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Ensino de qualidade

A grande meta

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Revista SPnotícias - Ano 1 - Número 01

  1. 1. SP notícias ANO 1 • NÚMERO 1 • JUNHO DE 2008 Ensinodequalidade A GRANDE META Instituto do Câncer Mobilização da Cai número R$ 382 milhões nasce para PM para a final de de homicídios de investimentos ser referência um campeonato em São Paulo para o Sudoeste
  2. 2. editorial Este é o primeiro número da revista SPnotícias, veículo de comunicação interna mensal do go- verno do Estado de São Paulo que tem o objeti- vo de informar sobre as ações da administração estadual. Inauguramos a revista com o lançamento do Índice de Desenvolvimento da Educação, o Idesp. O índice é parte de um programa mais abrangente traçado pela Secretaria da Educação, em 2007, que tem como meta elevar o nível de qualidade do ensino da rede estadual. Em entrevista, o secretário de Economia e Planeja- mento, Francisco Vidal Luna, fala sobre o Plano Pluria- nual do Estado. Entre as prioridades do governo estão o maior acesso da população à assistência médica e o lan- çamento do Ambulatório Médico de Especialidades (AME). A inauguração do Instituto do Câncer, na capital, faz parte do plano de saúde do governo do Estado. O hospital foi construído com a missão de se tornar refe- rência em pesquisas, levando-se em consideração que a doença é a segunda que mais mata no mundo. No Brasil, as taxas de mortalidade se concentram nas camadas mais jovens da população, especialmente entre os homens, e o motivo é a violência. No Estado de São Paulo, entretanto, dados da Secretaria da Segurança Pública vêm mostrando quedas sucessivas do total de homicídios. A estatística mais recente, do primeiro tri- mestre deste ano, mostra nova redução, de 9% em relação ao mesmo período de 2007. Desde 1999, a que- da supera 66% em todo o Estado. A revista deste mês traz ainda os bastidores de como a Polícia Militar garantiu a segurança na final do Campeonato Paulista de Futebol. O desenvolvimento regional, outra prioridade do governo, é o foco de reportagem sobre o Plano de Investimentos do Sudoeste Paulista, que levará investimento de R$ 382 milhões a uma das regiões mais pobres do Estado. A edição traz ainda o reajuste dos pisos regionais e uma entrevista saborosa com a professora Oralina Lopes Del Vecchio, a mais antiga da rede estadual, que agora se despede da sala de aula para se aposentar. Boa leitura e até o mês que vem. A Redação junho 2008 SPnotícias 3
  3. 3. THALES STADLER SPsumário Ano 1 | Nº 1 | 2008 11.000 exemplares Distribuição estadual GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador José Serra Vice-governador Alberto Goldman Secretaria Estadual da Administração Penitenciária Antônio Ferreira Pinto Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento João de A. Sampaio Filho Secretaria Estadual da Assistência 6 ENTREVISTA e Desenvolvimento Social Rogério Pinto Coelho Amato O secretário de Planejamento, Secretaria Estadual da Casa Civil Aloysio Francisco Vidal Luna, Nunes Ferreira Filho fala sobre o Plano Plurianual Secretaria Estadual da Casa Militar Coronel PM Luiz Massao Kita Secretaria Estadual de Comunicação 26 SEGURANÇA Bruno Caetano Secretaria Estadual da Cultura João Sayad Caem os índices de homicídios em São Paulo 10 CAPA Secretaria da Educação lança o Idesp, índice que estabelece metas para as escolas da rede Secretaria Estadual de Desenvolvimento Alberto Goldman Secretaria Estadual de Economia e Planejamento Francisco Vidal Luna 30 SALÁRIO Secretaria Estadual da Educação Maria Helena Guimar es de Castro Sobe o piso regional Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho Guilherme Afif Domingos 32 SUDOESTE Governo investe R$ 382 mi na região 20 Secretaria Estadual de Ensino Superior Carlos Alberto Vogt Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Turismo Claury Santos Alves da Silva SAÚDE Secretaria Estadual da Fazenda Com perfil Mauro Ricardo Machado Costa 46 FOI NOTÍCIA de excelência, Secretaria Estadual da Gestão Pública Virada Cultural reúne é inaugurado Sidney Beraldo Instituto do Secretaria Estadual da Habitação 657 mil pessoas Câncer Lair Alberto Soares Krähenbühl Secretaria Estadual da Justiça e Defesa da Cidadania Luiz Antônio Marrey 48 PERSONAGEM Secretaria Estadual do Meio Ambiente Francisco Graziano Neto Professora Oralina Lopes Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa conta a sua história com Deficiência Linamara Rizzo Battistella Secretaria Estadual de Relações Institucionais José Henrique Reis Lobo 50 O ESTADO BRUNO MIRANDA/NA LATA Secretaria Estadual de Saneamento e EM NÚMEROS Energia Dilma Seli Pena Secretaria Estadual da Saúde Luís Roberto Barradas Barata Secretaria Estadual da Segurança Pública Ronaldo Augusto Bretas Marzagão Secretaria Estadual dos Transportes Mauro Arce Secretaria Estadual dos Transportes BASTIDORES 38 Metropolitanos José Luiz Portella Detalhes de como a Polícia Militar se organiza A revista SPnotícias é uma publicação para uma final de campeonato de futebol mensal do Governo do Estado de São Paulo, distribuída gratuitamente. Seu conteúdo é informativo e sua venda é proibida. www.saopaulo.sp.gov.br Impressão: 4 SPnotícias junho 2008 THALES STADLER junho 2008 SPnotícias 5
