Sumário                              Mercado de GIS                                                         05            ...
EditorialMETADADOS GEOESPACIAISCaros leitores,        O antigo problema de armazenamento de dados que                     ...
Mercado GIS                                                                                      Por Luís Carlos MadeiraNe...
Mural GISP o r L u í s C a rl o s Ma d e i ra                                                                             ...
Espaço do LeitorEmails, Sugestões eComentáriosDesde o lançamento do primeiro número da RevistaFOSSGIS Brasil, recebemos at...
Continue enviando seus       comentarios,críticas e sugestões para editorial@fossgisbrasil.com.br
QUEBRANDO TABUS                                                               Software Livre Também Faz                   ...
gvSIG: Um novo modelo de desenvolvimentoPor Alvaro Anguix, Victoria Agazzi e Manuel MadridIntrodução                      ...
Em pouco tempo, o projeto expandiu­se por                  utilizado, junto a ArcGIS e MapInfo). Foi traduzidorepartições ...
afastar dos velhos esquemas imperantes no                  referimo­nos a esses seguidores e defensores desoftware comerci...
Francófono, Rússia, Chile, etc.) que estão a se                    chamamos Comunidade gvSIG.organizar, trabalhando em com...
gvSIG Desktop                                             •Teledetecção (em desenvolvimento);        gvSIG Desktop é um co...
atualidade está sendo trabalhado na futura versão1.12.        A versão 2.x corresponde com o jámencionado refactoring, o q...
implantar um novo modelo de produção de                                [15] Web oficial do projeto Sextantesoftware. O mod...
Kosmo SIG                  Personalizando o Kosmo Desktop para Aplicações Por table                                       ...
Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA); Casada Moeda; Porto de Sepetiba; Usina Termoelétrica                      Também...
uma delas (Figura 3) e definição de cores temáticas                aos shapes utilizados, utiliza­se caminhospara as class...
qualquer outra codificação pode danificá­lo.                    Findado esse processo, a aplicação estava         Feito is...
CAPA                                                                       M e t a d a d o s Ge o g r á f ic o s          ...
que mais tenha propriedade em relação aos                  nossa disposição, portanto, surge a dúvida: qual émetadados sej...
shapefiles?) e quiçá, comparar conjuntos, encontrar                básicos que podemos coletar (e os maiserros e soluciona...
e manter pois, obviamente, uma mudança no                       será responsável por criar e, principalmente,formato, ou a...
para construir um catálogo, realize um estudo da      ele seja único dentro de sua organização e desdediversidade de geoin...
Pedaço da ISO 19115:2003                                                             validar metadados geoespaciais, os qu...
abandonados em 1999, uma vez que os envolvidos                     má­fé na comercialização e produção de dadosacreditavam...
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012

1,658

Published on

1 Comment
1 Like
Statistics
Notes
  • 25-Venham conhecer nosso Servidor de MuOnline Season 6
    http://www.jogando.net/mu/ Muitos Kits,armas,sets,shilds,asas novas e muito mais.
    São 7 servidores para você escolher,e temos muitos kits novos,maratonas,etc.
    E veja também o site de animes com mais de 20.000 episódios de animes.
    http://www.animescloud.com/ Curta nossa Fan pag no facebook e concorra a prêmios
    Acesse http://www.jogando.net/mu/
    By: Pr1nceMG Divulgador oficial
       Reply 
    Are you sure you want to  Yes  No
    Your message goes here
No Downloads
Views
Total Views
1,658
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
28
Comments
1
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Revista Fossgis Brasil - Ed 04 - Janeiro 2012

  1. 1. Sumário Mercado de GIS 05 Mural GIS 06 Espaço do Leitor 07 Software Livre Também Faz 09 gvSIG: Um novo modelo de desen­ volvimento 10 Personalizando o Kosmo SIG para Aplicações Portable 17 Capa Metadados Geoespaciais 21 Metatools: Plugin de criação e edição 31 de metadados no QGIS Entrevista 34 Por Dentro do Geo 38 Web GIS 43 Desktop GIS 47 Mobile GIS 51 Mapa da Vez 55Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  2. 2. EditorialMETADADOS GEOESPACIAISCaros leitores, O antigo problema de armazenamento de dados que Publicação trimestral ­ Ano 1 ­ N° 04existia há algum tempo foi resolvido com os avanços tecnológicos Diretor Geralpresentes. Todavia outro dilema surgiu: Como lidar com o grande Fernando Quadro ­ fernando@fossgisbrasil.com.brvolume de informações que manipulamos? Editor Fernando Quadro ­ fernando@fossgisbrasil.com.br Quando se fala em informações geográficas a questãonão é diferente, na verdade na nossa área essa situação agrava­ Jornalista Responsável Juliane Guimarães ­ juliane@fossgisbrasil.com.brse. Atualmente diversos órgãos e empresas armazenam uma Revisoresimensidão de dados, mas em boa parte dos casos impera a André Mendonça­andremendonca@fossgisbrasil.com.br Felipe Costa ­ felipe@fossgisbrasil.com.brdesorganização, o que ocasiona uma dificuldade na hora de George Silva ­ george@fossgisbrasil.com.br Raquel Monteiro da Silva Freitasrecuperá­los. Nesta edição vamos falar um pouco sobre Metadados, ou Arte e Diagramação Esdras Andrade ­ esdras.andrade@fossgisbrasil.com.brseja, a informação que resume, enriquece ou complementa os Luis Sadeck ­ sadeck@fossgisbrasil.com.brobjetos ou serviços referenciados, produzindo assim maior Capa Luis Sadeck ­ sadeck@fossgisbrasil.com.brfacilidade na recuperação de informações. É importante destacarque há muita confusão sobre o termo, pois ele é utilizado em Colaboraram nesta ediçãodiferentes contextos e por diferentes grupos profissionais, e este Ana Paula Gioiaartigo tenta ajudar você a entender um pouco melhor sobre este Anderson Maciel Lima de Medeirosassunto. André Mendonça Para complementar a matéria de capa, você poderá ler Carlos Alberto Ribeirouma entrevista feita com Jeroen Ticheler, fundador e presidente Esdras de Lima Andradedo projeto Geonetwork­opensource e um tutorial sobre a criação Felipe dos Santos Costae edição de metadados no QGIS com o plugin Metatools. George Silva Nesta edição você pode não deixar de ler também os Jorge de Jesusartigos falando sobre o novo modelo de desenvolvimento do José Pedro Gonçalves dos SantosgvSIG; como personalizar o Kosmo GIS para aplicações Luis Carlos Madeiraportáteis; SPRING, Sensoriamento remoto, entre outros. Luis Sadeck Essa revista existe por causa da união de esforços da Luiz Motta Pieter De Graefcomunidade. Por isso convidamos todos a participarem da Ricardo Pinhorevista, enviando artigos, suas opiniões e sugestões que são de Sylvain Desmoulièrefundamental importância para o nosso trabalho. Boa leitura! Fale conosco Editor ­ fernando@fossgisbrasil.com.br Publicidade ­ comercial@fossgisbrasil.com.br Fernando Quadro Analista de sistemas Parcerias ­ parcerias@fossgisbrasil.com.br Editor fernando@fossgisbrasil.com.br O conteúdo assinado e as imagens que o integram, são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores, não representando necessariamente a Esta revista foi produzida graficamente utilizando opinião da Revista FOSSGIS Brasil e de seus responsáveis. Todos os direitos sobre as imagens são reservados a seus respectivos proprietários.4 LibreOffice Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  3. 3. Mercado GIS Por Luís Carlos MadeiraNesta coluna, confira alguns dos principais O popular Quantum GISmovimentos do mercado FOSSGIS no último ganhou uma nova versão, atrimestre. 