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Memorias del III Simposio Pequeños Rumiantes Latinoamericanos

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Realizado del 5 al 6 de julio 2007 en Abancay, Perú.

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Memorias del III Simposio Pequeños Rumiantes Latinoamericanos Document Transcript

  • 1. COMUNICACION EDUCACION E INFORMACION MEMORIASIII SIMPOSIO LATINOAMERICANO SOBRE LA CRIANZAEN FORMA SUSTENTABLE DE PEQUEÑOS RUMIANTES Y CAMELIDOS SUDAMERICANOS DEL 05 AL 06 DE JULIO DE 2007 EDITOR: NILTON CESAR GOMEZ URVIOLA ABANCAY-PERU
  • 2. MEMORIAS DEL III SIMPOSIO LATINOAMERICANO SOBRE LA CRIANZA EN FORMA SUSTENTABLE DE PEQUEÑOS RUMIANTES Y CAMELIDOS SUDAMERICANOS DEL 05 AL 06 DE JULIO DE 2007, ABANCAY – PERURESPONSABLES:• Rede Sul Americana para a Formação de Recursos Humanos em Conservação e Produção de Pequenos Ruminantes; UFRPE (Brasil).• Universidad Nacional Micaela Bastidas de Apurímac / Carrera Profesional de Medicina Veterinaria y Zootecnia.• Universidad Federal Rural de Pernambuco Recife / Brasil.• Organización No Gubernamental Comunicación, Educación e Información.COMITÉ ORGANIZADORDr. Carroll Douglas Dale SalinasUniversidad Nacional Micaela Bastidas de Apurímac – PerúPresidenteDr. Alfonso Víctor Bustinza ChoqueUniversidad Nacional Micaela Bastidas de Apurímac – PerúVicepresidenteDr. Nílton César Gómez UrviolaUniversidad Nacional Micaela Bastidas de Apurímac – PerúSecretarioDra. Liliam Rocío Bárcena RodríguezUniversidad Nacional Micaela Bastidas de Apurímac – PerúTesoreraCOMITÉ CIENTÍFICODra. Maria Norma RibeiroUniversidad Federal Rural de Pernambuco, Recife - BrasilPresidenteDr. Fidel PariacoteUniversidad Nacional Francisco Miranda, Estado de Falcón - Venezuela.Coordinador de CaprinosDra. Angelika StemmerUniversidad Mayor de San Simón, Cochabamba - Bolivia.Coordinador de CamélidosDra. Maria Antonia RevidattiUniversidad Nacional del Nordeste, Corrientes - Argentina.Coordinador de OvinosIng. MSc. Benito MendozaEscuela Politécnica de Chimborazo - Ecuador.Coordinador de Sistemas de Producción Primera edición: Abancay, julio de 2007 La opinión, enfoque y demás conceptos son de entera responsabilidad de los autores de los artículos, conferencias, charlas y propuestas. 2
  • 3. PRESENTACION La “Rede Sul Americana para a Formação de Recursos Humanos em Conservação eProdução de Pequenos Ruminantes”, auspiciada por CNPq del Ministerio de Ciencia delBrasil, y la Universidad Nacional Micaela Bastidas de Apurímac, del Perú, en beneficio deldesarrollo de los pequeños rumiantes y camélidos, y el bienestar de sus criadores en elámbito de Sudamérica, planificó la realización del III Simposio Latinoamericano sobre laCrianza en forma Sustentable de Pequeños Rumiantes y Camélidos Sudamericanos en laciudad de Abancay, Región Apurímac. Se plantearon como objetivos, adiestrar y optimizar el desempeño del personalcientífico y técnico de la Región Apurímac, en el tema de conservación y mejoramiento depequeños rumiantes y camélidos sudamericanos. Así como la disertación de experiencias yresultados conseguidos en Brasil, Argentina, Ecuador, Venezuela, Bolivia y Peru. La presente Memoria contiene 7 conferencias magistrales, 14 trabajos deinvestigación, 1 artículo de análisis de sector productivo ovino, y 2 propuesta científicas parael sector camélido y caprino. Comité Organizador Abancay, Perú Julio de 2007 3
  • 4. INDICE DEL CONTENIDO Pág.PRESENTACION 3CONFERENCIAS MAGISTRALES 61. MELHORAMENTO E CONSERVAÇÃO DE PEQUENOS RUMINANTES NA AMÉRICA DO SUL 7Maria Norma Ribeiro, Edgard Cavalcanti Pimenta Filho, George Rodrigo Beltrão da Cruz e DanielBenítez Ojeda2. MEJORAMIENTO GENETICO DE FIBRAS FINAS DE CAMELIDOS 14A. Stemmer y A. Valle Zárate3. FACTORES QUE INTERVIENEN EN LOS SISTEMAS DE PRODUCCIÓN SUSTENTABLES DE 26LOS PEQUEÑOS RUMIANTES Y CAMELIDOSBenito Mendoza4. SUSTENTABILIDAD ECONÓMICA DE SISTEMAS DE PRODUCCIÓN CAPRINOS DE BAJA 40ESCALA EN VENEZUELAF. A. Pariacote5. MEJORAMIENTO SOSTENIBLE DEL RECURSO GENÉTICO OVINO LOCAL 48María Antonia Revidatti6. APLICACIÓN DE TECNOLOGÍAS PARA EL MEJORAMIENTO DE LA PRODUCTIVIDAD Y 55SUSTENTABILIDAD EN UNIDADES DE PRODUCCIÓN CAPRINAS TRADICIONALES ENVENEZUELAL. Dickson, J. Salas, I. Ortiz, M. Oropeza, G. Nouel, R. D´Aubeterre, W. Armas y J. Rincón7. DISEÑO DE UN PROGRAMA DE CONSERVACION DE ANIMALES DOMESTICOS 61Nílton César Gómez UrviolaARTICULOS DE INVESTIGACION 651. RESISTÊNCIA GENÉTICA A PARASITAS GASTROINTESTINAIS EM CAPRINOS, NO 66NORDESTE DO BRASIL – ESTUDO PRELIMINARAlmeida, M.J.O., M. N, Ribeiro, G.M.C. Carvalho, A.M. Araújo, F.S.M Sale, I.C Saraiva, M.A.DFranco2. ESTUDO MORFOMÉTRICO DE CAPRINOS DA RAÇA CANINDÉ, NO ESTADO DE 69PERNAMBUCO, BRASILBarros, E. A., Ribeiro, M.N., Rocha, L. L., Silva, N. M. V. da3. ESTRUTURA GENÉTICA DAS RAÇAS MOXOTÓ E SERPENTINA 73Oliveira, J.C.V., L.L. Rocha, R. C. B. Silva, M.N. Ribeiro, M.A. Gomes Filho, A.M. Martinez, J. V.Delgado, M.P. Carrera, E.C. Pimenta Filho4. DESEMPENHO DE CAPRINOS MESTIÇOS EM DIFERENTES SISTEMAS DE MANEJO NO 78SEMI-ÁRIDO NORDESTINOS. B. Barreto, E. C., Modesto, M. A. Zambom, R. B. Andrade, R. B. Nascimiento, A. C.Ribeiro Neto, E. J. B. Aragão5. NVESTIGAÇAO DE VARIABILIDADE EM CAPRINOS DA RAÇA CANINDÉ. 82SILVA, N.M.V1. Ribeiro, M.N., Silva, R. C. B., Gomes Filho, M.A.6. PADRÃO FISIOLÓGICO DE CAPRINOS NATIVOS NO SEMI-ÁRIDO DO ESTADO DA 86PARAÍBA, BRAZILNascimento, R. B., Ribeiro, M. N., Brasil, L. H. A., Amaral,T.A., Modesto, E. C. 4
  • 5. Pag.7. RELAÇÕES GENÉTICAS ENTRE CAPRINOS NATIVOS E EXÓTICOS NA REGIÃO 90NORDESTE DO BRASILRocha, L.L.; Menezes, M.P.C.; Martinez, A. M.; Ribeiro, M.N.; Delgado, J. V., E.C. Pimenta Filho8. DIVERSIDADE GENÉTICA EM OVINOS DE RAÇAS NATIVAS NO ESTADO DA PARAÍBA, 94BRASILSilva, R.C.B., Ribeiro, M.N., Lara, M.A.C., Gomes Filho, M.A., Rocha, L.L.9. FACTORES QUE INFLUYEN EN EL CRECIMIENTO DE CABRITOS EN LA REGIÓN 98SEMIÁRIDA DE FORMOSA. ARGENTINA.M. A. Revidatti, S. Sánchez, S. A. de la Rosa, S. M. Ayala10. CARACTERIZACIÓN EXTERIORISTA DE UNA POBLACIÓN CAPRINA EN EL OESTE DE 101FORMOSA. ARGENTINA.M. A. Revidatti; P. N. Prieto; M. N. Ribeiro; S. A. De la Rosa y A. Capellari.11. ESTUDIO DE LOS MODELOS DE PRODUCCION CAPRINA EN EL OESTE DE LA 105PROVINCIA DE FORMOSA. ARGENTINAS. de la Rosa; M. A. Revidatti; R. D. Casco;H. Halter; S. M. Ayala12. DESCRIPCIÓN HISTOLÓGICA DEL COMPLEJO FOLICULAR PILOSO EN CRÍAS DE 110ALPACASBadajoz, E.; Sandoval, N.; Chavera, A.; Garcia, W.13. FACTORES QUE INFLUYEN EN EL DIÁMETRO DE FIBRA Y PESO DE VELLÓN EN 114ALPACAS HUACAYA DE COLOR BLANCO EN LA REGION DE HUANCAVELICAEdgar Carlos Quispe Pena14. INVOLUCION ESTRUCTURAL DEL TIMO EN ALPACAS HUACAYA EN LA ZONA SUR DEL 120DEPARTAMENTO PUNO-PERU. 2001J. L. Málaga P. ; R. C. Pineda; J. Quispe; V. Ramos D. L. R.; J. Málaga A.ARTÍCULOS DE ANÁLISIS 1231. SECTOR OVINO EN EL PERÚ CON PERSPECTIVAS AL 2015. 124Díaz Ramírez Rosario Isabel 128PROPUESTAS1. PROPUESTA DE CONTROL REPRODUCTIVO EN GANADO CAPRINO DE SISTEMAS 129SEMIEXTENSIVOS.W. Quevedo; I. Celi2. EXPERIENCIAS DE INICIO DE UN PROGRAMA DE MEJORAMIENTO GENÉTICO EN 133ALPACAS HUACAYA DE COLOR BLANCO EN LA REGIÓN DE HUANCAVELICAEdgar Carlos Quispe Peña 5
  • 6. CONFERENCIAS MAGISTRALES 6
  • 7. MELHORAMENTO E CONSERVAÇÃO DE PEQUENOS RUMINANTES NA AMÉRICA DO SUL Maria Norma Ribeiro1, Edgard Cavalcanti Pimenta Filho2, George Rodrigo Beltrão da Cruz2 e Daniel Benítez Ojeda3 1 Professora do DZ/UFRPE, pesquisadora do CNPq (mn.ribeiro@uol.com.br), 2Professor do DZ/CCA/UFPB, 3Consultor FAO para Recursos Genéticos Animais na América do SulResumo Neste trabalho é apresentado e discutido a situação dos pequenos ruminantes naAmérica do Sul e, com base nesta realidade, são propostas estratégias de conservação emelhoramento para esses países.Summary In this paper are presented and discussed the real situation of small ruminant in SouthAmerica and, based on this reality conservation and breeding strategies are proposed tothese countries.1. Introdução Antes da colonização, as Lhamas, Alpacas, Guanacos, Vicunhas e os Porquinhos daÍndia foram a base da produção animal na América do Sul (FAO, 2004). A expansão das espécies seguiu a rota migratória e o estabelecimento do serhumano nas mais diversas regiões. Assim, quando a América foi colonizada, as raçasIbéricas foram introduzidas pelos portugueses e espanhóis. Estas evoluíram ao longo dosséculos, adaptando-se às condições encontradas nos mais diferentes habitats, dando origemàs raças nativas, também denominadas de locais ou crioulas. A busca por raças mais produtivas fez com que, a partir do início do século passado,houvesse uma intensificação das importações de novas raças exóticas, originárias eselecionadas em regiões de clima temperado. A intensiva utilização dessas raças emvariados tipos de cruzamentos, amparada pela expectativa de grande incremento deprodutividade, causou uma rápida substituição e conseqüente redução do efetivo das raçaslocais ou crioulas. Estas, apesar de apresentarem níveis de produção mais baixos,distinguem-se daquelas por estarem totalmente adaptadas aos trópicos, onde evoluíram pormeio de um longo processo de seleção natural (Sereno e Sereno, 2000). Em toda Américado Sul, existe uma grande variedade de raças de animais domésticos desenvolvidas a partirdos contingentes animais trazidos pelos colonizadores. Estas raças, nativas porque aqui sedesenvolveram, foram submetidas à seleção natural em diferentes ambientes, para os quaisdesenvolveram características específicas de adaptação. No entanto, a ausência de umaestratégia programada do uso das raças exóticas levaram os recursos genéticos locais, viade regra, a uma situação de risco, podendo ser considerados todos ameaçados de extinção. Essa ameaça provocou tamanha preocupação que fez com que os paísesestabelecessem na Convenção para a Diversidade Biológica, durante a RIO92, ocompromisso de adotar estratégias para salvaguardar seu patrimônio biológico. Além disso,ficava cada vez mais clara a constatação de que o uso e a preservação dos recursosgenéticos animais são inseparáveis. Com o auxilio de várias organizações e de diversospaíses, entre os quais o Brasil, a FAO iniciou, em 1991, um levantamento a nível mundialsobre a situação das principais espécies de animais domésticos. Desde então, programas 7
  • 8. mundiais de conservação têm sido desenvolvidos devido à preocupação com a perda dadiversidade genética causada pela extinção de raças e populações (Egito et al., 2002). Nesses programas pouco tem sido feito no sentido de aliar a conservação aomelhoramento desses animais adequados aos sistemas de produção vigentes. Omelhoramento tem sido feito através de cruzamentos, o que não tem proporcionado ganhosa longo prazo. Além disso, essa medida tem contribuído para acelerar o processo de diluiçãogenética dos recursos genéticos locais. Com relação à América do Sul, estudos e levantamentos indicam que existem poucasações para conservação e melhoramento de pequenos ruminantes. Acrescenta-se que oprincipal procedimento para obtenção do melhoramento genético tem sido o uso decruzamentos, como se essa prática, em si, se bastasse. Diante disso, pretende-se, nesta palestra, apresentar e discutir a situação dos recursosgenéticos de pequenos ruminantes na América do Sul, bem como propor estratégias deconservação e melhoramento para esses recursos na região.2. Situação dos Recursos Genéticos de Pequenos Ruminantes no Mundo Dentre os pequenos ruminantes na América do Sul, os caprinos e ovinos são maioria,com destaque para o Brasil, Argentina, Peru e Bolívia. A população mundial de caprinos giraem torno de 807 milhões de cabeças sendo os maiores detentores de rebanho a China, aÍndia e o Paquistão que, conjuntamente, concentram aproximadamente 46,1% do rebanhodo globo. Nos últimos 15 anos o número de caprinos aumentou em quase 50% em todo omundo, enquanto o número de bovinos, não mais que 9% (Guimarães e Cordeiro, 2003). Omaior contingente de caprinos se encontra nas regiões tropicais e áridas, concentrando 74%da população mundial. A espécie caprina é responsável por, aproximadamente, 1,14% do suprimento anual deleite do mundo (FAO, 2004). Entretanto, sua contribuição econômica é notória, tanto empaíses desenvolvidos como em desenvolvimento. Segundo Couto (2003), o rebanho mundial de ovinos está em torno de um bilhão decabeças, apresentando um decréscimo médio anual de 1,18% nos últimos 12 anos, sendo aÁfrica o continente que vem apresentando um crescimento anual do seu rebanho de 1,4% aoano para o mesmo período. Na América do Sul, como nos demais continentes, os efetivosmostram pequenas alterações com tendência a decréscimo. A queda do valor internacionalda lã vem sendo apontada como a razão dessas variações. O Brasil ocupa lugar de destaque na produção de pequenos ruminantes na América doSul, com efetivo de caprinos estimado em aproximadamente 9,6 milhões de cabeças. Maisde 90% destes animais concentra-se na região Nordeste. Os ovinos somam cerca de 14,6milhões e estão concentrados, principalmente, na região Nordeste (58%) e Sul (32%). Naregião Nordeste a criação de ovinos destina-se, basicamente à produção de carne e pelepara o mercado local e para o consumo familiar. No Sul, os ovinos são explorados visando àprodução de lã, para o mercado internacional, e carne, para consumo familiar. De modo geral, a situação da conservação e melhoramento de pequenos ruminantes émuito semelhante em todos os países da América do Sul. As ações para conservaçãoresumem-se a estudos de caracterização que não culminam com propostas e açõesobjetivas para o desenvolvimento do setor. Mesmo sem diagnósticos consistentes, é notóriaa erosão genética qualitativa e quantitativa à qual estão submetidos os pequenos ruminantesna região, notadamente devido aos cruzamentos desordenados com raças exóticas. 8
  • 9. 3. Estratégias de Ação A FAO (2005), a partir de uma consulta regional, definiu prioridades estratégicas paraa conservação dos recursos genéticos animais. Foram destacadas como prioridades oinventário e a caracterização desses recursos a partir de metodologia padrão bem como autilização de medidas para uso sustentável dos recursos genéticos animais. Nesse ponto, autilização de métodos de melhoramento adequado à realidade local/regional éimprescindível. A primeira medida é vencer os obstáculos existentes para a consolidação deprogramas de melhoramento. Os fatores limitantes são idênticos àqueles identificados pelaFAO (2005) para a conservação desses recursos. Destaca-se a falta de organização dossistemas de produção, falta de políticas de apoio e técnicos qualificados para atuar emprogramas de melhoramento voltados para as particularidades e especificidades das raçasem risco. A maioria do pessoal técnico que atua na área de melhoramento animal naAmérica do Sul tem sua formação voltada para a estruturação de programas demelhoramento com vistas apenas em maximizar os ganhos genéticos nas características deinteresse, sem preocupação de manutenção da variabilidade intra-racial. Além disso, agrande ênfase na importação de genótipos sem análise prévia da necessidade deimportação de determinado genótipo levou os países a importar e usar recursos genéticosexóticos em sistemas de cruzamentos com as raças locais de forma indiscriminada, o queresultou na total descaracterização dos recursos genéticos locais e conseqüente ameaça deextinção. Em função disso, há necessidade de se definir programas deconservação/preservação, antes mesmo que se defina qualquer estratégia de melhoramentopara esses recursos, sob pena de se cometer um erro grave e levar à extinção todos osrecursos genéticos de pequenos ruminantes da região. Considera-se adequado um programa que objetive a busca por ganhos genéticos,mas com garantia de manutenção da diversidade genética. Um programa com essascaracterísticas pode ser implantado sem maiores conflitos do ponto de vista técnico já quenos sistemas de produção vigentes, um animal altamente especializado seriaeconomicamente inviável. A realidade requer um programa que utilize um índice de seleçãoque contemple produção e rusticidade e, por essa via, é bem mais fácil garantir amanutenção da variabilidade genética intra-racial. Já existe um grupo de discussão permanente criado em 2004, que compõe a REDESUL AMERICANA PARA CONSERVAÇÃO E PRODUÇÃO DE PEQUENOS RUMINANTES,com a finalidade de promover intercâmbio entre os grupos de pesquisa na região e definirestratégias para estruturação de programas de conservação e melhoramento coordenados. Já é consenso que os programas devem ser estruturados aproveitando o potencial ecapacidades instaladas nas instituições de ensino & pesquisa existentes nos diferentespaíses. Essas instituições constituiriam “Centros de Excelência” com a finalidade decoordenar os recursos e trabalhos de pesquisa e desenvolvimento nas espécies de maiorexpressão. Nesse sentido, um centro de Melhoramento e Conservação de Caprinos eOvinos poderia ser estruturado na região Nordeste do Brasil; e de Camelídeos na Bolívia.Além disso, uma ação continuada de formação de recursos humanos sobre melhoramento econservação de raças ameaçadas se faz necessário e pode ser facilmente consolidada umavez que já existe nas Instituições de Ensino de toda região pessoal de alto nível, capaz deestruturar um curso permanente com essa finalidade. Parte desse pessoal foi qualificadoatravés das ações de redes temáticas (REDE CYTED XX-H e PROSUL-CNPq) quecongregam os países da região. Esse conhecimento precisa ser difundido através de umaação abrangente e integradora. 9
  • 10. 4. Considerações Finais É notória a tendência de todos os países da América do Sul a adoção de planos dedesenvolvimento importados, impostos e baseados no conhecimento universal, emdetrimento do nacional/local. A racionalidade da tecnologia local não é considerada e asações são pontuais, determinadas e definidas pelo político da vez. As tecnologias adotadas não são baseadas na realidade de cada país e as açõespontuais resultam em grande esforço e pouca repercussão sobre a produtividade dossistemas de produção. Deve-se considerar que os pequenos ruminantes são a chave para asegurança alimentar e desenvolvimento social nas regiões áridas e semi-áridas dos paísesem desenvolvimento. Grande parte da população está associada a contingentes ruraispobres, onde prevalece o social sobre o econômico. Esses países contam com fortetradição de criação e consumo de produtos de pequenos ruminantes, notadamente caprinose ovinos, com demanda insatisfeita. Há grande carência de pesquisas regionais e nacionaissobre estas espécies. Há necessidade de que sejam criados planos apropriados, competitivos e eficientes,tomando como base os recursos genéticos locais e baseados no conhecimento local dessaspopulações. Vários países destacam medidas exitosas de conservação in-situ quando serespeitam e se mantêm tradições, práticas e estilos de vida das populações locais eindígenas. Não há como promover um determinado agrupamento genético se a ele não estiverassociado um diferencial econômico. Nesse sentido, a pesquisa científica deve estar emsintonia com as possibilidades de explorar as vantagens comparativas, seja na carne, napele, no leite, na lã, ou até mesmo em quesitos vinculados à estética ou à história e culturalocal. Alguns exemplos podem ser tomados emprestados de outras partes do mundo como éo caso da lã da Ovelha de Chiapas, no México, do presunto do porco ibérico, em Portugal eEspanha, dos queijos franceses associados às raças bovinas autóctones, entre vários outrosexemplos bem sucedidos quando se faz a associação entre produto e grupo genético. Essaé a chave mestra para abertura da porta de entrada das raças locais em um mercadodiferenciado, composto de produtos com valores agregados, de todos os tipos possíveis, quepermita a valorização das raças e a maior garantia de sua conservação. Com isso, asiniciativas do melhoramento poderiam ser perseguidas a partir do momento em que,numericamente, estivesse solidificado o resgate desses patrimônios mais do que locais ounacionais. São patrimônios universais. Dessa forma, manter as raças locais dentro de seus sistemas tradicionais é a medidade conservação mais econômica e socialmente adequada disponível para muitos países. Para que isso se torne realidade há necessidade de se melhorar as ações a seremrealizadas para colecionar e documentar os conhecimentos tradicionais em produção animale aumentar o nível de consciência no meio acadêmico sobre as comunidades locais eindígenas que lidam com os recursos genéticos locais. Deve-se fortalecer essascomunidades, associações de criadores e ONG’s para que possam participar mais nostrabalhos de utilização, desenvolvimento e conservação dos recursos genéticos locais. Além de todos esses aspectos, ajudas externas são necessárias através de fundospúblicos ou privados, para o desenvolvimento sustentado do setor de pequenos ruminantesnesses países. 10
  • 11. 5. Referências BibliográficasCID (Centro de Información para el Desarrollo) 1996. Anuario Estadístico del Sector Rural1995 – 1996, La Paz, Bolívia.COUTO, F. A. A. 2003. Dimensionamento do Mercado de Carne Ovina e Caprina no Brasil.In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE CAPRINOS E OVINOS DE CORTE. 2, 2003. JoãoPessoa. Anais... João Pessoa: 2º SINCORTE. 2003. CD-ROM.DICKERSON, L. 1990. Razas Caprinas comunes en los Trópicos y Subtrópicos. FONAIAPDivulga N° 33 Enero-Junio. Estado de Lara. Venezuela.FAO, 2004. Production Handbook. Food and Agriculture Organization of the United Nations,Rome, Italy.FAO, 2005. Regional Report. Food and Agriculture Opor RGAization of the United Nations,Rome, Italy.FAO, 2006. Production Handbook. Food and Agriculture Opor RGAization of the UnitedNations, Rome, Italy.GUIMARÃES, M. P. S. L. M. P.; CORDEIRO, P.R.C. 2003. Dimensionamento do Mercado deProdutos Lácteos no Brasil. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE CAPRINOS EOVINOS DE CORTE. 2, 2003. João Pessoa. Anais...João Pessoa: 2º SINCORTE. CD-ROM.LIMA, P.J.S. Estado de Conservação de Caprinos nativos no Estado da Paraíba. 2005. 65f.Tese Dissertação (Mestrado em Zootecnia) – Curso de Pós –Graduação em Zootecnia,Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2005.MENEZES, M.P.C. Caracterização Genética de Cabras Brasileiras Utilizando Microssatélites.2005. 133f. Tese (Doutodado em Zootecnia) – Departamento de Pós –Graduação emZootecnia, Universidade Federal da Paraíba Areia, 2005.OLIVEIRA, J. C.V.; ABREU, U.G.P.; SARMENTO, J.L.R.; ROCHA, L.L.; RIBEIRO, M. N.2004. Utilização de Modelos Lineares Generalizados na Descrição Fenotípica de caprinosNativos, os Municípios de ibimirim e Serra Talhada no Estado de Pernambuco. In: ISIMÓSIO INTERNACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE RECURSOS GENÉTICOS: RAÇASNATIVAS PARA O SEMI-ÀRIDO, 2004, Recife. Anais... Recife. I Simpósio Internacional deConservação de Recursos Genéticos: Raças Nativas Para o Semi-árido. p. 186.OLIVEIRA, J.C. V., ROCHA, L.L., RIBEIRO, M.N. 2002. Etnozootecnia e conservação decaprinos naturalizados no Sertão Pernambucano. In: IV SIMPOSIO BRASILEIRO DEETNOBIOLOGIA E ETONOECOLOGIA. 4, 2002 Anais... Recife-PE: Sociedade Brasileira deEtnobiologia e Etonoecologia 2002, p. 12.OLIVEIRA, J. C. V. Caracterização e perfil etnológico de rebanhos caprinos nos municípiosde Ibimirim e Serra Talhada, Estado de Pernambuco. 2004. 58f. Dissertação (mestrado emZootecnia) – Departamento de Pós –Graduação em Zootecnia, Universidade Federal Ruralde Pernambuco, Recife, 2004. 11
  • 12. OLIVEIRA, R. R., Caracterização genética de populações de caprinos da raça Moxotóusando marcadores moleculares. 2003. 59 f. Dissertação (mestrado em Zootecnia) – Centrode Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2003.PARIACOTE, F. A., L, RUIZ, D. C. D’ASCEÇÃO, C. BORGES; X. PIMENTEL. 2004.Características morfológicas del caprino Criollo venezolano. Arch. Latinoam. Prod. Anim. 12(Supl. 1): 16-21REVIDATTI, M. A.; De La ROSA, S.; CAPELLARI, A.; PRIETO, P. N. 2005. Recursosgenéticos de pequeños rumiantes en Argentina. In: SIMPOSIO INTERNACIONAL DECONSERVAÇÃO DE RECURSOSGENÉTICOS:RAÇAS NATIVAS PARA O SEMI-ÁRIDO/ IREUNIÃODA REDE DE PEQUENOS RUMINANTES-PROSUL-CNPQ, 02, 2005, Recife.Anais... Recife: SINCORGE. 2005. CD-ROM.RIBEIRO, M. N. 2002. Caprinos. Nordeste-Biosciences, Recife, v. 21, p. 14-14.RIBEIRO, M. N. 2003. Caracterização e avaliação de caprinos naturalizados criados nosemi-árido nordestino e estratégias de conservação. 2003. 20 p. (Relatório de Pesquisa -FACEPE).RIBEIRO, M. N; PIMENTA FILHO, E. C. 2000. Conservation of naturalized caprines in thestates of paraíba and pernambuco, northeast brazil – current situation and perspectives. In:5TH GLOBAL CONFERENCE ON CONSERVATION OF DOMESTIC ANIMAL GENETICRESOURCE (RBI), 2000, Brasília. Anals of 5th Global Conference on Conservation ofDomestic Animal Genetic Resource (RBI). Brasília: RBI, 2000. v. 1, p. 120-128.ROCHA, L. L.; RIBEIRO, M. N.; OLIVEIRA, J. C. V.; SILVA, R. P. 2002. Levantamento donúmero de caprinos nativos no estado de Pernambuco. In: JORNADA DE ENSINO,PESQUISA E EXTENSÃO, 2002, Recife. Anais...I Jornada de ensino pesquisa e extensão.Recife: UFRPE, 2002. v. 1, p. 409-410.ROCHA, L.L.; OLIVEIRA, J.C.V.; SILVA, R.C.B Da; RIBEIRO, M.N; GOMES FILHO, M.A.Aplicação De Análises Canônica Nas Diferenças Morfoestrutural De Caprinos Da RaçaMoxotó. In: SIMPOSIO INTERNACIONAL DE CONSERVAÇÃO DERECURSOSGENÉTICOS:RAÇAS NATIVAS PARA O SEMI-ÁRIDO/I REUNIÃO DA REDEDE PEQUENOS RUMINANTES-PROSUL-CNPQ, 02, 2005, Recife. Anais... Recife:SINCORGE. 2005. CD-ROM.SANABRIA, O.; CHACON, J y COSSIO, C. 1992. Proyecto de desarrollo caprino en lasprovincias Mizque y Campero. Estudio de factibilidad. Programa de Desarrollo AlternativoRegional. Cochabamba, Bolivia.SÁNCHEZ, A. J., F. A. PARIACOTE, S. ALFONSO y R. FLORES. 2004. Arquitectura yFenología de las Especies Prosopis juliflora y Acacia tortuosa en el Semiárido del EstadoFalcón, Venezuela. Arch. Latinoam. Prod. Anim. 12 (Supl. 1): 72-81SHRESTHA, J.N.B e FAHNY, M.H. Breeding goats for meat production: a review 1. Geneticresources, management and breed evaluation. Small Ruminant Reaserch. 2003. (Article inPress). 12
  • 13. URVIOLA, N. C. G. 2005. Recursos genéticos de pequeños ruminantes en Peru. SIMPOSIOINTERNACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE RECURSOS GENÉTICOS:RAÇAS NATIVASPARA O SEMI-ÁRIDO/ I REUNIÃODA REDE DE PEQUENOS RUMINANTES-PROSUL-CNPQ, 02, 2005, Recife. Anais... Recife: SINCORGE. 2005. CD-ROM.VALLÉE, Z., C. et al. 1983. Pre-Diagnóstico del Área Piloto en el Estado Falcón. ProyectoInvestigación Desarrollo de Zonas Áridas y Semiáridas, PIDZAR. FUDECO. Barquisimeto,Venezuela. Mimeo. 78 pp.VIRGUEZ R, G. T., E. C. GONZÁLEZ, E. CHACÓN y J. RODRÍGUEZ U. 2004. Morfología,Fenología y Producción de Biomasa Aérea del Pithecellobium dulce, en una Zona de MonteEspinoso Tropical. Arch. Latinoam. Prod. Anim. 12 (Supl. 1): 67-71. 13
  • 14. MEJORAMIENTO GENETICO DE FIBRAS FINAS DE CAMELIDOS A. Stemmer1 y A. Valle Zárate21 Facultad de Agronomía, Universidad Mayor de San Simón, Cochabamba, Boliviacaprino@albatros.cnb.net2 Instituto de Producción Animal en los Trópicos y Subtrópicos, Universidad Hohenheim,Alemania.Resumen El presente trabajo describe los pasos a seguir para el mejoramiento genético defibras finas en camélidos domésticos: alpacas y llamas. Se mencionan las características dela fibra y criterios de calidad más importantes La planificación del mejoramiento genético esexplicada con ejemplos de la bibliografía y en el caso de Bolivia, con los trabajos de lasautoras y los investigadores asociados. Se mencionan los siguientes pasos: descripción delas condiciones de producción y utilización de productos animales, definición del objetivo delmejoramiento genético, determinación de los criterios y las restricciones de selección previaestimación de parámetros genéticos y económicos, determinación del método demejoramiento y de las poblaciones incluidas, pruebas de rendimiento, estimación de valoresde cría, procesos de selección, planes de apareamiento y modelos para la transferencia delprogreso genético a la población total.Palabras claves: camélidos domésticos, calidad de fibra fina, vías de la mejora genética Breeding for fine fibres in camelidsAbstract The present work describes the steps to be followed in the breeding of domesticcamelids, alpacas and llamas, for fine fibre production. Fibre traits and quality criteria arementioned. The process of breeding is explained by examples of the literature and, in thecase of Bolivia, by the work of the authors and their associated researchers. The followingsteps are mentioned: description of conditions of production and utilization of animalproducts, definition of breeding objectives, estimation of selection criteria and restrictions,genetic and economic parameters, determination of the method of breeding and thepopulations involved, performance testing, estimation of breeding values, process ofselection, mating plans, and models for the transfer of the breeding progress to thepopulation as a whole.Key words: domestic camelids, fine fibre quality, methods of breeding1. Introducción al tema Los camélidos sudamericanos son animales originarios de Sudamérica. Se distinguendos especies domesticadas, la alpaca y la llama, además dos especies silvestres, la vicuña yel guanaco. Los camélidos silvestres no son tema de la presente conferencia. Los camélidosdomésticos juegan un rol muy importante en la vida productiva, social y cultural del productorandino. Son fuentes de fibra, carne y varios subproductos, son indispensables en el usoeficiente y sostenible de los ecosistemas frágiles y pobres en recursos naturales de lasalturas de Perú, Bolivia, Argentina y Chile. 14
  • 15. La alpaca se considera como la forma doméstica de la vicuña (Miranda et al., 2000) detamaño corporal intermedio entre llama y vicuña. Es criada para fibra y carne. El colorpredominante de sus vellones es el blanco, pero existen todos los demás colores naturales.La exportación de fibra de alpaca constituye un aporte importante de divisas. Se hicieronesfuerzos en la mejora genética de esta especie. La llama es la forma doméstica del guanaco y más grande que este (Miranda et al.,2000). Es utilizada como animal de carga, para carne y fibra. El vellón puede tener cualquiercolor natural de blanco hasta negro y combinaciones de estos. La llama no ha sido sujeta auna mejora genética aunque su fibra es tan valiosa como la de alpaca si se procesaadecuadamente. Alrededor del 80% de alpacas y la totalidad de las llamas pertenecen a pequeñosproductores, generalmente carentes de recursos. El número de llamas y alpacas existentes en los países andinos se describe en elsiguiente cuadro 1. Cuadro 1. Poblaciones de camélidos domésticos en Sudamérica (en miles de cabezas) PAIS TOTAL ALPACAS % LLAMAS % Perú a) 3.042 86,8 1.104 29,1 4.146 Bolivia b) 417 11,9 2.399 63,3 2.816 Chile c) 45 1,28 79 2,08 124 Argentina d) 0,5 0,014 200 5,27 200,5 Ecuador e) 0,2 0,006 10 0,25 10,2 Colombia f) -- -- 0,2 0,00 0,2 TOTAL 3.505 100,00 3.792 100,00 7.297Fuente: a) MINAG – Dirección General de Información Agraria, 2002; b) FIDA et al., 1999; c) INE, 1999; d)Mezzadra, 2003; e) Virdis, 2000; f) Novoa y Wheeler, 1984, citado por Wheeler, 1991 Perú es el país con la mayor población de alpacas (87%) y el segundo en poblaciónde llamas (29%), mientras que Bolivia posee el 63% de las llamas de Sudamérica y el 12%de las alpacas.2. Características de la fibra y criterios de calidad “Fibra” es un término genérico para varios tipos de materiales, naturales o sintéticos,que sirven para convertirlos en hilo o tela. Las fibras naturales pueden ser de origen vegetalo de origen animal. Las últimas son la seda y las fibras queratínicas obtenidas de la piel demamíferos, que comprenden la lana, que se refiere a la fibra del vellón de la oveja y lasfibras especiales, las cuales incluyen entre otras, fibras de camélidos. El examen microscópico de una fibra en corte transversal permite distinguir hasta trescapas celulares: la cutícula, el cortex y la médula (ver figura 1). 15
  • 16. La cutícula está formada por un conjunto ininterrumpido de células planas epitelialesde forma poligonal, parcialmente superpuestas a modo de escamas. Estas varían de tamañoy arreglo según especies y tipo de animales. El cortex constituye el cuerpo de la fibra, está formado por células ahusadas,delgadas, totalmente cornificadas; se disponen en forma paralela al eje de la fibra y estánunidas unas a otras en dirección longitudinal por filamentos cornificados. La médula consiste de una región axial formada por cavidades de células alargadas.Puede ser continua ó discontinua – el último dando origen a fibras heterotípicas. La médulaen fibras gruesas cuando ocupa gran parte de la sección transversal forma los kemps. Laformación de médula se origina cuando la célula es vacuolada al pasar a través del folículo. Se distinguen dos tipos de folículos: primarios y secundarios. En general, los folículosprimarios dan origen a las fibras gruesas y los folículos secundarios a las fibras finas.Folículos primarios van acompañados con una glándula sebácea y una glándula sudorípara,mientras que los folículos secundarios tienen solamente una glándula sebácea o ningunaglándula. La relación entre el número de folículos primarios y folículos secundarios es labase biológica de la finura y densidad de las fibras de un vellón. Las fibras de alpaca son altamente meduladas y presentan lustre y suavidad.Contienen muy pocas fibras gruesas. Las fibras de los folículos primarios y secundariostienen el mismo diámetro. Por las características de la fibra se diferencian dos variedades dealpacas: a) Huacaya, cuya fibra es rizada con apariencia de lana y b) Suri, de fibra lacia ylustrosa (Villarroel, 1991). En el Perú el 85% de las alpacas son Huacayas y el 15% Suris(Virdis, 2000). En Bolivia, la Huacaya constituye el 92% y la Suri, el 8% de la población dealpacas (FIDA et al., 1999). El vellón de la llama presenta una doble cobertura, la capa inferior de fibras muyfinas, cortas y suaves y una cobertura exterior de fibras gruesas y largas. La llama, según lacaracterística del vellón, se diferencia también en dos tipos: a) Lanuda o Th’ampulli, queposee vellón voluminoso, que se parece a la alpaca, y b) Pelada o Kh’ara con fibra corta y,por lo general, con alto contenido de cerda. En Bolivia, la población de llamas se divide en26% de Th’ampullis y 74% de Kh’aras; sin embargo existen animales intermedios de difícil 16
  • 17. categorización (FIDA et al., 1999). En Perú, existen 58% de Kh’aras y 42% de Chakus óLanudas (Esponda et al., 2004). La calidad de la fibra es determinada por varios criterios, entre ellos el diámetro, elcolor, la longitud, la cantidad de fibras muertas, fibras meduladas e impurezas (Vinella,1993). El diámetro, medido en micrómetros µm, es la característica más importante en ladeterminación del valor de la fibra. Las ventajas de una mayor finura no se limitan a laposibilidad de producir prendas más ligeras y suaves, sino que también derivan de unamenor presencia de fibras muertas y meduladas (Vinella, 1993; Delgado, 2003). En el cuadro 2 se detallan valores de finura encontrados en camélidos domésticos,junto con la cantidad producido por año y la longitud de la fibra. Cuadro 2: Calidad y cantidad de fibras de camélidos domésticos TIPO DE FIBRA RANGO DE FINURA (µm) LONGITUD CANTIDAD (cm/año) (kg/año) Llama, capa interior 20 – 23 } 6 - 13 } 0,8 – 1,5 Llama, capa exterior 40 - 75 Alpaca 20 – 33 6 – 14 1,6 – 2,9 Fuente: varios autores citados por Delgado, 2003 El diámetro de la fibra está influido por la edad del animal, el tiempo desde la últimaesquila y el sexo del animal. En los micronajes finos el mercado no acepta la presencia de fibras gruesas ni encantidad reducida. Por este motivo es necesaria la separación del vellón de llamas, llamadodescerdado. El color es el parámetro que junto con la finura tiene una gran importancia en ladeterminación de la cotización de la fibra. La cotización depende de la demanda delmercado, de la escasez del color y de la moda. El blanco es el color que se puede teñir másfácilmente, pero actualmente su importancia está disminuyendo porque se valorizan máscolores naturales. La finura de la fibra puede ser influenciada por el efecto del color, pero lasdiferencias no tienen magnitud relevante (Delgado, 2003). En la elaboración de prendas se necesita que las fibras superen una longitud mínimade 3 cm y para la elaboración de tops, la longitud debe sobrepasar 7 cm. La presencia de pelos oscuros puede constituir un grave defecto, sobre todo si estánpresentes en el blanco o en colores claros. La presencia de pelos negros se calcula en %sobre las fibras totales. El grado de aceptabilidad depende del tipo de uso y del producto alque van destinados. Las fibras muertas se encuentran especialmente en las categorías de fibras másgruesas. La incidencia sobre el valor de la fibra depende del uso: en caso de teñido las fibrasmuertas son fastidiosas porque son más difíciles de teñir. La presencia de las fibras meduladas es mayor en las categorías de fibras másgruesas. Las fibras con médulas son más difíciles de teñir y tienden a permanecer másclaras que las demás creando efectos de rayado; además hacen las fibras más rígidas. Las principales impurezas son substancias vegetales, grasas, cera y substanciasinorgánicas. La elevada presencia de impurezas varía el precio de las fibras por los efectosdañinos que pueden provocar: menor rendimiento, lavado más costoso, cardadura y peinadomás difícil. 17
  • 18. 3. Planificación del Mejoramiento Genético La planificación del mejoramiento genético animal es un proceso itinerante quecomprende el desarrollo y la optimización continua de programas de mejoramiento. Las fases de la planificación son los siguientes:1. Descripción de las condiciones de producción y utilización de productos animales2. Definición del objetivo del mejoramiento genético3. Determinación de los criterios y las restricciones de selección previa estimación de parámetros genéticos y económicos4. Determinación del método de mejoramiento y de las poblaciones incluidas, pruebas de rendimiento, estimación de valores de cría, procesos de selección, planes de apareamiento y modelos para la transferencia del progreso genético a la población total. A continuación se describen estas cuatro fases para el caso del mejoramientogenético en camélidos domésticos, basadas en la bibliografía y en el caso de Bolivia, en lostrabajos de las autoras y los investigadores asociados.3.1 Descripción de las condiciones de producción y utilización de productos animales. Esta primera fase de la planificación del mejoramiento genético es muy importante;aunque muchas veces olvidada. Las condiciones de producción se refieren a factoresecológicos, naturales y socio-económicos; estos deben ser descritos detalladamente, parapoder incorporar en forma adecuada los requerimientos particulares de la utilización deproductos animales y las restricciones de los recursos naturales. Hay que estar conscientede que estos factores no se pueden alterar deliberadamente sino que es necesario tomarlosmuy en cuenta en la planificación del mejoramiento genético. Según Valle Zárate (2000),enfoques tecnócratas que ignoran el medio ambiente natural y social, crean un ambienteartificial durante el financiamiento de un “proyecto”; permiten éxitos más rápidos pero nosustentables. Las condiciones de producción pueden variar mucho de una zona a otra. También eluso que se da a los productos de los animales puede ser distinto. Los productos pueden servendidos o usados para el autoconsumo en diferentes proporciones. La alpaca se críaprincipalmente para la venta de fibra y en menor grado para la obtención de carne. La llamaen la mayoría de los casos se cría principalmente para carne; sólo en las regiones dondeexiste posibilidad de acceder al mercado y donde hay mayor cantidad de animalesTh’ampulli, la fibra de la llama se vende. Además de estos productos, los camélidos proveenvarios subproductos y usos a sus propietarios que pueden ser muy importantes en unaeconomía de poca vinculación al mercado (Nuernberg, 2005). En el cuadro 3 se describenestos usos. 18
  • 19. Cuadro 3. Funciones de camélidos dentro del sistema de producción FUNCION USO Estiércol Uso en la cocina como combustible; uso para abono Carne Charque (uso a largo plazo) Lana Producción de costales, sogas Cuero Alfombras, correas, lazos Piel Tapices Otras Animal de carga, función cultural (ritos) Fuente: Nuernberg, 2005Se deben considerar estos usos y productos aparte de la producción de fibra porque incidenen las decisiones de los criadores, por ejemplo la composición de sus rebaños y el descartede animales.3.2 Definición del objetivo del mejoramiento genético El progreso genético se basa en una definición clara del objetivo del mejoramientogenético. La mejora debe limitarse a pocas características importantes para que el progresogenético sea rápido. Se tiene que tomar en cuenta las relaciones beneficio/costo paraformular objetivos de eficiencia y no solamente de mayor producción. Los costos se refierena valores económicos y también ecológicos y sociales. El objetivo debe ser cuantificadoeconómicamente en un índice de selección. A continuación se describen algunos objetivos alternativos del mejoramiento genéticode fibras finas en camélidos; la definición específica depende de las condiciones deproducción y del enfoque del proyecto o plan de mejora.“Aumento de la productividad del rebaño de alpacas/llamas disminuyendo el tamaño delrebaño” (consideración indirecta de aspectos ecológicos).“Producción eficiente de fibras finas considerando condiciones regionales específicas condiferencias estacionales marcadas y posibilidades limitadas de inversión” (consideración dealimentación de los animales y poder económico de los criadores). “Fomento de pequeños productores incluyendo el desarrollo de formas tradicionalesde producción de camélidos” (consideración de aspectos sociales por ejemplo. para evitarmigración masiva del área rural hacia las ciudades). “Aumento de la eficiencia de producción de fibras finas considerando característicasde la calidad de la fibra” (incorporando resultados de estudios de mercado).3.3 Determinación de los criterios y las restricciones de selección previa estimación de parámetros genéticos y económicos Como prerrequisitos para la determinación de los criterios de selección se debe exigir:Ø un objetivo de mejoramiento claroØ la posibilidad de registros simples, pero exactosØ una heredabilidad suficiente (h2 > 0.2)Ø conocimiento de correlaciones genéticas entre los criterios 19
  • 20. Los criterios de selección se usarán para estimar el valor de los animales comoprogenitores de generaciones futuras (valor de cría) y para seleccionar los animales dereemplazo. Se deben elegir pocos criterios importantes. Para registrar los datos de rendimiento de los animales es necesario que ellos seanidentificados individualmente, por ejemplo con aretes prenumerados. Los datos a registrarpara el mejoramiento genético de la producción de fibras finas pueden ser los siguientes:Ø peso de vellón (cantidad de fibra esquilada por año en kg)Ø finura (diámetro de la fibra en µm)Ø largo de mecha (en mm) En el caso de las llamas que tienen doble cobertura interesa también determinar:Ø diámetro de fibras finas (en µm)Ø proporción de fibras finas (en %) Sin embargo, no deben olvidarse los otros propósitos fuera de la producción de fibraspara los cuales los productores se dedican a la crianza de alpacas o llamas. Por eso puedeser necesario incluir uno ó varios criterios de selección para caracteres de producción decarne u otros propósitos. Algunos posibles caracteres son:Ø velocidad de crecimientoØ peso a los 2 años de edadØ peso de la cría lograda al desteteØ capacidad para llevar carga Existen muy pocas estimaciones de las heredabilidades de estas características, aunquela heredabilidad es de suma importancia para expresar la confianza que se puede tener en elfenotipo del animal como una guía para predecir su valor de cría. Muchos de los estudiosque estimaron heredabilidades en camélidos presentan una serie de restricciones como lacantidad y calidad de los datos involucrados. Los rangos de las heredabilidades estimadasen Sudamérica para el peso del vellón son 0.19 a 0.35 en llamas y 0.22 a 0.38 en alpacas;para el largo de mecha 0.28 a 0.42 en llamas y 0.21 a 0.43 en alpacas (datos de variosautores citados por Delgado, 2003). Para el diámetro de la fibra en alpacas, no se encontraron estimaciones de heredabilidadhechos en Sudamérica; en Australia se estimó en 0.67 (Ponzoni, 1999) y en Nueva Zelandaen 0.73 (Wuliji et al., 2000). Aquí cabe aclarar que los parámetros genéticos están limitadosa un carácter y a una población en el ambiente evaluado. Para poder asegurar el éxito de unprograma de mejoramiento genético en una determinada población, es indispensable contarcon estimaciones confiables de estos parámetros genéticos, propios de la población y de suambiente de cría (Delgado 2003). Para la fibra de llama se estimaron las heredabilidades de las características de calidaden 1869 llamas de Ayopaya en el Departamento de Cochabamba. Las heredabilidades parael diámetro total de fibras, desviación estándar del diámetro total, diámetro de fibras finas,proporción de fibras finas < 30 µm y proporción de kemps fueron 0.33, 0.28, 0.36, 0.32 y0.25, respectivamente (Wurzinger et al., 2003, Wurzinger et al., 2004). En el mismo proyectose estimó la heredabilidad del peso corporal en 0.36 (Wurzinger et al., 2005). Las correlaciones genéticas entre los diferentes criterios de selección deben tomarse encuenta al desarrollar el índice de selección. Lamentablemente, existen muy pocaspublicaciones al respecto. Velasco (1980, citado por Novoa, 1989), en 106 pares de madres– hijas en alpacas estimó una correlación genética entre peso corporal y peso del vellón de –0.026, valor bajo que se considera como indicación de que existe independencia entre losdos caracteres. Al contrario, Martínez et al. (1997) encontraron una correlación positiva entrepeso del vellón y peso vivo (r=0.42) en 143 llamas. Los mismos autores estimaron que nohabía correlaciones entre peso vivo por un lado y diámetro total de fibras y porcentaje demedulación por otro lado (r=0.15 y r=-0.09, respectivamente); tampoco hubo correlación 20
