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Descolonização afro asiática

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Asian-african decolonization …

Asian-african decolonization
Africa is the continent most fragmented geopolitical and also the most cosmopolitan in terms of diversity of its population
The integration should be understood in a threefold dimension:
cultural-historical dimension in the vertical plane
the spatial and economic dimension in the horizontal plane;
the social or organic dimension

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  • 1. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA HISTÓRIA E PERCEPÇÃO DAS FRONTEIRAS NA ÁFRICA NOS SÉCULOS XIX E XX: OS PROBLEMAS DA INTEGRAÇÃO AFRICANAbaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 2. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA A África é o continente mais fragmentado no plano geopolítico e também o mais cosmopolita no plano da diversidade de sua população Nesse contexto, como tão bem colocou Joseph Ki- Zerbo, a questão da integração está mais do que nunca no coração do problema, ou seja, “do mal africano”.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 3. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA A integração deve ser apreendida numa dimensão tripla: – a dimensão histórico-cultural no plano vertical – a dimensão espacial e econômica no plano horizontal – a dimensão social ou orgânica.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 4. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Os elementos desse quadro tridimensional não são separados nem divididos. Eles se apresentam na forma de um sistema integrado, sem se esquecer o contexto abrangente do sistema mundial. O tema história e percepção das fronteiras nos remete à elucidação do papel da dimensão espacial e econômica na busca dessa integração regional no nível do continente. O sonho não realizado da unidade africana infelizmente se choca com o peso de um espaço explodido a que remonta a história, no essencial, no século XIX, ocasião da divisão colonial que moldou a configuração das fronteiras dos Estados atuais.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 5. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA As crises atuais mostram que a população vive mal no interior das fronteiras dos Estados-Nações e colocam com agudeza a gestão desse legado colonial que fixou fronteiras tanto artificiais como arbitrárias. As crises tanto afetam os Grandes Estados como Congo, Angola, Nigéria, como os pequenos Estados como Ruanda, Burundi, Serra Leoa, Senegal ou Guiné Bissau.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 6. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Paradoxalmente, essas crises refletem sobretudo os conflitos internos, que têm repercussões no plano externo, e indiretamente recolocam o problema da redefinição das fronteiras ou, pelo menos, de um novo espaço territorial, econômico e cultural suscetível de consolidar a paz e a segurança dos povos. Isso em muito ultrapassa o problema das fronteiras, cuja história deve ser substituída a longo prazo, se se quer apreender os desafios atuais da integração regional e da unidade do Continente.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 7. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA OS LEGADOS DO PASSADO A configuração atual das fronteiras dos Estados africanos foi moldada praticamente no final do século XIX. A conquista colonial subjugou pela força o conjunto do continente, com exceção da Etiópia e da Libéria, à dominação da Europa. A divisão do continente pôs fim, na maior parte dos casos, a um processo interno de reestruturação do espaço por forças sociais e políticas relacionadas com a história do continente no longo prazo. As fronteiras são, portanto, resultado de uma longa história, que deve ser levada em consideração para além do acidente da divisão colonial para se compreender as lógicas internas de fragmentação e unificação desse continente.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 8. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA 1900: cerca de 56,6% da Ásia e 90,4% da África estavam sob controle do colonialismo europeubaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 9. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Os objetivos atuais da reconfiguracao africanabaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 10. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Diante dos limites concretos de um desenvolvimento separado, os Estados sentiram a necessidade de se reagruparem em escala sub-regional, regional ou continental, para intensificar as trocas intra-africanas e realizar investimentos de interesse comum. Assiste-se desde então à multiplicidade das organizações sub-regionais como a OMVS, a OMVG, o CILSS, a CEAO e a CEDEAO, etc., para ficar somente no contexto da África Ocidental, sem contar as múltiplas organizações à escala da OUA e do sistema das Nações Unidas.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 11. