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Rian: Caricatura e Pioneirismo Feminino no Brasil Natania  nogueira [email_address]
Objetivo e base teórica <ul><li>A presente comunicação tem por objetivo propor um estudo sobre a vida e a obra da caricatu...
<ul><li>A violência simbólica corresponde a um tipo de violência que é exercida em parte com o consentimento de quem a sof...
<ul><li>Foram utilizadas como fontes de pesquisas trabalhos acadêmicos na forma de livros  dissertações; biografias e auto...
<ul><li>AMARAL, Solange Melo do.  Discurso autobiográfico: o caso de Nair de Teffé.  – Rio de Janeiro: Museu da República,...
Nair de Teffé <ul><li>Nair de Teffé Von Hoonholtz nasceu na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1886. Filha de Antônio Luiz...
Nair de Teffé - Rian
<ul><li>Em 1909, assinando como Rian, publicou sua primeira caricatura retratando a artista francesa Réjane, na Fon-Fon. <...
A dominação masculina e a libertação pela arte <ul><li>Nair era uma mulher que vivia sob a tutela masculina. Primeiro  do ...
<ul><li>A pesquisadora  Maria de Fátima Hanaque Campos  chama atenção para o fato de que havia uma preocupação dos editore...
<ul><li>A Galeria dos Smarts começou a ser publicada na Gazeta de Notícias em 1910 e era exclusivamente para figuras mascu...
<ul><li>Nair teve sua vida controlada pelo pai, que lhe permitia desenvolver sua arte mas não desejava que a filha tivesse...
Predominância do mundo masculino e invisibilidade  feminina <ul><li>Nair é uma representação da mulher moderna de elite qu...
Antônio Luiz Von Hoonholtz, o Barão de Teffé
Foto do casamento de Nair com o Presidente Hermes  da Fonseca.
Rui Barbosa, por Nair de Teffé
Galeria das Elegâncias - Madame A. Azevedo
Galeria das Elegâncias - Mlle Cordilho
Nair e o grotesco “Hermes da Fonseca Nú” – fotografia de caricatura exposta na Casa França-Brasil, em 2004
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Nair de teffé

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Apresentação de slides sobre Nair de Teffe - ST História em quadrinhos, Anpuh/2011.

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  1. 1. Rian: Caricatura e Pioneirismo Feminino no Brasil Natania nogueira [email_address]
  2. 2. Objetivo e base teórica <ul><li>A presente comunicação tem por objetivo propor um estudo sobre a vida e a obra da caricatunista Nair de Teffé tendo como base teórica Pierre Bourdieu e o conceito de violência Simbólica. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A violência simbólica corresponde a um tipo de violência que é exercida em parte com o consentimento de quem a sofre. </li></ul><ul><li>A raiz da violência simbólica estaria no reconhecimento da autoridade exercida por certas pessoas e grupos de pessoas . </li></ul><ul><li>( BOURDIEU. Pierre. La domination masculine. Paris - Éditions du Seuil, 1998). </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Foram utilizadas como fontes de pesquisas trabalhos acadêmicos na forma de livros dissertações; biografias e autobiorafias; periódicos digitlizados (disponveis na internet), como a Fon-Fon e publicações especializadas na área. </li></ul>Fontes pesquisadas
  5. 5. <ul><li>AMARAL, Solange Melo do. Discurso autobiográfico: o caso de Nair de Teffé. – Rio de Janeiro: Museu da República, 2007. </li></ul><ul><li>CAMPOS, Maria de Fátima Hanaque. Rian: a primeira caricaturista brasileira (primeira fase artística: 1909-1926). Dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de Comunicações Artes da USP. São Paulo, 1990. </li></ul><ul><li>FONSECA, Nair de Teffé da. A verdade sobre a Revolução de 1922 . Rio de Janeiro, 1974. </li></ul><ul><li>LIMA, Herman. História da Caricatura no Brasil . Rio de Janeiro: José Olympio Ed., 1963, </li></ul><ul><li>RODRIGUES, Antônio Edmilson Martins. Nair de Teffé: vidas cruzadas .- Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002. </li></ul><ul><li>SANTOS, Paulo César dos. Nair de Teffé: Símbolo de uma época. 2ª ed. – Petrópolis , RJ: Sermograf, 1999. 127p. </li></ul>