1.7.3 que se encontra disponível para download emSetembro de 2011 http://tinyurl.com/87j7key Anunciada a Realese 2.11 do OpenLayers. O Liberado o gvSIG 2.0 alpha2 Open Layers é uma para download e testes http://­biblioteca JavaScript que permite aos utilizadores tinyurl.com/7cft652disponibilizarem sues dados geográficos empáginas web. Para mais informações acerca destabiblioteca e, inclusive, fazer o download consulte Encontra­se disponível a versãohttp://tinyurl.com/7clus55 estável do aplicativo SAGA GIS 2.0.8. Confira aqui http://tinyurl.com/86vc6fu A equipe responsável pelo desenvolvimento do Mapnik anunciou a realese 2.0. Dezembro de 2011Pode confirir aqui: http://tinyurl.com/89sj444 Disponível para download nova versão do aplicativo Já quase terminando o mês de Setembro, wxGIS. Este aplicativo chegou à comunidade geo a notícia de assume­se como uma alternativa, livre, ao lançamento da nova versão do sofyware conhecido ArcCatalog da ESRI. Confira todas asSIG OpenJump. Para mais informações acesse características aquihttp://www.openjump.org http://code.google.com/p/wxgis/Outubro de 2011 Liberada mais uma versão do Geoserver 2.1.3. Confira Lançada a versão 4.2.0 do acessando TerraView. Confira todas as http://tinyurl.com/6rm4eu5 informações e novidades emhttp://tinyurl.com/7l3e25o. Para obter a versãoportable do TerraView sugerimos que consulte um Janeiro de 2012dos nossos blogues parceiros:http://tinyurl.com/6nzxbsm Foi lançada a nova versão do VSceneGIS Desktop 0.9.2 http://www.vscenegis.com ONovembro de 2011 twitter oficial do projeto é @vscenegis onde o leitor pode acompanhar todas as novidades referentes a Foi anunciado o lançamento da nova este aplicativo. Realese Candidate (1) da versão 4.0 do aplicativo MapGuide Maestro. Este RC vemcorrigir algumas falhas encontradas em versões Luís Carlos Madeiraanteriores. Conheça toda a lista de características Geógrafo, Consultor em SIGdesta nova versão em http://tinyurl.com/7woypa9 luismadeira@fossgisbrasil.com.brRevista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 5
  4. 4. Mural GISP o r L u í s C a rl o s Ma d e i ra nçado de VIII Curso Ava Madrid 2012 formação GeoVoCamp de Sistemas de In nha), de 4 a 5 Geográfica Madrid (Espa de anha), de 25 Fevereiro de 2012 Valladolid (Esp e 1 de Março d Mais informaçõ es: a Fevereiro a 3 .com/875wkq http://tinyurl 2012 ões: Mais informaç .com/7rfrblx http://tinyurl e e SIG Libre d h America IV Jornadas d FOSS4G Nort a (EUA), de 10 Girona 23 W ashington, DC nha), de 21 a 2012 Girona (Espa 12 de Abril de 2 es: de Março 201 Mais informaçõ ões: ­na.org/ Mais informaç h http://foss4g .com/yhqv9o http://tinyurl L u í s C a r l o s Ma d e i r a Geógrafo, Consultor em SIG6 luismadeira@fossgisbrasil.com.br Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  5. 5. Espaço do LeitorEmails, Sugestões eComentáriosDesde o lançamento do primeiro número da RevistaFOSSGIS Brasil, recebemos através de nosso site epelas redes sociais inúmeros comentários de leitorescom suas opiniões sobre o que publicamos além deexcelentes sugestões. Selecionamos abaixo apenasalguns exemplos que representam a opinião denossos queridos “GeoLeitores”.A Revista FOSSGIS Brasil quer ouvir Você. Participe!Parabéns pela qualidade do conteúdo da Revista, versão impressa. (Equipe FOSSGIS Brasil)abordando assuntos relevantes para agregar oconhecimento. (Diogo Moreno) Sinto­me na feliz obrigação de elogiar e agradecer a todos vocês por seu excelente trabalho. AssimAmigo(a)s… atenção! Como Coordenador de que sai cada edição eu devoro cada artigo. MinhasInformática do Gabinete do Governador do RS colunas preferidas são Desktop GIS e Mobile GIS,tenho acompanhado e colecionado algumas pois são os focos da empresa onde trabalhoedições eletrônicas de Revistas de TIC, atualmente. (Diego Maciel)principalmente quando Software Livre é manchete.Então é o caso da Revista FOSSGIS Brasil, Como sugestão gostaria de pedir que fosse dadaexcelente iniciativa! (R.C. Lages) atenção especial ao Spring, pois ele é um ótimo programa e que tem plena relação com a Revista,Parabéns pela entrevista e pelo reconhecimento pois ele é um FOSSGIS do Brasil. (Carla Almeida)público do Prof. Xavier como pioneiro doGeoprocessamento no Brasil. (Homero Fonseca Prezada Carla, agradecemos por sua sugestão.Filho) Considere seu pedido atendido. Leia a coluna Desktop GIS nesta edição. Ficaremos no aguardoEstou participando de um curso de gvSIG pelo de seus comentários sobre a matéria. (Equipecomitê de bacias hidrográficas do vale do ribeira FOSSGIS Brasil)em SP, e para obter mais conhecimento fiz umapesquisa pelo Google e via a revista FOSSGIS A FOSSGIS Brasil é a publicação mais esperada noBrasil, gostaria de poder assinar para receber a mundo da geotecnologia! (Murilo Cardoso)revista impressa, não encontrei esta opção deassinatura no site, como devo proceder, pois em Viva, já dei uma vista de olhos e todo o pessoalminha região ainda não encontrei a revista nas está uma vez mais de parabéns. (Nelson Silva –bancas? Obrigado. (Alexandre Ferreira) Portugal)Gostaríamos de aproveitar a pergunta do Alexandrepara salientar que a Revista FOSSGIS Brasil estádisponível para o público sem custos em modoonline (PDF), não possuindo por enquanto umaRevista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br 7
  6. 6. Continue enviando seus comentarios,críticas e sugestões para editorial@fossgisbrasil.com.br
  7. 7. QUEBRANDO TABUS Software Livre Também Faz #SLGeoTbFaz Por Esdras de Lima Andrade Mostrar o que os softwares livres para possa desenvolver as suas capacidades degeoprocessamento são capazes de fazer, não utilização de geotecnologias livres.deixando a desejar em relação aos principais Contamos também com você, leitor, parasoftwares comerciais. Essa é a filosofia que um nos enviar suas matérias, a fim de que possamosgrupo de blogueiros de geotecnologias (@eliazerk, continuar enriquecendo este arquivo de@geojcarlos, @jpsantos2002, @geoluislopes, procedimentos.@sadeckgeo, @geoparalinux, @ClickGeo)encontrou para mostrar aos céticos, novatos eentusiastas que é possível sim, usar programasopen source nas rotinas profissionais eacadêmicas. Nesta edição, indicamos doisprocedimentos que podem ser realizados emdiversos softwares livres de SIG: Orientação deDeclividade e Relevo Sombrado. Confira ao lado osquadros contendo os links de acesso às matérias. Na próxima edição vamos continuar Esdras de Lima Andradeindicando a você os melhores tutoriais, para que Geógrafo, Gerente de Geoprocessamento do Intituto do Meio Ambiente de Alagoas 9 esdras.andrade@fossgisbrasil.com.brRevista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  8. 8. gvSIG: Um novo modelo de desenvolvimentoPor Alvaro Anguix, Victoria Agazzi e Manuel MadridIntrodução outro para dispositivos móveis (gvSIG Mobile). gvSIG não é só um projeto com uma Ambos sob licença GNU/GPL, dando acesso acomunidade crescente e consolidada a nível binários, documentação e código fonte, cominternacional; é também um novo modelo de liberdade de uso, distribuição, análise e adaptaçãotrabalho. das ferramentas. A primeira versão do software gvSIG Desde suas origens que se vem estudandoDesktop viu a luz do dia no final do ano 2004. a evolução de outros projetos livres, observando osNascida dentro de um projeto de migração para êxitos e os fracassos, com o objetivo de definir umasoftware livre de uma entidade da administração estratégia que permita assegurar a continuidade eregional espanhola ­ Conselleria de Infraestructuras o crescimento do gvSIG, podendo ir mais além dasy Transporte de la Comunidad Valenciana ­ essa necessidades iniciais de uma administraçãoversão surgiu perante a necessidade de dispor de regional.um SIG livre que fosse capaz de substituir as Estratégia que não obedeça unicamente amúltiplas licenças de software comercial existentes aspectos técnicos, mas também que adicione ano intuito de, além de apostar no desenvolvimento estes aspectos econômicos e de produtividade,sustentável e equilibrado, através da independência sempre com a condição indispensável de conservartecnológica, abater as dinâmicas das despesas no os valores do software livre: colaboração,investimento de software. solidariedade, partilha de conhecimentos, Fruto desse projeto inicial, surgiram dois avançando em direção à expansão eSIG’s; um para PC de escritório (gvSIG Desktop) e democratização de todas as áreas de projeto.10 Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  9. 