, dos anéis decrescimento); dendroclimatologia (parte da climatologia que utiliza o conhecimento sobre os registros emanéis de crescimento das árvores para quantificar os níveis de elevação do dióxido de carbono naatmosfera, procurando entender o processo de aquecimento global); dendropirocronologia (utiliza talconhecimento dos anéis de crescimento para tentar reconstruir a história de incêndios florestais);dendrícola (o mesmo que arborícola, que vive sobre árvore); dendrófago (que se alimenta de madeira).DENDROTELMATOBIONTES(Ver FITOTELMOS)DENSIDADERefere-se ao número ou biomassa de indivíduos de uma espécie, por unidade de área ou volume,respectivamente nos ecossistemas terrestre ou aquático. Há diversos aspectos ecológicos dependentes dadensidade (ação dependente da densidade) como por exemplo, a carência de nutrientes, cujos efeitospoderão ser desastrosos no caso de alta densidade populacional; e há também os independentes (açãoindependente da densidade) como por exemplo um desastre ou uma catástrofe, como o fogo ou temporal,cujos efeitos sobre as populações não dependerão da densidade populacional. Entre os diversos aspectosecológicos relacionados à dependência e à independência da densidade, são também mencionados osfatores de crescimento.(Ver ABUNDÂNCIA; DEPENDÊNCIA OU DEPENDENTE DA DENSIDADE; DENSIDADEECOLÓGICA; e ÍNDICE DE DENSIDADE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS73DENSIDADE APARENTE (DE UM SOLO)Refere-se à densidade de um volume de solo, da maneira como ele existe naturalmente,incluindo o ar (sua porosidade) e a matéria orgânica, mas excluindo a umidade. Sua estimativa pode serfeita da seguinte maneira (MILLER & DONAHUE, 1990):a) Um cilindro (com 5 cm de altura e 4,4 cm de diâmetro interno) é enterrado no solo e umaamostra de solo é coletada, seca em estufa a 105°C; sem alterar a estrutura do solo, dando então comoresultado, 87,6 g.b) O volume do cilindro é dado por: V = πr2h = 3,14 X 2,22X 5 cm = 76 cm3.c) Densidade aparente = massa do solo/volume do solo = 87,6 g/76 cm3= 1,15 g/cm3.DENSIDADE ECOLÓGICATermo usado por alguns autores para indicar o número ou biomassa de indivíduos de umaespécie, por unidade de espaço de habitat, ou seja, de área ou volume que possa ser eventualmentecolonizado pela população da espécie em questão. Alguns autores chamam de intensidade de abundânciaa este número de indivíduos por local habitável numa comunidade.(Ver ABUNDÂNCIA; DENSIDADE; e ÍNDICE DE DENSIDADE)DENSIDADE RELATIVAUma medida da densidade de uma espécie (representada por a) numa área ou comunidade,relativa ao número total de indivíduos (Ntot) de todas as espécies dentro dessa área ou comunidade; sendousualmente expressa como porcentagem, usando-se a fórmula: Densidade relativa = 100Na/Ntot.DEPENDÊNCIA (ou DEPENDENTE) DA DENSIDADERelação entre fatores, fenômenos ou processos, abióticos ou bióticos e a densidade populacionalde um determinado organismo. Assim sendo, há reações dessa população que dependerão da suadensidade, no momento em que for atingida por um certo fenômeno ou processo. Reciprocamente, háreações da população a certos fatores (abióticos ou bióticos) que independem da densidade. Se, porexemplo, ocorrer uma certa escassez de alimento, a reação de uma população dependerá do número deindivíduos que a compõem, constituindo-se assim uma dependência de densidade. Se por outro lado,ocorrer por exemplo, um incêndio ou enchente, é bem possível que os efeitos destas catástrofes sobre aspopulações independam da densidade (ver também FATORES “DEPENDENTE” e “INDEPENDENTE”DA DENSIDADE).Muitos processos ecológicos estão relacionados com a dependência da densidade, como ocrescimento populacional, a competição intra e interespecífica, relações presa-predador e parasita-hospedeiro e até mesmo tamanho de indivíduos numa população. Quando um aumento na densidadeinicial de uma população é exatamente contrabalançado pelo aumento da mortalidade e/ou redução nataxa de natalidade e/ou taxa de crescimento, diz-se ocorrer uma compensação exata dependente dadensidade. Por outro lado, quando uma dependência da densidade de população é tão intensa queaumentos na densidade inicial conduzem a reduções na densidade final, ela é denominada desupercompensação da dependência da densidade. Por sua vez, quando aumentos na taxa de mortalidadeou reduções na de natalidade ou na taxa de crescimento ocorrem na dependência da densidade emmagnitude inferior aos aumentos na densidade inicial e de maneira que aumentos nesta densidade inicialainda conduzem a aumentos ainda menores na densidade final, denomina-se este processo desubcompensação da dependência da densidade.DEPENDÊNCIA INVERSA DA DENSIDADERefere-se à mudança na influência de um fator ambiental (denominado “fator dependente inversoda densidade”) que afeta a densidade de população que, quando muda, pode ocorrer uma das seguintestendências: (i) estímulo ao crescimento da população (reduzindo a mortalidade ou aumentando afecundidade) quando a densidade de população aumenta; (ii) ou retardamento ao crescimento dapopulação (aumentando a mortalidade ou reduzindo a fecundidade) quando a densidade de populaçãodiminui.Há três possíveis explicações para este “desvio da equação logística”: (i) refere-se inicialmenteao “efeito Allee”, no qual a capacidade de indivíduos encontrarem seu par reprodutivo é intensificadacom o aumento da população; (ii) poderá estar relacionada ao aumento da diversidade e conseqüentediminuição da incidência de mutações deletérias; (iii) ou seria devido ao aumento da capacidade dapopulação (no caso de animais) de predar populações de presas.DEPRESSÃO DA PROCRIAÇÃO CONSANGÜÍNEAPerda do “vigor híbrido” entre os membros de uma prole, que cruzam entre si, resultando naexpressão gênica de caractéres deletérios, gerando assim alta homozigosidade (reduzindo portanto, aheterozigosidade).(Ver HOMOZIGOSIDADE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS74DERIVA GENÉTICA (ou DESVIO GENÉTICO)Mudança na freqüência do alelo, devido mais às variações aleatórias, do que evolutivas, nafecundidade e mortalidade de uma população.(Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO; e VARIABILIDADE GENÉTICA)DESASTREEvento ou distúrbio que ocorre freqüentemente num ecossistema, afetando a vida de populaçõesde maneira a exercer pressão seletiva, sendo registrado no processo evolutivo. O fogo no cerrado e a secana região nordeste do Brasil, podem ser definidos como desastres. Alguns acidentes, por suasrepercussões negativas, são classificados como desastres, como alguns aqui referenciados, como os deBhopal e Chernobyl.(Ver CATÁSTROFE)DESENCADEADOR (ou LIBERADOR)Em inglês, “releaser”, significando literalmente, desencadeador ou liberador, sendo então umestímulo que serve para iniciar uma atividade instintiva.(Ver “IMPRINTING”)DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO(Ver DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL)DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELDESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL = DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO =ECODESENVOLVIMENTOPode ser definido como: “melhoria da qualidade de vida humana, dentro da capacidade desuporte dos ecossistemas”. Poderia ainda ser: “desenvolvimento visando às necessidades do presente,sem comprometer a disponibilidade de recursos que as gerações futuras necessitarão”. Ou:“desenvolvimento sócio-econômico, respeitando e procurando manter as características da Natureza,sendo portanto, baseado em princípios ecológicos, para exploração dos seus recursos; esperando-se comisso, que sejam evitados o desperdício e a degradação ambiental”.Alguns autores fazem distinções entre três tipos de desenvolvimento sustentável: o ecológico, oeconômico e o social. É bem possível que esta seja uma “ordem crescente de dependência”. O MMA −Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, do governo federal, criouuma Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável − CPDS.(Ver MANEJO SUSTENTADO)DESERTIFICAÇÃOProcesso de origem climática e/ou antrópica, que converte um determinado local sob coberturavegetal natural ou sob cultivo, em terra onde a produtividade agroecológica é insignificante. São muitasas causas da desertificação, podendo ocorrer como conseqüência climática, combinada com outrosagentes, tais como superpastejo ou superexplotação, erosão, queimas repetidas etc.É bem possível que os carirís paraibanos, principalmente o ocidental, onde estão os municípiosde Taperoá (ao norte), São José dos Cordeiros, Serra Branca, Ouro Velho, Sumé, Prata, Congo,Monteiro, Camalaú, São João do Tigre e São Sebastião do Umbuzeiro (ao sul) seja hoje umamicrorregião em processo de desertificação. Nesta microrregião a precipitação pluvial em 1993 foiinferior a 50 mm (no Saara chove 200 mm/ano e no deserto de Atacama, no Chile, chove 75 mm/ano);além disso, a atividade humana mais comum é a olaria (caieiras e cerâmicas).(Ver SAHEL)DESERTOTermo aplicado à região onde a precipitação pluvial é geralmente inferior a 250 mm/ano, sendomenor do que a evaporação potencial, não proporcionando condições para o estabelecimento de umabiota significantemente densa. O bioma de deserto ocorre em extremos de temperatura, como o de altatemperatura no deserto do Saara, no norte da África e o de baixa temperatura no deserto de Gobi, naMongólia. Regiões onde ocorrem precipitações abaixo dessa magnitude e muito irregulares (ano ou anossem chuva) determinando escassez crítica de água ao meio biótico, são ditas regiões áridas; e aquelasonde a precipitação é em torno desse nível, com distribuição irregular (às vezes a chuva cai num períodomuito curto do ano) são denominadas de semi-áridas.As fotos que seguem, dos arquivos do “Greenpeace International”, site www.greenpeace.org,mostram efeitos da desertificação na Mongólia central:
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS75a primeira foto, a da esquerda, mostra local onde antes existia água e a da direita, filhote morto, decamela que não produzia leite (por falta de pastagem).As fotos seguintes, também do Greenpeace, mostram: a da esquerda, tempestade de areia muito freqüentena Mongólia, atingindo por vezes, o Japão; e a da direita, cabra montanhesa protegida com roupa paraevitar que companheiras devorem seus pêlos, em desespero de fome por falta de pastagem.(Ver DESERTIFICAÇÃO; e APÊNDICE VI – OS MAIORES DESERTOS DO MUNDO)DESERTO SUBTROPICAL(Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER, HEINRICH))DESFLORESTAMENTO(Ver DESMATAMENTO)DESIDROGENASE(Ver ENZIMAS DO SOLO)DESLOCAMENTO DE CARACTÉRESProcesso pelo qual um caráter morfológico de uma espécie muda com a seleção natural,originando-se da presença, no mesmo ambiente, de uma ou mais espécies similares ecologica oureprodutivamente.DESMATAMENTOProcesso, de origem antrópica, de remoção de uma cobertura vegetal natural (geralmente umamata ou floresta), por corte e abate das plantas, para diversas finalidades (expansão urbana, agricultura,utilização de madeira etc).DESNITRIFICAÇÃOProcesso de degradação do nitrato, que ocorre no solo e em ecossistemas aquáticos, geralmenteem condições anaeróbias, em que bactérias desnitrificantes (Pseudomonas desnitrificans, é um exemplo)formam principalmente óxido nitroso (N2O) e nitrogênio molecular (N2).DESPEJO INDUSTRIAL(Ver EFLUENTE)DESVIO GENÉTICO(Ver DERIVA GENÉTICA)DETERMINISMOBaseia-se na teoria de que o resultado de qualquer processo é estritamente predeterminado porcausas antecedentes definidas e leis naturais, implicando assim na idéia de que pode ser previsível.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS76DETERMINÍSTICO(Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO)DETRITÍVOROOrganismo que se alimenta de detritos orgânicos, exercendo importante papel ecológico no cicloda matéria, desintegrando a matéria orgânica a partículas que se tornam mais suscetíveis à decomposição.Exemplos de detritívoros: centopéias, alguns helmintos e coleópteros (nos ecossistemas terrestres) emoluscos e alguns crustáceos (nos ecossistemas aquáticos).(Ver CARNICEIRO; e DECOMPOSITOR)DETRITO ORGÂNICOPartícula de matéria orgânica originária do processo de desintegração de organismos mortos oude suas partes.“dia-”Prefixo de origem grega significando “através; durante; por”. Alguns verbetes com este prefixosão apresentados a seguir.DIAGEOTROPISMODIAGEOTROPISMO = GEODIATROPISMOOrientação em ângulo reto à direção da gravidade. No que se refere à planta ou animal aderido auma superfície, o diageotropismo resulta num crescimento paralelo à superfície do solo.DIAGRAMA CLIMÁTICORepresentação gráfica do clima de uma região, feita a partir dos dados (médias) de temperaturae precipitação, coletados num longo período de tempo e representados nos doze meses do ano. Odiagrama climático, proposto pelo biogeógrafo e ecólogo alemão Heinrich Walter, dá uma idéia globaldo clima. Quando se representam os dados de precipitação e temperatura de um período de um (1) ano,dá-se o nome de climatograma. A figura que segue é um diagrama climático representativo do clima dePirassununga (SP), numa região de cerrado (GRISI, 1978).Obs.:1) No alto da figura vêem-se a partir da esquerda: cidade (altitude, de 584m), [nº de anos dosdados coletados, ou seja, 27], temperatura média anual (19,8oC) e precipitação pluvial média anual(1.301,6mm).2) À esquerda na ordenada, a partir de cima: temperatura máxima registrada no período dos 27anos de coleta dos dados (38,4oC), média das máximas (30,0oC); seguem-se os valores de temperatura(entre 10 e 30oC) e embaixo a média das mínimas (7,0oC) e finalmente a mínima registrada no períododos 27 anos (-3,3oC).3) À direita, na ordenada os valores de precipitação (entre 20 e 300 mm).4) Embaixo, na abscissa: os meses do ano; como o diagrama climático refere-se a uma região nohemisfério sul, os meses mais quentes (e mais chuvosos) são colocados no meio do gráfico.J A S O N D J F M A M J10203020406080100200300Temperatura(oC)38,430,019,8oCPirassununga (584m)[27]7,0-3,3MESES DO ANOPrecipitação(mm)1.301,6mm
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS775) Observar no gráfico, que no período de julho a setembro a curva de precipitação ficou abaixoda curva de temperatura, daí a representação, da respectiva área, por pontilhado. No período em que aprecipitação for superior a 100 mm (de outubro a março), a respectiva área é representada em negrito.DIAHELIOTROPISMOResposta de uma planta inteira ou de uma de suas partes, orientadas em ângulo reto à direção daluz solar incidente.DIÂMETRO À ALTURA DO PEITO(Ver D.A.P.)DIAPAUSAUma pausa ou interrupção em decorrência de período estacional, como a que ocorre nahibernação.Fenômeno, comum em vários insetos (holometabólicos), em que há uma parada no seudesenvolvimento, causada por mudança num fator ecológico (luminosidade, temperatura, alimento ...),com posterior retomada do processo. Há insetos que põem ovos em um fruto e a larva desenvolve-se àmedida que o fruto cresce; permanece então em diapausa, como pupa e somente dá continuidade aodesenvolvimento na próxima safra desse fruto.(Ver DORMÊNCIA)DIÁSPORA(Ver PROPÁGULO)DIAZINON(Ver ORGANOFOSFORADO)DICLOROETANO(Ver DCE)DIELDRIN(Ver ORGANOCLORADO)DIFERENCIAÇÃO DE NICHO(Ver COMPLEMENTARIDADE DE NICHO)DIFERENTE e DIVERSODiferente: organismo que difere de outro por ter uma ou mais características dissimilares,tornando certo indivíduo (ou certa ocorrência) distinto de outro (ou outra). Diverso: é aquele organismoque apresenta uma faixa ou variação de diferenças. No caso do ser humano, por exemplo, pessoas têminteresses e habilidades diversas.DIMÍTICOS(Ver HOLOMÍTICOS)DINÂMICA DE MANCHASDo inglês “patch dynamics”, em que se considera uma comunidade como um mosaico demanchas (ou sítios) nas quais ocorrem interações bióticas e distúrbios abióticos.DINÂMICA DE POPULAÇÃO (ou DE POPULAÇÕES)(Ver ECOLOGIA DE POPULAÇÕES)DINAMICAMENTE FRÁGIL(Ver ESTABILIDADE)DINAMICAMENTE ROBUSTA(Ver ESTABILIDADE)DIÓICA(O)Originalmente chamava-se “espécie dioécia”. Diz-se da espécie que tem espécime (ou indivíduo)com flor masculina e espécime com flor feminina.(Ver MONÓICA; e TRIÓICA)DIÓXIDO DE CARBONO (ou CO2)(Ver CAPTURA E ARMAZENAMENTODE DIÓXIDO DE CARBONO; e EFEITO ESTUFA)DIOXINASGrupo de mais de 100 compostos de hidrocarbonetos clorados, formados sob ação de altatemperatura, combinando cloro e hidrocarbonetos. É um subproduto gerado, por exemplo, da fabricaçãode preservativo de madeira (“PCP − Pentachlorophenol”) e de herbicidas (o silvex, 2,4-D e 2,4,5-T). Oagente laranja, utilizado como desfolhante pelos americanos no Vietnã, é uma mistura meio-a-meiodesses dois herbicidas. A dioxina TCDD (Tetraclorodibenzodioxina) é uma das substâncias mais tóxicas(teratogênica) já fabricada pelo homem (LD50 ou DL50 de 0,001 mg/kg de peso corpóreo).Algumas dioxinas são usadas no processo de branqueamento do papel, devendo por isso seu usoser banido da fabricação de filtros (ou coadores), embalagens cartonadas de alimentos, fraldasdescartáveis, absorventes higiênicos e outros produtos.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS78“diplo-”Prefixo de origem grega significando “duplo, duas vezes”.(Ver “haplo-”)DIREITO AMBIENTALParte do direito que, além do conjunto das normas da legislação ambiental, considera asjurisprudências e outros instrumentos da ciência jurídica aplicados ao meio ambiente. É mais abrangentedo que o direito ecológico, referindo-se este mais especificamente ao conjunto de técnicas, regras einstrumentos jurídicos, baseados em princípios apropriados, visando à sistematização de comportamentohumano relacionado aos ecossistemas.DIREITO ECOLÓGICO(Ver DIREITO AMBIENTAL)DISCLÍMAXDISCLÍMAX = SUBCLÍMAX ANTROPOGÊNICOComunidade estável que não é tida como clímax climático, edáfico ou topográfico, mantida porcontínuos distúrbios causados pelo homem ou pelos seus animais domésticos.Este termo, segundo alguns autores, é apropriado quando se refere ao clímax de fogo ou aozoótico.(Ver CLÍMAX CLIMÁTICO; CLÍMAX EDÁFICO; CLÍMAX DE FOGO; CLÍMAXTOPOGRÁFICO; CLÍMAX ZOÓTICO; e COMUNIDADE CLÍMAX)DISPERSÃOTermo, de uso geral, que implica por exemplo, na diluição e redução da concentração depoluentes na água ou no ar. No caso de dispersão clonal, significa o movimento ou crescimento à parte,de um organismo modular, que se destaca de sua “fonte de origem”.DISPERSÃO CLONAL(Ver DISPERSÃO)DISPERSÃO DA POPULAÇÃOMovimento de indivíduos ou de seus propágulos (sementes, esporos, larvas etc) para dentro oupara fora da população ou da área ocupada pela população.São mencionadas três formas de dispersão:a) Migração: deslocamento periódico e com retorno. Nos animais o deslocamento dá-secomumente em massas e com o propósito de procriar.b) Emigração: deslocamento para uma outra região.c) Imigração: deslocamento definitivo proveniente de outra região.(Ver ÍNDICE DE DISPERSÃO)DISSIMILARIDADE(Ver ÍNDICE DE SIMILARIDADE)DISTÂNCIA DE DISPERSÃO(Ver VIZINHANÇA, TAMANHO DE)DISTRIBUIÇÃO(Ver PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO)DISTRIBUIÇÃO BICÊNTRICAOcorre quando determinada espécie habita regiões distintas, isoladas. Registra-se estadistribuição em planta, cujos propágulos encontraram condições ambientais com especificidade às suasnecessidades (ex.: temperatura, característica peculiar de solo, como presença de calcário ...). Há tambéma hipótese de que a distribuição atual seja um relito de população que antes se distribuía de maneira maisampla. Alguns autores usam o termo distribuição policêntrica referindo-se à população, espécie ou táxonque ocorre em diversas áreas geográficas amplamente separadas.DISTRIBUIÇÃO CONTAGIOSA (ou POR CONTÁGIO)Padrão de distribuição no qual valores, observações ou indivíduos estão mais agregados ouaglomerados do que numa distribuição aleatória, indicando que a presença de um indivíduo ou valoraumenta a probabilidade de um outro ocorrer mais próximo.DISTRIBUIÇÃO DISJUNTADistribuição geográfica de uma espécie ou outro taxon, cujos componentes estão amplamenteseparados.DISTRIBUIÇÃO ETÁRIAForma de representação de uma população, distinguindo os indivíduos por faixa de idade, ouseja, indivíduos recém-nascidos (ou filhotes), jovens, adultos e velhos (por exemplo). A distribuiçãoetária é um dado importante nos estudos de dinâmica de populações, indicando o que poderá ser esperadono futuro; exemplo: uma população com grande número de jovens tende a crescer rápido, enquanto uma
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS79população com grande número de indivíduos velhos estará em declínio e o meio termo indica umequilíbrio.DISTRIBUIÇÃO LIVRE IDEAL (ou “IDEALIZADA”)Alguns autores (S.D.Fretwell, H.L.Lucas e G.A.Parker) propuseram que, em termoscomportamentais, se um consumidor forrageia (consome) de maneira otimística, o processo deredistribuição continuará, até que a disponibilidade de recursos de todas as subáreas ou manchas(diversos sítios) do local explorado se tornem iguais. Os consumidores “idealizam” seu julgamento doque seja disponível (ou “proveitoso”, em termos de recursos a serem por eles explorados) e daí são livrespara se mobilizarem nas diversas subáreas.(Ver EFICIÊNCIA DE PROCURA; e FORRAGEADOR ÓTIMO)DISTRIBUIÇÃO POLICÊNTRICA(Ver DISTRIBUIÇÃO BICÊNTRICA)DISTRIBUIÇÃO POR IGUAL (ou EQÜITATIVA)Considera-se uma distribuição (por igual ou eqüitativa) dos indivíduos de uma população, demaneira que a distância entre eles é maior do que se a distribuição fosse ao acaso. Para algunsconsumidores, as pressões de competição e interferências, são superiores às atrações de manchas (sítios)com mais recursos, daí evitam agregações.DISTRÓFICO, LAGOLago rico em matéria orgânica, dissolvida, húmica, dando-lhe aparência marrom escura oupreta, embora transparente, com pH 4,0 a 5,5.(Ver AUTOTRÓFICO; EUTRÓFICO; e OLIGOTRÓFICO)DISTÚRBIODISTÚRBIO = PERTURBAÇÃOInterrupção, brusca ou não, de um processo, ação ou condição que seja tida como normal. Emtermos ecológicos refere-se a um evento pouco usual ou pouco freqüente que possa atingir umecossistema, eliminando alguns indivíduos e abrindo espaço para nova colonização pelas mesmasespécies ou não. Fala-se então em distúrbio ou perturbação estocástica, que é um evento fortuito,aleatório, como o fogo (ou incêndio), tempestade violenta, terremoto, furacão etc.(Ver CATÁSTROFE; CLAREIRA (e DINÂMICA DE CLAREIRA); DESASTRE; eHIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO (DE CONNELL))DIVERGÊNCIA DE CARACTÉRES(Ver SIMPATRIA)DIVERSIDADE(Ver BIODIVERSIDADE; e ÍNDICE DE DIVERSIDADE DE ESPÉCIES)DIVERSIDADE ALFA, GAMA e BETA(Ver BIODIVERSIDADE)DIVERSIDADE BIOLÓGICA(Ver BIODIVERSIDADE)DIVERSIDADE GENÉTICA(Ver VARIABILIDADE GENÉTICA)DIVERSO(Ver DIFERENTE)DL(Ver DOSE LETAL)DNA, MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIA DE(Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA)DOADOR(Ver MODELO CONTROLADO-PELO-DOADOR)DOENÇA e ECOLOGIA DA DOENÇADoença é um mal que acomete um organismo (planta ou animal, geralmente chamado dehospedeiro) e que é causado por um agente (denominado patógeno) microbiano (vírus, bactéria, fungo,protozoário) ou por outro organismo, que pode ser um parasita (helminto, por exemplo). Ecologia dadoença: designação que alguns autores dão à interação do comportamento e ecologia de hospedeiros coma biologia do patógeno ou patógenos, no que diz respeito aos impactos da doença sobre as populações detais hospedeiros. Em termos epidemiológicos, o cerne da questão reside no “teorema do limiar”(“threshold theorem”, em inglês), ou seja, se a densidade de hospedeiros suscetíveis estiver abaixo de umvalor crítico, em média, a transmissão de uma doença não ocorrerá o rápido bastante para causar aumentono número de indivíduos infectados. A taxa reprodutiva de uma doença precisa ser maior do que 1 paraque ocorra uma epidemia, sendo esta taxa definida como um número médio de novas infecções geradaspor indivíduo infectado. Em epidemiologia sabe-se que tal teorema, no entanto, não tem validade para as
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS80doenças sexualmente transmissíveis, cuja disseminação é muito menos dependente da densidade dehospedeiros.(Ver AGUDO; e PRAGA)DOMIN(Ver ESCALA DE DOMIN)DOMINÂNCIA(Ver ÍNDICE DE DOMINÂNCIA)DOMINÂNCIA DE BICADA(Ver BICADA, ORDEM DE (OU DOMINÂNCIA DE))DOMINÂNCIA ECOLÓGICA(Ver DOMINANTE ECOLÓGICO)DOMINÂNCIA RELATIVAEm ecologia vegetal é uma medida da importância relativa de uma espécie num habitat,calculada como área basal expressa como porcentagem da área basal total (de todas as espécies).DOMINANTE ALFAO indivíduo da mais alta categoria (ou do mais alto “rank”) numa hierarquia de dominância.DOMINANTE ECOLÓGICOEspécie vegetal que, numa comunidade, exerce forte influência sobre o fluxo de energia,afetando o ambiente mais do que as demais espécies.Embora o termo seja de uso comum entre os fitoecólogos, alguns autores afirmam que animais(usualmente predadores) também podem exercer dominância em comunidades, daí a denominação deespécie-chave; alguns autores chamam de dominante alfa.(Ver ÍNDICE DE DOMINÂNCIA)DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOSEm termos taxionômicos (ou taxonômicos) o domínio é o nível mais elevado da classificaçãobiológica. Os microrganismos estão organizados taxionomicamente em três domínios: “bacteria”, quejuntamente com as “archaea” são os representantes dos procariotos e as “eukarya” que se constituem noseucariotos. Entre as bactérias estão as cianobactérias, as púrpuras, as não-sulfurosas verdes etc. Entre asarquebactérias estão aquelas, consideradas mais primitivas, que vivem em ambientes extremos (detemperatura, de sal ...); e entre as eucárias, situam-se tanto microrganismos como os vegetais e animais.Portanto, observe-se que os microrganismos estão presentes nos três domínios.(Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL; e TAXON)DORMÊNCIADORMÊNCIA = LATÊNCIAParada temporária do desenvolvimento / crescimento, como o que ocorre nas sementes dasplantas. Alguns autores consideram dois tipos de dormência: previsível (refere-se à diapausa de algunsanimais) e conseqüencial (que ocorre em resposta às condições adversas).(Ver DIAPAUSA; e HIBERNAÇÃO)DOSE EFETIVA (ou ED50)É a dose efetiva necessária para produzir uma determinada resposta em metade da população deorganismos testes. A sigla provém do inglês “effective dose”. É raro encontrar-se a sigla DE.DOSE LETAL (ou LD50)Dose de uma determinada substância (radioativa ou não) capaz de causar morte. A dose letalLD50 (do inglês “lethal dose”) é aquela capaz de matar 50% dos animais submetidos ao teste com asubstância em questão, sendo geralmente expressa em mg/kg de peso corpóreo (peso fresco). A dose letalmínima é a suficiente para matar 100% da população teste. É raro encontrar-se a sigla DL.DOSSELRefere-se à folhagem das árvores, ou seja, ao estrato mais elevado num ecossistema de floresta.(Ver SINÚSIA)DQO − DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO(Ver DBO)DRENO (ou CAPTOR)(Ver FONTE E DRENO (ou CAPTOR))DRILOSFERADiz respeito em particular, à “esfera de ação dos oligoquetas” (minhocas) no solo.(Ver COMPOSTAGEM)DULCIAQUÍCOLAQue vive na água doce.(Ver “-cola”)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS81DUNA (ou VEGETAÇÃO DE DUNA)Ecossistema típico de praia, formado por plantas herbáceas, halófitas, psamófitas, algumasformando estolões e que limita o ponto atingido pela preamar. Plantas típicas: pinheirinho-do-mar,Remirea maritima; Iresine portulacoides (uma Amarantaceae); pé-de-cabra, Ipomea pes-caprae;Paspalum maritimum (uma Gramineae); maria-leite, Euphorbia sp; guajirú, Chrisobalanus icaco(formando arbustos, com fruto comestível, adstringente), entre outras.As características de um solo de duna, comparadas com as de um solo de mangue podem servistas no quadro no verbete MANGUE.DUREZA DA ÁGUADá-se este nome à formação de carbonatos ou bicarbonatos, podendo recombinar-se comsulfatos e cloretos, a partir dos teores de Ca e Mg da água. No Brasil, de acordo com o sistema dosE.U.A., o grau 1 de dureza é dado por 1 mg de CaCO3/litro de água.“DY”Sedimento orgânico, de origem alóctone, ocorrendo geralmente em ambientes aquáticosdistróficos. A matéria orgânica é, na maioria das vezes, originada de plantas terrestres.(Ver “GYTTJA”)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS82
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS83EECDISEEliminação (ou muda) do exoesqueleto em certos animais como artrópodos (insetos, crustáceos...) e répteis.ECESEProcesso de adaptação de um organismo a seu novo lugar (novo habitat) e que se segue àmigração.“-écio”Usado geralmente como um sufixo, referindo-se a habitat; deriva do grego “oikos”(= casa). Ex.:autoécio (parasita que passa todo seu ciclo de vida dentro do mesmo hospedeiro individual); opõe-se aheteroécio (parasita que ocupa dois ou mais diferentes hospedeiros nos diferentes estádios de seu ciclovital).ECOCÊNTRICOInterpretando a biota como um todo, como a parte mais importante do Universo, estando o serhumano (e as espécies de seu interesse direto ou indireto) nela inserido como um dos seus componentes.(Ver ANTROPOCÊNTRICO)ECOCIDAQualquer substância tóxica que penetra e mata um sistema biológico inteiro.(Ver BIOCIDA)ECOCLINOAdaptação genética gradativa que corresponde a um certo gradiente ambiental.ECODESENVOLVIMENTO(Ver DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL)ECOENERGÉTICA(Ver ECOLOGIA ENERGÉTICA)ECOFEMINISMOTermo introduzido pela francesa Françoise d’Eaubonne em 1974, preconizando a síntese doambientalismo e feminismo, buscando o fim de todas as formas de opressão e de dominações, seja porraça, gênero ou classe social.(Ver ECOLOGISMO)ECOFENÓTIPO(Ver ECOTIPO)ECOFISIOLOGIA (VEGETAL e ANIMAL)Estudo dos processos fisiológicos de um organismo em relação às condições ambientais dohabitat em que ele vive. É uma subdivisão da ecologia.ECOLOCAÇÃOPercepção de objetos (ou obstáculos) e comunicação de certos animais (golfinhos, baleias,morcegos), emitindo sons de alta freqüência, orientando-os no ambiente em que vivem.ECOLOGIAECOLOGIA = BIOLOGIA AMBIENTAL = BIONOMIAEstudo da relação de um organismo ou de grupos de organismos, com o ambiente em que vivem,ou estudo das relações que os organismos mantêm entre si. A ecologia pode ser sucintamente definidacomo o estudo da estrutura e função da Natureza. O ecólogo é o cientista que estuda tais relações dosseres vivos. O termo ecologia (do grego “oikos” = casa e “logos” = estudo) foi proposto pelo zoólogoalemão Ernst Haeckel, em 1869 e não deve ser confundido com ecologismo.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS84As duas grandes divisões da ecologia são a ecologia vegetal e a animal. Entre outras subdivisõesda ecologia destaca-se a ecologia humana (ou etnoecologia), que estuda as relações da sociedade humanacom o seu ambiente natural, aplicando métodos de estudo e princípios ecológicos.Como ciência propriamente dita, penso ser importante repetir a afirmação do geneticista eevolucionista T.H.Dobzhansky: nada na biologia faz sentido, exceto à luz da evolução e que foireproduzido e complementado por BEGON et al. (1990): nada na evolução faz sentido, exceto à luz daecologia.(Ver ECOLOGISMO)ECOLOGIA AGRÁRIA(Ver AGROECOLOGIA)ECOLOGIA ANIMALECOLOGIA ANIMAL = ZOOECOLOGIAEstudo da relação dos animais com o ambiente em que vivem e da relação que os mesmosmantêm entre si.ECOLOGIA DE PAISAGENS (ou DE PAISAGEM)Estudo dos ecossistemas, que se constituem num conjunto heterogêneo de paisagens, no que dizrespeito às causas e conseqüências de sua heterogeneidade espacial. Trata das interações entre as manchasde paisagens e seus comportamentos e funcionamentos, ou seja, da dinâmica das paisagens como umtodo. A paisagem pode ser estudada em qualquer escala, dos murunduns formados num campo de cerradoàs manchas do bioma savana formadas em diversas regiões do globo.ECOLOGIA DE POPULAÇÃO (ou DE POPULAÇÕES)Parte da ecologia que estuda as variações, no tempo e espaço, do tamanho e densidade daspopulações e os fatores que causam tais variações. Atualmente, os ecólogos que lidam com a dinâmica depopulações, como alguns autores preferem chamar a ecologia de populações, consideram como fatoresessenciais que regulam o tamanho das populações, os fatores dependentes e os independentes dadensidade de população. No seu conjunto, a ecologia de populações e a dinâmica de todas as espécies sãoresultantes complexos da estrutura genética, história de vida dos indivíduos, flutuações da capacidade desuporte dos ambientes, das influências dos fatores dependentes e independentes da densidadepopulacional, da distribuição espacial dos indivíduos, assim como dos padrões de seus movimentos, quedeterminarão a estrutura das metapopulações.ECOLOGIA ENERGÉTICAECOLOGIA ENERGÉTICA = ECOENERGÉTICA = ECOLOGIA TRÓFICAParte da ecologia que estuda o fluxo energético, ou seja, a absorção da radiação solar pelosprodutores primários, sua transformação em energia química e a sua passagem através dos vários níveistróficos do ecossistema. Estudando o aspecto trofo-dinâmico da ecologia, em 1942, R.L.Lindemannestabeleceu os fundamentos da ecologia energética.O estudo das transformações da energia nos organismos é denominado de bioenergética, umramo da biologia muito próximo da bioquímica.ECOLOGIA HUMANAECOLOGIA HUMANA = ETNOECOLOGIAEstudo da relação do ser humano (considerando-se geralmente seus agrupamentos, raças ouetnias etc) com o ambiente em que vivem. O chamado “conhecimento etnoecológico” pode ser entendidocomo um conhecimento espontâneo, referenciado culturalmente por quaisquer membros da sociedadehumana, compreendido e transmitido através de interações sociais e que objetivam a resolução desituações da rotina diária.(Ver “etno-”)ECOLOGIA INDUSTRIALEstudo multidisciplinar dos sistemas industrial e econômico e suas ligações com os sistemasnaturais. Na ecologia industrial há incorporação de pesquisas realizadas sobre materiais retirados daNatureza, suprimentos de energia, técnicas de manipulação de tais materiais e resíduos após seubeneficiamento, além de envolver profissionais de inúmeras áreas relacionadas à produção (mineração,agricultura, engenharia florestal, pesca ...). Além da própria ecologia, utiliza conhecimentos das ciênciasbásicas: físicas, químicas e biológicas. Demanda ainda conhecimentos de diversas outras áreas, comogeologia, ciências sociais, economia, direito e administração.De acordo com a “McGraw-Hill Concise Encyclopedia of Science and Technology (2004)” oscinco conceitos-chave da ecologia industrial são (em resumo):(i) Delineamento de produtos, processos, infraestrutura, equipamento, serviços e sistemas detecnologia que possam ser facilmente adaptados a inovações ambientalmente favoráveis com o mínimo dedesperdício. (ii) Minimização de desperdícios de materiais e de consumo de energia em todas asatividades. (iii) Uso de alternativas menos tóxicas, o máximo possível, em particular quando os materiais
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS85residuais sejam dispersos no ambiente (um pequeno exemplo: a adição de chumbo à gasolina). (iv)Delineamento de produtos, infraestrutura, equipamento e sistemas de tecnologia para preservar a utilidadeimplícita de materiais e energia no processo inicial de manufaturamento. Há aqui preferência pelosprocessos que estendam a vida do produto e dêem suporte à reciclagem de componentes, mais do que osmateriais em si. (v) Delineamento de produtos físicos em todas as escalas não apenas para realizar suafunção intencionada mas também para ser usado para criar outros produtos úteis no final de sua vidacorrente.(Ver AGROINDÚSTRIA)ECOLOGIA MICROBIANAECOLOGIA MICROBIANA = MICROBIOLOGIA AMBIENTALParte da ecologia e também da biologia, que estuda os microrganismos no seu ambiente e osprocessos bioquímicos por eles desenvolvidos sob a ação dos fatores ambientais abióticos e bióticos.ECOLOGIA TRÓFICA(Ver ECOLOGIA ENERGÉTICA)ECOLOGIA VEGETALECOLOGIA VEGETAL = FITOECOLOGIAEstudo das relações das plantas com o ambiente em que vivem e das relações que as mesmasmantêm entre si.ECOLOGISMOECOLOGISMO = AMBIENTALISMO = MOVIMENTO ECOLOGISTATermo introduzido por Dominique Simonnet, em 1979, significando sumariamente, ummovimento ideológico aparelhado com dupla visão, composta de um elemento político autônomo e de ummovimento social que conduz a sociedade a valorizar seus desejos culturais e a Natureza e não somente apropriedade e os meios de produção do “Homo economicus” moderno, ou simplesmente, trabalhador-consumidor. É uma doutrina que enfatiza características comportamentais humanas.O movimento ecologista identifica-se com o naturalismo contemporâneo, procurandoharmonizar a sociedade com a Natureza, a coletividade com o indivíduo e o homem com o seu corpo.O adepto do ecologismo, ou seja, o ecologista ou ambientalista, distingue-se claramente doecólogo, cientista que estuda ecologia.(Ver ECOFEMINISMO)ECOLOGISTA(Ver ECOLOGISMO)ECÓLOGO(Ver ECOLOGIA)ECOPROTERANDRIAMaturação de flores com estames (flores masculinas) antes de flores com pistilos (floresfemininas).ECOPROTEROGINIAMaturação de flores com pistilos (flores femininas) antes de flores com estames (floresmasculinas).ECOQUÍMICAParte da ecologia que estuda as interações entre organismos feitas pela produção de substânciasquímicas. A alelopatia e a antibiose, por exemplo, são estudadas na ecoquímica.ECOSFERA(Ver BIOSFERA)ECOSSISTEMAECOSSISTEMA = BIOGEOCENOSE = GEOBIOCENOSEÉ um sistema ecológico natural constituído por seres vivos (componente biótico) em interaçãocom o ambiente (componente abiótico), onde existe claramente um fluxo de energia que conduz a umaestrutura trófica, uma diversidade biológica e uma ciclagem de matéria, com uma interdependência entreos seus componentes.ECOSSISTEMA AGRÍCOLA(Ver AGROSSISTEMA)ECOTIPOECOTIPO = RAÇA ECOLÓGICAPopulação de indivíduos que desenvolveram características de adaptação às condições de umcerto local, tornando-se distintos dos demais indivíduos da espécie que geralmente distribui-se em amplafaixa geográfica.Termo menos usado, com significado semelhante, é ecofenótipo, indivíduo que exibe adaptaçõesnão-genéticas num determinado habitat.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS86ECOTONO (ou ECÓTONO)ECOTONO = ÁREA DE TENSÃO ECOLÓGICAZona de transição entre duas ou mais diferentes comunidades em que há presença de organismosdessas comunidades que se limitam.A transição no ecotono pode ser abrupta ou gradual e nela muitas vezes ocorrem certas espéciesque são típicas de zona de transição, ou seja, que provêm de outros ecossistemas (ver figura no termoEFEITO DE BORDA).O termo “área de tensão ecológica” vem sendo adotado pelo IBGE e pelo IBAMA.(Ver EFEITO DE BORDA)ECOTOPO (ou ECÓTOPO)ECOTOPO (ou ECÓTOPO) = BIOTOPO (ou BIÓTOPO)(Ver HABITAT)ECOTOXICOLOGIAEstudo dos efeitos de substâncias tóxicas, assim como de poluentes e outros agentes estressantes,na estrutura e função dos ecossistemas.ECOTURISMOECOTURISMO = TURISMO ECOLÓGICODenominação dada a um tipo de turismo em que se prioriza a beleza natural e a boa qualidadeambiental como maiores atrações para aqueles que visitam determinado local. O turista procura esse lugartanto para lazer como para conhecer suas características ecológicas, as mais diversas.Outra definição: “o ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de formasustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de umaconsciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populaçõesenvolvidas”. Nesta definição estão implícitas modificações do ambiente visando sua preparação ouadequação ao turismo, respeitando-se o princípio do desenvolvimento sustentável.ECTENDOMICORRIZA (ou ECTOENDOMICORRIZA)(Ver ECTOMICORRIZA)ECTOCRINOECTOCRINO = EXOCRINO = HORMÔNIO AMBIENTALSubstância (hormônio, antibiótico etc) produzida por um organismo e que poderá exercer açãono ambiente (externo) sobre outros organismos. A penicilina, produzida por um fungo, é um exemplo deação inibitória sobre outros organismos. As vitaminas, tiamina e biotina, atuam como estimuladores.ECTOMICORRIZAECTOMICORRIZA = FUNGO ECTOMICORRÍZICOTipo de fungo micorrízico cujas hifas penetram na parte mais externa do córtex da raiz de certasplantas (como o pinheiro, da família Pinaceae), ocupando os espaços intercelulares, formando a rede deHartig). Às vezes é possível visualizar a ectomicorriza, recobrindo as raízes com seu manto de micélioaveludado esbranquiçado.Os especialistas preferem hoje chamar FUNGO ECTOMICORRÍZICO e não simplesmenteectomicorriza.(Ver ENDOMICORRIZA)ECTORRIZOSFERA(Ver RIZOSFERA)ECTOTERMIAECTOTERMIA = PECILOTERMIAUso do calor ambiental por certos animais, proveniente principalmente da radiação solar, pararegular a temperatura do corpo. Corresponde à antiga denominação de animais de “sangue frio”.Calcula-se que os animais ectotérmicos (répteis e anfíbios) têm uma eficiência de produção(relação caloria ingerida : caloria usada para crescimento e reprodução) de 43,6%, superior aos animaisendotermos (aves e mamíferos), que é de 1,4%.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS87O gráfico que segue é uma representação do consumo de O2 de mamífero e de réptil (ambospesando igualmente 1 kg), à medida que desenvolvem uma certa velocidade (segundo COLINVAUX,1986).(Ver ENDOTERMIA)ED50(Ver DOSE EFETIVA)EDÁFICORelativo a solo, suas características nutricionais e conseqüente influência sobre os seres vivos,particularmente as plantas.EDAFOTOPOO conjunto das condições físicas e químicas do solo de um determinado habitat ou ecotopo,incluindo, por exemplo: umidade, temperatura, pH, oxigênio , nutrientes etc.EDUCAÇÃO AMBIENTALAdoção de procedimentos e atitudes fundamentadas no conhecimento de conceitos e fatos daNatureza, objetivando uma melhor qualidade de vida, em harmonia com os componentes do meioambiente. É um processo de aprendizagem relacionado à interação do ser humano com o ambientenatural.(Ver AMBIENTALISMO DA EMANCIPAÇÃO)EFEITO AGUDO(Ver AGUDO)EFEITOS ANTIMICROBIANOSQuando um agente antimicrobiano (agente químico) é adicionado a uma cultura de bactérias emcrescimento exponencial, três tipos de efeitos podem ocorrer:1) Efeito bacteriostático: o crescimento é inibido, mas não há morte de células.2) Efeito bactericida: o agente mata a célula, mas não ocorre sua lise ou ruptura.3) Efeito bacteriolítico: há morte de células por lise, como por exemplo, no caso da ação deantibiótico.As figuras que seguem ilustram os três efeitos. A seta indica o tempo ou ponto em que o agentefoi adicionado à cultura:1 2 3 4 5102030405060MamíferoRéptilVelocidade (km/h)O2(mL/min.)TempoLognodecélulas1 2 3
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS88(Ver ANTIBIOSE)EFEITO BORBOLETA (“BUTTERFLY EFFECT”)Sistemas caóticos podem ser extremamente sensíveis, mesmo a distúrbios pequenos,significando que se se pudesse iniciar um sistema repetidamente e efetuar uma pequena mudança emalguma variável, esta pequena mudança cresceria a limites imprevisíveis no comportamento geral dosistema. A designação “efeito borboleta” é uma alusão à possibilidade de que o simples bater das asas deuma borboleta poderá iniciar uma “cascata de mudanças altamente imprevisíveis numa floresta inteira ouaté mesmo em todo o planeta”.Em termos práticos isto significa que se alguém gerar um modelo perfeito de um sistema, estemodelo poderá prever somente o futuro qualitativo do sistema e que ao menor erro de medida ou deaproximação, poderá levar tal previsão a desviar-se do futuro real.(Ver EFEITO BUMERANGUE)EFEITO BUMERANGUEEFEITO BUMERANGUE = BUMERANGUE ECOLÓGICOConseqüência “imprevista” de uma modificação ambiental que anula o ganho esperado doprojeto, ou seja, que “cria mais problemas do que soluções”.A situação “imprevista” provavelmente poderia ser evitada se avaliações corretas do impacto damodificação ambiental, fossem feitas a priori.São exemplos clássicos os represamentos dos rios Nilo e Zambesi (represas de Assuã e Zambesi,respectivamente), que apresentam problemas para as populações humanas circunvizinhas (abalossísmicos, proliferação da mosca Tsé-tsé), inviabilizando a implantação de atividade humana prevista noprojeto inicial.Há casos de entusiasmos por modificações ambientais drásticas, visando conquistar espaços esupostos benefícios para a sociedade e que se transformaram em “pesadelo ambiental”. Everglades naFlórida (E.U.A.) é uma região, em parte pantanosa (“wetland”), formada por um rio de movimento lentodas águas, ao longo de uns 80 km. Metade de sua área foi transformada com vistas ao desenvolvimento eprojetos de irrigação (com 2.250 km de canais, além de diques, estações de bombeamento, vertedouros),tendo se criado um parque nacional com 20% da área natural. Este parque está sucumbindo ao projeto,que lhe privou de água, causando vários problemas à flora e fauna local. A previsão para “devolver” àNatureza o que foi suprimido de Everglades já foi estimada em 2 bilhões de dólares.Mais recentemente (em 29 de agosto de 2005) o furacão Katrina (de categoria 5, o mais alto daescala) causou enorme devastação no estado da Louisiana (E.U.A.), particularmente na cidade de NovaOrleans. A rede em malhas de pântanos (“marshes”, em inglês) que antigamente caracterizava as costasdo estado de Louisiana, no sul dos Estados Unidos, servia de escudo para a cidade de Nova Orleans. Maso “progresso”, como todos parece almejar, retirou esta defesa natural, tornando esta cidade e arredores,vulneráveis às ações dos impactos de furacões, muito comuns na região. Defensores da preservação dasáreas de pântanos e charcos (as “wetlands”, como são denominadas em inglês) são favoráveis a um planoque restaure completamente tais áreas naturais. O rio Mississippi (o mais longo rio dos Estados Unidos),que carreia entre 40 e 50% de toda a água que drena boa parte daquele país, tem depositado ao longo dosúltimos 7.000 anos, sedimentos na sua bacia de drenagem, formando o que hoje constitui o estado daLousiana. Atualmente, os mais de 3.200 km de muro de proteção que margeiam o rio e o lagoPontchartrain no norte da cidade, contribuem para evitar que ele continue depositando sua alta carga desedimento, que certamente muito ajudaria na redução da força dos impactos provenientes de furacões,enchentes etc. Mas, vários trechos desses muros de proteção se romperam e diversas partes da cidadeficaram a 6 m de profundidade de água.(Ver EFEITO BORBOLETA)EFEITO CASCATA(Ver BIODIVERSIDADE)EFEITO DE BORDATendência para aumentar a variedade e a densidade de espécies animais e vegetais num ecotono.Assim sendo, poderão ocorrer espécies animais e vegetais que não são encontradas nascomunidades que se limitam formando o ecotono. A figura que segue ilustra esta situação.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS89A exceção a esta regra de aumento da biodiversidade por conseqüência do efeito de borda foiobservada na amazônia, onde na borda da floresta em contato com pastagem não ocorre tal aumento.(Ver ECOTONO)EFEITO DE DARLING(Ver FRASER-DARLING, EFEITO DE)EFEITO ESTUFAEFEITO ESTUFA = AQUECIMENTO GLOBALConseqüência de aumento de temperatura na biosfera, causada, segundo alguns pesquisadores,pelo contínuo acréscimo de CO2 e outros gases (ver parágrafo que segue) na atmosfera (pelas atividadesindustriais, desmatamento, veículos automotores etc). Estes gases, à semelhança de uma lâmina de vidro(como o teto de uma estufa ou casa de vegetação) deixam passar a radiação solar (ondas curtas de grandepenetração), mas impedem o retorno ao espaço da radiação infravermelha (ondas longas, de baixapenetração) refletida pela Terra.A “bolsa de Chicago, de mudança climática” para efeitos de negociação, considera como “gasesdo efeito estufa” os seis seguintes tipos: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O),hidrofluorocarbonos (HFCs), perfluorocarbonos (PFCs) e hexafluoreto de enxofre (SF6).Calcula-se que a duplicação da concentração de CO2 no ar aumentaria a temperatura médiaglobal entre 1,5 e 5,5°C, o que poderia acarretar alterações climáticas significantes. O reflexo distopoderia ser catastrófico, como por exemplo o derretimento das calotas polares e o conseqüente aumentodo nível dos oceanos, que poderia inundar muitas cidades litorâneas.Na figura seguinte está representado o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, segundodados coletados em Mauna Loa (Havaí). As oscilações são conseqüências das variações estacionais:Observação: em 2004 foram registrados 379 ppm de CO2.No quadro seguinte estão representados os principais gases que participam do efeito estufa (segundoMILLER, 1990).Comunidade A Comunidade BEcotonoEspécie da Comun. AEspécie da Comun. BEspécie invasora621958 66 70 74 78 82 86 90310320330340350ConcentraçãodeCO2(ppm)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS90PARTICIPAÇÃOE ORIGEMCO2 CFCs CH4 N2OContribuição (%) 57 25 12 6Fontes Queima decombustívelfóssil (80%);desflorestamento(20%)Vazamento em arcondicionado erefrigeradores;evaporação naindústria de solventes;produção de espumasplásticas e aerossóispropelentesDecomposição emmanguezais,arrozais; doestômago dosruminantesDegradação defertilizantesnitrogenados nosolo; dejetosanimais; queimade biomassaPermanência 200 a 400 anos 22 a 111 anos 11 anos 150 anosEficiência --- 15 mil vezes mais doque o CO225 vezes mais doque o CO2230 vezes maisdo que o CO2Incremento anual(%)4 5 1 0,2(Ver PROTOCOLO DE QUIOTO (ou KYOTO))EFEITO GARGALO (DE GARRAFA)(Ver POPULAÇÃO EM GARGALO)EFÊMEROOrganismo com um ciclo de vida curto. Há plantas cujas sementes germinam, crescem paraproduzir novas sementes e depois morrem, num período de um (1) ano.EFETIVIDADECapacidade, geralmente de um microrganismo, de metabolizar ou de manter-se ativo emdeterminado processo, importante para o seu desenvolvimento. Exemplo: uma bactéria fixadora de N2atmosférico, em simbiose com determinada planta, poderá ser eficiente na formação de nódulo, mas sedesprovida da enzima nitrogenase ou da ferredoxina reduzida, ela é inefetiva e portanto, incapaz departicipar da fixação simbiótica.(Ver EFICIÊNCIA)EFICIÊNCIACapacidade, geralmente de um microrganismo, de crescer rapidamente, usando os recursos doambiente e multiplicando-se mais rápido do que os microrganismos vizinhos.(Ver EFETIVIDADE)EFICIÊNCIA DE ASSIMILAÇÃO(Ver ASSIMILAÇÃO)EFICIÊNCIA DE CONSUMO(Ver CONSUMO, EFICIÊNCIA DE)EFICIÊNCIA DE PRODUÇÃO (BRUTA e LÍQUIDA)(Ver ASSIMILAÇÃO)EFICIÊNCIA DE PROCURAAlguns ecólogos utilizam esta expressão para definir comportamento de “forrageadorespecialista”, que investe energia e tempo à procura de presa proveitosa (que lhe renda mais energia e lheapeteça). O forrageador especialista tem tendência a ser uma espécie monofágica ou estenofágica.(Ver FORRAGEAMENTO (TEORIA, ESTRATÉGIAS ...))EFICIÊNCIA ECOLÓGICARazões de fluxo de energia que se estabelecem entre os vários pontos da cadeia alimentar. Égeralmente dado em porcentagem. Exemplo (dentro do mesmo nível trófico): diz-se que a eficiênciaecológica de crescimento de um organismo é de 20%, ou seja, a razão Pt : It (produção de biomassa numcerto nível trófico : energia absorvida neste mesmo nível trófico, ambos expressos em Kcal) é igual a essaporcentagem. Sempre que possível, a eficiência ecológica deve ser expressa em energia, representando-seo numerador e o denominador na mesma unidade.Também são estabelecidas razões de fluxo de energia entre diferentes níveis tróficos; entre doisníveis tróficos sucessivos, a denominação dada por alguns autores é de coeficiente de eficiênciaecológica.EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA NA UTILIZAÇÃO DE ENERGIA(Ver COEFICIENTE DE EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA NA UTILIZAÇÃO DEENERGIA)EFLORESCÊNCIAS DO SOLO(Ver PERFIL DO SOLO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS91EFLUENTEDescarga de dejetos domésticos ou de resíduo industrial ou de qualquer outra atividade urbana.EGESTAEste nome significa qualquer substância desnecessária eliminada pelo organismo. Em ecologiarefere-se tanto à parte do alimento que foi consumida e que é expelida (ou evacuada) como matéria fecal,sendo então um dos componentes do(s) rejeito(s), quanto à parte regurgitada e que portanto não foiabsorvida.(Ver EXCRETA; e REJEITO)EGOÍSMO(Ver ALTRUÍSMO e EGOÍSMO (ou MALEVOLÊNCIA))EGOÍSMO DENTRO DA MANADA(Ver AGREGAÇÃO)EIA (ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL)Ver esquema das fases do EIA, no verbete IMPACTO AMBIENTAL.(Ver IMPACTO AMBIENTAL)ELASTICIDADE(Ver ESTABILIDADE)“EL NIÑO”(Ver CORRENTE “EL NIÑO)ELTON(Ver PIRÂMIDE ECOLÓGICA)ELUVIÃODepósito, no próprio local, de material proveniente da desintegração da rocha matriz. Opõe-se aotermo “aluvião”.(Ver ALUVIÃO)ELUVIAÇÃOEm pedologia refere-se ao movimento de soluções ou colóides em suspensão para as camadasinferiores, quando as chuvas excedem a evaporação.(Ver ILUVIAÇÃO)“eMergia” SOLAREste termo, “eMergia” solar, foi sugerido por ODUM (1996) para valorar a biodiversidade,equivalendo à energia solar utilizada direta ou indiretamente para ser gerado na Natureza um serviço ouproduto, utilizando como unidade o “solar emjoule (sej)” (em inglês). Segundo ODUM (1996) a energiaimpulsionadora da formação de novas espécies na Natureza é a energia solar, cuja incidência no planetatotaliza 9,44 X 1024sej/ano. O resultado final desse processo (desenvolvido ao longo de 3 bilhões deanos) é estimado em 5 milhões de espécies (ou 5 X 106) atualmente conhecidas.O autor atribuiu um valor monetário macroeconômico que denominou de EM$, estabelecendosua equivalência com a energia solar de: EM$ 1 = 1,5 X 1012sej; donde então 1 sej = 6,7 X 10-13EM$.Num período de tempo de 3 bilhões de anos a energia acumulada na biodiversidade atual seria: 9,44 X1024sej/ano X 3 X 109anos = 2,83 X 1034sej. O acúmulo de energia por espécie seria: 2,83 X 1034sej / 5X 106espécies = 5,7 X 1027sej / espécie. Logo, o valor monetário energético por espécie seria:6,7 X 10-13EM$/sej X 5,7 X 1027sej / espécie = 3,8 X 1015EM$ / espécie. E o valor monetário energéticoda biodiversidade atual seria: 3,8 X 1015EM$ / espécie X 5,0 X 106espécies = 1,9 X 1022EM$.ODUM (1996) comparou este valor da biodiversidade atual, que estimou ser EM$ 1,9 X 1022com o valor da infra-estrutura mundial criada pelo homem (pontes, estradas, cidades etc) que ele estimouser de EM$ 6,3 X 1014e comparou também com o valor da informação cultural e tecnológica gerada pelahumanidade, que ele estimou ser de EM$ 6,3 X 1016; estes dois patrimônios da humanidade (o material eo cultural) teriam um tempo de reposição de, respectivamente 100 anos e 4.000 anos, frente aos 3 bilhõesde anos de criação da biodiversidade pela Natureza.A análise eMergética já vem sendo aplicada no Brasil em estudos de viabilidade de instalação degrandes projetos, como o de usinas hidrelétricas [Ver trabalho de Sinisgalli,P.A.A.; Sousa Jr.,W.C.de &Torres,A. (2006) Megadiversidade, 2 (1-2)].EMIGRAÇÃO(Ver DISPERSÃO DA POPULAÇÃO)ENCOIVARAMENTOAto de juntar o resto da madeira e outras partes das plantas, não-queimadas (resultante daqueimada feita para preparar o solo para plantio) e queimá-las novamente. Ao ajuntamento dá-se o nomede coivara.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS92ENCOSTADeclive (acentuado ou suave) nos flancos de morro, colina ou serra. As encostas são geralmentelocais onde a permanência da vegetação original é fundamental para evitar a erosão sendo portanto,imprescindível à sustentação do solo.(Ver VERTENTE)ENDEMISMOInerente a uma determinada área isolada, diferindo do que ocorre em outras áreas, adjacentes ounão. Espécies endêmicas são aquelas originadas de determinado ecossistema ou área isolada.ENDOBIONTEENDOBIONTE = ENDOSSIMBIONTEOrganismo que vive no interior das células de um organismo hospedeiro, em íntima relaçãomutualística, sem causar-lhe dano aparente.(Ver MUTUALISMO)ENDOGAMIAENDOGAMIA = “INBREEDING” (e “INBREEDING DEPRESSION”)Cruzamento, ou reprodução consangüínea, também conhecido como endocruzamento, que égeralmente muito comum em animais que vivem agregados, em grupos ou bandos, formandosubpopulações. Ao cruzamento, geralmente num teste em animal, deste animal (heterozigoto) com um deseus próprios genitores (homozigoto recessivo), dá-se o nome de retrocruzamento, com recombinaçãogênica entre os descendentes propiciando a homozigosidade. Tem sido registrada, no caso de prática daendogamia (na introdução ou re-introdução de casal de animais para povoar reservas ecológicas),degenerescência no “fitness” como resultado de expressão no fenótipo, de alelos recessivos deletérios (eminglês, conhecido como “inbreeding depression”).(Ver EXOCRUZAMENTO)ENDOPEDONTermo aplicado no diagnóstico dos horizontes minerais de solos formados abaixo da superfície.(Ver EPIPEDON)ENDOMICORRIZAENDOMICORRIZA = FUNGO ENDOMICORRÍZICOTipo de micorriza ou fungo endomicorrízico cujas hifas penetram no córtex da raiz de muitasplantas, chegando próximo ao cilindro central. Ocupam os espaços intercelulares e penetram nas célulasonde algumas endomicorrizas (do tipo MVA - micorriza vesicular-arbuscular) formam enovelamentosintracelulares (pelotões), vesículas (estruturas armazenadoras) e arbúsculos (estruturas por onde elasrealizam as trocas nutricionais com a planta).Atualmente alguns autores preferem chamar estes organismos de FUNGOSENDOMICORRÍZICOS, como uma denominação genérica, inclusive em substituição ao termo MVA,uma vez que alguns destes fungos não formam vesículas.ENDORREICA(Ver REGIÃO ARREICA / ENDO ... / EXO ...)ENDORRIZOSFERA(Ver RIZOSFERA)ENDOSSIMBIONTE(Ver ENDOBIONTE)ENDOTERMIAENDOTERMIA = HOMEOTERMIA = HOMOTERMIAUso do calor gerado pelo próprio metabolismo para regular a temperatura do corpo (aves emamíferos); são os chamados animais de “sangue quente”.Ver gráfico representativo de consumo de O2 por mamífero (endotérmico) e por réptil(ectotérmico), no verbete ECTOTERMIA.(Ver ECTOTERMIA)ENDRIN(Ver ORGANOCLORADO)ENERGIASeu conceito clássico, “uma força capaz de desenvolver trabalho” está, para os pouco entendidosem física e em ciências ambientais, muito distante do significado profundo e da importância vital destefator à manutenção da biosfera do nosso planeta, como um todo. Ela existe sob muitas formas: luz, calor,eletricidade, energia química armazenada nas ligações químicas dos combustíveis fósseis (petróleo,carvão mineral), açúcar, ATP e inúmeros outros compostos e também sob a forma de energia nuclearemitida dos radioisótopos. Sob muitos diversos aspectos a energia é tratada nas ciências em geral e em
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS93particular nas ciências ambientais é de grande interesse o estudo dos recursos energéticos renováveis enão-renováveis.A seguir está reproduzido um gráfico da “UNEP” que representa o consumo total e per capita deenergia em várias regiões do mundo no ano de 1995:050100150200250300350Mundo Ásia ePacíficoAméricaLatina eCaribeÁsiaOcidentalConsumo deEnergia percapita (Gj)Consumo totalde Energia (Pj)Obs.: Gj = gigajoule ou 10 9e Pj = petajoule ou 1015(Ver FLUXO DE ENERGIA; e ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO)ENERGIA DE ATIVAÇÃOEnergia mínima necessária para ativar átomos ou moléculas num nível tal que lhes permitam umrearranjo, que conduz determinada substância a uma transformação química ou transporte físico.Esta conceituação é importante quando se deseja entender a ação das enzimas, como porexemplo, naquelas responsáveis pela decomposição da matéria orgânica.(Ver ENZIMAS DO SOLO)ENERGIA DE MANUTENÇÃOA energia que é usada pela célula ou organismo que não seja crescimento.ENERGIA METABOLIZADA(Ver ASSIMILAÇÃO)ENGENHARIA AMBIENTALSub-área da engenharia que trata dos problemas ambientais de forma integrada, nas suasdimensões ecológica, social, econômica e tecnológica, visando ao desenvolvimento sustentável. Dedicaespecial atenção para as tecnologias de manejo integrado, incluindo o re-uso, a reciclagem e arecuperação. Suas principais especialidades são o manejo do contrôle da qualidade do ar, suprimento deágua, descarte da água residuária, manejo da água proveniente de intempéries, e manejo de resíduossólido e perigoso.ENGENHARIA FLORESTAL(Ver SILVICULTURA)ENGENHARIA GENÉTICAÉ uma parte da biotecnologia que, utilizando conhecimentos da biologia molecular (e/ougenética molecular) pesquisa sobre técnicas de manipulação gênica de organismos, efetuandotransformações que permitam a tais organismos perpetuá-las nas gerações subseqüentes. Tem aplicaçõesmuito amplas, como por exemplo, implantando-se segmentos de DNA em cromossomos bacterianos,tornando-os capazes de promover produção de hormônios (em alta escala). Os estudos de clonagem emplantas cultivadas criam perspectivas promissoras para aumento da produção agrícola.Em termos agroecológicos é muito importante investigar as reações dos organismos obtidos deprocessos da engenharia genética, no ambiente natural, incluindo as interações desses organismosmodificados com os autóctones.(Ver TRANSGÊNICOS)ENOS(Ver CORRENTE “EL NIÑO”)ENTOMOFILIA(Ver “-filia” / “-filo”)ENTORNONeologismo, adotado pelo IBAMA, IBGE ... e hoje utilizado por muitos pesquisadores,resultante da fusão de “ em + torno”, significando a área ao redor de um determinado local, ou seja, a
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS94circunvizinhança. O (já) clássico “dicionário do Aurélio” incorporou este termo à nossa língua (noBrasil). O novo dicionário Houaiss mostra vários usos deste termo, incluindo, na área de arquitetura o“espaço ou área adjacente a um bem em processo de tombamento”. Não confundir com a 1ª pessoa dopresente do indicativo do verbo entornar ou derramar.ENTREMARÉS(Ver ESTIRÂNCIO; EULITORAL; e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADEMARINHA)ENZIMAS (DO SOLO)As enzimas do solo são na maioria, proteínas produzidas por microrganismos que, reduzindo aenergia de ativação dos compostos orgânicos, promovem sua decomposição, ou seja, sua degradação parasubstâncias mais simples. São catalizadoras de reações.São inúmeras as enzimas do solo, podendo-se citar como exemplo, as seguintes e suas principaisfunções:a) Celulase: decompõe a celulose. Bactérias produtoras de celulase (gêneros): Pseudomonas,Chromobacterium, Bacillus, Clostridium, Streptomyces, Cytophaga e outras. Fungos (gêneros):Trichoderma, Chaetomium, Penicillium, Aspergillus, Fusarium e outros.b) Hemicelulase: decompõe a hemicelulose. Bactérias produtoras (gêneros): Erwinia,Clostridium, Pseudomonas e Bacillus. Alguns fungos responsáveis pela murcha e decomposição devegetais produzem vários tipos de hemicelulases (como a protopectinase, que decompõe a pectina dosfrutos).c) Quitinase: decompõe a quitina. O exoesqueleto de alguns animais (artrópodosprincipalmente), assim como a parede celular de fungos, são formados pela quitina. Algumas bactérias eactinomicetos produzem quitinase, como as dos gêneros Streptomyces, Pseudomonas, Bacillus eClostridium.d) Protease: decompõe a proteína em peptídios e aminoácidos.e) Fosfatase: decompõe ésteres fosfatados, liberando fosfato.f) Urease: decompõe a uréia, formando compostos de N e liberando CO2.Ocorrem nos solos enzimas “controladas por propriedades inatas da célula” (enzimasconstitutivas) e aquelas “impostas à célula pelas condições ambientais” (enzimas induzidas ouadaptativas) [Ver DEFESA QUÍMICA]. Entre as do primeiro tipo citam-se a desidrogenase e a urease,encontradas no sistema vivo, ativo. Entre as do segundo tipo cita-se, por exemplo, a celulase, que éproduzida na presença de celulose.As enzimas do solo podem se “desnaturar” (inativar-se permanentemente) quando submetidas àalta temperatura ou alta concentração de sais solúveis.EPIBATIDINAS(Ver DEFESA QUÍMICA)EPIBIONTEEpífita ou epizoíto, ou seja, organismo que vive sobre planta ou animal.EPÍFITAPlanta, bactéria ou fungo que vive na superfície de plantas.(Ver EPIBIONTE)EPIFITON(Ver PERIFITON)EPILIMNIOCamada (ou zona) de profundidade aquática com temperatura homogênea, geralmente àsuperfície e com água circulante quente.Ver figura no verbete EUTRÓFICO.(Ver METALIMNIO; e HIPOLIMNIO)EPINÉCTONOrganismos aderidos a formas natantes ativas (nectônica) mas que não são capazes demovimentos independentes contra a correnteza.EPINEUSTON(Ver NEUSTON)EPINOCICLO(Ver BIOSFERA)EPIPEDONTermo aplicado no diagnóstico dos horizontes minerais de solos formados na superfície.(Ver ENDOPEDON)EPIPEDON ANTROPOGÊNICO(Ver TERRA PRETA DOS ÍNDIOS)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS95EPIPELÁGICO(Ver ZONA EPIPELÁGICA; PELÁGICO; e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADEMARINHA)EPIPLÂNCTONOrganismos planctônicos que vivem nos 200 m superficiais, da zona pelágica.EPIPLEUSTONOrganismos que se movimentam na película superficial de um corpo de água, mantendo parte outodo seu corpo acima da água.(Ver PLEUSTON)EPIZOÍTOAnimal, um protozoário por exemplo, que vive nas porções mais externas de outro animal.(Ver EPIBIONTE)EPIZOÓCOROQue se dispersa aderente à superfície de animais.(Ver “-coria”)EPIZOÓTICORelativo à doença epidêmica em animais.EQUAÇÃO LOGÍSTICAFoi introduzida por P.F.Verhuslt em 1838. Numa hipótese de que determinada população de umaespécie, vivendo num ambiente fechado com abundânica de alimento, teria “alta fecundidade”, “tempocurto de geração” e “alta taxa intrínseca de crescimento”. A população teria crescimento exponencial ougeométrico, mas depois viria a superpopulação e a competição alteraria essa condição de prosperidade.Seria alcançada uma situação em que o número de mortes balancearia o de nascimentos.Matematicamente a equação representativa dessa situação seria: dN/dt = rN (K-N)/K, onde: r = taxaintrínseca de aumento; N = número de indivíduos de uma população, num tempo t; K = número deindivíduos capazes de viver no ambiente, quando a população está em equilíbrio (capacidade de suporte).O gráfico representativo dessa hipótese seria uma parábola (segundo COLINVAUX, 1986):RICKLEFS (2007) representa a equação logística por:r = r0 (1 – N/K), onde r0 representa a taxa de crescimento exponencial intrínseco de umapopulação quando o seu tamanho ainda é pequeno (próximo a 0) e K é a capacidade de suporte doambiente dessa população. Nesta concepção, a taxa de crescimento r diminui quando N aumenta. Aequação diferencial que descreve o crescimento restrito de uma população é então dada por:dN/dt = r0N(1 – N/K), ou em palavras:[taxa de crescimento de uma população] = [taxa de crescimento intrínseco, com N próximo a 0]X [tamanho da população] X [redução na taxa de crescimento devido ao adensamento populacional].EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERGPrincípio, ou lei, emitido pelo inglês G.H.Hardy e pelo alemão W.Weinberg, em genética depopulações, no qual é afirmado que a proporção de diferentes alelos no patrimônio genético de umapopulação, permanece constante ao longo do tempo e das diversas gerações, contanto que ocorram: derivagenética, ausências de seleção natural e mutação e em panmixia (sem preferência sexual entre seusintegrantes).EQUILÍBRIO DE UMA POPULAÇÃO(Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO)EQUILÍBRIO DINÂMICO(Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO)EQUILÍBRIO ESTÁVEL(Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO)TaxadeaumentodapopulaçãoTempo
