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VISÃO CONCEITUALEnquanto sentimento, trata-se de um processo que envolve inicialmente ossentidos (sensação corporal) e, nu...
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Uma pessoa ciumenta não apresenta tolerância para uma gentileza e atémesmo um flerte, desconhecendo que isso pode ser uma ...
Na vivência do período edípico, o menino se volta para a mãe de modo afetivo-sexual. O mesmo se dá com a menina com relaçã...
ABORDAGEM BIOENERGÉTICA DO CIÚMEInicialmente, vamos verificar, no geral, o que faz com que uma pessoa serelacione amorosam...
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Como muitas dessas faltas nos fazem sofrer porque são dolorosas, utilizamosmecanismos para suportá-las e seguirmos em fren...
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É certamente infantil acreditar e querer que o outro só tenha olhos para si.Essa ilusão tem assento, novamente, no absolut...
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A amostra da investigação foi formada por clientes de Analistas Bioenergéticosque se dispuseram a participar da pesquisa. ...
DADOS OBTIDOSApós o tratamento dos dados, classificamos o grau de ciúme conforme o totalde pontos obtidos por cada partici...
A listagem está por ordem de freqüência ( da maior a menor freqüência) eforam as seguintes:Esquizóide      Fica introspect...
Histérica       Brava       Briga       Fica alguns dias sem falar       Magoada       Torna-se mais interessante que a ri...
A conclusão é a de que a nossa hipótese foi confirmada, dentro do universopesquisado e da metodologia adotada. De qualquer...
mãe). Assim, o ciúme no masoquista, suscita a sua baixa auto-estima e, muitasvezes, o sentimento de culpa por ter feito al...
Comentários relativos às respostas ao questionário:Mandar seguir o(a) parceiro(a) ou seguir você mesma(o) e contratar dete...
CONCLUSÕESO presente estudo teve como objetivo abordar o tema ciúme, focando-o nasrelações   amorosas    entre   duas   pe...
Para testar essa hipótese, procedemos a uma pesquisa de campo, ondepudemos investigar que comportamentos são adotados, na ...
7. BIBLIOGRAFIAFREUD, Sigmund.Alguns mecanismos Neuróticos no Ciúme, na Paranóia eno Homossexualismo. Traduzido por Jayme ...
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Texto novo a temática do ciúme - 14 - 08 - 2009

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Uma análise do Ciúme sob a ótica da Análise Bioenergética

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Texto novo a temática do ciúme - 14 - 08 - 2009

  1. 1. O CIÚME: UMA ABORDAGEM BIOENERGÉTICAJosé Gilson Farias CavalcantiA TEMÁTICAA temática do ciúme tem estado presente, com alguma freqüência, na minhaatividade clínica, ora na queixa inicial, ora durante o processo terapêutico. Écurioso observar que, embora o tema esteja mais ligado às relações amorosas,apresenta-se, também, relacionado a irmãos, aos pais e a objetos preferidos. Aforma de lidar com o ciúme, em seus diversos graus, parece guardar relaçãocom o caráter. Neste estudo, o ciúme será tratado no contexto da relaçãoamorosa entre duas pessoas que assumem um compromisso de estaremjuntas.O ciúme permeia as relações humanas e, mais precisamente, as relaçõesamorosas. É nesse campo que o sofrimento parece ser maior. Outro fatointeressante prende-se a uma certa”universalidade” desse sentimento nacultura do homem “civilizado”. Perpassa o tempo e a geografia. Na história dohomem esse assunto o acompanha, independentemente do lugar onde tenhahabitado. O tema é por demais instigante por essa ‘universalidade” e porque aspaixões humanas são sempre atualíssimas. Sente-se ciúmes e fala-se deciúmes com muito mais freqüência do que supomos. Isso pode ser percebidoclaramente ou inferido nas entrelinhas de conversas íntimas, nas “rodas” debate-papo e em outras situações. As teorias populares sobre o assunto sãovastas. Vão da indicação de amor até a insanidade. Por ter uma gradação deintensidade, o ciúme tem uma escala de conseqüências nas relações: dorompimento ao fortalecimento das relações. Pode ser justificado por dados darealidade, mas pode ser fruto da imaginação, podendo fazer parte de umquadro de paranóia. 1
