Your SlideShare is downloading. ×
3inovafv conclusoes
3inovafv conclusoes
3inovafv conclusoes
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

3inovafv conclusoes

1,412

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
1,412
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
16
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Página 1 de 3Gilberto M JannuzziO III InovaFV procurou trazer os mais importantes agentes e setores envolvidos com a tecnologiafotovoltaica, desde representantes do setor industrial envolvidos em várias etapas da cadeia produtiva,como o governo, academia, e grupos de interesses. A conclusão final é que ainda não podemos notar umconjunto de ações articuladas tanto de financiamento, organização da cadeia produtiva, definições deprioridades de P&D, rotas industriais, e do lado da demanda não vemos políticas de “deployment” ouestratégias de criação de mercado para a criação de mercado para tecnologias de energia solarfotovoltaica no Brasil.É claro que existem alguns avanços importantes que mostram iniciativas que estão sendo tomadas parao mercado de energia solar fotovoltaica no país juntamente com o desenvolvimento da sua cadeiaprodutiva e de serviços nacional. Ao final destacamos o que consideramos de mais importante nesseúltimo ano. Se serão suficientes, ainda não percebemos consenso entre os principais agentes, porém osdesafios a serem vencidos são relativamente bem conhecidos através das referências internacionaisdisponíveis (algumas participaram do evento) e do conhecimento do contexto nacional apresentado.A partir das discussões, apresentações realizadas na 3ª edição do InovaFV e algumas entrevistasrealizadas, percebe-se que o setor de solar fotovoltaica no país encontra-se em um impasse. Ao passoque os atores da cadeia produtiva e academia urgem por políticas públicas claras de criação da demandae de fomento ao desenvolvimento industrial e de serviços, o governo federal, por outro lado, ainda aguardatomar as decisões e ações necessárias, seja como formulador de políticas em energia, seja comoformulador de política industrial, científica e tecnológica.Nas conclusões do evento anterior, em 2012, vislumbrava-se o início da consolidação do mercado noBrasil no curto prazo a partir das iniciativas que vinham sendo tomadas pelos atores, principalmente pelaANEEL. Foi um momento de expectativas positivas com relação a possibilidades de expansão dastecnologias de solar fotovoltaica e também de maior articulação entre os atores da cadeia produtiva esetores do governo.Entretanto, como mencionado acima, o impasse e espera do governo federal para definições de leilões eas expectativas não realizadas com relação a aplicação dos mecanismos de incentivos regulatórios paraa geração distribuída provoca claramente uma frustação entre empreendedores. A academia continuafortemente mobilizada para atender a demanda imediata dos projetos de P&D implementados pelasconcessionárias e também se mostra desarticulada para se organizar na formação de recursos humanose contribuir para uma agenda de P&D que melhor aproveite a tecnologia de produção existente no país eaumente sua competitividade internacional.Outra preocupação é o risco da desarticulação das ações, especialmente na esfera pública. Asconclusões do evento anterior, março de 2012, já indicavam a importância da Agenda Setorial doPrograma Brasil Maior (MDIC) e a necessidade de que ela fosse sustentada por uma política eplanejamento energético claros de médio e longo prazos. A Agenda Setorial ainda não foi lançada, quandoa previsão de seu lançamento era final de abril de 2012. Ainda não se nota em 2013 articulação entreesse programa, as expectativas modestas de expansão da geração fotovoltaica apresentadas pela EPE,que depende antes de tudo de sinalização do MME, e a preocupação do MCTI em apoiar rotas detecnologias de 3a. geração de células fotovoltaicas1. Não se trata de coexistência de políticas setoriais, a1É importante deixar claro que não se critica a opção do MCTI em apostar em rotas tecnológicas ainda nãomaduras. Acreditamos que é, sim, importante o país acompanhar e avançar nesse desenvolvimento com a visão demaior prazo. O que chamamos a atenção é para a desarticulação da esfera pública para a criação do mercado desolar fotovoltaica com tecnologias atualmente maduras, que também necessitam de apoio e investimentos empesquisa para acelerar a capacitação industrial e formação de recursos humanos.
