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Etnografia Digital

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  1. ETNOGRAFIA DIGITAL: EXAMINANDO O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NA PESQUISA SOCIAL Dhiraj Murthy Bowdoin College, Maine, USA - 2008
  2. Introdução <ul><li>À medida em que a etnografia se torna digital, sua função epistemológica continua a mesma. </li></ul><ul><li>De forma simplificada, podemos dizer que a pesquisa etnográfica baseia-se, principalmente, no relato de histórias por determinados grupos sociais. </li></ul><ul><li>A introdução das novas tecnologias, não mudou as histórias, mas sim a forma como são contadas. </li></ul>
  3. <ul><li>O crescimento da tecnologia digital possibilita a abertura de novos caminhos para a etnografia. </li></ul><ul><li>Apesar da onipresença dessas tecnologias em diversas áreas do conhecimento, a sua utilização na metodologia de pesquisa sociológica ainda é limitada, se comparada a grande aceitação dos portais de pesquisa acadêmica online. ( por exemplo, “Google’s Books” e “Scholar databases”) </li></ul>
  4. <ul><li>Murthy argumenta que os pesquisadores sociais devem romper com a tendência generalizada de se colocar de lado os métodos digitais de pesquisa. </li></ul><ul><li>Com base em trabalhos pioneiros na área da etnografia digital, o autor propõe o exame crítico das possibilidades e problemas de quatro novas tecnologias - online questionnaires, digital video, social networking websites, and blogs – e seus possíveis impactos nas relações de pesquisa. </li></ul>
  5. Web 1.0 – Questionários online e entrevistas por e-mail <ul><li>Algumas das vantagens deste método, apontadas por Murthy são: </li></ul><ul><li>- facilidade de armazenamento; </li></ul><ul><li>- recuperação de dados; </li></ul><ul><li>- análise qualitativa; </li></ul><ul><li>- exportação de dados para SPSS (“Statistical Package for the Social Sciences”) ou outro aplicativo de análise quantitativa; </li></ul>
  6. Web 1.0 – Questionários online e entrevistas por e-mail <ul><li>Outra vantagem do uso de questionários online é a facilidade que esse meio oferece para implementação de respostas estruturadas; perguntas adaptativas, e respostas de apontar e clicar; </li></ul><ul><li>Murthy acrescenta o fato de os questionários offline terem se apresentado muito caros e extremamente trabalhosos em suas pesquisas anteriores; </li></ul><ul><li>Há também o fato de que embora os questionários online demonstrem índices mais baixos de finalização, o seu alcance é potencialmente global, além de retornarem mais rápido e apresentarem respostas mais elaboradas às perguntas abertas. </li></ul>
  7. Web 1.0 – Questionários online e entrevistas por e-mail <ul><li>O professor ressalta ainda que outro aspecto positivo da pesquisa online, que ele percebe ser muito útil em seu trabalho, é a reunião de dados qualitativos únicos, uma vez que os respondentes geralmente contribuem com respostas diferentes e mais pessoais através da internet, em comparação com as entrevistas frente-a-frente e questionários padronizados. </li></ul>
  8. Web 1.0 – Questionários online e entrevistas por e-mail <ul><li>Mais uma vantagem da pesquisa com base em questionários online por e-mail é, de acordo com Murthy, a possibilidade de ampliação do grupo de respondentes. </li></ul><ul><li>Em recente pesquisa, ele observou que o acesso a determinados grupos de respondentes foi facilitado por meio da comunicação online. </li></ul><ul><li>Os indivíduos que participaram de entrevistas online acabaram vencendo a resistência inicial e concordaram em serem entrevistados frente-a-frente. </li></ul>
  9. Vídeo Digital <ul><li>Levando em consideração que o desenvolvimento da tecnologia de gravação de vídeos permite a incorporação da mídia em blogs de pesquisa e fóruns facilmente, Murthy destaca três formas possíveis de se explorar o vídeo digital: </li></ul><ul><li>-vídeo autobiográfico; </li></ul><ul><li>-vídeo vox populli; </li></ul><ul><li>- webcams. </li></ul>
  10. Vídeo Digital <ul><li>Um dos aspectos críticos da etnografia é a representação – o que faz a diferença entre uma pesquisa consistente e uma pesquisa fraca. Assim, a possibilidade de reunir vídeos de auto-representação dos sujeitos de pesquisa, vídeos-diário, tem feito muito sucesso neste contexto. </li></ul><ul><li>Os participantes podem até “atuar” frente à câmera, mas esses vídeos-diário, em última análise, refletem como os sujeitos desejam ser vistos ou representados. </li></ul>
  11. Vídeo Digital <ul><li>A proliferação das webcams em ambientes domésticos no quais há computadores representa uma oportunidade única de utilização de diários de pesquisa em vídeos como estes, já que os respondentes podem facilmente criar vídeos e carregá-los diretamente para o pesquisador ou mesmo um vlog ( video log) de pesquisa; </li></ul>
  12. Vídeo Digital <ul><li>Outra possível vantagem da utilização de webcams é que esses vídeos podem ser menos artificiais, uma vez que os participantes da pesquisa acabam se esquecendo de que câmeras minúsculas os estão filmando; </li></ul><ul><li>Nesse sentido, a facilidade com a qual os webcasters se movimentam entre os seus confortáveis ambientes domésticos privados e o espaço público ( suas mesas de trabalho, sala de estar, quarto, etc. podem se tornar uma área de estúdio de uma “reality TV”) foi descrita por Andrejevic (2004:193) com o termo “privacidade pública”. </li></ul>