  • 21. entre el peso de vellón y diámetro de fibras y porcentaje de medulación, (r=0.008 y r=-0.05,respectivamente). Si estas estimaciones se pueden confirmar en otras poblaciones con unnúmero de observaciones mayor, entonces se concluiría que al seleccionar para el peso delvellón se aumentaría el peso vivo, mientras que no se cambie el diámetro de fibras ni elporcentaje de medulación. El parámetro económico de un carácter se define como el cambio en gananciaresultando del cambio de una unidad del carácter, asumiendo que todos los demáscaracteres se mantienen constantes. Estos valores económicos difieren de una región a otray también en el transcurso del tiempo, así que necesitan ser ajustados cada vez que ocurrancambios en los costos y/o beneficios. En el caso de los camélidos existen pocos casos donde los diferentes productos yfunciones hayan sido valorados económicamente. En un estudio realizado en Ayopaya con75 criadores, las dos funciones más preferidas de las llamas fueron la función de capital(14.6%) y la función de transporte a los cultivos (13.7%). Las funciones referidas a la ventade animales o de productos no fueron percibidas como las más importantes por los criadores(Markemann et al., 2006). Este estudio en desarrollo tiene como objetivo futuro el cálculo delos valores económicos para aquellas funciones percibidas como las más importantes por loscriadores. Los diferentes criterios de selección tienen que ponderarse según sus valoreseconómicos y se incluyen en un índice de selección. Sin embargo, el índice de selección puede ser sencillo (pero menos exacto) en casode que no se conozcan los valores económicos o su estimación sea difícil (por ejemplocuando los productos son usados más que todo para el consumo doméstico de pequeñosproductores). Se puede citar el índice aplicado en la selección de llamas en el CampoExperimental de Altura INTA Abra Pampa, Argentina, donde el 70% está orientado aproducción de carne y el 30% a producción de fibra, siendo la fórmula I=0.7 (peso vivo) + 0.3(peso del vellón y análisis de fibra) (Mezzadra, 2003). En el Perú, según Bustinza (1991), haypocos centros de crianza de alpacas que usan índices, donde consideran el peso de vellón yel peso vivo con coeficientes de 70% para peso de vellón y de 30% para peso vivo, cuyafórmula resumida es: I = 0.70 (peso de vellón) + 0.30 (peso vivo). En Bolivia aún no serealiza la selección por índice ni en alpacas ni en llamas. Las restricciones de selección se aplican a animales con ciertos defectos que nodeben ser usados como reproductores. En los camélidos, estos defectos pueden ser:testículos muy pequeños, o de diferentes tamaños entre ellos, criptorquídicos,monorquídicos, prognatismo (inferior o superior), deformaciones de la columna o de laspatas. Vellones mezclados de dos ó tres colores no deberían aceptarse en los reproductorespor la dificultad de separar los colores y ofertar lotes de color uniforme a la venta.3.4. Determinación del método de mejoramiento genético La determinación del método de mejoramiento y las poblaciones involucradas sebasa teóricamente en una comparación de los efectos genéticos y de heterosis encombinaciones de la población local con todas las poblaciones mundialmente accesibles. Enla práctica, las alternativas factibles se reducen a pocas opciones (Valle Zárate, 2000). Las poblaciones involucradas (razas, ecotipos, líneas o variedades) deben serprobadas en el mismo ambiente. Sí de estas pruebas, resulta la superioridad de una de laspoblaciones se puede recomendar un programa de sustitución de la población menosfavorable. Según Bustinza (1991), existen diferentes ecotipos en la zona de Puno, y aún encada población grande de alpacas criadas conjuntamente en empresas asociativas, pero 21
  • 22. recién se están evaluando las características de estas líneas y aún no se han realizadocruzamientos dirigidos de estas. Si se estima una heredabilidad baja, frecuentemente se observa heterosis en estoscaracteres al realizar cruzamientos entre poblaciones. Generalmente, los caracteres que nopueden ser mejorados por selección podrían ser mejorados por cruzamientos. Sin embargo,hay que tener presente que existe una diferencia fundamental entre estas dos vías delmejoramiento genético: los efectos de la selección son acumulativos de generación engeneración, mientras que los efectos de la heterosis no lo son. Para utilizar la heterosis, elcruzamiento entre poblaciones tiene que ser repetido en cada generación (Ponzoni, 1992).Esto es factible en especies de alta tasa reproductiva (como en cerdos) pero difícil en loscamélidos. Cuando se estima una heredabilidad de los criterios de selección mediana a alta, sepuede recomendar la selección como método de mejoramiento; esto muy probablemente vaa ser el método elegido para el mejoramiento genético de las fibras. El siguiente paso es ladeterminación de posibles antagonismos dentro del objetivo del mejoramiento; esto seestima mediante las correlaciones genéticas. En el caso de correlaciones favorablessimplemente se combinan los criterios de tal manera que el progreso genético esmaximizado (Ponzoni, 1992). Se deben organizar las pruebas de rendimiento para evaluar los datos de losindividuos y procesarlos. Los datos tienen que ser ajustados de acuerdo a fuentes devariación ambiental conocidos (efectos de año, edad, sexo y otros) Después se calcula elvalor de cría para cada carácter y el índice de mérito total de cada animal. Los animales deambos sexos con méritos mayores se seleccionan y los machos inferiores deben sercastrados ó sacrificados. Los machos reproductores se usan según un plan deapareamiento, evitando la cruza entre animales emparentados. El progreso genético será mucho más rápido cuando no se intenta realizarloaisladamente en cada rebaño particular sino mediante una estructura adecuada detransferencia desde un rebaño élite a la población entera (figura 2). Figura 2: Transferencia de animales (genotipos) superiores Rebaño élite Rebaño núcleo de una cooperativa M M H Rebaños multiplicadores Rebaños multiplicadores M M H M H Rebaños de la población baseM: MachosH: Hembras La causa del progreso genético más rápido se debe a que los animales superiores,muy sobresalientes se concentran en el ápice de la jerarquía. Ahí se multiplican y los genessuperiores llegan a la base de la población mediante la transferencia de machosreproductores. Normalmente, no hay transferencias de hembras y tampoco se introducenanimales de afuera al rebaño élite. 22
  • 23. Una alternativa a este modelo es la estructura de un rebaño núcleo manejado en forma decooperativa. En este caso, se realiza un sondeo del rendimiento de los animales de todos lossocios de la cooperativa. Luego los mejores machos y hembras se transfieren al rebañonúcleo donde se multiplican. Los reproductores jóvenes seleccionados se distribuyen a losrebaños de base, de manera que todos los socios comparten el progreso genético realizadoen el rebaño núcleo. En ambas alternativas, puede ser necesario crear rebañosmultiplicadores intermedios entre los rebaños élite/núcleo y los rebaños de base para poderabastecer el número de machos reproductores requeridos. Sin la presencia de una estructura que distinga entre rebaños élite o núcleo por unlado y rebaños de base por otro lado, la implementación de programas de mejoramientogenético dentro de una raza (o ecotipo) es extremadamente difícil. Además, existe el riesgode que se realicen introducciones de animales de otras regiones que se usen encruzamientos indiscriminados, llegando de esta manera a la pérdida gradual de genotipos dealto valor adaptados a su medio ambiente local (Ponzoni, 1992).4. Mejoramiento de aspectos no genéticos El mejoramiento genético no puede realizarse al margen de mejoras del ambiente;por ejemplo una eficiencia reproductiva baja limita el progreso genético, este es más rápidocuando se puede aumentar la intensidad de selección. Esto se puede lograr con un númerode crías más elevado, o sea reduciendo la mortalidad de crías, o con mayor fertilidad en lashembras. Los caracteres relacionados con la reproducción por lo general tienenheredabilidades bajas, así que una mejora sustancial se puede lograr mediante elmejoramiento del ambiente. La alimentación y la sanidad juegan un rol importante también. Otro aspecto relevante es la mejora en las prácticas de esquila que inciden sobre lacalidad de la fibra ofrecida al mercado. Aquí la esquila anual, la limpieza, el acopio y laagrupación por colores y calidades, son prácticas a ser consideradas adecuadamente.5. Conclusiones El mejoramiento genético de los camélidos es probablemente el menos avanzadoentre todas las especies de animales domésticos en América Latina. De ahí surge laurgencia de realizar investigaciones sobre los sistemas de producción, estimar parámetrosgenéticos, formular parámetros económicos aplicables a la economía del pequeño productor,además de fortalecer asociaciones de productores y establecer sistemas de selección ytransferencia del progreso genético. El beneficio del mejoramiento de la producción de fibras finas debe llegar a losproductores de camélidos, posibilitando la permanencia en sus tierras ancestrales ycontribuyendo a una vida digna y promisoria, también para futuras generaciones.Cita Bibliográfica:Bustinza, V., 1991: Mejoramiento genético. En: Novoa, C. y Flores, A. (eds): Producción deRumiantes Menores: Alpacas. RERUMEN, Lima, Perú.Delgado, J. 2003: Perspectivas de la producción de fibra de llama en Bolivia. Potencial ydesarrollo de estrategias para mejorar la calidad de la fibra y su aptitud para lacomercialización. Tesis de doctorado, Universidad Hohenheim, Alemania. 23
  • 24. Esponda, R.; Avalos, P.; Huanco, C. y Huaco, Y., 2004: Situación de los camélidossudamericanos en el Perú. En: Carranza, V. (ed.): Camélidos Sudamericanos. Bases para unPrograma Macro Regional de Ciencia, Tecnología e Innovación. CONCYTEC y CONACS,Lima, Perú.FIDA, FDC, UNEPCA y CAF 1999: Censo Nacional de Llamas y Alpacas Bolivia, La Paz,Bolivia.INE, 1999: IV Censo Agropecuario, Santiago, ChileMarkemann, A., Stemmer, A. y Valle Zárate, A. 2006: Valoración de las funciones de lacrianza de llamas en Bolivia. En: Stemmer, A. (ed.) 2006. Memorias: VII SimposioIberoamericano sobre Conservación y Utilización de Recursos Zoogenéticos. Cochabamba,5 al 9 de diciembre de 2006. Cochabamba, Bolivia. p 241-243Martinez, Z., Iñiguez, L.C. y Rodriguez, T., 1997: Influence of effects on quality traits andrelationships between traits of the llama fleece. Small Ruminant Research, V. 24, p. 203 –212Mezzadra, C. (coordinador), 2003: Informe nacional sobre la situación de los recursoszoogenéticos. ArgentinaMINAG – Dirección General de Información Agraria, 2002: Evolución de poblaciones dealpacas y llamas 1991-2001 en el Perú. En: Ministerio de Agricultura, oficina de informaciónagraria. Lima, Perú.Miranda, K.; Fernández, M.; Stanley, H.; Rosado, R.; Wheeler, J. y Bruford, M.W., 2000:Análisis genéticos revelan los ancestros silvestres de la llama y la alpaca. En: SimposioInternacional de Camélidos Sudamericanos Domésticos y Seminario Final del ProyectoSUPREME, 27 al 31 de marzo 2000, Arequipa, Perú.Novoa, C.M., 1989: Genetic improvement of South American Camelids. Rev. Brasil. Genet.12, 3 – Supplement, 123 – 135Nuernberg, M. 2005: Evaluación de sistemas de producción de la crianza de llamas encomunidades campesinas de los andes altos de Bolivia (en alemán). Tesis de doctorado,Universidad Hohenheim, AlemaniaPonzoni, R. 1992: Genetic improvement of hair sheep in the tropics. FAO Animal Productionand Health Paper 101, Roma, Italia.Ponzoni, R. W., 1999: Phenotypic and genetic parameters for some production traits in youngAustralian alpacas. En: Australian Alpaca Fibre. Improving Productivity and Marketing. RuralIndustries Research & Development Corporation (RIRDC), Kingston, Australia, p. 47 – 54Valle Zárate, A., 2000: Estrategias de mejoramiento animal en condiciones de marginalidad.En: Coloquio 2000, “Actuales Problemas en la Producción Animal”, Universidad Mayor deSan Simón, Cochabamba, Bolivia.Vinella, S.: El mercado europeo de las fibras de camélidos sudamericanos. En: Mueller, J.P.(ed.): Taller sobre producción y comercialización de fibras especiales – Conferencias yconclusiones. 30 de Agosto al 1 de septiembre de 1993, San Carlos de Bariloche, Argentina. 24
  • 25. Villarroel, J.L., 1991: Las fibras. En: Fernández Baca, S. (ed.): Avances y perspectivas delconocimiento de los camélidos sudamericanos. FAO, Santiago, ChileVirdis, M. R., 2000: Situación Socioeconómica de las comunidades de criadores decamélidos en el Altiplano y perspectivas de mercado para sus productos: Carne y fibra. En:Sumario de conferencias magistrales del Simposium Internacional de CamélidosSudamericanos Domésticos. Seminario final Proyecto Supreme, 27 – 31 de Marzo, 2000,Arequipa, Perú, p. 40 – 92.Wheeler, J. 1991: Origen, evolución y status actual. En: Fernández- Baca (ed.): Avances yperspectivas del conocimiento de los camélidos sudamericanos. FAO, Santiago, ChileWuliji, T., Davis, G., H. Dodds, K. G. Turner, P. R., Andrews, R. N. Y Bruce, G. D., 2000:Production performance, repeatability and heritability estimates for live weight, fleece weightand fibre characteristics of alpacas in New Zealand. Small Ruminant Research, v. 37, p. 189– 201.Wurzinger, M.; Delgado, J.; Nuernberg, M.; Valle Zárate, A.; Stemmer, A.; Soelkner, J. yUgarte, G., 2003: Parámetros genéticos de crecimiento y características de calidad de lafibra de llamas en Ayopaya, Bolivia, En: III Congreso Mundial sobre Camélidos, 15 al 18 deoctubre de 2003, Potosí, Bolivia, tomo 1, p 303 – 310Wurzinger, M.; Delgado, J.; Nuernberg, M.; Valle Zárate, A.; Stemmer, A.; Ugarte, G. ySoelkner, J. 2004: Genetic and non-genetic factors influencing fibre quality of Bolivianllamas. 55th Annual Meeting of the European Association for Animal Production (EAAP),September 5-8, 2004, Bled, SloveniaWurzinger, M.; Delgado, J.; Nuernberg, M.; Valle Zárate, A.; Stemmer, A.; Ugarte, G. ySoelkner, J. 2005: Growth curves and genetic parameters for growth traits in Bolivian llamas.Livestock Production Sciences 95 (2005) 73-81 25
  • 26. FACTORES QUE INTERVIENEN EN LOS SISTEMAS DE PRODUCCIÓN SUSTENTABLES DE LOS PEQUEÑOS RUMIANTES Y CAMELIDOS Benito Mendoza. D1 1 Profesor Principal de Genética y Mejoramiento Ganadero. ESPOCH- ECUADORResumen Se ha estudiado los factores que intervienen en la producción de pequeños rumiantescriollos y camélidos sudamericanos en algunas provincias del Ecuador. Los datos fueronanalizados con el soltfware SPSS 2004.Los sistemas de producción son diferentes aunquelos factores son los mismos; Socio –Económico, ambiental y manejo. Las cabras y ovejascriollas junto con los camélidos sudamericanos están directamente asociados a los gruposmás pobres, por lo que el manejo también es pobre, dando lugar a una producción desustancia y complementaria a otro actividad principal como las artesanías y trabajosagrícolas. Aunque en la provincia de Loja se encontró que las cabras mestizas y mejoradosproductoras de leche estas dando lugar a micro empresas sustentables. La llama es otraespecie que a futuro será rentable por lo tanto vivible en la Provincia de Chimborazo. Lasalpacas desde su reintroducción han sido orientadas a que sean una fuente de ingreso quele permita vivir al campesino. La educación y capacitación técnica del campesino es elcamino obligatorio para que su ganadería sea una fuente de ingreso vivible.Palabras claves: Sistemas de Producción, factores, camélidos sudamericanos, pequeñosrumiantes. FACTORS THAT INFLUENCY IN THE SUSTAINABLE PRODUCTION SYSTEMS OF SMALL RUMINANTS AND SOUTH AMERICAN CAMELSummary Its have been studied the factors that intervene in the production of little Creoleruminants and South American camel in Ecuadors some provinces. Data were analyzed withthe soltfware SPSS 2004. The production systems are different although factors are all thesame ; Social - Economic, environmental and Management. The Creole goats and sheepalong with the South American camel are directly associated to the poor people groups, for itthe handling also is poor, giving a substance production and complementary to other principalactivity as the handicrafts and agricultural works. Although in the Loja provinces thecrossbred goats and exotic breeds which are producing milk they are given a sustainablemicro enterprise. The lama is another specie that will be in the future profitable, thereforevivible in the provinces of Chimborazo. The alpacas since his reintroduction have beenorientated to that they be an income source that permit living to the peasant. The educationand the peasants technical capacitation is the obligatory road in order that his cattle raisingbe an income to living source.Key words: Production’s Systems, factors, South American camel, little ruminants. 26
  • 27. I. Introducción A partir del descubrimiento de América, hace más de cinco siglos comenzaronrecurrentes intercambios de aspectos ligados al ser humano y de manera relevante a laproducción agropecuaria. Es así que desde el punto de vista pecuario ha existido graninfluencia Europea sobre América, debido a que desde España y Portugal partieronincalculables recursos genéticos animales hacia el nuevo mundo (bovinos, equinos,caprinos, ovinos, entre otros), los mismos que se multiplicaron y difundieron, con unamarcada adaptación al medio, constituyéndose en la principal fuente alimenticia y derecursos económicos para diferentes núcleos humanos, que los han manejado bajo diversossistemas de producción que han permitido mantenerlos a lo largo del tiempo. El Ecuador tiene una extensión de 256.370 Km2, cuenta con cuatro regionesgeográficas: Costa (65 339.34 Km2), Sierra (57 690.05 Km2), Oriente (12 5648.30 Km2) yRegión Insular (7 692.05 Km2). Se divide en 22 provincias, en las cuales se distribuyen loscaprinos criollos adaptados en la costa, sierra y Galápagos, así como ovinos criollos ycamélidos sudamericanos en la región sierra, los mismos que son criados bajo diversossistemas de producción, sin embargo estos recursos, están sufriendo un proceso de erosióngenética debido a la revolución industrial y expansión consecuente de los sistemasintensivos de producción, con la introducción de razas especializadas, que amenazan con ladesaparición de los recursos locales. Por lo anteriormente expuesto, es necesario mantener el reservorio de labiodiversidad genética constituido por los animales criollos y nativos, que por razoneshistóricas, sociales y culturales, ha sido imposible separar la palabra “conservación” deltérmino “utilización” sobre todo en aquellas partes del mundo en las que existen poblacionessubalimentadas; es necesario también identificar cada uno de los factores que interactúan enlos sistemas tradicionales de producción, para mejorarlos y mantenerlos comoamortiguadores frente a los cambios climáticos, presencia de nuevas enfermedades omodificaciones en el mercado, disminuyendo los riesgos de escasez de alimentos,permitiendo además un equilibrio sustentable para las generaciones actuales y futuras.II. Descripción de los sistemas de producción de pequeños rumiantes y camélidos en el ecuadorA. Sistemas de producción de caprinos criollos1. Descripción demográfica La población caprina en el Ecuador según el último Censo Agropecuario (INEC-MAG-SICA 2001), es de 178.367 cabezas, las cuales se hallan distribuidas el 85,01 % en la regiónSierra, el 14,55 % en la región Costa y el resto del país esta compuesto por el 0.43 % deltotal. Por su parte en la región Sierra figura las Provincias de Loja con mayor poblacióncaprina con 110.395 cabezas, seguida de Chimborazo con 11.774 cabezas, y finalmenteAzuay y Pichincha con 7.533 y 7.068 cabezas de caprinos respectivamente. En la regiónCosta sobresale la Provincia del Guayas con 19.215 cabezas seguida por Manabí y laProvincia de El Oro con 4.283 y 1266 cabezas en su orden. 27
  • 28. 2. Componentes del sistemaa. Socio-económico El 85% de los productores de caprinos tanto en la región Sierra como en la Costa delpaís, llevan una crianza de sistema mixto ya que se dedican a la agricultura y ganadería. Enmuchos de los casos los productores sufren pérdidas económicas provenientes de laganadería y en otros casos de la agricultura por falta de agua de riego, así como también porla inestabilidad de los precios de los productos. Un reducido porcentaje de productores de caprinos pertenecientes a la Provincia deLoja a más de criar caprinos criollos trabajan en entidades publicas. En la Provincia deChimborazo son chóferes, artesanos, comerciantes, y la crianza de los caprinos estadestinada únicamente al consumo familiar. En algunas familias a parte de criar caprinostambién se dedican a la crianza de ovinos, camélidos (llamas), bovinos, porcinos y aves decorral. Los tres primeros son preferidos por la provisión de estiércol para fertilizar los suelosde cultivo, en tanto que los bovinos son utilizados como fuerza de tracción animal para lasiembra. La mayor parte de productores de caprinos criollos son propietarios de las fincasdonde se desarrolla la actividad agropecuaria, sin embargo se trata de familias de pocosrecursos económicos, bajo nivel cultural, alto grado de analfabetismo y aunque seanpropietarios, sus ingresos anuales son muy bajos. Es importante señalar que pocosproductores no viven en el lugar de crianza, haciendo difícil el mantenimiento del sistema deproducción. El 55% de productores caprinos, tienen al menos hasta 20 años dedicados a laactividad, el 35% entre 21 y 40 años y apenas el 10% de los productores llevan más de 40años criando estos animales. El 96% de los productores utiliza la mano de obra familiar (especialmente mujeres yniños) en la crianza de los caprinos criollos. El número de hijos de los productores decaprinos en promedio es de 5 por familia, con un rango de 1 a 12 hijos, una de las razonespor las que las familias rurales tienen una buena cantidad de hijos, es que ellos les ayudan enlas actividades agrícolas, pecuarias y del hogar, que serían difíciles de cumplirlas sino setuviese ese número de ayudantes. Además hay que tener presente que en el medio rural lamortalidad infantil es mayor que en el medio urbano, por lo tanto una mayor cantidad de hijospermitirá sobrellevar estas pérdidas y disponer siempre de un adecuado número de hijos paratodas las actividades. Los principales inconvenientes que se presenta en las zonas rurales dedicadas a lacrianza de caprinos, es la falta de créditos para inversión en insumos, alimento, semillas, etc.a lo cual se suman la falta de canales de comercialización adecuadas para los productoscaprinos (carne, leche, piel), para constituirse en un recurso de importancia económica.b. Ambiente Los caprinos de la región Costa del Ecuador, se desarrollan en altitudes que van de 0a 1100 msnm tal es el caso de la zona costera de la Provincia de Loja con mayor tenencia decaprinos a nivel Nacional, donde el 31% (3400 km2) de su territorio, es bosque seco, conterrenos ondulados y abruptos. Por tradición los bosques secos han sido sobreexplotados ydegradados por extracción de madera, ampliación de frontera agrícola, incendios forestales ysobre pastoreo de ganado caprino y bovino. En la época seca (mayo-noviembre)generalmente los forrajes más importantes están dados por los frutos y hojas de la mayoríade especies arbóreas existentes en el bosque seco; mientras que en el invierno predomina elestrato arbustivo y herbáceo (diciembre-abril). 28
  • 29. Los caprinos que se producen en la región Sierra están adaptados a una altura, queoscila entre los 1500 y 2713 msnm con temperaturas que van desde los 6 a los 20°C ytemperatura promedio de 13 °C, la topografía es irregular y en el hábitat de los caprinos sepuede distinguir las zonas baja y media, donde la vegetación predominante comprendevarias especies de forrajes nativos y algunos arbustivos perennes de clima templado.c. Manejo La producción de caprinos criollos en el Ecuador, es de tipo familiar en la que no seaplica tecnología y no se invierten recursos económicos, para mejoras en el sistema deproducción, sin embargo tiene gran importancia regional porque satisface lo esencial en laalimentación humana (carne, leche) y el cuero es comercializado para la fabricación deartesanías siendo un ingreso ocasional de la familia, por otra lado favorece al asentamientode la familia rural.c.1. Alimentación El sistema de pastoreo es extensivo, lo realizan generalmente en áreas comunalesformadas la mayor parte por plantas nativas, donde existe la presencia de árboles, arbustosy únicamente la especie caprina se ha adaptado; en la mayoría de los casos el pastoreo serealiza a campo abierto por ausencia de alambrados y se desconoce la carga animal real. Enel caso de la Provincia de Chimborazo los productores pastorean al sogueo en el monte,presentando además particularidades como la práctica de la trashumancia. Los residuos decosecha es ofertada a los animales como suplemento alimenticio. El área de pastoreo es depropiedad comunal; en la Provincia de Chimborazo, el 48% de las familias ocupan un áreade 1 – 20 Has para el pastoreo y el 52 % ocupa una extensión que sobrepasa las 21Has.Los caprinos permanecen en pastoreo de 6 a 12 horas, dependiendo de la disponibilidad dealimento, ambiente y tiempo del cuidador. Las especies mas utilizadas para alimentación de los caprinos son nativas cuyacalidad nutricional es baja. Estas especies son cada vez más escasas, dado lugar al procesode desertificación y deforestación. En la serranía los caprinos consumen plantas que seadaptan muy bien a la sequía como es el caso del Muelan, Punin, Caumal, Marco, Yuyo,Pikil, Bledo, Chamana, Hierba mora, Cabuya, Chilca, Retama, Chamico, Huishmo, mientrasque las especies mas consumidas en zonas de bosque seco (Costa) son el Charan,Algarrobo, Ebano, Shaman, Guarangano, Guandul, Angolo, Borrachera (Ipommea sp.), estaultima produce grandes perdidas económicas, ya que se trata de una planta toxica yresistente a la sequía que abunda en zonas de sobre pastoreo. El agua que consumen los caprinos proviene de vertientes, quebradas, acequias,ríos, canales de riego, también toman agua entubada que les proveen en las casas, el aguano es de buena calidad, esto afecta a la salud del animal. En las Provincias de Loja y Guayas la mayoría de productores adicionan sal a la dietade los caprinos, mientras que en Chimborazo e Imbabura un mínimo porcentaje deproductores lo hacen, esta diferencia se debe a que en la Provincia de Loja y Guayas son engran mayoría caprinos mestizos y esto pesa mucho a la hora de manejar a los animales,mientras que en Chimborazo e Imbabura los caprinos son criollos y los productores creenque es un gasto innecesario necesario. 29
  • 30. c.2. Sanidad Los caprinos, son explotados bajo muy diversos métodos, climas y ambientes,independientemente de la tecnificación de la explotación, esta sujeta a sufrir cualquieralteración patológica en su salud, que puede ser causada por diversos agentes, entre ellosvirus, bacterias, parásitos, hongos, las precarias condiciones de sanidad y alimentación enlas cuales se desarrollan gran parte de los caprinos, constituyen las causas de su bajaproductividad, que se traducen en gran mortalidad general del rebaño a causa deenfermedades infecciosas y parasitarias. Sólo un 10% de los productores mantienen en buenestado sanitario a sus caprinos, un 32% no realizan ninguna práctica sanitaria, mientras queun 58% está en un nivel intermedio lo que hace pensar que va avanzado hacia un mejorstatus sanitario.c.3. Reproducción El 94% de los productores no manejan por separado los machos y hembras, losanimales pasan juntos durante todo el año, esto provoca que exista problemas deconsanguinidad afectando la reproducción y producción. Un bajo porcentaje de caprinocultores intercambia los reproductores con vecinos, lo que lleva implícito un conocimientoempírico de los efectos de la consanguinidad. La separación por edades debe merecer unaespecial atención, para lograr que las hembras sean empadradas a una edad y pesoadecuado. Los caprinos criollos machos entran a la reproducción a una edad que va desde los 8a 14 meses de edad, mientras que las hembras inician su vida reproductiva desde los 4 a 7meses, sin considerar el peso corporal del animal. El 83% de los productores, manejan unarelación Macho: Hembra de 1:20 en sus chatos, y el restante una relación de 1 macho conmás de 30 hembras.c.4. Genética Las cabras nativas o criollas que existen en nuestro país, son el resultado de muchoscruzamientos no muy acertados y de una selección natural, estos animales son muyresistentes a las enfermedades de todo tipo, no son exigentes en su alimentación y seadaptan a cualquier terreno por más inhóspito que este sea, sin embargo la gran influenciade razas exóticas especializadas como la Anglo Nubian, Saanen y Alpina Francesa encruzamientos, han reducido la población de caprinos criollos, Los productores de caprinoscriollos manejan un tipo de selección empírica, basada únicamente en las característicasexteriores de cada individuo. En un 99.70 %, de los rebaños no se maneja registros, sinembargo los animales están plenamente identificados por su propietario.c.5. Infraestructura Un alto porcentaje de productores caprinos guardan los animales en corrales luegoque regresan del pastoreo, los corrales están ubicados cerca de las casas y proveen sombray protección de la lluvia. Los corrales son construidos con materiales propios de la zona, nohay una adecuada relación entre el número de caprinos y el área del corral, en algunoslugares existe hacinamiento, mientras que en otros sobra espacio. no tienen corrales paraguardar por edades, esto provoca que exista problemas de consanguinidad. 30
  • 31. B. Sistemas de producción de ovinos criollos1. Descripción demográfica Según el III censo nacional agropecuario INEC-MAG-SICA (2001) Del total de lapoblación ecuatoriana el 40% reside en el área rural de los cuales el 25% son hogares deproductores que viven en sus tierras, de este porcentaje el 62% de la población trabaja enagricultura ; en manos de estos productores se encuentra a nivel nacional un total 1.052.891de ovinos criollos, en la provincia de Chimborazo 310.150, en Cotopaxi 202.584 y enTungurahua 79.177.2. Componentes del sistemaa. Socio-económico En la sierra alta el origen de los rebaños se da a través de la herencia o donación esdecir el niño se hace acreedor a una cordera regalado por la persona elegida como padrinopara que realice el primer corte de su cabello, mientras que las mujeres adquieren su primerovino a los ocho años para incentivar en el manejo de los animales, dependiendo de lasuerte de los niños la cordera crece, reproduce originando un rebaño pequeño. Losproductores de la sierra baja inician sus rebaños comprando animales de cinco o seis mesesen el mercado. Las familias mantienen a sus rebaños por varios años o durante toda la vida. En el Ecuador los productores mantienen a los ovinos criollos como alternativa de sueconomía, porque la principal actividad de los criadores de la sierra baja es la elaboración deartesanías, sogas, gorras, alfombras, chompas, etc.; mientras que los criadores de la sierraalta se dedican a la agricultura y ganadería. En algunas familias a parte de criar ovinostambién se dedican a la crianza de cabras, llamas, bovinos, porcinos y aves de corral. Lostres primeros son preferidos por la provisión de estiércol para fertilizar los suelos de cultivo,en tanto que los bovinos son utilizados como fuerza de tracción animal para la siembra. La mayor parte de productores de ovinos criollos son propietarios de pequeñosterrenos ubicados en diferentes lugares donde desarrolla la actividad agropecuaria, sinembargo estas familias son de pocos recursos económicos, bajo nivel cultural y alto grado deanalfabetismo. Los productores utilizan la mano de obra familiar esposa e hijos, el 88 % delos niños que se encargan del pastoreo de los ovinos están entre los 7 y 10 años actividadque realizan luego de asistir a la escuela, apenas el 3.7 % de adolescentes se dedican a lacrianza de ovinos en resto se dedica a las labores culturales, estudio y actividades delhogar. En algunos hogares donde no existe la presencia de los niños el pastoreo se encargaun adulto. La venta de los animales generalmente lo realizan en época de inicio de clases paracomprar los útiles escolares, uniforme y pago de la matricula de sus hijos, los animales sonuna fuente de ahorro para cualquier necesidad de la familia, ellos creen que no cuesta nadamantenerlos, solo el tiempo para trasladar donde vayan alimentarse. La principal causa de la baja economía de los productores ovinos, es la falta decréditos para animales, alimento, semillas, etc. y la falta de canales adecuadas decomercialización para los productos ovinos como son: carne, lana y piel. La lana y piel sonutilizadas ocasionalmente para el auto consumo con la fabricación de vestido (chalinas,bayetas, zamarros, tambores etc.). 31
  • 32. b. Ambiente Los ovinos del Ecuador, se crían desde los 2000 a 4700 msnm o más, contemperaturas que van desde los 6°C a los 20°C y topografía variada, adaptándose endiferentes zonas con alimentación de diversas especies nativas de cada lugar.c. Manejo El manejo de los ovinos es empírico, muy pocos criadores realizan alguna practica demanejo. Los productores no ven la necesidad de realizar prácticas como limpieza depezuñas porque los ovinos caminan por las piedras donde desgastan las pezuñas. Eldescole realiza el propietario ocasionalmente a diferentes edades. El ovino se esquilamanualmente utilizando tijera, esta práctica no es estacional, se efectúa entre los meses deabril y septiembre cuando el animal presenta su lana larga. Un ovino maltón es esquilado porprimera vez aproximadamente a los 11 o 12 meses una vez cada año.c.1. Alimentación El ovino criollo es alimentado bajo sogueo, así como también en pastoreo en el monteo chacra en la cual consumen diferentes especies conocidas como: llinllin, tselemo, floramarilla, kikuyo, chamisa, chilca, flor de la cabuya (pucho), hierva de perro, chamico,higuerilla, hoja de capulí, guishmo, residuos de la cosecha, kikuyo, totorilla, grama, etc. Elpastoreo es una práctica que asegura la fertilidad de las parcelas, las misma quepermanecen en descanso durante uno o dos años, tiempo en el que nacen especiesforrajeras propias de la zona que cubren en su totalidad a la parcela esta vegetación noalcanzan más de 5 cm. de altura y tiene un bajo valor nutritivo, esto es usado por los ovinos.El agua que consumen los ovinos proviene de vertientes, acequias, ríos, canales de riego,agua de consumo humano y bofedales siendo esta ultima la principal fuente de parasitación.c.2. Sanidad Los ovinos al igual que otras especies de animales domésticos, son explotados bajoun criterio empírico, que pueden ser criados sin necesidad de desparasitación, nivitaminización. Las principales enfermedades que presentan los ovinos criollos sonParásitos Gastrointestinales, Hepáticos e Infecciones respiratorias. Cuando los animalespresentan algún tipo de enfermedad son tratados con medicina natural.c.3. Reproducción En general los productores ovinos no manejan por separado los machos y hembras,en el rebaño están todas la categorías reproduciéndose indiscriminadamente. El métodoreproductivo en ovinos criollos es la monta natural, los machos entran a la reproducción auna edad que va desde los 8 a 16 meses, mientras que las hembras tienen su primer parto alos 21 meses sin considerar el peso corporal del animal.c.4. Genética El ovino criollo es el resultado de la degeneración de varias razas que ha sobrevivido,fruto de la selección natural que se ha dado a través del tiempo, son animal resistente a lasalturas e inclemencias del tiempo. Su costo de adquisición y de mantenimiento es bajo, notienen los problemas de las razas importadas en cuanto a la adaptación al medio y es 32
  • 33. resistente a enfermedades, estas características debe ser considerada para futuras políticasde mejoramiento y conservación. Los ovinos criollos se encuentra en mayor número en zonas que no hay influencia deONGS (Organizaciones No Gubernamentales) las mismas que han ingresado ovinosmejorantes de la raza Rambouillet, Corriedale, Sulfox, Rommey March y Hampshire quefueron importados por ANCO (Asociación Nacional de Criadores de Ovejas). Las crías deestos animales son más grandes característica apetecida por los productores, siendo estauna razón para que desaparezca el ovino criollo.c.5. Infraestructura El corral es construido con material de la zona, no dispone de protección contra elviento y la lluvia; en algunos rebaños solo disponen de talanqueras para el encierro de losanimales, talanqueras que son ubicados junto a la vivienda del propietario. En la zona altadel páramo el corral tiene una pendiente favorable para que se elimine el agua de lluvia y laorina de los animales evitando de esta forma el encharcado. En las zonas secas el corral esplano y la orina se filtra a través del suelo. La limpieza se lo realiza esporádicamente y deeste trabajo se encarga la esposa y los hijos.C. Sistemas de producción de alpacas1. Descripción demográfica En el censo realizado por la FAO (2005), en el Ecuador se registró 6685 Alpacas,siendo la Provincia de Cotopaxi la de mayor tenencia con una población de 3402 animales yla de menor población en la Provincia de Loja con 30 animales; además se encuentrandiferentes cruces entre alpacas y llamas tales como; Huarizos ( Llama x Alpaca) y Mistis Alpaca x Llama) que se encuentran en mayor grado en las Provincias de Cotopaxi yBolívar.2. Componentes del sistemaa. Socio-económico El 90% de las explotaciones alpaqueras son manejadas por comunidades, donde losintegrantes tienen la obligación de cuidar a los animales, se reúnen una vez al mes para dara conocer los problemas, planificar mingas comunales y responsabilidad en el manejo de lacaravana, el mayor porcentaje de comunidades posee de 50 hasta 150 alpacas, mientrasque un porcentaje menor de 20 a 50 animales. La principal actividad que genera ingresos económicos para los comuneros es laagricultura, mientras que de la venta de la fibra (prendas de vestir), el abono y el descarte delos animales son mínimos, por su parte la carne sirve para el auto consumo dentro de lalocalidad.b. Ambiente La crianza y producción de las alpacas en el Ecuador es una actividademinentemente campesina, en comunidades alto andinas asentadas por encima de los 3500msnm, con un promedio de temperatura ambiente de 6ºC. Los camélidos sudamericanos 33
  • 34. son los que más se adaptan y se desarrollan en este piso ecológico considerándolo unanimal rústico.c. Manejo El manejo de las caravanas se encuentra a cargo de las familias que forman parte dela comuna, principalmente mujeres y niños; el sistema de pastoreo es semiextensivo dondelos animales salen al pastoreo a las 8 am y regresan a los apriscos a las 5 pm, dependiendode la disponibilidad de alimento, ambiente y tiempo del cuidador. En la actualidad se estadesarrollando una mala practica de manejo, como es la quema de los pajonales,produciéndose así un deterioro de las praderas que puede conducir a la desaparición de lospáramos y de los animales de esta zona. La asistencia técnica que reciben los productores de alpacas están dirigidas a otrasespecies como ovinos, bovinos y cuyes, no prestándole la debida atención a lo querealmente ellos necesitan como es el manejo técnico de las alpacas, y esto se ve reflejadoen bajos índices de producción y reproducción.c.1. Alimentación Las alpacas se alimentan exclusivamente del forraje disponible en la pradera nativacomo la paja de páramo, ñacha, calamagrostis, alfombrillas. La oferta alimenticia de laspraderas nativas no satisface los requerimientos nutricionales de los animales, el déficitforrajero tiene una incidencia directa en los índices de fertilidad y mortalidad de crías y losanimales no alcanzan a manifestar su real potencial de producción de fibra y carne. el aguaque consumen los animales provienen de acequias, vertientes y bofedales Los criadoresde alpacas no suministran ningún tipo de sobre alimento, ni sales minerales afectando a lacalidad de fibra y peso corporal.c.2. Sanidad Las enfermedades más frecuentes que afectan directamente la mortalidad,productividad y calidad de los productos son las pulmonares, como también los parásitosexternos (sarna, garrapata); y gastrointestinales (fasciola y tenias). No se dispone decalendarios de vacunación, ni control de enfermedades.c.3. Reproducción En general los productores de alpacas no manejan por separado los machos y lashembras, estos pasan juntos durante todo el año reproduciéndose sin ninguno tipo de controldando origen a la consaguinidad lo que se refleja en la producción.El método reproductivo utilizado es la monta natural, la edad reproductiva tanto del machocomo de la hembra inicia a los 12 meses, por lo que las hembras no alcanzan el desarrollocorporal adecuado para iniciar la etapa reproductiva lo que se traduce en la disminución enla producción.c.4. Genética Actualmente, no existen programas de mejoramiento, lo que impide contar conreproductores de alta calidad genética, que permitan incrementar los niveles de producciónde carne y fibra de la población animal. Para el cruzamiento, se utilizan reproductores de lamisma explotación de bajo comportamiento productivo y de colores diferentes, la práctica de 34
  • 35. intercambio de machos no es común. Lo referido, eleva el nivel de consanguinidad,ocasionando la aparición en la descendencia de defectos congénitos, animales pocoproductivos y de color manchado, cuya fibra no forma parte del mercado. Las alpacaspresenta una gama de colores, desde el blanco, ruano, café y negro. En la actualidad lascomunidades tienen las dos razas de alpacas la Huancaya y la Suri; donde la Huancayapredomina por la resistencia a las condiciones climáticas.c.5. Infraestructura Por las características de crianza semiextensiva de las alpacas, la infraestructura deapriscos y corrales de manejo es precaria, se observan únicamente corrales o dormiderosque no garantizan la protección a los animales de las inclemencias extremas de clima, comola presencia de heladas, lluvias y nevadas; factores climatológicos que tienen una influenciadirecta en la mortalidad de crías y adultos.D. Sistemas de producción de llamas1. Descripción demográfica La población de llamas en el Ecuador según el último Censo Agropecuario (INEC-MAG-SICA 2001), es de 21662 llamas, las cuales se hallan distribuidas así: el 97% en laregión Sierra, el 1 % en la región Costa y el resto del país esta compuesto por el 2 % deltotal. Por su parte en la región Sierra la Provincia de Cotopaxi tiene la mayor población con9468 llamas, seguida de Tungurahua con 3970 llamas, Bolívar con 2995 llamas,Chimborazo con 2402 llamas, Pichincha con 1440 llamas, y finalmente Cañar y Carchi con216 y 143 llamas respectivamente.2. Componentes del sistemaa. Socio-económico En la presente investigación se ha encontrado que a nivel de los productores dellamas de la sierra central, existen diferencias: en su organización, a nivel tecnológico y enel tamaño de las explotaciones. A los productores se les ha clasificado en: pequeñosproductores con menos de 10 llamas, los medianos productores poseen entre 10 a 20 llamasy los grandes productores con más de 20 animales. Cualquiera sea el tamaño de laexplotación su nivel de tecnología es bajo. El 96.3% de los productores se auto financian, compran sus animales, no tienenayuda de entidades gubernamentales o no gubernamentales, esto ha generado que loscriadores de camélidos dejen muchas de sus explotaciones y vendan sus animales, como esel caso de los criadores existentes en la provincia de Bolívar y Tungurahua, no así en laprovincia de Chimborazo donde se están reintroduciendo las llamas y se les esta manejandocon criterios técnicos. La comercialización es un problema, los intermediarios pagan precios muy bajos porcada llama, animales grandes con un peso alrededor de 200 lbs. tiene un valor máximo de50 dólares, precio que no justifica el alto esfuerzo humano y económico de 2 a 3 años paratener una llama esta lista para la venta. El 88,9 % de las familias están involucradas en forma directa o indirectamente en elcuidado de los animales, siendo en su mayoría las mujeres y los niños los que se encargande pastorear, solamente un 11.1 % de los productores dejan a sus animales al cuidado deempleados, estas son explotaciones que se dedican a la producción de leche y los camélidos 35
  • 36. pasan a ser animales de repelo y se los utiliza para sanidad con la creencia que tienenpropiedades curativas. El tiempo utilizado en el cuidado de estos animales es compartidocon la actividad agrícola lo que sucede en la mayoría de productores. En la provincia de Chimborazo, el proyecto manejado por la Curia de Riobamba es elúnico que maneja con criterio técnico y están haciendo esfuerzos por preservar las llamas yobtener buenos animales productores de fibra.b. Ambiente El 54.5 % de las organizaciones o comunidades que se dedican a la crianza de llamas se encuentran en los páramos con alturas superiores a los 3500 msnm y el restante45,5 % de los productores se sitúan en los valles interandinos sobre los 2500 msnm.c. Manejo Los productores crían las llamas por muchas razones: desde empleo de estosanimales como adornos para su finca, como animales agentes de sanidad al mantenerlosjunto a vacunos y ovinos, por tradición como es en la mayoría de los productores que críanen los páramos y el otro factor el económico que representa el 88.9 %, a pesar que elingreso por la venta de llamas y de sus subproductos (abono), son bajísimos. Además a lallama se le tiene como productor de carne, fibra y un animal útil para la carga, siendo criadabajo sistemas extensivos y semi extensivos, en el primer caso no existe criterios técnicospara la producción y reproducción, en el sistema semiextensivo se aplican algunas normasde manejo.c.1. Alimentación El 36.4% de organizaciones o comuneros crían los animales bajo un sistemaextensivo, en los cuales pastorean alrededor de 8 horas al día, para luego ser confinadas aestablos y corrales, pastan junto a otros animales como ovinos, no se conocer el área depastoreo. Las fuentes de agua son las vertientes y acequias. Las principales fuentesforrajeras son la paja de páramo, la chicoria, el tumbuso y la pajilla. El 63.6 % de lasorganizaciones o comuneros crían las llamas bajo un sistema semi intensivo, manejándolesbajo sogueo, los cuales de acuerdo al tipo y a la cantidad de pasto se los cambia de 2 a 3veces por día. Este tipo de explotación lo encontramos en los valles andinos, y sonmanejados junto a bovinos, por lo tanto la alimentación esta basado con pastos mejoradoscomo Raygrass, pasto azul, alfalfa, cebadilla. Etc.c.2. Sanidad El 36.4 % de las comunas reciben asistencia técnica, en el área de alimentación,manejo productivo, reproductivo, y sanidad se realiza desparasitaciones, vitaminizaciones ycuraciones en general, El restante 63.6 % no reciben asistencia técnica de ningún tipo,Muchos de los productores no diferencian las enfermedades, y aun peor no realizan ningunaactividad para prevenir las mismas. Las enfermedades que se presentan con mayorfrecuencia son: Parasitosis externa (piojos) e interna, sarna.c.3. Reproducción En el campo reproductivo el 68.2 % de los comuneros desconoce totalmente delmanejo adecuado de la reproducción: Se desconoce la edad a la pubertad, edad al primer 36
