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Pinturas do artista plástico baiano de Feira de Santana, Guache Marques.

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PINTURAS PINTURAS Document Transcript

  • GuacheMarquesPINTURAS PERÍODO DE 1992 A 2011
  • Copyright by Guache MarquesJulho de 2011Textos de críticos de arte, biografia e fotosde trabalhos recentes em pinturas* Todos os direitos reservados.
  • PINTURASGuache Marques As Pinturas vieram a fazer parte da obra do artista desde a década de 90, com o interesse cada vez maior por novos materiais e suas diversas configurações. Conseguiu com essa técnica o Prêmio de Fomento às Artes concedido pela UNESCO durante a mostra do V Mercado Cultural no Espaço Cultural da Caixa em Salvador, com Sala Especial. As pinturas realizadas por Guache, nesse período, se revestem de um aprimorado estudo da temática afro-brasileira onde magia e mistério lhe servem como fontes constantes de inspiração.
  • Série Signos Afro, 1998Obra integrante da exposição individual “Pinturas Recentes” na Galeria ACBEU/Salvador em 1998 Massa acrílica gesso e tinta acrílica Dimensões: 100 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 2009Signo recortado de outro trabalho aplicado sobre fundo azul utilizando os recursos de edição de imagens do Photoshop Resolução de 150 dpi | Arquivo JPEG Dimensões para impressão final em canvas: 70 x 90 cm
  • Série Signos Afro, 2005Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 40 x 30 cm
  • Série Signos Afro, 2000Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 2008Obra integrante do livro “50 Anos de Arte na Bahia” da crítica de Arte da (A.I.C.A.), Matilde Matos Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 110 x 100 cm
  • Série Signos Afro: Ferramenta de Exu, 2005Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 80 x 80 cm
  • Série Signos Afro: Peji, 1998Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 100 cm
  • Série Signos Afro: Ferramentas de Orixás, 2008 Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 110 cm
  • Arte Digital | Série Signos Afro: O Signo Ancestral, 2010 Junção de elementos extraídos de outros trabalhos e dispostos sobre fundo com texturas, utilizando os recursos do Adobe Photoshop CS5Arquivo JPEG | Resolução de 150 dpis | Dimensões para impressão final: 80 x 110 cm
  • A Invenção do Signo, 2007Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 120 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 1998Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 110 x 100 cm
  • Série Signos Afro: Ferramentas de Orixás, 2008 Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 90 x 160 cm
  • Série Signos Afro (Abstração), 2009 Obra integrante da exposição “Corredor das Artes”na Escola de Belas Artes / Galeria Canizares em 2010 Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 30 x 30 cm
  • Série Signos Afro: Ferramentas de Orixá, 2005 Obra integrante da exposição individual “S!GNOS”no MAC - Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 110 cm
  • Série Signos Afro: Peji, 1999Obra integrante do acervo do MRA - Museu Regional de Arte de Feira de Santana Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 110 cm
  • Série Signos Afro: Exu, 2003Obra integrante do livro “50 Anos de Arte na Bahia” da crítica de Arte da (A.I.C.A.), Matilde Matos Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 80 x 80 cm
  • Série Signos Afro, 2008Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 50 x 50 cm
  • Série Signos Afro, 2008 Obra integrante da exposição individual “S!GNOS”no Museu de Arte Contemporânea / MAC de Feira de Santana Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 50 x 50 cm
  • Série Signos Afro: Africae, 2008 Obra integrante da exposição individual “S!GNOS”no Museu de Arte Contemporânea / MAC de Feira de Santana Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 90 x 160 cm
  • Série Signos Afro: Africae, 2008 Obra integrante da exposição com sala especial no V MERCADO CULTURAL tendo obtido o premio deFomento às Artes concedido pela UNESCO para projetos na América Latina Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 110 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 2009Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 50 x 50 cm
  • Série Signos Afro, 1998Obra integrante da exposição individual “Pinturas Recentes” na Galeria ACBEU/Salvador/Bahia Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 1998 Obra integrante da exposição “Corredor das Artes”na Galeria Cañizares da Escola de Belas Artes da UFBA - Salvador/Bahia Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 30 x 30 cm
  • Bossa: Violão de uma Nota SóTinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensão: 80 x 80 cm
  • Série Signos Afro: Ferramenta de Orixá, 2002 Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensão: 150 x 100 cm
  • Série Signos Afro: Ferramenta de Orixá Exu, 2006 Obra integrante da exposição individual doprojeto Arte/Sofitel da Galeria Prova do Artista em Costa do Sauípe Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 70 x 70 cm
  • Série Signos Afro: Ferramenta de Orixá Exu, 2008 Obra integrante da exposição com sala especial no V MERCADO CULTURAL tendo obtido o premio deFomento às Artes concedido pela UNESCO para projetos na América Latina Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 140 x 140 cm
  • Série Signos Afro, 2004Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 140 x 140 cm
  • Série Signos Afro, 1998 Obra integrante da exposição individual“Pinturas Recentes” na Galeria ACBEU/Salvador Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 1998 Obra integrante da exposição individual“Pinturas Recentes” na Galeria ACBEU/Salvador Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 150 cm
  • Série Signos Afro: A Invenção do Signo II, 1999 Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 110 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 2004Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 80 x 80 cm
  • Série Signos Afro, 2004Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 110 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 2004Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 120 x 100 cm
