Spr3001 -1._visao_geral_da_producao

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Spr3001 -1._visao_geral_da_producao

  1. 1. 1. Visão Geral da ProduçãoMoacyr Carlos Possan JuniorUNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESCCENTRO DE EDUCAÇÃO DO PLANALTO NORTE CEPLANENGENHARIA DE PRODUÇÃO HABILITAÇÃO EM MECÂNICASISTEMAS PRODUTIVOS III (SPR3001) 7ª FASE
  2. 2. 21. Visão Geral da Produção1.1. Introdução aos Sistemas de Produção.1.1.1. Sistemas de Produção (ou Produtivos).1.1.2. Automação em Sistemas de Produção.1.1.3. Trabalho Manual nos Sistemas de Produção.1.1.4. Princípios e Estratégias da Automação.1.1.5. Organização deste Estudo.Tópicos
  3. 3. 32. Automação e Tecnologias de Controle2.1. Introdução à Automação.2.1.1. Impactos para a Sociedade.2.1.2. História da Automação.2.1.3. Elementos Básicos de um SistemaAutomatizado.2.1.4. Funções Avançadas de Automação.2.1.5. Níveis de Automação.2.2. Sistemas de Controle Industrial.2.2.1. Indústrias de Processos versus Indústrias deProdução Discreta.2.2.2. Controle Contínuo versus Controle Discreto.2.2.3. Controle de Processos por Computador.Tópicos
  4. 4. 42.3. Componentes de Hardware para Automaçãoe Controle de Processos.2.3.1. Sensores.2.3.2. Atuadores.2.3.3. Conversores Analógico-Digital.2.3.4. Conversores Digital-Analógico.2.3.5. Dispositivos de Entrada/Saída para DadosDiscretos.Tópicos
  5. 5. 52.4. Controle Numérico.2.4.1. Fundamentos da Tecnologia de ControleNumérico.2.4.2. Controle Numérico Computadorizado (CNC).2.4.3. Controle Numérico Distribuído.2.4.4. Aplicações do Controle Numérico.2.4.5. Análise de Engenharia dos Sistemas dePosicionamento do CN.2.4.6. Programação das Peças no CN.Tópicos
  6. 6. 62.5. Robótica Industrial.2.5.1. Anatomia de um Robô e Atributos Relacionados.2.5.2. Sistemas de Controle de Robôs.2.5.3. Efetuadores Finais.2.5.4. Sensores em Robótica.2.5.5. Aplicações de Robôs Industriais.2.5.6. Programação de Robôs.2.5.7. Precisão e Repetibilidade de Robôs.Tópicos
  7. 7. 72.6. Controle Discreto utilizando ControladoresLógicos Programáveis e ComputadoresPessoais.2.6.1. Controle Discreto de Processos.2.6.2. Diagramas de Lógica Ladder.2.6.3. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs).2.6.4. Computadores Pessoais Utilizando Lógica Soft.3. Manuseio de Materiais e Tecnologias deIdentificação3.1. Sistemas de Transporte de Materiais.3.1.1. Introdução ao Manuseio de Materiais.3.1.2. Equipamentos de Transporte de Materiais.3.1.3. Análise de Sistemas de Transporte de Materiais.Tópicos
  8. 8. 83.2. Sistemas de Armazenamento.3.2.1. Desempenho do Sistema de Armazenamento eEstratégias de Localização.3.2.2. Métodos e Equipamentos Convencionais deArmazenamento.3.2.3. Sistemas Automatizados de Armazenamento.3.2.4. Análise de Engenharia dos Sistemas deArmazenamento.3.3. Identificação Automática e Captura de Dados.3.3.1. Visão Geral dos Métodos de IdentificaçãoAutomática.3.3.2. Tecnologia de Códigos de Barras.3.3.3. Identificação por Radiofrequência.3.3.4. Outras Tecnologias de Identificação Automáticae Captura de Dados (AIDC).Tópicos
  9. 9. 94. Sistemas de Manufatura4.1. Introdução aos Sistemas de Manufatura.4.1.1. Componentes de um Sistema de Manufatura.4.1.2. Esquema de Classificação para Sistemas deManufatura.4.1.3. Resumo do Esquema de Classificação.4.2. Células de Manufatura com uma Estação.4.2.1. Células Operadas com uma Estação.4.2.2. Células Automatizadas com uma Estação.4.2.3. Aplicações de Células com uma Estação.4.2.4. Análise de Sistemas com uma Estação.Tópicos
  10. 10. 104.3. Linhas de Montagem Manuais.4.3.1. Aspectos Básicos das Linhas de MontagemManuais.4.3.2. Análise das Linhas de Montagem de ModeloÚnico.4.3.3. Algoritmos de Balanceamento de Linha.4.3.4. Linhas de Montagem de Modelo Misto.4.3.5. Considerações sobre Estações de Trabalho.4.3.6. Outras Considerações sobre o Projeto de Linhade Montagem.4.3.7. Sistemas Alternativos de Montagem.Tópicos
  11. 11. 114.4. Linhas de Produção Automatizadas.4.4.1. Princípios Fundamentais das Linhas deProdução Automatizadas.4.4.2. Aplicações de Linhas de ProduçãoAutomatizadas.4.4.3. Análise de Linhas de Transferência.4.5. Sistemas de Montagem Automatizados.4.5.1. Fundamentos dos Sistemas de MontagemAutomatizados.4.5.2. Análise Quantitativa dos Sistemas deMontagem.Tópicos
