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Campanha poliomielite 2013_sc
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Campanha poliomielite 2013_sc

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  • 1. 1
  • 2. 2Estado de Santa CatarinaSecretaria de Estado da SaúdeSuperintendência de Vigilância em SaúdeDiretoria de Vigilância EpidemiológicaGerência de Vigilância de Doenças Imunopreveníveis e ImunizaçãoINFORME TÉCNICOCAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA APOLIOMIELITE 201308 a 21 de junho de 2013
  • 3. 31. IntroduçãoO Ministério da Saúde, juntamente com as Secretarias Estaduais e Municipais deSaúde, realizará no período de 08 a 21 de Junho a Campanha Nacional de Vacinação contra aPoliomielite do ano de 2013.A população alvo a ser vacinada no Estado de Santa Catarina é de 381.645 crianças apartir dos 6 meses até os menores de cinco anos de idade (6 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias),com meta mínima a atingir de 95% deste grupo, o que corresponde a 362.563 crianças.Está prevista a distribuição de 572.472 doses da vacina oral contra a poliomielite(VOP), além do repasse de recursos financeiros do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundosdas Secretarias Municipais de Saúde (SMS) estimados em aproximadamente R$ 1.090.109,07, deacordo com a Portaria nº 2.803, de 6 de dezembro de 2012, que aprova os critérios para ofinanciamento de Campanhas de Vacinação anuais.O Brasil realiza em 2013 o 34º ano de Campanhas Nacionais de Vacinação contra aPoliomielite e o 24º ano sem a doença no país, estando livre do poliovírus desde 1990, e assimdeve se manter até a concreta certificação mundial da erradicação deste agente infeccioso. Dessaforma, esta estratégia tem como objetivo garantir a não reintrodução da doença no territóriobrasileiro, com a manutenção de altas e homogêneas coberturas vacinais contra a poliomielite,tanto nas ações de rotina, como nas campanhas de vacinação e a adequada Vigilância das ParalisiasFlácidas Agudas (PFA).Este Informe apresenta as diretrizes e orientações técnicas e operacionais paraorganização da campanha, e fundamenta a necessidade dessa estratégia de vacinação,subsidiando o processo de trabalho das equipes estaduais, municipais, Distrito Federal e outrosórgãos interessados na capacitação dos recursos humanos envolvidos, bem como na orientaçãodas ações da comunicação e mobilização social.2. Situação Epidemiológica da Polimielite no mundoNo cenário global da poliomielite, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS)demonstram que entre os anos de 2011 e 2012, 16 países registraram casos da doença, e na suamaioria, decorrente de importações do poliovírus selvagem de países endêmicos ou de países querestabeleceram a transmissão (transmissão sustentada por mais de um ano de circulação).Atualmente, três são os países considerados endêmicos (Afeganistão, Nigéria e Paquistão), três osque restabeleceram a transmissão (Angola, Chade e República do Congo) e 08 países comocorrência de casos devido às importações (Mali, Niger, Costa do Marfim, CAR, Kenia, Liberia,Somália, Uganda).Em 2012 foram registrados 223 casos, sendo que 217 (97,3%) foram nos paísesendêmicos e, 6 (2,7%) nos não endêmicos. No ano de 2012, observou-se uma redução de 36,9% nonúmero de casos de poliomielite no mundo quando comparado ao ano de 2011 ( de 604 para 223casos). No ano de 2013, até o dia 08 de maio, foram registrados 26 casos, todos em paísesconsiderados endêmicos (06 no Paquistão, 18 na Nigéria e 02 no Afeganistão) número tambéminferior quando comparado ao mesmo período de 2012 (53 casos).
