Precipitacao

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Fase do ciclo Hidrologico: Precipitacao

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Precipitacao

  1. 1. Aula 4. Hidrologia Professor: Dr. Lázaro Quintas PRECIPITAÇÃO
  2. 2. PRECIPITAÇÃO – UM ELEMENTO DO CLIMA • 1.Introdução e Definição • 1.1.Medição da precipitação • 1.1.Classificação das precipitações
  3. 3. INTRODUÇÃO-PRECIPITAÇÃO UM ELEMENTO DO CLIMA • A precipitação é a queda de água no estado líquido (chuva) ou sólido (neve e granizo). • Resulta da condensação do vapor de água que existe na atmosfera.
  4. 4. INTRODUÇÃO-PRECIPITAÇÃO UM ELEMENTO DO CLIMA (Cont.) • Precipitação - libertação de água proveniente da atmosfera sobre a superfície da Terra, sob a forma de chuvisco, chuva, granizo, saraiva ou neve • A precipitação manifesta-se através das nuvens;
  5. 5. INTRODUÇÃO-PRECIPITAÇÃO UM ELEMENTO DO CLIMA (Cont.) • Nuvens: fase para início da precipitação • Uma nuvem é formada por micro-gotas de 10 á 30μm de diâmetro médio, espaçadas entre elas de cerca de 1mm,que equivalente a 106 gotas por dm³. • Para que haja precipitação é necessário que as micro-gotas, tomam um peso equivalente a 106 vezes o peso suficiente para cair.
  6. 6. INTRODUÇÃO-PRECIPITAÇÃO UM ELEMENTO DO CLIMA (Cont.) • O aumento das micro-gotas faz-se por seguintes mecanismos físicos: • Por coalescência : processo em que as micro- gotas se aglomeram por vários mecanismos: -Atracção electrostática-Atracção electrostática -Indução magnética-Indução magnética -Atracção hidromecânica-Atracção hidromecânica -Colisões de micro turbulência-Colisões de micro turbulência
  7. 7. INTRODUÇÃO-PRECIPITAÇÃO UM ELEMENTO DO CLIMA (Cont.) • Por condensação de vapor de água • Ocorre: • -quando a nuvem contem em simultâneo gotas de água e cristais de gelo (chuvas em zonas temperadas); • -quando existir uma diferença de temperatura acentuada entre as goticulas da mesma nuvem (chuvas tropicais);
  8. 8. • -quando uma nuvem tiver uma proporção conveniente de gotas formadas por uma solução salina, resultantes da condensação do vapor de água atmosferica sobre higroscópicos de sal.
  9. 9. • Chuva abundante depende: • -Do tipo de coalescência e da condensação de vapor; • -Da quantidade da água líquida nas nuvens; • -E da existência de um movimento geral atmosférico que permita a renovação das massas de ar húmido.
  10. 10. MEDIÇÃO DA PRECIPITAÇÃO –ALTURA E INTENSIDADE MÉDIA DE PRECIPITAÇÃO • Defina-se como altura de precipitação ,(h), a espessura, medida vertical, duma lâmina de água que se acumula sobre a projecção horizontal da superfície atingida quando toda precipitação aí, fica retida. • É expressa em mm • Defina-se como Intensidade média de precipitação (i), durante um certo intervalo de tempo Δt, o coeficiente entre a altura de precipitação Δh e e este mesmo intervalo de tempo considerado: I= Δh / Δt
  11. 11. MEDIÇÃO DA PRECIPITAÇÃO –ALTURA E INTENSIDADE MÉDIA DE PRECIPITAÇÃO (Cont.) • Para se medir a quantidade de precipitação caída por unidade de superfície, durante um certo intervalo de tempo, utiliza-se um pluviómetro. • A medição exprime-se, em milímetros de altura (mm) ou em litros por metro quadrado (l/m2). • A cada litro por metro quadrado corresponde a um milímetro de altura.
  12. 12. MEDIÇÃO DA PRECIPITAÇÃO –ALTURA E INTENSIDADE MÉDIA DE PRECIPITAÇÃO (Cont.) • A precipitação mensal obtém-se a partir da soma do volume de água caída durante todos os dias de um mês. • Do mesmo modo, a precipitação total anual resulta da soma do volume de água caída ao longo dos meses do ano.
