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História da Igreja - Visão Geral da Modernidade
 

História da Igreja - Visão Geral da Modernidade

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Slides criados por Fernando Farrapeira e apresentados em 14/10/2010.

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    História da Igreja - Visão Geral da Modernidade História da Igreja - Visão Geral da Modernidade Presentation Transcript

    • O MUNDO MODERNO
      A CIDADE DOS HOMENS
    • Dois amores construíram duas cidades: a cidade terrestre procede do amor de si até ao desprezo de Deus; a cidade celeste procede do amor de Deus levado até ao desprezo de si...Santo Agostinho (A Cidade de Deus)
    • ROTEIRO
      O MUNDO MODERNO
    • DIVISÃO DA HISTÓRIA
      A história é contínua, não tem sobressaltos
      A escolha das datas é arbitrária, mas delimita cenários históricos de certo modo homogêneos
      O nome dado ao período pode representar uma opção ideológica
      Cada civilização carece de uma divisão diferenciada
      O MUNDO MODERNO
    • PERÍODOS DA HISTÓRIA OCIDENTAL
      O MUNDO MODERNO
    • Fatos que marcam o início da modernidade
      Queda de Constantinopla Guerra dos Cem Anos
      O MUNDO MODERNO
    • Eventos modernos que mudaram a história
      As grandes navegações A criação da imprensa
      O MUNDO MODERNO
    • Continuidade e ruptura
      Se, por um lado, as conquistas da modernidade nasceram de uma evolução da Idade Média; há, por outro lado, sinais de ruptura, de clivagem com o mundo antigo:
      na organização social e política
      na organização econômica
      nas artes
      na filosofia
      na religião
      O MUNDO MODERNO
    • PRIMEIRA RUPTURA
      Organização social e política
      O MUNDO MODERNO
    • Organização social e política
      A sociedade medieval se organizava sob a forma hierárquica:
      O MUNDO MODERNO
    • Organização social e política
      Os três “estados” possuíam hierarquização própria. A distribuição da autoridade refletia, ora a dignidade, ora a especialidade do indivíduo na sociedade, sendo possível transitar de um estado a outro.
      O clero: Papa, bispos, padres, religiosos, etc.
      A nobreza, com os títulos: condes, marqueses, etc.
      O povo: burguesia, camponeses e artesãos
      O MUNDO MODERNO
    • Organização social e política
      Na modernidade, a hierarquização passa a ser vista como algo a ser contestado.
      O processo será lento e se concentrará, nos primeiros “rounds”, na contestação da autoridade: primeiro do clero, depois da nobreza.
      O MUNDO MODERNO
    • Organização social e política
      Ataques ao clero:
      • Contestação da autoridade do Papa
      • Expropriação de bens da Igreja
      • Regimes de padroados
      • Difusão de heresias com matizes anarquistas
      • Insubmissão da nobreza à Igreja
      O MUNDO MODERNO
    • Organização social e política
      Ataques à nobreza:
      • Exacerbação do poder régio
      • Desmantelamento do sistema de suserania
      • Inchaço das cortes
      • Povo versus nobreza
      O MUNDO MODERNO
    • SEGUNDA RUPTURA
      Organização econômica
      O MUNDO MODERNO
    • Organização econômica
      Do mercantilismo ao capitalismo
      A formação de grandes somas de capital robustece a burguesia e tumultua o equilíbrio da hierarquização popular. Deturpação do valor moral da riqueza.
      Fenômeno da massificação. Desenraizamento. Perda da identidade com o cantão em favor dos estados nacionais.
      O MUNDO MODERNO
    • Organização econômica
      Do capitalismo ao socialismo
      • Engenharia social
      • Eliminação do homem-indivíduo
      • Massificação das escolhas individuais de consumo
      • Formação de novas elites econômicas
      O MUNDO MODERNO
    • TERCEIRA RUPTURA
      Nas artes: Renascentismo versus Barroco
      O MUNDO MODERNO
    • Nas artes
      Renascentismo
