Animismo e Espiritismo

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Animismo e Espiritismo

  1. 1. PERCEPÇÃO E AÇÃO DO ESPÍRITO"Todas as percepções constituematributos do Espírito e lhe sãoinerentes ao ser. Quando o reveste umcorpo material, elas só lhe chegam peloconduto dos órgãos. Deixam, porém, deestar localizadas, em se achando ele nacondição de Espírito livre." (AllanKardec, O Livro dos Espíritos, questão249, item a.)
  2. 2. Somos espíritos, mas, estando encarnados,usualmente nos manifestamos através do corpo.Para perceber o mundomaterial, utilizamos ossentidos corpóreos; para agirsobre ele, empregamos osmembros físi-cos.
  3. 3. Não perdemos nossa natureza espiritual porestarmos en-carnados.Quando nos expandimosperispiritualmente, ficamosmais livres em relação ao corpo.
  4. 4. Transcendendo aos limites corpó-reos, nossacapacidade de percepção e ação se revela mais ampla eperfeita.Tendo retomado nossas faculdadesespirituais, somos qua-se como umespírito liberto; podemos realizarcertos fenôme-nos sem precisar nosutilizar dos sentidos corpóreosnem empregar os membros físicos.
  5. 5. OS FENÔMENOS ANÍMICOS E OS ESPÍRITASSegundo algunsautores, fenômenos espíritasseriam ape-nas os produzidospelos "mortos"; os produzidospelos "vi-vos" seriam osfenômenos anímicos.
  6. 6. Para Kardec, porém, "Os fenômenosespíritas consistem nos diferentesmodos de manifestação da alma ouEspírito, quer durante aencarnação, quer no estado deerraticidade." (Allan Kardec, AGênese, cap. XIII, item 9).
  7. 7. Em princípio, pois, os fenômenos espíritas englobamto-dos os fenômenos produzidos por ação de umespírito, quer encarnado, quer desencarnado.Ao serem classificados quanto aoseu agente, os fenôme-nosespíritas poderão ser denominadosde:
  8. 8. Fenômeno mediúnico: oproduzido por um espíritode-sencarnado, pelo concursode um médium.
  9. 9. Fenômeno anímico: oproduzido pelo encarnado comsuas próprias faculdadesespirituais, sem o uso dossentidos físicos, graças àexpansão do seu perispírito.
  10. 10. Quanto maior o grau deexpansão do perispírito, maisex-pressivo poderá ser ofenômeno anímico, pois oencarnado passará a desfrutarde maior liberdade em relaçãoao corpo, agindo mais como umespírito liberto.
  11. 11. O ESTUDO DOS FENÔMENOS ANÍMICOSOs fenômenos anímicos têm sidoobjeto de estudos por numerosospesquisadores.
  12. 12. No passado, citamos:Alexandre Aksakof (sábiorusso, o primeiro a empregar otermo animis-mo);Charles Richet (o criador daMetapsíquica), que catalogou osfenômenos anímicos, dando-lhesdenominação es-pecial;
  13. 13. Ernesto Bozzano (que afirmou"O animismo prova oEspiritismo", nas conclusões do seulivro Animismo ou Espiritismo?
  14. 14. Isto porque o animismo confirmaexistir no ser humano algo que écapaz de atuar até fora do corposo-mático, mantendo suaindividualidade e autonomia, e a teseespírita é, exatamente, a de que oespírito tem existência in-dependentedo corpo, por isso sobrevive a ele epode con-tinuar a se manifestardepois, agindo sobre coisas e seres.).
  15. 15. 1) TelepatiaÉ a transmissão ou recepção depensamento a distância.Termo composto das palavrasgregas pathos (impressãoexercida sobre a alma) e tele (quetraduz distância), portanto:impressão exercida sobre a almaa distância.
  16. 16. EXEMPLOS DE FENÔMENOS ANÍMICOSFoi proposto por FredericMyers, em 1882, e adotadonos trabalhos da Society forPsychical Research (Londres).
  17. 17. Fenômeno conhecido pelahumanidade desde as épocasmais remotas, não há quemnão o tenhaexperimentado, oca-sionalmente.
  18. 18. Nos tempos modernos, os estudos arespeito da telepatia apareceramligados ao magnetismo e aohipnotismo, na Fran-ça (a partirde 1825).Atualmente, a Parapsicologia ainclui entre os fenômenospsigama.
  19. 19. “Como se explica que duaspessoas, perfeitamenteacordadas, tenhaminstantaneamente a mesmaidéia”?
  20. 20. “São dois espíritos simpáticosque se comunicam e vêemreciprocamente seuspensamentos respectivos, emborasem estarem adormecidos.”(Allan Kardec, O Livro dosEspíritos, questão 421)
  21. 21. A rigor, a telepatia está entre osfenômenos anímicos. Desencarnadopara encarnado. Mas, no meioespírita, o concei-to está seestendendo para o intercâmbio como Além.
