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Apresentação seminário 2014 - Avaliação na escola em ciclos: ampliando olhares
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  • 1. Giselle Tulle
  • 2. >>> Todas as pessoas são capazes de aprender <<<
  • 3. Escola em Ciclos Segundo Claudia de Oliveira Fernandes , em “Escola em ciclos: uma escola inquieta - o papel da avaliação” In: Ciclos em Revista vol. 1 (2007) Organizar a escola em ciclos significa: > Democratizar o acesso e permanência da população à escola; > Reorganizar, ressignificar, replanejar e reinventar a organização e a dinâmica escolar; > Assegurar o processo de ensino-aprendizagem de forma contínua e sem retrocessos; > Desenvolver uma metodologia que contemple os princípios de continuidade, de construção do conhecimento, da diversidade do ritmo de aprendizagem; > Repensar as relações entre professor-aluno e família-escola. Ir além das discussões e ações acerca da avaliação aprovação/reprovação dos estudantes
  • 4. >>> Escola diferente, necessária e transitória <<<
  • 5. Seriação Medir Quantificar Classificar Ciclo Diagnóstico Processual Intervir “A ‘série’ não é natural à escolarização. É uma proposta educacional fruto de uma visão de mundo e ser humano. Logo, pode ser aprimorada, inutilizada ou superada.” O papel da avaliação
  • 6. >>> Devemos repensar o papel da escola <<<
  • 7. Processo de avaliar Disposição de acolhimento do aluno; Diagnóstico a partir de dados adequados ao que se pretende avaliar e através de instrumentos adequados; Qualificação dos dados com base no objetivo avaliativo, no planejamento de ensino e sustentado em uma teoria de ensino; Tomada de decisão: indicar caminhos adequados para se atingir os objetivos. Segundo Luckesi, em “O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem?”
  • 8. Avaliação diagnóstica
  • 9. A avaliação diagnóstica mais conhecida é a sondagem das hipóteses silábicas, contudo esta avaliação pode ser usada em qualquer disciplina no início de qualquer unidade de ensino. Cabe ao professor pensar propostas em que os alunos irão expor suas ideias e conceitos prévios sobre o assunto que será estudado. O quê Para quê Como Uma das tarefas do professor é saber o que seus alunos já sabem e o que ainda não sabem. “Sabendo o que os alunos já sabem”, tem uma referência segura para elaborar seu planejamento. A avaliação contínua e diagnóstica evita reprovações desnecessárias ou evitar que a progressão continuada se faça indiscriminadamente.
  • 10. Instrumentos de avaliação Estes instrumentos ajudam a acompanhar o desenvolvimento dos alunos e são uma fonte de aprendizado para o professor. Pautas de observação
  • 11. • O que são Anotações curtas feitas nas aulas, como frases, comentários dos alunos, perguntas e dúvidas levantadas por eles, conteúdos a serem pesquisados, informações para checagem etc. • Objetivo Lembrar momentos importantes e não perder dados significativos do processo de ensino e aprendizagem. • Organização Deixar sobre a mesa uma prancheta, sulfites e canetas. Não é preciso se preocupar com a ordem nem com a profundidade dos apontamentos. • Como usar Elas serão a base de planejamentos futuros, relatórios mais detalhados sobre projetos ou atividades e dos relatórios de avaliação dos alunos.
  • 12. Terça – feira, 26/02/2008 A) Roda de leitura Os alunos relataram não ter o costume de fazer roda e participar de momentos de leitura. B) Matheus extrema dificuldade em compor frases. Não há coerência ou coesão. Suprime pedaços das palavras.
  • 13. • O que são Tabelas de duas ou mais entradas, nas quais aparecem o nome dos alunos e os conteúdos didáticos ou atitudinais a ser observados. • Objetivo Acompanhar a evolução do aprendizado de um ou mais conteúdos ao longo do ano. • Organização Tabular os nomes e os aspectos a serem analisados. Legendar a tabela com conceitos ou cores referentes a um estágio de aprendizagem. Preencher durante ou logo após a atividade. • Como usar De tempos em tempos, é preciso fazer a análise e a comparação das tabelas. Quanto maior a frequência com que elas forem preenchidas e analisadas, mais informações se tem sobre o avanço de cada estudante e mais rápido é possível fazer intervenções.
