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Universidade de Brasília Faculdade de Educação Departamento de Métodos e Técnicas Educação em Geografia
Programa de Curso <ul><li>O processo de  formação  de professores para os  anos iniciais  de escolarização demanda  conhec...
Programa de Curso <ul><li>Contribuir para o  desenvolvimento integral  do  educando  por meio dessa disciplina; </li></ul>...
Programa de Curso <ul><li>No primeiro analisa-se  referencial teórico mínimo  sobre ciência geográfica, no intuito de perm...
O que é Geografia? <ul><li>A geografia nasceu do anseio do homem em conhecer e registrar o espaço. </li></ul><ul><li>O con...
O que é Geografia? <ul><li>Gregos; </li></ul><ul><li>Romanos; </li></ul><ul><li>Babilônios </li></ul><ul><li>Árabes; </li>...
O que é Geografia? <ul><li>Durante muito tempo à geografia fica a mercê de outras ciências não sendo encarada como uma ciê...
O que é Geografia? <ul><li>Daí decorre uma discussão de não pode – se definir a geografia como uma ciência humana ou natur...
O que é Geografia? <ul><li>Com a chegada do séc. XVIII a geografia e a própria ciência como um todo tende a concentrar seu...
O que é Geografia? <ul><li>O holandês Bernad Varnius, foi um dos propulsores da ciência geográfica, em seu livro intitulad...
O que é Geografia? <ul><li>O holandês Bernad Varnius, foi um dos propulsores da ciência geográfica, em seu livro intitulad...
O que é Geografia? <ul><li>O reconhecimento da Geografia como Ciência acontece com os alemães Alexandre Humbolt e Karl Rit...
O que é Geografia? <ul><li>Humbolt era botânico e viajante, percorreu vários lugares do mundo, fazendo descrições das mais...
O que é Geografia? <ul><li>Já Ritter era historiador, desenvolveu seus estudos mais voltados à didática da geografia, proc...
O que é Geografia? <ul><li>Embora não fazendo escola, Humbolt e Ritter foram mestres dos principais geógrafos a partir de ...
O que é Geografia? <ul><li>O geólogo alemão Friedrich Ratzel escreveu trabalhos pioneiros em geografia humana e política. ...
O que é Geografia? <ul><li>Para Ratzel, a função do Estado é expandir e defender o espaço territorial nacional, e, além di...
O que é Geografia? <ul><li>O determinismo foi uma teoria reducionista do pensamento do alemão  Friedrich   Ratzel , que di...
O que é Geografia? <ul><li>O determinismo foi uma teoria reducionista do pensamento de Ratzel, que dizia que o meio influe...
O que é Geografia? <ul><li>A geografia evoluiu de maneira a atender a expectativas da época. A chamada Geografia Tradicion...
O que é Geografia? <ul><li>Vidal de  La Blache , o Possibilismo </li></ul><ul><li>Para La Blache, um Estado deve planejar ...
O que é Geografia? <ul><li>Suas idéias dizem que qualquer Estado soberano  possui possibilidades  para alcançar um nível d...
O que é Geografia? <ul><li>Essa sistematização ocorreu de maneira concomitante com a Revolução Industrial (Consolidação do...
O que é Geografia? <ul><li>A Geografia Regional representou a reafirmação de que os aspectos próprios da Geografia eram o ...
O que é Geografia? <ul><li>A Geografia Regional </li></ul><ul><li>As bases filosóficas foram desenvolvidas por  Vidal de  ...
A Ciência Geográfica <ul><li>A relação homem-natureza: Demandas e necessidades; </li></ul><ul><li>Geração de Conhecimento ...
A Ciência Geográfica <ul><li>Essa relação sujeito x objeto é de conhecer, compreender, apropriar e transformar; </li></ul>...
A Ciência Geográfica <ul><li>Com o avanço da técnica surgiram os ramos e especificidades; </li></ul><ul><li>Ciências Forma...
A Ciência Geográfica <ul><li>Geografia: Ciência Social que trabalha com elementos naturais e sociais; </li></ul><ul><li>Di...
A Ciência Geográfica <ul><li>Geografia: Ciência Social que trabalha com elementos naturais e sociais; </li></ul><ul><li>Di...
A Ciência Geográfica Geografia História Economia Hidrologia Biologia P o l í t i c a F í s i c a
A Ciência Geográfica Homem Natureza Geografia Espaço Geográfico
A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Vimos alguns pensadores que contribuiram para a Geografia se estruturar ...
A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Eram princípios verdadeiros e definitivos de uma Geografia Tradicional n...
A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Influencia do  Positivismo, de Augusto Comte  Uma doutrina filosófica, s...
A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Em linhas gerais, ele propõe à existência humana valores completamente h...
A Sistematização do Pensamento Geográfico
A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Nesse momento histórico a geografia era estática, regida por leis e desc...
A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>O objeto de estudo da geografia; </li></ul><ul><li>Estudo da superfície;...
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A Geografia Contemporânea
A Geografia Contemporânea Primeira Guerra Mundial <ul><li>A guerra ocorreu entre a Tríplice Entente (liderada pelo Império...
A Geografia Contemporânea Segunda Guerra Mundial <ul><li>Segunda Guerra Mundial  (1939–1945) opôs os Aliados às Potências ...
A Geografia Contemporânea Segunda Guerra Mundial <ul><li>O Brasil se integrou aos Aliados em 1943. A Alemanha, a Itália e ...
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A Geografia Contemporânea <ul><li>A  Guerra Fria  foi a designação atribuída ao conflito político-ideológico entre os Esta...
A Geografia Contemporânea <ul><li>Norte-americanos e soviéticos travaram uma luta ideológica, política e econômica durante...
A Geografia Contemporânea <ul><li>A  Organização das Nações Unidas  ( ONU ) foi fundada oficialmente a 24 de Outubro de 19...
A Geografia Contemporânea <ul><li>A  Organização das Nações Unidas  ( ONU ) foi fundada oficialmente a 24 de Outubro de 19...
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A Geografia Contemporânea <ul><li>Conferência de Bandung </li></ul><ul><li>Foi a primeira conferência a falar e a afirmar ...
A Geografia Contemporânea <ul><li>Advento capitalismo monopolista </li></ul><ul><li>Aumento da competitividade – Solidific...
A Geografia Contemporânea <ul><li>Chegada do capitalismo monopolista nos países subdesenvolvidos </li></ul><ul><li>Agroneg...
A Geografia Contemporânea <ul><li>A Geografia Tradicional não estava preparada para explicar situações tão complexas; </li...
A Geografia Contemporânea <ul><li>Geografia Teórico Quantitativa ou Nova Geografia??? </li></ul><ul><li>Modelos matemático...
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A Fase da Desintonia
<ul><li>Vargas deixou um legado que se seguiu até meados da década de 70,  o sentimento de Integração Nacional </li></ul>
<ul><li>O Processo de industrialização e modernização a Economia concentrados no centro sul do país legitimavam esse discu...
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Como esse dinamismo, surge a Geografia crítica para analisar esse novo momento do mundo Entretanto, aqui está a  desintoni...
Identificando um Problema Real <ul><li>A Geografia no ensino fundamental estende-se da 1º a 8º série. </li></ul>Constata-s...
Qual é o lugar da geografia nas séries iniciais?
<ul><li>Criar condições para que a criança leia o “ espaço vivido ” </li></ul><ul><li>Processo que se inicia quando a cria...
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<ul><li>Ao caminhar, correr, brincar, ela está interagindo com um espaço que também é social, está ampliando o seu mundo e...
<ul><li>A noção de espaço que a criança desenvolve não é um processo natural e aleatório e sim construída socialmente. </l...
<ul><li>A capacidade de  percepção  e a possibilidade de sua  representação  é um desafio que motiva a criança a desencade...
<ul><li>O importante é poder trabalhar, no momento da alfabetização, com a capacidade de ler o espaço, com o saber ler a a...
<ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>“ Por que não aproveitar a experiência que têm os alunos de viver em áreas da cidade de...
<ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>“ Por que não aproveitar as épocas de frio, calor, os dias chuvosos ou ensolarados para...
<ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>“ Ao se trabalhar com a divisão regional brasileira, porque não os alunos pesquisarem d...
<ul><li>É a partir de tais problemas que devem ser feitas a leitura, a representação, e que deve ser instigada a curiosida...
<ul><li>E a partir de situações do cotidiano, trabalhar com os conceitos envolvidos – no caso, rio, riacho, córrego, lenço...
<ul><li>Prática:  </li></ul><ul><li>1) Elenque algumas situações do seu cotidiano, de sua vizinhança, de sua cidade. </li>...
<ul><li>Sem dúvida, é partindo do lugar, considerando a realidade concreta do espaço vivido que se contrói a educação espa...
<ul><li>“ não é apenas um quadro de vida, mas um espaço vivido, isto é, de experiência sempre renovada, o que permite, ao ...
<ul><li>“ Os lugares, são, pois, o mundo, que eles reproduzem de modos específicos, individuais, diversos. Eles são singul...
<ul><li>Do ponto de vista da geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que ...
<ul><li>Nesse processo de aprender a ler, lendo o espaço, não há uma regra, um método estabelecido  a priori , nem a possi...
<ul><li>“ Não se espera que uma criança de sete anos possa compreender toda a complexidade das relações do mundo com o seu...
“ O Olhar Espacial” <ul><li>Desenvolver o olhar espacial, portanto, é construir um método que possa dar conta de fazer a l...
“ O Olhar Espacial” <ul><li>Ao ler o espaço, a criança estará lendo a sua própria história, representada concretamente pel...
“ A Leitura da Paisagem” <ul><li>F azer a leitura da paisagem pode ser uma forma interessante de desvendar a história do e...
Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>A Noção de Espaço passa por níveis próprios na evolução geral da criança; </li></ul>V...
Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>A Vivência do Espaço </li></ul><ul><li>O espaço físico é vivenciado através do movime...
Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>A Percepção do Espaço </li></ul><ul><li>O espaço passa a ser percebido quando não pre...
Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>A Concepção do Espaço </li></ul><ul><li>Estabelecer relações espaciais entre elemento...
Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>Construção da Noção de Espaço </li></ul><ul><li>Localização e deslocamento de element...
Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>Espaço Ocupado por seu corpo; </li></ul><ul><li>Localização de Objetos no Espaço; </l...
A Tomada de Consciência do Espaço Corporal <ul><li>A partir do nascimento: contato físico, amamentação, toque: Processo de...
A Tomada de Consciência do Espaço Corporal <ul><li>É um processo que vai do nascimento até a adolescência; </li></ul><ul><...
A Tomada de Consciência do Espaço Corporal Corpo Olhos Mente
Qual a percepção de Espaço Geográfico? <ul><li>Ensino Tradicional, estudo do: </li></ul><ul><li>bairro, da localidade e do...
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A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Entre as linguagens gráficas encontram-se o mapa e o desenho.  </li></ul><ul><li>Est...
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Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Outras perguntas levam a pensar em atributos relacionados aos mapas, como:  </li></ul>...
Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Outras perguntas levam a pensar em atributos relacionados aos mapas, como:  </li></ul>...
Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Outras perguntas levam a pensar em atributos relacionados aos mapas, como:  </li></ul>...
Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Para se trabalhar a cartografia em sala, os alunos precisam: </li></ul><ul><li>questõe...
Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Atividade 1: O Desenho Livre na Escola </li></ul><ul><li>Pode-se iniciar essa atividad...
<ul><li>Com o desenho livre podemos trabalhar: </li></ul><ul><li>Particularidades de seu autor: </li></ul><ul><li>Afetos; ...
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Cartografia na Sala de Aula Trajeto Casa-Escola
Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Uma discussão com as crianças levanta questionamentos que as leva a perceber que os de...
Cartografia na Sala de Aula Sala de Aula
<ul><li>Os alunos escolheram seus lugares na sala?  </li></ul><ul><li>O que influiu nessa escolha? </li></ul><ul><li>Eles ...
<ul><li>Com isso trabalhamos sistemas de localização, apresentados pelos próprios alunos. </li></ul><ul><li>Alguém se loca...
<ul><li>“Na frente, à direita”  </li></ul><ul><li>O que é a frente da sala? </li></ul><ul><li>Como se determina o que é a ...
<ul><li>É interessante que os próprios alunos apresentem/expliquem seus desenhos e façam comparações.  </li></ul><ul><li>T...
<ul><li>Algum objeto deixou de aparecer nos desenhos? Por quê?  </li></ul><ul><li>Alguém desenhou algum símbolo diferente?...
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<ul><li>A diversidade de material talvez estimule a criatividade, facilitando o aparecimento de soluções bem diferentes, q...
<ul><li>A maquete ainda permite experiências que envolvem questões de ponto de vista e projeção: </li></ul><ul><li>O que a...
 
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<ul><li>Atividade 4: Construção de uma Planta da Sala de Aula </li></ul><ul><li>A construção de uma planta em escala da sa...
<ul><li>Trabalhando Escalas: </li></ul><ul><li>O primeiro passo é medir o comprimento do lado maior da sala, para isso bas...
<ul><li>Trabalhando Escalas: </li></ul><ul><li>Novamente, dobra-se o barbante ao meio: ele fica dividido em quatro partes ...
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<ul><li>Atividade 6: Conhecendo as ruas e a nossa casa: </li></ul><ul><li>A casa: Espaço Protegido – Separado da Rua. </li...
Relações Espaciais: Topológicas Elementares Euclidianas Projetivas
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Relações Espaciais Topológicas Elementares <ul><li>Relações Espaciais que se estabelecem no espaço próximo: </li></ul><ul>...
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Educação em geografia séries iniciais

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  1. 1. Universidade de Brasília Faculdade de Educação Departamento de Métodos e Técnicas Educação em Geografia
  2. 2. Programa de Curso <ul><li>O processo de formação de professores para os anos iniciais de escolarização demanda conhecimentos específicos sobre determinadas ciências. </li></ul><ul><li>Nesse sentido, a disciplina “Educação em Geografia” objetiva proporcionar fundamentação teórica consistente e atualizada sobre a Ciência Geográfica no contexto escolar, a fim de: </li></ul>
  3. 3. Programa de Curso <ul><li>Contribuir para o desenvolvimento integral do educando por meio dessa disciplina; </li></ul><ul><li>Subsidiar a prática docente na área de Geografia. </li></ul><ul><li>Para isso, esta disciplina desdobra-se em módulos subsequentes e inter-relacionados. </li></ul>
  4. 4. Programa de Curso <ul><li>No primeiro analisa-se referencial teórico mínimo sobre ciência geográfica, no intuito de permitir ao futuro professor saber o que é Geografia e para que serve essa ciência. </li></ul><ul><li>Posteriormente, são analisadas as especificidades do ensino em Geografia , em nível fundamental. </li></ul><ul><li>Por fim, o terceiro módulo refere-se à elaboração de uma proposta de ensino , direcionada às características espaciais do território do Distrito Federal . </li></ul>
  5. 5. O que é Geografia? <ul><li>A geografia nasceu do anseio do homem em conhecer e registrar o espaço. </li></ul><ul><li>O conhecimento geográfico era eminentemente prático, empírico, limitava-se a catalogar e cartografar nomes de lugares. </li></ul>
  6. 6. O que é Geografia? <ul><li>Gregos; </li></ul><ul><li>Romanos; </li></ul><ul><li>Babilônios </li></ul><ul><li>Árabes; </li></ul>
  7. 7. O que é Geografia? <ul><li>Durante muito tempo à geografia fica a mercê de outras ciências não sendo encarada como uma ciência autônoma justamente por apresentar um campo vasto de estudo, por estar atrelada por a varias ciências sejam elas naturais ou humanas, e por não apresentar um objeto de estudo defino. </li></ul>
  8. 8. O que é Geografia? <ul><li>Daí decorre uma discussão de não pode – se definir a geografia como uma ciência humana ou natural. </li></ul><ul><li>Essa tamanha interdisciplinaridade da geografia faz com que a mesma não apresente uma identidade concreta e tornando dificílimo então definir qual o objeto e o objetivo de estudo da mesma.   </li></ul>
  9. 9. O que é Geografia? <ul><li>Com a chegada do séc. XVIII a geografia e a própria ciência como um todo tende a concentrar seus objetos de estudo, a acumulação de conhecimentos ao longo do tempo, começa a propiciar a união do pensamento geográfico. </li></ul>
  10. 10. O que é Geografia? <ul><li>O holandês Bernad Varnius, foi um dos propulsores da ciência geográfica, em seu livro intitulado Geografia Geral, ele tenta unir a Geografia Geral, a física, a matemática, astronomia, descrevendo fenômenos e mostrando as relações de causa e efeito. </li></ul>
  11. 11. O que é Geografia? <ul><li>O holandês Bernad Varnius, foi um dos propulsores da ciência geográfica, em seu livro intitulado Geografia Geral, ele tenta unir a Geografia Geral, a física, a matemática, astronomia, descrevendo fenômenos e mostrando as relações de causa e efeito. </li></ul>
  12. 12. O que é Geografia? <ul><li>O reconhecimento da Geografia como Ciência acontece com os alemães Alexandre Humbolt e Karl Ritter. </li></ul><ul><li>É importante frisar que, os que o uso dos conhecimentos geográficos variaram com a necessidade e evolução cultural dos povos que deles usufruíam.    </li></ul>
  13. 13. O que é Geografia? <ul><li>Humbolt era botânico e viajante, percorreu vários lugares do mundo, fazendo descrições das mais diversas paisagens que via, formulou o primeiro conceito de clima, estudou as correntes marítimas, a flora e a fauna. </li></ul>Alexandre Humbolt
  14. 14. O que é Geografia? <ul><li>Já Ritter era historiador, desenvolveu seus estudos mais voltados à didática da geografia, procurou estuda as relações entre sociedade e natureza, realizando a chamada Geografia Comparada . </li></ul>Karl Ritter
  15. 15. O que é Geografia? <ul><li>Embora não fazendo escola, Humbolt e Ritter foram mestres dos principais geógrafos a partir de seu tempo, como Ratzel e La Blache.                    </li></ul>
  16. 16. O que é Geografia? <ul><li>O geólogo alemão Friedrich Ratzel escreveu trabalhos pioneiros em geografia humana e política. Criador da antropogeografia, o geógrafo e etnógrafo alemão é autor do ensaio tido como ponto de partida da geopolítica, no qual introduziu o conceito de espaço vital e Estado Nação . Posteriormente, essa noção foi distorcida pelo nazismo para justificar suas pretensões expansionistas. </li></ul>
  17. 17. O que é Geografia? <ul><li>Para Ratzel, a função do Estado é expandir e defender o espaço territorial nacional, e, além disso, Ratzel conceituava que as fronteiras nacionais são móveis, pois são determinadas pela capacidade político-militar de ampliá-las e de as manter. As idéias de Ratzel levaram ainda os geógrafos a se preocuparem com os problemas de povo, raça, Estado, localização dos estados em relação aos oceanos e mares, conduzindo-os à Geografia Política e fornecendo as bases para o surgimento de Geopolítica. </li></ul>