  13. 13. Figura: 6.1. Distribuição da precipitação à superfície da Terra
  14. 14. Formas de precipitação • Chuvisco - precipitação de água líquida em que o diâmetro da gota é inferior a 0,5 mm. • Chuva - precipitação de água líquida em que o diâmetro da gota é superior a 0,5 mm. • Granizo - pequenos pedaços de gelo, com um diâmetro inferior a 5 mm, que se formam a grandes altitudes e atingem a superfície
  15. 15. Formas de precipitação (Cont.) • Granizo - pequenos pedaços de gelo, com um diâmetro inferior a 5 mm, que se formam a grandes altitudes e atingem a superfície • Saraiva - pequenos pedaços de gelo, com um diâmetro superior a 5 mm, que se formam a grandes altitudes e atingem a superfície
  16. 16. Formas de precipitação (Cont.) • Neve - precipitação de cristais de gelo provenientes da sublimação do vapor de água ou da congelação lenta das gotículas de água nas altas camadas da troposfera e que, em certas condições, podem aglomerar-se produzindo flocos.
  17. 17. Variação da Precipitação • Áreas com maior precipitação: regiões equatoriais zonas temperadas Áreas com menor precipitação: regiões polares
  18. 18. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação • A variação da precipitação à superfície do globo resulta da acção conjunta de vários factores: • Latitude; • Altitude; • Pressão atmosférica; • Correntes marítimas; • Relevo.
  19. 19. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Latitude • Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. • A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. • Quanto mais longe do Equador a incidência de luz solar é menor.
  20. 20. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Altitude • A precipitação aumenta com a altitude. • O ar, ao ascender ao longo de uma montanha arrefece e condensa, originando a formação de nuvens e precipitação.
  21. 21. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Altitude
  22. 22. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. • Isto, porque o ar se expande ou seja, a concentração de gases e de humidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera;
  23. 23. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação.
  24. 24. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • As regiões do litoral são, regra geral, mais chuvosas do que as do interior. • A proximidade de correntes marítimas quentes faz aumentar ainda mais a precipitação, pois a água a temperaturas mais elevada evapora com mais facilidade para a atmosfera. • O relevo pode facilitar ou dificultar as circulações das massas de ar, influenciando na temperatura.
  25. 25. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Pressão atmosférica • Pressão atmosférica é a força causada pelo ar sobre a superfície terrestre. • Ela depende da latitude, altitude e temperatura. • Quanto maior a altitude, menor a pressão e quanto menor a altitude, maior a pressão atmosférica
  26. 26. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Quanto menor a latitude, menor a pressão atmosférica. • Nas regiões mais quentes, região equatorial, o ar se dilata ficando leve, por isso tem uma baixa pressão • Próximo aos pólos, o frio contrai o ar, deixando mais denso, tendo uma maior pressão.
  27. 27. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Relevo
  28. 28. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Correntes Marítimas • São massas de água que circulam pelo oceano. • Tem suas próprias condições de temperatura e pressão. • Tem grande influencia no clima. • Podem ser :correntes marítimas quentes ou frias:
  29. 29. Factores geográficos que afectam a variação espacial da precipitação (Cont.) • Correntes marítimas quentes determinam muita humidade, pois a ela está associada massas de ar quente e húmida que provocam grande quantidade de chuva. • Correntes marítimas frias resfriam o ar húmido sobre o oceano, provocando chuvas fracas e esgotando facilmente a humidade do ar. • Ao penetrar no continente, as massas de ar já estão sem humidade e são incapazes de provocar chuvas.
  30. 30. Precipitação -Chuva • Chuva-forma de precipitação - no estado líquida. • O planeta dispõe de grande recurso hídrico recobrindo ¾ de sua superfície que uma vez aquecido pelo sol evapora- se tornando as propriedades físicas do vapor.
  31. 31. Precipitação –Chuva (Cont.) • Por estar quente, torna-se mais leve e sobe a atmosfera, estas gotículas uma vez reunidas formam-se nuvens, capazes de transportar água de um lugar para outro. • Ao juntar-se com outras nuvens a pressão aumenta e ocorre as precipitações chamadas de chuva.
  32. 32. Precipitação –Chuva (Cont.) • A maior parte deste volume fluvial no entanto é devolvida à crosta nos oceanos • O oceano é o maior responsável pelas chuvas no mundo, cabendo uma proporção infinitamente menor aos lagos e rios terrestres.
