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ACIDENTES OFÍDICOS

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  • 1. ACIDENTES OFÍDICOS Dr. Paulo Sérgio Bernarde Laboratório de Herpetologia - Centro Multidisciplinar - Campus Floresta Universidade Federal do Acre – UFAC SnakeBernarde@hotmail.com http://paulobernarde.sites.uol.com.br Fones: 68 – 3322 – 5177 / 8406 – 1420 UFAC 2009
  • 2. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DO OFIDISMO Anualmente ocorre cerca de 20.000 acidentes ofídicos no Brasil, média estimada a partir de dados de 1990 a 1995 (Bochner & Struchiner 2002; 2003; Araújo et al. 2003), apresentando uma letalidade de 0,4%. Desses, uma média de 2.680 (1991 – 1999) são registrados por ano na Amazônia (Araújo et al. 2003), com a maior letalidade (0,8%) entre as cinco regiões do país. Entretanto, esses dados epidemiológicos talvez não correspondam a realidade. Ver Bochner & Struchiner (2002) discussão sobre a eficiência e abrangência dos quatro sistemas nacionais de informação sobre ofidismo: SINAN (Sistema de Informações de Agravos de Notificação), SINITOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), SIH-SUS (Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde) e SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e também Fiszon & Bochner (2008) sobre subnotificações de casos no Rio de Janeiro. O número de óbitos diminuiu de cerca de 250 por ano no início da Década de 80 para cerca de 110 atualmente (Cardoso & Wen 2003). Antes da produção e distribuição do soro anti-ofídico por Vital Brazil em 1901, era estimada uma letalidade de 25% entre as vítimas de acidentes ofídicos no Estado de São Paulo (Brazil 1901). Já em 1906 houve uma redução de 50% dos óbitos e 40 anos depois a letalidade variava entre 2,6 a 4,6% (Barroso 1943/44; Wen 2003). A maioria destes acidentes ocorre com trabalhadores rurais do sexo masculino com idade entre 15 a 49 anos e os membros inferiores são os mais atingidos (Bochner & Struchiner 2003). As serpentes não apresentam interesse em picar uma pessoa e, quando fazem isso, é para se defenderem. E no Brasil nenhuma espécie peçonhenta vem intencionalmente até uma pessoa para picá-la, são as pessoas que não percebem a presença da cobra e se aproximam dela. Por isso, toda atenção é recomendada quando estamos nos habitats desses animais. SERPENTES PEÇONHENTAS No Brasil ocorrem 361 espécies de serpentes (SBH 2008), dessas 55 são peçonhentas. O termo "peçonhento" se refere a um animal que apresenta veneno e algum tipo de mecanismo que possibilita a inoculação em outro organismo. Muitas cobras são venenosas (ex. as espécies da família Colubridae), contudo, poucas são peçonhentas (famílias Elapidae e Viperidae). As serpentes peçonhentas apresentam glândulas de veneno desenvolvidas associadas a um aparelho inoculador (dentes), cuja função primária é a subjugação (matar) e digestão de suas presas (Kardong, 1982; Franco 2003; Melgarejo 2003). O veneno é uma mistura de várias toxinas, enzimas e peptídeos, os quais induzem atividades biológicas em suas vítimas (Santos 1994). Apesar da função primária do
  • 3. veneno das serpentes ser a captura de suas presas, ele pode ser usado secundariamente como defesa, causando acidentes em seres humanos. São quatro grupos de serpentes que podem causar acidentes ofídicos no Brasil (Melgarejo 2003): Grupo I (Gêneros Bothrops, Bothriopsis e Bothrocophias; conhecidas popularmente como jararacas, caissaca, urutú-cruzeiro, jararacussu); Grupo II (Gênero Crotalus; conhecidas popularmente como cascavéis); Grupo III (Gênero Lachesis; conhecidas popularmente como surucucu-bico-de-jaca); Grupo IV (Gêneros Micrurus e Leptomicrurus; conhecidas popularmente como corais-verdadeiras). ELAPIDAE (Melgarejo 2003): Os gêneros Micrurus e Leptomicrurus pertencem a Família Elapidae e apresentam dentição proteróglifa (dentes inoculadores relativamente pequenos e fixos, localizados anteriormente na maxila superior). São 27 espécies de corais-verdadeiras no Brasil (SBH 2008), 18 delas ocorrendo na Amazônia (Micrurus albicinctus, M. annelatus, M. averyi, M. filiformis, M. hemprichii, M. langsdorffi, M. lemniscatus, M. nattereri, M. pacaraimae, M. paraensis, M. psyches, M. putumayensis, M. remotus, M. spixii, , M. surinamensis, Leptomicrurus collaris, L. narduccii e L. scutiventris) (Martins et al. 1995; Campbell & Lamar 2004). VIPERIDAE (Melgarejo 2003): Os gêneros Bothrops, Bothriopsis, Bothrocophias, Crotalus e Lachesis pertencem a Família Viperidae e apresentam dentição solenóglifa (dentes inoculadores localizados anteriormente na maxila superior, que se projetam num ângulo de 90º no momento do bote). São 28 espécies de jararacas, surucucus e cascavéis no Brasil (SBH 2008), nove delas ocorrendo na Amazônia (Bothriopsis bilineata, B. taeniata, Bothrocophias hyoprora, Bothrops atrox, B. brazili, B. marajoensis, B. mattogrossensis, Crotalus durissus e Lachesis muta) (Martins et al. 1995; Campbell & Lamar 2004; França et al. 2006). IDENTIFICAÇÃO DE SERPENTES PEÇONHENTAS Existe uma confusão entre os leigos e nos livros no Brasil em relação ao reconhecimento das serpentes peçonhentas, devido o fato das informações sobre a distinção destas das não peçonhentas terem sido baseadas na fauna de serpentes da Europa. A aplicação de certas regras como pupila do olho (vertical ou redonda), escamas dorsais (carenadas ou lisas), forma da cabeça (triangular ou arredondada) e tamanho da cauda (se afila bruscamente ou se é longa) não são aplicáveis a ofiofauna brasileira devido a inúmeras exceções. Para o reconhecimento de serpentes peçonhentas, observa-se se a mesma apresenta a fosseta loreal (Figura 1), no caso dos viperídeos. A fosseta loreal é um pequeno orifício localizado
  • 4. lateralmente na cabeça entre o olho e a narina, com função de orientação térmica (Melgarejo 2003). Este órgão sensorial termorreceptor, permite que os viperídeos localizem suas presas pela detecção da temperatura das mesmas. Bothrops atrox Crotalus durissus Figura 1: Localização da fosseta loreal. Fotos por Paulo S. Bernarde Sendo um viperídeo, se a serpente possuir um guizo ou chocalho na porção terminal da cauda, trata-se de uma cascavel (Crotalus durissus) (Figura 2). Figura 2: Cascavel (Crotalus durissus). Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 5. Se a serpente apresentar a ponta da cauda com as escamas eriçadas e o formato das escamas dorsais parcialmente salientes, parecendo a "casca de uma jaca", trata-se de uma surucucu-bico-dejaca (Lachesis muta) (Figura 3). Figura 3: Surucucu-Bico-de-Jaca (Lachesis muta) Foto por Paulo S. Bernarde. Se a serpente apresentar a ponta da cauda normal, trata-se de uma espécie de jararaca (Bothrops spp., Bothriopsis spp. ou Bothrocophias sp.) (Figuras 4, 6, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16). Figura 4: Caissaca ou jararaca (Bothrops moojeni). Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 6. Os viperídeos ainda apresentam escamas dorsais carenadas (parecendo "casca de arroz") (Figura 5) e a pupila do olho elíptica ou vertical (Figura 6). Entretanto, espécies não peçonhentas como a jibóia (Boa constrictor), salamanta (Epicrates cenchria) e a dormideira (Dipsas indica) apresentam a pupila do olho também vertical por serem de hábitos noturnos. Alguns colubrídeos (e. g., Helicops spp.) também apresentam escamas carenadas e não são peçonhentos. Figura 5: Escamas carenadas de Bothrops atrox. Foto por Paulo S. Bernarde. Figura 6: Pupila do olho elíptica ou vertical de Bothriopsis bilineata. Notar também a fosseta loreal. Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 7. As cobras corais (Micrurus spp. e Leptomicrurus) (Figuras 7, 8), pertencentes a família dos elapídeos, não apresentam a fosseta loreal, a pupila do olho é redonda e as escamas dorsais são lisas (não carenadas) (Figura 7). Quando uma serpente apresentar o padrão de colorido tipo "coralino" (Figura 8), com anéis pretos, amarelos (ou brancos) e vermelhos, a mesma deve ser tratada como uma possível coral-verdadeira. Algumas corais amazônicas não apresentam anéis coloridos (vermelho, laranja ou amarelo) pelo corpo (e. g., M. albicinctus). Figura 7: Coral-verdadeira (Micrurus hemprichii). Note a cabeça arredondada, pupila do olho redonda e as escamas lisas. Foto por Paulo S. Bernarde. Figura 8: Padrão coralino de Micrurus spixii. Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 8. CONFUSÃO COM OS NOMES POPULARES Poucas vítimas levam até o hospital a serpente causadora do acidente, sendo que o reconhecimento do gênero causador se faz pelo diagnóstico clínico (observação dos sintomas) na maioria das vezes. Nota-se aqui o perigo de confusão com os nomes populares e a associação destes com os nomes científicos. Uma mesma espécie pode ter mais de um nome popular (ex. Bothrops atrox e B. moojeni podem ser chamadas de jararaquinha-do-rabo-branco, jararaca e jararacão de acordo com o tamanho do espécime). Outro exemplo é B. atrox que em várias regiões da Amazônia é conhecida como jararaca, mas no Estado do Acre recebe o nome de surucucu, e o nome surucucu é usado em algumas regiões para designar a Lachesis muta. No Amazonas B. atrox é conhecida também como combóia. A serpente Bothriopsis bilineata é conhecida como bico-de-papagaio e papagaia, dependendo da região e, esses mesmos nomes populares são usados também para designar uma espécie não-peçonhenta (Corallus caninus), que também apresenta coloração verde e o hábito arborícola. No Estado do Acre não ocorre a cascavel (Crotalus durissus), entretanto, eventualmente a surucucu-bico-de-jaca (Lachesis muta) é chamada de cascavel por populações da floresta (ribeirinhos e seringueiros). CARACTERÍSTICAS DOS ACIDENTES GRUPO I (ACIDENTE BOTRÓPICO): São acidentes ofídicos causados por serpentes pertencentes aos gêneros Bothrops, Bothriopsis e Bothrocophias. São conhecidas popularmente como jararaca (Bothrops jararaca, B. atrox, B. moojeni), caiçaca (B. moojeni), jararacuçu (B. jararacussu), cotiara (B. cotiara), jararacapintada (B. neuwiedi), urutú-cruzeiro (B. alternatus), jararaca-bicuda (Bothrocophias hyoprora), bico-de-papagaio ou papagaia (Bothriopsis bilineata) etc. Os juvenis de algumas espécies (ex. B. atrox, B. jararaca e B. moojeni) apresentam a porção final da cauda clara e desprovida de escamas e recebem o nome de jararaquinha-do-rabo-branco. Espécies do gênero Bothrops (23 espécies) são encontradas por todo país (Melgarejo 2003), enquanto que Bothrocophias (1 espécie) apenas na Amazônia e Bothriopsis (2 espécies) na Amazônia e na Mata Atlântica até o Estado do Rio de Janeiro. São responsáveis por cerca de 90,5%
  • 9. dos acidentes ofídicos (Ribeiro & Jorge 1997; Araújo et al. 2003; França & Málaque 2003). A letalidade do acidente botrópico é de 0,3% (Araújo et al. 2003). A maior espécie é a jararacuçu (B. jararacussu) da Mata Atlântica e Floresta Estacional do Sul e Sudeste, podendo atingir 1,8 m de comprimento e seus dentes inoculadores com até 2,5cm de comprimento, pode numa extração de veneno ser obtido 1.670mg (6,7ml) de veneno liofilizado (Melgarejo 2003). Figura 9: Surucucu ou jararaca (Bothrops atrox). Foto por Paulo S. Bernarde. Figura 10: Juvenil de Surucucu ou jararaca (Bothrops atrox). Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 10. Figura 11: Surucucu ou jararaca (Bothrops atrox). Foto por Paulo S. Bernarde. Figura 12: Juvenil de Surucucu ou jararaca (Bothrops atrox). Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 11. Figura 13: Jararaca (Bothrops brazili). Foto por Paulo S. Bernarde. Figura 14: Juvenil de Jararaca-pintada (Bothrops mattogrossensis). Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 12. Figura 15: Jararaca-verde, Bico-de-papagaio ou Papagaia (Bothriopsis bilineata). Foto por Paulo S. Bernarde. Figura 16: Jararaca-verde, Bico-de-papagaio ou Papagaia (Bothriopsis bilineata). Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 13. ATIVIDADES PRINCIPAIS DO VENENO (Ribeiro & Jorge 1997; França & Málaque 2003): proteolítica (atividade inflamatória aguda), coagulante e hemorrágica. SINTOMAS DA VÍTIMA (Ribeiro & Jorge 1997; França & Málaque 2003): dor, sangramento no local da picada, edema (inchaço) no local da picada e pode evoluir por todo membro, hemorragias (gengivorragia, hematúria, sangramento em ferimentos recentes), equimose, abscesso, formação de bolhas e necrose. A hipotensão e o choque periférico são observados em acidentes graves e são devidos à liberação de mediadores vasoativos. Ocorre aumento do tempo de coagulação sanguínea. A vítima pode falecer devido insuficiência renal aguda. A vítima também poderá ter infecção secundária por bactérias que são encontradas na flora bucal da serpente. Esses sintomas podem variar e nem todos estarem presentes devido a particularidades da vítima, quantidade de veneno inoculada, espécie causadores, dentre outros fatores. Ver Nishioka & Silveira (1992a), Ribeiro & Jorge (1997) Barraviera & Pereira (1999) e França & Málaque (2003) sobre aspectos epidemiológicos, classificação e variação dos acidentes, Bucharetchi et al. (2001) sobre acidentes botrópicos em crianças, Ribeiro et al. (2008) sobre comparação de acidentes botrópicos entre adultos não idosos e idosos, Ribeiro & Jorge (1990) sobre os aspectos clínicos de acidentes com Bothrops jararaca filhotes e adultas, Jorge & Ribeiro (1997a) sobre a dosagem de soro antibotrópico na reversão do envenenamento, Andrade et al. (1989) e Amaral et al. (1986) sobre insuficiência renal aguda, Brandão et al. (1993) o relato de um caso de criança vítima de B. moojeni com lesão ocular, Jorge et al. (1999) sobre fatores no prognóstico de amputação, Nishioka & Silveira (1992b), Jorge et al. (1994) e Jorge & Ribeiro (1997b) sobre infecções por bactérias em acidentes botrópicos e Jorge et al. (1990) sobre flora bacteriana oral em B. jararaca. GRUPO II (ACIDENTE CROTÁLICO): São acidentes ofídicos causados por serpentes do gênero Crotalus, conhecidas popularmente por cascavéis e também como boicininga e maracambóia. Ocorrem nos cerrados do Brasil central, as regiões áridas e semi-áridas do Nordeste, os campos e áreas abertas do Sul, Sudeste e Norte (Melgarejo 2003). Na Amazônia, a cascavel está presente nas manchas de campos e cerrado em Vilhena (Rondônia), Humaitá (Amazonas), Ilha de Marajó , Santarém e Serra do Cachimbo (Pará), no Amapá e Roraima (Melgarejo 2003; França et al. 2006).
  • 14. As cascavéis são responsáveis por cerca de 7,7% dos acidentes ofídicos no Brasil (Araújo et al. 2003). Entre os grupos causadores, é o gênero que apresenta maior letalidade com 1,8% (Araújo et al. 2003). São cinco subespécies registradas para o Brasil (Crotalus durissus cascavella, C. d. collilineatus, C. d. marajoenis, C. d. ruruima e C. d. terrificus) (Melgarejo 2003). Com a aproximação de uma pessoa, esta cobra geralmente toca o guizo ou chocalho, procurando anunciar sua presença. As populações de cascavéis de Roraima apresentam veneno e sintomatologia diferente do apresentado aqui (ver Santos & Boechat 1995). Pode atingir até cerca de 1,6 m de comprimento (Melgarejo 2003). Figura 17: Cascavel (Crotalus durissus). Foto por Paulo S. Bernarde. ATIVIDADES PRINCIPAIS DO VENENO (Azevedo-Marques et al. 2003): neurotóxica, miotóxica e coagulante. SINTOMAS DA VÍTIMA (Azevedo-Marques et al. 2003): edema discreto ou ausente, dor discreta ou ausente, parestesia, ptose palpebral, diplopia, visão turva, urina avermelhada ou marrom.