  4. 4. SPentrevista “Queremos áreas relativamente boas em São Paulo, mas ainda não se compara ao que se encontra em Paris, por exem- Luna: O Estado tem participado de obras na cidade de São Paulo porque entende que são intervenções de ca- oferecer plo, ou em Nova York. E uma parcela grande dessa rede está sendo mo- dernizada para se transformar efeti- ráter metropolitano, e não de caráter municipal. Isso vale para a reformu- lação da Marginal do Tietê, que será transporte de vamente em metrô de superfície, com qualidade de serviço e com fre- qüência muito maior do que a que existe hoje. Há algumas áreas da transformada numa via completa- mente moderna, diferente do que é hoje, uma via que vem sendo adapta- da e que tem muitos problemas de qualidade” CPTM, por exemplo, em que a fre- qüência do trem é de oito, dez mi- nutos. No metrô de superfície, tem circulação. Vamos modernizar a Mar- ginal do Pinheiros e expandir o nú- mero de pistas com a participação da de ser três, quatro minutos. AutoBan e da ViaOeste. Francisco Vidal Luna, secretário de SP: Por onde começa essa mo- SP: Há outras intervenções feitas Economia e Planejamento, explica dernização? em convênio com a cidade? as principais ações do governo Luna: A primeira linha de qualidade Luna: Temos mais duas obras. Uma é a linha Esmeralda, onde rapida- é na Avenida dos Bandeirantes, con- mente vamos ter essa percepção. O veniada quando José Serra era governo está comprando um volume prefeito. Haverá duas pistas para ca- enorme de trens, 99 composições. As minhões no canteiro central. A se- estações serão reformadas e será mo- gunda obra importante é na Avenida FOTOS: THALES STADLER dificada toda a sinalização e a via Roberto Marinho, que está dentro da física para fazer o metrô de super- operação urbana Águas Espraiadas. fície. Foi feito um investimento pesado da prefeitura na construção da ponte O trem em São Paulo será metrô de superfície. Essa é uma das ambi- SP: Essa prioridade tem em vista estaiada (Octavio Frias de Oliveira, na ciosas metas do governo do Estado que constam como prioridade no os congestionamentos da capital? zona Sul). Agora temos uma segunda Plano Plurianual (PPA), traçado em fevereiro com validade até 2011. Luna: Se você perguntar para algu- fase, a de completar outros 6 qui- Em entrevista a SPnotícias, Francisco Vidal Luna, secretário de Economia e mas pessoas de São Paulo o que lômetros até chegar à Imigrantes. Planejamento, explica como o governo pretende melhorar a qualidade do mais as incomoda, provavelmente a Vamos fazer um túnel de 2,7 qui- transporte coletivo. Luna explica quais das ações continuam com Serra go- questão do transporte virá em pri- lômetros e, na superfície, onde hoje vernador. Fala ainda sobre obras como a dos trechos Sul e Leste do Ro- meiro lugar. São pessoas que hoje vivem 12 mil famílias em condições doanel, a recuperação de estradas vicinais, a urbanização de favelas, o novo têm um sistema de transporte defi- de favela, vamos urbanizar. papel da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e ciente, e essa dificuldade de loco- a ampliação das escolas técnicas e Fatecs. moção as obriga a utilizar o trans- SP: Quais outras obras o Estado porte individual. A solução para o vai fazer na Região Metropo- trânsito não vai ocorrer por meio de litana? SPnotícias: Quais pontos o go- quilômetros de trilhos. A CPTM construção de mais vias, mas por Luna: Outra obra importante é a da verno do Estado considerou prio- (Companhia Paulista de Trens Metropo- meio de oferta de um serviço de Avenida Jacu-Pêssego, iniciada pela ritários no Plano Plurianual? litanos) vai fazer de 150 a 200 qui- transporte público de melhor quali- prefeitura de São Paulo. A Dersa es- Francisco Vidal Luna: Um deles foi lômetros de metrô de superfície, au- dade. Isso vem sendo feito pelo go- tá fazendo essa obra, que deve ser a questão do transporte. No metrô, mentando a qualidade do transporte verno do Estado. entregue em junho (neste mês). A expandimos em 2 quilômetros a li- sobre trilhos e do serviço oferecido avenida vai chegar ao trecho Sul do nha 2 (Verde), em 4 quilômetros a ao usuário. O metrô de São Paulo é SP: Como o governo do Estado Rodoanel, na Avenida Papa João 23, linha 5 (Lilás) e estamos terminando comparável com outros sistemas do tem contribuído com a prefeitu- no município de Mauá. É uma obra de construir a linha 4 (Amarela). Até mundo. Quando comparamos o me- ra para melhorar o trânsito da metropolitana, que vai fazer o papel 2010, o sistema ganhará mais 17,6 trô de superfície, temos algumas Região Metropolitana? do Rodoanel até o futuro trecho 6 SPnotícias junho 2008 junho 2008 SPnotícias 7
  5. 5. entrevista Leste do Rodoanel. concorrência para administrar as quisas. Em Guarulhos, o governo SP: Este governo tem a intenção grandes rodovias terão a obrigação duplicou a outra fábrica da Furp de iniciar o trecho Leste do de fazer a manutenção das estradas (Fundação para o Remédio Popular). Rodoanel? vicinais que chegam às rodovias Luna: Pretendemos fazer a licitação maiores. Depois, temos de expandir SP: O AME é parecido com o do trecho Leste até o fim deste ano esse modelo para outros casos. AMA? ou início de 2009. Já fizemos estu- Luna: Quando o governador estava dos e identificamos que é possível SP: No interior, especialmente, é na prefeitura, lançou o AMA (Aten- uma concessão, a concessionária re- difícil encontrar mão-de-obra dimento Médico Ambulatorial). Era cebe o direito de explorar o Ro- especializada para determina- uma porta de entrada para tirar a doanel Leste e a tarifa suporta toda das áreas. O ensino técnico do pressão dos hospitais para pequenos a obra. Os dois primeiros