9. Em pouco tempo, o projeto expandiu­se por utilizado, junto a ArcGIS e MapInfo). Foi traduzidorepartições públicas, universidades e empresas de em mais de 25 línguas, registrou downloads emtodo o planeta, adquirindo um forte caráter mais de 90 países e eventos que se multiplicaraminternacional. Nos finais de 2009, foi criada a por todo o planeta... Uma comunidade emAssociação gvSIG como reflexo último de toda esta expansão que tornava necessária a existência dedinâmica. uma estrutura profissional que a coordenasse e No presente artigo, apresenta­se a evolução que garantisse a qualidade do software, assimdo projeto, o seu estado atual e ainda um olhar como uma infraestrutura que permitisse essasobre o futuro do gvSIG, tanto do software, bem coordenação. E para pôr em marcha essacomo da sua comunidade, da Associação gvSIG e o estrutura e infraestrutura era necessário ter ummodelo de desenvolvimento que propõe. modelo de produção atrás. Modelo que, sem renunciar os valores de gvSIG, garantisse sua sustentabilidade e continuidade. Assim, nas 5as Jornadas Internacionais de gvSIG se apresentava a Associação gvSIG. A Associação gvSIG partiu de um princípio básico: Se, em torno ao projeto gvSIG e a geomática livre se geram benefícios, o justo é que parte desses benefícios sejam revertidos em prol da sustentabilidade do projeto. Sendo fiéis aos valores do software livre, tal e como os entende gvSIG: •Organizada em torno a valores democráticos. •Colaboração e solidariedade.Ecossistema do projeto gvSIG •Conhecimentos partilhados frente à especulação com o mesmo.Associação gvSIG: um novo modelo de trabalho •Igualdade de condições, desterrando práticas Sem dúvidas podemos afirmar que a monopolistas e de submissão.evolução de gvSIG foi surpreendentemente rápida,mais ainda, se considerarmos que é um projeto que Não se trata, então, de unicamentenão surge do mundo anglo­saxônico e que tem uma trabalhar com software livre, mas sim, de adaptarclara reivindicação de um mundo multipolar, sendo, todos os níveis à sua filosofia.assim, um tipo de ferramenta muito desejada pelas Desde a criação da Associação gvSIG,comunidades latino­americanas. procura­se afastar esquemas em que a O projeto foi adquirindo inicialmente uma colaboração dos voluntários seja a única forma deampla comunidade de usuários, e esta foi seguida contribuir com o projeto, dando principal ênfasepor programadores. Nesse momento, diversas nas empresas para que estas possam trabalhar eempresas começam a ter um papel relevante no organizar seu modelo de negócio em redor doprojeto e a orientar seu modelo de negócio entorno software livre. Procura­se também, contribuir ea gvSIG e a geomática livre. De forma simultânea, gerar um tecido industrial de qualidade,vão aparecendo diversas comunidades de interesse trabalhando pela independência tecnológica, e(local, setorial, linguístico). encontrando espaços comuns onde a O projeto em 2008 já superava as administração pública, as universidades e astendências de pesquisas no Google, empresas somam, então, todos ganham. Estamoscomparativamente com a Geomédia falando de colocar em marcha um novo modelo de(provavelmente o terceiro SIG privativo mais negócio – produção – modelo este que deverá seRevista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br 11
  10. 10. afastar dos velhos esquemas imperantes no referimo­nos a esses seguidores e defensores desoftware comercial e dos que nem sempre se gvSIG, mas não só a estes. É de conhecimentodestacam desde o mundo dos softwares livres. público que existe um ecossistema deFalamos de um novo modelo que permita produzir administrações públicas, empresas, universidades,mais, melhor e de forma mais justa. institutos, laboratórios, ONGs, e muitos outros, que Assim, escondidas por baixo da Associação geram informação geográfica, e que utilizam,gvSIG, encontramos tantas entidades empresariais personalizam e adicionam funcionalidades aocomo as não empresariais. São as empresas as gvSIG. Todos estes grupos entenderam que sãoque adotam compromissos econômicos, sempre parte substancial da Comunidade gvSIG, de formaem função do volume de negócio que geram. que tudo o que se faça, melhore, reverta sobre os Atualmente, a Associação gvSIG está outros.formada por membros (5 empresas), membros de Estamos convictos de que o interesse,honra (perto de trinta entre universidades, quando é mútuo, é o motor que torna possíveladministrações e institutos tecnológicos) e coordenar esforços entre instituições públicas ecolaboradores (mais de trinta empresas privadas, bem como entre colaboradores em geral,colaboradoras) oriundos de mais de vinte países; de modo a poder tornar realidade a existência desendo a figura de colaborador criada como o uma forma mais justa, de trabalhar com aprimeiro passo para avaliar as empresas que informação geográfica, sendo consequentes compodem passar a ser no futuro, sócias de pleno uma de nossas máximas: converter odireito. Para formar parte de esta associação basta conhecimento adquirido em conhecimentocom cumprir com os valores que defende. compartilhado. Tal transformação precisa de outros Sem duvidas, até a data de hoje, a ingredientes para chegar a bom porto, como, porAssociação gvSIG constitui a maior rede de exemplo, o respeito à diversidade, já que nãoprofissionais em geomática livre, com espertos em existe um grupo humano igual a outro: cada qualtecnologia gvSIG, MapServer, GeoServer, PostGIS, terá as suas necessidades, conhecimentos, formasGeonetwork, OpenLayers, Geomajas, etc. E com de organização, etc.peso perante a sua juventude como organização Desde gvSIG, compreendemos que serãoum amplo conjunto de referencias que a elevam, os próprios utilizadores os mais indicados paracom projetos em Argentina, Brasil, Espanha, Itália, identificar quais são suas necessidades e decidirMéxico, Uruguay, Venezuela, entre outros lugares. em que sentido e de que forma se deve transformar à sua própria realidade. É assim comoComunidade gvSIG queremos ser capazes de acompanhar esse Desde a gvSIG, queremos que seja a processo de expansão e transformação atravésComunidade que lidere o processo de crescimento das pessoas que confrontam a Comunidade gvSIGdeste projeto de software livre, que decida seu organizadas em grupos e liderando o projeto emfuturo e que caminho deverá percorrer. seu entorno.Entendemos a Comunidade gvSIG em todo o seu Dizemos que a participação ativa dassentido amplo e inclusivo, com sendo composta por pessoas interessadas em gvSIG é fundamental.todos os diferentes perfis de colaboração, desde Más não qualquer tipo de participação. Para poderdistintas zonas geográficas, interessados em atingir um objetivo comum, é necessário discutirtemáticas diversas, para assim chegar a cada canto primeiramente qual é esse objetivo, os caminhos edo nosso planeta. as ferramentas que tornarão possível a sua Quando falamos de Comunidade, referimo­ prossecução e posteriormente fará falta esforço,nos aos usuários e aos programadores que horas de dedicação.voluntariamente investem (e cuidado que não é De esta forma existem atualmente mais deinvestimento monetário, mas sim investimento do 10 grupos de Comunidades (Itália, Argentina,seu tempo em melhorar gvSIG). Sim, é claro que Brasil, Costa Rica, Uruguay, Paraguay, Espaço12 Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  11. 11. Francófono, Rússia, Chile, etc.) que estão a se chamamos Comunidade gvSIG.organizar, trabalhando em comum para poder Uma das Comunidades mais ativas édefinir de que forma se comunicariam entre eles composta por pessoas e instituições provenientes(normalmente se promove a criação de listas de de América Latina e Caribe. gvSIG realizacorreio), que tipo de contributos desejam realizar anualmente as chamadas Jornadas Latino­para o projeto gvSIG e identificando objectivos americanas e do Caribe de gvSIG, que este anocomuns para unir forças de modo a não duplicar comemoram a terceira edição em Foz de Iguaçú –esforços. Desde a área de Comunidades da Brasil, e que coincide com as 2º JornadasAssociação gvSIG, promovemos a criação de um Brasileiras de gvSIG. É necessário explicar que osgrupo de coordenadores para cada grupo da eventos gvSIG são principalmente organizadosComunidade, que sejam as pessoas referentes em pela própria Comunidade de onde se realiza odito entorno. Os primeiros passos para o trabalho evento, com um apoio muito importante por parteem Comunidade sendo relativo para difusão do da Associação gvSIG em quanto a difusão ,projeto, tanto em Universidades como em eventos inscrições, etc.em que o gvSIG tenha cabimento, tanto pela sua As jornadas gvSIG