Geografia econômica

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Geografia econômica

  1. 1. Geografia Econômica
  2. 2. Comedores de Batata
  3. 3. Trabalhadores
  4. 4. O que é Economia? <ul><li>Atividades Econômicas são aquelas por meio das quais os indivíduos trabalham para produzir alimentos, roupas armas ou ferramentas! </li></ul><ul><li>Economia Política: </li></ul><ul><li>Ramo das ciências humanas voltado à análise das ações destinadas à produção, distribuição e consumo dos bens que propiciam o desenvolvimento das sociedades. </li></ul>
  5. 5. O que é Economia? <ul><li>Max Webber: </li></ul><ul><li>“ Economia como administração dos recursos raros ou dos meios destinados a atingir determinados fins”. </li></ul><ul><li>Definição adequada ás sociedades desenvolvidas, nas quais o dinheiro é um meio para a satisfação de desejos e necessidades. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>ESCASSEZ = LIMITAÇÃO DE RECURSOS EM TERMOS DE QUANTIDADE DISPONÍVEL PARA USO IMEDIATO . </li></ul><ul><li>“ a sociedade precisa gerenciar bem seus recursos ” </li></ul>
  7. 7. <ul><li>- Qual o Objetivo da Administração destes Recursos ? </li></ul><ul><li>- Atender uma série de necessidades Individuais e Coletivas que precisam ser satisfeitas para garantir a sobrevivência dos INDIVÍDUOS . </li></ul><ul><li>Tais como : </li></ul><ul><li>- ALIMENTAÇÃO </li></ul><ul><li>- TRANSPORTE </li></ul><ul><li>- EDUCAÇÃO </li></ul><ul><li>- SAÚDE </li></ul><ul><li>- BENS E SERVIÇOS EM GERAL </li></ul>
  8. 8. <ul><li>- O conjunto destes Bens e Serviços compõem a : </li></ul><ul><li>- PRODUÇÃO ECONÔMICA </li></ul><ul><li>- recursos naturais </li></ul><ul><li>- equipamentos FATORES DE PRODUÇÃO </li></ul><ul><li>- trabalho </li></ul><ul><li>- Os fatores de produção são os elementos responsáveis pelos processos de fabricação dos mais variados tipos de BENS. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>- Os “Fatores de Produção” agrupam-se em : </li></ul><ul><li>-TRABALHO – É a contribuição do ser Humano, na produção, em forma de atividade física ou mental; </li></ul><ul><li>-CAPITAL – É o conjunto de equipamentos, ferramentas e máquinas, produzidos pelo homem, que não se destinam à satisfação das necessidades através do consumo, mas concorrem para a produção de bens e serviços, aumentando a eficiência do trabalho humano. </li></ul><ul><li>-RECURSOS NATURAIS - São os elementos </li></ul><ul><li>da natureza utilizados pelo homem com a finalidade de criar bens. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>COMBINAÇÃO DOS FATORES DE PRODUÇÃO </li></ul><ul><li>+ + = </li></ul><ul><li>- Podemos então definir de certo modo a ECONOMIA como sendo o processo que combina fatores de produção para criar bens e serviços. </li></ul>TRABALHO CAPITAL RECURSOS NATURAIS BENS E SERVIÇOS
  11. 11. <ul><li>- A RIQUEZA de um país: </li></ul><ul><li>“ é formada pelos fatores de produção disponíveis, pelos bens que estão sendo produzidos e pelos que já o foram, mas ainda não desapareceram .” </li></ul><ul><li>Temos ainda : </li></ul><ul><li>- a população ( seu fator trabalho ) </li></ul><ul><li>- os recursos naturais ( terra, recursos minerais e etc. ) </li></ul><ul><li>- Infraestrutura em geral – energia – edifícios – etc. </li></ul><ul><li>Resumindo - tudo o que a economia produziu ao longo de sua existência, e que foi preservado. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>- Agentes Econômicos : </li></ul><ul><li>- Compreendem os elementos que participam do processo econômico. </li></ul><ul><li>- EMPRESAS - São os agentes encarregados de produzir e comercializar bens e serviços. </li></ul><ul><li>- FAMÍLIA – Inclui todos os indivíduos e unidades familiares da economia e que, no papel de consumidores, adquirem os mais diversos tipos de bens e serviços, objetivando o atendimento de suas necessidades. </li></ul><ul><li>- GOVERNO – Inclui todas as organizações que, direta ou indiretamente, estão sob o controle do Estaddo, nas suas tarefas federais, estaduais ou municipais. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>2 – Valor </li></ul><ul><li>- Preços – Expressão monetária dos valores de bens e serviços produzidos por um sistema econômico. </li></ul><ul><li>Questões : </li></ul><ul><li>- O que é que determina o valor de um bem? </li></ul><ul><li>- De que elementos dependem os valores atribuídos aos bens e serviços normalmente transacionados ? </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Resumindo : </li></ul><ul><li>- Teoria do Valor – Trabalho : </li></ul><ul><li>- Explica a formação do valor de uma mercadoria pela quantidade de trabalho inserida no seu processo de produção e enfoca os custos presentes. </li></ul><ul><li>- Teoria do Valor – Utilidade : </li></ul><ul><li>- Explica a produção e o consumo pela capacidade de satisfação que provoca em ambos. </li></ul><ul><li>Satisfação de produtores e consumidores. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>3 – Os Problemas de Natureza Econômica </li></ul><ul><li>O conflito fundamental da Economia: </li></ul><ul><li>Necessidades Ilimitadas x Fatores disponíveis para a produção </li></ul><ul><li>- Já conhecida lei da ESCASSEZ. </li></ul><ul><li>A impossibilidade de se produzir bens e serviços em quantidades ilimitadas para satisfazer as necessidades humanas permanentemente ampliadas, pois os fatores da produção existem em quantidades limitadas. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Quatro perguntas fundamentais </li></ul><ul><li>- Diante da impossibilidade do atendimento pleno das necessidades humanas em virtude da escassez de recursos, quatro questões são levantadas. </li></ul><ul><li>- O QUE PRODUZIR ? </li></ul><ul><li>- QUANTO PRODUZIR ? </li></ul><ul><li>- COMO PRODUZIR ? </li></ul><ul><li>- PARA QUEM PRODUZIR ? </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Quatro perguntas fundamentais </li></ul><ul><li>- O QUE PRODUZIR ? </li></ul><ul><li>Indica que é necessário identificar a natureza das necessidades humanas, para saber quais os bens e serviços a produzir; </li></ul><ul><li>- QUANTO PRODUZIR ? </li></ul><ul><li>Reconhece a limitação existente na disponibilidade dos fatores produtivos. </li></ul><ul><li>- COMO PRODUZIR ? </li></ul><ul><li>É uma questão técnica, que indica que há várias maneiras de se combinarem os fatores de produção para se obterem bens e serviços. </li></ul><ul><li>- PARA QUEM PRODUZIR ? </li></ul><ul><li>Envolve a questão da distribuição dos bens e dos serviços produzidos entre os elementos da sociedade. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>4 – O Sistema Econômico </li></ul><ul><li>“ Um sistema econômico pode ser definido como a reunião dos diversos elementos participantes da produção de bens e serviços que satisfazem as necessidades da sociedade, organizados não apenas do ponto de vista econômico, mas também social, jurídico, institucional. ” </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Classificação das Categorias de Produção Econômica: </li></ul><ul><li>- BENS E SERVIÇOS DE CONSUMO </li></ul><ul><li>- São os bens e serviços que se destinam ao atendimento direto das necessidades das pessoas </li></ul><ul><li>- BENS E SERVIÇOS INTERMEDIÁRIOS </li></ul><ul><li>- São os bens e serviços que entram na produção de outros bens e serviços. </li></ul><ul><li>- BENS DE CAPITAL </li></ul><ul><li>- São os bens que aumentam a eficiência do trabalho humano. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Evolução dos Sistemas Econômicos </li></ul><ul><li>Em sua evolução foi marcada por duas características: </li></ul><ul><li>- Especialização – Sistema de produção segundo o qual cada indivíduo se concentra em um número limitado de atividades; </li></ul><ul><li>- Troca – Permuta </li></ul><ul><li>Obs: Através da especialização e da troca, as nações puderam dispor de maior produção,e elevação do padrão de vida. </li></ul><ul><li>Riqueza das nações – ADAM SMITH </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Os Fluxos do Sistema Econômico: </li></ul><ul><li>Fluxo real ou produto : é a totalidade dos bens e serviços finais produzidos pelas unidades produtoras. Constitui a OFERTA da economia. </li></ul><ul><li>Fluxo nominal ou monetário, ou renda : é a totalidade da remuneração dos fatores de produção empregados pelas unidades produtoras . </li></ul><ul><li>Constitui a demanda ou procura da economia. </li></ul><ul><li>Mercado :é formado pelos fluxos real e monetário, respectivamente, a oferta e a demanda da economia. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Os Fluxos do Sistema Econômico </li></ul>APARELHO PRODUTIVO MERCADO FAMÍLIAS BENS E SERVIÇOS FLUXO MONETÁRIO FLUXO REAL
  23. 23. <ul><li>O Mercado </li></ul><ul><li>- O mercado no sistema econômico, é formado pelas pessoas que querem comprar e pelas que querem vender bens e serviços, ou seja, os consumidores e os empresários. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Oferta x Demanda </li></ul><ul><li>- As curvas de oferta e demanda expressam uma relação entre preços e quantidades. </li></ul><ul><li>- Entretanto, essa relação não é efetiva e sim potencial, pois tanto produtores como consumidores estão apenas expressando as quantidades dos bens que ofertariam ou consumiriam a determinados preços. </li></ul><ul><li>- Para se determinar esse preço e essa quantidade, o mercado deve estar em equilíbrio. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>- PREÇO DE EQUILÍBRIO </li></ul><ul><li>- Ou preço de mercado, é aquele que iguala a oferta à procura, ou seja, o preço pelo qual os bens serão vendidos. </li></ul>PREÇO QUANT OFERTA DEMANDA