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA A vocação econômica dessas organizações revela antes de tudo a preocupação dos Estados de resolver os problemas de desenvolvimento, mas acima de tudo a vontade manifesta de fugir do debate político da unidade. Os Estados, preocupados em primeiro lugar com consolidar poderes hegemônicos no interior, não estão dispostos a ceder uma parcela sequer de sua soberania nacional, materializada nas fronteiras artificiais, herdadas da divisão colonial. É esse paradoxo que explica o fracasso da maior parte dos projetos de integração regional.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 12. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICACom efeito, a configuração atual das fronteiras é umhandicap para toda política verdadeira dedesenvolvimento integrado dos Estados, que voltam ascostas uns aos outros.Na África Ocidental se assiste a diversos casos queatestam a inadequação das fronteiras com relação àsexigências do desenvolvimento integrado.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 13. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA O papel das fronteiras na reconfiguracaobaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 14. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAAs fronteiras com certeza têm sua importância, mas nãotêm nada a ver com essa outra visão que consistiria deignorá-las ou simplesmente apagá-las para melhorassegurar a reintegração do continente.A África é o continente mais fragmentado no planopolítico e econômico e está por conseguinte vulnerável atodas as formas de crise, das quais as atuaismanifestações são apenas o prelúdio de uma implosãodos Estados, cujas populações encontram-se pouco àvontade no interior das fronteiras atuais.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 15. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA O único caminho para sair do impasse atual é corrigir o mais cedo possível os desequilíbrios internos criados pela construção unilateral do Estado-Nação centralizado, que ignorou a existência das nacionalidades diferentes no seio dos novos Estados. A integração regional, mas também uma rigorosa política de descentralização, constituem, com a redefinição da cidadania na África, a alternativa ao impasse criado pelos Estados-Nações, herdeiros da divisão colonial.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 16. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAComo redefinir um Estado multi-étnico ou multinacionalque ultrapassaria as fronteiras atuais é a principalquestão da África no século XXI.Pois tratar-se-á, em lugar de modificar as fronteiras, desuprimi-las, seja pela unificação de um certo número deEstados, seja pela outorga a todos os africanos da duplanacionalidade, a do local de nascimento e a do local deresidência, favorecendo a livre circulação de homens ebens.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 17. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAEnquanto se espera a unidade política entre dois oudiversos Estados, a outorga da dupla nacionalidadeconstitui um paliativo, para assegurar o movimento daspopulações e corrigir o caráter constrangedor dasfronteiras.É certo que em vez de integrar Ruanda e Burundi aosEstados vizinhos mais vastos, Congo, Uganda, Quênia ouTanzânia, é preciso abrir as fronteiras para permitir àpopulação excedente dos Planaltos que se espalhe.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 18. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAOu melhor, é preciso lhe dar a dupla nacionalidade e criarum espaço mais autônomo, centrado nos grandeslagos, em relação ao leste e oeste do continente.Abundam na África espaços livres, inexplorados devido àfragmentação do continente e sobretudo à ausência deinfra-estruturas de comunicação, que tornam as fronteirasainda mais absurdas.Moçambique sozinho, fecha a porta do oceano a todos osEstados da África austral e mesmo central, poisLubumbashi está mais próximo do oceano Índico que doAtlântico.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 19. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Pode-se multiplicar os exemplos desses desequilíbrios criados pela configuração atual das fronteiras, tanto na África central como na ocidental. A solução final reside na unificação de certos Estados e implementação de política de descentralização, para assegurar maior autonomia e maior homogeneidade cultural a entidades geográficas mais viáveis no plano econômico. A revolução cultural sem a qual não há progresso tem esse preço e está ligada à promoção das línguas nacionais.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 20. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAEssas línguas, condenadas a vegetar sob pretexto daunidade nacional, são prisioneiras da estreiteza dasfronteiras e da idéia redutora do Estado-Nação. Por isso, oNigeriano é incapaz de desenvolver línguas como ohaussa, o iorubá ou o ibo, cujo número de falantesultrapassa vinte milhões.O pretexto que se dá é o número excessivo delínguas, mesmo se certas línguas minoritárias em um paíssão faladas além das fronteiras por milhões de pessoas.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 21. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAAssim, o mandinga e o peul constituem línguas decomunicação que cobrem o conjunto dos países da ÁfricaOcidental. Aí também, como no caso da duplanacionalidade, trata-se de cultivar a prática cotidiana dospovos, bilingüe ou trilingüe, excetuando-se as elites dosEstados-Nações, que falam inglês, português ou francês,e adquiriram seus privilégios no contexto do sistemacolonial.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 22. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA O Inicio da Descolonizacao Historicobaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 23. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Causas:  O declínio de potências européias:  Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial  A ascensão do nacionalismo asiático e africano  Influência da Carta da ONU – direito a autodeterminação dos povos.  Pan-Africanismo (Jomo Queniata) e Pan-Arabismo (Gamal Abdel Nasser).  Guerra Fria – desejo dos EUA e URSS de ampliar sua influência.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 24. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Como:  Guerras – adoção do socialismo.  Acordos – concessão de independência com transferência do poder para elites locais e fortes vínculos com dependência capitalista. A Conferência de Bandung (1955):  Indonésia – A. Sukarno  29 novas nações da África e Ásia.  Bloco dos não alinhados (3º mundo).  Ajuda mútua entre nações afro-asiáticas.  Combate ao racismo e neocolonialismo.  Debate de problemas econômicos entre os participantes.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 25. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAA DESCOLONIZAÇÃO AFRICANA: 1956: três estados independentes (Libéria, Etiópia e África do Sul - minoria branca no poder). 1957 a 1962: 29 novos estados independentes (Namíbia -1990 e Eritréia -1993: últimos países independentes.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 26. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Casos destacados – ÁFRICA:A) ARGÉLIA: Conflito violento (1 milhão de mortos). FLN (Frente de Libertação Nacional ) + massa de mulçumanos locais* X FRA + colonos franceses (Pieds-noirs ou “pés pretos”) Batalha do Argel -1957: maior confronto. 1962 - Armistício de Evian: França reconhece a independência da Argélia sob o comando da FLN (Ben Bella – líder).baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 27. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAB) CONGO: Colônia belga. Rica em diamantes, ouro, cobre e outros minerais 1960: Bélgica concede a independência (pressões populares) Presidente: Joseph Kasavubu; Primeiro Ministro: Patrice Lumunba (Movimento Nacional Congolês).baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 28. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA  Guerra civil: Katanga e Kasai movimento separatista. (províncias ricas em minerais financiados por belgas).  1961: É assassinado Patrice Lumunba . KASAI  1965: General Mobuto Sese Seko (pró-EUA) torna-se ditador, e o país muda de nome para República do Zaire.  1997: Laurent Kabila depõe Mobuto KATANGA MOBUTO e o país voltou a adotar o nome de República Democrática do Congo.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 29. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAC) ÁFRICA PORTUGUESA 1974: Revolução dos Cravos (POR) – movimento militar que derrubou a ditadura salazarista e implantou a democracia em POR. Fim da ditadura desarticula império colonial.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 30. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Angola (1975):  1975: Independência (Tratado de Alvor).  1975 – 1992: Guerra civil:  MPLA* X UNITA X FNLA Socialista Capitalista Capitalista Agostinho Neto Jonas Savimbi Dissolvido no Etnia: Ovimbundu fim dos anos 70. Etnia: Kimbundo Apoio: EUA e Etnia: Bakongo África do Sulbaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 31. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA  José Eduardo dos Santos (MPLA) assume a presidência.  Acordo de paz é desrespeitado pela UNITA e guerra civil prossegue até 2002.  Infra-estrutura do país é completamente arrasada pela guerra.  Condições de saneamento e higiene precárias.  Expectativa de vida: 46 anos.  Brasil manteve tropas de apoio a ações da ONU durante os anos 90.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 32. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA  Moçambique (1975):  1975: Independência (Acordo de Lusaka)  1975 – 1992: Guerra civil  FRELIMO (socialista)* X RENAMO (capitalista)  Samora Machel – líder da FRELIMO.  Guerra civil devasta o país.  Saída de mão de obra qualificada.  Esgotamento da economia.  Epidemias de fome, tifo e cólera. Símbolo da FRELIMObaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 33. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAE) NIGÉRIA Ex-colônia inglesa. 1960: independência concedida.  Crescimento do nacionalismo. 1967 – 1970: Guerra de BIAFRA.  Movimento separatista.  Província rica (petróleo).  Rivalidades étnicas:  IBOS (Biafra) X HAUSSAS (etnia majoritária nigeriana)*.  Aproximadamente 2 milhões de mortos. Unidade política precária prejudicada por rivalidades étnicas.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 34. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAE) ÁFRICA DO SUL – A exceção 1910 – União Sul Africana: ingleses + africânderes (descendentes de holandeses, alemães e franceses). Leis segregacionistas (hegemonia dos brancos). 1948 – oficialização do APARTHEID (separação)  Daniel Malan.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 35. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Criação dos Bantustões (divisão tribal e confinamento dos negros em 13% do território). = bantustõesbaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 36. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA CNA (Congresso Nacional Africano) – organização negra que liderou resistência ao Aparthaid (Nélson Mandela – líder) 1950 – desobediência civil. 1960 – “Massacre de Sharpeville” (69 negros mortos e 180 feridos). 1962 – ilegalidade do CNA (Mandela é preso).baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 37. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA 1980 – Campanhas internacionais condenam o Aparthaid (sanções). 1984 – Revoltas populares intensificam-se (ampla repressão). De Klerk 1989 – início da transição: Frederik de Klerk 1990 – CNA recupera a legalidade e Mandela é solto. 1994 – Revogação de leis racistas. Mandela é eleito presidente. Mandela presidentebaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 38. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA OS CONFLITOS ATUAIS  ARTIGO - Assunto: Internacional Título: Violência xenófoba chega à Cidade do Cabo Data: 24/05/2008  JORNAL DO BRASILbaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 39. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Mais de 14 anos depois do fim do apartheid, milhões de sul- africanos permanecem na extrema pobreza apesar do crescimento recorde de 5% na economia nos últimos quatro anos. O fracasso na distribuição de renda para os mais pobres forneceu combustível para a animosidade contra os imigrantes e para as altas taxas de criminalidade da África do Sul. No nono dia de violência xenófoba, os ataques alcançaram a Cidade do Cabo e suscitaram temores quanto à imagem do país quando á segurança para sediar a Copa do Mundo de 2010. Na ocasião comentou Prince Mashele, analista do Instituto para Estudos de Segurança: – Estamos sentados sobre uma bomba-relógio. As pessoas são pobres. Não têm empregos ou casas dignas e estão cansadas disso. Chegamos a um ponto no qual é simples para qualquer um incitar a violência.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 40. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA CASOS ASIATICOSbaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 41. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Casos destacados – ÁSIA:A) ÍNDIA: Ex-colônia inglesa. Década de 20: Mahatma GANDHI lidera mobilizações populares  Desobediência civil – não- violência e resistência passiva. 1947 – Inglaterra concede independência.  Desgaste internacional + mercado.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 42. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Rivalidades religiosas: hindus X muçulmanos. Formação de 2 países:  União Indiana – hindu – J. Nehru  Paquistão – muçulmano – Ali Jinnah • Transferência de 12 milhões de refugiados de um Estado para outro, iniciando a luta entre hindus e mulçumanos (1 milhão de mortos). • Ilha do Ceilão – budista – novo país em 1948 – atual Sri Lankabaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 43. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAbaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 44. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA  1948: Gandhi é assassinado por extremista hindu.  Início de conflitos entre Índia e Paquistão pela região da Caxemira.  1971: Paquistão Oriental (antiga Bengala) separa-se do Paquistão Ocidental (liderados pela Liga Auami) com apoio da Índia. Passa a chamar-se Bangladesh.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 45. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAB) INDONÉSIA: Ex-colônia Holandesa. 1949: Independência após 4 anos de guerra contra HOL.  Ahmed Sukarno – líder. 1955 – Sede da Conferência de Bandung. 1965 – 1998 – Ditadura do Gen. Suharto (pró-capitalismo). 1975 – Invasão do Timor Leste (independente em 1999). Maior população muçulmana do mundo.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 46. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICAC) INDOCHINA: Ex-colônia francesa. II Guerra Mundial – ocupada por japoneses.  1941 – VIETMINH: Liga Revolucionária para a independência do Vietnã.  Líder: Ho Chi Minh  Orientação comunista.  Luta contra os japoneses. 1946 – 1954: Guerra da Indochina.  FRA X Vietminh*  1954: Batalha de Dien Bien Phu – expulsão dos Franceses.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 47. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA  1954: Conferência de Genebra – Independência e divisão da Indochina. Vietnã do Norte  Laos.  Camboja.  Vietnã do Sul (capitalista).  Vietnã do Norte (comunista). Vietnã do Sul  Vietnã dividido pelo paralelo 17.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 48. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA D) A GUERRA Genebra: divisão do Vietnã era temporária. Reunificação ocorreria após a realização de plebiscito para unificar o país.  