O primeiro reinado e o perído regencial

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O primeiro reinado e o perído regencial

  1. 1. A MONARQUIA BRASILEIRA Natania Nogueira [email_address] www.historiadoensino.blogspot.com
  2. 2. O GOVERNO DE DOM PEDRO I <ul><li>O Primeiro Reinado - 1822/1831 - foi marcado por sérios conflitos de interesses. De um lado os que desejavam preservar as estruturas socioeconômicas vigentes. Do outro, D. Pedro I pretendendo aumentar e reforçar o seu próprio poder, evidenciado na marca característica da Constituição outorgada de 1824: o Poder Moderador exclusivo do imperador. </li></ul>
  3. 3. A ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE DE 1823 <ul><li>O primeiro ato político importante de D. Pedro I, após a coração, é a convocação da Assembléia Constituinte, eleita no início de 1823. </li></ul><ul><li>É também seu primeiro fracasso: devido a uma forte divergência entre os deputados brasileiros e o soberano, que exigia um poder pessoal superior ao do Legislativo e do Judiciário, a Assembléia é dissolvida em novembro. A Constituição é outorgada pelo imperador em 1824. </li></ul><ul><li>Contra essa decisão rebelam-se algumas províncias do Nordeste, lideradas por Pernambuco. A revolta, conhecida pelo nome de Confederação do Equador, é severamente reprimida pelas tropas imperiais. </li></ul>
  4. 4. A CONSTITUIÇÃO DO IMPÉRIO DE 1824 <ul><li>D. Pedro I nomeou um Conselho de Estado formado por 10 membros que redigiu a Constituição. </li></ul><ul><li>Após ser apreciada pelas Câmaras Municipais, foi outorgada (imposta) em 25 de março de 1824, estabelecendo os seguintes pontos: - um governo monárquico unitário e hereditário. - voto censitário (baseado na renda) e descoberto (não secreto). - eleições indiretas </li></ul><ul><li>- catolicismo como religião oficial. - submissão da Igreja ao Estado. - quatro poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador. </li></ul>
  5. 6. O AUTORITARISMOS DE DOM PEDRO I <ul><li>Embora a Constituição de 1824 determine que o regime vigente no país seja liberal, o governo é autoritário. </li></ul><ul><li>Dom Pedro impõe sua vontade aos políticos, gerando um crescente conflito com os liberais. </li></ul><ul><li>Preocupa também o seu excessivo envolvimento com a política interna portuguesa. </li></ul><ul><li>Em 1825, com a entrada e a derrota do Brasil na Guerra da Cisplatina, a crise política se agrava. </li></ul>
  6. 7. A ABDICAÇÃO DE DOM PEDRO I <ul><li>Sua última tentativa de recuperar prestígio político é frustrada pela má recepção que teve durante uma visita a Minas Gerais na virada de 1830 para 1831. </li></ul><ul><li>A intenção era costurar um acordo com os políticos da província. No entanto, alguns setores da elite mineira fazem questão de ligá-lo ao assassinato do jornalista. </li></ul><ul><li>Os portugueses instalados no Rio de Janeiro promovem uma manifestação pública em favor ao imperador. </li></ul><ul><li>Isso desencadeia uma retaliação dos setores antilusitanos: é a Noite das Garrafadas </li></ul><ul><li>Dom Pedro é aconselhado por seus ministros a renunciar ao trono brasileiro. Ele abdica em 7 de abril de 1831 e retorna a Portugal. </li></ul>
  7. 8. O PERÍODO REGENCIAL <ul><li>Em 1831, D. Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho Pedro de Alcântara, que </li></ul><ul><li>tinha apenas 5 anos de idade. </li></ul><ul><li>Conforme as regras da constituição do império, o Brasil seria governado por um conselho de três regentes, eleitos pelo Legislativo, enquanto Pedro de Alcântara não atingisse a maioridade (idade de 18 anos). </li></ul><ul><li>O período regencial foi marcado também por importantes revoltas políticas e sociais </li></ul><ul><li>que, agitaram a vida do país. </li></ul><ul><li>Diferentes setores da sociedade (desde os grupos mais ricos até os mais pobres) lutavam pelo poder político </li></ul>
  8. 9. OS GRUPOS POLÍTICOS E A DISPUTA PELO PODER <ul><li>A vida pública do país foi dominada por três grupos </li></ul><ul><li>principais que disputavam o poder político: restauradores, liberais moderados e liberais exaltados. </li></ul><ul><li>Em 1834, D. Pedro morreu em Portugal, aos trinta e seis anos de idade. Com sua morte, teve fim o objetivo do grupo dos restauradores. </li></ul><ul><li>Por volta de 1837, o grupo dos liberais moderados dividiu-se em duas grandes alas: os progressistas e os regressistas. Eles passaram a disputar o Centro do poder. </li></ul>