  6. 6. Nair de Teffé <ul><li>Nair de Teffé Von Hoonholtz nasceu na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1886. Filha de Antônio Luiz Von Hoonholtz, o Barão de Teffé, frigura proeminente no Império. </li></ul><ul><li>Nair e sua família partiram para a Europa pouco depois da proclamação da República. </li></ul><ul><li>Lá estudou nas melhores esoclas do sul da França e descobriu seu talento para o desenho. Aos nove anos produziu sua primeira caritacatura. </li></ul>
  7. 7. Nair de Teffé - Rian
  8. 8. <ul><li>Em 1909, assinando como Rian, publicou sua primeira caricatura retratando a artista francesa Réjane, na Fon-Fon. </li></ul>
  9. 9. A dominação masculina e a libertação pela arte <ul><li>Nair era uma mulher que vivia sob a tutela masculina. Primeiro do pai, depois do marido. </li></ul><ul><li>A arte sempre foi a forma que ela encontrou de expressar livremente suas opiniões. </li></ul><ul><li>Mas mesmo sua caricatura sofria interferência masculina, na forma dos editores das revistas para as quais publicava. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A pesquisadora Maria de Fátima Hanaque Campos chama atenção para o fato de que havia uma preocupação dos editores em amenizar o tom jocoso da caricatura por meio de legendas elogiosas. </li></ul><ul><li>No entanto, na sua “Galeria dos Smarts”, não existe esta preocupação. </li></ul>Caricatura de Laurinda Santos Lobo (FONSECA, 1974: 165), publicada com a seguinte legenda: A super-chic Mne. S.L. ou a vitória de Mato Grosso sobre Paris (Galeria das Elegâncias. Fon-Fon! Rio de Janeiro, n. 31, ano IV, 13 de agosto de 1910).
  11. 11. <ul><li>A Galeria dos Smarts começou a ser publicada na Gazeta de Notícias em 1910 e era exclusivamente para figuras masculinas. </li></ul><ul><li>As legendas nada acrescentavam à caricatura. </li></ul><ul><li>Os homens podem ser expostos ao “ridículo” da caricatura, as mulheres devem ser poupadas. </li></ul>Gaillard Lacombe – Ministro da França Gazeta de Notícias, 1910
  12. 12. <ul><li>Nair teve sua vida controlada pelo pai, que lhe permitia desenvolver sua arte mas não desejava que a filha tivesse independência econômica; </li></ul><ul><li>Aceitou seu casamento com Hermes da Fonseca, mas procurou controlar a vida do casal o tanto quanto possível; </li></ul><ul><li>Na viuvez e já mais velha Nair continua a ter no pai um padrão de comportamento ético e moral. </li></ul><ul><li>O Barão de Teffé estabeleceu com Nair uma espécie de liberdade controlada: concedia a ela seus caprichos, mas impunha condições. </li></ul>
  13. 13. Predominância do mundo masculino e invisibilidade feminina <ul><li>Nair é uma representação da mulher moderna de elite que tem na arte uma forma de expressar suas rebeldias. </li></ul><ul><li>Por outro lado, Nair estabelece com os homens de sua vida uma relação de violência simbólica onde acaba sacrificando suas ambições pessoais mediante a necessidade de atender aos desejos e expectativas do pai e/oi do marido. </li></ul><ul><li>Esta relação pode ser verificada em suas biografias: nelas imperam duas figuras, o Barão e o Presidente. </li></ul><ul><li>As mulheres aparecem em segundo plano. </li></ul><ul><li>A mãe é uma figura praticamente invisível. </li></ul>
  14. 14. Antônio Luiz Von Hoonholtz, o Barão de Teffé
  15. 15. Foto do casamento de Nair com o Presidente Hermes da Fonseca.
  16. 16. Rui Barbosa, por Nair de Teffé
  17. 17. Galeria das Elegâncias - Madame A. Azevedo
  18. 18. Galeria das Elegâncias - Mlle Cordilho
  19. 19. Nair e o grotesco “Hermes da Fonseca Nú” – fotografia de caricatura exposta na Casa França-Brasil, em 2004
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