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Conversas familiares descrição de Júpiter

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Allan Kardec - Revista Espírita, abril de 1858

Allan Kardec - Revista Espírita, abril de 1858


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  • 1. Allan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de JúpiterCONVERSAS FAMILIARES DE ALÉM-TÚMULO
  • 2. 1.Classificação dos mundos segundoseu estado moral e destinação.2.Júpiter em relação a terra.3. Descrição de Júpiter:a) Estado físico do globob) Estado físico dos habitantesc) Dos animaisd) Estado moral dos habitantesAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.DESCRIÇÃO DE JÚPITER
  • 3. Bernard Palissy (c. 1510 -. c 1589)Foi um huguenoteFrancês oleiro , engenheiro eartesão, famoso por ter lutadodurante 16 anos para imitara porcelana chinesa .
  • 4. 5Classificação dos mundossegundo seu estadomoral e destinação:PrimitivoExpiaçãoe ProvasRegeneraçãoCelestes ou DivinosDitososAllan Kardec – O evangelho segundo o espiritismo,Cap. III, n° 4 – Há muitas moradas na casa do Pai.
  • 5. Júpiter: o mais adiantado de todos osplanetas do sistema solar. É o reinoexclusivo do bem e da justiça.Habitado apenas por espíritos desegunda ordem. A constituiçãomaterial é privilegiada.JÚPITER EM RELAÇÃO A TERRAAllan Kardec - Revista Espírita 1858:Júpiter e alguns outros mundos.
  • 6. Júpiter: o mais adiantado de todos osplanetas do sistema solar. É o reinoexclusivo do bem e da justiça.Habitado apenas por espíritos desegunda ordem. A constituiçãomaterial é privilegiada.Allan Kardec - Revista Espírita 1858:Júpiter e alguns outros mundos.JÚPITER EM RELAÇÃO A TERRA
  • 7. 1. ─ Para onde foste ao deixar aTerra?─ Ainda me demorei nela.Conversas familiares de além-túmuloDescrição de JúpiterAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 8. 2. ─ Em que condições estavas aqui?─ Sob o aspecto de uma mulheramorosa e dedicada. Era uma simplesmissão.Conversas familiares de além-túmulo »Descrição de JúpiterAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 9. 3. ─ Essa missão durou muito?─ Trinta anos.4. ─ Lembras-te do nome dessamulher?─ Era obscuro.Conversas familiares de além-túmulo »Descrição de JúpiterAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 10. 5. ─ Agrada-te a estima em que sãotidas as tuas obras? Isto te compensaos sofrimentos que suportaste?─ Que me importam as obrasmateriais de minhas mãos? O que meimporta é o sofrimento que meelevou.Conversas familiares de além-túmulo »Descrição de JúpiterAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 11. 6. ─ Com que fim traçaste, pela mãodo Sr. Victorien Sardou os admiráveisdesenhos que nos deste sobre oplaneta Júpiter, onde habitas?─ Com o fim de vos inspirar o desejode vos tornardes melhores.Conversas familiares de além-túmulo »Descrição de JúpiterAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 12. 7. ─ Tendo em vista que vens comfrequência a esta Terra que habitastevárias vezes, deves conhecer bastanteo seu estado físico e moral paraestabelecer uma comparação entreela e Júpiter. Pediríamos que noselucidasses sobre diversos pontos.Conversas familiares de além-túmulo »Descrição de JúpiterAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 13. Resposta ─ Ao vosso globo venhoapenas como Espírito. O Espírito nãotem mais sensações materiais.Conversas familiares de além-túmulo »Descrição de JúpiterAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 14. 8. ─ Pode-se comparar a temperaturade Júpiter à de uma de nossaslatitudes?─ Não. Ela é suave e temperada; ésempre igual, enquanto a vossa varia.Lembrai-vos dos Campos Elíseos,cuja descrição já vos fizeram.ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 15. 9. ─ O quadro que os Antigos nosderam dos Campos Elíseos seriaresultado do conhecimento intuitivoque eles tinham de um mundosuperior, tal como Júpiter, porexemplo?ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 16. R ─ Do conhecimento positivo. Aevocação permanecia nas mãos dossacerdotes.ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 17. 10 ─ A temperatura, como aqui, variaconforme a latitude?─ Não.ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 18. 11. ─ Segundo os nossos cálculos, oSol deve aparecer aos habitantes deJúpiter em tamanho muito pequenoe, consequentemente, dar muitopouca luz. Podes dizer-nos se aintensidade da luz é ali igual à daTerra ou se é menos forte?ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 19. ─ Júpiter é cercado de uma espécie deluz espiritual, em relação com aessência de seus habitantes. A luzgrosseira de vosso Sol não foi feitapara eles.ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 20. 12. ─ Há uma atmosfera?─ Sim.13. ─ A atmosfera de Júpiter éformada dos mesmos elementos quea atmosfera terrestre?─ Não. Os homens não são osmesmos. Suas necessidadesmudaram.ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 21. 14. ─ Lá existe água e mares?─ Sim.15. ─ A água é formada dos mesmoselementos que a nossa?─ Mais etérea.ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 22. 16. ─ Há vulcões?─ Não. Nosso globo não éatormentado como o vosso. Lá aNatureza não teve suas grandescrises. É a morada dos bem-aventurados. Nele, a matéria quasenão existe.ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 23. 17. ─ As plantas têm analogia com asnossas?─ Sim, mas são mais belas.ESTADO FÍSICO DO GLOBOAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 24. 18. ─ A conformação do corpo dosseus habitantes tem relação com anossa?─ Sim, ela é a mesma.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 25. 19. ─ Podes dar-nos uma ideia de suaestatura, comparada com a doshabitantes da Terra?─ Grandes e bem proporcionados.Maiores que os vossos maioreshomens. O corpo do homem é como omolde de seu espírito: belo, onde ele ébom. O envoltório é digno dele: não émais uma prisão.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 26. 20. ─ Lá os corpos são opacos,diáfanos ou translúcidos?─ Há uns e outros. Uns têm talpropriedade, outros têm outra,conforme a sua finalidade.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 27. 21. ─ Compreendemos isto emrelação aos corpos inertes. Masnossa pergunta refere-se aos corposhumanos.─ O corpo envolve o Espírito semocultá-lo, como um tênue véulançado sobre uma estátua.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter
  • 28. Nos mundos inferiores o envoltóriogrosseiro oculta o Espírito aos seussemelhantes. Mas os bons nada maistêm a ocultar: cada um pode ler nocoração dos outros. Que aconteceriase assim fosse aqui?ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 29. 22. ─ Lá existe diferença de sexo?─ Sim, há por toda parte onde existea matéria; é uma lei da matéria.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 30. 23. ─ Qual é a base da alimentaçãodos habitantes? É animal e vegetalcomo aqui?─ Puramente vegetal. O homem é oprotetor dos animais.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 31. 24. ─ Disseram-nos que parte de suaalimentação é extraída do meioambiente, cujas emanações elesaspiram. É verdade?─ Sim.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 32. 25. ─ Comparada com a nossa, aduração da vida é mais longa ou maiscurta?─ Mais longa.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 33. 26. ─ Qual é a duração média davida?─ Como medir o tempo?27. ─ Não podes tomar um dosnossos séculos como termo decomparação?─ Creio que mais ou menos cincoséculos.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 34. 28. ─ O desenvolvimento da infânciaé proporcionalmente mais rápido queo nosso?─ O homem conserva suasuperioridade: a infância nãocomprime a inteligência nem avelhice a extingue.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 35. 29. ─ Os homens são sujeitos adoenças?─ Não estão sujeitos aos vossosmales.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 36. 30. ─ A vida está dividida entre osono e a vigília?─ Entre a ação e o repouso.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 37. 31. ─ Poderias dar-nos uma ideia dasvárias ocupações dos homens?─ Teria que falar muito. Sua principalocupação é o encorajamento dosEspíritos que habitam os mundosinferiores, a fim de que perseveremno bom caminho.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 38. Não havendo entre eles infortúnios aserem aliviados, vão procurá-los ondeesses existem: são os bons Espíritosque vos amparam e vos atraem parao bom caminho.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 39. 33. ─ A densidade específica do corpohumano permite ao homemtransportar-se de um a outro ponto,sem ficar, como aqui, preso ao solo?─ Sim.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 40. 34. ─ Existem lá o tédio e o desgostoda vida?─ Não. O desgosto da vida origina-seno desprezo de si mesmo.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 41. 35. ─ Sendo o corpo dos habitantesde Júpiter menos denso que osnossos, é formado de matériacompacta e condensada ouvaporosa?─ Compacta para nós, mas não paravós. Ela é menos condensada.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversasfamiliares de além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 42. 36. ─ O corpo, considerado comofeito de matéria, é impenetrável?─ Sim.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 43. 