são uma festa feita por ecomponente SIG como pela sua componente de para a Comunidade, onde o objetivo principal ésoftware livre. dar difusão a das atividades e os projetos que Ainda nestes meses, estamos trabalhando realizam na própria Comunidade. Para as 3ºpara criar grupos de Comunidades centrados em Jornadas Latino­americanas de Foz de Iguaçúuma temática particular, como por exemplo: recepcionou­se 44 resumos de potenciais, onde segvSIG Educativo: uma distribuição de gvSIG descrevem projetos realizados em 6 países dodedicada ao ensino da geografia, história, e continente americano. Todo este materialciências afins aos SIG’s. apresentado está disponível para consulta nagvSIG Woman: um espaço onde se potencializa o página Web do evento.papel da mulher como protagonista no mundo do A Comunidade Brasileira de gvSIG foidesenvolvimento de software SIG, em suas criada oficialmente no inicio de 2010, apresenta umdistintas facetas como o são o desenvolvimento, a crescimento importante durante estes últimos 2testagem, as traduções, o uso, etc. anos. No presente, conta com uma lista degvSIG Campus: um grupo de Comunidade onde correio10, onde estão inscritas aproximadamentetanto os alunos de instituições terciárias (já seja a 200 pessoas e onde se fazem intercâmbios de tiponível de grau acadêmico ou pós­graduado) como técnico de uso da ferramenta, e organizativoos tutores podem encontrar ideias inovadoras para enquanto as atividades de difusão, traduções dea realização de projetos finais de carreira centrados materiais, cursos presenciais, etc. No marco dana temática gvSIG. Tais projetos podem ser de Associação gvSIG existem já varias empresasdesenvolvimento de novas funcionalidades, de brasileiras que estão colaborando no projeto e quecomparações de rendimento, estudos de dão suporte a atual Comunidade. Estas empresasaplicações concretas de gvSIG, etc. dedicam­se a dar serviços de formação e Entendemos a nossos grupos de personalizações de gvSIG, sendo este umcomunidade como agentes de troca possuidores de elemento fundamental desde nosso ponto de vistagvSIG que sejam capazes de resolver os para o desenvolvimento da Comunidade Brasileira.problemas relativos à gestão da informaçãogeográfica no seu entorno. Acreditamos que atransformação venha da mão da organização de Tecnologia gvSIGgrupos de pessoas reais (em contraposição a A nível tecnológico, o projeto gvSIG constapessoas virtuais na rede) com interesses comuns, de dois produtos oficiais: gvSIG Desktop e gvSIGque cada pessoa possa desenvolver­se como parte Mobile. Na continuação mostraremos asde um grupo, sendo cada grupo parte do que características principais de ambas aplicações.Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br 13
  12. 12. gvSIG Desktop •Teledetecção (em desenvolvimento); gvSIG Desktop é um completo GIS de •Topologia (em desenvolvimento);escritório distribuído baixo licença GNU GPL11 e •Normalização;desenvolvido em Java. Possui uma interface •LiDAR.amigável a partir da qual se podem conduzir dadosnos formatos habituais de ficheiros GIS, tanto Uma das últimas funcionalidadesvetoriais como raster. Mesmo assim, está dotado incorporadas é o administrador de complementosde um alto grau de interoperabilidade que que permite instalar ou atualizar facilmenteimplementa clientes para os principais serviços extensões ou qualquer outro tipo de pacote comoWeb OGC como WMS, WFS, WCS, Catalog e pode ser uma correcção de erro, desde a própriaGazetteer, o que o faz especialmente útil no campo aplicação, sem ter que esperar para a próximadas Infra­estruturas de Dados Espaciais (IDE o SDI versão da aplicação.siglas em inglês). Também permite trabalhar contra Todas estas funcionalidades fazem deBases de Dados espaciais como PostGIS e MySQL gvSIG uma das mais completas aplicações GIS desem esquecer a Oracle Spatial e ArcSDE. escritório na atualidade, aumentando capacidades Conta com um completo grupo de e interoperabilidade.ferramentas de edição vetorial e da capacidade Se levarmos em conta que a maioria destaspara realizar análise tanto vetorial como raster. funcionalidades não estavam contempladas noAinda, desde a versão 1.1012, conta com Sextante início do projeto dado que, como foi dito, o objetivoo que adiciona no seu tudo (inclui acesso a inicial foi o de cobrir única e exclusivamente asalgoritmos de GRASS) mais de 500 algoritmos de necessidades do governo regional valenciano, eGeoprocessamento raster e vetorial. Dispõe que o tempo de vida do mesmo é relativamentetambém de um construtor de mapas com curto, podemos dizer que o crescimento tem sidocapacidade para exportar a PDF e Postscript. espectacular. E precisamente a causa do seu rápido crescimento tornou­se necessário abordar um refactoring a nível da arquitetura para maximizar a modularidade dos diferentes componentes e facilitar assim, a integração de futuras novas funcionalidades aportadas pela Comunidade, algo imprescindível para assegurar a vez o crescimento e a qualidade do software. A causa do refactoring, desde algum tempo está sendo trabalhado simultaneamente em duas linhas de desenvolvimento (1.x e 2.x.) já que, enquanto evoluíamos a aplicação, nãoDiversas imagens de ecrã de gvSIG Desktop. podíamos deixar de manter a versão estável. A versão 1.x corresponde a atual versão De forma alternativa pode­se instalar estável e sua evolução vem pautada pelaextensões13 que cobrem funcionalidades mais Comunidade já que depende diretamente dasespecíficas. Estas são algumas das mais contribuições que recebemos em forma dedestacadas: correções de erros ou pequenas melhorias. Graças a estas contribuições, nas últimas versões fomos•Visualização 3D e animação; incorporando funcionalidades como: legendas de•Análise de redes; diagramas de barras e circulares, compatibilidade•Publicação de mapas através de serviços WMS, com Windows Vista e 7, NavTable14 e Sextante15. AWFS e WCS; última versão de esta versão é a 1.11 e na14 Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  13. 13. atualidade está sendo trabalhado na futura versão1.12. A versão 2.x corresponde com o jámencionado refactoring, o qual afeta principalmentea parte de aceso a dados, que melhorará emgrande medida a modularidade da aplicação. Estaversão é, na atualidade, nossa tarefa prioritária e aque temos dedicados praticamente 100% denossos recursos dado que consideramos que éalgo imprescindível para seguir crescendo. Em umapalavra, gvSIG 2.x é o futuro. Já têm sidodisponibilizadas numerosas variáveis de 16. A versão final Telas de gvSIG Mobile.desenvolvimento da versão 2.0está prevista para inícios de 2012. desenvolvimentos que se façam para este. A partir da publicação da versão 2.0 final, O refactoring se fará efetivo em uma futurapretendemos estabelecer um sistema de versão 1.0 que trará ainda outras novidades:distribuição com publicação de versões cada 6meses de maneira que os contribuidores possam •Execução multi­fio;planificar melhor o seu trabalho. Neste sentido, •Novo interface de usuário (independente de agvSIG Desktop tem estabelecidos procedimentos JVM);para contribuições de código que se podem •Integração da libraría libLocation#;consultar na Web do projeto17. •Melhoras em simbología e etiquetado; •Melhoras em edição;gvSIG Mobile •Novo Soporte para sistemas de referencia; GvSIG Mobile é a versão de gvSIG para •Suporte WFS.dispositivos móveis, ideal para projetos de recolhae atualização de dados em campo. Estas são Não sendo ainda um produto oficial, merecealgumas das suas características mais destacadas a pena mencionar a gvSIG Mini19, uma versãoda atual versão estável (gvSIG Mobile 0.3)18: ligeira de gvSIG para telefone celular com sistema operativo Andróide ou que suportam aplicações•Desenvolvido em Java; Java CLDC / MIDP que permitem visualizar•Suporte dados vectoriais: SHP, GML, KML serviços de mapas baseados em tiles, como(Google), GPX (GPS); OpenStreetMap, Yahoo Maps, Microsoft Bing e•Suporte dados raster: ECW; outros. Também suporta serviços WMS. Outras das•Aceso a serviços Web OGC: WMS; funcionalidades básicas são: pesquisas de•Edição de geometrias vectoriais e atributos; endereços, consulta de pontos de interesse e•Conexão com dispositivos GPS; cálculo de rotas. A partir da versão 1.0 é possível•Formulários personalizados. descarregar diretamente mapas, desde o telefone para uma posterior utilização em modo off­line, ou De igual forma que em gvSIG Desktop, em seja, sem ligação à rede.gvSIG Mobile também esta se levando a cabo um Como se pode apreciar, a evolução norefactoring cujo objetivo é facilitar a participação da aspecto tecnológico desde o nascimento do projetocomunidade de programadores. Resumidamente o é significativa, tanto no plano quantitativo como norefactoring consiste basicamente em reaproveitar plano qualitativo. Não obstante, merece a penapara gvSIG a maior quantidade de código possível remarcar que o projeto gvSIG e a tecnologia não éde gvSIG Desktop de forma que seja possível o fim, mas um meio. O meio que nos deve permitirreaproveitar simultaneamente muitos dosRevista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br 15