  26. 26. <ul><li>ELASTICIDADE – Medida da resposta dos compradores e vendedores às mudanças no preço e na renda. </li></ul><ul><li>Ex: Bens com alta elasticidade da demanda ( elástica) </li></ul><ul><li>- refeições em restaurantes, veículos, carne bovina. </li></ul><ul><li>Bens com baixa elasticidade da demanda ( inelástica) </li></ul><ul><li>- petróleo, ovos, leite, gasolina, insulina. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Classificação dos Mercados </li></ul><ul><li>- Concorrência Perfeita – é um mercado em que existe um grande número de empresas oferecendo um mesmo produto. </li></ul><ul><li>- Monopólio Puro – é um mercado em que existe apenas uma empresa oferecendo um bem, para qual não existe substitutos satisfatórios. </li></ul><ul><li>- Oligopólio – é um mercado em que existe um número de empresas pequeno o suficiente para que as ações de uma afetem as outras.Essas empresas produzem bens diferenciados, mas substituíveis entre si. </li></ul><ul><li>- Concorrência monopolística – é um mercado em que há um número razoável de empresas produzindo um mesmo bem, que aos olhos do consumidor são diferenciados. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>MACROECONOMIA E MICROECONOMIA </li></ul><ul><li>“ A teoria econômica é dividida em dois ramos básicos que não se excluem, mas pelo contrário, se complementam.” </li></ul><ul><li>- Microeconomia – estuda os agentes econômicos individualmente, como o consumidor e empresa. </li></ul><ul><li>- Macroeconomia – estuda os agentes econômicos em seu conjunto. Tem por objetivo principal determinar os fatores que interferem no nível total da renda e do produto de uma economia. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Contabilidade Nacional </li></ul><ul><li>Na Macroeconomia precisamos entender os seguintes conceitos: </li></ul><ul><li>- Contabilidade Nacional – </li></ul><ul><li>- é um método de mensuração e interpretação da atividade econômica realizada durante um determinado período de tempo. </li></ul><ul><li>- Produto – </li></ul><ul><li>- é a soma dos valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos por um país num determinado período de tempo. </li></ul><ul><li>- Renda – </li></ul><ul><li>- é a soma das remunerações feitas aos fatores de produção empregados no processo produtivo durante um determinado período de tempo, ou seja,é o total dos salários, aluguéis, juros e lucros </li></ul>
  30. 30. <ul><li>- Os Principais Agregados Macroeconômicos </li></ul><ul><li>Contexto – A Contabilidade Nacional mede a atividade econômica a partir de sua expressão mais genérica. </li></ul><ul><li>O PRODUTO DA ECONOMIA </li></ul><ul><li>- Para a partir dele, introduzir novos conceitos ( esses conceitos são chamados de AGREGADOS )e assim se observar a atividade econômica. </li></ul>
  31. 31. <ul><li>-Os Principais Agregados Macroeconômicos </li></ul><ul><li>- PRODUTO INTERNO BRUTO – é a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais. </li></ul><ul><li>- ou seja, á soma dos valores monetários dos bens e serviços, produzidos a partir dos fatores de produção que estão dentro das fronteiras geográficas do país. </li></ul><ul><li>PRODUTO INTERNO LÍQUIDO – é o produto a custo de fatores menos a parcela correspondente à depreciação. </li></ul><ul><li>RENDA PESSOAL DISPONÍVEL – é a Renda Pessoal menos os impostos diretos pagos pelas pessoas, ou seja, o imposto de renda. </li></ul>
  32. 32. <ul><li>- Crescimento Econômico </li></ul><ul><li>- Equação que representa os condicionantes do crescimento econômico: </li></ul><ul><li>PIB = CONSUMO DAS FAMÍLIAS + GASTOS DO GOVERNO + INVESTIMENTO DAS EMPRESAS + EXPORTAÇÃO LÍQUIDA </li></ul>
  33. 33. <ul><li>- Componentes do crescimento econômico </li></ul><ul><li>- Consumo das Famílias – ao se apropriarem de suas rendas, as famílias destinam uma parte ao consumo de bens e serviços. </li></ul><ul><li>- Investimentos das Empresas – é uma das mais importantes variáveis para o crescimento de um país. Ao investirem eleva – se o nível de emprego, produto e renda. </li></ul><ul><li>- Gasto Público – as atividades operacionais do governo e investimentos em Infraestrutura, geram emprego e renda . </li></ul><ul><li>- Exportação Líquida – são as exportações menos as importações de um país. Quanto maior o saldo, maiores o nível de emprego e o crescimento econômico . </li></ul>
  34. 34. <ul><li>CRESCIMENTO ECONÔMICO X DESENVOLVIMENTO </li></ul><ul><li>- Crescimento econômico - é o contínuo crescimento da renda per capta ao longo do tempo. Característica quantitativa. </li></ul><ul><li>- Desenvolvimento – é um conceito de característica qualitativa. </li></ul><ul><li>- (IDH )= Índice de Desenvolvimento Humano </li></ul>
  35. 35. <ul><li>DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO </li></ul><ul><li>- Conceito – </li></ul><ul><li>Consiste no &quot;bom&quot; uso da riqueza material e capital humano de países ou regiões, favorecendo o bem-estar geral de seus habitantes. </li></ul>
  36. 36. Meios de Produção <ul><li>A evolução das trocas, do escambo direto, ao comércio mediado pela moeda, desempenhou papel preponderante nesse processo de transformação dos sistemas de produção e circulação de bens. </li></ul><ul><li>A Revolução Comercial, na transição do Feudalismo para o Capitalismo Mercantil, fez com que, da prática econômica, surgisse a Ciência da Economia. </li></ul><ul><li>A Revolução Industrial deu grande impulso à evolução do pensamento econômico e no século XX, o desafio de Planejar o Desenvolvimento. </li></ul>
  37. 37. Meios de Produção e forças produtivas <ul><li>Meios de Produção: </li></ul><ul><li>Todo e qualquer utensílio ou recurso natural que seja usada na produção. </li></ul><ul><li>A posse dos meios de produção pode ser coletiva ou privada . </li></ul><ul><li>Em casos, como da escravidão, o próprio homem foi meio de produção, podendo até ser comercializado!!! </li></ul>Quebradores de Pedra - 1850 Gustav Coubert
  38. 38. Meios de Produção e forças produtivas <ul><li>O ser humano, através dos meios de produção (aproveitados da natureza ou criados pelo homem) transforma o meio natural de acordo com o seu interesse. </li></ul><ul><li>Ao transformar a natureza por meio do trabalho, o homem emprega sua energia pessoal e coletiva ( força de trabalho ) e gera o resultado ( produto ). </li></ul>Candido Portinari Lavrador de Café - 1934
  39. 39. Meios de Produção e forças produtivas <ul><li>Os grupos sociais empregam sua força de trabalho no manuseio dos meios de produção e estabelecem, assim, Relações Sociais de Produção. </li></ul><ul><li>Esse processo define as Forças Produtivas ! </li></ul>Cândido Portinari Café - 1935
  40. 40. Meios de Produção e forças produtivas <ul><li>As Forças Produtivas nascem da combinação dos vários elementos que estão envolvidos no processo do trabalho (energia humana, terra, ferramentas, máquinas) e que são empregados em determinadas relações de produção (propriedade coletiva ou privada da terra) estabelecidas pelos indivíduos (divididos em classes sociais ou não). </li></ul>
  41. 41. Meios de Produção e forças produtivas <ul><li>Modos de Produção na História: </li></ul><ul><li>Modo de Produção Asiático. </li></ul><ul><li>Modo de Produção Escravista. </li></ul><ul><li>Modo de Produção Feudal. </li></ul><ul><li>Modo de Produção Capitalista. </li></ul><ul><li>Modo de Produção Socialista. </li></ul>
  42. 42. Meios de Produção e forças produtivas <ul><li>Atenção: </li></ul><ul><li>Quando falamos em produção, a primeira idéia é a de </li></ul><ul><li> Bens Materiais . </li></ul><ul><li>Mas, além dos bens que lhes permitem sobreviver, os homens produzem também obras de arte, religiões, política e leis . </li></ul><ul><li>Sobretudo, produzem Idéias e, por meio delas, interpretam tudo a sua volta. </li></ul><ul><li>É essa ampla produção que diferencia o ser humano dos demais seres vivos. </li></ul>Mural - Di Cavalcanti
  43. 43. Meios de Produção e Infra-estrutura e Superestrutura <ul><li>Modos de Produção possuem: </li></ul><ul><li>Infra-Estrutura: </li></ul><ul><li>relações materiais de produção; forças econômicas de uma sociedade (fundações, alicerce). </li></ul><ul><li>Superestrutura: </li></ul><ul><li>espaço onde se dão as relações não-econômicas – idéias, costumes, instituições (edifício). Toda a produção humana que não tem forma material e é imprescindível ao funcionamento da sociedade. </li></ul><ul><li>Esclarecendo: </li></ul><ul><li>A infra-estrutura refere-se a base material das relações de produção entre homem e natureza e homem e homem (relação proprietário e proletariado, por exemplo). </li></ul><ul><li>A estrutura é o sistema produtivo. (capitalismo) </li></ul><ul><li>A superestrutura é a forma de dominação no sentido ideológico e institucional (direito, religião e Estado Moderno, por exemplo). </li></ul>