  2. 2. O ciúme também traz no seu bojo temas transversais como inveja, raiva,fidelidade, amor. Daí a riqueza e a complexidade desse tema tão antigo, tãoatual e interessante para a atividade clínica. Esses temas são pontas deicebergs que precisam de uma investigação no inconsciente para acompreensão de como foi formado no indivíduo, as possíveis repressões a eleligados, bem como toda a cadeia formada pelos intrincados eventos de umavida humana .Para aprofundar a discussão sobre o ciúme e complementar as consideraçõesteóricas elaboradas, realizamos uma pesquisa de campoA investigação procurou dar um foco na relação do ciúme com a classificaçãocaracterológica da Bioenergética. Assim, pretendeu-se descobrir se existe umarelação mais estreita entre a adoção de comportamentos indicativos de ciúme eo caráter oral. Para tanto, a pesquisa abrangeu os 5 (cinco) tipos de caráter daBioenergética: esquizóide, oral, psicopata, masoquista e rígido. A partir dasrespostas obtidas, pode-se verificar como as pessoas se comportam quandosentem ciúmes e estabelecer uma correlação maior entre o caráter oral e ociúme.Na verdade, muito se tem escrito sobre o ciúme, enfocando vários ângulos.Este trabalho acrescenta, tão somente, uma abordagem bioenergética ao temauma vez que o ciúme revela um comportamento específico, constituindo umadefesa de caráter, na linguagem bioenergética. 2
  3. 3. VISÃO CONCEITUALEnquanto sentimento, trata-se de um processo que envolve inicialmente ossentidos (sensação corporal) e, num momento posterior, a elaboração mentaldas sensações sentidas. O sentimento está sempre ligado a uma disposiçãoafetiva em relação a objetos (coisas, seres). Sentir é sofrer a ação de algointerno ou externo à pessoa que sente. O sentimento é uma reação psicofísicaa um estímulo interno ou externo à pessoa, podendo ser agradável,desconfortável ou até mesmo aflitivo. Os sentimentos têm intensidadesdiferentes. O medo que se sente, por exemplo, pode ser maior numa pessoado que numa outra. E até na mesma pessoa a intensidade tem variação deacordo com o contexto. O prazer sentido pode ser maior numa ocasião emenor noutra.O ciúme é um sentimento que pode ser extremamente desconfortável porqueestará sempre ligado à possibilidade maior ou menor de perda do que se amae que se pretendia exclusividade de posse. Assim, a perda que se prenunciano ciúme não significa necessariamente deixar de ter o objeto, mas a formacomo pensava tê-lo, ou seja, exclusivista.O ciúme nunca está sozinho como sentimento. Na verdade, desencadeia umasérie de outros sentimentos intrinsecamente ligados a ele. O medo, aansiedade, a angústia, a raiva e a tristeza fazem parte da “cadeia do ciúme”. Éo conjunto desses sentimentos que desencadeará a aflição e o sofrimento,próprios do ciúme. O medo é o medo da perda, da traição, da competição, dorival e de si mesmo.O medo da perda é porque deixará a pessoa sem a propriedade do ser amado.O ciúme, quando surge de forma intensa, evoca, para quem o sente, o pactosilencioso de que “eu sou seu(sua) e você é meu (minha)”, vigente enquanto 3
  4. 4. durar o relacionamento amoroso. A possibilidade de quebra desse pactorepresenta uma perda muita sentida do que se imaginou possuir,desencadeando um aviltamento ao seu direito. Ter o outro passa a ser umdireito.O medo da traição provocará a desconfiança. Os estados de prontidão e devigilância são acionados; a desconfiança surge ao menor sinal (demonstraçãode afeto por outra pessoa).O medo do(a) rival existe porque a pessoa amada busca num terceiro algo quenão encontra na pessoa. O que tem essa pessoa que movimenta o(a) seu(sua)amado(a) noutra direção que não para si? Eu nunca sou bom(boa) o bastantepara que se volte somente para mim. O registro é o de que não foi bom(boa) osuficiente para ter somente para si a pessoa amada. Isso evocará a sua baixaauto-estima construída nas suas relações primárias, quando suasnecessidades de apoio, segurança e de proteção não foram atendidas namedida que precisava.O meda da competição é porque terá que enfrentar um outro, podendo ganharou perder (e a perda já está inscrita, por ocasião da vivência do Édipo); e omedo de si mesmo porque terá que se confrontar consigo mesmo (autopercepção mais profunda e, quem sabe, verdadeira)Esses medos provocados pelo ciúme desencadearão outros sentimentos ( aansiedade, a angústia, a raiva) ameaçando não só a estrutura da relação,como também a estrutura psíquica e, às vezes, a estrutura física das pessoasenvolvidas.Como qualquer sentimento, é natural o surgimento do ciúme, como são ainveja, o luto, a raiva, a saudade, a alegria etc. O importante será considerarsua origem, intensidade, duração, forma de sentir e reagir, a importância queassume no cotidiano da pessoa e como interfere na vida de quem convive comela . 4