  • 37. parto, vida productiva, partos año, etc. No existen criterios de selección de reproductores, seha hecho lo tradicional, introducir machos sin conocer realmente sus cualidades y comoresultado de todo esto ha sido un decremento de la calidad de los animales, un aumento decaracterísticas indeseables y de la consaguinidad. A nivel nacional se determina que el 31,8 % de los productores manejan lareproducción bajo criterios técnicos aceptables, conocen el tipo de animal empleado para lareproducción, su fin productivo, sus características anatómicas y la edad optima dereproducción. Se utiliza una relación macho hembra de 1:14 y una relación de adultos ycrías menores de dos años de 2.6. Los criadores desconocen el pesos de los animales: al nacimiento, al destete y/o a laedad adulta, es así que el 100% de los encuestados a través de la presente investigación,por primera vez conocieron el peso de sus animales, y hicieron relación con el precio que losintermediarios les pagaba por cada libra de peso vivo de un animal. Por ejemplo un animalde 200 lb., del cual se aprovecha el 50 % que seria 100 lb., y lo multiplicamos por un dólarque es el precio de la libra tenemos un costo total por animal de 100 dólares, Sin embargo elintermediario paga por animal alrededor de 50 dólares.c.4. Genética En la provincia de Bolívar y Tungurahua no existen planes de mejoramiento, debido aque no han existido estudios de caracterización, y prácticamente se desconocen todo criteriotécnico para selección. En la provincia de Chimborazo el 77,8 % reciben asistencia técnica ya su vez existe un criterio para seleccionar las llamas en base a su calidad de fibra, con elpropósito de industrializarla. Las llamas en nuestro país, poseen un gran potencial genético, ya quefenotípicamente presenta en promedio una altura de 93.0 cm., un largo del cuerpo de 78.1cm., un perímetro toráxico de 103.9 cm. y un diámetro de fibra de 24.5 micras, parámetrosque están dentro de los estándares de la especie.c.5. Infraestructura La crianza de las llamas en el páramo o a nivel de valles interandinos se da bajocondiciones de infraestructura deficientes, al ser un animal no tan apreciado no se le brindala mayor importancia, por tanto no existe infraestructura adecuada para la crianza de lasllamas, es decir no se encontró corrales con cubierta que contenga, comederos, áreas dereproducción y áreas de esquila.III. Mejoramiento de los sistemas de producción1. Factor socio-económico- Acceso a financiamiento a bajo interés, que actualmente no es viable ya que losorganismos de este servicio responden a la opinión de sus departamentos financieros ytécnicos, que se basan lógicamente, en la tecnología disponible, por lo que no es comúnobservar créditos otorgados a este tipo de productores.- Servicios básicos de calidad, que permitan mejorar las condiciones de vida de losproductores, y así un mejor desarrollo familiar.- Capacitación permanente, mediante programas de extensión que permitan dotar a losproductores de conocimientos para incrementar la eficiencia productiva de los animales. 37
  • 38. 2. Factor ambiental- Control de la desertificación, mediante la reintroducción de varias especies arbustivas, enel bosque seco tropical que ha sufrido un notable impacto ambiental debido al sobrepastoreo.- Conservación de la pradera natural, con la ayuda de políticas que permitan impedir quela invasión de la frontera agrícola hacia este ecosistema, atente a la desaparición de laesponja natural de agua.- Construcción de canales de riego, en aquellos lugares donde existen afluentes, quepueden dar vida a una buena extensión de territorio, manteniendo en equilibrio el sistemaagropecuario.3. Factor manejo Mediante el mejoramiento de los diferentes componentes del sistema en el cual sedesarrollan los pequeños rumiantes y camélidos, se podrá mantener la sustentabilidad.a. Alimentación- Manejo del páramo y pastos naturales, mediante prácticas culturales que permitan obtenerbuenos rendimientos de la pradera natural y de los animales que se benefician de ella.- Suplementación de minerales y vitaminas, como medios profilácticos que permitenmantener un equilibrio orgánico impidiendo enfermedades, carenciales y maximizando laproducción tanto de pequeños rumiantes como de camélidos.- Estudio de raciones de engorde, mediante la experimentación a nivel de campo,aprovechando los residuos de cosecha y algunas especies nativas para el efecto.b. Sanidad- Desinfección de corrales, lo que permitirá impedir la diseminación de enfermedades tantobacterianas, como parasitarias mediante infección horizontal.- Campañas de vacunación y desparasitación, de acuerdo a la época del año dondeexiste prevalencia generalizada de enfermedades, previo análisis de laboratorio, paraidentificar de manera precisa el tipo de enfermedad.c. Reproducción- Evaluar parámetros reproductivos, a fin de identificar falencias e incorporar a losanimales a una edad y peso óptimo para la reproducción.- Uso de tecnología y biotecnología reproductiva, previo análisis genético, la utilizacióneficiente de tecnología reproductiva permitirá alcanzar incrementos genéticos en menortiempo.d. Genética 38
  • 39. - Manejo de registros, para la evaluación genética y productiva, de cada una de lasespecies, y en las diferentes regiones donde se desarrollan.- Aplicación de programas de selección de reproductores, que permitirán realizarcruzamientos para obtener incrementos genéticos, en las poblaciones de rumiantes menoresy camélidos, de acuerdo al propósito productivo.- Conservar la variabilidad genética, para mantener el reservorio natural de la diversidadgénica en cada una de las especies animales e impedir la erosión genética por laintroducción de razas exóticas (ovinos y caprinos).e. Infraestructura Para un manejo eficiente es necesario utilizar instalaciones adecuadas para lo cualserá necesario tomar en cuenta las siguientes consideraciones:- Cercar el área de pastoreo.- Construir corrales de manejo con materiales de la zona.- Divisiones de corral por categorías.- Acondicionar bebederos y saladeros.- Camales, Telares y Talleres de Industrialización.IV. Recomendaciones finales Los sistemas de producción en la actualidad deben ser sustentables ó tienden adesaparecer. Ovinos y caprinos, nos acompañan desde cuando nos trajeron los españoles,llamas, alpacas y vicuñas están con nosotros desde siempre. No han desaparecido porqueestán junto a la pobreza (Ecuador, Perú y Bolivia) y ello aún no desaparece. Cada paísAndino debe ajustar su propio sistema de producción sustentable porque las condiciones decría son diferentes, como son diferentes las costumbres, (respeto a la identidad)especialmente en los camélidos. La tendencia a conservar la naturaleza hará que cadaespecie ocupe su lugar para el que evolucionó durante tantos años. Los camélidos nodestruyen las praderas nativas o artificiales, las cabras son ramoneadoras y utilizanalimentos que no comen otros animales y la oveja criolla rústica, económica y dócil sobrevivejunto a la casa, casi sin alimento. La pregunta es ¿Cómo hacer estos animales, viables que produzcan ingresosvivibles. Creando sistemas extensivos………..? ¡No!.............. el campesino necesitacapacitación para prevenir y curar sus animales, algún día llevar registros, mejorar laalimentación (Minerales), criar por edades, aprender a mercadear el producto y lossubproductos sin dañar el entorno actual.V. Bibliografía1. FAO. 2005 Situación actual de los camélidos sudamericanos en el Ecuador. Proyecto de Cooperación Técnica en Apoyo a la crianza y aprovechamiento de los Camélidos Sudamericanos en la Región Andina. TCP/RLA/2914.2. INEC-MAG-SICA. 2001. III Censo Nacional Agropecuario. Ecuador. 39
  • 40. SUSTENTABILIDAD ECONÓMICA DE SISTEMAS DE PRODUCCIÓN CAPRINOS DE BAJA ESCALA EN VENEZUELA 1 F. A. Pariacote 1 Universidad Nacional Experimental Francisco de Miranda, Departamento de Producción Animal. Apartado 7482, Coro 4101. Correo E fpariaco@reacciun.veResumen El desarrollo es concebido como la transformación sustentable de un procesoproductivo, e implica eficiencia económica y competitividad. El desarrollo económico depequeños productores característicos de comunidades rurales pobres que sólo venden críasen pie (SC) y que ordeñan parte del rebaño (SL) fue evaluado en el tiempo simulando elcambio en beneficio económico neto (BEN) por concepto de restituir prácticas típicas porprácticas de manejo sencillas pero de efecto comprobado sobre la productividad del sistema.La mejora supone pasar de 1,2 a 1,5 crías de seis meses por cabra-1 año, de 45 a 60 g deganancia diaria promedio en peso vivo, de 250 a 500 g por cabra en ordeño-1 día, venta enpie a puerta de corral a razón de US$ 1,86 el kg, descarte voluntario de 20%, una relación deprecio kg de peso vivo: kg de leche de 2:1, el costo pasa de 20 a 30% en el escenario SC yde 40 a 50% en el escenario CL, mantiene en promedio el 40% del rebaño en ordeño, y elBEN mínimo requerido para el mantenimiento de una familia promedio de tres a cincopersonas de US$ 13 mil al año. El desarrollo económico de los sistemas SC parecen requerirde mayor tecnología; particularmente en el manejo reproductivo, a los fines de ser máscompetitivos dado la demanda de uso de la tierra. Un pequeño productor CL con10 vientrespuede alcanzar al cabo de ocho años la sustentabilidad económica del sistema. Ello esposible a través de un subsidio directo al productor hasta alcanzar la producción deseada yde un programa de vigilancia sistemático y continuo que haga posible la evaluación del plan.El plan además de promover el desarrollo humano contribuiría a combatir el hambre, dosobjetivos plasmados en la declaración del milenio. El principal agravante parece ser elescaso atractivo político, por el tiempo requerido.Palabras claves: Caprinos, Pequeños Productores, Desarrollo Económico. Economical Sustenance of Low Scale Goat Production Systems in VenezuelaAbstractThe development is conceived as the sustainable transformation of a productive process, andit implies economic efficiency and competitiveness. The economic development of smallproducers’ characteristic of poor rural communities who sell goat kids in feet (SC) or inaddition milk part of the flock (CL) was evaluated simulating the change in net economicbenefit (BEN) for concept of substituting typical practices of management for simple ones ofproven effect on the productivity of the system. The improvement supposes an increase from1.2 to 1.5 six-month kids for doe-1 year, from 45 to 60 g’s of live weight daily gain, from 250 to500 g’s of milk for doe in milk-1 day, sale at the farm at US $1,86 for kg of live weight,volunteer culling of 20%, a price kg of live weight for kg of milk relationship of 2:1, the cost 40
  • 41. passes from 20 to 30 in the scenario SC and from 40 to 50% in the scenario CL, on average40% of the flock is milked daily, and the minimum BEN required for the maintenance of afamily from three to five people has been estimated in US $13 thousand for year. Theeconomic development of the systems SC seems to require of more technology to be morecompetitive, given land demand. A small producing CL with 10 does can reach after eightyears the economic sustenance of the system. A direct subsidy to the producer, whileunsustainable to keep dedication, and a systematic and continuous program of surveillancethat makes possible the evaluation of the plan are required. The suggested plan, in additionto promote the human development, is a direct way to combat poverty and hunger; that areobjectives included in the declaration of the millennium. The external help is required and themain added difficulty seems to be the scarce political attractiveness, due to the required time.Key words: Goats, Small Producers, Economic Development.Introducción La necesidad de contar con una producción agrícola sustentable es inexorable. Tres delos siete objetivos del milenio están directamente ligados al desarrollo sostenible de laagricultura, a saber: erradicar la pobreza extrema y el hambre, garantizar la sostenibilidad delmedio ambiente, y fomentar una asociación mundial para el desarrollo (Watkins, 2005). Lademanda de alimentos aumenta con la población y las perspectivas de cubrir el déficit actualy necesidades futuras no parece contar con el mismo escenario, particularmente en AméricaLatina (FAO, 2005). La conciencia sobre las distorsiones ambientales causadas por losactuales sistemas de producción está también en ascenso, por la explotación irracional delos recursos (Howard-Borjas, 1995; Matteucci, 1998) y por los gases de efecto invernaderogenerados como consecuencia (UNEP, 2005.) Por otra parte, una alta proporción de pobres es localizada en comunidades rurales cuyaactividad económica principal es la agricultura (Gibbon, 2001; FAO, 2004), y en particular lacría de caprinos. Estos pequeños productores requieren de doble atención, una para pasarde una economía de subsistencia a una economía de mercado y la otra para mejorar lacalidad de vida de la familia, y la solución al problema puede variar entre regiones delMundo. El desarrollo sustentable depende de muchos factores y es común que lacombinación de esos factores que optimice la respuesta cambie de una región a otra debidoa las interacciones, por lo que a su vez la consideración multi y transdisciplinaria lucenecesaria (Pariacote, 2000). Además, las oportunidades y fortalezas del sistema siempreestán ligadas al producto y región en consideración. El presente trabajo evalúa la posibilidad que pequeños productores caprinoscaracterísticos de comunidades rurales pobres en Venezuela alcancen un desarrolloeconómico sustentable. El ejercicio supone mejoras factibles en el ámbito de pequeñosproductores, y un subsidio directo al productor durante el tiempo que sea requerido paraalcanzar una escala de producción sustentable. La idea es aplicable a cualquier escenario;sin embargo, el lector debe estar consciente que los datos usados corresponden alescenario venezolano por lo que es probable que los resultados no apliquen a la situación deotros países. El ejercicio debe hacerse para cada caso.Desarrollo Sustentable El desarrollo es entendido como la transformación sustentable del proceso productivo.Ello requiere de una comprensión mínima de los componentes básicos que intervienen en elproceso productivo; los cuales son múltiples y de índole diversa (Heney, 2004), por lo que a 41
  • 42. su vez es necesario definir fronteras en cada caso. En forma general, la producción animalpuede ser concebida como el resultado de la interacción del los componentes recursogenético (RecG) o raza usada, ambiente biofísico (AmbB) o condiciones agro-ecológicasgenerales, ambiente cultural (AmbC) o desempeño tecnológico como parte integral delhombre, y del ambiente extrínseco (AmbE) tales como el mercado y las regulaciones localesde orden legal y político-económicas (Pariacote, 2000). De esta manera, cualquier sistemade producción animal puede ser representado por el siguiente modelo: Producción = RecG - AmbB - AmbC - AmbE,interacción El éxito del sistema va a depender del conocimiento local disponible en cadacomponente, y es demostrable que el modelo no es aditivo, y que la combinación de factoresde cada componente que optimice el proceso puede variar de una situación a otra, debido alas interacciones. El reto es lograr la combinación ideal para cada situación, lo cual enesencia es el significado del término «Agricultura Sostenible» y el arte de la producciónanimal. Por consiguiente, toda intervención debe ser evaluada en forma transdisciplinaria.Pequeños ProductoresRacionalidad de la Cría La cría de caprinos fue iniciada en América con la colonización en forma extensiva y sincriterios de cría definidos otros que la explotación de acuerdo a la demanda externa, que poralgún tiempo fue por el cuero y el estiércol más que por la carne y la leche. La rentabilidaden esos sistemas estaba determinada por el número de animales en producción y no por elrendimiento del animal. Por tal razón, probablemente, eran comunes unidades de produccióncon grandes rebaños, favorecidos además por lo abundante de los recursos naturales. Lospequeños productores siguen este modelo, con el agravante que los recursos naturales noson iguales de abundantes a la época. Los sistemas siguen siendo económicamente viables pero no sustentables. Aún cuandola escala de producción es baja, los insumos son mínimos; la producción es insuficiente paracubrir las necesidades mínimas de la familia; y ya no son posibles los grandes rebañosparticularmente por la inseguridad del pastoreo libre y por las restricciones de las áreas depastoreo, entre otras. Al agotarse el recurso natural merma el rebaño y por ende laproducción, y no ha habido planes alternos de cría orientados a una economía de mercadode gran escala. Por lo contrario, cuando la escala de producción compromete lasupervivencia de la familia, el jefe de familia busca otras opciones de ingreso relegandonormalmente en la mujer el cuido de los animales. Lo cual aleja las posibilidades dedesarrollo del sistema, por cuanto la dedicación a la cría va a ser menor, quedando lapoblación caprina básicamente como fuente de riqueza o ahorro. En general, el problema es complejo y el control del riesgo o manejo de los factoresrestrictivos está fuera de las posibilidades ordinarias del productor. Por lo que la ayudaexterna es necesaria.Productividad Los sistemas de producción de acuerdo al manejo han sido clasificados en tres tipos(Pariacote, 2001). Los extensivos caracterizados por grandes rebaños, orientadosbásicamente hacia la venta de animales en pie; los confinados conformados por pequeños 42
  • 43. rebaños de razas especializadas orientados hacia la producción de leche; y los intermediosorientados tanto a leche como a carne, donde el destino de la leche varía desde el consumofamiliar hasta la transformación artesanal en queso, suero, yogurt o dulces. Los dos primerossistemas lucen económicamente sustentables, aunque los extensivos son cuestionados porel deterioro que causan al ambiente y los confinados por la dependencia tecnológica delexterior (Pariacote, 2002 y 2004.) Por lo que la concepción de pequeño productor no esdefinida de manera exclusiva por el tamaño del rebaño sino más bien por la producción. A tal efecto fue simulada la producción anual en dos escenarios de produccióncaracterísticos de comunidades rurales pobres. El escenario Sólo Carne que representa alos sistemas típicos orientados exclusivamente a la venta de animales en pie, conformadospor animales Criollo o de baja proporción de genes recientemente introducidos, con unaproducción de 1,2 crías de seis meses por cabra-1 año, ganancia diaria promedio de 45 g,venta en pie a puerta de corral a razón de US$ 1,86 el kg, y a un costo de 20% del ingresobruto; y el segundo escenario, Carne Leche, que difiere del primero por cuanto hay uningreso adicional por concepto de venta de la leche a una relación de precio kg de peso vivo:kg de leche de 2:1, sólo el 40% del rebaño es ordeñado con una producción de 250 g porcabra-1 año, y el costo representa el 40% del ingreso bruto. En cada uno de estos escenarios fue estimado el cambio en beneficio económico netopor concepto de restituir prácticas típicas por prácticas de manejo sencillas pero de efectocomprobado sobre la productividad del sistema. El mejoramiento supone pasar de 1,2 a 1,5crías de seis meses por cabra-1 año, lo que es posible con sólo reducir la mortalidad, y hastamás controlando la época de monta (Pariacote et al., 2002); la ganancia diaria promedio enpeso corporal es factible llevarla de 45 a 60 y la producción de leche de 250 a 500 g poranimal en crecimiento y en ordeño respectivamente, lo cual es posible descartandoanualmente el 20% de los animales menos productivos y dirigiendo los apareamientosrigurosamente; los costos por concepto de la mejora que incluye la contratación de mano deobra aumentan de 20 a 30 y de 40 a 50% en los escenarios Sólo Carne y Carne Lecherespectivamente; y el ingreso mínimo requerido para el mantenimiento de una familiapromedio de tres a cinco personas fue estimado en US$ 13 mil al año. Los estimados en el Cuadro 1 corresponden al estado inicial de un pequeño productorcon 10 vientres y simula, bajo los escenarios supuestos, el tiempo en años requerido parapasar de una clase de tamaño de rebaño a otra y el beneficio económico neto esperado. Losresultados son indicativos que los rebaños típicos orientados sólo a la venta de crías en piecon rebaños inferiores a los 500 vientres no cubren las necesidades mínimas del núcleofamiliar; además, es poco probable para un pequeño productor alcanzar ese tamaño derebaño dado las áreas de pastoreo requeridas. Estos sistemas parecen requerir de mayoresmejoras tecnológicas particularmente en el área reproductiva que los hagan máscompetitivos, dado la demanda de uso de la tierra. 43
  • 44. Cuadro 1. Beneficio Económico Neto en US$x1000 de sistemas típicos vs mejorados por tamaño de rebaño y años requeridos Tiempo Tamaño Sólo Carne Carne y Leche Años Vientres Típico Mejorado Típico Mejorado 1 10 0,2 0,3 0,5 1,9 3 20 0,4 0,6 1,1 4,5 6 50 1,0 1,4 2,7 9,3 8 100 2,0 2,8 5,4 18,6 10 200 4,0 5,5 10,8 28,7 11 300 6,1 8,3 16,2 38,9 12 300 8,1 11,1 21,7 49,1 13 400 10,1 13,8 27,1 67,6 Valores de en negrillas son económicamente sustentables Fuente: Cálculos propios Los sistemas que además de la venta de crías en pie ordeñan parte del rebaño lucenmás viables económicamente y es probable que también lo sean desde el punto de vistaambiental, por ser rebaños más pequeños. Un rebaño de 100 vientres puede producir 20 kgde leche diario y vender entre 60 y 75 cabritos de 6 meses por año más el descarte,suficiente producción para cubrir los requerimientos mínimos de la familia. Un pequeñoproductor de 10 vientres puede llegar, en el trascurso de 8 años y bajo las mejorassupuestas, a lograr ese volumen de producción (Cuadro 1).Posibilidades de Desarrollo Tal como ha sido mencionado, el desarrollo sustentable es complejo y las propuestas demejora deben considerar en forma simultánea todos los componentes, y además las posiblesinteracciones entre factores de esos componentes. P. ej., el ambiente cultural o patrón deconducta del productor es parte integral del problema, y quizás el más difícil de abordar. Portal razón el desarrollo humano debe de ser parte del plan. Sólo a través de la cultura seráposible cambiar el patrón de conducta del productor en relación al sistema de cría que poraños ha venido usando. Jamás, alguien de manera rutinaria hará algo que esté fuera de suscocimientos. Parece ser entonces que el desarrollo está ligado a un problema cultural, cuyasolución no puede ser decretada por gobierno alguno ni es posible que ocurra de un año aotro. No es menos cierto que el agrosoporte físico y de servicios requeridos para eldesarrollo están muy por encima de las posibilidades de los pequeños productores; por loque la ayuda externa es necesaria. No obstante, el ejercicio sólo considera la posibilidad que un pequeño productor que noproduzca suficiente para mantener a su familia alcance una escala de producciónsustentable, a través de mejoras sistemáticas en el manejo. Para ello, el productor no sólodebe de permanecer en su unidad de producción sino que además debe de dedicarle elmáximo de atención, por ser su principal actividad económica y fuente de vida. El plansupone que tal permanencia y dedicación es posible a través de un subsidio directo alproductor por parte del Estado durante el tiempo requerido para alcanzar la escala deproducción deseada. El Cuadro 2 muestra la inversión anual en subsidios por productor yunidad de producto, y la producción subsidiada, para el escenario de producción CarneLeche mejorado. El subsidio anual por productor es la diferencia entre el valor de la 44
  • 45. producción y los trece mil dólares de ingreso mínimo supuestos para el mantenimiento de lafamilia, y el subsidio por producto la fracción de la inversión total correspondiente a carne yleche sobre la cantidad de producto. Las fracciones fueron determinadas en 0,29 y 0,71respectivamente, según la contribución relativa de cada producto al beneficio económiconeto.Cuadro 2. Tiempo e inversión en subsidio directo requeridos para que un pequeño productorde 10 vientres pase a ser económicamente sustentable Inversión / Productor Producción, TM Inversión, US$/kg Año US$x1000 Carne Leche Carne Leche 1 12,0 0,1 0,73 34,76 11,71 2 11,7 0,13 1,02 26,73 8,10 3 11,1 0,18 1,43 18,22 5,52 4 10,4 0,25 2 12,14 3,68 5 9,3 0,35 2,8 7,79 2,36 6 7,9 0,49 3,93 4,69 1,42 7 5,8 0,68 5,5 2,47 0,75 8 2,9 0,95 7,7 0,89 0,27 Total 71,1 3,1 25,1 6,65 2,01Al noveno año la unidad de producción no requiere de subsidioFuente: cálculos propios Los resultados son indicativos que lograr el desarrollo económico de un pequeñoproductor de 10 vientres tarda ocho años y requiere de una inversión total en subsidio directode 71100 dólares. Subsidiar 100 productores requeriría de una inversión aproximada de sietemillones de dólares, que es mucho menos de lo que normalmente invierte el Estado por elmismo concepto. Por supuesto, la mayor inversión ocurre el primer año y disminuye en eltiempo hasta hacerse cero que es cuando el sistema pasa a ser económicamentesustentable. El subsidio directo al productor en los términos planteados promueve además eldesarrollo humano y contribuiría a combatir el hambre, dos de los objetivos plasmados en ladeclaración del milenio. La producción anual de leche y de carne en canal por productorpasaría en ocho años de 0,73 y 0,10 a 7,70 y 0,95 toneladas métricas respectivamente. Porconsiguiente, al mejorar una alta proporción de los rábanos habría una contribuciónsignificativa a la oferta de alimentos por persona por año. El modelo de desarrollo sugerido debe de ir acompañado de un programa de monitoreo yseguimiento sistemático y continuo de los rebaños que permita evaluar las acciones, a la vezque proporcione al productor información en forma oportuna y confiable que le permita tomardecisiones más objetivas sobre el manejo del rebaño (Pariacote, 2005; PNUD, 2007), cuyocosto no ha sido incluido. Experiencias favorables sobre el particular en el ámbito de losproductores han sido reportadas por Pariacote et al. (1999.) Sin embargo, estos planes porser a largo plazo no son políticamente atractivos, lo cual parece ser el principal agravante.Conclusiones El desarrollo económico de pequeñas unidades de producción caprina orientadas enforma exclusiva a la venta de crías en pie no luce factible en el corto plazo, a través de 45
  • 46. mejoras sencillas de manejo. Estos sistemas de producción requieren de grandes áreas depastoreo y deben hacer uso de una mayor tecnología; particularmente en el manejoreproductivo, a los fines de ser más competitivos dado la demanda de uso de la tierra. Sin embargo, es factible que en el transcurso de ocho años una pequeña unidad deproducción con 10 vientres que ordeñe parte del rebaño alcance una escala de producciónsuficiente para cubrir las necesidades mínimas de la familia. Ello es posible a través de unplan de subsidio directo y de un programa de vigilancia y evaluaciones sistemáticas ycontinuas. La ayuda externa es necesaria y el principal agravante parece ser el escasoatractivo político por el tiempo requerido.BibliografíaFAO. 2004. El Estado de la Inseguridad Alimentaria en el Mundo: seguimiento de los avances en la consecución de los objetivos de la cumbre mundial sobre la alimentación y de los objetivos de desarrollo del Milenio.FAO Departamento Económico y Social.FAO. 2005. Trends and Challenges in agriculture, forestry and fisheries in Latin America and the Caribbean. FAO Regional Office for Latin America and the Caribbean.Gibbon, D. (Ed.) 2001. Farming Systems and Poverty. Improving farmers´ likelihood in a changing world. FAO Malcolm Hall.Heney, J. 2004. Cómo Mejorar la Capacidad de Gestión Financiera de los Agricultores. FAO Replanteamiento de las finanzas agrícolas Nro. 6.Howard-Borjas, P. 1995. Cattle and crisis: the genesis of unsustainable development in Central America. FAO Land Reform, Land Settlement and Coopetatives.Matteucci, S.D. 1998. La creciente importancia de los estudios del Medio Ambiente. En: Matteucci S.D, Buzai G.D (eds.) Sistemas Ambientales Complejos: herramientas de análisis espacial. eudeba, Universidad de Buenos Aires, Argentina.Pariacote, F. A. 2000. Programme guidé dEnquête au Développement du Secteur de la Chèvre au Vénézuéla. En Procceding 7ma Conferencia Mundial sobre Caprinos (Tomo II):915-917.Pariacote, F. A. 2001. Situación actual, perspectivas y desafíos de la cría de caprinos en Venezuela. En: Memoria de Amenazas y Oportunidades para la Cría de Ovinos y Caprinos en el Oriente de Venezuela. PDVSA PALMAVEN - APROVCA. Anaco, julio 05 - 07 del 2001Pariacote, F.A. 2002. Strategies for the development of goat farming systems in Venezuela. 53rd Anual Meeting of the EAAP. Book of Abstracts 8 (2002): 223Pariacote, F. A., L. Ruiz, X. Pimentel. 2002. Frecuencia de partos por mes y área geográfica en sistemas extensivos caprinos. Universidad del Zulia Revista Científica 12(2): 405 - 407.Pariacote, F.A. 2004. The goat development in Venezuela. 8th International Conference on Goat. Pretoria, Sudáfrica, 4 - 9 de julio de 2004.Pariacote, F. A. 2005. Estado actual y posibilidades de mejoramiento genético de los rebaños caprinos en Venezuela. En.Taller sobre Mejoramiento Genético en Pequeños Productores. ICARDA - EMBRAPA. Fortaleza, Brasil, 2 - 5 de mayo de 2005.Pariacote F. A, D.D´Ancescao, W. Morón, R Toledo, C. Borges, R. Zárraga, e I. Monasterio. 1999. Programa para el mejoramiento genético de la población caprina nativa. II Reunión de Investigadores del Programa Caprino Nacional. Fidel A. Pariacote (ed). Fundacite Falcón. Memoria 2: 56- 63.UNEP. 2005. Vital Climatic change Graphics. UNEP.PNUD. 2007. Instrumentos Metodológicos: sistemas de información para el desarrollo local, SIDEL. Unidad del Informe sobre Desarrollo humano. PNUD Lima, Peru. Serie Desarrollo 46
  • 47. Humano No 11Watkin, K. (Redactor). 2005. Informe sobre Desarrollo Humano 2005. Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo, PNUD. Ediciones Mundi- Prensa Libros SA. Castelló 37, 28001 Madrid 47
  • 48. MEJORAMIENTO SOSTENIBLE DEL RECURSO GENÉTICO OVINO LOCAL 1 María Antonia Revidatti 1 Profesora Titular Cátedra Producción de Pequeños Rumiantes y Cerdos Facultad de Ciencias Veterinarias-Universidad Nacional del Nordeste Corrientes-Argentina marevidatti@vet.unne.edu.arResumen La gran diversidad de material genético existente en los diversos países y regionesen particular hace posible el incremento eficiente de la producción ovina, pero es necesarioconocer con qué tipo de ganado se cuenta, su estructura básica y sus sistemas deproducción. Para ello se hacen necesarios programas de caracterización de las poblacionesovinas en lo que hace a su morfología, productividad, estructura y variabilidad genética, quefaciliten la valorización y conservación de éstos recursos genéticos, así como el diseño deprogramas de mejora. Ésto permitiría incluir cambios y desarrollo tecnológico que contribuiría a revertir elestado de estancamiento de ésta actividad en muchas zonas o regiones con un potencialimportante para el desarrollo sustentable.Summary The genetic material diversity existing in different countries and some regions inparticular, make possible the efficient increase of the sheep production, but is necessary toknow the kind of flock, its basic structure and the production systems. To achieve that, it is necessary characterization programs including morphology,productivity, genetic structure and variability, to facilitate the genetic resources valorizationand conservation, as well as the improvement genetic programs. This would allow the introduction of technology changes and development that wouldcontribute to reverse the delay status of this activity in several zones or regions with animportant potential for the sustainable development.Introducción El mejoramiento de la producción ovina, puede alcanzarse a través de dos víascomplementarias. Por un lado, el mejoramiento del ambiente, lo que incluye alimentación,sistemas de manejo, sanidad, instalaciones acordes a las diferentes zonas ecológicas y a larealidad sociocultural y por otro lado, al incremento del potencial genético de las diferentespoblaciones de ovinos que pueden ser locales, nativas, razas, mestizos, etc. para produciren un determinado ambiente. Por lo general, las mejoras realizadas en el ambiente, son de efectos inmediatos ygeneralmente substanciales, en cambio, la mejora genética se manifiesta con efectospequeños pero acumulativos y por ésta causa a largo plazo.Cualquier acción que se lleve a cabo en cualquiera de los dos sentidos debe ser sostenible operdurable. Éste concepto presente en el informe Brundtland de 1987 (Lemos Chois, 2006)surgió de los trabajos de la Comisión de Medio Ambiente y Desarrollo de las NacionesUnidas, en la Asamblea del año 1983. La definición del mismo se asumiría en el principio tercero de la declaración de Río(FAO, 1993) donde se afirma que es aquel desarrollo que satisface las necesidades de las 48
  • 49. poblaciones presentes sin comprometer las posibilidades del futuro para atender sus propiasnecesidades e incluye un vector ambiental, uno económico y uno social. Es decir, unaproducción es sostenible si se utiliza el recurso sin abusar y permitiendo su recuperaciónpara continuar con la misma.Objetivos de la mejora genética ovina Los objetivos de la mejora genética de los ovinos se deben plantear a partir de loscaracteres que generan ingresos, tratando de aumentar los mismos a través de una mayorproducción por unidad de recurso, es decir, en cantidad, y los que agregan un mayor valorpor unidad, es decir, en calidad. Los principales productos de la ganadería ovina son: carne, carne-lana, lana y leche.Para asignar un mayor énfasis al mejoramiento de uno de ellos se debe considerar la raza,los sistemas de producción y la importancia económica.En general, en ambientes menos favorables y sistemas extensivos, la adaptación de lasrazas laneras pueden expresar mejor sus aptitudes, mientras que en los sistemas intensivosy con ambientes favorables se desarrollan mejor aquellas especializadas en la producción decarne y/o leche (Cardellino, 1992) Una vez establecida la aptitud de la población local a mejorar se deben determinaraquellos caracteres de importancia económica, la heredabilidad y las correlaciones genéticasde los mismos. Para el mejoramiento de la producción lanera, la herramienta de elección esla selección intraracial, que es llevada a cabo dependiendo de la organización institucionalde la raza (Asociaciones de cría, etc.), por métodos que van desde los más sencillos peromenos eficaces, hasta los más complejos pero de mayor exactitud (selección masal,evaluación genética de reproductores superiores por la determinación de su mérito genéticoa través del modelo animal). Para cualquiera de ellos es importante contar con registros deproducción como mínimo hasta llegar a los registros genealógicos donde se generainformación más exacta.Mejoramiento de la producción de lana Una vez realizada la caracterización morfológica y productiva y definidos loscaracteres de importancia para la producción de fibra de los animales autóctonos, el pasosiguiente es la organización de registros de producción como base para la planificación de laselección, ya que no existe otra forma de detectar a los animales superiores. En las razas mejoradas, especialmente en las productoras de lanas finas, entre loscaracteres de importancia económica en la producción se pueden mencionar: el peso devellón, ya que en general éste producto se paga por kg, el que a su vez se encuentra influidopor el tamaño o peso corporal de los animales, la densidad de fibras, el largo de las mechasy la estructura del mismo que favorece o no la contaminación con agentes externos,principalmente de tipo vegetales. Los caracteres de calidad que deben ser mejorados se refieren al diámetro de la fibra,el largo de la mecha, el color, la resistencia a la tracción, la variación del diámetro de la fibray si son fibras finas el rizo o carácter, así como también, la presencia de médula.Éstos caracteres son importantes debido a que facilitan o no la confección y determinan lacalidad de las prendas obtenidas a partir de ellos.Los caracteres relacionados con la producción de lana son todos en general de mediana aalta heredabilidad (30% o más) y no poseen correlaciones genéticas importantes queimpidan mejoras simultáneas (Müeller, 2001) En las poblaciones de ovinos locales o criollas, como primer paso para encarar lamejora de las mismas se deberían determinar mediante una caracterización morfológica y 49
  • 50. productiva completa, cuales son los caracteres de calidad y cuales son los favorables para laobtención de los productos finales, que podrían variar debido a que, con frecuencia, lasfibras obtenidas de estos animales no son procesadas por la industria textil sino queconstituyen materia prima para artesanías. Antecedentes sobre éste tipo de caracterización de ovinos de lana son descriptas porAlejandre y col. (2005) quienes caracterizaron la talla o tamaño del animal, el colorpredominante, el peso promedio para hembras y machos (20 y 24 kg respectivamente) deovinos de lana en la comunidad indígena de los valles centrales de Oaxaca. Galdámez y col (2005) estudiaron las principales variables de producción y calidaddel vellón de las principales razas lanares de Chiapas a lo largo de la vida del animal, yestablecieron curvas de producción de peso corporal, porcentaje de fibras largas-gruesas,largo de mecha, la resistencia a la tracción, el punto de ruptura y la medulación en las fibrasgruesas. Estos parámetros objetivos se han tomado para el diseño de programas demejoramiento genético de estos animales, cuyo producto es utilizado mayormente para laconfección de la ropa tradicional de los indígenas. Sin embargo, éstos criterios surgieron dela caracterización completa de dichas razas locales (morfológica y productiva)estableciéndose en principio criterios empíricos de calidad aplicados por las tejedorasindígenas. Otros estudios en ese sentido fueron llevados a cabo por Corzo y col. (2005), queestudiaron características macro y microscópicas de la mecha y de la fibra de lana en tresrazas autóctonas iberoamericanas, las ovejas Café de Chiapas, Latxa del Sur de Chile y laCrioula Lanada de Brasil. Entre éstas características se incluyeron el porcentaje de fibraslargas-gruesas, siendo esto un indicativo de la aptitud para el trabajo artesanal, lo que secontrapone con la industria textil. Otra característica fue el diámetro, donde encontraron unadoble capa propia de las ovejas primitivas (finas: 20 µ de promedio y gruesas 44 a 60 µ)Mejoramiento de la producción de carne Para incrementar la producción de carne, en general, la herramienta genética deelección, son los cruzamientos debido a las ventajas surgidas del vigor híbrido y lacomplementariedad racial. Una premisa fundamental para el éxito de los cruzamientos es el mérito genético delcomponente racial, para ello, las razas intervinientes deberían ser cuidadosamente elegidas,ya que, las mismas deben aportar cualidades favorables a los individuos cruzas. Por lo tanto,el valor de cría medio de cada componente racial para los caracteres de importanciaeconómica, debe ser similar a los valores que se desean alcanzar en los animales cruzacomerciales. Por lo expresado, los recursos genéticos destinados a la producción de carnesiempre deben pasar por una primera etapa de selección y determinación de mérito genéticode los animales que intervendrán en los cruzamientos. Los caracteres básicos a seleccionar en la producción de carne son: productividadnumérica (reproductivos), es decir, número de corderos obtenidos por hembra y por año, quedepende principalmente de caracteres concernientes a la madre, como ser la actividadsexual fértil (estacionalidad) por la posibilidad de mayor número de partos al año, laprolificidad (número de crías por parto) y la habilidad materna, entre los que se incluye lacapacidad lechera. Éstos caracteres en general, salvo el último, son de baja heredabilidad en el ovino(0,05 a 0,2) (Müeller, 1992) por lo cuál el progreso obtenido por selección es generalmentebajo, pero de igual manera nunca debe ser excluido de dichos programas debido a que es uncaracter de importancia económica. 50
  • 51. El otro grupo de caracteres está relacionado con el potencial de crecimiento de loscorderos y aquellos relacionados con el rendimiento y la calidad de las canales,generalmente concernientes al padre. Éstos son, peso al nacimiento, peso al destete, peso al año, de medianaheredabilidad (0,30 a 0,40) y rendimiento de las reses, rendimiento al despiece y calidad delas canales, de alta a muy alta heredabilidad (0,40 a 0,80) (Müeller, 1992)El mejoramiento en estos caracteres podría convertirse en un arma de doble filo si no setiene en cuenta el ambiente en el que el animal deberá producir, al cual necesariamentedebe adaptarse, por ejemplo, el énfasis en el mejoramiento del peso adulto de los animaleslleva consigo un incremento de sus requerimientos nutricionales, por lo cual podríademandar alimentación complementaria o la disminución de la carga animal con laconsecuente disminución del número de vientres, culminando en una rentabilidad más baja. Debido a ello hay que tener muy en cuenta el sistema de producción en el cuál seestá llevando a cabo la mejora. Éstos criterios de selección descriptos para ovinoscarniceros, se aplican tanto a razas mejoradas como a razas locales si se considera lo dichoen el párrafo anterior.Difusión de los progresos obtenidos en la selección Una vez obtenidos los animales seleccionados, es necesario planificar losapareamientos y la difusión del patrimonio genético logrado en el programa de mejora. Losapareamientos se pueden realizar por mérito genético, es decir, las mejores borregas con losmejores carneros; o correctivos, por ejemplo, padres con lana gruesa con madres de lanafina y viceversa. La difusión del patrimonio genético obtenido por selección, se puede diseñar deacuerdo al tradicional esquema piramidal de las majadas constituido por un núcleo deanimales superiores situados en el vértice de la misma, majada general en el centro ydescarte en la base, donde el flujo de genes se produce siempre desde el vértice hacia labase pudiendo aceptarse algunas excepciones en que, de la majada general deben ingresarhembras al núcleo, generalmente por falta de efectivos de la raza en cuestión. Los métodosmodernos de reproducción (como la inseminación artificial) son instrumentos que acelerantodos éstos procesos.Producción de leche En los pueblos iberoamericanos, los inmigrantes llegados durante las primerasdécadas del siglo XX incorporaron su tradición y cultura hacia la producción de leche y quesode oveja, así como sus hábitos de consumo para este tipo de producto. En general, la leche de oveja es utilizada para la elaboración de quesos artesanalespara autoconsumo y algún remanente que puede ser comercializado localmente. Estamodalidad quedó estancada en el tiempo debido a múltiples factores como estacionalidad dela oferta, variaciones en la calidad del producto, cambio en los hábitos de consumo y por lotanto en la producción, hasta niveles insignificantes. En los países desarrollados donde existe tradición en la producción y el consumo dequesos ovinos existe una cadena agroalimentaria articulada y consolidada y generalmenteapoyada por los gobiernos a sus tres niveles (producción primaria, industria y mercado)(González y Catalano, 2000) Para que el mejoramiento de esta producción resulte sostenible, la misma demandaun alto costo en la formación de las majadas con razas altamente seleccionadas hacia laproducción de leche, en sistemas intensivos, así como tecnología especializada para elmanejo reproductivo, nutricional, sanitario, instalaciones para ordeño y demás infraestructura 51
  • 52. y equipamiento, por lo cual, al menos por el momento, esta aptitud con recursos ovinoslocales no se vislumbra como promisoria a menos que se cuente con una fuerte decisiónpolítica de los gobiernos para el desarrollo de la actividad, por lo tanto no se incluye en éstetrabajo las características de la mejora genética de ovinos lecheras como lo expuesto paralas demás.Pasos a seguir para la mejora de ovinos locales La caracterización de los recursos genéticos constituye el primer paso hacia suconservación y protección, así como también, la definición de la identidad de las poblacioneslocales no estandarizadas como el caso de los criollos en América, cuya deficiencia los hacesusceptibles de un desplazamiento por razas exóticas (Lanari, 2003). Asimismo, una población no puede ser apta para mejoramiento alguno si no seconocen sus características morfológicas, demográficas, productivas y genéticas, así comolos ambientes donde se desenvuelven y sus sistemas de producción.Censos o encuestas La primera etapa en un programa de mejoramiento sostenible de recursos genéticosovinos locales, considerando recurso local tanto a las razas autóctonas o nativas de unaregión en particular como aquellas adaptadas localmente por haber estado en unadeterminada región el tiempo suficiente como para adaptarse genéticamente a los sistemasde producción tradicionales o regionales (FAO, 1998), consiste en una estimación de losefectivos y su estructura poblacional, que puede ser realizado a través de censos oencuestas donde se incluyen ítems relacionados a los sistemas de producción para suposterior definición.Caracterización fenotípica La segunda sería la caracterización fenotípica morfológica utilizando un protocolocomún de medidas, que incluye a) medidas zoométricas cuantitativas, como peso vivopromedio en machos y hembras, longitud de la cabeza, longitud de la cara, ancho de lacabeza, alzada a la cruz, alzada a la grupa, largo del cuerpo, profundidad del tórax, ancho detórax, ancho de grupa, longitud de la grupa, perímetro toráxico, perímetro de la caña,calculándose con estas medidas los índices cefálico, de proporcionalidad, corporal, deprofundidad relativa del pecho, toráxico, pelviano, metacarpo-toráxico; b) atributoscualitativos elegidos por su capacidad discriminante en esta especie como presencia oausencia de lana en el cuerpo, presencia o ausencia de doble capa de fibras, calce delvellón, forma de la cabeza, dirección y posición de las orejas, presencia de cuernos ya seansimples o dobles o ausencia, dirección y presencia o ausencia de seños, pigmentación de lasmucosas, presencia o ausencia de pelos (blancos o pigmentados), color del vellón, color delas pezuñas, color de las mucosas, etc. La caracterización productiva antemortem incluye 1) Variables de crecimiento de las fases a) de cría como peso al nacimiento (kg), peso a los 30, 60 y 90 días de vida (kg), peso al destete (kg), ganancia diaria de peso en la lactancia (g); b) de recría como peso individual cada 30 días hasta la finalización de la recría (kg), ganancia diaria de peso en la recría (g). 52