  • Série Signos Afro: Emblemas, 2005 Obra integrante da exposição individual no projetoArte/Salvador da Galeria Prova do Artista no Hotel Sofitel/ Rio de Janeiro Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 80 x 80 cm
  • Série Signos Afro, 2009 Obra integrante da exposição individual“Pinturas Recentes” na Galeria ACBEU/SalvadorTinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 100 cm
  • A Paixão (detalhe), 2000Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 50 x 50 cm
  • Expo Tropicália, 2003 Obra integrante da exposição coletiva“Tropicália” no Museu de Arte Moderna da Bahia Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 1998Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 70 x 70 cm
  • Série Signos Afro, 2009 Obra integrante da exposição individual no projetoArte/Salvador da Galeria Prova do Artista em Costa do Sauípe Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 90 x 80 cm
  • Série Signos Afro, 2009Obra integrante da exposição “Salvador, 450 Anos Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 110 x 100 cm
  • Série Signos Afro, 2009 Obra integrante da exposição individual do projetoArte/Sofitel da Galeria Prova do Artista no Hotel Sofitel/Rio de Janeiro Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 80 x 80 cm
  • Série Signos Afro, 2009Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 50 x 50 cm
  • Série Signos Afro: Santuário, 1998Obra integrante da exposição individual no ACBEU / Salvador Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 150 cm
  • A Paixão, 2002Tinta acrílica, gesso e massa acrílica sobre tela Dimensões: 100 x 120 cm
  • TEXTOSCURRÍCULO CRÍTICASEXPOSIÇÕES
  • guache marques | currículoGuache Marques é natural de Feira de Santana (janeiro de 1954).Desde o início na EBA (Escola de Belas Artes da UFBA) em 1974 com os desenhos a nanquim e pastel seco, atéas pinturas e arte digital atuais passando, ainda, pelas gravuras e fotos-desenho nas oficinas do MAM nos anos80, tem desenvolvido, um trabalho voltado para o entendimento do homem, seus desígnios, suas vicissitudes,suas crenças e mitos.Tem elaborado em suas pinturas um discurso que hoje apresenta acentuadas preocupações com a nossaidentidade mestiça e nossa cultura de tradições e contemporaneidade evocando as raízes de um cotidiano queele mesmo vivencia através da releitura de signos da cultura afro e indígena, onde magia e mistério lhe servemcomo fontes constantes de inspiração.Ultimamente dedicando-se à arte digital, além da pintura e do desenho, Guache tem diversificado ainda mais asua atuação nas artes plásticas. Já transitou com desenvoltura por diversas técnicas como os desenhos ananquim e pastel seco dos anos 70, com premiações no Gabinete Português de Leitura em Salvador (1º prêmioem desenho) em 1975 e em 1978 no I Salão Universitário de Artes Visuais no TCA (1º prêmio de aquisição emdesenho); assim como na década de 80 com as fotos-desenho e gravuras nas Oficinas do MAM; e também aspremiadas pinturas dos anos 90 com o prêmio de Fomento às Artes concedido pela UNESCO em 2003 noMercado Cultural com sala especial no Conjunto Cultural da Caixa. Recebeu ainda, prêmios em instalações noEncontro de arte da FUNCISA (Fundação Cidade de Salvador) em 1976 e Bienal do Recôncavo da FundaçãoDanneman, em co-autoria, em 1991. A Arte Digital chega pra inserir sua obra numa nova mídia e completar oelenco de novas técnicas, demonstrando assim, as preocupações do artista com o seu tempo.Consta no seu currículo, individuais na Galeria GAFFES em Feira com desenhos em 1974, na Galeria ACBEU compinturas em 1998 e 2002, no MAC em Feira de Santana em 2008 com pinturas e arte digital e no ProjetoArte/Sofitel da Galeria Prova do Artista em 2004/Salvador, 2005/Rio de Janeiro e 2006/Costa do Sauípe compinturas e arte digital, além de dezenas de coletivas em Salvador, Buenos Ayres, Coritiba, Rio de Janeiro, Macau(China) e Paris.Participou ainda de diversas exposições; no Museu de Arte da Bahia - Geração 70 / Salão de Artes Visuais eTropicália no MAMBa/ coletiva em Buenos Aires durante a Semana de Intercâmbio Cultural Brasil-Argentina /coletiva pelo projeto Arts Plastiques d"aujourd"hui em Paris-França / pelo projeto Arte Arte Salvador 450 anos noMAM, Macau/China, Porto/Portugal, Curitiba e Museu da Cidade em Salvador / coletiva Brazilians On The MoveExhibition em Londres na Galeria Tavid / expo Bahian Artists Exposition - W. K. Kellogg Fundation no ICBA Salva-dor / expo coletiva e acervo Faraimará - Homenagem aos 70 Anos de Mãe Stela - llé Axé Opô Afonjá / Projeto deRevitalização do Parque Histórico de Cabaceiras - Museu Castro Alves - Muritiba/BA / Arte Comestível emSalvador e Feira de Santana / expo coletiva 2334 no Casarão do Pelô / Circuito das Artes.Realizou diversos painéis coletivos em Salvador, destacando-se o da Biblioteca Central da UFBA, Secretaria deAdministração no Centro Administrativo, Escola Polivalente do Cabula, Artistas em Defesa do Parque São Bartolo-meu, Projeto Natureza Viva - Dia Mundial do Meio Ambiente, além de doações para campanhas em prol daIrmandade da Boa Morte em Cachoeira, pela preservação da Ararinha Azul, em defesa do Parque São Bartolo-meu, em homenagem aos 70 anos de Mãe Stela do Ilê Axé Opô Afonjá.Possui quadros em acervo do MAMBa (Museu de Arte Moderna da Bahia), MAB (Museu de Arte da Bahia), Museude Castro Alves em Muritiba, ACBEU (Associação Cultural Brasil Estados Unidos), Faculdade de Geologia -Pavilhão de Aulas da UFBA, Gabinete Português de Leitura, Museu Regional de Feira de Santana/MRA/CUCA,Museu de Arte Contemporânea/MAC em Feira, Pinacoteca do CDL Clube dos Dirigentes Lojistas – Feira deSantana/BA. Utilizando as técnicas de bico de pena e pastel seco, fez ilustrações para a Revista Exu (publicaçãoda Fundação Casa de Jorge Amado), Revista da Bahia, livro de contos “Dona Cici, A Contadora de Histórias, alemde diversos livros de poesia. Como Designer Gráfico, criou logomarcas, cartazes e folders para várias instituições.Fez parte da comissão julgadora do IV Salão Regional de Artes Plásticas em Valença pela Fundação Cultural doEstado da Bahia em 2004 e do Prêmio Braskem de Cultura e Arte em 2007. Designer Gráfico do Irdeb/TVEBahia.