  5. 5. O ciúme, numa gradação, vai de zelo pela relação amorosa até a insanidade.De todo modo, o ciúme tem sempre algo de cruel para quem o sente e a quemele é direcionado.Parece ser comum que o ciúme apareça na vida da pessoa como aparecemoutras características suas como criatividade, inteligência, saudade, tristeza.Há, porém, pessoas nas quais o ciúme assoma como algo monstruoso,perturbando totalmente a vida das pessoas envolvidas: quem sente ciúme e oparceiro a quem se destina o ciúme.Para quem o sente, o ciúme traz consigo uma série de sentimentos negativos etorturantes, como o medo da perda de alguém, a inveja da maior liberdade eautodeterminação que se imagina o parceiro ter, a inferioridade perante o rival,o qual se costuma minimizar com adjetivos pouco elogiosos, mas queinconscientemente se imagina supervalorizado, as dúvidas sobre si mesmo, ossentimentos de impotência, dependência, baixa auto-estima, depressão,desespero. A quem é dirigido, o clima permanente de suspeita, os infindáveisinterrogatórios, as desconfianças contínuas , tornam sua vida um inferno.Sheakespeare, em Otelo, narra o que pode acontecer com o ciúme patológico:Otelo mata Desdêmona por ciúme, a partir das intrigas de Iago. De qualquerforma, o ciúme é marcado pela dor cuja intensidade guarda relação com aestrutura da personalidade.Assim, o ciúme também elicia o zelo, a incerteza, a insegurança, a humilhação,o abandono, a inveja que já estão inscritos na pessoa, tendo em vista suahistória de vida . 5
  6. 6. ABORDAGEM PSICANALÍTICA FREUDIANANo texto “Alguns Mecanismos Neuróticos no Ciúme, na Paranóia e noHomossexualismo”, Freud coloca que é normal a pessoa sentir ciúmes. Diz eleque se alguém diz não senti-lo é porque sofreu severa repressão e, porconseqüência, o ciúme tem um papel ainda maior na vida inconsciente dapessoa.Para Freud existem três graus de ciúme:a) Competitivo ou NormalCompõe-se do pesar, do sofrimento causado pelo pensamento de perder oobjeto amado e da ferida narcísica. Provoca sentimentos de inimizade e dehostilidade contra o rival “bem sucedido” e, a depender da quantidade deautocrítica, responsabilizando-se pela possibilidade de perda.Esse ciúme tem sua origem, segundo Freud, na vivência do Édipo ou narelação com os irmãos.O ciúme pode ser experimentado bissexualmente. Nesse caso, por exemplo, ohomem tem ciúmes da mulher que ama e sofre por isso, mas também sofreráporque ama inconscientemente esse homem, sentindo ódio da mulher rival.b) O Ciúme ProjetadoDeriva da própria infidelidade concreta na vida real ou de impulsos nessesentido que foram reprimidos. No primeiro caso, como defesa, a pessoaprojeta a infidelidade para a outra. Isso se tornará mais lógico na medida emque a outra pessoa dá margem a tal fato. No segundo caso, a negação doimpulso da infidelidade é tão forte que encontra escoamento na projeção àoutra pessoa. 6
  7. 7. Uma pessoa ciumenta não apresenta tolerância para uma gentileza e atémesmo um flerte, desconhecendo que isso pode ser uma salvaguarda contra ainfidelidade real. Não acredita existirem interrupção e retorno ao objeto amadoc) O Ciúme DeliranteTem sua origem em impulsos reprimidos no sentido da infidelidade, mas oobjeto, nesses casos é do mesmo sexo do sujeito. O ciúme delirante torna suaposição entre as formas clássicas da paranóia.Como tentativa de defesa contra um forte impulso homossexual indevido, elepode, no homem, ser descrito pela fórmula: Eu não o amo; é ela que o ama. Apartir daí, aparecem os delírios que configuram o quadro da paranóia.Na verdade projetam exteriormente para os outros o que não desejamreconhecer em si próprios. No caso do ciumento paranóico a projeçãorepresenta uma defesa contra o seu homossexualismo.Para Freud existem dois momentos formadores de pessoas ciumentas: operíodo pré-edípico e o edípico.Na fase oral do desenvolvimento psicossexual da criança, o prazer está nosugar o peito que é estendido para outros objetos. Nessa fase, desenvolve-se ochamado complexo materno caracterizado por um apego excessivo à mãe,podendo gerar o ciúme dos irmãos, do pai e de quem a mãe goste ou serelacione. O ciúme assim provocado pode ser excessivamente hostil eagressivo para com os irmãos, podendo provocar desejos reais de morte deles. 7