  • 15. Insuficiência respiratória aguda em casos graves. Ocorre aumento do tempo de coagulação sanguínea. A vítima pode falecer por insuficiência renal aguda. Infecções secundárias por bactérias são pouco freqüentes, mas ver Nishioka et al. (2000). Ver Jorge & Ribeiro (1992), Silveira & Nishioka (1992a) e Barraviera (1999) sobre aspectos clínicos e epidemiológicos de acidentes crotálicos, Cupo et al. (1991) e Bucharetchi et al. (2002) sobre acidentes crotálicos em crianças, Amaral et al. (1991) sobre insuficiência respiratória e Amaral et al. (1986) sobre insuficiência renal aguda. Salienta-se aqui que as populações de cascavéis (Crotalus durissus ruruima) apresentam indivíduos com veneno de coloração branca (ação neurotóxica, miotóxica e coagulante) e outros amarelo (ação proteolítica e hemorrágica) (Santos & Boechat 1995). GRUPO III (ACIDENTE LAQUÉTICO): São acidentes ofídicos causados pela surucucu-bico-de-jaca (Lachesis muta), também conhecida como surucucu-pico-de-jaca, surucutinga, surucucu e bico-de-jaca. Esta espécie ocorre na Amazônia e na Mata Atlântica, da Paraíba até o norte do Rio de Janeiro (Melgarejo 2003). É a maior espécie de cobra venenosa da América do Sul, podendo chegar a 3,5 metros de comprimento. Quando forma o bote, pode formar dois “S” com o corpo, podendo assim o bote atingir uma distância maior do que 50% do comprimento da serpente (Melgarejo 2003). Entretanto, a agressividade dessa serpente existe mais na imaginação e temor das pessoas do que no comportamento do animal (Melgarejo 2003; Souza et al. 2007). Produz em uma extração uma média de 200mg de veneno liofilizado (Melgarejo 2003). Esta espécie é responsável por cerca de 1,4% dos acidentes ofídicos (Araújo et al. 2003; Málaque & França 2003). Entretanto, esta porcentagem pode ser maior, pois na Amazônia muitos casos não são notificados ou devidamente documentados. A letalidade registrada para o acidente laquético é de 0,9% (Araújo et al. 2003; Málaque & França 2003), cerca de três vezes mais letal do que o botrópico e metade da letalidade do crotálico.
  • 16. Figura 18: Surucucu-Bico-de-Jaca (Lachesis muta). Foto por Paulo S. Bernarde. Figura 19: Surucucu-Bico-de-Jaca (Lachesis muta). Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 17. ATIVIDADES PRINCIPAIS DO VENENO (Málaque & França 2003): proteolítica (atividade inflamatória aguda), hemorrágica, coagulante e neurotóxica. SINTOMAS DA VÍTIMA (Málaque & França 2003): semelhante ao acidente causado por jararacas (Bothrops) com dor, edema e equimose (que pode progredir para todo membro acometido), formação de bolhas, gengivorragia e hematúria. Difere do acidente botrópico devido ao quadro neurotóxico: bradicardia, hipotensão arterial, sudorese, vômitos, náuseas, cólicas abdominais e distúrbios digestivos (diarréia). A vítima poderá falecer por insuficiência renal aguda. A diferenciação do envenenamento laquético do botrópico é relativamente mais difícil devido a semelhança entre os sintomas, caso a serpente causadora não tenha sido capturada e levada até o hospital. Entretanto, os sintomas relacionados com a ativação do sistema nervoso autônomo parassimpático (exclusivos do acidente laquético) seriam evidentes e precoces para diagnosticar e realizar o tratamento específico. Ver relatos de envenenamentos laquéticos em Silva-Haad (1980/81), Otero et al. (1993), Jorge et al. (1997), Hardy & Silva-Haad (1998) e Souza et al. (2007). Ver Bard et al. (1994) sobre a ineficácia do soro antibotrópico na neutralização da atividade coagulante de Lachesis. GRUPO IV (ACIDENTE ELAPÍDICO): São acidentes ofídicos causados pelas corais-verdadeiras (Micrurus spp. e Leptomicrurus spp.), também chamadas de cobras-corais. As Leptomicrurus (3 espécies) ocorrem na Amazônia, enquanto Micrurus (24 espécies) ocorre em todo o Brasil (Melgarejo 2003). São responsáveis por menos de 1% dos acidentes ofídicos. ATIVIDADE PRINCIPAL DO VENENO: neurotóxica (Jorge-da-Silva Jr. & Bucaretchi 2003). SINTOMAS DA VÍTIMA: dor local, parestesia, ptose palpebral, diplopia, sialorréia (abundância de salivação), dificuldade de deglutição e mastigação, dispnéia (Jorge-da-Silva Jr. & Bucaretchi 2003). Casos graves podem evoluir para insuficiência respiratória. Ver mais sobre envenenamentos elapídicos em Nishioka et al. (1993) e Bucaretchi et al. (2006). Ver Vital Brazil & Vieira (1996) sobre o uso de neostigmine na reversão do envenenamento de Micrurus frontalis.