trechos governo tenta suprir parte dessa atendimentos. No caso do Estado, o foram feitos por uma obra pública e, carência? que fizemos foi um ambulatório neste caso, nós faremos por Luna: Estamos fazendo um progra- médico especializado. É um mini- concessão, como foi o caso da Imi- ma ambicioso com o Centro Paula hospital com escala pequena que evi- grantes. Ganha a concorrência a em- Souza, tanto para o Ensino Médio ta a locomoção da população, princi- presa que oferecer a menor tarifa. Técnico para com as Fatecs. Com a palmente em cidades que não com- recuperação da economia, temos ca- portam um hospital, no interior. “A CDHU vai deixar SP: É uma intenção do governo rência de profissionais em várias de exercer uma função fazer novas concessões para a áreas. Em muitos casos, os profissio- SP: Quando se fala em habitação que não é a sua, a gestão de estradas no Estado? nais estão sendo procurados em ou- hoje, pensa-se além da constru- Luna: Dentre as melhores estradas tros Estados. O programa vai suprir ção de casas, na adaptação de co- de fazer financiamento do Brasil, 20 estão em São Paulo e pelo menos parte dessa demanda e munidades em áreas ocupadas? de imóveis” 18 são concessões públicas. Estamos manter São Paulo como uma opção Luna: É clara a impossibilidade de fazendo licitação para mais 1.763 importante em investimentos. Muitas se fazer intervenções em grandes quilômetro de concessões. São cinco das Fatecs são feitas com convênios concentrações populacionais. Com- trechos, nas Rodovias Ayrton Senna, com empresas da região onde se plexos como Heliópolis, Paraisópolis truções diretamente. Na medida em Carvalho Pinto, D. Pedro I, Raposo estabelecem. Esses convênios fazem e a favela do Jaguaré são concen- que são habitações de interesse Tavares e Marechal Rondon (dois com que a empresa estabelecida dê trações onde não se justifica mais a social, queremos atrair o setor priva- trechos nesta última). suporte ao Paula Souza, atendendo à retirada dessas populações para ou- do para fazer a habitação, enquanto demanda local. Estamos duplicando tras áreas. Não faria nenhum sentido o Estado apóia o comprador com SP: Como é feita a manutenção o número de Fatecs (de 26 para 52 remover essas famílias dali e levar subsídios. A CDHU deixa de exercer dos 12 mil quilômetros de unidades) e aumentando o número para áreas periféricas. Além de difi- uma função que não é dela, a de estradas vicinais em todo o de alunos em escolas técnicas. São cultar a vida das famílias, isso pres- financiar. Era quase uma operação Estado? 100 mil alunos a mais nas escolas sionaria o sistema de transportes e de sistema financeiro, que é a de Luna: As estradas foram feitas pelo técnicas (de 77 mil para 177 mil). de outras áreas, como a de água, de financiar e depois cobrar. Estado, mas a obrigação de manu- esgoto e de educação. Existe uma tenção é do município. E o municí- SP: O governo tem o projeto de consciência de que o que deve ser SP: Como o governo avalia a que- pio não tem condições de fazer a ma- construir uma fábrica de medica- feito é a urbanização dessas favelas da nos índices de criminalidade? nutenção. De modo geral, essas es- mentos em Américo Brasiliense. para que se transformem em bairros. Luna: Isso é resultado de um tradas estão em mau estado de con- Como está esse processo? esforço que envolve inúmeras ações. servação. Antes, havia caminhões pe- Luna: A planta da fábrica está prati- SP: A CDHU mudou de perfil? As Polícias Civil e Militar estão muito quenos e agora são veículos muito camente pronta. Serão fabricados re- Luna: Estamos modificando radical- bem aparelhadas. As duas hoje têm pesados. Estamos fazendo um pro- médios de maior complexidade, a mente sua forma de ação. A CDHU equipamentos, todos os instrumen- grama de reforma dessas vicinais. O maior parte importada. Estamos não entrava nessa questão de urbani- tos de trabalho necessários para um projeto é reformar 100% das vicinais. pensando em fazer uma Parceria Pú- zação. Agora estamos entrando. E na serviço eficiente da polícia. O apri- Com pouca participação dos municí- blico-Privada (PPP). Não só pela construção habitacional, o que nós moramento do sistema exige mais pios e alguma parceria com as usinas. questão do investimento, mas tam- pretendemos é que gradativamente a inteligência policial. Isso é um pro- As concessionárias que ganharem a bém para que haja reforço nas pes- CDHU deixe de fazer novas cons- grama que já vinha ocorrendo e que estamos fortalecendo. 8 SPnotícias junho 2008 junho 2008 SPnotícias 9
  6. 6. SPeducação Índice de desempenho avalia escolas e estabelece objetivos para a melhoria do ensino Sem rankings ou classificações entre as escolas boas e ruins. A idéia da Secretaria de Estado da Educação, ao lançar o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), é avaliar a situação de cada uma das 5.183 unidades da rede paulista e assim estabelecer metas que devem ser alcançadas até 2030. O pro- jeto é parte das medidas lançadas pelo governo do Estado de São Paulo para pôr em prática as 10 Metas pela Educação, divulgadas em agosto de 2007. “É um indicador simples e de qualidade pedagógica. Um programa que vem na esteira das ações que ocorrem desde o ano passado, quando começaram a ser implementadas reformulações na educação”, diz a secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. Secretária Maria Helena está à frente do projeto 10 SPnotícias junho 2008 junho 2008 SPnotícias 11
