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Gorete empreendedorismo na universidade

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  • Economistas estudam como as empresas, particularmente as de setores eletrônico e automobilístico, foram acumulando dinamicamente aptidões tecnológicas (em termos micro) e como as políticas públicas têm moldado o processo de progresso tecnológico em âmbito nacional (nível macro), e quais os problemas que alguns desses países enfrentam hoje em ambos os níveis.
  • Os teóricos da assimilação consideram enganosa a proposição de que a notável expansão das aptidões dessas economias tenha acontecido mais ou menos automaticamente, como resultado das altas taxas de investimento desses países em capital físico e humano.
  • Antes de falar sobre quem é um empreendedor, primeiro é necessário entender o que é empreendedorismo. Os livros textos mais antigos falam sobre os três fatores de produção: terra, capital, trabalho. Agora esses nem sempre significam o que nós pensamos. Terra é mais do que apenas o local sobre o qual o negocio (ou a empresa) constrói ou instala sua fabrica ou escritório. Em termos econômicos, terra são todos os recursos naturais utilizados numa empresa. Assim, inclui os minérios existentes no solo, as plantas nativas e os animais. Isto não inclui os recursos artificiais ou organizados tais como um pomar ou um rebanho do gado. Esses são exemplos do segundo fator de produção: capital. Mesmo que a maioria das pessoas pensem no dinheiro como capital, é realmente a última forma importante do capital. Em termos econômicos, capital é a criacão humana que produz riqueza, como um carro usado como um taxi, um forno usado para aquecer comida para vender, uma fornalha usada pra criar aço, assim como o interesse que o dinheiro pode obter . O terceiro fator é o trabalho. Refere-se a todos os esforços do ser humano para produzir riqueza. Algumas pessoas acreditam que isto é a única fonte da riqueza, que o trabalho sozinho cria valor. Outros acreditam que terra é o único fator que gera riqueza. Ainda outros acreditam que o capital é a chave para a riqueza. Porém, terra, trabalho e capital sempre estiveram próximos, ainda que nem tão amplamente usado ou desperdiçado. O que, então, faz esses três fatores de produção trabalhar juntos para criar riqueza e melhorar a vida das pessoas?
  • A reforma educacional de 1971 buscava uma articulação com o PND Plano Nacional de Desenvolvimento em função das futuras demandas de pessoal qualificado.
  • Transcript

    • 1. 1ª SEMANA DE RELAÇÕES PÚBLICAS DA PARAÍBAEmpreendedorismo e Mercado de Trabalho EMPREENDEDORISMO NA UNIVERSIDADE: formando gestores de negócios ou da inovação? Mª Gorete de Figueiredo UFPB-PRPG / IBICT João Pessoa, 20 de setembro de 2006
    • 2. Economias de industrialização recente (EIRs)Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong KongPassaram de economias pobres e tecnologicamenteatrasadas para economias afluentes e relativamentemodernas. (Kim et al, 2005) A Coréia foi o único milagre econômico do pós-guerra.
    • 3. Por trás do desenvolvimento das EIRs• Alguns economistas consideram odesenvolvimento das EIRs como resultado deelevados investimentos em capital físico e humano• Outros, reconhecem a importância desses fatores, mas consideram também: O espírito empreendedor com assunção de riscos, o aprendizado eficaz e a inovação.
    • 4. Teorias da AssimilaçãoO aprendizado e o domínio das novas tecnologias,concentrando-se no que envolvia essa relação.A aquisição e assimilação das tecnologias dospaíses avançados exigiram altos investimentos decapital físico e humano.Mas, exigiram também espírito empreendedor comassunção de riscos, um aprendizado eficaz e ainovação em si. Pack & Westphal, 1986; Amsden, 1989; Kim, 1997; apud Lim et al, 2005
    • 5. Avanço TecnológicoÉ a principal força motora dos paísesindustrializados.Responsável por grande parte do aumento daprodutividade. (Smith, 1776; Marx, 1867;. Schumpeter, 1911; Kim et al, 2005)
    • 6. Quem é o Empreendedor?Antes de falar sobre o empreendedor, é necessárioentender o que é empreendedorismo.No passado, os três fatores de produção: terra,capital, trabalho.Esses, não significam mais o que nós pensávamos.O quarto fator de produção é o empreendedorismo.
    • 7. Empreendedorismo“Assistimos a uma virada profunda de umaeconomia de gestão de empresas e instituiçõespara uma nova economia empreendedora‘” Peter Drucker, 1973.