  8. 8. Na vivência do período edípico, o menino se volta para a mãe de modo afetivo-sexual. O mesmo se dá com a menina com relação ao pai. Nesse período écomum que o objeto amado seja só seu e qualquer possibilidade de ameaça deperdê-lo gera ciúmes e reações hostis contra rivais, principalmente o genitor domesmo sexo. A depender da forma como esse período é atravessado pelacriança a inscrição do ciúme será mais ou menos intenso. A saída do período,caracterizado pela identificação com o pai do mesmo sexo, como forma deobter o seu objeto, faz com que haja uma renúncia a esse objeto e a busca deoutro semelhante, do ponto de vista sexual. Mas a situação edipiana nemsempre é vivida sem atribulações e a saída do período pode não se dar dessejeito. O aprisionamento à essa situação contribuirá para uma fixaçãocarregada, entre outros aspectos, do ciúme do objeto amado. 8
  9. 9. ABORDAGEM BIOENERGÉTICA DO CIÚMEInicialmente, vamos verificar, no geral, o que faz com que uma pessoa serelacione amorosamente com outra. Há algo nesse outro que atrai, que faz comque se queira estar junto. Esse estar junto irá envolver o compartilhamento desuas vidas. Portanto, o outro atende desejos que ora são conhecidas oradesconhecidas pelos envolvidos na relação. Das necessidades conhecidaspode-se localizá-las e enumerá-las: companheirismo, sexo, status, afeto,dinheiro etc. Das necessidades desconhecidas não se pode falar porque nãose tem acesso a elas. Elas não são conscientes. Mas a não consciência delasnão implica na sua inexistência. A motivação humana é,basicamente,inconsciente. Assim, há, também, um quantum de energia advinda dasinstâncias inconscientes que me levam ao outro; despertam a necessidade desua presença. Algo se passa que aciona os desejos, a busca de satisfação denecessidades.Somos incompletos por natureza. Nascer é contatar com a falta. É sentir queprecisamos do mundo e das pessoas. Viver representa, em um nível, buscarpreencher as faltas que vão surgindo ao longo da vida. Novamente, vamos nosdeparar com faltas que nos são conhecidas e com outras inconscientes queaparecem sob a forma de angústia, de ansiedade, de medo, de depressão oude pânico, difíceis de serem lidadas.Perceber-se incompleto e “faltoso” nos faz sofrer. Parece haver uma inscriçãono humano da completude, da potência, da inteireza (será a centelha divinaque habita em nós; o “todo” que habita as partes”? ou a vida intra-uterina?)porque somente conhecemos um lado quando sabemos do seu oposto. Eu seique existe a alegria porque conheço a tristeza. Assim, parece que o que“perdemos” ao nascer nos arremessa a buscar o que foi perdido parapreencher essa falta primeira. Mas, o que foi perdido? Aí, poderemos noslançar a uma série de hipóteses ou de possibilidades. Sem podermos ter a 9
  10. 10. precisão, dizemos que perdemos a sensação de estarmos completos, de umestado de graça. Viveremos, no entanto, com a sensação dessa falta. A essaprimeira falta poderão juntar-se outras ao longo da vida e o “buraco” interior vaise aprofundando.Sabemos que a rejeição que um ser pode sofrer ainda no útero ou o abandonopós-natal ou a desconexão entre o bebê e a mãe ou, ainda, a frieza noscuidados dos primeiros anos inscrevem na pessoa (nas dimensões bio-psico-sócio-espiritual) faltas. A depender da história de cada um (estamos falandodas marcas da própria espécie e da dinâmica familiar diferencial) as faltasserão mais ou menos profundas. E, aqui, passamos a mergulhar um poucomais na etiologia da formação do caráter oral. A formação desse caráter se dáno primeiro ano de vida quando a necessidade da criança de ter a mãe compresença calorosa não é satisfeita por morte, doença ou ausência determinadapela necessidade de trabalhar. A criança vive sucessivas experiências deprivação que inscrevem na sua mente e no seu corpo o abandono. Cansa dechorar ou de utilizar outra linguagem para expressar sua necessidade denutrição, de amor, de contato. Essa falta vai acompanhando o crescimento eregistrando um débito desse seu primeiro grande objeto de amor: a mãe. Cadafalta provoca uma necessidade que impulsiona a pessoa à vida procurandosatisfazê-la. Esse movimento de busca exige o dispêndio de energia. Assim, afalta “rouba” uma energia que estava harmonizada com o todo, deixando“buracos” que pedem preenchimento para o restabelecimento do equilíbrio, dahomeostase.O percurso que a pessoa usa para o restabelecimento da homeostase, para opreenchimento desses claros e que vão estar inscritos, como já dissemos, nocorpo, na mente e no espírito, é complexo. Os caminhos se transformam emverdadeiros labirintos cuja saída final desejada é o bem-estar, é o sentimentode pertencer ao universo, é a aceitação das faltas e da impotência, é o deixar avida fluir mais espontaneamente, é a predominância da graça, da beleza e daharmonia. 10