  7. 7. educação de Avaliação do Rendimento Escolar PROGRAMAS INTEGRADOS Alunos do 1º ciclo têm do Estado de São Paulo (Saresp) e As escolas têm melhor nível porque já pelo fluxo escolar. O Saresp divide metas individuais, A Secretaria de Estado da Educação traçou um entraram na escola com os alunos em quatro níveis de profi- considerando suas plano de ações em agosto do ano passado ciência (Abaixo do Básico, Básico, sistema educacional Adequado e Avançado), de acordo potencialidades para melhorar a qualidade de ensino da rede até 2010 mais avançado com o desempenho em provas de e dificuldades português e de matemática. O exa- PROGRAMA DE QUALIDADE DAS ESCOLAS (PQE) me, que não foi realizado em 2006, Pretende promover a melhoria da qualidade e igualdade do voltou a ser aplicado no ano passado sistema de ensino da rede estadual. Para que isso ocorra, Alto nível para 2 milhões de estudantes. e considera situações específicas – exigem-se avaliações periódicas dos alunos e metas traçadas. O objetivo da Secretaria Estadual Para a composição do Idesp, o flu- dificuldades e potenciais –, que não A idéia é garantir que os alunos da rede dominem da Educação é que a rede atinja um xo escolar é determinado pela taxa podem ser comparadas a outras uni- as competências e as habilidades requeridas para a série alto nível, compatível com os países de aprovação média em cada ciclo dades. “Levamos em conta o ponto escolar em que se encontram e concluam o Ensino membros da Organização para a (1ª a 4ª série e 5ª a 8ª série do Ensino de partida e a situação de dificulda- Fundamental e o Ensino Médio em tempo adequado. Cooperação e Desenvolvimento Eco- Fundamental e 1º ao 3º ano do Ensi- des da unidade. Para o próximo ano, nômico (OCDE). no Médio). Segundo a secretária, o esperamos um avanço para todas”, METAS Francisco Soares, matemático da fluxo a que se refere diz respeito a afirma Priscila Albuquerque Tavares, Universidade Federal de Minas Ge- aprender com qualidade e no tem- coordenadora do projeto na Secre- São metas de qualidade individuais para cada escola, que rais (UFMG), participou da elabo- po certo. taria da Educação. levam em consideração a situação inicial, suas dificuldades ração do Idesp e afirma que o cálcu- A partir de agora, a escola terá um e as potencialidades. Formam um guia para a escola e a lo é feito para descobrir quanto os Idesp para cada um dos ciclos: se comunidade melhorarem o ensino. Metas baseadas no Idesp. alunos paulistas têm de melhorar possuir os três ciclos (da 1ª série do Proficiência para chegar ao nível dos estudantes Fundamental ao 3° ano do Ensino O Idesp segue o modelo do Índice IDESP de escolas dos países desenvolvidos. Médio), terá três índices e três metas de Desenvolvimento da Educação “Não queremos que todos os alunos anuais. “Todo aluno tem um direito, Básica (Ideb), do governo federal, Indicador que permite avaliar a qualidade das escolas nas sejam excelentes em todos os níveis, que é o de aprender. É preciso haver mas com diferenças importantes. A séries iniciais (1ª a 4ª) e finais (5ª a 8ª) do Ensino Fundamental mas também não queremos que mui- um indicador que faça o diagnóstico principal delas é que enquanto o e no Ensino Médio para estabelecer as metas. É o diagnóstico tos fiquem abaixo do básico. É pre- da qualidade da escola e que Idesp considera quatro níveis de de cada escola por ciclo, baseado no Saresp e no fluxo escolar. ciso distribuir melhor, respeitar a di- dialogue sobre o desempenho dos proficiência, o Ideb trabalha com as versidade, mas não permitir a indi- alunos. Nosso objetivo é uma escola médias das notas dos estudantes. gência”, explica o professor. inclusiva e o estabelecimento de me- Apesar de a média dos estudantes SARESP FLUXO O índice é estabelecido pelo ren- tas razoáveis”, diz a secretária. da rede estadual ainda não ser dimento dos estudantes no Sistema A meta de cada escola é individual satisfatória, há escolas muito boas no Exame de habilidades e Taxa média de aprovação competências para alunos nos em cada ciclo, coletada Estado, que estão bem próximas ou Ensinos Fundamental e Médio em lín- pelo censo escolar. É o já ultrapassaram a meta para 2030 e gua portuguesa e matemática. Os cálculo do tempo médio CAM I N HO DA QUALIDADE que têm qualidade comparável à dos alunos são classificados em: Abaixo que os alunos levam para países desenvolvidos. É o caso da EE do Básico, Básico, Adequado e concluir cada ciclo. Ciclos Média do Idesp Metas para 2030 Papa Paulo VI, no Jardim Alvorada, Avançado. 1ª a 4ª série 3,23 7 em Santo André, nota 6,21 no Idesp. São casos que, segundo a secretária 5ª a 8ª série 2,54 6 da Educação, têm relação direta com Ensino Médio 1,41 5 o perfil de gestão desenvolvi- do em cada unidade escolar. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o ideal para que o ensino no Brasil seja com- “Os professores são efetivos e há parado ao dos países pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvi- participação dos pais. Quando o di- mento Econômico (OCDE) é que tenha média 6,5. A Secretaria da Educação ambiciona retor é bom, a escola funciona. Há crescimento de 5% ao ano. unidades que tiveram desempe- nho muito ruim porque houve muita 12 SPnotícias junho 2008 junho 2008 SPnotícias 13