  • 4. 4Destaca‐se, diante deste quadro mundial, a necessidade de unir esforços para atingir ameta dos indicadores preconizados pelo Ministério da Saúde para manutenção do país livre dadoença. Mesmo tendo alcançado bons resultados em relação às metas nacionais e estaduaispreconizadas, as coberturas vacinais municipais ainda são heterogêneas no país, o que leva aformação de bolsões de pessoas suscetíveis à doença, possibilitando assim a reintrodução dospoliovírus, no país, favorecido pelo fluxo de viajantes.Diante de tais circunstâncias, e com a proximidade de grandes eventos de massa queserão realizados no Brasil, como a Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações, Copa doMundo e Olimpíadas, é importante informar aos profissionais, autoridades e gestores em saúde,sobre os riscos de reintrodução do poliovírus selvagem, e a necessidade da Notificação eInvestigação imediata de todo caso de Paralisia Flácida Aguda (PFA).3. Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas e Poliomielite (PFA/Pólio) no BrasilO principal objetivo da Vigilância Epidemiológica é manter o Brasil livre da circulaçãodo poliovirus selvagem, para isso monitora-se a ocorrência de casos de paralisia flácida aguda (PFA)em menores de 15 anos de idade e avalia-se o desempenho operacional do Sistema deVigilância Epidemiológica das PFA no país (VE PFA/Pólio). Dessa forma, todo caso de PFA, emmenores de quinze anos, ou suspeita de poliomielite em indivíduo de qualquer idadeprocedente de países com circulação de poliovirus selvagem nos últimos 30 dias, deve ser:notificado e investigado imediatamente, digitado no Sistema de Informação de Agravos deNotificação (SINAN), coletado uma amostra de fezes até o 14º dia do início do déficit motor paraisolamento viral e esclarecimento do diagnóstico e encerrado no SINAN em até 60 dias após anotificação.A qualidade da VE PFA é avaliada com base nos seguintes indicadores de desempenhooperacional: 1) Taxa de notificação, 2) Investigação epidemiológica em até 48 horas; 3) Coleta deuma amostra oportuna de fezes e 4) Proporção de notificação semanal negativa‐positiva. Excetopara a taxa de notificação que a meta é de no mínimo 1 caso/100.000 < 15 anos, para os demaisindicadores a meta mínima esperada é de 80% .Em Santa Catarina, de acordo com o total de sua população de zero a 14 anos (1.391.568), onúmero mínimo esperado, é de 14 de casos de PFA. Em 2012, os indicadores de qualidade doprograma, por macrorregião estão demonstrados na tabela 1.Tabela 1. Indicadores de qualidade da VE das Paralisias Flácidas e Agudas/Poliomielite, por macrorregião. SC, 2012.Extremo Oeste 2 2 100,00 1,14 100 100 100Meio Oeste 1 2 200,00 1,38 100 100 100Planalto Serrano 1 2 200,00 2,67 50 100 100Vale do Itajaí 3 2 66,67 0,63 100 100 100Norte/Nordeste 3 2 66,67 0,69 50 100 100Grande Florianópolis 2 5 250,00 2,34 50 100 100Sul 2 2 100,00 1,01 100 100 100SC 14 17 121,43 1,21 88 100 100Fonte: SINAN/GEVIN/DIVE/SES*Tx p/100000 <15anosMetaNo.casosnot% casosnotTaxa notific./100.000hab.% coletaoportuna% investigaçãooportuna%encerramentooportunoMacrorregiões
  • 5. 5Garantir a qualidade da vigilância e, principalmente, do diagnóstico seguro e oportunodas PFA no Brasil constitui um desafio a ser enfrentado de forma integrada e articulada pelosprofissionais de saúde, técnicos e gestores do SUS em todos os níveis do sistema.4. O Brasil e a estratégia anual de campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite.Espera‐se mundialmente, que as campanhas periódicas de vacinação, junto com avacinação de rotina, continuem a assegurar a imunidade na população e minimize o risco deocorrência de um surto, sendo que a chave do sucesso será o continuado empenho de todos osenvolvidos, cujo apoio tem sido imprescindível na interrupção da cadeia de transmissão dapoliomielite.No Brasil as ações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) com a vacina oralpoliomielite (VOP), vacina inativada poliomielite (VIP) e da Vigilância Epidemiológica das paralisiasflácidas agudas (PFA), atualmente, estão voltadas para a manutenção do país livre do poliovirusselvagem. Essas ações são necessárias devido à existência do risco de reintrodução da infecção noBrasil em função da possibilidade de importação de casos provenientes de países endêmicos edaqueles que restabeleceram a transmissão. Assim como, pela ocorrência de surtos de poliovírusderivado vacinal (PVDV) em áreas de baixas e heterogêneas coberturas vacinais.Conforme dados disponíveis relativos ao período de 2008 a 2012 (Figura 1), verificou-se um bom desempenho no Estado no tocante às coberturas vacinais por etapa. Foram verificadascoberturas vacinais acima da meta (95%) em todos os anos.A homogeneidade de CV no mesmo período, medida pela proporção de municípioscom coberturas adequadas (≥95%) variou de 64,2% na 2ª etapa de 2008 a 93,5% na 2ª etapa de2011.Figura 1. Coberturas vacinais e homogeneidade nas campanhas de vacinação contra a poliomielite. SC,2008 a 2012.Fonte:http://pni.datasus.gov.brA partir de 2012, o Brasil passou a realizar somente uma etapa da Campanha Nacionalcom vacina Poliomielite, ocorrendo no mês de Junho.