  9. 10. AS REGÊNCIAS <ul><li>Regência Trina Provisória </li></ul><ul><li>- No dia 7 de abril de 1831 (data da abdicação), o Parlamento brasileiro estava em férias. Os poucos políticos que se encontravam na cidade resolveram, como solução de emergência, eleger uma Regência Provisória para governar a nação, até que se elegesse a regência permanente. </li></ul><ul><li>A Regência Trina Provisória governou o país durante quase três meses. Participaram dela: senador Carneiro de Campos, senador Campos Vergueiro e brigadeiro Francisco de Lima e Silva. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>A Regência Trina Permanente </li></ul><ul><li>- Após reunir deputados e senadores do país, a assembléia Geral elegeu a Regência Trina Permanente, no dia 17 de junho de 1831. </li></ul><ul><li>Durante a Regência Trina Permanente, destacam-se: </li></ul><ul><li>A criação da Guarda Nacional (uma polícia de confiança do governo e das classes dominantes agrárias) </li></ul><ul><li>O Ato Adicional de 1834 (uma reforma na constituição do império - uma tentativa de harmonizar as diversas forças políticas que brigavam no país). </li></ul>
  11. 12. <ul><li>A regência do Padre Feijó </li></ul><ul><li>O padre Diogo Antônio Feijó, que era ligado à ala progressista dos moderados, ganhou as eleições para regente, com uma margem pequena de votos. </li></ul><ul><li>Depois de eleito, Feijó sofreu grande oposição dos regressistas, que o acusavam de não conseguir impor ordem no país. </li></ul><ul><li>Explodiram, durante seu governo, importantes rebeliões como a Cabanagem no Pará e a Farroupilha no Rio Grande do Sul. </li></ul><ul><li>Quando ainda faltavam dois anos para terminar seu mandato, Feijó decidiu renunciar ao cargo de regente. Provisoriamente, a regência foi entregue a Pedro de Araújo Lima, senador pernambucano que representava os regressistas. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>A regência de Araújo Lima </li></ul><ul><li>Ao assumir o poder, Araújo Lima montou um ministério composto só de políticos conservadores. </li></ul><ul><li>Combateu as revoltas provinciais com violência. </li></ul><ul><li>As rebeliões separatistas ameaçavam a unidade territorial do país. </li></ul><ul><li>A Lei Interpretativa do Ato Adicional (12 de maio de 1840), que reduzia o poder das províncias e colocava os órgãos da Polícia e da Justiça sob o comando do poder central. </li></ul>
  13. 14. REVOLTAS DO PERÍODO REGENCIAL <ul><li>A Cabanagem (Pará , 1835 a 1840): Seu nome deriva das cabanas construídas às margens dos rios, onde vivia a maior parte da população. As causas principais foram a revolta dos liberais contra o presidente nomeado pelo governo regencial e a situação de miséria dos cabanos. A revolta resultou no domínio sobre Belém durante um ano e lutas no interior do Pará. Além disso, acarretou a morte de 40% da população da província. </li></ul><ul><li>A Sabinada (Bahia, 1837 a 1838). Seu nome se originou do líder do movimento, o médico Francisco Sabino. A causa principal foi a insatisfação com as autoridades impostas pelos regentes na província. A revolta resultou na organização da República Bahiense. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>A Balaiada ( Maranhão, 1838 a 1841): Seu nome deriva do fato que parte dos revoltosos eram fabricantes de balaios. As causas principais foram a insatisfação com o presidente nomeado pelos regentes e as precárias condições de vida dos vaqueiros, fazedores de balaios e escravos. * A revolta resultou na conquista da vila de Caxias e na anistia dos revoltosos. </li></ul><ul><li>A Guerra dos Farrapos (Rio Grande do Sul, 1835 a 1845): Seu nome se originou dos precários trajes dos revoltosos. Seus principais líderes foram Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi. As causas principais foram os altos impostos sobre produtos gaúchos e exigência por mudanças políticas. A revolta resultou na criação da República Rio-Grandense, no Rio Grande do Sul e na República Juliana, em Santa Catarina. Os revoltosos foram anistiados. </li></ul>
  15. 16. O GOLPE DA MAIORIDADE <ul><li>Os Liberais fora do poder fundaram o Clube da Maioridade, organização política cujo objetivo era lutar pela antecipação da maioridade do príncipe a fim de que ele pudesse assumir o trono. </li></ul><ul><li>Em 1840, a Assembléia Nacional aprovou a antecipação da idade do príncipe Pedro de Alcântara. Era a vitória do Clube da Maioridade. </li></ul><ul><li>Assim, o jovem Pedro foi aclamado imperador, como título de D. Pedro II, em 23 de julho de 1840. Iniciava-se o Segundo Reinado, período que durou quase meio século (1840 a 1889). </li></ul>

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