  • 53. 2) Variables de reproducción que informan de la productividad de las hembras medidas a través de duración de la gestación, porcentajes de parición, tipo de parto, mortalidad al parto, porcentaje de destete e intervalo entre partos. 3) Caracterización de los productos donde se incluyen las características mencionadas más arriba de la lana y otras fibras. La caracterización productiva postmortem incluye los caracteres relacionados a lascualidades de la canal mencionadas anteriormente.Caracterización genética La caracterización genética se realiza, a través de distintas técnicas de biologíamolecular para la detección de polimorfismos de ADN que permiten describir la variacióngenética de una forma precisa, permitiendo establecer diferencias genéticas entrepoblaciones de tal forma de dirigir más efectivamente las acciones de conservación ymejoras de las mismas.Programas de mejora genética Los programas de mejora genética incluyen una etapa de planificación y una deejecución. Los pasos para la planificación son: 1. Descripción de sistemas productivos. 2. Definición de los objetivos y criterios de selección que se debe realizar de acuerdo a lo explicado a los primeros puntos del trabajo. 3. Estimación de parámetros de selección cuando sea posible. 4. Definir estrategias de mejoramiento que incluirían esquemas de mejora dentro de granjas individuales o bien esquemas colectivos con o sin conexión genética. 5. Organizar los controles para los registros de producción que posibiliten detectar los reproductores superiores a través de distintas técnicas de evaluación de su mérito genético que deberán estar acordes al nivel de la población a evaluar. 6. Organización de los productores en instituciones asociativas.La ejecución implica las siguientes acciones: 1. Recolección de información. 2. Evaluaciones genéticas. 3. Selección. 4. Utilización de los reproductores seleccionados intraracial o en cruzamiento.Conclusión La gran diversidad de material genético existente en los diversos países y regionesen particular hace posible el incremento eficiente de la producción ovina, pero es necesarioconocer con qué tipo de ganado se cuenta, su estructura básica y sus sistemas deproducción. Ésto permitiría incluir cambios y desarrollo tecnológico con la intervención deinstituciones de educación superior, de investigación, gubernamentales e inclusive de ONGque fortalecerían e incrementarían la cooperación para la investigación y desarrollo deprogramas de mejoramiento genético bien establecido en la estructura económica de lasdistintas poblaciones locales en un mediano a largo plazo, contribuyendo a revertir el estado 53
  • 54. de estancamiento de ésta actividad en muchas zonas o regiones con un potencial importantepara el desarrollo sustentable.Citas bibliográficas1. Alejandre Ortiz, M. E., Mariscal, L. A., López, S. 2005. Caracterización de los ovinos de lana en una comunidad indígena de los valles centrales de Oaxaca. Sexto Simposio Iberoaméricano sobre la Conservación y Utilización de Recursos Zoogenéticos CYTED-Chiapas. :46-48. Chiapas, México.2. Cardellino, R. 1992. Cruzamientos de razas laneras con razas carniceras. Secretariado Uruguayo de la Lana. Lananoticias Nº 99. :37-383. Corzo, J., Perezgrovas, R., Rojas, A. L., Ervé, M., Vaz, C. M., Zaragoza, L., Rodríguez, G. 2005. Características de la mecha de lana en ovejas autóctonas: Café de Chiapas, Latxa de Chile y Crioula Lanada de Brasil. Sexto Simposio Iberoaméricano sobre la Conservación y Utilización de Recursos Zoogenéticos CYTED-Chiapas. :119-123. Chiapas, México.4. FAO. 1993. An integrated global programme to establish the genetic relationships among the breeds of each domestic animal species. FAO. Rome.5. FAO. 1998. Primer documento de líneas directrices para la elaboración de planes nacionales de gestión de los recursos genéticos de animales de granja. 146 p.6. Galdámez, D., Perezgrovas, R., Sacchero, D., Lanari, M. R., Zaragoza, L., Rodríguez, G. 2005. Curvas estándar de resistencia a la tracción y medulación en fibras del ganado lanar de Chipas. Sexto Simposio Iberoaméricano sobre la Conservación y Utilización de Recursos Zoogenéticos CYTED-Chiapas. :115-118. Chiapas, México.7. González, C., Catalana, R. 2000. Sistemas de producción de leche ovina. Memorias del sexto curso de actualización en producción ovina. :137-143. Bariloche, Argentina.8. Lanari, M. R. 2003. “Variación y diferenciación genética y fenotípica de la CABRA CRIOLLA NEUQUINA en relación con su sistema rural campesino”. Tesis para optar al grado de Doctor en Ciencias Biológicas. Universidad del Comahue. San Carlos de Bariloche, Argentina.9. Lemos Chois, V. D. 2006. Planificación y control urbanístico en Bogotá. Desarrollo histórico y turístico. : 127. Bogotá, Colombia. Editorial Universidad del Rosario. Primera Edición.10. Müeller, J. 2001. “Mejoramiento genético de las majadas patagónicas”. Cap. 10. En Ganadería ovina sustentable en la Patagonia austral. :211-224. INTA EEA Santa Cruz. Santa Cruz, Argentina. 54
  • 55. APLICACIÓN DE TECNOLOGÍAS PARA EL MEJORAMIENTO DE LA PRODUCTIVIDAD YSUSTENTABILIDAD EN UNIDADES DE PRODUCCIÓN CAPRINAS TRADICIONALES EN VENEZUELAL. Dickson1, J. Salas1, I. Ortiz1, M. Oropeza1, G. Nouel2, R. D´Aubeterre1, W. Armas1 y J. Rincón2.1 Instituto Nacional de Investigaciones Agrícolas. Km 7 vía Barquisimeto-Duaca, Sector ElCují, Estado Lara. Venezuela.2 Universidad Centroccidental Lisandro Alvarado, Tarabana, estado Lara. Venezuela.Resumen El proyecto tiene como objetivo desarrollar y aplicar, de manera integral,biotecnologías en diversas áreas de la producción caprina y ovina con el fin de incrementarla productividad y aumentar la sustentabilidad de rebaños tradicionales en estos rubros. Elproyecto se inició en febrero de 2005 con la selección de las comunidades en el municipioTorres del estado Lara, Venezuela. En las mismas se realizaron diagnósticos participativosrestringidos para estudiar la problemática existente y acordar las acciones a serimplementadas. Como resultado se establecieron 2 zonas de acción, el eje Villa Araure-LosAranguez y la comunidad de San José de Los Ranchos (5 caseríos) donde seimplementaron 2 rutas sanitarias con 24 unidades de producción para el seguimientoproductivo y monitoreo sanitario de los rebaños. Como resultado se diagnosticó por primeravez en el país la presencia de distintos serovares de Leptospira (L. pomona, L. canícola y L.hebdomadis) en rebaños del eje Villa Araure-Los Aranguez. De igual forma se atendió lacasuística presentada en los rebaños de la zona encontrándose que los principalesproblemas fueron Diarreas (21.9%), Miasis (10.6%), Abcesos (10.6%), Mastitis (8.5%),Síndrome del Cabrito Débil (6.8%), Decaimiento General (6.5%), Pododermatitis (5.8%),Poliartritis (4.4%), Queratoconjuntivitis (3.7%), Problemas Respiratorios (3.4%) y otras(17.8%). No se encontraron animales reactores a Brucela mediante la prueba de card test.Producto de la capacitación recibida por los productores (17 Talleres y cursos) y a lasmejoras realizadas en el manejo general del rebaño se logró un aumento significativo(P<0.05) del peso al nacer de las crías entre el año 2005 y 2006 de 2.948 a 3.212 kg en VillaAraure-Los Aranguez y de 2.545 a 2.668 kg en San José de Los Ranchos. Como otro logródel proyecto se establecieron 7 unidades de aproximadamente 1ha c/u para la producciónde forraje de con especies como Leucaena Leucocephala, Cynodon CynodonPleichtostachius y Opuntia Ficus Indica. Se inició la congelación de semen y el programa deinseminación artificial con más 125 animales. También se diseñó y puso en funcionamientouna página Web (www.bioteccaprina.inia.gob.ve) para la difusión de material didáctico,resultados obtenidos e información concerniente a la producción caprina y ovina. Por otraparte en el eje Villa Araure-Los Aranguez se esta construyendo una vitrina tecnológica quecontempla la puesta en funcionamiento de una planta semiindustrial de procesamiento lácteoy una planta de procesamiento de cárnicos que permita mejorar la comercialización de losproductos y los niveles de ingresos obtenidos por los productores.Palabras Clave: Sustentabilidad, Tecnologías, Productividad, Diagnostico Participativo,Caprinos y Ovinos. 55
  • 56. Technology application to improve productivy and sustainability in traditional goat production units in VenezuelaAbstract The Project objective is to develop and apply integrated biotechnologies in goat andsheep production in order to increase productivity and sustainability of traditionally raisedgoat and sheep herds. Project initiated in February 2005 with selection of communities inTorres municipality of Lara State, Venezuela. In selected communities restricted participativediagnostics were carried out to study goat and sheep raising situation and to agree in actionsto be taken. As a result 2 work zones were defined: Villa Araure-Los Aranguez axis and SanJosé de Los Ranchos community (5 hamlets), were 2 sanitary routes with 24 production unitswere implemented for monitoring and productive follow up of herds. As a result 3 LeptospiraSerovars were detected in Villa Araure-Los Aranguez axis (L. pomona, L. canícola y L.hebdomadis) for the first time in goat herds of Venezuela. No animal reactants to Brucellawere detected. Most important sanitary cases affecting production were: Diarrheas (21.9%),Miasis (10.6%), Abscesses (10.6%), Mastitis (8.5%), Floopy Kid Syndrome, (6.8%), GeneralWeakness (6.5%), Pododermatitis (5.8%), Poliarthritis (4.4%), Queratoconjuntivitis (3.7%),Respiratory problems (3.4%) and others (17.8%). As a result of producers training (17workshops and curses) and changes in herd management introduced a significant (P< 0.01)increase in kidding weight was observed in Villa Araure-Los Aranguez from 2.948 to 3.212 kgand in San Jose de Los Ranchos from 2.545 to 2.668 kg in year 2006 when compared to2006. A reduction of 79.6% in pathologies observed was achieved from 2005 to 2006. Asother result 7 forage production units were established with introduced species likeLeucocephala, Cynodon Cynodon Pleichtostachius y Opuntia Ficus Indica. Semen Freezingand insemination program was initiated in more than 125 animals. A web page was alsodesigned (www.bioteccaprina.inia.gob.ve) to promote diffusion of results, didactic materialand other important information. In the VillaAraure-Los Aranguez axis a Semiindustrial milkplant and meat plant are being installed to improve processing and marketing of products inorder to increase income obtained by producers.Key Words: Sustainability, Productivity, Participative Diagnostic, Sheep and GoatsIntroducción La cría de caprinos en Venezuela se lleva a cabo en las regiones semiáridas de losestados Lara, Falcón y Zulia donde se concentran según las ultimas estadísticas disponibles(MAC1998) un 80.3% de los 3,032,880 efectivos caprinos que se calculan existen en el país. La cría tradicional de caprinos se caracteriza por ser de tipo extensiva, donde losanimales pastan áreas comunes de vegetación natural de muy baja capacidad desustentación (3.5 ha/UA) con muy poco manejo zootécnico y muy baja utilización detecnología por parte del criador (INIA-Fonacit, 2005). El animal utilizado es el criollo, el cual es un animal muy resistente que haevolucionado para adaptarse a las condiciones de crianza, pero cuya productividad esconsiderada baja si se toma en cuenta que su producción de leche es de solo 378 gr/día enlactancias que promedian los 151 días (García, 1982) y un peso al destete (3meses de edad)de 9.0 kg (Dickson, 1993) aunque con una prolificidad aceptable de 1.6 crías por parto(García et al. 1996). La cría tradicional de caprinos misma se inició en Venezuela unas décadas despuésde la colonización y de ella dependen unas 30 mil familias aproximadamente. No obstante lamisma ha venido sufriendo una deserción bastante preocupante debido principalmente a las 56
  • 57. condiciones socioeconómicas de esta actividad y a la falta de estimulo por la bajaproductividad de la misma, lo que pone en riesgo su sustentabilidad y permanencia en eltiempo. El presente proyecto tiene como objetivo mejorar la productividad y sustentabilidad dela cría caprina tradicional en las zonas de influencia, mediante la capacitación, introducciónde tecnología, asistencia técnica permanente y facilitación de medios de procesamiento ycomercialización de los productos obtenidos.Materiales y Métodos Para su ejecución y por exigencias del ente financista el Fondo Nacional de Ciencia yTecnología (Fonacit) de Venezuela, el proyecto se dividió en 4 componentes (Investigación yDesarrollo, Transferencia Tecnológica, Fortalecimiento a Centros y Fortalecimiento a Redes)y se inició en febrero de 2005 con la selección de las comunidades piloto de San José de losRanchos, Villa Araure y Los Aranguez en el municipio Torres del estado Lara, Venezuela. En las comunidades seleccionadas se realizaron diagnósticos participativosrestringidos para estudiar la problemática existente y acordar las acciones a serimplementadas. Las herramientas utilizadas fueron el mapeo rural participativo, el calendarioagrícola, la justificación de la actividad productiva y el levantamiento de indicadores delsistema caprino. Como resultado se establecieron bajo el componente de Investigación y Desarrollo dedos (2) rutas sanitarias con la inclusión de 24 unidades de producción para la aplicación detecnologías, el seguimiento productivo y monitoreo sanitario de los rebaños. En los rebaños seleccionados se realizaron muestreos estratificados dirigidos para eldiagnostico mediante la prueba de Card Test de Brucelosis y por Aglutinación Microscópicade Leptospirosis, dado que uno de los problemas priorizados con mayor jerarquía por losproductores fue el debido a los abortos estaciónales. De igual manera se realizaron muestreos coprológicos y hematológicos para eldiagnostico de parásitos intestinales y hemoparásitos ya que las anemias, diarreas yparasitosis fueron priorizadas en un rango de medio a alto por los productores dentro deldiagnostico de la problemática sanitaria. La información ha sido parcialmente analizada utilizando el programa GLM delpaquete estadístico SAS (1992).Avances Obtenidos Como parte de los avances obtenidos en el componente de investigación y desarrollodel proyecto y producto del monitoreo sanitario de las 24 unidades de producción bajoseguimiento, se logró diagnosticar por primera vez en caprinos en Venezuela la presencia delos serovares L. Pomona, L. Canícola y L. Hebdomadis de Leptospira en los rebaños del ejeVilla Araure-Los Aranguez (Armas et al, 2006). No se encontraron animales reactores a Brucela en ninguna de las 2 comunidadesbajo seguimiento. No obstante en el eje Villa Araure-Los Aranguez el Servicio Autónomo deSanidad Agropecuaria (SASA) de Venezuela encontró y ordenó el sacrificio de animales porresultar positivos a la prueba complementaria de Mercapto Etanol. En pruebas más recientesrealizadas por el laboratorio de diagnóstico sanitario del programa Integral par el desarrolloLechero (PIDEL) de la Universidad Centroccidental “Lisandro Alvarado” (UCLA), estosmismos sueros han resultado negativos a pruebas de Elisa Competitiva. Esto plantea lanecesidad de revisar el protocolo y las pruebas de diagnóstico utilizadas por los laboratoriosoficiales. 57
  • 58. En cuanto a la casuística sanitaria presentada en las unidades de producción bajomonitoreo, Ortiz et al. (2005) encontraron que las principales patologías que afectaron estosrebaños fueron: Diarreas (21.9%), Miasis (10.6%), Abcesos (10.6%), Mastitis (8.5%),Síndrome del Cabrito Bobo (6.8%), Decaimiento General (6.5%), Pododermatitis (5.8%),Poliartritis (4.4%), Queratoconjuntivitis (3.7%), Problemas Respiratorios (3.4%) y otras(17.8%). Como resultado de las prácticas implementadas para mejorar el manejo general delrebaño como son: la desinfección del ombligo al nacer, la desparasitación regular, laseparación de animales enfermos del resto del rebaño, el tratamiento de los animales conmastitis y la rotación de vermífugos, entre otras, se logró disminuir en la comunidad de SanJosé de Los Ranchos, el número de patologías diagnosticadas en el 2006 con relación al2005 en 79.6% y en el lapso enero-junio del 2007 en 98.2%. Esta disminución se debióprincipalmente a una menor presentación de casos de Diarreas, Abcesos, y Miasis. En el caso de Villa Araure-Los Aranquez, aunque se observó un descenso en laocurrencia de ciertas patologías, el número total de casos fue afectado por un incremento enla presentación de problemas respiratorios y mastitis, en algunas de las unidades deproducción. Lo anterior refuerza la necesidad del monitoreo sanitario permanente y laadopción de estrategias para su superación. Por otra parte el seguimiento productivo mostró que el peso al nacer de las crías enambas zonas de trabajo del año 2005 al 2006 registró un aumento significativo (P< 0.05) de2.950 ± .050 a 3.210 ± .060 kg en el eje Villa Araure-Los Aranguez y de 2.545 ± .057 a 2668± .039 en San José de Los Ranchos. Tanto en la presentación de casuísticas, como en los índices productivos seobservaron, unidades de producción sobresalientes tal vez como indicativo de la mejoradopción por parte de los productores de las prácticas sugeridas. También bajo el componente de investigación y desarrollo se logró establecer un totalde 7 bancos forrajeros de aproximadamente 1 ha con especies introducidas de probadaadaptación, como son la Leucaena leucocephala, Cynodon pleichtostachius y Opuntia ficusindica. Destinadas a la alimentación de los grupos fisiológicos de mayores requerimientosnutricionales como son cabritonas próximas a la pubertad, cabras gestantes y cabraslactantes. Bajo este componente se diseñó y se hizo el registro de patente correspondiente deuna planta procesadora de estiércol caprino y ovino para la producción de fertilizanteorgánico por medios físico-químicos, que permitan dar valor agregado a este subproducto. Elprototipo que será instalado en la comunidad de San José de los Ranchos esta en fase deconstrucción con recursos del Ministerio de Ciencia y Tecnología de Venezuela para unaRed de Innovación Productiva formulada para tal fin. De igual manera bajo este componente se logró durante el segundo semestre del2006 dar inicio a la congelación de semen (1150 dosis) de ejemplares de alto valor genéticopertenecientes al Centro de Producción e Investigación en Caprinos y Ovinos del INIA-Lara yse comenzó durante el primer trimestre del 2007 el programa de mejoramiento genético derebaños mediante inseminación por vía laparoscópica lográndose hasta junio inseminar untotal de125 animales. El esfuerzo realizado en el Componente de Transferencia Tecnológica se ve reflejadoen el total de actividades de capacitación llevadas a cabo en el período febrero del 2005-junio 2007 (19 talleres y cursos) en áreas como la sanidad animal, la identificación y registrode animales, el mejoramiento genético, la producción de abono orgánico a partir del estiércolde caprinos, el procesamiento y curtiembre de pieles, entre otros. Bajo este componente se diseño y puso en funcionamiento una pagina web(www.bioteccaprina.inia.gob.ve) con la finalidad de dar a conocer los resultados obtenidos enla ejecución del proyecto. También para brindar información didáctica a productores y 58
  • 59. técnicos de estos rubros, así como para informar acerca de eventos y noticias de importanciaen el sector. De igual forma se habilitó un centro de información digitalizada en la biblioteca delINIA-Lara, para brindar facilidades de acceso a la web y al material disponible en formatosdigitales para los interesados en estos rubros. También se produjeron un total de 6 trípticos, 2 folletos y un manual de producción deovinos y caprinos como material de apoyo a las acciones de divulgación y transferenciatecnológica. Como parte de las acciones en el componente de Fortalecimiento a Centros, se logróremodelar y equipar con la última tecnología disponible, un laboratorio de biotecnología de lareproducción en el INIA-Lara, un laboratorio de nutrición animal en la UCLA y un laboratoriode diagnóstico sanitario en el INIA-Lara que recientemente ha sido acreditado por el SASAcomo laboratorio de apoyo, con el fin de fortalecer las actividades de investigación y servicioa productores de caprinos y ovinos. En el Componente de Fortalecimiento a Centros y en coordinación con la Red deInnovación Productiva del municipio Torres impulsada por Ministerio de Ciencia y Tecnologíaa través de su fundación regional (Fundacite Lara) se dió inicio a la remodelación yequipamiento de un galpón perteneciente a la Cooperativa de productores del eje VillaAraure-Los Aranguez, a fin establecer una planta semiindustrial de derivados lácteos quepermita la diversificación y comercialización de productos de la leche caprina producida porlos productores cooperantes y otros productores de la región.Conclusión Como conclusión se puede afirmar que es posible desarrollar y hacer uso detecnologías y metodologías participativas existentes, con el fin mejorar la productividad ycomo consecuencia la sostenibilidad de la cría caprina y ovina tradicional. No obstante estorequiere de una inversión estratégica por parte del estado de recursos en áreastradicionalmente desasistidas.BibliografíaArmas, W., Oropeza, M., Ortíz, I., Dickson, L., Salas, J., D’Aubeterre, R., Rosas, B., y G.García. Presencia de Anticuerpos de Leptospira en Caprinos del Municipio Torres en elEstado Lara, Venezuela. Resumen. V Congreso Nacional de Ovinos y Caprinos.Barquisimeto, Venezuela del 17 al 20 de octubre del 2006.Dickson, U. L y O. García B. 1993. Experiencias de Validación de Tecnologías enComunidades Caprinas del Estado Lara, Venezuela. Memorias. II Congreso Internacional deCiencias Veterinarias. Maracay, Venezuela.García, B., O. 1982. Genetic Analysis of a Crossbreeding Experiment Using Improved DairyGoat Breeds and Native Goats in a Dry Tropical Environment. University of California, Davis.USA. PhD. Tesis.García, B. O., García, B. E., Bravo, J. y E. Bradford. 1996a. Análisis de un experimento decruzamiento usando caprinos criollos e importados. VII Producción de leche y evaluación degrupos raciales. Rev. Fac. Agron. (LUZ), 13: 611—625. 59
  • 60. INIA-Fonacit, 2005. Desarrollo y Aplicación de Biotecnologías en el mejoramiento Genético,Suministro de Alimentos, Diagnóstico Sanitario e Incremento del Valor Agregado deProductos en Unidades de Producción Caprina y Ovinas del Centro Occidente de Venezuela.Resumen de Sub-Proyectos en Ejecución. Biotecnología Agrícola en Síntesis. 1era. Ed.Maracay, Venezuela P. 68.MAC (Ministerio de Agricultura y Cría). 1998. Anuario Estadístico Agropecuario. División deediciones y Publicaciones. Caracas, Venezuela. 307 p.Ortiz, I., Rosas, B., Dickson, L., Oropeza, M., Salas, J. A., Armas, W., D’Aubeterre, R yG., García. Principales Patologías en Rebaños Caprinos Extensivos de San José de LosRanchos y Villa Araure, Municipio Torres del Estado Lara. Venezuela. Resumen. V CongresoNacional de Ovinos y Caprinos. Barquisimeto, Venezuela del 17 al 20 de octubre del 2006.SAS. Statistical Analysis System (1992) System for linear models. 3rd ed. Cary (NC): SASInstitute Inc. 329 p. 60
  • 61. DISEÑO DE UN PROGRAMA DE CONSERVACION DE ANIMALES DOMESTICOS 1, 2, 3 Nílton César Gómez Urviola1 Docente de la Universidad Nacional Micaela Bastidas de Apurimac - Perú2 Coordinador por Perú RED XII-H / CYTED3 Coordinador por Perú Rede Sul Americana para a Formação de Recursos Humanos emConservação e Produção de Pequenos RuminantesJr. Ayacucho 864-B, Puno – Perú; gomezurviola@hotmail.comResumen Las decisiones que se tengan que tomar respecto a la realización de la conservacióno mejora de los recursos genéticos animales, implica invertir mucho dinero, por lo que serequiere de información exacta, precisa y de calidad, que actualmente no existe enLatinoamérica (SGRP, 2006). La falta de información impide tomar decisiones apropiadascon respecto a la conservación, impide utilizar eficazmente los fondos limitados disponibles.En este contexto la pérdida de razas es inevitable dado la dinámica actual de los sistemas deproducción. Pero también es cierto que pese a estas limitantes tenemos que comenzar atrabajar salvaguardando nuestra diversidad genética, ya que los animales son un recursoestratégico en la búsqueda de la seguridad alimentaria del mundo. Las razas que hoytenemos fueron creadas durante el desarrollo humano, hace miles de años, pero en pocosaños están desapareciendo, por problemas medioambientales, por ejemplo los cambios enlos agro-ecosistemas (Anderson, 2004). También han jugado un rol importante en la erosióngenética, las guerras, enfermedades y otros desastres naturales, como la sequía, lasinundaciones, los terremotos, etc. (Goe y Stranzinger 2002). DESIGN OF A PROGRAM OF CONSERVATION OF DOMESTIC ANIMALSAbstract Decisions that have to take regarding the realization of the conservation orimprovement of the farm animal genetic resources imply to invest a lot of money, for what isrequired of exact, precise information of quality that at the moment doesnt exist inLatinoamérica (SGRP, 2006). Lack of information prevents to make appropriate decisionswith regard to the conservation, it prevents to use the available limited funds efficiently. In thiscontext the loss of races is unavoidable by current dynamics of the production systems. But itis also certain that in spite of these obstacles we have to begin to work safeguarding ourgenetic diversity, because of the animals are a strategic resource in the search of thealimentary security of the world. Races that today we have were created during the humandevelopment, it makes thousands of years, but in few years they are disappearing, forenvironmental problems, for example the changes in the agriculture-ecosystems (Anderson,2004). Also have influence in the genetic erosion, the wars, illnesses and other naturaldisasters, as the drought, the floods, the earthquakes, etc. (Goe and Stranzinger 2002). 61
  • 62. Para qué y por qué conservar los recursos genéticos animales Desde los primeros tiempos, el ganado ha sido el sustento para el ser humano,basado principalmente en lo que hoy llamamos biodiversidad. Los procesos de adaptación atodo tipo de zonas agroecológicas, no hubiera sido posible si es que no hubiera existido ladiversidad genética. Estos procesos de adaptación propiciaron la aparición de centenares derazas / poblaciones, ya sea por selección natural y humana (dependió de sus necesidadesexpresadas en las demandas de mercado). Los recursos zoogenéticos son un elementoestratégico, para la seguridad alimentaria del planeta, su sostenibilidad y desarrollo,dependen de un uso racional de los mismos, para ello necesitamos conocer sobre su estado.El advenimiento de técnicas moleculares está cambiando los escenarios, ahora, se puedecaracterizar la diversidad de los genotipos, lo que nos permitiría inferir el fenotipo esperadodadas ciertas condiciones medioambientales en que el animal se ha criado y/o vivenaturalmente. Es necesario que los recursos zoogenéticos sean capaces de responder al presenteen cuanto a cubrir las necesidades del hombre, asimismo reducir el riesgo respecto a laseguridad alimentaria en el futuro. Se hace necesario ya iniciar un cambio de mentalidad, encuanto a las crianzas intensivistas, que están relacionados con un número pequeño derazas, seleccionadas por sus características productivas. La necesidad para la conservaciónde la diversidad está muy relacionada aparte de la productividad, con la supervivencia enmedios agro-ecológicos adversos, el mantenimiento de las características raciales, laresistencia natural a las enfermedades, su importancia socio cultural en los pueblosindígenas, otros. Las razas creadas, en el tránsito del desarrollo humano hace cientos deaños, están desapareciendo, en un corto tiempo, por problemas medioambientales, porejemplo los cambios en los agro-ecosistemas (Anderson, 2004). También han jugado un rolimportante en la erosión genética, las guerras, enfermedades y otros desastres naturales,como la sequía, las inundaciones, los terremotos, etc. (Goe y Stranzinger 2002).Opciones y estrategias para la conservación de recursos zoogenéticos Una conservación efectiva y eficiente, requiere aplicar la conservación ex situ, enbancos de germoplasma, y la conservación in situ, en los hábitats de las especies. Laconservación ex situ aseguraría la variabilidad genética de las especies en el tiempo y laconservación in situ, permitiría la evolución y la coevolución natural de las especies. Laintegración de los sistemas de conservación en los planes de desarrollo sustentable regional,con la participación de las comunidades locales, permitirían garantizar la conservación de labiodiversidad en el tiempo y su aprovechamiento sostenible al otorgar nuevas alternativaspara el desarrollo (Squeo, 2001). Una estrategia es un proceso que debe guiar la consecución de una serie deobjetivos y metas para lograr una misión específica. Requiere información diagnóstica deuna realidad orientada a identificar fortalezas, debilidades, oportunidades, amenazas ydeterminar las vías y acciones más idóneas para impulsar a un conjunto de actores enbeneficio de una comunidad. Una estrategia para la conservación de ecosistemas deberíaestar soportada principalmente por:a. Información e investigación como pilares del conocimiento.b. Una política del estado para la conservación de recursos.c. Programas y acciones de educación ambiental, capacitación e incorporación de las comunidades en la conservación y defensa de los recursos naturales. 62
  • 63. Los programas de conservación, se focalizan preferentemente en las especiesconsideradas como recursos genéticos, dentro de un esquema económico, vale decir,especies con al menos un uso reconocido y que representen un valor actual o potencial.Aspectos que se deben considerar para el diseño de un sistema de conservación insitu y ex situ de la biodiversidad La conservación de una especie debe considerar la genética y dinámica de laspoblaciones, sus aspectos ecológicos, reproductivos y su fisiología. Hay que tener en cuentaque la selección provoca serios efectos que derivan en erosión genética y se modifican lospatrones de la estructura genética de las especies. La selección se aplica cuando se procedea la utilización de las especies, jamás cuando el objetivo es la conservación (Crossa, et al.1993). La erosión genética es la pérdida de genes. La pérdida de genes es provocada porselección natural y/o humana (voluntaria e involuntaria, directa e indirecta) y constituye unagrave amenaza a las especies y a sus poblaciones. Esta diversidad genética es la sumatoriade todas las combinaciones de genes resultantes de la evolución en las especies.Comprenden desde las especies silvestres con algún uso, actual o potencial, hasta genesclonados (Hidalgo, 1991). Otro aspecto importante, es el tamaño de las poblaciones, ya que define lasprobabilidades de supervivencia de la especie en el largo plazo y en base a ello, sedeterminan estrategias de conservación (Frankel, 1984). Las poblaciones de mayor tamañocontienen un nivel más alto de diversidad genética que las poblaciones pequeñas y esto estárelacionado a las probabilidades de que se encuentren genes raros o de baja frecuencia(menos de 0,5%). En términos generales, es muy importante que una estrategia deconservación in situ, se pueda insertar en los planes regionales de desarrollo y usosustentable de los recursos naturales, para generar intereses comunes entre la conservaciónde la naturaleza y su utilización (Cubillos, 1998). La participación de las comunidades locales en la conservación in situ, es la figuraque se promueve a nivel internacional, debido a su dominio sobre los territorios y a losconocimientos tradicionales que mantienen en torno al uso y manejo de los recursosnaturales. Al entregar el rol de la conservación a las comunidades junto a la capacitaciónsobre el uso sustentable de la biodiversidad, se entregan invaluables oportunidades dedesarrollo socioeconómico a las comunidades, las cuales en general, tienen elevadosíndices de extrema pobreza y marginalidad social (Hoyt, 1988). La conservación de la diversidad animal (in situ) es vital para mantener los procesosevolutivos que han originado la gama de organismos. Pero también la conservación degermoplasma fuera de su ambiente en bancos genéticos (ex situ) es esencial para preservarlos recursos genéticos. El objetivo principal de la conservación ex situ es apoyar lasupervivencia de las especies en sus hábitats naturales, por lo tanto debe ser consideradaen toda estrategia de conservación como un complemento para la preservación de especiesy recursos genéticos in situ. Existen diferentes modalidades de conservación ex situ; lasespecies para la alimentación y la agricultura normalmente se conservan en bancos degermoplasma, pero existen otras modalidades como los zoológicos, centros de rescate,zoocriaderos, museos, otros. 63
  • 64. BibliografíaAnderson, S. 2004. A review of environmental effects on animal genetic resources. AnGRThematic paper. FAO.Crossa, J.; et al. 1993. Statistical genetic considerations for maintaining germplasmcollections. Theoretical and Applied Genetics 86:673-678Cubillos, A. 1998. Principios para la conservación in situ de parientes silvestres de plantascultivadas: el caso de las especies de Lycopersicon en Chile. Serie la Platina 68:1-15Frankel, O.H. 1984. Genetic diversity, ecosystem, conservation and evolutionaryresponsibility. En: Ecology in practice 1. Ecosystem management. Di castri F., F. W. G. Bakery M. Hadley (Eds.). UNESCO y Tocooly International Publishing. 414-427Goe, M.R.; Stranzinger, G. 2002. Livestock as a Component of Disaster Risk Management:Quantifying the Effect of Emergency Relief Operations on Animal Genetic Resources.Concept Note prepared for FAO Animal Genetic Resources Group, Rome. Breeding BiologyGroup, Institute of Animal Sciences, Swiss Federal Institute of Technology, Zurich.Hidalgo, R. 1991. Conservación ex situ. En: Técnicas de manejo y uso de los recursosgenéticos vegetales. D. Bamwell, O. Hamann, V. Heywood y H. Singe. Eds. Academic Press,UK. p 3-18Hoyte, E. 1988. Conserving the wild relatives of crops. Rome: International Board for PlantGenetics Resources/IUCN/WWF. 45 pSGRP. 2006. Options and Strategies for the Conservation of Farm Animal GeneticResources: Report of an International Workshop and Presented Papers (7–10 November2005, Montpellier, France) [CD-ROM]. CGIAR System-wide Genetic Resources Programme(SGRP)/Bioversity International, Rome, Italy.Squeo, F.A.; et al. 2001. Libro Rojo de la Flora Nativa y de los Sitios Prioritarios para suConservación: Región de Coquimbo. Ediciones Universidad de La Serena, La Serena, Chile. 64
  • 65. ARTICULOS DE INVESTIGACION 65
  • 66. RESISTÊNCIA GENÉTICA A PARASITAS GASTROINTESTINAIS EM CAPRINOS, NO NORDESTE DO BRASIL – ESTUDO PRELIMINAR Almeida, M.J.O.1; M. N. Ribeiro2; G.M.C. Carvalho; A.M. Araújo³; F.S.M. Sale4; I.C. Saraiva.5; M.A.D Franco51 Doutor em Zootecnia. Departamento de Zootecnia/CCA. Universidade Federal da Paraíba. Campus III. Areia- Brasil. E-mail: mjacob@email.com.br2 Departamento de Zootecnia/CCA. Universidade Federal Rural de Pernambuco. Recife-Brasil. e-mail: mnribeiro@yahoo.com3 Zootecnista. Pesquisador da Embrapa Meio-Norte. Email: geraldo@cpamn.embrapa.br adriana@cpamn.embrapa.br4 Eng.º Agrônomo. Pesquisador da Embrapa Meio-Norte email: fsergio@cpamn.embrapa.br5 Bolsistas da Embrapa Meio-Norte.Resumo Um dos maiores entraves para a produção de caprinos na região nordeste do Brasiltem sido a elevada contaminação por parasitas gastrointestinais ou helmintos. O usoindiscriminado de anti-helmínticos tem causado o aparecimento de populações de parasitasresistentes. Como a utilização de anti-helmínticos tem representado um elevado custoeconômico para a exploração de caprinos e ainda não surtiu os efeitos esperados, resta aopção de minimizar esses efeitos negativos com a utilização de animais geneticamenteresistentes a parasitas gastrointestinais. Considerando que a resistência a parasitas éhereditária, realizou-se um estudo preliminar sobre o grau de infestação entre caprinos deraças importadas e de raças nativas ou autóctones brasileiras. Apesar dos níveis de OPGestarem bem acima dos aceitáveis, ainda assim, demonstram uma maior susceptibilidadeem animais SRD (Sem Raça Definida), seguidos dos Anglonubianos. A Raça Marotaapresentou menor contaminação, o que indica uma maior resistência genética dos animaisde raça nativa ou autóctone.Palavras-chave: caprinos, raças nativas, parasitas, helmintos. GENETIC RESISTANCE THE GASTROINTESTINAL PARASITES IN GOAT, THE NORTHEAST OF BRAZIL - PRELIMINARY STUDYSummary One of the biggest impediments for the production of goat in the northeast region ofBrazil has been the high contamination for gastrointestinal or helmintos parasites. Theindiscriminate use of antihelminthics occasioned the appearance of populacoes of resistantparasites. As the use of antihelminthics has represented one raised economic cost forexploration of goat and still not occasioning the waited effect, remains the option to minimizethese negative effect with use of geneticamente resistant animals the gastrointestinalparasites. Considering that the resistance the parasites is hereditary, became fullfilled apreliminary study on the goat degree of contamination between of imported races and nativeraces or autoctones brazilians. Despite the of OPG levels being well above of thepermissible, still thus, they demonstrate a bigger susceptibility in animals SRD (withoutdefinite race), followed of the Anglonubianos goats. The Marota Race presented less 66
  • 67. contamination, what it indicates a higher genetic resistance of the animals of native orautóctone race.Key words: goats, native races, parasites, helmintsIntrodução A alta incidência de infecções por parasitas gastrintestinais em caprinos criados apasto, geram severas perdas associadas à produção e provoca elevação dos custos, sejapelo uso de antihelmínticos ou pela morte dos animais (FAO, 2003). As infecções porhelmintos são consideradas como a principal causa das perdas econômicas na exploraçãode caprinos (ATHAYDE, 1996; FAO, 2003). Um claro exemplo disso está representado pelogasto com importações de ivermectina para uso em ruminantes (sem considerar outros anti-helmínticos), que no Brasil chega na ordem de 16,5 milhões de dólares por ano (ABIQUIF,2004). A resistência ou susceptibilidade a helmintos varia de acordo com a idade, estadofisiológico e raça. Nos primeiros meses de vida, os animais são considerados susceptíveis,mas na idade adulta tornam-se mais resistentes. Pesquisas realizadas, principalmente comovinos, demonstram diferenças marcantes entre as raças conhecidas, sendo maisresistentes a parasitas gastrointestinais aquelas mais adaptadas ao meio, como os ovinos daraça Santa Inês (70% de resistência), enquanto a raça Suffolk mostrou apenas 20% deresistência (Amarante et al., 2004). A susceptibilidade entre raças de caprinos tem sido relatada em diversos trabalhos.Estudos realizados no Brasil demonstram que caprinos da raça Anglonubiana apresentamvalores de volume globular e hemoglobina superiores aos animais da raça Canindé, quandoexpostos a infecção natural por H. contortus (Costa et al., 2000). Estudos realizados em diversos países demonstram correlação negativa entre ascontagens de OPG (ovos por grama) e o ganho de peso, demonstrando que animais maisresistentes são mais produtivos.Objetivo Determinar o grau de infestação de helmintos gastrointestinais em caprinos de raçasimportadas e de raças nativas brasileiras.Material e métodos Foram utilizados três grupos de animais: caprinos da raça Marota (raça nativa), raçaAnglonubiana (exótica) e animais SRD (Sem Raça Definida), pertencentes à grupaçãocaprina do nordeste do Brasil. A técnica utilizada no diagnóstico da verminose foi a de contagem de ovos por gramade fezes (OPG), modificada de Gordon e Whitlock (1939). A coleta de amostras para examesparasitológicos foi realizada diretamente na ampola retal. Para auxiliar a coleta, fez-semassagem nas paredes retais com os dedos lubrificados, sempre lavando-os antes de novacoleta. Os sacos plásticos utilizados para armazenar as fezes foram devidamente limpos ecolocados na geladeira a 4 graus celsius, para evitar a aceleração da eclosão dos ovosembrionados. As amostras foram pesadas em 2g de fezes, triturando com bastão eadicionando 28ml de água destilada e 30ml de solução hipersaturada de cloreto de sódio(Nacl); passou-se a suspensão em uma peneira de plástico, juntamente com um funil paraum recipiente de vidro (todos identificados com a numeração de acordo com o número daamostra); Homogeneizou-se a solução e com uma pipeta de Pasteur, encheu-se os dois 67
  • 68. lados da Câmara de McMáster. Em seguida, foram realizadas as leituras (contagem de ovos)nas duas áreas da Câmara (esquerda e direita). Os totais de ovos encontrados forammultiplicados por 100 para obter o resultado final em OPG.Resultados Foram destacados nos resultados obtidos, até o momento, a presença de ovos denematódeos gastrintestinal Strongyloides (ovos que já contém uma larva ao serem postos),ovos de Moniezia (cestódeos) e ovos de Eimeria (protozoário). Tabela 1 - Nível de contaminação por helmintos gastrointestinais em caprinos. Raça N Média Marota 18 1.462 SRD 18 5.993 Anglonubiana 18 2.977Conclusão Embora os níveis de OPG apresentados estejam acima dos aceitáveis, demonstramuma maior susceptibilidade em animais SRD (Sem Raça Definida), seguidos dosAnglonubianos. A Raça Marota apresentou menor contaminação, o que indica uma possívelresistência genética dos animais de raça nativa a helmintos. Estudos mais aprofundados necessitam ser realizados visando ampliar o espaçoamostral e identificação das espécies de parasitas.Referencias BibliográficasABIQUIF - Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica. 2006. Comércio exterior:Números da cadeia produtiva farmoquímica-farmacêutica relativos ao comércio exterior em2004. Disponível em: <http://www.abiquif.org.br/data/Graficos.pdf> Acesso em: 23 denovembro de 2006.AMARANTE, A.F.T., P. A. BRICARELLO and R.A. ROCHA. 2004. Resistance of Santa Inês,Suffolk and Ile de France lambs to naturally acquired gastrointestinal nematode infections.Veterinary Parasitology, v.120, p.91-106.ATHAYDE, A. C. R., R. NUNES, M. M. ARAÚJO y W. W. SILVA. 1996. Surto epizoótico dehaemoncose e strongiloidose caprina no semi-árido paraibano. In: CONGRESSOPANAMERICANO DE CIENCIAS VETERINÁRIAS, 15.,1996; CONGRESSOPANAMERICANO DE CIÊNCIAS VETERINÁRIAS, 15., 1996. Campo Grande-MS. Anais...Campo Grande-MS, p. 264.COSTA, C.A., L.D. VIEIRA and BERNE, M.E. 2000. Variability of resistance in goats infectedwith Haemonchus contortus in Brazil. Veterinary Parasitology, v.88, p.153-158.GORDON, H.M. and H.V, WHITLOCK. 1939. A new technique for counting nematode eggs insheep faeces. J. Coun. Scient. Ind. Res., v.12, p.50-52.FAO. 2003. Resistencia a los Antiparasitarios: Estado actual con énfasis en América Latina.División de Producción y Sanidad Animal. FAO: Roma. 53 p. 68
  • 69. ESTUDO MORFOMÉTRICO DE CAPRINOS DA RAÇA CANINDÉ, NO ESTADO DE PERNAMBUCO, BRASIL Barros, E. A.1; Ribeiro, M.N.2; Rocha, L. L. 3; Silva, N. M. V. da 41 Aluna de Mestrado em Zootecnia/UFRPE lalavet1@hotmail.com; 2Professora DZ/UFRPE,pesquisadora do CNPq, mn.ribeiro@uol.com.br; 3 Doutoranda do Programa de DoutoradoIntegrado em Zootecnia – PDIZ, DZ/UFRPE, sollua1@msn.com; 4Aluna deZootecnia/UFRPE.Resumo Este trabalho foi desenvolvido no intuito de avaliar o perfil fenotípico de caprinos daraça canindé, bem como averiguar o seu estado de conservação no semi-áridopernambucano. Para isso foi feito a caracterização morfoestrutural de um rebanho da raçaCanindé pela tomada de medidas das seguintes variáveis: longitude da cabeça oucomprimento da cabeça (LCb); longitude do rosto (LR); largura da cabeça (LC); comprimentodo corpo (CC); perímetro torácico (PT); altura da cernelha (AC); altura da região sacral(ARS); largura da garupa (LG); longitude da garupa (LoG); perímetro da canela (PC);tamanho da orelha (TO), de 96 animais sendo 78 fêmeas e 18 machos, com idadevariando de dente de leite à boca cheia. Na análise de variância em função do sexoobservou-se efeito significativo (p< 0,01) de sexo LC (13,4 vs 11,4); LR(16,2 vs 14,6); LCb(20,17 vs 17,9); AC (68 vs 63); ARS (65,5 vs 60,7); LoG (22,4 vs 19,7); e PC (8.7 vs 7,51),caracterizando o forte dimorfismo sexual, com destaque para os machos, determinadoprincipalmente pela LCb, LR, LC, AC, ARS, LoG e PC. O estudo mostrou que os animaisavaliados se encontram dentro do padrão estabelecido para a raça Canindé.Palavras - chaves: caracterização, conservação, recursos genéticos. STUDY OF MORPHOMETRIC TRAITS IN CANINDÉ BREED, PERNAMBUCO STATE, BRAZILAbstract This work was developed with to evaluate the phenotype traitse of Canindé breed , aswell as inquiring its state of conservation in Pernambuco State, Brazil. Forthemorphoestructural characterization of a Canindé herd was made measures of the followingvariable: length of the head (LCb); face lenght (FL); width of the head (LC); length of the body(CC); toracic perimeter (PT); height of whiters (AC); height of the sacral region (ARS); widthof the crupper (LG); length of the crupper (LoG); perimeter of the cinnamon (PC); ear size(ES), of 96 animals being 78 females and 18 males, with age varying of tooth of milk to thefull mouth. In the analysis of variance in function of the sex significant effect (p< 0.01) of sexLC was observed (13,4 versus 11,4); FL (16,2 versus 14,6); LCb (20,17 versus 17,9); AC (68versus 63); ARS (65,5 versus 60,7); LoG (22,4 versus 19,7); e PC (8,7 versus 7.51),characterizing the strong sexual dimorfism, with better performance for the males, determinedmainly for the LCb, FL, LC, AC, ARS, LoG and PC. The study showed that the evaluatedanimals are in the standard established for Canindé breed. 69
  • 70. Introdução LANARI et al. (2003) dizem que a caracterização de raças nativas e naturalizadas é aprimeira aproximação para um uso sustentável destes recursos genéticos animais. Essetipo de estudo é prioridade para avaliação das populações nativas, além de mensuraçõesentre e dentro dessas populações. A conservação das raças ou formas étnicas nativas do Nordeste não é uma tarefafácil. Sua miscigenação com raças exóticas continua avassaladora, sendo raro se encontraratualmente rebanhos nativos puros de quase todas as espécies domésticas. A degradaçãodo ambiente natural, notadamente a Caatinga, e a utilização desordenada em cruzamentoscom raças exóticas têm levado os caprinos naturalizados a um processo de degeneração(RIBEIRO, 1998). Assim sendo, a conservação dos caprinos naturalizados é urgente paraque se possa garantir a sobrevivência desses animais, já que seu número vem diminuindoao longo dos anos. A raça Canindé é nativa do Nordeste Brasileiro e, provavelmente originária da raçaGrisonne Negra, dos Alpes Suíços. A canindé assim como as demais raças nativas,apresentam características adaptativas que lhe permite sobreviver e se reproduzir emcondições ambientais restritas como a encontrada no semi-árido. Avaliar a situação desses animais é o primeiro passo para se estabelecer programasde conservação adequados de acordo com o ambiente onde essas raças são exploradas.Material e métodos O estudo foi realizado no semi-árido do Estado de Pernambuco. Foram realizadasmensurações em 96 animais (78 fêmeas e 18 machos) da raça Canindé, dos quais foramavaliadas as variáveis morfo- estruturais, tomadas e acordo com ZEPEDA et al. (2002) paraa caracterização fenotípica. As mensurações realizadas foram: 1. Longitude da cabeça ou comprimento da cabeça (LCb) – medida desde o occipital até o lábio maxilar inferior; 2. Longitude do rosto (LR) – medida entre a linha imaginária que une o ângulo dos olhos e a parte mais rostral da parte nasal; 3. Largura da cabeça (LC) – medida entre os arcos zigomáticos; 4. Comprimento do corpo (CC) – medida da articulação escápulo-umeral até a extremidade posterior do ísquio; 5. Perímetro torácico (PT) – medida que parte do ponto de declividade da região interescapular; 6. Altura da cernelha (AC) – medido desde o solo até o ponto da região interscapular; 7. Altura da região sacral (ARS) – medido desde o solo até o ponto mais culminante da região sacral; 8. Largura da garupa (LG) – medida entre as tuberosidades laterais da coxa; 9. Longitude da garupa (LoG) – medida entre o ponto mais lateral da tuberosidade coxal e o ponto mais caudal da nádega; 10. Perímetro da canela (PC) – medida do terço médio da região metacarpiana do membro esquerdo; 11. Tamanho da orelha (TO) – medida da base da orelha até a ponta final (externa). As idades dos animais variaram de dente de leite à boca cheia, ou seja, foramtomadas amostras dos animais de todas as idades, para posterior comparação com dadosobtidos em outros trabalhos já realizados. Com os dados coletados foram realizadas análises 70
