Hq4

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Parte4 do material utilizado em oficina de quadrinhos ministrada na UFU, em novembro de 2009.

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Hq4

  1. 1. Oficina de Histórias em quadrinhos Natania Nogueira [email_address] Valéria Fernandes [email_address]
  2. 2. O que são Histórias em Quadrinhos? <ul><li>Histórias em quadrinhos são um ramo da arte seqüencial, na qual podemos incluir também o cinema. </li></ul><ul><li>Elas começaram ser popularizadas em meados do século XIX e se tornaram uma forma de arte e literatura. </li></ul><ul><li>Elas recebem várias denominações: Histórias em Quadrinhos ou Hqs (Brasil), Banda desenhada ou BD (Portugal), Bande dessinée ou BD (países de língua francesa), etc. </li></ul>
  3. 4. Histórias em Quadrinhos são literatura? <ul><li>Não: literatura é literatura, quadrinhos são quadrinhos. </li></ul><ul><li>Quadrinhos são uma manifestação artística autônoma, que embora estabeleça diálogos com a literatura não é literatura. </li></ul>
  4. 5. O que caracteriza uma HQ? <ul><li>Uma HQ tem características próprias que ajudam a diferenciá-las de ilustrações comuns. Estas características podem ser identificadas facilmente. </li></ul><ul><li>A presença de todos estes elementos em uma HQ não é exigência. A ausência de um ou outro elemento não descaracteriza uma HQ. </li></ul>
  5. 6. Quadro ou requadro <ul><li>é a moldura da história em quadrinhos. Dentro dela se desenha uma cena </li></ul>
  6. 7. Recordatório : <ul><li>são painéis dentro dos quadrinhos usados pelo narrador. Muitas vezes utilizam-se cores diferentes nestes painéis </li></ul>
  7. 8. Onomatopéias <ul><li>palavras que representam sons. </li></ul>
  8. 9. Linhas cinéticas <ul><li>riscos que indicam movimentos </li></ul>
  9. 10. Desenhos iconográficos <ul><li>é uma imagem que tem alguma característica com o que está sendo representado. Ex: uma árvore, uma nuvem pássaros, etc. </li></ul>
  10. 11. Metáforas visuais <ul><li>metáforas em desenhos para indicar um sentimento ou um acontecimento. Ex: um coração soltando do peito como sinal de paixão; notas musicais indicando um assovio, raiva, etc. </li></ul>
  11. 12. Balões <ul><li>Existem vários tipos de balões: </li></ul><ul><li>De pensamento </li></ul><ul><li>De sussurro </li></ul><ul><li>De grito </li></ul><ul><li>De choro ou lamento </li></ul><ul><li>De diálogo ou fala. </li></ul><ul><li>Vamos ver alguns exemplos </li></ul>
  12. 13. Balão de pensamento
  13. 14. Balão de diálogo
  14. 15. Balão de grito <ul><li>O Balão de grito pode vir “tremido” ou parecido com o balão de diálogo, mas o que realmente o diferencia é o negrito das palavras ou o fato de elas estarem em um tamanho maior que as outras. </li></ul>
  15. 16. Balão de coletivo
  16. 17. Balão duplo
  17. 18. Balão indicador
  18. 19. FORMATOS DE QUADRINHOS <ul><li>Cartum é o suporte onde eram feitos desenhos ingênuos e descompromissados de humor para serem inseridos nos jornais em seus primórdios. Geralmente constitui-se de um só desenho. O Cartum é a matriz da charge. </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Charge é uma palavra da língua francesa e significa &quot;ataque&quot; ou &quot;carregar&quot;, no figurativo. Ela se constitui igualmente de um só desenho, diferindo do cartum no sentido que é sempre um desenho exagerado de caráter crítico, em geral à política, e preso a determinada época ou fato importante. </li></ul>
  20. 23. <ul><li>Caricatura vem do vocábulo italiano Caricare e significa &quot;carregar&quot;, &quot;exagerar&quot; e, embora em nosso país esteja muito ligada aos desenhos que satirizam rostos, pode estar presente também como a caricaturização de alguma cena ou fato e por isto, na verdade, a Caricatura se torna sinônima de Charge, podendo existir em qualquer uma das três outras modalidades, seja o Cartum, a Charge ou as Histórias em Quadrinhos. </li></ul>
  21. 25. <ul><li>A tira , também conhecida como tira diária , é uma seqüência de imagens. O termo é atualmente mais usado para definir as tiras curtas publicadas em jornais, mas historicamente o termo foi designado para definir qualquer espécie de tira, não havendo limite máximo de quadros, sendo o mínimo de dois. </li></ul>