  11. 11. Como muitas dessas faltas nos fazem sofrer porque são dolorosas, utilizamosmecanismos para suportá-las e seguirmos em frente nas nossas vidas. Oprincipal deles é a repressão. Outro mecanismo também comum é a negaçãoda falta, adotando-se uma postura de não reconhecê-las, ou seja “eu nãopreciso do outro”. O outro é quem me deve (a noção de que o mundo lhe deveirá acompanhá-lo pela vida) Como para o inconsciente só existe o sim aenergia represada pelo não reconhecimento da falta exige escoamento. Anegociação necessária será intermediada pelo ego já desenvolvido. Essanegociação implicará a utilização de mecanismos (defesas) para a vazão doinconsciente. Portanto a manifestação do inconsciente é, para a pessoa,incompreensível e sem muito nexo.As buscas de preenchimento dessas faltas são encetadas por movimentosinteriores mas a pessoa não sabe que essas faltas jamais serão preenchidaspelos verdadeiros objetivos perdidos. A pessoa não é mais um bebê. Ela nãopode fazer o tempo voltar O que está presente é a agonia pela perda e anecessidade de preenchê-la. Sem saber da impossibilidade do resgate doperdido a pessoa busca algo que, de alguma forma, se “pareça” ou “lembre” outenha alguma ligação com o verdadeiro objeto. E isso irá acontecer maisfortemente quando está amando uma outra pessoa. Por isso dizemos que asrelações de um modo geral, e as amorosas em particular, são carregadas detransferência. Há algo naquele outro que me faz sentir, pensar e, às vezes, tercerteza de que vai preencher o meu vazio, vai ser o resgate do perdido, enfim,encontrei o que estava me faltando.Mas, é uma ilusão acreditar que o outro possui o algo que me falta. O objetoperdido jamais será recuperado. Não se pode modificar a história passada. Aspaixões são tanto maiores quanto maiores são as faltas. A intensidade da forçada ilusão de completude é a mesma da desilusão posterior, acrescida dosentimento de fracasso, quando a paixão acaba.Se eu perdi algo que deixou uma lacuna tão significativa em mim, que me fezsofrer tanto, ao encontrar um outro em quem acredito me preencherá o vazio,não quero perder de novo esse objeto. Se eu sinto que encontrei no outro “a 11
  12. 12. razão do meu viver”, ficarei feliz e farei tudo para não perdê-lo porque aexperiência de exilado da completude está bem inscrita no meu ser. O quefaço? Tomo posse e me aproprio desse objeto. É meu e de ninguém mais.Uma vez apreendido por mim, eu vou querer que esse outro seja como euquero (como eu idealizei). A posse, a propriedade sobre o outro tem de sercomo eu quero (porque eu preciso assim). Qualquer movimento do outro forado meu desejo é percebido como ameaça. Se o outro exerce sua liberdade debuscar o seu bem-estar com outros objetos (situações ou pessoas) eu sintociúmes. Não sou o único como eu pensava ser ou como eu queria ser paraesse outro. A necessidade de exclusividade é sinal de uma falta profunda(grande vazio, energia nefasta). O ciúme é, então, um sinal de alerta, deameaça de perda desse objeto possuído, dessa “mãe” encontrada. Apossibilidade de perdê-lo ou ter de compartilhá-lo remete a pessoa à estacazero na sua busca. É como aqueles joguinhos em que você está já ganhandoe, de repente, tem de voltar e recomeçar tudo de novo. Só que é pior porquejogo é jogo e vida é vida. Além disso, existe a questão: o que o outro estáprocurando num terceiro que eu não tenho (quanto onipotência a nossa!)?Como se pudéssemos completar totalmente o outro! Como se o mundo dooutro fôssemos nós porque reduzimos o nosso mundo ao outro. Quantosacrifício! E por isso, exigimos o mesmo sacrifício (redução do mundo, da vida)do outro.Quanto mais o oral exige exclusividade mais torpedeia a liberdade do outro emais o afasta de si, sem o saber, e mais o outro se afasta dele. Encerradosnuma relação baseada em suas faltas, fecha-se ao desenvolvimento de suapotencialidade de amar. Desenvolve um autopoliciamento de si mesmo e umpatrulhamento do outro. Essa relação vai empobrecendo e apodrecendo. Oresultado ou é a acomodação neurótica (não é feliz com o outro, mas sem ooutro também não o será e não ficará sozinho na infelicidade) ou a relação sedesfaz (chega um momento em que um ou os dois não agüentam) ou seinstalam a mentira, a omissão, o medo, o perigo, os escapes entre as partes. Etudo começou com a ilusão de que o outro preencheria as suas faltas. 12
