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Slides da professora Camila Pompeu - 21 de março de 2009

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Seminario Leopoldina Seminario Leopoldina Presentation Transcript

  • Arte-Educação e Paulo Freire: do corpo interditado ao corpo emancipado na escola Profª Camila Pompeu da Silva [email_address]
  • Plano da apresentação
    • Introdução
    • Percursos da arte educação no Brasil
    • Estudos sobre o corpo
    • Paulo Freire, Corpo e Arte-Educação
    • Considerações Finais
  • 1. INTRODUÇÃO
    • Pesquisas em torno da arte e educação ainda são escassas, em especial quando se referem à relação corpo e arte.
    • Pensar a educação por meio do diálogo com a arte e a expressão artística.
    • As práticas pedagógicas tradicionais - padrões e normas pré-estabelecidas;
    • Educação controlável ;
    • Resultados previsíveis;
    • Alunos formatados – idéias pré-estabelecidas(aqueles que esperam a formatura, isto é, serem finalmente aceitos em uma “forma dura”.
    • A Arte, então, se contrapõe às supostas verdades e certezas da educação.
    • Seus aspectos criativos e transformadores apresentam resultados quase sempre indeterminados;
    • Paulo Freire fala sobre a idéia de criatividade na educação afirmando que é necessário criatividade para aprender e a criatividade necessita de liberdade.
  • 2. Percursos da arte educação no Brasil
    • Segundo idéias de Everson Melquiades Araújo Silva & Clarissa Martins de Araújo. (Artigo apresentado na 30ªReunião da ANPED)
    • Apontam três grandes tendências conceituais sobre o ensino da Arte no Brasil:
    • (1) Ensino de Arte Pré-Modernista;
    • (2) Ensino de Arte Modernista; e
    • (3) Ensino de Arte Pós-Modernista ou Pós-Moderno.
  • I) Tendência Pré-Modernista
    • Concepção de Ensino da Arte como Técnica;
    • Ligada à origem do ensino da arte no Brasil.
    • Presença dos Jesuítas, em 1549 – inicio do ensino de arte na Educação Brasileira
    • Na educação formal - Missão Francesa (1816) – arte acadêmica distante da arte popular
    • 1826: Inauguração da Academia Imperial de Belas Artes
    • 1889: Proclamação da República; duas correntes filosóficas – o liberalismo e o positivismo
      • Início do processo de inserção da arte no currículo escolar
      • Grande influência na educação, principalmente a corrente positivista.
  • II. Tendência Modernista: Expressão
    • Introdução das correntes artísticas expressionistas, futuristas na cultura brasileira.
    • 1922: Semana de Arte Moderna – caracterizou o pensamento moderno.
    • Com a democratização política do Brasil na década de 1930, surgiu um movimento de renovação educacional denominado “Escola Nova”. Inspirado no pensamento do filósofo americano John Dewey, esse novo ideário pedagógico foi trazido para o Brasil através dos educadores Nereu Sampaio e Anísio Teixeira.
    • 1948, foi fundada, no Rio de Janeiro, a Escolinha de Arte do Brasil (EAB)
    • Proposta de educar mediante a arte, que buscou valorizar a arte da criança, a partir de uma concepção de ensino baseada no desenvolvimento da livre expressão e da liberdade criadora.
  • II. Tendência Modernista: Atividade
    • arte como lazer, auto-expressão e catarse, o que descaracteriza a arte como um conhecimento indispensável para a formação das novas gerações, passível de ser ensinado e aprendido.
    • A concepção de ensino da arte baseada na simples realização de atividades artísticas é resultado do esvaziamento dos conteúdos específicos da área de arte na educação escolar.
    • Foi legitimada através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), de n° 5.692, promulgada em 11 de agosto de 1971.
  • III. Tendência Pós-Modernista
    • Compreende a arte como uma área de conhecimento, como uma construção social, histórica e cultural – traz a arte para o domínio da cognição.
    • Na década de 1980 - associações de arte/educadores e cursos de pós-graduação (lato sensu e stricto sensu), fazendo com que surgissem novas reflexões sobre o ensino de arte e novas concepções para o processo de ensino-aprendizagem de arte no âmbito escolar.