  8. 8. educação AS 10 M ETAS TRAÇADAS EM 2 007 rotatividade de diretores. O sistema é desigual, mas há vários aspectos in- ternos às escolas que são fáceis de Programas como o Idesp são parte das medidas adotadas para atingir melhorar e não dependem da esco- as 10 METAS pela Educação até 2010, estabelecidas pela Secretaria laridade dos pais ou de outros fa- de Estadoda Educação em agosto do ano passado. O Estado já tores externos. Dependem apenas da Secretaria, e estamos trabalhando pa- tem 98,6% das crianças de 7 a 14 anos na escola e 90% dos jovens ra a melhora”, explica. de 15 a 17 anos estudando. O objetivo, agora, é melhorar o aprendizado oferecido. A coordenadora Priscila afirma que a diferença de qualidade entre os estudantes do primeiro ciclo do Ensino Fundamental e os alunos do Ensino Médio se dá porque as crian- 6 Atendimento ças mais novas estão em melhor situa- ção escolar. Segundo ela, são crian- de 100% da demanda de jovens e adultos de Ensino Médio com oferta diversi- DIA “E” DE EDUCAÇÃO ficada de currículo 9 Implementação do Ensino Conhecer o cotidiano e as metas da es- profissionalizante. Fundamental de nove anos, em colabo- cola será possível para os pais dos alu- ração com os municípios, com priori- nos no projeto batizado pela Secretaria dade à municipalização das séries como Dia E de Educação. A idéia é abrir 7 Utilização da estrutura de tecnologia iniciais (1ª a 4ª séries). as 5.183 escolas do Estado, das 8 às 22 da informação e Rede do Saber para horas, para que os interessados possam 1 Todos alunos de 8 anos plenamente programas de formação continuada de visitar as unidades, conversar com os alfabetizados. professores integrados nas 5.183 escolas 10 Programa de obras e infra- supervisores e professores coorde- com foco: nos resultados das avaliações; estrutura física das escolas (investi- nadores e tirar dúvidas sobre o sistema 2 Redução de 50% das taxas de na estrutura de apoio à formação e ao mento de R$ 1,7 bilhão em obras): de ensino. reprovação da 8ª série. trabalho de coordenadores pedagógicos e garantia de condições de acessibili- Na ocasião, todos os professores supervisores para reforçar o monitoramen- dade em 50% das escolas para estaduais estarão em suas respectivas 3 Redução de 50% das taxas de to das escolas e apoiar o trabalho do pro- atender à demanda dos alunos com escolas, debatendo os resultados do reprovação do Ensino Médio. fessor em sala de aula, em todas as direto- deficiência; construção de 74 novas Saresp. Os supervisores e os professores rias de ensino; no programa de unidades, reforma e ampliação de 77 coordenadores receberão os pais e os capacitação dos dirigentes de ensino escolas (417 salas de aula); extinção responsáveis, com a função de esclare- 4 Implementação e diretores de escolas com foco na das salas com padrão Nakamura (de cer dúvidas. O encontro deve expor o de programas de eficiência da gestão administrativa. lata); recuperação e cobertura de desempenho dos alunos no Saresp, os recuperação de apren- quadras de esportes; implantação de mecanismos do Idesp e das metas e dizagem nas séries circuito interno de TV para melhorar seus reflexos no ambiente escolar. Nes- finais de todos ciclos 8 Descentrali- a segurança em escolas da Grande se dia, as aulas serão suspensas, con- (2ª, 4ª e 8ª séries zação e/ou munici- São Paulo;100% das escolas com forme previsto no calendário escolar. do Ensino Funda- palização do laboratórios de informática e de Como ficou comprovado em estudos mental e 3ª série do programa de ciência; 100% das salas dos profes- realizados na última edição do Saresp, os Ensino Médio). alimentação escolar sores com computadores, impresso- alunos que têm lições corrigidas pelos nos 30 municípios ras e ambiente de multimídia. professores apresentam melhor desem- 5 Aumento de 10% nos índices de de - ainda centralizados. Atualização e informatização do penho na escola. Por isso, é importante o sempenho dos Ensinos Fundamental e acervo de todas as bibliotecas das acompanhamento dos pais e educado - Médio nas avaliações nacionais e estaduais. 5.183 escolas. res na escola e em casa. 14 SPnotícias junho 2008 junho 2008 SPnotícias 15
  9. 9. educação FONTE: SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO PROGRAMAS ESTABELECIDOS PELA SECRETARIA DESDE 2007 Em 2030, 90% dos PROGRAMA LER E ESCREVER GUIA CURRICULAR alunos da 4ª série É um material de apoio para Foi desenvolvido para 5ª a 8ª devem ter os níveis reforçar a alfabetização dos série do Ensino Fundamental e estudantes. Os livros, da para o Ensino Médio. É um Adequado e Avançado Fundação para o projeto que dá aos professores Desenvolvimento da guias com orientações sobre o Educação (FDE), foram dis- trabalho a ser feito em sala. Os tribuídos às Diretorias de materiais são compostos de 76 Ensino. Das sete primeiras livros, os Cadernos do ças que já entraram na escola com publicações do programa, Professor, para todas as séries um sistema educacional de mais cinco são destinadas a profes- dos materiais de apoio para os (5ª a 8ª e Ensino Médio) em qualidade. “Quem está no Ensi- sores e duas aos alunos. No alunos e para os educadores, o todas as disciplinas. Divididos no Médio, hoje, está estudando há material, há várias sugestões de projeto conta com o apoio de por bimestre, todos os livros mais tempo em um sistema que abordagem do trabalho de alfa- alunos pesquisadores – univer- que complementam o material apresentava muitas dificuldades”, betização, que devem ser ado- sitários de cursos de pedagogia didático têm indicações dos analisa Priscila. tadas de acordo com a con- ou letras das instituições de ensi- conteúdos e das respectivas As unidades que não atingirem a veniência para cada turma. O Ler no superior conveniadas