  • 6. 65. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite em 20135.1. Objetivo e MetaO objetivo da Campanha é manter o Brasil na condição de país certificadointernacionalmente para a erradicação da poliomielite, estabelecendo proteção coletiva por meioda disseminação do vírus vacinal no meio ambiente, tendo como meta a vacinação de criançasentre 6 meses e menores de cinco anos de idade (6 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias).5.2. EstratégiaEmbora na campanha seja utilizada a vacina oral poliomielite (VOP), a coordenaçãoestadual de Imunização recomenda às Coordenações Municipais de Imunização disponibilizar avacina inativada poliomielite (VIP) durante esta campanha de vacinação, para crianças queestiverem iniciando o esquema contra a poliomielite, bem como naquelas que coincidentementeestejam na época de receber alguma dose do esquema (esquema sequencial ou indicação do CRIE),evitando a perda de oportunidade de vacinação. Na impossibilidade de disponibilizar a VIP agendarpara a rotina.As situações que podem ocorrer, bem como as condutas que deverão ser adotadas,encontram-se detalhadas no quadro 1.Quadro 1. Situação vacinal e conduta a ser adotada na campanha nacional de vacinação contra a poliomielite 2013.Criança entre 6 meses e menor de 5 anos de idade.Situação Conduta Observação RegistroNão vacinada Vacinar com VIP eagendar a próximadoseNão fazer VOP Registrar somente na rotina noesquema sequencial VIP/VOPCom apenas umadose de VIP (D1)Vacinar com VIP(observando ointervalo mínimo de30 dias) e agendarpróxima dose comVOP (D3)Não fazer VOP nacampanhaRegistrar somente na rotina noesquema sequencial VIP/VOP.Com duas doses deVIP (D1 e D2)Vacinar com VOP Validar a dose narotina se tiverintervalo entre asdoses ≥ 30 dias.Caso contrário fazera dose comocampanha e agendara terceira dose deacordo com ocalendárioRegistrar na campanha e noSIAPI, para o caso de validar adose na rotina.Com duas doses deVIP (D1 e D2) e (D3)de VOPAdministrar VOP Se tiver no momentode reforço validar adose na rotina.Registrar na campanha e noSIAPI, para o caso de validar adose na rotina.Com uma ou maisdoses da VOPAdministrar VOP Observar intervalo ese tem indicação devalidar na rotinaRegistrar na campanha e noSIAPI, para o caso de validar adose na rotinaPor indicação clínicainiciou esquema comVIPNão administrarVOPContinuar esquemacom VIPNão registrar na campanharegistrar no SIAPI
  • 7. 7LEMBRETES IMPORTANTES:1. As crianças sem dose anterior de VIP, ou com esquema incompleto, nãodeverão receber VOP durante a campanha, mesmo que tenham idade igual ousuperior a 6 meses.2. No período da campanha a vacina oral contra poliomielite deve seradministrada mesmo que a criança tenha recebido a vacina contra rotavírus hámenos de 2 semanas (intervalo mínimo). O mesmo é válido para as demaisvacinas.3. Durante a realização da campanha contra a poliomielite, recomendamosespecial atenção à 2ª dose da vacina contra a gripe para as crianças menores de2 anos agendadas e que ainda não fizeram, bem como se verifique anecessidade de atualização de esquema vacinal para faltosos.6. A vacina oral poliomieliteA vacina induz boa imunidade intestinal e humoral. Confere proteção contra os trêssorotipos do poliovirus 1, 2 e 3, e sua eficácia é em torno de 90% a 95% com a administração detrês doses. Para uma imunidade longa, frente aos tipos de poliovirus, faz‐se necessário completaro esquema básico de três doses, ou seja, 2 doses de VIP (D1 e D2) e 1 dose de VOP (D3), sendonecessário uma dose de reforço (VOP) após o termino do esquema básico. Assim, praticamente 100%dos vacinados terão proteção garantida.A administração da vacina oral poliomielite é bem aceita pela população e possibilita aimunização dos contatos das pessoas vacinadas, em razão da disseminação do poliovirus noambiente, viabilizando a eliminação da doença causada pelo poliovirus