Mapeamento Digital da Planíce Costeira do Rio Paraíba do Sul e o Porto do Açu, no Norte Fluminense
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Mapeamento Digital da Planíce Costeira do Rio Paraíba do Sul e o Porto do Açu, no Norte Fluminense

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Mapeamento Digital da Planíce Costeira do Rio Paraíba do Sul e o Porto do Açu, no Norte Fluminense.
Gilberto Pessanha Ribeiro, Magno Morais Ferreira, Bruno Garbero Pinna, Artur Willcox dos Santos, Deborah Christina Rosa de Queiroz.
Uniververisdade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Federal Fluminense e GlobalGeo Geotecnologias

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  • 1. MAPEAMENTO DIGITAL DA PLANÍCIE COSTEIRA DO RIO PARAÍBA DO SUL E O PORTO DO AÇU, NO NORTE FLUMINENSE Gilberto Pessanha Ribeiro1,2,3 ; Magno de Morais Ferreira 2 ; Bruno Garbéro Pinna1,2, ; Artur Willcox dos Santos1,2 ; Déborah Christina Rosa de Queiroz2 1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ; 2 Universidade Federal Fluminense; 3 GlobalGeo Geotecnologias LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA RESULTADOS E DISCUSSÕES Brasil O mapeamento no SPRING inicialmente foi desenvolvido com base em imagensAPOIO: Oceano Atlântico LANDSAT, no recorte espacial do sul do município de São João da Barra, com visíveis Gargaú alterações sobre a planície costeira. Na série de imagens compostas por bandas Atafona multiespectrais, na seqüência RGB543, são apresentados cenários distintos para as seguintes épocas: 21/06/2006 (Figura 5); 08/02/2010; 04/09/2010; e 21/07/2011 (Figura 6). Rio de Janeiro Imagem LANDSAT 5 Figura 1: Mapa de localização geográfica. EMBRAPA 2001. Figura 4: Localização das INTRODUÇÃO E OBJETIVOS áreas industriais do Superporto do Açu em suaCom a implantação do Complexo Portuário do Açu no Norte Fluminense, configuraçãoespecificamente no território do município de São João da Barra, pesquisas, lideradas Planejada (Pinheiro, 2008).pela UERJ, que inicialmente estavam sendo desenvolvidas com concentração maior,envolvendo erosão e progradação marinhas, respectivamente, nas praias de Atafona ede Grussaí, voltaram-se para o sul desse município. Estão sendo executadosmapeamentos apoiados principalmente, e de forma prioritária, por imagens LANDSAT,CBERS e IKONOS com o propósito de avaliação da localização, extensão e distribuiçãodas fortes intervenções dessas grandes obras de engenharia, sobre os ambientescosteiros, inseridos na restinga que compõe a planície costeira do rio Paraíba do Sul.Corpos hídricos têm sido afetados, de forma gradativa, com os empreendimentosagregados e crescentes, ao chamado Superporto (Figura 2 e 3). Pesquisas aplicadasformais em desenvolvimento pela UERJ e pela UFF direcionam atividades de Figura 5 : Imagensmapeamento digital em auxílio às análises geográficas complexas, onde o LANDSAT indicativas deempreendimento impactante transforma, de forma rápida, os ambientes costeiros e suas uso da Terra e coberturapopulações residentes lá fixadas. Conflitos sociais surgem diante das intervenções das vegetal (ano 2006).obras. Gestão pública de planejamento e de plano urbanos são imperativas e hoje omunicípio possui em torno de 30% de sua área pertencentes a proprietários particulares,investidores nacionais e estrangeiros (Figura 4). Sobre o ambiente físico da restinga,estão sendo projetados pólos populacionais e uma nova cidade. O município hoje possuiaproximadamente um pouco mais de 30 mil habitantes. Espera-se que em 5 anos essenúmero chegue a 120 mil. Há uma expectativa negativa de problemas diversosmarcados por segurança, e outros serviços básicos urbanos. A economia regionalcrescerá e iniciativas relativas a projetos urbanísticos estão sendo desenhadas para aorla do município. Há necessidade de mapeamentos profissionais que dêem conta daevolução da planície diante da ocupação humana esperada, uma vez que trata-se de Figura 6: Imagensdepósito de sedimentos não consolidados predominantemente