  • resumo | alguns textos críticos“ A impressão do conjunto é de que o artista, não obstante a serenidade da pessoa, habita fantástico mundo de uma civilização tribal empermanente festa. Pois a profusão de cores fortes é característica dominante em sua obra, no que revela um equilíbrio admirável.”Gláucia Lemos, 2011 | Crítica de Arte (pós graduação UFBa) | Escritora ( Academia de Letras da Bahia e União Brasileira de Escritores/SP)“ É claro que não se pode ignorar a presença dos signos pintados – estão aí simplesmente e, ademais, traçados com um vigor e umaclareza que preservam prontamente reconhecível a sua procedência. Restam, entretanto, formalmente depurados, não mais atrelados aocontexto original do qual foram arrancados. Do símbolo emotivo só vestígios subsistem: a abstração os esteriliza.”Caius Marcellus, 2010 | Artista Plástico, Musicista“ Uma trajetória histórica e um artista que sabe lidar com a matéria plástica.”Aldo Tripodi, 2005 | Crítico de Arte, Poeta, Ensaísta“ Nos trabalhos atuais de Guache Marques, a figura propriamente dita, desapareceu, deixando um grafismo, realizado de forma pessoal,no qual transparece a simbologia do misticismo baiano. As cores estão cada vez mais vibrantes e diversificadas e o apuro técnico segue oseu ritmo cada vez mais atraente.”Justino Marinho, 2004 | Artista Plástico | Crítico de Arte"... nossa relação com sua arte deve atravessar a visceralidade de sua expressão... que chega hoje a um abstracionismo/figurativo com oreferencial nos signos afro-brasileiros, sejam religiosos ou profanos, reinterpretando uma cultura que nenhum de nós, aqui vivendo,podemos evitar em nossas vidas, quanto mais em nosso imaginário”.Claudius Portugal, 2002 | Poeta, Ensaísta e Crítico de Arte“ Nas composições que estrutura dentro do espaço de cada tela, não é a forma explícita dos signos que revelam o tema... Seus trabalhosdesta série revelam o que é real para ele na nossa cultura: a força da fé e do rito que paira entre o sensual e o espiritual, o sincretismoreligioso que nos leva a ver em torno das formas monumentais e icônicas, uma auréola sacra que tanto envolve o peji quanto o santuário”.Matilde Matos, 2002 | Crítica de Arte | Membro da A.I.C.A. e A.B.C.A.“... a sua linguagem registra impressões, seu olhar sobre o real, o cotidiano. Trata-se de uma grande riqueza artística, razão pela qual aCâmara Municipal de Salvador registra votos de louvor ao pintor e reconhecimento ao seu talento que tanto honra os soteropolitanos.Javier Alfaya, 1998 | Presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer na Câmara Municipal de Salvador" Guache, por detrás de sua aparente linearidade e economia, aponta para um dos traços mais marcantes do pós-moderno, que é ocompromisso dialético com a raiz."Ildásio Tavares, 1998 | Poeta e Crítico de Arte“ Seus trabalhos perderam muito da suavidade cromática, em que jà era evidente a prioridade ao mundo interior do artista. Mas quempode ser suave face a nossa controvertida realidade? São pinturas fortes e originais, sugerindo uma fusão fortuita do comportamentonatural com a selvageria psicológica.”Matilde Matos, 1988 | Crítica de Arte | Membro da A.I.C.A. e A.B.C.A.” Sua obra foge ao discurso fácil do homem feliz. Antes, sem rodeios, mostra o seu lado mais esconso e vil - aquilo que nos constrange.Com um apurado domínio técnico, trabalhando com pastel e tinta acrílica, o artista vai nos dando conta da despersonalização a que opoder tem submetido o homem.”Washington Queiroz, 1986 | Poeta e Antropólogo Social“ Guache Marques despe o homem de seus valores morais, tirando-o do pedestal da escala zoológica e discursa amplamente sobre o seulado burlesco... mostrando toda sua crueza, em todos os jogos que a raça humana se propõe a jogar e sustenta a análise da competiçãodesenfreada do homem, contra si próprio.”Kássia Maria, 1985 | Jornalista
  • técnicas utilizadasDesenhos a Bico de penaO período que antecede o ingresso na Escola de Belas Artes da UFBa, em 1974, é quando são executadosos trabalhos em bico de pena, técnica usual entre vários artistas da época. O realismo fantástico era o estiloem voga nas artes plásticas e Guache desenvolveu, durante algum tempo essa técnica por suas afinidadescom o desenho, tendo, inclusive, em 1978, ganho o 1º Prêmio no Salão Baiano de Artes Visuais com a sériede trabalhos intitulada: "Mãe Terra", Mãe Útero" e Mãe Dor, consolidando-se numa técnica de difícil fatura,tendo ilustrado também com o seu trabalho, diversos livros de poesia.Desenhos a Pastel SecoO tempo que o artista passou na Escola de Belas Artes, de 1974 a 1980 fazendo o curso de Artes Plásticas,coincide com a produção dos trabalhos na técnica do pastel seco e lápis Caran D`ache. Trata-se de umatécnica difícil de ser executada considerando-se o desenho como a base da formação de todo artista, eGuache utilizou-se não só do papel como suporte, aplicando o pastel sobre placas de eucatex reinventandoassim diversas maneiras na sua utilização.GravurasDe 1980 a 1985, Guache