selvagem.A vacina a ser utilizada na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite foiproduzida e embalada em bisnaga com aplicador e tampa rosqueável pelo laboratório Bio‐Manguinhos/FIOCRUZ/RJ.6.1. FormaFarmacêuticae ApresentaçãoA vacina poliomielite é trivalente. Contém uma solução de vírus atenuados dapoliomielite dos tipos 1, 2 e 3. Cada dose de 0,1ml (*) contém:poliovirus atenuados tipo 1: 1 milhão CCID50 (**);poliovirus atenuados tipo 2: 100 mil CCID50 (**);poliovirus atenuados tipo 3: 600 mil CCID50 (**)(*) Cada dose corresponde a 02 (duas) gotas;(**) CCID: dose infectante em cultura de célulasExcipientes: Cloreto de Magnésio, Estreptomicina, Eritromicina, Polissorbato 80,L‐Arginina e Água destilada.
  • 8. 81 DOSE = 2 GOTAS6.2. Validade e conservaçãoA vacina pode ser armazenada e transportada em temperatura de –20ºC ou +2°C a+8°C. Após o degelo, esta vacina deve ser mantida entre +2°C a +8°C e protegida da luz, condiçãoesta que manterá a validade por um período de 3 meses, por um período não superior aoprazo de validade indicado no rótulo, que deve ser rigorosamente obedecido. Não recongelar oproduto após seu descongelamento.Após abertura da bisnaga, a vacina poliomielite deve ser utilizada no prazo máximode 5 dias desde que mantidas as condições recomendadas de assepsia e conservação mantendo atemperatura de +2°C a +8°C. Na campanha, esse procedimento deve ser adotado so ment e empostos que funcionam em unidades de saúde.Para os postos volantes ou de instalação temporária, recomenda‐se que as dosesremanescentes das bisnagas abertas não sejam utilizadas. No final do dia, as bisnagas abertasdevem ser devolvidas à unidade de saúde de referência, acondicionadas em recipientes rígidos,resistentes a perfurações, ruptura, vazamento, com tampa e devidamente identificadas, de forma agarantir o transporte seguro, sendo de responsabilidade do serviço de saúde o tratamento(conforme a Resolução RDC da ANVISA n° 306 de 7 de dezembro de 2004) e o destino final dosresíduos gerados pelas atividades de vacinação (de acordo com a Resolução CONAMA no 358 de2005).Alerta‐se, para evitar o contato da bisnaga conta‐gotas com a boca da criança,impedindo a contaminação pela saliva no ato da vacinação.6.3. Contra-indicaçõesNão há contraindicações absolutas a administração da vacina oral poliomielite,evitando‐se, entretanto, a vacinação de crianças nas seguintes situações:• crianças portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38ºC;• crianças com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina, a exemplo daestreptomicina ou eritromicina. No entanto, histórias de dermatite de contato aestreptomicina ou eritromicina não são uma contra indicação;• crianças que, no passado, tenham apresentado qualquer reação anormal a esta vacina;• crianças imunologicamente deficientes devido a tratamento com imunossupressores ou deoutra forma adquirida ou com deficiência imunológica congênita;
  • 9. 9• crianças que estejam em contato domiciliar com pessoa imunodeficiente (devem receberesquema com VIP conforme indicação do CRIE).• crianças com história de paralisia flácida associada à vacina, após dose anterior da vacinapoliomielite oral.• crianças que não tenham comprovadas em carteira de vacinação duas doses de VIP anteriorà campanha.6.4. Evento adversoA vacina oral poliomielite é extremamente segura, sendo raras as reaçõesassociadas a sua administração. O evento adverso informado como associado à vacina produzidaa partir dos poliovirus atenuados é a poliomielite pós‐vacinal ou poliomielite associada ao vírusvacinal, que caracteriza‐se pelo desenvolvimento de paralisia flácida aguda (PFA) idêntica ainfecção com o vírus selvagem, podendo, também, determinar sequelas motoras definitivas.A Paralisia Associada ao Vírus Vacinal (PAVV) é uma doença aguda febril que causadeficiência motora flácida, de intensidade