37. ─ Os habitantes têm, como nós,uma linguagem articulada?─ Não. Há entre eles a comunicaçãopelo pensamento.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 44. 38. ─ A segunda vista é, como nosinformaram, uma faculdade normal epermanece entre vós?─ Sim. O Espírito não conheceentraves. Nada lhe é oculto.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 45. 39. ─ Se nada é oculto ao Espírito,conhece ele o futuro? (Referimo-nosaos Espíritos encarnados em Júpiter).─ O conhecimento do futuro dependedo grau de perfeição do Espírito:ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 46. Isto tem menos inconvenientes paranós do que para vós; é-nos mesmonecessário, até certo ponto, para arealização das missões de que nosincumbem. Mas dizer queconhecemos o futuro sem restriçõesseria nivelar-nos a Deus.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 47. 40. ─ Podeis revelar-nos tudo quantosabeis sobre o futuro?─ Não. Esperai até que tenhaismerecido sabê-lo.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 48. 41. ─ Comunicai-vos mais facilmenteque nós com os outros Espíritos?─ Sim; sempre. Não existe mais amatéria entre eles e nós.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 49. 42. ─ A morte inspira o mesmohorror e pavor que entre nós?─ Por que seria ela apavorante? Entrenós já não existe o mal. Só o mau seapavora ante o seu último instante.Ele teme o seu juiz.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 50. 43. ─ Em que se transformam oshabitantes de Júpiter depois damorte?─ Crescem sempre em perfeição, sempassar por mais provas.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 51. 44. ─ Não haverá em Júpiter Espíritosque se submetam a provas a fim decumprir uma missão?─ Sim, mas não é uma prova. Só oamor do bem os leva ao sofrimento.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 52. 45. ─ Podem eles falhar em suamissão?─ Não, porque são bons. Só existefraqueza onde há defeitos.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 53. 46. ─ Poderias nomear alguns dosEspíritos habitantes de Júpiter quetenham desempenhado uma grandemissão na Terra?─ São Luís.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 54. 47. ─ Não poderias nomear outros?─ Que vos importa? Há missõesdesconhecidas, cujo objetivo é afelicidade de um só. Por vezes são asmaiores e as mais dolorosas.ESTADO FÍSICO DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 55. 48. ─ O corpo dos animais é maismaterial que o dos homens?─ Sim. O homem é o rei, o deusplanetário.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 56. 49. ─ Há animais carnívoros?─ Os animais não se estraçalhammutuamente. Vivem todossubmetidos ao homem e se amamentre si.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 57. 50. ─ Há porém animais queescapam à ação do homem, assimcomo os insetos, os peixes e ospássaros?─ Não. Todos lhe são úteis.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 58. 51. ─ Disseram-nos que os animaissão os operários e os capatazes queexecutam os trabalhos materiais,constroem as habitações, etc. Éexato?─ Sim. O homem não mais se rebaixapara servir ao semelhante.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 59. 52. ─ Os animais servidores estãoligados a uma pessoa ou família, ousão tomados e trocados à vontade,como aqui?─ Todos estão ligados a uma famíliaparticular. Vós mudais à procura domelhor.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 60. 53. ─ Os animais servidores vivemem escravidão ou no estado deliberdade? São uma propriedade, oupodem, à vontade, mudar de patrão?─ Estão no estado de submissão.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 61. 54. ─ Os animais trabalhadoresrecebem alguma remuneração porseus trabalhos?─ Não.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 62. 55. ─ As faculdades dos animais sãodesenvolvidas por uma espécie deeducação?─ Eles as desenvolvem por simesmos.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 63. 56. ─ Têm os animais uma linguagemmais precisa e caracterizada que ados animais terrenos?─ Certamente.DOS ANIMAISAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 64. 57. ─ As habitações de que nos desteuma mostra nos teus desenhos estãoreunidas em cidades como aqui?─ Sim. Aqueles que se amam sereúnem. Só as paixões estabelecem asolidão em torno do homem.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 65. Se o homem ainda mau procura oseu semelhante, que é para ele uminstrumento de dor, por que ohomem puro e virtuoso deveria fugirde seu irmão?ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 66. 58. ─ Os Espíritos são iguais ou devárias graduações?─ De diversos graus, mas da mesmaordem.