frequentou, como aluno e logo após como Professor, as Oficinas de ExpressãoPlástica (hoje Oficinas de Arte em Série) do Museu de Arte Moderna da Bahia sob a coordenação do artistaplástico Juarez Paraiso. Neste período, após um curso ministrado pelo renomado gravador do Rio deJaneiro, Antonio Grosso, executou diversas gravuras, notadamente litogravuras, técnica que mais o atraiupelos recursos de desenho, e as possibilidades que ele encerra.Foto-desenhosEm meados da década de 80, Guache interessou-se por um trabalho que despisse o ser humano das suasvicissitudes e o colocasse na berlinda, mostrando o seu lado esconso, animal, escondido sob uma capa decivilidade. Daí nasceu um trabalho voltado para esse questionamento. Utilizou-se para isso de figuras hieráti-cas, fruto de uma pesquisa feita a partir da observação da silhueta de peixes, perfilados em fotos que, umavez trabalhadas com nanquim, lápis grafite e tinta acrílica, davam uma visão distorcida do ser humano,revelando os seus arquétipos. Uma das fases mais instigantes do artista, que num discurso áspero e semconcessões estilísticas, dava sua interpretação da realidade do homem desse final de século.PinturasAs Pinturas vieram a fazer parte da obra do artista na década de 90, com o interesse cada vez maior pornovos materiais e suas diversas configurações. Conseguiu com essa técnica o Prêmio de Fomento às Artesconcedido pela UNESCO durante a mostra do V Mercado Cultural no Espaço Cultural da Caixa em Salvador,com Sala Especial. As pinturas realizadas por Guache, nesse período, se revestem de um aprimorado estudoda temática afro-brasileira onde magia e mistério lhe servem como fontes constantes de inspiração.Arte DigitalUtilizando recursos e efeitos visuais do programa Photoshop, realiza arte digital (infogravuras) revisitando suaprópria obra.
  • exposições individuais2007 Exposição S!GNOS - MAC Museu de Arte Contemporânea Egberto Costa - Feira de Santana/BA2006 Pinturas Recentes - Projeto Arte Sofitel - Galeria Prova do Artista / Sofitel Costa do Sauipe - Sauipe/BA2005 Pinturas Recentes - Projeto Arte Sofitel - Galeria Prova do Artista / Sofitel Rio de Janeiro - R. aneiro/RJ2004 Pinturas Recentes - Projeto Arte Sofitel - Galeria Prova do Artista / Sofitel Salvador - Salvador/BA2003 V Mercado Cultural - Prêmio UNESCO de Fomento das Artes - Sala Especial - Salvador/BA2002 Pinturas e Arte Digital - Gal. ACBEU - Salvador/BA1998 A Condição Humana - Gal. ACBEU - Salvador/BAexposições coletivas | resumo2011 Exposição Coletiva SINAPEV - Sindicato dos Artistas Plásticos Visuais da Bahia - Atelier Leonel Matos2010 Ocupação Internacional da Feira de São Joaquim - Feira de São Joaquim - Salvador/BA Homenagem a Nossa Senhora Santana - MAB Museu de Arte da Bahia - Salvador/BA2009 Corredor das Artes - Galeria Cañizares - Escola de Belas Artes - Salvador/BA Arte Comestível I e II - Centro de Cultura Amélio Amorim - Feira de Santana/BA Jorge, Guerreiro de Luz - Sobrado Galeria de Arte - Salvador/BA2008 Corredor das Artes - Palacete das Artes - Museu Rodin - Salvador/BA2007 60 Artistas Contemporâneos da Bahia em Pequenos Formatos - Galeria Prova do Artista - Salvador/ BA2006 Pinturas Recentes - Galeria Prova do Artista / Arte Sofitel - Hotel Sofitel Costa do Sauípe2005 Art for Today - Museu de Arte da Bahia Dança no Pelô” - Escola de Dança da FUNCEB - Coreografia com trabalhos de artistas plásticos2003 Homenagem a Caribe - Galeria da EBEC - Salvador/BA2001 Arte-Arte Salvador 450 Anos - Museu da Cidade - Macau/CHINA1999 Arte-Arte Salvador 450 Anos - Museu da Cidade - Coritiba/PR Arte -Arte Salvador 450 Anos - Museu de Arte Moderna - Salvador/BA1998 Galerie Leonardo - Arts Plastiques d"aujourd hui - Paris - France Tropicália 30 Anos - Museu de Arte Moderna - Salvador /BA1997 Tendências da Bahia - Prova do Artista - Hotel Sofitel 4 Rodas - Salvador /BA1995 Faraimará - Homenagem aos 70 Anos de Mãe Stela - llé Axé Opô Afonjá - Salvador/BA1988 Bahian Artists Exposition - W. K. Keiiogg Fundation - Inst. Cult. Brasil/Alemanha - ICBA - Salvador/BA I Salão Baiano de Artes Plásticas - Museu de Arte Moderna - Salvador/BA1987 Semana de Intercâmbio Cultural Brasil/Argentina - Buenos Aires - Argentina1986 Projeto de Revitalização do Parque Histórico de Cabaceiras - Museu Castro Alves - Muritiba/BA1985 Geração 70 - Museu de Arte da Bahia - Salvador/BA Painel - lO Artistas Plásticos na Secretaria da Fazenda - Centro Administrativo - Salvador/BA1983 Painel - Biblioteca Central da UFBA - Campus Universitário - Salvador/BA1979 I Salão Baiano de Artes Visuais - 1º Prêmio em desenho