  12. 12. 124.6. Manufatura Celular.4.6.1. Famílias de Peças.4.6.2. Classificação e Codificação de Peças.4.6.3. Análise do Fluxo de Produção.4.6.4. Manufatura Celular.4.6.5. Aplicações da Tecnologia de Grupo.4.6.6. Análise Quantitativa na Manufatura Celular.4.7. Sistemas Flexíveis de Manufatura (FMS).4.7.1. O que é um Sistema Flexível de Manufatura?4.7.2. Componentes do FMS.4.7.3. Aplicações e Vantagens do FMS.4.7.4. Aspectos de Planejamento e Implementação doFMS.4.7.5. Análise Quantitativa dos FMS.Tópicos
  13. 13. 131.1. Introdução aos Sistemas de Produção.1.1.1. Sistemas de Produção (ou Produtivos).1.1.2. Automação em Sistemas de Produção.1.1.3. Trabalho Manual nos Sistemas de Produção.1.1.4. Princípios e Estratégias da Automação.1.1.5. Organização deste Estudo.1. Visão Geral da Produção
  14. 14. 14Os sistemas de produção são também chamados de sistemasde manufatura.Manufatura: vêm do latim, manus (mão) e factus (fazer), ouseja, a combinação significa fazer com as mãos .Os sistemas de produção são indispensáveis atualmente. Osmodernos empreendimentos de manufatura devem consideraras realidades econômicas do mundo moderno.Tais realidades incluem:Globalização - países que outrora eram subdesenvolvidos(por exemplo, China, Índia, México), agora estão se tornandopeças importantes no mundo da manufatura.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  15. 15. 15Terceirização Internacional - peças e produtos inicialmentefeitos nos EUA por empresas norte-americanas, por exemplo,passaram a ser produzidos em outros continentes ou empaíses mais próximos (no México e América Central).Terceirização Local - uso de fornecedores dentro do paíspara fornecer peças e serviços. Isso é feito pelas seguintesrazões: possibilidade de usar fornecedores especializadosem determinadas tecnologias de produção; impostostrabalhistas mais baixos para empresas menores; limitaçõesna capacidade de produção da empresa, necessitando deterceirização.Fabricação terceirizada certas empresas se especializamna fabricação de produtos completos, e não somente peças,permitindo que seus clientes (empresas maiores) sepreocupem apenas com o projeto e comercialização doproduto.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  16. 16. 16Tendência rumo ao setor de serviços na economia quedano número de empregados diretos na produção e aumentonos setores de serviços (saúde, alimentação, varejo, etc.).Expectativas de qualidade demanda cada vez maior porprodutos de qualidade por parte dos clientes (tantoconsumidores quanto clientes corporativos).Necessidade de eficiência operacional - produtores de umpaís devem ser eficientes em suas operações de modo asuperar a vantagem com relação aos custos de mão de obrados competidores internacionais.Nos capítulos seguintes, veremos como os produtores podemcompetir de forma bem-sucedida, recorrendo a modernasabordagens e tecnologias que incluem:1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  17. 17. 17Automação uso de equipamentos automatizados em vez demão de obra (pessoas). A automação reduz os custos demão de obra, reduz a quantidade de ciclos de produção eaumenta a qualidade e a consistência do produto.Tecnologias de manuseio de materiais - a produçãonormalmente envolve uma sequência de atividades(transporte, armazenamento e rastreamento) à medida que oobjeto a ser trabalhado se movimenta pela fábrica.Sistemas de produção consistem na integração ecoordenação de múltiplas estações de trabalhoautomatizadas e/ou manuais. Exemplos: linhas de produção,células de manufatura e sistemas automatizados demontagem.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  18. 18. 18Manufatura flexível permite que a empresa permaneçacompetitiva quando fabricar produtos com alta diversidade ebaixo volume.Programas de qualidade devem ser empregadas técnicascomo o controle estatístico da qualidade e Seis Sigma a fimde alcançar os altos níveis de qualidade esperados pelosconsumidores (assunto a ser tratado na disciplina GSQGestão de Sistemas e Garantia da Qualidade 8ª fase).Manufatura integrada por computador (computer integratedmanufacturing CIM) as tecnologias incluem o projetoauxiliado por computador (computer-aided design CAD), amanufatura auxiliada por computador (computer-aidedmanufacturing CAM) e redes de computadores paraintegrar as operações de produção e logística.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  19. 19. 