  44. 44. Meios de Produção e a Luta de Classes <ul><li>Para Marx, a análise dos processos de transformação histórica das sociedades aponta a economia como determinante em última instância dos grandes fenômenos sociais , uma vez que é por meio dela que se definem as classes sociais e as formas de dominação de classe. </li></ul><ul><li>A Luta de Classes não está restrita a infra-estrutura do Modo de Produção, mas se dá também em todos níveis da superestrutura . </li></ul><ul><li>As lutas políticas, as expressões artísticas, as políticas de ensino, as ideologias norteadoras do Direito e até as atividades religiosas são reflexos da Luta de Classes. </li></ul><ul><li>A Luta de Classes , cuja origem primeira está na base econômica, projeta-se permanentemente em toda sociedade. </li></ul>
  45. 45. Meios de Produção e a Luta de Classes <ul><li>As lutas políticas, as expressões artísticas, as políticas de ensino, as ideologias norteadoras do Direito e até as atividades religiosas são reflexos da Luta de Classes. </li></ul><ul><li>A Luta de Classes , cuja origem primeira está na base econômica, projeta-se permanentemente em toda sociedade. </li></ul>Barricadas nas Ruas de Paris Revolução de 1848 Horace Vernet ( 1758-1836)
  46. 46. Meios de Produção e a Luta de Classes <ul><li>Os homens fazem sua história, mas não como querem e sim dentro das condições herdadas das gerações precedentes; </li></ul><ul><li>Por isso a produção intelectual e as expressões da cultura desempenham papel fundamental. </li></ul><ul><li>A visão de mundo ou a ideologia predominante em um dado modo de produção tende a ser, em situações normais, a ideologia das Classes Dominantes! </li></ul>No Moulin Rouge Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901)
  47. 47. Meios de Produção e a Luta de Classes <ul><li>As Classes Dominantes estão sempre preocupadas em gerar explicações úteis para a manutenção das características da sociedade. </li></ul><ul><li>A reprodução das relações de produção inclui a reprodução contínua da visão de mundo dominante. </li></ul><ul><li>Socialização é portanto, a absorção de idéias que influenciam nosso modo de pensar a vida social e os fenômenos políticos! </li></ul><ul><li>Socialização primária: família </li></ul><ul><li>Socialização secundária: contato com demais instituições </li></ul><ul><li>As Socializações são determinantes no comportamento de Alienação ou Transgressão! </li></ul>
  48. 48. Modos de Produção e a Formação Social <ul><li>Formação Social: </li></ul><ul><li>Totalidade social concreta, histórica e geograficamente determinada, isto é, uma organização social que pode abranger um só ou vários países. </li></ul><ul><li>As formações sociais capitalistas mais evoluídas são bastante diferentes das menos desenvolvidas. </li></ul><ul><li>Podemos notar na realidade das formações sociais o fato de características de outros Modos de Produção coexistirem com o Modo de Produção dominante. </li></ul>Ary Ferreira
  49. 49. Capitalismo e Capital <ul><li>Capitalismo: </li></ul><ul><li>é o modo de produção em que o capital, sob suas diferentes formas, é o principal meio de produção! </li></ul><ul><li>Capital: </li></ul><ul><li>bem possuído por um indivíduo, como seu patrimônio. </li></ul><ul><li>Pode ser uma quantia em dinheiro, ações ou um meio físico como terra, casa, etc. </li></ul><ul><li>Assim: </li></ul><ul><li>O Capital existe em toda a sociedade e em qualquer tempo e lugar. </li></ul><ul><li>2. Objetos inanimados podem ser produtivos e gerar renda por si próprios. </li></ul>Bolsa de Valores Nova York 1929
  50. 50. Capitalismo e Capital <ul><li>Um objeto em si não seria capaz de gerar renda. </li></ul><ul><li>O capital seria uma Relação Social que toma a forma de objeto. </li></ul><ul><li>Se são os homens com seu trabalho que geram riquezas, o Capital é, antes de mais nada, a relação entre seres humanos que se transforma em bens materiais. </li></ul><ul><li>O Capital não é simplesmente um conjunto de Meios de Produção. </li></ul><ul><li>Esses é que foram transformados em Capital ao serem apropriados por uma classe social (burguesia) e empregados com a finalidade de gerar rendas! </li></ul>
  51. 51. Capitalismo e Capital <ul><li>Capitalismo é baseado essencialmente na propriedade privada dos meios de produção . </li></ul><ul><li>Assim: </li></ul><ul><li>Burguesia Capitalista: </li></ul><ul><li>classe dominante e detentora dos Meios de Produção! </li></ul><ul><li>Proletariado: </li></ul><ul><li>Classe dominada, a quem resta o trabalho assalariado! </li></ul><ul><li>Sobre essa infra-estrutura econômica, ergue-se a superestrutura do Estado Nacional, que detém o poder de governo sobre a sociedade e que encarna a ideologia da igualdade jurídica entre os indivíduos. </li></ul>Meio-dia Antonio Berni (1905–1981)
  52. 52. Mais-Valia <ul><li>Teoria da Mais-Valia: </li></ul><ul><li>Base teórica para explicar a fonte de acumulação de capital que permitiu ao capitalismo expandir-se por todo o planeta e promover uma revolução tecnológica sem precedentes na história da Humanidade. </li></ul>
  53. 53. Mais-Valia <ul><li>Os trabalhadores produzem utilizando os Meios de Produção do patrão; este, em troca, paga-lhes um salário em dinheiro, depois de vender as mercadorias produzidas. </li></ul><ul><li>Essa venda é necessária para que ele reponha as matérias-primas e as ferramentas e possa reiniciar o processo. </li></ul><ul><li>Com seu salário, os empregados compram os bens necessários para a sobrevivência sua e de sua família. </li></ul><ul><li>Mas se a troca parece justa, e </li></ul><ul><li>se nenhum dos lados está </li></ul><ul><li>sendo privilegiado, de onde </li></ul><ul><li> vem a riqueza dos capitalistas </li></ul><ul><li>e a pobreza dos operários? </li></ul>Dois velhos que comem Francesco Goya
  54. 54. Mais-Valia <ul><li> Explicação Capitalista: </li></ul><ul><li>O enriquecimento se dá com os lucros obtidos com as vendas , uma vez que o mercado necessita de bens, que possuem preços variáveis, e as pessoas precisam comprar o que não conseguem ou não podem produzir! </li></ul><ul><li>Crítica Marxista: </li></ul><ul><li>Mas se o patrão pagar o empregado por todas as mercadorias produzidas por eles em uma jornada de trabalho, ele teria que abrir mão dos lucros para poder adquirir novas matérias-primas, repor máquinas e pagar os impostos e as demais despesas da empresa. </li></ul><ul><li>O que determina o valor de uma mercadoria? </li></ul><ul><li>(Lembrar que a força de trabalho vendida ao patrão pelo proletário também é uma mercadoria!) </li></ul>
  55. 55. Mais-Valia <ul><li>Valor de uma mercadoria é determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário para produzi-la. </li></ul><ul><li>Valor de Uso: </li></ul><ul><li>de interesse pessoal e não é levado em conta para a análise econômica. </li></ul><ul><li>Valor de Troca: </li></ul><ul><li>Mercadorias diferentes são trocadas como equivalentes, porque é possível fazer uma relação, já que elas têm em comum o tempo gasto para produzi-las. </li></ul><ul><li>No estágio em que se encontra de desenvolvimento a sociedade atual, é possível saber qual o tempo médio que se leva para a confecção de cada produto. </li></ul>O tempo social do trabalho é tomado como medida de valor.
  56. 56. Mais-Valia <ul><li> Valor da Força de Trabalho: </li></ul><ul><li>Determinado pelo tempo de trabalho social despendido para sua produção e reprodução, isto é, para a manutenção do trabalhador em condições de produzir e de manter os filhos que vão substituí-lo um dia no mercado de trabalho. </li></ul><ul><li>Na massa de salários pagos está incorporado o valor social da produção dos alimentos, vestuários, transportes, moradias, etc. necessários aos trabalhadores. </li></ul><ul><li>É por esse valor que os patrões pagam os salários e compram as jornadas de trabalho. </li></ul><ul><li> </li></ul>
  57. 57. Mais-Valia <ul><li>A Mais-Valia é o valor a mais produzido pelos trabalhadores, além daquele pago pelo patrão no salário trocado pela jornada de trabalho. </li></ul><ul><li>Os homens não precisam trabalhar todos os dias e todas as horas do dia para sua sobrevivência. </li></ul><ul><li>O avanço tecnológico permite que se trabalhe algumas horas diárias conforme a sociedade permite. </li></ul><ul><li>Mas o patrão comprou todas a jornada de trabalho. Ela se compõe de um tempo de trabalho necessário (que é pago) e um tempo de Sobretrabalho ( que não é pago e gera a Mais-Valia ) </li></ul>
  58. 58. Mais-Valia <ul><li>Exemplo (real): </li></ul><ul><li>Valor da Força de trabalho do Proletário: equivalente a 16 horas/mês </li></ul><ul><li>Jornada de trabalho: 08 horas/dia </li></ul><ul><li>Em 30 dias = 240 horas </li></ul><ul><li>A empresa precisa de 88 horas de produção (11 dias de trabalho) para repor matérias-primas e pagar as demais despesas. </li></ul><ul><li>A empresa precisou de 02 dias para pagar o salário do empregado! </li></ul><ul><li>Assim o trabalhador produziu, em 01 mês, o necessário para o patrão pagar seu salário em 02 dias, os custos em 11 (13 dias para as contas) e 17 dias (136horas) de Mais-Valia! apropriados gratuitamente. </li></ul><ul><li>A empresa de Computadores produz 01 computador por hora. </li></ul><ul><li>08 x 30 = 240 computadores/mês </li></ul><ul><li>O empresário precisou vender 16 computadores para pagar os empregados, 88 para cobrir as despesas de produção e 136 foram produzidos de graça pelo sobretrabalho gerando a Mais-Valia! </li></ul>
  59. 59. O Bicho ( Manuel Bandeira) <ul><li>O bicho não era um cão, </li></ul><ul><li>Não era um gato, </li></ul><ul><li>Não era um rato. </li></ul>Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. O bicho, meu Deus, era um homem! Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade.