    • 8. Empreendedorismo " É um movimento educacional que visadesenvolver pessoas dotadas de atitudesempreendedoras e mentes planejadoras". Eder Luiz Bolson, “Tchau, Patrão!”
    • 9. EmpreendedorismoO empreendedorismo transforma-se, assim, nainusitada revolução social que deverá ocorrer noséculo XXI, comparável aos efeitos da revoluçãoindustrial ocorrida no século passado.Branca Terra & Ricardo Drumonnd, “O empreendedorismo e a inovação tecnológica”
    • 10. EmpreendedorismoTraços essenciais e habilidades para o empreendedorde sucesso.InsightPerceber a oportunidade que os outros não conseguiram.VisãoFazer conexões entre coisas que os outros não fizeram.CriatividadeCriar com sucesso algo que não existia antes, usando os trêsfatores de produção.Sensibilidade para negóciosIntroduzir com sucesso no mercado um produto à sociedade.
    • 11. EmpreendedorA palavra empreendedor (entrepreneur) temorigem francesa e quer dizer aquele que assumeriscos e começa algo de novo.
    • 12. EmpreendedorO empreendedor é alguém capaz de identificar,agarrar e aproveitar oportunidade, buscando egerenciando recursos para transformar aoportunidade em negócio de sucesso. Jeffry Timmons
    • 13. EmpreendedorEle não é a personagem mítica que muitosfantasiam, fruto de uma “personalidadeempreendedora”, inacessível ao comum dosmortais.Empreendedores de sucesso não revelam umapersonalidade especial, mas um empenho pessoalnuma prática sistemática de inovação.A inovação é a função específica doempreendedorismo, surja num negócio clássico,numa instituição pública, ou numa nova empresacriada numa garagem ou num quarto, ou nacozinha. Peter Drucker, 1973
    • 14. Perfil dos EmpreendedoresEmpreendedores não nascem feitos.Embora nasçam com uma certa inteligência,vontade de criar e energia, sua competência eformação dependem da acumulação dehabilidades relevantes, experiência, contatos.Nem sempre ela(e) é a pessoa que cria um novobem ou serviço. Propriamente, ela(e) é aquele(a)que tem a visão de como essa idéia pode virarrealidade para o benefício de todos.
    • 15. Então, empreendedores não são criativos?Tsc. Tsc. Tsc.Ao contrário, a sua criatividade é de um tipodiferente.
    • 16. EmpreendedoresFrequentemente um inventor, um artista, umcompositor, um escritor conhece sua área deinteresse, mas não saberá fazer outros cientesde suas criações.Em sua criatividade, o empreendedor encontracanais para que as idéias entrem no mercado ebeneficiem a toda a sociedade.Consequentemente, recompensam tambémaqueles que primeiro se aproximam das idéiasnovas, que os incentiva a fazer mais e melhorescriações.
    • 17. EmpreendedoresAs pessoas são mais propensas a serem criativas eprodutivas quando a elas se promete umarecompensa, do que quando estão ameaçadas coma punição, se não criarem.Esta promessa é chamada incentivo, e é possívelsomente quando há um lucro.O empreendedor certifica-se que esta situaçãoaconteça, porque quando o outros lucram, eletambém lucra.
    • 18. EmpreendedoresEla(e) não é diferente de outros membros dasociedade: quer uma vida confortável, e entendeque a melhor maneira fazer isto é obtendo acooperação de outros.Apela para a motivação do outro, porque aspessoas tendem a fazer o que é de seu maiorinteresse. Num mercado livre, ninguém pode serforçado a agir contra o seu interesse, assim oempreendedor deve motivar e organizar para obenefício de todos. Glaser, 2001
    • 19. Educação ultrapassa limites dos pedagogosNas últimas décadas, educação vem sendo focode interesse também de• empresários,• sindicalistas e• profissionais de diferentes áreas.O surgimento da produção flexível veio requererprofissionais que substituíssem o antigoprofissional tarefeiro por outro de atuação maiscomplexa, com maior autonomia e escolaridademais consistente.
    • 20. Educação - modelo de países industrializadosA educação formal, baseada num modelo criadopor países industrializados, visava principalmente asocialização do indivíduo e sua vida em sociedade.Em países de industrialização recente, a educaçãopropôs-se a adaptar o homem rural ao trabalhoindustrial.
    • 21. Dois caminhosA legislação educacional no país promoveu adistinção entre:Ensino Profissionalizante – predominantementetaylorista-fordista, privilegiando o ensino de tarefasmanuais e repetitivas;Educação para a Cidadania - geral e acadêmicavoltada para o trabalho intelectual concretizado peloensino superior.