  18. 18. O que é Geografia? <ul><li>O determinismo foi uma teoria reducionista do pensamento do alemão Friedrich Ratzel , que dizia que o meio influencia, mas não que determinava o homem. E muito provavelmente esta teoria tenha sido criada por políticos e militares de uma classe hegemônica-dominante-européia para justificar a exploração em suas colônias. Tanto que para os geógrafos mais esclarecidos, o possibilismo de Vidal de La Blache (teoria que vem a dizer que o homem tem a possibilidade de intervir no meio), seria na verdade um complementação, uma continuação da teoria de Ratzel e não uma oposição, como a maioria enxerga e ensina, de forma simplista. </li></ul>
  19. 19. O que é Geografia? <ul><li>O determinismo foi uma teoria reducionista do pensamento de Ratzel, que dizia que o meio influencia, mas não que determinava o homem. E muito provavelmente esta teoria tenha sido criada por políticos e militares de uma classe hegemônica-dominante-européia para justificar a exploração em suas colônias. </li></ul>
  20. 20. O que é Geografia? <ul><li>A geografia evoluiu de maneira a atender a expectativas da época. A chamada Geografia Tradicional, a primeira a ser utilizada no sistema de escolar, surgiu na Prússia, num período político onde se buscava a unificação de vários estados em uma única nação, hoje atual Alemanha (Unificação Alemã)              </li></ul>
  21. 21. O que é Geografia? <ul><li>Vidal de La Blache , o Possibilismo </li></ul><ul><li>Para La Blache, um Estado deve planejar a apropriação de espaço geográfico considerando e conhecendo todas as características naturais e humanas de seu território. </li></ul>
  22. 22. O que é Geografia? <ul><li>Suas idéias dizem que qualquer Estado soberano possui possibilidades para alcançar um nível de desenvolvimento econômico, social, tecnológico e polítco a ponto de melhoria satisfatoriamente a vida do seu povo ou da sua nação. Portanto, cabe ao Estado impor seu poder sobre o território. </li></ul>
  23. 23. O que é Geografia? <ul><li>Essa sistematização ocorreu de maneira concomitante com a Revolução Industrial (Consolidação do Capitalismo) </li></ul><ul><li>Nações européias buscam formar seus movimentos imperialistas, esse momento propiciou a criação de uma geografia voltada a divulgar uma imagem do interior da nação, o uso do patriotismo-nacionalismo, com a finalidade de unificar antes das terras os povos, de formar um cidadão soldado que defendesse sua pátria acima de tudo </li></ul>
  24. 24. O que é Geografia? <ul><li>A Geografia Regional representou a reafirmação de que os aspectos próprios da Geografia eram o espaço e os lugares. Os geógrafos regionais dedicaram-se à recolha de informação descritiva sobre lugares, bem como aos métodos mais adequados para dividir a Terra em regiões. </li></ul>
  25. 25. O que é Geografia? <ul><li>A Geografia Regional </li></ul><ul><li>As bases filosóficas foram desenvolvidas por Vidal de La Blache e Richard Hartshorne </li></ul><ul><li>Para Vidal vê a região como uma determinada paisagem, onde os gêneros de vida determinam a condição e a homogeneidade de uma região, Hartshorne não utilizava o termo região: para ele os espaços eram divididos em classes de área, nas quais os elementos mais homogêneos determinariam cada classe, e assim as descontinuidades destes trariam as divisões das áreas. E este ficou conhecido como método regional. </li></ul>
  26. 26. A Ciência Geográfica <ul><li>A relação homem-natureza: Demandas e necessidades; </li></ul><ul><li>Geração de Conhecimento para aproveitar esses recursos: Relação Sujeito-Objeto; </li></ul><ul><li>Sujeito: Homem; </li></ul><ul><li>Objeto: Elementos Físicos, Biológicos e/ou Humanos; </li></ul>
  27. 27. A Ciência Geográfica <ul><li>Essa relação sujeito x objeto é de conhecer, compreender, apropriar e transformar; </li></ul><ul><li>Da percepção se constituiu a ciência; </li></ul><ul><li>Caminhou-se do empírico ao científico – século XVI e XVII. </li></ul><ul><li>Sistematização do Pensamento Científico; </li></ul>
  28. 28. A Ciência Geográfica <ul><li>Com o avanço da técnica surgiram os ramos e especificidades; </li></ul><ul><li>Ciências Formais; </li></ul><ul><li>Ciências Factuais – Geografia </li></ul><ul><ul><li>Ciências Naturais </li></ul></ul><ul><ul><li>Ciências Sociais </li></ul></ul>
  29. 29. A Ciência Geográfica <ul><li>Geografia: Ciência Social que trabalha com elementos naturais e sociais; </li></ul><ul><li>Dicotomia Geografia Física e Humana; </li></ul><ul><li>Quatro campos gerais de estudo: </li></ul><ul><li>Geografia Regional; </li></ul><ul><li>Geografia Geral; </li></ul><ul><li>Geografia Humana </li></ul><ul><li>Geografia Física </li></ul>
  30. 30. A Ciência Geográfica <ul><li>Geografia: Ciência Social que trabalha com elementos naturais e sociais; </li></ul><ul><li>Dicotomia Geografia Física e Humana; </li></ul><ul><li>Quatro campos gerais de estudo: </li></ul><ul><li>Geografia Regional: Regiões Únicas e peculiares; </li></ul><ul><li>Geografia Geral: Modelos Gerais que se apliquem ao todo geográfico; </li></ul><ul><li>Geografia Humana; </li></ul><ul><li>Geografia Física; </li></ul>
  31. 31. A Ciência Geográfica Geografia História Economia Hidrologia Biologia P o l í t i c a F í s i c a
  32. 32. A Ciência Geográfica Homem Natureza Geografia Espaço Geográfico
  33. 33. A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Vimos alguns pensadores que contribuiram para a Geografia se estruturar como ciência. Vamos conhecer alguns princípios: </li></ul><ul><li>Ratzel: Extensão – estabelecer limites; </li></ul><ul><li>Ritter: Geografia Geral – comparação de áreas; </li></ul><ul><li>Humbolt: Causalidade – Causas e Consequências; </li></ul><ul><li>Brunhes: Relações do Físico e Humano na Paisagem; </li></ul><ul><li>Brunhes: Dinamismo da Geografia </li></ul>
  34. 34. A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Eram princípios verdadeiros e definitivos de uma Geografia Tradicional no afã de dar logo que possível à Geografia status científico definitivo; </li></ul><ul><li>Atendimendo às demandas do capitalismo nascente; </li></ul>
  35. 35. A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Influencia do Positivismo, de Augusto Comte Uma doutrina filosófica, sociológica e política. Surgiu como desenvolvimento sociológico do Iluminismo, das crises social e moral do fim da Idade Média e do nascimento da sociedade industrial - processos que tiveram como grande marco a Revolução Francesa (1789-1799). </li></ul>
  36. 36. A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Em linhas gerais, ele propõe à existência humana valores completamente humanos, afastando radicalmente a teologia e a metafísica. Assim, o Positivismo associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical, desenvolvida na segunda fase da carreira de Comte. </li></ul>
  37. 37. A Sistematização do Pensamento Geográfico
  38. 38. A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>Nesse momento histórico a geografia era estática, regida por leis e descritiva; </li></ul><ul><li>Isolava a Geografia dos conflitos sociais e via sociedade regida por leis imutáveis; </li></ul><ul><li>Posições Políticas, conflitos ou valores morais contaminariam o pensamento geográfico e o pesquisador deveria evitar isso para ser objetivo; </li></ul>
  39. 39. A Sistematização do Pensamento Geográfico <ul><li>O objeto de estudo da geografia; </li></ul><ul><li>Estudo da superfície; </li></ul><ul><li>Estudo da paisagem </li></ul><ul><li>Estudo da individualidade dos lugares; </li></ul><ul><li>Estudo da diferenciação de áreas; </li></ul>
  40. 40. A Geografia Contemporânea <ul><li>Século XX Grandes Mudanças </li></ul><ul><li>1950 / 1970– Declínio da Geografia Tradicional </li></ul><ul><li>1970 - Extinção </li></ul>
  41. 41. A Geografia Contemporânea <ul><li>Vamos entender as razões do declínio... </li></ul>
  42. 42. A Geografia Contemporânea
  43. 43. A Geografia Contemporânea Primeira Guerra Mundial <ul><li>A guerra ocorreu entre a Tríplice Entente (liderada pelo Império Britânico, França, Império Russo (até 1917) e Estados Unidos (a partir de 1917) que derrotou a Tríplice Aliança (liderada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Império Turco-Otomano), e causou o colapso de quatro impérios e mudou de forma radical o mapa geo-político da Europa e do Médio Oriente. </li></ul>
  44. 44. A Geografia Contemporânea Segunda Guerra Mundial <ul><li>Segunda Guerra Mundial (1939–1945) opôs os Aliados às Potências do Eixo, tendo sido o conflito que causou mais vítimas em toda a história da Humanidade. As principais potências aliadas eram a China, a França, a Grã-Bretanha, a União Soviética e os Estados Unidos. </li></ul>
  45. 45. A Geografia Contemporânea Segunda Guerra Mundial <ul><li>O Brasil se integrou aos Aliados em 1943. A Alemanha, a Itália e o Japão, por sua vez, perfaziam as forças do Eixo. Muitos outros países participaram na guerra, quer porque se juntaram a um dos lados, quer porque foram invadidos, ou por haver participado de conflitos laterais. </li></ul>
  46. 46. A Geografia Contemporânea Segunda Guerra Mundial <ul><li>Bipolarização Mundial: </li></ul>
  47. 47. A Geografia Contemporânea <ul><li>A Guerra Fria foi a designação atribuída ao conflito político-ideológico entre os Estados Unidos (EUA), defensores do capitalismo, e a União Soviética (URSS), defensora do socialismo, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991). </li></ul>
  48. 48. A Geografia Contemporânea <ul><li>Norte-americanos e soviéticos travaram uma luta ideológica, política e econômica durante esse período. </li></ul><ul><li>Se um governo socialista fosse implantado em algum país do Terceiro Mundo, o governo norte-americano entendia como uma ameaça à sua soberania; se um movimento popular combatesse um governo aliado aos EUA, logo receberia apoio soviético. </li></ul>