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS96EQUILÍBRIO INSTÁVELCondição de um ecossistema (componente biótico ou abiótico) em que há deslocamentos(mudanças) pequenas, que conduzem a modificações maiores.(Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO)EQUILÍBRIOS MÚLTIPOS ou ESTADOS ESTÁVEIS MÚLTIPLOSA primeira expressão, utilizada por BEGON et al. (2006), que também denominaram de “estadosestáveis alternativos”, diz respeito à relação predador-presa, em que o isoclino zero do predador cruzacom o isoclino zero da presa três vezes. RICKLEFS (2007), usando a segunda expressão, reporta que estemodelo de estados estáveis múltiplos, descreve mudanças no recrutamento e predação das populações depresas como uma função do aumento na densidade de presas. Assim sendo, as curvas de predação erecrutamento, produzem três pontos de equilíbrio. A curva de predação lembra o tipo III [VerPREDATISMO]. Este conhecimento tem aplicações práticas muito úteis no estudo de manejo e contrôlede pragas.EQUIVALÊNCIA ECOLÓGICASimilaridade de nichos ecológicos (ou mesmo nicho ecológico) ocupados por organismos dediferentes regiões geográficas. As espécies que ocupam nichos ecológicos equivalentes tendem a umrelacionamento taxonômico íntimo em regiões contíguas.EQUIVALENTE ECOLÓGICO(Ver EQUIVALÊNCIA ECOLÓGICA)“eremo-”Prefixo de origem grega significando “deserto (solidão)”. É às vezes usado em muitasdesignações: eremologia (estudo dos desertos); eremófilo ou eremobionte (que vive no deserto);eremófito (vegetal do deserto).EROSÃODesgaste ou arrastamento do solo, geralmente da superfície, por agentes climáticos (água dachuva, vento...) ou geológicos (ver figura em ESCOAMENTO).(Ver BIOLIXIVIAÇÃO; LIXIVIAÇÃO; e “RUNOFF”).ERVA DANINHA(Ver ALÓCTONE)ESCALA DE ABUNDÂNCIA DE HANSONUma escala destinada à estimativa de abundância de uma espécie vegetal compreendendo seiscategorias: ausente (0), escassa (1-4 plantas.m-2), infreqüente (5-14 plantas.m-2), freqüente (15-29plantas.m-2), abundante (30-99 plantas.m-2) e muito abundante (mais de 100 plantas.m-2).ESCALA DE BACHARACHÉ uma escala usada para medir densidade de fumaça, indicando nível de poluição atmosférica.ESCALA DE DOMINEscala que se utiliza para estimar cobertura vegetal e abundância de uma espécie de planta,compreendendo as seguintes 11 categorias: + (indivíduo único); 1 (muito poucos indivíduos); 2(esparsamente distribuídos, com menos de 1% de cobertura); 3 (freqüente, porém com menos de 4% decobertura); deste ponto em diante os valores da escala e os percentuais de cobertura são 4 (4-10%); 5 (11-25%); 6 (26-33%); 7 (34-50%); 8 (51-75%); 9 (76-90%); e 11 (91-100%).ESCALA DE RICHTERUma escala logaritmica desenvolvida em 1935, por Beno Gutenberg e Charles Francis Richter,destinada à medição da energia liberada como conseqüência de movimentos ou abalos sísmicos(terremotos do sul da Califórnia, E.U.A.). Um abalo de valor 6,0 é 10 vezes superior a um de 5,0 e um de7,0 é 100 vezes superior ao de 5,0 ... e assim por diante. O maior terremoto já registrado não excedeu ovalor de 9 na escala.ESCALA DE TEMPO GEOLÓGICO(Ver TEMPO GEOLÓGICO)ESCAPE (ou EVITAÇÃO) DA COMPETIÇÃO EVOLUTIVA(Ver FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA)ESCAPE-DO-INIMIGO, HIPÓTESE DETraduzido da expressão em inglês “escape-from-enemy hypothesis”, este termo refere-se ao fatode que organismos introduzidos em áreas diferentes das do seu habitat natural, melhoram suaperformance de sobrevivência no seu novo habitat. Geralmente são apontados os seguintes fatores para talsucesso: (i) redução da competição, (ii) melhores condições ambientais (mais alimento, por exemplo) e(iii) ausência de inimigos (predadores, parasitas, patógenos). Assim, tem-se descrito que plantasintroduzidas tendem a sofrer menos danos causados por insetos. O pardal da Europa, no seu habitat deorigem, por exemplo, sofre duas vezes mais com seus ectoparasitas do que o pardal que foi introduzido naAmérica do Norte.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS97ESCATOLOGIARefere-se ao conhecimento sobre fezes de animais.(Ver “copro-”)ESCIÓFITO(Ver CIÓFITO(A) / CIÓFILO(A))ESCLEROFILIA, ÍNDICE DEÍndice proposto por A.R.Loveless, em 1961, relacionando nas plantas esclerófilas: porcentagemde fibra crua : porcentagem de proteína crua.ESCLEROMORFISMO OLIGOTRÓFICODiz-se do fenômeno típico das plantas do cerrado, onde elas apresentam-se com estruturasendurecidas ou esclerosadas (troncos com casca grossa, folhas coriáceas...) devido à pobreza emnutrientes do solo. Este é ácido, profundo, com teores altos de Al e Mg, baixo em fósforo. As plantasteriam limitações de crescimento embora possam armazenar carboidratos nessas referidas estruturas.(Ver OLIGOTRÓFICO, LAGO)ESCOAMENTOESCOAMENTO = “RUNOFF”Água de precipitação pluvial que escorre sobre a superfície do solo e que em solo íngreme causaintensa erosão.A intensidade dos problemas da água que cai sobre um solo, em que uma de suas conseqüênciasé a água de escoamento, varia conforme a existência de cobertura vegetal e a topografia. Num declive,por exemplo, a existência de uma cobertura vegetal significativa, proporcionará a retenção da água deescoamento e sua penetração no solo; assim sendo, além de evitar a formação de ravinas econseqüentemente a erosão, possibilita a realimentação do lençol freático.A figura que segue ilustra duas diferentes situações relacionadas à retenção de água no solo (cominfiltração para o lençol freático, por percolação) e escoamento no solo em declive, conforme hajacobertura vegetal (representação da esquerda) ou sem cobertura vegetal. A espessura das setas representaa quantidade proporcional de água (observar a espessura das setas representando o escoamento nas duassituações):ESFORÇO REPRODUTIVOESFORÇO REPRODUTIVO = ALOCAÇÃO REPRODUTIVADiz respeito à concentração em energia que um organismo realiza, metabolicamente, visando oprocesso de reprodução. Em alguns organismos a avaliação do deslocamento de energia para areprodução pode ser feita com base em medições da relação “peso das gônadas : peso córporeo”, ou“peso das sementes : peso da planta” ou “volume dos ovos de uma ninhada : volume do corpo doanimal”. É uma aproximação válida, em que pese a imprecisão da avaliação.ESGOTORefere-se, em geral, a todo tipo de água servida (usada). Há denominações específicas quando o esgoto serefere a despejo industrial (ou efluente) ou a despejo doméstico (esgoto sanitário).(Ver EFLUENTE)ENTRADAEvapo-transpiraçãototalEscoamentoTranspiraçãoENTRADAEvaporaçãoEscoamentoInfiltração, para olençol freáticoInfiltração, para olençol freáticoErosão
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS98ESPAÇO DE FUGAEspaço que muitos animais necessitam para fugir à perseguição feita por um competidor (damesma espécie ou não) ou por um predador. Este espaço é importante para a sobrevivência deste animalem muitas circunstâncias, sendo por isso que num cativeiro ao qual seja ele submetido, deve considerar-seesta característica comportamental.ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICAA especiação, ou formação de nova espécie, ocorre quando o fluxo de genes dentro de umreservatório (ou “pool”) comum é interrompido por um mecanismo de isolamento que, se acontece pelaseparação geográfica de populações descendentes de um ancestral comum dá-se-lhe o nome deespeciação alopátrica.(Ver ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICA; e ALOPATRIA)ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICAA especiação, ou formação de nova espécie, ocorre quando o fluxo de genes dentro de umcompartimento (ou “pool”) comum é interrompido por um mecanismo de isolamento que, se aconteceecologica ou geneticamente numa mesma área dá-se-lhe o nome de especiação simpátrica.(Ver ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA; e SIMPATRIA)ESPÉCIEIndivíduo ou representante específico de uma população. Em termos filogenéticos, a espécie é amenor unidade taxionômica (ou taxonômica), que evoluiu de um ancestral comum. Identifica-senominalmente pela composição das denominações “genérica” (nome do gênero) e “específica” (nome daespécie). Ex.: Phaseolus vulgaris (feijoeiro comum). No ambiente, em geral, é fácil individualizar aespécie, como no caso de um animal, a onça-pintada por exemplo, Panthera onca. Há animaisidentificados por apenas um nome, como a caravela (Physalis caravela) que é, na realidade, uma colôniade indivíduos com alto grau de polimorfismo (indivíduos polipóides e medusóides), alguns especializadosna alimentação e outros na “defesa” (nematocistos contendo toxina), além do saco flutuador.(Ver sp (ESPÉCIE))ESPÉCIE CAVIOMORFARefere-se principalmente às espécies animais pertencentes aos cavídeos, roedores como o preá, acotia .... Atribui-se a esses animais, em muitos ecossistemas, a importante função de dispersão de plantas,uma vez que enterram as sementes para consumí-las posteriormente e algumas delas são esquecidas poreles. Esta função também é exercida por outros animais, como a graviúna, ave da floresta aciculifoliadaque realiza o mesmo trabalho utilizando sementes da araucária.ESPÉCIE-CHAVE(Ver DOMINANTE ECOLÓGICO)ESPÉCIE COM “BAIXO RISCO”Nos critérios propostos pela “IUCN” para espécies ameaçadas, um taxon é dito de “baixo risco”quando ele não se enquadra entre as categorias: “em perigo crítico”, “em perigo”, “vulnerável” ou como“dependente da conservação”; e que também não seja incluído no critério de dados insuficientes.(Ver “IUCN”)ESPÉCIE “COMERCIALMENTE AMEAÇADA”Dentre as categorias da “IUCN” para espécies ameaçadas, refere-se aos taxa que, embora nãoestejam presentemente ameaçados de extinção, estão ameaçados por serem comercializados; a menos quesuas explorações sejam regulamentadas e eles se tornem sob controle. É uma designação que tem sidosomente usada para espécies de peixes marinhos comercializados.(Ver “IUCN”)ESÉCIE COM “DADOS INSUFICIENTES”Dentre os critérios da “IUCN” para espécies ameaçadas, um taxon é tido como tipo “dadosinsuficientes” (sigla em inglês “DD – data deficient”) quando a informação requerida para se fazer umaavaliação, ou direta ou indireta do risco de extinção, é inadequada.(Ver “IUCN”)ESPÉCIE “DEPENDENTE DA CONSERVAÇÃO”Dentre os critérios propostos pela “IUCN” para as espécies ameaçadas, um taxon é consideradocomo “dependente da conservação” (sigla em inglês “CD – conservation dependent”) se se conseguir seevitar incluí-lo neste status de “ameaçado” como resultado de um programa continuado de conservaçãopara o taxon específico ou habitat também específico.(Ver “IUCN”)ESPÉCIE “EM PERIGO”Este termo, que em inglês é “endangered”, inclui-se tanto dentre as categorias da “IUCN”, com asigla (E), quanto dentre os critérios da “IUCN”, com a sigla em inglês (EN); nestes critérios, a espécie
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS99“em perigo” é aquela que se saiba estar em risco muito alto de extinção no ambiente silvestre, num futuropróximo (comparar com “ESPÉCIE EM PERIGO CRÍTICO”).(Ver “IUCN”)ESPÉCIE EM “PERIGO CRÍTICO”Correspondendo à expressão em inglês “critically endangered – CE” proposto como um doscritérios da “IUCN”, para designar um taxon que se saiba estar em risco extremamente alto de extinçãono ambiente silvestre, em futuro imediato.(Ver “IUCN”)ESPÉCIE EM “VIA DE EXTINÇÃO”ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO = RISCO DE EXTINÇÃOEspécie da flora e da fauna, silvestres, de valor estético, científico, cultural, econômico e/ourecreativo, protegida contra a exploração. Há uma convenção internacional a este respeito. Considera-segeralmente, no caso dos animais, que uma espécie está em via de extinção quando não mais do que 30indivíduos representantes desta espécie tenham sido localizados (avistados ou registrados) (ver ESPÉCIEEXTINTA, nas categorias da “IUCN”; ver também outras designações da “IUCN” nos vários termosiniciados por ESPÉCIE ...).Há muitos fatores ou “forças” que podem levar uma espécie à extinção, podendo eles seremclassificados, em geral, como determinístico ou estocástico. Um poluente em concentração letal, porexemplo, seria um fator determinístico de ação direta. O fator estocástico (que pode ser analisadoestatisticamente mas não pode ser previsto com precisão), segundo M.E.Gilpin e M.E.Soulé, poderiasubdividir-se em cinco tipos: 1) ambiental (variabilidade nas condições e recursos, como densidade depredadores, patógenos, presas, competidores etc); 2) catastrófico (enchentes, queimadas, erupçõesvulcânicas etc); 3 demográfico (variações, além das normais, nas taxas de natalidade e mortalidade...); 4)genético (tendência das pequenas populações terem altos níveis de homozigosidade, ou baixos deheterozigosidade; a freqüência de genes de uma população é determinada pela deriva genética, ou seja,aleatoriamente, mais pela chance do que por vantagens evolutivas adquiridas); 5) e de fragmentação (háuma tendência da maioria das populações em se fragmentarem em subpopulações, onde os indivíduos deuma mesma subpopulação se cruzam mais com os seus companheiros do que com os membros de outraou outras subpopulações).A análise de vulnerabilidade de uma população, embora careça da estimativa de tamanhomínimo de uma população viável, ela objetiva compreender como a vulnerabilidade de uma determinadapopulação varia com o tamanho desta população. Na verdade, a viabilidade varia continuamente com otamanho da população, devendo haver um limiar (ou patamar) abaixo do qual a população corre risco eacima do qual ela é considerada viável; resta saber julgar com exatidão qual o nível de risco de extinção“aceitável”.(Ver ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO; e “IUCN”)ESPÉCIE “EXTINTA”Termo usado pela “IUCN”, tanto dentre as categorias (sigla em inglês Ex), designando o taxon,entre as espécies ameaçadas que não tenha sido vista no ambiente silvestre nos últimos 50 anos, comodentre os critérios (EX), designando o taxon, entre as espécies ameaçadas, quando não há dúvida razoávelde que seu último indivíduo representante tenha morrido.Ainda dentre os critérios da “IUCN” para espécies ameaçadas, um taxon é classificado como“extinto no ambiente silvestre” (sigla em inglês “EW – extinct in the wild”) quando se sabe que ele tenhasobrevivido em criadouros, em cativeiro, ou como populações naturalizadas fora dos seus limitesoriginais.(Ver “IUCN”)ESPÉCIE “INDETERMINADA”Uma das “categorias” da “IUCN”, cuja sigla em inglês é “I – indeterminate”, referente àsespécies ameaçadas, cujos taxa sabe-se estarem em perigo, vulnerável ou rara, mas sobre os quais osdados são insuficientes para incluí-los numa das categorias apropriadas.(Ver “IUCN”)ESPÉCIE “INSUFICIENTEMENTE CONHECIDA”Dentre as categorias da “IUCN” para espécies ameaçadas, refere-se ao taxon (sigla em inglês “K– insufficiently known”) que se suspeita estar em perigo, vulnerável ou rara, mas sobre o qual não hádados suficientes para se formar um julgamento exato sobre se tal taxon está ameaçado ou não.(Ver “IUCN”)ESPÉCIE OCASIONALDiz-se geralmente, da espécie que pode ser encontrada de tempo em tempo num certo habitat oucomunidade; não sendo portanto, componente permanente da associação.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS100ESPÉCIE PIONEIRAAquela que surge num local, anteriormente desprovido de vida e que assim poderá dar início aum processo de colonização, muitas vezes seguido de um processo de sucessão. Entre muitas espéciestidas como “mau competidoras” há muitas pioneiras eficientes.(Ver COLONIZAÇÃO)ESPÉCIE “RARA”Na classificação das categorias de espécies ameaçadas de extinção da “IUCN”, o taxon “raro” éaquele com pequenas populações mas que presentemente não estão “em risco” ou em “via de extinção”. Édenominada em inglês por “rare – R”.Alguns autores não consideram que abundância seja uma questão de densidade de indivíduos deuma espécie numa determinada área (dado este que eles preferem chamar de intensidade), mas sim é umaquestão de número de tamanho de áreas habitáveis (Ver DENSIDADE ECOLÓGICA). Esta relação deindivíduos com área habitável, esses autores denominam de prevalência de abundância. De fato, o uso deexpressões como “espécie comum” ou “rara” em determinado ambiente, carece de qualificação adequadaou precisa. Haveria muitas razões para usar o termo “espécie rara”, podendo-se destacar: a) sua faixa dedistribuição geográfica é estreita; b) sua faixa de habitat (específico) é estreita; c) suas populações locaissão pequenas e não-dominantes. As duas primeiras razões são ligadas à “prevalência” acima mencionadae a última está ligada à “intensidade”.(Ver “IUCN”)ESPÉCIE VULNERÁVELDentre as diversas categorias propostas pela “IUCN” para as espécies ameaçadas de extinção, aespécie vulnerável é aquela cujo declínio por causa de destruição do seu habitat, distúrbio ousuperexplotação, torna-se-á em perigo de extinção se tais fatores continuarem. É representada pele siglaem inglês “V – vulnerable”; e dentre os critérios da “IUCN” é representada pela sigla “VU – vulnerable”.ESPÉCIME (ou INDIVÍDUO)Indivíduo ou exemplar (unidade) representativo de uma espécie.ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO(Ver APÊNDICE III − ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO; e RADIAÇÃOFOTOSSINTETICAMENTE ATIVA − RFA)ESPODOSSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)ESTABILIDADESegundo alguns autores, refere-se à capacidade de um sistema ecológico em manter-se emcondições relativamente constantes em termos de sua composição, sua biomassa e produtividade, compequenas flutuações em torno de uma média, e que seja capaz de retornar a esta situação a cada vez quesofrer perturbações. Neste último aspecto, fala-se também em “resistência” de um ecossistema, que porsua vez, dependerá da “elasticidade” (resiliência) ou taxa com que o ecossistema se recuperará dosdistúrbios que lhes são causados (naturais ou antrópicos).Na estabilidade, há que se considerar dois aspectos de interesse ecológico: a) é importanteconhecê-la porque ela representa, em termos práticos, a sensibilidade de uma comunidade a distúrbios; b)talvez de cunho mais fundamental, porém um tanto quanto teórico, a estabilidade representa o grau depersistência da comunidade e suas chances de atingir o seu clímax e aí se manter. Neste último aspectoconsideram-se a estabilidade local, que é a tendência da comunidade retornar ao seu estado original apóspequena perturbação e estabilidade global, a mesma tendência sob efeito de grande perturbação. Algunsautores mencionam ainda os termos dinamicamente frágil, quando a comunidade é estável dentro de umafaixa muito restrita de condições ambientais e dinâmicamente robusta, quando tal faixa é ampla.(Ver FRAGILIDADE; HOMEOSTASE; RESILIÊNCIA; e RESISTÊNCIA)ESTABILIDADE GLOBAL(Ver ESTABILIDADE)ESTABILIDADE LOCAL(Ver ESTABILIDADE)ESTAÇÃO DE TRATAMENTOConjunto de instalações destinadas ao “tratamento” de: água (ETA); de esgotos domésticos(ETE); de despejos industriais (ETDI) ou de efluentes industriais (ETEI).ESTAÇÃO ECOLÓGICACategoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. Área natural, representativa de umecossistema que se deseje preservar, mas que deve também ser utilizada para os processos de educaçãoambiental e de pesquisa; esta, não devendo ultrapassar os 10% da área total e de acordo com o plano demanejo da unidade.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS101(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)ESTACIONALTermo mais adequado (da língua portuguêsa) do que “sazonal” (do francês “saison” ou do inglês“season”), para indicar período ou influência da estação do ano. Fala-se por exemplo, no nordestebrasileiro, nos períodos estacionais de chuva (inverno) e de seca (verão).ESTÁDIOS SERAISSegmentos distintos (estádios), florística ou estruturalmente, de uma “sere”. Nem todas as“seres”, no entanto, podem ser divididas em estádios. Alguns preferem usar a palavra “estágio”, em vezde “estádio”.(Ver SERE)ESTADOS ESTÁVEIS ALTERNATIVOS(Ver EQUILÍBRIOS MÚLTIPOS ou ESTADOS ESTÁVEIS MÚLTIPLOS)ESTENOPrefixo de origem grega usado para expressar o “estreito” (ou reduzido) grau de tolerância de umser vivo. Fala-se então em: estenotérmico (relativo à temperatura); estenohídrico (relativo à água);estenofágico (relativo a alimento); estenoécio (relativo à seleção de habitat ou adaptação) etc, todossignificando uma limitada tolerância às respectivas características ambientais citadas.(Ver “euri-”)ESTEPETermo adotado por alguns fitogeógrafos (utilizado pelo IBGE) significando um “tipo devegetação” estacional-decidual, geralmente com plantas suculentas, como cactáceas. Fala-se neste casoem “estepe do sertão semi-árido nordestino” e da “campanha gaúcha”, neste último caso dominandogramíneas, tendo também compostas e leguminosas. É também utilizada a expressão “savana estépica”,incluindo-se os campos de Roraima.Este termo é aplicado originalmente às planícies sem árvores do sudeste da Europa e da Sibéria.ESTIRÂNCIOESTIRÂNCIO = ENTREMARÉS = ZONA “INTERTIDAL” = LITORALÉ a zona delimitada pelas alta e baixa marés, ou seja, preamar e baixa-mar. Alguns a chamam deeulitoral. É a primeira zona da plataforma continental, no sentido da costa para o mar. O termo“intertidal” vem do inglês “tide” = maré.Observação: as muitas subdivisões da faixa litorânea (do continente para dentro do mar) quenaturalmente devem existir devido à complexidade dos mais diversos contornos da costa, geraram umelevado número de denominações que nem sempre coincidem nos trabalhos (obras) de muitos autores.Grande parte dos “desencontros” surgem com relação aos limites (extensões ou dimensões) de tais zonas,ou regiões e suas respectivas subdivisões.(Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ESTIVAÇÃO(Ver HIBERNAÇÃO)ESTOCÁSTICO(Ver DISTÚRBIO; e ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO)ESTOCÁSTICO(Ver DISTÚRBIO)ESTOLÃOCaule subterrâneo, comum em plantas adaptadas a solos arenosos, que emite ramificações emdiversos pontos ao longo de sua extensão. O pinheirinho-do-mar (Remirea maritima), planta típica dasdunas de nosso litoral, forma estolões. Esta planta é importante na fixação das pequenas dunas.ESTOLONÍFERAPlanta que forma estolões.ESTRATÉGIATermo de caráter generalizado, significando qualquer padrão de comportamento ou história vital,de um indivíduo ou de uma população, refletindo uma adaptação (às vezes uma aclimatação) que seconstitui em ganhos na eficiência de obtenção dos recursos.(Ver ESTRATEGISTAS C, K e r; e TRIÂNGULO C−S−R)ESTRATEGISTA CNo triângulo C – S – R, o estrategista C é uma espécie tipicamente de grande tamanho, comcrescimento rápido, tempo de vida relativamente longo, dispersão relativamente eficiente, destinandoapenas uma pequena proporção de sua energia metabólica para produção de descendentes ou propágulos,sendo assim uma espécie competitiva.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS102ESTRATEGISTAS K e rDenominam-se estrategistas, as espécies que, numa situação de equilíbrio das condiçõesambientais ou em condições adversas ou de superpopulações, adotam respectivamente, mecanismoscaracterísticos que as tornam tipicamente espécies “em equilíbrio” (estrategistas K) ou “oportunistas efugitivas” (estrategistas r).As letras K e r provêm da “equação logística” onde, numa população em determinada condiçãoambiental, K é o número de indivíduos capazes de viver quando a população está em equilíbrio e r é ataxa intrínseca de aumento desta população.As espécies oportunistas e fugitivas predominam, por exemplo, entre as pioneiras que iniciam asucessão ecológica num local inóspito. As espécies em equilíbrio geralmente sucedem as pioneiras, numasituação em que o local se tornou menos inóspito, com maior disponibilidade de nutrientes e menorcompetição. Em alguns ambientes a alternância desses dois tipos de estrategistas é uma ocorrêncianatural, constituindo-se no equilíbrio dinâmico (homeostase) de um ecossistema.(Ver EQUAÇÃO LOGÍSTICA; e SELEÇÃO K)ESTRATOSFERAPorção da atmosfera da Terra, acima da troposfera, de 15 a 30 km. Segue-se a ela a estratopausa(30 a 40 km).(Ver OZONOSFERA)ESTRATO VEGETATIVO(Ver SINÚSIA)ESTRESSEDiferentemente de distúrbio, que é caracterizado por ser uma perturbação momentânea, oestresse (do inglês “stress”) é geralmente interpretado como uma pressão, no nível de ação sobre umecossistema (ou comunidade ou população), de forma contínua, com tendência a ser prolongada, gerandoresposta dos seus componentes bióticos diferenciada da resposta ao distúrbio.(Ver DISTÚRBIO)ESTRUTURAS ANÁLOGAS e ESTRUTURAS HOMÓLOGASAs estruturas análogas são órgãos de origens evolutivas diferentes, que executam o mesmo papelnos diferentes organismos dos quais são partes integrantes. Ex.: a variedade de estruturas das plantastrepadeiras (folhas, pecíolos, caules, raízes, gavinhas, transformadas em estruturas que habilitam asplantas a treparem sobre diferentes suportes). As estruturas homólogas originam-se de um mesmo órgão,que no processo evolutivo modificou-se, transformando-se em estruturas bastante diferentes e quedesempenham diferentes funções. Ex.: plantas que tiveram folhas modificadas em folíolo (subdivisão defolha composta), pecíolo, peciólulo (pecíolo do folíolo das folhas compostas), estípulas (geralmente duaspequenas projeções laminares na base de pecíolo).ESTRUTURA DO SOLOArranjo ou combinação das partículas primárias do solo, originando partículas secundárias, quese constituem nas suas unidades ou pedons.(Ver PERFIL DO SOLO)ESTUÁRIOEcossistema representado pela comunicação de um rio com o mar (flúvio-marinho), constituindoassim um ambiente relativamente complexo, onde usualmente ocorrem mangues. Apresenta propriedadesinerentes aos sistemas dulciaqüícola e marinho, com certo gradiente de salinidade e propriedadespeculiares.ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA)(Ver IMPACTO AMBIENTAL)ETA(Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO)ETDI(Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO)ETE(Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO)ETEI(Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO)ETIOPIANA, REGIÃO(Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)“etno-”Prefixo de origem grega que se refere à “raça; povo; nação”. Exemplos: etnologia (estudo docaráter, história e cultura das raças humanas; o mesmo que etnografia); etnobotânica (estudo do uso dasplantas pelas distintas raças humanas); etnoecologia (estudo da relação das raças humanas ou etnias ou
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS103seus agrupamentos, com o ambiente em que vivem; o mesmo que ecologia humana); etnozoologia (estudodo uso dos animais pelas raças humanas).ETNOECOLOGIA(Ver ECOLOGIA HUMANA)ETOLOGIAEstudo do comportamento (animal) ou das reações e conduta do organismo em relação aoambiente em que vive.“eu-”Prefixo de origem graga que se refere à “bem; bem feito; de fácil execução” e significadossimilares. Como exemplo ver EUTRÓFICO e EUTROFIZAÇÃO.EUSSOCIABILIDADE (ou EUSSOCIALIDADE)Termo ainda não consagrado na língua portuguesa, referente ao comportamento (ou “instinto”)social de animais como os térmitas (cupins) (Isoptera) e formigas, abelhas e vespas (Hymenoptera).Segundo RICKLEFS (2007) este grau de sociabilidade caracteriza-se por (i) diversos adultos vivendojuntos em grupos, (ii) com gerações em superposição, isto é, pais e filhos vivendo juntos, (iii) cooperaçãona construção de ninhos e cuidados com a prole, e (iv) dominância reprodutiva por um ou uns poucosindivíduos, com a presença de “castas”. Na organização de sociedades dos insetos, há dominância de umaou poucas fêmeas poedoras de ovos, a(s) “rainha(s)”. No caso de térmitas, a colônia é conduzida por umpar (rei e rainha) que produzem os “operários” por reprodução sexuada.“-etum”(Ver ASSOCIAÇÃO VEGETAL)EUCARIOTOOrganismo cuja célula tem seu material genético num núcleo individualizado, provido demembrana nuclear, como o são todos os seres vivos, com exceção dos procariotos.(Ver DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS)EUFÓTICO(Ver ZONA EUFÓTICA)“EUKARYA”(Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL; e DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS)EULITORALSubregião do litoral submetida aos distúrbios (movimentos) das ondas do mar, mais conhecidacomo entremarés. Dá-se também este nome à zona de margem de um lago, situada entre os níveis maiselevados e mais baixos da água, em seus movimentos estacionais.(Ver ESTIRÂNCIO; e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)“euri-”Prefixo de origem grega usado para expressar o “amplo” grau de tolerância (ou de utilização derecurso) de um ser vivo.Fala-se então em: euribático (relativo à pressão, da profundidade de água); euritérmico (relativoà temperatura); eurihídrico (relativo à água); eurihígrico (relativo à umidade do ar); eurihalino (relativo àsalinidade); eurifágico (relativo a alimento); euriécio ou euritópico (relativo à seleção de habitat ouadaptação); todos significando uma ampla tolerância às respectivas características ambientais citadas.(Ver ESTENO)EURIFÁGICOEURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLEOTRÓFICO = PLURÍVORO = POLÍFAGO =POLITRÓFICOQue se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento.(Ver “euri-”)EUTRÓFICO, LAGOLago rico em nutrientes, orgânicos e inorgânicos, com alta produtividade primária. Na figura quesegue está representado um lago eutrófico com seus diversos habitats:
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS104(Ver AUTOTRÓFICO, LAGO; DISTRÓFICO, LAGO; e OLIGOTRÓFICO, LAGO)EUTROFIZAÇÃOIntrodução, pelo homem, de matéria orgânica em ambientes aquáticos naturais, em quantidade evelocidade que não pode ser assimilada e reciclada, causando assim o seu acúmulo que poderá serdeletério para o ecossistema. Este material orgânico poderá derivar diretamente de detritos atirados pelohomem (detritos industriais, dejetos e lixos etc) ou indiretamente de erosão do solo, aumentada pelohomem, ou ainda, como em decorrência de uso em excesso de fertilizantes nas áreas agricultáveiscircunvizinhas.Como conseqüência da eutrofização ocorre freqüentemente grande proliferação de algas,geralmente dominada por uma só espécie.EVAPORAÇÃO (POTENCIAL)A evaporação representa a passagem da água do estado líquido para o gasoso, de maneiranatural, sob a ação da temperatura e na dependência do estado de saturação do ar (sua umidade relativa).(Ver PRECIPITAÇÃO PLUVIAL)EVAPORÍMETRO DE PICHE(Ver PICHE, EVAPORÍMETRO DE)EVAPOTRANSPIRAÇÃOSomatória da perda de água de um ecossistema pelos processos de evaporação (das superfíciesde água e solo) e de transpiração (das plantas principalmente e animais), em área (mm ou cm) por tempo(dia). A evapotranspiração potencial é um índice da taxa máxima teórica na qual a água poderá evaporarpara a atmosfera (dada em mm/ano), considerando-se a radiação prevalecente, a média do déficit depressão de vapor no ar, a velocidade do vento e a temperatura.A figura representada no termo ESCOAMENTO, mostra a proporção da evapotranspiração emrelação a outros processos relacionados ao fator ecológico água.(Ver ESCOAMENTO; e PRECIPITAÇÃO PLUVIAL)“EVERGLADES” (FLORIDA)(Ver EFEITO BUMERANGUE)EVITAÇÃO (ou ESCAPE) DA COMPETIÇÃO EVOLUTIVA(Ver FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADA)EVOLUÇÃO(Ver DARWINISMO; e NEO-DARWINISMO)EXATIDÃO (e PRECISÃO)A exatidão (correspondendo ao “accuracy” da língua inglesa) é, tanto em estatística como no usode aparelhos de medição, um grau com que se mede uma quantidade de maneira próxima ao valorverdadeiro que está sendo medido. Difere de precisão (“precision”, em inglês) que é um grau de“refinamento” com que uma medida é feita. Ex.: o valor 3,43 é uma medida “mais precisa” do que 3,4mas não implica que seja “mais exata”.EXCLUSÃO COMPETITIVA(Ver PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA)EXCRETAEm ecologia energética é a parte da energia assimilada que é removida do corpo como secreção,excreção ou sudação. É um dos componentes do rejeito. No processo do metabolismo é o mesmo quecatabólito.EpilimnioMetalimnioHipolimnioLitoralProfundalSedimento (lodo)Habitat pelagialHabitat bental
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS105(Ver CATABOLISMO; EGESTA; e REJEITO)EXOCRINO(Ver ECTOCRINO)EXOCRUZAMENTOEXOCRUZAMENTO = ALOGAMIA = ACASALAMENTO ou COPULAÇÃO EXTRA-PARAcasalamento de indivíduos de uma população com membros de outra ou outras populações. Háobservações, por exemplo, de que fêmeas de chimpanzés (floresta de Taï, Costa do Marfim, África)afastam-se do seu grupo (ou subpopulação), à noite, para cruzarem com machos de outros grupos. Estecomportamento é tido como muito importante à heterozigosidade, enriquecendo portanto, o patrimôniogenético da espécie e aumentando suas chances de reagir às possíveis variações ambientais indesejáveis.O termo promiscuidade é usado por alguns autores para definir esta condição, em que um parduradouro é impedido de se formar no acasalamento.(Ver ENDOGAMIA; POLIGAMIA; e FLUXO GÊNICO)EXORREICA(Ver REGIÃO ARREICA / ENDO ... / EXO ...)EXPANSÃO DE HABITAT(Ver LIBERAÇÃO ECOLÓGICA)EXPECTATIVA DE VIDAPeríodo de tempo médio que se espera um organismo sobreviver, dentro do padrão do seu ciclode vida.(Ver ATRIBUTOS DA POPULAÇÃO)EXPLOSÃO NA DENSIDADE DE POPULAÇÕES(Ver “BLOOM”)EXPLOTAÇÃOTermo que significa, implicitamente, exploração de recursos naturais.EXSUDATÍVOROTradução literal do inglês “exudativore” / “exudativorous” (a primeira forma é substantivo e asegunda é adjetivo), ou seja, que se alimenta de gomas (resinas) e outros exsudatos vegetais (de árvores,principalmente). O sagüi, que se alimenta da seiva de cupiúba (Tapirira guianensis), além de herbívoro efrugívoro pode também ser denominado de exsudatívoro.EXSUDATOLíquido, contendo substâncias produzidas por um organismo e liberado para o meio externo. Oexsudato das raízes, por exemplo, é importante para os simbiontes e os organismos que vivem narizosfera.EXTINÇÃO ANTROPOGÊNICAExtinção de uma espécie (de organismo animal ou vegetal) causada por atividades humanas,através de explotação direta da população desse organismo ou, indiretamente, por destruição de seuhabitat.(Ver AMEAÇADO DE EXTINÇÃO; ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO; e TAXA DEEXTINÇÃO)EXTINÇÃO EM MASSARefere-se esta expressão à periodicidade de desaparecimento da vida na Terra, ao longo dosvários períodos geológicos de tempo. Muitos pesquisadores acreditam que tenham ocorrido eventoscataclísmicos, de origem astronômica, comuns a todas as extinções. Outros acham que cada evento deextinção foi único em si. Os eventos cataclísmicos podem também ter sido vários, como por exemplo:intensa atividade vulcânica, impacto de corpo celeste sobre a Terra, ou tendências graduais, comomudanças no nível dos oceanos e na temperatura, salinidade ou nutrientes, flutuações nos níveis de O2 eCO2, resfriamento, e radiação cósmica. Estas são possíveis causas das crises ocorridas nos períodosPermiano-Triássico. A hipótese muito defendida, do impacto de um asteróide, teria causado grandeconcentração de irídio (metal muito denso e quebradiço) na atmosfera, impossibilitando a penetração daradiação solar, impedindo a fotossíntese. Outra hipótese, a do abundante xisto pirítico laminado (rico emcarbono orgânico) aliado à anoxia oceânica (carência em O2 dissolvido), teria causado a destruição davida nos oceanos. De qualquer forma, é preciso admitir-se que nem todos os grupos foram afetados damesma maneira pelas várias formas de extinção ocorridas.(Ver TEMPO GEOLÓGICO)EXTRATIVISTA(Ver RESERVA EXTRATIVISTA)EXTREMÓFILO (ou EXTREMOFÍLICO)Diz-se do organismo, principalmente microrganismo, que vive sob condições ambientaisextremas, como nas fontes hidrotermais ou poças hipersalinas ou ricas em enxofre.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS106
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS107FFACIAÇÃOUma categoria na classificação de uma vegetação, ou seja, uma subdivisão de uma associaçãoque tem mais de uma, porém menos do que o número total de espécies dominantes, por causa dediferenças locais nas condições climáticas.(Ver FACIES)FACIESAparência geral de um indivíduo, população ou comunidade. É considerado também como umacategoria na classificação de uma vegetação.Um termo mais comum e talvez mais apropriado para designar a aparência de uma comunidadevegetal é fitofisionomia.(Ver FACIAÇÃO; e FITOFISIONOMIA)FACILITAÇÃO (EM SUCESSÃO)(Ver SUCESSÃO AUTOGÊNICA)“–fagia” (“–fago”)Sufixo de origem grega, aplicado para designar a ação de “comer; alimentar-se de”, sendohomólogo de “–voria” (e “–voro”); é usado de maneira ampla, preferencialmente em certos casos, comopor exemplo: antropófago (que se alimenta de carne humana); hematófago (que se alimenta de sangue);carpófago (que se alimenta de fruto); rizófago (que se alimenta de raiz); e muitos outros (ver “–fago”, emdicionário). Em muitos outros casos usa-se o sufixo latino “-voria”.(Ver FAGO; e “-voria”)FAGORefere-se a um virus que usualmente infecta e destrói bactéria. Alguns fagos têm se mostradoúteis como vetores para a transferência de informação genética entre células.(Ver BACTERÍVORO)FAGÓTROFO(Ver MACROCONSUMIDOR)“FAIXA DE AQUECIMENTO AO SOL”Seria uma tradução literal da expressão em inglês “basking range” , significando a faixa detemperatura em que um réptil se expõe à luz direta do sol, ficando inativo porém alerta.FALÉSIATermo geralmente utilizado paradesignar as formas abruptas ou escarpadasde relevo litorâneo. Na ponta do CaboBranco, em João Pessoa, há falésia típica(formação Barreiras) próximo ao ponto maisoriental do Brasil, o pontal dos Seixas.A foto ao lado (de Breno Grisi,tirada em abril de 2004), mostra a ponta doCabo Branco na praia do mesmo nome, emJoão Pessoa.(Ver BARREIRAS (SÉRIE ouFORMAÇÃO))
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS108FALSA CAMPINA(Ver CAMPINARANA)FANTASMA DA COMPETIÇÃO PASSADAExpressão cunhada por J.H.Connell (em 1980) desejando referir-se à “evitação (ou escape) dacompetição evolutiva” em que uma diferenciação de nicho pode resultar não de competição atual, massim de escape de uma situação de competição ocorrida no passado. São como que “marcas” deixadas nocomportamento, distribuição ou morfologia das espécies.FASE ESTACIONÁRIA DE CRESCIMENTOTermo geralmente utilizado para microrganismos, em que uma população “pára de crescer”, ouseja, não ocorre aumento em número de indivíduos. As funções da célula microbiana nesta fase podemcontinuar, com seu metabolismo energético e processos de síntese.(Ver CRESCIMENTO CRÍPTICO; CRESCIMENTO EXPONENCIAL; e CRESCIMENTOLINEAR)FASE “LAG” e FASE “LOG” DE CRESCIMENTOA fase lag é o período no qual, geralmente ocorre pouco ou nenhum crescimento de umapopulação. A fase log ou fase de crescimento exponencial, é o período máximo de crescimento de umapopulação.(Ver CRESCIMENTO EXPONENCIAL)FATOR CHAVE(Ver ANÁLISE DO FATOR CHAVE)FATOR DE BIOCONCENTRAÇÃOUsado por alguns autores como uma medida do grau de concentração de um composto nabiomassa de organismos aquáticos, sendo calculado como uma relação da concentração desse compostonos organismos, para sua concentração na água. Alguns autores usam a sigla em inglês: “BCF –bioconcentration factor”.FATORES “DEPENDENTE” e “INDEPENDENTE” DA DENSIDADEReferem-se os fatores dependentes da densidade àqueles (fatores ecológicos) cujos efeitosaumentam com o aumento da densidade de população, podendo assim tornarem-se os “controladores” queinfluenciam na taxa de crescimento dessa população. Entre os diversos tipos de fatores, são de grandeimportância os fatores limitantes ao suprimento de alimento e de habitats; além de predadores, parasitas edoenças onde seus efeitos são sentidos mais fortemente em populações mais adensadas do que empopulações dispersas (ver também: DEPENDÊNCIA (ou DEPENDENTE) DA DENSIDADE.Os fatores independentes da densidade, são aqueles que atuam fortemente sobre as taxas denatalidade e mortalidade, independentemente do número de indivíduos da população, como por exemploos fatores abióticos temperatura, radiação, ventos, assim como também os eventos catastróficos, comoincêndio, furacões etc. Embora of fatores independentes da densidade possam influenciar na taxa decrescimento exponencial de uma população, eles não regulam o tamanho dessa população.FATOR ECOLÓGICOAgente, de origem biótica ou abiótica, que pode atuar ou influenciar positiva ou negativamenteum ser vivo no seu habitat. Aos fatores “externos” ao organismo sobre o qual atuam (fatores físicos equímicos do ambiente, e outros organismos) dá-se a denominação de fatores extrínsecos (OBS.: comoexemplo, às propriedades físicas, químicas e biológicas do solo que influenciam sobre a biota local, dá-sea denominação de “fator edáfico”). Um fator intrínseco (expressão pouco usada), refere-se aos inerentes àconstituição biológica e/ou populacional do organismo.FATOR EXTRÍNSECO(Ver FATOR ECOLÓGICO)FATOR FUNDAMENTALTraduzido do inglês (“ultimate factor”) como sendo um fator ambiental ao qual o tempoadequado de um evento biológico está basicamente associado.(Ver FATOR IMEDIATO)FATOR IMEDIATOAssim traduzido do inglês (“proximate factor”) como sendo um fator ambiental que age comoum estímulo imediato a uma atividade biológica periódica.(Ver FATOR FUNDAMENTAL)FATOR INTRÍNSECO(Ver FATOR ECOLÓGICO)FATOR LIMITANTEFator ambiental (físico, químico ou biológico) que limita o crescimento ou a reprodução de umindivíduo, população ou comunidade.Pode-se dizer, por exemplo, que a água é o fator limitante ao desenvolvimento da caatinga.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS109O ferro nos ecossistemas marinhos tem sido apontado como fator limitante da produtividade.Experimentos realizados por J.H. Martin, em 1993 no Pacífico, nas costas da América do Sul, mostraramque numa área de 64 km2fertilizada com 450 kg de ferro solúvel (resultando num acréscimo de ferro 100vezes superior ao natural), dentro de poucos dias as populações de fitoplâncton, medidas pelo teor declorofila nas águas de superfície, triplicaram. Este resultado animou os adeptos do uso deste processo paraaumentar a quantidade de fixadores de gás carbônico nos oceanos. No entanto, há observações de que aspopulações de zooplâncton também aumentam, como conseqüência; e assim, o teor de gás carbônico naágua se renova proporcionalmente pela respiração.(Ver LEI DO MÍNIMO)FAUNAEste termo refere-se ao conjunto de entidades animais que vivem numa certa área. Ele dizrespeito indistintamente, à distribuição ecológica dos animais e à lista taxonômica dos mesmos, nãohavendo diferença como a que existe entre vegetação e flora.FBN − FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO(Ver FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO)“FEEDBACK”(Ver RETROALIMENTAÇÃO)FEMTOPLÂNCTON(Ver APÊNDICE V − PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO)FENOLOGIAEstudo de eventos biológicos periódicos, tais como o crescimento, desenvolvimento ereprodução de um organismo, geralmente em relação às estações do ano. Um estudo fenológico de plantaspode ser feito a partir de observações sobre o lançamento (ou emissão) de folhas, flores e frutos; assimcomo sobre a maturação de frutos, caducifolia etc.FENÓTIPOUma característica visível ou mensurável de origem morfológica, anatômica, fisiológica oubioquímica que resulta da interação do genótipo de um organismo e seu ambiente.(Ver GENÓTIPO)FERALOrganismo ou população cujo patrimônio genético esteve por certo tempo sob regime seletivoartificial (quando sob condição domesticada ou de cativeiro) e que presentemente se encontra sobinfluências seletivas de ambiente natural.FERMENTAÇÃOProcesso também anaeróbio, onde um composto orgânico atua como aceptor de eletron(oxidante). Na verdade, a fermentação é um processo metabólico em que a glicose (açúcar com seisátomos de carbono) é desintegrado em ácido orgânico (ácido pirúvico ou sua forma ionizada, piruvato)com três átomos de carbono, processo este acoplado à transferência de energia química para a formaçãode ATP (adenosina trifosfato); servindo os compostos orgânicos tanto como doadores de eletrons(oxidando-se) quanto como aceptores de eletrons (reduzindo-se).Na fermentação da glicose, por exemplo, a seguinte reação ocorre:C6H12O6 → 2CO2 + 2C2H5OHgás carbônico etanolFEROMÔNIOFEROMÔNIO = ALOMÔNIOÉ um dos produtos semioquímicos secretado por um indivíduo de determinada espécie parainfluenciar uma resposta fisiológica ou comportamental em outro(s) indivíduo(s). Os feromônios sãoutilizados como sinais de alarme, atrativos sexuais, reconhecimento de sinais e localização, ou comomarcadores de trilhas, por indivíduos da mesma espécie.As interações entre diferentes espécies são enquadradas na aleloquímica.(Ver ALELOQUÍMICOS; ALELOPATIA; e ANTIBIOSE)FERRALITIZAÇÃO(Ver LATOLIZAÇÃO; e SILICATOS)FERRALITO(Ver LATOLIZAÇÃO)FERRO (NOS ECOSSISTEMAS MARINHOS)(Ver FATOR LIMITANTE)FERTILIDADEBiologicamente usa-se o termo “fértil”para indicar a capacidade de produzir descendentes(filhotes, frutos, pólens ...), sendo então seus sinônimos “fecundo” e “profícuo”.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS110Em ecologia alguns autores o usam para indicar a capacidade de um habitat (local ou sítio) parasustentar uma produção de biomassa. Além disso, alguns chamam de “fertilidade”, a performancereprodutiva real de um organismo ou população que é medidada como o número real de descendentesviáveis produzidos por unidade de tempo, ou seja, é uma “taxa de natalidade”.Nos estudos sobre solo os pedólogos / edafólogos chamam de “fertilidade” a capacidade de umsolo ter condições nutricionais e estruturais que lhe permitam ser produtivo.(Ver SOLO FÉRTIL)FERTILIZANTEComposto químico adicionado ao solo com o propósito de enriquecê-lo, em termos de nutrientespara a planta. Uma formulação muito comum aplicada aos solos é o NPK (nitrogênio, fósforo e potássio),que, por exemplo, na proporção 20 : 10 : 5, garante conter 20% de N, 10% de ácido fosfórico (P2O5)disponível e 5% de potássio hidrossolúvel (K2O).(Ver ADUBAÇÃO ORGÂNICA)FERTILIZANTE ORGÂNICO(Ver ADUBAÇÃO ORGÂNICA)FERTIRRIGAÇÃOProcesso em que se aplica fertilizante na água utilizada para irrigação. A presença de nutrientesna água de irrigação, como ocorre com o uso da vinhaça no plantio de cana-de-açúcar, justifica o usodeste termo.“fico–”Prefixo de origem grega significando “alga”. Ficologia ou algologia é portanto, o estudo dasalgas.FICOBIONTENo líquen ocorre um mutualismo entre um ficobionte (uma alga) e um micobionte (um fungo).FICÓFAGOQue se alimenta de algas.(Ver MICÓFAGO)FIDELIDADE (ou GRAU DE FIDELIDADE)(Ver GRAU DE FIDELIDADE)“-filia” / “-filo”Sufixo de origem grega que significa “amigo; que gosta; que vive bem em”. É utilizado paradesignar as várias formas de polinização dos vegetais, tais como anemofilia (polinização pelo vento),hidrofilia (pela água) e, quando no caso dos animais, por designações específicas (ornitofilia, pelas aves;entomofilia, pelos insetos ...).O sufixo “-filo” é usado para indicar afinidade de um organismo, ou preferência, pordeterminada característica. Alguns termos de entrada com estes prefixos são apresentados neste glossário.Outros exemplos: halófilo (que vive em ambiente salino); psamófilo (que prefere viver em localarenoso).Na divisão taxionômica (ou taxonômica) ou sistemática, usa-se o termo Filo (de origem latina,phyllum no singular e phylla no plural) referindo-se à principal subdivisão de Reino, compreendendo umconjunto de Classes afins.(Ver “-fóbico” / “fobo-”)FILO(Ver “-filia” / “-filo”)FILOGÊNESE (FILOGENIA)História evolutiva e linha de descendência de um taxon.FILOGENÉTICORelativo à história evolutiva de um determinado grupo taxonômico.(Ver ONTOGENÉTICO)FILOSFERADiz-se da “esfera de influência das folhas” de uma planta. Alguns autores referem-se à zona deinteração das folhas com a atmosfera; ou ainda referem-se ao microhabitat de uma folha.(Ver RIZOSFERA)FILTRO BIOLÓGICODispositivo colocado em sistema aquático, geralmente feito de cascalho, seixo, pedra britada ououtro meio que permita a proliferação de microrganismos capazes de “fixar” certos poluentes oupartículas indesejáveis que comprometam a boa qualidade da água. Algumas bactérias, resistentes porexemplo, a metais pesados (do gênero Bacillus), têm sido usadas para purificar água residuária contendotais elementos.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS111FÍSICA AMBIENTALUtilização dos conhecimentos de física no estudo e compreensão da estrutura e principalmentedos processos físicos que ocorrem nos ambientes naturais, sendo campo de grande interesse da ecologia.A física da terra (ou geofísica) e a física do clima (radiação, temperatura, umidade, movimento do ar e daágua, etc.), por exemplo, provêem conhecimentos fundamentais à compreensão dos processos ecológicos.FISIOGRÁFICO (FISIOGRAFIA)Referente (ou que trata) das caracteríesticas geográficas da superfície da Terra.FISIONOMIA DE UMA VEGETAÇÃO(Ver FITOFISIONOMIA (DE UMA VEGETAÇÃO))“FITNESS”O “fitness” (palavra ainda sem equivalente preciso em português) de um organismo, ou o seu“fitness” reprodutivo, diz respeito ao seu potencial genotípico, em relação aos outros componentes dapopulação, em deixar descendência viável; ou seja, é uma espécie de probabilidade em deixardescendente ao longo de grandes períodos de tempo. Embora um indivíduo nasça e morra dentro de umcerto “padrão” da população à qual pertence, ele não possui uma natalidade e uma mortalidaderigorosamente definidas.Alguns autores admitem que o termo equivalente em português seja “aptidão”, que é umaqualidade inata ou adquirida para exercer determinada atividade.FITOALEXINAComposto químico produzido por plantas em resposta a uma infecção e que impede crescimentoposterior do patógeno.FITOCENOSEFITOCENOSE = COMUNIDADE VEGETAL)Termo que em ecologia vegetal é usado quando se deseja se referir a todos os estratos ou sinúsiasque se superpõem numa vegetação; ou simplesmente, quando se deseja referir-se à comunidade vegetal.FITOECOLOGIA(Ver ECOLOGIA VEGETAL)FITÓFAGOAnimal que se alimenta de plantas, geralmente sugando sua seiva. Se a planta for de grandetamanho (como a maioria das fanerógamas, plantas superiores), o animal é denominado de macrofitófago.Se a planta for de pequeno tamanho (como a maioria das criptógamas, plantas inferiores), o animal édenominado de microfitófago.(Ver ZOÓFAGO)FITOFISIONOMIA (DE UMA VEGETAÇÃO)Refere-se à aparência de um certo tipo de vegetação, independentemente de sua composiçãotaxonômica, ou seja, refere-se à estruturação do ecossistema, em termos de seus estratos vegetativos.(Ver SINÚSIA)FITOGEOCENOSERefere-se à comunidade vegetal e o seu ambiente físico-químico e climático.(Ver COMUNIDADE)FITOGEOGRAFIA(Ver BIOGEOGRAFIA)FITOMASSAFITOMASSA = PRODUTO EM PÉ (“STANDING CROP”) DOS VEGETAISÉ a biomassa dos vegetais (ou produtores primários). Ver valores de fitomassa de diversos tiposde ecossistemas no verbete PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA.(Ver BIOMASSA)FITOPLÂNCTON(Ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO)FITORREMEDIAÇÃOUso de plantas que são capazes de acumular metais tóxicos (geralmente metais pesados) paradescontaminar solos poluídos.FITOSSOCIOLOGIAFITOSSOCIOLOGIA = SOCIOLOGIA DE PLANTA (ou VEGETAL)Estudo da vegetação, em que se incluem organização, interdependência (entre seus componentesvegetais), desenvolvimento, distribuição geográfica e classificação (tipos) de comunidades vegetais.FITOTELMOSFITOTELMOS = FITOTELMATA
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS112Referem-se aos microhabitats aquáticos, de acumulação de água em certas plantas, como nasbainhas das folhas de bromeliáceas e de outras plantas similares. Fala-se também emdendrotelmatobiontes como organismos que vivem nos ocos de troncos.FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO − FBNProcesso biológico efetuado por bactérias (como as dos gêneros Rhizobium e Bradyrhizobium)que vivem, na sua maioria, em simbiose com raízes de plantas ou que vivem nos nódulos de colmos decertas plantas (cana-de-açúcar, por exemplo) ou no próprio caule e que são capazes de fixar o N2atmosférico. Entre as que vivem nos nódulos e caule, podemos citar a Acetobacter diazotrophicus (dacana-de-açúcar) e Azorhizobium caulinodans, que nodulam raiz e caule de sesbânia (planta da África). Háalgumas bactérias que nodulam no caule de Aeschynomene indica (planta de solos alagados, cujo gênerotambém ocorre no pantanal matogrossense), com característica interessante, além de fixadora de N2 éfotossintetizante. As enzimas nitrogenase e hidrogenase são fundamentais à FBN.Os dados que seguem, segundo SIQUEIRA et al. (1994), mostram as porcentagens de espéciesnodulíferas de leguminosas (subfamílias da família Fabaceae ou Leguminosae, da ordem Fabales)florestais brasileiras:Caesalpinioideae (22) Mimosoideae (73) Papilionoideae) (67).(Ver FIXADORES DE NITROGÊNIO (DE VIDA LIVRE))FIXADORES DE NITROGÊNIO (DE VIDA LIVRE)Bactérias e cianobactérias, que fixam N2 atmosférico e que vivem livre no solo ou na água (não-simbiontes). Cianobactérias como as do gênero Anabaena, em simbiose com a pteridófita Azolla sp vêmsendo utilizadas como adubo verde em cultivo de arroz. Entre as bactérias há as do gênero Azotobacter,Beijerinckia, Clostridium e outras.FLAVONÓIDES(Ver DEFESA QUÍMICA)“FLOCKING”Em inglês significa literalmente, “andar em bando” como resultado de atração social entreindivíduos; alguns autores usam este termo, em inglês, quando se referem aos pássaros.FLOCULAÇÃOProcesso que conduz à formação de agregados (flocos ou floculados) em suspensão num líquido.(Ver FLOTAÇÃO)FLORAEste termo refere-se ao conjunto de entidades vegetais taxonômicas que se encontram numa certaárea.(Ver VEGETAÇÃO)FLORESTA ACICULIFOLIADAFLORESTA ACICULIFOLIADA = MATA (ou FLORESTA) DE ARAUCÁRIAÉ um ecossistema típico do sul do Brasil, mais especificamente do Paraná, atingindo tambémRS, SC e SP, assim denominado pela árvore predominante, o pinheiro-do-Paraná ou Araucariaangustifolia, com folhas em forma de agulha (acículo). Dos 20 milhões de hectares originalmentecobertos pela Floresta de Araucária, restam, atualmente, cerca de 2% dessa área. Particularmente noestado do Paraná; as serrarias e o uso industrial foram as principais responsáveis pelo desmatamento. Asfotos que seguem mostram, na seqüência superior: remanescentes de araucárias (à esquerda) e corte ilegalde pinheiros (à direita); e na seqüência inferior acículos e cones (à esquerda) e a gralha azul (à direita),pássaro que se alimenta dos cones e por isso são considerados por alguns como disseminadores da planta.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS113Obs.: fotos do site do IPEF – Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (www.ipef.br).FLORESTA AMAZÔNICAFLORESTA AMAZÔNICA = FLORESTA LATIFOLIADA EQUATORIALA floresta amazônica é uma região constituída por grandes extensões de florestas densas, comgrandes diversidade florística e fitomassa. Publicação recente sobre biodiversidade (ver CAPOBIANCOet al., 2001, na BIBLIOGRAFIA utilizada para o glossário), relaciona, para uma área do biomaamazônico de 4.105.401 km2, 23 ecorregiões na amazônia brasileira. As classes de vegetaçãorelacionadas nessa publicação e seus respectivos percentuais de área são:1. Campinaranas (4,10%).2. Florestas estacionais (4,67%).3. Florestas ombrófilas abertas (25,48%).4. Florestas ombrófilas densas (53,63%).5. Formações pioneiras (florestas inundadas)(1,87%).6. Refúgios montanos (0,03%).7. Savanas (6,07%).8. Formações secundárias (1,93%).As fotos abaixo mostram: a da esquerda (do site www.wikipedia.com) visão, por satélite, da fozdo rio Amazonas e a da direita, paisagem típica da floresta amazônica:FLORESTA BOREAL(Ver TAIGA)FLORESTA DE CONÍFERAS DO NORTE(Ver TAIGA)FLORESTA DE GALERIA(Ver MATA CILIAR)FLORESTA LATIFOLIADA EQUATORIAL(Ver FLORESTA AMAZÔNICA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS114FLORESTA LATIFOLIADA TROPICALEste ecossistema é um subtipo de floresta tropical com árvores de 25 a 30 m de altura, um poucomais para o interior em relação à mata atlântica, indo da região nordeste ao sul do Brasil.Nessa floresta ainda ocorrem o pau d’alho, Gallesia gorarema; cedro branco, Cedrela fissilis;peroba, Aspidosperma sp; e o palmito, Euterpe edulis, entre outras.FLORESTA LATIFOLIADA TROPICAL ÚMIDA DA ENCOSTA(Ver MATA ATLÂNTICA)FLORESTA NACIONALÁrea com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básicoo uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos paraexploração sustentável de florestas nativas. A existência de populações humanas tradicionais é admitidadesde que ali habitassem quando de sua criação. A visitação é permitida, condicionada às normas.(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)FLORESTA NEGRAFloresta situada em região montanhosa, no sudoeste da Alemanha, onde ficam as nascentes dosrios Danúbio e Neckar. Ocupa uma área de cerca de 6.000 km2, estendendo-se por 160 km em direçãonordeste. Árvores de carvalho e bétula ocupam os declives mais baixos, enquanto a maior parte de suaextensão é coberta por pinheiros (que lhe comunicam a aparência interna escura, provindo daí suadenominação), indo até os 1.200 m de altitude. Tem-se atribuído à chuva ácida boa parte da destruiçãodessa floresta.(Ver “WALDSTERBEN”)FLORESTA PLUVIAL TROPICAL PERENIFÓLIA SUL-BAIANATambém conhecida como “floresta latifoliada tropical”, por alguns autores.(Ver FLORESTA LATIFOLIADA TROPICAL)FLORESTAS TEMPERADAS: ESTACIONAL E PLUVIALFloresta estacional temperada: também conhecida como temperada decídua, ocorre na Américado Norte principalmente no leste dos Estados Unidos e sul do Canadá, além de se distribuir amplamentena Europa e leste da Ásia. No hemisfério sul restringe-se à Nova Zelândia e sul do Chile. Nas maioreslatitudes a estação de crescimento alcança os 130 dias, ao passo que nas menores latitudes (mais próximodo equador) ela chega aos 180 dias. O solo, podzolizado, recebe bastante água (a precipitação excede aevaporação e a transpiração), tendendo à acidez, coberto por espessa camada de humus. Vegetação típicadeste tipo, com faia (“beech”, em inglês) (gên. Fagus, fam. Corylaceae) e bordo (“maple”, em inglês)(gên. Acer, fam. Aceraceae) ocorre no estado de Nova York, E.U.A.FLOTAÇÃOProcesso em que matéria orgânica é elevada à superfície, na forma de escuma (ou espuma),utilizando-se para isso aeração ou aplicação de gás ou produto químico ou alta temperatura e também àsvezes, microrganismos; possibilitando assim a remoção de partículas indesejáveis junto com a escuma.Floresta pluvial temperada: ocorre emclima temperado mais quente, como o próximo àcosta no noroeste da América do Norte, assim comono sul do Chile, Nova Zelândia e Tasmânia, comchuvas abundantes de inverno e verões comnevoeiro, propiciando o aparecimento de florestaperenifólia com árvores muito altas. Na América doNorte, na região costeira na direção sul, ocorremabetos (“Douglas fir”, em inglês), seis espécies deconíferas perenifólias do gên. Pseudotsuga, fam.Pinaceae e seqüóias (“redwood”, em inglês),espécies do gên. Sequoia, fam. Taxodiaceae. A fotoao lado ilustra um trecho desta floresta úmida, noParque Nacional Olympic, noroeste do estado deWashington, nos E.U.A.(Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (deWALTER, HEINRICH))
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS115FLUORCARBONO(Ver CFC)FLUTUAÇÕES DA POPULAÇÃOVariações, ao longo do tempo, no tamanho de uma população.FLUVIOMARINHOHabitante do (ou relativo a) rio e mar.FLUXO DE ENERGIARefere-se à radiação solar que atinge a superfície terrestre, sendo parte refletida, parte dissipada eparte sendo absorvida pelos produtores primários que a transformarão em energia química e aarmazenarão. O trajeto dessa energia é unidirecional, em contraste com o trajeto cíclico da matéria (verilustração que segue, segundo ODUM, 1971):FLUXO GÊNICOMudança na freqüência dos alelos, resultante de cruzamentos por emigração e imigração demembros de uma espécie.(Ver EXOCRUZAMENTO)FNMA – FUNDO NACIONAL DO MEIO AMBIENTECriado pela Lei no7.797 de 10/07/1989, o FNMA tem por missão contribuir como agentefinanciador e por meio da participação social, para a implementação da Política Nacional do MeioAmbiente. Seus recursos provêm do Tesouro Nacional, empréstimos com o BID – Banco Interamericanode Desenvolvimento e de recursos oriundos de multas aplicadas através da Lei de Crimes Ambientais (Leino9.605, de 12/02/1998). Seu Conselho Deliberativo é composto de organizações não-governamentais(ONGs) que atuam na área de meio ambiente.“-fóbico” / “fobo-”Quando um organismo é “intolerante” a algo ou algum fator ou carece de afinidade, diz-se queele é -fóbico. Ex.: fotofóbico (que não tolera a luz); higrofóbico, (não tolera umidade); termofóbico (nãoEE-entrada de energia A-assimilaçãoPPB-produtividade primária bruta PS1-“produtividade”secundáriaPPL-produtividade primária líquida PS2-“produtividade”secundáriaR-respiração EI-energia incidenteEÑU-energia não usada (armazenada) EA-energia absorvidaEÑA-energia não assimilada (excretada)Transferência de. energia (kcal.m-2.dia-1): 3000(EI)...1500(EA)...15(PPL)...1,5(PS1)...0,3(PS2)EnergiatotalEEEnergiarefletidaCalorRR REÑUEÑA EÑUEÑAPPB PPL PS1PS2AAAPRODUTORESPRIMÁRIOSHERBÍVOROSCARNÍVOROS
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS116tolera calor). O prefixo fobo- algumas vezes é usado para denotar uma negação a um prefixo ditooperativo, como por exemplo em fobofototropismo que significa “fototropismo negativo”.(Ver “-filia” / “-filo”)“FOG”(Ver “SMOG”)FOGO(Ver CLÍMAX DE FOGO)FOLHEDO(Ver NECROMASSA)FONTE E DRENO (ou CAPTOR)Referem-se estes termos respectivamente, ao componente ambiental de onde se origina umnutriente (ou elemento químico participante da biogeociclagem) e ao componente que absorve ou fixa talnutriente (tirando-o momentaneamente do processo de ciclagem).O carbono tem como fonte mais importante a fitomassa. O processo de respiração e a queima davegetação drenam este elemento, sendo posteriormente, no processo de biogeociclagem, captado pelosvegetais dos ecossistemas terrestres e aquáticos, formando nestes últimos as rochas carbonatadas; o C édesta maneira, fixado.Como “drenos” importantes de carbono na Natureza, são destacadas as queimas de combustíveisfósseis (5 X 1011Mg) e de florestas (±2 X 1011Mg). O gráfico que segue representa os logaritmos dasproporções “fontes” de carbono na biosfera, cujos valores absolutos estimados (em Mg de C) sãorespectivamente: atmosfera = 7,6 X 1011; oceano = 2 X 1016(total de carbonatos + compostos orgânicosdissolvidos + partículas + compostos orgânicos do sedimento) e ambiente terrestre = 1,2 X 1013(biota +humus + combustíveis fósseis):“FOOTPRINT, ECOLOGICAL”(Ver PEGADA ECOLÓGICA)FORÇA DE CORIOLISUma força deflectora resultante da rotação da Terra e que causa a um corpo de água ou de ar adeflexionar para a direita no hemisfério norte e para a esquerda no hemisfério sul.FORMAÇÃO BARREIRAS(Ver BARREIRAS (SÉRIE ou FORMAÇÃO))FORMAÇÃO VEGETALRefere-se a uma grande comunidade vegetal terrestre. Somente as plantas são consideradas numaformação vegetal, diferindo assim de “bioma”, onde toda a biota é incluída.(Ver BIOMA)FORMAÇÕES CAMPESTRES(Ver CAMPOS)FORMAÇÕES LITORÂNEAS(Ver DUNA; MANGUE; e RESTINGA)FORMAS DE VIDA DE RAUNKIAERUma das mais comuns classificações de forma de vida vegetal, proposta por C. Raunkiaer, em1934, baseada na posição do broto vegetativo (ou gema) e sua correspondente proteção, sob condiçõesadversas, em períodos frios ou secos. São seis as principais categorias:024681012141618AtmosferaOceanoAmb. Terr.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS1171) Epífitas: plantas aéreas, sem raízes fixadas no solo.2) Fanerófitas: plantas aéreas, com gemas vegetativas expostas em caules eretos. Subdividem-seem cinco grupos: árvores, arbustos, plantas com caule suculento, plantas com caule herbáceo e lianas(trepadeiras lenhosas).3) Caméfitas: plantas de superfície, com gemas na superfície do solo.4) Hemi-criptófitas: plantas em tufos, com gemas no próprio solo ou ligeiramente abaixo dasuperfície do solo.5) Criptófitas ou geófitas: plantas com gemas abaixo da superfície do solo, em bulbos ourizomas.6) Terófitas: plantas anuais, com ciclo completo de vida num só período vegetativo, desde a fasede semente; sobrevivem como sementes nas estações desfavoráveis.FORMIGA-CORREIÇÃOFormiga carnívora (Eciton burchelli) de ampla distribuição neotropical, 10 mm de comprimento,que se destacam por formarem verdadeiros exércitos em expedição pela floresta, atacando e devorandonos seus caminhos (± 10 m de largura), pequenos vertebrados (sapos, lagartos) e insetos (aranhas,isópodes, milípedes, etc). As presas que conseguem fugir aos ataques destas formigas são, muitas delas,apanhadas por pássaros que acompanham a trajetória das formigas-correição. Até mesmo aves de rapinatambém as seguem, fazendo dos pássaros suas presas fáceis. Tais caminhos, quando beiram cursosd’água, forçam as presas das formigas-correição a se jogarem na água, onde peixes os capturam.FORRAGEADOR ÓTIMOSeria aquela espécie que utiliza um certo balanceamento na sua dieta alimentar, procurandomaximizar sua ingestão de energia. Esta espécie tenderia a ser polifágica ou eurifágica.FORRAGEAMENTO (TEORIA, ESTRATÉGIAS ...)Em ecologia refere-se à ação de alimentar-se, dos animais. São várias as abordagens que sãofeitas acerca deste tema, destacando-se a teoria do forrageamento com os seguintes aspectos:a) Os animais têm um potencial para consumir uma faixa de alimentos bem mais ampla do que aque eles atualmente consomem; isto foi conduzido pela seleção natural, que favoreceu o “fitness” animal.b) Um alto “fitness” é alcançado a partir de uma alta taxa de absorção energética, ou seja,absorção bruta de energia menos os custos energéticos para obtê-la.Obviamente muitos outros fatores atuam nesse processo, a depender das condições locais ondeele ocorra.Forrageamento sensível a riscos: expressão utilizada por RICKLEFS (2007) em que consideraser importante para um animal obter alimento, não somente observando a taxa com que ele o obtém, mastambém a segurança em obtê-lo, uma vez que esta é uma atividade que envolve riscos. Exemplificandoesta característica de comportamento animal, é descrito um experimento relizado por James F.Gilliam eDouglas F.Fraser, em que uma certa espécie de peixe se arriscava a procurar presa (vermes em sedimentode ecossistema de água doce) em área “perigosa” (infestada com predadores) somente quando adensidade de presas disponíveis aumentava significativamente.(Ver EFICIÊNCIA DE PROCURA)FOSDRIN(Ver ORGANOFOSFORADO)FOSFATOComposto de fósforo, de importância fundamental para a produtividade primária de ecossistemasterrestres e aquáticos. Nos ecossistemas florestais por exemplo, os compostos de P resultam tanto dadesintegração de rochas quanto da entrada nesse sistema através da precipitação pluvial. Nosecossistemas aquáticos, como nos lagos por exemplo, esses compostos resultam da desintegração derochas e do solo, nas áreas circunvizinhas, como também da atividade humana (fertilizantes, efluentesetc). Nos oceanos os fosfatos são trazidos pelos estuários e o processo de ressurgência também atua comocondutor destes compostos.O guano é também importante fonte de fósforo.(Ver GUANO)FÓSFORO(Ver FOSFATO)FOSSA OCEÂNICA(Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)FÓSSIL(Ver COMBUSTÍVEL FÓSSIL)“foto-”Prefixo de origem grega relativo à luz. São muitas as denominações com este prefixo. Ex.:fotofílico (que se desenvolve bem em plena luz); fotofóbico (que não tolera luz); fotoplagiotropismo (que