    • 22. Dois caminhosEnsino profissionalizante (1971)• Destinado a estudantes pobres que supostamente deixariam de estudar e precisariam de uma ocupação para não caírem no ócio.• Ensino voltado às profissões subalternas.Os bem nascidos poderiam ter um ensino orientado para oensino superior.
    • 23. A educação para o trabalho foi se configurandocomo um conjunto de atividades de importânciasecundária, por duas razões:• Os educadores consideravam que este ensinotinha mais de adestramento do que educação;• A educação profissional era de maior interessedas empresas. Azuete Fogaça, A Educação e a Reestruturação Produtiva no Brasil
    • 24. A automação flexível exige um indivíduo quepensa e não um que execute.Criaram-se novas expectativas profissionais,baseadas em que a atual tecnologia habilita otrabalhador a participar das inovações, criandotambém novas exigências profissionais.
    • 25. De 70 ao final dos anos 80:Articulação desigual entre educação e qualificaçãoprofissional.Ampliou-se significativamente a rede de educaçãogeral, mas oferecendo arremedos de ensino de 1ºgrau, com drástica redução da carga horária.
    • 26. Atualmente, inúmeros estudos e pesquisas têm sepreocupado com os riscos sociais e econômicosdecorrentes do baixo nível educacional da populaçãobrasileira.• Antes, esses riscos estavam mais voltados à questão da cidadania.• Agora, além de não se ter alcançado a cidadania, também não se consolidou o processo de reestruturação produtiva. Azuete Fogaça, A Educação e a Reestruturação Produtiva no Brasil
    • 27. A atual proposta de reforma do ensino técnicobaseia-se em diagnósticos do desempenho da redefederal de escolas técnicas.Argumenta-se que os alunos egressos dos cursostécnicos são os melhores dos cursos deengenharia, evidenciando-se que os cursostécnicos viraram um preparo ao futuro ensinosuperior.
    • 28. Na reforma mais recente do ensino técnico:• Tem-se valorizado a redução dos gastos;• Retomou-se a prioridade à sua função;• Tem-se buscado maior articulação com a rede de escolas profissionalizantes e o setor produtivo.
    • 29. A produção flexível e a microeletrônicaVem alterando substancialmente o mercado de trabalho.Exige-se do trabalhador um espírito empreendedor, ouseja:• A superação do perfil que domina o trabalhador ruralde preguiçoso e indolente, para um indivíduo • autônomo, • talentoso, • criativo e • que busca maior autonomia.
    • 30. “O discurso do espírito empreendedor parece umaforma de dizer aos indivíduos que procurem por sisó uma forma de inclusão.O difícil será dizer para quem nunca fora dado umespaço para decisão, que daqui para a frente estedeverá ser capaz de decidir e de transformar,sozinho, suas condições de vida e de trabalho”. Azuete Fogaça, A Educação e a Reestruturação Produtiva no Brasil
    • 31. Novas expectativas profissionaisA tecnologia habilita o trabalhador a participar dasinovações, cria novas exigências profissionais,como competências e habilidades para:• Leitura e compreensão de textos;• Redigir comunicados;• Falar e se comunicar com superiores e subordinados;• Entender valores quantitativos e raciocínio lógico;• Desenvolver auto-estima, motivação e empreendedorismo;• Identificar problemas;• Negociar e contra-argumentar.
    • 32. “Sem educação não háempreendedorismo, neminovação” Marília Rocca (Endeavor Brasil”
    • 33. OBSTÁCULOS ORIUNDOS DO SISTEMA EDUCACIONAL AODESENVOLVIMENTO DO EMPREENDEDORISMOCurrículos e programas obsoletos naeducação superior,profissionalização prematura e excessivaem um mundo onde a aceleração constante doconhecimento dilui as fronteiras entre disciplinas. Luiz Davidovich, Educação e Inclusão Social no Brasil
    • 34. Papel da UniversidadeNão se limita seu papel à formação demão-de-obra qualificada, masVislumbra, concomitantemente,Implicações sociais e ambientais daídecorrentes e conseqüentes.
    • 35. A Universidade que investe no Empreendedorismo Aberta às diferenças entre alunos Aprendizagem flexível, mudanças organizacionais Aberta às inovações Evolvendo teorias de aprendizagem, tecnologia acrescentada à aprendizagem Aberta à sociedade Relevante aprendizagem da sociedade; dimensões regionais, locais; mundo do trabalho.