  • 18. Figura 20: Coral-verdadeira (Micrurus lemniscatus). Foto por Paulo S. Bernarde. Figura 21: Coral-verdadeira (Micrurus lemniscatus). Foto por Paulo S. Bernarde.
  • 19. Figura 22: Coral-verdadeira (Micrurus hemprichii). Foto por Paulo S. Bernarde Figura 23: Coral-verdadeira (Micrurus surinamensis). Foto por Paulo S. Bernarde
  • 20. TRATAMENTO DAS VÍTIMAS A soroterapia o mais rápido possível com o devido atendimento em um hospital é o tratamento recomendável (Wen 2003), condutas paralelas também são necessárias para se evitar complicações, seqüelas e reações adversas (Ver Amaral et al. 1991; Cupo et al. 1991; Bucaretchi et al. 1994; Santos & Boechat 1995; Jorge & Ribeiro 1997; Barraviera & Peraçoli 1999; Jorge et al. 1999; Amaral 2003; Santos-Soares et al. 2007). Para cada gênero de serpente, haverá um soro específico: Soro Antibotrópico: Gêneros Bothrops, Bothriopsis e Bothrocophias. Soro Anticrotálico: Gênero Crotalus. Soro Antilaquético: Gênero Lachesis. Soro antielapídico: Gêneros Micrurus e Leptomicrurus. Existe também o soro Antibotropicocrotalico para ser usado em regiões onde ocorrem serpentes dos gêneros Bothrops e Crotalus em casos de dúvidas sobre o animal causador, assim como o antibotropicolaquetico para Bothrops e Lachesis. ACIDENTES COM COLUBRÍDEOS Os acidentes causados por serpentes da Família Colubridae geralmente são assintomáticos, contudo, em algumas regiões no Brasil eles representam cerca de 20 a 40% dos casos atendidos nos hospitais (Silva & buononato 1984; Silveira & Nishioka 1992b; Albolea et al. 1999; Puorto & França 2003). Dentre os colubrídeos, algumas espécies, principalmente as opistóglifas, conseguem inocular veneno em um ser humano e manifestar alguns sintomas na vítima (Martins 1916; Puorto & França 2003). Apesar de ser raro os acidentes graves (geralmente em crianças), a importância destes acidentes está no fato da semelhança destes com acidentes botrópicos (edema, alteração do tempo de coagulação sangüínea, hemorragia e equimose), o que pode resultar no uso indevido da soroterapia. Dentre os colubrídeos, algumas espécies como as muçuranas (Boiruna maculata e Clelia plumbea) (Pinto et al. 1991; Santos-Costa et al. 2000) e a cobra-verde (Philodryas olfersii), parelheira (P. patagoniensis) (Nickerson & Henderson 1976; Silva & Buononato 1984; Nishioka & Silveira 1994; Ribeiro et al. 1994; Araújo & Santos 1997) e Thamnodynastes (Diaz et al. 2004), podem causar acidentes quando manuseadas ou pisadas. Estas espécies, geralmente fogem a aproximação humana, mordendo apenas em último caso.