ao Ler e habilidades a serem desenvolvi- meta estabelecida não sofrerão e Escrever é desenvolvido para 1ª Escrever -, que atuam como pro- das pelos alunos. A proposta qualquer punição. O governo do Es- a 4ª série do Ensino Fundamental fessores auxiliares na 1ª série do do governo não tira a autono- tado apenas incentivará o trabalho e focado em leitura e escrita. Além Ensino Fundamental. mia dos professores. nas escolas, com ações de infra- estrutu-ra e apoio à direção e aos BOLETIM IMPRESSO POR BIMESTRE 12 MIL PROFESSORES supervisores. A secretária afirma que COORDENADORES os indicadores foram colhidos nos Os pais e responsáveis dos melhores países do mundo, referên- 4,7 milhões de alunos da Rede 12 mil professores coorde- cia de superqualidade. Pública recebem desde maio de nadores trabalharão como 2007 os boletins impressos gestores das mudanças anun- bimestralmente. Esses docu- mentos são entregues pelas ciadas em 2007. São esses Metas profissionais – 8 mil já estão Para 2010, prevê-se que 41,2% dos Diretorias de Ensino às escolas, trabalhando e 4 mil serão estudantes que estiverem na 4ª série que devem encaminhá-los para chamados no fim deste mês – sejam classificados nos níveis Ade- os responsáveis, ou para os os responsáveis por planejar quado e Avançado. Na 8ª série, próprios alunos maiores de como as escolas cumprirão as 28,2% terão alcançado esses dois ní - 18 anos. Para isso, foram Registro Acadêmico (RA). Além metas de desempenho e veis e, no Ensino Médio, 16,6%. Já entregues 250 impressoras em de notas e faltas, o impresso terá como vão melhorar o nível de em 2030, estima-se que 90% dos outubro de 2007. O investimento é comentários do professor sobre o aprendizado dos alunos. alunos da 4ª série da rede estadual de cerca de R$ 1 milhão por ano - aluno, para que os pais acompa - Antes, a Secretaria contava estejam nos níveis Adequado e Avan- gasto que inclui estimativa de nhem a evolução dos filhos na com 6 mil professores coor- çado. Pretende-se também que 80% manutenção e outras despesas, escola. A Secretaria também denadores, um por escola. dos estudantes da 8ª série e 60% dos como papel. O boletim já era determinou que todos os profes- Agora, cada um dos sele- do Ensino Médio estejam na mesma divulgado na internet pelo sores do Estado tenham cionados será responsável classificação. programa Boletim on-line no site apenas um método de avaliação: por um ciclo (1ª a 4ª séries “É viável. Depende só dos profes- www.educacao.sp.gov.br. notas cheias de 0 a 10. Os do Ensino Fundamental, 5ª a sores e dos diretores da rede. O sis- Todos os alunos da rede estadual números quebrados não 8ª e Ensino Médio) e por não tema pedagógico vai melhorar. Algu- já tinham acesso às notas pelo podem ser usados como forma mais de 30 classes. mas escolas da rede já estão acima portal, digitando o número de seu de avaliação. da média da OCDE, o que nos dá 16 SPnotícias junho 2008 junho 2008 SPnotícias 17
  10. 10. educação PROGRAMAS DE RECUPERAÇÃO EXEMPLO DE ENVOLVIMENTO O bônus aos COM O ENSINO 42 DIAS DE REFORÇO mais ênfase aos conteúdos que professores é um A EE Rui Bloem, no bairro de Mirandópolis, na zona Sul da ca- Nete ano foi implementado não foram absorvidos no período incentivo adicional pital, é um exemplo de boa escola de Ensino Médio da rede pela primeira vez o sistema de anterior. Levantamento da aos funcionários pública. Apesar de ter um índice ainda baixo no Idesp (2,85), a reforço focado em língua por- Secretaria aponta que as escola está bem perto da meta para 2008 (2,95), tem alto índice tuguesa e em matemática recuperações do Primeiro Ciclo de aprovação em vestibulares e boas notas no Saresp. de 42 dias para os alunos de 5ª constituem 1.221 classes, com O vice-diretor, José Carlos Marquizin, na escola há 36 anos, a 8ª série do Ensino Fundamental aproximadamente 29 mil alunos. afirma que sempre se esforçou para que a instituição tivesse e para os do Ensino Médio. Um Desse total, 637 são classes da alegria. E queremos que todas che- diferenciais. “Temos um cuidado especial com a estrutura e a total de 3,6 milhões de alunos recuperação de 3ª série e 584, guem ao mesmo nível”, avalia a organização, e um grupo de professores efetivos que vestem a passou pelo processo e todos classes para quem ficou retido na secretária Maria Helena. camisa da escola e trabalham aqui há muito tempo”, explica. foram avaliados por prova elabo- 4ª série. Todos os alunos do PIC Os níveis ideais a serem alcança- A Rui Bloem tem 2 mil alunos de Ensino Médio e mais 900 rada pela pasta. Quem ainda recebem materiais didáticos dos variam de acordo com o ciclo. no Centro de Línguas, que ensina alemão, japonês, francês e apresentou dificuldades continuou específicos, referentes aos con- Para a 4ª série, as escolas terão de espanhol em cursos de seis semestres. Segundo Marquizin, os em recuperação, mas desta vez teúdos que serão desenvolvidos chegar ao índice 7. Para a 8ª, 6. Para funcionários se esforçam para que a escola seja, de fato, um em turno diferente do de aula, ou no decorrer do ano letivo. a 3ª do Ensino Médio, 5. lugar em que os estudantes vão para aprender. “Para isso, aos sábados, para recuperar uma temos um trabalho pedagógico de primeira linha e foco na vez por semana os conteúdos RECUPERAÇÃO DE aprovação nas faculdades. O interesse da família e dos alunos é aplicados. As classes da recuper- ALFABETIZAÇÃO Medidas no vestibular. Temos parceria com cursinhos que dão apoio aos ação são de no máximo 20 NA 