  • 71. descritivas (média aritmética, desvio padrão, e coeficiente de variação) através do programaestatístico SAS (1999) tendo o efeito de sexo como parâmetro de avaliação.Resultados e discussão Na tabela 1 encontram-se as estatísticas descritivas das características estudadas.Observou-se efeito de sexo sobre todas as variáveis estudadas exceto para PT, LG e CO.SILVA (2003) em estudo com a raça Canindé no Rio Grande do Norte, obteve valoresinferiores para as variáveis PT, AC e CC, sendo as mesmas de: 67,65cm, 48,38cm,55,62cm, respectivamente para fêmeas. Os machos foram superiores às fêmeas para asvariáveis LCb; LR; LC; CC; AC; ARS; LoG; PC. Os animais do presente trabalho estãodentro do padrão da raça estabelecido por JARDIM (1984), no que se refere à altura, quedeve ser em torno de 62 cm para fêmeas adultas.Tabela 1 Estatística e provas de significância entre os sexos para as variáveismorfoestruturais dos caprinos Canindé. Fêmeas Machos Variável Significância Média CV Média CV LCb 17.94± 1.40 7.81 20.17± 2.80 13.91 s** LR 14.58± 1.26 8.67 16.21± 2.02 12.47 s** LC 11.37± 0.73 9.44 13.28± 1.05 7.90 s** CC 61.26± 6.18 10.10 65.06± 7.33 11.25 s* PT 72.97± 7.74 10.61 76.89± 10.86 14.13 s.n AC 62.75± 4.48 7.14 68.06± 5.64 8.29 s** ARS 60.71± 6.62 10.91 65.56± 5.02 7.66 s** LG 13.58± 1.55 11.42 13.89± 1.80 12.98 s.n LoG 19.66± 1.56 7.96 22.39± 2.17 9.68 s** PC 7.519± 0.66 8.80 8.69± 0.74 8.40 s** TO 14.5 ± 1.32 9.10 15.06± 1.67 10.68 s.n *(p<0,05); **(p<0,01)Conclusão O rebanho estudado apresentou forte dimorfismo sexual para as variáveis avaliadassendo os machos superiores às fêmeas, e estas por sua vez, com maior harmonia deconformação.A situação do rebanho estudado reflete a situação dos caprinos nativos emtoda região, onde se pode observar o baixo interesse pela manutenção do padrão racial. 71
  • 72. Referências bibliográficasJARDIM, W. R. Principais Raças para o Brasil. In: Criação de Caprinos. 10 ed. São Paulo:Nobel, 1984. p. 60 – 63.LANARI, M. R., TADDEO, H., DOMINGOS, E,. PEREZ CENTENO,M., GALLO,L. Phenotipicdifferentiation of exterior trais in local criollo goat population in Patagônia (Argentina), InstitutoNacional de Agropecuária. INTA – EEA, Bariloche, Argentina, 2003.RIBEIRO, M.N. Conservação de Caprinos Naturalizados no Brasil. In: Simpósio deMelhoramento Animal. Anais... SBMA, p.289-291, 1998.SAS, SAS/ STAT User’s guide. Version 8.v.2 Cary: SAS Institute Inc. 1999.SILVA, R.C.B. Estudo morfométrico de caprinos naturalizados criados nos Estados dePernambuco e Rio Grande do Norte. (Relatório Final de Pesquisa- PIBIC). p.4 e 21, 2003.ZEPEDA, J. S. H.; FRANCO GUERRA, F. J.; GARCIA, M. H.; SERRANO, E. R., et al.Estudio de los Recursos Genéticos de México: Características Morfológicas yMorfoestructurales de los Caprinos Nativos de Puebla. Archivos del Zootecnia.,v. 51, n.193-194., p.53-64, 2002. 72
  • 73. ESTRUTURA GENÉTICA DAS RAÇAS MOXOTÓ E SERPENTINA Genetic structure of the Moxotó and Serpentina Breeds Oliveira, J.C.V.1 ;L.L. Rocha, R. C. B. Silva2; M.N. Ribeiro 3;M.A. Gomes Filho 3 ; A.M. Martinez4; J. V. Delgado5 ;M.P. Carrera6; E.C. Pimenta Filho61 Pesquisador do IPA Email: juliooliveira@ipa.br, Endereço: Estação Experimental de Arcoverde, Cep 56500- 000, C.P. 51 Arcoverde –PE Br 232 Km 253;2 Aluno de Mestrado da Universidade Federal Rural de Pernambuco.3 Prof. da Universidade Federal Rural de Pernambuco (mn.ribeiro@uol.com.br)4 Laboratório de Genética Molecular, FESCCR. Córdoba. Espanha5 Departamento de Genética. Universidade de Córdoba6 Prof. da Universidade Federal da ParaíbaResumo Foram avaliados 233 caprinos da raça Moxotó, dos estados da Paraíba, Pernambucoe Rio Grande do Norte, e 46 animais da raça Serpentina de Portugal com a finalidade deverificar a relação genética existente entre os rebanhos de cada Estado e também com araça Serpentina. Utilizou-se 25 microssatélites e, todos mostraram-se polimórficos comexceção do MAF209. Valores de Fst obtido confirmaram maior distância genética entre oscaprinos Moxotó de Serra Talhada e Serpentina de Portugal (0,275).A Análise Molecular deVariância mostrou que 10,48% (P<0,001) da variação genética existente ocorre devidodiferenças inter-grupos, o que indica a existência de sub-populações dentro da raça Moxotó.Os animais amostrados foram designados probabilisticamente por meio de inferênciaBayesiana, a uma ou mais populações por meio do programa Structure. Quatro populaçõesforam sugeridas (K=4), de forma que a sub divisão foi mais acentuada nos rebanhos domunicípio de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte. A detecção de divisão da raça emsub-populações demonstra a necessidade de definição de um programa de conservaçãopara promover fluxo gênico entre elas e aumentar a diversidade genética global da raça.Palavras Chave: Caprino, Moxotó, Diversidade genéticaAbstract They were appraised 233 animals of Moxotó breed raised on Paraíba, Pernambucoand Rio Grande do Norte State, northeastern, Brazil and 46 Serpentina goats of Alentejoregion in Portugal with the objective of verify the genetic relationship among Moxotó herdsand those ones with the Serpentina breed. The 25 microsatellites markers was used and allwas polymorphic except MAF209. The Fst values confirmed a larger genetic distance amongMoxotó goats raised on Serra Talhada and Serpentina breed from Portugal (0,275).TheMolecular Variance Analysis showed that 10,48% (P <0,001) of the existent genetic variationit due to differences inter-groups, indicating that exist sub- division in Moxotó breed probabledue to lack of gene flow in the breed. The animals studied were assigned probabilisticallythrough Bayesian inference to one or more populations using the Structure program. Fourpopulations were suggested (K=4), so that the sub division was more strong in the herdslocated in Mossoró, Rio Grande do Norte State. The detection of sub-division in the Moxotóbreed in sub-populations shows the necessity of a conservation program to promote geneflow among them and to increase the global genetic diversity in the breed.Keywords: goats, Moxotó, genetic diversity 73
  • 74. Introdução Segundo Menezes (2005), a partir da segunda viagem de Cristóvão Colombo aAmérica, houve um fluxo intenso de animais da Península Ibérica que partia dos portos dosul da Espanha e dos principais portos portugueses, geralmente nessas viagens havia umaparada na ilha da Madeira e ilhas Canárias e dai, seguiam os espanhóis com destino as ilhasdo Caribe, enquanto os portugueses partiam diretamente as colônias brasileiras. Estaspopulações foram as que deram origem as principais raças ou grupos de animais domésticosdo Brasil. Das raças nativas remanescentes no Nordeste do Brasil a Moxotó se destaca emtermos numéricos. Se desenvolveu na região do sertão de Pernambuco e se espalhou portodo o Nordeste devido a sua grande capacidade adaptativa. Devido a acasalamentosdesordenados com raças de caprinos exóticos praticados pelos criadores em busca deanimais de maior produção, o efetivo da raça Moxotó se reduziu drasticamente resultandoem grandes rebanhos de caprinos sem padrão racial definido (Oliveira, et al. 2002). Devidoao isolamento a que estão submetidos os rebanhos da raça Moxotó possivelmente podeocorrer diferenças entre eles, de acordo com sua localização. Outro fato interessante ésemelhança fenotípica da raça Moxotó e a raça Serpentina de Portugal, apesar das centenasde anos sob influências da seleção natural, e também da influência do homem, estesanimais permaneceram com a mesma aparência fenotípica. E dessa forma o objetivo destetrabalho foi verificar a relação genética existente entre os animais da raça Moxotó de acordocom sua região de origem e relação entre esses animais e a raça Serpentina de Portugal.Material e métodos Foram avaliados 233 caprinos da raça Moxotó, dos estados da Paraíba, Pernambucoe Rio Grande do Norte, e 46 animais da raça Serpentina de Portugal com a finalidade deverificar a relação genética existente entre os rebanhos de cada Estado e também com araça Serpentina. Utilizou-se 25 microssatélites. As amplificações via PCR (Polymerase ChainReaction) foram otimizadas e realizadas para os seguintes “loci” de microssatélites: BM1329,BM6506, BM8125, BM1818, CSRD247, HSC, MM12, OarFCB48, SRCRSP8, INRA63,MAF209, HAUT27, ILSTS011, SPS115, TGLA122, BM6526, CRSM60, CSSM66, INRA6,McM527, FCB11, FCB304, MAF65, ETH225, ETH10. Para realização da PCR utilizou-se 25 L de volume final de uma reação com: 5 L de DNA, 2,5 mM de cloreto de magnésio, 1unidade de Taq Polimerase, 200 mM de dNTPs e 0,25 mM de primers. Após preparadas asreações, foram levadas a um termociclador e submetidas as seguintes condições deamplificação: inicialmente, incubou-se por 10 minutos a 94°C, para desnaturação completado DNA molde, seguidos de 35 ciclos de 94°C por 30, 55°C para a maioria dos marcadorese a 60ºC (CSRM60) por 45 e 72°C por 30 e finalmente, após os 35 ciclos, acrescentou-se10 a 72°C, para extensão completa dos produtos amplificados. Os produtos amplificadosforam submetidos a eletroforese em gel de poliacrilamida em um seqüenciador automáticoABI 377XL (Applied Biosystems, Foster City CA, USA) para realizar a separação portamanhos de fragmentos obtidos mediante as PCRs. As análises de fragmentos e atipificação alélica realizaram-se mediante os programas informáticos GeneScan Analisys v.3.7 e Genotyper v. 2.5, respectivamente. Para a Análise Molecular de Variância (AMOVA) foiutilizado o programa Arlequin (Excoffier et al., 2006), e a estruturação genética das raçascom base na informação individual dos genótipos para cada “locus”, foi feita por meio doprograma Structure (Pritchard et al., 2007). Desta forma, por inferência Bayesiana, osindivíduos foram designados (probabilisticamente) a determinadas populações, ouagrupados a uma ou mais populações. Para estimar os cálculos de estruturação foramutilizados os métodos de cadeia de Markov e Monte Carlo, de maneira que foi calculada, 74
  • 75. para cada indivíduo, a probabilidade de um dado genótipo X fazer parte de uma dadapopulação K: ln Pr(X/K). Foram estimadas as probabilidades para valores de K que variaramde um até seis. Para testar a regularidade dos resultados, cada valor de K foi estimado duasvezes independentemente a partir de 100.000 iterações.Resultados Em todas as populações, mais de um “locus” se desviou (P<0,005) do equilíbrio deHardy Weinberg (EHW), o que indica a existência de sub-estruturação dentro das amostrasavaliadas. Alguns “locus” não desviaram do EHW significativamente indicando certo grau deheterogeneidade entre as os animais estudados. Segundo Alvarez et al., 2004 a identificaçãode estruturação de populações é de grande valia para a formação de unidades deconservação. Assim é de grande importância identificar e caracterizar essas populaçõesgeneticamente, considerando também informações subjetivas como característicasfenotípicas e/ou localizações geográficas. Em uma população subdividida, o estudo dediversidade genética é focado na partição dos componentes entre e dentro das sub-populações, dessa forma, a análise de variância molecular indicou que 15,26% (P<0,001) dadiversidade genética existente foi em razão de diferenças Inter-grupos (Tabela 1). Estudosreferentes a relações genéticas de populações geralmente utilizam árvores filogenéticas parainferir diferenças genéticas entre populações. Mais recentemente, métodos de agrupamentosalternativos têm sido propostos, os quais permitem a inferência de estrutura de populações ea designação de indivíduos a determinadas populações com base em métodos bayesianosde agrupamentos (Pritchard et al., 2000). Os resultados obtidos neste trabalho mostraramque o melhor valor de K para explicar o conjunto de dados fornecidos foi igual a 4 (ln P(X/K)=-14075.6). Com base neste valor, foram desenvolvidas as análises de agrupamento. ATabela 2 apresenta a probabilidade de certificação das 6 populações amostradas de acordocom 4 populações sugeridas. Desta forma, observa-se que a primeira população inferida (1)está diretamente relacionadas aos animais de Patos-PB e Ibimirim-PE, contendo ainda umporção dos alelos dos animais de Mossoró-RN com os valores de 0,969; 0,969 e 0.376,respectivamente. Estes valores comprovam a alta proporção das mesmas na respectivapopulações inferidas, refletindo uma maior identidade genética destas três populações. Asegunda população (2), contém grande proporção dos indivíduos de Mossoró-RN e Pauleite-PB. No restante das populações inferidas também se observa a clara sub-estruturaçãodos animais da raça Moxotó as quais se concentram em três populações inferidas a 1,2 e 3.Esses resultados indicam a particularidade dos rebanhos da raça Moxotó de acordo com aregião de origem, refletindo isolamento genético em grande parte da população. Comrelação a raça Serpentina maior proporção dos seus alelos ficaram na população, refletindoa baixa sub estruturação dos animais estudados. È observado também que todas aspopulações de animais da raça Moxotó apresentam baixas proporções de alelos indicandouma maior distância com relação a raça Serpentina. As distâncias Fst pareadas entre asraças indicam maior distância genética entre os animais de Taperoá, na Paraíba e aSerpentina de Portugal (0,275), enquanto os animais de Patos-PB e Ibimirim-PEapresentaram-se mais próximos (0,036) (Tabela 3). A proximidade observada entre essesgrupos deve-se certamente a troca (cessão ou venda) de animais entre criadores dosEstados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Os valores de Fst para as K populaçõesestão na Tabela 2. Nesta tabela é observado que os animais que apresentaram diversidadegenética foram os de Mossoró-RN, diversidade esta representada pela maior proporção dealelos em todas as populações inferidas. A população 1 apresentou as maiores proporçõesde alelos. 75
  • 76. Conclusão Observou-se a formação de sub-populações dentro da raça Moxotó. Um programa deconservação para essa raça deve ter como base essas informações de forma a criar fluxogênico entre os rebanhos e aumentar a variabilidade genética na raça. As raças Moxotó e Serpentina são grupamentos genéticos distintos.Tabela 1. Análise de Variância para as populações EstudadasFonte de Variação G.L. Soma de Componentes de Percentagem de Quadrados Variância VariaçãoEntre grupos 3 299.445 0.61972 10.48Entre pop/grupo 2 53.833 0.30267 5.12Dentro populações 460 2296.560 4.99252 84.41Total 465 2649.839 5.91492Tabela 2. Proporção de indivíduos de cada região estudada nas populações inferidas Populações Inferidas Grupo de Animais 1 2 3 4 estudadosMossoró-RN 0.376 0.520 0.080 0.024Taperoá-PB 0.090 0.884 0.015 0.011Patos-PB 0.969 0.012 0.017 0.003Ibimirim-PE 0.131 0.010 0.852 0.007Serra-talhada-PE 0.969 0.006 0.015 0.010Serpentina-Portugal 0.005 0.008 0.007 0.980 Tabela 3. Valores de Fst de acordo com o grupo de caprinos estudados Mossoró Pau leite Patos Ibimirim Serra-talhadaMossoró-RN 0Taperoá-PB 0.079 0Patos-PB 0.072 0.082 0Ibimirim-PE 0.123 0.135 0.036 0Serra-Talhada-PE 0.157 0.216 0.137 0.185 0Serpentina-Portugal 0.123 0.119 0.101 0.173 0.275Referencia bibliográficaÁLVAREZ , I.; ROYO , L. J.; FERNÁNDEZ, I.; GUTIE´RREZ , J. P.; GÓMEZ, E.; GOYACHE,F. 2004. Genetic relationships and admixture among sheep breeds from Northern Spainassessed using microsatellites. Journal of Animal Science, 82:2246–2252.EXCOFFIER, L.; LAVAL, G. & SCHNEIDER, S. 2006. Arlequin, ver.3.1: An IntegratedSoftware Package for Population Genetic Data Analysis. Computational and MolecularPopulation Genetics Lab (CMPG), Institute of Zoology, University of Berne. 76
  • 77. MENEZES, M.P. 2005. Caracterização Genética de Cabras Brasileiras UtilizandoMicrossatélites. 133 f. Tese (Doutorado Produção Animal) – Departamento de Zootecnia,Universidade Federal da Paraíba, Areia, Paraíba.PRITCHARD, J. K.; STEPHENS, M.; DONNELLY, P. 2000. Inference of population structureusing multilocus genotype data. Genetics. 155: 945–959.PRITCHARD, J. K.; WEN, W. 2007. Documentation for structure software: Version 2.2Department of Human Genetics, University of Chicago. 77
  • 78. DESEMPENHO DE CAPRINOS MESTIÇOS EM DIFERENTES SISTEMAS DE MANEJO NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINOS.B. Barreto 1, E.C. Modesto 2, M.A.Zambom 3, R.B. Andrade 4, R.B. Nascimento 4 , A.C. Ribeiro Neto 4, E.J.B. Aragão 51. Aluna de Medicina Veterinária bolsista de PIBIC – CNPq. E-mail:flordeumbuzeiro@hotmail.com; 2. Professora do Departamento de Zootecnia da UFRPE. E-mail: elisa@dz.ufrpe.br; 3. Zootecnista, D. Sc.; 4. Alunos de Zootecnia da UFRPE; 5.Zootecnista, Aluna especial da pós-graduação em Zootecnia da UFRPE.Resumo O objetivo deste trabalho foi avaliar três sistemas de manejo (extensivo, semi-confinado e confinado) para caprinos no Semi-Árido Nordestino. O experimento foiconduzido no Sitio Perna D’Ema, área de atuação da Associação dos Pequenos Produtoresda Fazenda Santarém - Casa Nova – BA. O sitio possui uma área total de 100 ha, formadaem sua grande maioria pelas pastagens nativas (capoeira) e matas naturais (caatinga),contando com produção de milho, sorgo, mandioca e leucena para alimentação dos animaisno período seco. O período experimental foi de 60 dias, iniciando em seis de fevereiro a seisde abril de 2006. As precipitações ficam entre 350 a 800 mm e temperatura média, em tornode 27°C. Foram utilizados 15 caprinos SRD (Mestiços de Anglu-Nubiano e Saanen),pareados em função da idade, peso corporal e divididos em três grupos homogêneos nostratamentos confinado (T1), semi-confinados (T2) e extensivos (T3). T1 os animais ficavamconfinados recebendo ração manhã e tarde, T2 os animais recebiam ração manhã e tarde, elevados às pastagens de caatinga onde ficavam parte de manhã e da tarde, enquanto queno T3 os animais não recebiam ração, ficando somente com acesso à caatinga. A ração foiconstituída por farelo de milho (15%), mandioca (15%), leucena (20%), farelo de trigo (20%)e torta de algodão (30%), fornecidos manhã e tarde. Os ganho de peso e ganhos diáriosforam de 12,6; 8,70 e 4,6 e 0, 21, 0,15 e 0,08 para semi-confinado, confinados e extensivos,respectivamente.Palavras chave: adaptação, caprinos, manejo, Performance of crossbred goats in systems different of manage in Northeasterner Semi-AridAbstract The objective of this experiment was determine three manage systems (extensive,confined, semi-confined) for goats in Northeasterner Semi-Arid. The experiment was conductin Perna D’Ema small Farm, that work join with Santarém Farm of little ProductersAssociation - Casa Nova – BA. The small farm have the totally 100 ha of area, there arenative grassing (brushwood) and nature wood (caatinga), corn production, cassava, sorghumand leucena. The experiment lasted 60 days, beginning in February and finishing in April of2006. The precipitation were 350 to 800 mm and the temperature of 27 ºC. Fifteen goats SRDwere used (Anglu-Nubiano and Saanen mestizo). The animals was dividing in ages and bodyweight between three homogeneous groups: confined (T1), confined-semi (T2) and extensive(T3). The diet had corn meal (15%), cassava (15%), leucena (20%), wheat meal (20%) andcotton cake (30%), mixed and yield tardy and morning. The bory weight and day weight were 78
  • 79. 12,6; 8,70 and 4,6, and 0,21, 0,15 e 0,08 to confined-semi, confined and extensive,respectively.Keywords: adaptation, goats, manageIntrodução A caprinocultura tem importante papel dentro das atividades desenvolvidas naspequenas propriedades do Sertão, já que caprinos encontram-se adaptados às condiçõesclimáticas locais. Apesar disso, esta atividade ainda encontra empecilhos ao seudesenvolvimento, sendo um dos maiores gargalos a falta de desenvolvimento de tecnologiasapropriadas às pequenas propriedades. O rebanho nordestino de caprinos é de 8,91 milhõesde cabeças, sendo que esse efetivo representa 93,41% do rebanho nacional, estes seencontram na região semi-árida, segundo Holanda Junior (2004). Apesar desse efetivo,somente há poucos anos o Brasil vem apresentando um crescente por formas maisintensivas de exploração (Silva Sobrinho e Gonzaga Neto, 2002 citados por Grande, 2003).Apesar do grande interesse pela produção de forma intensiva, o potencial de exploração dacarne caprina ainda é muito baixo no Brasil, pois a eficiência da produção animal só seráobtida se houver conhecimento adequado das exigências nutricionais dos animaisassociadas a outras práticas de manejo (Grande, 2003). Desta forma, há necessidade detrabalhos que visem aumentar as potencialidades da produção caprina, principalmente empequenas propriedades, já que estas são as detentoras da maior parte do rebanho caprinono Brasil, como também a adequação das pequenas propriedades para o desenvolvimentodessa cadeia produtiva. Desta forma o objetivo deste trabalho foi avaliar o melhor manejopara a produção de caprinos no Sertão da Bahia.Material e métodos O experimento foi conduzido no Sitio Perna D’Ema que fica na área de atuação daAssociação dos Pequenos Produtores da Fazenda Santarém - Casa Nova - BA, a 90 km dasede do município e a 38 km da BR 235, localizada na microrregião do Sub-Médio SãoFrancisco, Sertão da Bahia. O sitio possui uma área total de 100 ha, formada em sua grandemaioria pelas pastagens nativas (capoeira) e matas naturais (caatinga), com predominânciade Angico (Anadenathera colubria), Jurema-preta (Mimosa tenuiflora), Mororó (Bauihiniacheliantha (Bong.) Steud), Malva branca (Sida cordifolia), Caatinga-de-Porco (Ceasalpinabracteosa), Umburana (Amburana cearensis), Fedegoso (Senna occidentalis) e Feijão bravo(Macropitium bracteatum). O sitio conta com uma produção de milho, sorgo, mandioca eleucena que serve de alimento para os animais no período seco. O período experimental foide 60 dias, começando em seis de fevereiro a seis de abril de 2006, foi feito um período deadaptação de 10 dias para regular a ingestão da ração. Os solos predominantes na regiãosão de textura argilosa, relevo suave-ondulado, com clima árido e semi-árido, asprecipitações nesta área são muito irregulares ficando entre 350 a 800 mm, sendo atemperatura média, em torno de 27°C, com evaporação em torno de 3.000 mm anuais,http://www.valedosaofrancisco.com.br. Foram utilizados 15 caprinos SRD (Mestiços deAnglu-Nubiano e Saanen), estes foram pareados em função da idade, peso corporal edivididos em três grupos homogêneos nos tratamentos confinado (T1), semi-confinados (T2)e extensivos (T3), sendo que os animais eram pesados a cada 15 dias. O T1 consistiu nosanimais ficarem confinados recebendo ração manhã e tarde, T2 os animais recebiam raçãomanhã e tarde e eram levados as pastagens de caatinga, onde ficavam parte de manhã e datarde, enquanto que no T3 os animais não recebiam ração ficando todo o períodoexperimental somente com acesso à caatinga. A ração era constituída por alimentos de fácil 79
  • 80. aquisição aos produtores da associação, a mesma era constituída por farelo de milho (15%),mandioca (15%), leucena (20%), farelo de trigo (20%) e torta de algodão (30%), estes erammisturados e fornecidos manhã e tarde, sendo que cada animal do T1 e T2 recebiam 1,2 kgde ração ao dia. A cada período de 15 dias foi realizada a coleta de amostras das raçõescomo também da pastagem para posterior análises bromatológias. O delineamentoexperimental foi inteiramente casualizado, com cinco repetições cada, sendo que as médiasforam analisadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.Resultados e discussão O ganho de peso e ganho médio diário de caprinos SRD criados em sistemasdiferenciados de manejo, confinados, semi-confinados e extensivo encontram-se na Tabela1. O sistema semi-confinado apresentou maiores ganhos de peso e ganho diário entreos tratamentos com valores de 12,6 e 0,21, respectivamente, sobrepondo inclusive otratamento confinado, onde era esperado que os animais por não gastarem energia embusca de pastagem apresentassem maiores ganhos. No presente trabalho ficou evidenteque caprinos não respondem bem a sistemas de total confinamento, pois esses animais sãoseletivos e preferem procurar o seu próprio alimento. Os animais do grupo extensivo foram os que apresentaram menores ganhos de peso(4,6 kg) e ganhos diário (80 g), isso provavelmente se deve ao fato dos animais estaremtendo as suas necessidades nutricionais supridas somente pelas pastagens nativas(capoeira) e matas naturais (caatinga), uma vez que em pesquisas realizadas no Cearámostraram que a produção de biomassa da Caatinga situa-se em média de quatro toneladasde matéria seca por hectare com grandes variações anuais. Entretanto, apenas um pequenopercentual dessa biomassa é forragem, e dessa apenas 270 kg vai para o suprimento dasnecessidades dos caprinos, Kuhrau (2003). Valendo ressaltar que os ganhos obtidos pelosanimais tiveram grande influência do período chuvoso. A resposta dos animais no sistema de confinamento intensivo foi de 8,70 para ganhode peso e 0,15 para ganho diário. Grande et al. (2003) trabalhando com caprinos da raçaSaanen obtiveram ganho médio diário para os tratamentos farelo de soja (FS), farelo deglúten de milho (FGM) ou farelo de soja + farelo de glúten de milho (FS + FGM) de 0,1460,100 0,095 respectivamente, e ganho de pesos final de 27,03 kg; 24,35 kg e 24,96 kg. Issomostra que melhorando as condições alimentares, caprinos mesmo SRD e no ambientecaatinga apresentam bons índices de ganho de peso.Tabela 1 – Médias de ganho de peso e ganho médio diário de caprinos SRD criados emsistemas diferenciados de manejo, confinado, semi-confinados e extensivo no Semi-ÁridoNordestito Tratamento Ganho de Peso CV Ganho médio CV DiárioSemi-confinados 12,6 A 31,22 0,21 A 31,22 Confinado 8,70 AB 31,22 0,15 AB 31,22 Extensivo 4,6 B 31,22 0,08 B 31,22Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferiram significativamente pelo teste de Tukey a 5% deprobabilidade. 80
  • 81. Conclusão O trabalho mostrou que caprinos respondem melhor a tratamentos semi-confinadosque tratamentos confinados. Apesar da baixa produção forrageira da Caatinga, nos períodoschuvosos os animais tem ganhos de peso consideráveis.Referências Bibliográficas1. GRANDE, P. A.; ALCALDE, C. R. ; MACEDO, F. de A. ; YAMAMOTO, S. M. ; MARTINS,E. N. Desempenho e características de carcaça de cabritos da raça Saanen recebendorações com farelo de glúten de milho e/ou farelo de soja. Acta Scientiarum. Animal SciencesMaringá, v. 25, no. 2, p. 315-321, 20032. HOLANDA, Junior, E.V. Sistemas de Produção de Caprinos e Ovinos no Semi-Árido. ISimpósio Internacional de Conservação de Recursos Genéticos – Raças Nativas Para oSemi-Árido. Recife. 20043. KUHRAU, T. Cabras, Ovelhas e Agricultores Familiares: viabilizando a estabilidade desistemas de criação animal no semi-árido. Ouricuri-PE / Timotheus Kuhrau. – CAATINGA –Ouricuri, PE: 2003. p.63 – II.4. http://www.valedosaofrancisco.com.br/OVale/AspbectosFisicos.asp Acesso em11/04/2006. 81
  • 82. INVESTIGAÇAO DE VARIABILIDADE EM CAPRINOS DA RAÇA CANINDÉ. Silva, N.M.V. 1. Ribeiro, M.N. 1; Silva, R. C. B. 1; Gomes Filho, M.A. 1 1 Universidade Federal Rural de Pernambuco. E-mail: nubiamsvieira@yahoo.com.brResumo A raça Canindé, apesar de grande importância para regiões semi-áridas é poucoestudadas e, devido às constantes ameaças a que está submetida precisa caracterizada econservada. O presente trabalho visa avaliar a variabilidade genética dos caprinos Canindé,empregando-se polimorfismo de proteínas. As freqüências alélicas para o lócus da albuminae transferrina foram estimadas em um total de 90 caprinos da raça Canindé no Estado dePernambuco, Brasil. As freqüências gênicas e genotípicas bem como o equilíbrio de Hardy-Weinberg foram verificados. Os resultados sugerem que o alelo da Albumina pode serconsiderado um marcador racial e, que o alelo AlbA foi o mais freqüente (70%).Palavras - chave: raça Canindé, variabilidade, recurso genético. INVESTIGAÇAO OF VARIABILITY IN CANINDÉ BREED IN PERNAMBUCO STATE, BRAZILAbstract The Canindé breed, although great importance for semi arid regions is not wellstudied and due its endangered situation needs to be characterized and conserved. Thepresent work aims to evaluate the genetic variability of the Canindé breed animals withpolymorphism proteins. The allelic frequencies to albumin and transferring locus had beeninvestigated in 90 blood samples of Pernambuco State, Brazil. There was investigated allelicand genotype frequencies and Hardy- Weinberg Equilibrium. The results suggest that theAlbumin allele may be considered a breed marker. The allele AlbA was the most frequent(70%).Key words: Canindé breed, variability , genetic resource.Introdução Os caprinos de raça nativas representa muitas gerações de seleção natural eadaptações às condições semi-áridas do Nordeste e, atualmente encontram-se ameaçadosde modo que muitos rebanhos, ainda não identificados e caracterizados estãodesaparecendo. Não se sabe ao certo o tamanho efetivo desta população no Nordeste, masé sabido que, em alguns locais não existem mais população desses animais em estado depureza genética, devido os cruzamentos com raças exóticas. Este fato ocorre devido à busca de lucros rápidos, “onde muitos criadoresintroduziram animais de forma inadequada contribuindo para a diluição do patrimôniogenético local”. Segundo (LARA, 1996) os polimorfismos protéicos são considerados promissores emestudos populacionais, pois podem revelar modificações sofridas na seqüência codificadorado DNA que, geralmente, são expressas através de alelos co-dominantes. Em muitos locos,as freqüências alélicas diferem de uma população para outra, de forma que a variação quesurge dentro se transforma em variação entre populações. Assim, quando essas freqüências 82
  • 83. são estimadas, a extensão da variabilidade pode ser verificada através dos valores deheterogosidade, índices de similaridade e distâncias genéticas. O presente estudo teve a finalidade de investigar a variabilidade genética doscaprinos da raça Canindé através de polimorfismos protéicos.Material e métodos Foram analisadas 90 amostras sanguíneas de caprinos da raça Canindé,provenientes do município de Floresta, no Estado de Pernambuco. As amostras foramobtidas por punção na veia jugular de cada animal, sendo coletadas em tubos a vácuo,contendo EDTA a 10% com anti-coagulante. O processamento das amostras de sangue foiefetuada no laboratório de Fisiologia Molecular Animal Aplicada da UFRPE. As análisesgenéticas por focalização isoelétrica foram realizadas no Laboratório de CaracterizaçãoGenética, pertencente ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Genética eReprodução do Instituto de Zootecnia/Apta/Secretaria de Agricultura e Abastecimento doEstado de São Paulo, localizado a rua Heitor Penteado, 56, Nova Odessa – SP. Os lócus da Transferrina (Tf) e Albumina (Alb) foram investigados através de análiseseletroforétricas em géis de amido 10,5% empregando os seguintes gradientes de pH 3,0 -6,5 e pH 5,0 – 8,0 conforme metodologias descritas por Carvalho (2000).As freqüências alélicas e genotípicas foram estimadas para cada lócus empregando oGENEPOP (versão 1.2) de RAYMOND e ROUSSET (1995). Esse aplicativo também foirealizado para verificar o equilíbrio de Hardy-Weinberg nos rebanhos a partir dasfreqüências alélicas y genotípicas.Resultados e discussão A variabilidade da Albumina neste trabalho foi explicada pela existência de três aleloscodominantes, denominados AlbA, AlbB e AlbC, cujos produtos apresentam mobilidadesanódicas crescentes. O seu perfil isoelétrico está apresentado na figura 1. 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8Figura 1. Perfil eletroforético da albumina.Amostras 11, 12, 15, 16, 17 e 19 (AlbAA);amostras 13 e 18 (AlbAB); amostra 14 (AlbBB) , amostra (AlbBC) 9 e amostra (AlbCC) 10. O homozigoto Alb A/A apresenta duas bandas mais anódicas (uma mais rápida e deintensidade mais fraca e outra lenta de intensidade de coloração mais forte), o homozigotoAlb B/B apresenta o mesmo padrão, mas de menor migração anódica. Da mesma forma ohomozigoto Alb C/C apresentou o mesmo padrão de bandas mais lentas e de intensidadeforte, sendo o heterozigoto com três bandas, de mesma intensidade, correspondente àsbandas intensas de seus homozigotos. A maior freqüência foi observada para o alelo AlbA com 0,7, enquanto o alelo AlbB 0,2 eem seguida o alelo AlbC de 0,07. No entanto sua heterozigosidade foi baixa com 39,0. Paraos genótipos Alb A/A, Alb A/B, Alb A/C, Alb B/B, Alb B/C, Alb C/C, os resultados obtidos 83
  • 84. foram 0,59; 0,25; 0,09; 0,01; 0,03; 0,02; respectivamente. Porém Igarashi (1997) e Efremov(1964) relatam a albumina como monomórfica para algumas raças caprinas. Os loci analisados não apresentaram desvios significativos do Equilíbrio de Hardy-Weinberg (p>0,05) indicando que não existe subdivisão na população estudada. A Transferrina em muitos trabalhos tem se mostrado com grande diversidade, porémisso depende da raça estudada e da metodologia empregada. O perfil isoelétrico dessaproteína esta representada na figura 2. 23 22 21 20 19 18 17 16 15Figura 2. Perfil eletroforético das diferentes transferrinas. Amostras 15, 18 e 21(TfB/B);amostras 16, 19, 20 e 23 (TfA/B); amostra 17 (TfA/A); O homozigoto TfA/A apresentou duas bandas mais anódicas, uma mais rápida e deintensidade mais fraca e outra lenta de intensidade de coloração mais forte; o TfB/Bapresentou duas bandas de migração intermediária, uma de intensidade fraca e a outra demaior intensidade. O heterozigoto; o Tf A/B, apresentou duas bandas de mesma intensidade,cujas migrações correspondem às bandas intensas de seus respectivos homozigotos TfA/A, Tf B/B , onde a freqüência genotípica foi respectivamente de 0,43; 0,09; 0,48. No rebanho investigado, o alelo TfB foi o mais freqüente com 0,7, enquanto o alelo TfAapresentou uma freqüência de 0,3. Rocha (2005) citando Shamsuddin et al., (1988);Igarashi, (1997) afirmam que esse resultado poderia sugerir maior influência de raçasindianas, no referido rebanho, pois segundo a literatura o alelo TfB tem sido consideradomarcador genético de algumas raças indianas, como Jamunapari, Bengal, Barbari, Kutchi,Bhuj. Esse lócus apresentou a maior heterozigosidade dentre os loci estudados napopulação com 42,70.Conclusão Os estudos não são conclusivos e denotam a necessidade e importância de estudode outras isoenzimas para melhor caracterização da raça Canindé.Referências bibliográficasCARVALHO, I. M. B. S. M. de. Caracterização genética de raças bovinas autóctonesportuguesas. Estudo de polimorfismos protéicos e microssatélites. Dissertação (Mestrado emEcologia). 125 f. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Porto, 2000.IGARASHI, M. L. S. de P. Variabilidade genética em caprinos de rebanhos do Nordestebrasileiro. 1997. 83f. Tese (Doutor em Ciências: Genética). Faculdade de Medicina de 84
  • 85. Ribeirão Preto- Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 1997.LARA, M.AC., SERENO,J.R.B., MAZZA, M.C.M., CONTEL, E.P.B. Caracterização genéticade bovinos Pantaneiros através de polimorfismos proteicos. Brazil. J. Genet., v.19, n.3,(suppl), p. 256, 1996.RAYMOND, M.; ROUSSET, F. GENEPOP (version 1.2): a population genetics software forexact tests and ecumeinism. J. Hered., 86: 248-249, 1995.ROCHA, l.l. Caracterização genética e morfoestrutural de caprinos da raça moxotó nosestados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. 2005. 99f. Tese (Mestrado emZootecnia) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife-PE 85
  • 86. PADRÃO FISIOLÓGICO DE CAPRINOS NATIVOS NO SEMI-ÁRIDO DO ESTADO DA PARAÍBA, BRAZIL Nascimento, R. B.1 ; Ribeiro, M. N.2 ; Brasil, L. H. A.2; Amaral,T.A.1; Modesto, E. C.21 Alunos de Zootecnia bolsista de PIBIC – CNPq. E-mail: angelzootec@gmail.com2 Professoras do Departamento de Zootecnia da UFRPE. E-mails:mn.ribeiro@uol.com.brResumo O trabalho foi realizado no Estado da Paraíba, semi-árido do Brasil, com o intuito deanalisar os seguintes parâmetros fisiológicos, freqüência cardíaca (FC), freqüênciarespiratória (FR) e temperatura retal (TR), utilizando os grupos genético: Moxotó, Graúna,Repartida, Marota e Azul. Foram utilizados 10 animais de cada raça e quatro repetiçõespara a análise dos parâmetros fisiológicos. A freqüência respiratória, a freqüência cardíaca ea temperatura retal foram medidas duas vezes ao dia, durante o período da manhã e datarde. Para a análise estatística foi aplicado um teste de médias de acordo com um modelocontendo os efeitos de sexo (machos e fêmeas), turno (manhã e tarde) e raça (Moxotó,Graúna, Repartida, Azul e Marota). Foi observado que a freqüência respiratória não diferiude efeito do sexo e de turno, tendo médias de 30,47 e 32,33 mov/min. respectivamente.Sendo que houve diferenças para as raças estudadas. A média para a freqüência cardíaca epara a temperatura retal, quanto ao efeito do sexo, foi de 99,49 bat/min e 39,43 ºC,respectivamente, ocorrendo diferenças entre as médias quando se analisou turno e raçapara esses parâmetros fisiológicos. Há escassez de dados sobre este assunto, assim sendoserão necessários mais estudos com relação à adaptabilidade dos caprinos nativos. Fisiologic standard of natives goats in the dry region of Paraíba state of BrazilAbstract This work was doing in the Paraíba State, semi-arid region of Brazil with the objectiveto analyze the cardic rate (CR), respiratory rate (RR) and rectal temperature (RT), using thegenetic groups from these Moxotó, Graúna, Repartida, Marota and Azul breed. Were used 10(ten) animals from each breed and four repetitions with these same breeds for studying theirphysiological parameters. Their respiratory rate (RR), cardic rate (CR) and rectal temperature(RT) were measured twice per day-during the morning and during the afternoon. Thestatistical analyze and the average test were made, according to with the standard containedthe effects of the sex (male and female), in these parts of a day (morning and afternoon) andbreeds (Moxotó, Graúna, Repartida, Marota and Azul). Were observed them that theirrespiratories rates did not change to for sex and during different parts of the day(morning/afternoon) and these values were 30,47 and 32,33 resp./min., respectively, so therewere differences for studied breeds. The average of cardic rate and rectal temperature for theboth sex were 99,49 heart beat/min. and Farenheit 71°F (moreless),respectively, so therewere differences in the study during any part of the day and breed. More studies will benecessaries about the adaptability of the natives goats.Introdução Os caprinos nativos têm demonstrado capacidade de sobrevivência ao clima semi-árido, podendo consumir grande variedade de plantas e, apesar de apresentarem índices 86
  • 87. produtivos diminuídos durantes os períodos prolongados de escassez de alimentos, logo serecuperam, característica que é enfatizada por vários autores que supõem ter sido herdadadas cabras selvagens. A adaptabilidade pode ser avaliada pela habilidade de o animal se ajustar àscondições ambientais médias, assim como aos extremos climáticos. Animais bemadaptados, caracterizam-se pela manutenção ou mínima perda no desempenho produtivo ereprodutivo, tais como: ganho de peso, produção de leite, alta eficiência reprodutiva, além dealta resistência às doenças, longevidade e baixa taxa de mortalidade (BACCARI, 1986). De acordo com AZEVEDO et al, (1989) é necessário identificar o grau de tolerânciaao calor das diversas raças caprinas a fim de se racionalizar a exploração das mesmas deacordo com suas peculiaridades fisiológicas. Poucos estudos têm sido desenvolvidos sobre adaptabilidade de caprinos nostrópicos ou em regiões quentes e secas. Também, se desconhece os valores padrãoaferidos à sombra e em repouso dos parâmetros fisiológicos relativos aos mecanismos determo-rregulação, parâmetros hematológicos, zona de conforto e índices bioclimáticos paraos animais nativos, uma vez que a literatura pertinente no Brasil tem se reportado a valoresprovenientes de raças exóticas e seus mestiços obtidos em condições climáticasdiferenciadas em relação ao semi-árido nordestino. O presente trabalho objetivou avaliar osparâmetros fisiológicos de raças caprinas nativas do semi- árido paraibano.Material e Métodos O trabalho foi realizado em três fazendas no Estado da Paraíba, semi-árido do Brasilno período de 22 a 24 de maio de 2006. Os animais testados foram selecionados com baseno manejo utilizado, número de animais e raças existentes na região. Os grupos genéticosutilizados foram Moxotó, Graúna, Repartida, Marota e Azul, sendo utilizado 10 animais decada raça e quatro repetições. Os parâmetros fisiológicos analisados foram freqüênciacardíaca (FC), freqüência respiratória (FR) e temperatura retal (TR). A freqüência respiratória (FR) e freqüência cardíaca (FC) foram medidas duas vezesao dia durante, à manhã e à tarde. A freqüência cardíaca e a freqüência respiratória foramobtidas com o estetoscópio, onde foram sendo auscultadas por 15 segundos e, em seguidamultiplicadas por quatro. A temperatura retal (TR) também foi medida duas vezes ao dia, nomesmo momento da aferição das demais medidas, com o auxílio de um termômetro clínicoveterinário. Os dados foram analisados pelo procedimento GLM dos SAS (1999) e o testede Tukey foi aplicado para comparar as médias, de acordo com um modelo contendo osefeitos de sexo (machos e fêmeas), turno (manhã e tarde) e raça (Moxotó, Graúna,Repartida, Azul e Marota).Resultados e Discussão Nas Tabelas 1, 2 e 3 estão as médias da freqüência cardíaca (FC), freqüênciarespiratória (FR) e temperatura retal (TR), dos diferentes grupos genéticos estudados. Osdados indicam que não houve diferença significativa de sexo sobre todas as variáveisavaliadas. Não houve diferença significativa entre turno para freqüência respiratória. Entre asraças, a graúna apresentou maior FR seguida da raça repartida, marota e moxotó, que nãodiferiam significativamente entre si, já a azul, apresentou menor FR. Silva em 2006, avaliando a adaptabilidade de caprinos exóticos e nativos no semi-árido paraibano encontrou para a raça moxotó freqüência respiratória de 34,65 (mov/min)valor próximo ao obtido neste trabalho (30,20 mov/min). Segundo GÜTLER et al. (1987), vários fatores podem influenciar a FR, dentre eles:trabalho muscular, temperatura ambiente, ingestão de alimentos, gestação, idade e a raça. 87
  • 88. Tabela 1. Média de freqüência respiratória (FR) em função do sexo, turno e raça SEXO N MÉDIA MACHOS 17 28,23A FÊMEAS 183 32,71A TURNO MANHÃ 100 31,28A TARDE 100 33,38A RAÇA GRAÚNA 40 41,100A REPARTIDA 40 32,850B MAROTA 40 30,400CB MOXOTÓ 40 30,200CB AZUL 40 27,100C Foi observado significância entre os turnos para freqüência cardíaca com média de91,48 e 108,62, para manhã e tarde, respectivamente. A raça repartida foi a que apresentoumenor freqüência respiratória quando comparada às demais, que não diferiramsignificativamente entre si. Os dados obtidos de freqüência cardíaca neste trabalho foramsuperiores ao encontrado por Azevedo (1982), que trabalhou com cabras da raça Moxotó emregime semi-intensivo no semi-árido paraibano, obtendo valores de freqüência cardíaca paracabras secas e não gestantes de 84,20 ± 0,63 bat/min. Os caprinos e as ovelhas possuemuma boa capacidade de adaptação às condições climáticas tropicais e subtropicais. As raçasde pequenos ruminantes com pelagem densa aumentam a atividade respiratória quandosubmetidas a altas temperaturas ambiente, aumentando, com isto a evaporação da água. Airrigação sanguínea das porções corpóreas livres de pêlo é grande e a liberação de calor nacabeça e nas extremidades pode aumentar se houver sobrecarga térmica (GÜRTLER et al.1987). Tabela 2. Média de freqüência cardíaca (FC) em função do sexo, turno e raça SEXO N MÉDIA MACHOS 183 100,16A FÊMEAS 17 98,82A TURNO MANHÃ 100 91,48B TARDE 100 108,62A RAÇA MAROTA 40 105,75A MOXOTÓ 40 104,80A GRAÚNA 40 103,10A AZUL 40 100,30A REPARTIDA 40 86,30B Para os turnos manhã e tarde a temperatura retal diferiu significativamente, asmédias apresentadas para temperatura retal estão de acordo com os encontrados porArruda e Pant (1985) que verificaram média de 39,19° C para caprinos de idade, cores e emturnos diferentes no Nordeste. Em relação à temperatura retal avaliada entre raças foiobservado diferença apenas para a repartida apresentando média de 39.17° C. 88
  • 89. Tabela 3. Média da Temperatura retal (TR) em função do sexo, turno e raça SEXO N MÉDIA MACHOS 17 39,47A FÊMEAS 183 39,38A TURNO MANHÃ 100 39,17A TARDE 100 39,61B RAÇA AZUL 40 39,56A GRAÚNA 40 39,49BA MOXOTÓ 40 39,41BA MAROTA 40 39,32BC REPARTIDA 40 39,17CConclusão Neste experimento os dados mostram que com relação ao efeito do sexo não hádiferença significativa entre os parâmetros analisados. A temperatura retal dos animaisavaliados encontra-se dentro dos limites citados pela literatura, mostrando adaptabilidadedas raças nativas ao semi-árido. É necessário mais estudos com relação à adaptabilidadedos caprinos nativos, pois há escassez de dados sobre este assunto.ReferenciasSILVA, E. M. N.;SOUZA. B.B.; SILVA, G.A. et al. Avaliação da Adaptabilidade de CaprinosExóticos e Nativos no Semi-Árido Paraibano. Ciênc. agrotec., Lavras, v. 30, n. 3, p. 516-521,maio/jun., 2006GÜTLER, H.; KETZ, A.; KOLB, E. Fisiologia veterinária.4. ed. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 1987. 612 p.BACCARI, F.,Jr.; POLASTRE, R.; FRE, C.A. ASSIS, M.S. Um novo índice de tolerância aocalor para bubalinos – Correlação com o ganho de peso. In: REUNIÃO ANUAL DASOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 23, 1986, Campo Grande. Anais... CampoGrande: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 1986. p. 282.ARRUDA, F. A. V.; PANT, K. P. Freqüência respiratória em caprinos pretos e brancos dediferentes idades. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 20, n. 11, p. 1351-1354,1985.AZEVEDO, S. A. Estudos da freqüência cardíaca e da temperatura corporal de cabras(Capra hircus, L.), da raça Moxotó e suas modificações influenciadas pela gestação elactação. 1982. 52 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal Rural dePernambuco,Recife, 1982.AZEVEDO, M; PRIMO, G.B.;REIS, O.V. dos; SANTOS, N. M. de S; BATISTA, E. M. M.;SILVA, M. DE R.F. da. Tolerância de caprinos ao calor no Nordeste do Brasil. CadernoÔmega UFRPE, Recife, n.1, p. 21- 27, 1989. (Série Zootecnia). 89
