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Renascimento(1401 -1480)Parte 1<br />Pelo Professor: Gilson Nunes<br />
Renascimento<br />Cinquecento ou Proto-Renascimento (séculos XV e XVI). Todas as obras produzidas entre 1401 a 1480.Proto:...
 A iluminura foi uma técnica que percorreu do século VIII ao  século XV. <br />Projeção da sombra no solo, pela primeira v...
A cara de tristeza do camponês, a realidade, os pobres. Ao fundo a fortuna da nobreza pujante roubando a cena da melancoli...
Uma imagem é carregada de signos, muitas vezes o que se mostra tem outro significado.<br />Gentile da fabriano. A adoração...
Masaccio. Afresco. 1427. Capela Brancacci, Florença. Itália. <br />Masaccio. Afresco. 1427. Capela Brancacci, Florença. It...
Lembra Giotto. Detalhe da Capela Brancacci. <br />Masaccio. Expulsos do paraíso. 1427. Florença, Itália. <br />Uma restaur...
Estudou perspectiva  e trabalhou para Masaccio.<br />Masoline. A Anunciação. 1430. <br />
A representação do interior da burguesia.<br />O artista direciona a luz – produzindo sombras suaves e delicadas gradações...
Pequena análise da obra.<br />Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
A virgem se apresenta em primeiro plano, ladeada por dois cenários.<br />Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Mus...
Doadores piedosamente ajoelhados à porta da casa da virgem.<br />       Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Muse...
O primeiro cenário da história que pela primeira vez representa um interior doméstico.<br />       Robert Campin. O retábu...
O primeiro quadro onde o pai de Jesus é representado, São José. No interior de sua oficina.<br />            Robert Campin...
A roseira, as violetas e os malmequeres no painel esquerdo, e os lírios no centro simbolizam a virgem; as rosas simbolizam...
A vela apagada é o mistério instigante. Quem apagou? <br />       Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metr...
Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />Quem apagou a vela???<br />
                Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
Por que aquela ratoeira na janela de São José?<br />Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova...
Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />Detalhe da ratoeira.<br />
Resposta:<br />Representava o demônio.<br /> Pois Deus apareceu na terra sobre a forma humana para enganar satanás, segund...
A realidade representada de um realismo quase que sobrenatural, espiritual, sagrado.<br />              Robert Campin. O r...
Escala de tonalidade surpreendente, matizes de azuis, verdes e vermelhos. Tudo isso só foi possível com a utilização do ól...
Robert Campin. Foi o primeiro a experimentar e usar as possibilidades do óleo na pintura. Substância viscosa e lenta que p...
Observe o panejamento dos tecidos e o uso de turbante nos personagens.<br />Robert Campin.  A Natividade. 1425-28.<br />
O primeiro artista  desde a antiguidade a reproduzir um rosto humano em primeiro plano a três quartos -  surgimento do ret...
Robert Campin, 1375/80-1444. <br />O retrato não passava de uma lembrança para estimação, imagem da pessoa ausente.<br />O...
A representação da crucificação que serviu de modelo para representação de Cristo. <br />Dramaticidade, movimento, <br />s...
Influência da técnica da iluminura. O douramento.<br />Robert Campin. Virgem com criança. 1410. Osm. StadelschesKunstinsti...
                                                         Técnica da veladura.<br />Robert Campin. Santa Verônica. 1410, os...
Com a descoberta de novos materiais e conhecimentos a pintura vai se tornando cada vez mais sofisticada. <br />Hubert Van ...
Os primeiros nus pintados em madeira em tamanho natural.<br />Hubert Van Eyck. Retábulo do cordeiro místico 1425-32. Esta ...
Na parte superior de Adão e Eva, o desenho angular do painel representa a história de Abel e Caim, num ângulo anormal de v...
Somos todos, imagem e semelhança de Deus – Adão e Eva, não simboliza o pecado. Somos o belo, o bem e o sagrado. <br />
                   Rubert  Van Eyck. Retábulo – fechado. 1432.<br />Hubert Van Eyck. Retábulo do cordeiro místico 1425-32....
Uso da perspectiva aérea.<br />Hubert e/ou Jan Van Eyck. Calvário e o Juízo final. c. 1420-25. Tempera and oil on canvas, ...