  60. 60. <ul><li>CURSO </li></ul><ul><li>NÍVEL II </li></ul><ul><li>CONCEITOS BÁSICOS </li></ul><ul><li>DO SOCIALISMO CIENTÍFICO </li></ul>29/08/11 03:57 PM
  61. 61. Tema 02 <ul><li>ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE </li></ul><ul><li>[ESTADO/CLASSES] </li></ul>29/08/11 03:57 PM
  62. 62. PARTE I <ul><li>CONCEITO DE MODO DE PRODUÇÃO E CLASSES SOCIAIS </li></ul><ul><li>Joan Edesson </li></ul><ul><li>Lilian Martins </li></ul>29/08/11 03:57 PM
  63. 63. MODOS DE PRODUÇÃO E SUAS CONTRADIÇÕES Para sobreviver sobre a terra o ser humano precisa produzir suas condições de existência. Mas, o que é necessário para que haja produção? 29/08/11 03:57 PM
  64. 64. As matérias primas e os meios de trabalho, que são os objetos materiais que intervêm na produção, são chamados de MEIOS DE PRODUÇÃO . 29/08/11 03:57 PM
  65. 65. Para que a produção se realize é necessário a existência daquele elemento que põe em movimento os meios de produção – transforma as matérias primas em produtos úteis – o trabalho humano, a FORÇA DE TRABALHO . 29/08/11 03:57 PM
  66. 66. Para que haja produção é preciso que existam meios de produção e força de trabalho. Ao conjunto desses elementos deu-se o nome de FORÇAS PRODUTIVAS . 29/08/11 03:57 PM
  67. 67. IMPORTANTE As infindáveis riquezas presentes na natureza de nada valem antes de poderem ser transformadas pelo trabalho humano. 29/08/11 03:57 PM
  68. 68. IMPORTANTE  Sem o trabalho humano nada se produz, mas sem os meios de produção os homens e mulheres não podem trabalhar. Por isso, quem domina os meios de produção é também o senhor de sua comunidade .  A questão da propriedade dos meios de produção é um problema central para entendermos a evolução das sociedades humanas. 29/08/11 03:57 PM
  69. 69. Os seres humanos não podem sobreviver se não se relacionarem com outros seres humanos. Para produzir eles estabelecem relações entre si que são chamadas RELAÇÕES SOCIAIS DE PRODUÇÃO . 29/08/11 03:57 PM
  70. 70. Há dois grandes tipos de relações sociais de produção: Relações de produção igualitárias : quando os meios de produção são coletivos (Ex. comunismo primitivo e socialismo moderno). Relações de produção assentadas na exploração : quando os meios de produção estão nas mãos de umas poucas pessoas (escravismo, feudalismo e capitalismo) 29/08/11 03:57 PM
  71. 71. O MODO DE PRODUÇÃO é a articulação das forças produtivas (meio de produção + força de trabalho) com as relações de produção. 29/08/11 03:57 PM
  72. 72. IMPORTANTE O que distingue uma época econômica da outra não é tanto o que se produz, mas como se produz : com quais instrumentos e técnicas e sob quais relações. 29/08/11 03:57 PM
  73. 73. IMPORTANTE O determinante para se definir o Modo de Produção é entender qual tipo de relação de produção predomina em determinada sociedade . Se as relações predominantes forem escravistas o modo de produção também será definido como escravista, se for servil de tipo feudal será um modo de produção feudal, se for servil e de tipo asiático teremos um modo de produção asiático e assim por diante. 29/08/11 03:57 PM
  74. 74. Para entender uma determinada sociedade é preciso conhecer bem o que se passa na infra-estrutura econômica. A infra-estrutura é determinante em última instância . Mas é preciso que também conheçamos as SUPERESTRUTURAS. Elas se dividem em duas grandes partes. 29/08/11 03:57 PM
  75. 75. Superestrutura jurídico-política: São os elementos do Estado em sentido restrito: as leis, a justiça, o exército, as prisões, os governos central, regional e local, os parlamentos nos diferentes níveis. 29/08/11 03:57 PM
  76. 76. Superestrutura ideológica: É composta pelas idéias e pelos costumes existentes em determinada sociedade e pelos aparelhos e instrumentos (públicos ou privados) que servem para divulgar essas idéias e costumes – Marx e Engels já diziam que as idéias dominantes são sempre as idéias das classes dominantes . 29/08/11 03:57 PM
  77. 77. A infra-estrutura e a superestrutura se relacionam.  Há uma determinação em última instância da infra-estrutura – se o Modo de Produção é capitalista as superestruturas também o serão.  Mas, existe também uma relação de reciprocidade (dialética) entre a base econômica e as superestruturas.  A infra-estrutura também é influenciada pelas superestruturas. 29/08/11 03:57 PM
  78. 78. IMPORTANTE Marx e Engels sempre negaram que a produção material fosse o único fator determinante da história da sociedade. Reduzindo tudo ao econômico cairíamos numa visão fatalista da história, na qual tudo estaria de antemão decretado pela economia. O marxismo, pelo contrário, dá muito valor à ação consciente dos homens. 29/08/11 03:57 PM
  79. 79. Comunismo primitivo : período que não conheceu a existência de propriedade privada dos meios de produção e o trabalho tinha que ser necessariamente coletivo. Não havia produção suficiente para que algum grupo pudesse viver sem trabalhar. Ex: Antes da chegada de Cabral a totalidade das populações que aqui residia vivia em sociedades deste tipo. 29/08/11 03:57 PM PRINCIPAIS TIPOS DE MODOS E RELAÇÕES DE PRODUÇÃ0
  80. 80. Escravista (de tipo antigo e moderno): nele o dono da terra, que era o principal meio de produção, era ao mesmo tempo proprietário dos homens e mulheres que trabalhavam para ele. Ex: Grécia e Roma antigas, Brasil e Cuba até o século XIX. 29/08/11 03:57 PM PRINCIPAIS TIPOS DE MODOS E RELAÇÕES DE PRODUÇÃ0
  81. 81. Servil (de tipo feudal ou asiático) Feudal: os donos da terra (principal meio de produção) não eram proprietários dos trabalhadores, que já não eram mais escravos, mas também não eram livres. Estavam presos à terra e podiam ser vendidos com ela. Ex: quase todos os países da Europa antes da ascensão do capitalismo. Asiático : o soberano era o dono de todas as terras e os camponeses eram obrigados a pagar pesados tributos ao Estado, que poderia deslocar grande massa de trabalhadores do serviço da lavoura para construção de grandes obras “públicas”. Ex: o Egito Antigo e os impérios Inca e Asteca na atual América Latina. 29/08/11 03:57 PM PRINCIPAIS TIPOS DE MODOS E RELAÇÕES DE PRODUÇÃ0
  82. 82. Capitalista: os donos dos meios de produção não são donos ou senhores dos seus trabalhadores como no escravismo e no feudalismo. Os trabalhadores não são presos à fábrica como os camponeses eram presos à terra. São livres, mas obrigados a vender sua força de trabalho se quiserem sobreviver. Sua retribuição é feita através do salário – o trabalho é, assim, assalariado. 29/08/11 03:57 PM PRINCIPAIS TIPOS DE MODOS E RELAÇÕES DE PRODUÇÃ0
  83. 83. Socialista: resgatará gradualmente para a sociedade a propriedade dos meios de produção e coletivizará os frutos do trabalho humano. Eliminará a exploração do homem pelo homem. Ex: URSS até meados do século XX e atualmente Cuba, China, Vietnã entre outros. Esta é a sociedade pela qual o PCdoB luta na atualidade. 29/08/11 03:57 PM PRINCIPAIS TIPOS DE MODOS E RELAÇÕES DE PRODUÇÃ0
  84. 84. Comunista: Um tipo de relação ainda não conhecida – Fase superior do socialismo, no qual todos os meios de produção já estarão coletivizados, não haverá mais classes sociais, nem Estado e outros instrumentos de subjugação do homem pelo homem. 29/08/11 03:57 PM PRINCIPAIS TIPOS DE MODOS E RELAÇÕES DE PRODUÇÃ0
  85. 85. Formações econômico-sociais: O modo de produção, em certo sentido, é uma abstração. Ele não existe em estado puro. O que existe são formações econômico-sociais. Estas são espaços onde se articulam diversos tipos de relações de produção. Quando afirmamos que o modo de produção é capitalista estamos apenas afirmando que as relações de produção dominantes são capitalistas e as demais são subordinadas em relação a ela. 29/08/11 03:57 PM
  86. 86. IMPORTANTE: As sociedades onde existe monopólio privado dos meios de produção e a exploração do homem pelo homem serão sempre sociedades divididas. Nelas haverá sempre uma luta de uma pequena minoria querendo manter seus privilégios e de uma grande maioria querendo por fim a exploração e a dominação. Isso é o que Marx chamou de “luta de classes”. 29/08/11 03:57 PM
  87. 87. PARTE II CONCEITO DE MODO DE PRODUÇÃO E CLASSES SOCIAIS 29/08/11 03:57 PM
  88. 88. As forças produtivas da humanidade crescem constantemente e é o desenvolvimento dessas forças produtivas que cria as condições para as modificações nas relações de produção e, portanto, na transformação do próprio modo de produção. 29/08/11 03:57 PM
  89. 89. Quando as relações de produção já não conseguem garantir a expansão das forças produtivas e, pelo contrário, as atravanca, o Modo de Produção começa a entrar em crise. As velhas relações de produção devem ser substituídas por novas. Entramos assim numa era de transformações econômicas, políticas e sociais. 29/08/11 03:57 PM
  90. 90. A luta de classes como motor da história O crescimento da luta de classes é ao mesmo tempo um dos resultados desse conflito – forças produtivas X relações de produção – como também é a condição para sua superação. 29/08/11 03:57 PM
  91. 91. Nas origens remotas da luta de classes estão também as origens da opressão da mulher. A primeira grande divisão do trabalho – natural (ou espontânea) – se deu entre as funções da caça (exercidas pelos homens) e a agricultura e criação (exercidas pelas mulheres). 29/08/11 03:57 PM
  92. 92. Essas sociedades mais remotas valorizavam o trabalho feminino – as mulheres eram responsáveis pela maior parte dos alimentos. Podia caber a elas o papel de direção econômica – e de liderança de suas famílias e comunidades. A não existência da propriedade privada e os casamentos por grupos – o que criava dificuldades de averiguação da paternidade – aumentavam o poder das mulheres. 29/08/11 03:57 PM