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS118se dirige à luz incidente em ângulo oblíquo); fotomicrografia (fotografia de material visto aomicroscópio); fotolítico (que se desintegra sob ação da luz); fotolitotrófico (relativo a organismo queutiliza energia radiante e doadores de eletrons inorgânicos); fotoorganotrófico (relativo a organismo queutiliza energia radiante e doadores de eletrons orgânicos); fototropismo (que se movimenta ou se orientapara a luz (ver HELIOTROPISMO). Verbetes com este prefixo são vistos a seguir.FOTOAUTÓTROFO(Ver AUTÓTROFO)FOTOAUXÓTROFO(Ver AUTÓTROFO)FOTOPERÍODODiz respeito ao período de luminosidade no dia. Germinação de sementes, comportamento deplantas (floração, frutificação) e algumas reações de animais, dependem do fotoperíodo.FOTORRESPIRAÇÃOProcesso que ocorre nos vegetais superiores (em muitas plantas tropicais) em que a enzimaribulose difosfato (RuDP) carboxilase, na presença de O2 livre, cataliza uma reação onde há combinaçãodo O2 com a RuDP, formando-se uma molécula de ácido fosfoglicérico (PGA), útil à planta esubprodutos, que no final se transformam em CO2. O nome fotorrespiração é porque a reação ocorre napresença da luz. Este processo ocorre freqüentemente em plantas C3. Nas plantas C4 há um bloqueio naação dessa enzima, ocorrendo tal atividade na ausência de O2.FOTOSSÍNTESEProcesso desenvolvido pelos vegetais clorofilados, em que a energia solar é fixada etransformada em energia química, sendo portanto a energia luminosa convertida a ATP e NADPH2. Estaenergia é utilizada pelo vegetal na fixação do CO2 (ciclo de Calvin-Benson). A equação geral dafotossíntese é:A energia e a clorofila são catalizadores que viabilizam a transformação dos compostosinorgânicos em carboidrato. O oxigênio, subproduto da fotossíntese, provém da cisão da molécula deágua pela luz (ou fotólise).Na figura que segue vêem-se os raios mais absorvidos pela clorofila e que têm maior açãofotossintética:(Ver CICLO DE CALVIN-BENSON)FRÁGIL, DINAMICAMENTE(Ver ESTABILIDADE)FRAGILIDADEAlguns autores admitem o conceito de fragilidade, que seria a facilidade com que umecossistema pode ser perturbado (ou degradado). Alguns apontam certas características ou circunstânciasque tornariam um ecossistema frágil: a) aquele ecossistema com grande parte de sua energia e nutrientesarmazenados na biomassa; b) aquele estabelecido sobre solo instável; c) aquele limitado a uma ilha oufragmento de ambiente.energiaclorofila6CO2 + 12H2O C6H12O6 + 6H2O + 1/2O2↑AbsorçãoTaxadefotossíntese,emunidadesrelativas705030107531400 500 600 700Comprimento de onda, nm
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS119(Ver ESTABILIDADE)FRAGMENTOS FLORESTAIS(Ver RELITO)FRANJA INFRALITORÂNEA (ou FRANJA DO INFRALITORAL)Refere-se tanto à subdivisão da zona do sublitoral marinho, geralmente considerada como a partecompreendida entre a profundidade da maré baixa até 100 m (habitada por algas “fotofílicas”), comotambém se refere à zona de profundidade de um lago, sendo permanentemente coberta por vegetaçãomacroscópica enraizada, podendo ser subdividida numa zona superior (vegetação emergente), zonamediana (vegetação flutuante) e zona inferior (vegetação submersa).(Ver APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)FRASER-DARLING, EFEITO DE (ou EFEITO DE DARLING)O estímulo à ação de acasalamento (cruzamento) de um par (casal) de animais, pela presença eatividade de outros membros da espécie.FREÁTICO(Ver LENÇOL FREÁTICO)FREON(Ver CFC - CLOROFLUORCARBONO)FREÓFITATermo pouco usado que indica planta cujo sistema radicular atinge e se beneficia do lençolfreático. Um exemplo: Andira humilis planta caméfita (ver FORMAS DE VIDA DE RAUNKIAER),leguminosa de pequeno porte (“quase um subarbusto”), possui sistema radicular cuja raiz pivotantealcança os 18 m de profundidade. Na caatinga a baraúna (Schinopsis brasiliensis) tem sistema radicularque atinge o lençol freático cuja profundidade é de 20 m ou mais.FREQÜÊNCIA“Medida da chance” de se encontrar representante de determinada espécie numa certa área.A freqüência fornece informações sobre a uniformidade de distribuição, sem necessariamenteindicar o número de indivíduos encontrados.Na aplicação do método dos quadrados a freqüência é dada por:F = nº de Q onde são encontrados Isp / nototal de Q; onde: Q = quadrados e Isp = indivíduos dedeterminada espécie.A freqüência gênica diz respeito à proporção com que um determinado alelo de um gene, apareceno patrimônio genético de uma população.FREQÜÊNCIA RELATIVAUma medida da ocorrência de uma espécie, calculada como a relação da freqüência de uma dadaespécie para a soma dos valores de freqüência de todas as espécies presentes; sendo expressa usualmentepor porcentagem.FUGITIVO (ou FUGITIVAS)(Ver ESTRATEGISTAS K e r)FUMAÇA(Ver PARTÍCULAS EM SUSPENSÃO NO AR)FUNÇÕES DE INCIDÊNCIAEstudando populações de pássaros que se estabelecem em ilhas do arquipélago de Bismarck,J.M.Diamond (em 1975) observou espécies “superitinerantes”, com altas taxas de dispersão porém pobresem termos de habilidade para co-existirem com outras espécies e espécies somente capazes de seestabelecerem em ilhas grandes co-existindo com muitas outras espécies.“FUNGI”(Ver REINO)FUNGICIDASubstância que elimina fungos.(Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS; e PESTICIDA)FUNGIOLÍTICO(Ver EFEITOS ANTIMICROBIANOS)FUNGISTASE(Ver ANTIBIOSE)FUNGISTÁTICO(A)(Ver ANTIBIOSE e EFEITOS ANTIMICROBIANOS)FUNGOGrupo de microrganismos que se constituem num dos cinco reinos dos seres vivos ou num dostrês domínios dos microrganismos.(Ver BOLOR; COGUMELO; DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS; e LEVEDURA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS120FUNGO ECTENDOMICORRÍZICO(Ver ECTENDOMICORRIZA)FUNGO ECTOMICORRÍZICO(Ver ECTOMICORRIZA)FUNGO ENDOMICORRÍZICO(Ver ENDOMICORRIZA)FURACÃO(Ver CICLONE; e EFEITO BUMERANGUE)FUSTERefere-se à toda a porção do tronco de uma árvore de onde não se originam ramificações ougalhos. Este termo é de uso mais comum na indústria madeireira.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS121GGA – GESTÃO AMBIENTALForma de controle, através de regulamentos, normatizações e medidas, visando administrardeterminado ambiente, no benefício da manutenção de uma boa qualidade de vida.(Ver “ISO 14.000 − INTERNATIONAL STANDARDIZATION ORGANIZATION”)GAIA(Ver HIPÓTESE GAIA)“GAME THEORY” (= TEORIA DO JOGO)Literalmente, teoria do jogo. Trata-se de uma estratégia comportamental, em que numa disputaentre dois (ou mais) animais competidores, não existe uma estratégia definida por um dos competidores,mas que sua reação depende, estatisticamente, do comportamento a ser adotado pelo oponente. Se, porexemplo, uma aranha se depara com um contendor que se retira, este último terá como perda um custopequeno (a conquista momentânea do território), mas se os contendores se enfrentarem, o custo poderáser bem mais elevado (vencer ou perder; vida ou morte).(Ver JOGO DO FALCÃO-POMBO)GARGALO POPULACIONAL(Ver POPULAÇÃO EM GARGALO)GAUSE(Ver PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA)GENERALISTAS(Ver ESTRATEGISTA C; e ESTRATEGISTAS K e r)GENÉTICA POPULACIONAL (ou GENÉTICA DE POPULAÇÕES)Parte da genética que estuda o compartimento gênico de uma população (ou de populações),investigando a freqüência de genes (e genótipos), procurando conhecer suas mudanças e se estão emequilíbrio ou em evolução.GENOMA e GENÔMICAGenoma refere-se ao conjunto mínimo de cromossomos não-homólogos encontrado numa célulae que lhe possibilite funcionar. Aplica-se também este termo para designar o conjunto básico(monoplóide) de uma determinada espécie; ou o número de cromossomos gaméticos (que é um númerohaplóide).A genômica é uma parte da biologia, mais especificamente da biologia ou genética molecular,que trata da localização cromossômica de todos os genes que constituem o genoma ou patrimôniogenético de um organismo, procurando especificar precisamente a estrutura química de cada gene, que emúltima análise servirá para entender sua função no organismo. No caso, por exemplo, do Projeto GenomaHumano, este conhecimento será útil para se entender sobre a saúde e a doença do organismo humano.(Ver METAGENÔMICA, ANÁLISE)GENÓTIPOPatrimônio genético de um indivíduo, que determina suas características estruturais e funcionais.(Ver FENÓTIPO)GEOBIOCENOSE(Ver ECOSSISTEMA)GEOBIOCICLAGEM(Ver BIOGEOCICLAGEM)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS122GEOBIONTETermo pouco usado, que se refere aos organismos que passam toda sua vida no solo, comomuitos fungos, bactérias, protozoários, nematódeos e oligoquetas.GEODIATROPISMO(Ver DIAGEOTROPISMO)GEOMAGNETISMOEm termos ecológicos o geomagnetismo é um fenômeno atribuído à capacidade de que algumasespécies migratórias utilizam (algumas aves e baleias, por exemplo) para se deslocarem a grandesdistâncias.(Ver MIGRAÇÃO)GEOPROCESSAMENTO e GEOPLANEJAMENTOEm estudos sobre avaliação de ambientes (com os mais diversos propósitos), ogeoprocessamento é um conjunto de métodos e técnicas de processamento de dados referenciadosespacialmente (ou dados georreferenciados) procurando revelar relacionamentos entre os componentesestruturais da Natureza, classificando-os, e acompanhar e avaliar a dinâmica dos componentes territoriais,no tempo e no espaço. O geoplanejamento sucede o geoprocessamento, utilizando as informações por estegeradas, visando ao conhecimento integrado de um território, subsidiando a elaboração de plano de açãopara uma utilização racional dos recursos naturais, respeitando a manutenção de uma boa qualidade devida ambiental.GEOSMINASubstância produzida por estreptomicetos (gênero Streptomyces, de actinomiceto, uma bactériafilamentosa) que é responsável pelo odor típico de “terra molhada”.GERMOPLASMA(Ver BANCO DE GERMOPLASMA)GESTÃO AMBIENTAL(Ver GA − GESTÃO AMBIENTAL)GINODIOÉCIAAlguns autores usam este termo para indicar a coexistência de hermafroditas e fêmeas na mesmapopulação. Ocorre em plantas hermafroditas onde genes conduzem à esterilização masculina, ficando osexo feminino ativo. Em muitos destes casos tais genes são transmitidos como herança citoplasmática,através do óvulo.(Ver DIÓICA; MONÓICA; e TRIÓICA)GLEBASão muitos os significados atribuídos a uma certa porção de terra como gleba. Eis alguns: terrenoapropriado para cultivo; terra plantada, lavoura, plantação; terreno que contém minério; em zona urbana,terra não-urbanizada; terra em que se nasce (pátria); etc.GLEISSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)GLICOSÍDEOS(Ver DEFESA QUÍMICA)GLOGER(Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS)GONDWANA(Ver PANGÉIA (ou PANGAEA); e REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)“GPS – GLOBAL POSITIONING SYSTEM”Também conhecido como “NAVSTAR - navigation system using time and ranging”, é umsistema global de navegação de satélites, dos E.U.A., desenvolvido para fornecer dados precisos deposicionamento e velocidade, assim como de sincronização de tempo global para viagens no ar, no mar ena terra.GRADIENTERefere-se a diversos aspectos ou fatores, tais como à taxa de mudança de uma variável com adistância; um aumento ou diminuição regular de um fator, como por exemplo a temperatura; e a umgradiente de um caráter.(Ver “-clino” e “-clina”)GRAU DE ACUMULAÇÃO (ou ACUMULAÇÃO)É uma medição da concentração biológica de metais pesados ou de minerais, em plantas, dadacomo uma “relação da concentração em plantas nos solos contaminados para a concentração em plantasnos solos ditos normais”, expressa em porcentagem.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS123GRAU DE FIDELIDADE (ou FIDELIDADE)Em fitossociologia é um termo usado para designar numa comunidade ou associação, o grau derestrição de uma espécie vegetal a uma situação particular. Usa-se uma escala para estimar o grau defidelidade de uma planta: (5) exclusiva; (4) seletiva; (3) preferencial; (2) indiferente; (1) estranha.GRUMO (DO SOLO)Agregação de partículas do solo (parte mineral: areia, silte e argila) com a participação departículas orgânicas (colóides), microrganismos e água.A figura seguinte ilustra tal arranjo (LYNCH, 1983):Obs.:1) As hifas dos fungos circundam o conjunto de partículas, microrganismos, colóides, íonsmetálicos e água.2) As bactérias, juntamente com as partículas menores (colóides e argila), participam dacimentação do grumo.3) Tanto as bactérias quanto as partículas de argila têm eletronegatividade, o que faz com que seliguem facilmente aos íons metálicos positivos.GRUPO, SELEÇÃO POR(Ver SELEÇÃO POR GRUPO)GUANODepósitos de dejetos provenientes de aves que vivem na costa do Peru e que se constituem emsignificante compartimento de fósforo (8 a 12% de ácido fosfórico) e nitrogênio (11 a 16%); sendo assim,muito importante na ciclagem destes elementos.“GUILD”Termo sem equivalente preciso em português (talvez “guilda”, mas sem significado preciso nanossa língua) significa em ecologia, a exploração de recursos de um ambiente por um grupo de espéciesque não têm semelhança aparente entre si. Fala-se então, por exemplo, que na Austrália o cangurú e ocarneiro são do mesmo “guild”. Já o coelho e uma espécie que a ele se assemelha (o “bandicoot”, ummamífero marsupial, Perameles nasuta) pertencem a “guilds” diferentes.“GUSANO”(Ver TEREDO)“GYTTJA”“GYTTJA” = SAPROPEL(Ver “DY”)Mn+- ---bactériahifaíon de metalsilteareiaargila--matéria orgânica
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS124
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS125H“HAB – HARMFUL ALGAL BLOOM”(Ver “BLOOM”)HABITATHABITAT = BIOTOPO = ECOTOPORefere-se a um determinado espaço ou ambiente onde os fatores físicos e biológicos seinteragem, formando condições mínimas para a manutenção de um ou de muitos organismos.Este termo é utilizado tanto de maneira restrita (o habitat de um organismo) como de maneiramuito ampla (o habitat de floresta).HABITAT URBANO(Ver “poleo-”)HADAL(Ver ZONA HADOPELÁGICA)HADOPELÁGICO(A)(Ver ZONA HADOPELÁGICA)“halo-” / “hali-”Prefixo de origem grega, relativo a sal e salgado. Ex.: halófita (planta que vive em habitatsalino); halofreatófita (planta que usa água de solo salino); halolímnico (organismo vivendo em águadoce, mas com afinidade por habitat marinho); halobionte / halobiôntico (organismo que vive em habitatsalino). Alguns verbetes seguem, com este prefixo.HALOBIÓTICOOrganismo que vive no mar.HALOCARBONOSQualquer composto no qual o hidrogênio de um hidrocarbono é substituído por halogênios,totalmente ou em parte.(Ver HIDROCARBONOS BROMADOS)HALONS(Ver HIDROCARBONOS BROMADOS)HALOPLÂNCTONPlâncton marinho.(Ver APÊNDICE V − PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO)HALOSEREDiz-se da sere cuja vegetação se desenvolve em charco (ou brejo) salino.(Ver HIDROSERE)HANSON(Ver ESCALA DE ABUNDÂNCIA DE HANSON)“haplo-”Prefixo de origem grega significando “simples; único”. Ex.: haplofase (fase do ciclo de vida deum organismo em que os núcleos são haplóides; ao organismo que assim se caracteriza dá-se adenominação de haplobionte; em oposição, ao organismo que exibe alternância de diplóide e haplóide dá-se o nome de diplobionte); haplobionte é também o nome que se dá à planta que floresce uma vez porestação e diplobionte àquela que floresce duas vezes na mesma estação.HARDIN, GARRETT(Ver CAPACIDADE DE SUPORTE (e CAPACIDADE DE SUPORTE CULTURAL))
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS126HARDY-WEINBERG, EQUILÍBRIO DE e LEI DETambém conhecido como equilíbrio genético; refere-se à manutenção mais ou menos constanteda freqüência de alelos numa população através de gerações sucessivas. A lei de Hardy-Weinberg diz queas freqüências tenderão a permanecer constantes de geração para geração e que os genótipos alcançarãouma freqüência de equilíbrio numa geração de acasalamento aleatório e assim manterá tal freqüência,demonstrando assim que a meiose e a recombinação não alterarão as freqüências dos genes.HATCH-SLACK, CICLO DECICLO DE HATCH-SLACK = CICLO DE HATCH-SLACK-KORTSCHAKNo processo fotossintético atribui-se esta denominação à fase de fixação do CO2 em que este gásao penetrar nas células do mesófilo, combina-se logo com o fosfoenolpiruvato (“PEP −phosphoenolpiruvate”, em inglês), formando duas moléculas de oxaloacetato, cada uma com quatroátomos de carbono. As plantas com este ciclo são conhecidas como C4, sendo consideradas muitoprodutivas. Acredita-se que sejam umas 2.000 angiospermas pertencentes a 18 famílias, além de umacianobactéria (Anacystis nidulans). Há muitas espécies anuais, monocotiledôneas, como cana-de-açúcar,milho, milheto e várias gramíneas (Poaceae) que são C4. Há também plantas C4 das famílias Cyperaceae,Portulaceae, Amaranthaceae, Chenopodiaceae e Euphorbiaceae.HCFCs – hidroclorofluorcarbonos(Ver CFC – CLOROFLUORCARBONO (ou CARBONO FLUORCLORADO))“heli-”Prefixo de origem grega significando “sol”. Ex.: heliófita (planta que vive melhor ao sol, sendopor isso também chamada de planta de sol); heliófilo (que se desenvolve bem em condições de altaluminosidade, como é o caso da planta pioneira embaúba, do gên. Cecropia; este termo opõe-se a ciófilo);heliotropismo (que se movimenta ou se orienta para a luz do sol, como a planta girassol, Helianthusannuus); heliófugo (com tendência a afastar-se ou fugir do sol); heliófobo (que tem aversão ou teme aluz).(Ver CIÓFITO(A) / CIÓFILO(A); e PLANTA DE SOL)“helo-”Prefixo de origem grega que se refere a “brejo; pântano; charco, paul”. Ex.: helóbio (que vive emtais ambientes). Aos grandes ecossistemas caracterizados por tais condições ambientais, alguns autoresdão o nome de helobiomas.“hemi-”Prefixo de origem grega significando “metade”. Ex.: hemiparasita (termo geralmente aplicado àplanta que parasita parcialmente seu hospedeiro, tirando-lhe água e sais minerais mas não seus produtosmetabolizados); hemisaprófita (um organismo saprófita facultativo, sendo alternativamente ou parasita ouautotrófico) hemiautófita (planta parasita que é capaz de fotossintetizar);; hemibiotrófico (fungo quedepende de um hospedeiro vivo durante parte do seu ciclo vital). Seguem-se alguns verbetes com esteprefixo.HEMICELULOSEConsiderada como o segundo maior componente dos vegetais, é um polissacarídeo com estruturamolecular diferente da celulose. É constituído por arranjos de pentoses (como a xilose e a arabinose),hexoses (como a manose, glicose e galactose) e, freqüentemente, ácidos urônicos. Entre as hemicelulosescitam-se as xilanas, mananas e galactanas.HEMIMETABÓLICO (ou HEMIMETÁBOLO)HEMIMETÁBOLO = PAUROMETÁBOLODiz-se do inseto sem metamorfose completa no seu desenvolvimento, mas que tem forma, aosair do ovo (chamada ninfa), muito semelhante a de adulto.(Ver AMETABÓLICO)HEMIPARASITADesignação dada à planta que vive sobre outra (como epífita) sugando-lhe apenas a seiva bruta.A erva-de-passarinho é um hemiparasita.(Ver HOLOPARASITA)HERBICIDASubstância que elimina plantas “invasoras de cultivos” (termo preferido pelos ecólogos) ou“ervas daninhas” (termo preferido pelos agrônomos). Entre vários herbicidas podem ser citados:nitroanilinas, carbamatos, tiocarbamatos, triazinas, bipiridiliuns, glifosato... . Há herbicidas seletivos eherbicidas não-seletivos; estes últimos matam todas as plantas com as quais entrem em contato.(Ver PESTICIDA)HERBÍVORO(Ver CADEIA ALIMENTAR)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS127“hetero-”Prefixo de origem grega que significa “diferente; outro”. Seguem-se alguns termos com esteprefixo.HETEROCISTOCélulas de paredes espessas, pobres em pigmentos fotossintetizantes, com importante papel defixadoras de nitrogênio nas cianofíceas (gêneros Nostoc, Anabaena e outras). A cianofícea Anabaenaazollae, por exemplo, vive em simbiose com a macrófita aquática do gênero Azolla fornecendo-lhenitrogênio e recebendo nutrientes e proteção desta planta aquática.HETEROÉCIO(Ver “-écio”)HETEROESPECÍFICO(Ver CO-ESPECÍFICO)HETEROMETABÓLICODiz-se do inseto que tem metamorfose incompleta, sem o estádio de pupa.HETEROSFERA(Ver ATMOSFERA)HETEROTERMIA(Ver ECTOTERMIA)HETERÓTROFOHETERÓTROFO = ORGANÓTROFOOrganismo que obtém energia de compostos orgânicos, constituintes celulares e portanto,sintetizados por outros organismos.(Ver AUTÓTROFO; e QUIMIÓTROFO)HETERÓTROFO-LITÓTROFO(Ver MIXÓTROFO)HETEROXÊNICO(Ver “pleo-”)HETEROZIGOSIDADESignifica a expressão de um caráter a partir de um par de genes com alelos que determinammanifestações diferentes. Assim, uma característica que tenha o genótipo Aa, o alelo dominante (erespectiva característica) é o gene A, que se expressará no indivíduo. Em termos ecológicos, aheterozigosidade (em oposição à homozigosidade) gera maior variabilidade genética.(Ver HOMOZIGOSIDADE; e ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO)HEXACLORETO DE BENZENO(Ver ORGANOCLORADO)HIBERNAÇÃOHIBERNAÇÃO = ESTIVAÇÃOPeríodo de dormência, também chamado de latente ou quiescente (baixa atividade metabólica)de certos animais, durante o inverno (estação fria).“hidro-”Prefixo de origem grega significando “água”.(Ver “higro-”)HIDROBIOLOGIABiologia dos organismos aquáticos.HIDROCARBONETO CLORADO(Ver ORGANOCLORADO)HIDROCARBONOS BROMADOSSão assim denominados os diversos tipos ou grupos de compostos que contêm bromo (Br), comoos halons e os HBFCs − hidrobromofluorcarbonos (ambos utilizados em extintores de incêndio) e obrometo de metila (um fumigante muito usado na agricultura). Esses compostos são considerados comodestruidores da camada de ozônio, sendo os halons, por exemplo, de poder destruidor de 3 a 10 vezessuperior ao dos CFCs. Os gases propano e butano, que também podem ser usados em aerossóis,refrigeração, fabricação de espumas e como agentes de limpeza, são conhecidos como hidrocarbonos.Aos compostos que contêm um ou mais halogênios ligado(s) ao carbono, dá-se o nome dehalocarbonos.HIDROCORIA(Ver “-coria”)HIDROFILIA(Ver “-filia”)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS128HIDRÓFITAPlanta que vive num solo deficiente de oxigênio, pelo menos periodicamente, como resultado doconteúdo excessivo de água.HIDROGENASEEnzima que, no processo de fixação do N2 atmosférico pelas bactérias (Rhizobium sp, porexemplo), tem o papel fundamental de absorver H2 e usá-lo como redutor para fixar o nitrogênio. Hálinhagens de Rhizobium, no entanto, que não possuem hidrogenase. Aquelas que a possuem têm maioreficiência na absorção de nitrogênio para a planta simbionte.HIDROSEREHIDROSERE = SUCESSÃO HIDRARCADiz-se da sere cuja sucessão se inicia em qualquer ambiente aquático (lago, charco, pântano...).HIDROSFERAToda a “camada de água” da crosta do planeta Terra (corpos de água na superfície da Terra).HIDROTERMALRefere-se este termo geralmente, a uma passagem ou corrente de água de profundidade oceânica,sendo alguns locais ricos em enxofre, e que provém de fonte geotérmica. Estabelecem-se em taispassagens hidrotermais, comunidades marinhas ricas, por vezes de grandes dimensões, como bivalvosgigantes de concha branca, pogonóforos (vermes marinhos do fundo do oceano, do filo Pogonophora),crustáceos, anelídeos e peixes; todos se beneficiando da riqueza nutricional de origem geotérmica, umavez que a fotossíntese não ocorre nesses locais. Neste ambiente rico em H2S, prolifera em abundância“bactérias sulfurosas”, que realizando a quimioautotrofia, constituem-se na base da cadeia alimentardessas comunidades. Elas reduzem o SO4 a H2S. Pesquisas feitas nas costas do Peru e Chile revelaram aexistência de bactéria branca, do enxofre (Thioploca), localizadas entre 40 e 280 m de profundidade, quere-oxidam o enxofre reduzido de volta para sulfato, usando nitrato (NO3-).HIERARQUIA DE DOMINÂNCIA(Ver BICADA, ORDEM DE (ou DOMINÂNCIA DE))HIFAFilamento celular, típico de fungos e actinomicetos (bactérias filamentosas). Os filamentosconstituem o micélio dos fungos.“higro-”Prefixo de origem grega significando “úmido; molhado; encharcado”.(Ver “hidro-”)HIGRÓFITAVegetal terrestre, que prefere viver em ambientes úmidos.“hiper-” e “hipo-”Prefixos de origem grega. Hiper significando “mais do que (efeito ou quantidade); acima de;posição mais elevada”; e hipo significando “sob ou posição abaixo; menos do que (efeito ouquantidade)”. Seguem-se vários termos com estes prefixos.HIPERHALINOQuando aplicado para os ecossistemas aquáticos, este termo indica água muito salgada (200 g desais por litro), como a do mar Morto (Israel/Jordânia) e a do lago salgado de Utah (EUA).(Ver “halo-”)HIPERPARASITAHIPERPARASITA = AUTOPARASITAParasita que vive no interior de um animal (ou sobre ele), que por sua vez é também um parasita.Um bacteriófago é um hiperparasita.HIPOLIMNIOCamada (ou zona) de profundidade aquática com temperatura relativamente estável, geralmentecom água não-circulante fria, estendendo-se para o fundo, em seguimento ao metalimnio.Ver figura no verbete EUTRÓFICO.(Ver EPILIMNIO; e METALIMNIO)HIPONEUSTON(Ver NEUSTON)HIPÓTESE(Ver CONJETURA, HIPÓTESE, LEI e TEORIA)HIPÓTESE ALTERNATIVA(Ver HIPÓTESE NULA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS129HIPÓTESE DO COMPORTAMENTO POLIMÓRFICO (ou HIPÓTESE DOPOLIMORFISMO COMPORTAMENTAL GENÉTICO)Hipótese que diz respeito à auto-regulação de uma população fundamentada no fato de queindivíduos são (geneticamente) ou agressivos natos ou capazes de alto rendimento reprodutivo (alto“fitness”). E em assim sendo, em baixa densidade populacional, a seleção natural favorece as espécies dosegundo tipo; em alta densidade, indivíduos genotipicamente agressivos são favorecidos de maneira que,aqueles indivíduos com alto potencial reprodutivo são forçados a dispersar-se, levando ao declínio dadensidade populacional.HIPÓTESE DO DISTÚRBIO INTERMEDIÁRIO, DE CONNELLJ.H. Connell propôs que a mais alta diversidade é mantida em níveis intermediários de distúrbio.A diversidade como resultado de distúrbios aumenta, em função do tempo disponível para a invasão denovas espécies. Em outras palavras, para que uma clareira se recupere faz-se necessário um intervalo detempo longo entre os distúrbios.A figura que segue ilustra o andamento hipotético de ocupação de uma clareira ao longo dotempo (segundo BEGON et al., 1990):Obs.: a) a diversidade começa baixa, com apenas algumas plantas pioneiras (P);b) em seguida vão aparecendo outras plantas, da situação mediana da sucessão (m), alcançandoum máximo de diversidade (círculo inferior à esquerda);c) e finalmente a sucessão atinge o máximo desenvolvimento, onde as plantas do clímax (c)determinam uma queda na diversidade pela exclusão competitiva.(Ver CLAREIRA (e DINÂMICA DE CLAREIRA))HIPÓTESE DO PADRÃO DE CLÍMAX(Ver TEORIAS MONO E POLICLÍMAX)HIPÓTESE GAIAJames Lovelock químico e inventor inglês, juntamente com a bióloga norteamericana LynnMargulis sugeriram este termo “Gaia” (ou Gea, literalmente significando “deusa da Terra”, em grego)para enfatizar a forte influência biológica na formação da atmosfera terrestre. Exemplo: a amôniaproduzida pelos microrganismos mantém, nos solos e sedimentos, um pH favorável a uma ampladiversidade de vida. Entretanto, a hipótese Gaia carece de avaliação quantitativa e de maneira científicade ser testada. Independentemente da validade da idéia de que a vida controla seu ambiente em seupróprio benefício, o reconhecimento de que os componentes físicos, químicos e biológicos da Terrainteragem e alteram mutuamente seu destino coletivo (seja por acaso ou por desígnio de “alguém muitosuperior”), é uma verdade hoje cientificamente comprovada, numa visão profunda do nosso sistema.Segundo E. P.Odum, os organismos, principalmente os microrganismos, evoluíram junto com oambiente físico, formando um sistema complexo de controle, o qual mantém favoráveis à vida ascondições da Terra.HIPÓTESE NULAEm estatística refere-se à hipótese de que não existe diferença real ou associação entre duaspopulações; ou seja, uma diferença observada é devida somente ao acaso. Se o cálculo de probabilidadeP1P2P3PPP4Pm1m2m4m1m2m3m5 c1cc3Pc1c1c3cc3c4c
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS130de uma diferença observada é igual ou menor do que um nível de significância escolhido, a hipótese nula(H0) é rejeitada em favor da hipótese alternativa e assim, a diferença é considerada como significativa.HISTÓRIA DE VIDA (ou HISTÓRIA VITAL)(Ver TABELA DE VIDA (ou TABELA VITAL))HOLISMO (ou HOLÍSTICO)Na teoria filosófica aplicada às ciências ambientais, o holismo considera de maneira abrangentetodos os organismos (inclusive o homem) interagindo como um “todo”, sob leis físicas e biológicas bemdefinidas. Nas ciências humanas, como por exemplo na psicobiologia, o holismo, com relação a algunssistemas, sustenta que o “todo tem algumas propriedades de que as partes carecem”. Segundo esta teoria,o “todo” não pode ser analisado pela soma de suas partes, sem deixar resíduos.Com relação à comunidade, alguns consideram-na como um superorganismo (“concepçãoholística”), ao passo que outros admitem que a comunidade apenas reflete as interações de cada espécie(“concepção individualística”), não expressando qualquer tipo de organização.(Ver REDUCIONISMO; e SUPERORGANISMO)“holo-”Prefixo de origem grega significando “inteiro; completo”. São muitos os termos científicos etécnicos, em que se utiliza este prefixo. A seguir são vistos alguns.HOLOBÊNTICOOrganismo que vive no bentos (nas profundezas do mar) em todos os estádios do seu ciclo devida.HOLOCENOSESistema formado pela reunião de uma biocenose (comunidade) e seu biotopo (habitat).HOLOFÍTICO(A) (ou HOLOTRÓFICO(A))Organismo vegetal (planta) que transforma nutrientes inorgânicos em compostos orgânicos pelafotossíntese e assim, não é parasita nem saprofítico(a). O termo holotrófico é usado por alguns autores aose referirem a um predador que utiliza sempre a mesma espécie de presa.(Ver AUTÓTROFO)HOLOMETABÓLICO (ou HOLOMETÁBOLO)Diz-se do inseto que apresenta metamorfose completa, passando pelos estádios de ovo, larva,pupa e imago ou adulto (ex.: borboleta).(Ver AMETABÓLICO; e HEMIMETABÓLICO)HOLOMÍTICOS, LAGOSOs lagos ditos holomíticos são aqueles cuja circulação atinge toda a coluna d’água. Subdividem-se em:1) Dimíticos: com duas circulações ao ano; outono e primavera; são de clima temperado(Europa, América do Norte, Japão).2) Monomíticos: uma circulação ao ano; há os de clima quente e os de clima frio.3) Oligomíticos: com pouca circulação; profundos, com queda de temperatura à noite.4) Polimíticos: normalmente raros, com circulações freqüentes (ex.: grande parte dos lagosamazônicos e maioria das lagoas costeiras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul).(Ver MEROMÍTICOS, LAGOS)HOLOPARASITAParasita total. Planta que, carecendo de clorofila efetiva e necessária à fotossíntese, suga a seivaelaborada de outra planta, matando-a. O cipó-chumbo é um holoparasita.(Ver HEMIPARASITA)HOLOPLANCTÔNICOOrganismo que vive todos os estádios de seu ciclo vital no plâncton, como flutuantes.HOLOSAPRÓFITA(O) (ou HOLOSAPROFÍTICO(A))Organismo, vegetal, saprófito (ou saprofítico) obrigatório. É comum também a grafia com dois“ss”: holossaprófita.(Ver DECOMPOSITOR)HOLOTRÓFICO(A) (ou HOLOFÍTICO(A))(Ver HOLOFÍTICO(A) ou HOLOTRÓFICO(A))“homeo-” / “homo-”Prefixo de origem grega significando “similar; o mesmo” (não confundir com a palavra homo deorigem latina e que se refere a “homem; ser humano”). Muitos termos científicos e técnicos utilizam aforma “homeo-”. Alguns termos com esse prefixo de origem grega são vistos a seguir.HOMEÓCRONO (ou HOMÓCRONO)Que ocorre ao mesmo tempo ou idade em gerações sucessivas.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS131HOMEOTERMIA(Ver ENDOTERMIA)HOMEOSTASETendência dos sistemas ecológicos para resistirem a mudanças e permanecerem em estado deequilíbrio (dinâmico).HOMOÉCIODiz-se do parasita que ocupa o mesmo hospedeiro durante todo o seu ciclo de vida. É umparasita com hospedeiro específico.HOMÓLOGOS(Ver ESTRUTURAS ANÁLOGAS e ESTRUTURAS HOMÓLOGAS)HOMOSFERA(Ver ATMOSFERA)HOMOTERMIA(Ver ENDOTERMIA)HOMOZIGOSIDADESignifica a expressão de um caráter a partir de um par de genes formado por alelos idênticos. Emtermos ecológicos, a homozigosidade é uma tendência dos indivíduos, em pequenas populações, de secruzarem uns com os outros, gerando reduzida variabilidade genética (baixa freqüência de genes).(Ver HETEROZIGOSIDADE; e ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO)HORIZONTE (DO SOLO)Camada do solo que se distingue por sua composição química, estrutura das partículascomponentes, textura, cor e outras características físicas.(Ver PERFIL DO SOLO)HORMÔNIO AMBIENTAL(Ver ECTOCRINO)“HORN”(Ver MATRIZ DE HORN)HORTO FLORESTALÁrea pertencente ao Poder Público, destinada a: propagar os conhecimentos relativos àsilvicultura, mediante investigações e demonstrações práticas; organizar instruções sobre plantio,replantio e tratos culturais mais adequados a cada essência florestal e a cada região; estudar as essênciasnativas, manter sementeiras e fornecer mudas (criado pelo Decreto Federal nº 4.439, de 26/07/39).“HOT SPOT”Literalmente significa, em inglês, “uma mancha (lugar, ponto, local) que é quente”. São muitodiversos o uso desta expressão em ciência e tecnologia. Em biologia molecular, por exemplo, o “hot spot”é uma região de um polinucleotídeo que sofre uma alta freqüência de mutação ou transposição. Emciências ambientais usa-se esta expressão quando se deseja se referir a uma área ou situação (oucondição) que se apresenta com determinadas características “acentuadas ou elevadas”, de maneira que asfaçam distintas das demais, similares. Fala-se então, por exemplo, em: “hot spot” biogeoquímico (locaisonde processos biogeoquímicos, com taxas de armazenamento e biogeociclagem, ocorrem de modo maisacentuado do que em outras áreas similares); “hot spot” de espécies em risco de extinção (áreas emcondição tal que certas espécies que ali vivem estão em situação mais de risco do que a de outras áreas).HUBBEL(Ver TEORIA NEUTRA UNIFICADA (ou TEORIA DE HUBBEL))HUMBOLDT, CORRENTE DE (ou CORRENTE DO PERU)Corrente do sudeste do oceano Pacífico, com aproximadamente 900 km de largura, conduzindoágua fria proveniente da Antártica, provocando “fog” (nevoeiro) nas costas do Chile, Peru e Equador)gerando aridez, exceto durante o fenômeno “El Niño”. O fenômeno de ressurgência (combinação dosefeitos de ventos de superfície e rotação da Terra) conduz grande quantidade de nutrientes dasprofundidades para próximo da superfície do mar, proporcionando grande riqueza planctônica nas águasdas costas desses países, tornando-os grandes produtores mundiais de peixes, como a enchova e o atum.Aves piscívoras (alimentando-se das enchovas) produzem o guano, fezes ricas em fósforo e nitrogênio.(Ver RESSURGÊNCIA)HUMIFICAÇÃOTransformação de matéria orgânica morta em humus (ou humo).HUMO(Ver HUMUS)HUMUS (ou HUMO)Mistura de matéria orgânica parcialmente decomposta, células microbianas e partículas de solo,que se forma nas camadas superiores do solo. O humus é um colóide orgânico, amorfo, praticamente
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS132insolúvel em água, de coloração escura (marrom ou preta). Considera-se o humus ser constituído, porcritério de solubilidade, em três componentes: ácidos fúlvico e húmico, e humina. Os dois primeiros sesolubilizam em solução diluída de hidróxido de sódio (NaOH), sendo que o ácido húmico se precipitaráse a solução for acidificada; e a humina é insolúvel nessa solução de NaOH. Ele é rico em carbono (50%),nitrogênio (5%) e menores quantidades de oxigênio, enxofre, fósforo e outros elementos. Sua alta CTC(capacidade de troca catiônica) supera a dos colóides da argila, sendo portanto, de grande importânciapara manter a fertilidade e produtividade do solo.Um esquema representativo do colóide humus-argila é apresentado a seguir (COLINVAUX,1986):Obs.:1) O complexo humus-argila (carga negativa) atrai os íons positivos da solução do solo.2) Em solos ácidos (pH baixo) os prótons (H+) neutralizam a carga, que poderá ser reestabelecidapela ação dos cátions.3) Íons divalentes (Ca++e Mg++) ligam-se fortemente, aumentando assim a retenção de nutrientesno complexo humus-argila.HUTCHINSON(Ver NICHO ECOLÓGICO)CaMgCaMg HCaNH4KKHMgMgHNH4CaHumus-argila(carga negat.)Íons monovalentes:H, K e NH4.Íons divalentes:Ca e Mg.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS133I“IAPT – INTERNATIONAL ASSOCIATION OF PLANT TAXONOMY”Associação Internacional de Taxonomia de Plantas.IBAMA − INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOSNATURAIS RENOVÁVESA Lei nº 7.735, de 22/02/89 extinguiu a SEMA - Secretaria Especial do Meio Ambiente, aSUDEPE - Superintendência do Desenvolvimento da Pesca e criou o IBAMA. A Lei nº 7.732, de14/02/89, extinguiu o IBDF - Instituto Brasileiro do Desenvolvimento Florestal.O IBAMA, com sede principal em Brasília, é uma entidade autárquica, de regime especial, coma finalidade de formular, coordenar, executar e fazer executar a política nacional do meio ambiente e dapreservação, conservação e uso racional, fiscalização, controle e fomento dos recursos naturaisrenováveis. Está ligado ao MMA - Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da AmazôniaLegal.IBDF(Ver IBAMA)IBGE − FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICAÓrgão subordinado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Coordenação da Presidência daRepública (com sede principal no Rio de Janeiro), fundado em 19 de março de 1953, que coordena o SEN- Sistema Estatístico Nacional, executando o PGIEG - Plano Geral de Informações Estatísticas eGeográficas, visando: obter informações de natureza estatística (demográfica, social e econômica),geográfica, cartográfica, geodésica e ambiental, estabelecidas como necessárias ao conhecimento darealidade física, humana, social, econômica e territorial do Brasil. Vem publicando desde 1940 o AnuárioEstatístico do Brasil, com tabelas, mapas e textos, dando-nos uma visão geral do país, contendoinformações do IBGE e de outras entidades que integram o SEN.“IBP − INTERNATIONAL BIOLOGICAL PROGRAMME”Programa Internacional de Biologia, cujo objetivo principal é o estudo da base biológica daprodutividade e o bem-estar humano. A investigação prioritária, dominante, tem sido a ecologiaenergética, tendo os estudos se dirigido especialmente para as produtividades terrestres e aquáticas, indoda tundra ártica, florestas tropicais e desertos, aos sistemas de pastejo, áreas cultivadas, produção demadeira e pesca.(Ver “IGBP”)IDER − INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E ENERGIASRENOVÁVEIS(Ver TECNOLOGIA ALTERNATIVA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS134IGAPÓA diversidade de espécies vegetais é considerada intermediária entre a da várzea e a da terrafirme, com média de 130 espécies arbóreas por hectare. A foto acima mostra igapó típico da amazônia(foto do site www.wikepedia.com).(Ver IGARAPÉ)IGARAPÉ(Ver IGAPÓ)“IGBP− INTERNATIONAL GEOSPHERE BIOSPHERE PROGRAMME”Programa Internacional da Geosfera e da Biosfera, cuja finalidade é descrever e entender osprocessos físicos interativos que regulam o sistema da Terra como um todo, o ambiente único quepossibilita a vida, as mudanças que estão ocorrendo neste sistema e a maneira pela qual tais processos sãoinfluenciados pelo homem.(Ver “IBP”)ÍGNEAS (ou MAGMÁTICAS), ROCHAS(Ver ROCHAS)IGUALDADE POR DESCENDÊNCIAEste termo provém do inglês “identity by descent” e poderia ser traduzido como igualdade pordescendênica, referindo-se à probabilidade de que parentes próximos têm de herdar cópias do mesmogene, proveniente de um determinado ancestral. A essa probabilidade, dá-se também o nome decoeficiente de relação; por exemplo, dois irmãos têm a probabilidade de 50% de herdarem cópias domesmo gene de um dos pais; e dois primos têm a probabilidade de 1 em 8 (ou 12,5%) de herdarem cópiasdo mesmo gene de um dos avós, que são seus ancestrais mais próximos.“ILHAS DE CALOR”Nos centros urbanos, principalmente em ruas asfaltadas, por vezes estreitas, onde existam muitosedifìcios acima de três andares (superior a 12 m de altura), a água da chuva que ali cair é conduzida muitorapidamente para as galerias pluviais, sem evaporar lentamente (como num solo com vegetação) eportanto, sem “roubar calor do ambiente”. Além disso, os edifícios formam barreira ao vento e aumentama radiação infravermelha (responsável pela elevação da temperatura); e os poluentes não se dispersamcom facilidade. Ver figura:Córregos e pequenos rios amazônicosformados em decorrência da alta taxa deprecipitação pluviométrica naquela região.Igarapé é termo indígena que significa “caminhode canoa”. São considerados cursos d’água deprimeira ou segunda ordem, braços estreitos derios ou canais, com pouca profundidade,adentrando a mata, consituindo-se em importantevia de deslocamento de pessoas e material. A fotoao lado mostra um igarapé do Amazonas,segundo o site www.wikipedia.org.Floresta inundável da amazônia. Aágua é permanente; no igapó do rio Negro porexemplo, ela é ácida, talvez sendo por isto queali quase não se encontram caramujos emexilhões, faltando também calcário(importante para a formação das conchas). Osolo do igapó é arenoso e sua água rica emácidos húmicos. São freqüentes os arbustos,cipós, plantas aquáticas, epífitas e musgos. Asárvores são adaptadas morfológica efisiológicamente às inundações, tendo raízesrespiratórias e sapopembas (ou sapopemas).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS135Obs.:Observe-se na figura acima que os raios solares incidentes na rua com adensamento de edifíciosaltos, refletem-se nos prédios e o próprio calor do asfalto (e dos motores de veículos que ali transitem)emitem radiação infravermelha para o alto. Uma rua ampla, arborizada e ventilada, em contraste, permeiaa dispersão do calor e dos poluentes, com grande eficiência.É importante ainda considerar que, em termos de “conforto ambiental e qualidade de vida”, olocal representado pela rua com edifícios, causa incômodos e malefícios à saúde das pessoas,principalmente nos “extremos etários”, ou seja, das crianças e dos idosos.ILUMINÂNCIAOu iluminamento, refere-se a um fluxo luminoso por unidade de área, incidindoperpendicularmente sobre a superfície.ILUVIAÇÃOEm pedologia, refere-se à compactação da camada inferior de um solo (horizonte B), resultantede deslocamento de material que provém da camada imediatamente superior (horizonte A).(Ver ELUVIAÇÃO)IMAGOFase adulta ou estádio reprodutor de um inseto.(Ver HOLOMETABÓLICO (ou HOLOMETÁBOLO))IMIGRAÇÃO(Ver DISPERSÃO DA POPULAÇÃO)IMOBILIZAÇÃOConversão de um elemento (nutrientes) inorgânico em complexo orgânico, como resultado daassimilação desse elemento pelas células microbianas (do solo ou da água) e sua incorporação noprotoplasma. Esta é uma fase importante da biogeociclagem, em que determinado elemento químico ficaimobilizado e ainda não disponível para os produtores.(Ver MINERALIZAÇÃO)IMPACTO AMBIENTALRefere-se, genericamente, à ação induzida pelo homem e seu efeito sobre os ecossistemas, ouainda seu efeito e significância para a sociedade humana. “Ação, efeito e singnificância” são trêsconceitos distintos em avaliação de impacto, sendo preferível limitar o termo “impacto” ao efeito de açãoinduzida pelo ser humano.Atualmente, no Brasil, na avaliação de impacto ambiental, há uma tendência em separá-la emduas fases distintas. “Estudo de impacto ambiental” (EIA), onde é geralmente feito um diagnóstico dascondições naturais do ambiente e “Relatório de Impacto Ambiental” (RIMA), onde se faz uma análiseRadiaçãoincidenteRadiaçãorefletidaradiação forte(calor intenso)radiação fraca(menos calor)poluentesRadiaçãoincidenteRadiaçãorefletida
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS136objetiva para identificar as ações do ser humano, medindo-se as condições de base do ambiente efazendo-se previsão de mudanças que tenham a probabilidade de ocorrer como resultado de tais ações.A seguir é apresentado um esquema das diversas fases de um EIA, sugerido por WESTMAN(1985):AS FASES DO EIAPré-impactoFase I ↓↓Fase II ↓↓↓Fase III →Teste dos efeitos das ações↓↓↓Fase IV↓Fase V↓ ↓↓ ↓Fase VI↓↓Pós-impactoFase VII↓↑“IMPRINTING”“Marca indelével”; algo de grande efeito sobre alguma coisa (ou ser vivo) que não poder seresquecido, mudado etc.Em espécies de animais sociais refere-se a um padrão comportamental estável, quando oorganismo é exposto a um conjunto de estímulos por meio dos quais as amplas carateríesticas supra-individuais da espécie vêm a ser reconhecidas como um “padrão da espécie”; sendo subseqüentementeusado como “desencadeador ou liberador”.(Ver DESENCADEADOR (ou LIBERADOR))“INBREEDING” (e “INBREEDING DEPRESSION”)(Ver ENDOGAMIA)INCIDÊNCIA(Ver FUNÇÕES DE INCIDÊNCIA)INDEPENDÊNCIA (ou INDEPENDENTE) DA DENSIDADE(Ver DEPENDÊNCIA (ou DEPENDENTE) DA DENSIDADE)INDICADOR ECOLÓGICOINDICADOR ECOLÓGICO = BIOINDICADOROrganismo que indica uma característica ou o tipo do ambiente físico em que vive.Da mesma maneira que é possível saber que tipo de organismo vive em determinadas condiçõesambientais físicas, o inverso também é possível ser estimado. Muitas espécies (“esteno”, por exemplo)são indicadoras ecológicas; há plantas que acumulam determinados elementos químicos em quantidadestais que indicam a possibilidade de exploração comercial desses elementos.(Ver ECOTIPO)Definição dos objetivos do estudoIdentificação dos impactos em potencialDeterminação de quais impactos são significativosMedição das condições básicas→Teste dos efeitos das açõesRevisão dasnoçõesPrevisão dos efeitos das açõesResumo e análise dos achadosEstimativa das proba-bilidades das previsõesAvaliação da significância dos achadosModificação das ações propostasAções alternativas AmenizaçõesComunicação dos achados e recomendaçõesDecisão sobre a ação propostaMonitoramento dos efeitos da açãoModificação posterior e amenização da açãoPARTICIPAÇÃOPÚBLICA
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS137ÍNDICE DE ABUNDÂNCIAGrau em que se expressa a dominância de uma ou mais espécies numa comunidade, baseando-seno valor de importância de cada espécie; pode ser calculado pela seguinte fórmula:c = Σ(ni/N)2, onde:c = concentração de dominância;ni = valor de importância para cada espécie (nº de indivíduos, biomassa, produção etc);N = total dos valores de importância.(Ver DOMINANTE ECOLÓGICO)ÍNDICE DE AFINIDADE(Ver ÍNDICE DE SIMILARIDADE)ÍNDICE DE ÁREA FOLIARRelação entre a área das folhas, projetada sobre uma unidade de área de superfície terrestre. Umíndice de valor 4, ou seja, a superfície foliar exposta à luz é quatro vezes superior à superfície do solo,indica uma elevada produção líquida; mas um índice de 8 a 10 (encontrado em florestas clímaces) indicauma elevada produção bruta (perda respiratória para manter grande quantidade de folhas).ÍNDICE DE ARIDEZ (Ia)Medida do suprimento efetivo de umidade, usado na classificação de tipos de solo ou de clima,calculado pela relação do déficit de umidade (d) para a evapotranspiração potencial (PE), expresso emporcentagem, ou seja Ia = 100 d/PE. Pode também ser calculado por Ia = 12P/T(T + 10), onde P é amédia da precipitação pluvial mensal em milímetros e T a temperatura média mensal em oC; valorresultante menor do que 20 indica aumento de aridez e maior do que 20 indica aumento deumedecimento.(Ver ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA)ÍNDICE DE ASSOCIAÇÃO (ou COEFICIENTE DE ASSOCIAÇÃO)(Ver ASSOCIAÇÃO VEGETAL)ÍNDICE DE BERGER-PARKERÍndice que usa a abundância proporcional da espécie mais abundante num determinado habitat,comunidade ou amostra, numa escala de 0 – 10, como medida da dominância. É também uma medida dadiversidade (d) de um habitat, comunidade ou amostra, calculada como: d = Nmax/Nt, onde Nmax é aabundância da espécie dominante.ÍNDICE DE BRILLOUINÍndice da diversidade específica derivada de informação teórica:D = 1/N X log2N!/(n1! N2! ... ns!), onde N é o número total de indivíduos observado numaamostra e n1, n2 ... ns é o número de indivíduos das espécies 1, 2 ... s.ÍNDICE DE DEFICIÊNCIA DE ÁGUAÉ dado pelo valor de evapotranspiração, menos o de precipitação pluvial. Indica o quanto a águadisponível para o crescimento vegetal cai, abaixo do nível de transpiração de uma vegetação emcrescimento.ÍNDICE DE DENSIDADECálculo usado por alguns autores para quantificar a densidade de indivíduos de determinadaespécie e que é dado por:d = número ou biomassa de indivíduos / área ou volume total da amostragem.(Ver ABUNDÂNCIA, DENSIDADE e DENSIDADE ECOLÓGICA)ÍNDICE DE DISPERSÃOUma medida da dispersão de uma população, baseada na relação variância : média; gera umvalor de 1 para um padrão ao acaso (aleatório), maior do que 1 para uma população agregada e menor doque 1 para uma população uniforme.ÍNDICE DE DISSIMILARIDADE(Ver ÍNDICE DE SIMILARIDADE)ÍNDICE DE DIVERSIDADE (DE ESPÉCIES)Razão estabelecida entre o número de espécies e seus “valores de importância” (que tanto podemser número ou biomassa, como produtividade).São muitas as fórmulas sugeridas para se calcular indices de diversidade de espécies. Sãomostradas aqui, apenas algumas delas; mas antes vejamos o significado dos termos geralmente utilizadosnas fórmulas:S = número de espécies, seja na “amostra” ou na “população”;K = número de taxa (plural de taxon), seja na “amostra” ou na “população”;N = número de indivíduos numa população ou comunidade;Ni = número de indivíduos da espécie i de uma população ou comunidade;n = número de indivíduos numa amostra de uma população;
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS138ni = número de indivíduos de uma espécie i de uma amostra de uma população;Pi = a fração de uma amostra de indivíduos pertencentes à espécie i;πi = a fração de uma população de indivíduos pertencentes à espécie i;ln = logaritmo natural de um número.a) Índice de H. A. Gleason (1922): D = S/ln N. b) Índice de R.Margalef (1958): D = S - 1 / lnN. c) Índice de E.P.Menhinick (1964): D = S / √N. d) H.T.Odum (1960) D = S / 1.000 indivíduos.e) Índice de E. H. Simpson (1949), levando em consideração os padrões de abundância ou biomassa deuma comunidade e a riqueza em espécies; neste caso calcula-se para cada espécie, a proporção deindivíduos ou biomassa que contribui para o total da amostragem, ou seja, a proporção é Pi, paradeterminada espécie i:onde:f) Índice de Shannon-Wiener (posteriormente atualizado e denominado de Índice de C.E.Shannon - W. Weaver, em 1949)):Nos índices de Simpson e Shannon os valores dos índices dependem da biodiversidade (riquezaem espécies) e da eqüidade com a qual os indivíduos são distribuídos dentro de cada espécie.(Ver ÍNDICE DE EQÜIDADE)ÍNDICE DE DOMINÂNCIAGrau em que se expressa a dominância de uma ou mais espécies numa comunidade, baseando-seno valor de importância de cada espécie; pode ser calculado pela seguinte fórmula:c = Σ (ni/N)2, onde:c = concentração de dominância;ni = valor de importância para cada espécie (nº de indivíduos, biomassa, produção etc);N = total dos valores de importância.(Ver DOMINANTE ECOLÓGICO; e ÍNDICE DE BERGER-PARKER)ÍNDICE DE EQÜIDADEEste índice pode ser quantificado expressando-se o índice de Simpson, D (ver este índice noverbete ÍNDICE DE DIVERSIDADE (DE ESPÉCIES)), como uma proporção do valor máximo possívelde D, admitindo-se que os indivíduos estejam completa e igualmente distribuídos pelas respectivasespécies (Dmax = S). A fórmula do índice de eqüidade seria então:É também conhecido como o componente da diversidade de espécies que mede a abundânciarelativa de espécies, calculado por:J’ = H’ / logS, onde: S = node espécies; H’ = índice de diversidade de Shannon-Weiner.ÍNDICE DE LINCOLN (ou CAPTURA-MARCAÇÃO-RECAPTURA (MÉTODO DE))Originalmente seu introdutor, Lincoln, denominou (em inglês) de “catch-mark-recatch”. Métodode estudo de uma população animal, em que uma ou mais amostras, é capturada, marcada, liberada edepois reexaminada para observar a proporção de recaptura das amostras marcadas. De uma maneirageral, a recaptura das amostras marcadas é alta nas populações pequenas e baixa nas grandes.Neste índice o autor propôs que uma estimativa do tamanho N de uma população é obtida apósliberação e recaptura de animais marcados. O tamanho da população é calculado a partir do número deanimais marcados e [que foram] liberados (Nm), do número de animais capturados numa amostra (Ns)após a liberação e do número de indivíduos marcados na amostra (Nms), usando a fórmula:N = Nm X Ns / Nms1Índice D= -----------------S∑Pi2i = 1SDiversidade H = -∑ Pi ln Pii = 1D 1 1E = ------- = -------- X ----Dmax S S∑ Pi2i = 1
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS139(Ver MARCAÇÃO-RECAPTURA, MÉTODO DE)ÍNDICE DE MARGALEFFÍndice (com uma variável) da biodiversidade de uma amostra ou assembléia que é ponderado afavor da riqueza de espécies. É representado por: SR = (S-1)logN, onde S é o número de espécies e N é onúmero de indivíduos na amostra ou assembléia.ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECAUsado principalmente nos E.U.A. para comparar a quantidade de umidade no solo com aumidade do ar mais próximo à superfície.(Ver ÍNDICE DE ARIDEZ (Ia))ÍNDICE DE SIMILARIDADEEntre duas áreas de amostragem poderá haver um grau de similaridade entre o número deespécies encontradas nas duas amostras, que pode ser calculado por:S = 2C / (A + B), onde:A = número de espécies da amostra A;B = “ “ “ “ “ B;C = “ “ “ comuns a ambas as amostras.O índice de dissimilaridade é dado por: 1 - S, onde: S = índice de similaridade.Este índice fornece o valor de dissimilaridade entre o número de espécies encontradas em duasáreas de amostragem.Alguns autores preferem o índice de afinidade, que é dado por: A = c/(a.b)1/2, com a, b e c tendoas mesmas denominações da equação do índice de similaridade.ÍNDICE DE UMIDADE (Ih)Medida do suprimento efetivo de umidade, na classificação dos tipos de clima, calculado pelarelação do excedente de precipitação pluvial (S) e a carência ou necessidade (N), expresso emporcentagem; (S) é o valor representativo do excesso de precipitação acima da evapotranspiraçãopotencial: Ih = 100(S/N).Outros autores preferem utilizar a relação da evapotranspiração (EP) para a precipitação total (P)expressa como porcentagem, sendo então positiva se a precipitação excede a evapotranspiração, enegativa se EP for maior do que P. Fórmula:Iu = 100(P-EP/EP).ÍNDICE DE VERSATILIDADEINDICE DE VERSATILIDADE = RELAÇÃO SENSIBILIDADE : RESISTÊNCIAUtiliza-se tal índice ou relação como um biomonitor de metais pesados poluidores do solo. Asensibilidade é considerada a inibição da atividade microbiana nos níveis extremamente baixos deconcentração do poluente e a resistência é dada pela capacidade do microrganismo crescer na presençadesse poluente. Considerando valores de “referência” (baixa concentração dos poluentes) e de “poluição”(alta concentração), são dados como exemplo, os seguintes resultados: em solo argiloso uma relação de0,53 : 0,24 e em solo arenoso de 1,50 : 0,19. Neste último portanto, as populações microbianas são maissensíveis (teoricamente, são mais “versáteis”, propiciando maior sucessão ecológica e maior reciclagemdo metal pesado).INDÍGENO(Ver AUTÓCTONE)INDIVIDUALISMO(Ver SUPERORGANISMO)INDIVÍDUO(Ver ESPÉCIME)INEFETIVIDADE(Ver EFETIVIDADE)INEFICIÊNCIA(Ver EFICIÊNCIA)“INFAUNA”(Ver BIOMA DA COSTA LAMACENTA)INFECÇÃOEm termos ecológicos refere-se à contaminação de um hospedeiro por um parasita, assim comoao estabelecimento ou entrada de simbiontes microbianos na planta hospedeira (ex.: fungos endo, ectendoe ectomicorrízicos, e bactérias fixadoras de nitrogênio, infectando plantas hospedeiras). Ao número deparasitas por hospedeiro, denomina-se intensidade de infecção.(Ver PREVALÊNCIA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS140INFLEXÃO, PONTO DEInflexão significa “mudança de direção ou desvio”. É o ponto numa curva de crescimento,sigmóide, ou seja, em forma de S (numa equação logística), que separa a fase ascendente ou de aceleraçãodo crescimento, da fase descendente ou de desaceleração do crescimento.Na equação logística ao se relacionar número de indivíduos de uma população ao tempo, o pontode inflexão é a metade (N = K/2) da capacidade de suporte (K).(Ver EQUAÇÃO LOGÍSTICA)“infra-”Prefixo de origem grega significando “abaixo; inferior” (o oposto de “supra-”). Há vários termoscom este prefixo; além dos verbetes que seguem há: infrapopulação (em parasitologia refere-se a todos osindivíduos de uma espécie de parasita ocorrendo num único espécime de hospedeiro); ritmo infrarradiano(um ritmo biológico com um período menor do que 24 h).(Ver “supra-”; “ultra-”; e RELÓGIO BIOLÓGICO)INFRALITORAL(Ver FRANJA INFRALITORÂNEA; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADEMARINHA)INFRAPELÁGICO(A)(Ver ZONA MESOPELÁGICA; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADEMARINHA)INIBIÇÃO (EM SUCESSÃO)(Ver SUCESSÃO AUTOGÊNICA)INICIATIVA PARA MITIGAÇÃO DO CARBONOGrande programa da “BP – Beyond Petroleum” (tradução do inglês: além do petróleo) (a antiga“BP – British Petroleum”, multinacional britânica) juntamente com a Universidade de Princeton, E.U.A. ,denominado de “CMI – Carbon Mitigation Initiative”, em inglês, cujo objetivo principal é estimular associedades (de países desenvolvidos e de países em desenvolvimento) a desenvolverem alternativasenergéticas, visando baixar as emissões de CO2 para a atmosfera, evitando que os 7 bilhões anuais detoneladas desse gás que são emitidos atualmente (2006) se elevem para os previstos 14 bilhões a serematingidos em 2055. O programa como um todo, além das propostas de redução da emissão desse poluenteatmosférico, é um grande conjunto de diversas iniciativas, incluindo o desenvolvimento de técnicasvisando a captura e o armazenamento do CO2.(Ver na BIBLIOGRAFIA, o site da “BP – Beyond Petroleum”, onde são mostrados os diversosprojetos relacionados a esta problemática ambiental) (Ver “IPCC”)(Ver CAPTURA E ARMAZENAMENTO DE DIÓXIDO DE CARBONO)INIMIGO NATURAL(Ver CONTROLE BIOLÓGICO)INOCULAÇÃOIntrodução de um organismo (benéfico ou maléfico) num outro organismo, feito, geralmente, demaneira intencional. Fala-se portanto, que um patógeno humano pode ser inoculado num determinadoanimal (ou no próprio homem) ou que uma bactéria fixadora de N2 ou uma endomicorriza é inoculada naraiz de uma planta.TamanhodapopulaçãoPonto deinflexãoTempoKK/2
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS141Observe-se que é correto dizer que “uma bactéria é inoculada numa planta”, mas a recíproca,segundo alguns autores, não é correta; ou seja, deve-se dizer que “uma planta é infectada por umabactéria” (e não “foi inoculada por uma bactéria”).INSETICIDASubstância que elimina insetos.(Ver PESTICIDA)INSETICIDA RACIONALSeria um inseticida com características tais que não exercesse efeito danoso (ou que fosse deconseqüências limitadas) sobre outra espécie de inseto útil ou desejável.(Ver PESTICIDA)INTEMPERISMOConjunto de processos de origem atmosférica (física e química) e biológica, levando àdesintegração de rochas (liberação de minerais). Os chamados (cinco) fatores de controle dointemperismo são basicamente: o material parental (rocha matriz ou rocha mãe), clima, biota, topografia etempo.(Ver ACIDÓLISE; e SILICATOS)INTENSIDADE DE ABUNDÂNCIA(Ver DENSIDADE ECOLÓGICA)INTENSIDADE DE INFECÇÃO(Ver INFECÇÃO)INTERAÇÃO ECOLÓGICARelação existente entre indivíduos (ou populações) de duas espécies de organismos, na qual umdos grupos desses organismos poderá ou não afetar o outro grupo, de acordo com o tipo de interaçãoconsiderado.Os vários tipos de interação estão representados no quadro que segue (ODUM, 1971):TIPO DE INTERAÇÃO ESPÉCIE (OUPOPULAÇÃO)INTERPRETAÇÃOA B1. Neutralismo 0 0 Nenhuma espécie é afetada2. Competição (inter ouintraespecífica)- - Ambas as espécies se prejudicam3. Amensalismo - 0 Espécie A é prejudicada e a espécie B nãoé afetada4. Parasitismo + - Espécie A (parasita) se beneficia e a B(hospedeira) se prejudica)5. Predação + - Espécie A (predador) se beneficia e a B(presa) se prejudica6. Comensalismo + 0 Espécie A se beneficia e a B não é afetada7. Protocooperação (ousimbiose)+ + Ambas as espécies se beneficiam mas ainteração “não” é obrigatória8. Mutualismo (ou simbiose) + + Ambas as espécies se beneficiam e ainteração “é” obrigatória(Ver paramutualismo e parasimbiose, no verbete “para-”)INTERESPECÍFICORelação entre indivíduos de espécies diferentes.(Ver INTRAESPECÍFICO)INTERFERÊNCIA(Ver ANTAGONISMO; COEFICIENTE DE INTERFERÊNCIA; e COMPETIÇÃO PORINTERFERÊNCIA)INTERFERÊNCIA MÚTUA(Ver COEFICIENTE DE INTERFERÊNCIA)“INTERNATIONAL WHALING COMMISSION”(Ver COMISSÃO INTERNACIONAL DE PESCA DA BALEIA)INTRAESPECÍFICORelação entre indivíduos da mesma espécie.(Ver INTERESPECÍFICO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS142INVASOR(Ver ALÓCTONE)INVERSÃO DE TEMPERATURA (ou INVERSÃO TÉRMICA)Normalmente a temperatura da atmosfera diminui proporcionalmente com o aumento da altitude;em algumas cidades, durante uma inversão de temperatura, uma camada de ar quente poderá penetrarentre duas camadas de ar frio e daí comprimir a camada fria subjacente, aprisionando os poluentesacumulados no ar próximo à superfície desse local. A figura seguinte ilustra esta situação:IONOSFERARegião da atmosfera terrestre superior, iniciando-se a 90km acima da Terra.“IPCC – INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE”Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática. Atividade desenvolvida pela “UNEP –United Nations Environment Programme” (programa das Nações Unidas para o meio ambiente), cujafinalidade principal é o desenvolvimento da informação científica, técnica e socio-econômica que sejamrelevantes à compreensão da mudança climática mundial. Seus relatórios estão disponíveis em váriaslínguas.(Ver na BIBLIOGRAFIA, site do IPCC)“iso-”Prefixo de origem grega significando “igual”. Exemplos: isograma (linha num mapa ligandopontos de iguais valores numéricos relacionados a determinado parâmetro); isohalino (linha num gráficoou mapa unindo pontos de mesmos valores de salinidade); isoieta (linha num gráfico ou mapa conectandopontos de mesmos valores de precipitação); isomorfismo (similaridade superficial entre indivíduos dediferentes espécies ou raças); isófago (predadores ou parasitas que são seletivos quanto a alimento ouhospedeiros, mas que não são restritos a um só tipo de alimento ou de espécie hospedeira); isoterma(linha num gráfico ou mapa conectando pontos de mesmos valores de temperatura).“ISO 14.000 - INTERNATIONAL STANDARDIZATION / STANDARDS ORGANIZATION”Organização Internacional de Normalização, ligada à ONU - Organização das Nações Unidas,fixa normas e procedimentos técnicos de âmbito internacional para Gestão Ambiental (GA), conhecidacomo ISO 14.000. Os estudos para sua criação começaram em 1992, a partir de um comitê técnico doqual participaram representantes de 40 países, inclusive o Brasil, contribuindo nesse trabalho o segmentoindustrial e as organizações normativas governamentais e não-governamentais. A ISO 14.000 envolve osistema de gestão ambiental e sua auditoria, os aspectos ambientais na padronização dos produtos e aavaliação do desempenho ambiental. Assim sendo, os responsáveis pela produção de bens de consumopoderão melhorar seus produtos preocupando-se com seus efeitos sobre o ambiente, levando em conta osimpactos ambientais gerados em cada fase do ciclo da produção de tais bens, incluindo sua possívelreciclagem.ISOCIANATO DE METILA(Ver BHOPAL, TRAGÉDIA DE)ISOCLINOLinha representativa da população de uma espécie, que une pontos indicadores da mesma taxa deaumento dessa população.(Ver “-clino” e ISOCLINO ZERO)ISOCLINO ZEROISOCLINO ZERO = CRESCIMENTO ZEROcamada de inversãoar frioTemperatura →Concentração depoluentesAltitude
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS143Linha representativa da população de uma espécie, em que não ocorre crescimento nem reduçãono número de indivíduos, admitindo que não ocorra migração. Na equação de Lotka-Volterra o isoclinozero é dado por dN/dt = 0.(Ver “-clino” e ISOCLINO)ISOLAMENTOA combinação de diversos fatores, muitas vezes relacionada aos distúrbios que um habitat sofre,pode conduzir ao isolamento de uma (ou mais) determinada espécie de animal ou planta. O isolamentogeográfico (ou “ilhamento”) por exemplo, é fator importante na especiação alopátrica. O isolamentoecológico ou genético (ou ainda reprodutivo), atua na especiação simpátrica.(Ver ALOPATRIA e SIMPATRIA)ITEROPARIDADERepetição do ciclo reprodutivo, ou seja, o evento da reprodução acontece várias vezes ao longoda vida de uma espécie, aumentando suas chances de sobrevivência.(Ver SEMELPARIÇÃO)ITINERANTE(Ver AGRICULTURA ITINERANTE)“IUCN − INTERNATIONAL UNION FOR THE CONSERVATION OF NATURE”União Internacional para a Conservação da Natureza. Organismo não-governamental que sededica à conservação da flora e fauna mundiais. Publica lista de espécies que correm risco de extinção.A “IUCN” desenvolveu categorias para uso em trabalhos de conservação referentes ao status deespécies e subespécies de animais: (i) extinta, (ii) em perigo, (iii) vulnerável, (iv) rara, (v) indeterminada,(vi) insuficientemente conhecida, (vii) ameaçada e (viii) comercialmente ameaçada. E propôs critériospara avaliar o status de declínio, níveis populacionais e tamanhos de faixas que reflitam aumentos norisco de extinção; tais critérios incluem: (a) extinta, (b) extinta silvestre, (c) criticamente em perigo, (d)em perigo, (e) vulnerável, (f) dependente de conservação, (g) baixo risco, (h) dados insuficientes, e (i)não-avaliada.“IUCN RED LIST” (ou LISTA VERMELHA DA “IUCN”)Uma lista de espécies e subespécies de animais ameaçados de extinção; e também daquelas quese saiba ou que se pense que estejam extintas da vida silvestre. É uma lista compilada pela “WCMC –World Conservation Monitoring Centre” (Centro Mundial de Monitoramento da Conservação).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS144