  14. 14. implantar um novo modelo de produção de [15] Web oficial do projeto Sextantesoftware. O modelo gvSIG. http://sextante.forge.osor.eu/ [16] Download gvSIG 2.0 https://gvsig.org/web/projects/gvsig­Referências desktop/devel/gvsigProjeto gvSIG: http://www.gvsig.org [17] Como contribuir em gvSIG?Associação gvSIG: http://www.gvsig.com https://gvsig.org/web/projects/gvsig­desktop/docs/devel/como­Blog de gvSIG: http://blog.gvsig.org contribuir­en­gvsigPlanet de gvSIG: http://planet.gvsig.org [18] Download gvSIG Mobile 0.3gvSIG Outreach (Casos de uso e difusão): https://gvsig.org/web/projects/gvsig­mobile/official/piloto­gvsig­http://outreach.gvsig.org mobile­0.3/descargasTwitter de gvSIG: http://twitter.com/#!/gvsig [19] Web de gvSIG Mini https://confluence.prodevelop.esgvSIG Training: http://gvsig­training.com/ /display/GVMN/HomeJornadas LAC gvSIGhttp://www.gvsig.org/web/community/events/jornadas­lac/2011/Comunidade gvSIG Brasilhttp://www.gvsig.org/web/community/comm_groups/comm_gvsi Alvaro Anguixg_br/ CEO da Associação gvSIG vgonzalez@gvsig.com[10] Lista de correio gvSIG Brasilhttps://gvsig.org/lists/mailman/listinfo/gvsig_br[11]Texto de licença GNU GPL http://www.gnu.org/licenses/old­licenses/gpl­2.0.html[12] Download gvSIG Desktop 1.11 Victoria Agazzi Gerente de Comunidades do Projeto gvSIGhttp://www.gvsig.org/web/projects/gvsig­desktop/official/gvsig­ vagazzi@gvsig.com1.11/descargas[13] Extensões gvSIG Desktop 1.11http://www.gvsig.org/web/projects/gvsig­desktop/official/gvsig­1.11/extensiones­gvsig­1.11 Manuel Madrid[14] Web oficial do projeto Navtable Gerente de Produtos e Testes do Projeto gvSIGhttp://navtable.forge.osor.eu/ mmadrid@gvsig.com16 Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  15. 15. Kosmo SIG Personalizando o Kosmo Desktop para Aplicações Por table Por Gilberto Pessanha Ribeiro, Ícaro Brito e Luiz Moreno Através da parceria recente firmada junto à desenvolvimento territorial, em escala regional.Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Os mapeamentos digitais apoiados por SIGe à FAPERJ, a GlobalGeo recebeu o desafio de permitem potencializar a gestão derealizar o mapeamento de uso e ocupação da Terra empreendimentos na indústria, com base emem uma área que cobria os 613 km² de parte unidades territoriais, com forte oportunidade emimportante da zona oeste do município do Rio de inovação tecnológica, tanto na ferramenta do SIG,Janeiro, projeto denominado T.I. Zona Oeste. Essa como em sua aplicação junto às plataformaszona está submetida a grandes transformações públicas. O mapeamento teve apoio de processosdiante do crescimento acelerado em de segmentação e classificação de imagensempreendimentos de médio e grande porte. WorldView­2 com data de aquisição 10 de fevereiro Uma vez feito o mapeamento, uma equipe de 2010, fazendo parte da metodologiade pesquisadores da GlobalGeo, supervisionada desenvolvida com foco na espacialização depelo Eng. Cartógrafo Dr. Gilberto Pessanha Ribeiro aspectos dinâmicos da localização, extensão epassou a analisá­lo com a finalidade de subsidiar distribuição das indústrias hoje instaladas nessapesquisas aplicadas ao desenvolvimento e porção oeste da Região Metropolitana do Rio deaperfeiçoamento de Sistema de Informação Janeiro.Geográfica (SIG), cujo uso prevê suporte às Diante das intervenções de obras deanálises espaciais integradas a partir de dados engenharia com maior concentração no municípiosociais e econômicos da zona oeste do Rio de do Rio de Janeiro, o SIG tratará dos impactosJaneiro, compreendendo os bairros de Campo socioeconônimos de grandes empreendimentos,Grande, Santa Cruz e Guaratiba. O SIG com destaque: Arco Rodoviário Metropolitano doinstitucional será destinado à gestão pública, Rio de Janeiro; obras do Programa de Aceleraçãovisando aspectos funcionais relativos ao do Crescimento (PAC) do Governo Federal;Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br 17
  16. 16. Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA); Casada Moeda; Porto de Sepetiba; Usina Termoelétrica Também foram alteradas a área de trabalhode FURNAS / Santa Cruz; e empreendimentos do software e o título da barra superior (Figura 2).relativos às Olimpíadas de 2016 e a Copa do Para realizar as operações de alteração deMundo de 2014. imagens, é necessário alterar o arquivo kosmo.ini, A seguir é descrita, de forma sucinta, etapas localizado no diretório bin do projeto Kosmo. Nesseno desenvolvimento do aplicativo SIG, em arquivo, basta retirar os comentários das linhas 8 eatendimento às demandas de consultas e 9 (retirar a cerquilha # do início da linha) e alteraratualizações sobre as bases de dados. para o caminho das imagens: Uma necessidade primordial era apossibilidade de tornar informações do desktop_image=background.pngmapeamento acessíveis à equipe de pesquisadores splash_image=splash.pngenvolvida, permitindo a replicação dos dados emanipulação primária dos mesmos. Sendo assim,chegou­se a conclusão de que o ideal seria autilização de uma aplicação que pudesse seralocada em mídias móveis (portable) e que nãofosse um simples visualizador, dispondo deferramentas métricas e acesso a tabelas deatributos associadas às feições que compõe acamada do mapeamento. Optou­se, então, pela utilização do KosmoDesktop na versão portable. O Kosmo é umsoftware desenvolvido pela empresa espanholaSAIG com base na plataforma OpenJump e vem se Área de trabalho personalizadaconsolidando como um dos mais completos domercado, além de possuir licença livre para Para realizar a alteração da barra de títulos,utilização. Após baixar o programa, foi realizada também é bastante simples. O Kosmo é um projetouma série de personalizações a fim de garantir seu que suporta i18n (internacionalização). Com isso,funcionamento dentro dos requisitos supracitados. deve­se abrir os arquivos do idioma em que deseje Foram feitas inicialmente personalizações alterar e editar as linhas 267 e 268 para o títulono layout do programa, com a inclusão de um desejado, ficando assim:splash screen contendo o nome do projeto, assimcomo as logomarcas das instituições envolvidas em JUMPWorkbench.about­app­name=Novo Tituloseu desenvolvimento (Figura 1). JUMPWorkbench.app­name=Novo Titulo Um detalhe importante é que o arquivo utiliza padrão UTF­8, sendo assim, para adicionar caracteres acentuados é preciso inserir os códigos de cada caractere em unicode. Após as alterações de ordem visual foram feitas, as mudanças que permitiriam que o projeto fosse aberto corretamente a partir do pendrive em qualquer computador em que fosse inserido. Os arquivos foram devidamente estruturados dentro do ambiente do Kosmo GIS, com a criação das camadas e inserção das feições pertinentes a cada18Splash screen personalizada Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  17. 