  • 2. Página 2 de 3nosso ver, e sim de sua efetiva integração para que o país possa apresentar domínio tecnológico ecompetitividade.No entanto, não é o que está ocorrendo no momento. O governo federal, através do BNDES, Finep eAneel, lançou, no dia 1° de abril de 2013, o Plano de Ação Conjunta Inova Energia para estimular ainovação pelas empresas através do aporte de R$ 3 bilhões a serem distribuídos entre as áreas de fontesrenováveis (fotovoltaica, solar térmica e eólica), redes inteligentes e veículos elétricos e híbridos. Essainiciativa ocorre antes do lançamento das agendas setoriais de política industrial e sem uma política eplanejamento energético claros de médio e longo prazos. Esse é o tipo de desarticulação que precisa serevitada e para o qual chamamos a atenção.As experiências internacionais apresentadas no evento deixam clara essa necessidade de articulação eintegração entre as políticas industriais e energéticas quando se quer desenvolver o mercado com odesenvolvimento industrial, científico e tecnológico com conteúdo local.A experiência internacional também mostra que os maiores investimentos estão associados não somentecom o financiamento da cadeia produtiva de FV e, sim e não menos importante, com o seu “deployment”,ou seja, o fomento ao mercado através de mecanismos de financiamentos e subsídios junto ao usuáriofinal. Ainda estão indefinidas no país as preferências dos arranjos que serão privilegiados pelas políticaspúblicas, seja em sistemas centralizados ou distribuídos (ou ambos), o que é importante sinal para o setorprodutivo e para as próprias concessionárias de eletricidade. As iniciativas mais arrojadas na área deregulação não chegaram a se efetivar nem como atraentes para investidores e ainda pouca informaçãosobre leilões específicos foi fornecida.Alguns dos principais avanços ocorridos no último ano foram:1. A publicação das Resoluções Normativas ANEEL:1.1. Nº 482, de 17/04/2012, publicada em 19/04/2012: Estabelece as condições gerais para o acesso demicrogeração e minigeração distribuídas aos sistemas de distribuição de energia elétrica e o sistema decompensação de energia elétrica. Visa, com isso, reduzir as barreiras para a instalação de geraçãodistribuída de pequeno porte, a partir de fontes incentivadas, conectada em tensão de distribuição. A partirde janeiro de 2013 as distribuidoras deverão atender as solicitações de acesso das unidadesconsumidoras;1.2. Nº 481, de 17/04/2012, publicada em 20/04/2012: alteração do desconto de 50% para 80% nas tarifasde uso dos sistemas de distribuição e transmissão (TUSD e TUST) para usinas com fonte solar para osempreendimentos que entrarem em operação comercial até dezembro de 2017. Desconto válido nos 10primeiros anos de operação;1.3. Nº 493, de 05/06/2012, publicada em 08/06/2012: Estabelecer os procedimentos e as condições defornecimento por meio de Microssistema Isolado de Geração e Distribuição de Energia Elétrica – MIGDIou Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente – SIGFI.2. A conclusão da chamada pública N° 013/2011 do Projeto de P&D Estratégico da ANEEL, “ArranjosTécnicos e Comerciais para Inserção da Geração Solar Fotovoltaica na Matriz Energética Brasileira”. Comprazo de execução de até 36 meses, os projetos selecionados somam investimentos da ordem de R$ 395milhões em 18 projetos de geração fotovoltaica (24,6 MWp) com capacitação laboratorial e de recursoshumanos. Há 96 empresas, 62 instituições e 584 pesquisadores diretamente envolvidos com os projetos.A expectativa é que os projetos aumentem o conhecimento da tecnologia pelos diversos atoresenvolvidos, reduzindo a sua barreira de penetração, bem como alavancar desenvolvimentos tecnológicose de serviços.3. Encontrava-se em estágio de finalização a Agenda Setorial para o setor de energia solar, cujo objetivoé criar condições por meio de políticas públicas para a instalação e desenvolvimento da respectiva cadeiaindustrial. Essa Agenda faz parte do Programa Brasil Maior, lançado em agosto de 2011 para o períodode 2011-2014, e sua formulação envolve diversos ministérios e órgãos de Estado, bem como o setorprivado. A previsão de lançamento era em abril de 2012.
  • 3. Página 3 de 34. O Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos da ABINEE, composto por mais de 140 empresas, lançourecentemente estudo com propostas para inserção da energia solar fotovoltaica na matriz elétricabrasileira.5. A Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), divulgou,no início de julho de 2012, Nota Técnica com o objetivo de subsidiar o próprio MME no processo dedecisão quanto à estratégia para a contínua inserção da fonte solar fotovoltaica na matriz de geraçãoelétrica brasileira.

×