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS145J / KJARDIM BOTÂNICOColeção de plantas (silvestres, ornamentais etc...) mantidas em local adequado à sua preservaçãoe expostas à visitação pública.(Ver HORTO FLORESTAL; e UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)JARDIM ZOOLÓGICOQualquer coleção de animais silvestres, mantidos vivos em cativeiro ou em semiliberdade eexpostos à visitação pública.(Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)JOANESBURGO (ou JOHANNESBURG), ENCONTRO DEO encontro mundial de Joanesburgo (África do Sul) iniciou sua jornada em Nova York e depoisBali (Indonésia). Reuniu 104 chefes de Estado, entre 26/agosto e 4/setembro/2002, tendo reconhecido acrescente pobreza e degradação ambiental mundial, procurou obter a participação dos países desenvolvidospara subsidiar os países em desenvolvimento, nos diversos pontos essenciais seguintes: água e sanitarismo,energia sustentável, saúde, agricultura e silvicultura sustentáveis, restauração da pesca e combate à reduçãoda biodiversidade e à desertificação. Gerou como documento principal um Plano de Implementação,prevendo para cada um dos itens acima mencionados prazos de atendimento que se estenderão até o ano2020.JOGO DO FALCÃO-POMBOTradução literal do inglês (“hawk-dove game”), expressão esta ainda não convencionada emportuguês, refere-se em estudo de comportamento animal às diferentes reações do falcão, como predadorvoraz que se comporta de maneira egoísta, não partilhando a presa com nenhum outro indivíduo daespécie e do pombo, que contrariamente, divide o que consegue como alimento, com os demais membrosda população. No caso do falcão está implícito o custo da contenda (luta) pela conquista do alimento,enquanto o pombo tem uma estratégia altruísta de caráter mais “social”.(Ver ALTRUÍSMO e EGOÍSMO (ou MALEVOLÊNCIA))JORDAN(Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS)JUNDUS(Ver RESTINGA)JUSANTESituado rio abaixo, ou seja, considerando-se a corrente fluvial em direção à foz (oposto demontante).(Ver MONTANTE)“KATRINA”(Ver EFEITO BUMERANGUE)K - ESTRATEGISTA(Ver ESTRATEGISTAS K e r)“KRILL”Crustáceo (da ordem Euphausiacea) marinho, pelágico, de pequeno tamanho (3 cm). A espéciemais comum da Antártica (com 6 cm de comprimento), a Euphausia superba, é alimento básico demuitos animais de grande porte (baleias, focas comedoras-de-caranguejo, as focas-leopardo), além deoutros animais (lulas, peixes e aves). Uma baleia azul ingere de 2 a 3 Mg (megagramas) de “krill” a cadavez que se alimenta. Num m3de água há cerca de 63.000 espécimes desse crustáceo. Na fase jovem o“krill” prefere as águas profundas (de 700 a 1500m) para se desenvolverem, por serem mais quentes.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS146KYOTO (ou QUIOTO)(Ver PROTOCOLO DE QUIOTO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS147LLAGOSistema limnológico (água continental), em depressão natural do solo, de grande extensão.(Ver APÊNDICE VII – OS MAIORES LAGOS DO MUNDO)LAGOASistema limnológico (água continental), em depressão natural do solo, de pequena extensão.LAGOA DE ESTABILIZAÇÃOLagoa feita para reter efluentes (industriais e domésticos ou urbanos), onde são degradadosnaturalmente por processos anaeróbios e/ou aeróbios, antes de serem lançados nos rios ou de seremutilizados para outras finalidades (a vinhaça, ou vinhoto, por exemplo, após esse processo tem sidoutilizado como adubo orgânico, pelas usinas de cana-de-açúcar, num processo chamado de“fertirrigação”).LAGO ALOTRÓFICO(Ver ALOTRÓFICO, LAGO)LAGO AUTOTRÓFICO(Ver AUTOTRÓFICO, LAGO)LAGOS DE FERRADURA, DE MEANDRO ou CRESCENTE(Ver MEANDROS)LAGUNADiz-se geralmente do represamento de água salgada num braço de mar pouco profundo, entrebancos de areia ou de um rio que não consegue desembocar no mar, ou ainda, um ajuntamento de água nointerior de um recife ou coral.(Ver MACEIÓ)“LA NIÑA”(Ver CORRENTE “EL NIÑO”)LARVANos insetos holometabólicos larva é o estádio imaturo entre o ovo e a pupa.LATÊNCIA(Ver DORMÊNCIA; e DIAPAUSA)LATERIZAÇÃO(Ver LATOLIZAÇÃO)LATOLIZAÇÃOLATOLIZAÇÃO = LATERIZAÇÃO = FERRALITIZAÇÃOProcesso de formação de muitos solos tropicais, como por exemplo os latossolos, onde nutrientese compostos de sílica são lixiviados (carregados), deixando um material intemperizado e rico emcompostos de ferro (daí também o nome ferralitização) e alumínio (daí o nome alitização). A laterita (oulaterito ou ferralito), rocha ferruginosa, por vezes com aspecto poroso e terroso com alto teor de óxidos deferro e de alumínio, aflora em certas regiões do Brasil como nos chapadões do centro-oeste, na florestaamazônica, na chapada do Araripe (CE) e no litoral paraibano, em João Pessoa, na ponta do Cabo Branco,apresentando-se como concreções e arenitos ferruginosos.(Ver SILICATOS)LATOSSOLOSLATOSSOLO = OXISOLSolos (antes classificados de oxisols, de acordo com classsificação dos E.U.A.) típico de climatropical e subtropical, profundo (> 2 m), muito intemperizado, baixa fertilidade, com grande quantidade
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS148de sesquióxidos de Fe e Al, ácido (pH < 5,0). Os latossolos apresentam, em geral, baixos teores de Ca eMg (inferior a 3 cmol/kg ou me/100g). Seus principais tipos são: Roxo, Amarelo, Vermelho-Amarelo,Vermelho-Escuro, Latossolo Bruno, Vermelho-Escuro variação Una...(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)LAURASIA(Ver PANGÉIA (ou PANGAEA); e REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)LC50(Ver DOSE LETAL)LEGISLAÇÃO AMBIENTALConjunto de regulamentos jurídicos dirigidos às atividades antrópicas que inteferem ou afetam aqualidade do meio ambiente.Com relação a crime ambiental, ato que degrade, danifique e que enfim comprometa a existênciae/ou a qualidade do patrimônio ambiental brasileiro, sendo seus responsáveis punidos conforme as leisvigentes, é digno de nota a nova Lei 9.605/98, que deveria estar em vigor desde 1º de abril de 1999, masteve sua efetividade suspensa por medida provisória (1.170) por um período que poderá chegar a 10 anos.Sua suspensão, permeará a ação degradadora de reincidentes, acobertando aqueles que adotam o princípiode que “é mais econômico e rentável degradar, do que conservar”. A nova lei firmaria compromissos deobediência às inúmeras leis e resoluções (do CONAMA) já existentes, em especial a Lei nº 6.938/81(instituindo o SISNAMA e a Política Nacional do Meio Ambiente; Ver CONAMA), contribuindo commaior eficácia no estabelecimento de sanções severas administrativas, civis e penais às pessoas físicas ejurídicas que praticam ação lesiva ao nosso patrimônio ambiental. O Governo Federal, na gestão doExmo. Sr. Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, aceitou a “explicação” (“diferente dejustificativa”) de que inúmeros empreendimentos não teriam condições de atender às leis de proteçãoambiental, sendo então adiada a aplicação da nova lei, com o compromisso dos infratores de queprotocolariam nos órgãos ambientais de sua jurisdição, a intenção de ajuste de conduta.(Ver CÓDIGO FLORESTAL; e CONAMA)LEI(Ver CONJETURA, HIPÓTESE, LEI e TEORIA)LEI ALOMÉTRICA(Ver ALOMETRIA)LEI DA CONSTANTE DE EXTINÇÃO (ou LEI DE VAN VALEN)Lei empírica estabelecendo que para qualquer grupo de organismos relacionados quecompartilhem condições ecológicas comuns, há uma constante de probabilidade de extinção de qualquertaxon por unidade de tempo.LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS (-3/2)Refere-se, segundo os ecólogos vegetais, à relação entre os logaritmos da biomassa (ou da médiade peso (w)) e a densidade de uma população de plantas (d), com uma inclinação de aproximadamente -3/2. A equação representativa é:log w = logc - 3/2 log donde c é uma constante.Segundo seus introdutores, esta lei aplica-se às populações que, em crescimento, sofremraleamento (declínio progressivo na densidade ou “self-thinning”, em inglês). Esta inclinação de -3/2 naverdade indica que nesta população em crescimento e raleamento, a sua média de peso (ou biomassa)aumenta mais rápido do que sua densidade diminui.LEI DA TERMODINÂMICASao duas as leis da termodinâmica que se aplicam a diversos processos ou fenômenosecológicos. A primeira diz respeito à conservação da energia, ou seja, a energia não é criada nemdestruída; ocorrem transformações de uma forma de energia para outra forma. A segunda refere-se àtransferência espontânea de energia de um corpo mais “quente” para um mais “frio”, referindo-se tambémà eficiência, que não é de 100%, quando ela passa de uma forma para outra. Na transformação da energiasolar em energia química na cadeia alimentar e na transferência desta energia de um nível trófico paraoutro, observa-se a aplicação destas duas leis.(Ver FLUXO DE ENERGIA)LEI DA TOLERÂNCIALEI DA TOLERÂNCIA = LEI DE SHELFORDTodos os seres vivos têm um limite mínimo e um limite máximo ecológicos, entre os quais situa-se a sua faixa de tolerância às condições ambientais e onde se encontra também, o seu ótimo ecológico. Ográfico que segue representa os limites de tolerância e ótimos ecológicos de organismos esteno eeuritérmicos.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS149(Ver AMPLITUDE ECOLÓGICA)LEI DE HARDY-WEINBERG(Ver EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG)LEI DE LIEBIG(Ver LEI DO MÍNIMO)LEI DE SHELFORD(Ver LEI DA TOLERÂNCIA)LEI DO MÍNIMOLEI DO MÍNIMO = LEI DE LIEBIGO crescimento de um organismo está sempre dependente do nutriente que se apresenta naquantidade mínima disponível.Em condições estáveis, os elementos que mais se aproximam do mínimo crítico necessitado peloorganismo são os que tenderão a tornar-se os fatores limitantes ao crescimento desse organismo.Recomenda-se que este conceito se restrinja aos elementos químicos (oxigênio, fósforo,nitrogênio etc) necessários à fisiologia e reprodução dos organismos. Os outros fatores ambientais(temperatura, luz) devem ser incluídos no conceito de tolerância.(Ver FATOR LIMITANTE)LEITO FLUVIALCanal natural por onde flui um rio, em períodos normais. Seu “leito maior” diz respeito ao canalpor onde ele flui nos períodos de cheia e o “leito menor” ao canal ocupado no período de águas baixas.LENÇOL FREÁTICOLENÇOL FREÁTICO = ÁGUA SUBTERRÂNEAAcúmulo de água abaixo do solo propriamente dito (parte desintegrada) e geralmente sobrecamada de rocha subterrânea. Algumas plantas, como as do cerrado, lançam raízes que alcançam o lençolfreático, a mais de 15 m de profundidade.LENTICELATecido especial existente em algumas plantas, com estrutura e função apropriadas para a trocagasosa entre a planta e o meio. Ocorre em raízes tabulares (sapopemas) de algumas plantas terrestres enas raízes de plantas do mangue.LÊNTICORelativo às águas paradas (lagos, águas represadas em geral...). Os organismos que aí vivem sãochamados de lênticos.(Ver LÓTICO)LEPTOCÚRTICA, TRANSMISSÃO(Ver PARASITISMO)LEVEDURAFungo unicelular que se reproduz assexuadamente por brotamento. O Saccharomyces cerevisae,utilizado na fermentação do caldo de cana-de-açúcar (fabricação do álcool) e da cerveja, é uma levedura.A maioria dos levedos são do grupo dos ascomicetos; têm por habitat o solo.(Ver BOLOR; e DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS)estenotérmico estenotérmicoDesenvolvimento10 20 30 40Temperatura, em oCÓtimoecológicoeuritérmico
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS150LIANATrepadeira lenhosa. Planta (ou cipó) que se desenvolve, tendo geralmente uma árvore porsuporte de sustentação. É portanto, uma epífita.LIBERAÇÃO ECOLÓGICAProcesso ligado à expansão de habitat. Refere-se à observação de que em ilhas, normalmente hámenos espécies do que em áreas continentais comparáveis, embora essas espécies insulares tenham maiordensidade e se expandam em habitats que, no caso do continente, seriam preenchidos por outras espécies.Esses fenômenos são, no conjunto, denominados de liberação ecológica.LIEBIG(Ver LEI DO MÍNIMO)LIGNINACarboidrato complexo que se deposita na parede celular das plantas, constituindofundamentalmente a madeira das árvores e as fibras de muitas plantas. Cerca de 1/4 de toda a fitomassada biosfera é lignina.LIGNÍVOROLIGNÍVORO = XILÓFAGOSer que se alimenta de madeira; como o cupim.LIGNOCELULOSEForte ligação de lignina e celulose, bastante resistente à decomposição microbiana. O bagaço decana-de-açúcar é rico em lignocelulose.LIGNOLÍTICO (ou LIGNINOLÍTICO)Diz-se do processo em que enzimas específicas decompõem a lignina.(Ver ENZIMAS DO SOLO)LIMIAR DE AÇÃO DE CONTROLE (DE PRAGA)(Ver DANO ECONÔMICO)LIMITANTE(Ver FATOR LIMITANTE; e SIMILARIDADE LIMITANTE)LIMITE DE SIMILARIDADEAlguns ecólogos desenvolveram modelos que sugerem que existe um limite à similaridade entrecompetidores que coexistem. Numa das fórmulas sugeridas para representação desse limite, a condiçãoque mostra tal limite é: d/w>1, onde d é a distância (num gráfico representativo da utilização de recursos,como alimento, por exemplo) entre os picos de uso do recurso por cada espécie competidora e w é odesvio padrão (ou grosseiramente, “largura relativa”) das curvas de uso do recurso. Esta representaçãoseria muito simplória para uma universalidade desse limite de similaridade, admitem os autores.Um “ótimo de similaridade” também é uma expressão utilizada por alguns autores queconsideram ser este ponto importante, ou seja, é um nível de similaridade entre espécies competidorasque, se em excesso ou carência, prejudicará o “fitness” de uma dessas espécies.LIMITE DE TOLERÂNCIA(Ver AMPLITUDE ECOLÓGICA)LIMNÉTICO(Ver ZONA LIMNÉTICA)LIMNOCICLO(Ver BIOSFERA)LIMNOLOGIALiteralmente, limnologia (do grego “limnos” = lago e “logos” = estudo) é o estudo dos lagos.Genericamente a limnologia é o estudo dos ecossistemas não-marinhos, continentais ou epicontinentais,geralmente dulciaqüícolas (de água doce).O prefixo “limno” é aplicado a tudo que se refere a tais ambientes, como limnoplâncton,organismo limnético etc.LIMO(Ver TEXTURA DO SOLO)LINCOLN, ÍNDICE DE(Ver ÍNDICE DE LINCOLN (ou CAPTURA-MARCAÇÃO-RECAPTURA (MÉTODO DE))LINHAGEMLINHAGEM = CEPA = CLONEPopulação, de células, proveniente (descendente) de uma mesma (única) célula.Termo muito utilizado em microbiologia. Uma linhagem de bactéria isolada do solo, porexemplo, gera numa cultura em placa de Petri, uma colônia de células com reações metabólicas idênticas.(Ver CLONE; e CLONAGEM)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS151LIPOFÍLICOCom afinidade por gordura. Que se acumula nos tecidos adiposos.(Ver BIOMAGNIFICAÇÃO)LIPOSSOLÚVEL(Ver ORGANOCLORADO)LÍQUENAssociação mutualística entre alga e fungo. A alga fotossintetiza, produzindo carboidratos efixando N2; o fungo absorve água e supre a associação com nutrientes. Os líquens são populaçõespioneiras em rochas e minerais, participando do intemperismo e do processo de sucessão ecológica.Sua sensibilidade a poluentes atmosféricos permite seu uso como indicador ecológico nos locaissujeitos à poluição industrial (do ar), provavelmente porque o SO2 inibe o processo fotossintético noficobionte. De alguns líquens extraem-se certos medicamentos.LITORAL(Ver ESTIRÂNCIO; e APÊNDICE IV– ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)LITOSFERAPorção da crosta da Terra que compreende as camadas de rocha e solo. Junto com os corpos deágua forma a hidro-litosfera.LITÓTROFO(Ver QUIMIÓTROFO)LITOSEREDiz-se da “sere” cuja vegetação se desenvolve sobre rocha.(Ver OXISERE; PSAMOSERE; e XEROSERE)“LITTER”(Ver NECROMASSA)LIXÃODesignação geral de local onde é depositado todo o lixo de uma cidade, geralmente “a céuaberto”.(Ver ATERRO SANITÁRIO)LIXIVIAÇÃOUm tipo de lavagem do solo ocasionada geralmente pela chuva. Neste processo os nutrientespercolam no solo, indo para profundidades maiores, podendo ou não serem reutilizados pelas plantas.O processo de lixiviação empobrece o solo, carregando nutrientes e microrganismos importantesà vida das plantas.(Ver BIOLIXIVIAÇÃO; EROSÃO; e “RUNOFF”)LODO ATIVADOFloculação que comumente ocorre em efluentes ou em água parada, onde o O2 dissolvidopermite a proliferação de bactérias como a zooglea e outros organismos, principalmente protozoários.(Ver ZOOGLEA)LOGÍSTICA(Ver EQUAÇÃO LOGÍSTICA)LÓTICORelativo às águas correntes (rios, riachos, córregos, corredeiras, cachoeiras...). Os organismosque aí vivem são chamados de lóticos.(Ver LÊNTICO)LOTKA-VOLTERRA(Ver MODELO DE LOTKA-VOLTERRA)LUVISSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS152
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS153MMAC(Ver METABOLISMO ÁCIDO DAS CRASSULÁCEAS)MaCARTHUR E WILSON(Ver TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS)MACEIÓAjuntamento de água no litoral, causado pelas marés altas, adicionado de água de chuva.(Ver LAGUNA)MACROARTRÓPODODenominação dada a diversas espécies de animais, alguns deles vivendo na necromassaacumulada sobre o solo, pertencentes a diversas ordens (Isopoda).MACROBIOTA(Ver BIOTA)MACROCLIMAO clima de uma região ampla, em oposição ao microclima. As condições climáticas de umecossistema ou de um bioma.(Ver MICROCLIMA)MACROCONSUMIDOROrganismo heterotrófico, em especial um animal, que se alimenta de outros organismos, vivos.(Ver CADEIA ALIMENTAR)MACROFAUNA(Ver MESOFAUNA)MACRÓFITAS (AQUÁTICAS)Admitem-se estas plantas como, evolutivamente, retornadas do ambiente terrestre para oaquático, apresentando portanto ainda, algumas características dos vegetais superiores terrestres (cutículafina, estômatos quase sempre não-funcionais). Mencionam-se os seguintes grupos ecológicos demacrófitas (com alguns exemplos de gêneros): 1) Aquáticas submersas: enraizadas no sedimento e comfolhas acima da superfície da água (Typha, Pontederia...); 2) Aquáticas com folhas flutuantes: enraizadasno sedimento e com folhas flutuando na superfície (Nymphaea, Victoria...); 3) Aquáticas submersasenraizadas: raízes fixas no sedimento e folhas submersas (Elodea, Potamogeton...); 4) Aquáticassubmersas livres: rizóides pouco desenvolvidos, flutuantes submersas (em locais sem turbulência)(Urticularia...); 5) Aquáticas flutuantes: flutuando na superfície da água (Eicchornia, Salvinia...).MACROFITÓFAGO(Ver FITÓFAGO)MACRONUTRIENTES(Ver NUTRIENTES)MACROPARASITAParasita, macroscópico, que se desenvolve no hospedeiro, multiplicando-se através de estádiosinfectivos que, após liberados do organismo do hospedeiro, infecta novo hospedeiro. Incluem-se aqui oshelmintos (ou vermes) que infestam o aparelho digestivo de animais, assim como pulgas, piolhos,carrapatos e até mesmo fungos, que atacam animais. Há também os macroparasitas de plantas, comocertos fungos e plantas que parasitam outras plantas.MAGNIFICAÇÃO BIOLÓGICA(Ver BIOMAGNIFICAÇÃO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS154MALATION(Ver ORGANOFOSFORADO)MALEVOLÊNCIA(Ver ALTRUÍSMO e EGOÍSMO (ou MALEVOLÊNCIA))MANANCIALÁgua (de rio, lago, nascente, lençol freático) utilizada para consumo humano.MANCHAS (ou SÍTIOS)(Ver REFÚGIOS)MANEJO AMBIENTALManipulação pelo homem, dos recursos naturais renováveis, aplicando princípios ecológicos erespeitando as características florísticas, faunísticas, edáficas e de suas fontes de água, garantindo assimsua perpetuidade.À manipulação da parte viva, exclusivamente, dá-se o nome de “manejo biológico”.MANEJO BIOLÓGICO(Ver MANEJO AMBIENTAL)MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS(Ver MIP)MANEJO SUSTENTADOMANEJO SUSTENTADO = MANEJO SUSTENTÁVELRefere-se, geralmente, ao sistema de exploração de madeira numa floresta natural, onde sãoretiradas algumas árvores em “ponto ideal de abate” e esse trecho desbastado é deixado para que seregenere naturalmente.(Ver DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL)MANEJO SUSTENTÁVEL(Ver MANEJO SUSTENTADO)MANGUEMANGUE = MANGUEZALCARACTERÍSTICA DUNA MANGUEArgila (%) --- 18Limo (%) --- 35Areia fina (%) 100 42Areia grossa (%) --- ---pH 7,3 4,85C : N 8 27,4C (g/100 g) 0,08 12,6Ca 0,68 10,09Mg 0,71 5,75K 0,41 3,38S (e.mg) 2,8 109,22PO4 0,09 0,7A denominação mangue, refere-seespecificamente a cada uma das árvores típicas doecossistema de manguezal que ocorre no litoral, restritoao alcance das marés alta e baixa, formado no estuáriode um rio, na conjunção deste com o mar. Porém, otermo mangue tem sido usado indistintamente demanguezal. Espécies vegetais típicas: mangue-vermelho, Rhizophora mangle, formando grandes raízesescoras arqueadas (ver na foto ao lado) cujos frutosapresentam viviparidade (a semente germina quandoainda no fruto); mangue- branco, Lagunculariaracemosa, distinguindo-se pelos pecíolos vermelhos;mangue- siriúba, Avicennia sp. As maiores “florestas demangue” ocorrem na Malásia, Índia, Brasil, Venezuela,Nigéria e Senegal. No Brasil estima-se que osmanguezais ocupam cerca de 25.000 km2.As características dos solos de mangue e dunaestão representadas comparativamente no quadroseguinte (LAMBERTI, 1969):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS155MANGUEZAL(Ver MANGUE)MANTA HÚMICA(Ver NECROMASSA)MARCAÇÃO-RECAPTURA, MÉTODO DENesta denominação, está implícito no termo “recaptura” que o método poderia ser tambémchamado de “captura-marcação-recaptura”. Este é um método utilizado para se estimar o tamanho de umapopulação animal. Capturam-se alguns animais, que são marcados ou etiquetados e depois são soltos.Após um determinado tempo (suficiente para que se recuperem de qualquer trauma sofrido com acaptura), são recapturados. Exemplo, de acordo com RICKLEFS (2007): 20 peixes são capturados numpequeno lago com população de N peixes de certa espécie e são marcados (M) com etiquetas de fácilvisualização. A proporção de peixes marcados para não-marcados no lago é M/N. Após os peixesmarcados terem se dispersado na população, qualquer amostragem posterior feita, deve incluir indivíduosmarcados nessa proporção M/N. Suponhamos que após alguns dias, capturemos 50 peixes, tendo 6 deles aetiqueta que neles colocamos. O número de recapturas, tido como x, na segunda amostragem, é o produtodo tamanho dessa amostra (n) vezes a proporção de indivíduos marcados, na população, ou seja: x =nM/N. O rearranjo desta equação nos forneceria o elemento que falta, ou seja, o tamanho da população: N= nM/x. No nosso exemplo seria então: N = 50(20)/6 = 167.(Ver ÍNDICE DE LINCOLN (ou CAPTURA-MARCAÇÃO-RECAPTURA, MÉTODO DE)MARÉ, POÇA(Ver POÇA DE MARÉ)MARÉ ALTA(Ver PREAMAR)MARÉ BAIXA(Ver BAIXA-MAR)MARÉ DE SIZÍGIAMaré de grande amplitude, que se segue ao dia de lua cheia ou de lua nova.MARÉ VERMELHAFenômeno causado esporadicamente no mar por dinoflagelados principalmente, cujas toxinasconduzem à morte de peixes e outros animais. A denominação “paralisia por envenamento commoluscos” refere-se à ingestão desse animal, que tenha sido contaminado pelas toxinas de dinoflageladosassociados à maré vermelha.(Ver “BLOOM”)MARGINAL(Ver TEOREMA DO VALOR MARGINAL)MARICULTURA(Ver AQÜICULTURA)MASSAPÊTipo de solo, comum no recôncavo baiano e em alguns outros locais do litoral nordestino, deconstituição argilosa, ocorrendo calcário e acúmulo de matéria orgânica, bastante fértil e por isso muitoutilizado para o cultivo da cana-de-açúcar.MATADesignação genérica, dada a toda cobertura vegetal com predominância de árvores. Quando avegetação é homogênea (uma só espécie), fala-se especificamente o nome de seu componente dominante;ex.: mata de eucalipto, mata de pinheiro etc. Em alguns ecossistemas utiliza-se este termo para definir suacaracterística principal; ex.: mata de cipó, como a encontrada em área próxima do rio Tocantins, naamazônia.(Ver MATA ÚMIDA)MATA ATLÂNTICAMATA ATLÂNTICA = FLORESTA LATIFOLIADA TROPICAL ÚMIDA DA ENCOSTAEcossistema que ocupa as encostas voltadas para o mar, estendendo-se do litoral do Rio Grandedo Norte ao do Rio Grande do Sul, beneficiando-se das influências climáticas do oceano Atlântico, daíseu nome. Segundo vários autores, é tão rica em espécies vegetais quanto a amazônica, embora suasárvores sejam um pouco mais baixas (20 ou 30 m). Segundo informações da Fundação SOS MataAtlântica, em 1 ha dessa mata, no estado do Espírito Santo (Estação Biológica de Sta. Lúcia), foramencontradas 476 espécies arbóreas, pertencentes a 178 gêneros e 66 famílias; sendo este o recorde debiodiversidade de árvores de florestas do mundo.As fotos que seguem (de documento sobre a Mata Atlântica, sem dados da publicação) ilustramtrecho de mata atlântica e animal típico, endêmico deste bioma, o guariba ou barbado (Alouatta fusca):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS156Espécies vegetais típicas: jacarandá, Dalbergia nigra; peroba, Aspidosperma sp; jatobá,Hymenaea sp; vinhático, Plathymenio reticulata; cupiúba, Tapirira guianensis; massaranduba, Manilkarasalzmanii e outras. Entre os animais, destacam-se as espécies dos seis gêneros de primatas originários damata atlântica (Callithrix, Leontopithecus, Callicebus, Cebus, Alouatta e Brachyteles).MATACÃO(Ver TEXTURA DO SOLO)MATA CILIARMATA CILIAR = MATA DE GALERIAMata que margeia rio, riacho ou córrego, beneficiando-se da disponibilidade de água e nutrientesque se acumulam nas margens. Reciprocamente, a mata ciliar beneficia o curso d’água que margeia,protegendo as margens contra erosão, evitando assoreamento.MATA DE ARAUCÁRIA(Ver FLORESTA ACICULIFOLIADA)MATA DE GALERIA(Ver MATA CILIAR)MATAS SERRANASEcossistemas comumente encontrados em regiões onde se faz sentir o efeito da altitude,commaior umidade e temperatura mais amena, apresentando, no estado da Paraíba, algumas espécies vegetaisda mata úmida e, em certos locais, espécies da caatinga. Exemplos: violeta, Dalbergia cearensis; paud’óleo, Copaifera nitida; paraíba ou simaruba, Simarouba amara, entre outras.MATA ÚMIDADesignação geral para os ecossistemas com vegetação densa, encontrados no litoral (mataatlântica) e no brejo paraibano. Tem sido bastante destruída, cedendo hoje lugar a cultivos como o dacana-de-açúcar.Na mata úmida ocorriam em abundância: louro, Ocotea glomerata; jatobá, Hymenaea martiana;sucupira, Bowdichia virgilioides; e o quase extinto pau-brasil, Caesalpinia echinata.MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO(Ver M.O.S.)MATÉRIA SECARefere-se, geralmente, à matéria orgânica desprovida de água. É obtida por secagem do materialfresco, seco em estufa a 105°C.MATODesignação genérica, dada a praticamente qualquer tipo de área com cobertura vegetal natural.Na região nordeste do Brasil tem certa conotação pejorativa, como por exemplo nas expressões “morar nomato” (viver à parte do mundo civilizado), estar “coberto ou tomado pelo mato” (desprezado,abandonado) ou “jogar no mato” (jogar no lixo, desejando-se descartar-se de algum objeto).MATRIZ DE HORNMatriz de probabilidades de reposição (“replacement”, em inglês) num ecossistema florestal,proposta por H.S.Horn. O quadro que segue ilustra, simplificadamente, esta matriz, de acordo comBEGON et al. (1990):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS157OCUPANTE ATUAL OCUPANTE (50 ANOS EM DIANTE)Bétula cinza Goma-preta Bordo vermelho FaiaBétula cinza 0,05 0,36 0,50 0,09Goma-preta 0,01 0,57 0,25 0,17Bordo vermelho 0,0 0,14 0,55 0,31Faia 0,0 0,01 0,03 0,96Obs.:a) O bordo vermelho dominará rapidamente, enquanto a bétula cinza desaparecerá.b) A faia aumentará vagarosamente, predominando posteriormente, enquanto goma-preta e bordovermelho persistirão com abundância baixa.c) Em resumo, há 5% de chance de que um local presentemente ocupado por bétula cinzapermanecerá assim nos próximos 50 anos; 36% de chance de que goma-preta a substituirá, 50% de queseja o bordo vermelho e apenas 9% de que seja faia.MATRIZ DE INTERAÇÃOUm método básico de avaliação de impacto ambiental em que se elabora uma matriz queapresenta num dos eixos os fatores ambientais e no outro as ações referentes a um determinado projeto.Na interseção das linhas e colunas são assinalados os prováveis impactos de cada ação. É uma visão doconjunto dos impactos previstos.MEANDROSMEANDROS = “ALTWASSER” = LAGOS DE FERRADURA, DE MEANDRO ouCRESCENTE = “OXBOW LAKES” = RIOS MEÂNDRICOSSão tidos como meandros as modificações de reestruturação dos leitos dos rios, em decorrênciaprincipalmente da redução do seu fluxo. A diminuição da velocidade da água ou da declividade,proporciona acúmulo de sedimento, podendo ocorrer erosão lateral com formação de vales e/ou várzeas.As sinuosidades acentuadas de alguns rios, ou “meandros divagantes”, podem levar à formação de lagosperiféricos ou de lagos em forma de ferradura (ou de cangalho, conforme a tradução literal de “oxbowlake”, expressão inglesa).MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPOConhecido também como MDL, foi concebido pelo Protocolo de Quioto (ou Kyoto) paraauxiliar no processo de redução de emissões de CO2 por parte dos países signatários (países do Anexo I).Consiste na negociação num mercado mundial do CO2 retirado ou não-emitido por um país emdesenvolvimento. O MDL fundamenta-se em fontes renováveis e alternativas de energia, eficiência econservação de energia ou reflorestamento.(Ver PROTOCOLO DE QUIOTO (ou KYOTO))MECANISMOS DE ISOLAMENTO (INTRÍNSECO e EXTRÍNSECO)(Ver SIMPATRIA)MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIA DE DNA(Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA)MEDIDAS CORRETIVASMedidas que devem ser tomadas para eliminar um agente causador de impacto (um poluente ouum agente de degradação) num determinado ambiente. Elas são muito comuns nos relatórios de impactoambiental.MEDIDAS MITIGADORASMedidas destinadas a amenizar impacto ambiental ou para prevení-lo.“mega-”Prefixo de origem grega significando “grande; maior do que o comum”. É representadomatematicamente pr 1 X 106, como por exemplo o megagrama (ou Mg) = 1.000.000 g = 1.000 kg ou 1tonelada (métrica). O megagrama é portanto, a nova denominação da tonelada no sistema SI.MEGAFAUNA(Ver MESOFAUNA)MEIA-VIDARefere-se especificamente à atividade de material radioativo, ou seja, um nuclídeo radioativo quese reduz à metade num determinado tempo. O carbono radioativo ou C14leva 5.740 anos para se reduzir àmetade, ou seja, nesse tempo metade dele se transforma em C12. Este elemento tem sido utilizado nadatação de fósseis.MEIO AMBIENTEReunião do ambiente físico e seus componentes bióticos.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS158A expressão “meio ambiente” é considerada por alguns autores como dúbia e pleonástica e comotal, inclui dimensões muito amplas com conotações econômicas, sócio-culturais e de segurança, inerentesao ambiente humano.MELANISMO / MELANÍSTICOAumento na intensidade de pigmentação de cor negra ou escura, num organismo, grupo oupopulação. A poluição industrial poderá gerar um aumento na freqüência de organismos melânicos emhabitats sujeitos às influências de tal atividade antrópica; chamando-se isso de melanismo industrial. Otermo melanístico é uma adjetivação de melanismo.MERDÍVORO(Ver COPRÓFAGO)“mero-”Prefixo de origem grega significando “parte; em parte; incompleto”. Ex.: meroneuston(organismo que vive parte do seu ciclo vital no neuston); meroparasita (um parasita parcial ou facultativoque pode viver na ausência do hospedeiro); meropelágico (que é membro temporário da comunidadepelágica); meroplâncton (temporariamente da comunidade planctônica).MEROMÍTICOS, LAGOSSão lagos cuja circulação não alcança toda a coluna d’água. Diz-se que o lago meromítico estápermanentemente estratificado devido à presença de um gradiente de densidade (picnoclino), resultanteda estratificação química.(Ver HOLOMÍTICOS, LAGOS)“meso-”Prefixo de origem grega significando “meio; intermediário”. Há muitos verbetes neste glossárioque se iniciam por este sufixo. Além dos verbetes que figuram neste glossário, eis alguns outrosexemplos: metalófita (planta que medra em ambientes onde o substrato contém níves elevados de metais);metatrófico (é um organismo que utiliza nutrientes orgânicos como fontes de carbono e nitrogênio);metanímico (é o que pertence a um riacho (córrego) temporário); metabiose (é uma simbiose entre doisorganismos, um dos quais habita um ambiente preparado pelo outro).MESOFAUNAMesofauna ou macrofauna é a fauna composta por organismos medindo entre 0,5 m e 2,5 m.Com relação aos invertebrados do solo, alguns autores chamam de mesofauna ou macrofauna,aqueles animais medindo entre 2 mm e 20 mm de largura do corpo e de megafauna, os animais comlargura superior a 20 mm.MESÓFILOTermo geralmente aplicado para definir microrganismos cuja temperatura ótima para seucrescimento está entre 25°C e 37°C; muitos deles podem viver entre 0°C e 40°C. Usa-se também adenominação mesofílico, significando o organismo que vive em condições ambientais moderadas.Mesófilo é também, em ecologia vegetal, uma classe de tamanho de folhas (de 2025 a 18.225 mm2deárea foliar) na classificação de Raunkiaer.MESÓFITAPlanta que vive num habitat onde as condições de umidade e aeração permanecem entre osextremos (de escassez ou de excesso).MESOPELÁGICO(Ver ZONA MESOPELÁGICA)MESOSFERACamada da esfera do planeta Terra situada entre 40 e 80km de altitude. Segue-se a mesopausa(80 a 90km).MESOTRÓFICO, LAGOLago com características intermediárias entre o eutrófico e o oligotrófico.(Ver EUTRÓFICO; e OLIGOTRÓFICO)“meta-”Prefixo de origem grega significando “médio”, mas na maioria das palavras a que antecede, eleexpressa noção de “compartilhar; ação em comum; seguir; questionar; mudar (de lugar, condição, ordemou natureza)”. Além dos termos que seguem, das áreas de ecologia e ciências ambientais, este prefixo teminúmeras outras ocorrências, como por exemplo: metafisiologia (sugerido por G.H. Lewes, significandouma doutrina de vida e fenômenos vitais que se baseariam em princípios, fora de e mais elevados do queos da fisiologia e do organismo material); metaquímica (a química do supersensível); metafísica (algunsconsideram uma analogia à alusão daquilo que transcende o físico); e muitos outros. Este prefixo nãodeve ser confundido com o termo da química relacionado a compostos de carbono.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS159METABOLISMOO conjunto de todas as reações químicas que ocorrem no interior de uma célula ou de umorganismo. Dá-se o nome de metabólito ao composto sintetizado no metabolismo.(Ver ANABOLISMO; e CATABOLISMO)METABOLISMO ÁCIDO DAS CRASSULÁCEAS – MACPlantas (das famílias Crassulaceae e Bromeliaceae), epífitas geralmente, que evitam abrir osestômatos durante o dia para absorver o CO2 (quando a umidade do ar é baixa e a perda d’água seriagrande) e só o fazem durante a noite. O CO2 absorvido é transformado em malato (processo decarboxilação, por ação de enzimas) e durante o dia, na presença de luz, ocorre a descarboxilação (tambémpor enzimas) liberando o CO2, podendo a planta assim continuar o processo fotossintético.METABÓLITOSubstância produzida por um organismo a partir de processos metabólicos.Fala-se em metabólito primário, produzido e utilizado pelo próprio organismo e em metabólitosecundário, produzido pelo organismo mas que não é por ele utilizado diretamente.(Ver DEFESA QUÍMICA)METAGENÔMICA, ANÁLISESistema de análise introduzido em microbiologia na década de 1990, em que se efetua análisegenômica de uma população ou de comunidades de microrganismos existentes num determinadocompartimento do ambiente, por exemplo, no solo, evitando o processo de cultivo de microrganismos, emque nem todo microrganismo pode ser cultivado. O termo análise “metagenômica” foi cunhado paradesignar o sentido de análise de um conjunto de componentes similares mas não idênticos, de um certocompartimento do ambiente. O processo da análise metagenômica envolve o isolamento de DNA de umaamostra do ambiente (por exemplo, uma amostra de solo, como um todo) gerando DNA genômicoheterólogo, clonagem de DNA num vetor apropriado (Escherichia coli, DH10B), transformação dosclones numa bactéria hospedeira e “screening” dos transformantes resultantes (como por exemplo, o“screening” de marcadores filogenéticos ou “âncoras”, tais como o 16S rRNA e o recA.Vários trabalhos com tal análise metagenômica funcional têm sido realizados para identificarnovos antibióticos e genes de resistência a antibióticos, além de transportadores e enzimas degradadoras.A biblioteca de DNA de solo, obtida por exemplo nos E.U.A., conseguiu apenas 29 clones queexpressavam uma certa atividade (hemolítica) dos 25.000 clones isolados. Dificuldades e desafios aindasão muitos, conforme descritos em revisão de HANDELSMAN (2004).METAHEMOGLOBINEMIAMETAHEMOGLOBINEMIA = METEMOGLOBINEMIAProblema causado geralmente em mamíferos (inclusive no ser humano e principalmente emcrianças) pela ingestão de nitratos, que no sangue, impedem a hemoglobina de absorver oxigênio,asfixiando o indivíduo. Alta concentração de nitratos ou nitritos no alimento podem causar este problema.(Ver NITROSAMINAS)METALIMNIOCamada ou zona de profundidade aquática, com temperatura rapidamente mutável; segue, emdireção ao fundo, ao hipolimnio (ver figura no verbete EUTRÓFICO).METAL PESADOElemento químico, de peso atômico elevado, geralmente tóxico aos seres vivos e por issoconsiderado poluente. Entre os principais elementos metálicos encontrados em muitos efluentes,destacam-se: Sn, Pb, Hg, Cu, Cd, Cr, Co, As, Zn, Sb, Ce e Bi. Observe-se que o termo é muito amplo epor isso são aqui incluídos o arsênio, assim como alguns também incluem o berilo (Be) e o selênio (Se),que não são metais.METAMÓRFICAS, ROCHAS(Ver ROCHAS)METANO (CH4)Gás, inflamável, que participa ativamente do efeito estufa. Emana de diversas fontes, sendo asprincipais: lodo, regiões pantanosas (mangues, brejos, arrozais ...), estômago dos ruminantes, flatulênciade diversos animais (incluindo-se o ser humano). Estima-se que somente dos arrozais emanam 20% demetano do total mundial (que é estimado em ±520 Tg de CH4/ano.(Ver EFEITO ESTUFA e RUMINANTES)METANOGÊNESEProcesso de produção de metano (CH4) efetuado por grupo altamente especializado de bactériasanaeróbias obrigatórias (metanógeno), usando CO2 como aceptor terminal de eletron, convertendo-o aCH4, pela seguinte reação: 4H2 + CO2 → CH4 + 2H2O. Algumas outras substâncias também servem desubstrato a tais bactérias, como o metanol, formato, metilcarptan, acetato e metilaminas. O metanoemanado de sedimentos pantanosos é conhecido como “gás de pântano”.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS160(Ver METILÓTROFO; e METANÓTROFO)METANÓGENO(Ver METANOGÊNESE)METANÓTROFOBactéria aeróbia, que vive no solo ou na água, oxidando o metano e compostos de carbono (maisoxidados), possuidores de um só átomo de C. Possui uma enzima específica chamadametanomonoxigenase.(Ver METILÓTROFO)METAPOPULAÇÕESSão populações que por processos de migração (e colonização em novas áreas) dividiram-se emsubpopulações, formando “mosaicos” de ocupação em determinada área. Algumas dessas subpopulaçõesmantêm certas interações entre si, tornando-se portanto, menos frágeis ou suscetíveis ao desaparecimentodo que aquelas que têm baixa taxa de migração.METAZOOPLÂNCTON(Ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO)METEMOGLOBINEMIA(Ver METAHEMOGLOBINEMIA)METILMERCÚRIO(Ver MINAMATA; POLUENTE SECUNDÁRIO; e SINERGISMO)METILÓTROFOBactéria que utiliza como fonte de carbono, um composto orgânico cuja estrutura ostenta um sóátomo de carbono. Ex.: metano (CH4), metanol (CH3OH), metilamina (CH3NH2), dimetilamina((CH3)2NH), formato (HCOO-), monóxido de carbono (CO) e outros.Muitos metilótrofos são também metanótrofos.(Ver METANÓTROFO)MICELAUnidade (em química e biologia) composta por moléculas complexas, formando colóide, quepode mudar de tamanho sem alterar sua estrutura química. Os polissacarídios que constituem a celulose,por exemplo, formam micelas na parede celular, arranjando-se em estruturas maiores, as microfibrilas (10a 20 micelas).MICÉLIOTalo dos fungos, formado pelas hifas (filamentos).MICOBIONTEFungo. No líquen ocorre um mutualismo entre um micobionte (um fungo) e um ficobionte (umaalga).MICÓFAGOQue se alimenta de fungos.(Ver FICÓFAGO)MICOPLÂNCTON(Ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO)MICORRIZAMICORRIZA = FUNGO MICORRÍZICOInteração entre fungo e raiz de planta, formando um mutualismo (ou simbiose) benéfico a ambosesses organismos. Esta simbiose diz-se ser uma micotrofia. O fungo micorrízico, ligando-se às raízes daplanta, aumenta a superfície de absorção desta, ajudando no seu desenvolvimento, ao tempo em querecebe carboidratos da planta.Em termos morfológico e anatômico as micorrizas são dos tipos: ectomicorrizas, endomicorrizase ectendomicorrizas (ou ectoendomicorrizas), além de outros subtipos: orquidáceas, ericáceas earbutáceas.(Ver ECTOMICORRIZA; e ENDOMICORRIZA)“micro-”Prefixo de origem grega significando “pequeno; curto”. No sistema SI é 10-6m (milionésimaparte do metro ou milésima parte do milímetro, cuja unidade é representada atualmente por μm (=micrômetro). Muitos termos contêm este prefixo, apresentados neste glossário.MICROAMBIENTE(Ver MICROHABITAT)MICROARTRÓPODODenominação dada a diversos animais, muitos deles vivendo na necromassa acumulada sobre osolo, pertencentes a diversas ordens (Collembola, Acarina, Diplura, Thysanura, Protura, Symphyla,
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS161Pauropoda, Tardigrada...). Algumas espécies destas ordens, são componentes mais da meso e macrofaunado que da microfauna.MICROBACIA HIDROGRÁFICAÉ conceituado como uma área compreendida entre um fundo de vale (rio, riacho, várzeas) e osespigões (divisor de água) que delimitam os pontos dos quais toda a água das chuvas escorre para essefundo de vale. As microbacias se iniciam na nascente dos pequenos cursos d’água, ligando-se às outrasaté constituirem a bacia hidrográfica de um rio de grande porte.MICROBIOLOGIA AMBIENTAL(Ver ECOLOGIA MICROBIANA)MICROBIOTA(Ver BIOTA)MICROBÍVOROAnimal que se alimenta de componentes da microbiota.(Ver ZOÓFAGO)MICROCLIMAO clima de uma área muito pequena ou particularmente de uma parte pequena e definida de umdeterminado habitat.(Ver MACROCLIMA)MICROCONSUMIDOR(Ver DECOMPOSITOR)MICROFAUNA(Ver BIOTA)MICROFITÓFAGO(Ver FITÓFAGO)MICROFLORA(Ver BIOTA)MICROHABITATMICROHABITAT = MICROAMBIENTERefere-se ao habitat diminuto no qual vive um organismo ou uma população. Alguns autoresreservam este termo quando desejam referir-se ao habitat microbiano e neste caso, chamam-no tambémde microambiente. É muito comum dizer-se que os microrganismos exercem atividade diversa conformeas diferenças de microhabitat existentes num ecossistema.(Ver FITOTELMOS)MICRONUTRIENTES(Ver NUTRIENTES)MICROPARASITAParasita, de dimensões minúsculas, que se multiplica dentro da célula do hospedeiro. Estão aquiincluídas as bactérias, vírus e alguns protozoários. Há também os microparasitas de plantas (bactérias enematódeos, por exemplo).(Ver MACROPARASITA)MICRORGANISMO(Ver DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS)MICROTOPOGRAFIARefere-se às variações de altura ou irregularidades ou aspereza de um terreno (ou local) emescala muito pequena, no nível de organismo.MIGRAÇÃO e COMPORTAMENTO MIGRATÓRIODeslocamento periódico e com retorno, de alguns animais, feito geralmente com o propósito deprocriar. As espécies que migram e retornam diversas vezes durante o seu ciclo de vida, orientam-se nãosomente pelo geomagnetismo e/ou “informação do sol e das estrelas, como também pelo aprendizado darota de migração”. Há evidências de que diversos insetos, peixes, uma espécie de salamandra, certasespécies de bactérias e aves, são capazes de deduzir informação direcional a partir do fraco campomagnético da Terra. As espécies que fazem somente uma viagem de retorno, têm grande capacidade depercepção olfativa e/ou de memorização topográfica. Há indícios de que a enguia européia (Anguillaanguilla) e a americana (A. rostrata) têm, por exemplo, sensibilidade olfativa a duas ou três moléculas doálcool β-fenil etílico. Há também evidências de que o salmão (fase de ovo e juvenil na água doce e deadulto no mar), retornando ao local anterior para a desova, relembra os odores ao longo desse trajeto.Uma certa espécie de andorinha do Ártico (Sterna paradisaea) desloca-se do Ártico às geleirasda Antártica, anualmente, num percurso de 16.100 km (ou o dobro de ida-e-volta), alimentando-sedurante essa viagem, ao contrário de outras espécies.(Ver DISPERSÃO DA POPULAÇÃO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS162MILIEQUIVALENTE / MILIEQUIVALÊNCIA(Ver CTC - CAPACIDADE DE TROCA CATIÔNICA)MIMETISMOFenômeno, comum no reino animal, em que uma determinada espécie mimetiza (imita) umorganismo que possa parecer aos predadores não-palatável ou indesejável (venenosa, por exemplo).Aplica-se também este termo para definir o fenômeno em que diversos animais tomam a cor dos objetosdo meio em que vivem, embora para esta característica o termo mais apropriado seja camuflagem.(Ver APOSEMATISMO; CAMUFLAGEM; e CRÍPTICO)MIMETISMO MÜLLERIANO (ou de MÜLLER)Semelhança mútua entre duas ou mais espécies marcantemente não-palatáveis, que funcionacomo defesa contra predadores.(Ver APOSEMATISMO; CAMUFLAGEM; e CRÍPTICO)MINAMATA (ou DOENÇA DE MINAMATA)Minamata é uma cidade da costa oeste da ilha de Kyushu, no Japão, onde entre 1953 e 1956ocorreram 43 mortes de pessoas e dezenas foram seriamente afetadas por um envenenamento commetilmercúrio (C2H6Hg). Alguns ambientalistas estimam que centenas de pessoas, na verdade, morreramem decorrência desse “acidente” ou desastre.(Ver POLUENTE SECUNDÁRIO e SINERGISMO)MINERALIZAÇÃOFase da biogeociclagem em que há conversão da forma orgânica de um elemento (nutriente) paraa forma inorgânica. Nesta fase da biogeociclagem, que segue à imobilização, o elemento é liberado para oambiente (solo ou água) após a morte das células microbianas.(Ver IMOBILIZAÇÃO)MIP − MANEJO INTEGRADO DE PRAGASAção integrada de agrotóxicos e controle biológico, combinando aspectos de natureza econômicae princípios ecológicos, aplicada na defesa de lavouras e de pastagens destinadas a animais.“mirmeco-”Prefixo de origem grega significando “formiga”. Ex.: mirmecófago (organismo que se alimentade formigas, ou cupins; o nosso tamanduá-bandeira incorpora ao seu nome científico, este prefixo:Myrmecophaga tridactyla); mirmecófilo (aquele que vive em associação com formigas, podendosignificar também aquele que vive parte do seu ciclo vital em ninhos de formiga ou de cupim; uma plantamirmecófita é aquela que abriga formigas ou cupins em estruturas especializadas ou que mantém umainterdependência com esses insetos, como por exemplo as formigas do gênero Azteca e a embaúba,Cecropia spp)“-mítico”Sufixo de origem grega significando “circulação de água”. Ainda se encontra a grafia “míctico”.(Ver HOLOMÍTICOS, LAGOS; e MEROMÍTICOS, LAGOS)MITIGAÇÃO DO CARBONO(Ver INICIATIVA PARA MITIGAÇÃO DO CARBONO)MIXÓTROFOBactéria que é capaz de assimilar compostos orgânicos como fontes de carbono, obtendosimultâneamente energia a partir da oxidação de compostos inorgânicos. É por isso também chamada deheterótrofo-litótrofo.MODELO BIOLÓGICOFormulação, que representa um fenômeno do mundo real e por meio do qual podem ser feitasprevisões. Ex.: uma formulação matemática que represente mudanças numéricas que ocorram empopulações de insetos e que por meio desses números se possa prognosticar a que ponto atingirá apopulação, no tempo; esta formulação poderá ser considerada como um útil modelo biológico.MODELO CONTROLADO-PELO-DOADORModelo sugerido por S.L.Pimm (em 1982), fundamentado nas observações sobre as relaçõesentre detritívoros e decompositores, em que é mostrado que o doador (a presa) controla a densidade doreceptor (o predador). A dinâmica deste modelo difere, em várias maneiras, do modelo de Lotka-Volterradas interações predador-presa. No modelo controlado-pelo-doador, por exemplo, a dinâmica de interaçãoé particularmente estável e que esta, na verdade, aumenta com o aumento na diversidade de espécies e dacomplexidade da teia alimentar (um contraste com o modelo de Lotka-Volterra).MODELO DE LOTKA-VOLTERRAModelo desenvolvido a partir das conceituações de A.J.Lotka e V.Volterra. Refere-se àcompetição interespecífica como uma extensão da equação logística, esclarecendo sobre os fatores quedeterminam o efeito da interação competitiva.A equação logística é representada por:
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS163dN/dt = rN (K – N)/K, onde K = capacidade de suporte; N = tamanho da população; r = taxaintrínseca de crescimento da população.A base do modelo de Lotka-Volterra é a substituição do termo responsável pela incorporação dacompetição intraespecífica (a expressão que está entre parênteses) por um termo que incorpore ambas ascompetições (intra e interespecífica).MODELOS NEUTROSTipo de modelos em que, à semelhança da comprovação da “hipótese nula” da estatística, osdados sobre competição interespecífica (a mais usualmente testada) são rearranjados procurando-seobservar o que aconteceria na ausência desta interação competitiva. Portanto, se os dados reais mostramuma diferença estatística significativa da hipótese nula, esta é então rejeitada e a ação do fenômeno sobinvestigação é fortemente inferida (ou comprovada).MODULAR(Ver ORGANISMOS UNITÁRIO e MODULAR)MOFO(Ver BOLOR)MONÇÃOVento periódico típico do sul e do sudeste da Ásia, soprando no verão do mar para o continente(monção marítima) e no inverno soprando do continente para o mar (monção continental).“MONERA”(Ver REINO)MONITORAMENTO (ou MONITORAÇÃO ou MONITORIZAÇÃO)Acompanhamento das reações de certos fatores ecológicos, feito através de medições ouobservações contínuas dos parâmetros ambientais que indicam a dinâmica de tais fatores.MONOCLÍMAX(Ver TEORIAS MONO E POLICLÍMAX)MONOCULTURASistema de cultivo em que é utilizada uma só espécie vegetal, apresentando portantodesvantagens, em termos ecológicos, por sua susceptibilidade a pragas, doenças e, em certos tipos, porcausar problemas ambientais. Sua homogeneidade poderá dificultar sua reação às condições adversas queporventura surgirem.MONÓFAGO (ou MONOFÁGICO)Espécie de organismo que consome somente um tipo de alimento. É uma espécie estenofágica. Omonófago se assemelha ao oligófago ou oligofágico.(Ver ESTENO; e OLIGÓFAGO)MONOGAMIAFormação de um par, no acasalamento de macho e fêmea, em que a união tem continuidadedurante várias gerações de proles. A monogamia é pouco comum entre os mamíferos, em que a fêmeaamamenta e cuida dos filhotes; é no entanto, muito comum entre aves nas quais em muitas espécies, tantoo macho quanto a fêmea chocam os ovos e alimentam a prole.(Ver POLIGAMIA)MONÓICA(O)Diz-se da espécie de planta que tem flor unissexual masculina e flor unissexual feminina nummesmo espécime ou indivíduo. Originalmente chamava-se espécie “monoécia”. O sufixo deriva do grego“oikos” (= casa).(Ver DIÓICA; GINOÉCIA; e TRIÓICA)MONOMÍTICOLago que apresenta um período único de circulação livre ou re-circulação, por ano, comconseqüente rompimento do termoclino.(Ver HOLOMÍTICOS)MONOPLÓIDE(Ver GENOMA)MONOPROCRIAÇÃO(Ver SEMELPARIÇÃO)MONOSSIALITIZAÇÃO(Ver SILICATOS)MONTANTESituado rio acima, ou seja, considerando-se a corrente fluvial, é o ponto contrário à direção dafoz.(Ver JUSANTE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS164MONTREAL, PROTOCOLO DE(Ver CFC − CLOROFLUORCARBONO (ou CARBONO FLUORCLORADO))MONUMENTO NATURALCategoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. Denominação dada a uma unidadede conservação que tenha o propósito de conservar um objeto natural específico ou uma espéciedeterminada da flora ou fauna, quer seja de interesse estético ou valor histórico ou científico, sendoinviolável exceto para a realização de investigações científicas devidamente autorizadas, ou parainspeções oficiais (de acordo com Decreto Federal nº 58.054, de 23/03/66).(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)MORBIDADE(Ver TAXA DE MORBIDADE)MORTALIDADE(Ver TAXA DE MORTALIDADE)M.O.S. (MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO)Denominação que se refere à toda matéria orgânica existente no solo, incluindo tanto anecromassa como as raízes vivas.(Ver NECROMASSA)MOVIMENTO ECOLOGISTA(Ver ECOLOGISMO)MUDANÇAS CAÓTICAS DE UMA POPULAÇÃO(Ver CAOS)MULTIFATORIAL(Ver POLIGÊNICO)MULTIGÊNICO(Ver POLIGÊNICO)MURCHA PERMANENTE(Ver PONTO (ou COEFICIENTE) DE MURCHA PERMANENTE)MURUNDUM (ou MURUNDU)Monte de terra, comum em certos campos, com altura que pode alcançar os 3 m, contendo um oumais termiteiros.MUTAÇÃO PLEOTRÓPICA(Ver “pleo-”)MUTUALISMOMUTUALISMO = SIMBIOSETipo de interação ecológica na qual ambas as populações se beneficiam e onde pelo menos umadelas, em condições naturais, não sobreviveria sem a outra.Diferencia-se da protocooperação porque é uma associação obrigatória, para a sobrevivência deuma ou ambas as populações.O adjetivo simbiótico qualifica a simbiose.(Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA)MUTUALISMO FACULTATIVO(Ver PROTOCOOPERAÇÃO)MVA - MICORRIZA VESICULAR-ARBUSCULAR(Ver ENDOMICORRIZA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS165N“nano-”Prefixo de origem grega significando “anão; de excessiva pequenez”. Além da unidade“nanômetro (nm)”, do sistema SI (1 X 10-9m ou a milésima parte do micro), é usado em outros termos(ver verbete NANOPLÂNCTON), como nanofóssil (um fóssil, geralmente alga, com tamanho próximo àresolução do microscópio óptico); nanófilo (da classe de tamanhos de folha, de 25 a 225 mm2de área desuperfície, segundo a classificação de Raunkiaer); nanotecnologia (que lida com dimensões e tolerânciasde 0,1 a 100 nanômetros). O nanismo, é derivado que significa “nanico” ou ainda “que tem crescimentorestrito”.NANOPLÂNCTON(Ver PLÂNCTON)NÃO-SIMBIONTES(Ver FIXADORES DE NITROGÊNIO (DE VIDA LIVRE))“-nastia”/ NÁSTICOEste sufixo de origem grega, “-nastia”, refere-se ao “movimento” da planta ou de suas partes(movimento nástico), resultando num crescimento maior dos tecidos do lado oposto ao do estímulo.Alguns termos: epinastia (uma curvatura para baixo de uma parte da planta devido ao crescimentodiferenciado das superfíces superior e inferior); quimionastia (uma resposta a estímulo químico);nictinastia (movimento de orientação de plantas durante a noite; fotoepinastia (uma curvatura da plantapara cima, induzida pela luz); seismonastia (movimento de crescimento de uma planta em resposta a umchoque não-direcionado ou a um estímulo de vibração mecânica). Nástico é a forma adjetiva.NATALIDADE(Ver TAXA DE NATALIDADE)NATALIDADE ECOLÓGICADá-se esta denominação à relação “ovos ou filhotes gerados por fêmea : filhotes sobreviventes”.Este valor fornece uma idéia da eficiência de reprodução de uma população. Usa-se também o termo taxade fecundidade específica da idade, que é o número de ovos ou filhotes gerados por unidade de tempo,por um indivíduo pertencente a uma certa classe de idade (ou idade específica x).(Ver TAXA DE NATALIDADE; e TAXA DE MORTALIDADE)NECRÓFAGOQue se alimenta de matéria ou organismos mortos.(Ver DECOMPOSITOR)NECROMASSANECROMASSA = SERRAPILHEIRA = MANTA HÚMICA = FOLHEDO = “LITTER”Matéria orgânica morta que geralmente se acumula na superfície do solo e no sedimento.Este termo, em ecologia, substitui melhor as denominações “serrapilheira, manta húmica efolhedo”, assim como substitui perfeitamente ao anglicismo “litter”. No entanto, alguns autores somenteutilizam o termo necromassa quando se referem à quantificação dos organismos mortos (massa total deorganismos mortos por área ou volume) num determinado período.(Ver M.O.S.)NECROTRÓFICO(Ver PARASITA NECROTRÓFICO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS166NÉCTONOrganismos natantes (peixes, anfíbios etc), capazes de se locomoverem espontaneamente (eportanto, até, de “evitarem a captura”). O sufixo “-on” refere-se à comunidade.(Ver BENTOS; NEUSTON; PLÂNCTON; e APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS ECATEGORIAS DE TAMANHO)NEMATICIDASubstância que elimina nematódeos.NEMATÓDEOS (ou NEMATÓDIOS)Um helminto da classe Nematoda, de corpo cilíndrico, alguns são microscópicos, de interessemédico (parasita intestinal humano, como o Ascaris, Ancilostoma, Oxiurus), de interesse veterinário(parasita de cavalos, cães, gatos etc) e agronômico (parasita de raízes de muitas plantas). Há nematódeosno solo que são omnívoros (alimentam-se de necromassa) e outros são predadores (alimentam-se debactérias, fungos, algas).NEOÁRTICA, REGIÃO(Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)NEOBIOGEOGRAFIA(Ver BIOGEOGRAFIA)NEO-DARWINISMOTeoria moderna da evolução, que combina a seleção natural e a genética de populações,admitindo que o conceito de variação espontânea é explicado em termos da mutação e recombinaçãogenética. Chama-se também de “evolução neo-Darwiniana”.NEO-LAMARCKISMOA herança de caractéres adquiridos; ou a teoria de que os caractéres adquiridos pelos organismosem resposta aos fatores ambientais, são assimilados no genoma e transmitidos aos descendentes.Experimentos com microrganismos (bactérias) vieram “resssuscitar” o Lamarckismo, idéia já abandonadadesde o Darwinismo.(Ver NEO-DARWINISMO)NEOSSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)NEOTROPICAL, REGIÃOTambém conhecida como Reino Neogeano ou Região sul-americana, é uma das seis maioresáreas do mundo definidas com base em suas características de vida animal. Estende-se do sul do desertoMexicano até a zona sub-antártica da América do Sul. Sua fauna típica é muito rica: llama, anta, veado,porco, onça, suçuarana, gambás, inúmeros roedores e peixes, riquíssimas entomofauna e avifauna. Aflora, muito rica em plantas típicas (alguns exemplos: gramíneas, os ancestrais de flores ornamentais,agaves, seringueira e muitas outras).(Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)NEUSTONOrganismos, muitos deles microrganismos (algas, bactérias, fungos, protozoários) repousantesou flutuantes na superfície de habitats de água doce. Os organismos do neuston situados acima da películasuperficial constituem o epineuston e os situados abaixo de tal película constituem o hiponeuston. Osufixo “-on” refere-se à comunidade.(Ver BENTOS; NÉCTON; PLÂNCTON; e APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS ECATEGORIAS DE TAMANHO)NEUTRALISMOTipo de interação ecológica na qual nenhuma população é afetada. Talvez seja o tipo maiscomum de interação na Natureza. Exemplo: um pássaro e um esquilo (o nosso caxinguelê ou serelepe)que vivam num mesmo habitat, utilizando inclusive a mesma árvore como fonte de alimento e ponto dedormida, estão de uma certa maneira interagindo, mas sem influência direta de um sobre o outro.(Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA)NICHO ECOLÓGICOTermo que inclui não somente o lugar restrito em que vive um organismo, mas também incluisua função (posição trófica e posição com relação aos gradientes de vários fatores físicos, tais comotemperatura, pH, umidade) na comunidade da qual faz parte.São muitas as definições de nicho (respeitados os aspectos da definição acima), sendo uma delas,bastante elucidativa, a de A.MacFadyen: “um conjunto de condições ecológicas sob as quais uma espéciepode explorar uma fonte de energia, que lhes seja suficiente para reproduzir e colonizar mais conjuntoscom tais condições”. G.E.Hutchinson propõe uma definição, baseada num modelo de um “hipervolume”,onde uma figura tridimensional representando por exemplo os “eixos” das necessidades básicas de umesquilo (temperatura, quantidade de alimento e densidade de ramificação de uma árvore) seria facilmente
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS167interpretada (inclusive por uma figura tridimensional), mas o acréscimo de outras necessidades ou “eixos”poderia ser entendida intuitivamente e representada matematicamente, embora não possa ser desenhadanuma figura.Ao maior nicho ecológico que um organismo ou espécie possa ocupar, na ausência decompetição específica e predação, denomina-se nicho fundamental.Em muitas espécies coexistentes, há uma tendência para que elas procurem preencher os espaços(ou “vazios”) mais importantes das dimensões de nichos disponíveis; termo este conhecido por“acondicionamento de nicho” (do inglês, “niche packing”).(Ver COMPLEMENTARIDADE DE NICHO; e HABITAT)NICHO FUNDAMENTAL(Ver NICHO ECOLÓGICO)NICHO INCLUSOÉ um nicho que ocorre dentro de outro, maior, pertencente a uma espécie mais generalizada. Aespécie de nicho incluso sobrevive por ser altamente adaptada ou especializada e portanto, tendosuperioridade competitiva em determinada parte do nicho maior.NINFAForma jovem de inseto hemimetabólico, com semelhança à de imago (ou adulto).(Ver HEMIMETABÓLICO)NINHO (ou NINHADA), PARASITISMO EM(Ver PARASITISMO)NITOSSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)NITRIFICAÇÃOProcesso de formação de nitrato que ocorre em solos arejados e ecossistemas aquáticos,iniciando-se pela oxidação de amônia em nitrito (pelas bactérias dos gêneros Nitrosomonas,Nitrosococcus, Nitrosolobus, Nitrosospira e Nitrosovibrio) sendo este então oxidado (pelas bactérias dosgêneros Nitrobacter, único gênero do solo, Nitrospira e Nitrococcus, gêneros marinhos) formando nitrato.(Ver AMONIFICAÇÃO; e DESNITRIFICAÇÃO)NITROGENASE(Ver FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO – FBN)NITROGÊNIO(Ver BIOGEOCICLAGEM; FIXADORES DE N2 DE VIDA LIVRE; e FIXAÇÃOBIOLÓGICA DE NITROGÊNIO − FBN)NITROSAMINASNitritos e nitratos, quando ingeridos (pelo ser humano, por exemplo) transformam-se noorganismo em compostos carcinogênicos conhecidos como nitrosaminas. Estes compostos de nitrogêniosão também comumente encontrados na água (de lençol freático, de rios, riachos, lagoas, açudes,represas) que tenha recebido excesso de fertilizantes lixiviados de áreas cultivadas próximas.NIVEALRelativo a ou próprio da neve ou que vive nela ou que nela, ou no inverno, floresce. Ex.:niveoglacial (relativo ou pertencente à ação combinada de neve e gelo); nivícola (vivendo na neve ou emhabitat coberto por neve).(Ver “-cola”)NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DA MATÉRIA VIVANÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DA MATÉRIA VIVA = BIOSSISTEMAEspécie de espectro biológico em que os componentes bióticos são apresentados numaseqüência, formando diferentes níveis de complexidade, ou seja: genes - células - tecidos - órgãos -organismos - populações - comunidades. Esses componentes bióticos interagem e trocam matéria eenergia com o ambiente onde vivem, formando no final um ecossistema. A ecologia dedica-se ao estudodo biossistema acima representado, iniciando no nível dos organismos.NÍVEL DE EQUILÍBRIONÍVEL DE EQUILÍBRIO = EQUILÍBRIO DE UMA POPULAÇÃOÉ um estado dinâmico de flutuação, em torno de uma média, no número de indivíduos dedeterminada população.Quanto ao equilíbrio de uma população, alguns autores fazem a seguinte distinção:a) Equilíbrio dinâmico: condição de um ecossistema (componente biótico ou abiótico) quepermanece inalterado pela ação simultânea de forças opostas, com uma mesma intensidade.b) Equilíbrio estável: condição de um ecossistema (componente biótico ou abiótico) que retornaà condição estável, após sofrer deslocamentos (mudanças) daquela condição.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS168NÍVEL DE INJÚRIA(Ver DANO ECONÔMICO)NÍVEL TRÓFICODiz-se de um nível da cadeia alimentar, ocupado pelos organismos que obtêm sua energiaalimentar (proveniente inicialmente dos produtores primários) da mesma maneira, isto é, na mesmagradação ou seqüência de organismos que ingerem e que são ingeridos.(Ver CADEIA ALIMENTAR)NMP − NÚMERO MAIS PROVÁVEL(Ver NÚMERO MAIS PROVÁVEL)N,N-DIETIL-META-TOLUAMIDA(Ver “DEET-N, N-DIETHYL-META-TOLUAMIDE”)NÓDULOS E CONCREÇÕES MINERAIS DO SOLO(Ver PERFIL DO SOLO)NOOSFERARefere-se ao “mundo dominado pela mente humana” (do grego “noos” = mente). O homem emevolução gradualmente estende sua influência para fora do planeta Terra e com isso amplia o conceito debiosfera.NORMA ISO 14.000(Ver “ISO 14.000 - INTERNATIONAL STANDARDIZATION ORGANIZATION”)NOTÓFILACategoria de tamanho de folha (área de superfície entre 2025 e 4500 mm2) da classificação deRaunkiaer.NPK(Ver FERTILIZANTE)NUCÍFERO e NUCÍVOROQue ostenta nozes e que se alimenta de nozes, respectivamente.NÚMERO MAIS PROVÁVEL - NMPTambém conhecido como método da “diluição de extinção”, usado para a contagem demicrorganismos viáveis, é um método de diluição (em meio líquido, sem usar agar) em que são feitasdiluições sucessivas da amostra “até a extinção”. São feitas geralmente de 3 a 10 replicações por diluição.Com base numa estatística da distribuição de Poisson (usando uma tabela ou programa especial decomputador), as replicações positivas e negativas, exatamente antes do ponto de extinção, são contadas,obtendo-se a contagem dos viáveis. É um método, no entanto, laborioso e menos preciso do que o decontagem em placas.(Ver CONTAGEM (DE MICRORGANISMOS, EM PLACAS))NUTRIENTESSubstâncias ou elementos químicos essenciais à manutenção dos seres vivos, ou seja, ao seucrescimento e desenvolvimento, podendo ser requisitados em grandes ou pequenas quantidades (macro oumicronutrientes) (Ver TROFO).Na figura que segue vê-se a distribuição de nutrientes, principalmente de carbono, nas partesabióticas e bióticas de ecossistemas florestais (LONGMAN & JENÍK, 1987):FLORESTA TEMPERADAMadeira39%Solo49%Folhas4%Necro-massa8%FLORESTA TROPICALFolhas6%Necro-massa4%Solo15%Madeira75%
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS169OOCASIONAL, ESPÉCIE(Ver ESPÉCIE OCASIONAL)OCEANÓDROMO(Ver ANÁDROMO)“ofio-”Prefixo de origem grega relativo a “cobra; serpente”. Ex.: ofiotoxicologia (trata do estudo dosvenenos de cobras); ofiófago (organismo que se alimenta de cobras).“oligo-”Prefixo de origem grega significando “pouco(s)”. Além dos termos inseridos neste glossário,vejamos alguns exemplos: oligoaeróbio (organismo que se desenvolve em condições de baixaconcentração de oxigênio; oligonitrófilo (organismo que vive em habitat com baixo teor de nitrogênio);oligosapróbio (organismo que medra em habitat poluído, porém com alta concentração de oxigênio,baixos níveis de matéria orgânica dissolvida e baixo nível de decomposição orgânica, sendo então umambiente tipicamente com microbiota decompositora reduzida).OLIGÓFAGO (ou OLIGOFÁGICO)Que se alimenta de uma pequena variedade de tipos de alimento. Um termo mais apropriado paraesta condição é estenofágico, que significa uma estreita faixa de seleção de alimento. Oligófago seassemelha ao monófago ou monofágico.(Ver MONÓFAGO e POLÍFAGO)OLIGOMÍTICOS(Ver HOLOMÍTICOS)OLIGOTRÓFICO, LAGOLago pobre em nutrientes inorgânicos e com baixas concentrações de algas e matéria orgânica.Há também os lagos ultra-oligotróficos com extrema carência desses componentes.(Ver AUTOTRÓFICO, LAGO; DISTRÓFICO, LAGO; e OLIGOTRÓFICO, LAGO)OMBRÓFILAOMBRÓFILA = VEGETAÇÃO PLUVIALVegetação caracterizada por adaptações a ambiente de alta pluviosidade.(Ver PLANTA DE SOMBRA)OMNÍVOROOMNÍVORO = PANTÓFAGOQue utiliza como alimento, mais de um nível trófico, da cadeia alimentar, ou seja, alimenta-se deplantas e de animais. Exemplos: o homem, porco, rato, raposa, barata...ONG (ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL)Formada geralmente a partir de pessoas que se dedicam a uma determinada causa, podendo talorganização ser voltada para problemas ambientais.ONTOGENÉTICOQue acontece no transcorrer do crescimento de um indivíduo.(Ver FILOGENÉTICO)OPORTUNISTAS(Ver ESTRATEGISTAS K e r)ORDEM DE BICADA(Ver BICADA, ORDEM DE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS170ORDEM DE GRANDEZAQuando se deseja dizer que duas quantidades ou valores são da mesma ordem de grandeza, istosignifica que elas não diferem por um fator de 10. Três ordens de grandeza significam um fator de 1.000.ORDENAÇÃO (ou ORDENAÇÃO POLAR)Tratamento matemático (utilizando teorema de Pitágoras) que permite a representação gráfica decomunidades, mostrando que semelhanças em composição de espécies e abundância relativa aparecerãopróximos num determinado eixo da representação, enquanto comunidades que difiram muito naimportância relativa do conjunto similar de espécies, aparecerão distanciados. A aparência darepresentação poderia ser (modificado de WHITTAKER, 1975):Observações: as letras (de A a J) representam 10 tipos de ecossistemas de florestas da Polônia.Cada amostra é uma média de várias, coletadas e representativas de cada ecossistema. Os ecossistemas Ae H representam os pontos terminais do eixo x e C e J os do eixo y. As amostras foram localizadas pelasimilaridade relativa (coeficientes de comunidade) às amostras dos pontos terminais; as unidades dedistância ecológica marcadas nos eixos x e y (os traços nos eixos) são coeficientes de comunidade de10%. As linhas oblíquas aos eixos, representam gradientes nas características de solo (umidadedecrescendo do quadrante esquerdo superior para o direito inferior e fertilidade do direito superior para oesquerdo inferior); e os números são valores médios de espécies vegetais das amostragens obtidas.(Ver COEFICIENTE DE COMUNIDADE)ORGANISMO GENETICAMENTE MODIFICADO(Ver TRANSGÊNICOS)ORGANISMOS UNITÁRIO e MODULARUm organismo unitário é aquele cuja forma é altamente definida, determinada. Resultageralmente, da fusão de uma célula reprodutiva masculina (espermatozóide) com uma célula feminina(óvulo), formando o ovo ou zigoto. O descendente é assim, facilmente reconhecido, sendo seudesenvolvimento e forma, previsíveis. Um organismo unitário é, por exemplo, um cão, um gato, umréptil, uma ave, o homem etc.O organismo modular, no entanto, embora possa também surgir de processo reprodutivosemelhante ao do indivíduo unitário, gera um descendente com número e forma de elementoscomponentes, altamente variáveis. Um organismo modular é, por exemplo, uma árvore, uma esponja, umcoral, um briozoário, uma ascídea (ou tunicado), um fungo etc. Seu desenvolvimento e forma sãoimprevisíveis, embora os indivíduos da mesma espécie (logicamente) se assemelhem. A modularidadetambém ocorre em função dos estímulos ambientais (luminosidade, temperatura, substrato/alimento etc).(Ver COLÔNIA)ORGANOCLORADOORGANOCLORADO = HIDROCARBONETO OU HIDROCARBONO CLORADOxyúmidosecoestérilfértilABCDEGFHIJ19296039324938512358