  • 14. • O que são Narrativas sobre o que aconteceu na sala de aula, tanto em relação a comentários e produções dos alunos como em relação a si mesmo (impressões e reflexões). • Objetivo Refletir sobre o planejamento e sua adequação às necessidades dos alunos, ter pistas sobre os rumos que se pode tomar, documentar o trabalho feito com a turma e aprofundar ideias para serem usadas no futuro. • Organização Ter um caderno reservado para o diário (ou um arquivo no computador) e escrever nele logo depois da aula, ou nos dias posteriores, para que os fatos não sejam esquecidos. O mais importante é registrar o maior número possível de dados, sempre refletindo e avaliando a prática pedagógica e não apenas listando as atividades. • Como usar Uma das principais utilidades é o compartilhamento com o coordenador pedagógico, que poderá, com base nas reflexões do docente, ajudar a reavaliar sua prática pedagógica. O ideal é escrever com frequência e recorrer aos diários quando planejar e avaliar .
  • 15. Sexta, 07/08/2008 Os alunos tem muita dificuldades em problemas que a informação não seja óbvia - INFERÊNCIA. Tenho sempre que mediar, questionar e fazer com eles a resolução para que busquem a informação correta e descubram as operações que devem utilizar.
  • 16. • O que são Avaliação do desempenho de uma criança ou do grupo durante um determinado período. • Objetivo Documentar o desempenho dos estudantes para comunicar às famílias as aprendizagens. • Organização Pautas de observação, notas e diários são fundamentais na hora de elaborar os relatórios. Nas escolas onde não há um modelo, uma dica é começar com um breve relato do que foi trabalhado com a turma naquele período. Em seguida, para cada aluno, relatar como foi o avanço global em relação aos objetivos iniciais. Vale lembrar que elementos como falas e desenhos enriquecem o registro e facilitam o diálogo com a família. O coordenador pedagógico deve aparecer como corresponsável pelo documento, com quem o professor compartilha o material e reflete sobre ele. • Como usar Cada escola trabalha com uma periodicidade para enviar a avaliação aos pais – bimestral, trimestral ou semestralmente. Em todos os casos, é preciso começar a produção dos relatórios com antecedência, pois o detalhamento requer tempo e reflexão.
  • 17. João da Silva • Reconhece personagens e ambientação onde se passam as histórias narradas ou lidas. Apesar de muito criativo ao redigir seus textos, ainda não faz parágrafos e nem usa as iniciais maiúsculas. Apresenta uma boa escrita ortográfica, cometendo erros na escrita de palavras com nh/fr- fl/omissão de som nasal. • Em Matemática, demonstrou realizar, com dificuldades, subtração com reserva de números que tenham o zero como um de seus algarismos. Quanto à operação de multiplicação com dois algarismos no multiplicador, está em processo de aprendizagem da mecânica do algoritmo, já que ainda não atenta para a etapa de soma dos resultados da multiplicação das unidades e dezenas. Analisa e soluciona situações-problemas que envolvam operações simples, como adição e subtração.
  • 18. Avaliar para ensinar melhor Professora usa a avaliação para investigar como os alunos estão aprendendo e o que deve ser feito para melhorar; ela observa os estudantes individualmente, procurando sanar as dificuldades específicas de cada um. Alunos percebem que a avaliação tem como objetivo fazer todos aprenderem e veem o trabalho em sala ganhar sentido; assim têm a oportunidade de desenvolver atividades que objetivam resolver suas dúvidas e progredir.
  • 19. >>> Incluir <<< >>> socializar experiências <<< >>> realizar aprendizagens <<< >>> promover crescimento <<< >>> desenvolver possibilidades <<< >>> perpetuar e constituir cultura<<<
  • 20. Contatos •E-mail: gisatulle@gmail.com Twitter www.twitter.com/gisatulle Facebook www.facebook.com/gisatulle
  • 21. Bibliografia BATISTA, Antônio Augusto Gomes. Avaliação Diagnóstica da Alfabetização/ Antônio Augusto Gomes Batista at al – Belo Horizonte: Ceale/Fae/UFMG,2005. FERNANDES, Claudia de Oliveira. Escola em ciclos: uma escola inquieta - o papel da avaliação. Ciclos em revista, v. 1, p. 95- 109, 2007. LUCKESI, Cipriano Carlos. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem? Revista Pátio. Porto alegre: ARTMED. Ano 3, n. 12 fev./abr. 2000 Revista Nova Escola, edição 159. Disponível em <http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e- avaliacao/avaliacao/avaliar-ensinar-melhor-424538.shtml >

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