19Produção Enxuta envolve técnicas de aumento daprodutividade e da eficiência operacional visando realizar umnúmero maior de trabalho com um número menor derecursos (fazer mais com menos).1.1.1. Sistemas de Produção (ou Produtivos)É um conjunto de pessoas, equipamentos e procedimentosorganizados para realizar as operações de produção de umaempresa. São divididos em duas categorias:Instalações - a fábrica, os equipamentos instalados e aforma como estão organizados (layout da planta).Sistemas de apoio à produção conjunto de procedimentosutilizados por uma empresa no gerenciamento da produção ena solução de problemas técnicos e logísticos encontradosna encomenda de materiais, na movimentação de trabalhopela fábrica e na garantia de que os produtos atenderão aosrequisitos de qualidade.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  20. 20. 20O sistema de produção inclui as instalações e seus sistemas deapoio, conforme ilustra a figura 1.1.Instalações:As instalações incluem a fábrica, as máquinas e ferramentas deprodução, os equipamentos para tratamento de materiais, osequipamentos de inspeção e os sistemas computadorizados quecontrolam as operações de produção.Layout da planta - é a maneira como os equipamentos sãofisicamente organizados na fábrica.Sistemas de produção - arranjos lógicos de equipamentos etrabalhadores na fábrica.1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.1
  21. 21. 21Em termos da participação humana em um sistema deprodução, três categorias básicas podem ser listadas:Sistemas de trabalho manual: um trabalhador executando umaou mais tarefas sem a ajuda de ferramentas motorizadas mas,algumas vezes, utilizando ferramentas manuais. Quando usaessas ferramentas, geralmente requer um mandril (bastantecomum em furadeiras, prensas e fresadoras) para segurar aparte manuseada.Exemplos:- Um mecânico utilizando uma lixa para arredondar as pontasde uma peça retangular que acabou de ser polida.1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.2
  22. 22. 22- Um inspetor de qualidade utilizando um micrômetro paramedir o diâmetro de um eixo.- Um trabalhador responsável por manusear um carrinho quemovimenta caixas em um depósito.- Uma equipe de montadores trabalhando em uma peça demáquina e utilizando ferramentas manuais.Sistemas trabalhador-máquina: um trabalhador opera umequipamento motorizado, tal como uma máquina-ferramenta ououtra máquina de produção.1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.3
  23. 23. 23Exemplos:- Um trabalhador operando um torno mecânico em umaferramentaria para produzir parte de um produtoencomendado.- Um montador e um robô industrial trabalhando juntos emuma célula de trabalho de soldagem a arco elétrico.- Uma equipe de trabalhadores operando um laminador queconverte placas quentes de alumínio em discos planos.- Uma linha de produção onde as unidades de trabalho sãomovidas por um condutor mecânico e os trabalhadores decertas estações utilizam ferramentas mecânicas para realizarsuas tarefas de montagem.Sistemas automatizados: um processo executado por umamáquina sem a participação direta de um trabalhador humano.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  24. 24. 24Podem ser semiautomatizados (parte do trabalho é feito deforma automática e parte dele por um trabalhador) e totalmenteautomatizados (operam por longos períodos sem a necessidadede interação humana. Ex: máquinas injetoras).1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.4Tabela 1.1
  25. 25. 25Sistemas de Apoio à Produção:Servem para operar as instalações de produção de formaeficiente. A empresa deve ser organizada para projetar osprocessos e equipamentos, planejar e controlar as encomendasa serem produzidas e atender aos requisitos de qualidade doproduto.O apoio à produção envolve um ciclo de atividades deprocessamento de informação, conforme mostrado abaixo.1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.5
  26. 26. 26As quatro funções presentes no ciclo de atividades deprocessamento de informações são descritas a seguir:1. Funções de negócio são o principal meio de comunicaçãocom o cliente. Envolvem vendas e marketing, previsão devendas, registro do pedido, compras de insumos, contabilidadede custos e cobrança ao cliente.2. Projeto do produto envolvem pesquisa e desenvolvimento,engenharia de projetos e oficina de protótipos.3. Planejamento da manufatura responsabilidade dosdepartamentos de engenharia de produção e de engenhariaindustrial. Consiste no planejamento do processo, planejamentoda produção, planejamento das necessidades de materiais(material requirements planning MRP) e planejamento dacapacidade.