variável, geralmente assimétrica. A paralisia pode surgirentre o 4º e o 40º dia depois da vacinação no caso do vacinado. No caso do comunicante dovacinado a paralisia surge entre o 4º e 85º dia. Ambos, vacinados e comunicantes,apresentam sequela compatível com poliomielite 60dias após o início do déficitmotor. Essa situação ocorre em razão de uma mutação sofrida pelo vírus vacinal, tornando‐ocapaz de provocar a doença. Esse mecanismo de transformação da cepa vacinal em patogênica édenominado de reversão.A ocorrência da paralisia associada à vacina, no entanto, é muito rara. No Brasil entre1989 e 2012, foram registrados 46 casos de poliomielite associada à vacina oral, todos em crianças,com taxa de 1 caso para cada 1,6 milhões de doses administradas e com predomínio na primeiradose (Fonte: COVER/CGDT/DEVEP-SVS/MS). Em estudos publicados, o risco estimado para aprimeira dose variou de um caso para 1,2 milhões a 2,4 milhões de doses administradas e,considerando todas as doses, variou de um caso para 3,6 milhões a 13 milhões de dosesadministradas.Com o objetivo de reduzir esse risco nas primeiras doses, em 2012 o Brasil introduziu avacina inativada contra a poliomielite (VIP), em esquema sequencial com 2 doses (D1 e D2) erecomenda a VOP nas campanhas apenas para crianças a partir dos 06 meses de idade e jávacinadas com duas doses de VIP.Lembramos que a Pólio Inativada, VIP, não tem a capacidade de reversão, ou seja, deprovocar a doença nos vacinados e, por este motivo, toda a criança deverá receber sempre aprimeira e a segunda doses de VIP antes de qualquer dose de VOP.7. Imunobiológicos e recursos para a campanhaPara a campanha está prevista a distribuição de 572.470 doses da vacina oral contra apoliomielite, para a população demonstrada no quadro 3.
  • 10. 10Quadro3. População alvodacampanhadevacinaçãocontraapoliomieliteporGerênciaRegionaldeSaúde.SC,2013*6M a < 1A **1 ANO 2 ANOS 3 ANOS 4 ANOS TOTAL1 XANXERÊ 1.086 2.171 2.026 2.166 2.294 9.7432 VIDEIRA 2.029 4.058 3.713 3.964 4.188 17.9523 CONCÓRDIA 872 1.744 1.644 1.701 1.836 7.7974 RIO DO SUL 1.856 3.711 3.581 3.667 3.989 16.8045 SÃO MIGUEL DO OESTE 1.042 2.084 1.981 2.242 2.133 9.4826 ARARANGUÁ 1.187 2.374 2.292 2.519 2.703 11.0757 ITAJAÍ 4.120 8.240 7.756 7.924 8.075 36.1158 JOAÇABA 1.270 2.539 2.352 2.518 2.653 11.3329 BLUMENAU 4.498 8.996 8.430 8.305 8.610 38.83910 CHAPECÓ 2.713 5.426 4.985 5.006 5.398 23.52811 MAFRA 1.748 3.496 3.133 3.327 3.514 15.21812 CRICIÚMA 2.671 5.342 4.871 5.034 5.200 23.11813 JOINVILLE 4.931 9.862 8.863 9.047 9.283 41.98614 TUBARÃO 1.071 2.141 2.077 2.078 2.251 9.61815 LAGES 2.027 4.053 3.834 4.055 4.353 18.32216 CANOINHAS 974 1.948 1.867 1.966 2.040 8.79517 JARAGUÁ DO SUL 1.741 3.482 3.040 3.050 3.202 14.51518 FLORIANÓPOLIS 6.703 13.405 11.720 12.216 12.471 56.51519 LAGUNA 752 1.504 1.503 1.540 1.703 7.00220 BRAÇO DO NORTE 455 910 832 809 886 3.89242 SANTA CATARINA 43.743 87.486 80.500 83.134 86.782 381.645Reg NomeMETAFonte: NV/SINASC preliminar para 6m a < 1ano e 1 ano e Estimativa IBGE 2010 para 1,2,3, e 4 anos* 6 meses a < 1 ano - Metade da meta de < 1ano - Estimativa sinasc 2011 preliminar.** 1 ano - Meta estimativa SINASC 2011 preliminar.2 a 4 anos - Estimativa IBGE 2012.Além dos recursos repassados fundo a fundo do MS para os municípios, também sãoinvestidos recursos das SES e SMS para a realização da vacinação, possibilitando ofuncionamento de aproximadamente 1600 postos de vacinação, com o envolvimento de cerca desete mil pessoas e a utilização de cerca de 800 veículos.8. Registro de doses aplicadas na Campanha Nacional de Vacinação contra PoliomielitePara o ano 2013, será mantido o registro das doses administradas na campanha devacinação contra a poliomielite por sala de vacina e por idade: 6meses <1 ano; 1ano; 2 anos; 3anos e 4 anos no site http://pni.datasus.gov.br.Ressalta-se que doses administradas na campanha