  • painéis1997 Dia Mundial do Meio Ambiente - Iguatemi - Salvador/BA1995 Projeto Chocalho de Cabra - Centro de Cultura Amélio Amorim - Feira de Santana/BA1986 XIV Jornada de Cinema da Bahia - Outdoor - Salvador/BA 1O Artistas Plásticos na Secretaria da Fazenda - Centro Administrativo - Salvador/BA1985 Parque São Bartolomeu - Salvador/Bahia1983 Biblioteca Central da UFBA - Campus Universitário - Salvador/BA Projeto Mural Rio Vermelho - Rua da Paciência - Salvador/Bahia (83, 84, 85, 86 e 87)1982 Complexo Escolar Polivalente do Cabula - Salvador/Bahia XII Jornada de Curta Metragem - Cine Gláuber Rocha - Salvador/BA Escola de Arquitetura - Universidade Federal da Bahia - Salvador/Bahia XIV Jornada Baiana de Curta Metragem - Outdoor - Salvador/BAprêmios e menções:2003 V Mercado Cultural – Prêmio de Fomento às Artes concedido pela UNESCO em pintura - Sala Especial no Conjunto Cultural da Caixa – Salvador/BA1991 I Bienal do Recôncavo - Projeto Retalhos - Prêmio de Aquisição em co-autoria - Instalação - Fundação DANEMANN - São Félix/BA1978 I Salão Universitário de Artes Visuais - 1º Prêmio de Aquisição - Desenho Teatro Castro Alves - Salvador/BA1978 I Encontro de Arte FUNCISA (Fund. Cidade do Salvador) - Menção Honrosa em co-autoria - Instalação / Pousada do Carmo - Salvador/BA1975 Comemoração dos 200 anos da morte de Alexandre Herculano - 1º Prêmio de Aquisição em Desenho Gabinete Português de Leitura - Salvador/Adoações: Em prol da Campanha de Preservação do Parque São Bartolomeu – Salvador/Ba Em prol da Campanha Natal Sem Fome – EBEC – 2002/2003/2004 Em prol de Campanha do GACC – Grupo de Apoio à Criança com Câncer Em prol da Luta de Libertação dos povos da Nicarágua Em prol da Irmandade Nossa Senhora da Boa Morte - Cachoeira/Ba Em prol da Campanha Salvar Salvador - Prefeitura Pela preservação da Ararinha Azul - Salvador/Ba Em Homenagem à Mãe Stela do Ilê Axé Opô Afonjá - Salvador/Ba Comemoração dos 450 Anos da Fundação da Cidade do Salvador - MAM - Salvador/Ba Em prol da Campanha do Grupo de Apoio à Criança com Câncer - GACC
  • referências bibliográficasRevista Veracidade ___________________ Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (SEDHAM) Salvador/Ba Ano 6 No. 10 - Dezembro de 2010 - págs 97 a 110Livro 50 Anos de Arte na Bahia -Matilde Matos _______________________ Dezembro de 2010 - págs 196, 197, 242 e 243Revista Viver Bahia ___________________ Revista de Turismo da Bahia - Ano I, No. 6 Fevereiro de 2008 - págs 32 e 33Arte/Arte Salvador 450 Anos ____________ Catálogo com texto - págs 104 e 105Catálogo com Obrasdo Acervo do ACBEU __ _______________ Salvador/Bahia - 2003 - págs 96 e 97Pinacoteca da CDL ___________________ Centro de Dirigentes Logistas em Feira de Santana págs 38, 39, 40 e 41Revista da ADEMI/BA _________________ Associação de Emp. do Mercado Imobiliário da Bahia Ano 4 No. 23 - 2005 - págs 66 e 67Correio da Bahia ____________________ Caderno Folha da Bahia Entrevista de 08 de março de 2005Livro/Catálogo100 Artistas Plásticos da Bahia _________ Galeria Prova do Artista - Patrocinio COPENE - pág. 59Revista Dendê de Cultura e Arte ________ Nº 7 - págs. 20 e 21Jornal Soterópolis ___________________ Ano 1 No. 4 - pág. 4WEB - Portal Cyberartes _________ http://www.cyberartes.com.br/artigo/?i=582&m=44
  • texto caius marcellus | musicista, crítico de arteNATUREZA MÍTICAO verdadeiro tema das pinturas “afro” de Guache Marques não é, como se tem dito, a africanidade ouafrodescendência;o tema dessas pinturas é a cor. Os motivos afro-brasileiros podem aqui ser o assunto, um dado circunstan-cial, contingente, privilegiado até e tornado valioso. Contudo, um outro assunto, bem diverso do atual, desdeque se prestasse aos desenvolvimentos solicitados pelo artista, poderia ter sido eleito sem que se alterasse onúcleo temático. É interessante, a propósito, notar quão facilmente alguns títulos aparentados entre si – e quecertamente poderiam ser substituídos sem grande prejuízo – podem induzir a equívocos de interpretação,sobretudo quando, na Bahia, evocam-se as “raízes”, atraindo para si a atenção do interlocutor que nelesprocura, em vão, o sentido das obras.É claro que não se pode ignorar a presença dos signos pintados – estão aí simplesmente e, ademais, traça-dos com um vigor e uma clareza que preservam prontamente reconhecível a sua procedência. Restam,entretanto, formalmente depurados, não mais atrelados ao contexto original do qual foram arrancados. Dosímbolo emotivo só vestígios subsistem: a abstração os esteriliza; dir-se-ia que tal símbolo é o objeto a serconsumido, e então a operação pictórica consiste em fazê-lo recuar. Agora são esqueletos sobre e em tornodos quais a cor se encorpa, expande-se e se contrai alternadamente, e arrasta consigo a luz; são esqueletosa delimitar e dar sustentação a zonas de cromatismo vibrante, quando não submergem, diluídos, à potênciadestas. Não é novidade, para quem o tenha seguido em sua carreira, reconhecer em Guache um virtuoso dacor, que a intensifica, fá-la persuasiva [e também, nesse sentido, barroca], não raro estridente, criando, porvezes, intumescências à superfície do quadro sem quaisquer possibilidades de neutralizar-se e apagar-se,saturando-a antes com fulgores, que são também registros “termométricos” desse ambiente inventado. Ossignos assumem valor tectônico: já quase uma arquitetura sem massa e sem peso (pois toda a densidade serestringe à própria