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  27. 27. 274. Controle da produção estão incluídas as funções decontrole do chão da fábrica, controle do estoque e controle daqualidade.1.1.2. Automação em Sistemas de ProduçãoOs elementos automatizados do sistema de produção podemser separados em duas categorias:1. Automação dos sistemas de produção da fábrica.2. Controle computadorizado dos sistemas de apoio àprodução.As duas categorias se sobrepõem, já que os sistemas de apoioà produção são conectados aos sistemas de produção dafábrica. O termo manufatura assistida por computador éutilizado para indicar o amplo uso de computadores nossistemas de produção.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  28. 28. 28As duas categorias são apresentadas na figura 1.6.Sistemas de Produção Automatizados:Operam na fábrica sobre o produto físico. São denominadosautomatizados porque executam suas operações com um nívelreduzido de participação humana se comparado ao processomanual equivalente.Exemplos:- Máquinas-ferramenta automatizadas que processam peças.1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.6
  29. 29. 29- Linhas de transferência que executam uma série deoperações de usinagem.- Sistemas de montagem automatizados.- Sistemas de produção que utilizam robôs industriais paraexecutar operações de processamento ou montagem.- Sistemas para tratamento e armazenamento automático demateriais que integram operações de produção.- Sistemas de inspeção automática para controle de qualidade.Os sistemas automatizados podem ser de três tipos:1. Automação rígida.2. Automação programável.3. Automação flexível.A posição relativa dos três tipos de automação para diferentesvolumes e variedades de produtos é mostrada na figura a seguir.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  30. 30. 301. Automação rígida: é um sistema de produção no qual asequência das operações de processamento (ou montagem) édefinida pela configuração do equipamento.Algumas características:- Adequada para altas quantidades de produção (produção emmassa);- Alto investimento inicial em equipamentos com engenhariapersonalizada;- Altas taxas de produção;1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.7
  31. 31. 31- Relativamente inflexível na acomodação de uma variedadede produtos.Exemplos:- Linha transfer de montagem e as máquinas de montagemautomatizadas.1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.8Linha transfer de montagem.Fonte: http://www.fluipressmaquinas.com.br/
  32. 32. 322. Automação programável: é um sistema de produção projetadocom a capacidade de modificar a sequência de operações demodo a acomodar diferentes configurações de produtos.Algumas características:- Alto investimento em equipamentos de propósito geral;- Baixas taxas de produção se comparada a automação rígida;- Flexibilidade para lidar com variações e alterações naconfiguração do produto;- Mais adequado para a produção em lote;- A configuração física da máquina deve ser alterada e osistema reprogramado entre trabalhos (lotes).Exemplos:- Máquinas-ferramenta numericamente controladas (CN), robôsindustriais e controladores lógicos programáveis (CLPs).1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  33. 33. 333. Automação flexível: é uma extensão da automaçãoprogramável na qual o sistema é capaz de trocar de um trabalhopara o próximo sem perda de tempo entre eles.Algumas características:- Alto investimento em um sistema com engenhariapersonalizada;- Produção contínua de um conjunto variado de produtos;- Taxas médias de produção;- Flexibilidade para lidar com variações no projeto do produto.Exemplo:- Sistemas flexíveis de manufatura (FMS).1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  34. 34. 34Sistemas Computadorizados de Apoio à Produção:Possuem como objetivos:- Reduzir o volume de esforço manual e burocrático nasetapas de projeto do produto, planejamento e controle daprodução e nas funções de negócio da empresa;- Integrar o projeto auxiliado por computador (computer-aideddesign CAD) e a manufatura auxiliada por computador(computer-aided manufacturing CAM) em CAD/CAMCIM.A manufatura integrada por computador (CIM) envolveatividades de processamento de informações que proveem osdados e o conhecimento necessários à fabricação bem-sucedida do produto.Razões para a Automação:1. Aumentar a produtividade (produção maior por hora detrabalho);2. Reduzir os custos do trabalho (substituir seres humanospor máquinas);1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  35. 