  22. 22. "(...) realmente evoluímos emprofunda comunhão te-lepática comtodos aqueles encarnados oudesencarnados que se afinamconosco." (André Luiz, NosDomínios da Mediunidade).
  23. 23. Porém, se for com desencarnados,ou sob estímulo deles, o fenômenoserá mediúnico. 2) Clarividência eclariaudiência.Visão e audição sem o concursodos olhos ou dos ouvidos, mesmo adistância e mesmo por meio decorpos opacos.
  24. 24. 3) Ação sobre a matéria.Capacidade de movimentarobjetos ou modificarsubstân-cias, sem contatoaparente e mesmo a distância.
  25. 25. Em parapsicologia se denominapsicocinesia, com as va-riedadesde telecinesia, pirocinesia elevitação.Ex.: Nina Kulagina, UriGeller, fenômenos de combustãoespontânea.
  26. 26. 4) IdeoplastiaProjeção de imagens e até sua"materialização".Ex.: Ted Sérios -obtinhafotografia de formas depensa-mentos; estaria conseguindoimpressionar as chapasfotográ-ficas.
  27. 27. Nas décadas de 70 e 80, a paranormal russa Nina Kulagina fez sensação ao A figura da Rainha Elizabeth II mostrar ser capaz de mover pequenos foi uma das imagens que Tedobjetos com a força do seu pensamento Serios conseguiu gravar na película Polaroid. Na segunda metade do século 19, a russa Helena Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, desenvolveu a teoria das "formas-pensamento"
  28. 28. 5) BicorporeidadePerispírito, em desdobramento, setornando visível e, às vezes,tangível, mesmo à distância docorpo físico.
  29. 29. 6) Precognição eretrocogniçãoConhecimento prévio ou posteriorde acontecimentos sem apossibilidade de acesso materialaos fatos pelos sentidos comuns.
  30. 30. Todos estes fenômenos sãoanímicos, desde que na suaprodução não intervenham dealguma maneira outrosespí-ritos, só o do próprioencarnado.
  31. 31. Animismo e mediunidadeAo lado dos fenômenosmediúnicos, ocorrem também osfenômenos anímicos, muitas vezesprodução inconsciente dos médiuns.
  32. 32. "(••) é extremamente importantereconhecer e estudar a existência e aatividade desse elementoinconsciente da nossa natureza, nassuas variadas e maisextraordi-náriasmanifestações, como as vemos noAnimismo", alerta Aksakof.
  33. 33. Podemos isolar o animismo damediunidade, no fenô-meno mediúnico?Dificilmente, porque:-São as próprias faculdadesanímicas dos médiuns que os fazeminstrumento para as manifestaçõesdos espíritos.
  34. 34. -Nem sempre podemos definir, comexatidão, quando o fenômeno está ounão sendo provocado ou coadjuvadopor espíritos.
  35. 35. Dessa íntima relação entre animismo e Espiritismo, diz Bozzano:"Nem um, nem outro logra, separadamente, explicar oconjunto dos fenômenos supranormais. Ambos sãoindis-pensáveis a tal fim e não podem separar-se, poisque são efeitos de uma causa única é o espírito humanoque, quando se manifesta, em momentos fu-gazesdurante a encarnação, determina os fenômenos anímicose, quando se manifesta mediunicamente, du-rante aexistência desencarnada, determina os fenôme-nos
  36. 36. AVALIAÇÃO:1-Quando um fenômeno éanímico?2-Quando um fenômeno émediúnico?3-Por que não é fácil isolar oanimismo da mediunidade?
  37. 37. BIBLIOGRAFIAColeção: Estudos e cursosMediunidade Therezinha deOliveiraDe Alexandre Aksakof:-Animismo e Espiritismo, cap. IV.
  38. 38. BIBLIOGRAFIADe Allan Kardec:-O Livro dos Espíritos,Introdução, item XVI, § 3º;cap. VII, questão 372, nota;cap. VIII, questões 425 a 438;
  39. 39. BIBLIOGRAFIA-O Livro dos Médiuns, 2ªparte, caps. VII, item 119, eXIX, item 223, 1ª à 5ªquestão.
  40. 40. BIBLIOGRAFIA De André Luiz (Francisco C.Xavier): -Mecanismos daMediunidade, cap. XXIII;-Nos Domínios daMediunidade, cap. XXII.
  41. 41. De Demétrio Pável Bastos:-Médium, Quem É, Quem Não É.De E. Manso Vieira e B. Godoy Paiva:-Manual do Dirigente de SessõesEspíritas.De Ernesto Bozzano:-Animismo ou Espiritismo?, caps. I e IV.
  42. 42. De Hermínio C. Miranda:-A Diversidade dos Carismas, vol.I, caps. III e IV; vol. II, cap. I, itens4 e 5.De João Teixeira de Paula:-Dicionário deParapsicologia, Metapsíquica eEspiri-tismo, verbetes:"Anímico", "Animismo", "Metapsíq
  43. 43. De Lamartine Palhano Júnior:-A Mediunidade no CentroEspírita.De M. B. Tamassia:-Você e a Mediunidade.De Martins Peralva:-Estudando a Mediunidade, cap.XXXVI.

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