instável, arenoso, pouco LANDSAT indicativas depropício para agricultura, e para construção de edificações e outras obras de engenharia uso da Terra e coberturacivil. vegetal (ano 2011). Os resultados principais esperados são documentos cartográficos (escalas 1/50.000, 1/10.000 e 1/2.000) e outros documentos técnicos variados, além de publicações acadêmicas, que retratem a dinâmica do litoral do município de São João da Barra, em presença também do Superporto do Açu, que encontra-se em implantação. Além da produção pública relativa aos projetos acadêmicos já executados, e que podem ser encontrados e acessados em www.atafona.uerj.br, e em www.atafona.uff.br serão disponibilizados novos mapas, cartas e plantas, tanto topográficos como temáticos, a serem hospedados em www.mapasdigitais.uerj.br. e www.mapasdigitais.uff.br. HáFigura 2 e 3: Visão geral das obras do Superporto (créditos: Victor Aquino, 2010). relatórios disponíveis em www.portodoacu.uerj.br website destinado à hospedagem da produção específica envolvendo este projeto do empreendimento. MATERIAIS E MÉTODOS CONCLUSÕESO mapeamento proposto está tendo como suporte os seguintes dados de fontes já Atividades já desenvolvidas apontam para prosseguimento ao mapeamento tambémdisponíveis: Base cartográfica vetorial do IBGE (1/50.000); Base cartográfica vetorial do apoiado por imagens de outros sensores, com o propósito de ampliar conhecimento sobreIBGE (1/25.000); Dados socioeconômicos do município de São João da Barra; Projeto de a abrangência das intervenções humanas sobre os ambientes costeiros lá encontrados,Lei - Plano Diretor de São João da Barra; Acervo do projeto de pesquisa (CNPq) "Atafona, principalmente sobre os corpos hídricos: laguna de Grussaí, laguna de Iquipari, lagoa doRJ: avaliação do processo de erosão marinha" (UFF e UERJ); Acervo do projeto de Salgado (onde ocorrem os estromatólitos) e laguna do Açu. O lençol freático é de baixaextensão "Atafona, RJ: avaliação do processo de erosão costeira" (UERJ e UFF); Acervo profundidade e o estoque de água doce na planície percola naturalmente no solopúblico das instituições: IBAMA, ICMBio, EBX, LLX, CPRM, DRM-RJ e INEA; Fotografias altamente poroso, num reservatório de grande valor econômico. Há fortes indícios de queaéreas históricas (1954, 1964, 1974, 1976, 2000 e 2006); Imagens de satélites de média a vegetação de restinga será diretamente impactada numa escala nunca imaginadaresolução dos sensores LANDSAT, CBERS e SPOT; Imagens de satélites de alta nessa região. O monitoramento por mapeamento profissional é imperativo e documentosresolução dos sensores ALOS, IKONOS, QuikBird e WorldView; e Acervo de documentos serão disponibilizados também em exposições do Espaço da Ciência no balneário dediversos, incluindo matérias jornalísticas já veiculadas na região. Os seguintes sistemas Atafona.computacionais estão em franco uso, tanto para processamento digital de imagens, comotambém para gerenciamento de dados no ambiente de um Sistema de InformaçãoGeográfica (SIG) a ser desenvolvido: SPRING; ArcGIS; GlobalMapper; e aplicativos do REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASMS/Office. Do ponto de vista temático, são explorados, de forma predominante, aspectos PINHEIRO, T. C. Mapeamento digital do município de São João da Barra (RJ) com suportede: Uso da Terra e cobertura vegetal; Unidades de Conservação Ambiental; Áreas de de imagens IKONOS e dados GPS, como requisito para revisão do plano diretor municipal,Preservação Permanente (APP); Feições da planície costeira Quaternária; Ambientes Projeto de Graduação, Engenharia Cartográfica (UERJ), 2008.costeiros (praia, manguezal, lagunas, lagoas, desembocadura de rio, etc...); Lugares e RIBEIRO, G. P. Tecnologias digitais de geoprocessamento no suporte à análise espaço-sítios com valor paleontológico e arqueológico; Geomorfologia e Geologia costeiras; temporal em ambiente costeiro Tese de doutorado, Programa de Pós-Graduação emOceanografia Física; e Zoneamento ambiental. Geografia, UFF, 2005.