35. 353. Minimizar os efeitos da falta de trabalhadores, devido àdiminuição de mão de obra qualificada em paísesdesenvolvidos;4. Reduzir ou eliminar as rotinas manuais e das tarefasadministrativas (a automação de tais tarefas aumenta onível geral das condições de trabalho);5. Aumentar a segurança do trabalhador;6. Melhorar a qualidade do produto (menor variação secomparado a um processo manual);7. Reduzir o tempo de produção, assim como o estoque demateriais em processo;8. Realizar processos que não podem ser executadosmanualmente (por exemplo: fabricação de circuitosintegrados, processos de prototipagem rápida com base emmodelos gráficos computadorizados CAD e execução desuperfícies complexas).9. Evitar o alto custo da não automação (os benefícios daautomação geralmente surgem de maneiras inesperadas eintangíveis, tais como na melhoria de qualidade, no aumentodas vendas, em melhores relações de trabalho e namelhoria da imagem da empresa).1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  36. 36. 361.1.3. Trabalho Manual nos Sistemas de ProduçãoExiste lugar para o trabalho manual nos sistemas de produçãomodernos? A resposta é SIM!Mesmo em um sistema de produção altamente automatizado, osseres humanos continuam a ser componente necessário doempreendimento de produção.O trabalho manual se aplica em dois aspectos:Trabalho manual nas operações das fábricas.Trabalho nos sistemas de apoio à produção.Trabalho manual nas operações das fábricas:A tendência de longo prazo é o uso cada vez maior de sistemasautomatizados para substituir o trabalho manual.Sendo assim, quando então o trabalho manual é justificado?- Em alguns países o valor da hora de trabalho é muito baixo(China, Índia, México, etc.) de maneira que a automação nãopode ser justificada;- A tarefa é tecnologicamente muito difícil de ser automatizada,sendo necessário manter o trabalho manual;1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  37. 37. 37- O ciclo de vida do produto é curto, não sendo viáveleconomicamente fazer a automação;- O produto é customizado, com características exclusivas,exigindo assim a flexibilidade humana;- A demanda passa por altos e baixos tal que, se a produçãodiminuir, o custo deve ser agregado ao produto final;- É preciso reduzir o risco de falhas no produto, pois ao selançar um produto novo no mercado, a empresa nunca sabeao certo se terá sucesso.- A empresa não possui capital suficiente para investir emautomação.Trabalho manual nos sistemas de apoio à produção:O trabalho manual é útil em situações como:- Existe a necessidade de criatividade para realizar uma tarefa,tal como o uso de projetistas para desenhar usando umsistema CAD;- Sistemas de planejamento de processos auxiliados porcomputador são usados por engenheiros de produção noplanejamento dos métodos e do percurso de produção;1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  38. 38. 38Mesmo que todos os sistemas de produção da fábrica sejamautomatizados, ainda será necessário que os seguintes tipos detrabalho sejam executados:- Manutenção de equipamentos;- Programação e operação de computadores;- Trabalho de engenharia de projetos;- Gerenciamento da fábrica.1.1.4. Princípios e Estratégias da AutomaçãoObservamos no tópico anterior que nem sempre é necessáriousar a automação para uma determinada situação de produção.Sendo assim, que abordagens podemos usar para fazer essaanálise?Neste estudo, vamos analisar três estratégias:O princípio USA.Dez estratégias para automação e melhoria dos processos.Estratégia de migração para a automação.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  39. 39. 39O princípio USA:Consiste em (1) compreender (do inglês, understand) oprocesso existente; (2) simplificar (do inglês, simplify) oprocesso e; (3) automatizar (do inglês, automate) o processo.(1) Compreender o processo existente:- Análise de entradas e saídas do processo;- Análise da cadeia de valor;- Uso de ferramentas como o diagrama operacional e odiagrama de fluxo do processo para encontrar pontos fortes epontos fracos do processo;- Uso de modelos matemáticos para identificar as variáveisrelevantes do produto.(2) Simplificar o processo:- Verificar a real necessidade de cada etapa do processo,visando reduzir passos e movimentações desnecessárias.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  40. 40. 