      • Negação do medievo em favor da antigüidade
      • Protagonismo do homem e do artista
      • Empobrecimento estético das construções
      • A arte voltada para si mesma
      • Esteticismo
      O MUNDO MODERNO
    • Nas artes
      Barroco
      • Filho da renascença ou do medievo?
      • Liberdade de formas
      • Maneirismo versus decoro na arte religiosa
      • Arte para despertar sentimento nos fiéis
      O MUNDO MODERNO
    • O MUNDO MODERNO
    • O MUNDO MODERNO
    • O MUNDO MODERNO
    • O MUNDO MODERNO
    • QUARTA RUPTURA
      Na filosofia
      O MUNDO MODERNO
    • Na filosofia
      A idéia se impõe à realidade
      Na Renascença, uma releitura do legado filosófico clássico dá à luz um neoplatonismo que rebaixa o papel da realidade, colocando-a mercê da idéia.
      “Duvido, logo penso, logo existo”
      Não se conhece mais a coisa em si, mas o conhecimento da coisa. Com a realidade sendo determinada pelo sujeito, não pelo objeto, cada um poderá ter sua própria verdade.
      O MUNDO MODERNO
    • Na filosofia
      A partir dessa “ruptura cartesiana”, desenvolvem-se duas grandes correntes antagônicas:
      Racionalista – o conhecimento somente pelo intelecto, pela razão (Descartes, Spinoza, Leibniz...)
      Empirista – o conhecimento como fruto dos sentidos, da experiência que nos dá a aparência das coisas (Bacon, Hobbes, Locke...)
      Ambas partilham o subjetivismo e o fenomenismo: não se conhece as coisas, mas as impressões que as coisas imprimem no intelecto ou nos sentidos.
      O MUNDO MODERNO
    • QUINTA RUPTURA
      Na religião
      O MUNDO MODERNO
    • Na religião
      “O grandioso edifício ideal da Idade Média, em que religião e civilização, teologia e filosofia, Igreja e Estado, clero e laicato, estavam harmonizados na transcendente unidade cristã, foi, de fato, destruído pelo humanismo imanentista, que constitui o espírito característico do pensamento moderno.”
      O MUNDO MODERNO
    • Na religião
      TRANSCENDÊNCIA CRISTÃ x HUMANISMO IMANENTISTA
      Transcendência dualista clássica - Deus e o mundo, separados entre si. Deus não conhece, não cria, não governa o mundo.
      Transcendência cristã – Deus distinto do mundo que criou, conhece e governa. Só se compreende o mundo a partir de um Deus que o transcenda.
      O MUNDO MODERNO
    • Na religião
      TRANSCENDÊNCIA CRISTÃ x HUMANISMO IMANENTISTA
      Humanismo imanentista - Deus engendrado no mundo. Desenvolvimento do panteísmo clássico. Deus passa a ser objeto da ciência ou do conhecimento natural e humano, renunciando-se à distinção entre o ser e o dever-ser.
      Não há uma causa lógica a ruptura, mas razões de ordem prática e moral: a prevalência dos cuidados mundanos em prejuízo aos espirituais. O homem assume o lugar antes confiado a Deus.
      O MUNDO MODERNO
    • Na religião
      A Reforma protestante e a Renascença partilham a mesma “volta ao passado”, o desprezo pela construção da Cristandade, a sociedade medieval.
      Afastam-se quanto à metafísica: a Renascença enaltece o homem e a natureza sem Deus; a Reforma aniquila ambos ante a divindade.
      O protestantismo, ao abolir a mediação da Igreja, abrirá o caminho ao deus da modernidade: o Estado.
      O MUNDO MODERNO
    • O homem no lugar de Deus
      As três revoluções – Pio XII
      A apostasia se alastra por meio ondas revolucionárias, que renegam sucessivamente a Igreja, o Filho do Homem e Deus.
      A Reforma renega a Igreja (apenas Cristo e o Pai)
      A Revolução Francesa renega o Cristo (apenas Deus)
      A Revolução Russa renega Deus (só o homem)
      O MUNDO MODERNO
    • A CIDADE DOS HOMENSO ARREMATE FINAL
      Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste ato não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu ato mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste ato, de uma história superior a toda a história até hoje!
    • FIM