17. uma delas (Figura 3) e definição de cores temáticas aos shapes utilizados, utiliza­se caminhospara as classes de uso da Terra. absolutos, o que pode gerar erros ao ser aberto em outros computadores. Suponhamos que, ao criar nosso projeto, o pendrive tenha assumido o volume “E:” do computador e, ao ser inserido em outros computadores, este assuma o volume “H:”. Logo o aplicativo irá solicitar os caminhos para os arquivos contidos no projeto, solicitando interação do usuário e quebrando a fluidez de carregamento da aplicação. Como inicialmente não foi possível realizar essas alterações recorreu­se ao grupo de discussãoEstruturação do projeto no Kosmo GIS da SAIG (http://lists.saig.es/mailman/listinfo/kosmo) e através de informações de Sergio Baños Calvo, Outra necessidade era que o projeto fosse chefe de desenvolvimento da empresa, soube­secarregado automaticamente ao iniciar a aplicação. que em versões anteriores era disponível aPara implementação dessa funcionalidade, basta funcionalidade que permitia inserir caminhosadicionar a opção ­proj nomedoprojeto.spr ao relativos nos projetos ao salvá­los. Entretanto, essaarquivo Kosmo.bat como vemos abaixo: funcionalidade foi extinta, pois não estava funcionando corretamente, o que deve ser corrigidoSET PATH=..dlls;%PATH% no futuro.start.jrebinjavaw ­Djava.library.path="..dlls;" Seguindo as orientações, foram alterados­Dsun.java2d.d3d=false ­cp .;./saig.jar os caminhos que apresentavam como absolutos­Xmx800M para caminhos relativos, diretamente no arquivocom.vividsolutions.jump.workbench.JUMPWork .spr. É desejável que os arquivos referentes aobench ­plug­in­directory ./ext ­proj meuproje­ projeto (.shp, .tif, etc...) estejam em uma pastato.spr específica ­ aqui utilizada a “database” – dentro do diretório /bin. No nosso caso, os arquivos foram O exemplo acima abre um projeto chamado armazenados na seguinte disposição:"meuprojeto.spr" que está no diretório /bin doKosmo Desktop (o mesmo diretório em que se E:/bin/database/temas/afloramento.shpencontra o Kosmo.bat), no qual podem serinseridos caminhos relativos e absolutos para os Após a alteração o caminho se apresentavaprojetos. no formato abaixo: Por padrão, o Kosmo estrutura o projeto emseu arquivo nativo (.spr). A estrutura do arquivo spr database/temas/afloramento.shputiliza­se do padrão de regras Extensible MarkupLanguage (XML). Este é separado por tag e cada Para alterar o arquivo .spr, é imperativa aum tem a definição das propriedades específicas utilização do bloco de notas ou qualquer outrodo projeto, o que facilita no momento de realizar editor de texto em que seja possível o controle dapossíveis alterações. Durante a criação de um codificação de saída, que deve ser mantida comoprojeto diretamente pelo Kosmo, as tag referentes ANSI, uma vez que alterá­la para UTF­8 ouRevista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br 19
  18. 18. qualquer outra codificação pode danificá­lo. Findado esse processo, a aplicação estava Feito isso, o último passo para que o projeto pronta para ser enviada aos pesquisadores daficasse como desejado era a geração de um UERJ, para que o projeto T.I. Zona Oeste pudessearquivo executável que acionasse o Kosmo.bat a ser desenvolvido. Neste contexto, o Kosmo separtir da raiz do pendrive, evitando, assim, que o mostrou um aplicativo bastante maleável e de fácilusuário navegasse em pastas internas do manipulação.aplicativo, diminuindo o riscos de danos a estruturadas pastas e arquivos. Para a geração do executável, utilizou­se alinguagem C e a biblioteca <windows.h> que Gilberto Pessanha Ribeirocontém a função GetCurrentDirectory(), de nome Professor UERJ e UFF, Consultor Sênior da Globalgeo Geotecnologiasinstintivo. Com a função de sistema system(),executamos o Kosmo.bat através do seu caminhoabsoluto. O executável gerado pela compilação docódigo foi adicionado na raiz do projeto atendendotodas as especificidades. Todo projeto foi baseado em plataforma Ícaro Brito Geógrafo, Globalgeo GeotecnologiasWindows uma vez que os usuários estão maisfamiliarizados e fazem uso corrente deste sistema Luiz Morenooperacional. Todas as modificações realizadas Globalgeo Geotecnologiasnesse projeto, exceto a geração do executável sãomultiplataforma, funcionando perfeitamente emtodos os sistemas nos quais o Kosmo opera.
  19. 19. CAPA M e t a d a d o s Ge o g r á f ic o s Por George Silva e André Mendonça http://deepwebtechblog.com Atualmente existe uma enorme quantidade É um termo complexo, mas podemosde dados geográficos disponível no mundo todo. explicá­lo da mesma maneira que nos explicaram oMilhares de cenas e imagens coletadas por um que era geografia quando pequenos: geografia,sem número de satélites, com diferentes propósitos geo = terra; grafia = escrita, descrição, estudo. Ase juntam a milhares de dados vetoriais etimologia da palavra metadados segue a mesmadisponibilizados por instituições, empresas e lógica: meta = atrás, alterado, maior, além; data =profissionais, de várias naturezas, ao alcance de dados (plural). Assim, podemos simplificar apoucos cliques de um mouse, e uma boa conexão definição afirmando que os metadados são osde internet. Tal disponibilidade de informação dados por trás dos dados, ou ainda, os dadoscresceu exponencialmente junto com a sobre os dados. Os metadados vão nos dizer umapopularização da internet, o que é ótimo, mas traz porção de informações importantes sobre aquelesnovos desafios aos geoprocessadores. dados brutos que queremos utilizar. Informação é Existem termos que sempre estão pairando poder, e conhecer seus dados é mais poder ainda.sobre nossas cabeças e as vezes, simplesmente É um conceito simples, mas extremamentenão temos tempo de conhecer sobre os mesmos. poderoso.Neste artigo iremos discutir um tipo especial de É importante mostrar que o conceito dedados muito importante para todo tipo de aplicação metadados não se aplica somente ao campo dasna área das geotecnologias: os metadados. geotecnologias, embora, atualmente, seja uma área de destaque. Talvez a área do conhecimentoO que são Metadados?Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br 21
  20. 20. que mais tenha propriedade em relação aos nossa disposição, portanto, surge a dúvida: qual émetadados seja a biblioteconomia, uma vez que os o melhor conjunto de dados a ser usado em cadametadados são basicamente instrumentos de situação?organização e substituem, no ambiente digital, oque se conhecia como “descrição bibliográfica” em c) A ideia por trás dos metadados também estáambientes físicos tradicionais. Nos mapas relacionada ao contexto. Dados sem contexto temtradicionais, especialmente em documentos pouco valor. Você já viu fotografias antigas decartográficos oficiais, os metadados já existiam na pessoas que não conhece? Se não tivermos umaforma das informações marginais, anexadas junto legenda (contexto), não saberemos quem são asaos materiais impressos. Com a informatização de pessoas na fotografia, o que faz com que a mesmatodos os processos de mapeamento, a informação venha a perder sua utilidade histórica.geográfica passou a ser digital. Isto obviamentetrouxe novas necessidades para a catalogação e Assim, depois do que aqui foi dito, podemosorganização dos dados geográficos. apresentar aos leitores a definição do U.S. FGDC, Pode­se dizer que os metadados ajudam a que é o Comitê norte­americano sobre dadosorganizar a vida de corporações e organizações geográficos, do termo:que se utilizam de dados espaciais. Versionamento, “Um registro de metadados é um arquivo detemporalidade, acurácia dos dados e informação, usualmente apresentado como umresponsabilidade técnica são informações muitas documento no formato XML, que captura asvezes deixadas de lado pelos produtores de dados características básicas de um dado ou de um meiogeográficos, mas são extremamente úteis para os de informações. Ele representa o “quem”, o “ousuários destes dados. Quantas vezes você, que que”, o “quando”, o “aonde”, o “porquê” e o “como”se utiliza de dados advindos de várias fontes, não a respeito dos dados. Os metadados geográficosse encontrou perguntando: “Mas de que ano são são usados para documentar recursos digitaisesses dados mesmo?” ou então: “Posso usar esse espaciais como os arquivos em um SIG (Sistemadado para aferir medições numa escala 1:10.000?” de Informação Geográfica), bancos de dadosAlém do benefício para os usuários diretos destes espaciais e imagens de satélite. Um registro dedados, existem mecanismos de busca que indexam metadados geográficos inclui elementosas informações dos metadados e permitem que se catalográficos padrão, como por exemplo um título,achem fontes de dados – e muitas vezes dados um resumo e informações acerca da publicação;que procurávamos havia bastante tempo ­ segundo assim como elementos geoespaciais como adiferentes critérios. extensão geográfica e informações sobre o sistema Podemos falar mais sobre os metadados de coordenadas; e, por fim, elementos relativos aoutilizando­se de alguns exemplos: banco de dados, como as definições para etiquetagem de atributos bem como o domínio paraa) Imagine a seguinte situação: você necessita valores de atributos”analisar a demografia de uma determinada região eseu cliente lhe entrega uma base de dados da Para que servem?população do local, sem nenhuma informação Os metadados tem diversos objetivossobre a data. Como descobrir a relevância daquela dentro de uma organização. Basicamente podemosinformação? Será que os dados são fiéis e dividi­los em: contexto, catálogo e comparativo.apurados? Ou será que são muito antigos e sua Assim, por meio das diversas informações sobre osanálise será em vão? dados reais disponíveis, podemos derivar informações; criar novos conjuntos de dados (maisb) Também podemos imaginar os metadados como apropriados para determinadas situações);etiquetas em livros dentro de uma biblioteca. Temos encontrar o que procurávamos de forma rápidauma enorme biblioteca de dados geoespaciais à (quem já não se perdeu em um diretório cheio de22 Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  21. 