realidade material da pintura, sua fisicidade), estão aí para aclarar relações – logo nãopoderiam admitir outro talhe senão o geométrico.A associação cor-forma geométrica é histórica: dos mosaicos romanos a Mondrian, das marchetarias renas-centistas à publicidade contemporânea, que técnico das artes visuais pôde ignorá-la? Esse binômio é alíngua dos brasões, dos emblemas áulicos d’outrora, mas é, não menos, o das logomarcas e ícones hodier-nos. Entretanto a cor de Guache não é plana nem homogênea, embora firmemente encapsulada na gradegeométrica e remetida continuamente ao plano; é, ao contrário, um campo de força cuja grande intensidadevibratória se arremessa à retina do observador, num efeito devido em parte à interferência de grafismos epinceladas distribuídos irregularmente para pôr em relação áreas contíguas que de outro modo estariamisoladas, talvez inertes. Além disso, uma cor límpida, pura, pouco se prestaria a uma abordagem fundamen-talmente dinâmica (ainda que não óbvia) da pintura; e o dinamismo aí alcançado é auto-evidente.Mas há algo em Guache que, não sendo – creio – intencionalmente temático, nos informa dessa africanidadeque se quer encontrar nessas obras. Esse algo subjaz à sua técnica colorística: um certo predomínio doquente e do morno dado pelo amplo uso de tons terrosos, óxidos de ferro naturais ou sintéticos. São arran-jos cromáticos sugestivos de sua própria origem material, da sua categoria no reino natural. E é desse pontode vista que se poderia falar, legitimamente, em “raízes”, na medida em que tais relações reverberam subjeti-vamente, como memória afetiva duma cultura na qual uma Natureza mítica, em contraste com as atuaistecnocracias, é ecoada sem cessar.
  • texto claudius portugal | poeta, crítico de artePINTURAS RECENTES DE GUACHEHá artes que são silenciosas, outras que pisam com o som de pés descalços, outras quemordem, às vezes até a própria cauda, e há as que nos olham, exigem o nosso olhar e, destarelação, fazem a sua existência para que nenhum ponto de vista fique desabitado, permaneçaalheio. Enfim, não são paisagens surdas. Sua arte não é ouvir a água pela água. Ela nos mostraque a natureza humana ainda pulsa e que as horas soletram o grito.É assim que Guache Marques nos avisa: nossa relação com sua arte deve atravessar a viscera-lidade de sua expressão, um percurso onde técnicas foram desenvolvidas e outras assimiladas.Do bico de pena, pastel seco e lápis até a pintura acrílica: do suporte do papel para a telacomo uma necessidade para exprimir sua representação plástica, tendo como começo o aindaaluno da Escola de Belas Artes; do desenho, iniciado com distorções gráficas, inerente ao tipode trabalho do estudante, tendo como base forte conotação realista, centrado na figurahumana diante uma temática de conteúdo social, e que chega hoje a um abstracionismo com oreferencial nos signos afro-brasileiros, sejam religiosos ou profanos, reinterpretando uma culturaque nenhum de nós, aqui vivendo, podemos evitar em nossas vidas, quanto mais em nossoimaginário.Mas não imaginem que em Guache Marques temos um simples apropriar-se de signos eelementos para uma pintura oca. Nele não há uma representação mimética, retórica, decorati-va, pois sua busca nesta pintura tem por objetivo uma leitura da Bahia e de si mesmo, a suaarte nesta Bahia, onde o espaço dual branco/preto do começo de carreira foi substituído porum vermelho/amarelo, sustentado pelas curvas internas de suas linhas através de um desenhoque mantém-se vivo, forte, imprescindível, necessidade orgânica para uma criação que existebasicamente no diálogo entre este desenho e as cores terrrosas sobre uma superfície altamentedetalhada de ícones e gestos, para realizar, principalmente, o que podemos assinalar comotensão permanente, e isto em todos os seus períodos ou fases, que é a erotização - se no seuinício aparecia junto com uma agressividade de imagens, hoje torna-se eminentemente sugesti-va, plástica, quase que uma liturgia do artista para com sua arte e as formas de sua cidade. Éneste território erótico que a pintura de Guache intervém com todas as suas medidas na artede sua geração e na arte baiana. Esta é a sua assinatura. Sua terra bruta, sua informação. Édela que se nutre e se constrói, anteriormente pelo desenho explícito, agora pelo irradiar dascores em linhas ovaladas de portais e flechas.Sua arte aporta e aposta no humano, desde seu nascimento, percurso ou leitura, sempresaindo a procura de um fazer que não se estabelece em nenhum porto, pois cada técnica ematerial o chama para novos descobrimentos, e exige que este seu olhar e sua busca tenhamem nós seus cúmplices, o que leva que não tenhamos diante dela jamais o silêncio. Ao abrir efechar o seu espaço nesta pintura ele escava a terra e afirma que não basta o sopro do ventopara existir o canto. É preciso que se afirme, cada vez mais, a palavra. Não o lamento substan-tivo, ponto de exclamação, algum consolo, mas uma linguagem corporal, em todas as linhas ecores.