  49. 49. A Geografia Contemporânea <ul><li>A Organização das Nações Unidas ( ONU ) foi fundada oficialmente a 24 de Outubro de 1945 em São Francisco, Califórnia, por 51 países, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. </li></ul>
  50. 50. A Geografia Contemporânea <ul><li>A Organização das Nações Unidas ( ONU ) foi fundada oficialmente a 24 de Outubro de 1945 em São Francisco, Califórnia, por 51 países, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. </li></ul>
  51. 51. A Geografia Contemporânea <ul><li>Colônias em 1945 </li></ul>
  52. 52. A Geografia Contemporânea <ul><li>Conferência de Bandung </li></ul><ul><li>Foi a primeira conferência a falar e a afirmar que o imperialismo e o racismo são crimes. Deram a idéia de criar o Tribunal da Descolonização, para julgar os culpados desse grotesco crime contra a humanidade, Imperialismo, mas a idéia foi abafada pelos países centrais. </li></ul>
  53. 53. A Geografia Contemporânea <ul><li>Advento capitalismo monopolista </li></ul><ul><li>Aumento da competitividade – Solidificação do Modelo Fordista de Produção </li></ul><ul><li>American Way </li></ul><ul><li>FMI </li></ul><ul><li>BIRD </li></ul><ul><li>Plano Marshall </li></ul>
  54. 54. A Geografia Contemporânea <ul><li>Chegada do capitalismo monopolista nos países subdesenvolvidos </li></ul><ul><li>Agronegócio </li></ul><ul><li>Desemprego no campo </li></ul><ul><li>Fortalecimento da importância das cidades </li></ul>
  55. 55. A Geografia Contemporânea <ul><li>A Geografia Tradicional não estava preparada para explicar situações tão complexas; </li></ul><ul><li>Uma visão regional não respondia aos anseios dessa economia mundializada; </li></ul><ul><li>Crise na Geografia; </li></ul><ul><li>Surgimento de várias correntes não unificadas; </li></ul>
  56. 56. A Geografia Contemporânea <ul><li>Geografia Teórico Quantitativa ou Nova Geografia??? </li></ul><ul><li>Modelos matemático e estatístico; </li></ul><ul><li>Influencia Neopositivsta; </li></ul><ul><li>Necessidade de responder ao capitalismo monopolista; </li></ul>
  57. 57. A Geografia Contemporânea <ul><li>Geografia da Percepção </li></ul><ul><li>Valorizam a construção subjetiva da noção de espaço perceptivo. </li></ul><ul><li>Inter-relações com a psicologia de massas e psicanálise, entre outras áreas, garantiram uma multidisciplinalidade desses estudos na (re)construção de conceitos como horizonte geográfico, (percepção do) lugar, sociabilidade e percepção do espaço </li></ul>
  58. 58. A Geografia Contemporânea <ul><li>Geografia Ecológica </li></ul><ul><li>Na onda do movimento ambientalista mundial </li></ul><ul><li>Resposta à destruição do capitalismo monopolista; </li></ul><ul><li>Contribuição de pessoas de distintas correntes; </li></ul>
  59. 59. A Geografia Contemporânea <ul><li>Os geógrafos passaram a ter preocupação maior com a problemática social,considerando que o desenvolvimento industrial passou a exercer grande impacto sobre a natureza e a sociedade, degradando e dilapidando os recursos naturais; </li></ul>
  60. 60. A Geografia Contemporânea <ul><li>Os geógrafos passaram a ter preocupação maior com a problemática social,considerando que o desenvolvimento industrial passou a exercer grande impacto sobre a natureza e a sociedade, degradando e dilapidando os recursos naturais; </li></ul>
  61. 61. A Geografia Contemporânea <ul><li>A Geografia Crítica (ou radical) </li></ul><ul><li>Não apresenta uniformidade de pensamento, não forma propriamente uma escola. Costuma-se catologar neste grupo geógrafos que se conscientizaram da existência de problemas muito graves na sociedade em que vivem. </li></ul>
  62. 62. A Geografia Contemporânea <ul><li>A Geografia Crítica (ou radical) </li></ul><ul><li>Compreenderam que toda a Geografia, tanto a tradicional, quanto a Quantitativa e a da Percepção, embora apregoando de neutras, tem um sério compromisso com o status quo, com a sociedade de classe. A neutralidade científica apregoada é uma forma de esconder os compromissos políticos e sociais. </li></ul>
  63. 63. A Geografia Contemporânea <ul><li>A Geografia Crítica (ou radical) </li></ul><ul><li>São chamados de radicais pois tomam uma atitude que, ao </li></ul><ul><li>analisar as injustiças sociais e os bloqueios e um desenvolvimento social, vão às raízes, às causas verdadeiras </li></ul><ul><li>destes problemas; e de críticos por assumirem os seus </li></ul><ul><li>compromissos ideológicos, sem procurarem se esconder sob </li></ul><ul><li>falsa neutralidade. </li></ul>
  64. 64. A Geografia Contemporânea <ul><li>Neste grupo, observam-se grandes subdivisões, como a corrente formada por geógrafos não marxistas, mas comprometidos com reformas sociais, geógrafos com </li></ul><ul><li>formação anarquista, com suas críticas à sociedade burguesa e defendem uma evolução libertária, e os geógrafos de formação marxista. </li></ul>
  65. 65. A Geografia Contemporânea <ul><li>Neste grupo, observam-se grandes subdivisões, como a corrente formada por geógrafos não marxistas, mas comprometidos com reformas sociais, geógrafos com </li></ul><ul><li>formação anarquista, com suas críticas à sociedade burguesa e defendem uma evolução libertária, e os geógrafos de formação marxista. </li></ul>
  66. 66. Ensino de Geografia no 1º Grau e Ciências Geográfica no Brasil: Um descompasso
  67. 67. Ensino em Geografia no Brasil Geografia Científica Geografia Escolar
  68. 68. Ensino em Geografia no Brasil Geografia Científica Geografia Escolar
  69. 69. Para entender esse fenômenos precisamos voltar a uma passado recente do Brasil...
  70. 70. A fase de sintonia
  71. 71. Brasil, década de 30. Governo de Getúlio Vargas
  72. 72. Brasil, década de 30. Governo de Getúlio Vargas <ul><li>Uma Geografia de origem francesa </li></ul>Consoante aos propósitos do Estado Brasileiro
  73. 73. Alguns Paradigmas da Geografia Determinismo Geográfico Possibilismo Geográfico Método Regional
  74. 74. Ação Promotora do Estado Agente da Organização Espacial Modelo Agrário Importador Urbano Industrial Grandes Transformações Territoriais
  75. 75. Unidade Nacional <ul><li>Centralização </li></ul>Intervenção Direta na Economia Estado Forte 1930 - 1945 Estado Ratzeliano: Coesão Interna para fins de controle do Território
  76. 76. A Questão Nacional <ul><li>Estado Mecenas do Mundo Econômico e Cultural </li></ul>Debates e aprofundamento do conhecimento e construção da cultura nacional
  77. 77. Exemplos: <ul><li>Ministério da Educação e Saúde em 1930; </li></ul><ul><li>Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio em 1930; </li></ul><ul><li>Instituto Nacional de Pedagogia, em 1935; </li></ul><ul><li>Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1937; </li></ul><ul><li>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1938; </li></ul>
  78. 78. Geografia Instrumentação do Estado - gerência e controle do território -
  79. 79. A Geografia nas Primeiras Faculdades no Brasil <ul><li>Brasil Império </li></ul>Vinculada à Engenharia Civil Engenheiros Geógrafos Agrimensura e Cartografia
  80. 80. A Mudança na Geografia Brasileira <ul><li>À Convite de Vargas chegaram as missões Francesas </li></ul><ul><li>Pierre Deffontaines </li></ul><ul><li>Lucien Febvre </li></ul>
  81. 81. A Mudança na Geografia Brasileira História Geografia Organização Econômica e Social do Brasil O Quadro Natural Comandava a Organização das Atividades Humanas
  82. 82. A Mudança na Geografia Brasileira Primeiro Governo Vargas Graduação em Geografia A Escola segue a mesma linha – Construção da Identidade Nacional - Descrição dos Fatores Físicos Omissão Intencional da Efervescência Social
  83. 83. A Fase da Desintonia
  84. 84. <ul><li>Vargas deixou um legado que se seguiu até meados da década de 70, o sentimento de Integração Nacional </li></ul>
  85. 85. <ul><li>O Processo de industrialização e modernização a Economia concentrados no centro sul do país legitimavam esse discurso de integração nacional já que t inhamos um território marcado pela fragmentação interna. </li></ul>
  86. 86. A Geografia no Governo Militar <ul><li>Com o advento do Golpe Militar de 1964 o discurso da integração permanece, mas tem uma nova matriz: </li></ul><ul><li>O Desenvolvimentismo </li></ul><ul><li>Buscava o reordenamento territorial integrando regiões periféricas ao centro, a um custo sócioambiental muito alto. </li></ul>
  87. 87. A Geografia no Governo Militar Exploração Intensa de Recursos Naturais Alicerce na Indústria e exportação de matérias primas e energia Desigualdade Social Concentração de Renda Aumento da Dívida Externa Êxodo Rural Crescimento Desordenado dos Centros Urbanos
  88. 88. No início dos anos 70, quando o Brasil vivia o período da ditadura militar e a falsa impressão do “milagre econômico”, Médici, empolgado com o arranque da economia, criou um projeto faraônico: a transamazônica. A rodovia deveria ser pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Nordeste do Brasil, além do Peru e do Equador.
  89. 90. Esse desenvolvimentismo ocorre entre a crise e a reestruturação da economia do mundo. Fordismo Globalização Era da Informação
  90. 91. Novas Relações Espaço-Tempo Maior Velocidade nas alterações e mudança sociais e relações de poder Os Fluxos Financeiros, Mercantis e Informacionais superam os Estados e as Fronterias Criação de um Mercado Único Mundial Relações diretas entre fluxos financeiros sem mediação Estatal
  91. 92. Local Global Fragmentação dos Territórios Seria então o Estado necessário? É justamente essa velocidade e volatilidade que fazem do Estado um ente presente, já que os territórios adotam novas tecnologias e se valorizam diferencialmente.