21. shapefiles?) e quiçá, comparar conjuntos, encontrar básicos que podemos coletar (e os maiserros e solucionar dúvidas. Obviamente que, em importantes) sobre nossas bases de dados eúltima análise, os metadados acabam tendo como respondem às famosas perguntas:principal função a redução dos custos em umaorganização que possui milhares de dados. Além ­ O que? O que é este conjunto de dados?disso, entende­se que o uso deste mecanismo Ex.: Estradas Vicinais;permite que o mercado de uma maneira geral possase regular: é possível ter uma ideia da oferta, ­ Por quê? Por que isto está aqui?procura e da consequente valorização de Ex.: dado utilizado em mapas de roteamentodeterminados dados especiais. urbano; ­ Quando? Qual é o corte temporal desta informação? Possui extrema importância para avaliarmos a confiabilidade da informação. Ex.: 2009­2012; ­ Quem? Quem é o responsável pela informação? Ex: Origem externa, atualizado e mantido por Fulano de tal; ­ Onde? Qual é o limite geográfico da área? Ex.: Abrange região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, em MG, Brasil; ­ Como? Qual foi a metodologia utilizada paraExemplo do que seriam metadados no seu dia­a­dia levantamento?Fonte: http://tinyurl.com/7tzssp5 Este item é importante pois nos dá uma idéia associada à precisão do dado. Ex: levantamento feito por GPS em campo, atualizações por Você sabia? Os metadados são imagens com 1m de resolução espacial; agnósticos de plataforma. Ou seja, não importa se você trabalha com ESRI, com Metadata de Exploração (Exploration AutoDesk ou com OpenSource, eles Metadata) podem (e devem) ser levados em conta Nesta categoria caem informações mais em todos os casos. detalhadas sobre os datasets, como um dicionário de dados, tipo de geometrias armazenadas, tipo de digitalização realizada para construção, tipo deTipos de metadados armazenamento, formato, etc. Aqui conseguiremos Apesar de martelarmos na frase "dados resolver problemas do tipo: "este conjunto ésobre os dados", o que é realmente importante apropriado para minhas análises"?. Para ilustrar,sobre os metadados? Bem, existem inúmeras imagine que você deseja fazer uma análise decoisas que podemos guardar sobre cada tipo de roteamento em áreas rurais, mas o conjunto deinformação. Existem inclusive, subcategorias para dados precisaria necessariamente ter informaçõesorganizar os tipos de metadados, descritas à seguir: de custo ou topologia de rede, o que faz com que a utilização de um dado sem tal característicaMetadados de descoberta (Discovery Metadata) inviabilize a análise. Estes tipos de metadados são os mais Estes dados são mais chatos de se coletarRevista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br 23
  22. 22. e manter pois, obviamente, uma mudança no será responsável por criar e, principalmente,formato, ou a adição de um campo na base, manter o processo funcionando. Pode­se inclusiverequerem mais atenção de seu "dono". criar políticas internas acerca da validação da criação e existência de metadados em bibliotecasMetadata de Consumo (Exploitation Metadata) de dados espaciais. Neste ponto não existe uma Não são diretamente relacionados com o receita de bolo. Para cada caso, encontraremosuso imediato de um conjunto de dados, mas ainda uma condição mais apropriada, seja ela delegar aassim possuem função crucial. Este tipo de responsabilidade para um gerente ou para ummetadado fornece informações sobre a obtenção funcionário que trabalha apenas com isto; ou talvezdos dados, quais propósitos podem servir, a responsabilidade de que a cada "proprietário" delimitações (técnicas, éticas, comerciais, judiciais, um conjunto de dados seja cobrada a organizaçãoetc), entre outros. de seus dados por meio da criação e atualização Esta categoria nos diz também como dos metadados.acessar, transferir, carregar, interpretar e utilizar osdados de maneira geral, como um usuário final, O que coletar?seja para fazer mapas, álgebra de mapas ou Existem vários questionamentos sobrederivação de dados em geral. Nesta categoria se como o processo de coleta deve ser conduzido,encaixa um tipo de metadado especial e que mas de forma geral, devemos ter um registro deusualmente “dá um nó” na cabeça de vários metadata para cada conjunto de dados. Estageoprocessadores: as informações sobre sistema relação é basicamente obrigatória, mas temos umde referência. Basta perguntar se alguém já tentou problema: o que é um conjunto de dados? Estautilizar um conjunto de dados obscuro sem pergunta encontra uma analogia no nosso dia a dia:conhecer o SR? Não é legal. É mais proveitoso documentarmos as fotografias Como em muitas outras categorizações, uma a uma ou um álbum inteiro?existe um pouco de sobreposição entre as Este tipo de definição deve ser feita pelocategorias de metadata, mas isto não é prejudicial. "dono" da informação, levando em conta aQuanto mais informações sobre seus dados, granularidade dos dados e sua heterogeneidade,melhor organizados eles estarão, assim como o posterior uso dos dados. Este é umconsequentemente, mais rapidamente eles são passo extremamente importante para definição dodescobertos e utilizados. Lembre­se: para grandes conjunto e, uma vez bem­sucedido contribui­seorganizações e pesquisadores isto se traduz em diretamente com a eficiência do catálogo de dados.economia, eficiência e efetividade. Qual é o nível de detalhe?Como coletar metadados? Catalogar bases é fácil. Difícil é catalogar as Bem, em teoria, ter metadados é ótimo, mas bases com a precisão e com o número dequem já trabalhou ou trabalha em grandes informações necessárias para aquele dado ser útil.empresas de GIS (mineração, obras, topografia, Novamente, esta decisão irá depender daetc.) sabe que o dia a dia é corrido e estressante. organização e do tipo de informação geográfica queOs metadata são, aparentemente, um fardo à ser a mesma necessita. Empresas de engenhariacarregado pelos pobres trabalhadores oprimidos. talvez não precisem de muita precisão nosObviamente nós discordamos desta visão: na metadados, mas empresas que trabalham comverdade eles são verdadeiras bóias salva­vidas. simulações e análises precisam de um nível maior Primeiramente, deve­se definir um processo de detalhes.claro para cada organização, bem como o nível de Lembre­se também que detalhes demaisdetalhamento desejável. Após a definição de um podem atrapalhar, embora a probabilidade dissoprocesso, deve­se determinar responsabilidades, acontecer seja pequena. Detalhes de menos éde forma que deve ficar claro quem ou que setor perda de tempo. Antes de empreender um esforço24 Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  23. 