  93. 93. Engels chegou a falar na existência de um matriarcado. Outros autores afirmam que o matriarcado foi exceção e o que predominou foi o domínio masculino. 29/08/11 03:57 PM
  94. 94. O desenvolvimento da caça, da lavoura e da criação de gado, graças às novas tecnologias, afastou o centro da produção social da esfera do trabalho doméstico e colocou-o nas mãos exclusivas dos homens. A mulher foi perdendo sua posição no interior da sociedade. 29/08/11 03:57 PM
  95. 95. Com o predomínio gradual de relações de produção assentadas na propriedade privada surge a necessidade de regular os problemas da herança no interior da sociedade e esta passa a depender da verificação da paternidade. Desenvolve-se a partir daí o casamento por pares (a monogamia), o imperativo da fidelidade conjugal apenas da mulher e a consolidação do poder do homem no interior da sociedade e no interior da família. 29/08/11 03:57 PM
  96. 96. Surge assim a primeira forma de opressão na sociedade humana: a dos homens sobre as mulheres. 29/08/11 03:57 PM
  97. 97. O QUE SÃO E COMO SURGIRAM AS CLASSES SOCIAIS? O desenvolvimento das forças produtivas levou ao surgimento do excedente. Criaram-se as condições para que alguns homens pudessem se apartar do trabalho produtivo e sobreviver do trabalho alheio. Estava dado um passo fundamental para o aparecimento das classes e do processo de exploração do homem pelo homem. 29/08/11 03:57 PM
  98. 98. A primeira grande divisão da sociedade em classes sociais antagônicas foi entre escravos e senhores. 29/08/11 03:57 PM
  99. 99. Para o marxismo, na definição de Lênin, classes sociais são grandes grupos de pessoas que se diferenciam: 1º) pelo lugar num sistema de produção social historicamente determinado; 2º) pela relação (...) com os meios de produção (proprietários ou não); 3ª) pelo seu papel na organização social do trabalho; 4ª) pelo modo de obtenção e pelas dimensões da parte de riqueza social de que dispõem. 29/08/11 03:57 PM
  100. 100. Lênin conclui: “As classes são grupos de pessoas, um dos quais pode apropriar-se do trabalho do outro graças ao fato de ocupar um lugar diferente num regime determinado da economia social”. (Uma Grande Iniciativa) 29/08/11 03:57 PM
  101. 101. A principal característica é a relação de propriedade com os meios de produção. Mas, os proprietários de meios de produção não formam uma única classe. Existiram e ainda existem várias classes proprietárias (exploradoras). A mesma coisa vale para as classes não-proprietárias (exploradas). 29/08/11 03:57 PM
  102. 102. Existem também aqueles grupos que possuem meios de produção e não são explorados – algumas vezes exploram um pequeno número de trabalhadores. Ex: pequenos agricultores, pequenos comerciantes e profissionais liberais. Eles são definidos como pequeno-burguese s. Os pequenos burgueses são classes intermediárias ou de transição. 29/08/11 03:57 PM
  103. 103. As classes sociais não formam um bloco monolítico, sem fissuras. Elas também se dividem em camadas e frações. 29/08/11 03:57 PM
  104. 104. IMPORTANTE: As classes têm que ser entendidas como algo historicamente determinado – não existiram e nem existirão sempre. Elas estão ligadas à determinadas fases do desenvolvimento da produção social. Cada modo de produção produz suas próprias classes fundamentais e/ou dão novas determinações às classes que provêm dos modos de produção precedentes. 29/08/11 03:57 PM
  105. 105. FRAÇÕES DE CLASSE São as divisões existentes no interior de uma mesma e única classe. Ex. A burguesia se divide em burguesia industrial, que extrai e se apropria diretamente da mais-valia produzida pelos operários, burguesia comercial e burguesia bancária. Os interesses fundamentais que unem as diferentes frações da burguesia são: a manutenção do sistema capitalista e a subordinação dos trabalhadores assalariados. 29/08/11 03:57 PM
  106. 106. Em determinadas conjunturas elas podem se confrontar em relação aos seus interesses econômico-corporativos imediatos – que são distintos e contraditórios. Por isso, muitas vezes, se organizam em entidades e partidos distintos. Estas desavenças não raramente desembocaram em conflitos armados. 29/08/11 03:57 PM
  107. 107. Na história do capitalismo, muitas das revoluções populares se aproveitaram das contradições no interior das classes dominantes – às vezes dentro de uma mesma classe. No Brasil, por exemplo, muitos movimentos importantes como a Independência, a abolição da escravidão, a proclamação da República e a revolução de 1930 só podem ser entendidos se tivermos em conta essas contradições no seio das classes dominantes. 29/08/11 03:57 PM
  108. 108. CATEGORIAS SOCIAIS São aqueles grupos sociais que não tem pertencimento de classe claramente estabelecido. Eles não são produtivos do ponto de vista do capital e exercem funções na superestrutura da sociedade, como os funcionários públicos (civis e militares), padres, intelectuais tradicionais etc. 29/08/11 03:57 PM
  109. 109. Existe um debate sobre o pertencimento de classe dos quadros administrativos das empresas capitalistas, como os diretores e gerentes. Eles são enquadrados na burguesia, pequena burguesia e mesmo como categoria social. 29/08/11 03:57 PM
  110. 110. A classe em si e a classe para si As duas dimensões das classes sociais: 1ª - Objetiva ( classe em si ): Constituída diretamente das relações de produção. 2ª - Subjetiva ( classe para si ): Quando toma consciência dos seus interesses mais gerais. 29/08/11 03:57 PM
  111. 111. IMPORTANTE: A existência objetiva da classe (classe em si) é um pressuposto (primado) para constituição da classe em sua plenitude, que articule existência e consciência. Mas, uma classe sem consciência de seus interesses histórico-universais é uma classe em sentido fraco – incompleta. 29/08/11 03:57 PM
  112. 112. PROLETARIADO:  trabalhadores desprovidos dos meios de produção;  obrigados a vender sua força de trabalho em troca de salário;  produtivos do ponto de vista do capital. 29/08/11 03:57 PM
  113. 113. Dupla dimensão do trabalho produtivo no capitalismo: 1º - trabalho responsável pela produção direta de mais-valia (operários fabris) 2º - trabalho que colabora para a valorização do capital (comerciários, bancários etc.) 29/08/11 03:57 PM
  114. 114. Durante a maior parte do século XX a noção de proletariado se confundiu com a de operário fabril. O operariado industrial continua tendo um papel central na luta de classes moderna, por seu lugar no processo de acumulação capitalista como produtor direto de mais-valia. 29/08/11 03:57 PM
  115. 115. O proletariado se tornou mais diferenciado e heterogêneo. Isso influenciou negativamente sua identidade de classe. Por outro lado se tornou mais numeroso e algumas camadas mais intelectualizadas, abrindo novas possibilidades para sua ação revolucionária. 29/08/11 03:57 PM
  116. 116. O Partido Comunista tem um papel fundamental na construção dessa identidade, que se liga ao desenvolvimento de uma consciência socialista. 29/08/11 03:57 PM
  117. 117. ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE CONCEITO DE LUTA DE CLASSES E ESTADO 1ª PARTE ATIBAIA/SP – 13 de janeiro de 2008 29/08/11 03:57 PM
  118. 118. LUTA DE CLASSES COMO MOTOR DA HISTÓRIA A luta de classes não é uma criação dos comunistas. Ela tem uma base objetiva. As bases objetivas da luta de classes estão nos conflitos de interesses inconciliáveis que se dão a partir do mundo da produção – a existência de relações de produção assentadas na exploração do trabalho. 29/08/11 03:57 PM
  119. 119. Manifesto do Partido Comunista (1848) – “Até os nossos dias a história da sociedade humana tem sido a história da luta de classes, homens livres e escravos, patrícios e plebeus, barões e servos, numa palavra, opressores e oprimidos em constante oposição”. 29/08/11 03:57 PM
  120. 120. Marx e Engels não descobriram a existência das classes ou a luta entre elas. Descobriram que  a existência das classes estava ligada à determinadas fases históricas do desenvolvimento da produção, por isso não existiram e nem existirão sempre;  que a luta de classes é o motor da história;  que a luta de classes conduz à ditadura do proletariado;  que a ditadura do proletariado é somente um período de transição para uma sociedade sem classes. 29/08/11 03:57 PM
  121. 121. Segundo Engels, as lutas de classes modernas desenvolvem-se em três níveis. 1º - A luta econômica . Primeiro nível da luta de classes – surge e desenvolve a solidariedade de classe. Primeiras formas de organização: os sindicatos. Limites: seu objetivo é conseguir melhores condições para venda da força de trabalho. 29/08/11 03:57 PM
  122. 122. 2º - A luta ideológica . É a luta que se trava no plano das idéias e do comportamento. O seu objetivo é a libertação dos explorados da ideologia dominante, de modo que ela adquira a consciência de seus interesses histórico-universais. 29/08/11 03:57 PM
  123. 123. 3º - A luta política . Este é o principal nível da luta de classes. Nele se coloca a questão do poder político. Ela passa por vários estágios – o estágio superior é a luta revolucionária pelo poder político. O principal instrumento é o Partido Político. 29/08/11 03:57 PM
  124. 124. IMPORTANTE: Em muitos momentos Marx, Engels e Lênin chegam mesmo a afirmar que a verdadeira luta de classes é uma luta política. A luta econômico-corporativa, isolada por fábrica ou região, ainda não seria propriamente luta de classes. 29/08/11 03:57 PM
  125. 125. AS REVOLUÇÕES A causa última das revoluções está na contradição existente entre o desenvolvimento das forças produtivas e as relações de produção, que tendem a se atrasar. Isso se traduz numa crise que abala toda a sociedade e eleva o nível dos conflitos entre as classes sociais. 29/08/11 03:57 PM
  126. 126. A luta de classes antagônicas tende a levar a uma transformação revolucionária de toda a sociedade e a substituição de um sistema velho por um sistema novo. Substituem-se as classes no poder e as relações de propriedade predominantes. 29/08/11 03:57 PM