  13. 13. É certamente infantil acreditar e querer que o outro só tenha olhos para si.Essa ilusão tem assento, novamente, no absoluto que foi a vida intra-uterina,no narcisismo primário. A impossibilidade de se manter nesse estágio vem como nascimento, tornando-se a primeira castração. A outra grande e importantecastração vem com a descoberta de que o desejo da mãe se movimenta emdireção a outra pessoa (pai ou substituto). Mas, a situação extrema dacastração será representada pelo abandono e pelo desamor da mãe, paraquem o filho passa a representar a evidência de sua própria castração.Portanto, a ilusão de que o outro só quer a mim é o desejo de restauração donarcisismo primário. Ou seja, encontrar na pessoa amada a total completudecujos desejos são os meus desejos, sendo igual a mim e que veio para mesalvar da falta.Energeticamente, a pessoa com predominância da oralidade apresenta baixacarga (não foi suficientemente energizada de amor). Desenraizada, a energiade sustentação do corpo (pernas) e que permite a locomoção é pouca. Arespiração (fonte de obtenção de energia) é superficial devido ao fraco impulsode sugar na infância. A agressividade para a manutenção de seus processosvitais é reduzida. Cansa-se rapidamente quando engajado numa atividadecontínua. Alterna períodos de elação e de depressão. Elação quando sente queencontrou numa pessoa a “mãe” com seus significados (amor, proteção,incentivo, confiança); depressão quando se sente abandonado (mais uma vez).A libertação pessoal requer confrontos com o individual e com a cultura. Háuma relação delicada entre a pessoa e o social. Uma é matéria-prima e produtoda outra parte pela influência mútua que exercem. A transformação pessoaladvirá de um investimento em si próprio para si próprio. Esse empreendimentopoderá ser feito sozinho ou com a ajuda de um outro (o outro sempre estápresente)!A vida será um fardo mais leve até que a gente retorne para o estado decompletude (graça) de onde possivelmente viemos. Sabendo “a dor e a delíciade ser o que é”(1) descansaremos quando, num outro instante (que difícil,não?) “repousarmos no Absoluto” (2). 13
  14. 14. A PESQUISAPara aprofundar a discussão sobre o ciúme e complementar as consideraçõesteóricas elaboradas, realizamos uma pesquisa de campo, focando aclassificação caracterológica da Bioenergética. Assim, pretendeu-se descobrirse existe de uma relação mais estreita entre a adoção de comportamentosindicativos de ciúme e o caráter oral. Para tanto, a pesquisa abrangeu os 5(cinco) tipos de caráter da Bioenergética: esquizóide, oral, psicopata,masoquista e rígido (histérica e fálico narcisista).A Pesquisa teve como objetivo averiguar a seguinte hipótese:A intensidade do sofrimento causado pelo ciúme é maior nas pessoas compredominância da oralidade do que nas dos demais tipos de caráter, naclassificação da Bioenergética.A pesquisa foi feita por meio de questionários que foram respondidos porpessoas acima de 20 anos de idade e que se encontravam, naquele momento,em processo terapêutico da Análise Bioenergética.O questionário, de perguntas objetivas, foi elaborado contendocomportamentos indicativos de ciúme e duas perguntas abertas, ao final, ondese pretendeu conhecer as reações da pessoa quando ela sente e sabe queestá com ciúmes. 14
  15. 15. A amostra da investigação foi formada por clientes de Analistas Bioenergéticosque se dispuseram a participar da pesquisa. Foram aplicados 25 questionáriosassim, distribuídos:5 – oral5 – esquizóide5 – psicopático5 – masoquista5 – histérica5 – fálico narcisistaOs terapeutas escolheram clientes que se dispuseram a participar dolevantamento, de forma anônima. 15
  16. 16. DADOS OBTIDOSApós o tratamento dos dados, classificamos o grau de ciúme conforme o totalde pontos obtidos por cada participante, resultando na tabela que segue.Tabela 3 – Classificação do Grau de Ciúme, segundo o Caráter CLASSIFICAÇÃO CARÁTER POUCO CIUMENTO MUITO TOTAL CIUMENTO CIUMENTOESQUIZÓIDE 2 3 - 5ORAL - - 5 5MASOQUISTA 3 - 2 5PSICOPÁTICO 1 1 - 2HISTÉRICO 4 1 - 5FÁLICO 1 4 - -NARCISISTAA computação das respostas, traduzida nesta Tabela, permite concluir que osorais apresentam um maior número de comportamentos indicativos de ciúme e,portanto, são mais ciumentos e sofrem muito mais com o ciúme do que aspessoas dos outros caráteres.As respostas à pergunta aberta (Qual(is) sua(s) reação(ões) quando senteciúmes?) foram apuradas por caráter. Assim, as reações computadas dizemrespeito à forma de reagir das pessoas com o mesmo caráter. Uma análisequalitativa dessas respostas foi feita para a verificação de relação com ahipótese do trabalho . 16
  17. 17. A listagem está por ordem de freqüência ( da maior a menor freqüência) eforam as seguintes:Esquizóide Fica introspectivo(a) Fica calada Sente afastamento Fica de mau humor Disfarça Sente raiva Chora, mas não na frente da pessoas Conversa depois com o(a) parceiro(a) Pára e reflete Exterioriza o ciúmeMasoquista Vontade de gritar, brigar, mas não faz nada Medo Raiva Insegurança Calado(a) Briga Perda do controle Fica silencioso(a)Psicopático Incômodo Reflexivo Auto cobrança de uma postura mais aberta inseguro 17