  • texto ildásio tavares | poeta, crítico de arteDA RAIZ A CONTEMPORANEIDADEMe apraz na pintura de Guache Marques sua determinação de ser isto que T. S. Eliot cobrava da linguagemmoderna, a ponta de um iceberg. A dignidade de movimento de um iceberg deve-se a que apenas 1/8 desua massa está acima da superfície. Assim, a pintura de Guache, por detrás de sua aparente linearidade eeconomia, aponta para um dos traços mais marcantes do pós-moderno, que é o compromisso dialéticocom a raiz, ou seja, a viagem ao chão para plantar o suporte de um imaginário que resulta sempre numcontomo consistente; nada de castelos no ar - existe uma Tradição, cumpre conhecer seus signos.E aí voltamos à eterna querela de forma e conteúdo, linguagem e temática, binômio que se resolve emGuache com bastante organicidade, desde a sobriedade dos tons, quase monocromáticos, a envelopar comprecisão o clima - semduvidamente místico - até a harmonia de composição, onde forma e volume dimen-sionam o desenho: há densidade e carinho e o artesão Guache pôs-se por inteiro a serviço do pintor e detodo seu processo de ideação, seleção e combinação iconográfica para o faturamento do discurso peloapropriado da linguagem. Vale a pena saber o esmero técnico, o cuidadoso apuro para que a idéia se tornecor, a cor se vista de forma, a forma adquira volume. Isto é pintura. E no caso de Guache Marques pinturadensa, tensa, em que com acentos muito pessoais, ele trilha o caminho de outros que foram às fontes damagia e do mistério para enfeixá-los na tela, na tinta, na estesia, na arte. Jamais no folclore.texto justino marinho | crítico de arteEMBLEMAS DA AFRICANIDADEGuache Marques, artista que começou a carreira nos anos 70 ao lado de Murilo, Zivé Giudice, FlorivalOliveira, Bel Borba, Leonel Matos, Almandrade, Angela Cunha e tantos outros representativos dessageração, foi no início, fiel ao trabalho executado sobre papel em desenhos a pastel, passando depoisà pintura como forma de expressão.Nos trabalhos atuais de Guache Marques, a figura propriamente dita, desapareceu, deixando umgrafismo, realizado de forma pessoal, no qual transparece a simbologia do misticismo baiano. Ascores estão cada vez mais vibrantes e diversificadas e o apuro técnico segue o seu ritmo cada vezmais atraente. Nessa sua fase atual, signos afro-brasileiros misturam-se a cores terrosas e juntam-sea uma textura que lembra a marca modernista. A textura agora utilizada lembra ainda, o couro tãousado pelos vaqueiros, em suas lembranças da criança, nascida na região de Feira de Santana. Naverdade, a pintura executada por Guache é densa e forte na expressão e guarda coerência comtudo que ele tem feito no decorrer de sua carreira.
  • texto matilde matos | crítica de arte membroA PINTURA DE GUACHE MARQUESArtista consciente da importância de preservar sua autenticidade no fazer artístico, em face dos avanços tecnológicos, GuacheMarques buscou referências nos signos da cultura afro-baiana para desenvolver esta série de quadros de 1998.Nas composições que estrutura dentro do espaço de cada tela, não é a forma explícita dos signos africanos que revelam o tema.Sua experiência anterior com o surrealismo o ensinou que importante é passar a impressão de algo que tenha a ver com o seusentir em relação ao tema. Seus trabalhos desta série revelam o que é real para ele na nossa cultura: a força da fé e do rito quepaira entre o sensual e o espiritual, o sincretismo religioso que nos leva a ver em torno das formas monumentais e icônicas, umaauréola sacra que tanto envolve o peji quanto o santuário.O recurso maior que caracteriza sua linguagem está no modo de trabalhar a pintura. A estrutura inicial que define cada quadroserve de âncora e dá o sentido de movimento e equilíbro, mas toda a atmosfera do conteúdo quem faz são as cores e a incríveltextura, trabalhada, cavada na camada de gêsso e massa acrílica que faz sua pintura matérica, onde vai jogando a tinta emveladuras até ela ir tomando corpo, as nuances surgindo entre saliências e reentrâncias.A pintura de Guache é elaborada com paciência e amor ao ofício. Nela aqueles vibrantes amarelos e marrons ressoam comotambores de ritmo acentuado no grito estridente de um azul anil. O estilo e a qualidade destes quadros estão assegurados naconcordância afinada do tema com a forma original que o artista criou para expressá-lo.texto aldo trípodi | crítico de arteGUACHE MARQUES E A EXPRESSIVIDADE DE SUA PINTURANecessário que se diga que a análise crítica da obra de arte perpassa, pelos entendimentos dos problemas que cercam a criação artística,cabendo a crítica de arte formular um juízo favorável ou contrário a fim de que se possa consagrar e fazer justiça à obra de arte. Ao introduzir-mos tais palavras é apenas para que possamos limpar o terreno no qual vamos pisar. Guache Marques é um destes artistas que desobriga acrítica de arte a fazer algum reparo sobre sua produção artística.Uma trajetória histórica e um artista que sabe lidar com a matéria plástica, o que se tornam argumentos irrefutáveis, caso algum incauto desejeexpressar algo que não se alinhe com a sua produção. Por outro lado fica a crítica obrigada a se manifestar, à medida em que o artista resolvemuito bem os problemas da criação. Ora, não pode o artista, em seu processo criador consagrar a sua criação, quem deve afirmar a esterespeito é a estética.Por isso, sentimos a necessidade de expressar sobre seu discurso pictórico. Guache em sua fase de desenhos foi impressionante, traços fortes,os temas por ele eleito são definidos como expressivamente humanos. Na pintura, transita sem nenhum problema pela ´abstratização´ gestual,incorporando texturas com uma poética invulgar. No fundo o contraste entre o preto e o branco, superposto a um corte entre tons marrons eoutras cores, numa bela sinfonia.Como também no figurativo, no qual passeia por um expressionismo surrealista, ou como no caso dos orixás onde impõe ao observador umanítida sensação de autoridade mitológica no panteão dos deuses africanos, não banalizando o tema como outros artistas locais de mãoapressadas e turísticas reduz a possibilidade de fluir um pensamento e uma interação do que foi criado com a possibilidade de deliciosa seduçãoque ele sabe fazer muito bem.Passeia pelos signos afro-baianos, pelo simbólico e mítico. Pode parecer que não define uma linguagem, ao contrário segue uma coerênciaestilística, somente encontrada em artistas como Sante Scaldaferri, César Romero, Juraci Dórea, Chico Liberato, Jamison Pedra, e outros quenão caberiam nestas poucas letras. Este artista escreve uma história da arte baiana e brasileira, por isso justo a emissão deste nosso juízo devalor.Guache Marques é natural de Feira de Santana, 1954, onde iniciou seus estudos preliminares sobre arte. Em Salvador concluiu, em 1980 naEscola de Belas Artes, o curso de Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia, quando foi monitor das disciplinas de Desenho Artístico eTécnicas de Representação Gráfica dos professores Ailton Lima e Jamison Pedra, respectivamente. Nesse mesmo ano começou a freqüentar asOficinas de Arte em Série do Museu de Arte Moderna da Bahia, sob a coordenação do artista plástico e Professor Emérito da EBA-Ufba, JuarezParaíso, como aluno e, mais tarde, como Professor Orientador nas técnicas de Xilogravura e Litogravura e Gravura em Metal.