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS171Composto (ou conjunto de compostos) que entra na formulação de pesticidas, desenvolvidodurante a 2ª guerra mundial, objetivando o controle de insetos (pragas, vetores de doenças como amalária, a do sono etc). O mais conhecido e usado tem sido o DDT-diclorodifeniltricloretano; há ainda oDDD-diclorodifenildietano (menos tóxico); o DDE-diclorodifeniletano resulta da desintegração do DDTe também é biologicamente ativo. Outros compostos deste grupo são o aldrin, endrin, dieldrin, atrazina eo BHC (“benzene hexachloride”, sigla em inglês ou hexacloreto de benzeno).Os organoclorados caracterizam-se, em termos ecológicos, pela sua susceptibilidade àbiomagnificação. São pouco hidrossolúveis, mas são muito lipossolúveis, como o aldrin (C12H8Cl6) e oheptachlor (C10H5Cl7) um cupinicida, daí ser muito importante que a sua existência ou não em corposd’água (rios, represas e mananciais em geral) seja investigada não somente na própria água mas tambémnos organismos que ali vivem. Atribui-se por exemplo ao DDT, sua atuação negativa no metabolismo docálcio, em aves, levando estes animais a porem ovos mal-formados, quebradiços, impedindo suareprodução. O DDT tem meia-vida de 10 anos no ambiente.(Ver CARBAMATO; ORGANOFOSFORADO; e TIOCARBAMATO)ORGANOFOSFORADOGrupo de pesticidas (ou defensivos agrícolas), geralmente inseticidas, composto por um grupoorgânico e um éster fosfórico; embora biodegradável na maioria (sua meia-vida é menor do que a dosorganoclorados), o organofosforado, apesar de ser mais tóxico para os insetos, é muito tóxico para o serhumano e outros vertebrados, sendo carcinogênico. Todos estes compostos estão relacionados ao gás queatua no sistema nervoso (inativando a enzima que atua sobre a acetilcolina, responsável pela transmissãonervosa), desenvolvido durante a segunda guerra mundial. Exemplos de organofosforado: azodrin,clorpirifos, diazinon, fention, fosdrin, malation, paration e trition.(Ver PESTICIDA)ORGANOSSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)ORGANÓTROFO (ou ORGANOTRÓFICO)(Ver HETERÓTROFO)ORIENTAL, REGIÃO(Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)“ornito-”Prefixo de origem grega significando “aves; pássaros”. Agluns exemplos: ornitofilia (termorelativo a planta polinizada por aves); ornitocoprófilo (organismo que vive em habitat rico em fezes deaves); ornitogênico (refere-se ao sedimento rico em fezes de aves).ORVALHO(Ver PONTO DE ORVALHO)“oro-”Prefixo de origem grega significando “montanha”. Alguns exemplos” orobático (que éencontrado em, ou associado com região montanhosa); orobioma (bioma caracterizado por terrenomontanhoso); orográfico (que pertence a fatores do relevo, tais como montes, montanhas, platôs, vales eencostas); orófito é um vegetal das montanhas.(Ver ALPINO)“orto- ”Prefixo de orgigem grega significando “reto; direito”. Ex.: ortogênese (que se refere à evoluçãoque ocorre numa única direção ao longo de um período de tempo considerável; admite-se, usualmente,que tal direcionamento seja determinado por um fator intrínseco ao organismo e não pelo processo deseleção natural); ortoseleção (seleção natural agindo continuamente na mesma direção através de longoperíodo de tempo); ortotópico (alguns autores usam este termo para referir-se a indivíduo ou populaçãono seu habitat natural (obs.: “-tópico”deriva da palavra de origem grega “topo”, significando lugar).OSCILAÇÃO DO SUL(Ver CORRENTE “EL NIÑO”)OSCILAÇÕES PAREADAS(Ver PREDATISMO)OSMORREGULAÇÃORegulação da concentração de sais nas células e fluidos corpóreos.OSMÓTROFO(Ver DECOMPOSITOR)ÓTIMO DE SIMILARIDADE(Ver LIMITE DE SIMILARIDADE)ÓTIMO ECOLÓGICODesenvolvimento máximo atingido por um organismo ou população, no seu habitat.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS172(Ver LEI DA TOLERÂNCIA)“OXBOW LAKES”(Ver MEANDROS)OXIDAÇÃO BIOLÓGICAProcesso de degradação da matéria orgânica, em compostos simples, pela ação demicrorganismos aeróbios. É também um processo metabólico típico de outros organismos aeróbios.Este processo tem sido utilizado nas lagoas de estabilização.(Ver DECOMPOSIÇÃO)OXIGÊNIO DISSOLVIDO (OD)Parâmetro medido na água, estimando a capacidade de um ecossistema aquático em assimilaruma certa carga de poluição com ou sem posterior suprimento de oxigênio. Como regra geral, o sistemaaquático que contiver menos do que 5 mg de O2/L de água não será capaz de manter uma comunidade deorganismos em condições satisfatórias.A solubilidade do oxigênio em água a 25°C, sob condições normais de pressão atmosférica, é de3,5 mg/L.OXISERESere que se inicia em habitat ácido.(Ver LITOSERE; PSAMOSERE; e XEROSERE)OXISOL(Ver LATOSSOLO)OZONOSFERACamada de ozônio, geralmente situada na estratosfera (a mais ou menos 30 km de altitude) quese constitui em importante filtro da radiação ultra-violeta. Medições feitas em Natal (RN) mostram que amaior concentração de ozônio ocorre na troposfera (a mais ou menos 16 km), confirmando resultadosobtidos no Panamá, que também é uma região não muito distante do equador.A ozonosfera é formada a partir da cisão da molécula de O2, pela energia solar, na seguintereação fotoquímica:O2 + hv ↔ 2Ooxigênio molecular energia solar átomos de oxigênioem seguida o oxigênio combina-se com o O2 formando o ozônio:O2 + O ↔ O3ozônioHá evidências de que alguns compostos, principalmente o clorofluorcarbono (CFC) e o metano(CH4) contribuem para a destruição da ozonosfera.(Ver CFC; e EFEITO ESTUFA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS173PPADRÃO DE DISTRIBUIÇÃOTipo de espaçamento dos indivíduos de uma população (plantas ou animais fixos), podendo seruniforme (A), aleatório (B) e agrupado ou agregado (C), conforme mostra a figura que segue:(Ver DISTRIBUIÇÃO BICÊNTRICA; DISTRIBUIÇÃO CONTAGIOSA; DISTRIBUIÇÃODISJUNTA; DISTRIBUIÇÃO ETÁRIA; DISTRIBUIÇÃO LIVRE IDEAL; e DISTRIBUIÇÃO PORIGUAL)PADRÃO DE QUALIDADE DE ÁGUA(Ver ÁGUA POTÁVEL)PAGÓFILOQue se desenvolve em sopés de montanhas. Uma planta que medra em tais locais é denominadade pagófita.“PAH – POLYCYCLIC AROMATIC HYDROCARBON”Qualquer componente de um amplo grupo de substâncias formadas a partir de combustão,principalmente de carvão e de combustíveis de veículos, sendo em geral carcinogênico.PAISAGEM(Ver ECOLOGIA DE PAISAGENS (ou DE PAISAGEM))“paleo-”Prefixo grego significando “antigo; velho”. Ex.: paleogeografia (que estuda a distribuiçãogeográfica de fósseis da flora e da fauna); paleobiocenose ou paleocenose (assembléia ou conjunto deorganismos fósseis que existiram em passado geológico histórico como comunidade integrada;paleobotânica (que estuda a vida das plantas em passado geológico); paleoclimatologia (estuda o climaque ocorreu em períodos de passado geológico); paleoecologia (estuda a ecologia das comunidadesfósseis); paleopalinologia (estuda esporos fósseis, em geral).PALEOÁRTICA, REGIÃO(Ver REGIÕES ZOOGEOGRÁFICAS)PALEOBIOGEOGRAFIA(Ver BIOGEOGRAFIA)PALINOLOGIAQue estuda pólens e esporos. Palinologia refere-se em geral, a pólens vivos e fósseis, emboraalguns autores refiram-se aos estudos destes últimos como paleopalinologia.PALMER(Ver ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA)PALUDIAL(Ver LACUSTRE)PALUDOSO(Ver PÂNTANO)A B C
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS174PALUSTRE (ou PALUDIAL)(Ver PÂNTANO)PAMPANo Brasil o pampa é uma pradaria em terreno com ondulações suaves e com trechos de matagaleria, na parte sul do Rio Grande do Sul. Essa região estende-se à Argentina e Uruguai. Em termosfitofisionômicos, a vegetação compõe-se de gramíneas e plantas rasteiras, com predominância de capimmimoso em muitas áreas.(Ver CAMPOS SULINOS; e PRADARIAS)“pan-”Prefixo de origem grega significando “todos; completo; por inteiro”. Ex.: pandêmico (muitoamplamente distribuído), como uma doença ou enfermidade epidêmica.PANGÉIA (ou PANGAEA)Segundo alguns autores, refere-se a um único continente, ou um supercontinente, que supunha-seexistir há uns 240 milhões de anos passados, cercado por um oceano (pantalassa) e que fragmentou-se háuns 200 milhões de anos, formando os continentes atuais. Há cerca de 144 milhões de anos, oscontinentes do hemisfério norte, formando a Laurasia, teriam se separado dos continentes do hemisfériosul, que se constituiram na Gondwana, que posteriormente se subdividiu, formando a oeste a África e aAmérica do Sul, a leste a Austrália e a Antártica, e a India, separando-se da África e derivou até colidircom a Ásia, há uns 45 milhões de anos.PAN-MIXIA (PAN-MÍTICO)Nome dado aos cruzamentos que ocorrem ao acaso, numa população e de maneira irrestrita.PAN – PEROXIACETILNITRATO (e “PHENYLACETONITRILE” ouFENILACETONITRILA)O primeiro, o peroxiacetilnitrato, é um composto de nitrogênio, poluente atmosférico,componente freqüente no “smog”. Atua negativamente nas plantas, bloqueando a fotossíntese. Surge pelaação da luz solar sobre hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio provenientes de veículos e de fábricas. E osegundo, a fenilacetonitrila (cuja sigla PAN é do nome em inglês) é uma substância que ocorre emgafanhotos machos (servindo de advertência para os demais ficarem sabendo que estão se reproduzindo) eque tem sido utilizado no contrôle biológico de pragas de gafanhotos, na Mauritânia e Marrocos, naÁfrica.(Ver PRAGA)PANSPERMIATeoria em que se diz que a vida teve origem em qualquer outro lugar do Universo mas não noplaneta Terra.PANTALASSA(Ver PANGÉIA)PANTANAL(Ver COMPLEXO DO PANTANAL)PÂNTANOPÂNTANO = BREJO = PALUDE =PALUSTRE = PAULEstima-se que lá vivem mais de 300espécies de aves (pica-paus, caturritas, anus...), cerca de 90 espécies de mamíferosterrestres (graxains ou guaraxains, veados,tatus ...), constituindo-se numa ricabiodiversidade. A foto ao lado mostra oGraxaim-do-mato (Cerdocyon thous), nocânion Fortaleza, Parque Nacional da SerraGeral (foto de João Paulo Lucena, obtidado site www.wikipedia.org).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS175PANTÓFAGO(Ver OMNÍVORO)PANTRÓPICO (PANTROPICAL)Que se estende principalmente pelos trópicos, e também pelas regiões subtropicais. Algunsautores aplicam este termo aos vírus que podem infectar uma ampla gama de células.Não confundir com “pantropismo”, que se refere a uma orientação de movimento sem direçãofixa.“paqui-”Prefixo de origem grega significando “espesso”. Ex.: paquiderme (de pele espessa, como oselefantes, hipopótamos, antas ...).“para-”Prefixo de origem grega significando “ao lado de; pelo lado”, chegando em certos usos asignificar que alguma coisa (referente à palavra que lhe segue) está “irregular, faltando; imprópria;errada”. Seu uso é muito amplo em ciências naturais (principalmente em anatomia, química e em outrasáreas de estudo). Um termo que ilustra tal amplitude de significados é parabiose, que pode ser definidocomo (i) suspensão temporária de atividade fisiológica, (ii) utilização por insetos sociais, do mesmo ninhopor colônias de diferentes espécies, mantendo suas respectivas ninhadas separadamente (parabionte eparabiótico também se aplicam a esta situação) e (iii) união anátomo-fisiológica, como em irmãossiameses. Outros exemplos: paracelular (passando ou situado ao longo e entre células); paraheliotropismo(movimento de folhas para evitar ou minimizar exposição ao sol); paramutualismo (simbiose facultativaem que ambas as espécies se beneficiam; seria um sinônimo de protocooperação); parasimbiose (simbioseque não beneficia nem prejudica os participantes da interação; é sinônimo de neutralismo) (verINTERAÇÃO ECOLÓGICA).PARADIGMATermo usado inicialmente pelo físico Thomas Kuhn (em sua obra clássica “The structure ofscientific revolutions”) referindo-se a um conjunto de crenças científicas e metafísicas, constituindo-senum arcabouço teórico dentro do qual as teorias científicas podem ser testadas, avaliadas e, se necessário,revisadas.PARÂMETRODenominação matemática utilizada para designar uma variável que é mantida constante enquantooutras estão sendo investigadas. Embora assim definido, como uma denominação matemática, este termotem sido utilizado livremente em ecologia e ciências ambientais, quando se deseja referir-se à variável oufator ambiental.PARAQUATHerbicida de contato (C12H14N2) com baixa persistência em certos solos e na água, sendoextremamente tóxico para mamíferos e moderadamente tóxico para aves.PARASITA(Ver PARASITISMO)PARASITA ACIDENTAL(Ver PARASITISMO)Ambiente encharcado, como brejos,palustres ou paúis, charcos ... pouco profundo,com solo lodoso, geralmente com vegetaçãotípica. Na língua inglesa denomina-se de“wetland” a tais locais, que também sãoconhecidos (com algumas característicasespecíficas) como “marshes” ou “peatbogs” (afoto ao lado, é de “marshland” de Indiana,E.U.A.; do site www.wikipedia.com). As“wetlands” vêm sendo utilizadas como zonasde tratamento natural de águas residuárias. Emtermos ecológicos essas zonas são muitoimportantes como “zona tampão” ou deamortecimento de impactos, como porexemplo, no caso dos “Everglades”, na Flórida(E.U.A.).(Ver EFEITO BUMERANGUE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS176PARASITA BIOTRÓFICODiz-se do parasita que se desenvolve somente sobre hospedeiro vivo.(Ver PARASITA NECROTRÓFICO)PARASITA NECROTRÓFICODiz-se do parasita que se desenvolve sobre organismos mortos, certamente porque sua fonteprincipal de alimento somente ocorre na matéria orgânica morta.(Ver PARASITA BIOTRÓFICO)PARASITISMOTipo de interação ecológica na qual uma das populações afeta a outra, de quem depende paramanter-se.No parasitismo, geralmente o indivíduo da população parasita é menor do que o indivíduo dapopulação hospedeira.Muitas inferências são feitas desta interação, em termos de interesse ecológico, gerando diversasexpressões e termos específicos. No caso da transmissão de parasitas, por exemplo, as doenças emvegetais transmitidas pelo vento, têm sua eficiência de infecção dependente da distância entre as plantas,além de alguns fatores abióticos. Quando a transmissão não atinje grandes distâncias, resumindo-se aoseu local de origem, diz-se ocorrer uma transmissão leptocúrtica (termo da estatística que significadistribuição achatada, em oposição a uma distribuição normal). Outro aspecto importante diz respeito aopatamar (ou limiar) de transmissão do parasita, que é a dependência à sua taxa reprodutiva básica.Há animais (ovíparos), segundo registro feito inicialmente por R.B.Payne, em 1977, quedesenvolveram um tipo de parasitismo que poderia ser chamado de parasitismo em ninhada ou deparasitismo de ninho, fortemente presente em espécies de pássaros que depositam seus ovos em ninhos deoutros pássaros que os chocam até a eclosão. Geralmente a fêmea coloca no ninho alheio um ovo, nolugar de um da outra espécie que ela suprimiu. Há então, dois tipos de parasitismo em ninhada, o“intraespecífico” (observado em espécie de pato, por exemplo) e “interespecífico” (ocorre, por exemplo,na metade das espécies de cuco, um pássaro europeu e no peixe-gato).Usa-se também o termo parasita acidental para designar o organismo que é encontrado em outroorganismo mas que este não é normalmente seu hospedeiro.(Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA; PARASITÓIDE; e PREDATISMO)PARASITÓIDEAlguns autores utilizam este termo quando desejam referir-se a um organismo que temcomportamento entre parasita e predador. Para a maioria dos autores, refere-se este termo diretamente aosinsetos que põem seus ovos sobre determinados hospedeiros, sobre outros insetos ou raramente sobrearanha ou outro animal, podendo matar ou não seu hospedeiro. Grande parte desses insetos pertencem àordem Hymenoptera e alguns à ordem Diptera.PARATÊNICO, HOSPEDEIRO (e PARASITA)Um hospedeiro paratênico é aquele que não é essencial para que um parasita complete seu ciclovital, mas que é utilizado como um habitat temporário ou como um meio para conseguir alcançar ohospedeiro definitivo. Alguns autores referem-se a parasita paratênico àquele que utiliza tal habitattemporário.PARATION(Ver ORGANOFOSFORADO)“-paro”Sufixo de origem latina significando “gerar; pôr (ovos); parir; produzir”. São muitos os termoscom este sufixo, como por exemplo: ovíparo (que põe ovos); ovovivíparo (que produz ovos no interior docorpo materno e ainda dentro do corpo libera o rebento); vivíparo (que produz o filhote ou rebento que saido interior do corpo materno). Ainda com respeito à “produção”, são muitos os termos, como por ex.:ramíparo (que produz ramificações); sudoríparo (que produz suor); veneníparo (que produz veneno); eoutros.PARQUE NACIONALCategoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. Também conhecido pela siglaPARNA ou PN, tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevânciaecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento deatividade de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a Natureza e de turismoecológico. Até meados de 2006 haviam sido criados 52 parques nacionais.PARQUE (NACIONAL, ESTADUAL ou MUNICIPAL)Área de propriedade governamental que contenha características naturais (aspectosgeomorfológicos, espécies de interesse científico ...) importantes, atraentes para o público e que devamser mantidas com sua aparência original.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS177Segundo a Lei nº 4.711/65 que o instituiu, o parque tem por finalidade “resguardar atributosexcepcionais da Natureza, conciliando a proteção integral da flora, fauna e das belezas naturais, com autilização para objetivos educacionais, recreativos”.(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)PARTÍCULA ALFA(Ver RADIONUCLÍDEOS)PARTÍCULA BETA(Ver RADIONUCLÍDEOS)PARTÍCULAS EM SUSPENSÃO NO ARGeralmente são consideradas como sendo menores do que “poeira”, tendo menos do que 1μm dediâmetro. A fumaça, proveniente de queima de certos materiais sólidos (inclusive vegetação dasqueimadas), está aqui nesta categoria de poluente atmosférico.PASTAGENS TEMPERADASPradarias e estepes em regiões de clima temperado e seco.PASTEIO(Ver PASTEJO)PASTEJO (ou PASTEIO)Refere-se, em ecologia, à atividade desenvolvida pelos herbívoros ou consumidores primários,na cadeia alimentar.(Ver CADEIA ALIMENTAR)PATRIMÔNIO GENÉTICO(Ver GENÓTIPO)PAUL(Ver PÂNTANO)PAUROMETÁBOLO(Ver HEMIMETABÓLICO)“PCB – POLYCHLORINATED BIPHENYLS”(Ver ASCAREL)“PCP – PENTACHLOROPHENOL”)(Ver PENTACLOROFENOL)“PCR – POLYMERASE CHAIN REACTION”(Ver TERMÓFILO)PECILOTERMIA (ou POIQUILOTERMIA)(Ver ECTOTERMIA)PEDÓFAGOQue se alimenta de embriões ou de descendentes ainda muito jovens de outras espécies.PEDOGÊNESEProcesso de formação dos solos. Ocorre como conseqüência de modificações causadas nasrochas pelo intemperismo; seguindo-se uma reorganização dos minerais formadores do solo,principalmente argilo-minerais e oxi-hidróxidos de ferro e alumínio, nas chamadas camadas do manto dealteração ou regolito. Na pedogênese exercem papel fundamental a flora e fauna local.PEDONO menor volume ou unidade, do que possa se chamar solo. É tridimensional, estendendo-se até aprofundidade das raízes, com área de 1 a 10 m2, permitindo o estudo dos seus horizontes e suas relações.PEGADA ECOLÓGICA (“ECOLOGICAL FOOTPRINT”)Expressão introduzida por M.Wackernagel e W.R.Rees, em 1996, referindo-se aos recursosnaturais e condições ambientais em geral, necessárias para manter uma população humana de maneirasustentável, tal que disponha de áreas naturais para manter o consumo dessa população e para manejo dosresíduos por ela gerados.Como exemplo é bastante útil e elucidativo o estudo de G.F.Dias sobre a pegada ecológica (PE)de Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal. A PE (somatória de vários itens, como população, usode combustíveis fósseis, água, energia elétrica, madeira, papel, alimentos, resíduos sólidos) = 2,24 ha /pessoa. Multiplicando-se este resultado pela população local, que é de 738.578 habitantes, resulta numaPE = 1.654.414,7 ha de áreas naturais necessárias para suprir as demandas (consumo e absorção deresíduos). Como a TED (terras ecoprodutivas disponíves) = 13.637 ha, o déficit ecológico (DE) = 13.637/ 738.578 = 0,02-2,24 = -2,22. Este cálculo pode ser representado por: DE = TED – PE.Segundo G.F.Dias alguns países apresentam os seguintes déficits ecológicos: Brasil (DE = 6,7-3,16 = 3,5); E.U.A. (DE = 6,7-10,3 = -3,6); Japão (DE = 0,9-4,3 = -3,4); Canadá (DE = 9,6-7,7 = 1,9);
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS178India (DE = 0,5-0,8 = -0,35); Austrália (DE = 14,0-9,0 = 5,0); Peru (DE = 7,7-1,6 = 6,1); Argentina (DE= 4,6-3,9 = 0,7).PEGAJOSIDADE DO SOLO(Ver TEXTURA DO SOLO)PELÁGICOOrganismo pelágico é aquele que vive livre, em mar aberto, podendo ser componente doplâncton, nécton ou neuston. Dá-se o nome de epipelágico (ou autopelágico) ao organismo que vivecontinuamente na superfície do mar.(Ver ZONA PELÁGICA)PENTACLOROFENOLConhecido também pela designação inglesa “PCP–pentachlorophenol”, é um composto orgânicoaltamente tóxico (C6HCl5O) que é usado como inseticida contra cupins e também como herbicida,fungicida e moluscicida.(Ver PESTICIDA)PERCENTUAL DE SIMILARIDADE (ou SIMILARIDADE PERCENTUAL)Uma medição da similaridade de comunidades, expressa como PS = 100-0,5∑(a-b), onde a e bsão os percentuais de valores de importância (como densidade) para determinadas espécies das amostrasA e B.PERCOLAÇÃOMovimento descendente de penetração da água no solo, geralmente lento, atingindo o lençolfreático.(Ver PERCOLAÇÃO)PERENIFOLIAFenômeno de preservação das folhas por plantas que estão adaptadas, geralmente, à escassezd’água.Na caatinga, o juazeiro, Zipyphus joazeiro e a baraúna, Schinopsis brasiliensis, são espéciesperenifólias.PERFIL DO SOLOCorte ou secção feita no solo com a finalidade de observar os horizontes de que ele é composto.A grosso modo distinguem-se num perfil de solo os seguintes horizontes (sumariamente):01: (zero) horizonte orgânico formado por partes de plantas, distinguíveis e de animais;02: horizonte orgânico formado por partes de plantas e de animais em decomposição, sendodifícil distinguir suas origens;A1: horizonte superficial mineral, escuro, com húmus incorporado;A2: horizonte mineral, menos escuro, podendo estar desestruturado pela perda de argila, Fe e Al,e colóides e com concentração de quartzo e outros minerais;B: horizonte mineral às vezes cimentado com Al, Fe e colóides orgânicos; pode subdividir-se emB1 (transição com o horizonte A); B2 (concentração máxima de argila, Fe, Al e colóides), sendo o quemelhor tipifica o horizonte B; B3 (transição para C);C: material não consolidado, proveniente da rocha matriz;R: rocha matriz consolidada; substrato do solo.No exame desse perfil são descritas pormenorizadamnte as características morfológicas doshorizontes que o compõem. As mais importantes a serem observadas são:1) Cor; 2) Textura; 3) Estrutura; 4) Porosidade; 5) Cerosidade (e possíveis revestimentos esuperfícies de fricção); 6) Consistência; 7) Cimentação; 8) Nódulos e concreções minerais; 9)Eflorescências.PERFIL ECOLÓGICOMétodo de representação da distribuição de plantas (e em alguns casos também de animais fixos)ao longo de uma linha, desde um ponto de vista vertical.Este método dá uma idéia da densidade e fisionomia de uma vegetação.A representação é feita geralmente, em papel milimetrado, no qual procura-se esquematizar omais fielmente possível, a forma e o porte dos vegetais, como pode ser visto na ilustração que segue:
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS179(Ver TRANSECÇÃO DE FAIXA)PERIFITONComunidade microbiótica aquática (algas, bactérias, fungos, animais), que juntamente comdetritos orgânicos e partículas inorgânicas, adere a um substrato. Chama-se epifiton a comunidadeformada por organismos aderidos às macrófitas (plantas) aquáticas. O sufixo “on” refere-se àcomunidade.PERIODICIDADEOcorrência periódica ou rítmica de um evento.(Ver FOTOPERÍODO)PERÍODO DE SECAPeríodo estacional do ano em que não ocorrem as chuvas. No nordeste brasileiro tem conotaçãomais ampla, referindo-se ao ciclo climático que castiga esta região, privando-a parcial ou totalmente daschuvas, com sérias conseqüências para a agropecuária e o ser humano, caracterizando-a como regiãosemi-árida.(Ver ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA)“PERMAFROST”Solo com água, quase permanentemente congelada, estando sob a forma líquida em períodomuito curto do ano, típico da região ártica, sobre o qual ocorre a tundra.(Ver TUNDRA)PERMEABILIDADENum organismo, em suas células e tecidos, é a condição de passagem de moléculas de fluidosatravés de poros ou pequenos espaços. Em solos, a permeabilidade é medida como uma taxa de passagemde água através de certa quantidade de solo contido num cilindro.PEROXIACETILNITRATO(Ver PAN)PERSISTÊNCIATempo em que determinada substância tóxica fica num ambiente ou em determinadocompartimento de um ecossistema.PERTURBAÇÃO(Ver DISTÚRBIO)PESO FRESCOPeso, de matéria orgânica provida de água.(Ver MATÉRIA SECA)PESTE(Ver PRAGA)PESTICIDAPESTICIDA = PRAGUICIDA = DEFENSIVO AGRÍCOLA = BIOCIDAÉ uma substância utilizada, geralmente na agricultura, para eliminar seres vivos danosos aoscultivos. Alguns deles são específicos para grupos de animais ou fungos ou outros organismos e sãochamados de acordo com o organismo a ser exterminado: inseticida, fungicida, moluscicida (oumoluscocida) etc.FlorestaCaatinga0 2 4 6 8 10 12 14 0 2 4 6 8 10 12m481216202428m
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS180De acordo com Carroll Williams, há pesticidas de: a) 1ª geração (substâncias extraídas deplantas, como a rotenona; e os sais inorgânicos); b) 2ª geração (DDT e derivados; organofosforados); e c)3ª geração (substâncias bioquímicas, os semioquímicos, como os aleloquímicos e feromônios).Os compostos químicos utilizados na eliminação de plantas invasoras dos cultivos sãoconhecidos como agrotóxicos.(Ver CARBAMATO; ORGANOCLORADO; ORGANOFOSFORADO; e TIOCARBAMATO)PETERSEN, MÉTODO DEMétodo de marcação-e-recaptura objetivando avaliar o tamanho de uma população N, fechada eque requeira um único período de marcação e também um único período de recaptura. Sua fórmula é: N =CM/R, onde M é o número de indivíduos marcados na primeira amostragem, C é o número de indivíduoscapturados na segunda amostragem, e R o número de indivíduos marcados na segunda amostragem.pHPonto de hidrogenização (do francês “pouvoir hydrogéne”: poder , força, do hidrogênio). Medidada acidez ou basicidade (alcalinidade) de um meio líquido. É representado por uma escala de 0 a 14, quepode ser:a) o valor negativo do logaritmo de base 10 da sua concentração em íons de hidrogênio; equaçãorepresentativa: pH = -log[H+].b) ou o logaritmo de base 10 da recíproca (do inverso) da sua concentração em íons dehidrogênio; equação representativa: pH = log I / [H+].Um solo, por exemplo, com pH 5 tem 10 vezes mais hidrogênio em solução do que uma soluçãodo solo com pH 6 (uma mudança de 10 vezes na concentração em [H+] é representada pela diferença depH de 1 unidade). O pH 7 é neutro e baixando até 0 o pH indica aumento de acidez; elevando-se de 7 até14 indica aumento de basicidade ou alcalinidade.O pH é de importância vital para os seres vivos terrestres e aquáticos. O aumento de acidez domeio aquático, por exemplo, pode afetar indiretamente a biodiversidade de algumas maneiras, tais como:a) perturbando diretamente a osmorregulação, a ação das enzimas e a troca gasosa nas superfíciesrespiratórias dos organismos; b) ação indireta sobre os efeitos na concentração de possíveis metaispesados e particularmente sobre o alumínio, interferindo na capacidade de troca catiônica do sedimento;c) reduzindo, indiretamente, a disponibilidade de alimento para os animais (em pH baixo a microflorafúngica reduz-se ou inexiste)“PhAR–PHOTOSYNTHETICALLY ACTIVE RADIATION”(Ver RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA – RFA)PICADAPassagem ou atalho aberto na mata, geralmente a golpes de facão, foice ou faca.PICHE, EVAPORÍMETRO DEInstrumento de confecção simples, em que um disco de papel do tipo mata-borrão, de cor verde(à maneira de uma folha de planta) é colocado bloqueando a parte superior de uma pipeta (em mm3) e emque esta é enchida com água e é posta com o topo para baixo. A água da pipeta em contato com o papelmata-borrão vai umedecendo este papel e seu nível vai baixando na pipeta, ao longo de um dia demedição. Esta redução é calculada em relação à área do disco, valor este que é então comparado com osvalores de transpiração de uma planta (que pode ser avaliada através de balanço hídrico).PICNOCLINO(Ver “-clino” ou “-clina”)PIONEIRO(A)(Ver ESPÉCIE PIONEIRA)PIRACEMA(Ver ANÁDROMO)PIRÂMIDE ECOLÓGICARepresentação gráfica, lembrando a forma de uma pirâmide, da estrutura e função tróficas de umecossistema, na qual os produtores geralmente ocupam a base e os demais níveis tróficos lhe estãosobrepostos sucessivamente.Em geral são representados três tipos de pirâmide ecológica: de número, de biomassa e deenergia. Na figura que segue estão representadas uma pirâmide dita normal (à esquerda) e uma pirâmideinvertida (à direita):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS181Na pirâmide de número conhecida como pirâmide de Elton ou Eltoniana (representada pelaprimeira vez por C.Elton, da ecologia animal) o gráfico representativo de classe de tamanho de animais(na ordenada, y) e de número de indivíduos desses diferentes tamanhos (na abscissa, x), resultam numaforma piramidal. Segundo Elton, o tamanho de uma população é uma função de sua taxa de reprodução;animais pequenos se reproduziriam em taxas mais elevadas (com longevidade menor) do que animaisgrandes (com maior longevidade).PIVOTAL, PLANTA(Ver PLANTA-CHAVE)PLAGIOTROPISMOResposta da planta pelo crescimento, orientado obliquamente à vertical.PLANCTÓFITAUm vegetal planctônico, ou seja, um indivíduo do fitoplâncton.PLÂNCTON (ou PLANCTO)Organismos diminutos que, em quantidade e qualidade variadas, vivem como flutuantes emecossistemas aquáticos. O sufixo “-on” refere-se à comunidade.Aos organismos vegetais, produtores primários do plâncton, dá-se o nome de fitoplâncton. Aosorganismos animais, consumidores, dá-se o nome de zooplâncton. Alguns autores consideram ainda obacterioplâncton (bactérias), o nanoplâncton (microrganismos com tamanho de 5 a 60 μm) e abaixo dessevalor mínimo o ultraplâncton (ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DETAMANHO).Nos ambientes aquáticos profundos, acredita-se que o fitoplâncton exerça importância muitomaior do que a vegetação com raiz, dos ambientes terrestres, na produção de alimento básico para oecossistema.(Ver BENTOS; NÉCTON; NEUSTON; e PLEUSTON)PLANÍCIE ABISSALUma zona um pouco inclinada, abaixo dos 4.000 m de profundidade oceânica.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)PLANÓFITAPlanta flutuante livre, de água doce; ou uma pleustófita grande ou uma planctófita pequena.PLANOSPOROUm esporo móvel.PLANOSSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)PLANTA C3(Ver C3)PLANTA C4(Ver C4)“PLANTA CARNÍVORA”(“PLANTA CARNÍVORA” = “PLANTA INSETÍVORA”)Planta ou erva, sem caule ou tendo este muito curto, com folhas dispostas em roseta, quesecretam líquido viscoso, atuando na apreensão de pequenos invertebrados (geralmente insetos) edigerindo-os, graças à ação de enzimas. Esta planta é da família Droseraceae, do gênero Drosera. Taisplantas têm na nutrição mineral sua principal fonte de alimento.PLANTA-CHAVEPLANTA-CHAVE = PLANTA PIVOTALRefere-se a uma planta que desempenha importante papel na manutenção da fauna de umecossistema, geralmente de floresta tropical, frutificando na época de escassez geral de frutos, comprodução de grande safra. São citadas como exemplos de plantas-chave algumas palmeiras e figueiras.PLANTA DE SOLPLANTA DE SOL = HELIÓFILAcarnívorosherbívorosprodutoreszooplânctonfitoplâncton
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS182É uma planta de alto ponto de compensação, ou seja, que necessita de muita luz para iniciar afotossíntese. As árvores do estrato superior de uma floresta, por exemplo, são tidas como plantas de sol.(Ver PLANTA DE SOMBRA)PLANTA DE SOMBRAPLANTA DE SOMBRA = UMBRÓFILA = CIÓFILA = ESCIÓFILAPlanta cujo ponto de compensação de luz é baixo, portanto, adaptada a viver em baixascondições de luminosidade. Muitas plantas dos estratos inferiores de uma floresta, por exemplo(subárvores, arbustos, subarbustos e herbáceas), são tidas como plantas de sombra.Observação: não confundir o termo umbrófila com ombrófila.(Ver CIÓFITO(A) / CIÓFILO(A); e PLANTA DE SOL)“PLANTAE”(Ver REINO)PLANTA INVASORA(Ver ALÓCTONE)PLANTA PIVOTAL(Ver PLANTA-CHAVE)PLANTA RUDERALPlanta que vive próxima às construções feitas pelo ser humano (estradas, ruas, casas, muros,cercas ...) ou em terrenos baldios. Tem se usado este termo também para designar espécies de organismosem geral, que vivem em tais condições.(Ver “poleo-”)PLASMÍDIOElemento genético extracromossômico, de forma circular, com autonomia de reprodução e que,embora não exerça nenhum papel no crescimento da célula (célula microbiana, por exemplo), éresponsável por transmitir importantes características para outras células.Em termos de ecologia microbiana, os plasmídios exercem ação muito importante, uma vez quesão responsáveis, por exemplo, em transmitir características de resistência a antibióticos e metais pesados;além de outras características de adaptação dos microrganismos ao ambiente em que vivem. Algunsplasmídios conduzem genes que controlam a produção de toxinas.PLASTICIDADE (DE UM ORGANISMO)É a capacidade de um organismo de variar morfológica, fisiológica ou comportamentalmentecomo resultado das ações e/ou flutuações ambientais.(Ver PLASTICIDADE FENOTÍPICA)PLASTICIDADE DO SOLO(Ver TEXTURA DO SOLO)PLASTICIDADE FENOTÍPICAHabilidade de um único genótipo expressar-se de diferentes maneiras em diferentes ambientes.PLATAFORMA CONTINENTALParte do litoral recoberta pelo mar, até 200 m de profundidade; é a parte submersa, adjacente aocontinente. Nos mapas, esta faixa, acompanhando as bordas dos continentes, é representada por umatonalidade mais clara da cor que representa o oceano.(Ver SUBLITORAL; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)“pleo-” (e “pleio-”)Prefixo de origem grega que (e sua outra forma “pleio-”), dentre alguns significados, é utilizadopara indicar “muitos; mais do que o número normal”. Vejamos alguns exemplos: pleomórfico (oupolimórfico, que se apresenta em diferentes formas); pleotrópico (refere-se a um gene que tenha um efeitofenotípico visivelmente independente); mutação pleotrópica (aquela que afeta a expressão de diversascaracterísticas); pleoxênico (e heteroxênico) (refere-se a um parasita que não tenha especificidade dehospedeiro, ou a um parasita que tenha diversos hospedeiros durante seu ciclo de vida); pleogamia(maturação e polinização de diferentes flores de um espécime vegetal em diferentes épocas ou período detempo); pleometrose (fundação de uma colônia de organismos sociais por mais do que uma fêmeaoriginal).PLEÓFAGOPLEÓFAGO = EURIFÁGICO = PLEOTRÓFICO = PLURÍVORO = POLÍFAGOQue se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. Um termo mais apropriado paraesta condição é eurifágico, que significa uma ampla (larga) faixa de seleção de alimento.(Ver “euri-”)PLEOTRÓFICOPLEOTRÓFICO = EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLURÍVORO = POLÍFAGO =POLITRÓFICO
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS183Que se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. Um termo mais apropriado paraesta condição é eurifágico, que significa uma ampla (larga) faixa de seleção de alimento.(Ver “euri-”)PLEUSTÓFITAUma planta macroscópica, aquática, flutuante livre.(Ver FITOPLÂNCTON; e PLANCTÓFITA)PLEUSTONMacrorganismos que nadam na superfície da água ou andam sobre a mesma, sendorepresentados por plantas, insetos (inclusive suas larvas). O sufixo “-on” refere-se à comunidade. Estetermo é reservado para indicar o organismo que normalmente tem parte de sua estrutura mergulhada naágua e parte no ar, como as macrófitas aquáticas.(Ver BENTOS; NÉCTON; NEUSTON; PLÂNCTON; e APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOSE CATEGORIAS DE TAMANHO)PLINTOSSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)PLURÍVOROPLURÍVORO = EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLEOTRÓFICO = POLÍFAGO =POLITRÓFICOQue se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. Um termo mais apropriado paraesta condição é eurifágico, que significa uma ampla (larga) faixa de seleção de alimento.(Ver “euri-”)PLUVIALRelativo à “chuva”. Alguns exemplos: pluviômetro (instrumento para medir quantidade dechuva); pluviofluvial (que diz respeito à ação combinada da chuva e de riacho); pluvioterófita (plantavascular que germina após chuva intensa e que rapidamente completa seu ciclo vital enquanto perdura aumidade); pluviófilo (um organismo que vive em condições de chuva abundante); pluviófobo (umorganismo que não tolera condições de chuva abundante).PMS – PRODUÇÃO MÁXIMA SUSTENTÁVEL(Ver PRODUÇÃO MÁXIMA SUSTENTÁVEL)PMV – POPULAÇÃO MÍNIMA VIÁVEL(Ver POPULAÇÃO MÍNIMA VIÁVEL)PNEUMATÓDIO(Ver PNEUMATÓFORO)PNEUMATÓFORORaiz aérea, de Avicennia sp (mangue-siriúba) por exemplo, que emerge do solo lodoso domangue, ostentando estrutura respiratória importante, a lenticela ou pneumatódio.PNEUMOTRÓPICOOrganismo que tem afinidade por pulmões. Pentastomídeos (Pentastomida) podem estar aquiclassificados, parasitando trato respiratório de lagartos, lagartixas e cobras.POÇA DE MARÉPODA RASTEIRA(Ver “COPPICING”)PODZOL((Ver SPODOSOL)Pequena depressão, nas rochas ou naareia, no litoral (zona entremarés) onde seacumula água durante a maré baixa. As poçasde maré criam ambientes apropriados(quando ocorrem sobre rochas) para apermanência de larvas de animais aquáticos,pequenos peixes, crustáceos, que se protegemdos predadores nas suas reentrâncias.(Ver foto ao lado, de Breno Grisi,mostrando poças formadas entre as rochasareno-ferruginosas no pontal dos Seixas, JoãoPessoa, PB).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS184PODZOLIZAÇÃOAplica-se este termo à formação do podzol (tipo de solo conhecido atualmente por spodosol),solo arenoso que ocorre em regiões úmidas (a maioria na América do Norte, Europa e Ásia), ácido, combaixa CTC (exceto onde há acúmulo de humus), baixa porcentagem de saturação de bases, com deposiçãode óxidos de ferro, alumínio e/ou colóides humificados em subhorizonte e é considerado naturalmenteinfértil para a maioria dos cultivos.(Ver LATOLIZAÇÃO; e SPODOSOL)“poiquilo-” (ou “pecilo-”)Prefixo de origem grega significando “vários; variável”.POIQUILOTERMIA (ou PECILOTERMIA)(Ver ECTOTERMIA)POISSON, DISTRIBUIÇÃO DENa matemática a distribuição de Poisson é usada quando se deseja descrever ou testar umadistribuição ou processo aleatório (ao acaso) e como um modelo de populações distribuídas ao acaso,onde a presença de um indivíduo em qualquer ponto (da distribuição ou processo) não aumenta nemdiminui a probabilidade de um outro indivíduo (da população) ocorrer próximo e onde a variância éaproximadamente igual à média.“poleo-”O prefixo de origem grega “poleo-“ significa “negociar; vender”, mas usa-se este termo paradesignar o organismo que tem habitat urbano, sendo então poleófilo, aquele que prefere habitat urbano; ooposto, que não tolera viver em zona urbana é poleófobo; usa-se também poleotolerante para designaraquele que tolera essa zona. Alguns autores utilizam um índice de poleotolerância (escala qualitativa detolerância a ambiente urbano).(Ver PLANTA RUDERAL)POLIANDRIA(Ver POLIGAMIA)POLICLÍMAX(Ver TEORIAS MONO E POLICLÍMAX)POLÍFAGOPOLÍFAGO = EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLEOTRÓFICO = PLURÍVORO =POLITRÓFICOQue se alimenta de uma grande variedade de tipos de alimento. Um termo mais apropriado paraesta condição é eurifágico, que significa uma ampla (larga) faixa de seleção de alimento.(Ver “euri-”)POLIFATORIAL(Ver POLIGÊNICO)POLIGAMIARefere-se ao indivíduo que se acasala com vários outros do sexo oposto. No caso do macho quese acasala com várias fêmeas dá-se a denominação de poliginia; e no caso da fêmea que se acasala comvários machos dá-se a denominação de poliandria.(Ver MONOGAMIA)POLIGÊNICO (POLIGENIA)POLIGÊNICO = MULTIFATORIAL = MULTIGÊNICO = POLIFATORIALRefere-se a características controladas pela ação integrada de genes independentes múltiplos.POLÍGONO DAS SECASRegião semi-árida do nordeste brasileiro, de formato poligonal, periodicamente assolada porlongos períodos de estiagem, abrangendo os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte,Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e norte de Minas Gerais.POLIMÍTICOS(Ver HOLOMÍTICOS)POLIMORFISMOCoexistência de duas ou mais formas segregantes descontínuas, geneticamente determinadas,numa população, onde a freqüência do tipo mais raro não é mantida por si só pela mutação. Refere-se esteconceito ao polimorfismo genético, dentre as várias denominações de polimorfismo (críptico, fenotípico,pseudoestacional ou pseudosasonal, transitório ...). O polimorfismo transitório é bastante comum naNatureza, onde as mudanças de condições ambientais num habitat possibilitam a substituição de umaforma por outra.(Ver TAUTOMORFISMO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS185POLIMORFISMO COMPORTAMENTAL GENÉTICO(Ver HIPÓTESE DO COMPORTAMENTO POLIMÓRFICO (ou HIPÓTESE DOPOLIMORFISMO COMPORTAMENTAL GENÉTICO))POLINIZAÇÃOEm geral, é a fertilização de plantas com sementes, as fanerógamas (ou espermatófitas:angiospermas e gimnospermas). É a transferência de pólen do androceu de uma mesma flor (florhermafrodita, em reprodução autogâmica) ou de outra flor, para o gineceu da flor receptora.(Ver MONÓICA; DIÓICA; e TRIÓICA)POLÍTICA DOS TRÊS RsReduzir, reutilizar e reciclar: em educação ambiental, princípio em que se procura sensibilizar econscientizar os cidadãos visando poupar, aproveitar e reaproveitar os recursos naturais disponíveis.Procura-se hoje aplicar este princípio a uma gama muito grande de materiais utilizados no dia-a-dia dasmais diferentes sociedades humanas.POLÍTICA NACIONAL DA BIODIVERSIDADEO Decreto no4.339, de 22/08/2002, instituiu princípios e diretrizes para a implementação daPolítica Nacional da Biodiversidade. Durante a CNUMAD – Conferência das Nações Unidas sobre MeioAmbiente e Desenvolvimento, em 1992, e seguindo as orientações da Declaração do Rio e da Agenda 21,o Brasil assumiu o compromisso na Convenção sobre Diversidade Biológica, de implementar a PolíticaNacional da Biodiversidade, com a participação dos governos federal, distrital, estaduais e municipais, eda sociedade civil (pormenores referentes aos princípios e diretrizes gerais desta Política são apresentadosem PAZ et al. (2006). Os componentes desta Política, considerados como eixos temáticos, são: I –Conhecimento da biodiversidade; II – Conservação da biodiversidade; III – Utilização sustentável doscomponentes da biodiversidade; IV – Monitoramento, avaliação, prevenção e mitigação de impactossobre a biodiversidade; V – Acesso aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados erepartição de benefícios; VI – Educação, sensibilização pública, informação e divulgação sobrebiodiversidade; e VII – Fortalecimento jurídico e institucional para a gestão da biodiversidade.POLITRÓFICOPOLITRÓFICO = POLÍFAGO = EURIFÁGICO = PLEÓFAGO = PLEOTRÓFICO =PLURÍVORO(Ver POLÍFAGO)POLUENTEPOLUENTE = AGENTE POLUIDORResíduo ou qualquer outro material proveniente da fabricação e uso ou da atividade do homem,lançado por este na Natureza e que causa poluição.POLUENTE PRIMÁRIODá-se esta designação (complementar) ao agente poluidor que por si só, causa poluição. Ometano, que emana naturalmente de pântanos (gás de pântano), arrozais etc, é um poluente primário.(Ver METANOGÊNESE; e POLUENTE SECUNDÁRIO)POLUENTE SECUNDÁRIODesignação (complementar) dada ao agente poluidor que se constitui como tal ao reagir com umoutro componente natural ou um outro poluente. O SO2 em contato com vapor d’água forma H2SO4(ácido sulfúrico), que é altamente poluidor. O Hg (mercúrio) nas guelras dos peixes ou no interior deostras, forma o metilmercúrio, altamente tóxico nos sistemas aquáticos.(Ver SINERGISMO)POLUIÇÃOEfeito acarretado pelo procedimento humano de lançar na Natureza, resíduos, dejetos ouqualquer outro material que altere as condições naturais do ambiente, contaminando ou deteriorandonossa fonte natural de recursos, do ar, terra ou água, sendo prejudicial ao próprio homem ou a qualquerser vivo desejável.O termo poluição é aplicado hoje a uma vasta gama de conseqüências de procedimentoshumanos, mormente nos centros de grande atividade ou aglomeração, tais como excesso de efeitossonoros (poluição sonora ou auditiva), de efeitos visuais (poluição visual), poluição do ar, poluiçãotérmica (por geração indesejável de calor), poluição alimentar etc.O quadro seguinte ilustra a poluição atmosférica em centros urbanos com diferentes densidadesde população (GOUDIE, 1990):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS186CONCENTRAÇÃO---------------------------------------μg / m3---------------------------------------------------------CLASSE DEPOPULAÇÃOPARTÍCULAS EMSUSPENSÃO (TOTAL)PARTÍCULAS DE SO2 PARTÍCULAS DE NO2Não-urbano 25 10 33<10.000 57 35 11610.000 81 18 6425.000 87 14 6350.000 118 29 127100.000 95 26 114400.000 100 28 127700.000 101 29 1461.000.000 134 69 1633.000.000 120 85 153A fotos que seguem, mostram Pequim: à esquerda em dia após a chuva e à direita em dia compoluição atmosférica (do site www.wikipedia.com).Estas outras duas fotos que seguem, mostram: a da esquerda, Nova York em dia com poluição doar elevada; e a da direita, dois edifícios em Bordeaux (França), onde o da esquerda foi construído commaterial suscetível à aderência dos poluentes atmosféricos, em contraste com o edifício da direita (fotosdo site www.wikipedia.com).PONTO DE COMPENSAÇÃO (DE LUZ ou FÓTICO)Refere-se à luminosidade na qual o O2 produzido na fotossíntese compensa o O2 consumido narespiração. Em ecologia aquática, a profundidade de compensação é aquela, na coluna de água, onde aprodutividade primária e o consumo pela respiração se igualam, não ocorrendo produtividade líquida.PONTO DE INFLEXÃO(Ver INFLEXÃO, PONTO DE)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS187PONTO (ou COEFICIENTE) DE MURCHA PERMANENTE (DE UMA PLANTA)Teor de água no solo que causa a murcha irreversível da planta, sendo que esta não se recuperaquando é colocada em ambiente saturado com vapor d’água. Estima-se ser tal ponto em torno de -1,5 Mpade potencial mátrico do solo. Este potencial é representado em termos de energia livre (e não de pressão),significando portanto, um valor negativo, ou seja, faz-se necessário “trabalho” (ou força) para remover aágua do solo.(Ver POTENCIAL DE ÁGUA DO SOLO)PONTO DE ORVALHOTemperatura em que o vapor de água se liquefaz.“POOL”(Ver COMPARTIMENTO DE CICLAGEM e DE RESERVA)POPULAÇÃOGrupo de organismos de uma mesma espécie, coexistindo ao mesmo tempo e no mesmo espaço,e capazes, na maioria, de se intercruzarem, produzindo descendentes férteis.POPULAÇÃO EFETIVA(Ver TAMANHO DE POPULAÇÃO EFETIVA)POPULAÇÃO EM GARGALOPOPULAÇÃO EM GARGALO = EFEITO GARGALO (DE GARRAFA) = GARGALOPOPULACIONALOriginalmente o termo utilizado foi, em inglês, “bottleneck population”, querendo significar umaredução brusca no tamanho de uma população com conseqüente redução no tamanho do compartimento(“pool” em inglês) gênico ou da variabilidade genética total.POPULAÇÃO LOCALQualquer grupo de indivíduos, da mesma espécie, relativamente isolados, que se intercruzam.Devido às trocas genéticas e à continuidade da população através do tempo, a população local, mais doque o indivíduo, é a unidade básica da evolução.POPULAÇÃO MÍNIMA VIÁVEL − PMVÉ o número mínimo de indivíduos de uma população, que lhe possibilite evitar a vulnerabilidadeà extinção e continue com chances de aumentar, tão logo as condições ambientais lhe permitam.(Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO)PORCENTAGEM DE SATURAÇÃO DE BASES(Ver SATURAÇÃO DE BASES)POROSIDADE (DO SOLO)Porção, de um volume de solo, não ocupado por partículas sólidas (seja mineral ou orgânica).Em condições normais de campo, os espaços entre tais partículas são ocupados por ar e água; é este oespaço disponível para a penetração das raízes no solo. Fala-se em microporos (ou em microporosidadedo solo), geralmente no interior dos agregados, em que a água é retida por capilaridade; e fala-se emmacroporos (ou em macroporosidade do solo ou porosidade não-capilar), em que a água o atravessa porgravidade e é então substituída por ar. A estimativa da porosidade pode ser feita da seguinte maneira(MILLER & DONAHUE, 1990):a) Uma amostra de solo é coletada com um cilindro (ver o utilizado no verbete DENSIDADEAPARENTE), perfazendo um volume de 73,6 cm3. A amostra, seca em estufa a 105°C, pesou 87,8 g. Adensidade de partícula “padrão” é 2,65 g/cm3(ou 2650 kg/m3).b) Obtém-se inicialmente a densidade aparente (ver o verbete DENSIDADE APARENTE), queneste exemplo foi 1,19 g/cm3.c) A porcentagem de poros é dada finalmente por:= 100% - (densidade aparente/densidade de partículas) (100)= 100% - (1,19/2,65) (100)= 100% - 44,9%= 55,1%; esta é a porcentagem de volume de poros do solo.Um solo argiloso tem uma porcentagem em torno do valor dado neste exemplo. Um solo arenosoteria entre 45 e 50%. O volume de poros é portanto inversamente proporcional ao diâmetro das partículassólidas do solo, ou seja, varia com a textura do solo. Raramente um solo apresenta porosidade inferior a30% ou superior a 60%.(Ver DENSIDADE APARENTE; e PERFIL DO SOLO)POSCLÍMAXRefere-se à modificação de uma vegetação, como conseqüência de alterações ou ligeirasflutuações climáticas, refletindo tal modificação nas condições ambientais (climáticas) que se tornammais frias e/ou mais úmidas do que a média do ambiente antes da modificação.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS188POSSIBILIDADE DE DEFESA ECONÔMICAA habilidade de um animal defender um território e que é medida como sendo os custosbiológicos de defesa, comparados aos benefícios obtidos. Quando os benefícios excedem os custos, diz-seser o território “defensável”.POTAMOTermo, de origem grega, utilizado como designação de rio e a tudo que a ele se refere.Combinados a esta nomenclatura há então termos tais como potamoceno (ecossistema de rio) e muitosoutros (potamobento, potamoneuston, potamopleuston, potamopelagial, potamoquinal).POTAMÓDROMO(Ver ANÁDROMO)POTÊNCIA DE TRÊS MEIOS(Ver LEI DA POTÊNCIA DE TRÊS MEIOS)POTENCIAL BIÓTICODiz-se da habilidade de uma determinada população em reproduzir numa certa taxa ouvelocidade, geralmente num ambiente sem limitação de recursos.POTENCIAL DE ÁGUA (DA PLANTA)O potencial de água da planta é o estado termodinâmico da água nas células vegetais, mais doque a quantidade total de água que participa das reações bioquímicas da planta. O potencial de água, ψ, éo trabalho necessário para elevar a água combinada ao potencial de água pura. É expressa em energia porunidade de massa (J m-3), sendo convertida em potencial pela relação: 1 MJ m-3= 1 Mpa. O potencialosmótico, ψπ, sendo mais baixo do que o da água pura, ele é um valor negativo; e o potencial de pressãoψP é geralmente positivo. Assim num certo estado de hidratação, o potencial da célula vegetal inteira édado por: ψcél = (-)ψπ + (+)ψP. Um potencial de água da célula vegetal (ψcél) negativo indica que a célulaestá sob tensão. Um déficit de vapor de água no ar ou um meio hipertônico (solo salino, por exemplo),pode fazer com que a água saia da célula e assim baixe seu potencial. Nas células do ser vivo há umatendência da água mover-se de pontos com potencial mais alto para pontos com potencial mais baixos.Outros elementos importantes na questão do potencial de água das plantas é o potencial mátrico(−)ψτ do protoplasma e da parede celular (geralmente é de valor negligível). Quando a célula, ou melhor oprotoplasma está saturado com água, devido à pressão de turgescência, a parede da célula se distende aomáximo e assim impede a célula de absorver mais água. Os valores são então: ψcél = 0 e ψπ = ψP. (Veroutros pormenores em LARCHER, 2001).POTENCIAL DE ÁGUA (DO SOLO)Quantidade de trabalho que uma porção infinitesimal de água pode desenvolver para se deslocardo solo (maior concentração de sais ou nutrientes) para um local com água pura, em condição de pressãoatmosférica normal. É uma combinação dos efeitos da área de superfície das partículas do solo, dospequenos poros que adsorvem água (potencial mátrico), juntamente com os efeitos das substânciasdissolvidas (potencial osmótico) e dos efeitos da pressão atmosférica (potencial de pressão).A unidade de energia tradicionalmente utilizada para representar o potencial de água é o bar:1 bar = 100 kPa (quilo Pascal) = 100 J/kg1 kPa = 1J/kg = 0,009869 atmModernamente usa-se o Pascal.Este potencial é representado em termos de energia livre (e não de pressão), significandoportanto, um valor negativo, ou seja, faz-se necessário “trabalho” (ou força) para remover a água do solo.A figura que segue (MILLER & DONAHUE, 1990) mostra o aumento do valor negativo do potencial deágua que está fortemente ligada aos sais em dissolução no solo:
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS189Observações sobre a representação do potencial mátrico do solo:1) Alto potencial (pequenos valores negativos) corresponde a um solo úmido (alto teor de água,fracamente ligada às partículas do solo; disponível para os organismos, que requerem pouca energia parausá-la).2) Baixo potencial (grandes valores negativos) corresponde a um solo seco (baixo teor de água,fortemente ligada às partículas do solo; pouco disponível para os organismos, que requerem muita energiapara usá-la).POTENCIAL DE PRESSÃO (DO SOLO)(Ver POTENCIAL DE ÁGUA (DO SOLO))POTENCIAL MÁTRICO (DO SOLO)(Ver POTENCIAL DE ÁGUA (DO SOLO))POTENCIAL OSMÓTICO (DO SOLO)(Ver POTENCIAL DE ÁGUA (DO SOLO))POTENCIAL REDOX (ou POTENCIAL DE REDUÇÃO-OXIDAÇÃO)Diz respeito às reações em que um composto orgânico sofre oxidação (adição de oxigênio ouremoção de hidrogênio) ao tempo em que outro sofre redução (remoção de oxigênio ou adição dehidrogênio). Nas reações biológicas, a transferência de eletron não é muito evidente, por causa daausência comum de íons e também porque os estados de oxidação do carbono não são comumente usadosem química orgânica. A maioria das reações biológicas de redox envolve a transferência de hidrogênio.Nos inúmeros processos oxidativos que ocorrem nos seres vivos há sempre liberação de energia, que éutilizada pelo organismo nos mais diferentes processos metabólicos vitais (transporte ativo, movimentoflagelar, ATPase para formar ATP etc). A reação geral pode ser dada por:AH2 + B ↔ A + BH2O agente oxidante B é o aceptor de hidrogênio. Esta reação é interpretada como de transferênciade 2 átomos de H, com seus 2 eletrons, de A para B, de maneira que A ao perder 2 eletrons, se oxida.O potencial redox é atualmente expresso em Eh (anteriormente era Pε); assim: Pε = Eh(volts)/0,059. Como exemplo, a oxidação do NO2 a NO3 no solo (na nitrificação) tem um potencial redoxde Eh = 0,42 volts. O potencial é negativo quando a substância redutora é mais forte; a oxidação do NH4 aN2 é Eh = -0,35 volts.PPB − PRODUÇÃO PRIMÁRIA BRUTA(Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA)PPL − PRODUÇÃO PRIMÁRIA LÍQUIDA(Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA)0-33-100-200-400-600-800-1200-1600kPa Condição do solo Energia requeridaPotencialmátricoSolo saturado Pouca energiaAlto (maior)Capacidade de campo CrescentePonto de murcha Muita energia Baixo (menor)MPa0-0,03-0,1-0,2-0,4-0,6-0,8-1-1,2-1,6
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS190P : R(Ver RAZÃO P : R)PRADARIASDenominação generalizada para as formações (ou ecossistemas) campestres, onde há predomíniode gramíneas (geralmente de uns poucos centímetros de altura até 2 m) e que ocorre em muitas regiões domundo (do norte do Canadá ao México), em alguns campos de várzea da amazônia e no planalto centralbrasileiro.(Ver CAMPOS SULINOS; e PAMPA)PRAGAPRAGA = PESTEOrganismo, geralmente um animal ou um microrganismo, com explosões de crescimentopopulacional, que rapidamente atinge níveis de dano a um cultivo e indiretamente, ao ser humano.Enquadram-se aqui, tanto gafanhotos, cochonilha, cigarrinhas (da cana-de-açúcar, por exemplo) e obicudo do algodão, como ratos, escorpiões e a ferrugem (fungo) que ataca o cafeeiro, o trigo, e a podridãoparda (fungo) do cacaueiro ou o mal-das-folhas (fungo) que ataca a seringueira.Em termos ecológicos pode se afirmar que na maioria das vezes “não existem pragas, mas simconseqüências indesejáveis para o homem, pelo manejo inadequado dos componentes dos ecossistemas”,causando desequilíbrios. A siriema, ave de apetite voraz que ocorria em abundância no nordestebrasileiro, alimentava-se de gafanhotos; o desaparecimento da siriema propiciou a proliferação desseinseto que freqüentemente ataca plantios de cana-de-açúcar, constituindo-se portanto, em organismoindesejável, ou seja, uma “praga”.Atribui-se à praga a característica de espécie estrategista r.Nas fotos que seguem vêem-se, à esquerda, gafanhotos em campos da Mauritânia e à direita,grande concentração de gafanhotos, da espécie Schistocerca gregaria, atacando vorazmente uma planta,em campo, naquele país africano (fotos de G.Diana, do site www.fao.org, da FAO – Food andAgricultural Organization). Cada gafanhoto é capaz de comer o equivalente ao seu próprio peso, todo dia.Países como Mauritânia e Marrocos são freqüentemente sujeitos a ataques de gafanhotos. Em 1988registrou-se deslocamento de gafanhotos do oeste da África até a India, atravessando o atlântico em 10dias (suspeita-se que eles foram em navios e “navegando” sobre grandes quantidades de gafanhotosmortos.(Ver CAÇA PREDATÓRIA)PRAGUICIDA(Ver PESTICIDA)PREAMARPREAMAR = MARÉ ALTAAltura máxima da maré, correspondendo ao limite superior do estirâncio.(Ver BAIXA-MAR; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)PRECIPITAÇÃO PLUVIALFenômeno em que o vapor d’água da atmosfera (concentrado na forma de nuvens), peloabaixamento da temperatura, se condensa e se transforma em chuva. O termo precipitação atmosféricaenvolve a passagem desse vapor para outras formas de precipitação, tais como, orvalho, neblina, neve,granizo...A precipitação pluviométrica diz respeito ao registro da quantidade de chuva que cai numdeterminado local. É dada geralmente em mm/ano; ou seja, se num determinado local a precipitaçãopluviométrica é de 1500 mm/ano, isto significa a média anual de chuva (obs.: 1 litro de chuva/m2= 1mm).(Ver BARREIRA DE CHUVA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS191PRECISÃO(Ver EXATIDÃO e PRECISÃO)PRÉ-CLÍMAXRefere-se à modificação de uma vegetação, como conseqüência de alterações ou ligeirasflutuações climáticas, refletindo tal modificação nas condições ambientais (climáticas) que se tornammais secas e/ou mais quentes do que a média do ambiente antes da modificação. Considera-sefreqüentemente o pré-clímax como um estádio seral que precede o clímax climático.PREDAÇÃO(Ver PREDATISMO)PREDAÇÃO RECÍPROCA(Ver ANTAGONISMO)PREDADOR(Ver PREDATISMO)PREDADOR-CHAVEÉ o predador dominante, que tem, entre outros predadores duma cadeia alimentar numacomunidade, a maior influência na estrutura dessa comunidade; mais do que poderia se esperar a partir desua abundância relativa. Sua supressão significaria o “desmoronamento da pirâmide alimentar”.PREDATISMOTipo de interação ecológica na qual uma das populações afeta a outra, de quem depende paramanter-se.No predatismo geralmente, o indivíduo predador é maior do que a presa.Sendo esta interação um tipo de grande importância à manutenção da maioria dos ecossistemas,com grande ênfase nos ecossistemas aquáticos (cadeia alimentar típica de pastejo), muitas são asinferências sobre o predatismo e conseqüentemente muitas expressões e termos foram introduzidos emecologia. Há uma classificação taxonômica dos predadores (herbívoro alimentando-se de plantas,carnívoro de 1ª ordem alimentando-se de herbívoros, carnívoro de 2ª ordem alimentando-se dos de 1ªordem e omnívoro consumindo qualquer desses tipos); e há uma classificação dita funcional(pastejadores, predadores verdadeiros, parasitas e parasitóides). O entomólgo C.S.Holling introduziu otermo resposta funcional quanto à relação predador-presa, classificando-a em três tipos: tipo I (apopulação do predador cresce sempre proporcionalmente ao número de presas consumidas), tipo II (emque no início o número de presas consumidas por predador aumenta rapidamente com o aumento dadensidade de população de presas, mas logo em seguida se nivelam) e o tipo III (com semelhanças ao tipoII, em que há um limite no consumo de presas, sendo o número de predadores reprimido com odecréscimo na densidade de presas).Ao predador que ataca e mata de imediato, ou quase, suas presas (e muitas serão estas ao longode sua vida), dá-se o nome de predador verdadeiro.Há diversas formas de predatismo ou predação, citando-se aqui por exemplo a predaçãorecíproca, em que duas espécies diferentes (de besouros do gênero Tribolium), em antagonismo mútuo(como também é chamada), predam ovos e pulpas reciprocamente. Alguns autores utilizam o termocompensação de densidade para designar o aumento no tamanho da população em resposta à redução nonúmero de populações competidoras (muito observado em ilhas).A seguir é representado um esquema (teórico) das relações presa-predador (COLINVAUX,1986):Alguns autores denominam de oscilações pareadas às flutuações na abundância de predador epresa, continuamente, conforme representado acima. Em RICKLEFS (2007) esta relação é denominadade trajetória de população.Predador +Presa +Predador +Presa -Predador -Presa -Predador -Presa +
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS192(Ver DEPENDÊNCIA DA DENSIDADE; INTERAÇÃO ECOLÓGICA; PARASITISMO; eRETROALIMENTAÇÃO)PREFERÊNCIA BALANCEADARefere-se à preferência por alimento, expressa pelos consumidores (herbívoros e carnívoros). Háconsumidores que têm “alternativas” quanto à fonte de alimentos, constituindo-se estes em recursoscomplementares (seriam espécies eurifágicas). Há consumidores no entanto, que utilizampredominantemente alimento de maior teor energético e conseqüentemente sentem menor necessidade emadquirí-los (poderia isto ser chamado, como gostam alguns autores, de “energia ganha por unidade detempo utilizado”). Estas últimas espécies poderiam ser denominadas de estenofágicas.(Ver “esteno-”; “euri-”; e UTILIZAÇÃO DIFERENCIADA DO RECURSO)PRESA(Ver PREDATISMO)PRESSÃO SELETIVADeterminado fator (ou “força”) agindo sobre uma população (ou populações), de maneira adeterminar que alguns indivíduos dessa população (ou dessas populações) gerem mais descendentes (oumais genes) do que outros, para as gerações subseqüentes. Dessa maneira, imprimem um certodirecionamento ao processo evolutivo da espécie.PRESERVAÇÃO (AMBIENTAL)Ação de proteção e/ou isolamento de um ecossistema com a finalidade de que ele mantenha suascaracterísticas naturais, por constituir-se como patrimônio ecológico de valor.(Ver CONSERVAÇÃO)PREVALÊNCIAEm parasitologia refere-se ao número de indivíduos de uma espécie hospedeira infectado comum parasita, dividido pelo número de parasitas examinados. É usualmente expresso como porcentagem.Fala-se assim em prevalência de infecção. Usa-se uma outra avaliação, quanto ao parasitismo,denominada de intensidade de infecção.(Ver INFECÇÃO)PREVALÊNCIA (DE ABUNDÂNCIA)(Ver ESPÉCIE RARA)“PRIMAVERA SILENCIOSA”Ou “Silent Spring”, em inglês, foi o livro escrito pela bióloga e escritora científica norte-americana Rachel Carson, em 1962, alertando a humanidade sobre as ameaças da poluição à vida nabiosfera.PRINCÍPIO DA “DESVANTAGEM IMPOSTA AO COMPETIDOR” (= “HANDICAPPRINCIPLE”)Expressão sugerida pelo biólogo israelense Amotz Zahavi (segundo RICKLEFS, 2007),denominada em inglês de “handicap principle” (ainda sem tradução exata e amplamente aceita emportuguês), podendo ser traduzida como “desvantagem imposta ao competidor”. Seria a maneira com queum animal macho demonstraria à fêmea sua capacidade de superioridade em relação aos machoscompetidores. Há por exemplo, caso em que uma espécie de pássaro carrega para o ninho até 2 kg depequenas pedras, como se demonstrando para os demais machos (principalmente para os “fracos”) que sóele é capaz disso, sendo portanto, merecedor de uma chance para transmitir seus genes à prole que gerar(com a concordância da fêmea que conquistar, é claro).PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVAPRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA = PRINCÍPIO DE GAUSEDuas espécies não podem coexistir permanentemente no mesmo nicho ecológico; ou seja, háuma tendência para que a competição leve as duas espécies intimamente relacionadas ou similares àseparação ecológica, passando a viverem em habitats diferentes ou passando a ocuparem nichosdiferentes.PRINCÍPIO DAS PROPRIEDADES EMERGENTESAlguns autores interpretam que um certo nível ecológico ou unidade ecológica não pode serentendida a partir do estudo exclusivo de seus componentes, devendo-se observar uma comunidade ou umecossistema como um “superorganismo” (com propriedades de plantas e animais, em conjunto), ou sejapor exemplo, quando num coral as algas e os animais celenterados evoluem conjuntamente, forma-se umeficiente mecanismo de ciclagem de nutrientes (em água com baixo teor de nutrientes) mas com altaprodutividade. A biodiversidade e a produtividade do coral seriam propriedades emergentes somentepossíveis de serem caracterizadas no nível das comunidades desse recife de coral.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS193PRINCÍPIO DE ALLEEEmbora a agregação possa aumentar a competição entre os indivíduos, por nutrientes ou espaço,os indivíduos quando agrupados poderão reduzir sua taxa de mortalidade pela sua capacidade conjunta demodificar as condições de microhabitat ou de microclima.O grau de agregação, que resultará num ótimo de sobrevivência e crescimento da população,varia com a espécie e as condições ambientais e por isso, tanto a subpopulação (ou ausência deagregação) como a superpopulação, poderão ser limitantes.O gráfico que segue mostra que a população da espécie A sobrevive melhor quando suadensidade é baixa, ao passo que a da espécie B tem menor sobrevivência nos extremos de densidade, ouseja, tanto a densidade baixa como a alta limita o crescimento populacional da espécie B:PRINCÍPIO DE GAUSE(Ver PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO COMPETITIVA)PRINCÍPIO DE HARDY-WEINBERG(Ver EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG)PROBIOProjeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira. OPROBIO é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), objetivando promover parceriasentre o Poder Público e a Sociedade Civil na conservação da diversidade biológica, utilização sustentávelde seus componentes e na repartição justa e eqüitativa dos benefícios dela decorrentes. Visa definirmetodologias, instrumentos e processos, estimular a cooperação internacional, promover pesquisas eestudos, produção e disseminação de informações, capacitação de recursos humanos, aprimoramentoinstitucional e desenvolvimento de ações para a conservação da diversidade biológica e utilizaçãosustentável de seus componentes.PROCARIOTOOrganismo (geralmente unicelular) cuja célula não possui núcleo individualizado. Exemplos:bactérias (incluindo os actinomicetos) e cianobactérias.(Ver ÁRVORE FILOGENÉTICA UNIVERSAL; DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS; eEUCARIOTO)PROCLÍMAXComunidade cuja manutenção caracteriza-se por repetidos distúrbios.(Ver CLÍMAX TRANSITÓRIO e CLÍMAX CÍCLICO)PROCRIAÇÃO CONSANGÜÍNEA(Ver HOMOZIGOSIDADE; e DEPRESSÃO DA PROCRIAÇÃO CONSANGÜÍNEA)PRODUÇÃO MÁXIMA SUSTENTÁVELRefere-se ao balanço entre a sub e a superexplotação, sendo portanto uma taxa máxima de uso deuma determinada população (no pico de sua densidade maior), sempre, bem antes da capacidade desuporte (K).Há restrições a esta “teoria” que não considera aspectos importantes da dinâmica de população ,como classes etárias, taxas diferenciais de crescimento, sobrevivência e reprodução.PRODUTIVIDADEPRODUTIVIDADE = TAXA DE PRODUÇÃORefere-se genericamente, ao peso de matéria seca produzida num dado período pelas plantasclorofiladas, em crescimento, numa determinada área.(Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA)PRODUTIVIDADE PRIMÁRIARefere-se à taxa com que a energia solar é armazenada pela atividade fotossintética dosorganismos produtores (principalmente as plantas clorofiladas) sob a forma de substâncias orgânicas, porA BSobrevivênciaDensidade