  • 21. Tratamento com vítimas mordidas por colubrídeos (França & Puorto 2003): O tratamento deve ser sintomático, pacientes que evoluírem para dor e edema intensos podem ser tratados com analgésicos e/ou antiinflamatório não hormonal. Deve-se lavar o ferimento da mordida com água e sabão, seguindo-se a utilização de anti-séptico. A profilaxia antitetânica também deve ser efetuada. PRIMEIROS SOCORROS Manter a vítima calma. Evitar esforços físicos, como correr, por exemplo. Procurar um hospital o mais rápido possível, procurando tentar saber antes se o mesmo possui soros anti-ofídicos. Se possível, levar a serpente causadora do acidente pra facilitar o diagnóstico. Lavar o local da picada. Não fazer torniquete ou garrote no membro picado, pois poderá agravar o acidente, aumentando a concentração do veneno no local. Não fazer perfurações ou cortes no local da picada, porque pode aumentar a chance de haver hemorragia ou infecção por bactérias. Evitar curandeiros e benzedores, lembrando que o rápido atendimento em um hospital é fundamental para a reversão do envenenamento. Não ingerir bebidas alcoólicas. PREVENÇÃO DE ACIDENTES Sempre que for andar nas florestas, andar calçado. Cerca de 80% das picadas acontecem do joelho para o pé, sendo 50% na região do pé. O uso de botinas ou botas preveniria melhor do que um tênis. Evitar acúmulo de lenhas, entulhos e lixos próximos a moradias humanas. Usar luvas de couro ao remover lenhas.
  • 22. Não colocar as mãos dentro de buracos do solo ou de árvores. Olhar para o chão quando estar andando em trilhas. Procurar não andar fora das trilhas. Ao atravessar troncos caídos, olhar sobre ou atrás dele. Evitar andar a noite, pois é o horário de maior atividade das serpentes venenosas. Ao sentar-se no chão, olhar primeiro em volta. Ao encontrar uma cobra, avise o resto da turma sobre onde ela se encontra e procure desviar-se dela. Lembre-se de que ela está em seu habitat natural e é você quem é o invasor. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMARAL, C. F. S. 2003. Cuidados intensivos nos acidentes por animais peçonhentos. Pp. 394-401 In: Animais peçonhentos no Brasil: biologia, clínica e terapêutica dos acidentes. Cardoso et al. (Orgs.). Sarvier, São Paulo – SP. AMARAL, C. F. S.; MAGALHÃES, R. A. & REZENDE, N. A. 1991. Comprometimento respiratório secundário a acidente ofídico crotálico (Crotalus durissus). Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 33(4):251-255. AMARAL, C. F. S.; RESENDE, N. A.; SILVA, O. A.; RIBEIRO, M. M. F.; MAGALHÃES, R. A.; CARNEIRO, J. G. & CASTRO, J. R. S. 1986. Insuficiência renal aguda secundária a acidente botrópico e crotálico. Análise de 63 casos. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 28:220-227. ANDRADE, J. G.; PINTO, R. N. L.; ANDRADE, A. L. S.; MARTINELLI, C. M. T. & ZICKER, F. 1989. Estudo bacteriológico de abcessos causados por picadas de serpentes do gênero Bothrops. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 31:363-367. ARAÚJO, F. A. A.; SANTALÚCIA, M. & CABRAL, R. F. 2003. Epidemiologia dos acidentes por animais peçonhentos.. Pp. 6-12 In: Animais peçonhentos no Brasil: biologia, clínica e terapêutica dos acidentes. Cardoso et al. (Orgs.). Sarvier, São Paulo – SP. ARAÚJO, M. E. & SANTOS, A. C. M. C. A. 1997. Cases of human envenoming caused by Philodryas olfersii and Philodryas patagoniensis (Serpentes: Colubridae). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 30(6):517-519. AZEVEDO-MARQUES, M. M.; HERING, S. E. & CUPO, P. 2003. Acidente crotálico. Pp. 91-98 In: Animais peçonhentos no Brasil: biologia, clínica e terapêutica dos acidentes. Cardoso et al. (Orgs.). Sarvier, São Paulo – SP. BARD, R.; LIMA, J. C. R.; SÁ-NETO, R. P.; OLIVEIRA, S. G. & SANTOS, M. C. 1994. Ineficácia do antiveneno botrópico na neutralização da atividade coagulante do veneno de Lachesis muta muta. Relato
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