  92. 93. Como esse dinamismo, surge a Geografia crítica para analisar esse novo momento do mundo Entretanto, aqui está a desintonia. O Discurso da Geografia Escolar está defasado, não o da produção científica destinada ao Ensino, mas a prática docente. Produção Científica em Geografia Prática Docente Por quê? Má formação crônica de nossos docentes
  93. 94. Identificando um Problema Real <ul><li>A Geografia no ensino fundamental estende-se da 1º a 8º série. </li></ul>Constata-se que são cobrados entendimentos e conceitos sobre a realidade que ela não tem condição de assimilar dada sua vivência restrita. Compreender o espaço em sua totalidade, em suas múltiplas dimensões é uma habilidade a ser desenvolvida. Os conteúdos nesse nível escolar devem promover a habilidade de percepção espacial. “ Cada lugar, é ao mesmo tempo objeto de uma razão global e de uma razão local, convivendo dialéticamente” Santos, 1996
  94. 95. Qual é o lugar da geografia nas séries iniciais?
  95. 96. <ul><li>Criar condições para que a criança leia o “ espaço vivido ” </li></ul><ul><li>Processo que se inicia quando a criança reconhece os lugares, identifica paisagens. Para tanto, ela precisa saber olhar, observar, descrever, registrar e analisar. </li></ul>
  96. 97. <ul><li>A Situação: </li></ul><ul><li>um ensino tradicional e professores igualmente tradicionais, trabalhando com conteúdos alheios ao mundo da vida! </li></ul>
  97. 98. <ul><li>O Desafio: </li></ul><ul><li>Exercitar a prática de fazer a leitura do mundo! </li></ul><ul><li>Pode-se dizer que isso nasce com a criança. </li></ul><ul><li>Desde que a criança nasce, os seus contatos com o mundo, seja por intermédio da mãe, seja pelo esforço da própria criança, buscam a conquista de um espaço. </li></ul>
  98. 99. <ul><li>Ao caminhar, correr, brincar, ela está interagindo com um espaço que também é social, está ampliando o seu mundo e reconhecendo a complexidade dele. </li></ul>
  99. 100. <ul><li>A noção de espaço que a criança desenvolve não é um processo natural e aleatório e sim construída socialmente. </li></ul>
  100. 101. <ul><li>A capacidade de percepção e a possibilidade de sua representação é um desafio que motiva a criança a desencadear a procura, a aprender a ser curiosa, para entender o que acontece ao seu redor. </li></ul>
  101. 102. <ul><li>O importante é poder trabalhar, no momento da alfabetização, com a capacidade de ler o espaço, com o saber ler a aparência das paisagens e desenvolver a capacidade de ler os significados que elas expressam. </li></ul>
  102. 103. <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>“ Por que não aproveitar a experiência que têm os alunos de viver em áreas da cidade descuidadas pelo poder público para discutir a poluição dos riachos e dos córregos e os baixos níveis de bem-estar das populações, os lixões e os riscos que oferecem à saúde das pessoas?” </li></ul>
  103. 104. <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>“ Por que não aproveitar as épocas de frio, calor, os dias chuvosos ou ensolarados para se falar do clima, das nuvens ou de manifestações da natureza? </li></ul>
  104. 105. <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>“ Ao se trabalhar com a divisão regional brasileira, porque não os alunos pesquisarem de que estados ou regiões são seus pais ou avós? A partir do que for apresentado pelos alunos, pode-se trabalhar com significado a temática. </li></ul>
  105. 106. <ul><li>É a partir de tais problemas que devem ser feitas a leitura, a representação, e que deve ser instigada a curiosidade para avançar na investigação e compreender o que ocorre. </li></ul>
  106. 107. <ul><li>E a partir de situações do cotidiano, trabalhar com os conceitos envolvidos – no caso, rio, riacho, córrego, lençol freático, lixo, poluição, degradação ambiental, degradação urbana, cidade, riscos ambientais. </li></ul>
  107. 108. <ul><li>Prática: </li></ul><ul><li>1) Elenque algumas situações do seu cotidiano, de sua vizinhança, de sua cidade. </li></ul><ul><li>2) Quais elementos, fatores ou forças você idenfica atuando em sua localidade? </li></ul><ul><li>3) Se você fosse dar uma aula em sua cidade, qual tema você abordaria? </li></ul>
  108. 109. <ul><li>Sem dúvida, é partindo do lugar, considerando a realidade concreta do espaço vivido que se contrói a educação espacial. </li></ul><ul><li>É no cotidiano da própria vivência que as coisas vão acontecendo e, assim, configurando o espaço, dando feição ao lugar. </li></ul>
  109. 110. <ul><li>“ não é apenas um quadro de vida, mas um espaço vivido, isto é, de experiência sempre renovada, o que permite, ao mesmo tempo, a reavaliação das heranças e a indagação sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o mundo” (Santos, 2000) </li></ul>
  110. 111. <ul><li>“ Os lugares, são, pois, o mundo, que eles reproduzem de modos específicos, individuais, diversos. Eles são singulares, mas também são globais, manifestações da totalidade-mundo, da qual são formas particulares” (Santos, 2000) </li></ul>
  111. 112. <ul><li>Do ponto de vista da geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo. </li></ul>
  112. 113. <ul><li>Nesse processo de aprender a ler, lendo o espaço, não há uma regra, um método estabelecido a priori , nem a possibilidade de elencar técnicas capazes de dar conta de cumprir o exigido. </li></ul>
  113. 114. <ul><li>“ Não se espera que uma criança de sete anos possa compreender toda a complexidade das relações do mundo com o seu lugar de convívio e vice-versa. </li></ul><ul><li>No entanto, privá-las de estabelecer hipóteses, observar, descrever, representar e construir suas explicações é uma prática que não condiz mais com o mundo atual e uma Educação voltada para a cidadania.” (Straforini, 2001) </li></ul>
  114. 115. “ O Olhar Espacial” <ul><li>Desenvolver o olhar espacial, portanto, é construir um método que possa dar conta de fazer a leitura da vida que estamos vivendo, a partir do que pode ser percebido no espaço construído. </li></ul>
  115. 116. “ O Olhar Espacial” <ul><li>Ao ler o espaço, a criança estará lendo a sua própria história, representada concretamente pelo que resulta das forças sociais e, particularmente, pela vivência de seus antepassados e dos grupos com os quais convive atualmente. </li></ul>
  116. 117. “ A Leitura da Paisagem” <ul><li>F azer a leitura da paisagem pode ser uma forma interessante de desvendar a história do espaço considerado, quer dizer, a história das pessoas que ali vivem. O que a paisagem mostra é o resultado do que aconteceu ali. A materialização do ocorrido transforma em visível, perceptível o acontecido. </li></ul>
  117. 118. Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>A Noção de Espaço passa por níveis próprios na evolução geral da criança; </li></ul>Vivido Percebido Concebido
  118. 119. Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>A Vivência do Espaço </li></ul><ul><li>O espaço físico é vivenciado através do movimento e do deslocamento; </li></ul><ul><li>Trajeto Casa-Escola; </li></ul><ul><li>Idas ao mercado </li></ul><ul><li>Brincadeiras no pátio, quintal e vizinhanças; </li></ul><ul><li>A criança percorre, delimita e o organiza segundo seus interesses. </li></ul>
  119. 120. Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>A Percepção do Espaço </li></ul><ul><li>O espaço passa a ser percebido quando não precisa mais ser experimentado fisicamente; </li></ul><ul><li>Lembrar do trajeto Escola-Casa; </li></ul><ul><li>Ao observar uma foto, distinguir distâncias e localizar objetos; </li></ul><ul><li>Análise do espaço passa a ser feita pela observação; </li></ul>
  120. 121. Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>A Concepção do Espaço </li></ul><ul><li>Estabelecer relações espaciais entre elementos apenas através de sua representação; </li></ul><ul><li>Ex: Capacidade de raciocinar sobre uma área retratada em um mapa; </li></ul>
  121. 122. Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>Construção da Noção de Espaço </li></ul><ul><li>Localização e deslocamento de elementos são definidos a partir da própria posição da criança; </li></ul><ul><li>Estender os conceitos adquiridos, localizando elementos em espaços mais distantes; </li></ul><ul><li>Representação Gráfica: Cartografia </li></ul>
  122. 123. Crianças e a Noção de Espaço <ul><li>Espaço Ocupado por seu corpo; </li></ul><ul><li>Localização de Objetos no Espaço; </li></ul><ul><li>Posições Relativas dos Objetos no Espaço </li></ul><ul><li>Deslocamento e Orientação; </li></ul><ul><li>Distância, Medidas e Esquematização do Espaço </li></ul>
  123. 124. A Tomada de Consciência do Espaço Corporal <ul><li>A partir do nascimento: contato físico, amamentação, toque: Processo de aprendizagem do espaço; </li></ul><ul><li>Registros dos referenciais de lados e partes do corpo, bases para os referenciais espaciais; </li></ul><ul><li>Esquema Corporal: Conhecimento Imediato do corpo em função da inter-relação das partes e de sua relação com o espaço e com os objetos; </li></ul>