Jan Van Eyck. Homem com turbante vermelho (autorretrato?) 1433 – 0,26 x 0,19 cm. The Nacional Gallery, Londres.<br />Respo...
 Jan Van Eyck, foi o responsável pelo uso da tinta óleo pastosa. A que conhecemos hoje.<br />Hubert Van Eyck. (Detalhe do ...
Instrumentos de um pintor profissional.<br />
Pinceis chato e roliço.<br />
Opções de cavaletes.<br />
Técnica da pintura espatulada.<br />
     O que a imagem esconde ?<br />Uma imagem  e seus segredos.<br />Jan Van Eyck. Retrato de casamento do casal  Giovanni...
Segredos revelados.<br />Postura monumental das duas personagens, imponência e elegância. Algo sobrenatural.<br />Jan Van ...
Análise da obra:<br />A cor verde do vestido significa esperança, o desejo de ser mãe.<br />Jan Van Eyck. Retrato de casam...
O espelho simboliza Maria e se refere a imaculada Conceição, à pureza da virgem Santa. O olho de Deus, que testemunha a ce...
Ao redor do espelho, cenas da paixão de Cristo. Elemento como ponto de fuga para dar mais profundidade ao cenário, privile...
Qual o sentido das maçãs? <br />Símbolo carnal, associado ao pecado de Adão e Eva.<br />Inocência e fertilidade da mulher,...
Realismo sobrenatural, o artista pintava com as mãos de Deus.<br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal  ...
Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal  Giovanni e Giovanna Arnolfini.  1434. Galeria Nacional  de Londres....
O artista faz questão de assinar o momento, deixando seu nome registrado na obra. <br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de...
Por que o cachorrinho foi representado ?<br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal  Giovanni e Giovanna A...
Resposta?<br />O cachorro é um emblema da fidelidade conjugal. <br />Além de símbolo da luxúria, da estabilidade doméstica...
Referencial<br />BECKET, Wendy. A história da Pintura. São Paulo, Ática, 1997.<br />JANSON, H. W. História Geral da Arte: ...
Criação e autoria:<br />Gilson Cruz Nunes<br />                 Especialista em Artes Visuais – UFPB<br />Professor da Dis...
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Renascimento 1401-1480, parte 1

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  1. 1. Renascimento(1401 -1480)Parte 1<br />Pelo Professor: Gilson Nunes<br />
  2. 2. Renascimento<br />Cinquecento ou Proto-Renascimento (séculos XV e XVI). Todas as obras produzidas entre 1401 a 1480.Proto: significa, primeiro. <br />
  3. 3. A iluminura foi uma técnica que percorreu do século VIII ao século XV. <br />Projeção da sombra no solo, pela primeira vez.<br />Vestuário luxuoso, o prazer pela vida.<br />Em contraste com a vida rural.<br />Um cena de interior que mostra o Duque de Berry, tendo como pano de fundo uma auréola da lareira.<br />Manequins aristocráticos cuja beleza irreal lembra os modelos das revistas de moda.<br />Irmãos Limbourg. Janeiro. 1413-16. Do livro de horas do Duque de Berry. Musée Conde, Chantilly, França.<br />
  4. 4. A cara de tristeza do camponês, a realidade, os pobres. Ao fundo a fortuna da nobreza pujante roubando a cena da melancolia do pobre camponês. <br />Irmãos Limbourg. Outubro. 1413-16. Do livro de horas do Duque de Berry. Musée Conde, Chantilly, França<br /> As atividades do homem eram estruturadas pelos ciclos das estações e pelas festas religiosas. Outubro, mês da sementeira. Representação do ciclo lunar, os solstícios e os equinócios.<br />
  5. 5. Uma imagem é carregada de signos, muitas vezes o que se mostra tem outro significado.<br />Gentile da fabriano. A adoração dos magos, 1423. Painel, 3 x 2,82 m Galeria dos Uffizi, Florença, Itália.<br />
  6. 6. Masaccio. Afresco. 1427. Capela Brancacci, Florença. Itália. <br />Masaccio. Afresco. 1427. Capela Brancacci, Florença. Itália. <br />
  7. 7. Lembra Giotto. Detalhe da Capela Brancacci. <br />Masaccio. Expulsos do paraíso. 1427. Florença, Itália. <br />Uma restauração 1990, descobriu que foram pintados sem as folhas.<br />