em crianças que receberam aúltima dose no intervalo de trinta dias ou mais deve ser validada na rotina, portanto devem serregistradas tanto na campanha, como também na rotina (SIAPI).Neste ano, a lista de salas de vacinas conterá mais uma coluna contemplando ainformação do TIPO DE SALA DE VACINA, conforme cadastro no SIAPI (Estabelecimentos de Saúdecadastrados na tabela do API por código conforme tipo de sala de vacina).Esta informação detalhada possibilitará a avaliação de doses aplicadas em salas devacinas específicas para população atendida durante a campanha em clínicas privadas (Cód.2),população privada de liberdade (Cód. 9), população indígena (Cód. 10) e população de quilombolasNÃO REGISTRAR DOSE DE VIP em nenhuma circunstancia como DOSE DE“CAMPANHA”.
  • 11. 11e assentados (Cód.11).Este ano é de fundamental importância divulgar a necessidade de apresentar o cartãode vacina para avaliar a situação vacinal da criança considerando a importância do esquemasequencial. Entretanto, é necessário interrogar se houve perda do cartão, e SOMENTE neste caso, acriança será considerada não vacinada e deverá iniciar o esquema sequencial.Modelo de boletim de doses aplicadas para registro de campanha.Municípios com o SIPNI (sistema nominal) implantado em salas de vacinaspoderão digitar as doses de campanha no sistema selecionando a estratégia CAMPANHAS. Oregistro será feito individualmente com a possibilidade também de validar as doses para rotina,considerando que o sistema permite o registro por tipo de dose conforme tabela interna,contemplando na estratégia CAMPANHAS as doses D1, D2, D3, REF, D (dose).EX: se for somente dose de campanha ► Estratégia Campanha e dose = “D”;se for 3ª dose válida de rotina ► Estratégia Campanha e dose = “D3”.No entanto, estas salas de vacinas e/ou o município deverão também repassar osdados de doses aplicadas ao site da campanha para consolidação nacional por sala de vacina.Os postos de vacinação deverão dispor de boletim diário de dosesaplicadas da vacina poliomielite na rotina para registros das dosesadministradas na campanha que poderão ser validades como dose derotina.
  • 12. 12Entrada e envio de dadosO site disponibilizará a página para registro dos dados a partir do dia 03 de junho edeverá permanecer até o dia 05 de julho de 2013 acessando o link http://pni.datasus.gov.brNo site acessar o “menu” SERVIÇOS / ENVIAR DADOS DA CAMPANHA DE POLIO,incluir USUÁRIO (código do IBGE) e SENHA (fornecida pela equipe da coordenação do Estado).
  • 13. 13Consulta de dadosDurante todo o período os dados serão disponibilizados em tempo real (online) comconsultas a diversos relatórios consolidados, permitidas por sala de vacina, município, regionalde saúde, unidade federada, região e Brasil. Estes devem ser consultados no propósito de avaliaro desempenho da campanha e intervir oportunamente.Registro no dia “D”No dia 08 de junho (dia “D”), os municípios devem digitar as doses aplicadas namanhã do dia de campanha acumuladas com doses de estratégias de dias anteriores (sehouverem) até às 11hs. Os municípios digitarão entre as 17 e às 18hs, os dados acumulados dainformação da manhã com as doses aplicadas a tarde, salvo municípios que tenham grandevolume de dados a serem processados, quando disporão de prazo mais dilatado.A Regional de Saúde verificará a digitação de seus municípios pela manhã e a tarde e após todosdigitarem no site, ligará para a GEVIM informando a situação, para então ser liberada ( númerode telefone de contato e o técnico responsável serão divulgados por e-mail pela manhã do dia“D”).Registro no período da campanhaNos dias subsequentes, até o final da campanha, os municípios digitam os dadosacumulados no site, diariamente, e a regional faz a verificação da digitação. Em caso de nãodigitação, a regional entrará em contato com o município para esclarecer ou adotar medidasque couberem.