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS194unidade de área (nos ecossistemas terrestres) ou de volume (nos ecossistemas aquáticos) e por unidade detempo.Nos ecossistemas terrestres a produtividade primária é geralmente expressa em termos dematéria seca (g.m-2.ano-1) ou de energia (kcal.m-2.ano-1).No quadro que segue estão representados valores de produtividade primária líquida e fitomassade diversos ecossistemas:ECOSSISTEMA PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDAMat. seca, g m-2ano-1(média)Floresta tropical 2000Pântanos, brejos 2000Estuários, recifes, algas em estratos 1800Floresta temperada 1200Savana tropical 900Floresta boreal 800Mata e vegetação arbustiva, em geral 700Terra cultivada, em geral 650Oceano 125TOTAL CONTINENTAL 773TOTAL MARINHO 152A produtividade primária líquida (média mundial) dos ambientes terrestres é estimada em 7 X1010Mg de C/ano e dos oceanos é de 4 X 1010Mg de C/ano (lembre-se que Mg (megagrama) = 1.000.000g= 1 tonelada).PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA – PPBÉ a taxa com que a energia solar é armazenada pela atividade fotossintética dos produtores,incluindo a matéria orgânica utilizada na respiração desses produtores; ou seja: PPB = PPL + R.(Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA)PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA - PPLÉ a taxa com que a energia solar é armazenada pela atividade fotossintética dos produtores, emexcesso à matéria orgânica utilizada na respiração desses produtores; ou seja: PPL = PPB - R.(Ver PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA)PRODUTIVIDADE SECUNDÁRIAÉ a taxa com que a energia proveniente dos produtores é armazenada ao nível dos consumidores.Neste caso o termo “produtividade” seria melhor substituído por “assimilação”, uma vez que osconsumidores recebem a matéria já produzida, com perdas respiratórias.(Ver ASSIMILAÇÃO)PRODUTO EM PÉ(Ver BIOMASSA)PRODUTOROrganismo autotrófico (especialmente as plantas clorofiladas), ou seja, que é capaz de produziralimento pela fixação da energia solar e transformação de substâncias inorgânicas simples em compostosorgânicos.O produtor ocupa o primeiro nível trófico da cadeia alimentar.PROFUNDIDADE CRÍTICAProfundidade na qual a intensidade média de luz numa coluna de água iguala a intensidade decompensação de luz.(Ver PONTO DE COMPENSAÇÃO)PROFUNDIDADE DE COMPENSAÇÃO (DE LUZ)(Ver PONTO DE COMPENSAÇÃO (DE LUZ ou FÓTICO))PROFUNDIDADE EFETIVA DO SOLOProfundidade do solo alcançada pelas raízes das plantas, sem impedimentos que possam causar-lhes problemas.PROGRAMA INTERNACIONAL DA GEOSFERA E DA BIOSFERA(Ver “IGBP”)PROGRAMA INTERNACIONAL DE BIOLOGIA(Ver “IBP”)PROPÁGULOQualquer parte originária de um vegetal (semente, esporo, gema ou broto vegetativo...) e que dáorigem a novo indivíduo. Sinônimo menos usado: diáspora.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS195PROPRIEDADES DO GRUPO POPULACIONAL(Ver ATRIBUTOS DA POPULAÇÃO)PROPRIEDADES EMERGENTES(Ver PRINCÍPIO DAS PROPRIEDADES EMERGENTES)“PROTISTA”(Ver REINO)PROTOCOLO DE QUIOTO (ou KYOTO)O Protocolo de Quioto (nome de cidade do Japão) surgiu como conseqüência de evento iniciadoem Toronto (Canadá) na “Toronto Conference on the Changing Atmosphere”, em outubro/1988,continuando com o “First Assessment Report” ocorrido em Sundsvall (Suécia) em agosto/1990 e depoiscom a Eco-92, das Nações Unidas, realizado no Rio de Janeiro em junho/1992. Foi discutido e negociadoem Quioto, em 16 de março de 1998 e ratificado em 15 de março de 1999. Os detalhes finais foramestabelecidos em Marraquech (de 29/10 a 9/11/2001), tendo entrado oficialmente em vigor em 16 defevereiro de 2005. Dele participam mais de 160 países, com as notórias exclusões dos E.U.A. e Austrália.Nele foi proposto um calendário no qual os países desenvolvidos (países do Anexo I) terão quereduzir a emissão de poluentes (essencialmente o CO2) em pelo menos 5,2% (em relação aos níveis de1990) até 2012. Os E.U.A. no governo de George W. Bush, negaram-se a assinar o acordo. Em 18 denovembro de 2004 a Rússia confirmou sua participação.(Ver EFEITO ESTUFA)PROTOCOOPERAÇÃOTipo de interação ecológica na qual ambas as populações se beneficiam mas, onde as relações deassociação não são obrigatórias. Alguns autores usam o termo mutualismo facultativo com significadomuito similar ao de protocooperação, ou seja, caso em que uma ou ambas as espécies de uma associaçãomutualística podem sobreviver na ausência do “parceiro (ou parceira)”.(Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA; e MUTUALISMO)PROTÓTROFO(Ver AUXOTROFIA)PROTOZOOPLÂNCTON(Ver APÊNDICE V – PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO)PROVÍNCIA FAUNÍSTICAUma subregião geográfica contendo fauna distinta, que se situa mais ou menos isoladamente deoutras regiões por barreiras que impedem migrações.PROVÍNCIA NERÍTICA(Ver REGIÃO OCEÂNICA; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)PROVÍNCIA OCEÂNICA (ou OCEANO ABERTO)(Ver REGIÃO OCEÂNICA; e APÊNDICE IV – ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)“psamo-”Prefixo de origem grega significando “areia”. Seguem alguns termos com este prefixo.PSAMOFAUNAAnimais que vivem em substrato arenoso.PSAMÓFITAPlanta que se desenvolve sobre areia (de dunas, por exemplo). Psamófilo é um organismo (umvegetal, em geral) que se desenvolve melhor na areia.PSAMOSEREDiz-se da “sere” cuja vegetação se desenvolve sobre areia (de dunas, por exemplo).(Ver LITOSERE; OXISERE; e XEROSERE)PSEUDOEFÊMEROUma flor que fica aberta por cerca de um dia (há cacto que assim se comporta).PSEUDOINTERFERÊNCIARefere-se a uma característica ou padrão, do declínio da taxa de consumo de um predador, com oaumento de sua densidade de população, que é uma reminiscência da “interferência mútua”, mas que naverdade, resulta da “resposta de agregação” do predador. Muitos herbívoros tendem a agregar-se sem queisto seja uma “resposta de agregação” à existência de maior densidade de presa.“psicro-”Prefixo de origem grega significando “frio”. O instrumento que mede umidade relativa do ar apartir das medições de temperatura feitas num termômetro de “bulbo seco” e num de “bulbo úmido”, cujadiferença de valores corresponde a uma determinada umidade relativa do ar (em porcentagem, vista numatabela psicrométrica) chama-se psicrômetro.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS196PSICRÓFILOTermo aplicado geralmente para definir microrganismos capazes de crescer em temperaturaabaixo dos 5°C, mas cuja temperatura ótima aproxima-se daquela dos mesófilos.“pterido-”Prefixo de origem grega que se refere a “samambaias; fetos” (ou pteridófitas). Pteridofágico: éaquele organismo que se alimenta de pteridófitas.PUMILIOTOXINA(Ver DEFESA QUÍMICA)PUPANos insetos holometabólicos pupa é o estádio intermediário entre larva e imago. Algunsderivados: pupívoro (pupivoria) (que se alimenta de pupas); pupígero (que gera ou produz pupa).PUTREFAÇÃO(Ver DECOMPOSIÇÃO)“PVA − POPULATION VIABILITY ANALYSIS”(Ver ANÁLISE DE VIABILIDADE DE POPULAÇÃO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS197QqCO2 ou QUOCIENTE METABÓLICOQUOCIENTE METABÓLICO = TAXA DE RESPIRAÇÃO ESPECÍFICA DA BIOMASSAVariável (ou parâmetro) utilizada geralmente em ecologia microbiana, em que se relaciona ocarbono emanado pela respiração dos microrganismos (representado como C-CO2) à biomassa dessesmicrorganismos por unidade de tempo. De microrganismos de solo, por exemplo, obtiveram-se asseguintes faixas de qCO2 nas seguintes condições (com dados em mg de C-CO2.g-1de biomassa de C.h-1X 10-4): em monoculturas de 6 a 17 mg e em cultivos rotacionais de 1,7 a 12 mg . Parece haver umatendência para que um agro ou ecossistema jovem tenha qCO2 mais elevado do que um maturo e damesma maneira, um solo que recebeu substrato (matéria orgânica) recente também apresenta qCO2 maiselevado do que aquele com substrato mais antigo.QUADRANTE, MÉTODO DO (ou MÉTODO DO QUADRADO)Método de estudo de campo, em que se delimita uma área para se investigar ou amostrar plantasou animais. A área é geralmente tomada ao acaso. Esta denominação é comumente aplicada paradelimitação de pequenas áreas de estudo em vegetação rasteira (numa pastagem ou sobre dunas, porexemplo) em que se utiliza uma espécie de moldura quadrada, de 1 m2ou pouco mais; mas também seaplica esta denominação para estudos em áreas grandes, como em matas por exemplo.QUALIDADE DA ÁGUA(Ver ÁGUA POTÁVEL)QUALIDADE DE VIDARefere-se ao conjunto de condições (físicas, químicas, biológicas) que propiciem vida saudávelao ser humano, juntamente com as espécies vegetais e animais desejáveis. A boa qualidade de vidaimplica até num estado de bem-estar psicológico e social, em que o ser humano, especialmente, satisfaztodas suas necessidades biológicas sem riscos à sua segurança e saúde, podendo com isso manter-se emequilíbrio dinâmico ou crescer numericamente de acordo com suas aspirações.QUEBRA-VENTOBarreira constituída geralmente por árvores e introduzida pelo homem com o propósito dereduzir o impacto do vento sobre cultivos. Como exemplo cita-se um quebra-vento formado porespécimes de Leucaena leucocephala (duas fileiras externas), seguidos internamente por algaroba,Prosopis juliflora (duas fileiras) e mais internamente por espécimes de eucalipto, Eucalyptuscalmadulensis (uma fileira).QUELAÇÃOLigação muito forte entre metais e compostos orgânicos, sendo algumas dessas ligaçõesinsolúveis, como acontece com o humus do solo. Os quelantes (agentes da quelação) utilizados parafertilizar o solo, são solúveis e auxiliam na manutenção dos nutrientes metálicos (Fe, Zn, Mn e Cu), quese mobilizam no solo e atuam na absorção desses nutrientes pelas plantas.QUELANTE(Ver QUELAÇÃO)QUERATINOFÍLICOOrganismo que se desenvolve em material rico em queratina (chifres, unhas, garras ...), como porexemplo alguns fungos que, no solo, degradam este composto.(Ver QUITINOLÍTICO)QUIESCÊNCIA (QUIESCENTE)Uma fase ou estádio de descanso ou repouso ou quietude, caracterizado pela atividade reduzidaou inatividade (ou cessação) do desenvolvimento.(Ver DORMÊNCIA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS198QUÍMICA AMBIENTALUma visão da química (elementos químicos, compostos e suas estruturas, processos químicosetc.) relacionada ao ambiente em que vivem os organismos, ou seja, o ambiente físico-químico: a terra, oar e a água. Esta possível disciplina, não seria uma mera subdivisão da química, mas sim uma maneira deentender a química moderna relacionando seus princípios básicos e conhecimentos atualizados, demaneira a propiciar ao ser humano a possibilidade de avaliar inteligentemente suas chances de usufruirdos ambientes por tempo indeterminado, sem comprometer sua vitalidade e qualidade. A químicaambiental promove a junção dos conhecimentos da biologia molecular, bioquímica e ecologia, comobases necessárias ao desenvolvimento de tecnologias limpas.QUIMIOAUTÓTROFO(Ver AUTÓTROFO)QUIMIOLITÓTROFOBactéria que utiliza ampla faixa de compostos inorgânicos como fonte de carbono. Ex.: aThiobacillus desnitrificans, que atua na desnitrificação, reduz o NO3 a N2. A T. ferrooxidans oxida o Fe2+,sendo muito usada no processo de biolixiviação de minérios.(Ver QUIMIÓTROFO; e BIOLIXIVIAÇÃO)QUIMIÓTROFOQUIMIÓTROFO = LITÓTROFOOrganismo, geralmente microrganismo, que sintetiza seu alimento a partir de compostosinorgânicos simples (à maneira dos fotossintetizantes, que utilizam H2O e CO2), sem necessitar de energialuminosa para tal síntese. As tiobactérias ou bactérias sulfurosas, oxidam o H2S, produzindo energia que éentão usada para sintetizar glicose (C6H12O6) a partir de H2O e CO2.QUIROPTERÓFILO (QUIROPTEROFILIA)Vegetal que é polinizado por morcegos (quiropterofilia é a polinização por morcegos).QUITINA (e QUITINASE)(Ver QUITINOLÍTICO)QUITINOLÍTICOA quitina é um polímero de N-acetilglucosamina encontrada na parede celular da maioria dosfungos e no exoesqueleto de insetos. Alguns microrganismos, bactérias do gênero Pseudomonas,actinomicetos (bactérias filamentosas), Trichoderma (um fungo imperfeito, saprófita comum no solo),dentre outros, são quitinolíticos, ou seja, pela ação de uma enzima, a quitinase, degradam a quitina.QUOCIENTE METABÓLICO(Ver qCO2)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS199RRADIAÇÃO DE FUNDO“Background radiation”, denominada originalmente em inglês, é a radiação natural, formada pelaradiação cósmica (partículas elementares vindas do espaço) e pela radiação terrestre (proveniente dadegradação de isótopos de ocorrência natural).RAÇA ECOLÓGICA(Ver ECOTIPO)RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA–RFAFaixa de radiação, ou energia luminosa, entre 380 nm e 780 nm, que incidindo sobre a clorofila,cataliza no vegetal a transformação desta energia em energia química, a partir da fixação do CO2atmosférico e absorção da água.Em inglês é comum o uso da abreviatura “PhAR–” ou “PAR–Photosynthetically ActiveRadiation”.(Ver APÊNDICE III – ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO).RADIAÇÃO GAMA(Ver RADIONUCLÍDEOS)RADIAÇÃO IONIZANTEPartículas alfa e beta (de movimento rápido) e gama (alta energia), emitidas por radioisótopos.Têm energia suficiente para deslocar eletrons de átomos que venham a atingir.(Ver RADIONUCLÍDEOS; e RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA)RADIONUCLÍDEOSÁtomos de núcleo instável que se desintegra espontaneamente e emite partículas alfa e beta e/ouradiação gama. O rádio, urânio e estrôncio são exemplos de radionuclídeos. A partícula alfa (ou partícula-α), tem carga positiva (dois prótons e dois nêutrons), produz alta ionização e sendo maior do que asoutras partículas de radiação, tem reduzida capacidade de penetração nos tecidos vivos moles (em pele emúsculos de 0,001 a 0,007 cm), mas em ferimentos, pode ser biologicamente danosa. A partícula beta (oupartícula-β) é negativa (constituída de elétrons) é de baixo poder de penetração, embora um pouco maisdo que a alfa.RADONElemento gasoso radioativo proveniente de emanação natural de certas rochas e minérios. Émuito comum ser encontrado próximo a zonas de mineração de ferro, urânio e outras, onde há emissãodesse gás sob a forma de partículas alfa. Há registros de câncer de pulmão em mineiros (da mineração dourânio) que se expuseram excessivamente ao radon.RAIZ ADVENTÍCIARaiz que, diferentemente de uma raiz normal, origina-se de um caule ou folha. Um bom exemploé a raiz da Rhizophora mangle, que auxilia na fixação desta árvore no solo movediço do mangue edesempenha importante função respiratória através dos pneumatódios ou lenticelas.(Ver MANGUE)RAIZ TABULARRAIZ TABULAR = SAPOPEMA = SAPOPEMBARaiz que se projeta externamente na base do tronco de certas árvores, principalmente dasflorestas tropicais. Ela é importante à sustentação da árvore e auxilia na respiração da árvore, que vivenum solo rico em matéria orgânica, onde há grande competição por oxigênio. A figura que segue, ilustraraízes tabulares típicas de uma árvore de ecossistema tropical (do sitewww.nucleodeaprendizagem.com.br):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS200RAREFAÇÃODo inglês “rarefaction” (termo usado por LINCOLN et al., 1998 e por RICKLEFS, 2007) é ummeio de se padronizar a amostragem de uma comunidade para medir a diversidade de espécies,reduzindo-a (ou “rarefazendo” a amostragem) para um tamanho de amostra comum. É um tipo desubamostragem de indivíduos para um tamanho comum (ou padrão) para evitar que “ao se estimar adiversidade de espécies, o número de espécies numa amostra tenda a aumentar com o número deindivíduos amostrados” (RICKLEFS, 2007).“RASTER” e VETORDenominações de dois métodos utilizados em computação gráfica no processamento de imagens.O tipo “raster” mantém uma imagem como uma matriz de pontos controlados independentemente, sendoa imagem armazenada na memória do computador como uma matriz ou grade de pontos individuais ou“pixels”; enquanto o vetor é mantido como uma coleção de pontos, linhas e arcos. O “raster” tem sido atecnologia dominante nesse setor da computação, sendo muito utilizado em geoprocessamento.RAUNKIAER(Ver FORMAS DE VIDA DE RAUNKIAER)RAVINASulco ou depressão no solo causada por água de escoamento. Termo de uso mais freqüente emgeociências.(Ver “RUNOFF”)RAZÃO DE FERTILIDADE(Ver RELAÇÃO DE FERTILIDADE)RAZÃO P : R(Ver RELAÇÃO P : R)REABILITAÇÃO(Ver RECOMPOSIÇÃO)REAÇÃO DE HILL(Ver FOTOSSÍNTESE)REBENTAÇÃO(Ver ZONA DE REBENTAÇÃO)RECALCITRANTE(Ver BIODEGRADAÇÃO)RECEPTOR(Ver MODELO CONTROLADO-PELO-DOADOR)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS201RECIFES (DE CORAIS)Ajuntamentos calcários formados no mar, nos trópicos, em profundidade inferior a 40 m,constituídos por exoesqueleto de corais e algas calcárias e por vezes também por arenito. Nos recifes decorais a salinidade geralmente é alta e a temperatura da água supera os 20 °C.(Ver ATOL; e CORAL)RECOMPOSIÇÃORECOMPOSIÇÃO = REABILITAÇÃO = REVEGETAÇÃOCorresponde este termo à “rehabilitation” (= reabilitação, em inglês), termo introduzido porA.D.Bradshaw, significando uma recomposição de uma comunidade, num ambiente natural, àsemelhança (mas não exatamente a mesma) da que existia anteriormente.Neste processo, principalmente em áreas intensamente degradadas, onde o solo originaldesapareceu, recomenda-se o uso de plantas que tenham simbiose com bactérias fixadoras de nitrogênioatmosférico e/ou com fungos endomicorrízicos.(Ver REPOSIÇÃO)RECRUTAMENTO / RECRUTAConsidera-se como a entrada de novos membros numa população, pela reprodução ou imigração.Recruta refere-se ao indivíduo que entrou nessa população.RECUPERAÇÃO ou REGENERAÇÃO DE SOLOS DEGRADADOS(Ver BIORREMEDIAÇÃO e RECOMPOSIÇÃO)RECURSOS ANTAGONISTASSão recursos, geralmente um par de recursos (alimento por exemplo) que é requisitadosimultâneamente por um animal para manter uma determinada taxa de aumento. Substâncias inibidoras decrescimento, por exemplo, contidas em sementes de duas diferentes plantas que servem de alimento auma determinada larva de inseto, se ingeridas isoladamente não exercem nenhum efeito inibitório sobre oanimal, mas se ingeridas simultâneamente retardam o crescimento da larva.(Ver SINERGISMO)RECURSOS COMPLEMENTARES(Ver PREFERÊNCIA BALANCEADA)RECURSO EXAURÍVEL(Ver RECURSO NÃO-RENOVÁVEL)RECURSO NÃO-RENOVÁVELRecurso com disponibilidade limitada (dependente do seu estoque) na crosta terrestre. Exemplo:um metal, como o cobre ou o petróleo (este poderá ser naturalmente reposto mas de maneiraextremamente lenta).(Ver RECURSOS NATURAIS)RECURSO RENOVÁVELDiz-se do recurso natural passível de renovação, por processos naturais. Os recursos de origembiológica, quando utilizados numa velocidade inferior à sua capacidade de reposição, são recursosrenováveis.(Ver RECURSOS NATURAIS)RECURSOS NATURAISComponentes da crosta terrestre, como nutrientes, minérios, água, vida selvagem, ar, energia eoutros elementos produzidos por processos naturais. Tais recursos, a grosso modo, são divididos em doistipos principais: renováveis e não-renováveis.A palavra recurso, aplicada como uma necessidade à manutenção de um ser vivo, significaqualquer componente abiótico ou biótico da Natureza que seja importante à sua manutenção, crescimentoe reprodução.REDE ALIMENTAR(Ver TEIA ALIMENTAR)REDE DE NEBLINAEm inglês “mist net”. É uma rede especial de finos fios de náilon, que é recomendada somentepara capturar pássaros (e às vezes morcegos) que se constituiram em pragas. Para outros tipos depássaros, somente com a finalidade de estudo sob controle.“RED QUEEN”, HIPÓTESEUma alusão à passagem das “aventuras posteriores” de Alice (personagem de “Alice no País dasMaravilhas”, do escritor norte-americano Lewis Caroll), em que na obra “Through the Looking-Glass” a“red queen” (rainha vermelha) diz: “Agora, aqui, você veja que leva-se todo o esforço de corrida que vocêpossa fazer, para manter-se no mesmo lugar”. Em ecologia, o que realmente nos importa, refere-se àsrelações hospedeiro-parasita e predador-presa, em que (por exemplo neste último caso) quando as
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS202adaptações do predador são relativamente efetivas e a presa é explotada em alta taxa, o processo seletivoda população da presa tende a melhorar seus mecanismos de escape mais rápido do que o processoseletivo ao qual o predador está submetido, em termos de sua habilidade para explotar a presa. Baixando ataxa de explotação, ocorreria o inverso, ou seja, a população da presa evoluiria mais lentamente. Daípodermos concluir que a pressão exercida pelo predador, favoreceria mais a população da presa do que adele própria. Num sistema de equilíbrio dinâmico, haveria um contínuo “balanço de forças” nesta relação;ou em outras palavras, “um esforço de corrida contínua, permanecendo no mesmo lugar”, conforme aalusão à rainha vermelha da história de Lewis Caroll.REDUCIONISMOEm oposição ao holismo, o reducionismo trata do estudo pormenorizado de uma parte ou partes,de um todo. Por exemplo: a abordagem holística feita pela biologia ambiental (ecologia), contrapõe-se àabordagem reducionista da biologia molecular.(Ver HOLISMO)REDUTOR(Ver DECOMPOSITOR)REFÚGIOSDenominação dada às áreas ou habitats, geralmente restritas, em que um animal (ou presa)procura se localizar, em resposta à distribuição espacial e ao comportamento do seu predador (ou seuspredadores).Há locais restritos, que poderiam ser chamados de sítios ou manchas (do inglês “patch”) quefuncionam como “refúgios temporários”, geralmente em animais que procuram escapar de predadores oude competidores. Alguns autores utilizam a expressão refúgio ecológico quando desejam referir-se a umtipo de vegetação, diferente das demais da região e que ocorre em grandes altitudes (às vezes superiores a1.800 m), formando um tipo de relito especial, por vezes também denominado de campo de altitude. Estesuposto refúgio ecológico pareceria melhor enquadrado na denominação geral de campos (VerCAMPOS).(Ver TEORIA DOS REFÚGIOS)REFÚGIO DE VIDA SILVESTRECategoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. Tem como objetivo protegerambientes naturais onde asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies oucomunidades da flora local e da fauna residente ou migratória. A visitação pública está sujeita às normase restrições estabelecidas no plano de manejo da unidade.(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)REGATO(Ver CÓRREGO)REGIÃO ABISSAL(Ver ZONA ABISSAL)REGIÃO: ARREICA / ENDORREICA /EXORREICAA região arreica é aquela onde não existe rio. A região endorreica é aquela onde os rios lá seoriginaram mas não alcançam o mar, desaguando em bacias fechadas ou finalizando em cursos secos. E aregião exorreica é aquela onde os rios se originam e desaguam no mar.REGIÃO OCEÂNICARelativa aos oceanos. Toda a região situada além da plataforma continental. Quando se desejareferir-se às águas além da borda da plataforma continental, usa-se a expressão oceano aberto, que édenominado por alguns autores como província oceânica. As águas rasas sobre a plataforma continentalconstituem a região ou província nerítica.REGIÕES ZOOGEOGRÁFICASAs grandes regiões zoogeográficas da Terra fundamentam-se na distribuição dos animais nosdiversos continentes do planeta, que no curso da evolução, mantiveram-se como grandes áreas deisolamento, tendo os animais (e plantas; incluindo-se estes organismos falamos então de regiõesbiogeográficas) desenvolvido características próprias. São elas: Neoártica (América do Norte) ePaleoártica (Eurásia), mantiveram conexões através do que é hoje a Groenlândia ou o estreito de Beringentre o Alaska e a Sibéria, pela maioria dos últimos 100 milhões de anos; Etiopiana (África) e Australiana(Austrália), experimentaram longa história de isolamento do resto do mundo desenvolvendo formas muitodistintas de vida; Oriental (sudeste da Ásia) que isolou se da África e América do Sul, formando grandemassa biótica principalmente na India. Neotropical (América do Sul) [Ver NEOTROPICAL, REGIÃO].As regiões Paleoártica e Oriental, têm mais afinidades entre si, devido ao longo contato contínuo, do quea Neoártica e a Neotropical. As florestas temperadas da Ásia contêm uma alta porcentagem de espécies de
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS203árvores oriundas de florestas tropicais, ao passo que as florestas temperadas da América do Norte, nãocontêm tais espécies.(Ver PANGÉIA (ou PANGAEA))REGRA DE BAKERDiz respeito à vantagem de planta autopolinizadora na colonização de habitats remotos, por sercapaz de se estabelecer como população, a partir de um único indivíduo.REGRAS ECOGEOGRÁFICASTanto a ecologia energética e a ecofisiologia, como a biogeografia, possibilitaram que algunsecólogos, a partir de estudos de caso ou inferências teóricas provenientes de observações, procurassem“explicações” para as relações entre a estrutura e fisiologia de organismos que habitam determinadasregiões. No que pese as restrições a tais generalizações, a ecologia, principalmente a autoecologia, reúne-as em “regras”, que naturalmente têm suas exceções, por vezes conflitantes. Eis alguns exemplos(segundo COLINVAUX, 1986):a) Regra de Allen: animais endotérmicos de regiões frias, têm extremidades (orelhas, pernas ecauda) menores do que os endotermos similares ou parentes próximos, de regiões quentes. Asextremidades menores reduziriam a perda de calor.b) Regra de Bergman: animais de “sangue quente” (mamíferos como veado, raposa, urso,coelho...) das regiões frias tendem a ser maiores do que as espécies similares ou parentes próximos, deregiões quentes. À semelhança da interpretação da regra de Allen, há necessidade daqueles animais deregiões frias de conservarem o calor corpóreo (animais de grande porte têm menor relação superfície :volume, do que os animais pequenos).c) Regra de Gloger: indivíduos de uma espécie de clima seco, tendem a ser mais claros nacoloração do que os similares de regiões úmidas. Seria uma camuflagem das sombras ao fundo: cor clarano seco e cor escura no úmido. No entanto seria importante considerar que tais diferentes tonalidades decor ajudam no balanço energético (ou balanço de calor): cor clara ao sol absorve menos energia e corescura sem sol (ambiente úmido) aumenta a absorção da energia solar.Outras regras são mencionadas, sem no entanto nenhuma explicação plausível, como porexemplo: regra de Jordan: peixes de regiões frias têm menor número de vértebras do que os similares quevivem em águas quentes; regra do tamanho dos moluscos: os que vivem em águas de alta salinidade sãomaiores do que aqueles que vivem em águas de menor salinidade; regra da poliploidia: no hemisférionorte, particularmente na tundra e entre espécies alpinas, os organismos são mais provalmente poliplóidesdo que os que vivem mais para o sul.REGULAÇÃO(Ver AUTORREGULAÇÃO)REINODenominação dada a cada um dos grandes grupos de seres vivos. Segundo a classificação de R.H.Whittaker, que propôs, em 1969, um sistema baseado nas diferenças evolutivas entre os seres vivos,quanto aos modos de nutrição (fotossíntese, absorção e ingestão), constituindo-se nos seguintes reinos:a) Monera: bactérias e cianobactérias (procariotos, nutrição sem ingestão).b) Protista: algas e protozoários (eucariotos unicelulares, com fotossíntese nas algas e ingestãonos protozoários).c) Fungi: fungos unicelulares e filamentosos (eucariotos pluricelulares).d) Plantae: plantas, fotossintetizantes (eucariotos pluricelulares).e) Animalia: animais (eucariotos pluricelulares).Observe-se que dos cinco reinos, três incluem microrganismos.REJEITO(S)Em ecologia energética refere-se à parte do alimento ou energia total ingerida por um indivíduo,população ou unidade trófica (do nível trófico) que não é utilizada para produção e respiração, perdendo-se como egesta e excreta, por unidade de área ou volume. É expresso por:Rejeito = egesta + excreta(Ver EGESTA; e EXCRETA)RELAÇÃO ALOMÉTRICAÉ aquela na qual uma propriedade física ou fisiológica de um organismo altera-se relativamenteao tamanho desse organismo. Em algumas espécies de pássaros o aumento do peso deste animal estáassociado com a “redução do tempo necessário para chocar os ovos por unidade de peso corpóreo”. A“lógica” desta relação poderia ser assim exemplificada: mudanças nas proporções ou relações desuperfície ou área : volume resultaria em mudanças no tamanho de um organismo levando a mudanças naeficiência da transferência de calor por unidade de volume.(Ver ALOMETRIA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS204RELAÇÃO CARBONO DE MICRORGANISMOS : CARBONO ORGÂNICO TOTAL ouCmic : CorgEm ecologia microbiana, de solo por exemplo, é utilizada esta relação como indicadora dacapacidade da biomassa dos microrganismos do solo em armazenar carbono como porcentagem docarbono orgânico total contido na M.O.S.. Esta relação também pode ser dada pela equação simples:CBM/CBT X 100 (ou carbono da biomassa dividido por carbono total do solo vezes cem). Solos em queesta relação seja elevada, indicariam que a biomassa microbiana está armazenando energia, que poderáser investida em reprodução, podendo assim aumentar sua biodiversidade. Uma relação baixa indicariaque a energia contida nos carboidratos (o carbono) estaria sendo gasta na respiração, para as populaçõesmicrobianas se manterem; e como conseqüência, a biodiversidade poderia não estar aumentando.(Ver qCO2)RELAÇÃO C : NRelação da porcentagem de carbono para a porcentagem de nitrogênio no solo. Este é umparâmetro importante que deve ser estimado sempre que se deseje conhecer as condições que as plantasdevem ter para crescer, assim como para os microrganismos do solo que decompõem a necromassa.A um solo agricultável que se deseje adicionar (ou incorporar) matéria orgânica, é importanteobservar que os microrganismos, para decompor a necromassa, necessita de uma relação C : N entre 20 :1 e 30 : 1; mesmo assim, é importante ainda observar que nesta circunstância não restará muito N para asplantas que se deseje cultivar.O quadro que segue mostra as porcentagens aproximadas de carbono orgânico, nitrogênio total erelação C : N, existentes em alguns tipos de matéria orgânica (resíduos) ou como constituintes de algunsmicrorganismos (segundo MILLER & DONAHUE, 1990):MATÉRIA ORGÂNICA C ORGÂNICO (%) N TOTAL (%) RELAÇÃO C : NResíduos de cultivosalfafa (jovem) 40 3 13 : 1milho (sabugo, da espiga) 40 1 40 : 1Trevo 40 2 20 : 1capim-do-campo (ou“bluegrass”)40 1,3 30 : 1Palha 40 0,5 80 : 1pó-de-serra 50 0,1 500 : 1*MicrobiotaBactérias 50 10 5 : 1Actinomicetos 50 8,5 6 : 1Fungos 50 5 10 : 1Humus do solo 50 4,5 11 : 1* Pó-de-serra de certas madeiras pode atingir relação C : N de até 800 : 1RELAÇÃO DE FERTILIDADENúmero de descendentes numa população em relação ao número de fêmeas adultas.RELAÇÃO P : RÉ a relação ou razão “produção : respiração”, referindo-se à relação entre a parte da energiafixada que é transformada em energia química ou matéria orgânica produzida (P) e a parte da energiafixada e transformada em energia química que é perdida na respiração (R).Na comunidade clímax essa razão tende a ser igual a 1, ou seja, a energia fixada na produção dematéria orgânica é balanceada pela perda de energia gasta na respiração para manter a comunidade.(Ver SUCESSÃO AUTOTRÓFICA; e SUCESSÃO HETEROTRÓFICA)RELAÇÃO SENSIBILIDADE : RESISTÊNCIA(Ver ÍNDICE DE VERSATILIDADE)RELAÇÃO SUPERFÍCIE (ou ÁREA) : VOLUMECálculo da relação que existe, por exemplo, entre a superfície de uma esfera (uma bactéria, porexemplo) e o seu volume, mostrando o seguinte resultado:a) Superfície de uma bactéria com raio de 5 μm: S = 4πr2= 314 μm2. Volume dessa bactéria: V =4/3πr3= 523,33 μm3. O resultado da relação é portanto: S : V = 0,6.b) Superfície de uma bactéria com raio de 10 μm: S = 1.256 μm2. Volume dessa bactéria: V =4.186,66 μm3. O resultado da relação é portanto: S : V = 0,3.Portanto, a bactéria com menor raio (5 μm) tem uma relação S : V maior do que a bactéria commaior raio (10 μm).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS205RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA)(Ver IMPACTO AMBIENTAL)RELITORELITO = FRAGMENTO FLORESTALRelito é um remanescente, isolado, de um ecossistema típico de certa área. No “campus” daUniversidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, há relitos da mata atlântica.Alguns autores preferem chamar de fragmentos florestais. Seu tamanho é objeto de discussões,quando se trata de reserva ecológica e os problemas relacionados aos efeitos de borda. Alguns outrosproblemas ecológicos são apontados, quando se trata de reservas pequenas, como por exemplo a baixataxa de reprodução, alteração nos níveis de homo e heterozigosidade etc.(Ver EFEITO DE BORDA; CORREDORES DE MATA; TAXA DE REPRODUÇÃO;HOMOZIGOSIDADE; e HETEROZIGOSIDADE)RELÓGIO BIOLÓGICOMecanismo fisiológico, que muitos organismos têm, de medição do tempo (relógio biológico),ou de repetir funções num espaço de tempo de 24 horas (ritmo circadiano) mesmo até na ausência doestimulador diurno principal, a luz. A periodicidade lunar, assim como os ciclos estacionais sãoconsiderados ritmos circadianos.REÓFITAPlanta adaptada a ambiente sujeito a corrente de água contínua, como num rio ou riacho.REPOSIÇÃOCorresponde ao termo “replacement” (em inglês), introduzido por A.D.Bradshaw, significando asubstituição de uma comunidade, num ambiente natural, por outra comunidade completamente diferente.(Ver RECOMPOSIÇÃO; e RESTAURAÇÃO)RESERVA BIOLÓGICACategoria de unidade de conservação do Grupo I do SNUC. Uma das unidades de conservaçãobrasileiras, estabelecida em lei, com caráter semelhante ao das estações ecológicas, diferenciando-se pelaproteção faunística. A reserva biológica tem a mesma finalidade dos parques, devendo preservarintegralmente a biota e demais atributos naturais, sem inteferência humana direta ou modificaçõesambientais, excetuando-se as medidas de recuperação de seus ecossistemas alterados e as ações demanejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processosecológicos naturais.(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)RESERVA DA BIOSFERAIniciativa do programa “O Homem e a Biosfera” (em inglês “MaB – Man and Biosphere”), parao estabelecimento de “reservas da biosfera” (em 1970). Estas reservas devem conter:a) amostras do bioma natural;b) comunidades únicas ou áreas naturais de excepcional interesse;c) exemplos de uso harmonioso da terra;d) exemplos de ecossistemas modificados ou degradados, onde seja possível uma restauraçãopara condições naturais.A reserva da biosfera pode incluir unidades de conservação, como parques nacionais ou reservasbiológicas. No Brasil há seis biorregiões incluídas nesse programa (MaB). São as Reservas da Biosfera:da Amazônia Central, da Caatinga, do Cerrado, da Mata Atlântica, do Cinturão Verde da cidade de SãoPaulo (parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica) e do Pantanal.(Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)RESERVA DE FAUNACategoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. É uma área natural com populaçõesanimais de espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudostécnico-científicos sobre o manejo econômico sustentátel de recursos faunísticos. Deve ser área de posse edomínio públicos, sendo que as áreas particulares porventura em seus limites devem ser desapropriadas.A visitação pública é permitida, desde que compatível com o plano de manejo da unidade.RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELCategoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. É uma área natural que abrigapopulações humanas tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dosrecursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e quedesempenham um papel fundamental na proteção da Natureza e na manutenção da diversidade biológica.Ao tempo em que a Natureza deve ser preservada, os meios necessários para a melhoria da qualidade devida das populações humanas que vivem em tal reserva, devem ser garantidos.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS206RESERVA ECOLÓGICAÁrea de preservação permanente (pública ou particular, de acordo com a sua situação dominial),mencionada no artigo 18 da Lei nº 6.938, de 31/08/81, bem como a que for estabelecida por ato do PoderPúblico.(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)RESERVA EXTRATIVISTACategoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. Criada a partir da sugestão do lídersindical seringalista, “Chico Mendes” (assassinado em dez/89, no Acre). As reservas extrativistas(RESEX) são espaços territoriais destinados à exploração auto-sustentável e conservação dos recursosnaturais renováveis, por uma população com tradição extrativista. A primeira delas foi criada com base naexperiência do extrativismo do látex (da seringueira), na região de Xapuri, Acre. Complementam oextrativismo a agricultura de subsistência e a criação de animais de pequeno porte, devendo-se protegeros meios de vida e a cultura dessas populações, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais daunidade.Uma boa abordagem sobre o extrativismo pode ser encontrada em EMPERAIRE (2000).(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)RESERVA PARTICULAR (REP) ou RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIONACIONAL (RPPN)Categoria de unidade de conservação do Grupo II do SNUC. É uma área privada, gravada comperpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica. Imóvel sob domínio privado, em que,no todo ou em parte, sejam identificadas condições naturais primitivas, semi-primitivas, recuperadas oucujas características justifiquem ações de recuperação, pelo aspecto paisagístico, ou para preservação dociclo biológico de espécies da fauna e da flora nativa do Brasil. Instituída pelo Decreto nº 98.914, de31/01/90. Nela são permitidos a pesquisa científica e a visitação com objetivos turísticos, recreativos eeducacionais.(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO; e UNIDADESDE CONSERVAÇÃO)RESGATE (ou SALVAMENTO), EFEITOEm estudos de dinâmica de populações, ou mais especificamente em estudos de metapopulações,uma imigração de subpopulação suficientemente grande, pode evitar que uma subpopulação em declíniovenha a se tornar extinta, ou seja, a taxa de extinção desta subpopulação em declínio decrescerá à medidaem que a fração de novas manchas ocupadas (pelos imigrantes) aumente no habitat desta subpopulação.RESÍDUO SÓLIDOMaterial sólido indesejável, descartado ou não sob a forma livre, de diversas atividades humanas(resíduos sólidos: agrícolas, industriais, domésticos ou urbanos em geral etc).RESILIÊNCIARefere-se à elasticidade. É a velocidade com que uma comunidade retorna ao seu estado inicialapós uma perturbação, ou seja, após sofrer um deslocamento desse estado ou condição.(Ver ESTABILIDADE)RESISTÊNCIAÉ a habilidade ou capacidade de uma comunidade em resistir à perturbação e portanto, de evitarmodificação de seu estado inicial.Fala-se em resistência (simples ou múltipla) a antibióticos ou a pesticidas, quando um organismoapresenta mecanismos de reação aos efeitos desses biocidas. No caso particular dos pesticidas, utiliza-se otermo resistência cruzada quando uma determinada espécie (ou sua população) tende a resistir a umpesticida e aos demais a este relacionado (um inseto resistente ao paration, tolera o malation).(Ver ESTABILIDADE)RESISTÊNCIA CRUZADA(Ver RESISTÊNCIA)RESOLUÇÃOAto administrativo normativo expedido por autoridade do executivo, procurando disciplinarmatéria de sua competência específica. No caso do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente,as resoluções referem-se às decisões normativas tomadas pelos seus membros.RESPIRAÇÃO AERÓBIARespiração onde o oxigênio molecular (O2) funciona como aceptor de hidrogênio (oxidante).Os organismos que têm o O2 como indispensável para suas necessidades energéticas,funcionando este gás como um agente oxidante terminal, são denominados de “aeróbios obrigatórios” (osorganismos superiores).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS207Na respiração aeróbia há completa oxidação da matéria orgânica, emanando CO2, exceto emcertas bactérias (do ácido acético, por exemplo) onde o substrato é oxidado parcialmente:CH3-CH2OH + O2 → CH3-COOH + H2Oetanol ácido acéticoRESPIRAÇÃO ANAERÓBIARespiração onde o oxigênio molecular não participa, sendo um composto inorgânico o aceptorde eletron (oxidante).Os organismos sobre os quais o O2 age como substância tóxica são denominados de “anaeróbiosobrigatórios”, como por exemplo as bactérias que utilizam sulfatos e carbonatos como aceptores deeletrons.Os organismos que são capazes de crescer na presença ou ausência de O2, uns (como a bactériado ácido lático) tendo um metabolismo energético exclusivamente fermentativo e outros (leveduras ebactérias coliformes) podendo mudar seu metabolismo energético de respiração para fermentação, sãodenominados de “anaeróbios facultativos”.(Ver FERMENTAÇÃO)RESPIRAÇÃO BASAL(Ver TAXA METABÓLICA)RESPIRAÇÃO DO ECOSSISTEMA (Re)A energia total utilizada durante a respiração, pelos autótrofos (Ra) e heterótrofos (Rh); dadaentão por: Re = Ra + Rh.RESPIRAÇÃO EDÁFICAEmanação de CO2 do solo, proveniente das atividades respiratórias dos organismos do solo e dasraízes das plantas.A respiração edáfica é tomada por alguns autores como parâmetro de medição da produtividadeprimária bruta, uma vez que representa “queima de matéria orgânica” (carboidratos). Outros admitem quea respiração edáfica serve também como indicadora da ciclagem de nutrientes, ou seja, há uma relaçãolinear e positiva entre o CO2 emanado do solo e a imobilização de minerais.A figura seguinte ilustra um método químico para medição do CO2, usando-se um cilindroinvertido, segundo GRISI (1978):Observar os seguintes aspectos:1) O cilindro de PVC (extremidade aberta) é enterrado, pelo menos, uns 5 cm no solo.2) A área do solo, isolada pelo cilindro, emite CO2 (da necromassa e das raízes) que seráabsorvido pela solução de KOH 0,5N; a solução é renovada a cada 12 h.3) No laboratório é feita a dosagem do CO2 absorvido pelo KOH, usando-se solução de HCl0,1N e indicadores colorimétricos de pH.RESPOSTA DE AGREGAÇÃO(Ver AGREGAÇÃO)RESPOSTA FUNCIONAL(Ver PREDATISMO; e RESPOSTA NUMÉRICA)RESPOSTA NUMÉRICARefere-se, numa população de predadores, a uma mudança no número de seus componentes, seocorrer mudança na densidade de presas. Quando ocorre uma mudança na taxa de predação (ou decilindro de PVC, com22cm de diâmetro,enterrado no soloextremidade abertado cilindrobéquer sobre tripé econtendo solução deKOH 0,5Nextremidade fechada docilindroárea, do solo, deemissão do CO2superfície dosolo
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS208consumo) de um indivíduo predador em resposta à mudança na densidade de presas (ou o alimento dopredador), dá-se o nome de resposta funcional.(Ver PREDATISMO)RESSURGÊNCIAProcesso que ocorre em ecossistemas aquáticos, onde a camada mais profunda e fria de águasobe à superfície; sendo geralmente as águas de profundidade mais férteis, as populações de plâncton,NÉCTON e bentos são numerosas. Uma curiosidade a respeito da ressurgência, é o que acontece comoconseqüência da rotação da Terra em que há uma deflexão das correntes oceânicas afastando-se dasmargens dos continentes (com a ajuda dos ventos), promovendo a ressurgência, com as correntes desuperfície fluindo em direção ao equador. Esta riqueza de nutrientes das águas de profundidade,sustentam a pesca abundante na corrente de Benguela (costa oeste do sul da África) e a corrente do Peru(costa oeste da América do Sul). Esta mesma corrente do Peru, cria ambientes frescos, porém secos aolongo da costa (continental) oeste da América do Sul, ajudada pela sombra de chuva andina, resultandonos desertos mais secos do nosso planeta, no Chile e Peru.(Ver HUMBOLDT, CORRENTE DE (ou CORRENTE DO PERU))RESTAURAÇÃOCorresponde ao termo “restoration”, em inglês, introduzido por A.D.Bradshaw, significando arestauração de um ambiente natural, por comunidade semelhante à que existia anteriormente nesse local.(Ver RECOMPOSIÇÃO; e RESTAURAÇÃO)RESTINGAA restinga, é um ecossistema da costa brasileira, constituída por vegetação diversificada, sobresolo arenoso. As comunidades vegetais vão de campos ralos de gramíneas à mata fechada de até 15 m dealtura. Plantas típicas: muricí, Byrsonima sericea; espécies dos gêneros Eugenia, Myrcia e Clusia. Esseecossistema, juntamente com o de dunas, ocorre ao longo de 79% do litoral brasileiro (ao longo de 5.000km).Alguns autores designam de “jundus” a um tipo de restinga formado por plantas lenhosas, comaltura aproximada de 5 m, constituindo um denso emaranhado, com algumas plantas espinhosas,bromeliáceas e cactáceas.r - ESTRATEGISTA(Ver ESTRATEGISTAS K e r)RETROALIMENTAÇÃORETROALIMENTAÇÃO = “FEEDBACK”Mecanismo de controle, em que (por exemplo) uma população de determinado nível trófico dacadeia alimentar (uma certa presa, um herbívoro) ao diminuir pela ação do predador (um carnívoro)causaria “como conseqüência”, redução na população deste último; podendo então a população deherbívoro, recuperar-se. O esquema teórico visto em PREDATISMO, seria uma representação gráficadeste controvertido tipo de controle. Alguns autores denominam este processo de retroalimentaçãonegativa. Um outro exemplo de retroalimentação negativa (ou “negative feedback”, em inglês) seria aregulamentação da caça e pesca limitando o abate ou captura de animais silvestres; outro exemplo é o depermissão para captura e comercialização de peixes de rios, somente após estes desovarem (no rio Mogi-guaçu, em Cachoeira de Emas, Pirassununga, SP, um conjunto de degraus foram construídos no rio parafacilitar a migração dos peixes rio-acima; e somente após um estoque suficiente ter garantido suamigração para o ponto de desova, é que a pesca é permitida). Uma retroalimentação positiva (ou “positivefeedback”) seria por exemplo, o provimento (pelo governo) de subsídios (ajuda financeira aospescadores) para evitar que as populações declinem mais ainda.Em geral, entende-se que um ecossistema será sustentável quando o efeito ou resultado líquidoda retroalimentação negativa exceder os efeitos da retroalimentação positiva.REVEGETAÇÃO(Ver RECOMPOSIÇÃO)RIBEIRO(Ver CÓRREGO)RICHTER(Ver ESCALA DE RICHTER)RIOS MEÂNDRICOS(Ver MEANDROS)RIPARIANO(Ver ZONA RIPARIANA)RIPÍCOLA(Ver ZONA RIPARIANA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS209RIQUEZA DE ESPÉCIES(Ver BIODIVERSIDADE)RISCOProbabilidade de que algo indesejável possa acontecer, expondo-se deliberada ou acidentalmentea um mal (ou dano). Fala-se portanto, em risco de extinção e nos estudos de impacto ambiental fala-se emrisco de que algo (degradação, acidente, catástrofe, efeito bumerangue etc) possa acontecer no ambiente.RISCO DE EXTINÇÃO(Ver ESPÉCIE EM VIA DE EXTINÇÃO)RITMO CIRCADIANO(Ver RELÓGIO BIOLÓGICO)RITUAL DE CORTEJOPadrão de comportamento (uma característica geneticamente determinada) envolvendo aprodução e recepção de uma seqüência complexa visual, auditiva e de estímulos químicos, pelo macho epela fêmea, precedendo o coito ou acasalamento.RIZOMACaule subterrâneo, muitos deles ricos em reservas, possuindo em geral escamas e gemas quegeram ramos folíferos, floríferos e raízes. Uma planta muito comum em nossas praias, o pinheirinho-do-mar (Remirea maritima) possui rizoma, propiciando sua fácil expansão pela areia das pequenas dunas.RIZOPLANO(Ver RIZOSFERA)RIZOSFERALiteralmente é a “esfera que circunda a raiz”. Alguns autores distinguem a endorrizosfera, indoda epiderme até o cilindro central, onde alguns microrganismos vivem em simbiose com a raiz e aectorrizosfera, parte mais externa da raiz, incluindo a área do solo imediatamente adjacente às raízes dasplantas, onde, além das propriedades inerentes ao solo, existem microrganismos (simbiontes e às vezespatógenos e alguns de vida livre no solo), exudato da própria raiz etc. Esse ponto da raiz onde ocorrem asassociações com microrganismos (simbiontes e patógenos) e onde se forma a rizosfera, alguns autoresdenominam de rizoplano (denominação proveniente do inglês “rhizoplane”).Alguns autores aplicam o termo rizosfera quando desejam se referir ao conjunto das raízes. Verna figura a seguir, a distribuição espacial da rizosfera e da filosfera num ecossistema tropical e num deregião temperada , segundo LONGMAN & JENÍK (1987):Observações:1) No ecossistema da floresta pluvial tropical a distinção, no nível do solo, entre rizosfera efilosfera é mais difícil de ser feita do que no ecossistema de região temperada.2) No ecossistema tropical o estrato superior propicia condições para o aparecimento demicrohabitats, permeando o desenvolvimento de epífitas. As trepadeiras lenhosas (ou lianas) sãofreqüentes.Floresta de faia Floresta pluvial tropicalRizosfera Filosfera
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS2103) Os dois ecossistemas distinguem-se entre si, facilmente, porque o de região tropical apresenta-se mais denso, com uma certa aparência “caótica”.ROBUSTA, DINAMICAMENTE(Ver ESTABILIDADE)ROBUSTECIMENTO(Ver ADAPTAÇÃO)ROCHA MATRIZ (ou ROCHA-MÃE)Rocha inalterada, não-decomposta, constituindo o horizonte mais profundo do solo (horizonte C)e que, por eventual intemperismo, dará origem ao solo.ROCHASAs rochas são resultado da consolidação natural de minerais. Entre estes, há os mineraisessenciais, que estão sempre presentes nas rochas e lhes determinam o nome, e há os minerais acessórios,podem ou não estar presentes, sem no entanto modificar o nome dado à rocha. As rochas estãoclassificadas em três grupos: (i) ígneas ou magmáticas (resultante do resfriamento do magma; sendo ígneaintrusiva, quando o resfriamento ocorre no interior do globo terrestre e ígnea extrusiva, ou vulcânica,quando o resfriamento ocorre na superfície da Terra; o granito é a rocha ígnea intrusiva mais abundanteno nosso planeta); (ii) sedimentares (formadas a partir da cimentação de fragmentos produzidos pela açãodos agentes de intemperismo e pedogênese; o material fragmentado é carregado pela chuva, vento ougelo, depositando-se sobre rocha preexistente, que pode ser ígnea, metamórfica ou outra rochasedimentar; as rochas sedimentares são facilmente reconhecidas pelas suas camadas de deposição); e (iii)metamórficas (resultam da transformação de uma rocha preexistente no estado sólido, por aumento depressão e/ou temperatura; o metamorfismo regional, em extensas áreas, provavelmente ocorreu comoconseqüência de eventos geológicos em grande escala, como a edificação de cadeias de montanhas; aestrutura de foliação, por vezes com camadas dobradas, caracterizam esse metamorfismo).Rs(Ver POLÍTICA DOS TRÊS Rs)ROTAÇÃO DE CULTURAS(Ver CULTIVO ROTACIONAL)ROTA DE MIGRAÇÃO (DE PÁSSAROS)Em inglês é “flyway”, que quer dizer “rota de vôo”. É a rota de migração de pássaros.RUDERAL(Ver PLANTA RUDERAL)RUÍDOPode ser definido como sendo um som que, em termos “médicos” e mesmo “sociais”, é tidocomo indesejável ou causador de distúrbio e aborrecimento. Em nível elevado pode causar dano aoaparelho auditivo e problemas neurológicos.(Ver “BACKGROUND”; e DECIBEL)RUÍDO AMBIENTAL(Ver “BACKGROUND”)RUMINANTESAnimais (ovinos, bovinos, caprinos e também veados, antílopes, ou seja, a maioria dosungulados artiodáctilos, de dedos pares) cujo estômago está subdividido em câmaras, sendo a primeiracâmara, a maior delas, o rúmen (ou rume), onde o alimento é reduzido a pequenas partículas, alcançandoentão a outra câmara, o retículo (ou barrete), depois o omaso (ou folhoso) e finalmente o abomaso (oucoagulador). Grandes populações de bactérias (superior a 1010/ml e de protozoários (superior a 105/ml),presentes no rúmen, juntamente com o controle de pH pela secreção salivar de bicarbonato de sódio,realizado pelo animal, garantem a degradação da celulose e outras fibras, uma vez que o ruminante carecede enzimas que as decomponham.Em termos gerais o alimento de um carneiro, por exemplo 960 g de alfafa, produz 57 g de ácidosgraxos voláteis, 128 g de células microbianas, 43 g de sais minerais, 343 g de matéria seca e quantidadevariável (menor) de CH4 e CO2; a matéria residual final (fezes) alcança os 369 g. Um carneiro com umvolume de rúmen de 4,7 litros tem 20% deste espaço ocupado por microrganismos. É uma ricacomunidade microbiana que o rúmen ostenta. O animal ruminante exerce papel importante na Natureza,pela sua posição no início da cadeia alimentar (herbívoro) e reciclando a matéria.“RUNOFF”É a água de escorrimento (ou escoamento) sobre a superfície do solo (água de precipitaçãopluvial), que não se infiltra no solo e se escoa, podendo carregar nutrientes, às vezes levando-os para oscursos d’água.(Ver BIOLIXIVIAÇÃO; EROSÃO; ESCOAMENTO; LIXIVIAÇÃO; e RAVINA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS211RUPESTREOrganismo que vive sobre paredes ou rochas.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS212
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS213SSAHELRegião subsaariana (ou região saheliana, ao sul do deserto do Saara, no norte da África) é aregião que cruza a África, onde se encontram os seguintes países de oeste para leste: Senegal, Mauritânia,Mali, Burkina, Níger, Nigéria, Chade, Sudão, Eritréia e Etiópia (inclui-se na costa oeste também CaboVerde, ex-colônia portuguêsa). Esta região tem se caracterizado por períodos de seca extrema, como a de1983-85 (que também atingiu o nordeste brasileiro) levando à fome cerca de 1 milhão de pessoas. Estudosrecentes realizados por Leon Rotstyn (do CSIRO, Instituição da Austrália) e por Ulrike Lohmann (daUniversidade de Dalhousie, Canadá) mostraram que as interações entre dióxido de enxofre e formação denuvens (poluentes emitidos nos E.U.A. e Canadá) provocavam condensação e precipitação de chuvas naAmérica do Norte, que assim deixavam de se deslocarem para o norte da África. O sofrimento nessaregião tende a se agravar porque o solo desnudo (pelas secas contínuas) reflete mais radiação solarenquanto os aerossóis de poeira refletem os raios de volta, mantendo assim a atmosfera sempre quente; esem vegetação a erosão eólica se acentua, reduzindo assim as propriedades produtivas do solo.SAIBROMaterial mineral que resulta da desagregação de granito ou de gnaisse e que sendo grosso, nãosofre muito desgaste de transporte pela água da chuva de escorrimento na superfície do solo.SALINIDADEÉ, literalmente, o teor em sais da água. A salinidade da água do mar é, em média, 35 partes pormil (35 °/°° ou 3,5 %). A água do mar contém principalmente cloreto de sódio (cerca de 27 %) e orestante é constituído por sais de Mg, Ca e K. Explica-se porque a água do mar é salgada pelo seguintemecanismo: as águas dos rios (que correm para o mar) são geralmente ricas em feldspato potássico(KAlSi3O8), anortita (CaAl2Si2O8) e feldspato sódico (NaAlSi3O8). Estes cristais de rocha em solução,quando na água do mar, perdem potássio para o sedimento e o cálcio precipita-se nas rochascarbonatadas, combinando-se então o restante com o cloro (Cl), dando origem portanto à “água salgada”.Os principais componentes da água do mar e respectivas quantidades (ajustadas para umasalinidade de 35 ppt de NaCl), estão representados no quadro seguinte (COLINVAUX, 1986):ELEMENTO μg / LITRO ELEMENTO μg / LITROOxigênio como componente da água 8,83 X 108Hidrogênio 1,10 X 108Cloro 1,94 X 107Sódio 1,08 X 107Magnésio 1,29 X 106Enxofre 9,04 X 105Cálcio 4,11 X 105Potássio 3,92 X 105Bromo 6,73 X 104Carbono inorgânico 28.000Nitrogênio (N2 dissolvido) 15.500 Estrôncio 8.100Oxigênio dissolvido 6.000 Boro 4.450Silício 2.900 Fluor 1.300Nitrogênio nas formas de NO3,NO2 eNH4670 Carbono orgânicodissolvido500Argônio 450 Rubídio 120SALINIZAÇÃOProcesso de acumulação de sais de várias naturezas (cloreto de sódio, sulfato de sódio, carbonatode cálcio, sulfato de cálcio e cloreto de cálcio) em alguns tipos de solo, cujos percentuais e condutividadeelétrica, fazem-nos reunir em três categorias: solos salinos (< 15% de Na e condutividade de mmhos > 4),solos alcalinos (> 15% de Na e condutividade < 4) e solos salino-alcalinos (> 15% e condutividade >4).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS214Presença de minerais silicatados ou de origem marinha e má drenagem são fatores causadores desalinização. Cuidados muito especiais são necessários para cultivos irrigados nesses tipos de solo. Solossalinos são encontrados na região nordeste brasileira,como por exemplo no carirí e sertão da Paraíba.SAMBAQUISTermo, de origem indígena (“tambá” = concha e “ki” = depósito), designando as “pequenaselevações constituídas sobretudo de restos animais (carapaças de moluscos, pinças de crustáceos efragmentos ósseos de peixes, mamíferos, aves e répteis), esqueletos humanos, artefatos (de pedra, osso,concha e cerâmica), vestígios de fogueiras e outras evidências da atividade humana”. Têm formas edimensões variáveis (cerca de 400 m de extensão e excepcionalmente, 30 m de altura), podendo ocorrerpróximos a margens de rios ou de lagoas, mas geralmente no litoral, sendo comum encontrá-los emrestingas.“SANGUE FRIO”(Ver ECTOTERMIA)“SANGUE QUENTE”(Ver ENDOTERMIA)SAPOPEMA(Ver RAIZ TABULAR)“sapro-”Prefixo de origem grega significando “podre; em decomposição”. Seguem-se alguns termos comeste prefixo.SAPRÓBIO(Ver DECOMPOSITOR)SAPROBIONTE(Ver DECOMPOSITOR)SAPRÓFAGO(Ver DECOMPOSITOR)SAPRÓFILO / SAPRÓFITO(A) (ou SAPROFÍTICO(A))(Ver DECOMPOSITOR)SAPROPELSAPROPEL = “GYTTJA”)Sedimento orgânico, de origem autóctone, característico de lagos eutróficos temperados. Estesedimento rico em matéria orgânica forma-se sob condições redutoras (ausência de oxigênio dissolvido nacoluna de água) num sistema aquático estagnado. Este termo tem sido usado para caracterizar umsedimento com espessura de > 1cm, contendo > 2% em peso, de carbono orgânico. “Gyttja” é termo deorigem sueca.SAPRÓTROFO(Ver DECOMPOSITOR)SAPROXENO(Ver DECOMPOSITOR)SAPROXILÓBIOSaproxilóbio é o organismo vivendo em ou sobre madeira em apodrecimento.“sarco-”Prefixo de origem grega significando “carne; carnoso”. Alguns usos em: sarcófago (que sealimenta de carne); sarcócoro ou sarcocore (geralmente propágulo carnoso de planta, que sendo ingeridopor animais dissemina-se através destes).SATURAÇÃO DE BASESUtiliza-se a estimativa de “porcentagem de saturação de bases” de um solo estimando-se as basestrocáveis como porcentagem da CTC (capacidade de troca catiônica), ou seja:Porcentagem de saturação de bases = (cmol de bases trocáveis/CTC) (100). Assim sendo, se umsolo tem uma CTC de 16 cmol/kg e se 4,2 cmol destes cátions forem Al e H, as bases trocáveis serão 16 -4,2 = 11,8 cmol/kg. A porcentagem de saturação de bases será: (11,8/16) (100) = 73,7 %.(Ver CTC)SATURNISMOIntoxicação causada por ingestão de chumbo. Pode ocorrer a partir de recipientes utilizados paraconter alimento ou bebida, ou a partir da inspiração de partículas de chumbo (no caso, por exemplo, dasua manipulação).SAVANADesignação generalizada para os ecossistemas com predominância de vegetação herbácea earbustos ou árvores muito esparsas. O cerrado e a caatinga seriam tipos diferentes de savana.(Ver CAMPOS; e CERRADO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS215SAVANA ESTÉPICA(Ver ESTEPE)SAZONAL(Ver ESTACIONAL)SDT(Ver SÓLIDOS DISSOLVIDOS TOTAIS)SECA(Ver PERÍODO DE SECA)SECA FISIOLÓGICACondição de seca numa planta, causada por fatores que afetam a absorção de água pela planta,sem que o problema seja falta de água no solo.SECCHI, DISCO DEMétodo em que se utilizando um disco (de Secchi), geralmente pintado com a cor branca, émergulhado na água para se estimar a profundidade de visibilidade, que dependerá da luz e turbidez daágua.SEDIMENTAÇÃOProcesso de formação de sedimento, ou seja, deposição de matéria particulada transportada pelaágua, vento ou gelo. A matéria particulada na água, pode se precipitar formando o sedimento.Alguns autores usam o termo aterramento de sedimento (do inglês “sediment burial”) que édefinido como uma sedimentação em excesso a taxas de ≥ 0,5 mm ano-1. Estando tal aterramento ouacréscimo de sedimento, relacionado a distúrbios.SEDIMENTARES, ROCHAS(Ver ROCHAS)SEDIMENTO(Ver SEDIMENTAÇÃO)SEIXOFragmento de rocha, de arestas arredondadas, podendo ter a forma de esfera ou elipse (seixosfluviais) ou achatada, como os seixos marinhos, devido ao movimento de vai-e-vem das ondas. Nacaatinga são comuns encontrar-se os seixos rolados, de origem as mais diversas (rochas como o granitoou basalto etc).SELEÇÃO DIRECIONAL (ou DIRECIONADA)Seleção de um fenótipo ótimo num organismo, resultando numa mudança na freqüência dosgenes desse fenótipo, proporcionando uma adaptação evolutiva num ambiente em transformaçãoprogressiva.SELEÇÃO KRefere-se a um processo de seleção natural que ocorre num ambiente, de acordo com suacapacidade de suporte (limite em que o habitat é capaz de manter populações em nível de equilíbrio). Demaneira bastante simplificada, na seleção K os recursos naturais estão direcionados mais para amanutenção em si das diversas populações de um determinado ecossistema (ou habitat) do que para o“esforço reprodutivo”.No caso dos estrategistas “r” e “K” é a competição entre as espécies (“oportunistas e fugitivas” =r ou o “equilíbrio” entre elas = K) que predomina.(Ver ESTRATEGISTAS C, K e r; e EQUAÇÃO LOGÍSTICA)SELEÇÃO NATURALExpressão introduzida a partir da publicação clássica de Charles Darwin, em 1859 (“A origemdas espécies por meio da seleção natural”), em que as “forças da Natureza” determinam que algunsindivíduos, estando mais bem adaptados à sobrevivência, contribuem com maior intensidade naperpetuação da sua espécie, imprimindo assim, modificações genéticas ao longo do tempo (ou ao longodo processo evolutivo).(Ver “FITNESS”)SELEÇÃO POR GRUPORefere-se à força de um grupo em deixar descendentes, como sendo superior à deixada porindivíduos, de maneira isolada, no processo evolutivo de uma população.“SELFISH HERD”Literalmente, em inglês, significa “egoísmo dentro da manada”.(Ver AGREGAÇÃO)“SELF-THINNING”Refere-se ao declínio progressivo na densidade populacional.(Ver LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS (-3/2))