  33. 33. Tipos de chuva • Chuvas convectivas ou de convenção • - Chuva que resulta de um sobreaquecimento da superfície terrestre, originando a ascensão do ar, que assim arrefece e se aproxima do ponto de saturação, aumentando a humidade relativa e consequente condensação e precipitação.
  34. 34. Tipos de chuva (Cont.) • Esta chuva manifesta-se de forma intensa e é de curta duração (podem durar apenas 10 minutos). • São típicas da região inter - tropical, nomeadamente equatorial, e de Verão no interior dos continentes, devido às altas temperaturas.
  35. 35. Tipos de chuva (Cont.) • Chuvas ciclónicas (tempestuosas) ou frontais • - Chuva que resulta do encontro de duas massas de ar com características diferentes de temperatura e humidade. • Desse encontro, a massa de ar quente sobe, o ar arrefece, aproximando-se do ponto de saturação, dando origem à formação de nuvens e consequente precipitação.
  36. 36. Tipos de chuva (Cont.) • São do tipo chuvisco à passagem de uma frente quente ou do tipo aguaceiro chuvada), à passagem da frente fria. • São chuvas características das zonas de convergência, isto é, das zonas de baixas pressões; • Este tipo de chuvas é que predominam nas regiões temperadas, principalmente no Inverno.
  37. 37. Tipos de chuva (Cont.) • Chuvas orográficas ou de relevo • Chuva que resulta de uma subida forçada do ar quando, no seu trajecto se apresenta uma elevação. • O ar ao subir, arrefece o ponto de saturação diminui a humidade relativa aumenta e dá-se a condensação e consequente formação de nuvens, dando origem à precipitação.
  38. 38. Classificação e medição da precipitação • A precipitação pode ser classificada em: • chuvas fortes • chuvas fracas. • Esta classificação é informal ou subjectiva e pode provocar discórdia entre pessoas.
  39. 39. Classificação e medição da precipitação (Cont.) • Para classificar a precipitação é necessário fazer-se a sua medição. • A medição da precipitação consiste na avaliação dos eventos de precipitação, definido através do tempo durante o qual a chuva cai num determinado período de tempo.
  40. 40. Classificação e medição da precipitação (Cont.) • Eventos de Precipitação é a relação entre a espessura da lamina de água observada num recipiente que é chamada de altura pluviometrica (volume) e o tempo durante o qual a chuva cai e que é chamado de duração (minuto, hora, dia, mês ou ano).
  41. 41. Classificação e medição da precipitação (Cont.) • Nota: • • Duração: período de tempo contado desde o início até o fim da precipitação, expresso geralmente em horas ou minutos. • • Intensidade da precipitação: é a relação entre a altura pluviométrica e a duração da chuva expressa em mm/h ou mm/min.
  42. 42. Classificação e medição da precipitação (Cont.) • Portanto: • P = v/t (mm/h) P = Precipitação • Onde: v= volume • t= tempo
  43. 43. Experiência pluviometrica
  44. 44. Experiência pluviometrica
  45. 45. Precipitação acumulada • Precipitação acumulada, é acumulação das alturas pluviometricas durante um certo período (um dia, um mês ou um ano), ignorando a intensidade, a duração e o tempo de retorno.
  46. 46. Exemplo de precipitação acumulada
  47. 47. Sazonalidade • Sazonalidade; é a soma de todas as alturas pluviometricas observadas em cada evento (diária ou mensal ou anual)
  48. 48. Sazonalidade (Cont.) • -Exemplo de Sazonalidade • No dia 23, tivemos três eventos de precipitação. • Para calcular a precipitação diária, ou seja, quantos mm choveram no dia 23, somamos as alturas pulviométricas de cada evento. No caso, obtemos 105 mm no dia 23.
  49. 49. Sazonalidade (Cont.) • Da mesma forma, podemos acumular as precipitações diárias, ou seja, somar as alturas pulviométricas de cada dia, e obter a precipitação mensal. • Acumulando-se as alturas pulviométricas de cada mês, obtemos a precipitação anual.
  50. 50. Sazonalidade (Cont.) • Podemos ver que existem duas estações bem definidas: uma seca, com baixos valores de precipitação mensal (Abril a Setembro), e outra húmida, com altos valores (Setembro a Março).
  51. 51. Sazonalidade (Cont.) • Isso se chama ciclo sazonal da precipitação. • O conhecimento da sazonalidade é muito importante, por exemplo, na escolha da época de plantio das culturas.
  52. 52. FIM • OBRIGADO

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