    • 1996: LDB/96 – Arte como disciplina
    • 1997: Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte;
    • Aprendizagem dos conhecimentos artísticos, a partir da inter-relação entre o fazer, o ler e o contextualizar arte, designados por Ana Mae Barbosa como ações necessárias para a compreensão da Arte como epistemologia.
    • Tendências no Ensino da Arte
    • Quadro Resumo
    Concepção de ensino da Arte como Conhecimento Pré-Modernista Tendência Modernista Tendência Pós- Modernista Concepção de Ensino da Arte como Técnica Concepção de Ensino da Arte como Expressão e também como Atividade
  • 3. Estudos sobre o corpo
    • Múltiplos sentidos do corpo.
    • Aspectos simbólicos e subjetivos.
    • Para este trabalho, os caminhos escolhidos para desvelar os sentidos múltiplos do corpo seguiram a rota da arte, da filosofia, da história e da pedagogia em especial da arte e da arte/educação.
    • O homem e arte estabelecem uma relação contínua.
    • A arte é produzida pelo homem e, ao mesmo tempo em que a produz.
  • A arte como expressão do corpo em movimento
    • Segundo Leon Tolstoi:
    • “ a arte é toda atividade humana que consiste em um homem comunicar conscientemente a outros, por certos sinais exteriores, os sentimentos que vivenciou, e os outros serem contaminados desses sentimentos e também os experimentar.”
    • A arte é uma forma não-diretiva de expressão do ser humano, pois exige não só a visão, a escuta, mas os demais sentidos como portas de entrada para a compreensão efetiva das questões sociais, políticas e econômicas.
    • O corpo nesta perspectiva, como expressão da arte, lança novas possibilidades de criação de conhecimentos significativos para o ser humano e, conseqüentemente sua conscientização enquanto ser atuante em uma sociedade.
    • História: corpo progressivamente foi afastado da mente. Discussão da modernidade.
  • Modernidade: Corpo e Homem
    • Entender-se-á a modernidade segundo o conceito de Duarte Jr.(2003), que pensa a modernidade como um período que teve suas bases e fundamentos encontrados entre os séculos XI e XIV.
    • Ênfase maior ao período considerado como o auge da modernidade, devido ao despontar da Revolução Industrial, marco essencial para as discussões acerca das transformações nos hábitos corporais das pessoas.
  • Corpo na modernidade: perspectiva histórica
    • Processo de matematização do mundo;
    • Aventuras marítimas ampliadas – ampliação de fronteiras.
    • Preocupação com o futuro e com o progresso;
    • A esperança cresce na mente das pessoas; o futuro será melhor do que o presente, bastando apenas o esforço e o trabalho de cada um.
    • As idéias de Ernst Bloch (2005), sobre utopia:
    • Para Bloch, todo artista é um especialista do imaginário. Mas, de um imaginário que se abre para o futuro, em especial quando se trata da música, pois esta “tem um efeito explosivo, ocorrendo no espaço aberto”, e se disseminando pelo infinito (BLOCH, 2005, p.213)
    • A utopia seria concretizada pela materialidade da obra de arte.
  • Corpo na modernidade: perspectiva histórica
    • Descartes - dicotomia corpo/mente.
    • Coloca em suspeita as verdades até então estabelecidas e separa a relação homem e mundo em dois pólos: o do sujeito que investiga e o do objeto que se deixa investigar.
    • Ciência moderna
    • Visão de mundo fragmentada – conhecimento fragmentado.
    • O conhecer é obtido por meio do processo de dividir, fragmentar, separar, classificar.
    • valorização da racionalidade desprendeu-se da preocupação com o corpo.
    • Revolução Industrial: controle dos corpos – produção.
    • Toda energia deveria ser canalizada para a produção.
    • Relação do corpo e poder.
  • Michel Foucault: Corpo e Poder
    • Segundo Foucault (1987), em qualquer sociedade a questão do corpo é questão do poder.
    • Os corpos que podem ser modelados em favor de interesses de determinadas pessoas ou classes seria o que Foucault chama de corpos dóceis.
    • Atenção dedicada ao corpo para torná-lo hábil e útil.