  124. 125. A Tomada de Consciência do Espaço Corporal <ul><li>É um processo que vai do nascimento até a adolescência; </li></ul><ul><li>Amadurecimento do sistema nervoso; </li></ul><ul><li>Relação Eu-Mundo; </li></ul><ul><li>Lateralização: Predomínio de um lado do corpo; </li></ul>
  125. 126. A Tomada de Consciência do Espaço Corporal Corpo Olhos Mente
  126. 127. Qual a percepção de Espaço Geográfico? <ul><li>Ensino Tradicional, estudo do: </li></ul><ul><li>bairro, da localidade e do município; </li></ul><ul><li>Estados; </li></ul><ul><li>Brasil; </li></ul><ul><li>Usam-se mapas para concretizar os espaços, demandando abstrações que nem sempre são realizadas pelas crianças. </li></ul>
  127. 128. Qual a percepção de Espaço Geográfico? <ul><li>Entretanto, essa representação ocorre na esfera macro, negligenciando o local, o cotidiano. </li></ul><ul><li>Representações dos Estados, Regiões e Países </li></ul><ul><li>E os bairros, a vizinhança e a cidade? </li></ul><ul><li>Realidade dinâmica e múltipla aos olhos da criança </li></ul>
  128. 129. Qual a percepção de Espaço Geográfico? <ul><li>Algumas perguntas importantes: </li></ul><ul><li>Conhecemos o espaço em que a criança se locomove? </li></ul><ul><li>Sabemos interpretar as informações sobre esse espaço? </li></ul><ul><li>Nosso aluno já consegui passar da percepção para a concepção? </li></ul><ul><li>Ele consegue compreender um mapa ou uma maquete? </li></ul>
  129. 130. Qual a percepção de Espaço Geográfico? <ul><li>Esse lapso na aprendizagem, por vezes inconsciente, aliena o aluno de se próprio espaço, nega sua realidade... </li></ul><ul><li>Com isso não estaríamos criando condições para o não questionamento das raízes de uma organização espacial discriminatória brasileira? </li></ul>
  130. 131. A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Entre as linguagens gráficas encontram-se o mapa e o desenho. </li></ul><ul><li>Este é espontâneo nas atividades das crianças, desde bem pequenas. </li></ul><ul><li>Aquele resulta de séculos de acumulação de conhecimentos e do desenvolvimento de técnicas cartográficas. </li></ul><ul><li>Quando pensamos em ambos como linguagens podemos estabelecer paralelo interessante entre eles, no ensino. </li></ul>
  131. 132. A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Para as crianças, desenhar é brincar. “A criança desenha para se divertir”, disse Luquet. </li></ul><ul><li>Os primeiros desenhos são feitos pelo prazer de riscar, de explorar as possibilidades do material (lápis de cor, giz de cera, caneta hidrográfica), para produzir efeitos interessantes no papel. </li></ul>
  132. 133. A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Quando a criança percebe que grafismos podem significar coisas, inaugura uma nova fase, que Luquet denominou incapacidade sintética , na qual ainda predominam rabiscos que são associados a objetos do mundo real, porém o mesmo rabisco, conforme o momento, pode representar diversos objetos. </li></ul>
  133. 134. A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>As crianças vão desenvolvendo grafismos mais elaborados, diferenciando formas retilíneas e curvilíneas, porém não integram elementos no desenho para compor figuras ou cenas, os elementos permanecem apenas justapostos . </li></ul>
  134. 135. A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Essa justaposição atende à necessidade de registrar as explicações sobre o desenho, antes feitas oralmente. </li></ul><ul><li>Podemos, talvez, considerar essas explicações como forma de estabelecer uma ligação entre os elementos. </li></ul>
  135. 136. A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Desenho e escrita evoluem por caminhos paralelos na construção do conhecimento pela criança. </li></ul><ul><li>Quando a criança percebe que seus rabiscos servem para apresentar objetos e que é ela quem estabelece a relação entre o desenho e o objeto, inicia-se a construção de um amplo sistema gráfico. </li></ul>
  136. 137. A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>“pode-se ir além dos estágios do desenho infantil, e analisá-lo como expressão de uma linguagem, da qual a criança se apropria ao tornar visíveis suas impressões, socializando suas experiências” (Almeida, 200, p. 27). </li></ul>
  137. 138. A Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Quanto à relação entre os elementos no espaço, os desenhos infantis apresentam, inicialmente, objetos isolados, onde estando no mesmo campo visual, configura-se uma tentativa de estabelecer relação entre eles. </li></ul>
  138. 139. A Cartografia na Sala de Aula uma casa e flores sobre o solo acima aparecem nuvens e o Sol A cena está estruturada no papel a partir de uma linha de base Casa com flores (André, 5 anos e 10 meses)
  139. 140. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Luquet chamou de realismo intelectual a fase em que não incluem apenas os objetos que podem ver, mas também aquilo que elas sabem que existe. </li></ul><ul><li>Aparecem formas peculiares de perspectiva como mistura de pontos de vista e justaposição espacial e temporal . </li></ul>
  140. 141. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>São comuns desenhos com transparências , como o exemplo a seguir, onde aparece a casa, com objetos, a mãe e a criança, o cachorro e o gato; do lado externo, o papai está caminhando para o trabalho. </li></ul>
  141. 142. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>No exemplo aparece a casa, com objetos, a mãe e a criança, o cachorro e o gato; do lado externo, o papai está caminhando para o trabalho. </li></ul>
  142. 143. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Os rebatimentos dizem respeito à representação de elementos de um plano sobre outro, geralmente do plano vertical sobre o horizontal. </li></ul><ul><li>Desenhar objetos em um mesmo campo visual, mas sob pontos de vista diferentes, é um recurso muito usado pelas crianças para apresentar no espaço gráfico (bidimensional) uma situação observada no espaço real (tridimensional). </li></ul>
  143. 144. Cartografia na Sala de Aula Na figura a criança apresenta o prédio visto de frente, o pátio visto de cima e justaposto ao prédio. No pátio, desenhou crianças e outros objetos rebatidos.
  144. 145. Cartografia na Sala de Aula O desenho do quarteirão onde um menino mora. As ruas aparecem sob o ponto de vista de cima, todas as casas sob o ponto de vista frontal.
  145. 146. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Apesar da mistura de pontos de vista, seu autor manteve as mesmas relações espaciais para todos os objetos: as casas estão alinhadas com a calçada e rebatidas sobre o plano das quadras, sem rotação, de maneira que algumas aparecem de lado ou de ponta-cabeça. </li></ul>
  146. 147. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Há proporção entre o tamanho das casas, apesar de estarem grandes em relação ao tamanho das quadras. </li></ul><ul><li>Este desenho se aproxima de um mapa, o que caracteriza o realismo visual , quando há mais cuidado com as perspectivas, proporções, medidas e distâncias.      </li></ul>
  147. 148. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Nos exemplos, indicamos como o espaço aparece – na relação entre os elementos de um mesmo objeto e na relação entre objetos em um mesmo campo visual –, como reflexo das concepções da criança, não apenas sobre o real, mas sobre como apresentá-lo graficamente. </li></ul>
  148. 149. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Refletem, portanto, diferentes formas de linguagem gráfica , elaboradas a partir de conceitos que as crianças constroem a esse respeito. Queremos ir um pouco mais adiante, nesta tentativa de estabelecer paralelos entre o desenho infantil e os mapas. </li></ul>
  149. 150. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Outras perguntas levam a pensar em atributos relacionados aos mapas, como: </li></ul><ul><li>Localização e distância: </li></ul><ul><li>No desenho, que elementos estão mais próximos de sua casa (e longe da escola)? </li></ul><ul><li>Que elementos estão a meia distância? </li></ul><ul><li>E, que elementos estão mais próximos da escola (e longe de sua casa)? </li></ul>
  150. 151. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Outras perguntas levam a pensar em atributos relacionados aos mapas, como: </li></ul><ul><li>Escala: Quais os maiores elementos que aparecem em seu desenho? (cinema, escola, igreja) </li></ul><ul><li>Que elementos têm um tamanho médio? (casas, garagens) </li></ul><ul><li>Que elementos são pequenos? (banca de jornal). </li></ul>
  151. 152. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Outras perguntas levam a pensar em atributos relacionados aos mapas, como: </li></ul><ul><li>Ponto de vista: Como você faria para desenhar as casas, a escola, etc. vistos de cima, como se você estivesse vendo-os de um avião? </li></ul>
  152. 153. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Para se trabalhar a cartografia em sala, os alunos precisam: </li></ul><ul><li>questões significativas a “resolver”, pensar, observar, colher informações, estudar conhecimentos já produzidos, discutir, propor interpretações... </li></ul>