  18. 18. Histérica Brava Briga Fica alguns dias sem falar Magoada Torna-se mais interessante que a rival Disfarça Medo Conversa expressando para o parceiro o ciúme Emburrada Mãos frias, taquicardia ÓdioFálico Narcisista Fica sério Irritadiço Procura ter certeza se houve ou não traição Não admite ser traídoOral Tristeza Angústia Aperto no peito Falta de ar Vontade de morrer Depressão Retraimento Insegurança Sensação de perda Abandono Solidão Raiva Descontrole Cobra, briga Fúria 18
  19. 19. A conclusão é a de que a nossa hipótese foi confirmada, dentro do universopesquisado e da metodologia adotada. De qualquer forma, julgamos que apesquisa precisa ser aprofundada, em termos de um universo maior departicipantes.É curioso observar que as reações explicitadas pelas pessoas pesquisadas sãopróprias do padrão de resposta dos tipos de caráter, na teoria daBioenergética. E essas reações guardam relação com a etiologia doscaráteres. O ciúme elicia situações passadas, vividas na infância, nos períodospré-edípicos e edípicos. Os sentimentos evocados são aqueles que foramreprimidos e as reações constituem o padrão de resposta construído parafazer frente a eles e, portanto, para a sobrevivência da criança.Para uma melhor compreensão faremos uma análise de cada caráterpesquisado, associando as reações expressas pelas pessoas aos traços decaráter.O esquizóide tem reações que lhes são próprias como o afastamento, o voltar-se para si, o disfarce e a raiva contida. A possibilidade da perda do vínculo, tãodifícil para o esquizóide, o remete ao medo de morrer; à rejeição que sofreudesde quando estava no útero da mãe.O psicopático reage sentindo-se incomodado. O que pode estar subentendidonesse incômodo? A possibilidade de perda do objeto pode significar, muitoprovavelmente, o medo de perder o poder sobre o outro, a conquista realizada;um golpe na sua tirania ou sedução.O masoquista reage sofrendo com a situação. Tem vontade de gritar, brigar,afirmar-se, mas não faz nada ou faz muito pouco para expressar o seudesagrado, a sua raiva. Como disseram, ficam calados(as), silenciosos(as),submetendo-se à situação. A possibilidade de se ver trocado significa umaratificação da humilhação já sofrida antes, por alguém que gostava muito (a 19
  20. 20. mãe). Assim, o ciúme no masoquista, suscita a sua baixa auto-estima e, muitasvezes, o sentimento de culpa por ter feito algo errado para o outro.A Histérica reage ficando brava, brigando, explodindo ou disfarçando,procurando enfrentar a rival, tornando-se mais interessante que ela (mãe). Ociúme pode ser prenúncio de traição, já vivido na fase edípica. Apresentasomatizações que variam em função das vulnerabilidades físicas de cada uma.O Fálico-Narcisista diz ficar sério, irritadiço, procurando ter certeza da traição.Traição é seu núcleo traumático. Como se sentiu traído pela mãe que não oreconheceu como homem, a possibilidade de repetição dessa experiência navida adulta remete-o à experiência vivida anteriormente. Não confiar, não abriro coração é o seu lema para não sofrer. O ciúme intensifica o sinal de alerta, adesconfiança, de uma possível rejeição. É a prontidão para uma possível feridano amor-próprio. É perda do controle da situação.As reações citadas pelos participantes do tipo Oral são perfeitamentecondizentes com o caráter. A tristeza, a depressão, a sensação de perda, deabandono, o aperto no peito, a falta de ar, a solidão e a raiva são reaçõestípicas do caráter oral, na teoria da Bioenergética. Reporta o Oral às situaçõesde abandono a que foi submetido no primeiro ano de vida. O que era para ser oseu “tudo” deixa de atender às suas necessidades de aceitação, afeto, amor,toque. A perspectiva de perder o(a) parceiro(a) faz reviver a perda da figuramaterna amável. 20