  • Michel Foucault: Corpo e Poder
    • Disciplina tida como uma fórmula geral de dominação. corpos submissos
    • Na “Microfísica do Poder”, M. Foucault diz: o poder penetrou no corpo, encontra-se exposto no próprio corpo, por isso, para ele, nada é mais real na sociedade capitalista do que o exercício do poder causado pela dominação do corpo.
    • O corpo é não somente objeto do poder, como também exercício do poder. Objeto do poder para produzir cada vez mais o exercício do poder de persuasão para o consumo do que foi produzido, e assim, toda essa manifestação se dá.
    • Foucault vê a disciplinarização dos corpos como uma ação sutil que vai se apoderando delas sem que eles tomem consciência dela – construindo, mesmo, o que Paulo Freire chamaria de consciência ingênua, pois nesta situação, a consciência do opressor passa a “habitar a consciência do oprimido”.
    • Corpo - sustentação das forças de poder e de saber, ou seja, o corpo é atravessado por relações de poder/saber. O corpo é sujeitado à dominação dentro da sociedade capitalista.
    • Histórico de interdição do corpo.
    • Estudos sobre o corpo mostram a disciplina como uma fórmula geral de dominação. Corpos submissos.
    • Foucault trata a perspectiva opressora do corpo e seus atravessamentos pelas forças de poder-saber.
    • Paulo Freire: conexão entre teoria, valores e prática, e trabalhar o corpo na educação permite estabelecer essa relação.
  • Paulo Freire : educação e vida
    • Paulo Freire foi um pensador comprometido com a vida, não pensa idéias, pensa a própria existência.
    • É também educador; existencia um pensamento para uma prática libertadora.
    • O papel do educador é o de favorecer a compreensão dos educandos sobre sua própria realidade, inserir na aprendizagem uma leitura de mundo e não somente leitura de palavras, para colocar o oprimido como sujeito de sua aprendizagem e da transformação da realidade.
  • Pensamento de Paulo Freire
    • Freire ao fazer a crítica sobre a educação bancária, lembrou que essa prática pedagógica é alienante, autoritária e inibidora da expressão autônoma do homem e da mulher.
    • O saber é depositado na cabeça do aluno como se o educando fosse um recipiente passivo de conteúdos.
    • A educação bancária que, desde os jesuítas, informou o ensino brasileiro, é vista por Paulo Freire como uma prática pedagógica de “interdição do corpo” (FREIRE, 2000ª, p. 102).
  • Pensamento de Paulo Freire
    • Prática docente que “dociliza” e “conforma”, proibindo os homens de “ser, saber e poder” (FREIRE, 2000ª, p. 232).
    • Freire defende uma pedagogia a qual denominou Concepção Problematizadora e Libertadora da Educação, onde há uma busca pela interação entre homem e mundo.
    • Dessa maneira, ao libertar o corpo da interdição que o sufoca, a educação como prática da liberdade, realiza a pedagogia do oprimido que é uma pedagogia para a liberdade.
  • Freire: do corpo interditado na escola ao corpo emancipado
    • Desde cedo todo aluno aprende a seguir várias regras que visam o autocontrole de suas ações no âmbito escolar, primeiramente, e que se expande no âmbito do convívio social. desta forma, "ser aluno significa, antes de mais nada, assumir o papel designado." (OLIVEIRA, 2006ª, p. 60)
    • Negação da corporalidade na escola não é descontextualizado, pois contém traços de uma sociedade marcada pela dominação.
    • A passagem da escola doméstica para a escola graduada – redefinições da corporalidade no ambiente escolar.
    • Escolarização dos corpos, pois heterogeneidade de hábitos, de ações e gestos dificultam o trabalho do professor.
    • Autoritarismo do professor. Medo do aluno.
  • Uma epistemologia freireana do corpo negado
    • Nas sociedades cujas formações sociais foram de origem colonizada, as reflexões filosóficas e históricas em torno da negação do corpo do outro mostram que nestas sociedades a negação se apresenta na forma de violência sobre o corpo.
    • Nossa desfavorável colonização, fortemente predatória e assinalada pela exploração, aponta para o que Paulo Freire chamou de uma “inexperiência democrática” das pessoas submetidas a essa educação.
    • Paulo Freire fala da “autodemissão” do corpo consciente, uma forma de violência simbólica perpetrada pelo “poder da domesticação alienante” (FREIRE, 1997, p. 128) sobre os corpos de homens e mulheres.