  • 14. 14Referências1. Anda, B. History of polio vaccination. World J Virol 2012 August 12; 1(4): 108-114 ISSN 2220-3249 (online).2. Bricks, L. F. Vacina contra poliomielite: um novo paradigma. Rev Paul Pediatria 2007; 25(2):172-9.3. Blomqvist, S., Bassioni L. E., Nasr, E. M. E. M. et al. Detection of Imported Wild Poliovirusesand of Vaccine-Derived Polioviruses by Environmental Surveillance in Egypt. Applied andEnvironmental Microbiology p. 5406–5409. August 2012 Volume 78 Number 15.4. CDC. CDC Assessment Of Risks To The Global Polio Eradication Initiative (GPEI) Strategic Plan2010‐2012.5. Ebrahim, G.J. Polio eradication, and after . Rev. bras. saúde matern. infant., Recife, 2 (2): 189-191, mai. - ago., 20026. John, T. J., Vashishtha, V. M. Eradication of vaccine polioviruses: why, when & how? Indian JMed Res 130, November 2009, pp 491-4947. Kopra, C.S. Blomqvist, S. Mechanisms of genetic variation in polioviruses. Rev. Med. Virol.2010; 20:358–371.8. Maher, D. The human qualities needed to complete the global eradication of polio. Bull WorldHealth Organ 2013; 91:283–289. doi:10.2471/BLT.12.111831.9. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Análise da execução do PlanoNacional de Contenção do Poliovírus Selvagem em Laboratórios Brasileiros durante a Fase de Pré‐Erradicação Mundial do Poliovírus. Brasília, 2009.10. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica.Brasília, 2009. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Dados informativos eestatísticos do SIPNI. Brasília, 2010.11. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Centro Nacional de Epidemiologia.Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos Pós‐Vacinação. Brasília, 2006.12. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Cenepi. CGPNI. Manual deProcedimentos para Vacinação. Brasília, 2001.13. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Informe Técnico sobre a CampanhaNacional de Vacinação contra a Poliomielite. Brasília – DF, 2011.14. Organização Mundial de Saúde. Plan Strategique de l’Iniciative Mondiale pour l’Eradicationde La Poliomyélite 2004‐2008. Genebra, 2004.15. Smith, A. W., Leder, K., Tambyah, P. A. Importation of Poliomyelitis by Travelers. EmergingInfectious Diseases • www.cdc.gov/eid • Vol. 14, No. 2, February 200816. Stewardson, A. J., Roberts, J. A., Beckett, C. L., et al. Imported Case of Poliomyelitis,Melbourne, Australia, 2007. Emerging Infectious Diseases • www.cdc.gov/eid • Vol. 15, No. 1,January 2009.17. TAFURI, S. MARTINELLI, D. MELPIGNANO, et al. High Level Immunity Against Poliomyelitis inAfrican and Asian Refugees in Southern Italy. Journal of Travel Medicine. DOI:10.1111/j.1708‐8305.2009.00392.x. J Travel Med 2010; 17: 203–205.18. UNICEF. Massive international effort to stop pólio epidemic across West Africa.BRAZZAVILLE/Dakar, 25 de março de 2011. Disponível em:http://www.unicef.org/media/media_58050.html. WHO. Weekly Epidemiological Record 15 deabril 2011, 86th year. Nº 16, 2011, 86, 153‐160.19. Weekly Epidemiological Report. Global Polio Eradication Initiative. WER Sri Lanka - Vol. 37 No.45. 06th – 12th November 2010.