  153. 154. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Atividade 1: O Desenho Livre na Escola </li></ul><ul><li>Pode-se iniciar essa atividade propondo aos alunos uma reflexão sobre o que acontece na escola ou na sala de aula, sobre seus diversos significados - para professores e alunos - e também a respeito de sua organização. </li></ul>
  154. 155. <ul><li>Com o desenho livre podemos trabalhar: </li></ul><ul><li>Particularidades de seu autor: </li></ul><ul><li>Afetos; </li></ul><ul><li>Modo de observar os objetos; </li></ul><ul><li>Maneira de se servir da linguagem: </li></ul><ul><li>Ponto de vista, uso de projeções ou cores. </li></ul>
  155. 156. Cartografia na Sala de Aula Escola
  156. 157. Cartografia na Sala de Aula Trajeto Casa-Escola
  157. 158. Cartografia na Sala de Aula <ul><li>Uma discussão com as crianças levanta questionamentos que as leva a perceber que os desenhos podem ter finalidades mais específicas: </li></ul><ul><li>O desenho que você fez serve para indicar como chegar em sua casa? </li></ul><ul><li>Um colega que não saiba onde você mora pode usar o desenho que você fez para ir da escola para sua casa? </li></ul><ul><li>O caminho que você faz para vir de sua casa para a escola é o mesmo para ir da escola para sua casa? “ </li></ul>
  158. 159. Cartografia na Sala de Aula Sala de Aula
  159. 160. <ul><li>Os alunos escolheram seus lugares na sala? </li></ul><ul><li>O que influiu nessa escolha? </li></ul><ul><li>Eles conseguem localizar seus lugares na sala? </li></ul><ul><li>Como indicariam, para alguém de outra classe, onde se sentam? </li></ul>
  160. 161. <ul><li>Com isso trabalhamos sistemas de localização, apresentados pelos próprios alunos. </li></ul><ul><li>Alguém se localiza “no fundo da sala”, outro, “na frente, à direita”, um terceiro, “na quarta carteira da primeira fila” </li></ul>
  161. 162. <ul><li>“Na frente, à direita” </li></ul><ul><li>O que é a frente da sala? </li></ul><ul><li>Como se determina o que é a frente dos objetos? </li></ul><ul><li>“Na quarta carteira da primeira fila” </li></ul><ul><li>Indica um sistema coordenado de ordenação de filas e carteiras, semelhante ao de linhas e colunas, ou dos paralelos e meridianos de um mapa. </li></ul>
  162. 163. <ul><li>É interessante que os próprios alunos apresentem/expliquem seus desenhos e façam comparações. </li></ul><ul><li>Todos desenharam a sala a partir de um mesmo ponto de vista? </li></ul><ul><li>O que é ponto de vista? </li></ul><ul><li>Todos desenharam os mesmos objetos da sala? </li></ul><ul><li>Como ficou a localização dos objetos? </li></ul><ul><li>Os desenhos têm a mesma quantidade de carteiras da sala? </li></ul><ul><li>Será essa igualdade sempre necessária ou depende da finalidade do desenho? </li></ul>
  163. 164. <ul><li>Algum objeto deixou de aparecer nos desenhos? Por quê? </li></ul><ul><li>Alguém desenhou algum símbolo diferente? </li></ul><ul><li>Exemplo: Alunos desenhem um coração sobre a mesa do professor. </li></ul><ul><li>Alguém deu título ao desenho? </li></ul><ul><li>Quais as dificuldades enfrentadas no desenho da sala de aula? </li></ul>
  164. 165. <ul><li>Atividade 2: Construção de Maquete: </li></ul><ul><li>Construir, em pequenos grupos, uma maquete da sala de aula, com a localização de seus elementos, é um desafio que as crianças geralmente abraçam com muita atenção e prazer. </li></ul>
  165. 166. <ul><li>A diversidade de material talvez estimule a criatividade, facilitando o aparecimento de soluções bem diferentes, que são discutidas durante a apresentação dos trabalhos dos grupos. </li></ul>
  166. 167. <ul><li>A maquete ainda permite experiências que envolvem questões de ponto de vista e projeção: </li></ul><ul><li>O que acontece se mudarmos de posição a maquete? </li></ul><ul><li>Os alunos vêem algumas coisas, mas não conseguem enxergar outras. Por que isso acontece? </li></ul><ul><li>Existe algum ponto de vista de onde seja possível observar, ao mesmo tempo, todos os objetos e seus diversos lados? </li></ul>
  167. 169. <ul><li>Atividade 3: Construção de um Croqui da Sala de Aula </li></ul><ul><li>Cobrindo a maquete com plástico incolor transparente (ou papel celofane), olhando cada objeto exatamente de cima (ponto de vista vertical) e copiando seus contornos (incluindo aí as paredes), consegue-se uma planta da maquete (por conseqüência, da sala de aula). </li></ul><ul><li>Os objetos foram projetados sobre o plástico de uma mesma maneira, o que resultou num único ponto de vista. </li></ul>
  168. 170. <ul><li>Atividade 4: Construção de uma Planta da Sala de Aula </li></ul><ul><li>A construção de uma planta em escala da sala de aula exige que os comprimentos de todos os elementos da sala sejam reduzidos um mesmo número de vezes. </li></ul>
  169. 171. <ul><li>Trabalhando Escalas: </li></ul><ul><li>O primeiro passo é medir o comprimento do lado maior da sala, para isso basta esticar o barbante junto à parede e cortá-lo. </li></ul><ul><li>Dobra-se o barbante ao meio, ou seja, o comprimento da parede é reduzido duas vezes (dividido por dois). </li></ul>
  170. 172. <ul><li>Trabalhando Escalas: </li></ul><ul><li>Novamente, dobra-se o barbante ao meio: ele fica dividido em quatro partes iguais, o que significa que o comprimento da parede é reduzido quatro vezes (dividido por quatro). </li></ul>
  171. 173. <ul><li>O processo continua, até que o barbante caiba na folha de papel pardo ou cartolina. Então, risca-se o comprimento final do barbante nessa folha e verifica-se a redução. </li></ul><ul><li>Os comprimentos das outras paredes e de elementos da sala (carteiras, portas, lousa, janelas, etc.) devem ser reduzidos esse mesmo número de vezes, sempre usando barbante. </li></ul>
  172. 174. <ul><li>O trabalho precisa ser conjunto, com professor e alunos em permanente diálogo, que envolve, a cada passo, questões como: </li></ul><ul><li>Em quantas partes iguais o barbante foi dividido? </li></ul><ul><li>O que aconteceu com o comprimento original da parede? </li></ul><ul><li>É possível voltar ao comprimento original? </li></ul>
  173. 175. <ul><li>Por outro lado, lembremos a questão central que acompanha a planta em escala: </li></ul><ul><li>“ por que reduzir todos os comprimentos um mesmo número de vezes?” </li></ul>
  174. 176. <ul><li>Além de estudar desenho, maquete e plantas separadamente, é fundamental compará-las, destacando as características de cada uma, refletindo sobre suas semelhanças, diferenças, situações e com que objetivos são produzidas. </li></ul>
  175. 177. <ul><li>Exemplos de perguntas: </li></ul><ul><li>Desenho, maquete e planta “reduzem” as medidas da sala? </li></ul><ul><li>De que modo? </li></ul><ul><li>É possível construir uma maquete em escala? </li></ul><ul><li>Desenho, maquete e plantas precisam de título e legenda? Que ponto de vista é assumido em cada uma das representações? </li></ul><ul><li>Num mesmo desenho “aparece” apenas um ponto de vista? </li></ul>
  176. 178. <ul><li>No desenho da sala, os alunos trabalham com redução e manutenção das proporções, correspondência entre localização dos objetos na sala e no desenho, escolha do ponto de vista e uso de símbolos. </li></ul>
  177. 179. <ul><li>Outro desafio dessa atividade é terem apenas as duas dimensões do papel para representar as três dimensões da sala de aula. </li></ul><ul><li>Para fazer a planta da maquete, os alunos não enfrentam “problemas” de redução, localização, nem escolha do ponto de vista. Eles experimentam, basicamente, a realização de uma projeção. </li></ul>
  178. 180. <ul><li>Atividade 5: Redução e Escala com Globos </li></ul><ul><li>Na linha da redução e proporção, os alunos podem ficar curiosos a respeito de um globo terrestre que viram numa sala da escola. </li></ul><ul><li>Pode-se então tratar de redução, do modo como os vários elementos do espaço aparecem reduzidos e representados no globo. </li></ul>
  179. 181. <ul><li>Atividade 6: Conhecendo as ruas e a nossa casa: </li></ul><ul><li>Ruas e casas: Oposição Complementar. </li></ul><ul><li>A rua é mais que uma simples passagem diante de um conjunto de residências; </li></ul><ul><li>É nossa casa, a dos vizinhos, a padaria, a praça – nosso cotidiano </li></ul>
  180. 182. <ul><li>Atividade 6: Conhecendo as ruas e a nossa casa: </li></ul><ul><li>É espaço aberto, público onde a vida coletiva se desenvolve; </li></ul><ul><li>É lugar do movimento, dos evento imprevisíveis, das brincadeiras. </li></ul>
  181. 183. <ul><li>Atividade 6: Conhecendo as ruas e a nossa casa: </li></ul><ul><li>A casa: Espaço Protegido – Separado da Rua. </li></ul><ul><li>Fortes Relações Afetivas, laços sanguíneos e parentescos. </li></ul><ul><li>Socialização Primária da Criança; </li></ul><ul><li>Casa e Família: Sinônimos </li></ul>Eu gosto de minha casa e gosto de minha família Moro eu, meu pai, a mulher do meu pai e os filhos dela...
  182. 184. <ul><li>Atividade 6: Conhecendo as ruas e a nossa casa: </li></ul><ul><li>A casa: Espaço Protegido – Separado da Rua. </li></ul><ul><li>Fortes Relações Afetivas, laços sanguíneos e parentescos. </li></ul><ul><li>Socialização Primária da Criança; </li></ul><ul><li>Casa e Família: Sinônimos </li></ul>Eu gosto de minha casa e gosto de minha família Moro eu, meu pai, a mulher do meu pai e os filhos dela...