  • 90. RELAÇÕES GENÉTICAS ENTRE CAPRINOS NATIVOS E EXÓTICOS NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL Rocha1, L.L.; Menezes, M.P.C2.; Martinez3, A. M.; Ribeiro1, M.N.; Delgado4, J. V. , E.C. Pimenta Filho21 Universidade Federal Rural de Pernambuco. Brasil laura_rocha77@yahoo.com.br2 Universidade Federal da Paraíba3 Laboratório de Genética Molecular, FESCCR. Córdoba. Espanha4 Departamento de Genética. Universidade de Córdoba.Resumo O objetivo do trabalho foi estudar as relações genéticas de 6 populações de caprinosnativos e exóticos, determinando a possível influência destas raças nas populações nativasbrasileiras. Para verificar se há influencia dos caprinos exóticos, se realizou um estudo commarcadores microssatélites, onde utilizaram-se 23 microssatélites (BM6506, BM8125,BM1818, CSRD247, ETH225, ILSTS011, INRA63, SPS115, TGLA122, BM6526, CSSM66,CSRM60, ETH10, MM12, HSC, McM527, SRCRSP8, OarFCB48, BM1329, OarFCB304,INRA23, MAF209 e MAF65), amplificados mediante à técnica de reação em cadeia dapolimerase (PCR). Para os estudos das relações genéticas se realizou uma análise fatorialde correspondência, se calculou as distancias genétias Da e Ds, além da construção deuma árvore neighbor-joining. Os caprinos nativos formaram um agrupamento distinto.Palavra chave: Microssatélites, caprinos nativos. Genetic relationships among native and exotic breed goats, in Norteastern Region BrazilAbstract The aim of the present work was to study the genetics relationships of exotic andnative goat breeds. 23 microsatellite markers (BM6506, BM8125, BM1818, CSRD247,ETH225, ILSTS011, INRA63, SPS115, TGLA122, BM6526, CSSM66, CSRM60, ETH10,MM12, HSC, McM527, SRCRSP8, OarFCB48, BM1329, OarFCB304, INRA23, MAF209 eMAF65), have been amplified by polymerase chain (PCR). To study the genetic relationships,factorial correspondence analysis was carried out, Da and Ds genetic distances have beencalculated and Neighbor-joining tree was built.Introdução As raças caprinas nativas brasileiras, segundo documentações históricas foramformadas a partir de raças caprinas trazidas no período do Brasil colônia. Segundo Menezes(2006) os caprinos nativos apresentam uma identidade genética em relação as possíveispopulações que lhe deram origem (Ibérica e Canária). Com a importação de raças exóticas,selecionadas em regiões de clima temperado, no início do século XX, levou a uma drásticasubstituição das raças nativas (Egito et al., 2002). A introdução destas raças especializadaspara a produção de carne e leite, tem sido utilizado em todo o território nacional, e que estessão animais de origem européia, africana, asiática. Com a falta de um acompanhamentoordenado nos cruzamentos utilizados pelos pequenos criadores, particularmente, os daCaatinga, existe a possibilidade de que os caprinos exóticos possam estar influenciando nas 90
  • 91. raças nativas do sertão Nordestino. Este trabalho tem como finalidade estudar as relaçõesgenéticas entre os caprinos nativos do nordeste brasileiro e as raças exóticas que estãosendo utilizadas atualmente.Material e Métodos Forma utilizados as seguintes populações: seis populações de caprinos nativos: Azul(40), Moxotó (40), Marota (40), Canindé (40), Repartida (40) e Graúna (40)) e quatro raçasexóticas Alpina (40), Bôer (40), Anglo nubiano (26), Saanen (36). Todas as amostras foramcoletadas da região Nordeste brasileira. O DNA foi extraído de amostras de pêlos, nolaboratótio de Genética Molecular, da Universidade de Córdoba, onde foram amplificados 23microssatélites (BM1329, BM6506, BM8125, BM1818, CSRD247, MM12,OarFCB48,SCRSP8, INRA63, ILST11, SPS115, TGLA122, BM6526, CSSM66,McM527,OarFCB304, MAF65HSC, CSRM60, OarFCB11, ETH225, ETH10) mediante a técnica dePCR, os produtos amplificados foram analisados num seqüenciador automático ABI 377XL(Applid Biosystems, Foster City,CA,USA). A tipificação alélica se realizou mediante osprogramas Genescan Analysis® 3.1.2 e Genotyper® 2.5.2. Através do programa Genetix v.4.03 (Belkhir) se realizou uma análise fatorial de correspondência sur population. Calculou-se a distância genética DA (Nei, 1983) e DS (Nei, 1972) e se construiu uma árvore Neighbor-Joining com o programa Populations 1.2.28 (Langela, 1999).Resultados e Discussão Pela análise fatorial de correspondência (Figura 1) observa-se que as populaçõescaprinas nativas formam um agrupamento distinto das populações exóticas, de forma quenão existe relação genética destas com as raças exóticas estudadas. Na árvore de distância (Figura 2) observa-se o mesmo padrão de agrupamento dasraças nativas, ou seja, estas formam um cluster distinto das exóticas, com um valor debootstrap acima de 50. Percebe-se que raças nativas encontram-se agrupadas e, dentrodeste grupo observa-se a formação de um subgrupo composto por Azul, Graúna e Marota,muito robusto (97) e outro, formado pelas populações Moxotó, Canindé e Repartida. Entreas exóticas também é observado distinção nítida entre as raças pela matriz de distânciagenética (Tabela 1). As distâncias genéticas entre as raças nativas do nordeste brasileiro eas exóticas são bastante elevadas. Esse resultado é animador pois indica que as raçasnativas ainda podem ser identificadas como unidades genéticas distintas, apesar doscruzamentos praticados na região, notadamente com as raças Boer e Anglonubiana. Rocha(2005) estudando sete populações de caprinos Moxotó, encontrou influência da raçaAnglonubiana em apenas um rebanho. Uma das razões que contribui para que aspopulações nativas ainda possuam uma identidade própria, reside no fato de que animaisexóticos têm custo de aquisição e manutenção elevada o que inviabiliza a compra por partedos médios e pequenos produtores, que em geral, têm baixo poder aquisitivo. 91
  • 92. Saane População Nativa Boer Anglo Nubiano Alpina C A N IN GRAU REPAR A ZU L MOX 97 54 35 MA R O 56 A LP 68 78 SAAN ANG BOER 0 .1Figura 1. Analise fatorial de correspondência das 10 populações caprinas. 92
  • 93. Figura 2. Árvore gerada pelo método Neighbor joining baseados em dados de distânciagenética (Nei, 1972). (1000 repetições de bootstrap)Tabela 1. Matriz de distância genética. Acima da diagonal Ds (Nei, 1972) , abaixo dadiogonal Da (Nei, 1983)SiglasALP:Alpina; BOER: Boer; ANG: Anglo Nubiana; SAAN: Saane; AZUL: Azul; MOX: Moxotó;MARO: Marota; CANIN: Canindé; REPAR: Repartida; GRAU: Graúna.Conclusões Observa-se que as populações de caprinos nativos do nordeste brasileiro, apesar deameaçadas, apresentam identidade genética, e portanto devem ser preservadas..Referências BibliográficasBelkhir. K. 1999. Logiciel sousWindowsTM pour la génétique dês populations. In LaboratoireGénome, pour populations, Interactions, vol. CRS UPR 9060.Egito, A.A., Mariante, A.S. e Albuquerque, M.S.A. Programa brasileiro de conservação derecursos genéticos animais. 2002. Arch. Zootec. V. 51, n. 193-194, p. 39-52.Langela, O., 1999. Populations 1.2.28 CNRS UPR9034. http//www.cnrs-gif.fr/pge/bioinfo/populations/index.php.Menezes, M.P.C. Variabilidade e relações genéticas entre raças caprinas brasileiras, ibéricasbraasileiras e canárias. 2005. 110 f. Tese (Doutorado Integrado em Zootecnia) –Universidade Federal da Paraíba.Nei, M. 1972. Genetic distance between populations. American Naturalist,Chicagov.6,282-283.Nei, M. 1983. Genetic polymorphism and the role mutation in evolution. In Evolution of genesand proteins pp. 165-190.População ALP BOER ANG SAAN AZUL MOX MARO CANIN REPAR GRAUALP 0 0.503 0.469 0.238 0.432 0.417 0.315 0.352 0.356 0.322BOER 0.343 0 0.549 0.588 0.744 0.676 0.513 0.575 0.608 0.680ANG 0.319 0.361 0 0.488 0.721 0.656 0.527 0.590 0.487 0.597SAAN 0.170 0.347 0.326 0 0.577 0.492 0.509 0.432 0.367 0.453AZUL 0.239 0.404 0.381 0.577 0 0.192 0.193 0.254 0.264 0.089MOX 0.244 0.392 0.346 0.492 0.134 0 0.181 0.128 0.143 0.198MARO 0.212 0.363 0.314 0.509 0.151 0.117 0 0.266 0.224 0.171CANIN 0.214 0.339 0.327 0.432 0.151 0.106 0.153 0 0.143 0.258REPAR 0.209 0.342 0.272 0.367 0.148 0.089 0.126 0.099 0 0.259GRAU 0.174 0.379 0.339 0.453 0.089 0.138 0.135 0.150 0.146 0 93
  • 94. DIVERSIDADE GENÉTICA EM OVINOS DE RAÇAS NATIVAS NO ESTADO DA PARAÍBA, BRASIL Silva, R.C.B.1; Ribeiro, M.N.; Lara, M.A.C.; Gomes Filho, M.A 4; Rocha, L.L.51Zootecnista. Mestre em Produção Animal, reginaufrpe@hotmail.com; 2ProfessoraDZ/UFRPE, pesquisadora do CNPq, mn.ribeiro@uol.com.br; 3Centro de Genética eReprodução, Instituto de Zootecnia – IZ, APTA, SAA, malara@iz.sp.gov.br; 4 ProfessorDMF/UFRPE, manoeladriao@yahoo.com.br; 6Zootecnista. Doutoranda do Programa deDoutorado Integrado em Zootecnia – PDIZ, DZ/UFRPE, sollua1@msn.com.Resumo Um total de 290 ovinos dos genótipos Cara Curta (CC), Barriga Negra (BN), MoradaNova (MN), Cariri (Ca) e Dorper (D), do Estado da Paraíba, foi investigado para quantificar avariabilidade genética inter e intra-populacional através de polimorfismo protéico emicrossatélites. As amostras sanguíneas foram coletadas ao acaso, sendo o plasmaempregado nas análises de focalização isoelétrica da albumina (Alb) e transferrina (Tf); oseritrócitos, nas análises de eletroforese convencional da enzima málica (EM), peptidase-B(Pep-B), fosfogliconato desidrogenase (PGD), diaforase I e II (Dia-I e Dia-II) e hemoglobina(Hb) e, os leucócitos, nas análises de DNA. Os locos da albumina (Alb), Peptidase-B (Pep-B)e diaforase-I (DIA-I) e diaforase II (DIA-II) apresentaram-se monomórficos. Os locos Tf,OarCP20, UWCA46 e BM1824 foram os mais informativos nas estimativas de variabilidadeintra populacional. Os locos EM, Tf, DIA-I, e Hb foram os que mais contribuíram nasestimativas de diferenciação entre as populações. Os marcadores investigados forameficientes, sendo considerados muito informativos para identificação e investigação depaternidade nas populações estudadas. As populações MN, CC e BN apresentaram-sebastante similares. Por outro lado, os animais da raça Cariri apesar de compartilharem omesmo cluster encontram-se distantes das demais populações nativas e da raça Dorper.Palavras-chave: Caracterização genética, conservação, marcadores moleculares. GENETIC DIVERSITY IN NATIVE SHEEP BREEDS IN PARAÍBA STATEAbstract A total of 290 sheep of “Cara Curta” (CC), “Barriga Negra” (BN), “Morada Nova” (MN),“Cariri” (C) and Dorper (D) genotypes, in Paraiba State, Brazil, were investigated to quantifyinter and intra-population genetic diversity with protein polymorphism and microsatelites. Theblood samples were colleted randomized and the plasma was used in bioelectric focalizationto albumin (Alb), transferring (TV); the erythrocytes in the conventional electrophoresis ofmalice enzyme (ME), Peptidase-B (Pep-B), phosphogliconato desidrogenase (PGD),diaforase I e II (Dia-I and Dia-II) and hemoglobin (Hb) and the leucocytes in ADN analyses.The Alb, Pep-B and DIA-I and DIA-II were monomorfics. The TV, OarCP20, UWCA46 andBM1824 were the loci that more contributed to genetic differentiation among populations. Thegenetic markers were very efficient, and were considered very informative to identify andinvestigate paternity in studied populations. The MN, CC and BN populations were very 94
  • 95. similar. However, the Cariri breed was located in the same cluster but was very far to theothers native and exotic (Dorper) populations.Keywords: Conservation, genetic characterization, molecular markers.Introdução A caracterização, identificação e diferenciação de raças devem estar baseadas emestudos que permitam determinar a origem e a história das raças, seu censo e distribuiçãogeográfica, qualidades e aptidões, caracteres etnológicos, descrição fenotípica, estudosmorfo-estruturais e o uso de polimorfismos bioquímicos e genéticos. Com isso pode-sedefinir o perfil genético de cada grupamento.na qual se encontram no contexto sócio-econômico e cultural onde atuam.Os marcadores moleculares (polimorfismos bioquímicos emicrossatélites) têm se mostrado uma ferramenta eficaz na quantificação da diversidadegenética em diferentes populações. As populações nativas podem ser ou não geneticamentesimilares, devido ao isolamento geográfico e adaptações a diferentes nichos ecológicos, quepodem ter propiciado o acúmulo de diferentes alelos ao longo de processos adaptativos. Opresente estudo teve como objetivo avaliar o grau de diferenciação genética entre cincopopulações de ovinos nativos e deles, com a raça Dorper.Material e Métodos Foram investigadas 290 amostras sangüíneas de ovinos, provenientes de 5 rebanhosdo Estado da Paraíba, representando dois grupos raciais: Barriga Negra (BN) e Cara Curta(CC) e três raças: Cariri (Ca), Dorper (D) e Morada Nova (MN). As amostras sanguíneasforam obtidas por punção na veia jugular, utilizando-se tubos de coleta de sangue a vácuocontendo EDTA a 10%, como anticoagulante. O sangue total foi centrifugado a 3000 rpmdurante 10 minutos, à temperatura ambiente, obtendo-se três fases plasma, leucócitos ehemácias. O plasma foi empregado nas análises de eletroforese da transferrina (Tf) ealbumina (Alb). Os eritrócitos foram lavados em solução de NaCl 0,9%, diluídos em volumeidêntico de tampão citrato tri-sódico, pH 7,1, contendo 40 % de glicerol, sendo ambas asamostras armazenadas à -18°C. Os hemolisados obtidos segundo Lara et al (2004) foramempregados nas análises de eletroforese da enzima málica (EM), peptidase-B (Pep-B),fosfogliconato desidrogenase (PGD), diaforase I e II (DIA-I e DIA-II) e Hemoglobina (HB). Asamostras de DNA foram extraídas dos leucócitos, empregando a metodologia de Maniatis etal. (1989), com algumas modificações. Os microssatélites OarCP20, UWCA46 e BM1824foram investigados através de eletroforese em gel de poliacrilamida 6% desnaturante. Aalbumina e transferrina foram analisadas pela técnica de focalização isoelétrica em gel depoliacrilamida, empregando o sistema Multiphor da Amersham Biosciences. As análises de eletroforeses para a maioria das proteínas foram realizadas em géisde amido de milho (penetrose) 14%. As variantes Pep-B, PGD e Hb foram analisadasusando as metodologias descritas em Lara et al. (1997). A metodologia empregada nasanálises de eletroforese das enzimas Dia-I, Dia-II e EM foram as mesmas descritas em Laraet al., 2004. As freqüências genotípicas e gênicas foram estimadas pelos programasGENEPOP e CERVUS (versão 2.0). As distâncias gênica e genotípica foram analisadasatravés do programa DISPAN e o dendrograma foi construído a partir da matriz de distânciagenética padronizada de Nei (1972) através do método UPGMA. 95
  • 96. Resultados e Discussão Os locos Pep-B, Alb e Dia-II não apresentaram variabilidade, sugerindo a fixação dosalelos Pep-B3, AlbA e Dia-IIS na espécie ovina. Lara et al., (2004) estudando raças ovinas noBrasil encontraram resultados semelhantes, ratificando assim a consistência dos resultadosaqui encontrados. Na literatura os locos Alb e Dia-II têm sido considerados monomórficospara a maioria das raças ovinas, embora outros autores tenham encontrado variabilidadenesses locos em ovinos das raças Merino e Churro. A análise de diversidade de Nei (1973), estão apresentados na Tabela 1. Em média,a divergência entre as cinco populações foi de 8,10%. Este resultado reflete que 8,10% dadiversidade total decorrem de diferenças na distribuição dos alelos entre as populações, e,91,90%, em virtude da variabilidade existente dentro das populações. A pequena proporçãoda variação genética devida às diferenças entre populações certamente se deve à pequenasalterações nas freqüências alélicas, provavelmente causadas pelo baixo número de animaisdestinados à reprodução e pelos cruzamentos dirigidos em cada raça. Tais resultadospoderiam sugerir a existência de deriva genética ou efeitos de seleção entre as populações.Os marcadores que mais contribuíram nas estimativas de diferenciação (GST) entre aspopulações analisadas foram os locos EM (0,1346), Tf (0,1096), DIA-I (0,1031) e Hb(0,1007). Em oposição, os locos polimórficos PGD, DIA-I, OarCP20, UWCA46 e BM1824,por apresentarem um padrão semelhante na distribuição dos alelos nas diferentespopulações, foram os que menos contribuíram para as estimativas de diferenciação.Tabla 1. Estimaciones de HT, HS y GST para los cinco locos de proteínas y tresmicrossatélitesTabela 1. Estimativas de HT, HS e GST para os cinco locos de proteínas e trêsmicrossatélites Locos Índice de Diversidade de Nei HT HS GST Tf 0,6020 0,5360 0,1096 EM 0,4257 0,3684 0,1346 PGD 0,1302 0,1276 0,0199 DIA-I 0,4898 0,4393 0,1031 Hb 0,4673 0,4202 0,1007 OarCP20 0,7927 0,7331 0,0753 UWCA46 0,6668 0,6453 0,0322 BM1824 0,8020 0,7519 0,0623 Todos 0,3979 0,3656 0,0810 O dendrograma (Figura 1) estimadas para cinco locos de proteínas e trêsmicrossatélites, apresentou dois clusters principais: um agrupando todas as populaçõesnativas e o outro, os rebanhos Dorper. No primeiro cluster, pode-se observar as populações CC e MN mais próximas entre sique as demais. Tal resultado pode estar refletindo os possíveis cruzamentos que ocorrementre as referidas populações, uma vez que os animais são criados numa mesma 96
  • 97. propriedade, soltos sem nenhum controle de reprodução. A grande proximidade observadaentre os grupos BN e MN era esparada pois existem relatos históricos de que o BN surgiupor segregação na raça MN. Já a raça Cariri apesar de compartilhar o mesmo clusterencontra-se distante das demais, sugerindo pertencer a grupo distinto. Os animais da raça Dorper agruparam-se em cluster distinto o que já era esperadopor ser uma raça pura, pertencente a tronco diferente das demais. 80 CARA CURTA 87 MORADA NOVA BARRIGA NEGRA CARIRI DORPERFigura 1. Dendrograma de las relaciones genéticas entre las cinco poblaciones ovinasinvestigadasFigura 1. Dendrograma das relações genéticas entre as cinco populações ovinasinvestigadasConclusões Os marcadores microssatélites foram mais importantes para a diferenciação intra-populacional e os protéicos para diferenciação entre populações. Os marcadores protéicos mostraram-se úteis nas analises intra-populacionais, nãodevendo ser descartados desse tipo de estudo. As populações nativas apresentaram-se distantes da raça Dorper e, apesar de bemdistintas entre elas, estão próximas geneticamente.Literatura citadaLara, M. A. C., G. P. Guaragna, R. H. Heichert, L. R. M. Silva e E. P. B. Contel. 1997.Investigação da Variabilidade Genética do rebanho Mantiqueira através de PolimorfismosProtéicos. I Caracterização Genética e Estudos Comparativos. B. Indústr. Anim. 54: 1.Lara, M.A.C., Cunha, E.A., Veríssimo, L.E., Santos, L.E. e Bueno, M.S. Caracterizacióngenética de razas ovinas com el empleo de polimorfismos de proteínas. Arch. Latinoam.Prod. Anim. 2004. Vol. 12 (Supl. 1): 35-41.NEI, M., Genetics distance between populations. Amer. Natur, v. 106, p. 283 – 292, 1972.NEI, M. Analysis of gene diversity in subdivided populations. Proc. Nat. Acad. Sci., 70: 3321-3323, 1973. 97
  • 98. FACTORES QUE INFLUYEN EN EL CRECIMIENTO DE CABRITOS EN LA REGIÓN SEMIÁRIDA DE FORMOSA. ARGENTINA. M. A. Revidatti1; S. Sánchez1; S. A. de la Rosa2; S. M. Ayala1; R. D. Casco2; H. Halter2;1 .Dpto de Producción Animal. Facultad de Ciencias Veterinarias. UNNE. Corrientes –Argentina. zootecb@vet.unne.edu.ar2 .Centro de Validación de Tegnologia Agropecuaria de Laguna Yema, Formosa ArgentinaResumen Con el objetivo de evaluar los factores influyentes en el crecimiento se analizaronpeso al nacimiento, sexo, composición genética y peso ajustado a los 30 días (PA 30) decabritos de tipo criollo y sus cruzas en el Centro Oeste de la Provincia de Formosa(Argentina). La investigación abarcó 27 animales originarios de la Cabaña Provincial decabras del Centro de Validación de Tecnologías Agropecuarias (CEDEVA). La composicióngenética de los animales consistió en: Criollo (C), Criollo ½ Anglo Nubian ½ (B), Criollo ¼Anglo Nubian 3/4 (D) y Criollo ¼ Boer ¼ Anglo Nubian ½ (I). Se encontró diferenciasignificativa del grupo B con respecto a los otros grupos en el PA 30, así como también sediferenciaron los grupos de diferentes tipos de partos y diferentes pesos presentados alnacimiento.Summary With the aim of evaluate the factors which influence in growth there was analyzed theadjusted weight ay 30 days (PA 30) of kids from Creole type and its crosses in the CentreWest of Formosa province (Argentina). The investigation included 27 animals original from deprovincial goat farm of the Farming Technology Validation Centre (CEDEVA). The geneticcomposition of the animals consisted in: Creole (C), Creole ½ Anglo Nubian ½ (B), Creole ¼Anglo Nubian 3/4 (D) y Creole ¼ Boer ¼ Anglo Nubian ½ (I) .There was significantdifferences among the group B and the rest of the groups in the PA 30, as well as there weredifferences among different kind of birth and among birth weights.Introducción La República Argentina cuenta con 4.061.402 de cabezas según el Censo NacionalAgropecuario del año 2002 (INDEC- sagpya, 2002). La región Nordeste Argentina queincluye las provincias de Chaco y Formosa, tiene el 9.6% del total del país, y se encuentraorientada hacia la producción de carne con algunos emprendimientos lecheros en laprovincia del Chaco. En cuanto a la Provincia de Formosa, cuenta con un stock caprino de148.653 cabezas, siendo la zona centro-oeste; y dentro de ella los departamentos Bermejo yPatiño los que concentran la mayor población, con 28.672 y 59.510 cabezasrespectivamente. Los caprinos pueden ser considerados elementos esenciales para eldesenvolvimiento rural, ya que son explotados como fuente de recurso por los pequeñosproductores rurales; y contribuyen a la reducción del déficit nutricional de esas comunidades(Souza Neto, 1987; Madruga y col. 1999). Mediante un proyecto conjunto entre la Provincia de Formosa a través del Centro deValidación de Tecnologías Agropecuarias (CEDEVA) y la Cátedra de Pequeños Rumiantes yCerdos de la Facultad de Ciencias Veterinarias de la UNNE se realizan trabajos decaracterización morfológica y productiva de la cabra criolla de esta región y de los efectos dela inclusión de razas exóticas en cruzamientos sobre los parámetros productivos. 98
  • 99. En ésta primera comunicación se evalúan los factores que influyen en el crecimientode los cabritos analizándose el peso ajustado que éstos presentaron a los 30 días de edad yla influencia de peso al nacimiento, sexo y composición genética.Materiales y métodos Los trabajos se realizaron en el Centro de Validación de Tecnologías Agropecuarias(CEDEVA) de Laguna Yema perteneciente al gobierno de la Provincia de Formosa. En lalocalidad de Laguna Yema, el 60 % de los habitantes, son aborígenes de la etnia Wichí. Lasactividades más importantes que desarrollan sus habitantes son la ganadería bovina,caprina, ovina y cerdos; comercio; administración pública (docentes, administrativos,policiales, municipales); industria de la madera (aserraderos y carpinterías); actividadprimaria (aprovechamiento del monte: tala, postes, carbón); beneficiarios de planes socialesnacionales. El área de influencia del CEDEVA Laguna Yema comprende el territorio Centro Oestede la Provincia ubicado entre las localidades de Laguna Yema y Las Lomitas, abarcandoparte de los departamentos Bermejo y Patiño. La región tiene 100 km de ancho, definiendouna superficie total aproximada de estudio de 200.000 has.; corresponde a la RegiónSemiárida de la provincia, situada entre las isoyetas de 700 y 800 mm anuales. El clima essubtropical cálido, con estación seca, predominando el tipo continental. El régimen de lluviasen la región es monzónico, concentrándose las mayores lluvias entre noviembre y abril.Posee un periodo libre de heladas de 310 días, con heladas frecuentes en Mayo-Agosto. Losvientos predominantes son los del norte y del sur, siendo reducidos los vientos de direccióneste y oeste. En éste estudio se incluyeron 27 animales de la Cabaña Provincial Caprina delCentro de Validación de Tecnologías Agropecuarias (CEDEVA) de la región Centro Oeste dela Provincia, Formosa. Los individuos se reunieron en 4 grupos de diferente composicióngenética: Criollo (C), Criollo ½ Anglo Nubian ½ (B), Criollo ¼ Anglo Nubian 3/4 (D) y Criollo¼ Boer ¼ Anglo Nubian ½ (I). Se tomaron datos como sexo, peso al nacimiento y el pesoajustado a los 30 días para evaluar el crecimiento presentado y luego comparar losdiferentes grupos. Los datos se analizaron estadísticamente mediante ANCOVA con peso al nacimientocomo covariable y la comparación de medias se realizó a través del test de Duncan. Seutilizó el paquete estadístico Infostat versión 1.1.Resultados y discusión Se encontraron diferencias significativas entre grupos de diferentes composicionesgenéticas. Así como también, entre grupos de diferentes pesos al nacimiento y diferentestipos de parto, no encontrándolas en los grupos de diferentes sexos. 99
  • 100. Tabla 1: Estadísticos descriptivos de los factores que influyen en el peso ajustado a los 30 días (Descriptive statistical of the factors that influence the adjusted weight at 30 days.) Variable MEDIA D. S. MAX MIN N B 6,9 ±0,56 7,3 6,5 2 C 4,48 ±1,38 7,20 3,00 9 Composición genética D 4,75 ±1,11 6,60 2,60 13 I 4,85 ±1,49 6,50 3,40 4 M 5,03 ±1,44 7,30 3,00 15 Sexo H 4,60 ±1,18 6,50 2,60 13 DO 4,36 ±0,97 6,60 3,00 17 Tipo de parto S 5,76 ±1,56 7,30 2,60 8 T 5,00 ±1,41 6,30 3,50 3 Tabla 2: Análisis de la Varianza (Variante analysis) F.V. Gl F Valor p Raza 3 4,81 0,0118 Sexo 1 1,54 0,2298 Tipo de Parto 2 10,27 0,0009Test : Duncan Alfa: 0,05Error: 0,6673 gl: 19 Test de Duncan (Duncan’s Test) Raza Medias n C 4.54 9 A D 5.23 12 A I 5.33 4 A B 6.46 2 BLetras distintas indican diferencias significativas (p<=0,05) Los valores de peso ajustado a los 30 días de los grupos C, D e I resultaronsignificativamente diferentes al grupo B. En cuanto al peso al nacimiento y tipo de nacimientotambién presentaron diferencias significativas entre grupos.Conclusiones Hasta ahora los animales media sangre Criollo x Anglo Nubian son los quepresentaron un mejor ritmo de crecimiento hasta los 30 días en las condiciones ecológicasen las que se desarrolla el proyecto, pero todos éstos estudios seguirán realizándose paraampliar los conocimientosCitas bibliográficasCenso Nacional Agropecuario 2002. http://www.indec.mecon.ar/. Consulta: 5 mayo 2005Souza Neto, J. (1987). Demanda potencial de carne de caprino e ovino e perspectivas de oferta - 1985/1990. Sobral: EMBRAPA, p.7-13. 100
  • 101. CARACTERIZACIÓN EXTERIORISTA DE UNA POBLACIÓN CAPRINA EN EL OESTE DE FORMOSA. ARGENTINA. M. A. Revidatti1; P. N. Prieto1; M. N. Ribeiro2; S. A. De la Rosa1 y A. Capellari1.1 Dpto. de Producción Animal. FCV. UNNE. zootecb@vet.unne.edu.ar2 Departamento de Zootecnia, Brasil. Universidad Federal Rural de Pernambuco.Resumen Para caracterizar exteriormente una población de caprinos criollos en el centro oestede la Provincia de Formosa, Argentina, se analizó el peso vivo, 14 variablesmorfoestructurales y 10 índices zoométricos en una población de 185 ejemplares adultos,mayores de 2 años. El coeficiente de variación del peso vivo fue de un 18% y de 5 a 9% parael resto de las variables. Ésta población resultó ser homogénea a partir del análisis de losestadísticos descriptivos de las variables e índices zoométricos, por lo cuál no puedenestablecerse variedades basadas en éstas. Mediante el índice cefálico, se define a estacabra como mesocéfala. De las 15 variables, 9 son las que caracterizan de manera confiablea la población en estudio, dato surgido del análisis multivariante de componentes principalesde donde se obtuvieron seis factores, que asociados, explicaron el 75 % de la variabilidadtotal y sólo 5 caracteres (longitud de cabeza, largo de cuerpo, ancho de tórax, ancho degrupa, ancho de pecho), no contribuyen a explicar la variabilidad.Palabras claves: morfometría, cabras, criollos. EXTERIORISTIC CHARACTERIZATION OF A GOAT POPULATION IN THE WEST OF FORMOSA. ARGENTINA.Abstract With the objective of characterize the Creole goats population of the centre westregion of Formosa Province, in Argentina, a research project is being carried on. To reachthese aim 14 qualitative variables and 10 zoometric indexes were analyzed from a sample of185 adults, older than 2 years belonging to the population mentioned above. Most of thestudied characters has shown a low coefficient of variation (5-9 %), with the exception ofbody live weight which was moderated (18 %).The results found by analysing cualitativevariables showed a very homogeneous population and therefore can not be establishedvarieties based on these variables,so far. By the cephalic index, this goat population could bedefined as mesocephalic. Data obtained from a main component multivariant analysisdemonstrated that from the 15 variables, 9 are those ones who characterized in a confiableway the population in study, six associated factors explained the 75% of the total variationand just 5 characters did not contribute to explain the variability.Introducción Las cabras introducidas en América sometidas a cientos de años de crianza yselección natural han dado origen a un tipo de cabra que se reconoce como “criolla” o“nativa”. A través de un proyecto de investigación de la Secretaría General de Ciencia yTécnica - Universidad Nacional del Nordeste, mediante un convenio de Cooperación con elCentro de Validación Agropecuaria (CEDEVA) de la Provincia de Formosa, Argentina y en elmarco de la Red de Conservación y Producción de Pequeños Rumiantes – CNPq - SedeUniversidad Rural Federal de Pernambuco, Recife, Brasil, se ha comenzado con la 101
  • 102. caracterización de la población de cabras criollas en la región centro oeste de la Provincia deFormosa, Argentina. El objetivo de este estudio fue establecer las variables morfoestructurales e índiceszoométricos que permiten la caracterización de cabras criollas del oeste de la provincia deFormosa.Materiales y métodos La zona de la experiencia corresponde a la región Centro Oeste de la Provincia deFormosa (norte de Argentina), comprende unas 200.000 ha que se caracterizan por un climasemiárido donde la población rural desarrolla una actividad económica de subsistencia,basada en un sistema de producción ganadero mixto (bovinos y caprinos). Se analizó unamuestra aleatoria de 185 ejemplares adultos, mayores de 2 años (3 machos y 182 hembras),los cuales fueron pesados y medidos utilizando 14 variables zoométricas de naturalezacuantitativa, según Aparicio (1960) y Sotillo y Serrano (1985), utilizando para ello un bastónzoométrico, compás de Broca y una cinta métrica inextensible. Además se analizaron 10índices zoométricos, resultantes de la combinación de las variables anteriores. Se realizó un análisis de los estadísticos descriptivos de las variables e índiceszoométricos. Los cálculos se realizaron con diferentes opciones del paquete estadísticoStatistica for Windows versión 5.1 (1999). Además, se aplicó un análisis multivariantemediante el análisis de componentes principales, y se adoptó como valor mínimo de varianzaexplicativa al 75% (Johnson & Wichern, 1989). Los cálculos se realizaron con diferentesopciones del paquete estadístico InfoStat 6.0.Resultados y discusión En la tabla I y II se informan los estadísticos descriptivos de las variables e índicesanalizados. Se observa que la mayoría de los caracteres estudiados presentan uncoeficiente de variación porcentual reducido. En cuanto a las variables alzada a la cruz yperímetro toráxico, se encontró valores similares a los descriptos para la Cabra CriollaSanluiseña de Argentina (Rossanigo y col, 1995), de 54 a 74 cm para la primera variable; yde 78 a 103 cm para la segunda. En México, Hernández Zepeda y col.(2002) informanvalores de 65,26 cm en machos y de 62,23 cm en hembras para la alzada a la cruz; y de77,95 cm en machos y de 79,50 cm en hembras para el perímetro toráxico. Los índices zoométricos también muestran escaso coeficiente de variación; aexcepción de aquellos que utilizan el peso vivo en su cálculo, como el índice decompacticidad y de carga de la caña; cuyos coeficientes fueron más elevados: 17 y 18 %respectivamente. En la tabla III se muestran los resultados del análisis multivariado. Los valores que semuestran en negrita corresponden a las variables discriminantes que representan a cadafactor. Los valores expresados en la última línea son acumulativos. Con este método seobtuvieron seis factores, que asociados lograban un grado de explicación del 75 % de lavariabilidad total. Sólo 5 caracteres (longitud de cabeza, largo de cuerpo, ancho de tórax,ancho de grupa, ancho de pecho), de los 15 estudiados, no parecen contribuir a explicar lavariabilidad. 102
  • 103. Tabla I: Estadísticos descriptivos de las variables zoométricas (Descriptive statistics of thezoometric variables).Variables N Media DS Máx Mín E.E. C.V.Peso vivo 185 37,87 6,73 60 22,6 0,49 18,00Longitud de cabeza 185 20,65 0,94 23 18 0,07 5,00Longitud de cara 185 13,22 0,91 16 11 0,07 7,00Ancho de cabeza 185 8,04 0,62 9.5 6.5 0,05 8,00Ancho de cara 185 8,78 0,77 11 7 0,06 9,00Alzada a la cruz 185 62,01 3,38 72 51 0,25 5,00Alzada a la grupa 185 62,62 3,49 75 54 0,26 6,00Largo del cuerpo 185 70,45 3,83 81 61 0,28 5,00Alto del tórax 185 29,50 2,03 35 17 0,15 7,00Ancho de tórax 185 18,61 1,73 23 13 0,13 9,00Ancho de grupa 185 15,26 1,01 18 10 0,07 7,00Longitud de la grupa 185 21,83 1,19 25 16 0,09 5,00Perímetro toráxico 185 82,45 6,14 99 66 0,45 7,00Perímetro de la caña 185 8,55 0,57 11 7 0,04 7,00Ancho de pecho 185 16,01 1,25 19 13 0,09 8,00N= número de animales; D.S.= desviación típica; E.E.=error estandar de la media; y C.V:=coeficiente de variación porcentualTabla II. Estadísticos descriptivos para los índices zoométricos (Descriptive statistics of thezoometric indexes)Indices N Media DS Máxima Mínima E.E. C.V.Cefálico 185 38,99 3,20 47,37 31,82 0,24 8,00Facial 185 64,05 4,00 75,00 54,55 0,29 6,00De proporcionalidad 185 88,18 5,37 101,56 76,32 0,40 6,00Corporal 185 85,78 5,99 101,49 67,39 0,44 7,00Prof. relativa del pecho 185 47,64 3,25 55,56 28,33 0,24 7,00Toráxico 185 63,16 4,99 88,24 48,28 0,37 8,00Pelviano 185 70,05 5,11 93,75 50,00 0,38 7,00Metacarpo-toráxico 185 10,41 0,84 13,04 8,60 0,06 8,00De compacticidad 185 168,44 28,29 247,83 105,00 2,08 17,00De carga de la caña 185 23,24 4,10 37,50 15,69 0,30 18,00N= número de animales; D.S.= desviación típica; E.E.=error estandar de la media; y C.V:=coeficiente de variación porcentual 103
  • 104. Tabla III: Factores obtenidos con el método de Análisis factorial de componentes principales,con un grado de aceptación del 75 % (Factors from the main component analysis, with a level of75% acceptance)Variables factor1 factor2 factor3 factor4 factor5 factor6PV 0.34 -0.24 -0.12 -0.10 0.02 -0.01LONG CAB 0.28 0.09 0.08 -0.14 -0.21 0.21LONG CARA 0.20 0.43 -0.18 0.07 -0.30 -0.07ANCH CAB 0.11 0.28 -0.36 -0.56 0.39 -0.13ANCH CARA 0.16 0.48 -0.33 0.09 -0.02 0.01ALZ CRUZ 0.25 0.21 0.47 0.11 0.07 -0.32ALZ GRUP 0.27 0.24 0.40 0.01 -0.04 -0.40LARG CUERPO 0.26 0.13 0.01 -0.06 0.32 0.41ALTO TOR 0.32 -0.16 -0.08 0.04 -0.10 -0.15ANCH TOR 0.28 -0.32 -0.31 -0.02 -0.04 -0.08ANCH GRUP 0.23 -0.32 0.18 0.05 0.29 0.10LONG GRUP 0.23 0.10 0.20 0.10 0.50 0.23PER TOR 0.35 -0.21 -0.07 0.02 -0.11 -0.05PER CAÑA 0.20 -0.13 -0.03 0.40 -0.25 0.52ANCH PECH 0.27 -0.17 -0.17 2.40 -0.18 -0.21% Acum. 38 48 56 63 68 75Conclusiones Los resultados del análisis de las variables cuantitativas muestran que es unapoblación muy homogénea y por lo tanto no pueden establecerse variedades basadas enéstas. El moderado coeficiente de variación en el peso vivo es atribuible a que se trata deuna variable altamente influenciada por el ambiente y el manejo propio de cadaestablecimiento. El análisis del índice cefálico indicaría que esta población criolla esmesocéfala. Las variables peso vivo, perímetro toráxico, perímetro de la caña, longitud yancho de cara, ancho de cabeza, alzada a la cruz, alzada y longitud de grupa son las quecaracterizan de manera confiable a la población en estudio. Las variables morfométricas sonherramientas válidas para caracterizar poblaciones caprinas.Referencias bibliográficaAparicio, G. (1960). Zootecnia Especial. pp 5 – 27; 451 – 467.Imprenta Moderna. Córdoba,España.Hernández Zepeda, J. S., F. J. Franco Guerrera, M. Herrera García, E. Rodero Serrano, A.C. Sierra Vázquez, A. Bañuelos Cruz y J. V. Delgado Bermejo. (2002). Estudio de losRecursos Genéticos de México: características morfológicas y morfoestructurales de loscaprinos nativos de puebla. Arch. Zootec – Vol 51 – Num 193 – 194, pp: 53 – 64.Johnson, R. A. and Wichern, D. W. (1989) “Applied Multivariate Statistical Analysis” (2 da.Ed.) Prentice Hall International, N. Y., U.S.A. 260 pp.Rossanigo, Carlos E.; Frigero, Karina L. y Colomer, Jorge Silva (1995). “La cabra criollasanluiseña” Información Técnica Nº 135 – SIN 0327/425 X. E. E. A. San Luis - CentroRegional La Pampa.Sotillo, J. y Serrano, V. (1.985). "Producción Animal. Etnología Zootécnica". Tomo I. Imp.Flores. Albacete. 403 pp. 104
  • 105. ESTUDIO DE LOS MODELOS DE PRODUCCION CAPRINA EN EL OESTE DE LA PROVINCIA DE FORMOSA. ARGENTINA S. de la Rosa1;M. A. Revidatti2; R. D. Casco1;H. Halter1; S. M. Ayala 21 Centro de Validación de Tegnologia Agropecuaria de Laguna Yema, Formosa Argentina.2 Dpto de Producción Animal.Fac de Cs Veterinarias.UNNE, Corrientes Argentina.zootecb@vet.unne.edu.arResumen Con el objetivo de contar con información de los modelos de producción de caprinos enel oeste de la provincia de Formosa, con vista a la planificación de programas de extensióndestinados a pequeños productores se llevó a cabo un relevamiento consistente en:1)Ubicación y situación de los productores: distribución de productores por zona,composición de los grupos familiares, superficie promedio ocupada por productor, mejoras,situación de la tierra, promedio de existencias ganaderas por productor y zonas,estratificación de productores, análisis de índices productivos por estratos.2) Evaluación delas majadas: estructura de los hatos, composición racial, condiciones zootécnicas ysanitarias: manejo alimenticio, instalaciones y manejo reproductivo. Se encontró un total de8000 habitantes con un 60% de aborígenes de la etnia Wichí. Los productores se distribuyenen cuatro zonas en un área de 200.000 ha con una superficie promedio de 400 ha porproductor, en su mayoría fiscales, con un promedio de 80 cabezas, en su mayoría criollas,con un manejo mínimo de encierre nocturno en instalaciones precarias y sanidad nocontrolada.Palabras clave: Análisis, Caprinos, Sistemas Study of goat models in the west of Formosa Province. Argentina.Abstract With the aim to get information about goat production models in the west of Formosaprovince in order to planing an extention program destinated to small farmers a survey wasmade. The collected data consisted in location and situation of the farmers, distribution of thefarmers by zone, compositin of the family groups, average land surface ocuped by farmer,improvements, land situation, average livestock by farmer and zone, farmers stratification,productive indexes analysis by level; herd evaluation: livestock structure, breed composition,zootecnic and sanitary conditions, alimentary management, farm equipment and reproductivemanagement. Eight thousand inhabitants were found. A 60% were aborigines from the wichíethnia. Farmers are distributed in four zones in a 200000 ha area with an average surface of400 ha by farmer, mainly fiscal lands, with 80 animal heads in average, mainly creole, with aminimal management consisted in nocturne confinement, precarious farm equipment and notcontrolled health.Introducción La caprinocultura en Argentina es desarrollada por el sector rural de más bajosingresos. Existen 4.061.402 de cabezas, en manos de 46.776 pequeños productores deescasos recursos y bajo nivel sociocultural. En la región NEA, (Chaco y Formosa) se hallanel 9.6% del total del país (INDEC- sagpya, 2002). La localidad Laguna Yema situada en el 105
  • 106. centro-oeste de Formosa corresponde a la Región Semiárida, entre las isoyetas de 700 y800 mm anuales, el clima es subtropical cálido, con estación seca. Los factores preponderantes de la problemática del sector caprino de dicha región secentran en: escasez de recursos naturales, ausencia de tecnología, baja calidad zootécnica,manejo racional mínimo, baja tasa reproductiva, deficiente manejo nutricional. Una altaproporción no constituye una unidad económica ni son propietarios de las tierras, la falta demedios de comunicación provoca un bajo o deficiente nivel cultural y el aislamiento en quese encuentran muchos productores hace dificultosa la llegada de acciones de tipoextensionista. Por todo esto el Gobierno de la Provincia de Formosa se propuso generar el Programade Extensión a Pequeños Productores Caprinos, llevado adelante desde el CEDEVA (Centrode Validación de Tecnologías Agropecuarias) para solucionar algunos de los aspectos quese han mencionado. Como primer paso se ha realizado un estudio de los modelos deproducción caprina en la región que se abordan en éste trabajo.Materiales y métodos Se definieron 4 zonas de intervención como punto de partida de los trabajos con losproductores, estableciéndose un radio de 50 km como límite para llevar adelante el Proyectode Extensión. Éstas fueron determinadas de acuerdo a diversos aspectos como: proximidadde productores entre sí, con puntos de concentración en cada zona, condicionesagroecológicas, lo que determina a su vez distintos tipos de animales y la existenciavariantes sanitarias y alimenticias. Distribución zonal de los productores, para facilitar laincorporación de formas asociativas de producción. De esta manera el área de intervención quedó definida y subdividida de la siguientemanera: zona 1, Laguna Yema y su área de influencia, zona 2, Paraje Sumayén, localizado alas orillas del río Bermejo, esta zona tiene como límite norte al embalse sur de la LagunaYema, zona 3, Paraje El Quemado, zona 4, Paraje El Cañón, al igual que la zona 3 limita alsur con la zona 1 y al norte con el Río Pilcomayo, iniciándose los trabajos simultáneamenteen todas ellas. Se registraron un total de 80 productores, consignando su ubicación y situación, ladistribución porcentual por zona, la composición de los grupos familiares, la superficiepromedio ocupada por productor (has), la presencia de mejoras en los predios y la situaciónlegal de tenencia de la tierra, existencias ganaderas, promedio de las distintas especiesexplotadas por productor y por zona. Se estratificó a los productores de acuerdo al númerode cabezas y se analizaron los índices productivos por estrato. Se evaluó la estructura de loshatos y su composición racial. Se recabaron datos de las condiciones zootécnicasconsiderando, instalaciones ganaderas, manejo reproductivo y aspectos sanitarios queincluyen las vacunaciones más frecuentes y presentación de enfermedades. Se estudió elmanejo nutricional teniendo en cuenta: porcentaje de monte y de pastizales, el área y tiempode pastoreo, así como la distancia a la que se movilizan. Se consignó la práctica desuplementación y el tipo de aguadas.Resultados En la tabla 1 se muestra la distribución porcentual de productores por zona. 106
  • 107. Tabla 1: Distribución de productores por zona (Farmers distribution by zone) ZONA PORCENTAJE 1 32.5 2 31.3 3 18.8 4 17.4 La composición promedio de los grupos familiares es de 5 personas, ocupando unasuperficie promedio de 400 has y la situación de tenencia de la tierra es prácticamente en un100% de propiedad fiscal. Con respecto a las mejoras el 100 % de los productores poseencasa (viviendas) y corrales, 25% alambrado perimetral, 22% subdivisión de piquetes, 20%aguadas artificiales, y alrededor del 12% ha desmontado parte de su predio. El promedio de existencias por productor y por zona se presenta en la Tabla 2. Tabla 2. Existencia por productor y por zona (Livestock by farmer and zone) ESPECIE ZONA 1 ZONA 2 ZONA 3 ZONA 4 CAPRINOS 100 88 79 27 OVINOS 16 14 20 29 PORCINOS 47 17 18 48 BOVINOS 48 21 54 97 EQUINOS 9 4 10 12 MULARES 1 1 1 1 Prevalece en número la especie caprina, aunque la distribución de los mismos varíapor zona. Los productores se estratifican de acuerdo al número de cabezas caprinas, de lasiguiente manera: un 42,5% con menos de 50 cabezas, el 21,3% con 51 a 100 cabezas, el23,8 % con 101 a 150 cabezas, y un 12,4 % con mas de 150 cabezas. En la tabla 3 se muestra las existencias y los indicadores por estrato de productores Tabla 3: Indicadores productivos por estrato de productores (Productive indexes by level and farmers)Estrato Existencias Indicadores productivos Promedio Reposición Machos Predios Cabezas Cabritos/cabra/año cabezas/predio (%) (%)Menos de 50 34 960 28 18 9 0,7cabDe 51 a 100 17 1332 74 20 6 0,7cab101 a 150 19 2165 120 23 7 0,8cabMas de 150 10 1951 197 17 4 0,7cab Totales 80 6428 80 19,5 6,5 0,7 Los datos recogidos de los hatos se consignan a continuación. En la Tabla 4 semuestra la estructura de los hatos. 107
  • 108. Tabla 4: Estructura de los hatos (Herd structure) Categoría Cantidad Total con cría 1470 Cabras preñadas 798 (65%) 3042 Madres otras 774 (48%). Cabrillas 607 607 (20%) Chivatos 177 177 (6%) Capones 405 405 (12%) Cabritos machos 1002 (43.3%) hembras 1132 (56.7%) 2134 (48.3%) Total 6365 La composición genética mayoritaria es la criolla, con influencias de las siguientesrazas: Anglo Nubian (53 %), Agora (7%), Saanen (3%) y sin influencia exótica (37 %). El manejo que se observa es el tradicional en prácticamente toda América Latina(Agraz García, 1981 ), y consiste meramente en encierre nocturno. La relación montepastizal fue de 77/23% sin delimitación del área de pastoreo, oscilando el mismo en unpromedio de 8 hs y la distancia media de desplazamiento es de 2 km. El 36% de losproductores suplementan con granos, en la temporada de frío y sequía, aunque no todos losaños y las aguadas son naturales en un 65% de los casos. Las instalaciones encontradas fueron corrales de encierre para las cabras en el 100%de los casos, de los cuales solo el 46% posee un pequeño corral para el aparte de cabritos.La superficie es en general insuficiente para el número de animales que poseen (120 m2 enpromedio), y solo el 15% cuenta con algún reparo, que también es de dimensionespequeñas. Los materiales mas utilizados para su construcción son palos (75%), ramas(15%), palmas (4%) y otros (6%). La altura promedio de los cercos es de 1,4 m. El manejo reproductivo se reducen al estacionamiento de los servicios en menos del1% de los casos. La recría de machos es una práctica poco frecuente, mientras que lareposición de hembras en su gran mayoría proviene del propio hato. La situación sanitaria muestra que la vacunación antiaftosa es la más realizada (98%)ya que es obligatoria. Las demás vacunaciones no son usuales. Existe un uso indiscriminadode antibióticos (69%). Si bien un grupo importante de productores realiza algún tipo dedesparasitación (45%), a pesar de lo cuál las parasitosis son las enfermedades másfrecuente (99%). Se apreciaron casos de mastitis clínicas y de abortos. En el 95% de loscasos nunca se había realizado análisis de brucelosis y las afecciones podales, fueroninsignificantes.Conclusiones El porcentaje de hembras adultas, los porcentajes de preñez, el índice de parición y laprolificidad (cabritos por cabras) se encuentra en valores significativamente bajos, y elporcentaje de machos utilizados es excesivo. El porcentaje de hembras para reposición, sería el adecuado en el caso de un hato conun 70% de hembras en edad reproductiva, por lo que los parámetros actuales soninsuficientes si se busca incrementar la producción. Del porcentaje de capones encontrado, se desprende que la mayoría de las crías sonfaenadas antes de alcanzar esa categoría, pero también se advierte la modalidad de recriarmachos castrados para su posterior consumo o comercialización. La diferencia entreporcentajes de cabritos machos y hembras, denotaría la conducta de faenar primero lascabritos machos, ya que son los que primero llegan a un peso adecuado para consumo. 108