  127. 127. As duas fases da revolução: 1ª - de maior duração, marcada pelas transformações econômicas, sociais e culturais – revolução num sentido amplo; 2ª - de curta duração, condensada no tempo – se traduz na luta política revolucionária da classe de vanguarda pelo controle do aparelho de Estado e do poder político – revolução no sentido estrito. 29/08/11 03:57 PM
  128. 128. Em geral o termo revolução é associado à violência revolucionária. O próprio Lênin, no livro “As Duas Táticas”, escreveu: “O que é a revolução? A ruptura violenta da superestrutura retrógrada (...) A superestrutura se rompe em todas a suas emendas, cede à pressão, se debilita”. 29/08/11 03:57 PM
  129. 129. POLÊMICA Há uma polêmica sobre o conceito de revolução. Há os que a entendem apenas como um processo que se conclui. Há, por outro lado, interpretações que consideram como revolução mesmo processos que não se concluem, em que não há ruptura. 29/08/11 03:57 PM
  130. 130. REVOLUÇÃO SOCIALISTA – REVOLUÇÃO DE NOVO TIPO A revolução socialista tem diferenças significativas em relação às revoluções do passado, inclusive quanto ao seu ritmo. 29/08/11 03:57 PM
  131. 131. Principais características da revolução socialista 1º - As outras revoluções começaram quando já existiam novas formas econômicas no seio da antiga sociedade. A revolução socialista inicia sem que as novas relações de produção socialista existam ainda. 29/08/11 03:57 PM
  132. 132. 2º - As transformações socialistas iniciam-se com a tomada do poder. 3º - As outras revoluções substituíram uma classe exploradora no poder por outra classe exploradora. A revolução socialista coloca pela primeira vez uma classe explorada no poder: o proletariado. Este não tem interesse de manter a propriedade privada dos meios de produção. Sua missão é fazer desaparecer as bases materiais da exploração do homem pelo homem: a propriedade privada dos meios de produção. 29/08/11 03:57 PM
  133. 133. IMPORTANTE: Não há modelo de revolução – os processos revolucionários são singulares. 29/08/11 03:57 PM
  134. 134. O resultado deste conflito antagônico entre as classes, em algumas situações históricas, cria uma situação revolucionária. Indícios de uma situação revolucionária: Impossibilidade das classes dominantes manterem as formas de sua dominação; crise ‘nos de cima’, crise na política da classe dominante, que produz brecha pela qual se abre passagem ao descontentamento e à indignação das classes oprimidas. 29/08/11 03:57 PM
  135. 135. “ Não basta que os de baixo o queiram. É preciso, também, que os de cima não possam continuar vivendo como até aqui”. (Lênin, A Falência da II Internacional) 29/08/11 03:57 PM
  136. 136. Nem toda situação revolucionária leva inevitavelmente a uma revolução. É preciso que haja uma outra condição: a condição subjetiva, expressa nos níveis: 1º) da consciência revolucionária das massas proletárias; 2º) da organização e da unidade da classe; 3º) da correta direção política do seu partido de vanguarda. 29/08/11 03:57 PM
  137. 137. IMPORTANTE: A situação revolucionária cria apenas a possibilidade para uma revolução, mas são os fatores subjetivos que convertem esta possibilidade em realidade. Portanto, quando existem as condições objetivas, o fator subjetivo joga um papel decisivo. 29/08/11 03:57 PM
  138. 138. IMPORTANTE: A unidade e organização da classe, sob direção política conseqüente de um Partido revolucionário, criam as condições subjetivas para que a situação revolucionária se transforme numa revolução. 29/08/11 03:57 PM
  139. 139. PARTE III CONCEITO DE LUTA DE CLASSES E ESTADO 29/08/11 03:57 PM
  140. 140. O Estado é um instrumento de dominação de uma classe sobre a outra. Engels afirmava: “Da mesma forma que o Estado antigo foi em primeiro lugar o Estado dos possuidores de escravos para manter subjugado seus escravos, assim o Estado feudal foi o órgão da nobreza para manter submetidos os camponeses e servos independentes e o Estado moderno representativo é um instrumento de exploração do trabalho assalariado pelo capital”. 29/08/11 03:57 PM
  141. 141. IMPORTANTE Todo Estado é uma ditadura. Inclusive a Ditadura do Proletariado. 29/08/11 03:57 PM
  142. 142. Engels apontava características fundamentais (perenes) do Estado a) Divisão dos súditos, segundo o território; b) Um poder público que já não corresponde diretamente à população e se organiza também em uma força armada (exército, polícia, tribunais); c) Um aparelho de coleta de impostos; d) O Estado se compõe, fundamentalmente, de uma burocracia civil ou militar, articulados por um poder político classista. 29/08/11 03:57 PM
  143. 143. Deve se acrescentar aí os aparelhos ideológicos cuja função é construir o consenso em torno das idéias dominantes – as igrejas, as escolas, os jornais etc. 29/08/11 03:57 PM
  144. 144. IMPORTANTE: Os diferentes tipos de Estados correspondem aos diferentes tipos de relações de produção existentes – escravista, feudal, asiático, capitalista e socialista. Mas, cada tipo particular de Estado organiza a dominação de classe de uma maneira também bastante particular – através do direito, da ideologia e dos aparelhos de estado. 29/08/11 03:57 PM
  145. 145. TIPOS E FORMAS DE ESTADO O caráter de um Estado é dado fundamentalmente pelo seu conteúdo social de classe (ou seja, quais classes exercem o poder político). A forma de um Estado é a maneira que o poder de Estado se apresenta em uma determinada época e está sujeito à correlação de forças entre as classes sociais em luta. As formas de Estado mudam mais rapidamente que o seu conteúdo. 29/08/11 03:57 PM
  146. 146. IMPORTANTE: Um dos principais meios de embaralhar a questão do Estado consiste em confundir a forma com o conteúdo do Estado. Por isto os liberais falam em Estado monárquico, aristocrático, democrático e autoritário etc. Limitam-se geralmente a debater a questão da forma, não a natureza – o caráter – dos organismos de exercício do poder político. 29/08/11 03:57 PM
  147. 147. O ESTADO NO CAPITALISMO O papel fundamental do Estado capitalista é garantir a reprodução das relações de produção capitalistas; ou seja, reproduzir a dominação/exploração da burguesia sobre o proletariado. 29/08/11 03:57 PM
  148. 148. No capitalismo o produtor direto deve ser juridicamente livre e igual aos proprietários dos meios de produção. Esta é a condição necessária para que a sua força de trabalho se constitua numa propriedade que pode ser livremente vendida no mercado de trabalho. Por isso o direito burguês deve tratar os desiguais de maneira igualitária. 29/08/11 03:57 PM
  149. 149. As superestruturas (jurídico-política e ideológica) capitalistas encobrem os mecanismos de exploração do trabalho. 29/08/11 03:57 PM
  150. 150. O Estado capitalista cria a possibilidade de serem incorporados no seu interior elementos das classes exploradas fundamentais. As funções públicas não são exclusivas dos elementos das classes proprietárias. 29/08/11 03:57 PM
  151. 151. A existência do sufrágio universal, do pluripartidarismo (incluindo a existência de partidos socialistas) e da possibilidade formal da alternância do poder, apesar de serem conquista da luta dos povos, tem reflexos contraditórios na consciência das massas populares. 29/08/11 03:57 PM
  152. 152. A democracia burguesa neutraliza a visão de um Estado classista e reforça as concepções pluralistas, hegemônicas nos países capitalistas centrais. Isto dá ao Estado uma aparência de neutralidade – um instrumento acima das classes. 29/08/11 03:57 PM
  153. 153. IMPORTANTE: Em momentos de crise aguda de hegemonia a burocracia de Estado pode adquirir uma autonomia relativa em relação às classes sociais em luta. A política estatal pode não corresponder integralmente aos interesses da classe economicamente dominante, embora não possa romper com a lógica da reprodução do capitalismo. Marx chamou a isso de bonapartismo. 29/08/11 03:57 PM
  154. 154. IMPORTANTE: Alguns autores desenvolveram a tese da autonomia relativa do Estado em relação a base econômica e aos interesses imediatos da classe economicamente dominante. 29/08/11 03:57 PM
  155. 155. Não é indiferente para o proletariado a forma pela qual a burguesia exerce a sua dominação (através de uma ditadura ou dos mecanismos democráticos). A democracia é o campo mais favorável para a elevação do nível de consciência e de organização dos trabalhadores. Por isto, os partidos comunistas são vanguardas da luta pela democracia e contra a fascistização do Estado burguês. 29/08/11 03:57 PM
  156. 156. Karl Marx e a crítica da sociedade capitalista
  157. 157. As bases do pensamento de Marx <ul><li>Filosofia alemã </li></ul><ul><li>Socialismo utópico francês </li></ul><ul><li>Economia política clássica inglesa </li></ul>
  158. 158. A interpretação dialética <ul><li>Analisa a história como um movimento </li></ul><ul><li>Movimento conseqüente das próprias ações dos homens </li></ul><ul><li>Reflexão crítica sobre a realidade </li></ul><ul><li>Somente a dialética consegue apreender os movimentos do real </li></ul><ul><li>Papel central do pensamento na apreensão do real </li></ul><ul><li>O pensamento está inserido no próprio real </li></ul>
  159. 159. A infra-estrutura como base da sociedade <ul><li>Todo o sistema de pensamento de Marx é erigido a partir do modo de produção capitalista </li></ul><ul><li>A anatomia da sociedade deve ser procurada na análise das relações de produção </li></ul>
  160. 160. O modo de produção capitalista <ul><li>É composto pelos meios de produção e as relações de produção </li></ul><ul><li>Meios de produção: Maquinas, ferramentas, tecnologia, força de trabalho </li></ul><ul><li>Relações de produção: Somente por meio delas se realiza a produção. Elas variarão de acordo com os meios de produção. São as próprias relações e organizações entre os homens </li></ul>