    • “ autodemitir-se” do corpo - aceitação de domínio que é exercido sobre seu corpo.
  • Uma epistemologia freireana do corpo negado
    • Mas Freire ressalta que a autodemissão do corpo requer uma ação contrária: a admissão do corpo na sua totalidade e nas suas expressões para o mundo.
    • Freire fala também da “interdição do corpo” - historicamente, no Brasil, o corpo, em especial o corpo dos mais frágeis, foi proibido de ser, não foi sujeito, mas sujeitado.
    • Superação dessa situação: dialogicidade.
  • Uma epistemologia freireana do corpo negado
    • Aprender a ler, é aprender a ler as palavras e ler o mundo também para poder atuar na sua transformação. E a arte, tem muito a colaborar nessa leitura de mundo.
    • Leitura do mundo, inicialmente, por meio da imagem do mundo que vai sendo construída.
    • Paulo Freire lançou mão da expressão artística para “desafiar” os animadores culturais, formadores nos círculos de cultura, a fazerem eles mesmos a leitura do mundo. Era a imagem, criada pela mão de um artista, que iria servir à educação na tarefa de levar os educadores a realizarem a leitura do mundo.
  • Francisco Brenand Fonte: Acervo do artista, disponibilizado digitalmente
  • Uma epistemologia freireana do corpo negado
    • Comenius: alguns pontos de sua produção científica servirá para estabelecer algumas relações com as ações pedagógicas de Paulo Freire.
    • Dentre outras coisas, Comenius propunha:
    • o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança, no processo de aprendizagem;
    • a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação;
    • educação sem punição, mas com diálogo , exemplo e ambiente adequado; ambiente escolar arejado, belo, com espaço livre e ecológico;
    • Interdisciplinaridade;
    • afetividade do educador;
    • coerência de propósitos educacionais entre família e escola;
    • desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito cientifico;
    • a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo, moral – enfim, do homem integral.  (COLOMBO, 2006, p. 24)
    • Com o livro Orbis Sensualium Pictus ou O mundo sensível das imagens, Comenius remonta toda a história do uso de imagens na humanidade.
    • A organização do livro é didática e baseia-se em imagens e palavras.
    • o educando se identifica com aquilo que esta aprendendo, não há nada aquém da sua realidade. E com o uso das imagens, da expressão artística, acrescentava a experiência sensorial.
    Fonte: http://www.uned.es/manesvirtual/Historia/Comenius/OPictus/Pictus133.jpg
  • Uma epistemologia freireana do corpo negado
    • A importância do uso dos sentidos na educação, pois são mais diretivos e cognitivos do que a racionalização.
    • A importância do trabalho com a arte que prioriza as expressões artísticas do corpo, que possibilite a comunicação entre os sujeitos, que humanize e transforme o oprimido em sujeito ativo em suas relações com o mundo.
    • Por isto mesmo, Paulo Freire lançou mão das expressões artísticas, para libertar corpos oprimidos, interditados de ser, incapazes de tomarem consciência de si e de sua situação de docilização.
    • Acreditava ele que a arte era um fenômeno de percepção capaz de atuar na consciência das pessoas, indo além da simples racionalização intelectual. Portanto, a “interdição do corpo inconsciente” é vencida pela ação libertadora da pedagogia utilizando como instrumento a expressão artística: corpo em movimento.
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS
    • O corpo foi alvo das esferas dominantes da sociedade - o pensamento de Michel Foucault apresenta esta relação entre corpo e poder.
    • O pensamento de Paulo Freire vem contribuir para estabelecer as relações entre todas as discussões até então expostas.
    • O diálogo liberta o corpo por fazendo-o sujeito capaz de sentir-se participante ativo na construção do mundo.
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS
    • A ação dialógica fazendo a ponte entre a arte e a expressão artística a partir da sua relação com a educação, torna-se mais desafiadora ao resgatar as idéias do educador tcheco, do século XVII, Joan Amos Comenius.
    • A arte como expressão da liberdade pode encontrar no corpo sua expressão genuína, no ímpeto de libertar os corpos interditados de ser, que por imposições de outros, tornaram-se incapazes de agir, expressar-se naturalmente.