  • 109. La composición genética de los hatos mayoritariamente criolla indicaría que losanimales son locales, es decir no fueron trasladados desde otras regiones hacia su ubicaciónactual.Referencia bibliográficaAgraz García, A. 1981. Editorial Hemisferio Sur S. A. Bs. As., Argentina. "Cría y Explotaciónde la cabra en América Latina".Censo Nacional Agropecuario 2002. http://www.indec.mecon.ar/. Consulta: 5 mayo 2005. 109
  • 110. DESCRIPCIÓN HISTOLÓGICA DEL COMPLEJO FOLICULAR PILOSO EN CRÍAS DE ALPACAS Badajoz, E . 1;Sandoval, N .2; Chavera, A.2; Garcia, W.31 Médico Veterinario, práctica privada. e- mail: elbadala_1@hotmail.com2 Laboratorio de Histología, Embriología y Patología Veterinaria. FMV – UNMSM3 IVITA – Facultad Medicina Veterinaria – UNMSMResumen Con el propósito de caracterizar la distribución y asociación de la citoarquitecturafolicular de la piel de alpacas se utilizaron 42 crías, hembras y machos de ambas razashuacaya y suri. Biopsias de piel por sacabocado de zona costal media, y procesadas paraestudio histológico (coloración H y E) demostraron que los folículos pilosos forman nidosfoliculares, distribuidos como grupos foliculares compuestos (GFC) y grupos folicularessimples (GFS). Los primeros conformados por folículos primarios rodeados de secundarios,mientras que los GFS solo están conformados por secundarios. Además, los folículosprimarios pueden ser solitarios denominados folículo primario extra grupo folicular (FPEGF) oformando parte de un grupo folicular compuesto denominado folículo primario intra grupofolicular (FPIGF). Ambas razas presentan los FPEGF, sin embargo se diferencian de la otraclase de folículo primario por la citoarquitectura de sus capas, la amplitud y morfología de lamedula, que adopta diferentes formas menos la elipsoidal, dando origen al pelo, mientrasque en el FPIGF la medula es ovoide y ocupa una menor proporción de la corteza. Ademásestos últimos se distribuyen en tríos foliculares dispuestos uno de manera central (FPC) ydos laterales (FPL) en secciones transversales de cortes de la raza suri. Estascaracterísticas de asociación y distribución de los folículos, así como su citoarquitecturapermiten denominarlo Complejo Folicular Piloso, en la piel de alpacas.Palabras claves: Camélidos, pelo, piel. HISTOLOGICAL DESCRIPTION OF HAIR FOLLICULAR COMPLEX IN YOUNG ALPACASAbstract The present study was carried with the purpose of characterize the distribution andassociation of the hair follicles of alpacas skin and its cytoarchitecture. 42 crias of alpacas,female and male huacaya and suri breeds were used. Samples by skin biopsy punch of themiddle costal zone, and processed for histological study using H-E staining were done. Thehistology shown that hair follicles formed follicular nests distribute as a compound folliclegroup (CFG) and simple follicle group (SFG). The first of them was composed of primaryfollicles surrounded by secondary follicles, while that SFG only was composed of secondaryfollicles. Furthermore, the primary follicles were solitary as Extra Primary Follicle FollicularGroup (EPFFG) and formed compound follicle group or Internal Primary Follicle FollicularGroup (IPFFG). The EPFFG appear in both breeds, however IPFFG has differentcytoarchitecture of its layers having less numbers of layers, different morphology and width ofmedulla, with no elliptical shape and this EPFFG gives the hair origin while in FPIGF themedulla was ovoid and occupied the least proportion of cortex. Furthermore, the latest canspread forming follicular trios and one of them was displayed in central fashion (FPC) and twolaterals (FPL) in transversal sections in suri breed. These characteristics of association and 110
  • 111. distribution of follicles and its cytoarchitecture shown the presence of Hair Follicular Complexin alpacas skin.Key words: camelids, hair, skin.Introducción El estudio de los folículos de la piel de los mamíferos, especialmente en ovinos hasido seguido con interés desde el siglo pasado cuando se pensaba que su crecimiento ydesarrollo no tenia ningún arreglo particular, sin embargo se encontraron cambios en lasdiversas etapas de crecimiento llegándose a la conclusión que de esta forma se podríaobtener información acerca de las diferentes características del vellón, importantes factoresa tenerse en cuenta en los programas de selección con miras aumentar la producción delana por animal. En la alpaca solo se ha realizado estudios de los folículos pilosos en etapasembrionales y adultas, asimismo de las pocas investigaciones realizadas hasta la fecha solose dan informaciones preliminares sobre las estructuras foliculares de la piel de las alpacas.Por ello se hace necesario complementar el esquema general del desarrollo folicular enesta especie, Por lo tanto este estudio de investigación se planteo como objetivo efectuaruna descripción sobre la caracterización , distribución y asociación de los folículos queconforman la piel de las alpacas, con miras a contribuir al mejor conocimiento de su histofisiología , debido a que es el lugar donde se origina las fibras, a fin de realizar una eficienteselección de reproductores a temprana edad.Materiales y métodos Animales se emplearon 21 crías de alpacas de la raza huacaya y 21 crías de la razasuri entre machos y hembras de aproximadamente 6 a 10 meses de edad pertenecientes ala Granja de Camélidos La Raya de la Estación Experimental IVITA - Maranganí, Cuzco.Metodología Recolección de muestras: El muestreo de la piel de alpaca fue realizado en formaindividual en la zona del costillar medio., mediante cortes de forma circular empleando unsacabocado de 6mm. de diámetro (biopsy punch). Los cortes de tejido fueron colocadas enun frasco conteniendo una solución fijadora de formol al 15%. Procesamiento histológico: las biopsias de piel fueron trasladadas al Laboratorio deHistología Embriología y Patología de la Facultad de Medicina Veterinaria de la UNMSMpara su procesamiento de acuerdo a la siguiente secuencia: Reducción: las muestras de pielfueron reducidas y separadas en dos sub muestras, un corte transversal y uno longitudinal,las que se sometieron a proceso histológico convencional, Deshidratación, clarificado,inclusión en parafina, cortes al micrótomo, montaje en láminas, desparafinado, y coloracióncon Hematoxilina y Eosina. Evaluación Microscópica. Para ello se utilizaron los cortes transversalesperpendiculares (PT) al eje del folículo piloso donde se identificó los nidos o gruposfoliculares. Paralelamente se caracterizaron el tipo de folículos que conforman cada grupofolicular a una magnificación de 400X y 100X.Resultados y discusión La sección de corte transversal de tejido de ambas razas evidencia a los folículospilosos en su gran mayoría formando nidos foliculares, distribuidos en su mayor parte como 111
  • 112. grupos foliculares compuestos (GFC), y en menor proporción como grupos folicularessimples (GFS). Los primeros estan conformados por folículos pilosos primarios (FP) yfolículos secundarios (FS), delimitados completamente por tejido conectivo denso que seinfiltra entre los FS y el FP, formando un fino estroma conectivo. La característica histológicadel FP dentro de un nido folicular es que se encuentra asociado a una glándula sudorípara.Además presenta un mayor diámetro con respecto a los FS, los cuales presentan unavariable medulación, a diferencia del FP que siempre aparece con una medula de formaovoide. En cortes de ambas razas se observa que los GFS carecen de FP, conformadossolamente por FS, de manera similar a lo descrito en crías de llama por Copana et al,(2000).Además en algunos cortes estos FS presentan la característica de agruparse por medio desu vaina radicular externa, lo que coincide con lo descrito en alpacas por Tapia, (1977), y enllamas por Frank et al:, (2006). La estructura y el tamaño de los GFC, así como el tamaño del tipo de folículos que loconforman, varía ampliamente entre las razas. Así tenemos que los FS que rodean a un FPdentro de un GFC, tienen un rango de variación de 3 a 20, en alpacas suri mientras que en laraza huacaya varia de 3 a 26. Por lo consiguiente, el tamaño de los nidos foliculares esvariable, existiendo pequeños, intermedios y grandes, estos nidos se encuentran rodeadospor una cubierta de tejido conectivo denso, en donde se halla el conducto de la glándulasudorípara, arteriolas y capilares. El tejido conectivo varía en grosor dependiendo de ladensidad de los nidos foliculares, es decir a mayor densidad folicular menor estromaconectivo entre nidos foliculares. Estos resultados difieren a lo descrito en llamas por Atleeet al.,( 1997) en cuyo trabajo encontró un rango de variación de 2 a 9 FS por cada FP.Asimismo los GFC en alpacas están conformados predominantemente de 1 FP rodeado deun número variable de folículos secundarios, sin descartar la presencia de GFC constituidospor 2 y 3 FP, sin embargo el hallazgo del trío folicular primario solamente en cortes de laraza suri como parte de un grupo folicular coincide con Copana et al.,( 2000) y Frank, et al.,(2006), quienes lo reportan en llamas. Similar conformación fue descrita pero como unpatrón constante de los grupos foliculares por Carter y Clarke, (1957) para ovinos merinosaustralianos, sin embargo, la característica histológica del trío folicular primario en cortes dela raza suri difiere con lo descrito para los ovinos, donde el agrupamiento de los folículosprimarios dentro del grupo folicular en trío, además de presentar el mismo tamaño dediámetro esta acompañado de una glándula sebácea multilobulada para cada uno de ellos,en cambio en nuestro estudio cada folículo primario se asocia a un conducto sudoríparo, asímismo siempre el folículo primario central presenta un mayor diámetro que los primarioslaterales, de manera similar a lo descrito para llamas de doble capa por Frank, et al.,( 2006). Nuestro estudio evidenció la presencia de dos clases de folículo primario, el folículoprimario extra grupo folicular (FPEGF) y el folículo primario intra grupo folicular (FPIGF). Elprimero de ellos, distribuido de manera individual fuera del GFC, el cual contiene unaestructura radicular bien desarrollada, así como un mayor diámetro de fibra que evidenciauna prominente médula eosinófilica, caracteres que definen al pelo. Estos son escasos enlos distintos cortes de tejido y se encuentran adyacentes al nido folicular, rodeados por unavaina de raíces fibrosas de tejido conectivo.de manera similar a lo descrito por Ciprian etal.,(1985), así como a lo descrito en llamas por Atlee, et al.,(1997); pero erróneamentedenominado como folículo simple. En cuanto a la presencia de medulación del pelo originadode un FPEGF de las alpacas, se demuestra un patrón de medulación arriñonado, diferenteen relación a la forma y diámetro de lo reportado por Ciprian et al.,(1985) quienesencontraron generalmente formas medulares en hélice incompleta y trébol . 112
  • 113. Conclusiones En la piel de alpacas los folículos pilosos debido a su distribución, asociación ycompleja citoarquitectura determinan que histológicamente se le denomine ComplejoFolicular Piloso. Los folículos primarios son de dos clases, el FPEGF que origina el pelo y elFPIG que adopta diferentes maneras de agruparse dentro de un grupo folicular compuesto.La raza suri presenta grupos foliculares con una disposición en trío de los folículos primariosLiteratura citadaAtlee, B.A.; Stannard, A.; Fowler M.E. and T.Olivry.1997.The histology of normal llama skin.Veterynary Dermatology. 8: 165-176.Carter, H.B; Clarke, W.H. 1957. The hair follicle group and skin follicle population ofAustralian Merino sheep. Australian Journal of Agricultural Research, 8 (1) 91-108.Ciprian, C.; Chambilla, V.; Bustinza, V. 1985. Histología de la piel de alpaca y llama.Trabajo de Investigación Universidad Nacional del Altiplano. Puno-.Perú. 42-63p.Copana, C; Rodríguez, T.; Ayala C.; Antonini,. M. 2000. Estructura y desarrollo de lapoblación folicular de llamas en crecimiento. Resumen del III Congreso mundial deCamélidos, Potosí, Bolivia. 627-632 p.Frank, E; Hick, M.; Pesarini, M.. 2006. Un nuevo enfoque para la descripción histológica delcomplejo folicular epitelial en llamas argentinas. Camélidos sudamericanos, investigacionesrecientes. Desco, p. 78-88.Tapia, M. 1977.Determinación de la estructura folicular en piel de alpaca. Tesis de MedicoVeterinario. FMVZ, Univ. Nacional del Altiplano . Puno, 66p. 113
  • 114. FACTORES QUE INFLUYEN EN EL DIAMETRO DE FIBRA Y PESO DE VELLÓN EN ALPACAS HUACAYA DE COLOR BLANCO EN LA REGION DE HUANCAVELICA E.C. Quispe P.1.; L. Alfonso R.2; A. Galindo R.3; H. M. Guillen D.41 Universidad Nacional de Huancavelica (UNH) - Perú. E-mail: edgarquispe@yahoo.com2 Universidad Pública de Navarra – España. E-mail: leoalfonso@unavarra.es3 Universidad Nacional de Huancavelica - Perú. E-mail: galin05@hotmail.com4 Universidad Nacional de Huancavelica - Perú. E-mail: hguillén_1@hotmail.comResumen Se tomaron datos de 547 alpacas Huacaya de color blanco sobre peso de vellón (PV)y diámetro de fibra (DF) en 8 localidades ubicados en la Región Huancavelica (PastalesHuando, Alto Andino, Pucapampa, Choclococha, Sallca Santa Ana, Santa Bárbara,Tucumachay y Carhuancho), las cuales se encuentran situados en la Sierra del Perú, a unaaltitud de 3,680 m.s.n.m y con una precipitación pluvial que alcanza los 752.4 mm./año. ElPV sucio fue tomada inmediatamente después de realizada la esquila, utilizando una balanzaelectrónica, mientras que la medición del DF se realizó de una muestra del vellón de aprox.20 gr. tomada de la zona central a la altura de la 10ma. costilla, en el Laboratorio de Fibrasde la UNALM utilizando el Sirolan-Laserscan siguiendo especificaciones de la IWTO. Losresultados obtenidos para PV y DF fueron 2303.195 ± 908.694 gr.; y 21.588 ± 2.731µrespectivamente; asimismo se han encontrado efectos de la edad y localidad sobre el PV,mientras que sobre el DF tienen efectos la edad, sexo y la localidad. El PV resulta ser mayoren la UNH que en las otras localidades, y el DF solo resultan ser ligeramente mas gruesacomparada con Chocolococha y Santa Bárbara, aunque comparadas con las demáslocalidades resultan ser similares. Se observa una relación positiva entre edad y PV, asícomo entre edad y DF. Las hembras exhiben una fibra más gruesa que los machos y noexiste relación entre PV y DF cuando se controlan las variables sexo (S), edad (E) y locación(L).Palabras Clave: Alpaca, peso de vellón, diámetro de fibra. FACTORS INFLUENCING IN FIBER DIAMETER AND FLEECE WEIGHT IN WHITE HUACAYA ALPACA AT THE REGION OF HUANCAVELICAAbstractFleece weight (PV) and diameter of fiber (DF) in 8 community located in the Región ofHuancavelica were taken data from 547 white Huacaya alpacas white (Pastales Huando,Andean Stop, Pucapampa, Choclococha, Sallca Santa Ana, Santa Barbara, Tucumachayand Carhuancho), which are located in the Andean Plateau of Peru, to a 3.680 altitude ofm.s.n.m and with a pluvial precipitation that year reaches 752,4 mm/. The dirty PV was takenimmediately after made the shearing, using an electronic balance, whereas to measurementof the DF it was made of a sample of vellón of approx 20 gr. seizure of the central zone to theheight of 10ma. rib, in the Fiber Laboratory of the UNALM using the Sirolan-Laserscanfollowing specifications of the IWTO. The results obtained for PV and DF were 2303,195 ±908,694 gr and 21,588 ± 2.731µ respectively; also effects of the age and locality have beenon the PV, whereas on the DF have effects the age, sex and the locality. The PV is greater inthe UNH than in the other localities, and DF slightly thicker when we was compared UNH withChocolococha and Santa Barbara, although compared with the other localities they result be 114
  • 115. similar. A positive relation between age and PV is observed, as well as between age and DF.The females exhibit a fiber thicker than the males and relation between PV and DF does notexist when the variables are controlled sex (s), age (e) and lease (l).Key words: Alpaca, fleece weight, fiber diameter.Introducción En Huancavelica existen 330,618 alpacas (306,958 huacayas), los cuales constituyenel 11.4% del total nacional (INEI, 1994). Los vellones obtenidos en las comunidadesalpaqueras de Huancavelica se estima en una producción promedio bianual de 4.7 lb.(Jáuregui, 1991), en crianza medianamente tecnificada una producción anual de 5 a 5.2 lb.(Jáuregui, 1991; Nieto, 1999). En finura a nivel nacional, el 50% de la producción está dadopor fibra gruesa (34 micras), el 40% por fibra fleece (26.5 micras) y el 8% por fibra fina (22.5micras), lo cual vislumbra el enorme déficit en calidad (IPAC, 2005). Existen también otrosestudios sobre fibra de alpaca y caracterizaciones de PV, (Maquera, 1991; Jáuregui, 1991);finura y longitud de fibra (León, 1998; Ayala y Chávez, 2006). Los efectos tecnológicos ymedioambientales fueron parcialmente determinados, en función a PV y finura (Apomayta,1998; León, 1998), y producción de fibra (Brioso, 1963; Chávez y Pumayalla, 1988); enámbitos focalizados tendientes al Sur. En Sudamérica, hay estudios sobre característicasreferidos a PV de alpaca (Mamani, 1991; Frank, 2006), longitud (Frank, 2006) y finura defibra (Frank, 2006), sin embargo aun no se tiene identificado a los animales por méritogenético. Mucha de la información ha sido obtenida teniendo en consideración situacionesfocalizadas y bajo condiciones de majada, y no en alpacas que intervienen en un programaagresivo de mejoramiento genético, y mucho menos en la Región de Huancavelica.Teniendo en cuenta esas premisas, se ha realizado el presente trabajo con el objetivo decaracterizar, relacionar e identificar los efectos de la edad, localidad y sexo sobre el PV ydiámetro de fibra.Materiales y Métodos Se tomaron datos de 547 alpacas Huacaya de color blanco sobre PV y DF, las que secrían en 8 localidades de la Región de Huancavelica (Pastales Huando, Alto Andino,Pucapampa, Choclococha, Sallca, Santa Bárbara, Tucumachay y Carhuancho), la cual seencuentra situado en la Sierra del Perú y su capital Huancavelica está ubicado a 14º01’43’’latitud sur y 75º 48’ 55’’ longitud oeste, a una altitud de 3,680 m.s.n.m, con una temperaturaque varía de -5°C. de noche y de día entre 14 a 18°C y con una precipitación pluvial quealcanza los 752.4 mm/año. El acceso es por la carretera Huancayo-Huancavelica, así comotambién por la carretera Pisco-Huancavelica. El peso del vellón sucio fue tomada inmediatamente después de realizada la esquila, utilizando una balanza electrónica, mientras que a medición del DF se realizó en el Laboratorio de Fibras de la UNALM utilizando el Sirolan-Laserscan siguiendo especificaciones de la Organización Internacional Textil para lanas (IWTO, 1993) para lo cual al momento de la esquila se tomó una muestra del vellón de aproximadamente 20 gr. de la zona central entre la línea superior e inferior del animal a la altura de la 10ma. costilla, (Aylan-Parker y McGregor. 2001). Para el procesamiento de datos se utilizó el programa informático SPSS Versión 12, con el cual pudimos determinar los factores fijos que tienen efecto sobre el PV y DF, utilizando un modelo aditivo lineal de efectos principales. Para la 115
  • 116. caracterización de ambas variables se utilizó estadística descriptiva y para determinar larelación se hizo uso del coeficiente de correlación de Pearson y el coeficiente decorrelación parcial.Resultados y DiscusiónCaracterización de Peso de Vellón y Diámetro de fibraTabla 1. Estadísticos descriptivos de PV, DF, Desviación Estándar y Coeficiente deVariación. Número Promedio Error Estándar Desviación Variable de de la media Estándar animales Peso de Vellón (gr) 547 2303.195 38.8530 908.694 DF (Micras) 547 21.588 .1168 2.731 a Desviación Estándar 547 4.924 .0348 .813 (Micras) C.V. a (%) 547 22.819 .1173 2.744a Para la determinación del DF en cada muestra se midieron 1000 fibras, de modo que enmuestra se pudo obtener la Desviación Estándar y el Coeficiente de Variación. La Tabla 1 muestra los resultados para estas dos variables, observándose que,respecto al PV sucio resulta ser mayor a los reportados por Jáuregui (1991), Castellaro(1998), Wuliji et.al (2000) y correspondiendo ya al de una tecnología semitecnificada(Jáuregui, 1991; Nieto 1997), aunque menores a lo reportado por Ponzoni (1999),McBGregor (2006). El DF se encuentra bastante por debajo al rango nacional (IPAC, 2005) ytambién menor a lo reportado por Wuliji et.al (2000), Ponzoni (1999) correspondiendo masbien a una fibra fina, cuya calidad se considera cuando es menor a 22.5 micras. Asimismo seobserva que las muestras analizadas mantiene bastante homogeneidad, pues la media delcoeficiente de variación fue bastante baja (11.73%). Estos datos indican el enorme potencialque tienen estos animales con respecto a estas dos variables, y que pueden constituir unabuena base para el programa de mejoramiento genético, aunque se hace necesario realizaruna adecuada corrección por efectos medioambientales, pues el factor nutrición podría estarinfluyendo disminuyendo el PV y el DF.Efectos de la edad, sexo y locación sobre PV y DF En la tabla 2 podemos observar que la localidad, el sexo y la edad tienen efectosaltamente significativos con respecto al DF, comportándose muy similarmente con respectoal PV, aunque en este último caso no se encuentra significación solamente a nivel de sexo.Al realizar la prueba de medias de Dunett (Tabla 3), para realizar la comparación entrediversas locaciones considerando como testigo a la UNH, se observa que el PV es mejor enésta con respecto a las demás localidades y aunque el DF resulta ser mayor que lasobservadas en Choclococha y Santa Bárbara, con las demás localidades resultan sersimilares, demostrándose así que en la UNH existen buenos animales tanto en produccióncomo en calidad. Cuando se realiza la comparación para edad, se encuentra que a mayoredad se observa un mejor PV, sin embargo con respecto al DF de los animales de dientes deleche son los que exhiben mejor finura; mientras que las hembras exhiben una fibra másgruesa que los machos (Intervalos de confianza: 22.63-21.68 contra 20.52-21.76). 116
  • 117. Tabla 2. Influencia de tres efectos principales sobre PV y DF Efecto Principal Peso de Vellón Diámetro de Fibra F Sig. F Sig. LOCALIDAD 15.925 ** 6.117 ** SEXO .165 N.S. 7.946 ** EDAD 13.235 ** 14.557 ** La existencia de los efectos de la localidad, sexo y edad sobre el DF concuerdan porlos encontrados por Gallegos et.al. (1991), McGregor y Butler (2004), Frank et.al. (2006),McGregor (2006), por tanto se hace conveniente realizar la corrección de estos efectoscuando se trata de evaluar animales dentro de un programa de mejoramiento genético,cuando se trata de identificar animales en base a valor de cría estimado y asimismo en losmodelos de evaluación genética estos factores deben tomarse en cuenta. Tabla 3. Prueba de comparación de medias Dunnett Efecto Localidad/Edad Localidad/Ed Peso de Vellón Diámetro de Fibra Principal (I) ad (J) Diferencia de Sig. Diferencia de Sig. Medias (I-J) Medias (I-J) Carhuancho UNH -837.97 ** -0.28 N.S. Choclococha UNH -1405.82 ** -1.94 ** Pucapampa UNH -1895.87 ** -0.14 N.S. Para Localidad Santa Bárbara UNH -914.02 ** -2.18 ** Sallca UNH -898.60 ** -0.36 N.S. Pastales Huando UNH -1217.36 ** -1.50 N.S. Alto Andino UNH -1494.34 ** -0.08 N.S. Para Dientes de leche Boca llena -843.81 ** -2.07 ** Edad Dos dientes Boca llena -292.45 N.S. -0.99 N.S. Cuatro Dientes Boca llena -321.56 * -0.57 N.S.Correlación entre PV y DF Cuando se analiza las variables a través del coeficiente de correlación de Pearson seobserva que existe una relación baja entre P.V. y D.F., sin embargo cuando se controlan lasvariables intervinientes Sexo, Edad y Locación, y se obtiene una correlación parcial, resultaque no existe relación entre dichas variables, por lo tanto cuando se haga necesario modelarpara fines de evaluación genética, será necesario considerar como factores fijos a lasvariables Sexo, Edad y Locación, además de otras que es necesario investigar. Nuestrosresultados de relación concuerdan con el obtenido en Australia por Ponzoni (1999), aunquedifiere a lo encontrado en Nueva Zelandia por Wuliji (2000), quien encuentra un coeficientede correlación de 0.40 que resulta altamente significativo. 117
  • 118. Gráfica 1. Ploteo entre PV y DFTabla 4. Relación entre PV y DF 6000 Variables a Indicadores R2 de R2 parcial 5000 relacionar Pearson (controlando S, ) P S D V LÓ ( r E O E EL N g 4000 E y L) PESO DE Estadístico 0.132 0.043 3000 VELLÓN Y P- Value 0.002 0.314 2000DIAMETRO DE Signif. ** N.S. FIBRA 1000 0 10 15 20 25 30 35 DA E O D FB A ( ic a ) I M TR E I R MrsConclusiones El PV sucio es mayor al promedio general a nivel de la región Huancavelica,considerando una tecnología semi tecnificada en las localidades del ámbito de estudio. El DFes menor al promedio con bastante homogeneidad. Los efectos de locacion, sexo, y edadsobretodo se manifiestan en el DF y muy bajo sobre el PV a excepción del sexo donde sipresenta variación. No existe relación entre PV y DF cuando se controlan por S, E y L.Referencia BibliográficaApomayta, Z. y G. Gutierrez. 1998. Evaluación de características tecnológicas y productivasde la fibra en alpacas Huacaya esquilaas a los 12 y 17 meses de edad. Anales Científicos.UNALM. Lima, Perú.Aylan-Parker, J. y McGregor, B., 2002. Optimising sampling techniques and estimatingsampling variance of fleece quality attributes in alpacas. Small Ruminant Research 44, 53-64.Castellaro Giorgio, Jorge Garcia-Huidobro P. de A. y Pedro Salinas; 1998. Alpaca liveweightvariations and fiber production in Mediterranean range of Chile. Journal of rangemanagement. 51, 509-513.Chávez, J., Pumayalla, A., 1988. Efectos de localidad, edad y sexo sobre el peso de vell´onen alpacas Huacaya de una SAIS de Puno. VI Conv. Int. de Especialistas en Cam., Oruro,Bolivia.Frank E.N., Hick M.V.H., Gauna C.D., Lamas H.E., Reniere C., Antonini M., 2006a.Phenotypic and genetic description of fibre traits in South American domestic camelids(llamas and alpacas). Small Ruminant Research. 61, 113-129.Frank E.N., Hick M.V.H., Lamas H.E., Gauna C.D., Molina M.G., 2006b. Effects of age-class,shearing interval, fleece and color types on fiber quality and production in Argentine llamas.Small Ruminant Research. 61, 141-152.Jáuregui V.; Bonilla G. 1991. Productividad de carne, fibra y cuero en alpacas y llamas. XIVReunión Científica APPA-91. Res. (92).IWTO, 1993. Measurement of the mean and distribution of fiber diameter using the Sirolan-Lasersacan Fiber Diámeter Analyzer. IWTO Test Method, pp. 12-93. 118
  • 119. León, U. 1998. Efecto del ambiente controlado y no controlado sobre el diámetro de lana yfibra de alpaca en verano e invierno. Tesis UNA La Molina. Facultad de Zootecnia. Lima,Perú.Mamani, G., 1991. Parámetros genéticos del peso vivo y vellón en alpacas Huacaya de LaRaya, Puno. In: VII Conv. Int. Especialistas en Cam. Sud., Jujuy, Argentina.McGregor, B.A., 2006. Production, attributes and relative value of alpaca fleeces in southernAustralia and implications for industry development. Small Ruminant Research 61, 93-111.McGregor, B.A., Butler K.L., 2004. Sources of variation in fibre diameter attributes ofAustralian alpacas and implications for fleece evaluation and animal selection. Australianjournal of Agricultural Research 55, 433-442.Nieto Tinoco y Alejos Patiño; 1999. Estado económico y productivo del Centro de Produccióne Investigación de Camelidos Sudamericanos – Lachocc. XXI Reunión Científica AnualAPPA-99.Ponzoni R.W.; Grimson R.J.; Hill J.A.; Hubbard D.J.; McGregor B.A.; Howse A.; CarmichaelI.; Judson G.J.; 1999. The inheritance of and association among some production traits inyoung Australian alpacas. Proc. Australian Association Advancement of Animal Breeding andGenetics. Vol. 13, pp. 468-471.Wuliji, T., Davis G.H., Dodds K.G., Turner P.R., Andrews R.N. y Bruce G.D. 2000. Productionperformance, repeatability and heritability estimates for live weight, fleece weight and fibercharacteristics of alpacas in New Zealand. Small Ruminant Research 37, 189-201. 119
  • 120. INVOLUCION ESTRUCTURAL DEL TIMO EN ALPACAS HUACAYA EN LA ZONA SUR DEL DEPARTAMENTO PUNO-PERU. 2001 J. L. Málaga P. 1; R. C. Pineda; J. Quispe; V. Ramos D. L. R.2; J. Málaga A.1 1 Universidad Nacional del Altiplano Puno – Perú 2 Universidad Nacional Micaela Bastidas de Apurímac jomvz@hotmail.com vicpardo534@hotmail.comResumen La glándula timo es un órgano vestigial, que se atrofia en el proceso evolutivo delindividuo, sin definición específica; sin embargo existen investigadores que estudian elproceso inmunológico y considerando de importancia para los fines de envejecimiento ytrastornos del organismo vivo; no existen estudios sobre la anatomía del timo en loscamélidos sudamericanos por lo que el presente trabajo describe macro ymicroscópicamente al timo de las alpacas de diferentes edades para determinar la curvade involución del peso del timo frente al peso vivo en relación a la edad y sexo; el pesodel órgano es análogo de 0 a 3 meses, a mayor edad existe diferencias estadísticas (P0.05); en recién nacidos se encuentran los corpúsculos de Hassall; a los 03 mesesaproximadamente para adelante cada vez es mayor la cantidad de adipositos.Palabras clave: Atrofia, glándula, y vestigialIntroduccion La población de alpacas en el Distrito de Pichacani es de 32,440 animales, en laprovincia de Puno 140,480, y 1’712,110 en el Departamento de Puno. La importanciadel estudio de la glándula Timo es de discutible interés, hasta la actualidad sedesconoce su funcionabilidad. Loa camélidos sudamericanos son afectados tan igualque otras especies con la involución del timo antes de la pubertad. La experienciaseñala que en las alpacas la glándula Timo es relativamente grande y aspectoglandular; el proceso involutivo y el aspecto histológico al parecer se realizanparalelamente. Los Objetivos del presente trabajo, fueron: • Determinar la curva de involución del peso del timo en relación a la edad y sexo • Determinar el aspecto histológico del timo en proceso de involución, según edad y sexo • Determinar el grado de asociación entre el peso vivo/peso del timoMaterial y métodos El presente estudio se realizó en el fundo Titiri, Distrito de Pichacani, Provincia yDepartamento de Puno, en el Caserio Hancco Apacheta, situada en el Km. 124 de lacarretera Puno – Moquegua, a una altitud de 4,523 a 4,615 msnm; una temperaturapromedio de 8.8 ºC; velocidad del viento 3.6 Kms./hora; las pasturas existentes en lazona, son de tercera y cuarta categoría, aptas para el pastoreo de camélidos 120
  • 121. sudamericanos. Se utilizaron alpacas de la raza Huacaya distribuidas en proporcionessexuales por edad y morfometría.Metodología Involución del órgano: Se realizó el peso vivo de las alpacas, luego se procedióal beneficio y la toma de peso y morfometría.Exámen histológico: Se utilizo la técnica tradicional de hematoxilina – eosina para latinción de los tejidos.Correlación: Base de datos para el trabajo de gabineteAnálisis estadístico: Los datos fueron analizados por factorial 7 x 2 para verificar elgrado de asociación entre el peso vivo y órgano, por “correlación simple”.Resultados y discusiónI.- Involución del timoPeso del timoEfecto edad: El peso promedio en alpacas de la raza Huacaya recien nacidas fue de13.76 grs., seguido de 13.4 ± 0.08; 9.23 ± 0.18; 6.7 ± 1.84; 0.30 ± 0.065; 0.66 ± 0.062;0.42 ± 0.028, en alpacas de 3, 6, 12, 24, 36 y más de 50 meses de edad,respectivamente. Al análisis estadístico hubo diferencias (P 0.05); el peso del Timo seredujo en un 50% aproximadamente al año de edad y a un 97% a los dos años de edad.Efecto sexo: El peso promedio general del Timo para alpacas Huacaya Machos fue de6.51 ± 5.94 y para hembras de 6.09 ± 5.8 grs.; relativamente las alpacas machosmostraron numéricamente mayor peso del timo en relación a las hembras, sin embargono fueron significativos (P 0.05).Dimensiones del timoEfecto edad: En cuanto al largo del Timo, fue de 9.93 ± 1.09; 10.03 ± 1.58; 7.9 ± 0.38;7.5 ± 0.26; 6.025 ± 0.17; 1.67 ± 0.1 y 1.5 ± 0.08 cms..En cuanto al ancho del Timo, fue: 4.3 ± 0.24; 4.25 ± 0.21; 4.33 ± 0.28; 4.13 ± 0.3; 3.75 ±0.13; 1.025 ± 0.05 y 0.95 ± 0.06 cms.Respecto al grosor, fue: 1.93 ± 0.1; 1.93 ± 0.39; 0.98 ± 0.1; 0.78 ± 0.05; 0.4 ± 0.08; 0.13± 0.05 y 0.04 ± 0.008 cms.Para las edades de 0, 3, 6, 12, 24, 36 y más de 50 meses de edad respectivamente.Tanto el largo y grosor del Timo, a la comparación de medias, mostraron similarcomportamiento, pues fueron similares entre 0 y 3 meses, 6 y 12 meses y 36 a más de50 meses; siendo diferentes entre ellos y con las demás edades consideradas (P0.05); mientras que el ancho del timo muestra valores similares hasta los 12 meses deedad y son diferentes después de aquella edad, ( P 0.05). El órgano será másvoluminoso en alpacas de menor edad (0 y 3 meses) y luego su volumen decrecerá amedida que aumenta la edad.Efecto sexo: Para el largo se obtuvo un promedio de 6.19 ± 3.25 cm. En machos y6.54 ± 3.67 cm. para las hembras. El ancho promedio fue de 3.25 ± 1.51 cm. Para losmachos y 3.24 ± 1.51 cm. para las hembras. El grosor tuvo un promedio de 0.86 ± 0.73cm. para los machos y 0.9 ± 0.8 cm. Para las hembras. En cuanto a la variable sexo, 121
  • 122. relativamente el promedio del ancho fue superior respecto a la hembra; mientras que enlas dimensiones largo y grosor del Timo, las hembras tienen valores relativamentesuperiores respecto al ancho.II.- Histología del timo Presentaron: • Cápsula tímica (fibras colágenas) • Corteza (con trabéculas al interior del órgano) • Médula (Corpúsculos de Hassall) En alpacas se ha observado la presencia de tejido adiposo a temprana edad;habiéndose encontrado en animales recien nacidos para luego ya en los adultosverificándose una verdadera invasión de tejido graso; el desplazamiento de este tejidopor las trabéculas reemplazan a las células reticuloendoteliales, reduciendopaulatinamente la estructura del Timo.Conclusiones El peso del Timo en alpacas al año de edad se reduce en un 50% y hacia los 2años un 97%.Las alpacas machos, relativamente tienen mayor peso del Timo en relación a lasalpacas hembras (P 0.05). El Timo es más voluminoso en alpacas de 0 a 3 meses y luego decrece con laedad, observándose vestigios en edades adultas. El aspecto histológico del Timo, mostró: la corteza con células tímicas otimocitos. La zona medular con escasas células tímicas, encontrándose corpúsculos deHassall. La trabéculas dan lugar a los lobulillos tímicos, donde existen arteriolas,precapilares, capilares y células adiposas grandes.Referencia bibliográficaAbbas, A.; Lichtman, A.; Pober, J. 1999. Inmunología celular y molecular. 2da. ed. EditorialInteramericana MéxicoBanks, W. 1996. Histología veterinaria aplicada 2da. ed. Editorial Manual Moderno MéxicoMalaga, P.J.L.; Pineda, R.C. 1978. Estudio anatómico del timo en caninos criollos de altura.Estudio de Investigación. Lab. Patologia. FMVZ-UNA. Puno.Rojas, M. 1990. Inmunología 8va ed. Editorial Investigaciones Biológicas. Medellín ColombiaSenamhi 2001. Boletín informativo. Sector Titiri Puno-Perú.Tizard, I. 1992. Inmunología veterinaria 4ta ed. Editorial interamericana mexico 122
  • 123. ARTICULOS DE ANALISIS 123
  • 124. “SECTOR OVINO EN EL PERÚ CON PERSPECTIVAS AL 2015” Díaz Ramírez Rosario Isabel Ministerio De Agricultura ridiaz@minag.gob.peResumen El presente trabajo se basa en un análisis realizada por el autor en base a un estudiode diagnóstico realizado a través de los diagnósticos regionales en el sector de ovinosrealizados por las Direcciones Regionales Agrarias del MINAG en los departamentos conpoblaciones de ovinos entre ellos destacan: Puno Pasco, Junín, Huancavelica, Ayacucho,Moquegua y basado en el análisis de la base de datos de la DGIA -MINAG, Cabe destacarque el FODA como producto del resultado del diagnóstico fue validado cuando se ejecuto elPlan Nacional de Desarrollo Ganadero en el 2006 a través de los ocho talleres nacionales.Por lo cual se destaca que Perú debe de orientar su crianza de ovinos basado en el ovinocriollo con producciones de lanas gruesas hacia una reorientación de ovinos de raza comoMerino Multipropósito ò Merino Precoz Alemán con producciones lanas finas y semifinas.Una reorientación para hacia ovinos de razas carnicera y/o lecheras ( Texel, Pellibuey comola Frisona o East Michaff, la Manchega, la Dorper, El Assaf) o seguir con el Asblack en sierraalto andina, el punto crucial será que se requiere implementar áreas destinadas con pastoscultivados..Resultados y Discusión El diagnóstico del sector de ovinos en el Perù se realizo en base a los diagnósticosdel sector de ovinos en los departamentos principales de la crianza de ovinos: Puno, Cusco,Junín, Pasco, Ayacucho, Huancavelica Ancash, asimismo en base al monitoreo de lascadenas productivas de ovinos y visitas de monitoreo y supervisión en la zona, así con todoeste análisis se obtuvo el FODA del sector de ovinos en el Perú como resultado:Análisis FODA del sector de ovinos en el PerúFortalezas: • Existencia de una tradición ovejera nacional. • Presencia representativa del ovino en todo el territorio nacional. • La crianza de ovinos es un componente básico del sistema agropecuario nacional. • El ovino representa un capital de ahorro del productor. • La producción de lana de ovino en zona alto andinas tiene altos rendimientos para la industria textil. • Existencia de ecosistemas propicias para la crianza de ovino.Debilidades: • Deficiente organización de productores. • fragmentación de la propiedad de criadores de ovino. • Limitada transferencia tecnológica. 124
  • 125. • Limitada infraestructura vial. • Limitadas acciones de sanidad. • Deficiente política sectorial hacia la crianza de ovinos. • Deficiencias estrategias de mercado. • Baja calidad de los productos de la crianza de ovinos. • Cadena productiva en formación. • Régimen tributario que propicia la informalidad en la comercializaciónOportunidades: • Demanda de carne de ovino de calidad. • Demanda del producto lana por el mercado internacional en lanas finas y superfinas <18 micras y lanas medianas de 20-26 micras por el mercado chino. • Demanda de pieles y cueros por el mercado internacional y nacional. • Disponibilidad de técnicas de avanzada para el mejoramiento genético y de manejo del ovino. • Introducción de razas especializadas para la producción de leche de ovino. • El mercado internacional compra lana , carne de cordero y pieles ( wet blue).Amenazas: • Riesgo climático que afecta a la producción. • Subsidios de países desarrollados hacia la carne y lana. • Distorsión de precios del mercado internacional (lana y carne) • Incremento de productos sustitutos a los productos carne, lana y cuero de ovinos. • Introducción de enfermedades exóticas. Bajo control sanitario. • Competencia en la demanda de lana por otras fibras: sintéticas, algodón.Discusión La Población de Ovinos en el Perú en 1950 fue estimada en 17’751,500.la cualdecrece en 1964 a 14’548,300 incrementándose en 1970 en 17’063,900.Decreciendodurante 25 años posteriores la cual se reporta en 1995 en 12’569,983. En el año 2006 lapoblación registra una población de 14’822,226 ovinos. El ganado ovino en el Perú estáconformada por 90 % de ganado criollo, el cual proviene del ganado ovino español cruzadocon diversa razas como la Merino, la Corriedale entre otras. Así el ganado ovino criollo fuemejorado y adaptado a condiciones adversas climáticas. Las características de rusticidad yresistencia son la más sobresaliente. Este ganado tiene buena conversión alimenticia. Elganado pastorea áreas pobres que sólo puede ser superada por la rusticidad de loscamélidos. La Producción de lana en los últimos 10 años no ha tenido variaciónsignificativamente lo cual está entre el rango de 10,000 a 13,000 toneladas de lana sucia ypara el 2004 se reportó 11,674 toneladas.Producción de Lana a nivel departamental duranteel 2006, Puno es el principal productor el 42.23 % de la producción nacional lo cualcorresponde a 4,905 Toneladas. Seguido de Pasco, Huancavelica, Cusco, Ayacuchodepartamentos que destacan. Los precios de lana se ve afectado por la caída de precios enel mercado mundial, así también se debe porque los productores están desorganizados y lacomercialización está basada en lanas de calidad media de 24-28 micras y lanas gruesasmayores a 30 micras. El precio promedio de la lana sucia al productor nacional es de 0.80centavos de dólar/lb. y el precio promedio de la lana limpia es 1- 1.5 dólar/Lb. Lasexportaciones de lana vienen creciendo en el rubro de bolas Top’s, Perú para el año 2005, 125
  • 126. logró en $ 1,700,478.21 a la fecha, siendo los países con destino de exportación Italia,Alemania, China, Ecuador, Irán, Japón, Suiza, Reino Unido. El sector de ovinos en el país abastece de carne pero en su mayoría se da informal loque representa al 70 % de la producción nacional de carne que en su mayoría esautoconsumo y parte se da en el comercio formal 30 %. El sector de ovinos en el Perú se podría decir que permanece casi estático a nivel depoblación y producción de lana sin embargo la producción de carne vía informal es la que hacrecido durante los últimos 10 años.Conclusiones: Perú con una población de 14, 822,226 ovinos se distribuyen a nivel nacional, el 3.1% se registra en la Costa, el 96.2% en la Sierra y el 0.7 % en la Selva, La Región Puno esel primer productor de ovinos con el 40 % de la población nacional, siendo Cusco segundoproductor de ovinos con el 16 %, Junín destaca con el ( 9 %), Pasco (7%) Huancavelica(7%) Ayacucho (6%) y otros (15 %). Estas son las regiones que por presentar la poblaciónnacional de ovinos, se le debe dar la prioridad en la implementación de las políticas para elsector de ovinos. Ello involucra aproximadamente 1,500,000 de productores con énfasis enlas zonas alto andinas del país, en las zonas de mayor pobreza. Donde el 75 % de estosovinos son por cruzamiento y en un 25 % son mejorados. Los productos de la crianza deovinos son: carne, lana, pieles y estiércol, sustentan a los pobladores rurales localizadosen estas zonas como parte de su alimentación y vestimenta. La crianza del ovino se da enla mayoría bajo el sistema de crianza extensiva basada en pastos naturales con pocatecnología de manejo. El ovino se da en su mayoría de manera complementaria con otrascrianzas como la de camélidos encima de 4000 .Con certeza el ovino es la caja de ahorrodel productor. Se identifica tres cadenas en el país: lana, pieles, carne. El sector de ovinos en el país abastece de carne pero en su mayoría se da informal loque representa al 70 % de la producción nacional de carne que en su mayoría esautoconsumo y parte se da en el comercio formal 30 % .El abastecimiento de carne deovinos en los últimos 10 años se ha incrementado con registros al año 2005 de 33,755toneladas de carne de ovino. Los precios promedios de Kg. de carne de ovino pagados alproductor durante los últimos 10 años varían S/. 3.5, en el 2006 el precio promedio pagadoen camal en camal es de S/.7.00 y el precio al consumidor a Setiembre del 2006 corte únicoa precio se registró S/. 7.50/Kg. de carne de ovinos. El corte de costillar en supermercadotiene el valor de S/8.50/ Kg. de carne. Equivalente en dólar a $2.40/Kg. de carne. El cortede pierna en supermercado S/14.50/ Kg. de carne de ovino. Las importaciones de carne deovino según DGIA-MINAG han disminuido y esto se debe porque el consumo de la carnede ovino ha sido reemplazado por el consumo de la carne de pollo. Así para 1995 lasimportaciones de carne de ovino fue 445 Toneladas. Las importaciones de carne de ovinopara el año 2005 registran valores de 3 toneladas. La Producción de Lana en los últimos 10años no ha tenido variación significativamente lo cual está entre el rango de 10,000 a13,000 toneladas de lana sucia y para el 2005 se reportó 11,000 toneladas. Producción deLana a nivel departamental durante el 2006, Puno es el principal productor el 42.23 % de laproducción nacional lo cual corresponde a 4,905 Toneladas. Seguido de Pasco con 1095Toneladas, Huancavelica con 766 Toneladas, , Ayacucho con 446 toneladas y otros. Losprecios de lana se ve afectado por la caída de precios en el mercado mundial, así tambiénse debe porque los productores están desorganizados y la comercialización está basada enun monopolio monopsonio. El precio promedio de la lana sucia al productor nacional es de0.80 centavos de dólar/lb. y el precio promedio de la lana limpia es 1- 1.5 dólar/Lb. Lasexportaciones de lana vienen creciendo en el rubro de bolas Top’s, Perú para el año 2005,logró en $ 1,700,478.21 a la fecha, siendo los países con destino de exportación Italia, 126
  • 127. Alemania, China, Ecuador, Irán, Japón, Suiza, Reino Unido. La crianza de ovinos en el Perú:tiene que proyectar una visión a futuro que por lana es muy limitada salvo lanas finas ysuperfinas, lo que queda es certificar zonas potenciales en la sierra y producir corderos deleche, quesos de ovinos orgánicos, jamones y cortes de carne de ovino específicos. Se debeproyectar hacia pieles de corderos de buena calidad para fortalecer a las curtiembresnacionales y terminar con productos con el mayor valor agregado para el sector calzado ycuero.Las Perspectivas del sector de ovinos en el Perú al 2015: En Perspectivas al 2015, la estrategia para los medianos y grandes productores muyreducidos por ciertos deben recibir una política especifica empezando por una reconversiónobjetivo productivo si va por lana debería ser de una calidad de mediana a fina y superfinas.El mercado paga precios altos lanas finas y superfinas por lo cual la raza Merinomultipropósito sería una buena alternativa para el paìs. Si el objetivo será carne deberíaimplementarse como estrategia otra alternativa de alimentación basada en pastos cultivadose introducir una raza productora de carne y realizar cruces terminales . La política para lasubsistencia debería basarse en un objetivo de leche y carne es decir introducir una razalechera la frisona o East Michaff, la Manchega, la Dorper, El Assaf o seguir con el Asblack ensierra altoandina y reconvertir al ovino criollo hacia leche, el punto crucial será que serequiere implementar áreas destinadas con pastos cultivados. Por otro lado los productorestendrán que asociarse con el objetivo de trabajar con extensiones de tierras mayores a 50hectáreas para realizar manejo tipo cooperativas o asociación. Las perspectivas al 2015 para la crianza de ovinos en el Perú: tiene que proyectaruna visión a futuro que por lana es muy limitada salvo lanas finas y superfinas, lo que quedaes certificar zonas potenciales en la sierra y producir corderos de leche, quesos de ovinosorgánicos, jamones y cortes de carne de ovino específicos. Se debe proyectar hacia pielesde corderos de buena calidad para fortalecer a las curtiembres nacionales y terminar conproductos con el mayor valor agregado para el sector calzado y cuero.BibliografíaDiagnóstico de los departamentos Puno, Cusco, Pasco, Junin, Ayacucho,Ancash.Realizados por las Direcciones Regionales Agrarias-Ministerio de Agricultura.DIMAS, M. 2000. Problemática del Uso de Pieles en la Industria de la Curtiembre paraExportación. Tesis. FAC. De Zootecnia .UNALM, Lima-Perú.Estadísticas de DGIA ovinos, 2002-2005 127
  • 128. PROPUESTAS 128