  161. 161. O modo de produção capitalista <ul><li>É apenas no intercambio entre relações de produção e forças produtivas que se transformam em capital, somente por meio do trabalho tal relação é concretizada </li></ul><ul><li>As relações de produção condicionam as relações sociais </li></ul><ul><li>O capital é também uma relação social de produção. Relação de produção da sociedade burguesa </li></ul>
  162. 162. O capital como relação social de produção <ul><li>O capital não se constitui somente como meio de subsistência, de instrumento de trabalho e de matéria prima </li></ul><ul><li>Forma o chamado valor de troca, em que todos os produtos de que ele se constitui são mercadorias </li></ul>
  163. 163. A mercadoria <ul><li>Unidade básica do MPC, pela qual se erige o sistema capitalista </li></ul><ul><li>Valor de Uso: Utilidade da mercadoria (Qualitativo) </li></ul><ul><li>Valor de Troca: Pode ser trocada por uma porção de outra mercadoria (Quantitativo) </li></ul><ul><li>Todas as mercadorias são produto da cristalização do trabalho humano e que o valor de troca é proporcional a quantidade de trabalho humano investido em cada uma dessas mercadorias </li></ul>
  164. 164. A troca <ul><li>É a própria troca entre mercadorias; assim o valor de uma mercadoria se exprime em uma mercadoria diferente </li></ul><ul><li>O dinheiro para Marx é como uma outra mercadoria qualquer. O dinheiro é visto como o equivalente universal de troca </li></ul>
  165. 165. O segredo da mercadoria <ul><li>Os homens em sociedade (capitalista) têm relações humanas em vista da produção das mercadorias, mas seus trabalhos organizados adquirem a forma de uma relação social dos produtos do trabalho </li></ul><ul><li>Isso significa que produzem mercadorias e só se comunicam entre si por intermédio dos produtos do trabalho, ou seja, por intermédio das mercadorias </li></ul><ul><li>Expressão da supremacia do Valor de Troca sobre o Valor de Uso. É a mercantilização de todas as relações sociais </li></ul>
  166. 166. A exploração capitalista sobre o trabalhador <ul><li>Mais Valia: é a quantidade de trabalho não paga ao trabalhador </li></ul><ul><li>Duas formas de extração da mais-valia </li></ul><ul><li>Absoluta: Aumento da jornada de trabalho </li></ul><ul><li>Relativa: Aumento da intensidade do trabalho. Que pode se dar pelo incremento de tecnologia na produção, aumentando a produtividade da produção </li></ul>
  167. 167. A exploração capitalista sobre o trabalhador <ul><li>O valor da força de trabalho e a mais-valia variam em direções opostas </li></ul><ul><li>É só por meio da exploração da força de trabalho que o Capital consegue reproduzir seu ciclo: M-T-M’ e D-M-D’ </li></ul><ul><li>Somente o trabalho humano gera valor, por isso a necessidade do capitalismo explorar o trabalho </li></ul>
  168. 168. Duas características do MPC <ul><li>1) A mercadoria constitui o caráter dominante e determinante dos seus produtos </li></ul><ul><li>Assim os agentes deste modo de produção (burgueses e proletários) são vistos como encarnações do capital e do trabalho assalariado. (trabalho concreto e trabalho abstrato) </li></ul><ul><li>2) Produção da mais-valia: finalidade direta e o móvel determinante da produção. </li></ul>
  169. 169. As contradições do MPC <ul><li>As duas características do MPC não podem ser compreendidas por si só, mas como produtos das relações de produção que produzem o capitalismo </li></ul><ul><li>Assim entre o operário e o capitalista existe uma contradição, que é produzida desde o princípio de suas relações </li></ul><ul><li>A contradição inicia-se logo no início do sistema capitalista, quando produtor e meios de produção são separados </li></ul><ul><li>A própria apropriação desigual do trabalho está na base desta contradição. O resultado do trabalho alienado não pertence ao trabalhador </li></ul>
  170. 170. As contradições do MPC <ul><li>A burguesia cria, sem parar, meios de produção mais poderosos. Mas as relações de produção permanecem inalteradas </li></ul><ul><li>O regime capitalista é capaz de produzir cada vez mais mercadorias, porém a miséria permanece para a maioria </li></ul>
  171. 171. As contradições do MPC <ul><li>Os meios de produção capitalistas se transformam incessantemente, sua base é revolucionária, ao passo que os modos de produção anteriores eram essencialmente conservadores </li></ul><ul><li>Essa constante revolução se da às custas dos operários: pois o trabalho se torna parcelar; o próprio trabalhador não reconhece o produto do seu trabalho </li></ul><ul><li>Uma massa de trabalhadores é despejada no chamado exército de reserva industrial, pois o próprio sistema capitalista necessita deste exército para manter os salários a um nível baixo. </li></ul>
  172. 172. A resolução das contradições do MPC <ul><li>Para Marx os antagonismos do MPC desembocam na revolução proletária </li></ul><ul><li>Essa revolução será resultado das próprias ações dos capitalistas, que produzirão os meios de sua destruição e seus próprios coveiros (o proletariado). </li></ul>
  173. 173. As classes sociais <ul><li>Duas classes fundamentais para entender o capitalismo </li></ul><ul><li>Burguesia: detentora dos meios de produção </li></ul><ul><li>Proletariado: Vendedor de sua própria força de trabalho </li></ul>
  174. 174. O conflito da produção expresso na Superestrutura <ul><li>O antagonismo entre burguesia e proletariado se expressa também na superestrutura </li></ul><ul><li>É o que Marx chama de Luta de Classes, que para além da dimensão de luta econômica existe também a luta política </li></ul>
  175. 175. O Estado na análise de Marx <ul><li>A luta de classes seria mera ilustração sem a análise do Estado capitalista </li></ul><ul><li>O Estado precisa ser compreendido como uma colossal superestrutura e o poder organizado de uma classe social em seu relacionamento com as outras </li></ul>
  176. 176. Estado e Sociedade <ul><li>O Estado não está descolado da sociedade </li></ul><ul><li>O Estado é produto das contradições inerentes à própria sociedade </li></ul><ul><li>O Estado é a expressão essencial das relações de produção específicas do capitalismo </li></ul><ul><li>O monopólio do aparelho estatal, diretamente ou por meio de grupos interpostos, é a condição básica do exercício da dominação </li></ul><ul><li>O poder político é na verdade o poder organizado de uma classe para a opressão das outras </li></ul>
  177. 177. Infra-estrutura e superestrutura <ul><li>Infra-estrutura </li></ul><ul><li>Meios de produção </li></ul><ul><li>Relações de produção </li></ul><ul><li>Produção de mercadorias </li></ul><ul><li>Estado </li></ul><ul><li>Direito </li></ul><ul><li>Justiça </li></ul><ul><li>Religião </li></ul><ul><li>Ideologias </li></ul>
  178. 178. Infra-estrutura e superestrutura: Existência e Consciência <ul><li>É a infra-estrutura que condiciona o modo de vida dos homens </li></ul><ul><li>O modo de produção da vida material condiciona o processo de vida social, política e intelectual. Não é a consciência dos homens que determina a realidade; ao contrário, é a realidade social que determina sua consciência </li></ul>
  179. 179. As análises de Marx para entender a contemporaneidade <ul><li>Mercantilização de todas as relações humanas </li></ul><ul><li>A política também se torna mercantilizada </li></ul><ul><li>A ciência como trabalho morto é utilizada cada vez mais para explorar o trabalhador </li></ul><ul><li>A globalização (ou a mundialização) do capital foi um fenômeno previsto por Marx em suas análises </li></ul>
  180. 180. Questões do vestibular <ul><li>De acordo com a teoria de Marx, a desigualdade social se explica </li></ul><ul><li>A) pela distribuição da riqueza de acordo com o esforço de cada um no desempenho de seu trabalho. </li></ul><ul><li>B) pela divisão da sociedade em classes sociais, decorrente da separação entre proprietários e não proprietários dos meios de produção. </li></ul><ul><li>C) pelas diferenças de inteligência e habilidades inatas dos indivíduos, determinadas biologicamente. </li></ul><ul><li>D) pela apropriação das condições de trabalho pelos homens mais capazes em contextos históricos, marcados pela igualdade de oportunidades. </li></ul>
  181. 181. Questões do vestibular <ul><li>Segundo a concepção materialista da história, a divisão social do trabalho é o processo </li></ul><ul><li>A) que dá início à contradição na vida social ao separar os homens entre proprietários e não-proprietários. </li></ul><ul><li>B) de diferenciação de funções que caracteriza as sociedades complexas. </li></ul><ul><li>C) que estimula as aspirações ao consumo, tão necessárias ao regime capitalista de produção. </li></ul><ul><li>D) que atua diretamente no crescimento da demanda de mercado. </li></ul>
  182. 182. Questões do vestibular <ul><li>Acerca da metáfora da edificação (estrutura e superestruturas), formulada por Karl Marx para sintetizar sua concepção materialista de história, marque a alternativa correta. </li></ul><ul><li>A) O Estado capitalista corresponde a uma superestrutura que engloba o direito burguês e boa parte do sistema político. </li></ul><ul><li>B) As relações sociais de produção constituem uma esfera superestrutural, pois nascem das normas jurídicas e instituições políticas. </li></ul><ul><li>C) A totalidade das dimensões da vida social, o tempo todo, é determinada pelas relações econômicas. </li></ul><ul><li>D) As ideologias produzem a vida e, por isto, pode-se entender, por exemplo, a sociedade escravista a partir das filosofias de Platão e Aristóteles. </li></ul>
  183. 183. UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO NOME: Diego Zimmermann PROFESSOR: Dejalma Cremonese DATA: 20/04/2007