5ª SÉRIE Entre as medidas para se alcançar estudantes”, diz. alunos. Os 3,6 milhões de alunos São classes específicas para recu- técnicos ou pela revisão de os objetivos estão a compra de equi- Em parceria com a Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), receberam o Jornal de perar e alfabetizar plenamente conteúdo, que vai preparar pamentos para as escolas, como data foi desenvolvido um projeto que ensina os alunos a desenvolver Recuperação. Material didático estudantes com dificuldades na 5ª os alunos que pretendem dar show para videoconferência e livros, trabalhos sobre biocombustível e robótica, por exemplo. “A e cerca de 100 mil publicações série, uma atenção especial para continuidade aos estudos e e a contratação de 60 mil funcioná- intenção é estimular o interesse dos alunos pela engenharia.” chegaram às mãos dos profes- os alunos que mostraram proble- ingressar em um curso rios, realizada nos últimos seis me- Ele diz que o segredo é ter compromisso e dedicação. sores, já capacitados. mas em leitura e escrita. As salas superior. A Secretaria da ses. Outro incentivo do governo é a “Apesar do nível não ser muito alto, estamos com o dobro da específicas e Educação realizou uma concessão de bônus para todos os média e fomos o primeiro lugar no Enem pelo segundo ano PROJETO INTENSIVO horários para aceleração de revisão curricular que permitirá funcionários, cujos critérios ainda es- seguido”, afirma. DE CICLO (PIC) resultados são organizados que as escolas disponham tão sendo criados. Para melhorar o desempenho pelas escolas em acordo com a de seis horas semanais “O projeto é muito importante para da 3ª série do Ensino disponibilidade das famílias destinadas à revisão de conteú- melhorar a qualidade do ensino nas Alunos em Fundamental com base no dados dos alunos. A política para a dos. As aulas começarão no escolas paulistas, porque vai fornecer aula de robótica do Saresp, aqueles que não recuperação da aprendizagem segundo semestre deste ano. um incentivo adicional para na EE Rui Bloem, em obtiveram boas notas na também capacitará professores As recuperações paralelas e de que os funcionários da rede Mirandópolis, na capital avaliação, realizada em 2007, virtualmente por meio da fim de ciclo, que já existiam, se empenhem mais e criem foram encaminhados para salas Rede do Saber, setor serão mantidas e aperfeiçoadas. um clima favorável ao específicas. A função principal responsável pela capacitação Neste segundo semestre, a aprendizado em todas as dessas salas é reforçar conteúdos dos educadores, que envolve todo Secretaria da Educação, em escolas”, afirma Naércio ensinados no ano anterior. Na 4ª o Estado. parceria com o Centro Paula Menezes Filho, professor série, os alunos que ficaram reti- Souza, vai abrir 50 mil vagas para de economia da Universi- dos devido ao baixo desempenho INTENSIVO o Teletec, ensino a distância. O dade de São Paulo (USP), durante o ano foram separados PARA O curso é direcionado a alunos do que participou do projeto em turmas específicas, nas ENSINO MÉDIO 3º ano do Ensino Médio ou a do Idesp. “A qualidade da quais os docentes já estão capac- No Ensino Médio, nas duas pessoas que já concluíram o ciclo. educação é um dos itados para trabalhar as últimas séries, os estudantes O ensino prepara o estudante principais fatores que dificuldades de cada um, dando poderão optar pelos cursos para o mercado de trabalho. levam ao crescimento do país”, conclui. 18 SPnotícias junho 2008
  11. 11. SPsaúde O EDIFÍCIO, ANDAR POR ANDAR (com previsão para funcionamento de todos os setores até o fim de 2009) 24o 8o Gigante Heliponto 23 Área técnica e restaurante/ lanchonete o Laboratório de análises clínicas e investigação médica 7o contra o câncer Instituto nasce com o objetivo de quadruplicar o 22o Internação 21 Internação o Área de infra-estrutura predial e centro de automação 6o Área administrativa e auditórios atendimento e ser referência em pesquisa 20o 5o Internação Ambulatório o 19 4o Criado para ser um centro de re- se, um desejo de participação de todas as Internação Ambulatório ferência no acolhimento ao pa- áreas da Faculdade de Medicina, de to- o ciente e no campo de pesquisas, o dos os departamentos, que querem aju- 18 3o Instituto do Câncer (IC) de São Paulo dar na construção do Instituto do Cân- Internação e hospital-dia Ambulatório e métodos gráficos Octavio Frias de Oliveira nasce com a cer”, diz o médico. o ambiciosa meta de quadruplicar o atual No IC, os pacientes terão serviços de 17 2o número de atendimentos e passar dos 4 diagnósticos, exames laboratoriais, cirur- Internação Diagnósticos de apoio mil pacientes/mês para 16 mil. O gias, acompanhamento clínico, recupera- o instituto foi inaugurado no mês passado, ção e reabilitação. “A proposta é que 16 1o e a previsão é que o objetivo seja todas as especialidades sejam integradas Internação Radiologia alcançado até o fim de 2009. no tratamento do paciente”, diz o profes- o O Instituto do Câncer não foi criado sor Cerri. “E o acolhimento desse pa- 15 Térreo para ser um hospital aberto. Vai receber ciente é uma questão diferenciada, multi- Área de infra-estrutura predial Recepção, atendimento apenas pacientes encaminhados pelos disciplinar”, observa. Tendência compro- inicial, reabilitação, hospitais do Estado e do Brasil. Inicial- vadamente recomendável para esse tipo 14o acolhimento de pacientes mente pelo Hospital das Clínicas, que de tratamento, como explica o professor. Centro cirúrgico fica ao