  • o desenho e a pintura de guacheWashington Queiroz | Poeta e Antropólogo SocialInvestir-se da realidade, transfigurá-la e indicar caminhos à vida - esta é a característica de toda grandeobra de arte. É neste trilho que Guache Marques caminha. Sua obra foge ao discurso fácil do homem feliz.Antes, sem rodeios, mostra o seu lado mais esconso e vil - aquilo que nos constrange. Com um apuradodomínio técnico, trabalhando com pastel e tinta acrílica, o artista vai nos dando conta da despersonalizaçãoa que o poder tem submetido o homem.“Invest in reality transfigure it, indicate lifes path, these are the real purposes of all art. This is Guaches waythe goes beyond the simple dialogue of man content. Without beating around the bush he shows us hismost hidden and evil side which catches us of guard. Working with pastels and acrylics he demonstrates arefined control of technique, exposins man, depersonalized by the established power.”guache, as formas e a corGláucia Lemos | Crítica de Arte (pós graduação pela UFBa) | Escritora ( da Academia de Letras da Bahia e daUnião Brasileira de Escritores/SP)Conheço a obra de Guache Marques desde que fomos contemporâneos na Escola de Belas Artes da UFBa. Desde quedela me recordo, vem a fidelidade à temática tribal o que oferece hoje a unidade, sem prejuizo da diversidade quereside na evidente renovação do artista. Sem fugir à mesma abordagem, que trabalha com olhar muito pessoal,absolutamente liberto do já desgastado laço afro-religioso, Guache Marques não se repete, sabendo, entretanto,conservar sua autenticidade. Assim, as formas se sucedem no mesmo ambiente, sempre com nova inspiração.Impressiona de imediato o colorista consciente. A impressão do conjunto é de que o artista, não obstante a serenidadeda pessoa, habita fantástico mundo de uma civilização tribal em permanente festa. Pois a profusão de cores fortes écaracterística dominante em sua obra, no que revela um equilíbrio admirável. Os tons primários se sucedem a seavizinham dos secundários e seus complementares, sem a totalidade ser ferida por algum ponto de tensão que lhequebre a harmonia.Não vi as obras senão pela internet, o que não me facilita análise demorada de detalhes outros, como textura eidentificação de suportes. À primeira vista, parece-me, em alguns casos, reconhecer trabalho a nanquim sobre papel.Isso me faz recordar ter Guache Marques revelado sempre sua excelência no desenho, tanto no apuro das formas,quanto na justeza de utilização do campo pictórico, habilidade que não poderia perder, agora, naturalmente, maisaprimorada pela experiência e exercício contínuo. E os que sabem, têm consciência de que o desenho, por si só, járevela um artista.Emfim, temos o desenhista garantindo a estrutura perfeita das formas que expressarão seu discurso plástico, aliadoao colorista harmônico, reunidos no domìnio do espaço, e oferecendo aos olhos e ao espírito do expectador, aencantante linguagem através da qual Guache Marques se comunica com o mundo.
  • CONTATOS ATELIER Avenida Cardeal da Silva, 2210 | Rio Vermelho Salvador | Bahia | Bahia Fone 55 71 9936 6264 | 55 71 3116 7431 EMAILS guachemarques@hotmail guachemarques@yahoo.com.br guachemarques@gmail.com ENDEREÇOS NA WEB www.guache.blogger.com.br blogsite com textos, links para museus e galerias e obras do artista http://www.cyberartes.com.br/artigo/?i=582&m=44 página do artista no CIBERARTES, site sobre artes plásticas abrangendo desde as técnicas e estilos às biografias dos artistas http://www.expoart.com.br/guachemarques/página do artista no EXPOART, site com ensaios, críticas, links e obras de diversos artistashttp://www.facebook.com/home.php#!/Guachemarques página do artista com textos, links variados, álbuns http://www.flickr.com/photos/guachemarques/ página do artista no site do Yahoo com fotos e álbuns compartilhados http://www.arteatual.net/art-guache.htm página do artista no site ARTE ATUAL. Obras, biografia e links para vários