40(3) Automatizar o processo:- Uso das dez estratégias para automação e melhoria deprocessos e estratégia de migração para a automação,descritas a seguir.Dez estratégias para a automação e melhoria dosprocessos:Se, ao seguirmos o princípio USA, identificarmos que aautomação realmente é necessária para aumentar aprodutividade, a qualidade ou qualquer outra medida dedesempenho, podemos usar as dez estratégias abaixo como ummapa na busca por essas melhorias.1. Especialização das operações: uso de equipamentosprojetados especificamente para a execução de uma únicaoperação com a maior eficiência possível.2. Operações combinadas: uma mesma máquina éresponsável por mais de uma operação, reduzindo assim onúmero de máquinas necessárias.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  41. 41. 413. Operações simultâneas: duas ou mais operações deprocessamento (ou montagem) são executadassimultaneamente sobre a mesma peça, o que reduz o tempototal de processamento.4. Integração das operações: envolve a ligação de diferentesestações de trabalho em um único mecanismo integrado,utilizando dispositivos automatizados para tratamento dotrabalho na transferência das peças entre as estações.5. Aumento da flexibilidade: usa conceitos de manufaturaflexível visando a redução do tempo de programação econfiguração da máquina de produção (setup).6. Melhoria na armazenagem e manuseio de materiais: uso desistemas automatizados de tratamento e armazenamento demateriais.7. Inspeção on-line: efetua correções no processo à medidaque ele é realizado, evitando inspecionar somente quando oprocesso termina, reduzindo assim o descarte (scrap).1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  42. 42. 428. Otimização e controle do processo: inclui uma vastavariedade de esquemas de controle cujo objetivo é operaros processos individuais e os equipamentos associados demaneira mais eficiente (disciplina de CSP Controle eSimulação de Processos 5ª fase).9. Controle das operações de fábrica: busca gerenciar ecoordenar as operações agregadas na fábrica de maneiramais eficiente.10. Manufatura integrada por computador (CIM): integração dasoperações da fábrica com a engenharia de projetos e asfunções de negócio da empresa. Envolve o uso extensivo deaplicações computacionais, bancos de dados e redes decomputadores em toda a fábrica.Estratégia de migração para a automação:Uma estratégia de migração típica consiste na seguintes fases:1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  43. 43. 43Fase 1: Produção manualCélulas únicas tripuladas trabalhando independentemente.Vantagens: ferramentas que podem ser feitas rapidamente ea um baixo custo.Fase 2: Produção automatizadaCélulas únicas automatizadas operando independentemente.Usadas na medida que a demanda de produção cresce e aautomação pode ser justificada.Fase 3: Produção automatizada integradaSistema automatizado multiestação com operações em sériee transferência automatizada das unidades de trabalho entreestações.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  44. 44. 44Esta estratégia é ilustrada na figura 1.9.1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.9
  45. 45. 451.1.5. Organização deste EstudoEste capítulo ofereceu uma visão geral dos sistemas deprodução e de como a automação e a produção integrada porcomputadores são utilizadas nestes sistemas.Vimos que as pessoas são necessárias na produção mesmoquando os sistemas são extremamente automatizados.Este estudo é dividido em quatro partes:Esta primeira parte que analisamos, mostrou uma visão geralda produção.A segunda parte é voltada à discussão acerca dastecnologias automatizadas, com seus detalhes técnicos.A terceira parte aborda tecnologias de tratamento demateriais utilizadas em fábricas e depósitos.Por fim, a quarta parte preocupa-se com a integração dastecnologias de automação e de tratamento de materiais aossistemas de produção.1.1. Introdução aos Sistemas de Produção
  46. 46. 46A figura a seguir mostra uma visão geral das partes abordadasneste estudo e seus relacionamentos.1.1. Introdução aos Sistemas de ProduçãoFigura 1.10
  47. 47. 47GROOVER, M. P. Automação Industrial eSistemas de Manufatura. 3ª ed. São Paulo:Pearson Makron Books, 2010.BOLTON, W. Mecatrônica Uma abordagemmultidisciplinar. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.ROSÁRIO, J. M. Princípios de Mecatrônica.1ª ed. São Paulo: Pearson Makron Books, 2005.Bibliografia

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