  • 129. PROPUESTA DE CONTROL REPRODUCTIVO EN GANADO CAPRINO DE SISTEMAS SEMIEXTENSIVOS. W. Quevedo 1; I. Celi21 ONG COPEME (Lima Perú), williamq@lamolina.edu.pe,2 Universidad de Huelva (España), irma_celi@yahoo.comResumen Existe escaso control reproductivo del ganado caprino por parte de los criadores desistemas semiextensivos. Lo cual ocasiona desuniformidad mensual en la cantidad de lecheque se produce; así como, en el número de cabritos ofertados, esta situación generalmenteafecta negativamente al precio de venta de los referidos productos. Se requiere un métodoque permita controlar la producción mediante la manipulación de la reproducción. Dado queno es posible para todos los criadores mantener separado al macho de las hembras y solojuntarlos cuando se programe la reproducción. Por tanto, se requiere de una metodología debajo costo y de mayor practicidad. Para ello se preparó 15 mandiles anticonceptivos, loscuales fueron probados en 15 machos cabrios de 5 localidades diferentes, mostrando entodos los casos un efectivo control de la monta. Así mismo, adicional a esto se mandopreparar un suplemento mineral en forma de bloques; los cuales estamos seguroscontribuirán a mejorar el trabajo reproductivo de los caprinos. En otros casos los productorestuvieron ocasión de utilizar en sus animales un alimento concentrado especialmentediseñado. El impacto de estas medidas de control y suplementación se apreciaran en elmediano plazo.Palabras clave: Métodos, Control Reproductivo PROPOSAL OF REPRODUCTIVE CONTROL IN GOAT CATTLE OF SEMIEXTENSIVE SYSTEMSAbstract There is little reproductive control of the goat cattle on the part of the goatherds ofsemiextensive systems. Which causes monthly desuniformity in the amount of milk that takesplace; as well as, in the number of supplied young goat, this situation affects generallynegatively at the cost of sale of referred products. A method is required that allows to controlthe production by means of the manipulation of the reproduction. Since it is not possible allthe goatherds to maintain separated the male of the females and single to join them when thereproduction is programmed. Therefore, it is required of a methodology of low cost andgreater practicity. For it one prepared 14 contraceptive mandils, which were proven in 14male joists of 4 different localities, showing in all the cases an effective control of the sum.Also additional to this control to prepare a mineral supplement in form of blocks; which we aresafe they will contribute to improve the reproductive work of the goat ones. In other cases theproducers had occasion to use in their animals a concentrated food specially designed. Theimpact of these measures of control and suplementación were appraised in the medium term 129
  • 130. Introducción En la especie caprina, el manejo reproductivo que se lleva a cabo de maneratradicional es dejar a los machos con las hembras todo el tiempo, en donde es el machocabrío el que decide cuando iniciar la reproducción de las cabras y no el criador comodebería ser. Esto con lleva a una serie de problemas: como por ejemplo, el serviciotemprano de la maltona (futura cabra); así como, una cubrición posparto prematura. Muypocos criadores se toman el trabajo de separar a los machos del corral de las hembras. Essabido que el contacto de cabras en anestro con machos, tras un periodo de separación,induce indirectamente la ovulación; esta estrategia es llamada efecto macho. Sin embargo, larespuesta de las cabras al efecto macho suele ser muy variable; uno de los factores queafectan negativamente la respuesta es la baja condición corporal de las cabras al momentodel empadre. El manejo nutricional altera de manera significativa la sensibilidad de lascabras a la presencia de los machos; así, cabras con mayores consumos de energíapresentan mayores casos de ovulación en respuesta al efecto macho. De esta forma, elobjetivo para el presente trabajo seria proponer una alternativa al efecto macho, mediante eluso de un mandil anticonceptivo en los machos cabrios para lograr un control de sureproducción. Así mismo, diseñar un suplemento nutricional para el ganado caprino queinicia el empadre.Material y métodos Se diseñó un mandil anticonceptivo para los machos cabrios, con tela plastificada(lino) y flexible (pero no en demasía), lo cual permite su fácil limpieza (ver figura 1). Esta telalleva dos correas con 2 broches. El mandil se asegura alrededor de la cintura del macho ypor el cuello, sin que quede demasiado ajustado, pero que tampoco sea fácil de romper. Estemandil debe permitir el libre desplazamiento del animal. También se elaboró bloques melaza+ urea con sales minerales, para lo cual se siguió la siguiente formula: fosfato di cálcico:33.48%, sulfato de magnesio: 0.5%, sulfato cúprico: 0.5%, oxido de manganeso: 0.1%, oxidode zinc: 0.83%, ioduro de potasio: 0.012%, sulfato de cobalto: 0.025%, selenito de sodio:0.006%, oxido de magnesio: 1.55%, urea: 5%, sal común: 27%, melaza: 10%, aglomerantes:21%. Finalmente, se diseñó un alimento concentrado para las cabras lecheras, que tambiénpodía ser usado con los chivos en especial en momentos de trabajo sexual. El concentradopresenta la siguiente composición: vaina de algarrobo 54.4822%, pepa algodón 12.1845%,pancamel 8.9284%, torta de soya 47%pc 4.8426%, maíz amarillo 4.9526%, cáscara dealgodón 4.6137%, pasta de algodón 35%pc 3.9959%, melaza de caña 2.3243%, harinaintegral de soya 1.0478%, carbonato de calcio 0.8850%, bicarbonato de sodio 0.6973%,premezcla de vitaminas y minerales 0.4403%, fosfato di cálcico 0.3415%, sal común0.2641%. En total se fabricaron 14 mandiles anticonceptivos (7 grandes y 7 chicos), los cualesse distribuyeron en diversas zonas a diversos criadores a precio de costo, para probar suefectividad en control de la reproducción. Los mandiles se deben colocar cuando losanimales están en época reproductiva o de actividad sexual. De tal forma, que cuandosalgan los animales a pastar (machos y hembras juntos) se disponga de una proteccióncontra cubriciones no deseadas. Durante los momentos en que los animales estén en loscorrales se recomienda tener a los machos separados del grupo de hembras. Así mismo, sedebe ir acostumbrando a los animales al uso del mandil desde temprana edad, para evitarrechazos. Los bloques nutricionales fueron ofrecidos tanto a las cabras como a los chivos.Solo algunos criadores optaron por usar el alimento concentrado. La evaluación se realizopor un lapso de 2 meses. 130
  • 131. Resultados y discusión Los 14 mandiles fueron utilizados por diversos chivatos. Resultando en un controlefectivo de la reproducción en 12 casos, dado que 2 chivatos rompieron con sus patas losmandiles. Se presenta el mandil anticonceptivo, en la siguiente figura:Figura 1:Detalle del mandil anticonceptivo.Las pruebas realizadas indican un buen diseño del mandil, ya que permite su adecuadasujeción en el animal y un mayor control higiénico en comparación a implementosrudimentarios como sacos de polipropileno haciendo las veces de pañal, que tienden aensuciar al animal con su propia orina. Sin embargo, dado el ímpetu de algunos chivos por lareproducción es recomendable, ir acostumbrando al chivo al mandil desde pequeños; asímismo, en épocas de tranquilidad sexual. Usando este implemento se controla la cubriciónde la cabra, pues el macho no podrá penetrarla mientras lleve puesto su mandil. El pene esdesviado de su ruta, no se dan condiciones de presión y temperatura que le permitan inclusoeyacular. Se presenta a un macho cabrio con el mandil colocado, en la siguiente figura 2:Figura 2: Macho cabrío criollo con mandil anticonceptivo.(Cuenca del rió Chillón, Lima-Perú) 131
  • 132. Los suplementos alimenticios diseñados tienen como objetivo mejorar la respuestareproductiva de los animales; esto es: libido, celo, fertilidad, etc. Los cuales deberíanutilizarse todo el tiempo, no obstante se recomienda como mínimo suministrarlos al iniciar laépoca reproductiva y en las cabras secas que estén por parir. A continuación se presentanlas figuras 3 y 4, donde se aprecian el consumo del bloque nutricional y del alimentoconcentrado respectivamente. Figura 3. Consumo del bloque nutricional Figura 4. Consumo del concentradoConclusiones Es posible recomendar un control práctico de la reproducción de los caprinos,mediante el uso de mandiles anticonceptivos para los machos cabrios. El cual puede serfabricado con materiales no muy costosos. Se debe complementar el mandil anticonceptivocon el método del efecto macho para el control y programación de la reproducción caprina.Así mismo, no se debe descuidar el manejo nutricional del ganado caprino pues este tieneinfluencia directa sobre la eficacia reproductiva.Referencia BibliográficaMellado M, Vera A, Loera H. Reproductive performance of crossbed goat in good or poorbody condition exponed to bucks before breeding. Small Rum Res 1994;14:45-48.Restall BJ, Restall H, Norton BW. Effect of nutrition on sensitivity of female goats to the maleeffect. Proc. Aust Soc Anim Prod 1994;20-39.Shelton M. The influence of the presence of a male goat on the initiation of estrus cycling andovulation in Angora does. J Anima Sci 1960;19:368-375Urrutia J, Gamez H, Ramirez Berta. 2003. Influencia del pastoreo restringido en el efectomacho en cabras en baja condición corporal durante la estación de anestro. Téc Pecu Mex41(3):251-260. 132
  • 133. EXPERIENCIAS DE INICIO DE UN PROGRAMA DE MEJORAMIENTO GENÉTICO EN ALPACAS HUACAYA DE COLOR BLANCO EN LA REGIÓN DE HUANCAVELICA E. C. Quispe P 1; J. L. Contreras P. 1 1 Universidad Nacional de Huancavelica Email: Edgarquispe62@yahoo.es - jjlcp666@hotmail.comResumen El presente programa de mejoramiento en alpacas (PMGA) se viene realizando anivel de la Región de Huancavelica, la cual impulsa la Universidad Nacional de Huancavelicaa cargo de la Facultad de Ciencias de Ingenieria de la Escuela Académico Profesional deZootecnia con el objetivo de mejorar la calidad y la producción de la fibra de alpaca, en las22 unidades productivas identificadas, de los cuales se han identificado 2070 alpacas enambos sexos, libre de defectos genéticos mediante aretes de plástico, se registraron un totalde 414 pariciones (186 hembras y 227 machos), se sirvieron 702 hembras, de los cuales 462(66%) recibieron un solo servicios, 195 (28%) recibieron dos servicios y 46 (6%) recibierontercer servicio, En cuanto a la unidad de Control de Esquila se obtuvo datos de producciónde fibra en cuanto se refiere a cantidad (peso de vellón) en promedio de 2296 ± 912.85 gr. ycalidad (diámetro de fibra) en 21.58 ± 2.76 µ. Además se realizaron cursos de capacitación yfortalecimiento de capacidades a los productores beneficiarios e indirectamente a los demásproductores.Palabra Clave: Mejoramiento, alpaca, valor de críaINTRODUCCION En Huancavelica existen 330,618 alpacas (306,958 huacaya), los cuales constituyenel 11.4% del total nacional (INEI, 1994) Los vellones obtenidos en las comunidadesalpaqueras de Huancavelica se estima en una producción promedio bianual de 4.7 lb(Jáuregui, 1991), en crianza medianamente tecnificada una producción anual de 5 a 5.2 lb.(Jáuregui, 1991; Nieto, 1999). En finura a nivel nacional, el 50% de la producción está dadopor fibra gruesa (34 micras), el 40% por fibra fleece (26.5 micras) y el 8% por fibra fina (22.5micras), lo cual vislumbra el enorme déficit en calidad (IPAC, 2005); también muchos de losvellones son canosos, pintados y canosos-pintados, y existe gran heterogeneidad en laestructura, pues muchas fibras son de tipo medulado continua o discontinua. Se puedeapreciar que existe un deterioro genético de la alpaca principalmente en finura de la fibra ypeso del vellón, lo cual podríamos mejorar si contásemos con reproductores que tengan altovalor genético. Nuestra Universidad, en su afán de contribuir al desarrollo alpaquero de laRegión, con el Gobierno Regional de Huancavelica, cuyo objetivo es “Mejorar la calidadgenética de la alpaca”, La materialización de un programa de Mejoramiento Genético deAlpacas en Huancavelica, tendría como finalidades organizar y dirigir los sistemas deempadre, controlar los nacimientos de crías y su identificación, supervisar la producciónindividual por campaña, identificar animales sobresalientes, posibilitar sacas de animales conbajo rendimiento productivo; cuyo resultado sería una mejora en los ingresos de losproductores; como consecuencia una mejora en las condiciones de vida del productoralpaquero y una medida eficaz para salir de la extrema pobreza. La producción alpaquera semaneja descuidando no solo aspectos básicos del manejo. Cada vez que la UNH, CONACS,ONGs y otros organismos realizan una actividad como caracterización de rebaños, 133
  • 134. lamentablemente descuidan informar cuál es la finalidad de ésta al productor, de modo queel productor pierde el interés en la labor de estratificación de su rebaño y no sigue lasrecomendaciones hechas por estos organismos. Los actores gubernamentales y nogubernamentales despliegan esfuerzos, horas hombre e invierten presupuesto;lamentablemente pierden valiosa información a lo largo del año. Un programa deMejoramiento no solo “verá” registros, sino será la guía hacia donde orientamos laproducción alpaquera.IDENTIFICACIÓN DEL PROGRAMA DE MEJORAMIENTO DE LA ALPACA1) Diagnóstico de la situación actual Superficie: La Región de Huancavelica tiene una superficie total de 22131.47 km2 y se divide en 7 provincias y 94 distritos, limitando por el Norte con la región de Junín, por el Este la Región de Ayacucho y por el Oeste con las regiones de Ica y Lima. Su población representa el 1.64% con respecto a la población nacional y con una densidad de 19.39 Hab/Km2, esta población se distribuye de la siguiente manera, el 29.5% en el área urbano y el 70.5% en el área rural. Actividad pecuaria: La actividad pecuaria es de carácter familiar bajo la forma de ahorro campesino. La crianza y manejo es no tecnificado, por lo que su nivel de rentabilidad es mínimo. El 65% de la producción pecuaria está orientado al mercado y el 35% al autoconsumo. En la zona de influencia del proyecto, una de las actividades más importantes es la crianza de alpacas, dicha crianza le permite generar ingresos económicos a partir de la venta de fibra y carne, los cuales son comercializados en los mercados de Huancavelica e intermediarios foráneos de otras regiones del país.2) Rendimientos productivos y reproductivos de la crianza de alpacas Podemos mencionar las elevadas diferencias de rendimiento y calidad de fibra y carne de alpaca entre los distintos tipos de ganado se muestra en el siguiente Cuadro. De acuerdo con él, el problema del ganado de majada aparece como un problema fundamental que debe ser enfrentado al más corto plazo. Huancavelica: Estándares Técnicos del Ganado Alpacuno RUBRO UNIDAD REBAÑO MEJORADO MIXTO Peso al nacimiento Kg 5 –6 6–7 Peso a la edad adulta Kg 40 – 50 50 – 60 Rendimiento de fibra alpaca/año Libra 3 4–5 Rendimiento de carcasa Kg 20 – 25 25 – 30 Extrafina, fina, Gruesa Calidad de fibra Semifina semifina y gruesa (4ª y 5ª) Precio actual de la fibra blanca/libra Nuevos Soles 1.50 3.0 – 4.00 Precio actual de la fibra de color/libra Nuevos Soles 1.50 2.50 Edad al primer servicio / parto Meses 24 18 Relación reproductor/número de hembras Ratio 20 20 Fuente: Equipo pecuario, desco Huancavelica – 2004. 134
  • 135. Las alpacas de esta zona tienen una producción promedio de fibra de 3.5 Lb. y para el caso de Huancavelica, las fibras producidas en las zonas alpaqueras, pertenecen a los estratos siguientes: a. 90 % pertenecen a fibras de nivel inferior, categorías 3ra y 4ta. b. 10% son fibras que pueden situarse en el nivel de superiores, de las cuales 9.2% esta compartido por las categorías 2da y 1ra y solo el 0.8% corresponden a fibras extras (USIL - 2002) Dichos rendimientos son bajos y obedece a los factores siguientes; baja calidad genética de los animales, mala alimentación, inadecuado tratamiento sanitario y otros.4) Definición del problema y sus causas. Definición del problema central El problema central detectado es “La Baja Calidad y producción de Fibra de Alpaca en la Región de Huancavelica”; que afrontan los productores del área de influencia del programa de Mejoramiento. Causas del problema principal. • Deterioro de la calidad genética del ganado. • Introducción de reproductores de baja calidad. • Inadecuada selección de reproductores. • Inadecuado sistema de reproducción. • Inexistencia de parámetros genéticos. • Desconocimiento del mérito genético de los animales. • Inadecuados manejo (y en la mayoría de los casos inexistencia) de registros genealógicos. • Inadecuado manejo (y en la mayoría de los casos inexistencia) de registros de producción. • Manejo inadecuado del medio ambiente. • Alta incidencia de enfermedades. • Deficiente alimentación. • Limitada prevención y control sanitario. • Manejo inadecuado de praderas. • Inexistencia de suplementación alimenticia. • Pequeñas unidades productivas desintegradas. • Débil organización social. • Débil organización empresarial. • Inadecuado programa de asistencialismo. • Mínima capacitación en gestión. • Alto % de consanguinidad en los rebaños. • Inadecuado sistemas de rotación de canchas de pastoreo, que permitan la recuperación de las praderas. • Alta incidencia de enfermedades infecciosas, parasitarias y carenciales. • Bajos índices reproductivos y productivos. • Presencia de tenencia de tierras (Atomización de tierras). • Falta el intercambio de reproductores en las Comunidades Campesinas de la Región. • Limitado programa de créditos al sector alpaquero. • Inadecuado sistema de comercialización. Seleccion y justificacion de las causas relevantes La identificación de las causas del problema es el resultado de la concertación de los beneficiarios y actores involucrados en el sector alpaquero, mediante una lluvia de ideas las que se clasificaron para determinar su naturaleza en causas directas: 135
  • 136. 1 Deterioro de la calidad genética de alpacas; debido a las siguientes causas: • Crianza de rebaños mixtos • Existencia de una gran cantidad de alpacas de majada • Continuos cruces de ganado con un alto grado de consanguinidad • Falta de intercambio de reproductores para el proceso de refrescamiento de sangre • Inexistencia o en algunos inadecuado manejo de registros genealógicos y de producción • Desconocimiento del merito genético (o Valor de Cría Estimado) de los reproductores. 2 Manejo inadecuado del medio ambiente; debido a los siguientes factores: • Deficiente manejo de la crianza de alpaca. • Desconocimiento de los productores alpaqueros de las técnicas de crianza. • Escasa provisión y baja calidad de los pastos naturales. • Sobrepastoreo. • Bajo nivel tecnológico. • Sistemas inadecuados de empadre • Alta mortalidad de crías. • Baja natalidad. • Inadecuado manejo de praderas. 3 Pequeñas unidades productivas desintegradas; debido a los siguientes factores: • Débil organización comunal para la gestión de la producción y comercialización de sus productos. • Deficiente capacidad de sus líderes; debido a la idiosincrasia negativa (Equidad de Genero). • Bajos niveles de instrucción del productor. • Bajos precios de fibra, que ofrecen los intermediarios.Componentes, lineas y actividades del programa de mejora genetica de la alpaca Siguiendo un marco de orden adecuado, se ha establecido una estructura delprograma en función a una jerarquización, basado en el árbol de medios y fines, teniendo enprimer lugar los COMPONENTES, el cual agrupa a varias LINEAS, y éstas a su vezinvolucran sus ACTIVIDADES respectivas. COMPONENTES LINEAS ACTIVIDADES COMPONENTE 1: ACTIVIDAD 1: MEJORA DE LA CALIDAD Unidad Administrativa para el Control de Registros GENÉTICA DE LA ALPACA Genealógicos. ACTIVIDAD 2: Unidad de Control de Esquila. ACTIVIDAD 3: Programa de medición de variables al nacimiento y al LINEA 1. destete. ADECUADA SELECCIÓN DE REPRODUCTORES ACTIVIDAD 4: Identificación de Parámetros Genéticos y Valor de Cría. Unidad de Evaluación Genética. ACTIVIDAD 5: Identificación de las Unidades Productivas. ACTIVIDAD 6: Identificación de animales. ACTIVIDAD 7: Investigación con Marcadores Moleculares. 136
  • 137. ACTIVIDAD 8: Adecuado sistema de empadre. LINEA 2. ACTIVIDAD 9: ADECUADO SISTEMA DE REPRODUCCIÓN Implementación de Infraestructura para el Empadre. ACTIVIDAD 10: Inseminación artificial, transferencia de embriones y Fertilización In Vitro. LINEA 3. ACTIVIDAD 11: DIFUSIÓN DE MATERIAL Centro de Cría y Plantel de Reproductores. GENETICO ACTIVIDAD 12: LINEA 4. Manejo, conservación y mejoramiento de pastizales. MANEJO DE LOS RECURSOS ACTIVIDAD 13: NATURALES Pastos Cultivados. ACTIVIDAD 14: Suplementación alimenticia. ACTIVIDAD 15: LINEA 5. El Calendario Alpaquero MANEJO DEL RECURSO ACTIVIDAD 16:COMPONENTE 2. ANIMAL Gestión de las Unidades Económicas Alpaqueras.MANEJO MEDIOAMBIENTAL LINEA 6. ACTIVIDAD 17: MANEJO SANITARIO Políticas Sanitarias Preventivas. ACTIVIDAD 18: Campañas de control y tratamiento. LINEA 7. ACTIVIDAD 19: CARACTERIZACIÓN Y GESTIÓN Zonificación de los Ámbitos de Intervención del PMGA. DE LA ZONA EN RELACIÓN AL MEJORAMIENTO GENÉTICO ACTIVIDAD 20 Talleres de sensibilización para los productores alpaqueros involucrados en el Programa de Mejoramiento Genético, desarrollados en cada una de las localidades participantes en el programa. ACTIVIDAD 21 Talleres participativos de la identificación y diagnóstico de posibilidades de Mejora genética en Unidades Productivas; LINEA 8 en las zonas alpaqueras de la Región. FORTALECIMIENTO DE CAPACIDADES ACTIVIDAD 22 Participación en los talleres formativos (técnicos productivos) de las pequeñas Unidades Productivas y Pymes. ACTIVIDAD 23 Taller de presentación ejecución del Programa de Mejora Genética en Alpacas, de la Región Huancavelica (nivel regional). ACTIVIDAD 24 Incidencia política en el sector, para validar el PMGA. ACTIVIDAD 25COMPONENTE 3. Formalización de las pequeñas unidades y PymesFORTALECIMIENTO DE (Formación de empresas)PEQUEÑAS UNIDADES ACTIVIDAD 26PRODUCTIVAS Y PYMES Talleres y pasantías. ACTIVIDAD 27 LINEA 9 Elaboración de los Planes de Negocio y Cadenas ORGANIZACIÓN EMPRESARIAL Productivas. ACTIVIDAD 28 Talleres de gestión empresarial, comercialización y mercado. ACTIVIDAD 29 Incidencia política sobre la calidad del producto fibra (trazabilidad). ACTIVIDAD 30 Agremiación de las Unidades y Pymes en la Región. ACTIVIDAD 31 Legalización de acuerdo a líneas de agremiación de las LINEA 10 Unidades Productivas y Pymes. ORGANIZACIÓN SOCIAL ACTIVIDAD 32 Inserción de la agremiación al tejido social alpaquero regional y nacional en aspectos socio -productivos. ACTIVIDAD 33 Incidencia política, para el desarrollo organizacional del sector. (Gobiernos locales, gobierno regional y nacional) 137
  • 138. MEJORA DE LA CALIDAD GENETICA DE LA ALPACAAdecuada selección de reproductores: Esta línea tiene como finalidad identificar a los animales con alto valor genético(VCE), merced a un índice de selección basado en dos criterios: Peso de vellón y diámetrode la fibra.Estos dos criterios de selección están acorde con los objetivos de selección, los cuales son: 1 Mejorar la producción de fibra, evaluado a través de un mayor peso de vellón. 2 Mejorar la finura de fibra, evaluado a través de un menor diámetro de fibra. La utilización de una selección usando la metodología de tandem o la metolodogía deniveles independientes de rechazo, actualmente no son los adecuados si se quiere avanzaren forma gradual en estos dos objetivos, por tanto la selección estará basado en el ValorGenotípico Agregado, en lo cual estarán involucrados el peso de vellón (Y1) y el diámetro defibra (Y2), ponderados por cada uno de sus valores económicos (a1 y a2 respectivamente).Η = a1Y1 + a 2Y2 De este modo un animal evaluado tendrá determinado su Mérito Genético o Valor deCría Estimado (VCE) para cada uno de los objetivos de selección y también su ValorGenotípico Agregado. Esta línea está compuesta por las siguientes actividades:Unidad para el Control de Registros Genealógicos Esta actividad permitirá realizar una adecuada determinación de la genealogía de losanimales, para lo cual se debe realizar un adecuado seguimiento durante el empadre, el queserá de tipo controlado, a cargo de personal calificado. Asimismo dentro del desarrollo de las actividades de la unidad de registrosgenealógicos el personal técnico, tendrá que coordinar y monitorear los registros de losanimales, apoyar a los beneficiarios en el control de sus registros genealógicos, coordinar lasreuniones para las capacitaciones; también servirá como un nexo directo de esta oficina conlos beneficiarios y desarrollará trabajos que se presenten a lo largo de la ejecución delproyecto. Esta unidad debe tener al día los registros de nacimientos, con la identificación depadre y madre, debiendo también encargarse de la identificación de los animales con aretesen las diferentes unidades de producción, en concordancia con la actividad 6. Una vez quehayan sido identificados las alpacas de alto valor genético en función a VCE y H, éstasdeberán ser identificadas mediante dispositivos electrónicos (CHIPs), y evitar lacomercialización de dichos animales mediante compromisos de los productores, para asíevitar fuga de material genético valioso. Al quinto año de la ejecución del Programa deMejoramiento, ya se debe lograr identificar a los mejores animales mediante el uso demarcadores moleculares, debiendo comprometerse a la UNH para la facilitación de dichoservicio a través de su línea de investigación en mejoramiento genético y biotecnologíamolecular. El registro genealógico es el elemento que junto con el registro productivo, entreotros, servirá para llevar a cabo programas de selección, que permitirá mejorar lascaracterísticas productivas y reproductivas de las alpacas. Teniendo un control de losantecedentes genealógicos, se hace posible evitar la consanguinidad, orientándose a loscruzamientos entre individuos no emparentados, y al mismo tiempo utilizándose comoreproductores animales sobresalientes en mérito a su Valor Genotípico Agregado. 138
  • 139. Unidad de Control de Esquila. Esta actividad tiene como finalidad de registrar adecuadamente los datos deproducción de fibra en cuanto se refiere a cantidad (peso de vellón) y calidad (diámetro defibra). Es importante tener en consideración el método de esquila, peso del materialesquilado, forma de determinación de peso, toma de muestras adecuadas para posteriordeterminación de finura del material esquilado.Para la caracterización de la fibra de las alpacas, se debe realizar la toma de información dela producción de fibra durante la faena de esquila in situ, utilizando una balanza se tomará elpeso del vellón sucio, inmediatamente después de realizada la esquila. Asimismo para lamedición del diámetro de fibra se debe tomar una muestra del vellón de aproximadamente10 gr. de la zona del costillar medio ubicado entre la línea superior e inferior del animal a laaltura de la 10ma. costilla, (Aylan-Parker y McGregor. 2001). La muestra será identificadamediante una tarjeta, luego guardada en una bolsa de plástico y finalmente será sellada. Lamedición del diámetro de fibra será obtenida por microproyección, de acuerdo a losestándares ASTM (1991a), para lo cual una muestra de aproximadamente 300 fibrasindividuales serán analizadas para de esta manera obtener un límite de confianza del 95% menor de 0.7 unidades de la media (Martínez, Iñiguez y Rodríguez, 1997). Las fibras individuales proyectadas COSTILLAR MEDIO serán clasificadas de acuerdo a la presencia de médula según ASTM (1991b) como: No meduladas, con medula fragmentadas (con médulas fragmentadas e interrumpidas), con médula continua (aquellos en los cuales el diámetro de la médula continua es mas del 60% del diámetro de la fibra) y kemp (aquellos en los cuales el diámetro de la médula continua sea menor o igual al 60% del diámetro de fibra). Posteriormente a ello se obtendrá los porcentajes de fibras no meduladas, conmédulas fragmentadas, con médula continua y kemp (% NM, % MF, % MC y % K). Elporcentaje de medulación será calculada como un porcentaje de MC y K con respecto al totalde fibras medidas en la muestra.Identificación de Parámetros Genéticos y Valor de Cría. Unidad de EvaluaciónGenética Los parámetros productivos que servirán de base para el PMGA debe estarrelacionado con la calidad de la fibra (finura, uniformidad, resistencia, peso, color, etc.) Para la determinación de la importancia económica de los distintos parámetros decantidad y calidad, se debe considerar dos aspectos: peso de vellón, diámetro de fibra a finde establecer relaciones con el costo del vellón. Para ello se debe realizar encuestas aproductores y empresas regionales y nacionales quienes compran fibra de alpaca. Enfunción a los resultados se construirá un ajuste regresional, que permitirá predecir el preciode la fibra en función a finura, medulación y longitud. Con los datos obtenidos de la Unidad de Registros Genealógicos y de la Unidad deControl de esquila, se determinará en primer lugar los parámetros genéticos (repetibilidad,heredabilidad y correlaciones genéticas), y posteriormente se determinará el valor de críaestimado (VCE) de cada uno de los animales que ingresen al PMG. 139
  • 140. Para determinar los parámetros genéticos: Varianza aditiva, varianza permanente,varianza residual, heredabilidad, repetibilidad y correlación genética de los caracteres pesode vellón y diámetro de fibra, los datos deben ser analizados por máxima verosimilitudrestringida (REML), involucrando en el modelo multivariante lineal aditivo efectos fijos(medioambientales significativos) y efectos aleatorios (efecto genético aditivo-EGA- ypermanente-EMP); y para ello se utilizarán el programa PEST (para la organización dedatos) y el programa VCE 4.2.5. (para la obtención de las varianzas y los parámetros). Se utilizará el modelo multivariado lineal mixto, el cual permite trabajar al mismotiempo dos o más características a la vez (Mrode, 1996), que en nuestro caso serán: Pesode vellón a la esquila, y diámetro de fibra. Por lo tanto el modelo a utilizar expresadomatricialmente será el siguiente:  y1   X 1 0   b1   Z 1 0   a1   ε 1  y  =  0 + X 1  b2   0 + + Z 1   a 2  ε 2   2         Donde:y1, y2 = Vectores de las observaciones de peso de vellón y diámetro de fibra.X1, X2 = Matriz de incidencia de efectos fijos relacionados con los récord de peso de vellón y diámetro de fibra.Z1, Z2 = Matriz de incidencia de efectos aleatorios relacionados a los records de peso de vellón y diámetro de fibra.b1, b2 = Vector de efectos fijos de los caracteres peso de vellón y diámetro de vellón (pudiendo considerarse entre ellos: NE, CE, S, E, L y S, siempre que resulten significativo a la prueba de F)a1, a2 = Vector de efectos aleatorios de los caracteres peso de vellón y diámetro de fibra (considerarse entre ellos: EGA y EMP). 1, 2= Vector de efectos residuales aleatorios de los caracteres peso de vellón y diámetro de fibra. El modelo anterior no es más que la unión de dos modelos univariados, los cuales ennuestro caso sería:yijklmnop(PV)= + Li + NEj + CEk + S l + Em + Ln + So + EGAp + EMPq + ijklmnopyijklmnop(DV)= + Li + NEj + CEk + S l + Em + Ln + So + EGAp + EMPq + ijklmnop Que expresados matricialmente serían: y1 = X 1b1 + Z 1 a1 + ε 1 ...(para peso de vellón a la esquila) y 2 = X 2 b2 + Z 2 a 2 + ε 2 ...(para diámetro de fibra) Donde dentro los efectos fijos estarían involucrados (Li, NEj, CEk, Sl, Em, Ln y So) ydentro de los efectos aleatorios estaría involucrados (EGAp y EMPq), para cada uno de loscaracteres en estudio. Para encontrar los factores fijos que tienen efecto en la producción de fibra de alpaca,se debe tener en cuenta lo siguiente:1 Locación (L), en los niveles de acuerdo a las áreas de crianza. 140
  • 141. 2 Número de esquila (NE), en los niveles considerados de acuerdo al orden de la esquila del vellón obtenido.3 Estado de gravidez a la esquila (EGE), en tres niveles: Gestación avanzada, gestación temprana, no preñada4 Sexo (S), en dos niveles: macho y hembra.5 Edad (E), en niveles de acuerdo al año de nacimiento.6 Lactación (L), en dos niveles: En lactación y en seca7 Presencia de sarna (S), en tres niveles: no presencia, presencia leve-moderada, presencia generalizada. La estimación de los efectos fijos debe realizarse mediante un modelo mixto multivariado,el cual nos brindará los MBLUE (multivariate best lineal unbiased estimation), los cualesserán sometidos a una prueba F, para determinar su significancia. Consideraremos unalfa=0.05. Una vez determinados los VCEs de cada animal, tanto para el peso de vellón como parael diámetro de fibra se construirá un índice de selección, en la cual se incluirá los doscaracteres (que se constituirá en el criterio de selección). El modelo para la determinacióndel índice de selección, que se constituirá en nuestro criterio de selección, el cual resulta serel Valor de Cría Agregado o Valor Aditivo Económico (Blasco, 1995) , será el siguiente: Η = a1Y1 + a 2Y2Donde: H = Valor de cría agregado o valor aditivo económico (Índice de selección = criterio de selección) a1 = Peso económico del VCE de peso de vellón. a2 = Peso económico del VCE de diámetro de fibra. Y1 = VCE de peso de vellón Y2 = VCE de diámetro de fibra Finalmente a fin de evaluar el esquema de selección utilizado se determinará elprogreso genético teórico a alcanzarse, en base a la fórmula: R = h2 * i *σ PDonde: R = Progreso genético de un carácter h2 = Heredabilidad genética del carácter I = Diferencial de selección estandarizada o intensidad de selección. P = Varianza fenotípicaResultadosCumpliendo con las actividades de ejecución del Programa de Mejoramiento genético yMedioambiental de Alpacas Huacaya de Color Blanco a Nivel de la Región Huancavelicasegún cuadro Nº 01 y Nº 02 se ha definido los beneficiarios y la cantidad de animalesregistrados de las unidades productivas identificadas en la Región Huancavelica. 141
  • 142. A) Identificacion de unidades productivasPara la identificación de unidades productivas se estableció el siguiente perfil técnico decaracterización de rebaño • Que el productor tenga como mínimo 50 alpacas de diferente edad y sexo caracterizados de color blanco y raza huacaya. • Que los animales estén libres de defectos genéticos: se descartará animales que presenten ojos zarcos, prognatismo inferior y superior a nivel de boca, defectos de oreja y patas. • Que el productor tenga como mínimo 2 años de experiencia en manejo de alpacas y que esté dentro del programas dirigidos por la ONG DESCO y el Proyecto PROALPACA. • Que el productor tenga la disponibilidad de insertarse al sub proyecto de Incagro. • Que el productor se comprometa a seguir las normas técnicas impartidas por la Secretaria Técnica de la MECOALP. • Que el roductor permita tomar datos de Producción y Reproducción de acuerdo a las normas establecidas. • Que el lugar de las unidades productivas sean accesibles.Cuadro Nº 01 Beneficiarios seleccionados para el Programa de Mejoramiento Genético de la Alpaca en la Región Huancavelica. ID Apellidos Comunidad Lugar 01 Remigio Mendoza Quispe Carhuancho Huaracco 02 Marcos Quilca Ventura Carhuancho Huaracco 03 Granja Comunal Carhuancho Ccatunmachay Carhuancho 04 Teofanes Mallma Guerrero Carhuancho Cceccapallcca 05 Andres Cepida Guerrero Carhuancho Accto 06 Cansio Ventura Ticllasuca Carhuancho Pucachaca 07 Porfirio Guerrero Yalli Carhuancho Pucamachai 08 Angelica Ventura Reginaldo Carhuancho Pulchuhuasi 09 Pelayo Sanchez Quispe Choclococha Astohuaracca 10 Armando Machuca Choclococha Champaccoc Huamani 11 Marino Machuca Huamani Choclococha Choclococha 12 Timoteo Conce Condor Pucapampa Pucapampa 13 Jorge Chahuayo Santa Barbara Yanacancha 14 Dionisio Conce Machuca Sta. Ana Sta Ana 15 Antonio Paco Quispe Sta. Ana Sta. Ana 16 Marcial CCora Romero Tansiri Tansiri 17 Máximo Montes Past. Huando Past. Huando 18 Manuel Paucar Past. Huando Past. Huando 19 Francisca Cayllahua Lachocc Alto Andino 20 Octavio Mulato Choclocoha Cerro Palomo 21 CIDCS- Lachocc - UNH Lachocc Tucumachay 22 Verónica Rosas Carhuancho CceccapallccaB) Identificacion de animales La identificación se realizó con aretes de plásticos, siendo el momento indicado en el lapso de la caracterización de los animales. 142
  • 143. Cuadro Nº 2. Identificacion de animales ID Nombre Apellidos Total Animales Total Animales aretados 01 Remigio Mendoza Quispe 187 69 02 Marcos Quilca Ventura 240 121 03 Granja Comunal Carhuancho 286 96 04 Teofanes Mallma Guerrero 350 117 05 Andres Cepida Guerrero 250 103 06 Cansio Ticllasuca Ventura 360 127 07 Porfirio Guerrero Yalli 972 119 08 Angelica Ventura Reginaldo 350 111 09 Pelayo Sanchez Quispe 280 77 10 Armando Machuca Huamani 280 155 11 Marino Machuca Huamani 180 67 12 Timoteo Conce Condor 218 102 13 Jorge Chahuayo Quispe 240 113 14 Dionisio Conce Huamani 210 69 15 Antonio Paco Quispe 240 64 16 Marcial CCora Romero 253 65 17 Maximo Montes 280 89 18 Mario Paucar 105 84 19 Francisca Cayllahua 186 79 20 Octavio Mulato 175 105 21 CIDCS- Lachocc - UNH 580 78 22 Verónica Rosas 129 60 TOTAL 2070C) Registros de genealogía Como se aprecia en la Tabla 1, se registraron un total de 414 pariciones (186hembras y 227 machos), de las cuales son válidos 413, debido a un dato no recolectado encuanto a peso al nacimiento en la Granja Comunal de Carhuancho, precisamente aquí fuedonde se registró un mayor número de pariciones, seguido por Choclococha, PastalesHuando, Universidad, Tansiri y Santa Bárbara. La mayor concentración de las pariciones sehalla en Pelayo Sánchez y Máximo Montes con un 9,4% respecto al total. 143
  • 144. Tabla 1. Nacimientos por productor y por sexo Sexo Productor Estadísticos Total Hembra Macho Nacimientos 10 6 16 Remigio Mendoza % del total 2.42% 1.45% 3.87% Nacimientos 9 20 29 Granja Comunal % del total 2.18% 4.84% 7.02% Nacimientos 10 12 22 Teófanes Mallma % del total 2.42% 2.91% 5.33% Nacimientos 15 11 26 Andrés Cépida % del total 3.63% 2.66% 6.30% Nacimientos 3 4 7 Cancio Ventura % del total .73% .97% 1.69% Nacimientos 11 8 19 Porfirio Guerrero % del total 2.66% 1.94% 4.60% Nacimientos 6 9 15 Angélica Ventura % del total 1.45% 2.18% 3.63% Nacimientos 21 18 39 Pelayo Sánchez % del total 5.08% 4.36% 9.44% Armando Nacimientos 9 9 18 Machuca % del total 2.18% 2.18% 4.36% Nacimientos 10 16 26 Marino Machuca % del total 2.42% 3.87% 6.30% Nacimientos 4 4 8 Jorge Chahuayo % del total .97% .97% 1.94% Nacimientos 9 19 28 Marcos Quilca % del total 2.18% 4.60% 6.78% Nacimientos 13 26 39 Máximo Montes % del total 3.15% 6.30% 9.44% Nacimientos 10 26 36 Mario Paucar % del total 2.42% 6.30% 8.72% Nacimientos 9 3 12 Marcial Ccora % del total 2.18% .73% 2.91% Nacimientos 8 8 16 Universidad % del total 1.94% 1.94% 3.87% Nacimientos 17 13 30 Octavio Mulato % del total 4.12% 3.15% 7.26% Nacimientos 12 15 27 Verónica Rosas % del total 2.91% 3.63% 6.54% Nacimientos 186 227 413 Total % del total 45.04% 54.96% 100.00% Se aprecia en la Tabla 2, que el mayor defecto observado corresponde a manchado(48 crías), colores (30 crías) y defectos de conformación (8 crías) Existen hasta el ultimoreporte del 28 de abril, 384 crías vivas. Tabla 2. Defectos de las crías y mortalidad por productor y sexo Observaciones Oreja Café, corta, negro y Manchado Muerto Sarco y LF Lugar Sexo Estadísticos Suri Total Carhuancho Hembra Frecuencia 7 14 4 3 28 % del total 12.28% 24.56% 7.02% 5.26% 49.12% Macho Frecuencia 14 6 6 3 29 % del total 24.56% 10.53% 10.53% 5.26% 50.88% Total Frecuencia 21 20 10 6 57 % del total 36.84% 35.09% 17.54% 10.53% 100.00% 144
  • 145. Choclococha Hembra Frecuencia 4 8 7 1 20 % del total 10.53% 21.05% 18.42% 2.63% 52.63% Macho Frecuencia 3 10 4 1 18 % del total 7.89% 26.32% 10.53% 2.63% 47.37% Total Frecuencia 7 18 11 2 38 % del total 18.42% 47.37% 28.95% 5.26% 100.00% Pastales Hembra Frecuencia 1 3 1 5 Huando % del total 7.14% 21.43% 7.14% 35.71% Macho Frecuencia 7 2 9 % del total 50.00% 14.29% 64.29% Total Frecuencia 1 10 3 14 % del total 7.14% 71.43% 21.43% 100.00% Tansiri Hembra Frecuencia 1 4 5 % del total 16.67% 66.67% 83.33% Macho Frecuencia 1 1 % del total 16.67% 16.67% Total Frecuencia 1 5 6 % del total 16.67% 83.33% 100.00% TOTAL 30 48 29 8 115D) Registro de empadre Según la Tabla 3 se sirvieron 702 hembras, de los cuales 462 (66%) recibieron unsolo servicios, 195 (28%) recibieron dos servicios y 46 (6%) recibieron tercer servicio. Ellugar donde se concentró la mayor cantidad de servicios fue Carhuancho (392 servicios)seguido por Choclococha, Pastales, Universidad, Tansiri, y Santa Ana. Usamos 136 machos,de los cuales, el mayor número esta ubicado en la Granja Comunal, Armando Machuca,Marcos Quilca, La Universidad y Porfirio Guerrero. Tanto en la Granja Comunal, LaUniversidad como donde Porfirio Guerrero las madres recibieron hasta tercer servicio. Tabla 3. Numero total de hembras servidas y número de servicios por lugar Número de servicios Un servicio Dos servicios Tres servicios Total Lugar Carhuancho Frecuencia 255 118 19 392 % del Total 36.3% 16.8% 2.7% 55.8% Choclococha Frecuencia 137 27 0 164 % del Total 19.5% 3.8% .0% 23.4% Pastales Huando Frecuencia 23 21 13 57 % del Total 3.3% 3.0% 1.9% 8.1% Tansiri Frecuencia 26 5 0 31 % del Total 3.7% .7% .0% 4.4% Lachocc Frecuencia 14 24 13 51 % del Total 2.0% 3.4% 1.9% 7.3% Santa Ana Frecuencia 7 0 0 7 % del Total 1.0% .0% .0% 1.0% Total de servicios Frecuencia 462 195 45 702 % del Total 65.8% 27.8% 6.4% 100.0% 145
  • 146. D) Registro de produccion de fibra y diametro La presente actividad de registro de producción de fibra tuvo como resultado lossiguientes datos: Cuadro 01. Peso y finura por productores. CANT. Prom. desv. Prom. PesoLUGAR ID PRODUCTORES ALPACAS Finura Stand. Vellón ESQ. Fibra Finura fibra MARCOS 47 15 QUILCA 2459,79 23,58 3,04 REMIGIO 36HUARACCO 1 MENDOZA 1621,76 23,18 3,64 GRANJA 44 2996,15 2 COMUNAL 21,36 2,41 CANSIO 56 5 VENTURA 1962,10 20,97 2,18COMPLEJO ANDRES 28CARHUANCHO 4 CEPIDA 2869,40 22,04 2,23 ANGELICA 13CARHUANCHO 7 VENTURA 1870,55 19,92 1,81 VERONICA 32 52 ROSAS 2811,50 22,32 2,23 PORFIRIO 20CARHUANCHO 6 GUERRERO 3210,55 22,20 2,69 PELAYO 20CHOCLOCOCHA 8 SANCHES 1279,92 20,32 2,81 ARMANDO 20CHOCLOCOCHA 9 MACHUCA 1941,60 19,09 1,76 MARINO 21CHOCLOCOCHA 12 MACHUCA 2229,65 21,15 2,43SALLCCA DEONICIO 29SANTA ANA 24 CONCE 2543,44 20,82 2,39SALLCCA 19SANTA ANA 25 ANTONIO PACO 2001,88 23,33 3,18 TIMOTEO 20PUCAPAMPA 20 CONCE 1331,80 22,03 2,91 MAXIMO 11 46 MONTES 2124,27 19,43 1,73 18P. HUANDO 47 MARIO PAUCAR 1940,67 21,42 2,35SANTA JORGE 29BARBARA 33 CHAHUAYO 2313,66 19,99 2,14LACHOCC 50 UNH 56 3227,68 22,18 2,44 FRANCISCA 36ALTO ANDINO 49 CAYLLAHUA 1733,33 22,09 2,35 146
  • 147. E) Eventos de fortalecimiento de capacidades El programa de mejoramiento genético dentro del III componente ha realizadocapacitación a los productores manteniendo el calendario ganadero de la RegiónHuancavelica: • Esquila electromecánica y Toma de datos • Registro genealógico (Empadre controlado y parición) • Principios de nutrición y alimentación de alpacas • Conservación de forraje • Sanidad animalConclusiones Este programa permite a corto plazo identificar los parámetros productivos queservirán de base para el PMGA el cual debe estar relacionado con la calidad de la fibra(finura, uniformidad, resistencia, peso y color). Se ha logrado identificar 22 unidades productivas en las tres provincias del ámbito deacción del sub proyecto y identificar 2070 alpacas de raza huacaya sin defectos genéticospara el sub proyecto. Se Identificaron 15 Unidades productivas en zonas netamente alpaqueras,obteniéndose un total 4820 alpacas de raza huacaya de color blanco , de las cuales fueronseleccionadas utilizando una selección tandem o la metolodogía de niveles independientesde rechazo 1404 animales entre hembras y machos ; quienes vienen beneficiándose ytrabajando hasta la actualidad. Se han registrado 414 genealogías madre-cría, de las 300 genealogías previstas, conarete plastificado. Se han empadrado 702 hembras, habiendo sido previsto empadrar 500hembras; se han usado 136 machos, debido a que durante la campaña de empadre sedestino el personal necesario para el monitoreo. En cuanto a la unidad de Control de Esquila se obtuvo datos de producción de fibraen cuanto se refiere a cantidad (peso de vellón) en promedio de 2296 kg con Desv. Stand912.85 y calidad (diámetro de fibra) en 21.58 u con una Desv. Stand. 2.76 respectivamente.Referencia bibliográficaAguilar, L, 1996. Análisis de las variables que afectan la producción de fibra de alpaca. TesisUNA La Molina – Facultad de Economía y Planificación. Lima, Perú.Apomayta, Z. y G. Gutierrez. 1998. Evaluación de características tecnológicas y productivasde la fibra en alpacas Huacaya esquilaas a los 12 y 17 meses de edad. Anales Científicos.UNALM. Lima, Perú.ASTM, 1991a. Annual Book of ASTM Standards. Design. D2968-89 Standard Test Methodfor Diameter of Wood and Other Animal Standard Fibers by Microprojection. ASTM,Philadelphia.Ayala, J, 1999 Variabilidad del diámetro de fibra en alpacas Huacaya usando los métodos demicroproyección y análisis óptico del diámetro de fibra-OFDA. Tesis UNA La Molina .Escuela de Post-Grado. Especialidad en Producción Animal. Lima, Perú. 147
  • 148. Castellaro Giorgio, Jorge Garcia-Huidobro P. de A. y Pedro Salinas; 1998. Alpaca liveweightvariations and fiber production in Mediterranean range of Chile. Journal of rangemanagement. 51, 509-513.Del Carpio, P., Bustinza, V., 1989. Diámetro y rendimiento de fibra de alpaca Huacaya adiferentes altitudes de Puno. In: XII Reunión científica Anual de APPA. Lima Perú.Frank E.N., Hick M.V.H., Lamas H.E., Gauna C.D., Molina M.G., 2006b. Effects of age-class,shearing interval, fleece and color types on fiber quality and production in Argentine llamas.Small Ruminant Research. 61, 141-152.Machuca, J. 1963. Medición de longitud y diámetro en un sistema experimental declasificación de fibra de alpaca. Tesis UNA La Molina. Facultad de Zootecnia. Lima, Perú.McGregor, B.A., Butler K.L., 2004. Sources of variation in fibre diameter attributes ofAustralian alpacas and implications for fleece evaluation and animal selection. Australianjournal of Agricultural Research 55, 433-442.Mrode, R.A., (1996). Linear Models for the Prediction of Animal Breeding Values. CABInternational, Chippenham, UK. 186 pp.Wuliji, T., Davis G.H., Dodds K.G., Turner P.R., Andrews R.N. y Bruce G.D. 2000. Productionperformance, repeatability and heritability estimates for live weight, fleece weight and fibercharacteristics of alpacas in New Zealand. Small Ruminant Research 37, 189-201. 148
  • 149. AGRADECIMIENTO Nuestro agradecimiento a: Autoridades de la Universidad Nacional Micaela Bastidas de Apurímac Dr. Carroll Douglas Dale Salinas Presidente de la Comisión Organizadora - UNAMBA Dr. Alfonso Víctor Bustinza Choque Vice Presidente Administrativa de la Comisión Organizadora - UNAMBA Dr. Omar Dalín Encomenderos Dávalos Vice Presidente Académico de la Comisión Organizadora – UNAMBA Docentes de la Carrera Profesional de Medicina Veterinaria y Zootecnia – UNAMBA Dr. Max Henry Escobedo Enríquez Coordinador C.P.M.V.Z. Dr. Victor Raúl Cano Fuentes Jefe del Departamento Académico C.P.M.V.Z. Dr. Victor Alberto Ramos de la Riva Dr. Ludwing Angel Cardenas Villanueva Dr. Martin Equicio Pineda Serruto Dr. Ulises Sandro Quispe Gutierrez Dr. Virgilio Machaca Machaca Dr. Justo Loayza Mariaca Dra. Gizely Alva Villavicencio Dr. Delmer Zea GonzalesUn agradecimiento especial a todos los estudiantes códigos 2006 – I, 2006 – II y 2007- I Abancay - Perú 149