  184. 184. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África, Oceania), que estava sendo incorporada na economia mundial. Seus principais mecanismos foram sendo alterados para se adaptar às novas formas de relações políticas e econômicas estabelecidas entre as nações ao longo do tempo. </li></ul>
  185. 185. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Para entender melhor a evolução do capitalismo, vamos considerar três fases principais nesse processo: </li></ul><ul><li>1- fase: Capitalismo comercial ou pré-capitalismo </li></ul><ul><li>2- fase: Capitalismo industrial </li></ul><ul><li>3- fase: Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>As duas primeiras fases são caracterizadas pelas relações entre as colônias e metrópoles, que praticamente estabeleceram as relações econômicas do capitalismo monopolista. </li></ul>
  186. 186. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>COMO FUNCIONA O CAPITALISMO </li></ul><ul><li>Tem como principal objetivo o lucro. </li></ul><ul><li>Baseia-se na propriedade privada dos meios de produção. </li></ul><ul><li>Tem no dinheiro ou seus similares(cartões de crédito, cheques) o seu principal meio de troca. </li></ul><ul><li>Funciona conforme a lei da oferta e da procura – economia de mercado </li></ul><ul><li>Nas relações de trabalho predomina o trabalho assalariado. O trabalhador “vende”seu trabalho para os donos dos meios de produção. </li></ul><ul><li>No sistema capitalista, a sociedade é baseada na divisão de classes. </li></ul>
  187. 187. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo comercial </li></ul><ul><li>É o período das grandes navegações ou descobrimentos, quando novas terras – principalmente do continente do continente americano Novo Mundo – passaram a fazer parte do mundo até então conhecido: o Velho Mundo. Nessa época países da Europa ocidental (Portugal, Espanha, França e Inglaterra) obtiveram grandes conquistas territoriais no Novo Mundo e fizeram dos territórios recém-conquistados suas colônias. </li></ul>
  188. 188. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo comercial </li></ul><ul><li>As regras das relações entre as metrópoles e colônias foram estabelecidas pelo Pacto Colonial, segundo o qual a colônia só podia manter relações comerciais com a metrópole. Surgiu , assim, a primeira divisão internacional do trabalho (DIT). </li></ul><ul><li> Metais preciosos, especiarias </li></ul><ul><li>COLÔNIA METRÓPOLE </li></ul><ul><li> Produtos manufaturados </li></ul>
  189. 189. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo comercial </li></ul><ul><li>Inspirados na teoria mercantilista, os países colonizadores, através do comercio com suas colônias, geraram acúmulo de capital, que permitiu o desenvolvimento do que muitos consideram o inicio do verdadeiro capitalismo, isto é, a sua fase industrial. </li></ul>
  190. 190. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Pontos Fundamentais da Política Mercantilista </li></ul><ul><li>Balança comercial favorável . Todo país deveria exportar mais do que importar. </li></ul><ul><li>Protecionismo . Conjunto de medidas que visavam proteger a produção nacional da produção de outros países. </li></ul><ul><li>Metalismo . A riqueza e a importância de um país eram avaliadas pela quantidade de metais(moedas) que conseguisse acumular. </li></ul><ul><li>Monopólio . A metrópole tinha exclusividade com o comercio com a colônia. </li></ul>
  191. 191. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo industrial </li></ul><ul><li>Essa fase se estendeu do século XVIII ao XX, foi marcada pela a Primeira e pela Segunda Revolução Industrial e pela partilha da África e da Ásia entre as potencias colonialistas européias – o imperialismo. </li></ul>
  192. 192. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo industrial </li></ul><ul><li>A produção industrial tornou-se a maior fonte de lucro, e o trabalho assalariado passou a ser a relação típica do capitalismo: quem recebia salário acabava consumindo os produtos que ajudava a fabricar. </li></ul>
  193. 193. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo industrial </li></ul><ul><li>O trabalho tornou–se mercadoria. Aquele que não possuía meios de produção, nem capital, vendia a sua mercadoria, ou seja, a sua força de trabalho. </li></ul>
  194. 194. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo industrial </li></ul><ul><li>A DIT da fase do capitalismo industrial, na realidade mudou muito pouco em relação à do capitalismo comercial. A diferença principal é que as metrópoles passaram a ser industrializadas. </li></ul><ul><li> Matérias-primas </li></ul><ul><li>COLÔNIAS METRÓPOLES </li></ul><ul><li> Produtos industrializados </li></ul>
  195. 195. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>Desenvolveu-se após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). </li></ul><ul><li>O capital acumulado nas etapas anteriores precisava de outras atividades, além da atividade industrial, para ser multiplicado. Foi quando se desenvolveu os bancos, as corretoras de valores e grandes grupos empresariais e se iniciou o processo de concentração de capital. </li></ul><ul><li>A união do capital industrial com o capital de financiamento (bancário) deu origem ao capital financeiro , que é a própria essência do capitalismo. </li></ul>
  196. 196. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>A concentração de capital nas mãos de poucas pessoas ou empresas trouxe, como conseqüências, a monopolização e, depois, a oligopolização de vários setores da economia, que passaram a ser dominados por grandes grupos econômicos. </li></ul>
  197. 197. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>O monopólio ocorre quando uma empresa domina a oferta ,de determinado produto ou serviço. Uma forma mais aprimorada de monopólio é o oligopólio, quando um grupo de empresa domina o mercado de determinado produto ou serviço. </li></ul>
  198. 198. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>- Estado-empresário e planejador </li></ul><ul><li>Nesta terceira fase do capitalismo, o liberalismo econômico foi perdendo terreno, até ser provisoriamente esquecido, após a crise de 1929, decorrente da queda da Bolsa de Valores da Nova York. </li></ul><ul><li>A partir de então, o Estado assumiu duplo papel como agente econômico: o de empresário, como proprietário de empresas (estatais), e o planejador. Assim, passou na intervir diretamente na economia. </li></ul>
  199. 199. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>O principal teórico e defensor da intervenção estatal na economia oligopolizada foi o inglês John Maynard Keynes (1883-1946). Sua teoria, que ficou conhecida como keynesianismo , propunha a intervenções do Estado na vida econômica com o objetivo de garantir o pleno emprego. </li></ul>
  200. 200. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>Na década de 1980, as idéias do liberalismo clássico foram retomadas. Mas, depois da lição crise de 1929, foram vistas com um pouco mais de cautela. </li></ul><ul><li>O neoliberalismo prega a não intervenção do Estado na economia, a não ser para controlar as crises. A política neoliberal cresceu e praticamente dominou a economia na década de 1990. </li></ul>
  201. 201. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>Durante o capitalismo financeiro surgiu três DITs bem diferentes. </li></ul>
  202. 202. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>- DIT do imperialismo . Entre período que vai do final da Primeira Guerra Mundial (1918) até o final da Segunda (1945), algumas potências ocidentais (Inglaterra, França e Holanda) ainda mantinham suas colônias na Ásia e na África. Portanto, a divisão internacional do trabalho permanece a mesma da fase do imperialismo ou capitalismo industrial. </li></ul><ul><li> Matérias-primas </li></ul><ul><li>COLÔNIAS METRÓPOLES </li></ul><ul><li> Produtos industrializados </li></ul>
  203. 203. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>- DIT clássica . Com a descolonização da Ásia e da África (1947-1975), os novos países surgidos nesses continentes passaram a fazer parte, ao lado das antigas colônias da América, do conjunto dos países subdesenvolvidos. Estabeleceu-se, então, o que dominamos de DIT clássica, que caracteriza as relações entre os países desenvolvidos e os países subdesenvolvidos não industrializados. </li></ul><ul><li> Matérias-primas </li></ul><ul><li>PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS PAÍSES </li></ul><ul><li>NÃO INDUSTRIALIZADOS DESENVOLVIDOS </li></ul><ul><li> Produto industrializados, </li></ul><ul><li> investimentos e concessão </li></ul><ul><li> de empréstimos </li></ul>
  204. 204. O CAPITALISMO E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRAFICO <ul><li>Capitalismo financeiro ou monopolista </li></ul><ul><li>- DIT da nova ordem Mundial . Nesse mesmo período, com a industrialização de alguns países subdesenvolvidos, uma outra DIT passou a conviver com a DIT clássica. É a que expressa o relacionamento entre os países desenvolvidos e os países subdesenvolvidos industrializados. </li></ul><ul><li> Produtos industrializados, tecnologia e </li></ul><ul><li> capital – empréstimos e investimentos </li></ul><ul><li>(produtivos e especulativos) </li></ul><ul><li>PAÍSES PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS </li></ul><ul><li>DESENVOLVIDOS INDUSTRIALIZADOS </li></ul><ul><li> Matéria-prima, produtos industrializados e </li></ul><ul><li> capital – lucros das transnacionais e do capital </li></ul><ul><li> especulativo, pagamento de juros e da dívida externa, </li></ul><ul><li> royalties pela propriedade intelectual </li></ul>
  205. 205. Bibliografia Livro de Geografia – Lúcia Marina e Tércio

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