  13. <ul><li>Nesse sentido, a facilidade com a qual os webcasters se movimentam entre os seus confortáveis ambientes domésticos privados e o espaço público ( suas mesas de trabalho, sala de estar, quarto, etc. podem se tornar rapidamente uma área de estúdio de uma “reality TV”) foi descrita por Andrejevic (2004:193) com o termo “privacidade pública”. </li></ul>
  14. Vídeo Digital <ul><li>Embora a qualidade dessas gravações seja normalmente inferior àquelas feitas com câmeras de vídeo portáteis, os dados coletados neste espaço de “privacidade pública” podem ser inovadores às vezes, como registra Teresa Sentf em seu estudo etnográfico aprofundado das mulheres webcasters, “camgirls”. </li></ul>
  15. Web 2.0 – Redes Sociais <ul><li>De modo bastante específico, Murthy apresenta as formas através das quais as redes sociais podem ser úteis ao etnógrafo: </li></ul>
  16. Web 2.0 – Redes Sociais <ul><li>1- Elas são as guardiãs das cadeias de “amigos” que são sujeitos de pesquisa em potencial; </li></ul><ul><li>2- Contém um grande estoque de material multimidia; </li></ul><ul><li>3- Os etnógrafos podem observar invisíveis as interações sociais entre os membros das páginas, absorvendo um tipo de dado etnográfico que estava indisponível anteriormente; </li></ul>
  17. Web 2.0 – Redes Sociais <ul><li>4- Os pesquisadores podem criar páginas com o explícito propósito de conduzir uma pesquisa online ( ex. grupos de referência assistem a um vídeo incorporado à página e fazem seus comentários); </li></ul><ul><li>5- A estrutura dos relacionamentos nos sites é por si só um método de pesquisa, como argumenta Garton et al. (1999:78), com conteúdo, objetivo e a força dos relacionamentos, que tece uma abordagem profícua. </li></ul>
  18. Web 2.0 – Redes Sociais <ul><li>Páginas podem ser criadas por pesquisadores sociais para divulgar informações úteis ao público, abordagem adotada pelos criadores da página do MySpace “Cure Diabetes”(Barsky and Purdon, 2006) </li></ul>
  19. Web 2.0 – Redes Sociais <ul><li>No entanto, há desvantagens no uso dessa tecnologia na pesquisa etnográfica: </li></ul><ul><li>A associação a essas comunidades virtuais é tradicionalmente restrita àqueles que possuem um patrimônio social digital, excluindo aqueles que não possuem o capital digital, o que, em última instância, vem somar à discriminação digital de gênero e de etnia. </li></ul>
  20. Web 2.0 – Redes Sociais <ul><li>A utilização dos sites de redes sociais em pesquisa social é promissora, mas a conscientização de suas potencialidades está sendo deixada para trás. </li></ul><ul><li>Este fato deve-se talvez a questões de privacidade e de ética. </li></ul><ul><li>Em um contexto de jornalismo, Fletcher (2007:41-2) pergunta: “ é seguro levantarmos coisas na web dessa forma? É ético? Muitos que publicam informações dizem que não”. </li></ul>
  21. Web 2.0 – Redes Sociais <ul><li>Os jornais, por outro lado, argumentam que material de sites de redes sociais é de domínio público; </li></ul><ul><li>Entretanto, buscar autorização pode às vezes ser um caminho recomendável aos pesquisadores sociais; </li></ul><ul><li>De qualquer forma, o material encontrado nos sites de redes sociais precisa ser contextualizado de forma apropriada para a pesquisa. </li></ul>
  22. Blogs <ul><li>Uma das principais vantagens da utilização de blogs em etnografia é a possibilidade de envolver os sujeitos da pesquisa, o que Lassiter (2005) chama de “etnografia colaborativa”, na qual a comunidade torna-se participante significativa do trabalho do pesquisador por meio de crítica e consultas. Desta forma, blogs podem se constituir em forças potencialmente democratizantes no processo etnográfico. </li></ul>
  23. Blogs <ul><li>Os blogs também podem ser uma grande força com relação a questões de responsabilidade, uma vez que propiciam aos pesquisadores sociais a oportunidade de se tornarem mais comprometidos com os assuntos abordados. </li></ul><ul><li>Além disso, como aponta Bohman (2004:136), a internet, como esfera pública, pode criar um espaço de “responsabilidade mútua” que mistura os papéis de “falante” e “ouvinte” ( ou até mesmo os torna recíprocos), um processo que significa que uns devem ser responsáveis pelos outros. </li></ul>
  24. Blogs <ul><li>Ele acrescenta que esta transformação causa a situação na qual “se é agora responsável pelas suas objeções”. </li></ul><ul><li>Embora seja um processo de crítica válido, a saudável troca dialógica que os blogs podem proporcionar entre respondentes e pesquisadores está muito frequentemente ausente do trabalho etnográfico acadêmico. </li></ul>
  25. Conclusão <ul><li>A realização de pesquisa social utilizando as novas tecnologias de mídias gera seus próprios desafios; </li></ul><ul><li>Na medida em que os pesquisadores se tornam participantes-observadores secretos, eles formam um campo de pesquisa digital de formas algumas vezes desconhecidas. </li></ul>
  26. Conclusão <ul><li>O desafio não é somente nos adaptarmos aos novos métodos de pesquisa, mas também, como Saskia Sassem (2002:365) ressalta, “desenvolver categorias analíticas que nos permitam capturar as complexas imbricações da tecnologia e da sociedade; </li></ul>
  27. Conclusão <ul><li>Murthy conclui seu artigo argumentando que uma combinação equilibrada entre etnografia física e etnografia digital não apenas oferece aos pesquisadores um maior leque de métodos mais empolgantes, mas também os possibilita desmarginalizar as vozes dos respondentes. </li></ul><ul><li>Entretanto, o acesso a essas tecnologias permanece estratificado por classe, raça e gênero de ambos os pesquisadores e respondentes. </li></ul>

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