Vietnã do Sul cancela plebiscito – medo do comunismo.  Guerra inicia (1960 – 1975): DO VIETNÃ: VIETNÃ DO de SUL VIETNÃ DO NORTE*  Conferência Apoio dos EUA X Vietcongues (guerrilheiros comunistas do sul)baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 49. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Auge da participação dos EUA: 536 mil soldados (1968).  50 mil americanos mortos.  2,5 milhões de vietnamitas mortos. 1971: Aproximação dos EUA com a China e bombardeio aos países vizinhos – Laos e Camboja.  Neutralizar a influência soviética no Vietnã do Norte.  Isolar norte-vietnamitas.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 50. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA Utilização de armas químicas de destruição de massa. Aldeia bombardeada com Napalm em 1965. Efeito do “Agent Orange” Aviões americanos despejando o “Agent Orange” em plantações.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 51. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA–Movimentos pacifistas desarticulam política norte-americana. –Oposição de jovens a guerra e a hipocrisia da sociedade americana. ASSISTA!!baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 52. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA 1973: Acordos de Paris – EUA retira- se da guerra. 1975: Comunistas do Norte vencem e tomam a capital do Sul – Saigon.  Comunistas pró-URSS tomam o poder em Laos. Sul-vietnamitas na embaixada norte-americana.  Comunistas pró-China tomam o poder em Camboja  Khmer Vermelho – Pol Pot: ditadura violenta que eliminou metade da população em 3 anos. Tropas do norte tomam Saigonbaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 53. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA FIMbaraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 54. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA D) A REVOLUÇÃO CHINESA (1949):  Até 1910: Submissão aos interesses estrangeiros.  1911: Proclamação da República.  Sun Yat-Sem – Kuomintang (Partido Nacionalista).  Até meados dos anos 20: instabilidade:  “senhores da guerra” (lideranças locais) e interesses externos impunham-se sobre a República.  1921: Criação do PCCh (Mao Tsé-Tung).  Até 1925: Aliança entre Kuomintang e PCCh.  Com a morte de Sun Yat-Sem, assume Chiang Kai-Shek  1927: PCCh é declarado ilegal (perseguição aos comunistas).baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 55. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA 1928: Kuomintang consolida-se no poder. Longa Marcha e guerra contra o Japão 1934: Longa Marcha (12 mil Km).  Fuga de comunistas e tentativa de ampliar bases. 1937 – 1945: Guerra contra o Japão.  Aliança provisória entre Kuomintang e PCCh.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 56. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA  1945 – 1949: Guerra Civil  Kuomintang X PCCh*  Shiang Kai-Shek e seguidores refugiam- se na ilha de Formosa (Taiwan).  Nacionalização de indústrias e reforma agrária.  1953 – 1958: Plano Qüinqüenal.  Modelo e suporte técnico soviético.  Ênfase na indústria de base.  Criação de cooperativas nos campos.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 57. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA  1958 – 1962: Grande Salto Para Frente.  Deslocamento de subsídios para a agricultura.  Socialismo Chinês: BASE RURAL.  1960: Rompimento entre China e União Soviética.  Fracasso – Mao é afastado das principais decisões.  1962 – 1966: Política de Reajustamento  Nova reorientação para a indústria.  Centralização administrativa.  Desnível de crescimento entre o campo e as cidades.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 58. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA 1966 – 1976: Revolução Cultural  Fortalecimento do poder político de Mao Tsé-Tung (“O Grande Timoneiro”)  Radicalização ideológica (amparada no “Livro Vermelho” de Mao).  Arte engajada política e socialmente.  Anti-ocidentalismo.  Ridicularização de intelectuais (considerados “burgueses”).  “Reeducação” – segundo os moldes do partido.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 59. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA 1976 em diante: As 4 grandes modernizações.  Morre Mao Tsé-Tung – assume Deng Xiaoping.  Investimentos maciços em indústria, agricultura, defesa e educação (voltada para a ciência e tecnologia).  Gradativa abertura controlada pelo governo para empresas estrangeiras (criação das ZEE’s).  Economia socialista de mercado.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 60. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA1989: Estudantes clamam por uma quinta modernização e sãomassacrados na Praça da Paz Celestial.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio
  • 61. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA LÍDERES E PRÁTICAS ECONÔMICAS DA REVOLUÇÃO LÍDER PERÍODO PROGRAMAMao Tsé-Tung 1949 – 1976 Grande Salto Para Frente, Crescer com os Próprios Pés, a Grande Revolução Cultural proletáriaDeng Xiaoping 1976 – 1993 As Quatro ModernizaçõesJiang Zemin 1993 – 2003 Abertura ao Capitalismo Internacional e inserção da China Popular no comércio mundialHu Jintao 2003 – Continuidade da política anterior.baraglio@terra.com.br Gisele Finatti Baraglio