  21. 21. Comentários relativos às respostas ao questionário:Mandar seguir o(a) parceiro(a) ou seguir você mesma(o) e contratar detetivepara fazê-lo obteve o grau mínimo) de todos os caráteres. Isso pode significarum ciumento mais doentio, não se enquadrando no quadro das neuroses que éo caso dos caráteres;Não gostar que o(a) parceiro(a) vá dançar com outra(o) foi apontado pelo graumáximo dos caráteres oral, psicopático, masoquista e fálico-narcisista..Provavelmente, um contato mais próximo como é o caso de dançar provoqueciúme em todos os caráteres;Os orais responderam no grau máximo a 17 perguntas de um total de 25,significando, muito provavelmente o quanto são ciumentos;A pesquisa revela um fálico-narcisista ciumento que controla o sentimento,expressando-o sem a intensidade vivida. Parece ser muito difícil para eleadmitir que a(o) parceira(o) possa deixar de gostar dele, de admirá-lo, decontinuar a ser sua conquista. A expressão na intensidade vivida representariaadmitir uma vulnerabilidade, a castração, coisa difícil para um fálico-narcisista.Em apenas duas perguntas os orais apresentaram um grau menor que outrotipo de caráter: Ouvir telefonemas e preferir não ter uma vida social maisintensa para evitar que o(a) parceiro(a) tenha contatos com outras pessoas. Oprimeiro caso aparece como uma surpresa visto que revelaram abrircorrespondências, examinar bolsos, carteiras, roupas, celular, extratos decartão de crédito, etc. Talvez ouvir telefonema os coloquem mais em risco deserem flagrados do que fazer as outras verificações. Quanto ao segundo caso,evitar uma vida social mais intensa represente a possibilidade de dividir aatenção, o afeto com outras pessoas que, provavelmente, estarãorepresentando os irmãos. 21
  22. 22. CONCLUSÕESO presente estudo teve como objetivo abordar o tema ciúme, focando-o nasrelações amorosas entre duas pessoas que decidiram assumir umcompromisso de estarem juntas, estabelecendo uma relação entre o caráter,na teoria de Alexander Lowen, e o grau de ciúme sentido, através daexpressão de comportamentos indicativos de ciúme.O ciúme, enquanto um sentimento de ameaça de perda do objeto amado, énatural do ser humano. A intensidade do sentimento é que vai variar de pessoaa pessoa e guarda relação com o caráter de cada uma.O ciúme desencadeia outros sentimentos que a ele estão ligados como medo,ansiedade, angústia, raiva, tristeza, inveja, insegurança, entre outros. Isto querdizer que o ciúme nunca surge sozinho. Associado a ele assomam outros queirão constituir a “cadeia de reação” da pessoa com ciúme. As reações podemser classificadas em neuróticas (em se tratando de caráter) e psicóticas(quando a pessoa possui uma estrutura psicótica desenvolvida, como é o casoda paranóia). O ciúme pode significar um zelo pelo objeto amado até umademonstração de insanidade, a depender, é claro, do grau do sentimento e dareação provocada por ele.Do ponto de vista teórico, embasamos a hipótese (os orais são maisciumentos) na etiologia do caráter oral, onde o abandono da mãe sentido pelobebê, provocará uma falta de amor, de carinho, de toque, de aceitação que oacompanhará durante sua vida adulta. Essa falta inscrita irá provocarcomportamentos de busca de preencher o vazio deixado por essa mãe. Oencontro com uma pessoa por quem sente amor desencadeará uma ilusão deencontro com um objeto que preencherá o grande vazio que o acompanha.Assumirá uma atitude de posse exclusiva e qualquer possibilidade de essaoutra pessoa relacionar-se com terceiros poderá ser sentida como umaameaça à “estabilidade” conseguida. Surgirá, então o ciúme num grau elevado,adotando comportamentos indicativos de ciúme. 22
  23. 23. Para testar essa hipótese, procedemos a uma pesquisa de campo, ondepudemos investigar que comportamentos são adotados, na média dassituações, por pessoas de caráteres diferentes na teoria da Bioenergética.Estabelecemos uma comparação das reações explicitadas pelos participantesda pesquisa e concluímos, tendo em vista a metodologia adotada, que,realmente, os orais apresentam um maior número de comportamentosindicativos de ciúme e, portanto, são mais ciumentos e sofrem muito mais como ciúme do que as pessoas dos outros caráteres. 23
  24. 24. 7. BIBLIOGRAFIAFREUD, Sigmund.Alguns mecanismos Neuróticos no Ciúme, na Paranóia eno Homossexualismo. Traduzido por Jayme Salomão. Standard Brasileira eImago: Rio de Janeiro. 1980.LOWEN, Alexander. Bioenergética. Traduzido por Maria Silvia mourão Netto.Summus: São Paulo. 1982.LOWEN, Alexander. O Corpo em Terapia: a abordagem bioenergética.Traduzido por Maria Silvia Mourão Netto. Summus: São Paulo. 1977.REICH, Wilheim. Análise do Caráter. Traduzido por M. Lizette Branco eMaria Manuela Pecegueiro. Martins Fontes: São Paulo. 1980.ELSWORTH, F. Baker. O Labirinto Humano – Causas do Bloqueio daEnergia Sexual. Traduzido por Maria Silvia Mourão Netto. Summus: SãoPaulo. 1980.BUSS, David M. A Paixão Perigosa. Traduzido por Myriam Campelo.Objetiva: Rio de Janeiro. 2000.SHAKESPEARE, William. Otelo. Traduzido por Beatriz Viegas Faria. L&MEditores: Porto Alegre. 2001 24

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