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 67. 59. ─ Pedimos que te reportesespecialmente à escala espírita quedemos no segundo número daRevista e que nos digas a que ordempertencem os Espíritos encarnadosem Júpiter.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 68. ─ Todos bons, todos superiores. Porvezes o bem desce até o mal;entretanto, o mal jamais se misturacom o bem.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 69. 60. ─ Os habitantes formamdiferentes povos como aqui na Terra?─ Sim, mas todos unidos entre sipelos laços do amor.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 70. 61. ─ Sendo assim, as guerras sãodesconhecidas?─ Pergunta inútil.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 71. 62. ─ O homem poderá chegar, naTerra, a um tal grau de perfeição quea guerra fosse desnecessária?─ Ele chegará a isto, sem a menordúvida. A guerra desaparecerá com oegoísmo dos povos e à medida quemelhor seja compreendida afraternidade.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 72. 63. ─ Os povos são governados porchefes?─ Sim.64. ─ Em que consiste a autoridadedos chefes?─ No seu grau superior de perfeição.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 73. 65. ─ Em que consiste asuperioridade e a inferioridade dosEspíritos em Júpiter, de vez que todossão bons?─ Eles têm maior ou menor soma deconhecimentos e de experiência;depuram-se à medida que seesclarecem.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 74. 66. ─ Como aqui na Terra, lá existempovos mais ou menos avançados queoutros?─ Não, mas entre os povos hádiversos graus.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 75. 67. ─ Se o povo mais adiantado daTerra fosse transportado para Júpiter,que posição ocuparia?─ A que entre vós é ocupada pelosmacacos.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 76. 68. ─ Lá os povos se regem por leis?─ Sim.69. ─ Há leis penais?─ Não há mais crimes.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 77. 70. ─ Quem faz as leis?─ Deus as fez.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 78. 71 ─ Há ricos e pobres? Por outraspalavras: há homens que vivem naabundância e no supérfluo e outros aquem falta o necessário?─ Não. Todos são irmãos. Se umpossuísse mais do que o outro, comesse repartiria; não seria feliz quandoseu irmão fosse necessitado.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 79. 72. ─ De acordo com isso as fortunasde todos seriam iguais?─ Eu não disse que todos sãoigualmente ricos. Perguntaste sehaveria gente com o supérfluoenquanto a outros faltasse onecessário.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 80. 73. ─ As duas respostas se nosafiguram contraditórias. Pedimosque estabeleças a concordância.─ A ninguém falta o necessário;ninguém tem o supérfluo. Por outraspalavras, a fortuna de cada um estáem relação com a sua condição.Estais satisfeito?ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 81. 74. ─ Agora compreendemos. Mas teperguntamos, entretanto, se aqueleque tem menos não é infeliz emrelação àquele que tem mais?─ Ele não pode sentir-se infeliz, senem é invejoso nem ciumento. Ainveja e o ciúme produzem maisinfelizes que a miséria.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 82. 75. ─ Em que consiste a riqueza emJúpiter?─ Em que isto vos importa?76. ─ Há desigualdades sociais?─ Sim.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 83. 77. ─ Em que estas se fundam?─ Nas leis da sociedade. Uns sãomais adiantados que outros naperfeição. Os superiores têm sobre osoutros uma espécie de autoridade,como um pai sobre os filhos.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 84. 78. ─ As faculdades do homem sãodesenvolvidas pela educação?─ Sim.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 85. 79. ─ Pode o homem adquirirbastante perfeição na Terra paramerecer passar imediatamente aJúpiter?─ Sim. Mas na Terra o homem ésubmetido a imperfeições a fim deestar em relação com os seussemelhantes.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 86. 80. ─ Quando um Espírito deixa aTerra e deve reencarnar-se em Júpiter,fica errante durante algum tempo,até encontrar o corpo a que se deveunir?─ Fica errante durante algum tempo,até que se tenha livrado dasimperfeições terrenas.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.
  • 87. 81. ─ Há várias religiões?─ Não. Todos professam o bem etodos adoram um só Deus.82. ─ Há templos e um culto?─ Por templo há o coração dohomem; por culto, o bem que ele faz.ESTADO MORAL DOS HABITANTESAllan Kardec - Revista Espírita 1858 » Abril » Conversas familiaresde além-túmulo » Descrição de Júpiter.

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