lado. Sempre com o conceito De início, o Instituto do Câncer está re- 1º Subsolo multidisciplinar. Ou seja, unindo várias cebendo os pacientes no andar térreo, 13o Nutrição, Same (Serviço de áreas em um único prédio. para atendimento ambulatorial e sessões Centro cirúrgico Atendimento Médico O professor Giovanni Guido Cerri, de quimioterapia em andares acima. São e Estatística), vestiários titular de radiologia da Faculdade de 17 médicos, mas o número deverá subir 12o Medicina da USP e agora diretor-geral para 50 até 2009, já que a meta é multipli- Centro cirúrgico 2º Subsolo o Central de esterilização, do Instituto do Câncer, está animado com a concepção moderna da estrutura car por quatro a quantidade de pacientes que o Hospital das Clínicas atende hoje. 11 farmácia, almoxarifado, Quimioterapia ambulatorial roupa limpa da instituição, com a planta arquitetôni- Marcos Fumio, médico especialista em ca, com os modernos equipamentos pa- ra diagnósticos, próprios de um serviço gestão de saúde e diretor executivo do IC, é quem faz as projeções. Segundo 10o 3º Subsolo BRUNO MIRANDA/NA LATA UTI e semi-intensiva Manutenção, necrotério de ponta. “O que percebo é um interes- ele, a implementação dos setores está 9o 4º Subsolo UTI e semi-intensiva 20 SPnotícias junho 2008 FONTE: SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE Radioterapia SERI
  12. 12. FOTOS: THALES STADLER saúde A proposta é que todas as especialidades sejam integradas, tendência comprovadamente recomendável ocorrendo aos poucos. Em agosto, por exemplo, deverão estar funcio- nando três salas de cirurgia, com parte do serviço de internação e ocu- pação dos primeiros leitos. “Para triagem e atendimento, estão ativadas áreas como recepção, enfer- magem, farmácia e almoxarifado. Va- mos passar por adequações físicas e operacionais e receber recursos para diagnósticos e tratamentos”, explica o médico. Professor Giovanni Cerri na entrada do IC: “Todas as especialidades serão integradas” A serem instalados, há serviços im- portantes como o de gases medicinais (os diferentes gases que são usados em Essa análise levou o governo a trans- Camargo, Sírio-Libanês, Instituto a enfermeira Sheila. Eram atendidas procedimentos em hospitais, normalmente formar o instituto num centro de pes- Ludwig e Santa Casa. cerca de 80 pessoas por dia, e esse ligados à respiração dos pacientes) e a ra- quisa e de atendimento especialmente número passará a cem. “A previsão é diologia. Para isso, são necessárias sa- voltado à oncologia, com a intenção de Humanização que chegue a 300 atendimentos em las muito específicas, como bunkers torná-lo uma referência na área. Além dos consultórios em funcio- 2009”, diz o oncologista Paulo Hoff. blindados e capelas (cabines) de ma- “As pessoas estão deixando de namento, todas as sessões de quimio- Como a rapidez de atendimento é nipulação de drogas quimioterápicas. morrer por problemas do coração, terapia já passaram do HC para o muito importante para o doente de porque têm à sua disposição mais tra- Instituto do Câncer. E respeitando-se câncer, o objetivo é que o paciente Envelhecimento tamentos. No câncer, a situação é um aspecto que foi classificado como não espere mais por uma vaga para O câncer é a segunda doença que diferente. A degeneração das células, fundamental: a idéia de humanização, fazer sessões de quimioterapia. Os mais mata brasileiros atualmente. Fica principalmente em idosos, resulta em de acolhimento do paciente. Por isso, procedimentos serão marcados de atrás apenas das doenças cardíacas. processos cancerígenos. Mesmo as- também se espera a instalação de uma forma rápida. Mas em 20, 30 anos, especialistas nor- sim, há 60% de chances de cura do sala de conforto, pré e pós- te-americanos acreditam que o câncer câncer”, assegura o diretor clínico do tratamento, segundo a enfermeira Ponta será a primeira causa de morte no IC, o oncologista Paulo Hoff. Sheila Duarte de Moraes, que Por conta da segmentação da on- mundo, em razão do envelhecimento “Hoje já estamos atendendo 4 mil coordena o serviço de quimioterapia cologia, com médicos de áreas distin- da população e tendo em vista que a pacientes vindos do Hospital das Clí- no instituto. tas (ortopedia, ginecologia e assim enfermidade atinge predominante- nicas. Deverão ser 8 mil novos aten- Durante pelo menos um mês, todos por diante), o Instituto do Câncer te- mente idosos. O Brasil segue essa ten- dimentos por ano, só na oncologia os pacientes do HC foram avisados de rá como ponto forte a pesquisa. “To- dência, já que a longevidade no país clínica. Assim, no total serão 16 mil que haveria mudança do local de dos os nossos andares vão respirar aumenta a cada ano. Atualmente, a ex- novos pacientes até 2009”, informa o tratamento em maio, por meio de tele- pesquisa, contando com a colabora- pectativa de vida do brasileiro é de médico. Ele diz que o instituto terá fonemas, cartazes e panfletos, ou du- ção de todos os departamentos da 72,3 anos, resultado da melhoria no parcerias com importantes institui- rante o agendamento das consultas. Faculdade de Medicina”, diz o dire- acesso à alimentação, à saúde e ao sa- ções, como o Instituto Nacional de Havia 27 cadeiras para quimiote- tor -geral do IC, Giovanni Guido neamento básico prestado à população. Câncer (Inca) e os hospitais A.C. rapia e agora deverão ser 70, segundo Cerri. Pesquisa que já faz parte do 22 SPnotícias junho 2008 junho 2008 SPnotícias 23

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