  • 15. 1520. WHO. GPEI – Polio Eradication and Endgame Strategic Plan 2013-2018. Global PolioEradication Initiative. 9 April 2013.21. WHO. Poliomielitis: intensificación de la iniciativa de erradicación mundial. Informe de laSecretaría. 66.ª Asamblea Mundial de La salud. A66/18. 28 de marzo de 2013.22. WHO. Weekly Epidemiological Record 6 de maio 2011, 86th year. Nº 19, 2011, 86, 177‐188.WHO. Weekly Epidemiological Record 13 de maio 2011, 86th year. Nº 20, 2011, 86, 189‐204.23. WHO. 11th WHO/UNICEF Consultation with OPV/IPV Manufacturers and NRAs. 25 October2012. Geneva, WHO/HQ, Salle C.Sites recomendadoswww.anvisa.gov.br (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)www.cdc.gov/vaccines/programs/global (CDC)www.fda.gov (Food and Drug Administration)www.gavialliance.org (Gavi Alliance)www.gatesfoundation.org/Pages/home.aspx (Bill & Melinda Gates foundation)www.paho.org (Panamerican Health Organization)www.polioeradication.org (Global Polio Eradication Initiative)www.polioplace.org/history/collections (Polioplace ‐ A serviceof Post‐Polio Health International)www.post‐polio.org (Post‐Polio Health International)www.saude.gov.br/svs (Secretaria de Vigilância em Saúde/MS)http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/homewww.unicef.org (UNICEF)www.vaccinealliance.org www.cdc.gov (Centers Diseases Control)www.who.int (Organização Mundial de Saúde)
  • 16. 16EXPEDIENTEMinistro da Saúde - Alexandre PadilhaSecretário de Vigilância em Saúde - Jarbas Barbosa da Silva JúniorDiretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis - Cláudio MaierovitchCoordenadora do Programa Nacional de Imunizações – Carla Magda Allan DominguesCoordenadora Substituta do Programa Nacional de Imunizações - Nair Florentina de MenezesCoordenador da Coordenação Geral das Doenças Transmissíveis - José Ricardo Pio MarinsElaboraçãoAna Carolina Cunha Marreiros – CGPNI/DEVIT/SVS/MSAntonia Maria da Silva Teixeira ‐ CGPNI/DEVIT/SVS/MSLuana Alves d’Almeida- CGPNI/DEVIT/SVS/MSKarla Calvette Costa – CGPNI/DEVIT/SVS/MSMaria Cristina Willemann - CGPNI/DEVIT/SVS/MSNair Florentina de Menezes - CGPNI/DEVIT/SVS/MSPaulo Ricardo Brites Esteves - CGPNI/DEVIT/SVS/MSRegina Célia Mendes dos Santos Silva ‐ CGPNI/DEVIT/SVS/MSRegina Célia Silva Oliveira ‐ CGPNI/DEVIT/SVS/MSSamia Abdul Samad ‐ CGPNI/DEVIT/SVS/MSSandra Maria Deotti Carvalho ‐ CGPNI/DEVIT/SVS/MSSirlene de Fátima Pereira ‐ CGPNI/DEVIT/SVS/MSZirlei Maria de Matos - UVRI/CGDT/DEVIT/SVS/MSColaboraçãoCristiane Pereira de Barros - CGPNI/DEVIT/SVS/MSErik Vaz da Silva Leocadio - CGPNI/DEVIT/SVS/MSKarla Rosane de Alarcão - CGPNI/DEVIT/SVS/MSMara El-Corab Moreira de Oliveira – CGPNI/DEVIT/SVS/MSMarcelo Pinheiro Chaves - CGPNI/DEVIT/SVS/MSWalquiria Gonçalves dos Santos Teles - CGPNI/DEVIT/SVS/MSEquipe GEVIM/DIVE/SUVIS/SES/SCEduardo Marques MacárioLuciana AmorimMaria Sidney JacomelRogério BerlinckRose DeitosEdnete WolfContato:Secretaria de Estado da Saúde de Santa CatarinaSuperintendência de Vigilância à SaúdeDepartamento de Vigilância EpidemiológicaGerência de Vigilância de Doenças Imunopreveníveis e ImunizaçãoRua: Felipe Schmidt, 774 – Centro – Florianópolis (SC) – 88.010-002 – Edificio MontrealTel: (48) 3221-8409Fax: (48) 3221-8424Email: gevim@saude.sc.gov.br