  8. 8. Estudou perspectiva e trabalhou para Masaccio.<br />Masoline. A Anunciação. 1430. <br />
  9. 9. A representação do interior da burguesia.<br />O artista direciona a luz – produzindo sombras suaves e delicadas gradações de brilho.<br /> Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  10. 10. Pequena análise da obra.<br />Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  11. 11. A virgem se apresenta em primeiro plano, ladeada por dois cenários.<br />Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  12. 12. Doadores piedosamente ajoelhados à porta da casa da virgem.<br /> Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  13. 13. O primeiro cenário da história que pela primeira vez representa um interior doméstico.<br /> Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  14. 14. O primeiro quadro onde o pai de Jesus é representado, São José. No interior de sua oficina.<br /> Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  15. 15. A roseira, as violetas e os malmequeres no painel esquerdo, e os lírios no centro simbolizam a virgem; as rosas simbolizam sua caridade, as violetas a humildade e os lírios a sua castidade; a vasilha e a toalha de mão, não são apenas objetos de uso doméstico, mais louvores a Maria, “vaso puríssimo”.<br /> Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  16. 16. A vela apagada é o mistério instigante. Quem apagou? <br /> Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  17. 17. Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />Quem apagou a vela???<br />
  18. 18. Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  19. 19. Por que aquela ratoeira na janela de São José?<br />Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  20. 20. Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />Detalhe da ratoeira.<br />
  21. 21. Resposta:<br />Representava o demônio.<br /> Pois Deus apareceu na terra sobre a forma humana para enganar satanás, segundo Santo Agostinho.<br /> E a cruz de cristo foi a ratoeira do demônio.<br />
  22. 22. A realidade representada de um realismo quase que sobrenatural, espiritual, sagrado.<br /> Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  23. 23. Escala de tonalidade surpreendente, matizes de azuis, verdes e vermelhos. Tudo isso só foi possível com a utilização do óleo na pintura. Além do uso do panejamento para dá realismo.<br />Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  24. 24. Robert Campin. Foi o primeiro a experimentar e usar as possibilidades do óleo na pintura. Substância viscosa e lenta que permitia o retoque do quadro, dando uma variedade de efeitos, desde as veladuras (finíssimas películas translúcidas, até camadas mais espessas de tinta pastosa).<br /> Robert Campin. O retábulo de Mérode. 1425-28. Museu Metropolitan, Nova Iorque.<br />
  25. 25. Observe o panejamento dos tecidos e o uso de turbante nos personagens.<br />Robert Campin. A Natividade. 1425-28.<br />
  26. 26. O primeiro artista desde a antiguidade a reproduzir um rosto humano em primeiro plano a três quartos - surgimento do retrato.<br />Robert Campin. Uma Mulher. 1430, osm. Galeria Nacional de Londres. <br />
  27. 27. Robert Campin, 1375/80-1444. <br />O retrato não passava de uma lembrança para estimação, imagem da pessoa ausente.<br />Observa-se que o olho olha um espelho ao lado.<br /> Robert Campin. Um Homem. 1430, osm. Galeria Nacional de Londres. <br />
  28. 28. A representação da crucificação que serviu de modelo para representação de Cristo. <br />Dramaticidade, movimento, <br />sofrimento,<br /> realismo.<br />Robert Campin. O ladrão crucificado. 1410. osm. 92,5x33.StadelschesKunstinstut, Frankfurt, Alemanha.<br />