    • 36. Universidade que investe no EmpreendedorismoAo pensar e intervir na realidade, valoriza asaptidões cognitivas e atitudinais amplas para aconvivência em sociedade.Fatores cognitivos e culturais evidenciam quepobreza e exclusão estão associadas à identidade e‘aprendizagem’.Alguns pensadores falam sobre “pobreza crônica eherdada” e “exclusão herdada..., passada sobre asgerações”..., através da educação!” Fortalecimento da pesquisa em educação & Inovação
    • 37. Universidade que investe no Empreendedorismo O foco principal de seu processo educativo é a busca e a construção de sentido para o mundo. Assume o ensino e a aprendizagem como um desafio, no sentido de que o aluno não venha a ser considerado um depósito de conteúdos. Por isso, não bastam ao professor a competência técnica, o domínio dos conteúdos, mas também se faz necessária a sua competência pedagógica.
    • 38. A universidade deve investir na capacitação degestores da inovação em vez de gestores de negóciosÊnfase na aprendizagem transformadora em vez deaprendizagem como processo de reprodução.Currículo multi e transdisciplinar que formegestores de inovação.Capacitação em um amplo espectro que vai doestabelecimento de estratégias de inovação àestratégia dos negócios.O bom empreendedor não é necessariamente umbom gestor de negócios. A gestão da inovação ébem complexa do que a de negócios.
    • 39. Gestão de negócios e gestão da inovação A gestão de negócios está relacionada com qualificação e treinamento nos processos corporativos. A gestão da inovação exige uma associação do gene da inovação com o dos negócios. É essa conjunção que caracteriza o DNA do empreendedor. Jonas Gomes & Victor Taveira
    • 40. A inovação é o uso de novas idéias para melhoraros processos ou para diferenciar os produtos ouserviços.Não basta ter novas idéias, elas devem refletir nosnegócios da empresa, e a cadeia de valores queleva do universo das idéias ao dos negócios. Jonas Gomes & Victor Taveira
    • 41. Gestão da InovaçãoÉ a gestão desse "pipeline" que envolve idéias,modelos de negócio e mercado.É uma área multidisciplinar e multifuncional queabrange pesquisa e desenvolvimento, produção,operações, marketing e desenvolvimentoorganizacional. Jonas Gomes & Victor Taveira
    • 42. Questões para o ensino de empreendedorismo A maioria dos cursos e currículos de empreendedorismo ainda se concentra na gestão de negócios. O que é um grande equívoco. A gestão da inovação transcende os currículos de administração de empresas, vai além dos MBA´s de negócios, bem como dos cursos de empreendedorismo. Jonas Gomes & Victor Taveira Para o empreendedor, a gestão da inovação faz parte do seu aprendizado ao longo de toda a vida.
    • 43. Questões para o ensino de empreendedorismoAs universidades procuram mostrar ótimasperspectivas no ensino de empreendedorismo,mas ainda presas a um modelo tradicional deensino, que privilegia o professor e oconhecimento.
    • 44. Questões para o ensino de empreendedorismoUm ambiente de ensino de empreendedorismo,não pode prescindir de dos exemplos edepoimentos de pessoas que digam o que fizerame como fizeram, falem sobre os problemas queenfrentou.No ensino de empreendedorismo o aluno precisaentender o que é a competição, o modelo denegócios, o que é fluxo de caixa, como se estima opreço de um produto ou serviço, como se faz umplano de negócios.
    • 45. Muito além do simples conteúdo, o ensino doempreendedorismo deve enfatizar o comportamento, aformação do caráter, a capacidade de se expressar, o processode negociação, a tolerância. São coisas que não se aprendeouvindo, mas fazendo e vivendo as experiências. Marcos Hashimoto, “Veja dez lições que o ensino fundamental pode ensinar para os empreendedores”.
    • 46. Questões para o ensino de empreendedorismoA criação de infra-estruturas, programas de conteúdos e depráticas do tipo Hands-On (mão na massa/mãos à obra)Intensificação das atividades de prática, não só nasgraduações das engenharias, mas de filosofia, relaçõespúblicas, letras, educação física, farmácia, música...Realização de eventos, mostras, workshops.Estímulo intensivo e concretamente à criação deincubadoras de empresas.Aproximação dos empreendedores com o setor produtivo,inclusive na capacitação, e com o capital de risco.Constituição de acervo de informações - bibliotecasvirtuais, portais, publicações, padrões, normas, materiaisdidáticos, etc.Criação de ambientes de aprendizagem, acesso às TIC’s,chats, elaboração de weblogs
    • 47. Obrigada pela AtençãoMaria Gorete de FigueiredoUFPB-PRPG / IBICTmgorete@zaz.com.brVisitem a nossa página:http://inovativa.blogspot.com/

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