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS216SEMA(Ver IBAMA)SEMELPARIÇÃO (ou SEMELPARIDADE)SEMELPARIÇÃO = MONOPROCRIAÇÃOO prefixo grego “semel” quer dizer “geração, descendência”. Este termo refere-se à oportunidadeúnica de uma espécie reproduzir-se ao longo de sua vida. Período reprodutivo muito curto.(Ver ITEROPARIDADE)SEMENTE TERMINALDenominação das sementes obtidas na engenharia genética (obtida através da “terminatortechnology”, em inglês), em que as sementes de cultivos são geneticamente modificadas para nãogerminarem (para o plantio subseqüente) e assim os agricultores são forçados a adquirir continuamentenovas sementes para novos plantios.SEMI-ÁRIDO (REGIÃO ou CLIMA)(Ver DESERTO)SEMICADUCIFÓLIA(Ver CADUCIFOLIA)SEMIDECÍDUA(Ver CADUCIFOLIA)SEMIOQUÍMICOSO prefixo grego “semio” significa sinal. Portanto, semioquímicos são produtos químicos queatuam como “sinalizadores”, viabilizando uma mudança no comportamento de organismos. Emborasejam produtos naturais, alguns já têm sido sintetizados. São mencionadas duas classes desemioquímicos: feromônios e aleloquímicos. Muitos desses compostos, assim como os reguladores decrescimento de insetos, são chamados de “inseticidas de terceira geração” (ver PESTICIDA).(Ver ALELOPATIA; e FEROMÔNIOS)SEREDesignação coletiva de todas as comunidades temporárias que constituem as várias etapas (ouestádios) de desenvolvimento de uma vegetação no processo de sucessão ecológica em certo local.(Ver ESTÁDIOS SERAIS)SÉRIE BARREIRAS(Ver BARREIRAS, SÉRIE ou FORMAÇÃO)SERRAPILHEIRA (ou SERAPILHEIRA)(Ver NECROMASSA)SÉSTONTotal da matéria particulada em suspensão na água, compreendendo o biosséston (plâncton,nécton e matéria particulada derivada de organismos vivos) e o abiosséston (matéria particulada não-viva).SEVERIDADE DE SECA(Ver ÍNDICE DE PALMER DE SEVERIDADE DE SECA)SHANNON, ÍNDICE DE(Ver ÍNDICE DE DIVERSIDADE)SHELFORD(Ver LEI DA TOLERÂNCIA)“SHIFTING CULTIVATION”(Ver AGRICULTURA ITINERANTE)SIALITIZAÇÃO(Ver SILICATOS)SI, UNIDADESRefere-se ao “Système International d’Unités”, que é o sistema métrico internacional, compostodas sete seguintes unidades básicas: metro (m), quilograma (kg), segundo (s), ampere (A), kelvin (K),candela (cd) e mol. As outras unidades são derivadas ou suplementares.(Ver APÊNDICE II − SI – SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES)SIDERÓFORORefere-se a um produto metabólico (principalmente catecolato e hidroxamato) de algunsmicrorganismos, formando ligações estáveis com íons de ferro, sendo portanto, de certa maneira,responsáveis pela mobilização deste metal no solo. Aplica-se a denominação “microrganismossideróforos” àqueles de importância agroecológica que, aprisionando o Fe, privam os nematódeosfitopatogênicos deste elemento, que é essencial ao seu desenvolvimento.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS217SIG − SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA ou SGI – SISTEMASGEOGRÁFICOS DE INFORMAÇÃOTambém chamados de Sistemas Geoinformativos (SGI), objetivam a estruturação de sistemasinformativos, garantindo informações necessárias sobre o meio ambiente, para sua proteção econservação, para os planejamentos urbanos e regionais; enfim cadastrando uma base de dados e deconhecimentos que forem necessários à compreensão sobre as interações Natureza-sociedade. Uma dasexigências mais importantes dos SIGs é a unificação dos dados e informações sob o enfoque sistêmico.Consta em geral, dos componentes estruturais (i) banco de dados, (ii) modelos (conceituais ematemáticos) e (iii) imagens.SILICATOSCompostos salinos, abundantes na Natureza, formando feldspatos, micas, piroxênios, anfibóliose outros. Quando em contato com água, sofrem hidrólise, podendo ser total ou parcial (ver ACIDÓLISE).No caso de hidrólise total, além do alumínio, o ferro também pode permanecer no perfil do solo (esteselementos têm comportamento geoquímico semelhantes). Ao processo de eliminação total da sílica eformação de oxi-hidróxidos de alumínio e de ferro dão-se os nomes: alitização (referente ao alumínio) eferralitização (referente ao ferro). No caso de hidrólise parcial, havendo formação de silicatos dealumínio, o processo é denominado sialitização; aqui aplicam-se os termos monossialitização (quando seformam argilominerais (= aluminossilicatos hidratados) do tipo da caulinita, com relação Si:Al de 1:1) ebissialitização (quando se formam argilominerais do tipo esmectita, com relação Si:Al de 2:1).(Ver LATOLIZAÇÃO)SILICOSEAfecção pulmonar causada pela inalação de partículas muito diminutas de sílica ou silicatos,principalmente. Partículas de areia, granito ou quartzo também estão enquadradas nesta conceituação.(Ver ASBESTO)SILTE(Ver TEXTURA DO SOLO)SILVICULTURASILVICULTURA = ENGENHARIA FLORESTALEstudo de florestas e exploração de recursos florestais.SIMBIONTEOrganismo participante do processo de simbiose ou mutualismo. Portanto, o adjetivo simbiônticoqualifica o simbionte.(Ver MUTUALISMO)SIMBIOSE(Ver INTERAÇÃO ECOLÓGICA; e MUTUALISMO)SIMILARIDADE(Ver ÍNDICE DE SIMILARIDADE; e LIMITE DE SIMILARIDADE)SIMILARIDADE DE DEMANDAS E TOLERÂNCIAS (DE INDIVÍDUOS)(Ver SUPERORGANISMO)SIMILARIDADE PERCENTUAL(Ver PERCENTUAL DE SIMILARIDADE)SIMPATRIACaso em que duas espécies, intimamente relacionadas, descendentes de um ancestral comum(portanto, do mesmo gênero), embora vivendo numa mesma área (mas não necessariamente com omesmo nicho ecológico) apresentam divergência de caractéres, isto é, têm características (morfológicas,fisiológicas ou de comportamento) dissimilares.O isolamento ecológico ou genético numa mesma área, pode resultar numa especiaçãosimpátrica. Ao fator determinante genético que impede o intercruzamento entre indivíduos de espéciessimpátricas, dá-se o nome de mecanismo de isolamento intrínseco. Se houver um impedimento do tipo“barreira ambiental”, usa-se a denominação mecanismo de isolamento extrínseco.(Ver ALOPATRIA)SIMPSON, ÍNDICE DE(Ver ÍNDICE DE DIVERSIDADE)SINECOLOGIAUma das subdivisões da ecologia que estuda grupos de organismos, que estejam associados,como uma unidade e a relação que os mesmos mantêm entre si.(Ver AUTOECOLOGIA)SINERGISMOFenômeno em que duas populações, geralmente em protocooperação, são capazes de sintetizardeterminado produto, formar uma estrutura distinta ou induzir uma resposta patológica etc.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS218Sinergismo significa também a ação de dois elementos, que individualmente não são poluentes,mas que juntos tornam-se poluentes; ex.: o mercúrio metálico nos sistemas aquáticos é pouco tóxico, masquando no interior de organismos (como nas guelras dos peixes) transforma-se no metilmercúrio,altamente tóxico.(Ver METILMERCÚRIO; MINAMATA; e POLUENTE SECUNDÁRIO)SINTROFISMOFenômeno que ocorre entre duas ou mais populações auxotróficas em que, geralmente emcircunstâncias de deficiência nutricional, elas são capazes de proliferar graças à troca de fatores decrescimento. Na ausência do sintrofismo, ou seja, sem esta protocooperação, uma dessas populações seriaincapaz de sobreviver ou seria muito pobre.SINÚSIASINÚSIA = ESTRATO VEGETATIVORefere-se à determinada parte de uma vegetação, de acordo com a altura das plantas. Fala-seassim de sinúsias, arbórea, arbustiva e herbácea (com as respectivas subdivisões, subarbórea, subarbustivae subherbácea).Alguns autores utilizam o termo sinúsia quando se referem a agrupamentos de plantas,considerando não só a altura como o modo de vida da planta e a sua morfologia. Assim, referem-se àsinúsia arbórea, de epífitas ou de lianas, embora todas estejam à mesma altura.(Ver FITOCENOSE)SISNAMA – SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE(Ver CONAMA)SISTEMA ABERTOSistema ecológico que permuta matéria e energia com as partes que lhe circundam.(Ver SISTEMA FECHADO)SISTEMA ECOLÓGICOAmbiente natural (ecossistema) ou introduzido pelo homem (agrossistema), constituído porcomponentes bióticos e abióticos).(Ver AGROSSISTEMA; e ECOSSISTEMA)SISTEMA ESTABILIZADOSistema ecológico em que, por exemplo, baseando-se no seu metabolismo, a razão dafotossíntese e respiração é igual à unidade, ou seja P : R = 1 (onde: P = fotossíntese e R = respiração).SISTEMA FECHADOSistema ecológico que não permuta matéria com as partes circunvizinhas, embora possapermutar energia.(Ver SISTEMA ABERTO)SISTEMA TAMPÃO(Ver TAMPONAMENTO)SÍTIOS (ou MANCHAS)(Ver REFÚGIOS)“SLASH-AND-BURN”(Ver AGRICULTURA ITINERANTE)“SMOG”Palavra da língua inglesa cunhada a partir de “smoke” (fumaça) + “fog” (nevoeiro, cerração)para designar a poluição atmosférica, originalmente atribuída à que ocorre em Los Angeles (California,E.U.A.). No “fog”, em temperatura baixa, formam-se gotículas de água com diâmetro de 2 a 20 μm, quedificultam a visibilidade.(Ver PARTÍCULAS EM SUSPENSÃO NO AR)“SMOG” FOTOQUÍMICOMistura complexa de poluentes atmosféricos produzidos na camada atmosférica inferior pelareação de compostos de hidrocarbonetos e de óxidos de nitrogênio sob a influência (ou ação) da luz solar.Entre os diversos de seus componentes danosos destacam-se: ozônio, peroxiacetilnitratos (PANs) e váriosaldeídos.(Ver “SMOG” INDUSTRIAL)“SMOG” INDUSTRIALTipo de poluição atmosférica consistindo em sua maioria de uma mistura de dióxido de enxofre(SO2), gotículas de ácido sulfúrico (H2SO4) em suspensão, algumas delas formadas a partir do SO2, e deuma variedade de partículas sólidas em suspensão.(Ver “SMOG” FOTOQUÍMICO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS219SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃOLei Federal no9.985, aprovada em 18/07/2000, visando disciplinar a conservação e o uso dasáreas protegidas. Novas categorias de áreas protegidas foram criadas e reunidas nos grupos I − Unidadesde Proteção Integral e II − Unidades de Uso Sustentável. No Grupo I estão: Estação Ecológica, ReservaBiológica, Parque Nacional, Monumento Natural e Refúgio da Vida Silvestre. No Grupo II estão: Área deProteção Ambiental, Área de Relevante Interesse Ecológico, Floresta Nacional, Reserva Extrativista,Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural.(Ver UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)SOCIABILIDADE (ou SOCIALIDADE)(Ver EUSSOCIABILIDADE)SOCIOLOGIA DE PLANTA (ou VEGETAL)(Ver FITOSSOCIOLOGIA)SÓLIDOS DISSOLVIDOS TOTAISResíduos sólidos obtidos por evaporação de uma amostra de água ou efluente, expressos emmg/L. Alguns identificam-nos pela abreviação SDT.SOLOToda a matéria mineral não consolidada da superfície da Terra, sujeita às influências ambientais(da rocha matriz, do clima, topografia e da biota, macro e microbiota), durante um período de tempo eque por isso difere (morfológica, física, química e biologicamente) do material que lhe deu origem. É essaparte não consolidada da Terra que serve de meio natural para o crescimento das plantas.(Ver PERFIL DO SOLO; e SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)SOLO FÉRTILSOLO FÉRTIL = SOLO RICOSolo contendo os nutrientes que as plantas necessitam.(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE; SOLO PRODUTIVO; e PERFIL DOSOLO)SOLO PRODUTIVOSolo que, além dos nutrientes necessários às plantas, dispõe de outros fatores imprescindíveis auma boa produtividade vegetal (rico em humus e biomassa microbiana ativa; porosidade, umidade edensidade adequadas; pH e potencial redox compatíveis com tal produtividade).(Ver SOLO FÉRTIL)SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DEA EMBRAPA publicou em 1999 um “Novo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos”(EMBRAPA, 1999). Resumidamente, as principais classes de solo (e equivalências com algumas maisantigas) são: Alissolos: constituídos por material mineral com argila de atividade ≥20 cmolc/kg de argila,textura de média a argilosa no horizonte A e de média a muito argilosa no horizonte subsuperficial, comsaturação por alumínio ≥50%, baixa saturação por bases; comuns na região subtropical (PR, SC, RS)ocorrendo também na equatorial (AC) ou tropical (PE, AL, BA) (alguns eram conhecidos como:Rubrozem, Podzólico Bruno-Acinzentado, Podzólico Vermelho-Amarelo Distrófico ou Álico ...).Argissolos: material mineral com argila de atividade baixa, textura de arenosa a argilosa no horizonte Acom aumento de argila no horizonte subjacente, de forte a moderadamente ácidos, com saturação porbases alta (alguns destes solos eram classificados como Podzólico Vermelho-Amarelo, pequena parte deTerra Roxa Estruturada e de Terra Bruna Estruturada). Cambissolos: devido à heterogeneidade domaterial de origem, das formas de relevo e das condições climáticas, estes solos variam muito de um localpara outro; caracteriza-se por horizonte B incipiente com textura franco-arenosa ou mais argilosa; algunsdeles assemelham-se a latossolos (esta denominação pre-existia a esta presente classificação).Chernossolos: constituídos por material mineral que tem como característica de destaque a alta saturaçãopor bases e argila de atividade alta; solos moderadamente ácidos a fortemente alcalinos (correspondemaos Brunizens e Rendzinas de classificações anteriores). Espodossolos: solos mineralogicamente pobres,desenvolvidos de materiais arenoquartzosos sob condições de umidade elevada, com texturapredominante arenosa, moderada a fortemente ácidos, com saturação por bases baixa, podendo ocorreraltos teores de alumínio; comuns em boa parte da amazônia e em muitas partes do litoral brasileiro (incluiatualmente todos os solos classificados como Podzol, equivalendo aos Spodosols e Entisols do “SoilTaxonomy” americano, e Podzol hidromórfico). Gleissolos: solos hidromórficos ou saturados com água,sendo mal drenados em condições naturais, desenvolvendo-se comumente em sedimentos recentespróximos a cursos d’água (correspondem aos antigos Glei Pouco Húmico, Glei Húmico, Glei Tiomórficoe Solonchak ). Latossolos: solos em avançado estádio de intemperização, muito evoluídos, destituídos deminerais primários ou secundários menos resistentes ao intemperismo, com baixa capacidade de troca decátions, de fortemente a bem drenados, normalmente muito profundos, fortemente ácidos, baixa saturaçãopor bases, com ampla ocorrência nas regiões equatoriais e tropicais, sendo comuns na amazônia e na
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS220Mata Atlântica (ferralsols e oxisols são denominações mais antigas destes solos) [ver LATOSSOLOS].Luvissolos: não-hidromórficos, de bem a imperfeitamente drenados, normalmente pouco profundos de 60a 120 cm, de moderadamente ácidos a ligeiramente alcalinos, com teores de alumínio extraível baixos ounulos, com argila de atividade alta e saturação por bases alta (antes classificados como Bruno NãoCálcico, Podzólico Vermelho-Amarelo Eutrófico e alguns Podzólicos). Neossolos: pouco evoluídos, nãoapresentando horizonte B diagnóstico, com material original resistente ao intemperismo podendo impedirou limitar a evolução destes solos (alguns destes solos eram conhecidos como Litossolos, Solos Litólicos,Regossolos, Solos Aluviais e Areias Quartzosas: Distróficas, Marinhas e Hidromórficas). Nitossolos: bemevoluídos, com horizonte B reluzente devido à cerosidade, com argila de atividade baixa, textura argilosaou muito argilosa, de moderadamente ácidos a ácidos, com saturação por bases baixa a alta; sãoconsiderados férteis, ocorrendo em várias partes no sudeste da Bahia e no Paraná (correspondem hoje àmaioria das: Terra Roxa Estruturada, Terra Bruna Estruturada e alguns Podzólicos Vermelho-Escuros ePodzólicos Vermelho-Amarelos). Organossolos: pouco evoluídos, com grande quantidade de matériaorgânica acumulada em ambientes mal drenados ou em ambientes de umidade elevada, em geral sãofortemente ácidos, com alta capacidade de troca de cátions e baixa saturação por bases; ocorremusualmente em áreas baixas de várzeas e depressões (correspondem aos antigos Solos Orgânicos, Semi-orgânicos e Tiomórficos, e parte dos Solos Litólicos Turfosos). Planossolos: solos mineraisimperfeitamente ou mal drenados, com horizonte B geralmente com acentuada concentração de argila,ocorrendo preferencialmente em áreas de relevo plano ou suave ondulado (abrange os antigosPlanossolos, Solonetz-Solodizado e Hidromórficos Cinzentos). Plintossolos: solos minerais formados sobcondições de restrição à percolação da água, com expressiva plintização ou segregação e concentraçãolocalizada de ferro, sendo típicos de zona quente e úmida, tendo ocorrência mais ampla no MédioAmazonas, Ilha de Marajó, Amapá, Baixada Maranhense-Gurupi, Pantanal, Ilha do Bananal e em CampoMaior no Piauí (corresponde às antigas Lateritas Hidromórficas, Podzólicos plínticos e partes de solosGlei). Vertissolos: solos com pronunciadas mudanças de volume com o aumento do teor de umidade nosolo, fendas profundas na época seca; são solos com alta capacidade de troca de cátions, alta saturaçãopor bases, com teores elevados de cálcio e magnésio, e são desenvolvidos normalmente em ambientes debacias sedimentares; ocorrem em diversos tipos de clima sendo comuns em bacias sedimentares do semi-árido nordestino (conservam a denominação dos antigos Vertissolos).Em que pese a melhoria neste sistema de classificação, ainda é importante ter acesso à antigaclassificação, com a equivalência das classes de solo com os sistemas FAO/UNESCO e “Soil Taxonomy”americana, uma vez que muitas publicações importantes no Brasil utilizaram tais sistemas. Pode serconsultado o trabalho de CAMARGO et al. (1987).SOMBRAS DE CHUVAAo encontrar montanha ou montanhas, o vento é forçado a ir para o alto, resfriando-se eocasionando precipitação pluvial na porção a barlavento; e quando o vento desce do outro lado dasmontanhas ele arrasta a umidade dessas áreas a sotavento e cria ambientes áridos, formando-se assim as“sombras de chuva”. O deserto de Gobi na Ásia é um exemplo. No estado da Paraíba, a serra daBorborema (nas imediações de Campina Grande) conduzem à supersaturação da massa de ar, gerandoassim a chamada chuva orográfica e na microrregião do Cariri paraibano, situada a sotavento, as chuvassão raras.SOS MATA ATLÂNTICA(Ver FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA)SOTAVENTO(Ver BARLAVENTO e SOTAVENTO)sp (ESPÉCIE)Significa, abreviadamente, espécie. Utiliza-se esta abreviação após o nome genérico, quando oespecífico não for determinado (ou identificado). Ex.: Triatoma sp (um dos insetos, “barbeiros”, vetor dadoença de Chagas); quando se deseja referir-se a mais de uma espécie deste mesmo gênero, usa-seTriatoma spp (poderiam ser T. infestans ou T. megista ou T. sordida etc.). Observe-se que ao se citarvárias espécies do mesmo gênero, pode-se abreviar o nome do gênero.SPODOSOLSPODOSOL = PODZOL(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE))“STANDING CROP”(Ver BIOMASSA)SUBCLÍMAXPenúltimo “estádio” de uma sere, que pode persistir por longo tempo mas eventualmente, serásubstituído pelo clímax.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS221É considerada uma etapa “imperfeita” da evolução, em que a vegetação mantém-se em formaindefinida devido a fatores naturais alheios ao clima (incêndios, pastejos etc).SUBCLÍMAX ANTROPOGÊNICO(Ver DISCLÍMAX)SUBLITORALRefere-se tanto à zona marinha que se estende da margem da zona de entremarés até a margemmais externa (em relação ao continente) da plataforma continental, até uma profundidade de 200 m; comotambém se refere à zona mais profunda de um lago abaixo do limite da vegetação enraizada.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)SUBORDINADOEspécime vegetal que, se removido não ocasionaria muito rearranjamento no seu ecossistema.Há o “subordinado dependente”, ou seja, o vegetal que vivendo na dependência das condições mantidaspelo dominante, se extinguiria caso o dominante fosse removido do seu ecossistema. E há o “subordinadotolerante”, que é o vegetal que tolera mas não depende ou requer condições impostas pelo dominante doseu ecossistema.SUBPOPULAÇÕES(Ver ENDOGAMIA; EXOCRUZAMENTO; e METAPOPULAÇÕES)SUBSISTÊNCIA(Ver AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA)SUBSTITUIÇÃO(Ver REPOSIÇÃO)SUBSTRATOEm geral, refere-se à base sobre a qual um organismo se estabelece. Em microbiologia e ecologiamicrobiana, utiliza-se este termo, ou mais apropriadamente, “substrato alimentar”, para significar oalimento de que o microrganismo faz uso.SUCESSÃO ALOGÊNICASeqüência de comunidades que ocorre quando o habitat é modificado por fatores nãodeterminados pelas populações que vivem nesse habitat. Os fatores determinantes da modificação são deorigem abiótica.(Ver SUCESSÃO AUTOGÊNICA)SUCESSÃO AUTOGÊNICASeqüência de comunidades que ocorre quando as populações que vivem em determinado localmodificam o ambiente de tal maneira que elas são substituídas por espécies melhor adaptadas ao habitatmodificado. Torna-se necessário, nesta sucessão autogênica, considerar três situações ou mecanismos, deacordo com a classificação de J.H.Connell e R.O.Slatyer, que em 1977 sugeriram: 1) Sucessão porfacilitação: ocorrem mudanças no meio abiótico que são “impostas” pelas espécies pioneiras e portanto,os componentes do estádio seral subseqüente terão seu estabelecimento e desenvolvimento dependentesdos seus antecessores; tal tipo de sucessão foi registrada em ambiente onde ocorreu retraimento deglaciação. 2) Sucessão por tolerância: pelo fato de que diferentes espécies têm diferentes estratégias paraexplorar recursos, as espécies dos estádios serais subseqüentes ao primeiro (ou primeiros), toleram níveisbaixos de disponibilidade desses recursos e atingem sua maturidade na presença dos componentesremanescentes dos estádios anteriores, competindo até com eles; sucessões velhas mostram estemecanismo. 3) Sucessão por inibição: tipo em que ocorre um mecanismo de resistência à invasão porcompetidores; há registros de ocorrência dessa inibição em algas marinhas sobre rochas.(Ver SUCESSÃO ALOGÊNICA)SUCESSÃO AUTOTRÓFICADiz-se da sucessão ecológica em que, nos estádios iniciais, a taxa da produção primária (ou dafotossíntese bruta, total) (P), excede a taxa de respiração da comunidade (R).(Ver RELAÇÃO P : R; e SUCESSÃO HETEROTRÓFICA)SUCESSÃO ECOLÓGICAOu simplesmente “sucessão”, é um processo de desenvolvimento de um ecossistema em quenuma mesma área ocorrem seqüências de diferentes comunidades.A sucessão é uma mudança unidirecional, no tempo, resultante de modificações físicas doambiente causadas pela própria comunidade (em parte) e culmina com um sistema ecológico estável,conhecido como clímax.Quando a sucessão se inicia numa área não ocupada previamente por uma comunidade, ela édenominada de sucessão primária. E quando a sucessão ocorre em área previamente ocupada por umacomunidade (tais como um campo cultivado, abandonado ou uma floresta que tenha sido derrubada), ela édenominada de sucessão secundária.Ver figura que segue, ilustrando o processo de sucessão (num lago):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS222SUCESSÃO HETEROTRÓFICADenominação freqüentemente usada para caracterizar uma sucessão ecológica na qual, nos seusprimeiros estádios, a respiração (R) é maior do que a produção (P).(Ver RAZÃO P : R; e SUCESSÃO AUTOTRÓFICA)SUCESSÃO HIDRARCA(Ver HIDROSERE)SUCESSÃO PRIMÁRIA(Ver SUCESSÃO ECOLÓGICA)SUCESSÃO SECUNDÁRIA(Ver SUCESSÃO ECOLÓGICA)SUCESSÃO XERARCA(Ver XEROSERE)SULFATO DE ALUMÍNIO (Al2(SO4)3)Composto que é adicionado no tratamento da água, para remover partículas que interferem nasua transparência. Embora panelas e outros recipientes de alumínio também sejam importantes fontes deexcesso de Al para o organismo humano, o nível de sulfato de alumínio na água de beber não deveexceder os 200 μg/L.SULFONATO DE ALQUILBENZENO(Ver “ABS − ALKYLBENZENE SULPHONATE”)SUPEREXPLOTAÇÃOExploração excessiva dos recursos naturais.(Ver DESERTIFICAÇÃO; e EXPLOTAÇÃO)SUPERITINERANTES(Ver FUNÇÕES DE INCIDÊNCIA)SUPERORGANISMOO conceito de superorganismo foi emitido inicialmente pelo ecólogo F.E.Clements (em 1916),como uma característica generalizada de uma comunidade. Este autor comparou a comunidade, contendoindivíduos e populações, a um organismo, contendo células e tecidos. A somatória do funcionamento deABC
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS223cada indivíduo promoveria o bem-estar de todo o conjunto. A concepção “individualística” (ou doindividualismo) de H.A.Gleason (em 1926) e defendida por diversos autores, em contraste, vê a relaçãode espécies coexistentes como simples resultado das similaridades das demandas e tolerâncias dosindivíduos e por isso, uma comunidade é muito menos previsível do que um “superorganismo”.(Ver PRINCÍPIO DAS PROPRIEDADES EMERGENTES)SUPERPASTEJOPastejo excessivo, ou consumo de pastagem por animais de maneira a impedir ou dificultar arecuperação natural da comunidade pastejada (consumida), podendo causar mudanças indesejáveis nacomposição dessa comunidade.SUPORTE(Ver CAPACIDADE DE SUPORTE (e CAPACIDADE DE SUPORTE CULTURAL))“supra-”Prefixo de origem grega significando “acima” (o oposto de “infra- ”). O supralitoral, da zonalitorânea, é um exemplo (ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA), assimcomo o supraorganismo ou superorganismo, uma associação de organismos, ou colônia, dotada deorganização social análoga às propriedades fisiológicas de um organismo simples, agindo portanto, comouma unidade funcional única.(Ver SUPERORGANISMO)SUPRALITORALSubregião do litoral imediatamente acima do nível mais alto da água, sujeita a ser coberta pelaágua durante a quebra das ondas.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)SURFACTANTESubstância tensoativa, de moléculas grandes, ligeiramente solúveis na água, causando às vezes aformação de espuma e tendendo a manter-se na interface água-ar.SUSPENSÍVORODiz-se do organismo que se alimenta de matéria em suspensão no meio aquático (fitoplâncton ezooplâncton, principalmente diatomáceas). O tatuí ou tatuíra (Emerita brasiliensis), pequeno crustáceoque vive na zona de arrebentação do mar, é tido como espécie suspensívora.“SYNFUEL” ( e “SYNGAS”)“Synfuel” é uma palavra inglesa que surgiu da combinação: “synthesis + fuel” (= síntese +combustível). Refere-se ao processo de gaseificação do carvão mineral em que há conversão de carvãosólido em gás natural sintético (metano) e daí efetua-se a liquefação, onde se converte este minério fóssilem combustível líquido, como metanol ou gasolina sintética. Os “synfuels”, que podem ser transportadospor gasodutos, geram menor poluição atmosférica do que o carvão sólido. Estudos na China (o país maisrico do mundo em carvão mineral) vêm procurando retirar enxofre (alto poluente) do carvão mineral, aotempo em que se obtém metanol e eletricidade, além de aditivos químicos.O “syngas” (“synthesis + gas”, em inglês) é um produto obtido através do processo Fisher-Tropsch, em que se mistura metano + vapor, obtendo-se assim o “syngas” do qual pode se obter parafinase hidrogênio e daí ser elevado para diesel e outros combustíveis “mais limpos” do que os derivados dehidrocarbonos, como a atual gasolina que produz gases do efeito estufa. Além disso, este “syngas” seriamais facilmente transportado.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS224
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS225TTABELA DE FERTILIDADE (ou DE FECUNDIDADE)Tabela ou quadro em que são quantificados os padrões de nascimentos provenientes deindivíduos de diferentes idades de uma ou mais populações. Estes dados, juntamente com os da tabela devida e a curva de sobrevivência são fundamentais em ecologia de populações, permitindo a compreensãosobre o que está acontecendo no presente e criando possibilidades de conhecer o futuro da população oupopulações em questão.(Ver CURVA DE SOBREVIVÊNCIA; e TABELA DE VIDA)TABELA DE VIDA (ou TABELA VITAL)É uma representação, num quadro (ou tabela) em que se sumariza o histórico de uma coorte (oupopulação). Originalmente, seus introdutores (O.W.Richards e N.Waloff, em 1954) representaram ahistória de vida (ou história vital) do gafanhoto Chorthippus brunneus, onde figuram dados de: número deindivíduos observados em cada um dos estádios do seu desenvolvimento (ou “intervalo de idade”),proporção da população original sobrevivendo ao início de cada estádio, proporção da população originalmorrendo durante cada estádio, a taxa de mortalidade, além de ovos produzidos no estádio de adulto, ovosproduzidos por indivíduo adulto sobrevivente (fornecendo uma idéia da fecundidade da coorte) e osproduzidos originalmente por indivíduo adulto. Ao número médio de indivíduos que cada indivíduoexistente numa população dá origem, em um (1) intervalo de tempo que se segue, dá-se a denominação detaxa reprodutiva líquida fundamental. Conseqüentemente, é a taxa de multiplicação relacionando otamanho de uma população ao seu tamanho em um (1) intervalo de tempo mais cedo (anterior).A partir dos cálculos sugeridos por Richards e Waloff, obtém-se um termo que sumariza ohistórico de vida da população, que é a taxa reprodutiva básica, podendo ser estimada a partir do númerototal de ovos fertilizados produzidos numa geração, dividido pelo número original de indivíduos.Construir uma tabela de vida de um organismo que além de modular apresenta superposição degerações (como uma planta rizomatosa, com produção contínua de brotos vegetativos subterrâneos), éuma tarefa muito difícil de ser executada a contento.TABELA VITAL(Ver TABELA DE VIDA (ou TABELA VITAL))TABULEIRODesignação, mais topográfica, dada a um planalto e que é também conhecida como “chapada”,com declividade muito baixa. No nordeste, principalmente na Paraíba e Pernambuco, refere-se aos“cerrados” locais. Na Bahia esta denominação é mais pedológica ou edáfica, referindo-se aos latossolospobres, às vezes cobertos por densas e altas matas (mata atlântica).TAIGAFLORESTA DE CONÍFERAS = TAIGA = FLORESTA BOREALOs nomes boreal (grego) e taiga (russo) significam vento norte. É uma floresta essencialmente deconíferas que se estende por grande parte da região subpolar no norte da Eurásia (principalmente Rússia,incluindo a Sibéria, e Escandinávia) e norte da América do Norte, apresentando-se como um “cinturãoverde”. Limita-se ao norte pela tundra e pelas estepes ao sul. A média anual de temperatura está abaixodos 5oC e a precipitação pluviométrica está na faixa dos 400 a 1000 mm anuais. Sendo a evaporaçãobaixa, os solos permanecem úmidos durante a estação de crescimento das plantas, com grande acúmulo
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS226TAL – TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA(Ver TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA – TAL)TALASSOCICLO(Ver BIOSFERA)TALUDE (e TALUDE CONTINENTAL)Superfície inclinada de um solo, na base de um morro ou encosta, estando por vezes coberto pordetritos.O talude continental refere-se à parte do oceano que segue à plataforma continental, situada entre200 e 1.200 m de profundidade. Considera-se que o talude continental tenha um ângulo médio deinclinação de 4oe um máximo de 20opróximo à sua margem superior em contato com a plataformacontinental; junção esta denominada de aresta continental. A esta inclinação alguns autores dão o nomede aclive continental.TAMANHOEsta é uma característica, talvez a mais “marcante” (conspícua) dos seres vivos. Seu incrementopode trazer benefícios, por certos aspectos, como por exemplo, o aumento das possibilidades do predadorem capturar a presa; ou no caso da presa, a redução de sua vulnerabilidade ao predador. Em termos deadaptação às variações climáticas, o ser vivo de grande tamanho, devido a sua menor relação superfície :volume, estará mais apto a manter suas funções vitais constantes, uma vez que estará “menos exposto” atais variações.(Ver REGRAS ECOGEOGRÁFICAS)TAMANHO DE POPULAÇÃO EFETIVAConsidera-se como o tamanho de uma população “geneticamente idealizada” (Ne) para a qual apopulação real (N) é equivalente, em termos genéticos; Ne é usualmente menor do que N, devido a váriosfatores, como razão (relação) de sexo, se não for 1 : 1, se o tamanho da população variar de geração parageração ...TAMANHO MÍNIMO VIÁVEL DE POPULAÇÃOEste conceito tem aplicação importante na conservação, seja de uma espécie ou dabiodiversidade em geral. Um exemplo (de BEGON et al., 1990) mostra que o urso pardo (Ursos arctos),que tem uma probabilidade de 95% de sobreviver por 100 anos e uma população estimada de 50 a 90animais, requer uma reserva com área de 1000 a 13.500 km2. A complexidade do problema aumentaquando a ele se adiciona a questão do tamanho mínimo crítico da população, que é necessário para evitara endogamia ou a perda importante da diversidade genética.TAMPÃO(Ver TAMPONAMENTO)TAMPONAMENTOTAMPONAMENTO = SISTEMA TAMPÃOPropriedade inerente aos organismos que são capazes de manter estáveis, quantitativamente, suascaracterísticas físico-químicas e fisiológicas, tais como temperatura, pH, pressão osmótica. Talpropriedade aplica-se tanto em relação ao ambiente interno do organismo (suas células) quanto aoambiente externo.Penso ser este termo também apropriado a determinadas situações no ambiente, como noseguinte exemplo: a existência de um rio e de uma laguna ou lagoa em planície onde o lençol freático éde necromassa devido também à ausência deinvertebrados detritívoros. Árvores típicas dataiga são coníferas, da família do pinheiro, comoos abetos dos gêneros Picea e Abies. Animaiscarnívoros peludos como a zibelina (Marteszibelina) e o arminho (Mustela erminea) tipificamesse bioma. Muitos animais e plantas apresentamdormência durante o inverno (água inacessível),com metabolismo muito baixo. Estima-se quesomente a taiga da Sibéria totalize 19% das áreasde floresta do mundo. A madeira da taiga temsido intensivamente explotada.A foto ao lado mostra um trecho defloresta de Taiga, na Sibéria.(Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (deWALTER, HEINRICH))
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS227muito superficial, exerce ação de “tamponamento” ao propiciar que o excesso de água acumulada nolençol freático na época das chuvas, flua naturalmente através desses corpos d’água (ver BANHADO).Na prática refere-se a qualquer coisa que reduza o impacto.TANINOS(Ver DEFESA QUÍMICA)“taqui-”Prefixo de origem grega significando “rápido; ligeiro”. Alguns exemplos: taquigênese (comdesenvolvimento ontogenético, e/ou filogenético, rápido; em alguns insetos há eliminação de estádiolarvar); taquigâmico/taquigamia (uma espécie na qual o macho se afasta rapidamente após o coito, semformar o par); taquifágico/taquifagia (que ingere alimento de maneira muito rápida).Taq POLIMERASE(Ver TERMÓFILO)TAUTOMORFISMOTermo que contém o prefixo de origem grega “tauto-” que significa “o mesmo” e que se refere àuma certa lembrança de forma pertencendo a duas ou mais diferentes espécies polimórficas. Equivale aum polimorfismo paralelo.(Ver POLIMORFISMO)TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA – (“NAR − NET ASSIMILATION RATE”)Aumento em matéria seca ou peso seco (“dW = dry weight”) de uma única planta, por unidadede tempo, relacionada a uma área de assimilação (A). É também denominada de taxa de produçãoindividual, sendo calculada por:NAR = dW / dt X 1/ATAXA DE CIRCULAÇÃOÉ a fração da quantidade total de uma substância em certo componente do ecossistema que éliberada (ou que entra), em determinado espaço de tempo. Ex.: se 1.000 unidades estão presentes numcomponente e 10 dessas unidades saem ou entram a cada hora, a taxa de circulação é 10/1.000 ou 0,01 ou1% por hora.(Ver TEMPO DE CIRCULAÇÃO)TAXA DE CRESCIMENTOÉ calculada pela diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade de uma população.No gráfico que segue estão representados os resultados do crescimento de uma população de“besouros da farinha”, em diferentes volumes de farinha (COLINVAUX, 1986).Observações:1) A cada contagem o alimento (farinha) era renovado.2) O crescimento da população sempre parava quando a densidade de besouros atingia 4,4besouros/g de farinha.(Ver TAXA DE NATALIDADE; e TAXA DE MORTALIDADE)TAXA DE EXTINÇÃONúmero de espécies num certo habitat ou área que se tornam extintas, por unidade de tempo.(Ver LEI DA CONSTANTE DE EXTINÇÃO (ou LEI DE VAN VALEN))TAXA DE EXTRAÇÃO DE ENERGIA(Ver TEOREMA DO VALOR MARGINAL)TAXA DE FECUNDIDADE ESPECÍFICA DA IDADE(Ver NATALIDADE ECOLÓGICA)TAXA (DE FOTOSSÍNTESE) POR UNIDADE DE FOLHADenominada em inglês, por seus descobridores, de “ULR-unit leaf rate”, refere-se a um aumentona taxa fotossintética por unidade de área das folhas sobreviventes, numa planta onde as demais folhasforam removidas. Exemplo: numa planta (Agropyron smithii) que foi experimentalmente podada, ocorreu4g8g16g32g64g128g50 100 150Tempo (em dias)Total deindivíduos1000200030004000
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS228um aumento de 10% na taxa de fotossíntese das folhas remanescentes durante os 10 dias subseqüentes,enquanto a planta contrôle mostrou, simultâneamente, uma redução de 10%. A herbivoria, à semelhançada poda, pode estimular o aumento desta taxa. Este aspecto reveste-se de importância ao se efetuar podade árvores (principalmente), como por exemplo em zonas urbanas.TAXA DE MORBIDADENúmero de casos de uma determinada doença em relação ao total da população; é geralmenteexpressa em “casos por milhão por ano”.TAXA DE MORTALIDADEÉ o número de mortes por número de indivíduos de uma população, ocorrido num determinadotempo (geralmente num ano, no caso de estudos demográficos). Toma-se como valor representativo dapopulação, o número de indivíduos no ponto médio do ano considerado para cálculo da taxa. Assim, ataxa de mortalidade no ano de 1990 no Brasil, será o número de mortes ocorridas nesse ano, dividido pelapopulação estimada no meio do ano (30 de junho de 1990). O resultado é expresso em número de mortespor 1.000 pessoas da população.Em ecologia usa-se às vezes a taxa de mortalidade específica da idade, a qual se refere a umdeterminado grupo ou classe de idade de uma população, calculado como o número de indivíduos queestão morrendo numa certa classe (de idade) x, dividido pelo número de indivíduos que estão atingindoesta classe.TAXA DE MUTAÇÃOProporção com que nucleotídeos numa seqüência de DNA sofrem modificações. Embora umataxa de mutação pareça ser baixa, da ordem de 1 em 100 milhões por geração, se multiplicada porcentenas ou milhares de nucleotídeos num gene e por trilhões de nucleotídeos existentes, por exemplo,num vertebrado, é provável que uma ou mais mutações estejam sempre ocorrendo em alguma parte dogenoma desse organismo. A variabilidade genética, importante no processo evolutivo, é conseqüência dasmutações.TAXA DE NATALIDADEÉ o número de nascimentos (nascidos vivos) de indivíduos de uma população, ocorrido numdeterminado tempo (geralmente num ano, no caso de estudos demográficos). Toma-se como valorrepresentativo da população, o número de indivíduos no ponto médio do ano considerado para cálculo dataxa. Assim, a taxa de natalidade no ano de 1990 no Brasil, será o número de nascimentos ocorridos nesseano, dividido pela população estimada no meio do ano (30 de junho de 1990). O resultado é expresso emnúmero de nascimentos por 1.000 pessoas da população.(Ver NATALIDADE ECOLÓGICA)TAXA DE PRODUÇÃO DA COMUNIDADE − TPCEm ecologia vegetal é a produção, de matéria seca, de uma comunidade de plantas, calculada dataxa de crescimento de uma planta, individualizada (que seria sua taxa de assimilação líquida ou TAL) etambém considerando-se um parâmetro que reflita a densidade de vegetação dessa comunidade, como porexemplo o índice de área foliar ou IAF). Usa-se então a fórmula:TPC = TAL X IAFTAXA DE PRODUÇÃO INDIVIDUAL(Ver TAXA DE ASSIMILAÇÃO LÍQUIDA)TAXA DE REPRODUÇÃONúmero de descendentes gerados por um organismo (representativo de uma população) porunidade de tempo ou por um determinado período de tempo.(Ver TAXA REPRODUTIVA DEPENDENTE DA DENSIDADE; e NATALIDADEECOLÓGICA)TAXA DE RESPIRAÇÃO ESPECÍFICA DA BIOMASSA(Ver qCO2)TAXA INTRÍNSECA DE CRESCIMENTO ou AUMENTO (NATURAL)Taxa de aumento per capita de uma população que alcançou uma estrutura etária estável semcompetição ou outro efeito restringidor. É também conhecida como parâmetro Malthusiano e é dado por:r = b − d, onde b é a taxa de nascimento instantâneo e d a equivalente de morte.(Ver TABELA DE VIDA)TAXA METABÓLICARefere-se ao consumo energético de um organismo por unidade de peso, num determinadotempo. Em ecologia, a eficiência energética de uma população ou comunidade, pode ser avaliada a partirda sua taxa metabólica, como por exemplo em plantas, onde se estima o consumo de oxigênio relacionadoà fitomassa. Em geral, quanto menor for o organismo, maior é o seu metabolismo por grama (ou caloria)de biomassa. O fitoplâncton, por exemplo, pode ter um metabolismo tão elevado quanto um volumemuito maior de árvores de uma floresta. Da mesma maneira, um zooplâncton que pasteja nas algas, pode
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS229ter uma respiração total igual ao do gado que come pastagem. Um beija-flor tem elevada taxa metabólica,daí necessitando ingerir mais carboidrato (açúcar) para manter sua grande atividade.Chama-se taxa metabólica basal à energia consumida por um organismo que está em repouso,sem ter ingerido alimento e em condições “normais de temperatura”. Nos microrganismos a respiraçãobasal é definida como a referente à respiração que ocorre sem adição de substrato (sem adição denutrientes, principalmente carbono).(Ver qCO2)TAXA REPRODUTIVA BÁSICA(Ver TABELA DE VIDA)TAXA REPRODUTIVA DEPENDENTE DA DENSIDADERefere-se ao número de indivíduos representativos de uma população, encontrados numadeterminada área. A floresta tropical, por exemplo, caracteriza-se por ter alta biodiversidade e baixa taxareprodutiva.TAXA REPRODUTIVA LÍQUIDA FUNDAMENTAL(Ver TABELA DE VIDA)TAXON (ou TAXION)Unidade taxonômica (ou taxionômica) dos seres vivos (plural: taxa). Nas categorias daclassificação taxonômica o menor taxon é a espécie, seguindo-se o gênero, a família, a ordem, a classe, ofilo, o reino e o domínio.(Ver DOMÍNIOS DOS MICRORGANISMOS)TCDD(Ver DIOXINAS)TECNOLOGIA ALTERNATIVAA tecnologia alternativa constitu-se hoje num conjunto de materiais, equipamentos, utensílios osmais diversos, além de processos e procedimentos que substituam ou complementem os tradicionais, demaneira econômica, eficiente e efetiva, na execução das mais variadas tarefas e atividades inerentes àvida humana. Alguns exemplos: o “CAT − Centre for Altgernative Technology”, sediado na Inglaterra,vem propondo, através de cursos, participação voluntária, informação, publicações e inúmeras outrasatividades, o engajamento das sociedades humanas que optem por adotarem a “nova ordem mundial dostrês Rs: reduzir, reutilizar, reciclar”. Seu site: http://www.cat.org.uk. No Brasil, principalmente em termosde alternativas energéticas, o IDER − Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis,sediado em Fortaleza (CE), vem desempenhando papel semelhante. Seu site: http://www.ider.org.br.TECNOLOGIA LIMPA(Ver MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO)TEIA ALIMENTARTEIA ALIMENTAR = REDE ALIMENTARA teia ou rede alimentar, é um entrelaçamento de diversas cadeias alimentares, ou seja, ascadeias alimentares não são seqüências isoladas e por isso podem estar interconectadas através de um oumais de seus componentes.“tele-”Prefixo de origem grega significando “além; distante”. Alguns exemplos de uso deste prefixo:telemorfose (mudança da forma que resulta de estímulo distante); telegâmico / telegamia (processo oucomportamento de atrair o macho à distância);(Ver CADEIA ALIMENTAR)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS230“telmato-”Prefixo de origem grega significando “pântano; pantanoso; paludoso”. Alguns exemplos:telmatologia (parte da ecologia que estuda pântanos, ou “wetlands”, “marshes” ou “peatbogs”; todostermos da língua inglesa); telmatófita (planta de tais ambientes); telmícola (o organismo que vive emzonas pantanosas); telmófago (inseto que suga sangue de tecido dilacerado ou sangue empoçado emtecido ulcerado); telmatoplâncton (constituído por organismos planctônicos de zonas de pântano).TEMPO DE CIRCULAÇÃOÉ o recíproco da taxa de circulação, ou seja, é o tempo necessário para compensar a fração daquantidade total de uma substância num componente do ecossistema, que sai ou que entra. Ex.: se 1.000unidades estão presentes num componente e 10 dessas unidades saem ou entram a cada hora, o tempo decirculação é 1.000/10 ou 100 horas.(Ver TAXA DE CIRCULAÇÃO)TEMPO DE GERAÇÃO DA COORTE (ou POPULAÇÃO)Tentativa de estimar-se o verdadeiro comprimento de uma geração, sem considerar-se o fato deque alguns descendentes podem eles próprios desenvolverem-se o suficiente para reproduzir-se e originarnovos rebentos (descendentes), durante o tempo de geração (ou vida reprodutiva) dos seus pais.Conseqüentemente, só se considerou o tempo médio entre o nascimento de um pai e o nascimento de seusfilhotes (ou rebentos).TEMPO DE MANIPULAÇÃOTEMPO DE MANIPULAÇÃO = TEMPO DE MANEJO = TEMPO DE TRATAMENTOEspaço de tempo gasto por um predador, em perseguir, dominar e consumir uma presa epreparar-se para a procura da próxima presa.TEMPO DE RESIDÊNCIAExpressão semelhante a “tempo de circulação” e que se refere ao tempo em que determinadaquantidade de substância permanece num certo compartimento do ecossistema. Esta expressão tanto éusada com relação ao fluxo energético como com relação à biogeociclagem. No primeiro caso, para umacerta taxa de produção, o tempo de residência de energia e seu armazenamento na biomassa viva e nanecromassa estão diretamente relacionados; e quanto mais longo for o tempo de residência, maior será oacúmulo de energia. A fórmula seguinte é sugerida (RICKLEFS, 2007) para tempo de residência numcerto nível trófico, que é dado pela energia armazenada dividida pela taxa na qual a energia é convertidaem biomassa (lembrar que taxa implica em tempo); logo:Tempo de residência (ano) = energia armazenada na biomassa, em kJ m-2/ produtividade líquida, emkJ m-2ano-1.Ainda de acordo com RICKLEFS (2007) a energia acumulada na necromassa, ou seja, o tempo deresidência da matéria neste compartimento do ecossistema terrestre, pode ser representado de maneirasimilar ao da equação da biomassa:Tempo de residência (ano) = acúmulo de necromassa, em g m-2/ taxa de queda da necromassa, em gm-2ano-1. Segundo esse autor, os valores médios de tempo de residência da necromassa em diferentesecossistemas são: trópicos úmidos = 3 meses; habitats tropicais montanhosos = 1–2 anos; sudeste dosE.U.A. (floresta estacional temperada) = 4–16 anos; regiões montanhosas e boreais = > 100 anos.CAPIMbesouroaranha sapocobragafanhotodecompositores
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS231(Ver COMPARTIMENTO DE CICLAGEM; e COMPARTIMENTO DE RESERVA)TEMPO FISIOLÓGICOAtribui-se esta denominação a animais ectotérmicos, os quais necessitam da combinação detempo e temperatura, para o seu desenvolvimento. No caso de desenvolvimento dos embriões, em ovos,considerando-se que o limiar térmico básico ao desenvolvimento de um embrião animal de regiãotemperada seja 16°C, o desenvolvimento até a eclosão a 20°C levaria 17,5 dias (4°C acima do limiar);mas seria de 5 dias se a temperatura fosse 30°C (14°C acima do limiar). Em ambos os casos, o cálculo de“dias-graus” (ou dias-graus acima do limiar) seria 70 (17,5 X 4 ou 5 X 14). Esta faixa de temperatura,obviamente, não é letal para o animal em questão (como acontece com algumas espécies de gafanhoto,por exemplo). Portanto, tempo é dependente do fator temperatura nos ectotermos.TEMPO GEOLÓGICORefere-se ao tempo ocupado pela história geológica da Terra. Estende-se ao longo de 3,9 bilhõesde anos, desde a mais antiga rocha que se estima ter existido até a presente data. A escala de tempogeológico, por sua vez, constitui-se no “calendário” dos eventos que marcaram a história da Terra. Aestratigrafia, que correlaciona e classifica os estratos de rocha e a paleontologia, analisando osorganismos que caracterizam determinadas partes do registro geológico, são os meios principais para seconhecer a escala de tempo geológico. O tempo geológico convencionou-se ser subdividido nos seguintessegmentos (em ordem descendente): Eon, Era, Período e Época (um quadro resumido é mostrado napróxima página).O objeto principal dos estudos da escala do tempo geológico é a VIDA, cujo aparecimento eevolução podem ser resumidamente distribuídos nos períodos vistos a seguir. A vida pode ter surgido noinício da era Precambriana, há 3,8 bilhões de anos, mas evidência fóssil data de cerca de 1 bilhão de anos.As primeiras criaturas surgiram no mar (entre 545 e 495 milhões de anos) no Cambriano, surgindomoluscos, equinodermos, artrópodos. No Ordoviciano, há 443 milhões de anos, a vida ainda estavaconfinada no mar (apareceram crustáceos e alguns peixes não-mandibulares). No Siluriano, há 417milhões de anos, apareceram os peixes mandibulares, escorpiões gigantes, parentes das atuais aranhas e asprimeiras plantas terrestres. No Devoniano, há 354 milhões de anos, foi a “idade dos peixes”, queevoluíram em muitas formas; muitos já viviam em água doce, encorajando a evolução dos pulmões;apareceram os anfíbios, os primeiros vertebrados a viverem na terra firme; os insetos se espalharam e asprimeiras verdadeiras florestas apareceram; estima-se que neste período a “terceira extinção em massa”eliminou 70% das espécies de animais. No Carbonífero, ou “idade do carvão”, há 290 milhões de anos, oclima quente ajudou a formação de florestas em solos pantanosos, estimulando anfíbios e insetos, como aslibélulas com até 60 cm de envergadura; assim como no mar eram muito comuns os moluscos. Foramestas florestas que geraram grandes depósitos de carvão, a característica maior deste período. NoPermiano, há 248 milhões de anos, os répteis tornaram-se os animais terrestres dominantes; oscontinentes eram uma única massa de terra; estima-se que 75% da vida terrestre e 90% da vida marinhatenha perecido diante da extinção em massa causada por atividade vulcânica e mudança climática. NoTriássico, há 206 milhões de anos, novamente os répteis dominaram a vida na terra; apareceram ospterossauros (voadores) os notossauros e ictiossauros (nadadores) e uma minoria terrestre dos primeirosmamíferos. No Jurássico, há 142 milhões de anos, na chamada “idade dos dinossauros”, estes sefortaleceram como dominantes herbívoros e carnívoros; apareceram no final deste período as plantas comflores e os insetos polinizadores. As aves evoluíram, destacando-se o Archaeopteryx, que talvez tenhaaparecido há mais de 150 milhões de anos. O Cretáceo, há 65 milhões de anos, assistiu a evolução rápidadas plantas com flores e dos animais que delas se alimentavam; os gigantescos dinossauros, como osherbívoros saurópodos (talvez de 90 toneladas ou Megagramas) e bípedes como os Tyrannosaurus,vieram, no final deste período a sofrer extinção em massa. No Terciário, há 1,8 milhão de anos, apósdesaparecimento dos dinossauros, grupos de mamíferos tiveram grande evolução isoladamente. E noperíodo mais recente, o Quaternário, até o presente, as mudanças abruptas no clima propiciaramcondições para a grande evolução dos mamíferos, com predominância do ser humano, com domíniosupremo sobre as demais formas de vida.Segue-se um quadro, resumido, com os segmentos do tempo geológico e o tempo estimado (emmilhões de anos − M.a.):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS232(Ver EXTINÇÃO EM MASSA)TEMPO LETAL (ou LT50)Tempo necessário para matar 50% dos organismos-testes numa dada concentração.TENDÊNCIA EXPONENCIALNuma série temporal é uma tendência descrita por uma equação da forma y = ab2; aparecendocomo uma linha reta quando plotada em papel de gráfico semilogaritmo.TENSÃO ECOLÓGICA(Ver ECOTONO)TEOREMA DO VALOR MARGINALModelos da previsão de comportamento de espécies animais forrageiras, criadossimultâneamente por alguns ecólogos e denominado, em 1976 por E.L.Charnov, de “teorema do valormarginal”. Diz respeito à taxa de extração de energia de um forrageador, no momento em que ele deixa olocal restrito do recurso (usualmente energia ou alimento). Parte-se da premissa de que um forrageadorótimo, maximizará a aquisição do recurso que ocorre em diversos locais (sítios ou “manchas”) no seuhabitat. Ao se mover de um local para outro o forrageador não estará adquirindo energia. Quando oanimal atinge o local do recurso, a taxa inicial de sua extração será elevada, decrescendo à medida que oEON ERA PERÍODO ÉPOCA24335465248OligocenoPaleógenoMiocenoFANEROZÓICOCENOZÓICOPALEOZÓICOTerciárioQuaternárioNeógenoHoloceno (ou Recente)PleistocenoPliocenoEocenoPaleocenoCretáceoJurássicoTriássicoPermianoCarboníferoDevonianoSilurianoOrdovicianoCambrianoMESO-ZÓICOPROTE-ROZÓICOARQUE-ANO0,011,85,31422062903544174434955452.5004.560M.a.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS233recurso escasseia. Obviamente essa taxa dependerá do conteúdo inicial da energia no local escolhido peloanimal e da sua eficiência em adquirí-lo.TEORIA(Ver CONJETURA, HIPÓTESE, LEI e TEORIA)TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS (ou TEORIA DE MaCARTHUR E WILSON)Teoria introduzida por R.H.MacArthur e E.O.Wilson, em 1967, levantando a possibilidade deque a história e o acaso poderiam por si sós desempenhar um papel igual ou maior na estruturação dascomunidades, do que as regras de assembléias fundamentadas nos nichos. O modelo proposto pelosautores pode ser sumarizado na representação que segue, explicando o equilíbrio dinâmico do número deespécies em ilhas:Na figura estão representados: equilíbrio dinânico (Ŝ) do número de espécies em ilhas, emfunção da taxa de imigração de novas espécies na ilha e da taxa de extinção das espécies já residentes (I =taxa de imigração; E = taxa de extinção) (reproduzido de HUBBEL, 2001).(Ver TEORIA NEUTRA UNIFICADA)TEORIA DA CICLAGEM MINERAL DIRETATeoria proposta por “Went,F.W. & Stark,N. 1968. Mycorrhiza. BioScience, 18: 1035-1039”,que diz: “nos ecossistemas de floresta tropical as micorrizas, extremamente abundantes na necromassa dasuperfície e no húmus do solo, são capazes de digerir a matéria orgânica morta e transferir os minerais esubstâncias nutritivas para as células das raízes das plantas, através das hifas”. E assim, pouca será aperda de nutrientes por lixiviação.TEORIA DO EQUILÍBRIOA teoria do equilíbrio refere-se à observação de propriedades de um sistema, num ponto deequilíbrio definido, não levando em consideração portanto, o tempo e quaisquer variações que poderiamestar ocorrendo no sistema.(Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO; e TEORIA DO NÃO-EQUILÍBRIO)TEORIA DO JOGO(Ver “GAME THEORY”)TEORIA DO FORRAGEAMENTO(Ver FORRAGEAMENTO)TEORIA DO NÃO-EQUILÍBRIOEm oposição à teoria do equilíbrio, na teoria do não-equilíbrio, observam-se as propriedades deum sistema num ponto de transição em que tais propriedades se afastam do ponto de equilíbrio. Nestecaso são focalizados o fator tempo e as variações que possam ocorrer no sistema.(Ver NÍVEL DE EQUILÍBRIO; e TEORIA DO EQUILÍBRIO)TEORIA DOS REFÚGIOSTeoria proposta pelo cientista alemão H.Haffer e pelos cientistas brasileiros Paulo Vanzolini(zoólogo) e Aziz Ab’Sáber (geomorfólogo) considerando que sucessivas glaciações causaram ciclosalternados de expansão e contração das florestas; nos períodos mais secos a floresta se reduziria a“pequenas ilhas ou refúgios”, permitindo a geração de espécies, constituindo-se em alto grau deendemismo, uma característica hoje reconhecida na floresta amazônica e na mata atlântica.TEORIA NEUTRA UNIFICADA (ou TEORIA DE HUBBEL)Introduzida por Stephen P. Hubbel (ver Bibliografia), refere-se à “neutralidade” como sendo osorganismos numa comunidade idênticos nas suas probabilidades de produzir descendentes, migrar e gerarespeciação. A neutralidade é definida no nível do “indivíduo” e não da espécie. Considera o autor que,Taxa deimigraçãoTaxa deextinçãoŜNúmero de espécies na ilhaI E
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS234embora seja difícil entender que ocorra uma neutralidade completa, muitos ecólogos admitem quepopulações e comunidades estão sujeitas não somente a fatores físicos e interações bióticas mas também à“estocasticidade demográfica” (estocástico refere-se à variável aleatória).(Ver TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS)TEORIAS MONO E POLICLÍMAXA teoria monoclímax propõe que todas as seqüências de uma sucessão numa mesma região,conduzem a uma característica clímax única, segundo seu autor, F.Clements (publicada em 1916).A teoria policlímax defende a idéia de que a sucessão ecológica conduz a uma variedade deecossistemas clímaces, dependendo das condições locais. O policlímax é portanto, determinado por umconjunto de fatores limitantes, tais como clima, condições geológicas, solos, microclima e até mesmo oser humano. Assim sendo, fala-se em tantos tipos de vegetação ou de ecossistema clímax, quanto são osfatores que os determinam. Em 1953 R.H.Whittaker propôs a hipótese do padrão-de-clímax, que concebeuma continuidade ou gradiente de tipos de clímax e não necessariamente clímaces distintos, separados.Alguns ecólogos brasileiros consideram o cerrado como um “ecossistema clímax do fogo”.TERATOGÊNICOÉ um agente causador de deformidades ou defeitos ocorridos quando o ser vivo nasce. A dioxinaé considerada como um forte teratogênico.(Ver DIOXINAS)TEREDOTEREDO = GUSANOMoluscos marinhos, geralmente da família Teredinidae (gênero Teredo) perfurantes de madeira.É muito encontrado em alguns dos nossos mangues, na base do tronco de Rhizophora mangle. Gusano éum nome vulgar usado principalmente no nordeste. O teredo, que é utilizado como alimento (no Pará, porexemplo), rico em proteínas, destroi embarcações e árvores dos manguezais.TERMINAL, SEMENTE(Ver SEMENTE TERMINAL)“TERMINATOR TECHNOLOGY”(Ver SEMENTE TERMINAL)TÉRMITASTÉRMITAS = CUPINSSão insetos (Isoptera), sociais, que formam colônias, participando ativamente da reciclagem damatéria. Alguns grupos ditos mais avançados cultivam fungos. Outros alimentam-se diretamente demadeira, digerindo celulose, hemicelulose e lignina. Os térmitas reutilizam suas próprias fezes comoalimento. No aparelho digestivo desses animais predominam protozoários, que fermentamanaerobiamente a celulose, produzindo acetato, dióxido de carbono e hidrogênio, compostos estes que sãoaproveitados por bactérias que assim produzirão metano. À maneira dos ruminantes, produzem tambémácidos graxos voláteis e principalmente ácido acético, que é absorvido no intestino posterior. Omutualismo térmita-protozoário é imprescindível à digestão de madeira.Foi observado que bactérias que vivem no aparelho digestivo dos térmitas fixam N2. Estesinsetos têm importante papel na Natureza, reciclando a matéria e embora possam causar problemas ao serhumano, são no entanto, de importância na fertilização natural de alguns solos mineralogicamente pobres.(Ver MURUNDUM)TERMOCLINO (ou TERMOCLÍNIO ou TERMOCLINA)Refere-se à gradação de temperatura numa coluna de água de um ecossistema aquático, ou maisespecificamente, à queda acentuada da temperatura em direção à profundidade. Inicialmente atemperatura, que na superfície é mais elevada, vai diminuindo gradativamente com a profundidade,caindo repentinamente logo abaixo desta camada quente e, na camada inferior mais fria, volta a diminuircom regularidade. A seguir está representado um gráfico de termoclino registrado no açude Bodocongó(Campina Grande, PB), em 1943, conforme reproduzido de KLEEREKOPER (1990):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS235TERMÓFILO (ou TERMOFÍLICO)Termo geralmente aplicado para definir microrganismos cuja temperatura ótima para seucrescimento está entre 55°C e 65°C; muitos deles em geral, toleram faixa entre 45°C e 75°C.O Quadro seguinte mostra temperaturas em que diferentes classes de microrganismostermofílicos (ou termófilos) vivem:Classe de termófilos Temperatura (oC)Mínima Ótima MáximaTermotolerante <30Termofílico facultativo <45 >45Termofílico moderado <70...75Termofílico ≥40 ≥55 ≥65Hipertermofílico ≥40 ≥65 ≥70** O Bacillus caldolyticus, isolado de fonte termal a 84°C, tem sido cultivado a 105°C.A bactéria que vive em fontes termais, Thermus aquaticus é a que produz a enzima Taqpolimerase, usada no “PCR – polymerase chain reaction”. Esta enzima, sendo termoestável, é reutilizável,atendendo às condições necessárias à amplificação do DNA, no equipamento de PCR (muito utilizado embiotecnologia, microbiologia ambiental, medicina legal etc).(Ver CRIÓFILO)TERPENÓIDES(Ver DEFESA QUÍMICA)TERRA PRETA DOS ÍNDIOSEm algumas poucas localidades na amazônia (às vezes próximas a aldeias indígenas), éencontrada a “terra preta dos índios”, um trecho de latossolo caolinítico amarelo (originariamente pobreem nutrientes) onde supõe-se que ao longo do tempo os índios foram acumulando matéria orgânica,tornando o solo muito fértil. É considerado um epipedon antropogênico, ou seja, um horizonte superficialoriginado de atividades humanas.TERRA ROXARefere-se a um tipo de solo que ocorre no Paraná e em São Paulo, em grandes extensões,laterítico, muito rico em matéria orgânica, sendo considerado um dos solos mais ricos do mundo,suscetível ao desgaste, se exposto à erosão. A maioria das terras roxas incluem-se hoje nos nitossolos.(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE))TERREMOTO(Ver ESCALA DE RICHTER)25 26 27 28 29oC→m↓123456
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS236TERRITORIALIDADETermo geralmente usado para designar a defesa ativa de um território, efetuado por animais,principalmente vertebrados, com diversas finalidades (alimentação, acasalamento, reprodução,nidificação etc). P.COLINVAUX e R.E.Ricklefs utilizam o termo arena (ou “lek”, em inglês) para definircomo um local delimitado por machos para cortejar as fêmeas.E.P.Odum afirma que, embora com o risco de ofensa aos puristas da semântica, é incluído nestetermo qualquer mecanismo ativo desenvolvido por qualquer organismo (mesmo as plantas e osmicrorganismos) que afaste outro organismo do seu espaço ou “território”. Nos organismos superioreseste mecanismo é comportamental (neural) e nos inferiores é de origem química. Em termos energéticos éimportante considerar os custos de defesa do território.(Ver ALELOPATIA; ANTIBIOSE; e POSSIBILIDADE DE DEFESA ECONÔMICA)TERRITÓRIO PERIGOSO(Ver AGREGAÇÃO)TEXTURA DO SOLOUma das importantes características do solo, examinada num perfil do solo. Pode ser avaliadapelo tato, tomando-se uma pequena amostra úmida; a areia transmite a sensação de “atrito”, o silte, de“serosidade” e a argila, de “plasticidade e pegajosidade”. As diferentes combinações destes trêscomponentes constituem as classes de textura, geralmente representada por um triângulo (de origemamericana, segundo o “Soil Survey Manual”) com os seguintes tipos e seus equivalentes em português:Inglês PortuguêsClay ArgilaSandy clay Argila arenosaSilty clay Argila siltosaClay loam Franco-argilosoSilty clay loam Franco-argiloso-siltosoSandy clay loam Franco-argiloso-arenosoLoam FrancoSilt loam Franco-siltosoSandy loam Franco-arenosoSilt SilteLoamy sandy Areia francaSand AreiaQuanto às faixas de tamanho dos componentes do solo consideram-se as seguintes (diâmetro):Matacão: maior que 20 cmCalhau: de 2 mm a 20 mm (ou 2 cm)Areia grossa: de 2 mm a 0,2 mmAreia fina: de 0,2 mm a 0,05 mmSilte (ou limo): de 0,05 mm a 0,002 mmArgila: menor que 0,002 mm.A areia é um grão essencialmente de quartzo. O silte diferencia-se da areia, pelo tamanho menor.A argila é um silicato hidratado de alumínio, cuja cor varia de acordo com o óxido que a impregna.(Ver ARGILA e PERFIL DO SOLO)TIOCARBAMATOHerbicida que atua inibindo crescimento de raízes e caules de plantas herbáceas.(Ver CARBAMATO)TOLERÂNCIA AMBIENTAL(Ver AMPLITUDE ECOLÓGICA)TOLERÂNCIA (EM SUCESSÃO)(Ver SUCESSÃO AUTOGÊNICA)“TRADE-OFF”Termo usado na língua inglesa (ainda sem equivalente convencionado na língua portuguesa) eque é traduzido como “balanço; compensação; barganha; negócio”, refere-se aos recursos que umorganismo utiliza para uma determinada finalidade e que pode faltar para a execução de outra finalidadeou atividade. Exemplo: uma planta “investe” energia metabólica para produção de frutos e emconseqüência retarda seu crescimento. Um animal, como a mosca-da-fruta, beneficia-se de intensaatividade reprodutiva, com alta freqüência de acasalamentos, mas quanto mais elevada for sua atividadereprodutiva, mais curto será seu período de vida. Há organismos no entanto, que têm eficiência para mais
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS237de uma atividade simultâneamente, como uma víbora venenosa (Vipera aspis) (BEGON et al. (2006)),cujas fêmeas recuperavam-se mais rapidamente para procriar quando tinham maiores ninhadas.TRAJETÓRIA DE POPULAÇÃO(Ver PREDATISMO)TRANSDUÇÃO(Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA)TRANSECÇÃO DE FAIXAFaixa delimitada ao longo de uma linha (por exemplo, a linha traçada para o perfil ecológico) naqual, num espaço paralelo à linha (1 m de cada lado da linha, por exemplo), se observa, esquematiza-se aforma e o porte dos vegetais e se coletam exemplares desses vegetais com finalidades de estudotaxonômico ou estudo de fitomassa, zonação etc.(Ver PERFIL ECOLÓGICO)TRANSFERÊNCIA DE DNA, MECANISMOS DEEm ecologia microbiana de solo são importantes os três mecanismos conhecidos, sobre atransferência de material genético nas linhagens ou cepas de várias bactérias (mas não todas) damicrobiota edáfica. São eles: a) Conjugação: o DNA transfere-se no contato de célula-a-célula, àsemelhança da reprodução sexual dos eucariotos. b) Transdução: o DNA passa de uma bactéria paraoutra, através de vírus, ou seja, estes seres agem como vetores de transferência ou mediadores. c)Transformação: uma célula bacteriana ao se romper (lise) libera o DNA, que então livre no meio (emsolução no solo), é receptado por outra bactéria. Estes mecanismos foram detectados tanto em Archaeacomo em Bacteria. Em Bacillus subtilis, uma bactéria típica do solo, por exemplo, a sua molécula deDNA mede 1700 μm de comprimento; após a lise da bactéria e sua liberação no meio, a molécula sequebra facilmente, facilitando assim sua entrada na bactéria receptora.Microbiólogos de solo afirmam que partículas de argila exercem papel importante natransferência de DNA entre linhagens de bactérias (e de “arquebactérias”), principalmente no mecanismode transformação.TRANSFORMAÇÃO(Ver TRANSFERÊNCIA DE DNA)TRANSGÊNICOS (ou ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS)Trata-se da nova criação ou melhor dizendo, da manipulação humana das característicasgenéticas de uma planta cultivada. A planta transgênica recebe um ou mais genes (transgenes) de umindivíduo de diferente espécie, visando, por exemplo, torná-la resistente a determinada “praga”ou“doença”. Ex.: genes do Bacillus thringiensis ou genes Bt (da bactéria que é usada no controle biológicode insetos) são inseridos numa planta cultivada, que assim se tornará imune ao ataque por insetos; comesta planta transgênica espera-se reduzir a quantidade de inseticida, antes necessária ao combate da praga.Um outro exemplo é o da obtenção do “Golden Rice” (arroz dourado, em inglês). É umorganismo geneticamente modificado (ou “GM food”, alimento geneticamente modificado) que é obtido apartir da planta de arroz comum, na qual se inseriu gene de outra planta (narciso, uma planta ornamentalda família Liliaceae) capaz de produzir beta-caroteno, o precursor da vitamina A. A técnica,resumidamente, consiste em utilizar este gene e genes da bactéria Erwinia uredovora, fazendo ainda usode “promotors” (promotores ou segmentos de DNA que ativam genes), sendo inseridos em plasmídios(pequenas alças de DNA) da bactéria Agrobacterium tumefaciens. Estas agrobactérias são colocadas emplacas de Petri contendo embriões de arroz. Ao infectar tais embriões, as bactérias transferem os genesque codificam as instruções para sintetizar beta-caroteno. Estas plantas transgênicas assim obtidas sãosubmetidas a cruzamentos com plantas já adaptadas à região específica.Muitas discussões ainda existem sobre riscos à saúde causados pelos transgênicos. Exemplo:cientistas escoceses observaram que pacientes saudáveis ao ingerirem alimentos transgênicos, nãoapresentaram no sistema digestivo, nenhum indício do DNA transgênico, ao passo que pacientes quesofreram ileostomia (remoção do colon intestinal) apresentaram 3,7% de DNA transgênico. Os médicospresumiram que os pacientes sem o colon não produziam enzimas que destruiriam o DNA transgênico.(Ver SEMENTE TERMINAL)TRANSMISSÃO LEPTOCÚRTICA(Ver PARASITISMO)TRANSPORTE ATIVOUm mecanismo de transporte em que se requer energia para se conseguir, por exemplo, vencerum gradiente de concentração.TRATAMENTO(Ver ESTAÇÃO DE TRATAMENTO)TRÊS MEIOS(Ver LEI DA POTÊNCIA DOS TRÊS MEIOS)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS238TRIÂNGULO C−S−RSistema, de componente triplo, em estratégias ecológicas, conceitualizado como um triângulocom os três extremos representando espécies competitivas (C-estrategistas), espécies tolerantes a estresses(S-estrategistas) e espécies ruderais (R-estrategistas).TRIOICA(O)Originalmente chamava-se “espécie trioécia”. Diz-se da espécie de planta que tem espécime (ouindivíduo) só com flor masculina, espécime só com flor feminina e espécime só com flor hermafrodita.(Ver GINODIOÉCIA; DIÓICA; e MONÓICA)TRITION(Ver ORGANOFOSFORADO)TROCA DE CÁTIONSTroca que ocorre entre um cátion em solução no solo e um outro adsorvido à superfície de umapartícula coloidal (argila ou matéria orgânica).(Ver CTC)“trofo-”Prefixo de origem grega significando “alimento”. Surgem daí inúmeros termos a ele relacionadosou dele derivados, como oligotrófico (que necessita de pouco alimento ou nutriente ou que vive em localcom carência de nutrientes); copiotrófico (que necessita de muito alimento ou nutriente ou que vive emlocal com abundância de nutrientes). São conceituados neste glossário diversos termos, tais comoautótrofo, auxotrofia, heterótrofo, litótrofo, mixótrofo etc.TROFO-DINÂMICOO prefixo “trofo”, significando alimento, e dinâmica, implicando processo ativo, diz respeito àprodução primária.(Ver ECOLOGIA ENERGÉTICA)“troglo-”Prefixo de origem grega significando “caverna”, sendo então usado para indicar os organismosque vivem em cavernas ou em ambientes subterrâneos. Fala-se então em troglófilos (que preferem taisambientes) e em troglobiontes ou troglóbios (que vivem nesses locais) e que são também chamados decavernícolas.(Ver “-cola”)TROPOSFERAPorção inferior da atmosfera terrestre (0 a 15 km), com uns 8 km de altura nos polos e 16 km naregião do equador. Esta é a camada da atmosfera de influência maior e direta sobre os seres vivos donosso planeta, onde a temperatura diminui gradativamente com o aumento da altitude. Segue-se atropopausa (uns 3 km acima da troposfera).TUFÃO(Ver CICLONE)TUNDRAAs tundras alpina e ártica, apesar de semelhanças, têm importantes diferenças, como porexemplo, a tundra alpina tem estação de crescimento mais quente e mais longa, invernos menos rigorosos,maior precipitação, solos mais bem drenados, maior produtividade e maior biodiversidade do que a tundraártica.(Ver “PERMAFROST”; e ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER, HEINRICH))Termo lapônio ou russo, significando“planície desprovida de árvores da regiãonorte”. A maioria das tundras ocorre nasregiões onde a temperatura média está abaixodo ponto de congelamento da água. Por isso, osolo, denominado “permafrost” apresenta-sepermanentemente congelado até grandesprofundidades. Bioma típico do círculo polarártico, caracterizado por vegetação rasteira,arbustos (“árvores nanicas, atrofiadas”),líquens e musgos. A fauna é pobre, com insetos“estacionais”, aves e mamíferos migrantes.Entre estes, o caribu (Rangifer tarandus; dafamília do veado, Cervidae) migra 1.200 kmduas vezes ao ano. A foto à direita, mostratundra no Alasca, E.U.A.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS239TURBIDEZMedida da transparência de uma amostra ou corpo d’água, estimada a partir do grau depenetração da luz, sendo resultado da quantidade de matéria em suspensão ou substâncias coloidais.TURFAMaterial de origem vegetal que se acumula em certos solos (solos turfosos), encontradofreqüentemente em regiões pantanosas formando turfeiras. Alguns autores usam o termo turfeira paradesignar uma vegetação xeromorfa que se estabelece em solos turfosos. Em certas regiões, mormente asfrias, a turfa dá origem a carvão, por vezes utilizado como combustível para aquecimento.TURISMO ECOLÓGICO(Ver ECOTURISMO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS240