23. para construir um catálogo, realize um estudo da ele seja único dentro de sua organização e desdediversidade de geoinformação que sua empresa ou que ele não seja criado por você. Sob hipóteseorganização possui. alguma reinvente a roda. Já existem rodas A coleta em detalhes de meta­informações é redondas o suficiente neste quesito, criadas pormorosa e trabalhosa. Com certeza uma tarefa especialistas e organizações com muito tempo deenfadonha, mas necessária ao bom funcionamento estrada.de empresas médias/grandes. A seguir resumimos os principais padrões existentes no mercado:Qual formato? Existem vários formatos para construção de ISO 19115:2003geocatálogos. Os formatos mais comuns Este esquema de metadados foi instituídoatualmente são XML e texto puro, mas existem em 2003 e idealizado para descrever informaçãosoftwares que irão os armazenar em esquemas geográfica e serviços. Identifica, mede a extensão,relacionais (bancos de dados). De uma maneira afere a qualidade, define o corte geoespacial,geral, a escolha do formato deve ser pautada temporal, define sistema de referência e abasicamente pela simplicidade. Um arquivo texto distribuição dos dados geográficos. É aplicável à a"metadado.txt", em uma base relativamente catalogação para repositórios de dadospequena pode bastar, desde que possua o mínimo (Infraestuturas de Dados Espaciais, por exemplo) ede informação que a empresa necessita. Porém a conjunto de dados geográficos, séries dedeve­se pensar que, neste caso, será muito mais conjuntos e feições individuais.difícil explorar o potencial associado a um Este padrão define duas seções: obrigatóriametadado, uma vez que a formação de catálogos e condicional, entidades de metadados e elementosfica prejudicada. Além disso, você deseja que as de metadados, bem como o conjunto mínimopessoas encontrem este dado espacial? Se sim, necessário para abertura de um registro na base devocê deve considerar a utilização de um formato metadados. Além da seção condicional (que estáque possa ser facilmente inserido em catálogos e condicionada a algo), existe a seção opcional, paramecanismos externos de busca. A ideia é que maior detalhamento de cada registro e que defineconforme sua base cresça, o formato “cresça” um ponto de extensão para que outrastambém. organizações, caso necessário, possam complementar o padrão, de forma a este atenderQual padrão? suas necessidades. Neste tópico, entramos no que chamamos É um padrão especificamente para dadosde normalização. Os padrões de metadados são geográficos, mas pode ser aplicado à mapas emum conjunto de regras e definições pré­existentes papel, mapotecas, cartas ,documentos textuais esobre o que se deve registrar em nossas bases de até dados não geográficos.dados. Estes conjuntos são bastante amplos e A norma ISO 19115:2003 descreve cerca dedetalhados sobre os objetos do registro e com toda 92 classes, que abrigam 326 elementos, cada umcerteza um dos padrões encaixa no perfil de sua deles caracterizado por seis itens diferentes: Nome,organização. definição, obrigatoriedade, multiplicidade (número Existem alguns padrões de metadados de ocorrências máximas), tipo e domínio. A figura 2disponíveis, principalmente por conta da criação de reproduz uma tabela da norma que mostra avárias IDE (Infraestrutura de Dados Geoespaciais) descrição de vários elementos, onde cada linha émundo afora. Esta escolha é a mais trivial, não um elemento e cada coluna um item que o descre­importa muito qual o padrão você usa, desde que ve.
  24. 24. Pedaço da ISO 19115:2003 validar metadados geoespaciais, os quais listamos abaixo, em ordem crescente de importância.Content Standard for Digital GeospatialMetadata (CSDM ­ FGDC) Este padrão foi criado em 1994 pelos norte­americanos para suportar sua infraestruturanacional de dados espaciais (um bom tempo àfrente dos brasileiros). Apesar de ter sidodesenvolvido localmente é utilizado por diversospaíses, como África do Sul e Reino Unido. Umavantagem deste padrão é que o mesmo éextensível e pode ser adaptado segundo ànecessidade e critério do elaborador. O mesmo foivárias vezes modificado pelo próprio FDGC paralidar, com maior precisão, com dados geográficos Fonte: FGDC (2006)específicos, como terras alagadiças, dadosgeológicos, entre outros. Padrões de Metadados CEN (CEN/TC287) Em geral a tendência do próprio FGDC é Iniciativas para a padronização na criação,tornar o CSDM uma norma em desuso, utilizando­ distribuição e ordenamento de dados espaciaisse a norma ISO como padrão mesmo nos EUA. Isto foram efetivadas na Europa na década de 1990porque a norma internacional é apoiada por outros pelo CEN ­ Commission Europeennes depadrões internacionais, o que confere uma Normalisation (Comissão Européia derobustez, confiabilidade e flexibilidade à utilização Normalização). Dentro deste contexto, a chamadada mesma, quer por grandes empresas “CEN /TC287” procurava estabelecer uma normaamericanas, quer por pequenos órgãos técnica européia para os dados geográficos. Dentrogovernamentais das ilhas Faroe. desta norma, foram criadas em 1998 as prEN Porém os americanos atuam de forma 12657 e prENV 12657, que estabeleciam padrõesbastante incisiva na divulgação da importância da para metadados geográficos. O primeiro projetoadoção para metadados. Em 2006 por exemplo, o precede o segundo, e ambos são padrões queFGDC publicou um documento listando os 10 nunca chegaram a se oficializar como normasprincipais erros encontrados pelo órgão na hora de europeias (que possuem a sigla EN), tendo sido26 Revista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br
  25. 25. abandonados em 1999, uma vez que os envolvidos má­fé na comercialização e produção de dadosacreditavam que deveria ser adotado um padrão geográficos.global para dados geográficos. Assim, todo a norma O conceito de interoperabilidade nasceuCEN/TC287 foi considerada “adormecida” e seu como forma de solucionar parte do problema:desenvolvimento ficou parado até o ano de 2003, procuram­se adotar padrões que garantam que osquando esta foi reativada, porém passando a ser sistemas irão “conversar” entre si. Porém, estaatrelada aos respectivos padrões ISO. Todos os padronização de formatos não eliminou umpaíses signatários da CEN são obrigados a utilizar problema crasso: Mesmos dados sendo produzidosa norma europeia vigente, e a mesma é totalmente em diferentes instâncias. Dinheiro público sendobaseada nos atuais padrões da ISO. jogado fora na produção de dados que se Os padrões europeus servem de base para sobrepõem, ou mesmo que poderiam sero projeto INSPIRE, que é a atual infraestrutura de produzidos por métodos mais baratos – exemplo édados utilizada conjuntamente nos países da União a generalização cartográfica: Se você possui cartasEuropeia, e que possui prazo de implementação em escala 1:25.000, pode obter a partir delas, umacompleta até o ano de 2019. carta 1:50.000 sem precisar fazer novos levantamentos.Outros padrões e protocolos Assim, a solução encontrada para resolver­ DIF – Directory Interchange Format de vez todos estes problemas é a chamada­ ESRI Profile of the FGDC Content Standard Infraestrutura de dados espaciais, ou simplesmentefor Digital Geospatial Metadata for Geospatial SDI. Esta constitui­se numa solução tecnológica,One­Stop (GOS) Portal organizacional e legal para coleta, distribuição, uso,­ Protocolo Jakarta Lucene para busca e manutenção e conservação/armazenamento deconsulta. dados espaciais (FIGURA 3). Dada a­ National Biological Information Infrastructure responsabilidade, o tamanho e o número de atores(NBII) que podem englobar uma SDI, as mesmas­ Dublin Core Metadata Initiative usualmente estão relacionadas à países (como a­ Australia New Zealand Land Information NSDI americana e a INDE brasileira) blocosCouncil (ANZLIC) econômicos (como a INSPIRE, da união europeia),­ ADN (ADEPT/DLESE/NASA) metadata localidades específicas (como a CNSDI, que dizframework respeito a dados da costa norte­americana) ou­ SAIF – Spatial Archive and Interchange organizações globais (como no caso da UNSDI, daFormat ONU). Para uma lista de iniciativas de SDI no­ UK Gemini ­ Geo­spatial Metadata mundo visite o link: http://www.gsdi.org/SDILinksInteroperability InitiativeInfraestrutura de dados espaciais(em inglês: SDI – Spatial data infraestructure; em português:IDE) A era atual da informação geográfica podeser caracterizada, dentre outras coisas, porexistirem muitos atores envolvidos nos processosde coleta e distribuição de dados espaciais, o queocasiona uma dificuldade explícita na busca, trocae uso de dados, advindos quase sempre dediferentes organizações. A utilização de basescartográficas oficiais é legalmente necessária e ocenário é propício para os mais diversos casos de 27 Componentes de uma SDIRevista FOSSGIS Brasil | Janeiro 2012 | www.fossgisbrasil.com.br

×