  183. 185. Relações Espaciais: Topológicas Elementares Euclidianas Projetivas
  184. 186. Relações Espaciais Topológicas Elementares <ul><li>Base para a gênese de relações espaciais mais complexas; </li></ul><ul><li>Relação de Vizinhança: </li></ul><ul><li>Os objetos são perceptíveis no mesmo plano, próximos, contíguos, mas separados; </li></ul><ul><li>A percepção de separação aumenta com a idade; </li></ul>
  185. 187. Relações Espaciais Topológicas Elementares <ul><li>Não são referenciais precisos de localização, mas a base para o trabalho com o Espaço Geográfico; </li></ul><ul><li>A localização geográfica constrói-se à medida que o sujeito estabelece relações de vizinhança, separação, ordem, envolvimento e continuidade; </li></ul><ul><li>Estabelecer relações entre o novo e o conhecido </li></ul>
  186. 188. Relações Espaciais Topológicas Elementares <ul><li>Relação de Ordem ou de Sucessão; </li></ul><ul><li>Relação de Envolvimento, percepção de cada elemento e sua relação com os demais; </li></ul><ul><li>Podem ser vistos em uma, duas ou três dimensões; </li></ul><ul><li>Relação de Continuidade: O Espaço é contínuo e não possibilita ausência. </li></ul>
  187. 189. Relações Espaciais Topológicas Elementares <ul><li>Relações Espaciais que se estabelecem no espaço próximo: </li></ul><ul><li>Dentro; </li></ul><ul><li>Fora; </li></ul><ul><li>Ao lado; </li></ul><ul><li>Na frente; </li></ul><ul><li>Atrás; </li></ul><ul><li>Perto; </li></ul><ul><li>Longe. </li></ul>
  188. 190. Descentralização e Reversibilidade <ul><li>Pensamento Intuitivo: </li></ul><ul><li>Aparência dos Fenômenos – O que a criança percebe sobre o que está acontecendo; </li></ul><ul><li>Na construção do Espaço ela se dá conta que seu juízo sobre a localização dos objetos, tendo a si como referencial não é mais eficiente; </li></ul>
  189. 191. Descentralização e Reversibilidade <ul><li>A criança que usava o próprio corpo como referencial, agora busca outros referenciais – Processo de Descentralização; </li></ul><ul><li>Inicia-se a considerar outro elementos para a localização espacial e não apenas mais sua percepção ou intuição; </li></ul>
  190. 192. Descentralização e Reversibilidade <ul><li>A descentralização ocorre da análise: </li></ul><ul><li>do espaço ocupado pela criança para a análise do espaço ocupado do objeto exterior; </li></ul><ul><li>da posição dos objetos com relação a ela, à análise dos objetos com relação a outros objetos; </li></ul><ul><li>da posição dos objetos com relação a ela, para a análise do movimento dos objetos com relação a um ponto de referência objetivo. </li></ul>
  191. 193. Descentralização e Reversibilidade <ul><li>A criança avança de um esquema de projeção corporal à medida que percebe que os objetos possuem parte e lados e que servem como referências, seguindo-se para espaços mais amplos; </li></ul>
  192. 194. Relações Espaciais Euclidianas <ul><li>Compreendem a noção de distância, área e equivalência entre as figuras, e relacionam-se também com a equivalência entre o real e a representação – desenvolver esse pensamento auxilia no entendimento das noções de escala e proporção e de igualdade matemática. </li></ul>
  193. 195. Relações Espaciais Euclidianas <ul><li>Surgimento da noção de coordenadas que situam os objetos uns em relação aos outros e englobam o lugar do objeto e seu deslocamento em uma mesma estrutura. </li></ul>
  194. 196. Relações Espaciais Euclidianas <ul><li>O uso de um sistema de coordenadas é uma abstração na construção do espaço a nível psicológico. </li></ul><ul><li>Implica-se na construção e conservação de conceitos de: </li></ul><ul><ul><li>Distancia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Comprimento; </li></ul></ul><ul><ul><li>Superfície; </li></ul></ul><ul><ul><li>Medida de comprimento. </li></ul></ul>
  195. 197. Operações Infralógicas- Construção do Espaço <ul><li>Adição e subtração de elementos; </li></ul><ul><li>Posição e deslocamento; </li></ul><ul><li>Reciprocidade de referências; </li></ul><ul><li>Encaixes de intervalos de elementos; </li></ul><ul><li>Multiplicação de elementos e relações; </li></ul>
  196. 198. Perspectivas, Coordenadas e Categorias Espaciais <ul><li>A Noção de Perspectiva </li></ul><ul><li>É também um processo, já que a criança permanece durante muito tempo sem separar o mundo em que vive de sua representação. </li></ul><ul><li>Ex: quando a criança começa a desenhar um objeto, ela não consegue distinguir entre sua imagem real no mundo de sua imagem gráfica </li></ul>
  197. 199. Relações Espaciais Projetivas <ul><li>A Perspectiva: </li></ul><ul><li>Alteração qualitativa na concepção espacial na criança, que passa a conservar a posição dos objetos e a alterar o ponto de vista. </li></ul><ul><li>Noções de Reta e equivalência de figuras. </li></ul>
  198. 200. Relações Espaciais Projetivas
  199. 201. Relações Espaciais Projetivas <ul><li>A Questão da Lateralidade: </li></ul><ul><li>É outra processo onde inicialmente a criança só consegue diferenciar apenas o que se encontra à sua direita e à sua esquerda e passa para uma visão de direita e esquerda de outros objetos, com outros referenciais. </li></ul>
  200. 202. Perspectivas, Coordenadas e Categorias Espaciais <ul><li>Quando pensamos na construção da espacialidade devemos considerar categorias: </li></ul><ul><li>A interioridade refere-se às noções de dentro”,  “para dentro”,  “no interior”. </li></ul><ul><li>A exterioridade refere-se às noções de “fora de”, “para fora”, “no exterior”. </li></ul><ul><li>A delimitação, decorrente das duas anteriores, refere-se à “extremidade”, “limite”, “periferia”, “perimetral”, “ao longo de”, “ao redor de”. </li></ul>
  201. 203. Perspectivas, Coordenadas e Categorias Espaciais <ul><li>Na construção do Espaço geográfico podem ser aplicadas: </li></ul><ul><li>A interioridade: quando uma área esta dentro de outra, ou quando há inclusão. </li></ul><ul><li>  A exterioridade: quando uma área é exterior á outra. </li></ul><ul><li>A intersecção: quando há uma parte comum a ambas as áreas. </li></ul><ul><li>A continuidade: quando as áreas são limítrofes, tangenciais. </li></ul>
  202. 204. Perspectivas, Coordenadas e Categorias Espaciais <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>no estudo de uma área de ocupação urbana, os alunos verão distinguir o que é uma área urbana (casas, ruas, estabelecimentos industriais, comerciais, depósitos...) </li></ul><ul><li>e o que esta dentro desta área, e deverão distingui-la do que não é área urbana, o que está fora dela (sítios, áreas de reflorestamento, estradas...). </li></ul>
  203. 205. Perspectivas, Coordenadas e Categorias Espaciais <ul><li>A confrontação dessas áreas delimita-as. Mesmo que a periferia urbana não corresponda a uma linha de fronteira, a partir da qual se separe o que é, do que não é urbano, ela se apresenta com características próprias de uma área de transição, podendo ser formada por casas populares, ou chácaras residenciais, ou áreas de deposito de lixo. </li></ul>
  204. 206. Perspectivas, Coordenadas e Categorias Espaciais <ul><li>Na analise geográfica essas categorias são auxiliam nos estudos de caráter regional, de processos de regionalização de áreas de influencia, de ocupação e organização espacial. </li></ul><ul><li>É preciso criar na criança os hábitos de discernir, analisar e reconhecer as partes de um todo. E isso deve iniciar no primeiro grau. </li></ul>
  205. 207. Perspectivas, Coordenadas e Categorias Espaciais <ul><li>As categorias levam às categorias de distancia, proximidade e distanciamento. </li></ul><ul><li>A concepção de distancias e intervalos é realizada passando do qualitativo (perto, longe) para o quantitativo, que pressupõe a medida expressa numericamente. </li></ul>
  206. 208. Perspectivas, Coordenadas e Categorias Espaciais <ul><li>No sentido  da descentralização quanto à categoria de distanciamento o professor deve levar o aluno a estabelecer relações com um ponto de referencia. E quanto á medida, deve estabelecer relações com uma unidade métrica. </li></ul>
  207. 209. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>1º Ciclo 1º à 4º série </li></ul>Sociedade Natureza Espaço Geográfico Paisagem Local
  208. 210. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>1º Ciclo 1º à 4º série </li></ul>Paisagem Local e Relação com outras Paisagens Físico Cultural Político Econômico
  209. 211. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>1º Ciclo 1º à 4º série </li></ul><ul><li>Sistematizar o conhecimento do lugar, para dar significado. </li></ul><ul><li>Observar; </li></ul><ul><li>Descrever; </li></ul><ul><li>Representar; </li></ul><ul><li>Construir explicações </li></ul>
  210. 212. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>1º Ciclo 1º à 4º série </li></ul><ul><li>Imagem como representação também pode estar presente. </li></ul><ul><li>Uso do desenho para as noções de proporção, distância e direção, fundamentais para a compreensão e uso da linguagem cartográfica. </li></ul>
  211. 213. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Objetivos do Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental </li></ul><ul><li>reconhecer, na paisagem local e no lugar em que se encontram inseridos, as diferentes manifestações da natureza e a apropriação e transformação dela pela ação de sua coletividade, de seu grupo social; </li></ul>
  212. 214. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Objetivos do Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental </li></ul><ul><li>conhecer e comparar a presença da natureza, expressa na paisagem local, com as manifestações da natureza presentes em outras paisagens; </li></ul>
  213. 215. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Objetivos do Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental </li></ul><ul><li>reconhecer semelhanças e diferenças nos modos que diferentes grupos sociais se apropriam da natureza e a transformam, identificando suas determinações nas relações de trabalho, nos hábitos cotidianos, nas formas de se expressar e no lazer; </li></ul>
  214. 216. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Objetivos do Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental </li></ul><ul><li>saber utilizar a observação e a descrição na leitura direta ou indireta da paisagem, sobretudo através de ilustrações e da linguagem oral; </li></ul>
  215. 217. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Objetivos do Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental </li></ul><ul><li>saber utilizar a observação e a descrição na leitura direta ou indireta da paisagem, sobretudo através de ilustrações e da linguagem oral; </li></ul>
  216. 218. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Objetivos do Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental </li></ul><ul><li>reconhecer, no seu cotidiano, os referenciais espaciais de localização, orientação e distância de modo a deslocar-se com autonomia e representar os lugares onde vivem e se relacionam; </li></ul>
  217. 219. Critérios de Avaliação
  218. 220. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Avalia-se o quanto o aluno se apropriou da idéia de interdependência entre a sociedade e a natureza e se reconhece aspectos dessa relação na paisagem local e no lugar em que se encontra inserido. </li></ul>
  219. 221. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Avaliar se o aluno é capaz de distinguir, através da observação e da descrição, alguns aspectos naturais e culturais da paisagem, percebendo nela elementos que expressam a multiplicidade de tempos e espaços que a compõe. Se é capaz também de comparar algumas das diferenças e semelhanças existentes entre diferentes paisagens. </li></ul>
  220. 222. Parâmetros Curriculares Nacionais <ul><li>Com este critério avalia-se se o aluno sabe utilizar elementos da linguagem cartográfica como um sistema de representação que possui convenções e funções específicas, tais como cor, símbolos, relações de direção e orientação, função de representar o espaço e suas características, delimitar as relações de vizinhança. </li></ul>
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