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS241U“ultra-”Prefixo de origem grega significando “além de”. Além de alguns verbetes que seguem, há osseguintes termos: ultrarradiano (ritmo biológico com um período que excede 24 h); ultracentrifugação(uso de um campo de centrifugação da ordem de 500.000 g para a sedimentação de macromoléculas)(obs.: g é a designação atual de uma força de centrifugação, baseada na força da gravidade que atua sobreum rotor com peso x e certo número de rotações; em substituição à antiga denominação “rpm − rotaçõespor minutos”); ultra-abissal (ver ZONA HADOPELÁGICA).(Ver “infra-”; e RELÓGIO BIOLÓGICO)ULTRAPLÂNCTON(Ver PLÂNCTON)UMBRÓFILA(Ver OMBRÓFILA; e PLANTA DE SOMBRA)UMIDADE RELATIVA (DO AR)Massa de vapor de água por unidade de volume de ar, como porcentagem da mesma medida deum ar saturado, à mesma temperatura. Pode ser facilmente medida através de dois termômetros (um como bulbo umedecido e outro com o bulbo seco, chamado de psicrômetro). A diferença de temperaturamedida simultaneamente por estes termômetros, corresponde a uma determinada porcentagem deumidade relativa do ar, vista numa tabela psicrométrica.(Ver ÍNDICE DE UMIDADE)“UNEP − UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME”Organismo internacional criado em 1972 para guiar e coordenar atividades ambientais no âmbitodo sistema da Organização das Nações Unidas (ONU). Sua missão: prover liderança e encorajar aparticipação das nações no cuidado ao meio ambiente, inspirando, informando e habilitando-as a melhorara qualidade de vida sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras. Tem também estimuladoorganizações do setor privado a promover o uso sustentável dos recursos naturais mundiais. Seus gruposconsultores: “ECG − Ecosystem Conservation Group”; “IPCC − Intergovernmental Panel on Climate”;“GESAMP − The Joint Group of Experts on the Scientific Aspects of Marine Environment Protection”;“STAP − The Scientific and Technical Advisory Panel”; “UNSCEAR − The United Nations ScientificCommittee on the Effects of Atomic Radiation”. Seu site: http://www.unep.org.UNIÃO INTERNACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DA NATUREZA(Ver “IUCN”)UNIDADES DE CONSERVAÇÃODenominação dada a diversas categorias de “sítios ecológicos de relevância cultural” seguintes(de acordo com resolução do CONAMA nº 11, de 03/12/1987):a) Estações Ecológicasb) Reservas Ecológicasc) Áreas de Proteção Ambiental - APA, especialmente suas zonas de vida silvestre e osCorredores Ecológicosd) Parques Nacionais, Estaduais e Municipaise) Reservas Biológicasf) Florestas Nacionais, Estaduais e Municipaisg) Monumentos Naturaish) Jardins Botânicosi) Jardins Zoológicosj) Hortos Florestais
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS242l) Refúgios de Vida Silvestrem) Áreas de Relevante Interesse Ecológico – ARIEn) Reservas Extrativistas.Outras áreas não incluídas nas Unidades de Conservação, são protegidas por lei específicas comopor exemplo as Terras Indígenas.Segue um quadro com as unidades de conservação do Brasil (até setembro/91), suas quantidadese respectivas áreas totais:TIPO DE UNIDADE QUANTIDADE ÁREA (ha) ÁREA (km2)Parques nacionais 34 9.703.243 97.032,43Reservas biológicas 23 3.085.982 30.859,82Estações ecológicas(decretadas)21 2.694.455 26.944,32Estações ecológicas(não-decretadas)10 411.699 4.116,99Reservas ecológicas 6 1.130.198 11.301,98Área de proteçãoambiental16 1.456.681 14.566,81Florestas nacionais 38 12.655.902 126.559,02Reservas extrativistas 4 2.162.989 21.629,89TOTAL 152 33.301,119 333.011,19Dados mais recentes mostram o seguinte quadro das reservas e parques federais e estaduais(Anuário Estatístico do IBGE, de 1997) com o percentual de cada região:UNIDADES ÁREA PROTEGIDA(ha)ÁREA DA REGIÃO(km2)ÁREA PROTEGIDA(%)NORTE 43 16.183.573 3.869.637,9 4,18NORDESTE 81 1.767.688 1.561.177,8 1,13SUDESTE 119 1.512.554 927.296,6 1,63SUL 59 702.515 577.214,0 1,22CENTRO-OESTE27 1.244.605 1.612.077,2 0,77BRASIL 329 21.410.635 8.547.403,5 2,5Segundo análise feita recentemente por Felipe A.P.L.Costa e publicada na Revista Ciência Hoje(Vol. 24, nº 143, out/98), os registros sobre nossas áreas preservadas, divulgadas pelo IBAMA e peloIBGE, são “desencontrados”. Este pesquisador tentou reavaliar esta situação, utilizando não somentematerial publicado pelas referidas Instituições, mas obtendo informações (“dados principais”, segundo oautor) de ex-funcionários dos diversos órgãos federais, estaduais, municipais e de organizações não-governamentais que lidam com a estatística das unidades de conservação brasileira. Nesta publicação deF.A.P.L.Costa, além do quadro acima sobre as reservas e parques federais e estaduais, é apresentado umquadro representativo da situação por Estado e o Distrito Federal (reproduzido do IBGE), que segue(observar que a ordem dos Estados é de percentual decrescente de área protegida):
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS243PARQUESERESERVASÁREAPROTEGIDA(ha)ÁREA DO ESTADO(km2)ÁREAPROTEGIDA (%)RONDÔNIA 11 2.571.829 238.512,8 10,78DISTRITOFEDERAL7 46.882 5.822,1 8,05AMAPÁ 4 1.111.483 143.453,7 7,75AMAZONAS 15 9.032.296 1.577.820,2 5,72ACRE 2 682.500 153.149,9 4,46RIO DE JANEIRO 21 193.434 43.909,7 4,40SÃO PAULO 61 905.045 248.808,8 3,64MARANHÃO 7 1.045.420 333.365,6 3,14RORAIMA 4 584.472 225.116,1 2,60TOCANTINS 1 562.312 278.420,7 2,02SANTACATARINA10 187.811 95.442,9 1,97PARANÁ 33 360.541 199.709,1 1,80ESPÍRITOSANTO15 81.142 46.194,5 1,76PARÁ 6 1.638.681 1.253.164,5 1,31MATO GROSSO 13 937.415 906.806,9 1,03PIAUÍ 3 239.154 253.867,2** 0,94RIO GRANDEDO NORTE4 40.751* 53.306,8 0,76GOIÁS 6 260.170 341.289,5 0,76BAHIA 14 389.468 567.295,3 0,69MINAS GERAIS 22 332.933 588.383,6 0,57RIO G. DO SUL 16 153.863 282.062,0 0,55PERNAMBUCO 38 22.982* 98.937,8 0,23ALAGOAS 4 6.189 27.933,1 0,22SERGIPE 2 3.055 22.050,4 0,14PARAÍBA 3 6.422 56.584,6 0,11CEARÁ 6 14.247 147.837,0** 0,10MATO GROSSODO SUL1 138 358.158,7 0,0004BRASIL 329 21.410.635 8.547.403,5 2,50* Área de predominância marinha. ** Inclui metade da área (2.977,4 km2) de litígio PI/CE.Algumas deduções de F.A.P.L.Costa: 1) As unidades federais respondem por 73% das áreaspreservadas. 2) MS é o único Estado sem reserva federal e em SP 95% são estaduais. 3) A média daregião norte (4,18%) é a única maior (média regional) do que a nacional (2,5%); excluindo-a, a médianacional cairia para 1,12%. 4) Nove Estados e o DF (RO, DF, AP, AM, AC, RJ, SP, MA e RR) têmmédia superior à nacional. 5) Em 12 Estados a área protegida não atinge 1% de seus territórios, sendo MSo pior deles. 6) No nordeste a média cairia de 1,13% para 0,59% se o MA (3,14% do seu território) fosseexcluído.7) Muitas das 329 unidades nacionais estão abandonadas ou não foram implantadas. Além disso,há registros de fatos graves, como “unidades fantasmas”, que entram artificialmente na contagem (e nãode fato) ou são contadas mais de uma vez. Pergunto: o país é muito grande e daí é difícil estimá-las comprecisão (mesmo com satélites, GPS etc)??? A incompetência é também “deste mesmo tamanho”???Interesses políticos, corrupção e/ou o cinismo, impedem uma avaliação honesta??? Será que é tudo issosomado???Destaco o fato de que dos Estados que menos mantêm reservas (abaixo de 1% dos territórios), 8são do nordeste, a região mais crítica. A caatinga, bioma que ocupa espaço significativo na regiãonordeste, tem somente 22% de sua área sob proteção (“teórica”).(Ver ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO)UNIDADES DE PROTEÇÃO INTEGRAL(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)UNIDADES DE USO SUSTENTÁVEL(Ver SNUC − SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS244UNITÁRIO(Ver ORGANISMOS UNITÁRIO e MODULAR)UTILIZAÇÃO DIFERENCIADA DO RECURSOFenômeno observado quando espécies que vivem no mesmo habitat utilizam recursos diferentespara sobreviverem. É fácil entender que os animais, que se locomovem, não têm dificuldade em adquiriros recursos disponíveis. No caso de plantas (terrestres, principalmente), todas demandam recursossemelhantes e sendo fixas, não têm muitas alternativas para adquirirem o que necessitam.A utilização diferenciada do recurso pelos animais pode ser expressa como uma diferenciação demicrohabitat que exista entre as espécies ou como uma diferença na distribuição geográfica ou ainda, umadisponibilidade temporal diferenciada (os recursos variam ao longo das estações do ano).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS245V / WVALDEZNome de um superpetroleiro dos E.U.A. que em março de 1989, no Alaska, causou um dosmaiores desastres ecológicos, de origem humana, derramando mais de 50 milhões de litros de petróleo nomar, que se espalharam por quase 8.000 km2.VALORAÇÃO DA BIODIVERSIDADE(Ver “eMergia”SOLAR)VALOR DE IMPORTÂNCIAUma medida da importância (total) de uma espécie numa comunidade, calculada a partir da somada freqüência relativa, densidade relativa e dominância relativa.VALOR DE REPRODUÇÃORefere-se à contribuição relativa da reprodução (esperada) de um indivíduo, para sua população,no presente e no futuro.VALOR kValor que figura na tabela de vida, representado pela equação k = log10ax - log10ax+1, ou ainda, k= log (densidade inicial) - log (densidade final), expressão equivalente a k = log (densidade inicial /densidade final). O valor k aumenta quando a taxa de mortalidade também aumenta, ou seja, a proporçãodos sobreviventes diminui.VALOR MARGINAL(Ver TEOREMA DO VALOR MARGINAL)VALOR REPRODUTIVO RESIDUALRefere-se à contribuição relativa da reprodução (esperada) de um indivíduo, para sua população,em todas as fases do seu ciclo de vida subseqüentes ao presente.VAN VALEN(Ver LEI DA CONSTANTE DE EXTINÇÃO)VARIABILIDADE GENÉTICA (ou VARIAÇÃO GENÉTICA)A variabilidade genética de uma população é uma característica desta população que édeterminada pela ação conjunta do processo de seleção natural e da deriva genética (onde nesta, afreqüência de genes na população é determinada mais pela chance do que pelas vantagens evolutivas). Aimportância relativa da deriva genética é mais elevada nas populações pequenas, isoladas, das quais comoconseqüência se espera haver perda de variabilidade genética.VARIEDADE(Ver CULTIVAR − CV)VÁRZEAÉ um tipo de planície de inundação de um rio, geralmente baixa e que se beneficia do materialfluvial que ali se deposita. Os solos de várzea são tidos como férteis e produtivos.(Ver ALUVIÃO)VEGETAÇÃOEste termo é usado quando se deseja se referir à cobertura de uma certa área, por plantas, semlevar em conta a classificação taxonômica das espécies.(Ver FLORA)VEGETAÇÃO ALUVIAL(Ver ALUVIÃO)VEGETAÇÃO DE DUNA(Ver DUNA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS246VEGETAÇÃO PLUVIAL(Ver OMBRÓFILA)VEGETAÇÃO PRIMÁRIATermo que para as florestas tropicais, como especificamente a nossa mata atlântica, refere-se auma “vegetação arbórea de máxima expressão regional, podendo estar em estádio clímax, com grandediversidade de espécies, onde as copas formam uma cobertura contínua (dossel), de 20 a 40 m de altura,podendo apresentar sinais mínimos de ação antrópica, preservando significativamente suas característicasoriginais”.VEGETAÇÃO SECUNDÁRIATermo que para as florestas tropicais, como especificamente a nossa mata atlântica, refere-se auma “vegetação resultante da ação antrópica ou de processos naturais de regeneração ou sucessão”,podendo apresentar-se num dos seguintes estádios de regeneração: a) estádio inicial (com predominânciade estrato herbáceo-graminoso, e alguns arbustos, com presença de espécies colonizadoras, comopteridófitas, gramíneas, compostas, solanáceas, marantáceas, piperáceas e outras), onde os arbustosapresentam-se por vezes, agrupados, com D.A.P. não superior a 3 cm, registrando-se uma área basalmédia entre 2 e 10 m2/ha, recebendo a denominação popular de “capoeirinha”; b) estádio médio (o estratoarbustivo/arbóreo predomina sobre o estrato herbáceo, podendo observar-se estratos distintos), onde oD.A.P. médio pode alcançar os 15 cm entre as espécies arbóreas e 5 cm entre as arbustivas, sendo a áreabasal superior a 10 m2/ha, recebendo a denominação popular de “capoeira”; c) estádio avançado (o estratoarbóreo predomina), podendo a altura das árvores variar entre 15 e 20 m, formando um dosselrelativamente fechado, tendo um D.A.P. médio entre 15 e 25 cm e uma área basal geralmente acima de 18m2/ha.O CONAMA emitiu diversas resoluções (no ano de 1994), que definem vegetação primária esecundária, e seus estádios (chamados por eles de “estágios”) sucessionais inicial, médio e avançado, emdiversos Estados brasileiros, visando orientar os procedimentos de licenciamento de atividades florestais,manejo, utilização racional, conservação etc.VERMELHO LONGO e VERMELHO CURTO(Ver APÊNDICE III − ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO)VERMICOMPOSTAGEM(Ver COMPOSTAGEM)VERTENTEAs encostas com declives variados e formas côncavas, convexas ou planas, fazendo parte daformação de um vale, em zonas montanhosas, são chamadas de vertentes, estando muitas vezes ladeandocursos de rios. Quando são muito abruptas, formam gargantas. Muitas vertentes são formadas por rochasou rochedos nus na maioria dos seus pontos.(Ver ENCOSTA)VERTISSOLOS(Ver SOLOS BRASILEIROS, CLASSIFICAÇÃO DE)VETOROrganismo transmissor, que conduz o agente causador de uma doença por exemplo, de um servivo para outro. Fala-se assim que o caramujo Biomphalaria glabrata é o vetor da esquistossomose(Schistosoma mansoni). O “barbeiro” (Triatoma infestans, T. sordida...) é o vetor da doença de chagas(tripanosomíase, causada pelo Trypanosoma cruzi).VICARIÂNCIANo processo evolutivo, quando ocorre fragmentação ou separação de indivíduos com umancestral comum, em diferentes áreas, denomina-se vicariância. Atribui-se este fenômeno ao queprovavelmente ocorreu com as várias espécies de aves que não voam, como o emu e o casuar na Austráliae Nova Guiné, a ema na América do Sul e o avestruz na África, todos com o mesmo ancestral, habitantedo continente Gondwana.VIRIOPLÂNCTON(Ver APÊNDICE V − PLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHO)VIVIPARIDADE(Ver MANGUE)VIZINHANÇA, TAMANHO DEConceito (não muito utilizado) fundamentado na estimativa de distância de dispersão, podendoser entendido da seguinte maneira: a probabilidade de se encontrar um indivíduo numa dada distância deum local onde foi liberado, é dada pela distribuição da freqüência normal (uma curva “em sino”) cujopico coincide com o ponto de origem; distância = 0) e cuja largura caracteriza-se por uma variávelsimples, o “desvio padrão” (s). A distância de dispersão é estimada por todo o período vital (t) de umindivíduo, como sendo st. O tamanho de vizinhança é definido como o número de indivíduos incluídos
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS247num círculo de raio 2 st; este tamanho indica o subconjunto de outros indivíduos com os quais ummembro de uma população pode potencialmente interagir (cruzar, competir ...) por todo seu período devida.VOÇOROCA (ou VOSSOROCA ou BOÇOROCA)Canal profundo ou vala, causado geralmente por fortes chuvas que tornam o solo imprestávelpara a agricultura, processo este agravado pela ausência de cobertura vegetal do solo ou vegetaçãoinadequada à sua proteção. No Paraná é comum encontrar-se voçorocas em regiões onde se cultiva soja.“-voria” (“-voro”)Sufixo de origem latina significando “comer; devorar; alimentar-se de”. O pospositivo “-voro” éusado para indicar o organismo que se alimenta de determinado tipo de comida ou de animal, sendo deuso muito amplo: apívoro (come abelha); insetívoro (come inseto); herbívoro (come planta); ovívaro(come ovo); piscívoro (come peixe); radicívoro (come raiz); e muitos outros (ver “-voro” em dicionário).Em alguns termos tem se preferido usar o sufixo grego “-fagia” (“’-fágico” ou “-fago”).(Ver “-fagia”)VORTEX(Ver ANÁLISE DE VULNERABILIDADE DE POPULAÇÃO)VULNERABILIDADE(Ver ANÁLISE DE VULNERABILIDADE DE UMA POPULAÇÃO)“WALDSTERBEN”Denominação alemã para a morte de florestas, geralmente causada pela chuva ácida. Asconíferas na Alemanha, principalmente de regiões altas, têm sido suscetíveis aos poluentes atmosféricos(óxidos de enxofre e de nitrogênio, ozônio, PANs etc). A floresta negra, de pinheiros, é um exemplodesse efeito. Há fortes indícios de que os ácidos causadores da chuva ácida que atinge a Alemanhatenham origem nos E.U.A..(Ver FLORESTA NEGRA)“WCMC − WORLD CONSERVATION MONITORING CENTRE”Centro mundial de monitoramento da conservação. É uma base de dados com uma visão globaldas espécies de animais e plantas ameaçados, assim como de habitats ameaçados e áreas protegidas. Atuaem colaboração com a “IUCN”, a “UNEP” e o “WWF”.“WETLAND”(Ver PÂNTANO)WHITTAKER, CLASSIFICAÇÃO DE BIOMAS DE(Ver ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER, HEINRICH))WILSON(Ver TEORIA DO EQUILÍBRIO, DE MaCARTHUR E WILSON)“WWF – WORLD WIDE FUND FOR NATURE”Órgão de ação internacional, não-governamental, conhecido anteriormente como “WorldWildlife Fund”. Compromete-se principalmente em: a) preservar a biodiversidade; b) assegurar asustentabilidade dos recursos naturais, em benefício de toda a biota da biosfera; c) promover ações parareduzir a poluição e o desperdício de recursos naturais e energia.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS248
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS249X / ZXENOBIÓTICOLiteralmente significa “estranho biológico”, ou seja, diz-se de substância que seja estranha aoorganismo. Os compostos que no solo e na água são resistentes à decomposição denominam-se derecalcitrantes e entre estes, alguns geralmente são xenobióticos.(Ver BIODEGRADAÇÃO; e BIORREMEDIAÇÃO)XERÓFITAPlanta que vive num habitat onde uma grande parte de seu sistema radicular seca ao nível doponto (ou coeficiente) de murcha, em intervalos freqüentes; ou simplesmente, como preferem muitosautores, a xerófita é uma planta que apresenta adaptações a ambiente seco, deficiente em água. As plantasque apresentam características morfológicas de adaptação a ambiente seco, são ditas como apresentandoxeromorfismo. Algumas plantas da caatinga apresentam tais características, embora pouco pronunciadas,como cutícula espessa, estômatos situados em nível mais profundo na epiderme da folha e só em uma desuas faces, abundância de tricomas, presença de resina ou cera nas células epidérmicas etc. Há evidênciasde que as adaptações fisiológicas à escassez de água, sejam mais importantes nessas plantas.XEROSERESere cuja sucessão se inicia em lugares onde há extrema deficiência de água (sobre rochas, areiaetc).(Ver LITOSERE; OXISERE; e PSAMOSERE)XILÓFAGO(Ver LIGNÍVORO)ZIGOTOResultado (célula diplóide) da união dos gametas (células haplóides) provenientes do cruzamentode indivíduos de sexos opostos. O crescimento e o desenvolvimento do zigoto resulta num novo indivíduoda mesma espécie.ZONA ABISSALRegião das profundezas do oceano situada aproximadamente entre 2.000 m e 6.000 m deprofundidade, tendo por vezes grandes depressões de até 10.500 m. Alguns autores subdividem-na em:abissobêntica/−bentônica (ou abissalbêntica/−bentônica) à subzona abissal entre 4.000 m e 6.000 m deprofundidade; e de abissopelágica (ou abissalpelágica) à zona entre 2.500 m e 4.000 m de profundidade.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA ABISSOBENTÔNICA (ou ABISSALBENTÔNICA)Zona de profundidade da coluna de água oceânica compreendida entre 4.000 e 6.000 m.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA ABISSOPELÁGICAZona de profundidade da coluna de água oceânica compreendida entre 2.500 e 4.000 m.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA AFITALZona no fundo de um ecossistema aquático (lago ou oceano) sem plantas.(Ver ZONA FITAL)ZONA AFÓTICAProfundidade de zona aquática não atingida pela energia luminosa; portanto, aí não existemorganismos produtores.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS250ZONA ARQUIBÊNTICA (ou ARQUIBENTÔNICA ou ARQUIBENTAL)Parte do fundo do oceano que se encontra entre a extremidade superior da plataforma continentalaté o início da elevação continental.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA BATIALZona do talude continental, que estando constantemente submetida à erosão subaquática e àsavalanches, apresenta-se com superfície bastante acidentada. Estende-se dos 200 m aos 4.000 m deprofundidade. Alguns a denominam de batibentônica ou batibêntica.(Ver “bati-”; e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA BATIPELÁGICAZona marinha situada na zona pelágica entre as profundidades aproximadas de 500 m e 2.000 m.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA BENTÔNICAZona do fundo do mar ou de lago ou do leito de rios.ZONA BENTOPELÁGICAZona de profundidade da coluna de água oceânica que se estende por cerca de 100 m no fundo,em todas as profundidades, abaixo da margem da plataforma continental.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONAÇÃODistribuição dos organismos em áreas ou zonas distintas.(Ver ECOTONO)ZONA CIRCALITORÂNEASubregiâo da zona sublitorânea, abaixo da franja infralitorânea.(Ver ESTIRÂNCIO; FRANJA INFRALITORÂNEA; e APÊNDICE IV − ZONAS DEPROFUNDIDADE MARINHA)ZONA(S) CLIMÁTICA(S) (de WALTER, HEINRICH)O biogeógrafo e ecólogo alemão Heinrich Walter (o proponente do diagrama climático) propôsuma classificação denominada de “zonas climáticas do mundo”, segundo o curso anual de temperatura eprecipitação. O clima definiria assim, os limites dos biomas terrestres do nosso planeta. Segue abaixo aclassificação das zonas climáticas de H. Walter, tendo na coluna da esquerda os biomas correspondentesna classificação de biomas de Whittaker (RICKLEFS, 2007):Bioma Zona climática VegetaçãoFloresta pluvial tropical I Equatorial: sempre úmida esem estacionalidade detemperaturaFloresta pluvial tropicalperenifóliaFloresta estacional tropical /savanaII Estação chuvosa de verão eestação seca de “inverno”Floresta estacional, arbustiva,savanaDeserto subtropical III Subtropical (desertosquentes): altamente estacional,clima áridoVegetação de deserto, comconsideráveis superfíciesexpostasMata / arbustivo IV Mediterrânea: estaçãochuvosa de inverno e seca noverãoEsclerófila (adaptada à seca),arbustiva e de mata sensíveis ageadas (congelamento)Floresta pluvial temperada V Temperada quente: geadasocasionais, freqüentemente commáxima precipitação de verãoFloresta perenifólia temperada,um tanto quanto sensível ageadas (congelamento)Floresta estacional temperada VI Nemoral (típico de bosque):clima moderado com invernocongelanteResistente a geadas(congelamento), decídua,floresta temperadaPastagem temperada / deserto VII Continental (desertosfrios): árido, com verões tépidosou quentes e invernos friosPastagens e desertos temperadosFloresta boreal VIII Boreal: temperado friocom verões frescos e invernoslongosFloresta perenifólia, com folhasaciculadas endurecidas nocongelamento (taiga)Tundra IX Verões secos muito curtos einvernos frios muito longosVegetação perenifólia baixa, semárvores, crescendo sobre solospermanentemente congelados
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS251ZONA COSTEIRARefere-se à parte rasa do oceano, indo do limite da preamar à borda da plataforma continental,em contato com o talude continental.ZONA DE BORRIFOS (“SPRAY ZONE”)Zona na costa marinha, ou litoral, localizada imediatamente adiante (ou acima) da zona dequebra das ondas, estando sujeita a molhar-se (ou ao umedecimento) pelos borrifos mar.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA DE DEPRESSÃORefere-se a um local (um habitat ou um microhabitat) onde um determinado indivíduo (ou suaspartes) utiliza um recurso natural, tornando-o escasso para outro indivíduo ou mesmo esgotando-o. Umaárvore, por exemplo, poderá estender seus ramos de maneira a reduzir a “radiação fotossinteticamenteativa” para outras plantas; assim como as raízes, ao absorverem água, geram no solo zonas de depressãode água.ZONA DE QUEBRA DAS ONDAS(Ver ZONA DE REBENTAÇÃO)ZONA DE REBENTAÇÃO (ou de QUEBRA DAS ONDAS) (“SPLASH ZONE”)Zona na costa marinha, ou litoral, localizada imediatamente acima do nível mais elevado do mar,estando sujeita à dinâmica de alterações dos movimentos da maré.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA DE TRANSIÇÃO(Ver ECOTONO)ZONA EPIPELÁGICAZona de profundidade oceânica cuja coluna de água se estende da superfície até 200 m (algunsautores consideram-na até 100 m); é a zona oceânica superior.ZONA EUFÓTICAÉ a zona aquática até a profundidade onde existe produção de O2. Portanto, esta zona é atingidapela energia luminosa imprescindível aos produtores.Em zonas oceânicas de águas claras e límpidas a zona eufótica pode chegar a 100m ou talvez até200 m de profundidade.ZONA FITALZona do fundo de um lago, raso, onde se enraiza uma vegetação.ZONA HADAL(Ver ZONA HADOPELÁGICA)ZONA HADOPELÁGICASubdivisão da zona pelágica que se estende de 6.000 m até 11.000 m de profundidade. Algunsautores usam a denominação zona hadal (que alguns também chamam de ultra-abissal) referindo-se àregião bentônica entre essas profundidades. Nela ocorrem as fossas (cânion ou canhão).(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA INFRAPELÁGICA(Ver ZONA MESOPELÁGICA)ZONA “INTERTIDAL”(Ver ESTIRÂNCIO)ZONA LIMNÉTICAZona aquática livre (aberta) à profundidade da penetração efetiva de luz, chamada de “nível decompensação”, onde o O2 produzido pela fotossíntese compensa o O2 consumido na respiração.ZONA LITORÂNEA(Ver ESTIRÂNCIO; e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA MAIOR DE VIDA(Ver BIOMA)ZONA MESOPELÁGICAZona de profundidade marinha cuja coluna de água alcança até aproximadamente 200 m, mas senela se incluir uma parte inferior chamada de zona infrapelágica, a coluna de água se estende até 500 mde profundidade.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA NERÍTICAZona de água rasa da plataforma continental. É a segunda zona da plataforma continental nosentido da costa para o mar.(Ver ESTIRÂNCIO; e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS252ZONA PELÁGICATermo comumente usado para indicar toda a zona de vida de uma região aquática. Incluiportanto, o plâncton, NÉCTON e o neuston.(Ver APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONA POLARSituada latitudinalmente entre 72oe 90oem ambos os hemisférios da Terra.ZONA RIPARIANASituada ou relativa às margens de um curso d’água. Ao organismo que habita esta zona dá-se onome de ripícola.(Ver “-cola”)ZONA SUBLITORÂNEA(Ver ESTIRÂNCIO; e APÊNDICE IV − ZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA)ZONEAMENTODiscriminação das diversas áreas ou ambientes propícios ao exercício de determinada atividadeou para determinado propósito, constituindo-se na base do planejamento de uso de um recurso natural.Fala-se, por exemplo, em zoneamento agrícola, quando se deseja estabelecer a “vocação” das parcelas deterra para os cultivos que lhes sejam adequados.Fala-se também em zoneamento agroecológico, que é importante para definir (ou delimitar)solos apropriados a programas especiais, como o do biodiesel (produção de óleos vegetais para uso emveículos automotores), dando maior destaque para questões de cunho ecológico e desenvolvimentosustentável.ZOOCENOSE (ou COMUNIDADE ANIMAL)Termo que se refere a todos os animais que vivem numa fitocenose.ZOOCORIA(Ver “CORIA”)ZOOECOLOGIA(Ver ECOLOGIA ANIMAL)ZOÓFAGOQue se alimenta de animais. Termo geralmente aplicado a animais. Às plantas que se alimentamde animais, como a Drosera sp, aplica-se o termo “plantas carnívoras” (ou “insetívoras”, uma vez que osinsetos são grande parte do seu alimento).(Ver FITÓFAGO; e MICROBÍVORO)ZOOGEOGRAFIA(Ver BIOGEOGRAFIA)ZOOGLEASubstância gelatinosa produzida por bactérias, ocorrendo geralmente em filtros biológicos, ondeconstitui parte do lodo ativado. A este substrato prontamente aderem protozoários, outros animais e àsvezes, fungos. O nome provém da bactéria originariamente descrita nesta circunstância, a Zooglearamigera.ZOOMASSAÉ a biomassa dos animais (ou consumidores).ZOOPLÂNCTON(Ver PLÂNCTON)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS253BIBLIOGRAFIAObservação: algumas destas obras são referências do texto deste glossário eoutras são sugeridas para consultas.ALEXANDER,M. (1971) Microbial ecology. New York, John Wiley & Sons, 511p.ASHBY,M. (1969) Introduction to plant ecology. 2nd ed. New York, St. Martin’s Press, 287p.ATLAS,R.M. & BARTHA,R. (1981) Microbial ecology: fundamentals and applications. London,Addison-Wesley, 500p.BEGON,M.; HARPER,J.L. & TOWNSEND,C.R. (1990) Ecology: individuals, populations andcommunities. 2nded. Boston, Blackwell Scientific Publications, 945p.BEGON,M; TOWNSEND,C.R. & HARPER,J.L. (2006) Ecology: from individuals to ecosystems. 4thed.Oxford, Blackwell Publishing, 738p.BP – Beyond Petroleum. Site: http://www.bp.co.uk [BP era conhecida anteriormente por “BritishPetroleum”]BRANCO,S.M. & ROCHA,A.A. (1980) Ecologia: educação ambiental. Ciências do ambiente parauniversitários. São Paulo, CETESB, 206p.BROCK,T.D. & MADIGAN,M.T. (1988) Biology of microorganisms. 5th ed. Englewood Cliffs, NewJersey, Prentice-Hall International Inc., 835p.CAMARGO,M.N.; KLAMT,E. & KAUFFMAN,J.H. (1987) Sistema Brasileiro de Classificação deSolos. Boletim Informativo, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 12:11-33.CAPOBIANCO,J.P.R.; MOREIRA,A.; SAWYER,D.; SANTOS, dos S. & PINTO,L.P. (2001)Biodiversidade na Amazônia Brasileira. São Paulo, Edit. Estação Liberdade / InstitutoSocioambiental, 540p.CHAPIN III,F.S.; MATSON,P.A. & MOONEY,H.A. (2002) Principles of terrestrial ecosystem ecology.New York, Springer, 436p.COLINVAUX,P. (1986) Ecology. New York, John Wiley & Sons, 725p.CONAMA (1992) Resoluções CONAMA. 1984 a 1991. 4ª ed. Brasília, SEMAM/CONAMA/IBAMA,245p.CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS (1992) Capítulo do meio ambiente. 4ª ed. Rio de Janeiro, Petrobrás,88p.COUTINHO, L.M. (1990) O cerrado e a ecologia do fogo. Ciência Hoje, 12:22-30.COX,G.W. & ATKINS,M.D. (1979) Agricultural ecology. San Francisco, W.H. Freeman, 721p.DAUBENMIRE,R. (1968) Plant communities. New York, Harper & Row Publishers, 300p.DICKINSON,C.H. & PUGH,G.J.F. (1974) Biology of plant litter decomposition. Vol I. London,Academic Press, 146p.EHRLICH,P.R. & EHRLICH,A.H. (1970) Population, resources, environment: issues in human ecology.San Francisco, W.H.Freeman, 383p.ELTON,C. (1971) Animal ecology. London, Methuen and Science Paperbacks, 207p.EMBRAPA (1999) Sistema brasileiro de classificação de solos. Serviço de Produção de Informação –SPI. Brasília, Embrapa, 412p.EMPERAIRE,L. (ed.) (2000) A floresta em jogo. O extrativismo na Amazônia central. São Paulo, Edit.UNESP e Imprensa Oficial (SP), 233p.ESTEVES,F.de A. (1988) Fundamentos de limnologia. Rio de Janeiro, Edit. Interciência e FINEP, 575p.FERNANDES DE CARVALHO,F. DE A. & FERNANDES DE CARVALHO,M.G.R. (1985)Vegetação. In: Atlas Geográfico da Paraíba. João Pessoa, Secretaria de Educação do Estado daParaíba/Universidade Federal da Paraíba, pp44-47.FOTH,H.D. (1978) Fundamentals of soil science. 6th ed. New York, John Wiley & Sons, 436p.FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE (1992) Vocabulário básico demeio ambiente. 4ª ed. Rio de Janeiro, Petrobrás, 246p.GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA (1987) São Paulo, Academia de Ciências do Estado de SãoPaulo/CNPq/FAPESP/Secretaria da Ciência e Tecnologia. Publicação ACIESP nº 57, 271p.GOODLAND,R. (1995) The concept of environmental sustainability. Annu. Rev. Ecol. Syst., 26:1-24.GOODLAND,R. & FERRI,M.G. (1979) Ecologia do cerrado. São Paulo, Edit. da USP/Livraria ItatiaiaLtda., 193p.GOUDIE,A. (1990) The human impact on the natural environment. 3rd ed. Oxford, Basil Blackwell,388p.GRISI,B.M. (1978) Método químico de medição da respiração edáfica: alguns aspectos técnicos. Ci. eCult., 30:82-88.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS254GRISI,B.M. (1984) Metodologia da determinação de biomassa microbiana de solo. Revisão de literatura.R. bras. Ci. Solo, 8:167-172.GUERRA,A.T. (1987) Dicionário geológico, geomorfológico. Rio de Janeiro, Fundação InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, 446p.HANDELSMAN,J. (2004) Metagenomics: application of genomics to uncultured microorganisms.Microbiology and Molecular Biology Reviews, 68 (4): 669-685.HUBBELL,S.P. (2001) The unified neutral theory of biodiversity and biogeography. Monographs inPopulation Biology, 32. Princeton and Oxford, Princeton University Press, 375p.IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change. Site: http://www.ipcc.chKERSHAW,K.A. (1964) Quantitative and dynamic ecology. London, Edward Arnold, 183p.KIRCHHOFF,V.W.J.H.; MOTTA,A.G. & AZAMBUJA,S.O. (1987) Camada de ozônio: um filtroameaçado. Ciência Hoje, 5:28-33.KLEEREKOPER,H. (1990) Introdução ao estudo da limnologia. 2ª ed. Porto Alegre, Edit. daUniversidade Federal do Rio Grande do Sul, 329p.LAMBERTI,A. (1969) Contribuição ao conhecimento da ecologia das plantas do manguezal deItanhaém. São Paulo, Boletim da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de SãoPaulo, Boletim nº 317 (Botânica nº 23).LARCHER,W. (2001) Physiological plant ecology. 4thed. Berlin, Springer-Verlag, 513p. (traduzido doalemão para o inglês por Elisabeth Huber-Sannwald).LEINZ,V. & AMARAL,S.E. DO (1989) Geologia geral. 11ª ed. São Paulo, Cia. Edit. Nacional, 399p.LEMOS,R.C. DE & SANTOS,R.D. DOS (1984) Manual de descrição e coleta de solo no campo.Campinas, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo/Serviço Nacional de Levantamento eConservação de Solos, 45p.LINCOLN,R.; BOXSHALL,G. & CLARK,P. (1998) A dictionary of ecology, evolution and systematics.Cambridge, Cambridge University Press, 361p.LONGMAN,K.A. & JENÍK,J. (1987) Tropical rain forest and its environment. 2nd ed. Essex, LongmanScientific & Technical, 347p.LUHR,J.F. (ed.) (2003) Earth. Smithsonian Institution. New York, DK–Dorsley Kindersley PublishingInc., 520p.LYNCH,J.M. (1983) Soil biotechnology. Microbiological factors in crop productivity. Oxford, BlackwellScientific Publications, 191p.MARGALEF,R. (1983) Limnología. Barcelona, Omega, 1010p.McGRAW-HILL CONCISE ENCYCLOPEDIA OF SCIENCE & TECHNOLOGY (2004) 5thed. NewYork, McGraw-Hill, 2651p.MENDES,B.V. (1985) Alternativas tecnológicas para a agropecuária do semi-árido. São Paulo/Rio deJaneiro, Nobel/Rede Globo, 171p.MILLER,G.T.,JR. (1990) Living in the environment. 6th ed. Belmont, California, Wadsworth PublishingCo., 620p.MILLER,R.W. & DONAHUE,R.L. (1990) Soils. An introduction to soils and plant growth. 6th ed.Englewood Cliffs, New Jersey, Prentice-Hall International Inc., 768p.ODUM,E.P. (1971) Fundamentals of ecology. 2nd ed. Philadelphia, W.B.Saunders. 574p.ODUM,H.T. (1996) Environmental accounting. EMERGY and environmental decision making. NewYork, John Wiley & Sons, 370p.PAZ,R.J. da; FREITAS,G.L. de e SOUZA,E.A. de (2006) Unidades de Conservação no Brasil: história elegislação. João Pessoa, Editora Universitária, 243p.PIMENTEL,D. & PIMENTEL,M. (1979) Food, energy and society. London, Edward Arnold, 165p.PORTEOUS,A. (1992) Dictionary of environmental science and technology. Revised ed. Chichester,John Wiley& Sons, 439p.RICKLEFS,R.E. (1996) A economia da Natureza. 3ª ed. Trad.p. C.Bueno, P.P.de L.e Silva e R.R.deOliveira. Rio de Janeiro, Edit. Guanabara-Koogan, 470p.RICKLEFS,R.E. (2007) The economy of nature. Data analysis update. 5thed. New York, W.H.Freeman& Co., 550p.SCHÄFFER,A. (1985) Fundamentos de ecologia e biogeografia das águas continentais. Porto Alegre,Edit. da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 532p.SIQUEIRA,J.O.; MOREIRA,F.M.S.; GRISI,B.M.; HUNGRIA,M. e ARAÚJO,R.S. (1994)Microrganismos e processos biológicos do solo: perspectiva ambiental. Brasília, EMBRAPA,142p.SOARES,J.L. (1993) Dicionário etimológico e circunstanciado de biologia. São Paulo, Editora Scipione,534p.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS255STANIER,R.Y.; ADELBERG,E.A. & INGRAHAM,J.L. (1977) General microbiology. 4th ed. London,The Macmillan Press, 871p.TEIXEIRA,W.; TOLEDO,M.C.M.de; FAIRCHILD,T.R. & TAIOLI,F. (2000) Decifrando a Terra. SãoPaulo, Oficina de Textos, 558p.TIVY,J. & O’HARE,G. (1981) Human impact on the ecosystem. Edinburgh, Oliver & Boyd, 243p.VIEIRA,R. DOS S. (1986) Avaliação de impacto ambiental: luxo ou necessidade? In: ALMEIDAJR.,J.M.G. DE Carajás. Desafio político, ecologia e desenvolvimento. São Paulo, Edit.Brasiliense/CNPq, pp494-513.WALTER,H. (1973) Vegetation of the earth in relation to climate and the eco-physiological conditions.London & New York, The English Universities Press Ltd. & Springer-Verlag, 237p.WASHINGTON,H.G. (1984) Diversity, biotic and similarity indices. A review with special relevance toaquatic ecosystems. Water Research, 18(6):653-694.WEAVER,J.E. & CLEMENTS,F.E. (1950) Ecología vegetal. Trad. p. espanhol por A.L.Cabrera. BuenosAires, Acme Agency, 667p.WESTMAN,W.E. (1985) Ecology, impact assessment, and environmental planning. New York, JohnWiley & Sons, 532p.WETZEL,R.G. (2001) Limnology. Lake and river ecosystems. 3rded. San Diego, Academic Press,1006p.WHITTAKER,R.H. (1975) Communities and ecosystems. 2nd ed. New York, MacMillan PublishingCo., 385p.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS256
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS257APÊNDICESAPÊNDICE IALGUNS CÁLCULOS E UNIDADES1. Uso da barra ( / ) e do expoente negativo ( .-1)O uso da barra, significando divisão, não é matematicamente correto quando são representadas 3unidades. Exemplo: 4/2/2; dividindo-se primeiramente 4/2 = 2 e, depois, dividindo-se este resultado pelo2 seguinte, teremos como resultado final “1”. Mas se dividirmos 2/2 = 1 e depois 4/1 = “4”; este resultadofinal é diferente do anterior.O uso do expoente negativo é o matematicamente correto quando são representadas 3 unidades.Exemplo: 4 . 2-1. 2-1(ou 4 X 2-1X 2-1), significa, matematicamente, 4 X ½ X ½ ; multiplicando-seprimeiramente 4 X ½ = 2 e posteriormente multiplicando-se este resultado 2 X ½ = “1”. Ou então,multiplicando-se primeiramente ½ X ½ = ¼ e depois 4 X ¼ = “1”, ou seja, o mesmo resultado, seja qualfor a ordem do cálculo.Assim sendo, representando-se um valor de fitomassa (produção / área), pode ser usada a barra,uma vez que são apenas 2 unidades: kg / m2. Mas a representação da produtividade primária (produção /área / unidade de tempo), deve ser feita usando-se o expoente negativo: kg . m-2. dia-1. O uso do ponto (.)entre as unidades pode ser substituído pelo uso de um espaço: kg m-2dia-1.2. Tonelada (métrica) ou MegagramaA representação atual da tonelada é o Megagrama, ou seja:1 tonelada = 1.000.000 g = 1 Mg, ou seja, uma tonelada é igual a um milhão de gramas, ou ummegagrama (equivalente a 1.000 kg). Continuando: 1Gg ou Gigagrama = 1 bilhão de gramas (equivalentea 1.000.000kg) e 1Tg ou Teragrama = 1 trilhão de gramas (equivalente a 1.000.000.000kg).3. O hectare (conversão de ha para km2)O hectare equivale a uma área de 100 m de lado X 100 m = 10.000 m2. Para se ter uma idéiadesta dimensão, podemos imaginar um campo de futebol que tivesse uma largura igual a do seucomprimento, que é de 100 m.Para se converter ha para km2(uma unidade menor convertida para uma unidade maior), deve-sedividir o valor em ha por 100. Isto porque:1 km2é uma área de 1.000 m de lado X 1.000 m = 1.000.000 m2, ou seja, 100 vezes maior doque 1 ha. Exemplo: o Estado da Paraíba tem 5.637.200 ha, que divididos por 100 é igual a 56.372 km2.(Ver subitem 6.1 no APÊNDICE II, sobre mais unidades de área).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS258APÊNDICE IISI − SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES(De acordo com publicação do Instituto Nacional de Metrologia - INMETRO”)1. Unidades de base e unidades SI suplementaresGrandeza Unidade SímboloUnidades de baseComprimento Metro mMassa Quilograma kgTempo Segundo sCorrente elétrica Ampère ATemperatura termodinâmica Kelvin KQuantidade de matéria Mol molIntensidade luminosa Candela cdUnidades suplementaresÂngulo plano Radiano radÂngulo sólido Esterradiano sr2. Algumas unidades SI derivadas simples, expressas em termos das unidades básicasGrandeza Unidade SímboloÁrea metro quadrado m2Volume metro cúbico m3Velocidade metro por segundo m/sAceleração metro por segundo ao quadrado m/s2Densidade quilograma por metro cúbico kg/m3Concentração em quantidade dematériaMol por metro cúbico mol/m3Densidade de corrente ampère por metro quadrado A/m2Força de campo magnético ampère por metro A/mVolume específico metro cúbico por quilograma m3/kgLuminância candela por metro quadrado cd/m23. Prefixos utilizados com unidades SI (SI, 1991)Fator PrefixoBrasil E U A Símbolo10-24(1) yocto Y10-21(1) zepto Z10-18Atto atto A10-15Femto femto F10-12Pico pico P10-9Nano nano N10-6Micro micro μ10-3Mili milli M10-2Centi centi C10-1Deci deci D101Deca deca Da102Hecto hecto H103Quilo kilo K106Mega mega M109Giga giga G1012Terá tera T1015Peta peta P1018Exa exa E1021(1) zetta Z1024(1) yotta Y(1) Prefixo ainda não regulamentado no Brasil
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS2594. Conversão de algumas unidades para unidades SIMedida Unidade outra Multiplicar por Unidade SIComprimento Angström (A) 0,1 nmmicron (μ) 1,0 μmEnergia, calor Caloria 4,19 JBTU 1054 JErg 10-7JPressão Atmosfera 0,1013 MPaBar 0,1 MPaPsi 6,9X103PaCondutividade mmho.cm-10,1 S.m-1Força Dina 10-5NRadioatividade Curie 3,7X1010BqIrradiância cal.cm-2.min-2698 W.m-2Ângulo plano Graus 1,75X10-2rad5. Unidades SI derivadas, com nomes especiaisGrandeza Nome Símbolo Expressão emoutras unidadesSIExpressão em unidadesSI de baseFreqüência Hertz Hz s-1Força Newton N m.kg.s-2Pressão pascal(a)Pa N/m2m-1.kg.s-2Energia; trabalho; quantidadede calorJoule J N.m m2.kg.s-2Potência; fluxo energético Watt W J/s m2.kg.s-3Quantidade de eletricidade;carga elétricaCoulomb C A.s s.ATensão elétrica; potencialelétricoVolt V W/A m2.kg.s-3.A-1Capacitância elétrica Farad F C/V m-2.kg-1.s4.A2Resistência elétrica Ohm Ω V/A m2.kg.s-3.A-2Condutância Siemens(a)S A/V m-2.kg-1.s3.A2Fluxo de indução magnética Weber Wb V.s m2.kg.s-2.A-1Indução magnética Tesla T W b/m2kg.s-2.A-1Indutância Henry H W b/A m2.kg.s-2.A-2Fluxo luminoso Lumen lm cd.sr(b)Iluminamento ou aclaramento Lux lx m-2.cd.sr(b)(a)Nome especial introduzido em 1965(b)Nestas expressões o esterradiano (sr) é considerado como uma unidade baseObservações1. Os símbolos das unidades não mudam no plural.2. O produto de duas ou várias unidades é indicado, de preferência, por “ponto” como sinal demultiplicação. Este ponto pode ser suprimido quando não exista possibilidade de confusão com outrosímbolo de unidade.Ex.: N.m ou N m; porém não mN.3. Quando uma unidade derivada é constituída pela divisão de uma unidade por outra, pode-seutilizar a barra inclinada (/), o traço horizontal, ou potências negativas.Ex.: m/s, m ou m.s-124. Nunca repetir na mesma linha mais de uma barra inclinada, a não ser com o emprego deparênteses, de modo a evitar quaisquer ambigüidades (ver APÊNDICE I, ítem “1. Uso da barra (/) e doexpoente negativo (.-1)”). Nos casos complexos devem utilizar-se parênteses ou potências negativas.Ex.: m/s2ou m.s-2, porém não m/s/s [ver Apêndice I, ítem 1]m.kg/(s3.A) ou m.kg.s-3.A-1, porém não m.kg/s3/A.
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS2606. 1 Alguns “pesos e medidas” (úteis no campo e no laboratório)COMPRIMENTO ÁREA PESO (MASSA) VOLUME1km=1000m 1km2=1000000m21Mg*=1000kg 1km3=1000000000m30,1km=100m 1ha=10000m20,1Mg=100kg 0,1km3=100000m30,01km=10m 0,1ha=1000m20,01Mg=10kg 0,01km3=10000m30,001km=1m 0,01ha=100m20,001Mg=1kg 0,001km3=1000m31m=100cm 0,001ha=10m21kg=1000g 0,0001km3=100m30,1m=10cm 0,0001ha=1m20,1kg=100g 0,00001km3=10m30,001m=1cm 1m2=10000cm20,01kg=10g 0,000001km3=1m31cm=10mm 0,1m2=1000cm20,001kg=1g 1m3**=1000000000cm30,1cm=1mm 0,01m2=100cm21g=1000mg 0,1m3=100000cm31mm=1000μm 0,001m2=10cm20,1g=100mg 0,01m3=10000cm30,1mm=100μm 0,0001m2=1cm20,01g=10mg 0,001m3=1000cm30,01mm=10μm 1cm2=100mm20,001g=1mg 0,0001m3=100cm30,001mm=1μm 0,1cm2=10mm21mg=1000μg 0,00001m3=10cm31μm=1000nm 0,01cm2=1mm20,1mg=100μg 0,000001m3=1cm30,1μm=100nm 1mm2=1000000μm20,01mg=10μg 1cm3=1000mm30,01μm=10nm 0,1mm2=100000μm20,001mg=1μg 0,1cm3=100mm30,001μm=1nm 0,01mm2=10000μm20,01cm3=10mm30,001mm2=1000μm20,001cm3=1mm30,0001mm2=100μm21mm3=1 X 109μm30,00001mm2=10μm20,1mm3=1 X 108μm30,000001mm2=1μm20,01mm3=1 X 107μm30,001mm3=1X106μm30,0001mm3=1X105μm3... = ...1 X 10-9= 1μm3* 1Mg (megagrama) = 1.000.000g = 1 ton (tonelada métrica ou 1.000kg)** 1m3= 1.000L (litros; Ver no próximo subitem)6.2 Ainda sobre volumes (litro)LITRO1L* = 1000mL0,1L = 100mL0,01L = 10mL0,001L = 1mL1mL = 1000μL0,1mL = 100μL0,01mL = 10μL0,001mL = 1μL• A representação gráfica de litro hoje utilizada é um L (maiúsculo), tanto para litro como para mililitro(mL) e demais subunidades do litro (dL, decilitro ...).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS2617. Algumas unidades comuns inglesas e seus equivalentes no sistema métrico7.1 Comprimento, área, peso (ou massa) e volumeCOMPRI-MENTOÁREA PESO (MASSA) VOLUME0,03937in=1mm0,00155 in2=1mm20,035274 oz=1g 0,06102in3=1mL=1cm30,3937 in=1cm 0,155 in2=1cm21 oz=28,350g 1in3=16,387ml1 in=2,54cm 1in2=645,16mm2=6,4516cm21 lb=0,45359kg 1ft3=28,317L1 ft=30,3cm 1ft2=929,03cm2=0,092903m22,2046 lb=1kg 35,315ft3=1,3097yd3=1m31 yd=0,9144m 1 yd2=0,8361m21 short ton=0,8929 longton=907,18kg0,23990mi3=1km31 mi=1,609km 1,196yd2=1m21,1023 short ton= 0,98421 longton =1000kg=1Mg1mi3=4,16818km30,38608mi2=1km21,1200 short ton=1 longton=1016kg0,03381fl oz=1mL1 mi2=2,5900km21fl oz=29,573ml1qt=0,94635L33,814fl oz=1,0567qt=0,26417gal=1L1gal=3,7854LObs.: “in (inch)”: polegada; “ft (foot)”: pé; “yd (yard)”: jarda; “mi (mile)”: milha terrestre; “fl oz (fluidounce)”: onça fluida, líquida; “qt (quarter)”: 1 quarto de 1 galão; “gal (gallon)”: galão; “lb (pound)”: librapeso; “short ton”: tonelada menor; “long ton”: tonelada maior.7.2 TemperaturaBTU (British Thermal Unit): 1 BTU é a quantidade de calor necessária para elevar a temperaturada água, de 1° F (1 grau Fahrenheit). A medida usual do nosso sistema é a grande caloria ou Cal ou kcal(quilocaloria), que é a quantidade de calor necessária para elevar de 1° C (1 grau Celsius), 1 kg (ou 1 L)de água pura, passando de 14° C para 15°C. Uma pequena caloria ou cal ou gcal (gramacaloria) é aquantidade de calor equivalente quando se trata de 1 g (ou 1 mL) de água.GRAUS FAHRENHEIT: as conversões são feitas como segue:°F = 9/5°C + 32°C = 5/9 (°F - 32).
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS2628. Alfabeto grego. Letras que são freqüentemente usadas em termos técnicos.MAIÚSCULAS MINÚSCULAS PRONÚNCIA NOSSO ALFABETOA α Alfa aB β Beta bΓ γ Gama gΔ δ Delta dΕ ε Epsilon eΖ ζ Dzéta zΗ η Eta eΘ θ ϑ Teta thΙ ι Iota iΚ κ Capa kΛ λ Lambda lΜ μ Mi mΝ ν Nu nΞ ξ Cs xΟ ο Ômicron oΠ π Pi PΡ ρ Ro rh, rΣ σ ς Sigma SΤ τ Tau TΥ υ Ípsilon y, uΦ φ Fi FΧ χ qui, ki KhΨ ψ Psi PsΩ ω Ômega O
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS263APÊNDICE IIIESPECTROELETROMAGNÉTICOOnda derádio longam106103Onda curtaAM101TV e FM1UHFMicroonda10-110-4InfravermelhoLuz visível10-7Ultravioleta10-8Raios X10-910-10Raios gama10-13Hz1061081010101510171019Infravermelho780nm760Vermelho longo720Vermelho660600Laranja1012Amarelo560Verde540520Azul460480Violeta420400Ultravioleta38036010-310-670064058050010-1110-12
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS264APÊNDICE IVZONAS DE PROFUNDIDADE MARINHA (Baseado em LINCOLN et al., 1998)Zona litorânea Zona sublitorâneaLitoralSupralitoral Eulitoral Infralitoral CircalitorâneaZona deborrifosZona dequebradasondasEntre-marésou lito-ralFrnajainfralitorâneaSubmarésProvíncia nerítica Província oceânicaPlataforma continentalEpipelágicaZona batial Zona abissalMesopelágica1000 mBatipelágica2500 mTalude continental(declive)Zona hadalAclivecontinentalBentopelágicaPlanície abissalAbissopelá-gica4000 mFossaoceânica± 8000 mHadope-lágica6000 m0 mZONAS PELÁGICASZonaArqui-bental200 m200 m
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS265APÊNDICE VPLÂNCTON: TIPOS E CATEGORIAS DE TAMANHOPlânctonTamanhoFemtoplâncton e Picoplâncton(Ultraplâncton)0,02-0,2μm 0,2–2 μmNanoplâncton2,0 – 20 μmMicroplâncton20 – 200 μmMesoplâncton0,2 – 20 mmMacroplâncton20 – 200 mmMegaplâncton0,2-2,0 mVirioplânctonBacterioplânctonMicoplânctonFitoplânctonProtozooplânctonMetazooplânctonNéctonTama- 10-810-710-610-510-410-310-210-1100nho (m)
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS266APÊNDICE VIOS MAIORES DESERTOS DO MUNDO(LUHR, 2003)DESERTO Localização Área aproximadakm2Precipitação pluviométricammTemperaturaoCSaara Norte da África, do oceano atlântico ao marVermelho9.000.000 20 – 400 16 – 37Península Arábica Estende-se do norte da Síria para o Yêmen eOman (é uma extensão do Saara, separado pelomar Vermelho)2.300.000 50 – 200 Máx. 49Mín. 0Gobi Estende-se através do sul da Mongólia e norteda China1.300.000 10 – 250 Máx. 45Mín. -40Kalahari Ao sul de Botsuana, estendendo-se a oeste paraa Namíbia e ao sul para a África do Sul712.500 125 – 500 Máx. 47Mín. -13Patagônia Leste dos Andes, no sul das províncias deChubut e Santa Cruz, Argentina670.000 100 – 260 5 – 13Chihuahua Entre as cadeias de montanhas de Sierra Madreno México, estendendo-se na direção norte paraos E.U.A.518.000 250 Máx. 40Mín. -30Thar Noroeste da Índia, na província de Rajasthan,estendendo-se ao sudeste do Paquistão446.000 100 – 500 Máx. 42Mín. 3Mojave e Sonora Mojave: sul da CalifórniaSonora: Arizona (ambos nos E.U.A.)140.000275.00050 – 125250Máx. 48Mín. -13(em ambos)Grande Deserto daBaciaE.U.A.: nos estados de Oregon, Idaho, Nevada,Utah, Wyoming, Colorado e Califórnia409.000 250 Máx. 38Mín. -7Grande DesertoArenosoNa parte norte do oeste da Austrália, es-tendendo-se até o oceano Índico, no noroeste340.000 250 – 300 Máx. 42Mín. 25Continua ...
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS267...continuaçãoDESERTO Localização Área aproximadakm2Precipitação pluviométricammTemperaturaoCGrande Deserto deVictoriaNa parte sudeste do oeste da Austrália,estendendo-se a leste até a parte central do sulda Austrália338.500 150 – 250 Máx. 40Mín. 18Takla Makan Norte das montanhas Kunlun, na provínciaXinjiang no oeste da China327.000 40 – 100 Máx. 38Mín. -9Kara Kum Maior parte do Turcomenistão, a leste do marCáspio297.900 100 – 200 -14 – 32Gibson Na parte central do oeste da Austrália 156.000 200 – 250 Máx. 42Mín. 18Simpson Parte sul do Território Norte, no oeste deQueensland e na parte norte do sul da Austrália145.000 175 – 200 Máx. 50Mín. 0Atacama Oeste dos Andes, ao longo da costa norte doChile, entre Arica e Vallenar105.200 15 Máx. 35Mín. -4Tanami Na parte central do Território Norte, ao norte deAlice Springs, Austrália37.500 200 – 400 Máx. 42Mín. 25Deserto daNamíbiaNa costa atlântica da Namíbia, estendendo-se aonorte para Angola31.000 15 – 100 Máx. 25Mín. 10
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS268APÊNDICE VIIOS MAIORES LAGOS DO MUNDO(LUHR, 2003)LAGO Localização Área aproximadakm2ProfundidademáximamAltitudemCaracterística(s) relevante(s)Mar Cáspio Fronteiras do Azerbaijão, Irã,Casaquistão, Rússia eTurcomenistão371.000 950 30(abaixo donível do mar)O maior corpo de água continental domundo, recebe água dos rios Ural e Volga enão desemboca em nenhum outroGrandes lagos:SuperiorMichiganHuronErieOntarioFronteira E.U.A.-Canadá .......Totalmente nos E.U.A. ..........Fronteira E.U.A.-Canadá..............Fronteira E.U.A.-Canadá..............Fronteira E.U.A.-Canadá..........................82.367............58.000............59.570............25.820............19.0104062812286422418317717617475Despejam suas águas no rio St. Lawrence.Maior sistema de lagos do mundo. Áreaconjunta: 244.000 km2Vitória Fronteiras do Quênia, Tanzânia eUganda68.000 84 1.134 O maior lago da África e o segundo maiorde água doce do mundoTanganica Extremo sul do “Great RiftValley” nas fronteiras de Burundí,Rep. Dem. do Congo e Tanzânia32.000 1.471 773 O segundo lago mais profundo do mundo.Há algumas dúzias de espécies de peixesciclídeos (peixes teleósteos fluviais)endêmicos do TanganicaBaikal Na Rússia, ao sul do platôsiberiano central, perto daMongólia31.500 1.741 456 O mais profundo do mundo, contendo 20%de toda a água doce de superfície mundialGrande lago doursoTerritórios do Noroeste, noCanadá, no círculo polar Ártico31.150 446 186 Maior lago, inteiramente no CanadáGrande lago“slave” (doescravo)Territórios do Noroeste, noCanadá, a leste das montanhasMackenzie28.568 614 156 O segundo maior lago do Canadá e principalreservatório do sistema do rio MackenzieMar de Aral Norte do deserto de Kara Kum, nafronteira do Casaquistão eUzbequistão26.000 58 40 Já foi o quarto maior do mundo e hoje estásecando, devido à utilização de suas águaspara irrigação (desde 1930) no cultivo doalgodãoContinua ...
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS269... continuaçãoLAGO Localização Área aproximadakm2ProfundidademáximamAltitudemCaracterística(s) relevante(s)Winnipeg Parte centro-sul do Canadá, naprovíncia de Manitoba23.750 36 217 A maior parte de suas águas vem do rioSaskatchewanBalkhash Sudeste do Casaquistão 18.200 25 340 Seu nível d’água oscila estacionalmente, em3 mLadoga Na região de Karelia, noroeste daRússia, à leste do mar Báltico17.675 230 5 O maior lago da EuropaLago Chad Nas bordas sul do deserto deSaara, limitado por Camarões,Chad, Níger e NigériaVariável(de 10.000 a25.000)10 280 Lago raso, com área variando muito duranteo ano, estando em encolhimento devido aouso da água para irrigação. Há 10.000 anosatrás tinha profundidade de 50 mEyre Austrália, ao sul do deserto deSimpson9.700 5,5 16 Lago salgado de dimensão variável,recebendo águas de rios temporáriosTiticaca Entre Peru e Bolívia, no platôAltiplano, na região central dosAndes8.772 281 3.812 O maior lago de água doce da América doSul e o situado em altitude mais elevadaNicarágua Sudoeste da Nicarágua 8.150 70 32 O maior lago de água doce da AméricaCentral, situado a 15 km apenas da costa(voltada para o Pacífico)Turcana No “Great Rift Valley”, nafronteira da Etiópia e Quênia6.750 110 360 Também chamado de lago Rudolf, há 5.000anos era três vezes mais longo. Rico emespécies de peixesNyasa Extremo sul do “Great RiftValley”, nas fronteiras de Malauí,Moçambique e Tanzânia6.400 706 500 Recebe águas de mais de 14 rios. É o maisrico em espécies de peixes do mundo (talvezmais de 1.000 espécies de ciclídeos)Grande lagode salOeste das montanhas Rochosas,norte de Utah, E.U.A.5.000 12 1.280 Um dos maiores corpos de água salgadacontinental (o maior do hemisférioocidental)Qinghai Hu Parte centro-norte da China 4.460 38 3.200 O maior da China, ligeiramente salinoToba Província norte da Sumatra 1.100 529 905 O maior “lago caldeirão" do mundo,formado por fluxo de lava que entrou emcolapsoContinua ...
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS270... continuaçãoLAGO Localização Área aproximadakm2ProfundidademáximamAltitudemCaracterística(s) relevante(s)Mar Morto Norte do mar Vermelho, estandoIsrael a oeste e Jordânia a leste810 330 405(abaixo doníveldo mar)Alimentado pelo rio Jordão, semdesembocadura, é o mais baixo rio domundo, com salinidade de cerca de 32%.Sua alta taxa de evaporação contribui paraseu encolhimento (nível da água cai 1 m porano)Genebra Noroeste dos Alpes, na fronteirada França e Suiça581 310 372 O maior dos lagos alpinosManyara Tanzânia, sudeste da planície doSerengeti e noroeste da estepe deMasai230 (desconhecida) 945 Não tem fontes de água de superfícieperenes, mas apenas uns poucos riachostemporáriosMar daGaliléiaAo norte de Israel, próximo àsfronteiras com Síria e Líbano166 48 212(abaixo donível do mar)Conhecido também com lago Tiberias,situa-se numa depressão que é uma extensãodo “Great Rift Valley” da África. A águaesté escasseando pela irrigação e sesalinizandoConstança (ouConstance)Norte dos Alpes, nas fronteiras daÁustria, Alemanha e Suiça541 252 395 Supre de água doce mais de 4,5 milhões depessoas, recebendo água do rio RenoComo Lombardia, norte da Itália 146 410 198 O mais profundo dos lagos alpinos
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS271APÊNDICE VIIIOS MAIORES RIOS DO MUNDO(LUHR, 2003)RIO Localização ExtensãokmDeclividadeMÁrea da baciakm2AfluentesprincipaisCaracterística(s) relevante(s)Nilo Flui do norte do lago Vitóriae montanhas da Etiópia até acosta mediterrânea do Egito6.648 1.135 3.400.000 Nilo Branco, NiloAzulDurante muito tempo consideradoo mais longo do mundo. No seucurso há seis grandes cataratas. Arepresa de Aswan (1970) formou ogrande lago Nasser.Amazonas Flui dos Andes peruanos,atravessando o Brasil até oAtlântico6.430 5.500 7.100.000 Juruá, Madeira,NegroDespeja 20% de toda a águaproveniente de rios para o mar.Despeja 770 bilhões de litros deágua/h no oceanoAmarelo Flui na China, do norte até oplatô tibetano, despejando nomar Amarelo5.460 4.500 1.900.000 Wei He, Fen He Também chamado Huang-He ouHuang-Ho. Carrega 30 vezes maissilte/m3do que o Nilo e tantosedimento (“loess”) quanto oGanges, daí a sua cor amarelaYangtze Flui na China, dos Himalaiasaté o mar leste da China nooceano Pacífico6.300 5.480 2.000.000 Han Shui, Ya-LungChiangO mais longo da Ásia e o terceirono mundo. Nas suas gigantescastrês gargantas estão sendoconstruídas as maiores represas domundo. O “Grand Canal”(1.600km liga-o ao BeijingCongo Flui das montanhas do lesteda África através docontinente até o oceanoAtlântico4.670 1760 3.500.000 Kwa, Lualaba,Sangha, UbangiSegundo do mundo (após oAmazonas) em volume d’água.Segundo mais longo da África,banhando grandes áreas da ÁfricacentralNíger Flui da Guiné, pelo sul doSaara, até o oceano Atlânticona Nigéria4.180 850 1.900.000 Bani, Benue,KadunaO maior rio do oeste da África,passa por densa florestaContinua ...
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS272... continuaçãoRIO Localização ExtensãokmDeclividadeMÁrea da baciakm2AfluentesprincipaisCaracterística(s) relevante(s)Mekong Flui do oeste da China para oLaos e Camboja4.000 4.950 795.000 Kang, Mun, Srepok O mais longo rio do sudeste daÁsia, originando-se no platôtibetano, passando por valesprofundosMississipi E.U.A. flui de Minnesota,próximo à fronteira com oCanadá, para o golfo doMéxico3.780 450 3.200.000 Missouri, Ohio,Arkansas,TennesseeJunto com os tributários, formaimensa bacia de drenagem,descendo das montanhas Rochosasaté as ApalachianasOb’ Rússia, fluindo através daSibéria para o mar de Karano oceano Ártico3.700 Dado des-Conhecido3.000.000 Chulym, Irtysh,TomO rio congela até 200 dias por anoVolga Rússia, fluindo inicialmentepara leste e depois para o sul,para o mar Cáspio3.690 258 1.400.000 Oka, Kama O mais longo da Europa e a maisimportante rota de trans-porte daRússiaZambezi Flui das montanhas da Áfricacentral para o ocenao Índicoem Moçambique3.540 1.460 1.300.000 Kafue, Shire O quarto maior rio da África, tendouma largura de 1.700 m antes deatingir as cataratas de VictoriaRio Grande Forma parte da fronteiraE.U.A.-México, fluindo dasmontanhas rochosas para ogolfo do México3.034 3.650 445.000 Chama, Con-, chos,Pecos, Sa-ladoO quinto rio mais longo daAmérica do Norte, formando 2.000km da fronteira do Texas com oMéxicoIndus Flui do platô tibetano, atravésdos Himalaias, até o marArábico2.900 4.848 1.200.000 Chenab, Kabul,Jhelum, SutlejO maior dos rios dos Himalaias.No seu curso superior flui paranoroeste para o território daKashimira, de disputa entre Índia ePaquistãoDanúbio Flui do sul da Alemanha,para a costa do mar Negro,no leste da Romênia2.860 662 816.000 Drava, Sava, Tisza O segundo mais longo da Europa,nascendo na Alemanha, banha aÁustria e HungriaContinua …
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS273… continuaçãoRIO Localização ExtensãokmDeclividadeMÁrea da baciakm2AfluentesprincipaisCaracterística(s) relevante(s)Eufrates Flui das montanhas do lesteda Turquia para o golfoPérsico2.800 2.680 1.100.000 Tigris Junto com o Tigris, forma osistema mais importante do oesteda Ásia. Síria e Iraque acusam aTurquia de “roubar” sua águaMurray Austrália, fluindo do extremosul para o oceano Índico2.590 2.050 1.100.000 Darling,MurrumbidgeeJunto com o Darling, forma oúnico realmente importantesistema fluvial da Austrália (80%das terras irrigadas)Ganges Flui ao longo da borda suldos Himalaias para a baía deBengala na Índia2.506 3.030 1.600.000 Brahmaputra,Ghaghar, YamunaRio sagrado da religião hindu,drenando ¼ da Índia. Carreia maisareia e silte para o mar do quequalquer outro rio do mundo (2bilhões de Mg por ano)Colorado Principalmente nos E.U.A.,fluindo das montanhasRochosas para o golfo daCalifornia2.333 4.320 632.000 Green, LittleCololrado, GilaDrena o sudoeste árido dos E.U.A.,cortando o grandioso GrandCanyon (2 bilhões de anos dehistória geológica). Tem sido o riomais “manejado” do mundoOrinoco Flui através da Venezuela,das montanhas da Guiana atéo oceano Atlântico2.151 1.074 948.000 Guaviare, Meta,Arauca, CaroniO segundo maior da América doSul. Sua bacia de drenagem cobre80% da Venezuela e 25% daColômbiaIrrawaddy Burma, fluindo dos montesMishmi para o mar deAndamã no oceano Índico2.100 Dado des-conhecido411.000 Chindwin Em Burma fornece a maioria daágua de irrigaçãoMackenzie Nordeste do Canadá, fluindodo Grande Lago Escravo parao mar de Beaufort no oceanoÁrtico1.705 156 1.800.00 Liard, “Great Bear”(Grande Urso),PeelSegunda maior bacia no Canadá eAmérica do Norte. Nos baixiosformam-se florestas, pântanos,vegetação arbustiva, tundrasContinua …
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS274... continuaçãoRIO Localização ExtensãokmDeclividademÁrea da baciakm2AfluentesprincipaisCaracterística(s) relevante(s)Reno Flui dos Alpes suiços para omar do Norte na costa daHolanda1.320 2.339 220.000 Main, Moselle,NeckarO mais comercialmente importanterio da Europa ocidental. Indústriasao longo do seu curso (como aBayer, em Leverkusen), o poluemSt. Lawrence(São Lourenço)Fronteira do Canadá-E.U.A.,fluindo do lago Ontario parao ocenao Atlântico1.244 75 1.300.000 Ottawa, St.MauriceContribui significativamente para osistema dos Grandes Lagos. Temsido transforma-do por obras deengenhariaTagus Flui através da penínsulaIbérica, do leste da Espanhapara a costa atlântica dePortugal1.007 1.590 81.600 Gallo, Zezere Passa por zona árida na Espanha,após Toledo e limita (por 275 km)este país com Portugal. Ambospaíses usam sua água na irrigaçãoLoire França, fluindo do maciçocentral para a costa noAtlântico ao sul1.020 14.850 117.000 Allier, Maine,VienneO mais longo da França. Nooutono e primavera chuvas pesadascausam enchentes nos baixios, nasmargensOder Flui da Rep. Tcheca para omar Báltico na Polônia886 633 119.000 Neisse, Warta Noventa por cento da bacia dedrenagem está na Polônia. Apesarde largo (9,5 km) é raso (média de90 cm), ficando congelado 1 mêsno invernoRhône Flui dos Alpes suiços atravésda França para o marMediterrâneo813 1800 96.000 Ardèche, Arve,Isère, SaôneO principal rio europeu quedesemboca no mar MediterrâneoSena França, fluindo do norte daregião de Burgundy para ocanal da Mancha em LeHavre780 471 83.000 Aube, Marne, Oise Forma a “bacia de Paris”. Àmontante de Paris o Sena etributários cortam zona calcáriaformando o platô fértil de Île deFrance.Continua ...
    • GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS275... continuaçãoRIO Localização ExtensãokmDeclividademÁrea da baciakm2AfluentesprincipaisCaracterística(s) relevante(s)Hudson Nos E.U.A., no estado deNew York, flui para o oceanoAtlântico na cidade de NewYork507 1.371 34.628 Mohawk Influência das marés estende-se atéAlbany, com marés de até 1,4 m. Érota comercial importanteTâmisa Grã-Bretanha, fluindo no sulda Inglaterra até o mar doNorte336 108 13.600 Colne, Kennet,WeyO mais longo da Grã-Bretanha.Seu curso baixo sofre influênciasda maré (por 145 km) e comportascontrolam possibilidades deenchentes em LondresSevern Grã-Bretanha, fluindo deGales para o canl de Bristol emar Irlandês290 600 11.266 Avon, Stour, Teme,UskSeu curso inferior sofre influênciasda maré, com ondas de 25 km/hatingindo altura de 3 mRio da Plata Costa leste da América doSul, tendo Uruguai ao norte eArgentina ao sul290 Nula 4.200.000 Paraná, Uruguai Estuário em forma de funil,coincidindo com a desembocadurado rio Uruguai e o delta do Paraná.Sua área de captação se estendepor Argentina, Bolívia, Brasil,Paraguai e UruguaiOBSERVAÇÃO: Importantes rios brasileiros, talvez por não existirem dados completos disponíveis, como os acima mencionados, não foram incluídos no livro do qual arelação acima foi extraída. Destacam-se entre estes, os seguintes (em resumo):1) Rio São Francisco: denominado “rio da integração nacional”, por ser o caminho de ligação do sudeste e do centro-oeste com o nordeste do Brasil. Percorre 2.700km (ou 2.830 km, segundo alguns). Nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais (a mais ou menos 1.200 m de altitude), recebendo água de 168 afluentes, dos quais99 são perenes. Tem declividade média de 8,8 cm/km e vazão média de 2.943 m3/s.2) Rio Paraná: nasce da confluência dos rios brasileiros rio Grande e Paranaíba. Tem comprimento total de 2.739 km, sendo 619 km em território brasileiro e o restanteentre Argentina e Paraguai.3) Rio Tocantins: nasce na serra do Paranã, em Goiás, há mais ou menos 1.100 m de altitude, a uns 60 km ao norte de Brasília, tomando inicialmente o nome de rioMaranhão. Após cerca de 2.400 km de curso, desemboca na baía de Marapatá, próximo a Belém. Junto com o rio Araguaia, forma uma bacia de 800.000 km2.4) Rio Araguaia: principal afluente do Tocantins, nasce na serra do Caiapó, entre Goiás e Mato Grosso, há uns 850 m de altitude. Após percorrer 2.115 km desembocano Tocantins. A ilha do Bananal, 20.000 km2, é importante acidente deste rio. É tido como um dos rios mais piscosos do mundo.5) Rio Paraguaçu: nasce na região diamantífera na serra do Cocal, município de Barra da Estiva, Bahia. Atravessa parte da Chapada Diamantina, em direção aSalvador e desemboca na baía de Todos os Santos após uns 600 km de curso.6) Rio de (das) Contas: nasce na serra da Tromba, Chapada Diamantina, há uns 1.500 m de altitude. Percorre 620 km formando uma bacia de mais de 53 mil km2.