  22. 27. <ul><li>Fanzine : é uma revista em quadrinhos amadora, feita de forma artesanal. É uma alternativa barata àqueles que desejam produzir suas próprias revistas para um público específico, e conta com estratégias informais de distribuição. O termo é também usado para definir publicações amadoras feitas por fãs de outros meios de entretenimento, trazendo notícias e ensaios sobre música, esportes e programas de televisão em geral. </li></ul>
  23. 29. <ul><li>Webcomics , também conhecido como &quot;online comics&quot; e &quot;web comics&quot;, são histórias em quadrinhos publicadas na internet. Com a popularização da internet, o formato webcomic evoluiu, passando a tratar desde as tradicionais tiras diárias até graphic novels. </li></ul><ul><li>Graphic novel é um termo para um formato de revista em quadrinhos que geralmente trazem enredos longos e complexos, frequentemente direcionados ao público adulto. </li></ul>
  24. 30. Vamos fazer nossas próprias HQs?
  25. 31. <ul><li>Fazer uma HQ não é algo muito complicado, basta alguns materiais básicos como: </li></ul><ul><li>Lápis de cor </li></ul><ul><li>Papel </li></ul><ul><li>Borracha </li></ul><ul><li>Caneta preta </li></ul><ul><li>Régua </li></ul>
  26. 32. <ul><li>Defina o tipo de quadrinho que deseja fazer: uma história em quadrinhos ou uma tira. A escolha depende do seu objetivo. </li></ul><ul><li>Se a idéia é trabalhar conceitos lógicos, a tira é recomendada. Professores de física, matemática, biologia e química preferem utilizar as tiras. </li></ul>
  27. 33. <ul><li>Se o objetivo e desenvolver uma idéia ou um conceito, uma história em quadrinhos de uma a quatro páginas é a melhor opção. </li></ul><ul><li>Professores da área de ciências humanas, preferem as HQs. </li></ul>
  28. 34. <ul><li>Para a alfabetização, deve-se começar com tiras “mudas”, passar para tiras com texto e, em anos mais adiantados passar para as HQs propriamente ditas. </li></ul><ul><li>Neste caso, cabe ao professor determinar o momento certo para passar de uma fase para outra, até que o aluno esteja apto a produzir uma HQ com todos o máximo de elementos possível. </li></ul>
  29. 35. A criação de personagens <ul><li>Ao começar a fazer uma HQ com seus alunos é bom esclarecer que antes de começar a desenhar é preciso planejar a história. A primeira coisa é criar o personagem e definir sua personalidade, seus aspectos físicos, suas qualidades e seus defeitos. Nessa fase, o artista deve desenhar cada um dos tipos em posições variadas e com expressões faciais bem marcadas. Treinando o seu traço não haverá perigo de ao longo da história, o personagem ficar irreconhecível. </li></ul>
  30. 36. Definição do roteiro <ul><li>O roteiro ou argumento é a idéia geral da história, com começo, meio e fim. Ele deve ser planejado quadro a quadro. Nessa fase as páginas são diagramadas (traçadas), as cenas descritas e os diálogos finalmente definidos. </li></ul>
  31. 37. O desenho, a arte e as cores <ul><li>O desenho deve ser feito inicialmente a lápis e as linhas de todos os elementos das páginas são marcadas ­ personagens, cenário, balões, onomatopéias e os contornos dos quadrinhos. </li></ul><ul><li>O texto deverá ser feito usando-se preferencialmente uma caneta preta esferográfica comum, preencha o texto dos balões e dos recordatórios. Para manter equilíbrio entre o texto e a imagem, planeje, então, o desenho e o texto simultaneamente. </li></ul>
  32. 38. <ul><li>Colorir é o último passo. Como as letras, os demais elementos gráficos recebem a tinta pretos, cobrindo cuidadosamente os traços a lápis e corrigindo eventuais falhas. Para dar efeito de luz e sombra, pode-se sombrear ou pontilhar. As cores dão um toque especial ao quadrinho. Elas devem estar de acordo com o objetivo do autor. </li></ul>
  33. 39. <ul><li>Agora que você tem as informações básicas para produzir quadrinhos, vamos começar? </li></ul>
  34. 40. <ul><li>O conteúdo desta aula pode ser usado, desde que seja dado crédito a quem produziu o material. </li></ul>

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