  29. 29. Influência da técnica da iluminura. O douramento.<br />Robert Campin. Virgem com criança. 1410. Osm. StadelschesKunstinstitut, Frankfurt, Alemanha.<br />
  30. 30. Técnica da veladura.<br />Robert Campin. Santa Verônica. 1410, osm 151x61. StadelschesKunstinstutitut, Frankfurt, Alemanha.<br />
  31. 31. Com a descoberta de novos materiais e conhecimentos a pintura vai se tornando cada vez mais sofisticada. <br />Hubert Van Eyck. Retábulo do cordeiro místico 1425-32. Esta a obra foi terminada pelo seu irmão Jan Van Eyck. 1432. Óleo sobre madeira. 3,44 x 4,39 m – Saint-Bravo, Gand.<br />
  32. 32. Os primeiros nus pintados em madeira em tamanho natural.<br />Hubert Van Eyck. Retábulo do cordeiro místico 1425-32. Esta a obra foi terminada pelo seu irmão Jan Van Eyck. 1432. osm. 3,44 x 4,39 m – Saint-Bravo, Gand.<br />
  33. 33. Na parte superior de Adão e Eva, o desenho angular do painel representa a história de Abel e Caim, num ângulo anormal de visão – espaço pictural e espaço real. O bem e o mal.<br />
  34. 34. Somos todos, imagem e semelhança de Deus – Adão e Eva, não simboliza o pecado. Somos o belo, o bem e o sagrado. <br />
  35. 35. Rubert Van Eyck. Retábulo – fechado. 1432.<br />Hubert Van Eyck. Retábulo do cordeiro místico 1425-32. Esta aobra foi terminada pelo seu outro<br /> irmão Jan Van Eyck. 1432. Óleo sobre madeira. 3,44 x 4,39 m – Saint-Bravo, Gand.<br />
  36. 36. Uso da perspectiva aérea.<br />Hubert e/ou Jan Van Eyck. Calvário e o Juízo final. c. 1420-25. Tempera and oil on canvas, transfered from panel. The Metropolitan Museum of Art, New York,<br />
  37. 37. Jan Van Eyck. Homem com turbante vermelho (autorretrato?) 1433 – 0,26 x 0,19 cm. The Nacional Gallery, Londres.<br />Responsável por concluir muitas obras do seu irmão Hubert.<br />
  38. 38. Jan Van Eyck, foi o responsável pelo uso da tinta óleo pastosa. A que conhecemos hoje.<br />Hubert Van Eyck. (Detalhe do Retábulodo cordeiro místico) 1425-32. Esta obra foi terminada pelo seu irmão Jan Van Eyck. 1432. Óleo sobre madeira. 3,44 x 4,39 m – Saint-Bravo, Gand.<br />
  39. 39. Instrumentos de um pintor profissional.<br />
  40. 40. Pinceis chato e roliço.<br />
  41. 41. Opções de cavaletes.<br />
  42. 42. Técnica da pintura espatulada.<br />
  43. 43.
  44. 44. O que a imagem esconde ?<br />Uma imagem e seus segredos.<br />Jan Van Eyck. Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />
  45. 45. Segredos revelados.<br />Postura monumental das duas personagens, imponência e elegância. Algo sobrenatural.<br />Jan Van Eyck. Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />As cortinas vermelhas da cama representam o ato físico do amor, união carnal do casal.<br />Toca branca, pureza.<br />
  46. 46. Análise da obra:<br />A cor verde do vestido significa esperança, o desejo de ser mãe.<br />Jan Van Eyck. Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />O contraste de vermelho com o verde, sugere aproximação dos pólos opostos. Masculino e feminino.<br />
  47. 47. O espelho simboliza Maria e se refere a imaculada Conceição, à pureza da virgem Santa. O olho de Deus, que testemunha a cerimônia.<br />Jan Van Eyck. Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />A janela aberta está associada a vida nômade do comerciante, “mundana”.<br />Uma falha, o braço dele é bem menor do que o dela. A mão dela é desproporcional.<br />
  48. 48. Ao redor do espelho, cenas da paixão de Cristo. Elemento como ponto de fuga para dar mais profundidade ao cenário, privilegiando os personagens do primeiro plano, a principal zona de atenção.<br />Dentro do espelho, o próprio pintor com a paleta na mão. O primeiro autorretrato da história da Arte.<br />Ao redor do espelho, as 10 estações da Paixão de Cristo. Salvar e guardar as pessoas retratadas.<br />Logo a presença do pintor e outra figura são as duas testemunhas do casamento, que legalizam o ato.<br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />
  49. 49. Qual o sentido das maçãs? <br />Símbolo carnal, associado ao pecado de Adão e Eva.<br />Inocência e fertilidade da mulher, a esperança de muitos filhos.<br />Na cadeira do fundo podemos ver uma retalhada imagem de Santa Margarida, a padroeira dos partos.<br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />
  50. 50. Realismo sobrenatural, o artista pintava com as mãos de Deus.<br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />Ambos descalços, um referencia ao sagrado, o espaço é divino, respeito ao matrimônio. (ambos descalços)<br />Quem você acha que calçava o tamanco?<br />
  51. 51. Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />Castiçal com 7 braços. A vela acesa, tradição, a noiva oferecia ao noivo, que deveria Sr acesa no 1º dia do casamento e mantê-la acesa até à noite de núpcias. Presença do espírito Santo.<br /> Detalhe de Santa Margarida, esculpida no braço da cadeira, a padroeira dos partos.<br />
  52. 52. O artista faz questão de assinar o momento, deixando seu nome registrado na obra. <br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br /> Leitura da Assinatura:Johannesde Eyck fui ric (Jan van Eyck esteve aqui) 1434.<br />
  53. 53. Por que o cachorrinho foi representado ?<br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />
  54. 54. Resposta?<br />O cachorro é um emblema da fidelidade conjugal. <br />Além de símbolo da luxúria, da estabilidade doméstica e tranqüilidade.<br />Jan Van Eyck. (Detalhe) Retrato de casamento do casal Giovanni e Giovanna Arnolfini. 1434. Galeria Nacional de Londres.<br />
  55. 55. Referencial<br />BECKET, Wendy. A história da Pintura. São Paulo, Ática, 1997.<br />JANSON, H. W. História Geral da Arte: o mundo antigo e a Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1993.<br />PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. História da Idade Média: textos e testemunhas. São Paulo, UNESP, 2000.<br />PEREIRA, F. M. Esteves. Os manuscritos Iluminados. In: a iluminura em Portugal, catálogo da exposição inaugural do arquivo nacional da torre do Tombo. Porto, Lisboa, Ed. Figueirinhas, 1990.<br />CHEVALIER, Jean et GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.<br />FRANCO.RJ, H. Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo, Brasiliense, 1988.<br />SPENCE, David. Grandes Artistas: vida e obra. São Paulo, Melhoramentos, 2004.<br />Revista:<br />História Viva: Bizâncio: o paraíso dos negócios e do saber na Idade Média. Ano: VI, nº 74, pp. 28-54.<br />Mestres da Pintura: Michelangelo. Editora on-line, São Paulo, s/d.<br />Galeria, revista de arte. São Paulo, Editora Telma Cristina Ferreira, Ano 4, junho/julho de 1990. pp. 62-77.<br />Folha de São Paulo. Michelangelo ofusca mestres na Sistina. F. 10, 14 de abril de 2005.<br />Superinteressante. O segredo de Leonardo. São Paulo. Edição 205. Editora Abril, 2004. pp. 60-67.<br />Veja. Muito além do código da Vinci. São Paulo. Edição 1956, Ano 39, nº 19, Editora Abril, 2006. pp. 126-134<br />www.brasilescola.com/mitologia/brasilescola.htm<br />www.amazonline.com.br/heraldica/heraldica.htm - (tudo sobre brasões)<br />www.arteguias.com<br />www.logosphera.com/.../sereias/sereias.htm<br />www.minerva.uevora.pt<br />www.pitores.com.br<br />www.sergioprata.com.br – (afresco)<br />www.wga.hu/frames-e.html<br />www.guaciara.worpress.com/.../27/a-cruz-de-cimabue/ - 27/09/2009.<br />
  56. 56. Criação e autoria:<br />Gilson Cruz Nunes<br /> Especialista em Artes Visuais – UFPB<br />Professor da Disciplina de Artes das Escolas:<br />Dr. Hortênsio de Sousa Ribeiro – Rede Estadual<br />Pe. Antonino e Lafayete Cavalcante – Rede Municipal.<br />Campina Grande, 12 de janeiro a 25 de fevereiro de 2010.<br />Atualizado em 14 de junho de 2010.<br />gilsonunes2000@bol.com.br<br />
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